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04/06/2019 Minas Gerais – Wikipédia, a enciclopédia livre

Minas Gerais
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Minas  Gerais  é  uma  das  27  unidades
Estado de Minas Gerais
federativas  do  Brasil,  sendo  o  quarto
estado  com  a  maior  área  territorial  e  o
segundo  em  quantidade  de  habitantes,
localizada  na  Região  Sudeste  do  país.
Limita­se ao sul e sudoeste com São Paulo,
a oeste com Mato Grosso do Sul, a noroeste
com  Goiás  e  Distrito  Federal,  a  norte  e Bandeira Brasão
nordeste  com  a  Bahia,  a  leste  com  o
Lema: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN
Espírito  Santo  e  a  sudeste  com  o  Rio  de
(Liberdade ainda que tardia)
Janeiro.  Seu  território  é  subdividido  em
853  municípios,  a  maior  quantidade Hino: Hino de Minas Gerais
dentre os estados brasileiros.
Gentílico: mineiro
A  topografia  mineira  é  bastante
acidentada,  sendo  que  alguns  dos  picos
mais  altos  do  país  encontram­se  em  seu
território.  O  estado  também  abriga  a
nascente  de  alguns  dos  principais  rios  do
Brasil,  o  que  o  coloca  em  posição
estratégica  no  que  se  refere  aos  recursos
hídricos  nacionais.  Possui  clima  tropical,
que  varia  de  mais  frio  e  úmido  no  sul  até
semiárido  em  sua  porção  setentrional.
Todos  esses  fatores  aliados  propiciam  a
existência  de  uma  rica  fauna  e  flora
distribuídas  nos  biomas  que  cobrem  o
estado,  especialmente  o  cerrado  e  a
ameaçada Mata Atlântica.

O  território  de  Minas  Gerais  era  habitado


por  indígenas  quando  os  portugueses
Localização
 ­ Região Sudeste
chegaram ao Brasil. Contudo, ocorreu uma
São Paulo (S e SO), Mato
grande migração para o estado a partir do
Grosso do Sul (O), Goiás e
momento  em  que  foi  anunciada  a
Distrito Federal (NO),
existência  de  ouro.  A  extração  do  metal  ­ Estados limítrofes
Bahia (N e NE), Espírito
trouxe  riqueza  e  desenvolvimento  para  a
Santo (L) e Rio de Janeiro
então  província,  proporcionando  seu
(SE)
desenvolvimento  econômico  e  cultural.  ­ Regiões geográficas
13
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Mas  o  ouro  logo  se  tornou  escasso, intermediárias


provocando  a  emigração  de  grande  parte  ­ Regiões geográficas
70
da população, até que um novo ciclo (o do imediatas
café)  novamente  traria  a  Minas  projeção  ­ Municípios 853
nacional  e  cujo  fim  levou  ao  processo  de
Capital  Belo Horizonte
industrialização  relativamente  tardio.
Minas Gerais atualmente possui o terceiro Governo
maior  produto  interno  bruto  do  Brasil,  ­ Governador(a) Romeu Zema (NOVO)
sendo que grande parte do total produzido  ­ Vice­governador(a) Paulo Brant (NOVO)
no  estado  ainda  se  deve  a  atividades  ­ Deputados federais 53
mineradoras.  Tal  desenvolvimento  ­ Deputados estaduais 77
também  advém  de  sua  notável Antonio Anastasia (PSDB)
infraestrutura,  como  a  grande  quantidade  ­ Senadores Carlos Viana (PSD)
de  usinas  hidroelétricas  e  a  maior  malha Rodrigo Pacheco (DEM)
rodoviária do país. Área  
 ­ Total 586 522,122 km² (4º) [1]
Em  virtude  de  suas  belezas  naturais  e  de
seu  patrimônio  histórico,  Minas  Gerais  é População 2017
um importante destino turístico brasileiro.  ­ Estimativa 21 119 536 hab. (2º)[2]
O  povo  mineiro  possui  uma  cultura  ­ Densidade 36,01 hab./km² (14º)
peculiar,  marcada  por  manifestações Economia 2016[3]
religiosas tradicionais e culinária típica do  ­ PIB R$ 544,634 bilhões (3º)
interior, [7]  além  de  importância  nacional  ­ PIB per capita R$ 25 937 (11º)
nas produções artísticas contemporâneas e
também no cenário esportivo.
Indicadores 2010/2015[4][5]
 ­ Esper. de vida (2015) 77,0 anos (6º)
 ­ Mort. infantil (2015) 11,4‰ nasc. (21º)
 ­ Alfabetização (2010) 92,3% (10º)
Índice  ­ IDH (2017) 0,787 (7º) – alto [6]

Etimologia Fuso horário UTC−03:00


História Clima Tropical e tropical de
Ocupação indígena altitude Aw, Cwa, Cwb
A corrida do ouro
Inconfidência Mineira Cód. ISO 3166­2 BR­MG
Decadência da produção
mineral
Site governamental http://www.mg.gov.br/ (ht
tp://www.mg.gov.br/)
O período imperial
Cafeicultura
Industrialização
Geografia
Relevo
Hidrografia
Clima
Ecologia e meio ambiente
Demografia
Etnias
Habitação
Renda e desigualdade

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Religião
Política
Subdivisões
Economia
Agropecuária
Indústria
Serviços
Infraestrutura
Serviços básicos
Energia
Saúde
Educação
Ciência e tecnologia
Comunicações
Segurança pública e criminalidade
Transportes
Cultura
Artes cênicas
Música, cinema e literatura
Folclore, artesanato e culinária
Arquitetura
Turismo
Esportes
Feriados
Ver também
Notas
Referências
Bibliografia
Ligações externas

Etimologia
Minas Gerais se relaciona literalmente por abrigar campos de extração de inúmeros minérios, principalmente
ouro, [8]  denominadas  "minas  gerais",  em  oposição  às  minas  particulares  ou  por  sua  variedade  de  tipos  de
minério. [9]  No  início  do  século  XVIII,  a  região  era  simplesmente  denominada  Minas. [8]  Em  1710,  surge  a
capitania de São Paulo e Minas de Ouro e, em 1720, desmembra­se dela a capitania de Minas Gerais. [8]

História
Uma  parte  da  história  do  atual  estado  de  Minas  Gerais  foi  determinada  pela  exploração  da  grande  riqueza
mineral que se encontra em seu território. Seu nome, inclusive, provém da larga quantidade e variedade das
minas presentes, que passaram a ser exploradas desde o século XVII e até os dias atuais movimentam uma
fração importante da economia do estado. [10]

Ocupação indígena

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A região onde se encontra atualmente Minas Gerais já era habitada por povos indígenas possivelmente entre
11 400 a 12 000 anos atrás, período o qual estima­se ter se originado Luzia, nome recebido pelo fóssil humano
mais antigo encontrado nas Américas, achado em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta na região de Lagoa
Santa e Pedro Leopoldo, na Região  Metropolitana  de  Belo  Horizonte. [11][12][13]  Na  região  dos  municípios  de
Januária,  Montalvânia,  Itacarambi  e  Juvenília,  no  norte  do  estado,  escavações  arqueológicas  levaram  a
estimativas  de  que  a  ocupação  inicial  tenha  ocorrido  entre  11  000  e  12  000  anos  atrás.  Desse  período,
herdaram­se  características  culturais  como  o  uso  de  peças  de  pedra  ou  osso,  fogueiras  extintas,  criação  de
cemitérios,  pequenos  silos  com  sementes  e  pinturas  rupestres.  Mais  tarde,  há  cerca  de  quatro  mil  anos,
especula­se  que  tenha  ocorrido  o  cultivo  de  vegetais,  em  especial  o  milho,  e  há  dois  mil  anos  já  havia
importante manufatura de produtos cerâmicos. [14]

O achamento de Luzia, na década de 1970, fez com que fosse formulada a hipótese de que o povoamento das
Américas  teria  sido  feito  por  correntes  migratórias  de  caçadores  e  coletores,  ambas  vindas  da  Ásia,
provavelmente pelo estreito de Bering através de uma língua de terra chamada Beríngia (que se formou com a
queda do nível dos mares durante a última idade do gelo). [13][14] Os povos indígenas que predominavam em
Minas Gerais, assim como em todo o Brasil e na América do Sul, são descendentes dessas tribos caçadoras que
se instalaram na região, oriundas da América do Norte. [15]

Mais de cem grupos indígenas habitavam o estado de Minas Gerais. [16] A região foi ocupada, até o século XVI,
por  povos  indígenas  do  tronco  linguístico  macro­jê,  tais  como  os  xacriabás,  os  maxacalis,  os  crenaques,  os
aranãs, os mocurins, os atu­auá­araxás e os puris. [17] Algumas décadas após o Descobrimento do Brasil,  no
entanto,  passaram  a  ser  visados  a  servirem  como  escravos,  sendo  capturados  pelos  bandeirantes  para  os
usarem  em  suas  próprias  fazendas  ou  serem  vendidos  durante  séculos;  os  que  se  revoltaram  eram
exterminados, [18]  o  que  provocou  uma  grande  redução  na  população  indígena  (restando  atualmente  cinco
grupos: xacriabás, crenaques, maxacalis, pataxós e pankararus). [16]

A corrida do ouro
Desde  o  início  da  colonização  portuguesa,  alguns  colonos  se
embrenhavam nas matas em busca de metais preciosos, motivados
por  lendas  sobre  as  possíveis  riquezas  do  interior  selvagem,  mas
raramente  retornavam.  Somente  a  partir  do  fim  do  século  XVII
foram  registradas  as  primeiras  evidências  de  que  a  região  de  fato
possuía uma grande riqueza mineral, cuja descoberta atribui­se aos
bandeirantes  paulistas,  em  especial  a  Antônio  Rodrigues  Arzão,
que  inicialmente  buscavam  índios  para  servirem  como  escravos.
Dentre  as  incursões  que  rumaram  para  o  interior  do  estado,
Pintura retratando a lavra do ouro em
destaca­se  a  de  Antônio  Dias  de  Oliveira,  em  cujo  assentamento
primeiro plano e Vila Rica ao fundo.
(Rugendas, 1820­1825) aos pés do pico do Itacolomi viria se formar Vila Rica. A notícia da
descoberta  de  ouro  na  região  logo  se  espalhou,  atraindo  pessoas
interessadas  em  adquirir  riqueza  fácil  nas  terras  ainda  a  serem
desbravadas.  Inicialmente  o  ouro  era  extraído  do  leito  dos  rios,  o  que  obrigava  os  garimpeiros  a  se  mudar
conforme o esgotamento do metal. Após algum tempo, a exploração passou a ser feita também nas encostas de
montanhas, o que obrigava o assentamento permanente dos mineradores. Isso proporcionou o surgimento dos
primeiros núcleos de povoamento. [19][20]

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Os  paulistas  se  julgavam  proprietários  do  ouro  retirado  das  minas,  alegando  direito  de  conquista,  e  não
queriam que outros se apossassem dessa riqueza. Com isso, em 1708, teve início o primeiro grande conflito da
região, uma guerra na qual os emboabas ("aquele que ofende", em tupi) atacaram os paulistas. Estes saíram
derrotados  do  conflito  e  passaram  a  buscar  por  ouro  em  outras  regiões,  e  o  encontraram  onde  hoje  estão  os
estados de Goiás e Mato Grosso. [21] A imposição da autoridade da Coroa Portuguesa também contribuiu para
o fim do conflito, a partir da criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro em 1709 e da Capitania  de
Minas Gerais em 1720. [22]

A  Coroa  Portuguesa,  então,  passou  a  controlar  com  rigor  a


exploração de ouro nas minas, recolhendo vinte por cento de tudo o
que era produzido, o que ficou conhecido como quinto. A população
da capitania continuava a crescer, mas existiam até então somente
pequenos cultivos agropecuários de subsistência, o que demandava
a  importação  de  produtos  de  outras  regiões  da  colônia.  Novos
acessos  a  região  passaram  a  ser  criados  e  o  fluxo  de  pessoas  e
mercadorias  aumentou  intensamente  surgindo,  assim,  o  primeiro
grande  mercado  consumidor  do  Brasil.  Ao  longo  desses  acessos
apareciam  povoados,  tendo,  portanto,  papel  fundamental  no
povoamento  da  capitania.  Dentre  esses  trajetos  destaca­se  o
Caminho  Novo,  que  ligava  as  regiões  mineradoras  ao  Rio  de Mapa do Brasil no início do século
Janeiro. A intensa mistura de pessoas associada a riqueza oriunda XVIII.
do ouro e a vida urbana proporcionaram a formação de uma nova
sociedade  culturalmente  diversa,  com  vários  músicos,  artistas,  escultores  e  artesãos.  Dentre  os  movimentos
culturais  destacam­se  o  trabalho  de  Aleijadinho  e  Mestre  Ataíde,  dentre  outros,  que  permitiram  o
florescimento do Barroco Mineiro. [19]

No mesmo período, na região do vale do Jequitinhonha, ocorreu a
descoberta  do  diamante,  embora  seus  descobridores  por  décadas
não reconheceram o valor desta pedra preciosa. Contudo, a Coroa
Portuguesa,  ao  reconhecer  a  produção  mineral  da  região,  logo
estabeleceu  uma  forma  de  cobrar  impostos  sobre  a  produção,  de
forma similar ao quinto do ouro. O principal núcleo de exploração
dos diamantes era próximo de onde surgiu o Arraial do Tijuco (hoje
Diamantina). [23]

No auge da exploração do ouro, a mão­de­obra escrava era essencial Lavra dos diamantes feita por
escravos (autor desconhecido).
para  os  grandes  proprietários.  Desta  forma,  intensificou­se  o
comércio de negros trazidos do continente africano  para  trabalhar
nas  minas.  Muitos  dos  negros  tentavam  e  conseguiam  fugir,  o  que  provocou  o  intenso  surgimento  de
quilombos  por  todo  o  atual  estado.  Estima­se  que  durante  o  século  XVIII  surgiram  mais  de  120  destas
comunidades  por  toda  a  capitania.  Contudo,  tais  assentamentos  não  se  encontravam  tão  afastados  dos
centros  mineradores,  o  que  facilitava  a  fuga  de  mais  negros.  Existia,  ainda,  o  comércio  de  produtos  de
subsistência  entre  os  negros  e  comerciantes,  que  tiravam  vantagem  do  preço  mais  baixo  oferecido  pelos
quilombolas. [24]

Inconfidência Mineira

https://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais 5/47
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Contudo, a partir da segunda metade do século XVIII a produção
aurífera dava sinais claros de declínio. Para manter a arrecadação,
a Coroa Portuguesa passou a aumentar os impostos e a fiscalização
na  colônia,  além  de  criar  a  derrama,  uma  nova  forma  de  imposto
que  garantiria  seus  lucros.  As  regiões  auríferas  passaram  a  ficar
cada  vez  mais  escassas,  e  os  colonos  não  mais  podiam  arcar  com
tais  impostos,  levando  o  governo  lusitano  ao  confisco  de  suas
propriedades. [25]
Igreja São Francisco de Assis e
Tais ações consideradas abusivas trouxeram profunda insatisfação Igreja Nossa Senhora do Carmo na
entre  a  população  mineira.  Então,  influenciados  pelos  ideais  do Praça de Minas Gerais, no centro
histórico de Mariana
Iluminismo  que  surgira  na  Europa  e  se  espalhavam  pelo  mundo
ocidental, as elites mineradoras passaram a conjecturar um plano
com  o  objetivo  de  criar  uma  nova  república  na  região  de  Minas
Gerais.  A  revolução  estava  marcada  para  acontecer  em  1789,
quando ocorreria uma nova cobrança da derrama. Dentre os líderes
do  movimento  estavam  os  poetas  Cláudio  Manoel  da  Costa  e
Tomás Antônio Gonzaga, o padre Carlos Correia de Toledo e Melo,
o coronel Joaquim Silvério dos Reis e o alferes Tiradentes. Contudo,
a cobrança da derrama foi revogada pelas autoridades lusitanas. Ao
mesmo  tempo,  havia  a  investigação  por  parte  da  coroa  sobre  o Reunião secreta dos participantes do
movimento de insurreição que estaria para acontecer. Em troca do movimento (Pedro Américo, 1892­
perdão  de  suas  dívidas,  Joaquim  Silvério  dos  Reis  delatou  todo  o 93).

plano  dos  inconfidentes,  o  que  levou  à  prisão  de  vários  de  seus
companheiros  antes  que  a  insurreição  acontecesse.  Como  boa  parte  dos  membros  dos  movimentos  tinham
forte  ligação  com  a  elite,  poucos  foram  de  fato  condenados.  Como  Tiradentes  era  de  origem  popular,  toda  a
responsabilidade  do  movimento  foi  atribuída  a  ele.  Como  forma  de  reprimir  outros  movimentos,  a  Coroa
Portuguesa realizou o enforcamento e o esquartejamento do alferes, e partes de seu corpo foram espalhadas por
vias de acesso da capitania. [25][26][27]

Decadência da produção mineral
Até então a maior parte da população da capitania concentrava­se
nos  núcleos  urbanos  e  nas  proximidades  da  região  mineradora.
Contudo, o esgotamento das jazidas auríferas e de diamantes levou
à  diáspora  da  população  urbana,  que  se  deslocou  para  outras
regiões.  Os  desbravadores  passaram  a  criar  novas  fazendas  por
outras  regiões  do  atual  estado,  erguiam  capelas  onde
posteriormente  surgiam  arraiais  e  vilas.  No  início  do  século  XIX,
houve  uma  intensa  criação  de  vilas,  freguesias,  distritos  e
municípios.  Isto  contribuiu  para  a  expansão  e  povoamento  do
Habitantes de Minas Gerais c. 1820
território  mineiro,  expandido  suas  fronteiras  para  o  norte
(adquirindo  partes  da  província  de  Pernambuco),  para  leste
(adquirindo áreas do Espírito Santo), para o oeste (anexando a região do Triângulo Mineiro, antes pertencente
a Goiás). A população mineira passou a ser predominantemente rural, e as cidades do ouro ficaram cada vez
mais vazias, o que teve grande influência na cultura e na política da província. [23][28]

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O período imperial
Durante o período imperial, houve duas mobilizações importantes
da  população.  A  primeira  delas  foi  a  Sedição  Militar  de  1833,  um
movimento sem consistência que queria o retorno de Dom Pedro I
ao país, mas foi logo abafado pelo governo provincial. Outro grande
movimento  foi  a  Revolução  Liberal  de  1842. No Brasil  Império  as
forças  políticas  estavam  divididas  essencialmente  entre  liberais  e
conservadores.  Quando  Dom  Pedro  II  atingiu  a  maioridade  em
1840,  o  Partido  Conservador  assumiu  o  poder,  o  que  provocou  a
revolta  dos  liberais.  Tiveram  início,  então,  conflitos  armados  na
província de São Paulo, que ganharam adesão dos liberais mineiros
em 1842, com a participação inicial de quinze dos quarenta e dois
municípios  existentes  na  época.  Para  conter  os  revoltosos,  o
governo imperial enviou guardas nacionais e unidades do exército, Mapa de Minas Gerais em 1865.
que  deveriam  prender  os  líderes  do  partido  liberal.  Transcorreram
vários  conflitos  durante  mais  de  dois  meses  até  que  o  movimento  foi  finalmente  abafado  por  completo.  Os
líderes foram julgados e absolvidos seis anos depois. [29][30]

Durante  a  segunda  metade  do  século  surgiram  os  primeiros


avanços  no  setor  industrial  em  Minas.  No  campo  siderúrgico
começava a aumentar a produção e manufatura do ferro. Surgiram
ainda  várias  fábricas  de  produtos  têxteis,  laticínios,  vinhos,
alimentos,  cerâmicas  e  louças.  Contudo  as  atividades
agropecuárias  dominavam  a  economia  da  época,  sendo  voltadas
principalmente  para  subsistência,  desfavorecendo  o  crescimento
econômico  da  província.  A  mão­de­obra  era  predominantemente
escrava,  provenientes  dos  que  restaram  das  atividades
Índios em uma fazenda c. 1824
mineradoras. A produção de café voltada para a exportação chegou
à  província  no  início  do  período  imperial  e  aumentou
substancialmente  até  o  fim  do  século.  Contudo,  a  produção  paulista  sempre  foi  expressivamente  maior  e
fatores administrativos, naturais e econômicos desfavoreceram o desenvolvimento da cafeicultura mineira na
época. [29]

Cafeicultura
Em 1889 tem início o período da República Velha no Brasil, que foi comandado inicialmente por presidentes
militares. Somente em 1894 houve a eleição do primeiro presidente civil do Brasil, dando início ao período da
República  Oligárquica.  Em  Minas  Gerais,  surgiam  os  primeiros  grandes  barões  do  café,  responsáveis  por
aumentar  significativamente  a  produção  do  estado.  As  oligarquias  cafeeiras  tinham  grande  influência  no
cenário político nacional, a ponto de escolherem os representantes que iriam ocupar o cargo de presidente do
país. Os dois estados mais populosos do país, então, firmaram um acordo em que os presidentes eleitos seriam
alternados entre paulistas e mineiros, o que ficou conhecido como política do café­com­leite. [31][32]

Houve, contudo, algumas divergências políticas entre os dois estados, o que permitiu a eleição de presidentes
de outros estados, embora nunca deixassem de exercer influência sobre o processo eleitoral. Na década de 1920,
vários fatores aceleraram o declínio do domínio oligárquico, como revoltas populares, movimentos tenentistas
e a crise econômica do café, que se agravou ainda mais com a grande depressão. Mas a política do café­com­
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leite terminou de fato quando o então presidente paulista Washington Luís deveria indicar um mineiro para
sucessão, mas indicou outro paulista, Júlio Prestes. Em oposição ao episódio, Minas Gerais se uniu à Aliança
Liberal, que realizou um golpe de Estado em 1930 e instaurou uma nova república no Brasil, sob o comando de
Getúlio Vargas. [31][33]

Industrialização
O ciclo do café no estado teve certas características particulares que
desfavoreceram o crescimento econômico do estado. O lucro gerado
pela  cultura  era  em  parte  destinado  aos  portos  de  exportação  nos
estados  vizinhos.  Além  disso,  findo  o  período  da  escravidão,  não
houve  a  transição  direta  para  o  trabalho  livre  e  assalariado  nas
lavouras,  o  que  levou  à  menor  circulação  monetária.  Outro
agravante  era  a  desarticulação  entre  as  regiões  do  estado,  que
tinham  mais  relações  econômicas  com  os  estados  vizinhos.  Em
Planta de Belo Horizonte, uma das
reconhecimento  a  esta  situação,  as  elites  mineiras  iniciaram  uma
primeiras cidades planejadas do
tentativa  de  centralizar  a  economia  estadual  a  partir  de  diversas
país.
iniciativas,  dentre  elas  a  criação  de  uma  nova  capital,  Belo
Horizonte,  em  1897. [34]  Uma  exceção  ao  atraso  industrial  foi  a
cidade  de  Juiz  de  Fora,  que  apresentou  um  surto  de  desenvolvimento  industrial  sustentado  pela  economia
cafeeira aliado à proximidade com o Rio de Janeiro. Contudo, tal desenvolvimento durou até 1930, quando a
competição  com  os  outros  grandes  centros  industriais  do  país  levou  à  estagnação  e  posterior  declínio  do
parque industrial da cidade. [35]

O  projeto  de  desenvolvimento  mineiro  estava  pautado  em  duas  orientações.  A  primeira  delas  incluía  a
diversificação  produtiva,  em  que  se  pretendia  a  criação  de  uma  forte  agricultura  capaz  de  sustentar  o
desenvolvimento  industrial.  A  outra  estratégia  envolvia  o  aproveitamento  dos  recursos  naturais  do  estado
para  realizar  a  especialização  produtiva,  com  a  produção  de  bens  intermediários.  Através  das  primeiras
décadas do século XX o plano foi sendo gradualmente implementado com diversas iniciativas, como a criação
da  Cidade  Industrial  de  Contagem  em  1941.  Contudo,  o  avanço  foi  prejudicado  por  conta  de  problemas
logísticos como a falta de energia e de uma rede eficiente de transportes. [34][35]

A  partir  do  fim  da  década  de  40  e  ao  longo  da  década  de  50,
entretanto,  Minas  passa  por  um  importante  processo  de
transformação,  que  visa  sanar  os  problemas  que  barravam  o
desenvolvimento  mineiro,  principalmente  durante  o  período  do
mandato de Juscelino Kubitschek  como  governador  (1951­1955)  e
presidente da república (1956­1961). Foram criadas a Companhia
Energética de Minas Gerais (Cemig), várias usinas hidroelétricas e
Tubulação utilizada para construção milhares  de  quilômetros  de  rodovias. [34]  Um  importante  setor
da Usina Hidrelétrica de Furnas. industrial  que  se  desenvolveu  neste  período  foi  o  metalúrgico,
sustentado pela exploração do ferro na região central do estado. [36]
Contudo,  a  instabilidade  econômica  que  se  sucedeu  durante  a  década  de  1960  afetou  a  continuidade  de  tal
crescimento, deixando o estado em defasagem. [34] Durante a ditadura militar, as federações de indústrias de
Minas Gerais e importantes industriais mineiros apoiaram o regime. [37]

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Na década seguinte, entretanto, Minas retoma sua trajetória de crescimento econômico beneficiado, sobretudo,
pelo processo de descentralização industrial. Como resultado, o crescimento do produto interno bruto mineiro
foi superior à média nacional por vários anos. Tal processo deveu­se ao incremento da produção industrial e
fortalecimento da agricultura. Tal processo provocou ainda o aumento da porcentagem da população que vivia
nas cidades, embora boa parte deste êxodo rural tenha motivado a emigração da população para os grandes
centros  urbanos  de  outros  estados.  Na  década  de  1980,  o  crescimento  econômico  mineiro  sofre  uma  nova
descontinuidade  por  conta  da  crise  econômica  generalizada  pela  qual  o  país  passava.  Mesmo  assim,  o
crescimento mineiro ainda foi superior à média nacional. A partir da década de 90, o estado apresentou baixo
dinamismo  econômico,  seguindo  a  tendência  nacional.  A  partir  de  então,  Minas  se  consolida  na  economia
nacional com o terceiro maior PIB do país, e se mantém na posição até hoje. [34][38]

Geografia
Minas  Gerais  é  uma  das  27  unidades  federativas  do  Brasil,
localizada na Região Sudeste do país, limitando­se com os estados
de São Paulo a sul e sudeste, Rio de Janeiro a sudeste, Mato Grosso
do Sul a oeste, Goiás e Distrito Federal a noroeste, Bahia (a norte e
nordeste) e Espírito Santo a norte e leste, tendo um total de 4 727
km  de  linha  fronteiriça. [39]  A  área  do  estado,  segundo  o  Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 586 522,122 km² e
equivale  a  6,89%  do  território  brasileiro,  sendo  o  quarto  maior
Cânion do rio Piumhi no município
estado  em  tamanho  territorial  (depois  de  Amazonas, Pará  e  Mato
de Capitólio.
Grosso), [1] dos quais 2 525,8 km² estão em perímetro urbano. [40] A
distância linear entre os pontos extremos estaduais é de 1 248 km
no sentido leste–oeste e 986 no sentido norte–sul. [39]

Relevo
A maior parte do território mineiro apresenta altitudes que oscilam
entre  900  e  1  500  metros, [42]  tendo  predominância  de  planaltos
com escarpas e depressões,  mais  notáveis  na  região  central. [43]  O
ponto mais alto do estado é o Pico da Bandeira, situado na divisa
com  o  Espírito  Santo,  com  2  891  metros  de  altitude  (o  terceiro
maior do país), seguido pelo Pico do Cristal com 2 780 metros. [41]
Além  da  Serra  do  Caparaó,  onde  está  o  pico  da  Bandeira,  outros
maciços  montanhosos  merecem  destaque  no  território  mineiro,
Pico da Bandeira, o ponto mais alto
dentre eles a Serra do Espinhaço, que segue do centro em direção ao
do estado,[41] com a Serra do
Caparaó ao fundo. norte  do  estado  até  o  limite  com  a  Bahia.  Ao  sul,  delimitando  a
fronteira com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, está a Serra
da Mantiqueira na qual situam­se alguns  dos  mais  altos  picos  do
país,  como  o  Agulhas  Negras  com  2  787  metros  de  altitude.  Outras  cadeias  montanhosas  de  menor  porte
espalham­se por todo o estado, dentre as mais notáveis a Serra da Canastra e do Lenheiro. [44]

Oficialmente,  as  formas  de  relevo  existentes  no  estado  de  Minas  Gerais  podem  ser  divididas  nos  seguintes
tipos de unidades geomorfológicas: planalto Cristalino, serra do Espinhaço, depressão do rio São Francisco,
planalto  do  São  Francisco e planalto  do  Paraná. [42]  O  planalto  cristalino  possui  altitudes  médias  de  800
metros — sendo reduzida ao aproximar­se da Zona da Mata —, apresentando depressões onde originam­se os

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vales  dos  rios  Jequitinhonha  e  Doce. [42]  A  serra  do  Espinhaço  possui  altitude  média  de  1  300  metros, [42]
relevando­se por dividir a bacia do rio São Francisco com as bacias hidrográficas costeiras. [45] A depressão do
rio São Francisco tem altitude média de 500 metros e está presente na parte oeste de Minas, em sentido norte­
sul. [42] O planalto do São Francisco tem altitude média de mil metros e é composto por chapadões acidentados
entrelaçados por vales. [42] Por fim, o planalto do Paraná tem altitude média de 600 metros e corresponde ao
sudoeste mineiro, sendo cortado por rios como o da Prata, Tijuco e o Araguari. [42]

Hidrografia
Na  rede  hidrográfica,  entre  os  principais  rios  do  estado  de  Minas
Gerais  estão  o  Doce,  que  nasce  entre  as  encostas  das  serras  da
Mantiqueira e Espinhaço e percorre 853 km até desaguar no Oceano
Atlântico,  no  Espírito  Santo;[46]  o  Grande,  cuja  nascente  está  na
Serra  da  Mantiqueira,  no  município  de  Bocaina  de  Minas,
percorrendo 1 360 km até o Rio Paranaíba,  formando  assim  o  Rio
Paraná (no estado de São Paulo);[47][48] o Paranaíba, que nasce na Trecho do rio São Francisco entre os
Mata  da  Corda,  em  Paranaíba,  e  tem  aproximadamente  1  070 municípios de Ponto Chique e
km;[49] o São Francisco,  que  nasce  na  Serra  da  Canastra,  percorre Várzea da Palma.
2 830 km, cortando a Bahia e passando por Pernambuco, Sergipe e
Alagoas até desaguar no oceano, sendo suas águas essenciais para
o  turismo,  lazer,  irrigação  e  transporte  em  várias  cidades,
especialmente no norte mineiro[50] e, por fim, o Jequitinhonha, que
nasce na serra do Espinhaço, em Serro, e percorre 920 km até sua
foz  no  Atlântico. [51]  Outros  rios  importantes  do  estado  são  o
Mucuri,  Pardo,  Paraíba  do  Sul,  São  Mateus  e  das  Velhas. [52]  O
Parque  Estadual  do  Rio  Doce  abriga  o  maior  sistema  lacustre  do
estado.  Contudo,  existem  importantes  reservatórios  de  usinas
Fotografia aérea do rio Paranaíba, na
hidrelétricas, como a Represa de Furnas no sul e a Três Marias  no
divisa de Itumbiara (GO) e Araporã
centro do estado. [53]
(MG).

Devido  à  grande  quantidade  de  nascentes,  o  estado  é  conhecido


como a caixa­d'água do Brasil, tendo muitos desses rios relevância energética, agrícola e turística, com grande
presença  de  usinas  hidrelétricas,  canais  para  irrigação  e  atividades  de  lazer. [54]  16  bacias  hidrográficas
compõem  o  estado  de  Minas  Gerais,  sendo  a  maior  delas  a  do  São Francisco,  que  abrange  uma  área  de  2,3
milhões de km² no estado. [49] Quatro regiões hidrográficas abrangem o território mineiro, sendo elas a do São
Francisco (tendo como principais componentes, em Minas, os rios São Francisco, das Velhas e Paracatu),  do
Atlântico  Leste  (rios  como  São  Mateus,  Doce,  Itaúnas  e  Itabapoana),  do  Atlântico  Sudeste  e  do  Paraná
(composta pelas sub­bacias dos rios Paranaíba e Grande). [54][55] Na estação das secas é observado um menor
volume das águas, sendo que no norte mineiro alguns cursos chegam a secar nos períodos de estiagem. Já na
estação das chuvas ocorre a cheia dos rios e, por vezes, enchentes. [54]

Clima
No estado de Minas Gerais, predominam quatro tipos distintos de clima: o clima subtropical de altitude (Cwb,
segundo  a  Classificação  climática  de  Köppen­Geiger),  que  ocorre  nas  regiões  mais  elevadas  das  serras  da
Canastra,  Espinhaço  e  Mantiqueira  e  em  pequenas  áreas  próximas  às  cidades  de  Araguari  e  Carmo  do
Paranaíba, tendo estiagens no inverno e temperaturas amenas durante o ano e cuja temperatura média do mês
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mais quente é inferior a 22 °C; o clima subtropical de inverno seco — e com temperaturas inferiores a 18 °C — e
verão  quente  —  temperaturas  maiores  de  22  °C  —  (Cwa),  observado  a  norte  das  serras  do  Espinhaço  e  do
Cabral; clima tropical com inverno seco (Aw), que predomina no Triângulo Mineiro, na Zona da Mata, Vale do
Rio Doce e em quase toda a metade norte do estado, tendo estação seca no inverno e chuvas abundantes no
verão,  com  precipitações  anuais  entre  750  mm  a  1  800  mm;  e  o
clima tropical semi úmido com chuvas no verão (As), que ocorre no
norte mineiro, com precipitações anuais sempre inferiores a 1 000
mm  e  por  vezes  menores  que  750  mm. [56]  Segundo  a
Superintendência  do  Desenvolvimento  do  Nordeste  (Sudene),  o
clima semiárido está presente em 88 municípios mineiros, todos no
norte  do  estado, [57]  muitos  dos  quais  estão  em  processo  de
desertificação. [58]

O estado sofre influência de frentes frias durante todo o ano, [59] no
entanto no inverno a presença de um núcleo anticiclone subtropical
impede  o  avanço  da  umidade,  mantendo  os  dias  secos  e
ensolarados,  e  favorece  a  influência  de  massas  de  ar  frio,
configurando­se a estação seca. [60][61] Entre o final da primavera e
começo do verão (principalmente entre novembro e março), com o
afastamento  do  anticiclone,  as  frentes  frias  atuam  com  maior
Minas Gerais na classificação intensidade  e  há  uma  intensa  organização  da  convecção  tropical,
climática de Köppen. manifestada  por  uma  banda  de  nebulosidade  convectiva,  as
chamadas  zonas  de  convergência  —  dentre  as  quais  a  zona  de
convergência  do  Atlântico  sul  (ZCAS)  é  a  que  mais  afeta  o  estado,  provocando  dias  seguidos  de  chuvas
intensas em algumas regiões. [59] Devido à nebulosidade, as chuvas causadas pelas ZCAS e por frentes frias são
capazes de provocar quedas de temperatura, [59] que normalmente fica elevada nessa época, devido à atuação
de massas de ar quente continentais. [62]

Ecologia e meio ambiente
Originalmente, a cobertura vegetal de Minas Gerais era constituída
por  quatro  biomas  principais:  cerrado,  Mata  Atlântica,  campos
rupestres  e  a  mata  seca. [64]  O  cerrado  é  o  bioma  predominante,
sendo  observado  em  50%  do  território  mineiro,  mais  presente  na
porção oeste do estado. A vegetação é predominantemente rasteira,
composta  por  gramíneas,  arbustos  e  árvores,  tendo  como
representantes da fauna tamanduá, tatu, anta, jiboia, cascavel e o
cachorro­do­mato, além de espécies ameaçadas de extinção, como
o lobo­guará, o veado­campeiro e o pato­mergulhão. [64] O Parque Estadual do Rio Doce, no
vale do rio Doce, abriga a maior
A  Mata  Atlântica  ocupa  a  segunda  maior  área  de  ocorrência  em
reserva de Mata Atlântica do
Minas  Gerais,  predominando  nas  regiões  da  Zona  da  Mata, estado.[63] Na imagem, a Lagoa
Campos das Vertentes, Sul, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale Dom Helvécio.
do Rio Doce e Vale do Mucuri, no entanto foi fortemente devastada,
ocorrendo  atualmente  em  áreas  restritas.  A  vegetação  é  densa  e,
devido  ao  elevado  índice  pluviométrico,  bastante  verde,  sendo  possível  encontrar  bromélias,  cipós,
samambaias, orquídeas e líquens e, na fauna, macacos, preguiças, capivaras, onças, araras, papagaios e beija­

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flores. Os campos rupestres possuem cobertura vegetal de menor porte e são típicos das terras altas do estado,
tendo vegetação herbácea e poucas árvores, apresentando raposas, veados, micos, capivaras e cobras. [64] Já a
mata seca é uma fitocenose do cerrado e ocorre no norte do estado, no vale do rio São Francisco, apresentando
plantas espinhosas e com galhos secos, dentre as quais destacam­
se  as  barrigudas,  os  ipês  e  os  pau­ferros  na  flora  e  a  ariranha,  a
onça, a anta, a capivara e a águia­pescadora na fauna. [64]

Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o estado contava,
em 2012, com onze estações ecológicas (que protegiam um total de
12  528,9812  ha,), [65]  nove  reservas  biológicas  (16  977,35  ha,), [66]
onze  monumentos  naturais  (8  581,8  ha,), [67]  quatro  refúgios  de
vida  silvestre  (22  292,76  ha,), [68]  16  áreas  de  proteção  ambiental Parque Nacional da Serra da
(APA  —  2  154  705,71  ha,), [69]  duas  florestas  estaduais  (4  538,87 Canastra.
ha,), [70]  uma  reserva  de  desenvolvimento  sustentável  (4  538,87
ha,), [71] 182 reservas particulares do patrimônio natural (RPPN —
90  148,39  ha,), [72]  e  23  parques  estaduais. [73]  Sete  parques
nacionais  também  estão  situados  em  Minas  Gerais:  Caparaó,
Grande  Sertão  Veredas,  Itatiaia,  Cavernas  do  Peruaçu,  Sempre­
Vivas, Serra da Canastra e Serra do Cipó, de acordo com o Instituto
Chico  Mendes  de  Conservação  da  Biodiversidade  (ICMBio). [74]  A
Serra do Cipó é inclusive a maior comunidade vegetal em espécies
por metro quadrado do mundo. [75]
Vista da Serra da Mantiqueira
próxima a Aiuruoca.
Apesar  da  existência  das  áreas  de  preservação,  o  estado  ainda
apresenta  consideráveis  índices  de  desmatamento, [76]
encontrando­se com 9,84% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das
Nações  Unidas  para  Agricultura  e  Alimentação (FAO). [77]  Outra  situação  grave  é  a  da  Mata  Atlântica,  cujo
bioma  perdeu  um  espaço  de  10  572  ha,  entre  2011  e  2012  em  Minas  Gerais,  o  que  representa  44%  do  total
desmatado em todo país. [76]

A Mata Atlântica, que já chegou a se estender do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte de hoje, foi quase
totalmente devastada, restando atualmente apenas 5% de sua vegetação original (cerca de 52 000 km²);[78] em
Minas Gerais, cobria cerca de 81,8% da área que corresponde ao atual estado, mas hoje esse percentual é de
apenas de 7%, [79] sendo os principais responsáveis pelo desflorestamento, no período colonial, a extração do
pau­brasil e as plantações de cana­de­açúcar e café e, mais recentemente, a mineração e a agropecuária. [80] Por
outro lado, muitos projetos do governo e iniciativas privadas estão tentando reverter este quadro. [80]

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Panorama do Parque Nacional Serra do Cipó

Demografia
Minas  Gerais  é  o  segundo  estado  mais
populoso  do  Brasil,  com  uma  população
estimada  de  quase  21  milhões  de  habitantes
em  2017. [2]  A  densidade  demográfica  do
estado  é  de  33,41  habitantes  por  quilômetro
quadrado  (2010). [81]  Ao  longo  do  século
passado, Minas tem sempre apresentado um
crescimento  populacional  inferior  à  media
nacional.  O  movimento  da  população  rural
em  direção  às  zonas  urbanas  observado
durante  o  mesmo  período  também  foi
acentuado,  contudo  bem  abaixo  da  média
nacional.  Ainda  durante  o  mesmo  período,
observou­se  o  intenso  movimento
Densidade populacional dos municípios de Minas Gerais.
emigratório da população mineira em direção
   0­25 hab/km²
a  outros  estados  que  se  mostravam
   25­50 hab/km²
promissores  durante  seu  desenvolvimento
   50­100 hab/km²
industrial, especialmente São Paulo e Rio de    100­150 hab/km²
Janeiro.  Especialmente  durante  a  década  de    150­200 hab/km²
sessenta,  mais  de  dois  milhões  de  mineiros    200­300 hab/km²
deixaram  o  estado.  Ao  longo  das  décadas    300­400 hab/km²
seguintes,  a  população  continuou  a  emigrar    400­500 hab/km²
para  outras  regiões  mas,  devido  às  novas    > 500 hab/km²
oportunidades  que  surgiam  em  Minas,  essa
taxa foi gradualmente diminuindo. Somente
na  década  de  1990  o  saldo  migratório  tornou­se  favorável  para  Minas,  ou  seja,  o  estado  possuía  mais
imigrantes do que emigrantes. [82]

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A região central do estado, em especial a região metropolitana de Belo Horizonte, é a mais populosa e a que
apresenta  maior  crescimento  populacional  em  todo  o  estado.  Logo  a  seguir  encontram­se  as  regiões  do  Alto
Parnaíba, Centro­Oeste, Sul e Triângulo. A região nordeste do estado, por sua vez, possui o menor contingente
populacional do estado em virtude da pobreza e estagnação econômica da região. [82]

A população mineira era composta em 2012 por 49,2% de homens e 50,8% de mulheres. A taxa de fecundidade
em  2012,  ou  seja,  a  quantidade  média  de  filhos  que  uma  mulher  teria  em  média  é  de  1,7,  pouco  abaixo  da
média  nacional  que  é  1,8.  A  mortalidade infantil  no  mesmo  ano,  por  sua  vez,  ficou  em  13,2  mortes  por  mil
nascidos vivos, também abaixo da média brasileira de 15,7 mortes. Por fim, a esperança de vida ao nascer em
Minas ficou em torno de 76 anos, sendo que para as mulheres esta expectativa é de 79 anos e para os homens é
de aproximadamente 73 anos. [83]

Etnias
De acordo com o censo de 2010 do IBGE, pouco menos da metade
(45,4%) da população mineira se autodeclarava branca, enquanto
uma parcela semelhante (44,3%) se autodeclarava parda e 9,2% se
consideravam  negros.  Uma  pequena  parcela,  por  sua  vez,
consideravam­se amarelos ou indígenas (1,1%). [84]

A  maior  parte  da  população  mineira  é  descendente  de  colonos


portugueses  originários  do  Norte de Portugal  (particularmente  do
Imagem de um grupo de estudantes Minho)[85]  e  de  escravos  africanos,  sobretudo  oeste­africanos  e
de escolas públicas da cidade de
bantos,  vindos  durante  a  época  da  mineração,  no  século  XVIII  e,
Belo Horizonte.
após  a  decadência  desta  no  século  XIX,  para  trabalharem  na
produção  agrícola. [86]  Além  destes,  contribuíram  para  a
diversidade da população mineira imigrantes, sobretudo italianos[87] Dos pouco mais de trinta mil indígenas
que habitam o estado atualmente, pouco mais de onze mil estão distribuídos entre doze etnias que pertencem
ao  tronco  linguístico  macro­jê.  A  maior  reserva  indígena  do  estado  pertence  aos  Xacriabás,  localizados  nos
municípios de Itacarambi e São João das Missões, com mais de oito mil integrantes. [88]

Vários outros estudos genéticos já foram feitos contemplando diferentes grupos raciais e geográficos de Minas
Gerais. De maneira geral, todos estes estudos concluem que a população mineira é intensamente miscigenada,
sendo  a  ancestralidade  europeia  alta,  seguida  pela  africana  e,  menos  importante,  a  indígena.  Um  estudo
genético  realizado  com  pessoas  de  Belo  Horizonte  revelou  que  a  ancestralidade  dos  belo­horizontinos  é  66%
europeia,  32%  africana  e  2%  indígena.  De  maneira  geral,  os  mineiros  apresentam  muito  baixo  grau  de
ancestralidade  indígena,  enquanto  a  ancestralidade  europeia  (principalmente  portuguesa)  e  africana
predominam.  Isto  se  deve  ao  fato  de  que  a  população  indígena  foi  exterminada,  ao  mesmo  tempo  que
chegavam à região contingentes enormes de escravos africanos e colonos portugueses, diluindo a contribuição
indígena  na  população.  Em  relação  ao  componente  europeu  (português),  apesar  de  ter  sido  numericamente
inferior  ao  componente  africano,  o  primeiro  acabou  por  predominar,  devido  às  altas  taxas  de  mortalidade  e
baixos índices de reprodução entre os escravos. A própria imigração de italianos e outros europeus para Minas
Gerais no final do século XIX contribuiu para aumentar o grau de ancestralidade europeia. [89] Em um estudo
genético, 13,8% dos mineiros portadores de anemia falciforme testados tinham mais de 85% de ancestralidade
europeia  e  11,05%  dos  portadores  de  anemia  falciforme  tinham  mais  de  85%  de  ancestralidade  africana.  A

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maioria deles, 73,37%, apresentou níveis intermediários de mistura (entre 15 e 85%). [90] De acordo com um
estudo  genético  autossômico  realizado  em  2013,  a  composição  da  população  mineira  é  a  seguinte:  59,20%
europeia, 28,90% africana e 11,90% indígena. [91]

Habitação
Em 2012, cerca de 84,5% da população mineira, o que representa mais de 16,7 milhões de pessoas, viviam nas
cidades, sendo que a taxa de urbanização era ligeiramente menor que a brasileira (84,8%). Outros 2,9 milhões
viviam nas áreas rurais do estado. [83]

O  estado  de  Minas  Gerais  possuía,  segundo  o  censo  de  2010,


6 028 223 domicílios, sendo 5 187 234 na zona urbana (86,05%) e
840  989  na  zona rural  (13,95%). [92]  Desse  total,  5  358  704  eram
casas (88,89%), 588 530 eram apartamentos (9,76%), 51 837 eram
casas de vila ou em condomínio (0,86%), 28 988 eram habitações
em  casa  de  cômodos  ou  cortiços  (0,48%)  e  164  eram  ocas  ou
malocas. [93]  Quanto  à  forma  de  ocupação,  4  358  203  domicílios
eram  próprios  (72,30%),  sendo  4  067  375  próprios  já  quitados
(67,47%) e 290 828 em processo de aquisição (4,82%); 1 106 769
Vista de Teófilo Otoni, onde pode­se
eram  alugados  (18,36%);  538  529  eram  cedidos  (8,93%),  sendo
identificar diversos tipos de imóveis.
171 537 por empregador (2,85%) e 366 992 cedidos de outra forma
(6,09%) e os 24 722 restantes eram ocupados sob outras condições
(0,41%). [94]

Ainda  no  ano  de  2010,  segundo  os  critérios  elaborados  pela  Fundação  João  Pinheiro,  o  déficit  habitacional
ultrapassava  557  mil  pessoas,  dos  quais  mais  de  507  mil  estavam  situados  na  zona  urbana.  Este  indicador
representa a parcela da população cujas moradias não apresentam o mínimo de infraestrutura necessária ou
que pagam aluguel que compromete a renda familiar ou que moram em locais com uma quantidade elevada de
pessoas. [95]

Renda e desigualdade
O rendimento médio per capita de Minas Gerais é de 733 reais, de
acordo com o censo realizado em 2010 pelo IBGE, encontrando­se
abaixo  da  média  nacional. [96]  Contudo,  o  estado  apresenta  uma
grande  disparidade  entre  suas  regiões  no  que  se  refere  ao
desenvolvimento  econômico  e  social.  As  regiões  mais  ricas  do
estado,  como  a  Central  e  o  Triângulo  Mineiro  possuem  renda  per
capita de mais de novecentos reais, enquanto as áreas mais pobres
Favela em Belo Horizonte.
localizadas  no  norte  do  estado,  especialmente  nos  vales  do
Jequitinhonha  e  do  Mucuri,  este  valor  não  ultrapassa  quinhentos
reais. Contudo, verifica­se o crescimento maior da renda das regiões mais pobres, motivados sobretudo pelo
aumento do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda do governo federal. [97]

O  Índice  de  Desenvolvimento  Humano,  baseados  em  fatores  como  saúde,  educação  e  qualidade  de  vida,
revelam de forma ainda mais acentuada a desigualdade entre as regiões de Minas Gerais. O norte e nordeste do
estado  concentram  a  maioria  dos  municípios  com  baixo  IDH,  enquanto  a  região  Sul,  Triângulo  e  Alto

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Paranaíba  que  a  situação  é  oposta.  A  região  central  do  estado,  embora  seja  rica,  possui  alto  índice  de
desigualdade,  ou  seja,  a  renda  não  é  igualmente  distribuída  entre  a  população. [97]  Cerca  de  seiscentos  mil
pessoas  moram  em  aglomerados subnormais,  dos  quais  pouco  mais  da  metade  estão  na  capital  mineira.  O
maior  aglomerado,  contudo,  localiza­se  em  Betim  e  possui  mais  de  vinte  e  três  mil  habitantes.  Coronel
Fabriciano e Vespasiano são os que apresentam maior porcentagem da população vivendo nessas áreas (mais
de 20%). [98]

Religião
De  acordo  com  o  Censo  2010,  a  maior  parte  da  população  (13,8
milhões de pessoas) se consideram católicos, o que coloca o estado
em  nono  lugar  quando  se  considera  a  porcentagem  da  população
pertencente a esta religião (73,32%). [99][100] Embora o número de
católicos  venha  apresentando  gradual  queda  nos  últimos  anos,  a
religião  ainda  está  fortemente  enraizada  na  cultura  mineira,
especialmente nas áreas rurais e nas cidades do interior, onde são
comuns  celebrações  e  festejos  organizados  pelas  paróquias  das
Igreja Matriz de Santo Antônio em
comunidades. [101] Tiradentes. O catolicismo é a religião
predominante no estado.
Quase quatro milhões de mineiros pertencem a igrejas evangélicas
das  quais  destacam­se,  de  acordo  com  o  número  de  adeptos,  a
Assembleia de Deus (mais de setecentos mil seguidores), Igreja Batista (mais de quinhentos mil seguidores) e a
Igreja do Evangelho Quadrangular (quase trezentos e cinquenta mil adeptos). [100] Cerca de 420 mil pessoas no
estado  são  adeptas  do  espiritismo,  que  teve  como  importante  divulgador  o  médium  mineiro  Chico
Xavier. [100][102]  Existem  ainda  várias  outras  minorias  religiosas  no  estado,  dentre  elas  a  umbanda  e  o
candomblé  que  juntas  possuem  menos  de  vinte  mil  adeptos  e  cujos  rituais  por  vezes  são  confundidos  com
tradições folclóricas. [103]  Quase  um  milhão  de  mineiros,  por  sua  vez,  consideram­se  sem  religião  dos  quais
cerca de setenta mil são ateus e pouco mais de sete mil são agnósticos. [100]

Política
O  estado  de  Minas  Gerais,  assim  como  em  uma  república,  é
governado  por  três  poderes:  o  executivo,  representado  pelo
governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa
do  Estado  de  Minas  Gerais  (ALMG),  e  o  judiciário,  representado
pelo  Tribunal  de  Justiça  do  Estado  de  Minas  Gerais  e  outros
tribunais e juízes. Além dos três poderes, o estado também permite
a  participação  popular  nas  decisões  do  governo  através  de
referendos  e  plebiscitos. [104]  A  atual  constituição  do  estado  de
Palácio Tiradentes, sede do governo
Minas  Gerais  foi  promulgada  em  1989,  acrescida  das  alterações
mineiro, e parte do complexo da
resultantes de posteriores emendas constitucionais. [105]
Cidade Administrativa de Minas
Gerais.
O poder executivo está centralizado no governador do estado, que é
eleito em sufrágio universal  e  voto  direto  e  secreto  pela  população
para  mandatos  de  até  quatro  anos  de  duração,  podendo  ser  reeleito  para  mais  um  mandato. [105]  O  cargo  é
ocupado por Romeu Zema, membro do Partido Novo, sendo Paulo Brant o vice­governador. [106] Ouro Preto foi
a capital mineira entre 1721 e o final do século XIX, no entanto em 1897 a sede do governo fora transferida para

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a recém­criada cidade de Belo Horizonte, devido à antiga Vila Rica não comportar o crescimento econômico e
populacional. Nesta mesma ocasião foi construído o Palácio da Liberdade, primeira sede do governo mineiro
em Belo Horizonte, [107] que desde 2010 funciona no Palácio Tiradentes, localizado na Cidade Administrativa
de Minas Gerais. [108]

O  poder  legislativo  mineiro  é  unicameral,  constituído  pela


Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, que tem sede no
Palácio da Inconfidência e é constituída por 77 deputados, que são
eleitos a cada quatro anos. No Congresso Nacional, a representação
mineira é de três senadores e 55 deputados federais. [109] Já o poder
judiciário  tem  a  função  de  julgar,  conforme  leis  criadas  pelo
legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por
desembargadores, juízes e ministros. [110]  Atualmente,  a  mais  alta
Palácio da Inconfidência, sede da
corte do Poder Judiciário mineiro é o Tribunal de Justiça de Minas
Assembleia Legislativa de Minas
Gerais  (TJMG). [111]  De  acordo  com  o  Tribunal  Superior  Eleitoral
Gerais.
(TSE),  o  estado  possuía,  em  novembro  de  2013,  15  032  578
eleitores,  o  que  representa  10,6%  dos  eleitores  do  país,  sendo  o
segundo maior colégio eleitoral do Brasil. [112]

Subdivisões
A  primeira  divisão  feita  no  território  mineiro  foi  feita  em  1711,  a  pedido  do  então  governador  Antônio  de
Albuquerque  Coelho  de  Carvalho,  após  a  área  do  atual  estado  desmembrar­se  da  Capitania  de  São  Paulo  e
Minas de Ouro. Neste ano, foram criadas a Vila Ribeirão do Carmo (atual Mariana, em 8 de abril), Vila Rica
(atual Ouro Preto, em 8 de julho) e Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará (atual Sabará, em 17 de
julho). Atualmente, Minas Gerais possui várias subdivisões, baseadas em aspectos socioeconômicos, com fins
estatísticos, principalmente. [113]

O  estado  é  dividido  em  853  municípios,


que  estão  distribuídos  em  70  regiões
geográficas  imediatas,  que  por  sua  vez
estão agrupadas em 13 regiões geográficas
intermediárias,  segundo  a  nova  divisão
do  Instituto  Brasileiro  de  Geografia  e
Estatística  (IBGE)  vigente  desde  2017.
São  as  regiões  intermediárias:  de
Barbacena,  Belo  Horizonte,  Divinópolis,
Governador  Valadares,  Ipatinga,  Juiz  de
Fora,  Montes  Claros,  Patos  de  Minas,
Pouso  Alegre,  Uberaba,  Uberlândia,
Teófilo Otoni e Varginha. [114]

O  estado  também  é  dividido  a  partir  da


Divisão das Regiões Geográficas Intermediárias em vermelho, regionalização  da  Secretaria  de
e suas Regiões Imediatas em cinza.
Planejamento  e  Gestão  (SEPLAG;  antiga
Secretaria  do  Planejamento  e
Coordenação  Geral  —  SEPLAN),  que  vinha  sendo  elaborada  desde  a  década  de  1970  e  hoje  segue  a  divisão

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adotada em dezembro de 1995. Segundo a SEPLAG, Minas Gerais se divide em dez regiões de planejamento, a
saber: Alto Paranaíba (31 municípios), Central (158), Centro­Oeste de Minas (56), Jequitinhonha/Mucuri (66),
Mata  (142),  Noroeste  de  Minas  (19),  Norte  de  Minas  (89),  Rio  Doce  (102),  Sul  de  Minas  (155)  e  Triângulo
(35). [115]  O  governo  mineiro  realizou  uma  redivisão  em  2015,  desta  vez  em  17  territórios,  sendo  estes:  Alto
Jequitinhonha,  Caparaó,  Central,  Mata,  Médio  e  Baixo  Jequitinhonha,  Metropolitano,  Mucuri,  Noroeste,
Norte, Oeste, Sudoeste, Sul, Triângulo Norte, Triângulo Sul, Vale do Aço, Vale do Rio Doce e Vertentes. [116]

Oficialmente, também existem duas regiões metropolitanas no estado de Minas Gerais, sendo elas a de Belo
Horizonte e do Vale do Aço, [117] além da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno,
que tem sede em Brasília, mas envolve os municípios mineiros de Buritis, Cabeceira Grande e Unaí. [118] Uma
região metropolitana  ou  área  metropolitana  é  um  grande  centro  populacional,  que  consiste  em  uma  (ou,  às
vezes,  duas  ou  até  mais)  grande  cidade  central,  e  sua  zona  adjacente  de  influência.  Geralmente,  regiões
metropolitanas  formam  aglomerações  urbanas,  uma  grande  área  urbanizada  formada  pela  cidade  núcleo  e
cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre
si. [119]

Economia
Minas  Gerais  é  o  estado  brasileiro  que
possui  o  terceiro  maior  produto  interno
bruto,  que  totalizava  351,38  bilhões  de
reais no fim do ano de 2010. Ao longo dos
últimos  anos,  a  economia  mineira
apresentou  crescimento  praticamente
contínuo,  interrompido  somente  durante
a grande recessão entre os anos de 2008 e
Exportações de Minas 2009  quando  houve  o  decréscimo
significativo  do  PIB  mineiro.  Contudo,
posteriormente, a economia voltou a crescer em ritmo superior à media nacional. Das mesorregiões mineiras, a
Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra 45% das atividades econômicas do estado, e é também uma
das  regiões  que  apresenta  maior  crescimento.  A  capital  mineira,  por  si  só,  possui  43%  das  atividades
econômicas da região, seguida pelos municípios de Betim e Contagem.  A  seguir  estão  o  Triângulo  Mineiro  e
Alto Paranaíba, o Sul e Sudoeste de Minas, Zona da Mata e Vale do Rio Doce que juntas correspondem a cerca
de 40% do PIB mineiro. As mesorregiões menos desenvolvidas são os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri que
juntas possuem 2,1% de participação no PIB estadual. [120][121]

O  estado,  segundo  dados  de  2012,  é  o  terceiro  que  mais  exporta  no  país,  sendo  responsável  por  12,78%  dos
produtos vendidos ao exterior, ficando atrás apenas de São Paulo (26,55%) e Rio de Janeiro (12,88%). [122]  A
pauta  de  exportação  do  estado,  no  entanto,  é  muito  concentrada  e  baseada  em  produtos  primários,
principalmente minério de ferro (43,15%), café (11,29%), ferro­ligas (5,86%) e ouro (5,15%). [123] O volume total
de exportações em 2012 foi de cerca U$D 33 000 000 000,00 (trinta e três bilhões de dólares). [124]

Agropecuária
O setor primário da economia mineira correspondeu a cerca de 8,7% da soma de tudo o que foi produzido no
estado durante o ano de 2012. Das culturas do estado, o café foi o que teve a maior participação no que se refere
ao valor da produção agrícola estadual, chegando a 40% em 2011. Minas Gerais foi a origem de 61,2% de todo o

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café produzido no país no mesmo ano sendo, portanto, o maior produtor do país. [120] A região sul do estado é
a principal origem do café mineiro, onde é cultivado em sua maioria a variedade arábica. [125] A produção de
cana­de­açúcar, por sua vez, representa quase vinte por cento do valor da produção agrícola de Minas, seguido
pelo  milho,  soja  e  feijão.  Minas  também  se  destaca  no  cenário
nacional na produção de batata, sorgo, tomate, banana  e  abacaxi.
No município de Jaíba, no norte de estado, um projeto implantou a
maior  área  de  agricultura  irrigada  da  América  do  Sul,  onde  são
cultivadas  mais  de  trinta  variedades  de  frutas,  dentre  elas  a
banana­prata, da qual o município é o maior produtor. [120][126]

Em relação à pecuária, Minas Gerais lidera a produção nacional de
leite,  com  uma  produção  de  8,4  bilhões  de  litros  em  2010,  o  que
Campos agrícolas com irrigação por
equivaleu  a  um  quarto  da  produção  brasileira.  O  estado  também
gotejamento perto da cidade de
possui uma importante participação nacional nas criações de corte Perdizes.
de bovinos, suínos e frangos. A produção mineira de ovos também
foi  a  segunda  maior  do  país,  com  cerca  de  375  milhões  de
dúzias. [126]

Indústria
A atividade de extração de minerais metálicos é a que possui maior
participação  no  setor  secundário  mineiro,  com  aproximadamente
um  quarto  de  representação  na  indústria  estadual  e  responde  por
mais de quarenta por cento da produção mineral nacional. Dentre
os  principais  minérios  extraídos  destacam­se  o  ferro,  manganês
(explorados  sobretudo  na  região  conhecida  como  Quadrilátero
Ferrífero),  ouro,  níquel,  nióbio,  zinco,  quartzo,  enxofre,  fosfato  e
bauxita.  Três  quartos  da  indústria  mineira,  por  sua  vez,
correspondem  a  atividades  de  transformação  dos  quais  o  mais Sede da Usiminas na capital
participativo  é  o  setor  de  metalurgia,  sendo  que,  no  âmbito  da mineira.
indústria  siderúrgica  o  estado  foi  responsável  por  um  terço  da
produção  nacional.  Em  Minas  estão  instaladas  unidades
produtivas de alguns dos maiores grupos ligados ao setor do país,
como a Gerdau, Usiminas e ArcelorMittal. O estado possui, ainda,
significativa  participação  no  setor  de  fundição,  com  atividades
concentradas sobretudo no centro­oeste do estado e cuja metade da
produção  é  destinada  ao  setor  de
automobilísticos. [120][127][128][129]
Vista aérea da Refinaria Gabriel
A  seguir,  destaca­se  o  setor  de  produtos  alimentícios,  que Passos em Betim.
corresponde  a  13%  das  atividades  industriais  de  Minas.  Em
seguida, com participação praticamente semelhante, está o setor automobilístico, responsável pela produção
de quase um quarto da produção nacional de veículos a parti da presença de unidades produtivas de empresas
como Iveco, Fiat e Mercedes  Benz.  Destaca­se  ainda,  a  produção  de  cimento,  sendo  que  o  estado  é  o  maior
produtor nacional, fato que é favorecido pelas grandes reservas de calcário em território mineiro. Outro setor
importante é a indústria química, especialmente o setor de plásticos, cuja produção destina­se principalmente
a atender outras cadeias produtivas. [120][127]

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Serviços
O setor terciário é o mais importante da economia mineira, pois corresponde a mais da metade das atividades
econômicas do estado. Neste setor, o comércio varejista tem acompanhado o crescimento do setor no país, que
foi de 8,3% no período de 2009 a 2012. Contudo, alguns segmentos apresentaram comportamentos distintos
como a venda de móveis e eletrodomésticos que evoluiu acima da média nacional, ao contrário do segmento de
super e hipermercados, que foi abaixo da média brasileira no mesmo período.

Contudo, a participação do comércio no setor terciário é superada somente
pelo  segmento  de  administração  pública,  responsável  por  movimentar
13,7%  de  todo  o  PIB  estadual.  Em  2010,  foram  arrecadados  no  estado
aproximadamente 43,5 bilhões de reais em impostos, o que corresponde a
doze por cento do PIB mineiro. Destacam­se ainda, as atividades ligadas ao
setor  imobiliário  e  de  aluguéis  (8,6%  do  valor  agregado  bruto  mineiro),
intermediação financeira (5,2%) e de transportes (5,1%). [120][129]

O  comércio  exterior  de  Minas  Gerais  tem  apresentado  um  crescimento


continuo  acima  da  média  nacional,  o  que  fez  sua  participação  em  vendas
externas  nacionais  aumentarem  de  10,5%  em  2002  para  13,4%  em  2012  e
consolidar­se  como  o  segundo  maior  estado  exportador  do  país.  Mais  da
metade  do  total  exportado  compõe­se  de  produtos  da  extração  mineral
Vista da Avenida Afonso bruta ou processados pela indústria metalúrgica. Cerca de um quinto desse
Pena, em Belo Horizonte. total compõe­se de produtos da agropecuária, em especial o café. Destaca­
se,  ainda,  o  crescimento  na  exportação  de  medicamentos,  soja  e  ouro  não
monetário nas exportações mineiras. Os principais destinos dos produtos exportados são a China,  o  Japão,
Alemanha, Estados Unidos e Argentina.  De  forma  similar,  a  importação  de  produtos  no  estado  manteve­se
crescendo  com  taxas  similares  às  nacionais.  Destaca­se  nesse  contexto  a  compra  de  veículos  automotores,
produtos  químicos  e  farmacêuticos,  produtos  minerais  e  maquinaria  industrial.  O  resultado  da  balança
comercial mineira manteve­se positivo ao longo nos últimos dez anos, o que significa que o estado exportou
mais  do  que  importou.  Em  2011,  o  superávit  mineiro  chegou  a  28,4  bilhões  de  reais,  muito  próximo  ao
superávit brasileiro de 29,8 bilhões, evidenciando, portanto, a relevância do estado no comércio internacional
brasileiro. [120][130][131]

No ano de 2011, 10,635 milhões de pessoas se enquadravam na categoria de população economicamente ativa,
dos quais aproximadamente dez milhões se encontravam ocupadas. Destes, 3,8 milhões de pessoas possuíam
carteira assinada. A taxa de desemprego no estado apresentou contínua queda desde 2009, passando de 7,2%
para 3,9% no fim de 2012. Dentre as principais ocupações da população economicamente ativa, destacam­se
as  atividades  de  comércio  (16,3%),  agropecuária  (16,2%)  e  da  indústria  de  transformação  (11,8%),  seguidas
por serviços de saúde, educação e serviços sociais, construção civil e serviços domésticos. Todos os setores de
atividade  econômica[nota  1]  apresentam  maior  quantidade  de  empregados  na  região  central  do  estado,  com
exceção  das  atividades  agropecuárias,  na  qual  o  Sul  de  Minas  possui  maior  quantidade  de  trabalhadores
formais. [120][129]

Infraestrutura
O  estado  de  Minas  Gerais  é  dotado  de  uma  notável  infraestrutura  que  permite  seu  desenvolvimento
econômico.  No  estado  encontra­se  a  maior  rede  rodoviária  dentre  as  unidades  da  federação,  além  de  uma
importante  parcela  das  ferrovias  do  país.  Minas  Gerais  conta  ainda  com  92  aeroportos  e  cinco  portos  secos

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distribuídos em várias regiões do estado. Minas conta ainda com várias usinas hidroelétricas e possui inclusive
um quarto das pequenas centrais hidrelétricas do país. O estado possui ainda mais de oitocentos quilômetros
de gasodutos administrados pela Companhia de Gás de Minas Gerais. [132]

Serviços básicos
Dos  6  028  223  domicílios,  5  200  911  eram  abastecidos  pela  rede
geral  (86,28%)  de  abastecimento  de  água,  501  492  por  meio  de
poços ou nascentes fora da propriedade (8,32%), 237 349 por meio
de  poços  ou  nascentes  situados  dentro  da  propriedade  (3,94%),
46 354 através de rios, açudes, lagos ou igarapés (0,77%), 908 em
poço ou nascente situado dentro ou fora da aldeia (0,01%) e 41 209
eram  abastecidos  de  outras  maneiras  (0,68%). [133]  5  985  392
domicílios  eram  abastecidos  pela  rede  de  fornecimento  de  energia
elétrica (99,29%)[134] e 5 282 287 domicílios destinavam seu lixo à Estação de tratamento de água da
coleta  (87,63%),  sendo  5  039  259  por  meio  de  serviço  de  limpeza Copasa em Coronel Fabriciano, onde
(83,59%)  e  243  028  por  meio  de  caçambas  (4,03%). [135]  E,  por é extraída e tratada a água fornecida
último,  na  questão  de  existência  de  banheiros  e  esgotamento a boa parte da Região Metropolitana
sanitário,  dos  5  862  312  domicílios  que  tinham  banheiros  de  uso do Vale do Aço.

exclusivo do próprio domicílio (97,25%), 4 701 155 eram atendidos
pela rede geral de esgoto ou pluvial ou fossa séptica (77,99%) e 1 161 157 tinham o esgoto coletado de outra
maneira  (19,26%).  Havia  ainda  90  183  domicílios  com  banheiro  de  uso  comum  a  mais  de  um  domicílio
(1,50%), sendo 37 541 por meio da rede geral de esgoto ou pluvial ou fossa séptica (0,62%) e 52 642 possuíam
outro escoadouro (0,87%); outros 75 728 domicílios não tinham banheiros nem sanitários (1,26%). [136]

Existem  várias  empresas  responsáveis  pelo  saneamento  básico,  no  entanto  em  615  dos  853  municípios
mineiros  a  empresa  encarregada  do  fornecimento  de  água  é  a  Companhia  de  Saneamento  de  Minas  Gerais
(Copasa), que também se responsabiliza pela coleta de esgoto em outros 220. [137] Os demais municípios são
abastecidos  por  outras  companhias,  por  empresas  locais  ou  pelos  chamados  serviços  autônomos  de  água  e
esgoto  (SAAEs;  criados  a  partir  do  extinto  Serviço  Especial  de  Saúde  Pública)  —  um  exemplo  ocorre  em
Governador  Valadares,  na  região  do  vale  do  rio  Doce,  onde  o  saneamento  básico  é  feito  pelo  SAAE  de
Governador Valadares. [138]

Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso
gratuitos  ou  pagos, [139][140]  além  de  cobertura  pela  rede  wireless  (internet  sem  fio)  nos  principais  centros
urbanos. [141] O serviço de telefonia é oferecido por operadoras como a Vivo, Oi, Telecom Italia Mobile  (TIM),
Claro, Algar, entre outras. [142] sendo que o código de área (DDD) das cidades do estado pode ser 31, 32, 33, 34,
35, 37, 38 e 39. [143]

Energia
Minas Gerais é um dos estados com maior demanda de energia, sendo que em 2010 o consumo total chegou a
35,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, o que correspondeu a 13,2% da demanda nacional, a maior
parte  destinada  ao  setor  industrial.  Minas  Gerais  é  um  dos  maiores  produtores  de  energia  hidroelétrica  do
país, com grandes geradores dos quais destacam­se a Usina Hidrelétrica de Furnas, Itumbiara  e  São  Simão.
Contudo, embora o estado exporte parte da energia elétrica gerada, boa parte da energia utilizada é importada,
sobretudo  na  forma  de  lenha,  carvão  mineral  e  derivados,  utilizados  sobretudo  nas  indústrias  siderúrgicas.

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Dentre  os  principais  componentes  da  matriz  energética  mineira  em  2010  foram  o  petróleo  e  gás  (33,7%),
seguido  por  lenha  e  derivados  (21,4%),  derivados  de  cana­de­açúcar  (15,4%)  e  energia  hidroelétrica
(14,6%). [144][145]

No  mesmo  ano,  53,6%  da  energia  utilizada  no  estado  provinha  de  fontes  renováveis,  das  quais  a  maior
participação era da lenha e seus derivados. [144] O estado possui potencial de produção de energia eólica  que
chega a ter a mesma ordem de grandeza que a energia hidrelétrica
produzida  atualmente.  A  Serra  do  Espinhaço  é  a  região  mais
promissora para a implantação desse tipo de empreendimento. [145]
Minas Gerais possui condições climáticas favoráveis, sobretudo nos
meses de inverno, que permitem o aproveitamento da energia solar,
utilizada  principalmente  para  o  aquecimento.  No  que  se  refere  à
produção  de  energia  elétrica  a  partir  da  radiação  solar,  os  locais
mais  promissores  para  a  instalação  encontram­se  no  norte  e
noroeste do estado. [146]
Vista da Usina Hidrelétrica de
Furnas no sul do estado.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) é a encarregada
do fornecimento de energia elétrica em 774 municípios mineiros, ou
seja,  96%  da  área  de  concessão,  sendo  a  responsável  pela  operação  de  65  usinas  (situadas  dentro  e  fora  do
estado). A companhia possui ainda ações de várias outras empresas de energia espalhadas pelo Brasil, dentre
elas a Light, do Rio de Janeiro, e suas ações são negociadas em São Paulo e Nova Iorque. [147]  Os  demais  79
municípios do estado são atendidos por outras concessionárias, sendo a maior delas a Energisa, que atende a
66 cidades da Zona da Mata. [148]

Saúde
Em  2009,  existiam  12  460  estabelecimentos
Mortalidade 19,7 por mil
hospitalares  no  estado,  com  44  012  leitos.  Do  total  de
infantil (2008) nascimentos[149]
estabelecimentos,  7  222  eram  públicos,  sendo  7  092  de
caráter municipal, 84 de caráter estadual e 46 de caráter Médicos 15,1 por 10 mil hab.
federal.  5  238  estabelecimentos  eram  privados,  sendo (2005)[149]
4 472 com fins lucrativos e 766 sem fins lucrativos. 257 Leitos hospitalares 445,2 por mil hab.
unidades  de  saúde  possuíam  especializações  com (2009).[149]
internação  e  8  973  unidades  eram  providas  de
atendimento ambulatorial. [150]

De acordo com uma pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2008, 79,1% da
população mineira avaliou sua saúde como boa ou muito boa, 69,6% afirmaram ter realizado consulta médica
nos  últimos  doze  meses  anteriores  à  data  da  entrevista,  41,0%  dos  habitantes  consultaram  o  dentista  no
mesmo  período  e  7,6%  da  população  estiveram  internados  em  leito  hospitalar.  35,1%  dos  habitantes
declararam ter alguma doença crônica e 29,3% dos residentes tinham cobertura de plano de saúde. No mesmo
ano,  63,1%  dos  domicílios  particulares  permanentes  estavam  cadastrados  no  programa  Unidade  de  Saúde
Familiar. [151]

De acordo com a mesma pesquisa, na questão de saúde feminina, 42,0% das mulheres com mais de 40 anos
fizeram  exame  clínico  das  mamas  nos  últimos  doze  meses,  56,7%  das  mulheres  entre  50  e  69  anos  fizeram
exame  de  mamografia  nos  últimos  dois  anos  e  77,9%  das  mulheres  entre  25  e  59  anos  fizeram  exame
preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos. [151]
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Educação
O fator "educação" do IDH no estado atingiu em 2010 a marca de
0,638  —  a  oitava  maior  do  país,  estando  em  conformidade  aos
padrões  mínimos  do  Programa  das  Nações  Unidas  para  o
Desenvolvimento  (PNUD)[153]  —  ao  passo  que  a  taxa  de
analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi
de  7,66%,  a  décima  melhor  porcentagem  nacional,  porém  a
segunda  pior  do  Sudeste  brasileiro,  à  frente  apenas  do  Espírito
Santo. [154]  Tomando­se  por  base  o  relatório  do  Índice  de

Vista parcial do prédio da reitoria da Desenvolvimento  da  Educação  Básica  (IDEB)  de  2011,  Minas


Universidade Federal de Minas Gerais obteve o maior índice dentre os alunos do 5º ano do ensino
Gerais (UFMG), uma das melhores fundamental entre os estados brasileiros — 5,9 —, o terceiro maior
universidades federais do Brasil, valor do 9º ano — 4,6, perdendo apenas para Santa Catarina e São
segundo o Índice Geral de Cursos do Paulo  —  e  o  quarto  maior  dentre  os  alunos  do  3º  ano  do  ensino
Ministério da Educação.[152]
médio  —  3,9,  perdendo  para  Santa  Catarina,  Paraná  e  São
Paulo. [155]  Na  classificação  geral  do  Exame  Nacional  do  Ensino
Médio (ENEM) de 2013, cinco escolas do estado figuraram entre as dez melhores do ranking nacional. [156]

Com  11  831  estabelecimentos  de  ensino  fundamental,  7  431  unidades pré­escolares  e  2  979  escolas  de  nível
médio, a rede de ensino do estado é uma das mais extensas do Brasil. [157] De acordo com dados da amostra do
censo demográfico de 2010, da população total, 5 681 163 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse
total,  179  819  frequentavam  creches,  492  875  estavam  no  ensino  pré­escolar,  325  115  na  classe  de
alfabetização,  74  319  na  alfabetização  de  jovens  e  adultos,  2  682  189  no  ensino  fundamental,  176  379  na
educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 859 491 no ensino médio, 177 395 na educação de jovens
e adultos do ensino médio, 624 707 em cursos superiores de graduação,  63  263  em  especializações  de  nível
superior, 17 514 no mestrado e 8 096 no doutorado. 12 080 382 pessoas não frequentavam unidades escolares,
sendo que 1 835 785 nunca haviam frequentado e 10 244 597 haviam frequentado alguma vez. [158]

Entre as muitas instituições de ensino superior, destaca­se a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
classificada  como  a  478ª  melhor  universidade  do  mundo[159]  e,  juntamente  com  a  Universidade  Federal  de
Viçosa (UFV), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Universidade Federal de Lavras (UFLA),
está  entre  as  melhores  do  Brasil  segundo  o  Índice  Geral  de  Cursos,  do  Ministério  da  Educação. [152]  A
Universidade  Federal  de  Uberlândia  (UFU)  também  se  destaca  no  estado,  ela  ficou  em  4º  melhor  lugar  em
Minas, e em 28º no Brasil, na frente da UFLA (Lavras), UFOP (Ouro Preto) e UFTM (Uberaba), segundo dados
do ranking das universidades brasileiras da Folha de S. Paulo, em 2016. [160] Minas Gerais é o estado com o
maior número de instituições federais de ensino superior do país, abrigando 20 instituições, sendo 8 Institutos
Federais, 1 Centro Federal  e  11  Universidades  Federais. [161]  Conta  ainda  com  duas  instituições  estaduais:  a
Universidade do Estado de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Montes Claros. [162] Além de cerca de
350 faculdades e universidades particulares e filantrópicas presentes em mais de 240 municípios. [163][164]

Ciência e tecnologia
Minas Gerais é sede de importantes institutos de pesquisa, no entanto 40% dos grupos de pesquisa mineiros
estavam concentrados na UFMG, que abrigava ainda 46% do total de projetos do conjunto de instituições do
estado.  A  UFV  mantinha  19%  do  total  de  equipes. [165]  As  universidades  ainda  não  formam  um  grupo
homogêneo e cerca de 87% dos professores do ensino superior dedicam­se exclusivamente à entidade. A maior
parte  dos  estudos  científicos  oriundos  das  universidades  estão  voltados  às  engenharias,  saúde,  ciências
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biológicas  e  ciências  exatas,  sendo  que  muitas  vezes  estão  voltados  às  necessidades  econômicas  e  sociais
regionais — na UFV e na UFTM, situadas respectivamente na Zona da Mata e no Triângulo  Mineiro,  grande
parte das pesquisas está voltada às ciências agrárias, por exemplo. [166]

São  alguns  dos  principais  institutos  subordinados  às  instituições  de  ensino  e  que  visam  o  aprimoramento
científico  e  tecnológico  o  Centro  de  Estudos  Aeronáuticos  da
Universidade  Federal  de  Minas  Gerais  (CEA),  com  ênfase  em
pesquisas da área de engenharia aeronáutica;[167] o Laboratório de
Alta Tensão da Universidade Federal de Itajubá (LAT­UNIFEI), um
dos poucos laboratórios de alta tensão do Brasil;[168] o Laboratório
Nacional de Astrofísica;[169] a Fundação Christiano Ottoni (FCO),
que promove programas acadêmicos de ensino, pesquisa e extensão
da  UFMG;[170]  e  o  Centro  de  Pesquisa  Manuel  Teixeira  da  Costa
(CPMTC),  órgão  complementar  do  Instituto  de  Geociências  da
UFMG que promove a realização de pesquisas ligadas à geologia e Cúpula do Observatório do Pico dos
Dias, situado em Brazópolis e
áreas afins das geociências. [171]
mantido pelo Laboratório Nacional de
Astrofísica.
Fora do campo universitário, destacam­se o Instituto de Pesquisas
Econômicas,  Administrativas  e  Contábeis  de  Minas  Gerais
(IPEAD), que realiza pesquisas aplicadas às ciências econômicas e contábeis;[172]  a  Fundação  João  Pinheiro
(FJP),  referência  nacional  em  diversos  setores  das  ciências sociais;[173] a Fundação  Ezequiel  Dias  (FUNED),
referência  na  produção  de  medicamentos  e  soros,  em  estudos  em  saúde  pública  e  nas  ações  de  vigilância
sanitária, epidemiológica e ambiental;[174] o Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), unidade regional da
Fiocruz onde são realizadas pesquisas ligadas à saúde e à epidemiologia;[175] o Centro  Tecnológico  de  Minas
Gerais (CETEC), com vistas à aplicação tecnológica ao desenvolvimento social e econômico[176] e, por fim, a
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que possui diversos centros de pesquisas espalhados por
todo o estado. [177]

Comunicações
A  Imprensa  Oficial  do  Estado  de  Minas  Gerais  é  o  órgão  oficial
responsável  pelas  comunicações  em  todo  o  estado,  atuando  tanto
na assessoria da imprensa, quanto no marketing e na Internet. [178]
Existem diversos jornais presentes em vários municípios mineiros,
como por exemplo Diário do Aço (em Ipatinga e Vale do Aço), Hoje
em  Dia,  Estado  de  Minas,  Diário  da  Tarde,  O  Tempo  (Belo
Horizonte),  Jornal  Correio  de  Uberlândia  (Uberlândia),  de
Uberaba,  Jornal  da  Manhã  (em  Uberaba),  O  Mantiqueira  (em
Poços de Caldas), Tribuna de Minas  (em  Juiz  de  Fora),  Folha  do
Sul  (em  Três  Corações),  Diário  de  Caratinga  (em  Caratinga),
Jornal  de  Minas  (em  São  João  del­Rei)  e  O  Norte  (em  Montes
Claros). [179] O Super Notícia, com sede em Belo Horizonte, estava
entre os dez de maior circulação no país em 2008, segundo dados
do  Instituto  Verificador  de  Circulação,  ocupando  a  terceira
colocação,  com  282  213  mil  exemplares/dia,  após  a  Folha  de  S.
Sede da Imprensa Oficial do Estado
de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Paulo e O Globo. [180]

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04/06/2019 Minas Gerais – Wikipédia, a enciclopédia livre

O estado também possui uma grande quantidade de emissoras de rádio, tanto AM quanto FM, sendo algumas
das  principais  a  BH  FM,  Globo  Minas,  América,  Itatiaia,  98  FM,  Nativa  FM,  Favela,  Jovem  Pan  FM  e
BandNews  —  a  maioria  sediada  em  Belo  Horizonte,  mas  com  retransmissoras  em  outros  municípios. [181]  A
primeira rádio mineira foi a Rádio Sociedade de Juiz de Fora, que foi ao ar em 1° de janeiro de 1926, e em 1927
surge  a  Rádio  Mineira,  a  primeira  da  capital  mineira.  No  entanto,  a  primeira  emissora  do  estado  a  ter
reconhecimento nacional foi a Rádio Inconfidência, criada em 3 de setembro de 1936, notória por suas sessões
de auditório e programação diversificada, voltada à população. Também obteve destaque a Rádio Itatiaia, que
foi  criada  em  1951  e  é  considerada  a  líder  de  audiência  em  sua  frequência  AM  no  estado  desde  a  década  de
1970, com programação voltada ao jornalismo, esporte e prestação de serviço. [182][183]

No  campo  da  televisão,  a  primeira  emissora  do  estado  a  ter  projeção  nacional  foi  a  TV Itacolomi,  criada  na
capital mineira em 8 de novembro de 1955. Nesta época, poucos habitantes possuíam aparelho televisor em
Minas Gerais, devido ao preço, mas à medida que a emissora aumentava seu raio de transmissão as vendas de
telerreceptores  cresciam,  o  que  proporcionou  o  estabelecimento  de  novas  emissoras  no  estado. [184]  Até  seu
fechamento, em 1980, a Itacolomi fazia parte dos Diários Associados, conglomerado de empresas de mídia do
Brasil fundado por Assis Chateaubriand, que também foi o criador da paulista TV Tupi, primeira emissora de
televisão do país. Assim como já vinha ocorrendo em São Paulo e no Rio de Janeiro com a Tupi, a TV Itacolomi
passa a ter como concorrentes em Minas Gerais, a partir da década de 1960, a Rede Excelsior (extinta), a Rede
Globo e a Rede Record. [184]  Atualmente  há  várias  emissoras  sediadas  no  estado,  tais  como  a  Record  Minas,
Paranaíba,  TV  Leste  (afiliadas  à  Record), [185]  TV  Globo  Minas,  InterTV  dos  Vales,  EPTV  Sul  de  Minas
(afiliadas à Globo), [186] TV Alterosa Belo Horizonte e TV Alterosa Leste (afiliadas ao SBT). [187]

Segurança pública e criminalidade
As principais unidades das forças armadas presentes em Minas Gerais são o
Exército Brasileiro, sendo que o estado é integrante do Comando Militar do
Leste  (exceto  o  Triângulo,  que  pertence  ao  Comando  Militar  do  Planalto),
com sedes em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro;[188] a Marinha do Brasil,
segundo  a  qual  Minas  situa­se  no  1º  Distrito  Naval,  com  sede  no  Rio  de
Janeiro (exceto o sul mineiro, que está jurisdiciado ao 8º Distrito Naval da
Marinha do Brasil);[189] e a Força Aérea Brasileira, segundo a qual o estado
faz parte do 3º Esquadrão de Transporte Aéreo. [190] Assim como os demais
estados  do  Brasil,  há  dois  tipos  de  corporações  policiais  que  possuem  a
finalidade  de  realizar  a  segurança  pública  em  seu  território.  São  elas:  a
Polícia  Militar  de  Minas  Gerais  (PMMG),  que  tem  função  de  defesa Brasão da Polícia Civil.
social, [191] e a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, que exerce a função
de polícia judiciária e é subordinada ao governo estadual. [192]

De  acordo  com  dados  do  "Mapa  da  Violência  2011",  publicado  pelo  Instituto  Sangari  e  pelo  Ministério  da
Justiça, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes em Minas Gerais é a terceira menor do Brasil. No entanto,
o número de homicídios saltou de 8,6 para 19,5 por 100 mil habitantes no período entre 1998 e 2008, fazendo
com  que  o  estado  permanecesse  na  23ª  posição,  apresentando  um  aumento  de  126,6%  no  número  de
assassinatos durante o período pesquisado. [193][194] Em 2010, de acordo com dados do IPEA, Minas alcançou
a taxa de 18,5 homicídios por 100 mil habitantes, um aumento de 61,4% em relação ao número registrado em
2000, que foi de 11,5 homicídios a cada 100 mil habitantes, sendo que o suportável pela Organização Mundial
da Saúde é de 10 homicídios por 100 mil habitantes. [195] Apesar da pequena queda do número de homicídios

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entre 2008 e 2010, entre janeiro e setembro de 2013 houve um crescimento
de  21%  da  ocorrência  de  crimes  violentos,  como  sequestro  e  estupro,  em
relação ao mesmo período de 2012. [196]

De  acordo  com  dados  do  "Mapa  da  Violência  dos  Municípios  Brasileiros
2014",  também  publicado  pelo  Instituto  Sangari,  os  dez  municípios
mineiros  com  as  maiores  taxas  de  homicídios  por  grupo  de  100  mil
habitantes são São Joaquim de Bicas (71,3), Mateus Leme (63,3), Teixeiras
(61,5),  Governador  Valadares  (59,0),  Esmeraldas  (57,8),  Juatuba  (56,3),
Betim  (55,5),  Sarzedo  (55,3),  Itaobim  (52,5)  e  Buritizeiro  (51,7).  São
Joaquim  de  Bicas  apareceu  na  lista  das  100  cidades  mais  violentas  do
Brasão da Polícia Militar.
Brasil,  ocupando  a  80ª  posição. [197]  Para  reduzir  as  taxas,  diversas
medidas  vêm  sendo  tomadas  pelo  poder  público,  como  a  ampliação  do
efetivo de policiais civis, militares e bombeiros e a implantação de unidades do Instituto Médico Legal (IML) e
batalhões da PM. [198] O estado também foi o pioneiro na criação de um presídio em parceria com a inciativa
privada. [199]

Transportes
No  estado,  existem  seis  aeroportos  administrados  pelo  Infraero.
São eles: o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte­Confins (em
Confins),  o  Aeroporto  da  Pampulha  ­  Carlos  Drummond  de
Andrade  (em  Belo  Horizonte),  o  Aeroporto  de  Belo  Horizonte­
Carlos Prates (em Belo Horizonte), o Aeroporto de Uberlândia (em
Uberlândia), o Aeroporto de Montes Claros (em Montes Claros), e o
Aeroporto  de  Uberaba  (em  Uberaba). [200]  Há  também  outros
aeroportos  menores,  como  os  de  Alfenas,  Araxá,  Caxambu,

Airbus A320 da TAM Linhas Aéreas Diamantina, Divinópolis, Espinosa, Frutal, Governador Valadares,
no Aeroporto Internacional de Belo Ipatinga, Ituiutaba, Juiz de Fora, Leopoldina, Monte Verde,  Patos
Horizonte­Confins. de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre,  São  João  del­Rei,  Unaí,
Varginha, entre outros. [201]

Também há transporte hidroviário, sendo que a principal hidrovia
contida no estado é a Hidrovia do São Francisco, cujo curso d'água
é  navegável  desde  o  município  de  Pirapora  até  Juazeiro,  na
Bahia. [202]

O transporte ferroviário, por sua vez, faz­se presente desde o século
XIX, quando da construção da Estrada de Ferro Central do Brasil,
na  década  de  1860.  Em  1874  foi  inaugurada  a  Estrada  de  Ferro
Trecho da Rodovia Fernão Dias Leopoldina,  em  1880  foi  fundada  a  Estrada  de  Ferro  Oeste  de
próximo a Pouso Alegre. Minas e nas décadas seguintes foram abertas várias outras ferrovias
em  território  mineiro. [203]  Após  a  década  de  1940,  as  ferrovias
passaram  a  ser  substituídas  pelas  rodovias,  devido  à  demanda  do  crescimento  da  frota  automobilística,
levando ao fechamento de estradas de ferro e ramais. [204][205] No entanto, ainda há caminhos de ferro ativos
cortando Minas Gerais sendo utilizados para o transporte de carga, como a antiga Estrada de Ferro Leopoldina
e a Ferrovia do Aço,  administradas  pelas  concessionárias  MRS  Logística  e  Ferrovia  Centro  Atlântica. [206]  A

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Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) é a responsável por escoar a produção da Vale e de outras empresas
do  estado  em  direção  ao  Porto de Tubarão, em Vitória,  no  Espírito  Santo,  e  também  opera  o  único  trem  de
passageiros diário do Brasil que percorre longas distâncias, entre Vitória e Belo Horizonte, interligando outras
cidades que contêm com estações. [207]

Com 36 103 km de extensão, segundo dados de dezembro de 2013, o sistema rodoviário do estado de Minas
Gerais é um dos mais complexos dentre as unidades federativas do Brasil. Da extensão total, 29 319 km são de
trechos  pavimentados  e  6  784  km  não  possuem  pavimentação,  ao  mesmo  tempo  que  27  119  km  são  de
rodovias estaduais e 8 984 km são vias federais (de administração do DNIT). [208] A grande extensão da malha
viária associada ao relevo predominantemente montanhoso — que faz com que haja uma grande quantidade de
curvas  sinuosas  nas  estradas  —  e  às  condições  climáticas  típicas  do  estado  faz  com  que  Minas  tenha  uma
considerável  taxa  de  acidentes  em  relação  ao  restante  do  Brasil;  situações  agravadas  pelo  fato  do  estado
possuir apenas 31,6% das estradas em condições classificadas como "boa" ou "ótima", segundo informações do
CNT  de  2010. [209][210]  A  frota  estadual  em  2012  era  de  8  295  192  veículos,  sendo  4  602  143  automóveis,
285 123 caminhões,  52  301  caminhões­trator,  613  155  caminhonetes,  215  545  caminhonetas,  36  174  micro­
ônibus, 1 992 166 motocicletas, 205 390 motonetas, 63 685 ônibus, 31 292 utilitários, 1 843 tratores de rodas e
outros 196 375 classificados como outros tipos de veículos. [211]

Cultura
A Secretaria  Estadual  de  Cultura  (SEC),  que  foi  criada  em  1983,
durante o governo de Tancredo Neves, e estruturada em 1996, é o
órgão  vinculado  ao  Governo  do  Estado  de  Minas  Gerais
responsável  por  atuar  no  setor  de  cultura  do  estado,  desde  seu
planejamento  financeiro  até  a  execução  de  projetos  e  manutenção
de  bibliotecas,  museus  e  do  Arquivo  Público  Mineiro. [213]  A  SEC
atua  em  parceria  com  diversas  outras  instituições  e  entidades
culturais, diretamente subordinadas ou não ao órgão público, como
Instituto Inhotim, o maior centro de
a Fundação Clóvis Salgado (FCS), a Fundação TV Minas Cultural e
arte ao ar livre da América
Educativa, a Fundação de Arte de Ouro Preto  (FAOP),  o  Instituto
Latina.[212]
Estadual  do  Patrimônio  Histórico  e  Artístico  de  Minas  Gerais
(IEPHA­MG) e a Rádio Inconfidência. [214]

Artes cênicas
Minas  Gerais  conta  com  vários  espaços,  projetos  e  eventos
dedicados ao fomento das áreas teatral e de dança. O estado é berço
de uma considerável gama de grupos teatrais de sucesso nacional
ou  mesmo  internacional,  tais  como  o  Grupo  Galpão, [215]  o
Giramundo Teatro de Bonecos, [216] o Grupo Corpo[217] e Ponto  de
Partida. [218] Muitos deles têm suas origens e manutenção ligadas à
formação  artística  profissional  e  a  mecanismos  municipais  e
estaduais  de  incentivo  cultural;  o  Grupo  Divulgação,  de  Juiz  de
Interior do Teatro Municipal de Ouro
Fora,  por  exemplo,  nasceu  na  Faculdade  de  Filosofia  e  Letras  da
Preto, que foi inaugurado no século
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). [218] A Companhia de XVIII e é o mais antigo do Brasil.
Dança Palácio das Artes, fundada em Belo Horizonte em 1971, é um

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04/06/2019 Minas Gerais – Wikipédia, a enciclopédia livre

dos grupos profissionais mantidos pela Fundação Clóvis Salgado e
ocasionalmente  está  presente  em  palcos  nacionais  e
internacionais. [219]

Em Minas Gerais situam­se alguns dos maiores espaços teatrais do
Brasil, tais como o Teatro Municipal de Ouro Preto, que também é o
teatro mais antigo das Américas, inaugurado no século XVIII;[220]
o  Cine­Theatro  Central,  em  Juiz  de  Fora,  cuja  importância
arquitetônica  e  histórica  culminou  no  tombamento  pelo Fachada do Palácio das Artes de
IPHAN;[221]  o  Palácio  das  Artes  de  Belo  Horizonte,  que  é Belo Horizonte, um dos maiores
considerado como o maior centro de produção, formação e difusão núcleos culturais da América Latina.
cultural  do  estado  e  um  dos  maiores  da  América  Latina,  sendo
mantido  pela  Fundação  Clóvis  Salgado,  que  oferece  à  população  uma  série  de  programações  artísticas  e  de
atividades  educativas;[222]  o  Centro  Cultural  Usiminas,  em  Ipatinga,  considerado  como  um  dos  mais
modernos do país e mantido pelo Instituto Cultural Usiminas;[223] e o Centro Cultural Banco do Brasil,  em
Belo Horizonte, mantido pelo Banco do Brasil. [224]

São  vários  os  eventos  artísticos  do  estado  em  que  os  grupos  e  artistas  demonstram  suas  atividades,  sendo
realizados tanto nos espaços culturais quanto ao ar livre. Na capital mineira, são alguns exemplos o Festival
Internacional  de  Teatro,  Palco  e  Rua  (FIT­BH),  o  Festival  Internacional  de  Teatro  de  Bonecos,  o  Festival
Internacional de Dança (FID), o Festival Internacional de Corais (FIC), o Festival Internacional de Curtas,  o
Festival Mundial de Circo do Brasil e o Festival Internacional de Quadrinhos. [225][226] No interior do estado,
destaca­se a realização da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, com espetáculos teatrais em Juiz
de Fora e no Vale do Aço;[227] e o Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, com oficinas de
iniciação  e  atualização,  espetáculos,  peças  de  teatro  e  exposições  em  vários  municípios  do  estado,  como
Diamantina e Cataguases. [228]

Música, cinema e literatura
A música se faz presente em Minas Gerais desde o período colonial.
Os primeiros instrumentos musicais a adentrarem o estado foram
trazidos  pela  Companhia  de  Jesus  na  segunda  metade  do  século
XVI,  com  objetivo  de  converterem  os  indígenas  aos  costumes
europeus,  difundindo  a  música  barroca.  Por  décadas,  os  jesuítas
foram  responsáveis  tanto  pelo  ensinamento  da  gramática  e  do
latim quanto pela alfabetização musical nas escolas. [229] No século
XVIII destacou­se a obra sacra de Lobo de Mesquita[230] e, no XIX,
Banda mineira Skank durante uma
apresentação em 2007. a  de  João  de  Deus  de  Castro  Lobo, [231]  cujas  obras  estão
disponibilizadas,  dentre  outras,  nas  séries  Acervo  da  Música
Brasileira  e  Patrimônio  Arquivístico­Musical  Mineiro.  A  partir  do
século XIX, as bandas de música se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural
do estado. Na primeira metade do século XX, destacam­se o samba, a bossa nova, o chorinho e as marchinhas
com os compositores Ary Barroso, de Ubá, e Ataulfo Alves,  de  Miraí. [232][233]  Na  década  de  1970,  surge  em
Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova e os Beatles. [234]
Na década de 80, destacaram­se mundialmente Sepultura e Sarcófago[235] e na década de 90, surgem Skank,
Jota Quest, Pato Fu e Tianastácia. [236]  Às  primeiras  décadas  do  século  XXI,  surgem  artistas  musicais  como
César Menotti & Fabiano e Paula Fernandes. [237]

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No cinema mineiro, os nomes de Humberto Mauro e João Carriço se
destacam  por  serem  os  pioneiros  do  cinema  nacional.  Humberto
Mauro  iniciou  suas  primeiras  filmagens  em  1925  em  Cataguases,
mudando­se  para  o  Rio  de  Janeiro.  Seu  contemporâneo  João
Carriço, com o lema "Cinema para o povo", lançou a Carriço Filmes,
em Juiz de Fora, produzindo cinejornais e documentários no início
do  século  XX. [238][239]  No  período  do  Cinema  Novo  e  do  Cinema
Marginal,  desponta  o  nome  de  Carlos  Alberto  Prates  Correia,  um
O ator mineiro Selton Mello na 5ª
dos  principais  realizadores  da  história  do  estado,  autor  de  filmes
edição do Prêmio Bravo! Prime de
evocadores  da  paisagem,  da  cultura  e  do  povo  mineiro,  como  os
Cultura, em 2009.
inventivos  Perdida,  Cabaret  Mineiro  e  Noites  do  Sertão. [240]
Finalmente,  no  cinema  contemporâneo,  ressaltam­se  Cao
Guimarães  produtor  de  curtas  premiados  no  mundo  inteiro;[241]  Helvécio  Ratton,  diretor  de  entre  outros
filmes Menino Maluquinho e Pequenas Histórias;[242] e Selton Mello,  que  atuou  em  filmes  como  Guerra  de
Canudos, O Que É Isso, Companheiro?, O Palhaço, O Cheiro do Ralo e Meu Nome Não é Johnny. [243]

A literatura mineira, por sua vez, teve bastante contribuição para a primeira geração literária brasileira, ainda
no século XVIII. As obras oriundas do estado tinham ideais bucólicos, visando a representar paisagens locais,
sendo os principais autores da época Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manoel da Costa.
Com  o  Romantismo  e  o  Simbolismo,  no  século  XIX,  ganham  destaque  as  obras  de  Bernardo  Guimarães  e
Alphonsus  de  Guimaraens.  No  século  XX,  Minas  conquista  grande  espaço  no  cenário  literário  brasileiro,
revelando  nomes  como  Carlos  Drummond  de  Andrade,  Emílio  Moura  e  João  Guimarães  Rosa,  que
contribuíram  para  o  auge  do  Modernismo  no  Brasil.  Entre  a  segunda  metade  do  século  XX  e  a
contemporaneidade,  ressaltam­se  Abgar  Renault,  Cyro  dos  Anjos,  Murilo  Rubião,  Affonso  Romano  de
Sant'Anna, Murilo Mendes, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Henriqueta Lisboa,
Oswaldo França Júnior, Roberto Drummond, Bartolomeu Campos de Queirós e Ziraldo. [244]

Folclore, artesanato e culinária
A  religiosidade  tem  influência  marcante  nas  principais
manifestações culturais do povo mineiro, principalmente nas festas
folclóricas. Dentre as tradições presentes no estado, destacam­se o
Congado,  que  reúne  danças  herdadas  dos  costumes  africanos,
difundidos  pelos  escravos,  com  as  tradições  católicas  dos
colonizadores;  as  comemorações  da  Folia  de  Reis,  que  celebram
desde  o  nascimento  de  Jesus  até  a  visita  dos  Três  Reis  Magos
através  de  procissões  e  visitas  a  casas;  as  "Pastorinhas",  que  são
meninos e meninas que visitam os presépios nas casas, assim como A "Namoradeira", escultura artesanal
se fazia em Belém na época do nascimento de Jesus; o bumba meu típica de Minas Gerais.
boi,  que  simboliza  a  morte  e  renascimento  do  boi;  a  Festa  do
Divino,  em  homenagem  ao  Divino  Espírito  Santo;  as  Cavalhadas,  representando  os  combates  e  guerras
travadas entre mouros e cristãos; a Dança de São Gonçalo; e as quadrilhas, nas festas juninas. [245]

Boa parte da produção artesanal mineira tem ligação às tradições culturais do estado, como na representação
de imagens de santos ou personagens históricos. [246] O artesanato está presente em diversas regiões de Minas
Gerais, com produção baseada em pedra­sabão, cerâmica, madeira e fibras vegetais, argila,  prata  e  estanho.
Em  Tiradentes  destacam­se  os  objetos  em  prata;  na  região  do  Vale  do  Jequitinhonha  são  feitas  peças  em

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madeira e principalmente cerâmica; em Ouro Preto, Congonhas, Mariana e Serro há considerável presença dos
trabalhos em pedra­sabão; em Ouro Preto e Viçosa são produzidos utensílios com cobre e outros metais; e em
todo o estado são encontrados bordados, trançados em talas, bambu e fibras têxteis, crochês e tricôs, além da
madeira. [246]

Na cozinha mineira, por sua vez, a carne de porco é muito presente, sendo famosos o tutu com lombo de porco,
a  costelinha  de  porco  e  o  leitão  à  pururuca.  Também  são  apreciados  a  vaca  atolada,  o  feijão  tropeiro  com
torresmo,  a  canjiquinha  com  carne  (de  boi  ou  porco),  linguiça  e
couve, o frango  ao  molho  pardo  com  angu  de  fubá,  o  frango  com
quiabo ensopado e arroz com pequi. São famosos os doces mineiros,
especialmente  o  doce  de  leite,  a  goiabada  e  a  paçoca.  O  pão  de
queijo,  os  queijos  (e  seu  modo  artesanal  de  preparo)  e  o  café
também  estão  entre  as  principais  referências  da  cozinha  mineira.
Muitos  pratos  têm  origens  indígenas,  cuja  culinária  era
predominantemente à base de mandioca e milho e teve incremento
dos costumes europeus, com a introdução dos ovos, do vinho, dos
quentes e dos doces. [247] O pão de queijo é um prato típico da
culinária mineira.

Arquitetura
Durante  o  período  colonial,  a  riqueza  oriunda  do  ouro  e  dos
diamantes  propiciou  o  surgimento  de  cidades  que  tinham  como
característica  o  dinamismo  cultural.  Nesse  contexto,
desenvolveram­se  as  cidades  e  a  arquitetura  colonial,  cujas  obras
permanecem como sendo alguns dos conjuntos mais notáveis deste
período da história brasileira. As casas das cidades mineiras eram
construídas  com  aspectos  uniformes  entre  si  e,  usualmente,
ocupavam  todo  o  terreno.  As  ruas  estreitas  se  adaptavam  à
Museu da Inconfidência e Igreja de
Nossa Senhora do Carmo, na topografia  acidentada  do  território  mineiro.  Dada  a  influência  da
Cidade Histórica de Ouro Preto, Igreja  Católica,  muitas  igrejas  foram  erguidas  nas  cidades  e  vilas
considerada um Patrimônio da da  época,  com  características  arquitetônicas  notáveis  típicas  do
Humanidade pela UNESCO. período  barroco.  Merecem  destaque,  especialmente,  as  obras  de
Antônio  Francisco  Lisboa,  o  Aleijadinho,  notável  por  seu  estilo
peculiar  refletido  nas  esculturas,  obras  arquitetônicas  e  entalhes  do  final  do  período  colonial.  Os  principais
remanescentes desta fase da arquitetura mineira são o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (em Congonhas,
com obras de Aleijadinho), o centro histórico de Ouro Preto e de de Diamantina (todos declarados patrimônios
da humanidade pela UNESCO), além da Igreja de São Francisco de Assis em São João del­Rei. [248][249][250] Já
no  fim  do  período  colonial,  houve  a  transição  para  o  período  neoclássico.  Contudo,  tal  estilo  não  foi  tão
marcante em território mineiro, deixando traços em algumas construções como na Casa da Câmara e Cadeia
de Ouro Preto e na fachada da Igreja de Nossa Senhora do Pilar em Nova Lima. [251]

Posteriormente, a partir das últimas décadas do século XIX, o ecletismo europeu passa a influenciar as obras
arquitetônicas  do  estado,  que  passava  por  um  surto  de  desenvolvimento  graças  à  atividade  cafeeira  e  à
pecuária.  Em  um  primeiro  momento,  tal  estilo  ainda  sofre  influência  do  neoclassicismo,  apresentando
contornos suaves. Somente a partir do século XX, o ecletismo passa a apresentar uma estética rebuscada, além
de  permitir  uma  vasta  gama  de  combinações  estilísticas  influenciada  sobretudo  pela  arte  europeia,  que  se
estendem até a década de 1940. No período entreguerras chega ao estado a tendência mundial do art déco, que

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valorizava em sua estética a abstração, a linha, a forma, o volume e a cor e que se beneficiou pelas inovações
construtivas, como a utilização do concreto armado. Contudo, uma grande revolução viria com os projetos de
Oscar Niemeyer que, ao conceber o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, buscou a criação de formas simples e
úteis, com suas características curvas. Na década de 50, o arquiteto concebeu outras obras notáveis, como o
Edifício Niemeyer. Ao mesmo tempo chegam a Minas novos conceitos do nascente Estilo Internacional, além
do  surgimento  da  arquitetura  modernista  no  Brasil.  Desde  então,  as  construções  passaram  a  integrar  como
princípios  a  funcionalidade  e  integração  com  seus  arredores.  Um
dos mais recentes e notáveis projetos arquitetônicos no estado é a
Cidade  Administrativa  de  Minas  Gerais,  projetada  por  Oscar
Niemeyer e concluída em 2010. [251][252]

Turismo
Um  dos  mais  importantes
circuitos  turísticos  de  Minas Conjunto Arquitetônico da Pampulha,
Gerais  é  a  Estrada  Real,  que criado por Oscar Niemeyer, e
Mineirão
passa  pelos  antigos  caminhos
utilizados  para  transportar  o
ouro  das  minas,  que  liga  a  região  central  do  estado  às  cidades  do  Rio  de
Janeiro e Parati. Os diferentes roteiros deste circuito apresentam atrativos
históricos,  culturais  e  naturais  para  seus  visitantes. [253]  Outro  aspecto
notável do turismo mineiro inclui a visitação às cidades históricas, as quais
conservam  as  construções  do  museu  colonial  além  de  incluírem  museus  e
espaços  culturais  que  revelam  o  passado  dessas  localidades.  Destas
Cachoeira na Serra do Cipó. cidades,  destaca­se  Ouro  Preto,  onde  encontra­se  o  Museu  da
Inconfidência. [254]

O  relevo  do  estado,  com  abundância  de  picos  e  serras  (especialmente  os  grandes  picos),  além  da  grande
quantidade de grutas e cavernas, rios e lagos naturais e artificiais e a riqueza da fauna e flora estadual atraem
praticantes do ecoturismo e também do turismo de aventura. Outro segmento relevante é o turismo rural,  já
que Minas é um dos estados que mais possuem empreendimentos voltados para esta finalidade. [254] Na região
central do estado, além das cidades históricas e da capital, encontram­se parques nacionais como o Serra  do
Cipó, além do Museu de Inhotim, que possui um dos maiores acervos de arte contemporânea do país. [255] No
sul do estado encontra­se o Circuito das águas, conhecido por suas estâncias minerais. [256]

Destaca­se ainda o turismo de negócios que está em franca expansão, uma vez que nos últimos anos grandes
eventos de projeção internacional foram realizados no estado. Em especial, destaca­se nesse segmento a cidade
de  Belo  Horizonte,  que  atrai  cada  vez  mais  feiras,  congressos  e  reuniões,  o  que  pode  ser  atribuído  à
infraestrutura e à importante rede hoteleira da cidade. Outras cidades do interior (como Juiz de Fora, Uberaba
e Uberlândia) também oferecem opções para a realização de eventos de negócios de grande porte. [254]

Esportes
O  futebol  é  um  dos  esportes  mais  populares  no  estado  de  Minas  Gerais,  tendo  como  principais  equipes
Atlético,  Cruzeiro,  América,  Villa  Nova,  Tupi,  Ipatinga,  Boa  Esporte  e  Caldense.  A  Federação  Mineira  de
Futebol  é  a  entidade  responsável  por  organizar  a  competição  mais  tradicional  do  estado,  o  Campeonato
Mineiro, cuja primeira edição foi realizada em 1915. [257] Outra competição tradicional é a Taça Minas Gerais

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que,  por  falta  de  interesse  das  agremiações  mineiras,  não  foi  realizada  no  ano  de  2013. [258][259]  Dentre  os
maiores  estádios  de  futebol  do  estado  destacam­se  o  Independência  na  capital,  Parque  do  Sabiá  em
Uberlândia, Mário Helênio em Juiz de Fora, Melão em Varginha, Arena do Jacaré em Sete Lagoas e o Ipatingão,
além do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, que foi uma das arenas da Copa do Mundo FIFA de
2014. [260][261]

A Federação  Mineira  de  Voleibol  é  a  responsável  pela  organização


das competições de vôlei no estado que possui o maior número de
atletas  registrados  como  praticantes  desse  esporte. [262]  Existe
ainda  a  Federação  Mineira  de  Basketball,  que  organiza  as
competições do esporte, além de buscar difundi­lo pelo estado. [263]
Anualmente são realizados os Jogos Escolares de Minas Gerais, na
qual competem escolas em vários níveis, desde etapas municipais
Vista aérea do Mineirão em Belo
até as finais estaduais. [264]
Horizonte.

Feriados
Em Minas Gerais, há apenas um feriado estadual: o dia 21 de abril, que é considerado como a Data Magna do
Estado. Comemora­se juntamente ao feriado nacional em homenagem a Tiradentes, por ocasião do aniversário
de sua execução em 21 de abril de 1792. [265]

Ver também
Lista de municípios de Minas Gerais por população

Notas
1.  Esses setores de atividade econômica são: extrativa mineral, indústria de transformação, serviços
industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária.

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Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (http://www.almg.gov.br/)
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (http://www.tjmg.jus.br/)
Arquivo Público Mineiro (http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/) Acervo histórico
Minas Gerais (http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=mg) Estatísticas oficiais do IBGE

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