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Classificação das Contas Contábeis - Prof.

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Classificação das Contas Contábeis

Hoje o objetivo aqui é falar sobre a Classificação das contas Contábeis. E porque falar
sobre isso?

Muitos alunos, no exame, tem dificuldade para resolver aquelas questões que mencio-
nam uma relação de contas contábeis, e pedem para efetuar a classificação.

Então me mandam perguntas do tipo: Professor essa conta aqui, é do Resultado, é do


Ativo, é Despesa, é Receita?.

Essas dúvidas ficam sempre na cabeça do aluno, e por isso resolvi fazer esse post, essa
videoaula, para poder ajudar.

A primeira coisa que temos que pensar é o seguinte: Não tem como decorar um plano
de contas, não dá pra decorar todas as contas. O que precisamos fazer é entender a
definição das contas, e entender as operações contábeis que estão sendo registradas.

A partir do momento que você entende a natureza das contas e entende que operação é
aquela que está sendo contabilizada, você consegue classificar as contas envolvidas de
uma maneira muito simples, muito fácil.

Para resolver isso o que precisamos fazer é ir para o conceito, e esse conceito está lá na
NBC TG Estrutura Conceitual para a Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Fi-
nanceiro. Isso mesmo, precisa entender a NBC TG, não tem outro jeito.

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Na verdade, em contabilidade não tem como você decorar nada, você precisa entender
os conceitos, e esses conceitos estão no conjunto s de Normas Contábeis, por isso é
extremamente importante a leitura e compreensão das NBC TGs.

Na sequência então vamos olhar os principais tópicos da NBC TG Estrutura Conceitual


para a Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro que trata das defini-
ções das contas, e vamos tentar detalhar, explicar cada um desses tópicos de uma
maneira mais simples.

Elementos das demonstrações contábeis


4.2 As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das
transações e outros eventos, por meio do grupamento dos mesmos em classes amplas
de acordo com as suas características econômicas. Essas classes amplas são denomina-
das de elementos das demonstrações contábeis. Os elementos diretamente relaciona-
dos à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço patrimonial são os
ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Os elementos diretamente relacionados com
a mensuração do desempenho na demonstração do resultado são as receitas e as des-
pesas. A demonstração das mutações na posição financeira usualmente reflete os ele-
mentos da demonstração do resultado e as alterações nos elementos do balanço patri-
monial. Assim, esta Estrutura Conceitual não identifica qualquer elemento que seja
exclusivo dessa demonstração.

As principais demonstrações contábeis estão refletindo as variações patrimoniais através


da classificação das contas contábeis em grupos e subgrupos, nessas demonstrações. O
item menciona os grandes grupos do Balanço Patrimonial, ou seja, Ativo, Passivo e Patri-
mônio Líquido. As contas que são classificadas nesses grupos são conhecidas como con-
tas patrimoniais.

O item fala também sobre as contas que representam o desempenho da empresa, ou seja,
as Receitas e Despesas. Estas contas são classificadas na Demonstração do Resultado do
Exercício, e são conhecidas como contas de Resultado.

Coisas importantes que foram ditas neste item: Todas as Contas Patrimoniais serão divi-
didas em dois grandes grupos: Contas Patrimoniais e Contas de Resultado.

As Contas Patrimoniais estão divididas em Ativas, Passivas e Patrimônio Líquido (contas


do Balanço Patrimonial), e as de Resultado em Receitas e Despesas (Demonstração do
Resultado do Exercício)

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4.3. A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do


resultado envolve um processo de subclassificação. Por exemplo, ativos e passivos
podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entidade, a fim de
mostrar as informações da maneira mais útil aos usuários para fins de tomada de deci-
sões econômicas.

Aqui está falando sobre as subclassificações, tais como: Disponibilidades, Créditos,


Curto Prazo, Longo Prazo, Ativo Fixo etc.

Posição patrimonial e financeira


4.4. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial
e financeira são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Estes são definidos como
segue:

(a)ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e


do qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade;

(b)passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja


liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefícios econômicos;

(c)patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos


todos os seus passivos.

A partir deste item nós devemos entender o que vamos considerar como contas do Ativo,
contas do Passivo e Contas do Patrimônio Líquido

Normalmente aprendemos da faculdade que Ativo são Bens e Direitos, Passivo são Obri-
gações e Patrimônio Líquido é a diferença entre Ativos e Passivos.

Isso não está errado obviamente, mas é uma definição muito simplória. As vezes essa
definição muito simples pode nos levar a algum equívoco (vamos ver mais a frente),
então é importante entender as definições exatamente como estão na NBC TG.

ATIVO

4.5. As definições de ativo e de passivo identificam suas características essenciais,


mas não procuram especificar os critérios que precisam ser observados para que eles
possam ser reconhecidos no balanço patrimonial. Desse modo, as definições abrangem

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itens que não são reconhecidos como ativos ou como passivos no balanço patrimonial
em função de não satisfazerem os critérios de reconhecimento discutidos nos itens
4.37 a 4.53. Especificamente, a expectativa de que futuros benefícios econômicos
fluam para a entidade ou saiam da entidade deve ser suficientemente certa para que
seja observado o critério de probabilidade do item 4.38, antes que um ativo ou um pas-
sivo seja reconhecido.

Neste momento a NBC TG está dando a definição e as características do que são os ele-
mentos patrimoniais, Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, mas está deixando claro que
não está esclarecendo sobre o reconhecimento. O que isso quer dizer? Quer dizer que um
item pode ser definido, identificado como Passivo por exemplo, mas pode não ter todos
os requisitos para ser reconhecido no Balanço Patrimonial como Passivo, por exemplo:
uma contingência, é uma possível obrigação proveniente de evento passado, mas ainda
falta algum acontecimento para termos a certeza de que necessitará a saída de recursos
para a sua liquidação.

Resumindo este item, você pode identificar um item, uma conta como sendo Ativo ou
Passivo, mas para reconhecê-los, contabilizá-los é necessário que tenhamos certeza abso-
luta da entrada ou saída de recursos econômicos futuros.

4.6. Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, passivo ou patrimônio


líquido, deve-se atentar para a sua essência subjacente e realidade econômica e não
apenas para sua forma legal. Assim, por exemplo, no caso do arrendamento mercantil
financeiro, a essência subjacente e a realidade econômica são a de que o arrendatário
adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua
vida útil, em contraprestação de aceitar a obrigação de pagar por esse direito valor
próximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo financeiro. Dessa forma, o
arrendamento mercantil financeiro dá origem a itens que satisfazem à definição de
ativo e de passivo e, portanto, devem ser reconhecidos como tais no balanço patrimo-
nial do arrendatário.

Desde 2008/2009, a partir da internacionalização das normas contábeis, a contabilidade


trabalha com o conceito da Essência sobre a Forma.

O Arrendamento Mercantil exemplifica bem essa questão da Essência sobre a Forma,


pois você não tem a propriedade do bem, mas tem todo o controle sobre este bem e todos
os seus benefícios, portanto apesar de não ser de propriedade da empresa, tem as carac-
terísticas de ativo, e deve assim ser contabilizado.

Um adendo neste item, a partir de 01.01.2019 não existe mais a separação do Arrenda-
mento Mercantil em Operacional e Financeiro. A partir de 2019, para o arrendatário, só

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existe o conceito de Arrendamento Mercantil, ou seja, contratos que são ou contém


Arrendamento Mercantil.

É extremamente importante que você entenda os novos conceitos de Arrendamento Mer-


cantil, antes de fazer o próximo Exame de Suficiência. Gravamos duas videoaulas sobre
esse tema, veja aqui

4.8. O benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em contri-


buir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a
entidade. Tal potencial pode ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das
atividades operacionais da entidade. Pode também ter a forma de conversibilidade em
caixa ou equivalentes de caixa ou pode ainda ser capaz de reduzir as saídas de caixa,
como no caso de processo industrial alternativo que reduza os custos de produção.

Aqui a norma está apenas esclarecimento que o benefício futuro de que se refere a defini-
ção de ativo, não necessariamente é dinheiro. O benefício pode vir através da produção,
se estivermos falando de uma máquina (ativo) por exemplo.

4.10. Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a


entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser:

(a)usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na


prestação de serviços a serem vendidos pela entidade;

(b)trocado por outros ativos;

(c)usado para liquidar um passivo; ou

(d)distribuído aos proprietários da entidade.

Esclarecendo o item:

Na letra “a” seria um imobilizado por exemplo.

Na letra “b”, podemos imaginar um Contas a Receber, que na sequência é trocado por um
caixa (dinheiro).

Na letra “c” o beneficio do ativo é a diminuição de uma dívida, como o pagamento atra-
vés da entrega de dinheiro, ou até mesmo a entrega de duplicatas a receber a um fornece-
dor para pagamento da dívida.

Na letra “d” quando da saída de um sócio por exemplo, podemos pagá-lo entregando
bens do ativo

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4.11. Muitos ativos, como, por exemplo, itens do imobilizado, têm forma física. Entre-
tanto, a forma física não é essencial para a existência de ativo. Assim sendo, as paten-
tes e os direitos autorais, por exemplo, são considerados ativos, caso deles sejam espe-
rados que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e caso eles sejam por
ela controlados.

Quando falamos de Ativo, que a gente não pense somente em ativo fixo, imobilizado, mas
sim em um item que traga beneficio futuro, que não necessariamente seja um item que
tenha obrigatoriamente forma física.

4.12. Muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber e imóveis, estão associados a
direitos legais, incluindo o direito de propriedade. Ao determinar a existência do ativo,
o direito de propriedade não é essencial. Assim, por exemplo, um imóvel objeto de
arrendamento mercantil será um ativo, caso a entidade controle os benefícios econômi-
cos que são esperados que fluam da propriedade.

Este item reforça o entendimento do item 4.6

4.13. Os ativos da entidade resultam de transações passadas ou de outros eventos pas-


sados. As entidades normalmente obtêm ativos por meio de sua compra ou produção,
mas outras transações ou eventos podem gerar ativos. Por exemplo, um imóvel rece-
bido de ente governamental como parte de programa para fomentar o crescimento eco-
nômico de dada região ou a descoberta de jazidas minerais. Transações ou eventos pre-
vistos para ocorrer no futuro não dão origem, por si só, ao surgimento de ativos. Desse
modo, por exemplo, a intenção de adquirir estoques não atende, por si só, à definição
de ativo.

As transações passadas de que trata o item, não quer dizer apenas compra e produção
mas pode ser outros eventos tais como doação por exemplo, porém se for apenas uma
intenção de doação, não podemos considerar como ativo ainda.

PASSIVO

4.15. Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha
uma obrigação presente. Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir ou de
desempenhar uma dada tarefa de certa maneira. As obrigações podem ser legalmente
exigíveis em consequência de contrato ou de exigências estatutárias. Esse é normal-
mente o caso, por exemplo, das contas a pagar por bens e serviços recebidos. Entre-
tanto, obrigações surgem também de práticas usuais do negócio, de usos e costumes e
do desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa. Desse

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modo, se, por exemplo, a entidade que decida, por questão de política mercadológica
ou de imagem, retificar defeitos em seus produtos, mesmo quando tais defeitos tenham
se tornado conhecidos depois da expiração do período da garantia, as importâncias que
espera gastar com os produtos já vendidos constituem passivos.

Primeiro ponto importante neste item é que o Passivo deve ser obrigatoriamente uma
Obrigação Presente.

Quando, neste item, é dito que “Uma obrigação é um dever ou responsabilidade de agir
ou de desempenhar uma dada tarefa de certa maneira“, deixa claro que uma obrigação
não gera necessariamente ou obrigatoriamente o dever de pagamento, pois uma obriga-
ção pode ser liquidada pela entrega de um bem apenas, como por exemplo um adianta-
mento feito por um cliente (Adiantamento de Clientes – Passivo) para a construção de
uma máquina, a liquidação deste passivo será feita através da entrega da máquina.

Outro ponto importante neste item é com relação ao Passivo não ser obrigatoriamente
uma obrigação de forma legal, mas pode ser gerado um Passivo por uma política merca-
dológica adotada pela empresa por exemplo.

4.16. Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e compromisso futuro. A
decisão da administração de uma entidade para adquirir ativos no futuro não dá ori-
gem, por si só, a uma obrigação presente. A obrigação normalmente surge somente
quando um ativo é entregue ou a entidade ingressa em acordo irrevogável para adqui-
rir o ativo. Nesse último caso, a natureza irrevogável do acordo significa que as conse-
quências econômicas de deixar de cumprir a obrigação, como, por exemplo, em função
da existência de penalidade contratual significativa, deixam a entidade com pouca,
caso haja alguma, liberdade para evitar o desembolso de recursos em favor da outra
parte.

Importante neste item: Intenção não gera nada na contabilidade, o que gera lançamentos
contábeis são ações, eventos, ou seja, algo concretizado, por isso tanto na definição de
Ativo quanto de Passivo menciona “eventos Passados”, lembrando que passado pode ser a
um minuto atrás.

Quando se fala de um acordo irrevogável, ou uma intenção irrevogável, aí sim podemos


considerar a existência de um Passivo, pois o caráter irrevogável deixa claro que a obri-
gação já é líquida e certa.

4.18. Passivos resultam de transações ou outros eventos passados. Assim, por exem-
plo, a aquisição de bens e o uso de serviços dão origem a contas a pagar (a não ser que
pagos adiantadamente ou na entrega) e o recebimento de empréstimo bancário resulta

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na obrigação de honrá-lo no vencimento. A entidade também pode ter a necessidade de


reconhecer como passivo os futuros abatimentos baseados no volume das compras
anuais dos clientes. Nesse caso, a venda de bens no passado é a transação que dá ori-
gem ao passivo.

4.19. Alguns passivos somente podem ser mensurados por meio do emprego de signifi-
cativo grau de estimativa. No Brasil, denominam-se esses passivos de provisões. A defi-
nição de passivo, constante do item 4.4, segue uma abordagem ampla. Desse modo,
caso a provisão envolva uma obrigação presente e satisfaça os demais critérios da defi-
nição, ela é um passivo, ainda que seu montante tenha que ser estimado. Exemplos
concretos incluem provisões para pagamentos a serem feitos para satisfazer acordos
com garantias em vigor e provisões para fazer face a obrigações de aposentadoria.

A provisão é uma obrigação presente, fruto de um evento passado, cujo valor ou data de
liquidação ainda não temos certeza. Nós gravamos algumas videoaulas sobre conceitos,
contabilizações e exemplos de Provisão, veja aqui

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

4.20. Embora o patrimônio líquido seja definido no item 4.4 como algo residual, ele
pode ter subclassificações no balanço patrimonial. Por exemplo, na sociedade por
ações, recursos aportados pelos sócios, reservas resultantes de retenções de lucros e
reservas representando ajustes para manutenção do capital podem ser demonstrados
separadamente. Tais classificações podem ser relevantes para a tomada de decisão dos
usuários das demonstrações contábeis quando indicarem restrições legais ou de outra
natureza sobre a capacidade que a entidade tem de distribuir ou aplicar de outra forma
os seus recursos patrimoniais. Podem também refletir o fato de que determinadas par-
tes com direitos de propriedade sobre a entidade têm direitos diferentes com relação
ao recebimento de dividendos ou ao reembolso de capital.

Resumidamente Patrimônio Líquido é tudo o que devemos para os sócios, ou seja, o Capi-
tal social mais tudo o que foi gerado de resultado durante a sua existência.

O Patrimônio Líquido então é composto de Capital Social + Reservas

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CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS NO BALANÇO, SEGUNDO OS PRAZOS.

As contas de Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido são classificadas no ativo consideran-


do-se o critério de prazo, ou seja, Curto Prazo, Longo Prazo ou Sem Prazo.

No Curto prazo vamos classificar tudo o que vence até o final do exercício seguinte ou o
ciclo operacional, dos dois o maior.

No Longo Prazo será tudo o que vence após o exercício seguinte ou ciclo operacional dos
dois o maior.

E os grupos sem prazo, no Ativo, são: Imobilizado, Intangível e Investimentos, porque


não foram adquiridos com a intenção de realizá-los em dinheiro, ou seja, não tem prazo
de realização. No Passivo o grupo que não tem prazo é o Patrimônio Líquido, pois repre-
senta a dívida para com os sócios.

QUESTÕES RESOLVIDAS SOBRE CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS

(Q.9 – 01/11)

Uma entidade apresenta, em 31.12.2010, os seguintes saldos de contas:

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No Balanço Patrimonial, o saldo do Ativo Circulante é igual a:

a) R$24.300,00.

b) R$25.000,00.

c) R$27.200,00.

d) R$27.600,00.

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Sobre algumas contas

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Ações em Tesouraria: Referem-se a ações da sociedade que foram adquiridas pela


própria sociedade. As operações com as próprias ações estão previstas no art. 30 da Lei
no. 6.404/76

Ajustes de Avaliação Patrimonial (saldo devedor): Esta conta foi introduzida


pela Lei 11.638/07, com o objetivo de registrar a contrapartida dos aumentos ou dimi-
nuições contabilizadas nas contas Ativas e Passivas, em função da avaliação destas ao
Valor Justo, antes de computar esses aumentos e diminuições no resultado do exercício
conforme o regime de competência.

Despesas Pagas Antecipadamente: São despesas cujos benefícios ou prestação de


serviços tem início após o período de contratação e pagamento, como por exemplo Apó-
lice de Seguros com vigência de 12 meses. Mesmo que a apólice venha a ser paga parcela-
damente, a apropriação da despesa será feita pelo prazo do contrato, que é o prazo do
benefício, e não pelas parcelas pagas.

(Q.03 – 01/12)

Uma sociedade empresária apresentou o seguinte Balancete de Verificação em


31.1.2012:

Considerando os dados do Balancete de Verificação, assinale a opção CORRETA.

a) O Ativo Circulante totaliza R$519.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza


R$237.500,00.

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b) O Ativo Circulante totaliza R$519.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza


R$242.000,00.

c) O Ativo Circulante totaliza R$489.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza


R$242.000,00.

d) O Ativo Circulante totaliza R$489.000,00 e o Ativo Não Circulante totaliza


R$267.500,00.

Apenas para melhorar a explicação, vamos comentar algumas contas, em relação a sua
classificação, a saber:

Perdas Estimadas para Crédito de Liquidação Duvidosa: Trata-se de uma


conta redutora da conta Duplicatas a Receber. Refere-se ao reconhecimento da possível
perda no recebimento de duplicatas, baseada em histórico existente nos últimos três
exercícios.

Mútuo com Partes Relacionadas: De forma bem geral, refere-se a transações de


empréstimo entre empresas que participam do mesmo frupo econômico, ou na situação
em que uma detem o controle de outra. Este é um esclarecimento bem simplista, pois o
objetivo aqui é simplesmente a classificação da conta no Balanço Patrimonial. Para um
entendimento mais profundo do tema é necessário buscar a legislação e as normas perti-
nentes.

Ajuste de Avaliação Patrimonial: Refere-se ao ajuste feito quando da Avaliação do


Ativo Imobilizado ao seu Valor Justo. Esta conta é registrada diretamente no Patrimônio
Líquido.

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PERFOMANCE

4.25. Os elementos de receitas e despesas são definidos como segue:

(a)receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a
forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que
resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a
contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;

(b)despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob
a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que
resultam em decréscimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com
distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais.

Esclarecendo a letra “a”

Receita tem relação com a definição de Ativo. Lá dizíamos que ativo tem a característica
de trazer benefício futuro. Quando esses benefícios se realizam, ou seja, quando entram
na sociedade, aumenta o seu Patrimônio, dando origem a receita. Por outro lado uma
receita também pode provocar um aumento do ativo, quando por exemplo é feita uma
venda a prazo, gerando um contas a receber. A redução do Passivo também pode gerar
uma receita, quando por exemplo uma obrigação é anistiada.

Na última frase “…que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos
instrumentos patrimoniais“, pode gerar alguma dúvida, mas aqui está explicando a afir-
mação anterior de que toda receita aumenta o Patrimônio Líquido, mas nem todo
aumento de Patrimônio Líquido é uma receita. Se os sócios aumentarem o Capital (con-
tribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais), estaremos aumentando o
Patrimônio Líquido, mas aumento de Capital Social não é receita.

Esclarecendo a letra “b”

As despesas representação redução de benefícios, e isso pode ser através da contratação


de despesas, da diminuição de um ativo, quando vendemos um imobilizado com perdas
por exemplo, ou também por assunção de dívida, quando por exemplo a empresa assume
o pagamento de multas e juros sobre um contrato.

Análogo a Receita, toda Despesa reduz o Patrimônio Líquido, mas nem toda redução de
Patrimônio Líquido é uma despesa, haja vista a distribuição de dividendos (que não
estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais.)
que reduz o Patrimônio Líquido aumentando o Passivo

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4.27. As receitas e as despesas podem ser apresentadas na demonstração do resultado


de diferentes maneiras, de modo a serem prestadas informações relevantes para a
tomada de decisões econômicas. Por exemplo, é prática comum distinguir os itens de
receitas e despesas que surgem no curso das atividades usuais da entidade daqueles
que não surgem. Essa distinção é feita considerando que a origem de um item é rele-
vante para a avaliação da capacidade que a entidade tem de gerar caixa ou equivalen-
tes de caixa no futuro. Por exemplo, atividades incidentais como a venda de um investi-
mento de longo prazo são improváveis de voltarem a ocorrer em base regular. Quando
da distinção dos itens dessa forma, deve-se levar em conta a natureza da entidade e
suas operações. Itens que resultam das atividades usuais de uma entidade podem não
ser usuais em outras entidades.

Para exemplificar o que está sendo dito neste item, vamos olhar abaixo uma DRE

Um forte abraço, a gente se vê nos próximos posts.

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