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ESTUDOS BÁSICOS

SPDA 1
ESTUDOS BÁSICOS
Estudos básicos consistem no estudo de
fluxo de potência, para a determinação das
correntes nominais, no estudo de curto-
circuito e da capacidade de interrupção dos
disjuntores e, finalmente, no estudo de
sobretensões, para a determinação dos
níveis de isolamentos.

SPDA 2
ESTUDOS BÁSICOS
1 7

2 8 9 10

11

3 12

4 13

5 14
SPDA 3
6 15
ESTUDOS BÁSICOS

• Fluxo de potência

1 • Estabilidade 7

• Arranjo de subestações

SPDA 4
ESTUDOS BÁSICOS
7
Sustentadas

• Sobretensões 8 9
2 de manobra
11
atmosféricas

12

3 • Tensão de Restabelecimento Transitória 12

SPDA 5
ESTUDOS BÁSICOS
4 • Curto-circuito 13

5 • Condições ambientais 14

• Limites de
6 interferência com o 15
ambiente
SPDA 6
ESTUDOS BÁSICOS
tensão nominal
• Transformadores potência nominal
impedâncias
derivações
• Compensação de reativos tensão nominal
(reatores, capacitores série potência nominal
7 e derivação, compensadores corrente nominal
síncronos e estáticos) taxas de variação
Tensão nominal
• Buchas Corrente nominal 1

Tensão nominal
• Disjuntores e Chaves
2
Corrente nominal
• TP, TC e TPC TensãoSPDA nominal
7
Relação
ESTUDOS BÁSICOS
Tensão nominal
8 • Pára-raios Capacidade de energia
localização

9 • Coordenação de isolamento 10

10 • Ensaios dielétricos dos equipamentos

SPDA 8
2 2
ESTUDOS BÁSICOS
Capacidade de
11 • Transformadores sobre-excitação

Capacidade de interrupção
• Disjuntores
12 Capacidade de fechamento
Resistor de pré-inserção
SPDA 9
2 3
ESTUDOS BÁSICOS
Correntes de curto-circuito dos 4

13 equipamentos

14 Buchas
Distância mínima
de escoamento
4

Níveis de RI, TVI, ruído audível 4

15 dos equipamentos
SPDA 10
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente Nominal
O conhecimento da corrente nominal é
importante para quais equipamentos ?
Disjuntores. Por que ?
Chaves seccionadoras. Por que ?
Transformadores de corrente. Por que ?
Filtros de onda. Por que ?

SPDA 11
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente Nominal
O roteiro básico para a especificação das
correntes nominais nos equipamentos
acima:
1) Determinar os fluxos de máximos nas
linhas de transmissão, a partir de estudos de
fluxo de potência em condições de operação
normal e de emergência, para configurações
futuras no horizonte de 30 anos.
SPDA 12
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente Nominal
2) Especificar os requisitos de corrente
nominal, no mínimo, iguais aos valores dos
fluxos.
3) Adequar aos valores recomendados pelas
normas vigentes.
4) Adotar a padronização dos valores de
corrente nominal, visando a redução do número
de unidades reservas e a simplicidade da
especificação. SPDA 13
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente Nominal
5) Investigar o fluxo de potência nos
barramentos das subestações, para condições
de saída de linhas e de disjuntores em
manutenção, e no caso e se detetar
sobrecargas indesejáveis, especificar valores
maiores de corrente nominal ou aplicar
restrições operativas para limitaçao do fluxo
de potência.
SPDA 14
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente Nominal
Exemplo 1
Especificar as correntes nominais dos
disjuntores, seccionadoras, transformadores
de corrente e filtros de onda da subestação
de 345 kV, da figura abaixo.

Subsistema Subsistema
1 2
SPDA 15
ESTUDOS BÁSICOS
Os valores das correntes que chegam e que
saem da subestação estão indicados na
figura abaixo.

622 A 622 A

Subsistema Subsistema
1 2
622 A 622 A

a) Normal
SPDA 16
ESTUDOS BÁSICOS
1244 A 622 A

Subsistema Subsistema
1 2
622 A
b) Emergência I

640A 1280 A

Subsistema Subsistema
1 2
640 A
SPDA 17
b) Emergência II
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxos Máximos

O fluxo máximo do Subsistema 1 na


condição de emergência 1 é 1244 A.

O fluxo máximo para o Subsistema 2 é


1280 A na situação de emergência 2.

SPDA 18
ESTUDOS BÁSICOS
Requisitos de Corrente Nominal
Equipamentos das linhas para o subsistema 1: 1244 A

Equipamentos das linhas para o subsistema 2: 1280 A

Adequação às Normas
Equipamentos das linhas para o subsistema 1: 1250 A

Equipamentos das linhas para o subsistema 2: 1600 A

Padronização
Adotar 1600 A para os equipamentos
SPDA de todas as linhas. 19
Por que ? Não seria mais oneroso?
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Na Figura abaixo está representada o arranjo da subestação
e as correspondentes correntes.
Não existe possibilidade de ocorrência de sobrecargas
indesejáveis pois a especificação dos equipamentos foi de
1600 A.

SPDA 20
ESTUDOS BÁSICOS

Exemplo 2
Especificar as correntes nominais dos
disjuntores, seccionadoras, transformadores
de corrente, filtros de onda e capacitores
série da subestação de 345 kV, das figuras
abaixo.

SPDA 21
ESTUDOS BÁSICOS

SPDA 22
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxos Máximos
O fluxo máximo dos Subsistemas 1 nas
condições de emergência 1 e 2 é 2625 A.
Requisitos de Corrente Nominal
2625 A para os equipamentos da todas as linhas

Adequação às Normas
3150 A para os equipamentos de todas as linhas (1,2 x 2625)
Como não há outro valor de corrente nominal diferente de 3150
(2625) A, não há necessidade de se falar em Padronização23
SPDA
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Na Figura abaixo está representada o arranjo da subestação
tipo “disjuntor e meio”. Como se encontra o arranjo é
necessário a abertura de dois disjuntores para desligar a
linha.

SPDA 24
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Corrente especificada = 3150 A

SPDA 25
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Corrente especificada = 3150 A

SPDA 26
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Corrente especificada = 3150 A

SPDA 27
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxo nos Barramentos
Corrente especificada = 3150 A

SPDA 28
ESTUDOS BÁSICOS
Fluxos Máximos
Da análise do fluxo de barramentos foram
detectadas sobrecargas de 11% e 67%.
Alternativas:
1) Especificar um valor maior para a corrente
nominal – Elevação excessiva de preços.
2) Quantificar a duração de sobrecarga (~
ordem de minutos) e especificar essa
duração (compra), mantendo o valor
originalmente especificado
SPDA
para a corrente. 29
ESTUDOS BÁSICOS
Exemplo 3
Uma subestação tipo anel é mostrada na figura.
• 2 circuitos chegada e 2
de saída
• I é a corrente nominal
em condições normais.
• No disjuntor A circula I
e no disjuntor B a
corrente é nula.
SPDA 30
ESTUDOS BÁSICOS
Disjuntor A1 aberto para manutenção

0
• Nos barramentos
1
energizados vai circular
+ I.
I I • Alguns equipamentos
do barramento podem
ficar submetidos a
+I
sobrecarga de até 100%.
SPDA 31
ESTUDOS BÁSICOS
Exemplo 3 – Outro arranjo
Uma subestação tipo anel é mostrada na figura.

SPDA 32
ESTUDOS BÁSICOS
Disjuntor A1 aberto para manutenção

0
1
• Pelos barramentos “B”
vai circular I.
• Considerando a
I I corrente nominal I de
alguns equipamentos do
barramento, não haverá
a sobrecarga.
0 SPDA 33
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
O conhecimento da corrente de curto-
circuito é importante para quais
equipamentos ?
Disjuntores. Por que ?
Chaves seccionadoras. Por que ?
Transformadores de corrente. Por que ?
Filtros de onda. Por que ?
SPDA 34
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
A assimetria da corrente de curto-circuito
depende do valor da tensão no ponto de
ocorrência do curto-circuito.

Em uma primeira aproximação, se a tensão


for nula a assimetria será máxima. Se a
tensão for máxima a assimetria será nula.
As informações podem ser confirmadas no livro de Análise de Sistemas de Potência.

SPDA 35
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
A componente contínua de curto-circuito,
responsável por essa assimetria, decai
exponencialmente, sendo a constante de tempo
função da relação X/R da rede.
O valor do pico máximo da corrente de curto-
circuito assimétrica define a característica
dinâmica dos equipamentos.
O valor eficaz da corrente simétrica define a
característica térmica. SPDA 36
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
A duração da corrente de curto-circuito
devem ser especificada e corresponde ao
tempo máximo que o equipamento pode
ficar submetido à corrente de curto-circuito.
Seu valor, normalmente especificado, é de 1
a 3 s.

SPDA 37
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
O roteiro para a especificação das correntes
de curto-circuito de disjuntores, chaves
seccionadoras, transformadores de corrente,
capacitores série e filtros de onda é resumido
nos seguintes passos:
I - Determinar as correntes através dos
equipamentos para configurações futuras (30
anos). Adequar aos valores das normas
vigentes e adotar, quando possível, a
SPDA 38
padronização.
ESTUDOS BÁSICOS
Corrente de Curto-Circuito
II - Determinar a relação X/R da rede e a
constante de tempo contínua da corrente de curto.
III - Determinar o valor do pico máximo da
corrente de curto-circuito assimétrica. Este valor
também define a capacidade de estabelecimento
em curto-circuito para os disjuntores.
IV - Determinar o valor da componente contínua
(para os disjuntores), no instante
SPDA
da separação dos
39
contatos do disjuntor.
ESTUDOS BÁSICOS
Exemplo IV
Especificar os requisitos de correntes de curto para
os disjuntores, seccionadores, transformadores de
corrente e filtros de onda as subestação.

SPDA 40
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
I – Corrente de curto-circuito, valores de
norma e padronização.
Observe na figura abaixo os valores da
correntes de curto calculadas.

SPDA 41
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
II - Determinar a relação X/R da rede e a
constante de tempo contínua da corrente de
curto.
A relação X/R define o decaimento exponencial
da componente contínua que determina a
assimetria da corrente de curto-circuito.
A forma da onda da corrente de curto-circuito
em função do tempo pode ser obtida através de
programas de cálculo de transitórios
eletromagnéticos. SPDA 42
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Não sendo possível adotar tal procedimento, a
relação X/R pode ser obtida pela redução da
rede de impedâncias através de programas
convencionais de cálculo de curto-circuito ou,
como recomendado no guia ANSI C37.010-
1972- “Application Guide for AC High
Voltage Circuit Breaks Rated on a
symmertical Current Basis”.

SPDA 43
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Embora diferentes valores de relação X/R
possam ser calculados numa mesma
subestação, é conveniente especificar um
mesmo valor para efeito de padronização. O
valor será, naturalmente, o maior encontrado
na subestação e, de acordo com as normas
vigentes, não deve ser inferior a 17.

SPDA 44
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Curva do decaimento exponencial da
componente contínua de curto-circuito em
função do tempo, para X/R = 17.

SPDA 45
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Cálculo de X/R utilizando a ANSI.
Curtos trifásicos Curtos monofásicos
X X1 X 2 X1 + X 0
= =
R R1 R 2 R1 + R0
R1 = resistência equivalente de seqüência positiva
X1 = reatância equivalente de seqüência positiva
R0 = resistência equivalente de seqüência zero
X0 = reatância equivalente de
SPDAseqüência zero 46
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Cálculo de X/R utilizando a ANSI.
Na figura está representada a redução parcial da
rede de reatâncias correspondentes.

SPDA 47
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Cálculo de X/R utilizando a ANSI.
Supondo não serem conhecidas as resistências
da rede, serão adotados valores típicos.
Máquinas Linhas
XM XL
= 80 =5
RM RL
0,600 0,141
RM = RL =
80 5
RM = 0,0075 pu RL = 0,0282 pu
SPDA 48
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Cálculo de X/R utilizando a ANSI.
Prosseguindo na redução da rede
1 1 −1
Xeq = ( + ) = 0,114 pu
0.600 0,141 Xeq 0,144
e = = 19
1 1 Re q 0,006
Re q = ( + ) −1 = 0,006 pu
0.0075 0,0282

SPDA 49
ESTUDOS BÁSICOS
Solução

A tabela apresenta
diversos valores da
relação X/R. Valor
calculado foi 19 e
será utilizado 20.

SPDA 50
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
A constante de tempo de um circuito RL é
definida como sendo a relação L/R.
X
f = 60 Hz e = 20 tem − se
L L 1 X R
= = = com  = 2f
R R  R =
1
.20 = 53,0 ms ou 3,2 ciclos
2 60

O percentual de componente contínua da corrente


de curto-circuito em função do tempo será:
−t
% Icc = 100e 3, 2
(t em ciclos)
SPDA 51
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
III – Pico Máximo da corrente Assimétrica

SPDA 52
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Observa-se que o pico máximo da corrente
assimétrica ocorre para t = 0,5 ciclos
(8,33 ms).
Para t = 0,5 ciclos o valor da corrente
assimétrica pode ser calculado por:
I ASS = I CA (eficaz) . F ou
−t
F = 2 (1 + e 
) com t = 8,33 ms (60 Hz )
−8, 33
I ASS = 2 (1 + e ) . 40 = 105kA
53, 0
SPDA 53
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
IV – Valor da Componente no Instante da
Separação dos contatos do Disjuntor
Supondo que o tempo para a separação dos
contatos do disjuntor contado a partir do início
do curto-circuito é de 2,5 ciclos, tem-se:
−2 , 5
% I CC = 100.e 3, 2
= 46%

SPDA 54
ESTUDOS BÁSICOS
Solução
Na tabela estão resumidos os resultados obtidos
compondo os requisitos de corrente de curto-
circuito dos equipamentos .

SPDA 55
ESTUDOS BÁSICOS
Tabela II - Zoom

SPDA 56
ESTUDOS BÁSICOS
Tabela II - Zoom

SPDA 57