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METACRÔNICA: FALO BEM, OU FALO MAL, MAS FALO DE MIM MESMA

Vanderson de Souza Neves (LET – Especialização – UEL)


Ângela Maria Pelizer de Arruda (Doutora orientadora UEL)

RESUMO

A principal proposta deste trabalho é explorar os recursos metalinguísticos recorrentes em um


conjunto de crônicas brasileiras previamente selecionadas, a fim de, apresentar suas diferentes
formas de manifestações e, para uma análise mais detalhada, expor suas funções dentro da
própria crônica. Para que isso se torne possível, classificamos as recorrências, dessas também
denominadas “metacrônicas”, de acordo com suas intensidades metalingüísticas e quais
“sentimentos” as mesmas desencadeiam nos textos e em seus leitores. Outra característica
importante aqui abordada é a consolidação da metalinguagem como sendo uma ferramenta
singular na construção de uma crítica da crônica através da própria crônica, tendo em vista
que, por se tratar de um gênero relativamente novo no cenário literário brasileiro, a crônica
tenha um acervo teórico e crítico ainda em constante formação. Dentre os estudos mais
significativos acerca de metalinguagem, destacamos os trabalhos de Samira Chalhub com a
obra A meta-linguagem (2005) e Haroldo Campos em Metalinguagem: ensaios de teoria e
crítica literária (1967).

Palavras-chave: Metacrônica; metalinguagem; crítica literária.

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INTRODUÇÃO

Se podemos dizer que existe um gênero literário tipicamente brasileiro: ele é


a crônica. “No Brasil, a crônica é um gênero autônomo, maduro, independente. Em outras
línguas há até dificuldade de se traduzir ‘crônica’ e ‘cronista’, porque aqui esses termos têm
um sentido próprio.” (SANT’ANNA, 1997, p.273). Derivada da palavra “Chronos” e
relacionada a questão do tempo, a crônica, “[...] apesar de aparentemente fácil quanto aos
temas e a linguagem coloquial, é difícil de definir como tantas coisas simples.” (ARRIGUCCI
JR, 1987, p.51). E é justamente essa dificuldade emdefinir o que é crônica, associada a uma
teoria ainda em formação, que nos instigou a um estudo metalinguístico, em busca de um
aprofundamento teórico e crítico acerca do “fazer cronístico”. Dentre todos os gêneros, a
crônica é o mais efêmero, pois para “entender a crônica é necessário considerar o espaço em
que ela se insere. E esse espaço é ambíguo. Ela pertence à série jornalística e à série literária”
(SANT’ANNA, 1997, p.272), pois a crônica nasce no jornal, e na incerteza de seu futuro,
aguarda ansiosamente, para saber se algum dia vai povoar os empoeirados livros de uma
biblioteca, ou se somente fará companhia as “notícias de ontem” no jornal que embrulhará o
peixe na feira.

Partindo da inferência de que:

A função metalinguística, em síntese, centraliza-se no código: é código “falando”


sobre o código. Façamos um trabalho substitutivo, uma operação tradutora: é
linguagem “falando” de linguagem, é música “dizendo” sobre música, é literatura
sobre literatura, é palavra da palavra, é teatro “fazendo” teatro (CHALHUB, 2005,
p.32).

Recorremos, assim, a alguns exemplos em que a crônica se utiliza da


crônica, para: teorizar, criticar, ou até mesmo didatizar, a própria crônica. Considerando essas
linhas ideológicas (teoria, crítica e didatização), classificaremos a metacrônica em três
segmentações básicas: a) falo bem – onde fomentaremos através de crônicas a manifestação
teórica acerca da crônica; b) falo “mal” – trazido aqui entre aspas, o falar mal, assume uma
característica crítica, onde cronistas passeiam, hora pisando em ovos, hora calçando botas de
chumbo, entre questões relevantes que situam a crônica no âmbito literário; c) falo de mim
mesmo – com a voz o cronista, que com o pretexto de fazer uma autocrítica, nos dá a
oportunidade de participar de uma pseudo-criação da crônica.

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1- FALO BEM

Seria quase impossível não sentir certo “estranhamento” ao nos depararmos


com a crônica Assim se passaram dez ou quarenta anos de Affonso Romano de Sant’Anna.
Ao iniciar seu relato com: “Em meio aos diversos temas que rondam minha crônica, abro
espaço para escrever sobre o próprio ato de escrever crônicas” (SANT’ANNA, 1997, p.275),
o escritor deixa claro sua intenção em compor uma metacrônica, e é com um cabal domínio
teórico, mascarado por um ar despretensioso, que Sant’Anna vai tecendo uma relação lúdica
com seu leitor.

Andei até pensando em escrever um longo texto sobre a teoria da crônica.


Provavelmente nunca o farei, o que não é grave, mesmo porque me dei conta de que,
volta e meia, ao fazer crônicas, teorizo e exibo, direta e indiretamente, a técnica que
estou usando para seduzir o leitor e circunscrever o assunto (SANT’ANNA, 1997,
p.276).

A palavra “seduzir”, empregada por Sant’Anna, traduz de forma singular, o


relacionamento estabelecido entre o leitor e o escritor, e ao deixar claro que sua intenção não
é de compor uma longa teoria sobre a crônica, mas sim, trazer de forma descontraída,
considerações importantes, circunscritas em seus textos (a princípio literários), em uma teoria
com “cara de crônica”.

Essa ponte direta entre o leitor e o cronista, através do próprio código,


aparece na crônica de Rubem Braga A borboleta amarela, como o fio condutor que, assim
como, uma borboleta, sobrevoa em um “zig-zag” desprendido entre as páginas. Nessa crônica,
o autor uniu três textos com as frases: “Eu ontem parei a minha crônica no meio da história da
borboleta que vinha pela Rua Araujo Porto Alegre” (BRAGA,1993, p.168) e “Mas, como eu
ia dizendo, a borboleta chegou à esquina de Araujo Porto Alegre com a Avenida Rio Branco”
(BRAGA,1993, p.169). Aqui a referência ao seu próprio texto causa uma sensação de reflexão
e expectativa em seu leitor. Nessa belíssima crônica, a metalinguagem é figurada pela
borboleta, que é na verdade uma alegoria para a escrita. Assim como essa borboleta
acompanha o leitor por sua crônica, ditando seu foco e rumo, através das ruas, a palavra se
configura através do escritor em um traçado tortuoso que retrata o cotidiano ao seu redor. E
para finalizar, Rubem Braga, confessa ao seu receptor (que se arrastou por três crônicas atrás
de uma borboleta amarela), que a despeito do desapontamento do autor, a borboleta sumiu
sem deixar vestígios.
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Na tentativa de explicar “o que é crônica?” Sant’Anna reúne em sua própria
crônica um aglomerado de metáforas criadas por outros ilustres escritores (cronistas), numa
forma inusitada de definição cronística:

Machado de Assis dizia que o cronista é uma espécie de colibre que beija um
assunto aqui outro ali. Drumond também usava metáforas assim descompromissadas
para definir o cronista. Veríssimo dizia que o cronista é como uma galinha, bota seu
ovo regularmente, e Carlos Eduardo Novaes define as crônicas como laranjas:
podem ser doces ou azedas, e ser consumidas na poltrona de casa ou espremidas nas
salas de aula (SANT’ANNA, 1997, p.272).

Dentre as quatro definições metalinguísticas de crônica, a mais significante


é a de Novaes, a carga teórica que podemos tirar de uma simples metaforização da crônica
através de uma laranja, que pode ser degustada lentamente pelo leitor que se senta
confortavelmente em sua poltrona para ler o jornal, ou espremida por professores que buscam
esgotá-las até que a última gota de interpretação abandone seu bagaço seco, nos mostra
claramente como a crônica está atrelada de forma intrínseca ao jornal e ao livro, podendo ser
deglutida pelos dois.

2 - FALO “MAL”

De acordo com o crítico literário Haroldo de Campos a crítica está


diretamente ligada à metalinguagem.

Crítica é metalinguagem. Metalinguagem ou linguagem sobre a linguagem. O objeto


– a linguagem-objeto – dessa metalinguagem é a obra de arte, sistema de signos
dotado de coerência estrutural e de originalidade. Para que a crítica tenha sentido –
para que ela não vire conversa fiada ou desconversa [...], é preciso que ela esteja
comensurada ao objeto a que se refere e lhe funda o ser (pois crítica é linguagem
referida, seu ser é um ser de meditação) (CAMPOS, 1967, p.7).

A partir desse pressuposto, consideramos que a crítica à crônica, inserida na


própria crônica, constitui um das mais singulares manifestações de metacrônica. Nesse gênero
em questão, a crítica está tão “comensurada ao objeto” que fica difícil desassociá-las ou
distinguir onde começa a crítica ou a voz do “eu do cronista”. Na questão (tão fomentada)
sobre se a crônica é ou não um gênero menor, temos um caleidoscópio de opiniões que se
fundem ou se desconstroem a cada metacrônica. Para Antonio Candido, em A vida ao rés-do-
chão, “A crônica não é um ‘gênero maior’ [...] ‘Graças a Deus’” (1992, p.13), ao defender que
a crônica é um gênero menor, Candido está trazendo-a para perto de nós (leitores), colocando-
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a mais ao “rés-do-chão”, num distanciamento das obras canônicas que, em muitas vezes, se
afastam de seus receptores devido ao vocabulário intrincado, ou sua complexa estrutura (em
relação ao acontecimento dos fatos). Já Affonso Romano de Sant’Anna utiliza-se da crônica
Teoria da crônica para expor uma opinião totalmente contraria a de Candido, “E se alguém
me perguntar se a crônica é um “gênero menor” responderei com nomes que a transformaram
em gênero maior, como Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos”
(SANT’ANNA, 1997, P.271). Sant’Anna cita, em específico, esses três autores, por se
tratarem não somente de escritores que “também escreviam crônicas”, mas sim, de
reconhecidos cronistas brasileiros. O mais interessante é que um dos escritores apontado por
Sant’Anna (Fernando Sabino), não se vê com um grande contista, muito pelo contrário:

[...] não fiz propriamente uma obra, senão algumas histórias curtas, ditas crônicas,
cujo maior mérito será talvez o de uma delas poder vir um dia a figurar em
antologias do lado de “O Plebiscito”, de Artur Azevedo – o que não chega ser uma
grande pretensão. (SABINO, 2000, p.213)

No âmbito metacronístico, os cronistas têm essa liberdade de trabalhar a


crítica como um “vaso de argila”, em que, o tamanho de suas mãos e suas impressões digitais,
influenciará diretamente no produto final. Samira Chalhub também já previa essa fusão
metalinguística entre a crítica e o objeto, e quando dizemos “objeto”, aqui nos referimos à
crônica: “A crítica, então, constrói a linguagem da linguagem. Uns, mais distanciadamente do
objeto sobre o qual falam. Outros, mais íntimos desse objeto, reinventando-o. Outros, ainda,
didatizando-o” (CHALHUB, 2005, p.76).

Outra forma de manifestação da metacrônica é quando o autor se utiliza da


própria crônica para expressar sua opinião em relação a outros gêneros literários:

Mas, e a literatura? Aqui, a tal burrice poderia converter-se, como por milagre, em
força criadora – não fosse ela apenas uma caricatura da inocência. Passei a vida me
preparando para me tornar um romancista. Seria ridículo negar que aprendi alguma
coisa do meu ofício de escritor (SABINO, 2000, p.213).

Sabino relata de forma irônica sua ligação com o romance, e apesar de ser
um grande romancista, ele parece dizer que apenas arranhou a superfície do gênero. Pois para
ele o “romancista é um inocente – e nisso reside o segredo de sua capacidade criadora: é a sua
sabedoria” (SABINO, 2000, p.214). Ao contrário do Sabino cronista, que intitula uma de suas
crônicas como Papel em branco, inicia o texto com a frase “Sentei-me diante desta máquina

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às oito horas da noite. O relógio acaba de dar dez batidas. Estou olhando para o papel em
branco exatamente há duas horas” (SABINO, 2004, p.10). E, após discorrer uma crônica
inteiramente metalinguística sobre o fazer crônica, finaliza a mesma com a frase “Podemos
começar” (SABINO, 2004, p.13), como se fosse iniciar a sua crônica naquele exato momento,
e tudo o que foi escrito até então, não passasse de uma mera “introdução”.

3 - FALO DE MIM MESMA

Ao falarmos de crônica, nos deparamos com a voz do próprio cronista, ou


melhor, com um “eu do cronista”, que é inerente à própria crônica. Partindo desse
pressuposto, escolhemos uma crônica do escritor Fernando Sabino, intitulada Diante do
espelho, que traz a partir do título uma representação do duplo, não apenas num âmbito mais
superficial, no qual temos a imagem do escritor refletida, mas sim no desdobramento do
cronista que enxerga (e descreve) o próprio cronista através de uma torrente de palavras.

Essa crônica nos é apresentada de uma forma despretensiosa, onde Sabino


descreve um “edifício fronteiro” a procura de inspiração para escrever sua autocrítica. O
edifício, descrito como “[...] imenso, cheio de gente em seus cubículos, gente de toda espécie,
e de todas as idades (SABINO, 2000, p.203) não passa de uma metáfora para a imensurável
gama de assuntos intrínsecos à crônica. Em que, cada janela expõe um recorte da vida
cotidiana, eatravés de um olhar quase onisciente, podemos, na companhiade Sabino,
buscarum tema para sua nova crônica, observando como uma águia, ações
aparentementecorriqueiras, como essa descrita pelo autor “[...] o velho, só de calça de pijama,
olha pateticamente o teto. Em que estará pensando? Fazendo, talvez, a sua autocrítica, como
esta minha, que a revista me encomendou? (SABINO, 2000. p.203). Ao transformar, a teoria
da construção de um tema cronístico, em algo empírico como um edifício, Sabino está
lançando mão de um recurso metalinguístico para teorizar a sua crônica.

Outro fato curioso é a descrição de uma das moradoras desse edifício


fronteiro “uma moça, no terceiro andar, solta os cabelos em frente ao espelho e depois vai à
cozinha, de onde volta chupando uma laranja” (SABINO, 2000, p.203). Para um leitor
comum de crônica, essa seria apenas uma escolha ao acaso de uma ação costumeira. Mas

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quando comparada com a teoria de Carlos Eduardo Novaes que define a crônicas como
laranjas, a frase “solta” de Sabino, assim, assume um teor metacrônico indiscutível.

Volto-me, caminho até o centro do quarto. Aqui, debaixo da luz, chegou a minha
vez de ser visto. Agora, quem quer que olhe de sua janela poderá assistir com
indiferença ao espetáculo banal de um homem nem velho nem moço, nem alto, nem
baixo, nem gordo nem magro, nem alegre nem triste, pela décima vez se sentando
diante da máquina para tentar a inquietante aventura de escrever sobre si mesmo.
Não sei se será capaz (SABINO, 2000, p.204).

Como diz o próprio autor, chegou a vez de ele ser visto, o observador se
coloca como objeto de análise. De forma sutil, vemos Sabino apontar características
marcantes do “fazer crônica”, como se a verdadeira crônica ainda estivesse por nascer (entres
as dezenas de vezes que o escritor se senta diante da máquina de escrever para falar de si
mesmo), numa luta contra o tempo e na incerteza de que sua obra chegará a criar vida.

Pois agora aqui estou. É hora de saber um pouco sobre o desconhecido que mora em
mim desde que nasci. O que realmente sou – o que eu penso ser – o que os outros
pensam que eu seja. A coexistência desses três indivíduos num só passa a ser objeto
desta estranha elucubração. A experiência me fataliza, sinto medo. Aquele mesmo
medo que me deu ainda há pouco, ao olhar pela janela a vida alheia, e tentando
desvendar, num só golpe de vista, o mistério destilado pelos menores gestos íntimos
de um ser humano.
Fujo mais uma vez da máquina de escrever [...]. Depois me distraio esgravatando os
tipos da máquina com um grampo destorcido; há letras entupidas de tinta, quero um
original bem limpo e caprichado. Como sempre, a palavra escrita me aborrece no
momento de começar. Gostaria de escrever palavras bem simples, diretas, exatas,
curtas e grossas, como esta que me surpreendo agora dirigindo ao meu próprio rosto
no espelho do banheiro, onde vim parar:
- Bobo (SABINO, 2000, p.204-205).

Como que caminhando sobre as palavras, quase podemos ouvir o som da


máquina de escrever, cravando no papel em branco a “teoria da crônica” dissimulada em
própria crônica. Sabino, acostumado a olhar pela “janela”, a procura de um assunto, entre a
infinidade de coisas miúdas que dão origem a uma crônica, pois a crônica nada mais é que um
micro-olhar em um macro-espaço, na “[...] composição aparentemente solta, do ar de coisa
sem necessidade que costuma sumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo o dia” (CANDIDO,
1992, p.13). E é através de um olhar amedrontado, que o escritor se vê diante da “[...]
simpatia indulgente com que nos olhamos ao espelho, posando para nós próprios” (SABINO,
2000, p.205).

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Mescladas, crônica e crítica, parecem dançar diante do leitor, hora
mostrando o rosto satírico da crônica, hora mostrando a face embuçada da crítica, numa linha
tênue que se funde magistralmente, pois “a crítica que inventa a intimidade com a linguagem
do objeto, com ele con-funde-se, chega muito perto, diz ineditamente, inventivamente esse
próprio objeto” (CHALHUB, 2005, p.76).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Seria um exagero afirmar que a metacônica é uma característica da crônica,


mas sua recorrência e sua relevância como recurso linguístico dentro da crônica brasileira é
indiscutível. Por ser um gênero que trabalha com o cotidiano, com o corriqueiro, a crônica
parece ter o dom de transformar tudo o que é aparentemente complexo em algo relativamente
simples ou vice-versa. E é com essa inteligibilidade que a crônica entra em nossas casas, sem
pedir licença, e trazendo consigo uma crítica dissimulada por meio de uma voz
metalinguística, que aqui aparecem apenas como a ponta de um enorme e incalculável
iceberg.

A despeito de a crônica ser considerada um gênero maior ou menor por


inúmeros teóricos, e apesar da sua relutante insistência em permanecer “miúda”, ela não
apenas pode falar de si mesma, mas sim falar com orgulho.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARRIGUCCI JR, Davi. Fragmentos sobre a crônica. In: ________.Enigma e comentário:


ensaios sobre literatura e experiência. São Paulo: Companhia das letras, 1987, p.51-66.

BRAGA, Rubem. A borboleta amarela. . In: ________. 200 crônicas escolhidas. Rio de
Janeiro: 1993, p.167-170.

CAMPOS, Haroldo de. Metalinguagem: ensaios de teoria e crítica literária. Rio de Janeiro:
Editora Vozes, 1967.

CANDIDO, Antonio. A vida ao rés-do-chão. In: ________. (org.). A crônica: o gênero, sua
fixação e suas transformações no Brasil. Campinas, SP: Editora da UNICAMP; Rio de
Janeiro: Fundação Casa Rui Barbosa, 1992, p. 13-22.
CHALHUB, Samira. A meta-linguagem. São Paulo: Editora Ática, 2005.

SABINO, Fernando. Diante do espelho. In: ________. Deixa o Alfredo falar!. Rio de Janeiro:
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SABINO, Fernando. O papel em branco. In: ________. No fim dá certo. Rio de Janeiro:
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A vida por viver: cronista crônico. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p.275-277.

SANT’ANNA. Affonso Romano de. Teoria da crônica. In: ________. A vida por viver:
cronista crônico. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p.271-274.

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