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XXXV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO

Perspectivas Globais para a Engenharia de Produção

Fortaleza, CE, Brasil, 13 a 16 de outubro de 2015.

GESTÃO DE CUSTOS PARA TOMADA DE


DECISÃO: UM ESTUDO DE CASO EM UMA
PANIFICADORA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA -
PB

Lucas Vitorino Alves (UFPB)


lucasalvesss@hotmail.com
Vinicius de Lima Silva (UFPB)
vinicius.l.ima@hotmail.com
Rodrigo Cardoso (UFPB)
rodrigo-cardoso22@hotmail.com
Ruan Eduardo Carneiro Lucas (UFPB)
ruaneduardo94@gmail.com
JOSE FLAVIO RIQUE JUNIOR (UFPB)
flavious_1@hotmail.com

No mercado atual as organizações buscam maneiras de conseguir vantagens


competitivas que as diferencie. A análise de custo surge como uma
ferramenta que se faz necessária no auxílio à gerência principalmente na
tomada de decisões. Dentro dessa perspectiva, o objetivo do presente
trabalho é identificar os custos de determinados produtos e sua
lucratividade, a partir da analise do setor de produção de uma panificadora
na cidade de João Pessoa-PB. Para tal foi realizado um estudo com um
período contábil de um mês, onde foi feito um levantamento de dados
referente aos custos dos pães e dos tipos de bolo, mediante entrevistas com o
proprietário e estudos observacionais. Diante da análise contábil dos
produtos pode se concluir que o pão francês tem a maior lucratividade,
seguido do pão doce; com relação aos bolos verificou-se que não há
rentabilidade.

Palavras-chave: análise de custos; panificadora; gestão de custos; tomada de


decisão
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Perspectivas Globais para a Engenharia de Produção

Fortaleza, CE, Brasil, 13 a 16 de outubro de 2015.

1. Introdução

No mercado competitivo atual é necessário possuir mecanismos que meçam o desempenho e


forneçam informações que possam auxiliar a entender o posicionamento da mesma no
mercado; como também, fornecer uma base de dados que permita aos gestores adotar
estratégias que aumentem a competitividade da empresa. A esses mecanismos dar-se o nome
de indicadores de desempenho.

Para todo e qualquer processo os indicadores têm papel fundamental. Esses vão indicar se o
processo está eficiente ou não. Dentro dessas características, encontra-se a análise dos custos;
tipo de indicador muito utilizado e que vai mostrar se a empresa está auferindo lucros ou
operando em prejuízo.

A análise de custos é um processo complexo e necessita de um gerenciamento. Segundo


Bornia (2010), com a crescente ascensão das empresas e o alto nível de complexidade no
sistema produtivo, verificou-se que informações fornecidas pela contabilidade de custos são
potencialmente úteis ao auxílio gerencial, ajudando a gerência de duas maneiras, auxílio ao
controle e á tomada de decisão. Tal gerenciamento é necessário para que possam mensurar os
custos de forma correta; criar um planejamento a partir da contabilidade feita e realizar ações
para que possam aperfeiçoar os possíveis gargalos. Para realizar esse gerenciamento com
eficiência é necessário à presença de profissionais capacitados, para que façam a mensuração
de forma correta e principalmente, interprete os dados e tome as decisões de forma precisa.

Diante da necessidade de melhoria continua imposta pelo mercado continuo atual, torna-se
um requisito necessário às organizações possuírem indicadores que auxiliem na tomada de
decisão da empresa. Reconhecendo a importância do principal indicador, que é a análise de
custo, e a influência que a mesma tem quando é bem feita, entende-se o porquê ele está
presente em todas as organizações.

Dentro dessa perspectiva, o objetivo do presente trabalho é identificar os custos de


determinados produtos e sua lucratividade, a partir da analise do setor de produção de uma
panificadora na cidade de João Pessoa-PB.

2. Referencial Teórico

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2.1 Conceitos básicos

Para entender a presença dos custos dentro de uma organização é necessário saber diferenciar
as termologias recorrentes quando se deseja fazer uma análise contábil. Bornia (1995) as
classifica em:

a) Gasto: Todo bem ou serviço adquirido pela empresa.

b) Despesa: Todo bem ou serviço consumido fora do departamento de produção.

c) Custo: Todo bem ou serviço consumido no departamento de produção.

d) Investimento: São bens ou serviços imobilizados para utilização futura.

e) Perda: É o valor de bens ou serviços consumidos de forma anormal.

2.2 Custos industriais

Os custos industriais são indicadores muito utilizados para avaliar o desempenho das
organizações e utilizar na tomada de decisões. Martins (2008) define custo como sendo o
valor monetário dos bens e serviços consumidos na produção de outros bens e serviços.
Segundo Buvinich (2014) são classificados em:

a) Diretos: São os custos de fácil alocação aos produtos, sendo diretamente incluídos no
cálculo dos mesmos. Ou seja, consiste em todos os recursos que são apropriados diretamente
na produção do produto. Apresentam a característica de serem mensuráveis de forma objetiva.

b) Indiretos: São os custos de difícil alocação aos produtos/serviços e necessitam de


aproximações, isto é, algum critério de rateio, para serem atribuídos aos produtos.

c) Fixos: São custos que, em determinado período de tempo e em certa capacidade instalada,
não variam, qualquer que seja o volume de atividade da empresa. Existem mesmo que não
haja produção.

d) Variáveis: Seu valor total altera-se diretamente em função das atividades da empresa.
Logo, varia de acordo com o volume da produção.

2.3 Gestão de custos

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Para Kunh et al. (2011) o gerenciamento dos custos tem como principais objetivos auxiliar no
planejamento e mensurar o desempenho da empresa através do conhecimento do custo
unitário dos produtos, sendo esse obtido através da contabilidade de custos. Essa
contabilidade tem como características ser de caráter interno, entretanto, essencial para a
tomada de decisões relacionadas ao ambiente externo, onde existe uma concorrência ferrenha.

Diante disso, a contabilidade de custos se destina a fornecer informações para os diversos


níveis gerenciais, auxiliando as funções de desempenho, planejamento e controle das
operações, sendo necessário, um sistema de custo que produza tais informações de acordo
com as necessidades da empresa (LEONE, 2000)

2.4 Custeio por absorção

O custeio por absorção é o método legalmente aceito no Brasil. Martins (2008) o define como
sendo “o método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos,
nascido da situação histórica mencionada. Consiste na apropriação de todos os custos de
produção aos bens elaborados, e só os de produção; todos os gastos relativos ao esforço de
produção são distribuídos para todos os produtos ou serviços feitos”. Ou seja, é um método de
custeio que engloba todos os tipos de custos (diretos, indiretos, fixos e variáveis) presente na
organização.

2.5 Margem de contribuição

A Margem de Contribuição é a relação entre custo, volume e lucro. O conceito Margem de


Contribuição é especialmente útil no planejamento empresarial porque fornece informações
sobre o potencial de lucro da empresa (WARREM, REEVE E FESS, 2003, p. 96). Essa
margem indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os
gastos fixos e propiciar o lucro operacional. (WARREM, REEVE E FESS, 2003, p. 96)

3. Aspectos metodológicos

O presente estudo é de caráter descritivo e aplicado, haja vista que os resultados encontrados
podem ser aproveitados de forma prática na solução de problemas e na redução de custos
desnecessários inerentes ao processo. A metodologia aplicada foi um estudo de caso realizado
em uma panificadora na cidade de João Pessoa-PB e teve a duração de um mês. A análise

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observacional e dados fornecidos pelo proprietário foram mecanismos utilizados para atingir o
objetivo.

3.1 Seleção dos produtos a serem estudados

Como uma panificadora possui um grande cartel de produtos foi necessário selecionar alguns
que pudessem fornecer informações relevantes. Diante disso, os pães foram escolhidos porque
tinham a maior quantidade de vendas e maior participação na receita da empresa e os bolos,
para a identificação de suas rentailidades. Diante disso, os produtos selecionados foram:

a) O pão francês, por ter grande volume de produção, grande número de saída e ser
considerado o produto principal da organização;
b) O pão doce, pela diferenciação da matéria prima no acabamento final e pelo volume de
produção;
c) O bolo; do tipo inglês, de chocolate e formigueiro.

3.2 Coleta e Sistematização dos Dados

Como a organização não possuía nenhum registro dos custos procurou-se elaborar toda uma
estrutura de custeio de cada produto. Foi analisado cada valor monetário referente à produção
dos produtos especificados acima e tabulado no Word Excel. Para tal, foi necessário
acompanhar o processo produtivo existente.

4. Análise do processo produtivo

4.1 Processo produtivo do pão

A figura 1 indica o processo produtivo do pão. Pode-se observar que a maior diferenciação
entre o pão doce e o francês se dá no processo de modelagem; e no tempo em que ficam no
forno. No inicio do processo a diferença é apenas na quantidade de matéria prima, onde o pão
doce necessita da aplicação de ingredientes a mais, por exemplo, o coco. Essa diferenciação
gera um custo maior com matéria prima em comparação com o outro tipo de pão.

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Imagem 1- Processo produtivo do pão

Fonte: Próprio Autor (2014)

4.2 Processo produtivo do bolo

A fabricação do bolo tem menos processos que a fabricação dos pães como mostra a figura 2,
entretanto, isso não significa redução considerável dos custos. Observa-se que são menos
produtos fabricados, entretanto, existe a necessidade de ter ingredientes específicos, como
chocolate e coco em maiores quantidades.

Imagem 2 - Processo de fabricação do bolo

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Fonte: Próprio Autor (2014)


5. Resultados

5.1 Classificação

Com base nos dados coletados foram classificados todos os valores monetários da
organização. Destaca-se que foram analisados os recursos que estavam atrelados aos produtos
especificados no período contábil analisado (Pães e bolos).

Tabela 1- Classificação

Itens

Matéria Prima Custo Direto Custo Variável

Salários Pessoal Panificação Custo Direto Custo Fixo

Depreciação das Máquinas de Fabricação Custo Indireto Custo Fixo

Energia do setor de Fabricação Custo Direto Custo Variável

Aluguel do setor de Produção Custo Indireto Custo Fixo

Aluguel do setor de Vendas Despesa Fixa ------------

Salários Vendas Despesa Fixa ------------

Energia do setor de vendas Despesa Variável ------------

Depreciação das Máquinas de Vendas Despesa Variável ------------

Embalagens Despesa Variável ------------

Fonte: Próprio Autor (2014)

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5.2 Custos inerentes a energia elétrica

Baseado nas determinações dos fabricantes dos equipamentos instalados na Panificadora a


tabela 2 indica o consumo de energia e o custo mensal. Cada máquina tem um funcionamento
de em média de 5h por dia; enquanto que as lâmpadas são utilizadas oito horas por dia. Sendo
assim, estimou-se um custo de R$1272,55. Só entraram nessa estimativa os equipamentos que
estão ligados à produção dos produtos.

Tabela 2- Consumo e custos de energia

Equipamento Consumo de Energia Custo diário Custo Mensal

Cilindro 0,7 KW/h 1,29 R$/dia R$ 38,85

Amassadeira 2,10 KW/h 3,88 R$/dia R$ 16,55

Modeladora 0,245 KW/h 0,45 R$/dia R$ 13,59

Forno 19,5 KW/h 36,00 R$/dia R$ 1082,25

6 Lâmpadas(Produção) 1,92 KW/h 0,71 R$/dia R$ 21,312

Total R$ 1272,55

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.3 Depreciação das máquinas

A vida útil dos equipamentos foi uma estimativa baseada na vida útil de outros equipamentos
que já existiram na organização. Diante disso, pode-se observar baseado na tabela 2 uma
depreciação mensal de R$229,00.

Tabela 2- Consumo e custos de energia


Equipamento Vida Útil Aquisição Depreciação p/mês
Cilindro 10 anos R$10.000,00 R$ 83,30

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Amassadeira 10 anos R$4.500,00 R$37,50


Modeladora 10 anos R$ 5.000,00 R$41,60
Forno 10 anos R$ 8.000,00 R$66,60
Total R$229,00

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.4 Mão de Obra

A organização possui 4 funcionários como mostra a tabela 4, que representando um custo mensal de
R$5800,00.

Tabela 4- Custos com mão de obra

Mão de Obra

2 Padeiros R$ 4.000,00

1 Ajudante R$ 1.300,00

1 Limpeza R$ 500,00

Total R$ 5.800,00

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.5 Preço das matérias primas adquiridas

A tabela 5 indica os preços de cada matéria prima adquirida com os fornecedores ou em


mercados de atacados.

Tabela 5- Preço das matérias primas

Matéria Prima Quantidade Preço

Farinha 50 kg R$ 100,00

Sal 1 kg R$ 0,50

Açúcar 1 kg R$ 1,60

Água da Fabricação >10 m³ R$84,90 + R$ 7,12/m³

Fermento 1 kg R$ 14,00

Ovos unid. R$ 0,20

Chocolate em Pó 400 g R$ 4,00

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Granulado 1 kg R$ 5,00

Margarina Comum 1 kg R$ 4,00

Coco Ralado 100 g R$ 4,00

Suco de Laranja 1L R$ 3,00

Leite 1L R$ 2,50

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.5 Estimativa do preço unitário do pão

A tabela 6 indica o preço unitário do pão doce e francês. Essa análise foi necessária para um
melhor entendimento do custo do pão, já que o mesmo é vendido em quilogramas. Como
também, auxiliar no cálculo da receita da organização.

Tabela 6- Preço unitário do pão

Preço de venda estimado unitário do pão

Produto Preço do Pão/Kg Peso Aproximado por unidade Preço Unitário do Pão

Pão Francês R$8,50/Kg 50g R$ 0,425

Pão Doce R$8,50/Kg 50g R$ 0,425

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.6 Receita diária e mensal

De acordo com a tabela 7, grande parte da receita vem dos pães, como dito anteriormente, o pão
francês como cargo chefe da panificadora gera mais de 50% da receita; os bolos apenas a
complementam.

Tabela 7- Receita diária e mensal

Produto Preço de Venda Produção Diária Receita Diária Receita Mensal

Pão Francês R$ 0,425 2100 R$ 892,500 R$ 26.775,000

Pão Doce R$ 0,425 1200 R$ 510,000 R$15.300,000

Bolo Inglês R$10,00 6 R$60,00 R$1.800,00

Bolo
Formigueiro R$10,00 6 R$60,00 R$1.800,00

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Bolo de
Chocolate R$10,00 5 R$50,00 R$1.500,00

Total R$1.509,00 R$ 47.175,00

Fonte: Próprio Autor (2014)

5.7 Visão geral da saúde contábil da organização

A tabela 8 indica todos os valores monetários presentes na organização durante o período


contábil analisado. Dentre eles, destaca-se um lucro bruto de R$ 24.993,3, proveniente de
uma receita mensal de R$ 47.175,00 e um custo mensal de R$ 22.181,70. Observa- se
também o elevado custo das matérias primas, R$ 13.380,15, valor esse que representa mais da
metade dos custos presentes na organização. De ponto positivo, destaca-se o baixo custo de
mão de obra; e de depreciação do maquinário.

Tabela 8- Saúde contábil da empresa

Colunas Pão Francês Pão Doce Bolo Inglês Bolo Formigueiro Bolo de Chocolate Total Mensal

1. Receita R$26.775,00 R$ 15.300,00 R$1.800,00 R$1.800,00 R$1.500,00 R$ 47.175,00

2. Custos R$9.433,73 R$7.150,39 R$2.105,97 R$1.822,47 R$1.669,14 R$ 22.181,70

2.1 Matéria
R$4.853,10 R$4.572,00 R$1.526,40 R$1.242,90 R$1.185,75 R$ 13.380,15
Prima

2.2 Salários
R$1.920,00 R$1.080,00 R$ 353,00 R$ 353,00 R$294,00 R$4.000,00
Padeiros

2.3 Salários
R$ 832,00 R$ 468,00 ... ... ... R$1.300,00
Ajudantes

2.4
Depreciação R$ 138,10 R$ 77,60 R$ 4,70 R$4,70 R$3,90 R$ 229,00
das Máquinas

2.5 Energia
da R$ 666,53 R$ 376,79 R$80,67 R$ 80,67 R$67,89 R$1.272,55
Fabricação

2.6Aluguel do
R$1.024,00 R$576,00 R$141,20 R$141,20 R$117,60 R$2.000,00
setor de

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Fabricação

3. Lucro R$
R$8.149,61 -R$305,97 -R$ 22,47 -R$169,14 R$ 24.993,30
Bruto 17.341,27

4. Despesas R$3.404,86 R$1.915,24 R$ 43,95 R$ 43,95 R$ 41,75 R$5.449,75

4.1 Aluguel
do setor de R$1.273,60 R$716,40 R$ 3,35 R$ 3,35 R$ 2,94 R$ 2.000,00
Vendas

4.2 Salários
R$1.464,64 R$823,86 R$40,60 R$ 40,60 R$ 38,81 R$2.300,00
Vendas

4.3
Depreciação
R$ 26,62 R$14,98 ... ... ... R$ 41,60
Maquinas do
Caixa

4.4
R$ 640,00 R$ 360,00 ... ... ... R$1.000,00
Embalagens

5. Lucro R$
R$6.234,38 -R$349,92 -R$ 66,42 -R$210,89 R$ 19.543,56
Líquido 13.936,41

6. Lucro
Líquido R$ 0,22 R$0,17 -R$1,94 -R$ 0,37 -R$1,41 ...
Unitário

7.
Lucratividade 52% 40,70% -19,40% -3,70% -14,1% ...
(%)

9. Margem de
Contribuição R$ 0,325 R$ 0,15 R$1,07 R$ 2,65 R$1,64 ...
Unit.

9.1Margem
de
76,50% 35,30% 10% 26% 16% ...
Contribuição
(%)

Fonte: Próprio Autor (2014)

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7. Conclusões

O presente estudo analisou os custos de uma panificadora durante o período contábil de um


mês. Foram analisados dois tipos de pães, o doce e o francês; e os tipos de bolos produzidos
na mesma. Como esperado, foi evidenciado que o pão francês tem grande participação na
receita e na lucratividade da organização. O pão doce gera uma lucratividade menor,
entretanto, sua produção é viável para a panificadora. Já com relação aos bolos, foi
comprovado que são pouco rentáveis e a produção no modo operatório atual gera prejuízos.
Como os mesmos não são os produtos principais, e a panificadora já trabalha em parceria com
algumas empresas (fabricantes de bolo), aconselha-se o investimento de recursos nesse
seguimento.

Como o preço do pão é definido baseado nas concorrentes, não é levado em consideração o
custo unitário para a fabricação do mesmo, e faz com que a organização possa lucrar menos
do que deveria. Diante dos dados calculados, e tomando por base a margem de lucro esperada,
torna-se possível estipular um preço compatível com o que foi consumido durante o processo
produtivo, que cubra os custos e gere lucros maiores.

Portanto, pode-se concluir que a empresa está trabalhando com lucro liquido positivo quando
se analisa os produtos principais fabricados na própria. Isso se deve muito em função da
produção lucrativa dos pães. Entretanto, essa rentabilidade pode ser aumentada se processos
como o de fabricação de bolo forem otimizados ou feitos por terceiros.

REFERÊNCIAS

BORNIA, A. C. Mensuração das perdas dos processos produtivos: uma abordagem metodológica de
controle interno. Florianópolis: PPGEP/UFSC, 1995. Tese (Doutorado em engenharia de Produção).

BORNIA., AND ANTONIO CEZAR. Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas, 3ª
edição. Atlas, 2010. VitalBook file.

BUVINICH, Manuel Rojas; Apostila sobre custos Industriais. Departamento de Engenharia de Produção,
UFPB.

IUDÍCIBUS, Sérgio de et al. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010.

KUNH, P.D.; FRANCISCO, A.C.; KOVALESKI,J.L. Aplicação e utilização do método unidade de esforço
de produção (UEP) para análise gerencial e como ferramenta para o aumento da competitividade. Revista
Produção Online. v.11, n. 3, p. 688- 706, jul./set., 2011.

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KUNH, P.D.; FRANCISCO, A.C.; KOVALESKI,J.L. Aplicação e utilização do método unidade de esforço
de produção (UEP) para análise gerencial e como ferramenta para o aumento da competitividade. Revista
Produção Online. v.11, n. 3, p. 688- 706, jul./set., 2011.

LEONE, G.S.G. Curso de contabilidade de custos. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

LEONE, George S.G.; LEONE, Rodrigo José Guerra. Curso de contabilidade de custos. 4 ed. São Paulo:
Atlas, 2010

MARTINS, E. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2008

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