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Caderno de Celebrações Para o Ciclo da Páscoa 2019

(Quaresma, Domingo de Ramos e Tríduo Pascal)

Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Sínodo Espírito Santo a Belém

União Paroquial Mata Fria

Colaboradores/as deste caderno:


P. Armindo Klumb – Paróquia Mata Fria
Pª Iraci Wutke – Paróquia de Rio Possmoser
Pª Ivanda Keller Schreiber – Paróquia de Barracão
P. Joaninho Borchardt – Paróquia de São João do Garrafão
P. Simão Schreiber – Paróquia da Pedra em Garrafão

Organização e diagramação:
Diác. P. Jianfranco Figer Berger e Pª Iraci Wutke
Paróquia de Rio Possmoser

Impressão: GRAFICOL

Tiragem: 1.940 exemplares


Apresentação

Saúdo a todos com as palavras bíblicas do mês de março:


“Dediquem-se completamente ao Senhor e adorem somente a ele” (1
Samuel 7.3).
O ciclo da Páscoa se aproxima e sabemos o quanto é importante
rememorar e celebrar a dedicação de Deus em favor do ser humano, que
caiu em pecado. Para isso, foi elaborado este caderno de estudos e
celebrações.
O caderno traz 5 estudos para o tempo da Quaresma, um culto para
o Domingo de Ramos e uma proposta para a celebração do Tríduo Pascal, a
qual foi elaborada pela Diácona Sissi Georg e adaptada para o nosso
contexto. Como base bíblica para os estudos da Quaresma, foram usada as
indicações da Série V (das Senhas Diárias). Em cada encontro haverá a
indicação de cantos, usando, prioritariamente, as indicações no livro de
canto “Soli Deo Gloria”. Em casos especiais, há outras indicações. Não foi
feito um anexo de cantos/hinos nem redigidos os textos bíblicos, para,
assim, estimular o uso de hinários e Bíblia. Na linguagem usada,
subentendemos a presença e a inclusão de mulheres e homens, sem
distinção.
Desejamos celebrações abençoadas em todas as comunidades
neste tempo santo de penitência, reflexão e celebração da vida que vence
a morte.

Abreviações utilizadas neste caderno:


D.: Dirigente
C.: Comunidade
L.: Leitor/a

Foto da capa: “Quaresmeira”. “A quaresmeira (Tibouchina granulosa) é


uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica, principalmente

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da floresta ombrófila densa da encosta atlântica. Seu nome popular é
devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e
abril [período no qual ocorre a época da Quaresma]”. (Fonte: Wikipédia).

Pª Iraci Wutke

Coordenadora da União Paroquial Mata Fria

Fevereiro de 2019.

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Primeira Semana da Quaresma

→ Preparo: montar um altar com uma bonita toalha, a Bíblia, velas, flores,
uma cruz).

1) Acolhida e saudação bíblica:


D.: Irmãos e irmãs em Cristo! Estamos reunidos neste encontro da
Quaresma porque queremos meditar na palavra de Deus e ter comunhão
para fortalecer a nossa fé no Deus da vida.
Que possamos aproveitar esse importante período da Quaresma
para refletir e analisar a forma como estamos vivendo à luz do projeto
libertador do Reino de Deus, ensinado e vivenciado por nosso Senhor Jesus
Cristo.
Como palavras de saudação, ouçamos o que Jesus disse em Mateus
4.4: “Jesus respondeu ao tentador: Está escrito: Não só de pão viverá o
homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.”

2) Invocação trinitária:
D.: “Iniciamos o nosso encontro de Quaresma em nome do Deus Criador e
doador da vida,
C.: que nos acolhe como um pai amoroso e uma mãe carinhosa.
D.: Em nome do Deus Filho, Jesus Cristo, amor encarnado,
C.: o qual mostrou-nos a nova vida ao morrer na cruz do Gólgota.
D.: E em nome do Espírito Santo, Divino Consolador,
C.: que nos conserva na fé e esperança verdadeiras.”

3) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 405 - Agradecemos-te Jesus.

4) Oração:
Todos: Bondoso e querido Deus! Queremos ouvir a tua santa Palavra. Por
isso, nós te pedimos: orienta-nos e ajuda-nos para que, por meio da
reflexão da Palavra e da análise da nossa forma de viver a nossa fé, ela
possa penetrar em nossa mente, em nosso coração e em todo o nosso ser,
orientando-nos em nossa forma de pensar, de sentir, de falar e de agir,
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principalmente com relação às tentações que experimentamos
diariamente. Querido Deus! Fala-nos e diga-nos o que o Senhor quer para a
nossa vida. Em nome de Cristo Jesus, oramos. Amém!

5) Perguntas motivadoras de preparação para a leitura bíblica:


D.: Antes de lermos o texto bíblico, vamos conversar um pouco sobre
algumas perguntas:
- Você se sente tentado/a?
- Quem você acha que está no controle do mundo e da sua vida?
Deus ou ‘satanás/diabo’?
- Você ora muito, pouco ou quase não ora?
- Você tem muita ou pouca fé? Você acha que a sua fé é forte ou
não tão forte assim?
- Quando cai em tentação, você costuma se arrepender?

6) canto em preparação para leitura bíblica:


♫ É como a chuva que lava, é como o fogo que arrasa.
Tua palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.

7) Leitura bíblica:  Lucas 22.31-34.

8) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 152 – Pela palavra de Deus.

9) Estudo do tema/reflexão:
Em nosso texto, Jesus fala com Simão, dizendo que “Satanás já
conseguiu licença para pôr vocês à prova. Ele vai peneirar vocês como o
lavrador peneira o trigo a fim de separá-lo da palha.”
Quem é ‘satanás’ ou o ‘diabo’? “A palavra hebraica satanás significa
‘adversário’. Mais exatamente, este termo designa o adversário ante um
tribunal, quer dizer, o acusador. Naturalmente a palavra ‘satanás’ também
tem o sentido de ‘denunciador’ ou ‘caluniador’. Portanto, a tradução de
‘satanás’ por ‘diabo’ é perfeitamente justificada, pois o sentido da palavra
“diabolôs” é de fato ‘denunciador’ ou ‘caluniador’ (cf. Vocabulário Bíblico,
J.J. Von Allmen, p. 99).

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Outra citação do livro Proclamar Libertação que aborda o Catecismo
Menor, estudando a sexta petição - “E não nos deixes cair em tentação”,
traz a seguinte reflexão: “O tentador pode usar realmente tudo para
quebrar o nosso relacionamento com Deus e o próximo e, desta forma, nos
alienar. Ele age de maneira sutil, razoável, até de maneira piedosa,
conforme for conveniente em cada situação. Ele até argumenta com
versículos bíblicos (cf. Mt 4.1-11) para nos confundir e desviar. Por isso, o
Novo Testamento o chama de DIABOLOS, que é aquele que semeia dúvida
(cf. Gn 3.1), que cria confusão, desentendimento e separação. Lutero
ilustra-o em “Der grosse Katechismus” (“O Catecismo Maior”), p. 128: “Pois
ele tem uma cabeça de cobra; quando a cabeça da cobra encontrar uma
fresta ou um furinho em que consiga penetrar, então o corpo todo da cobra
segue inevitavelmente.” (p. 179).
Poderíamos dizer que tudo aquilo que quer impedir a concretização
do projeto libertador e salvador do Reino de Deus ensinado e vivido por
Jesus é ‘satanás’, é ‘diabo’, ou seja, tudo o que é adversário, que acusa,
que denuncia, que calunia, que semeia dúvidas, desentendimentos e
separação, e que vai contra a palavra e a vontade de Deus. Por isso, nós,
por meio do que pensamos, sentimos, fazemos ou deixamos de fazer,
podemos estar a serviço de Deus ou de ‘satanás/diabo’, e isso
individualmente, como família, como grupo, como igreja e como
sociedade.
E não podemos esquecer o que Jesus fala sobre a pureza e a
impureza, quando ele diz, em Marcos 7.20-23: “O que sai da pessoa é o que
a faz ficar impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus
pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os
adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja,
a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências. Tudo
isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras.” Por isso,
precisamos vigiar e ficar atentos, pois o ‘satanás’, o ‘diabo’, o
‘denunciador’, o ‘caluniador’, o que cria confusão, desentendimento e
separação pode estar mais próximo do que poderíamos imaginar, ou até
mesmo dentro de nós. Ele pode estar agindo no mais profundo de nosso

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ser, como também fora de nós. É preciso tomar consciência disso a todo
momento de nossa vida.
E, quando Jesus fala em peneirar, ele quer nos ensinar que haverá a
separação daquelas pessoas que querem estar a serviço do Reino e aquelas
que não querem e não estão a serviço de Deus neste mundo.
O v. 32 fala que Jesus tem orado por Simão “para que não lhe falte
fé. E quando você voltar para mim, anime os seus irmãos”. Em Lucas 22.40,
Jesus disse: “– Orem pedindo que vocês não sejam tentados”. Em Mateus
26.41, Jesus também diz: “Vigiem e orem para que não sejam tentados. É
fácil querer resistir à tentação; o difícil é conseguir.” No Pai Nosso, oramos:
“E não nos deixes cair em tentação.” Ou seja, assim como Jesus foi tentado,
os seguidores e seguidoras de Jesus foram tentados, Pedro foi tentado,
assim nós ainda hoje continuamos sendo tentados. Porém, o texto nos
mostra a importância de orarmos para que não nos falte a fé para vencer
as tentações, e depois de vencê-las, permanecer firmes para animar os
irmãos e irmãs a não desistir, a não desanimarem de ser um instrumento
de Deus na construção do seu Reino neste mundo.
Daí a importância de as pessoas estarem atentas e vigilantes e de
orarem muito, pois foi o que Jesus fez por Pedro e quer que o façamos
pelas demais pessoas, e que elas também o façam para conosco.
Pedro pensou que era forte o suficiente para vencer o ‘adversário’,
o ‘denunciador’, o ‘caluniador’, mas não foi, e por isso negou a Jesus três
vezes antes de o galo cantar, e isso podemos ler em Lucas 22.54-62,
quando se realiza o que Jesus falou para Pedro. Porém, no final desse texto
é dito: “Então Pedro saiu dali e chorou amargamente” (v. 62), mostrando
com isso que tomou consciência do que havia feito e do seu
arrependimento.
Creio que o fato de Pedro ter passado pela experiência de negar
Jesus, e depois ter tomado consciência e se arrependido, fez dele uma
pessoa muito melhor capacitada para vencer as tentações de ‘satanás’ e
ajudar de forma mais profunda na edificação do Reino de Deus, do que se
ele não tivesse passado pela experiência, e isso pode ser visto por tudo o
que ele fez pela causa do Reino depois. Isto nos ensina que podemos

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aprender durante, e sair fortalecidos após vencermos as tentações, e ainda
poder ajudar outras pessoas a vencê-las.

10) Perguntas para aprofundamento do tema:


- Se somos tentados ainda hoje, como podemos vencer essas
tentações?
- Você ora pelas outras pessoas que estão sendo tentadas? Pede
que orem por você? Confia que a oração tem poder?
- Após ser tentado, você reconhece e “chora amargamente”, como
Pedro o fez, demonstrando consciência e arrependimento? Ou como você
faz?
- Sinceramente: se você estivesse no lugar de Pedro, será que você
também não teria negado a Jesus Cristo?
- Podemos aprender com as tentações e provações? De que forma?
- De que modo podemos, por meio de nossos pensamentos,
sentimentos, palavras, ações e omissões, negar que conhecemos a Jesus
hoje em dia?

11) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 632 – Jesus ao lado.

12) Avisos

13) Canto em preparação para oração final:


♫ Ao orarmos, Senhor, vem encher-nos com teu amor, para um mundo
agitado esquecer, cada dia tua vida viver. Nossa vida vem, pois,
transformar, refrigério pra alma nos dar. E agora, com outros irmãos nos
unimos aqui em oração. (LC Soli Deo Gloria, nº 208)

14) Oração geral:


D.: Numa oração escrita em novembro de 1943, Dietrich Bonhoeffer assim
diz: “Deus, a ti clamo, ajuda-me a orar e concentrar meus pensamentos;
não consigo fazer isso sozinho.”
Neste momento, queremos silenciar e unir nossos pensamentos em
oração pelas situações que, de alguma forma, nos inquietam e tocam

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nossos corações. Façamos isso em humildade com a ajuda de Deus, assim
como escreve Bonhoeffer. Vamos deixar que de nosso silêncio emane
aquilo que nos comove. Somos convidados a expressar, primeiramente,
motivos de agradecimentos, e depois intercessões, que serão intercaladas
com cantos.

→ Momento de silêncio para pensar em agradecimentos e intercessões.

D.: Vamos orar: Bondoso e querido Deus! Agradecemos por este encontro
e por cada pessoa que veio participar; agradecemos pelo teu ensinamento
que nos orienta na forma de lidarmos com nossas tentações, e, sobretudo,
a vencê-las, para sairmos mais fortalecidos na construção do teu Reino.
Agradecemos por este tempo da Quaresma, em que podemos nos reunir
para fortalecer a nossa fé; agradecemos pelas infinitas bençãos que
recebemos diariamente de ti e pedimos que nos ajudes a reconhecê-las;
agradecemos por tua igreja e pela vida; agradecemos por podermos
agradecer. Por isso, cantamos:
C.: ♫ “Graças, Senhor, graças, Senhor, por tua bondade teu poder teu
amor, graças Senhor.” (LC Soli Deo Gloria, nº 202).
D.: Também queremos trazer diante do Senhor nossos motivos de
intercessão. Lembramos das pessoas que sofrem, das doentes, das
enlutadas, das pessoas que são injustiçadas buscando a causa de teu Reino;
oramos pelas pessoas e grupos que cedem às tentações, trazendo com isso
tanta desigualdade, intolerância, opressão, desunião, corrupção e morte;
intercedemos pelas dores deste mundo. Por isso, cantamos:
C.: ♫ /: Ouve nossa oração e atende nossa súplica. :/ (LC Soli Deo Gloria,
nº 196).
D.: Querido Deus! Tudo mais que se encontra no mais profundo de nosso
ser, colocamos em tuas mãos. Ouça ainda nossas palavras quando juntos
oramos a oração que teu Filho nos ensinou: Pai Nosso...

15) Benção:

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D.: Ao Deus que nos libertou e que quer nos ajudar a vencermos as nossas
tentações, queremos pedir a sua proteção e a sua benção ao sairmos deste
nosso encontro:
Que o Senhor vos acompanhe.
Que vá à vossa frente para iluminar os vossos caminhos.
Que caminhe ao vosso lado para ser vosso amigo.
Que vá atrás de vós para vos proteger de qualquer perigo e tentação.
Que seus braços carinhosos estejam abaixo de vós para vos sustentar
quando o caminho for difícil e estiverdes cansados.
Que esteja sobre vós para cuidar de vós e de todas as pessoas que amam.
E, sobretudo, que Deus viva em vossos corações para vos dar alegria e paz
para sempre.
Assim vos abençoe o Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

16) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 293.


♫ Dá-nos esperança e paz. Dá-nos bençãos, dá-nos fé.
Dá-nos a luz de teu olhar. Dá-nos teu amor.

17) Envio:
D.: Ide na paz do Senhor e sirvam a Deus procurando fortalecer a fé Nele e
vencendo suas tentações.

→ Palavra de motivação e preparação para o próximo encontro:


D.: Vamos continuar aprofundando nos próximos encontros a nossa
reflexão sobre esse importante tempo da Quaresma, e caminhar com Jesus
Cristo rumo à sua crucificação, morte e ressurreição.

[Marcar data e local do próximo encontro e providenciar o material, caso


seja necessário].

P. Simão Schreiber

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Segunda Semana da Quaresma

1) Acolhida:
D.: Estamos na segunda semana da Paixão de Cristo. É tempo de rever
nossa caminhada de fé. Por isso, acolhemos a cada pessoa aqui presente
com alegria e podemos dizer como é bom quando tiramos um tempinho de
nossa vida para ouvir e refletir sob a palavra de Deus.

2) Saudação Bíblica:
D.: Acolho a todas as pessoas com as palavras do Evangelho de Marcos que
dizem: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais
importante de todas” (Marcos 12. 10).
Queremos hoje meditar sobre os trabalhadores e trabalhadoras na
grande lavoura do reino de Deus. Que, neste encontro, Jesus, em sua
bondade e amor, venha e nos ensine como servir a Deus e ao nosso
próximo com alegria. Sejam bem vindos! Sejam bem vindas!

3) Invocação:
D.: Estamos aqui, sim, porque temos o desejo de ouvir palavras de vida e
salvação. E isso não vem de nós, mas sim de Deus, que é Pai, Filho e
Espírito Santo.
C.: Amém!
D.: O nosso socorro vem do Senhor,
C.: que fez o céu e a terra.

4) Canto: LC Soli Deo Gloria – nº 252 - Agradecemos-te Jesus.

5) Oração:
D.: Amado Deus, Senhor misericordioso. Como é bom estarmos reunidos
em teu nome e clamar para que o Espírito Santo fortaleça a cada um e cada
uma, para que, entre as pessoas presentes, se fortaleça a paciência e a
confiança das nossas vidas. Desta maneira, somos orientados pela
proposta salvífica revelada por Cristo Jesus, que incluía a cada uma das

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pessoas como vivas e atuantes na transformação de vidas e realidades
onde há presença de morte neste mundo. Por Cristo Jesus, oramos.
C.: Amém!

6) Perguntas Motivadoras:
- Como estamos vivendo a vida que Deus nos deu?
- Estamos conseguindo entregar nas mãos de Deus aquilo que está
triste, pesado? Ou preferimos guardar para nós, remoendo e
amargurando?
- Estamos agradecendo a Deus pelas alegrias e bençãos que
recebemos ao longo de nossa vida?
- Quando alguém quer nos dar um conselho, aceitamos ou fazemos
de conta que não ouvimos?
- Estamos permitindo que a palavra de Deus produza frutos na
nossa vida, na nossa família e onde vivemos?

D.: Tendo estas perguntas como pano de fundo, convido para ouvirmos a
leitura do Evangelho de Marcos, que assim nos diz:

7) Leitura bíblica:  Marcos 12.1-12.

8) Estudo do tema/Reflexão:
L1. O texto do evangelho de Marcos nos conta a parábola dos lavradores
maus. Um agricultor planta um parreiral, acompanha seu crescimento e,
quando as mudas estão em condições de produzir uvas, monta uma
infraestrutura para fabricar vinho. Levanta uma cerca, constrói um tanque
e uma torre para os guardas. Mas, ele mesmo não pode cuidar do negócio
porque decidiu viajar. Por isso, faz um contrato de aluguel com alguns
lavradores. Eles vão administrar a propriedade e vão entregar ao dono os
valores estipulados entre as partes.
L2. Até aqui tudo anda bem. No tempo da colheita, o agricultor manda
buscar a remuneração que lhe cabe. Os lavradores decidem não mais
entregá-la. Resolvem embolsar para si todo o resultado daquele ano.

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Surram e matam os empregados do dono. Ele manda um novo grupo,
maior que o anterior. Não adianta. Os lavradores fazem a mesma coisa.
L1. Então, o dono manda o próprio filho, pensando que o filho os
lavradores vão respeitar. Os lavradores entendem que para eles o filho é
perigo maior do que os empregados e que, por isso, têm que tirá-lo do
caminho e o matam também.
L2. Na criação ou na vinha de Deus, o povo de Deus são os lavradores. Mas
estes, durante a caminhada, se desviam do caminho de Deus. Por isso,
Deus manda profetas e mensageiros, para adverti-los e conduzi-los no
caminho de Deus. Mas o povo rejeitou e maltratou os enviados, negou o
pacto e se perdeu numa realidade de desamor e injustiça. E, agora, Deus
quer criar um novo povo e fazer com eles uma nova aliança. Para isso,
mandou seu Filho Jesus Cristo. Mas, de novo os líderes religiosos e políticos
do povo, os escribas e fariseus, estão rejeitando este Filho e estão
ensaiando artimanhas para prendê-lo e matá-lo. Jesus sofre a mais cruel
dor e morre por causa da dureza do coração humano. Mas, no domingo da
Páscoa, Deus o ressuscitou dos mortos.
L1. E agora poderíamos, e podemos, começar a parábola de novo, como no
início: Um agricultor planta um parreiral, acompanha seu crescimento, e,
quando as mudas estão em condições de produzir uvas, monta uma
infraestrutura para fabricar vinho. Então chama lavradores para
administrar a propriedade e eles vão entregar ao dono valores que
resultam a partir das colheitas.
L2. Só que os lavradores são outros, não são mais os mesmos. Agora os
lavradores e as lavradoras somos nós mesmos, povo da nova aliança. Nós
somos os trabalhadores e as trabalhadoras do novo parreiral, da nova
vinha. Agora é a nós que o Agricultor convida, convoca, escolhe, elege para
sermos trabalhadores no parreiral, na vinha dele.
L1. Desde o nosso batismo nós estamos neste parreiral. Em nossa
confirmação ou em nossa profissão de fé, nós dizemos que queremos ser
trabalhadores neste parreiral. Em cada encontro com a palavra de Deus,
buscamos instruções para viver neste parreiral. Na comunhão de mesa nós
nos alimentamos para termos forças para trabalhar neste parreiral e para
nele produzir muitos frutos, para produzir vinho.

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L2. O que seria neste caso, ou onde estaria o parreiral, a vinha, em nossa
vida? Ela está em várias partes. Pode ser nossa casa, com a nossa família. O
Agricultor, Deus, nos incumbe de cuidarmos de nossa casa e de nossa
família é ali que produzimos uvas para fazer um bom vinho.
L1. O parreiral pode ser nossa comunidade, pode ser nosso local de
trabalho. São os nossos gestos, nossas ações, que irão indicar se estamos
ou não produzindo uvas de boa qualidade. O parreiral pode ser o mundo
inteiro como um local de produzir uvas para fazer vinho.
L2. E o que seria cuidar do parreiral para que produza uvas para fazer
vinho? É produzir ações, gestos, iniciativas, pensamentos, desejos de amor
e justiça. É promover a construção de vidas em comunhão, liberdade, paz,
arrependimento, perdão, renovação. É lutar contra o desamor, a injustiça,
a violência. É engajar-se na defesa da palavra de Deus e do seu santo amor
no meio de nós.
L1. É através destes gestos, destas posturas, que vamos sinalizar que Jesus
Cristo é pedra fundamental em nossas vidas. É diante desses frutos que
vamos não mais impedir que Cristo seja o centro de nossas vidas. Pois,
diante de Cristo, tudo nos será revelado. A palavra de Deus é poderosa a
ponto de transformar todo ser vivente. Cristo não quer que ninguém se
perca, mas quer que todos sejam alcançados pela sua graça e misericórdia.
Quaresma convida a todas as pessoas para essa graça, que celebramos no
domingo da Páscoa.
L2. O evangelista João também usa essa figura (João 15.1). Ali Jesus diz: "Eu
sou a videira (sinônimo de parreira) verdadeira, e meu Pai é o agricultor...
Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. Pois, assim
como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também
vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo" (vs.3 e 4).
L1. Deus não desiste. Ele plantou um novo parreiral. Por amor e graça, em
Jesus Cristo, Ele nos colocou dentro deste parreiral. Por isso, o evangelho
de Marcos nos convida e nos alerta para que não ignoremos o acordo que
Ele estabeleceu conosco. Essa é a boa notícia que queremos compartilhar
nesta Quaresma: que nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, nos abençoa e
nos guarde firmes neste caminho. Amém!

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9) Perguntas para aprofundamento:
- Quando você faz acordos (negócios) com alguém, e este não
cumpre sua parte no combinado, como você se sente?
- Como será que Deus se sente quando muitos de seus filhos e filhas
ignoram esse acordo que Ele, em Jesus Cristo, fez conosco?
- Estamos nos engajando em amor pelo próximo, para que ele não
se perca?
- Estou tentando, a partir dos dons recebidos, produzir bons vinhos?
(na comunidade, na família, na escola e na sociedade)?

10) Canto: LC Soli Deo Gloria – nº 408 - Um desejo ardente em mim existe.

11) Avisos

12) Oração Final:


D.: Amado Senhor, obrigado pela oportunidade deste encontro. O
testemunho de Jesus fortalece a nossa fé. Tu sacrificaste Teu Filho por
causa de nossa culpa. Agradecemos pelo teu grande amor por nós e
pedimos que nos ajudes em nossa pequena fé. Ajuda para que confiemos e
trabalhemos com alegria nessa lavoura que Tu nos concedes. Pedimos
pelas pessoas desacreditadas, para que novamente encontrem em Ti
forças para se reintegrar em tua comunidade. Pedimos pelas pessoas
doentes, ajuda-as na recuperação da saúde. Esteja com cada um e cada
uma de nós neste período da quaresma, para que possamos nos preparar,
trabalhando na lavoura do Reino e entregando ao cuidado de nossos
irmãos e irmãos aquilo que de tuas mãos recebemos. E aquilo que não
conseguimos expressar com nossas palavras, colocamos em tuas mãos,
quando juntos oramos a oração que Cristo Jesus nos ensinou: Pai Nosso...

13) Benção:
L1.: Que o Senhor te acompanhe ao partires deste lugar;
L2.: que vá à tua frente para iluminar teu caminho;
L1.: que caminhe ao teu lado para ser sempre teu amigo;
L2.: que vá atrás de ti para te proteger de qualquer dano;

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L1.: que seus braços carinhosos estejam debaixo de ti para te sustentar
quando o caminho for difícil e estiveres muito cansado;
L2.: que esteja sobre ti para te cuidar, a ti e todos que amas;
L1.: e, sobretudo, que Deus viva em teu coração para dar-te sua alegria e a
sua paz para sempre.
L2.: Assim nos abençoe o Trino Deus, o Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

→ Palavras de motivação e preparação para o próximo encontro:


D.: O texto bíblico para o próximo encontro é do evangelho de Lucas 9. 57-
62 – Algumas pessoas que queriam seguir Jesus. Nesse encontro, vamos
refletir sobre o encontro de Jesus com três pessoas na sua caminhada até
Jerusalém, e sobre as reações que tiveram diante da proposta de Jesus.
Leia o texto e reflita: Qual seria a sua reação?

Pª Ivanda Keller Schreiber

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Terceira Semana da Quaresma

1) Acolhida:
D.: Acolhemos a todos com as palavras bíblicas das Senhas Diárias desta
terceira semana da Quaresma, que dizem: “Jesus Cristo a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Filipenses
2.8). Graças ao sacrifício de Cristo na cruz, podemos olhar para o futuro
com esperança renovada, pois na cruz os nossos pecados foram perdoados
e o caminho da salvação eterna se abriu para nós.

2) Invocação:
D.: O nosso encontro, onde queremos ouvir e refletir sobre a Palavra de
Deus, acontece em nome e na presença de Deus – o Criador, Salvador e
Consolador.
Todos: Amém!

3) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 25 - Quando o povo se reúne.

4) Oração do dia:
D.: Deus de amor e misericórdia! Agradecemos-te pela oportunidade que
nos dás de estarmos reunidos com nossos irmãos e nossas irmãs em torno
de tua Palavra. Te agradecemos por teres trazido cada um e cada uma até
aqui e nos enchido de ânimo para aprender um pouco mais sobre a tua
vontade para as nossas vidas. Que a Palavra que vamos partilhar fortaleça
a nossa fé e nos estimule a seguir sendo pessoas que defendem a justiça, o
direito, o bem comum, a paz e a solidariedade em nosso mundo. Fica aqui
conosco e concede-nos, através da ação de Teu Espírito em nossas vidas,
sabedoria para compreender e vivenciar a Tua Palavra. Isso te
agradecemos e pedimos em nome de Cristo, teu Filho amado e nosso
salvador. Amém!

5) Perguntas motivadoras de preparação para a leitura bíblica:


- Na sua opinião, o que significa ser um seguidor ou uma seguidora
de Jesus nos dias atuais?
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- O que é necessário para sermos seguidores ou seguidoras de
Jesus?

6) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 151 - Tua palavra é lâmpada.

7) Leitura bíblica:  Lucas 9.57-62.

8) Estudo do tema/reflexão:
O texto que acabamos de ler e ouvir relata um fato que aconteceu,
segundo Lucas, no início da caminhada de Jesus rumo a Jerusalém, a qual
culminou com sua crucificação na Sexta-feira da Paixão e a ressurreição no
Domingo da Páscoa. Jesus está a “caminho” e, em sua caminhada, chama
pessoas para serem suas seguidoras e anunciadoras do Reino de Deus.
Estes são os dois temas centrais desta passagem.
Já no primeiro versículo desta passagem bíblica, se diz que um
homem prontamente se ofereceu para ser seguidor de Cristo. Quem sabe,
levado pela emoção, ele se ofereceu para ser um daqueles que seguirá
Cristo em sua longa caminhada até a cruz. A resposta de Jesus foi
surpreendente e, ao mesmo tempo, esclarecedora. Ele disse que “raposas
têm covis (abrigo)... Mas o Filho do Homem não tem onde descansar”. Ao
dizer isso, adverte ao homem que se voluntariou o quanto é exigente o
seguimento a Cristo. A opção por seguir a Cristo não deve ser algo
impensado, sem levar em conta as consequências. Seguir a Cristo implica
despojar-se de muitas coisas e enfrentar situações de extrema
adversidade, como mentiras, injustiças, violências e calúnias. Ao dizer que
o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça, Jesus está se referindo
a uma decisão que pode nos levar inclusive a não ter um lugar fixo para
morar/habitar e o afastamento de amigos com quem temos relações de
proximidade em nosso cotidiano. Seguir a Jesus exige desprendimento.
Logo a seguir, o Evangelista Lucas diz que Jesus passou a convidar
pessoas que estavam ao seu redor para serem suas seguidoras, dizendo
“venha comigo”. O primeiro argumenta que não pode naquele momento
porque tem de sepultar o seu pai. Esta era uma lei inviolável naquele
tempo e tal argumento parece ser bastante convincente. Seguir as leis é

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um pré-requisito para que a democracia impere dentro da sociedade, a
“ordem” se faça presente, a justiça se cumpra e os direitos sejam
garantidos a todas as pessoas. A resposta que Jesus dá parece
desconsiderar tal sentença. Ao que se desculpou com o enterro do pai,
Jesus responde que deveria deixar “os mortos sepultar os seus mortos”. Ao
se posicionar desta maneira, Jesus expõe a sua crítica em relação às leis
existentes dentro da sociedade de sua época, que, muitas vezes,
inviabilizavam o comprometimento maior das pessoas em favor da vida
plena para todos e todas. As leis e costumes do tempo de Jesus e também
eram concebidas por aqueles que massacravam o povo. Tais leis garantiam
mordomias de alguns e provocavam sofrimento em outros, principalmente
os mais pobres e excluídos na sociedade. Seguir a Jesus exige a quebra de
regras e leis que não promovem a vida e o bem comum.
O outro que foi chamado por Jesus pede para, antes de começar a
caminhada, se despedir de sua família (dos de casa). Nos tempos de Jesus a
família era algo bem maior do que aquilo que entendemos por “família”
em nossos dias. Família era um grande grupo - um clã - que garantia
sustento e segurança para seus integrantes. Para Jesus, a pessoa que se
dispõe a caminhar com ele e a anunciar o Reino de Deus precisa estar
disposta a abrir mão deste grupo que lhe fornece tais garantias (sustento e
segurança). Neste sentido, Jesus é radical e diz que quem quer “arar a
terra”, não pode olhar para traz. Optar pelo Reino exige uma atitude firme
e corajosa. Ser discípulo é engajar-se de “corpo e alma” no novo proposto
por Deus que se contrapõe a tudo que há de podre e velho dentro do
sistema que rege o mundo.
O texto que temos para a reflexão em nosso encontro nos revela
que seguir a Jesus e anunciar o Reino de Deus formam uma unidade e
definem o agir da pessoa cristã dentro do mundo. Quem quer seguir a
Jesus precisa se libertar de tudo aquilo que amarra, prende ou escraviza.
No texto são relatadas algumas destas amarras, mas existem muitas
outras. Seguir a Jesus exige um compromisso de fé e requer de nós uma
opção em favor da causa dos mais sofridos de nossa sociedade, assim
como fez Jesus. Seguir a Jesus implica em optar pelo caminho da cruz. É
libertar-se da comodidade e deixar de lado a segurança. A ruptura com as

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leis que não promovem a vida plena em nossa sociedade também é outra
exigência para quem seguir a Cristo.
Ser um discípulo ou uma discípula de Cristo é anunciar o Reino de
Deus, caminhar sob a vontade de Deus, é lutar por uma sociedade justa e
igualitária, é ter consciência que este seguimento provocará conflitos e
escândalos e isto trará consequências na vida daqueles que optarem por
este caminho. A cruz é inevitável para quem se dispõe a seguir Jesus neste
mundo. O Evangelho, no entanto, nos mostra de maneira clara que é
através da cruz que temos acesso à vida nova (a ressurreição).

9) Perguntas para aprofundamento do tema:


- Quais são as desculpas que as pessoas, em nossos dias, dão para
não aceitar o convite de Jesus para ser seus seguidores e suas seguidoras?
- O que significa, na sua opinião, “anunciar o Reino”?
- Quais são as comodidades ofertadas nos dias atuais que nos
impedem de fazer a opção radical que Jesus nos pede no Evangelho?
- Quais são as leis e costumes que nos impedem de fazer aquilo que
o Evangelho nos orienta?

10) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 160 - Como tu queres.

11) Avisos:
- atividades que acontecerão na comunidade nos próximos dias;
- definição de data, local e horário do próximo encontro.

12) Oração final:


D.: Querido Deus! Obrigado por teres enviado teu Filho a este mundo para
ensinar a boa nova do Evangelho. Ajuda-nos a vivenciar com alegria este
tempo de Quaresma e que possamos nos dedicar, com muita disposição,
ao teu serviço neste mundo, sendo teus discípulos e discípulas que atuam
para que a vida plena seja uma realidade para todas as pessoas. Aumenta
em nós a fé, para que possamos enfrentar as adversidades da vida e
também as tentações que o sistema que domina o mundo procura nos
impor. Abre os nossos olhos para vermos as coisas erradas presentes em

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nossa sociedade, como a ganância, o egoísmo, as injustiças e as mentiras, e
anima-nos a denunciar o que vai contra os princípios do Reino anunciado
por Cristo e a ter uma prática que mostra ao mundo o teu querer. Como
tua Igreja, pedimos em favor dos mais pobres e desprezados de nossa
sociedade. Ajuda-nos a sermos sempre solidários com estas pessoas,
seguindo aquilo que Jesus Cristo nos ensinou quando esteve entre nós.
Tudo o mais que temos para pedir e agradecer, incluímos na oração que
teu Filho nos ensinou:
Todos: Pai nosso...

13) Benção:
D.: Que o Trino Deus nos acompanhe e fortaleça em nossa caminhada e
nos encoraje a sermos suas discípulas e seus discípulos no mundo, servindo
com alegria e proclamando o seu Reino de paz, de justiça e amor.
Todos: Amém!

14) Canto final: LC Soli Deo Gloria, nº 320 - Senhor se tu me chamas.

→ Palavra de motivação e preparação para o próximo encontro:


D.: Vamos agora em paz e sirvamos ao Senhor com alegria, sendo
discípulas e discípulos fiéis, que deixam de lado a acomodação e anunciam
com força e vigor o Reino de paz, de justiça e amor.
Todos: Amém!

P. Armindo Klumb

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Quarta Semana da Quaresma

1) Acolhida:
D.: Com alegria, saúdo a todos que aqui se reúnem para o nosso quarto
encontro nesta época da Quaresma, tempo especial de reflexão, de
avalição e mudanças de caminho. Sejam bem vindos e bem vindas!

2) Saudação bíblica:
D.: A palavra de Deus nos diz: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão
de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz
muito fruto” (Jo 12.24). Queremos hoje meditar sobre como Jesus ensinou
aos discípulos sobre a vida verdadeira. Que, neste encontro, a palavra
estudada e refletida possa produzir muitos frutos: frutos de amor, de
bondade e de alegria. Que esta palavra não somente encontre ouvidos e
mentes abertas, mas corações dispostos a praticá-la.

3) Invocação:
D.: Estamos aqui reunidos em nome e na presença do Trino Deus, o Deus
da vida; em nome de Jesus Cristo, aquele que venceu a morte; e em nome
do Espírito Santo, que nos faz crer na ressurreição. Amém!
D.: O nosso socorro vem do Senhor.
C.: Que fez o céu e a terra.

4) Canto: HPD, nº 50 – Nossos corações pertencem.

5) Oração:
D.: Onipotente e Misericordioso Deus! É bom estarmos aqui em comunhão
e amor com nossos irmãos e irmãs na fé. É bom sermos lembrados que, em
Jesus Cristo, vieste nos libertar de nossos pecados e nos dar vida nova.
Perdoa-nos, Senhor, por andarmos tão distantes do teu amor, por cairmos
em tentação e não permanecermos firmes no teu Evangelho. Ajuda-nos,
Senhor, a viver este tempo de Quaresma como oportunidade de
arrependimento e mudança de vida. Ajuda-nos a viver esse tempo especial
de reflexão e aprendizado, que aponta para o sofrimento e a vitória de
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Cristo na Páscoa. Ó Deus da vida, fortalece a nossa fé e compromete-nos
com teu Evangelho vivificador. Por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
Amém!

6) Perguntas Motivadoras de preparação para a Leitura Bíblica:


- O que é vida verdadeira?
- Diante da realidade que estamos vivendo nos dias atuais, as
pessoas estão sabendo viver bem?
- Estamos conseguindo nos doar para alguém ou para alguma causa
de bem comum?
- O que nos fascina (encanta) nessa vida?

7) Leitura bíblica:  João 12.20-26.

8) Estudo do tema/reflexão:
L1.: Os gregos queriam ver Jesus. Por que queriam ver? Queriam ver Jesus
por causa de seus bonitos discursos e milagres. Muitas pessoas tomam as
atitudes dos gregos. Apenas querem ver Jesus. Motivados pela
popularidade do Jesus das grandes igrejas, pelo Jesus das facilidades, pelo
pedaço que Jesus pode dar.
L2.: E Jesus, diante destas expectativas, faz um discurso duro: “Quem não
estiver disposto a abrir mão da própria vida, não merece estar no Reino
de Deus” (v.25). Isto quer dizer que precisamos ter um compromisso com
Jesus desde muito cedo. Vejamos um exemplo:
L1.: Certa vez, um pai passeava com seu filho em meio a um trigal (uma
plantação de trigo). Estavam a admirar as espigas. O pai falava ao filho que
aquele ano seria de safra cheia. E perguntou a seu filho:
- O que você acha deste trigo - bonito, não é?
O filho olhou e, mais adiante, encontrou um pé que lhe agradou. Estava
bonitinho, bem em pé! E disse ao Pai:
- Pai, este cacho eu gostei mais do que de todos os outros! A colheita seria
bonita se todos fossem assim!
Aí, o pai disse ao filho:

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- Aí é que você se engana, meu filho! Todos os cachos que se encontram
torcidos, estão assim porque deram muito de si, estão carregados, mas
este aqui, que está bonitinho, em pé, não tem grão dentro de si, está
chocho!
L2.: Jesus diz: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo,
caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito
fruto” (v.24).
L1.: Não há vida verdadeira sem esforço e sem entrega! Assim como existe
o trigal porque as sementes lançadas na terra passaram pela morte,
entregando a sua vida para que surgisse nova vida; assim também Cristo
doou-se, passou pela morte para nos oferecer vida, ressurreição e
salvação. A cruz é a marca registrada de Cristo.
L2.: E, como Cristo, nós cristãos precisamos romper a casca e doar-nos para
alguém ou para alguma causa de bem comum: seja na família, na escola, na
vida pública, na religião ou nas organizações populares. Sem doação não há
futuro e nem vida plena para a Igreja, família e sociedade!
L1.: A nossa vida também não é para se deixar enganar pelas belezas
aparentes! Assim como bonitos grãos, em qualquer canto ou ensacado e
empilhado, não saciam a fome de ninguém, assim também vidas
armazenadas para si mesmas não servem para nada e não alegram a
ninguém.
L2.: Ser cristão, ser um seguidor de Cristo, requer de nossa parte um
compromisso com o Senhor. Este compromisso é que vai dizer se temos
perdido as nossas vidas ou se as temos ganhado.
L1.: Cristo diz que podemos perder a vida. E perde a vida não só quem
entra pelos caminhos dos vícios (álcool, drogas...), ou aqueles que entram
pelo caminho do adultério e promiscuidade! Perde a vida toda pessoa que
não vive um compromisso com o Cristo que oferece salvação! E ganha vida
quem crê em Cristo e, a partir disso, não mede esforços em se doar! É
preciso sempre de novo nos lembrar que Jesus Cristo, o filho de Deus, não
veio para ser servido, mas veio para servir e dar sua vida para a salvação de
muitos (Mc 10.15).
L2.: Você está disposto e disponível? Então faça sua parte, pois o Senhor
diz: “Sê fiel até a morte e eu vou te dar a coroa da vida” (Ap 2.10c).

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L1.: E que a benção de Deus possa nos animar na doação de amor, justiça e
verdade. Amém!

9) Reflexão para aprofundamento do tema:


a) Ser discípulo significa perder a vida para ganhá-la. Na vida, uma
aparente perda representa um ganho. Boa saúde pressupõe alimentação
sadia, esporte, cuidado com a natureza. Decidir-se neste sentido
representa, num primeiro momento, um sentimento de perda muito forte,
pois teremos que afastar-nos de hábitos alimentares muito arraigados e
que dão bastante prazer momentâneo, embora, a médio e longo prazo,
nos prejudiquem (por exemplo: muito sal e temperos fortes, muitos doces
e gorduras).
b) Ser discípulo é mudar de atitude. O que antes considerávamos
ganho passa a ser considerado perda, e o que considerávamos perda é
ganho.
c) Negar-se a si mesmo significa exatamente isso: deixar coisas de
lado ou para trás, que, durante muito tempo, tinham um grande
significado para nós.
d) Negar-se a si mesmo tem por objetivo arrumar a vida para que
esta possa ser receptiva ao que Jesus quer e espera de nós.

10) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 426 – Ó meu Jesus.

11) Avisos

12) Oração Final:


D.: Pai Celestial, à tua bondade nos achegamos. Tu nos abençoaste com a
tua palavra neste encontro, nos fazendo refletir sobre a verdadeira vida
que Tu nos dás. Agradecemos pelo conselho que dela recebemos. Obrigado
pelo teu chamado, que é graça absoluta e imerecida. Curvamo-nos, porém,
também diante do teu juízo.
Tu tiras de nós toda a ilusão quanto à nossa própria pessoa e nos
chamas ao arrependimento. Ilumina-nos, ó Pai, para que possamos viver
diariamente o batismo. Para tanto, perdoa-nos sempre as nossas

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iniquidades e concede-nos viver segundo a tua santa vontade, debaixo da
tua graça. Dirige o nosso caminho quando sairmos daqui. Acompanha-nos
no regresso ao nosso lar. Protege os dias que estão por vir. Guarda-nos de
todo o mal. Ampara-nos em todas as necessidades. Ajuda-nos a amar a ti
acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Colocamos
diante de ti todas as pessoas que estão passando por momentos de
dificuldades. Lembramos os enfermos, enlutados, desprezados e
injustiçados. Sê tu, ó Deus, força e alento para todos nós. Os demais
pedidos do nosso coração trazemos à tua presença na oração que teu Filho
Jesus Cristo nos ensinou a orar e dizemos juntos: Pai Nosso...

13) Poema:
L1.: A vida vai dizendo
L2.: que é preciso viver
L1.: mesmo que a vida seja louca,
L2.: mesmo que o ar seja impuro,
L1.: mesmo que o andar seja inseguro,
L2.: mesmo que o Bom Dia seja mudo,
L1.: mesmo que o muro cubra tudo,
L2.: mesmo que tudo não valha à pena
L1.: Apenas por viver
L2.: é preciso viver
L1.: porque o viver morrendo
L2.: pode ser um morrer renascendo,
L1.: pode ser um ressurgir do nada,
L2.: no meio da estrada,
L1.: pode ser ressurreição.
L2.: Por que não?

14) Benção:
L1.: Em nossos corações e casas
C.: haja benção de Deus.
L2.: Em nosso ir e vir
C.: haja paz de Deus.

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L1.: Em nossa vida e em nosso crer
C.: haja o amor de Deus.
L2.: Em nosso final e novo começo
C.: se estendam os braços de Deus para nos receber e nos levar ao lar.
Todos: Amém!

15) Envio: Vão na paz do Senhor nosso Deus e tenham um tempo


abençoado de Quaresma. Amém!

→ Palavra de motivação e preparação para o próximo encontro: No


próximo encontro, o texto a ser refletido é de Marcos 10.35-45 – O pedido
de Tiago e João. Nesse encontro, vamos refletir sobre os discípulos de
Jesus, que estavam sendo preparados para dar continuidade ao que Jesus
estava ensinando. Tiago e João pensavam que podiam gozar de um lugar
de destaque, de honra, de favores e privilégios por serem discípulos de
Jesus, por terem uma tarefa importante. Diante dessa situação, já se
sentiram maiores, quando pediram para estarem em lugar de honra no
céu, junto a Jesus, um à sua direita, outro à sua esquerda. Leia o texto e
faça suas reflexões.

Pª Ivanda Keller Schreiber

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Quinta Semana da Quaresma

→ Material necessário para o encontro: Tijolos, tiras de papel, canetinha


ou pincel, fita durex, panos (lilás, roxo) e elementos litúrgicos (vela, cruz,
Bíblia,...) para montar o altar.

→ Encaminhamentos prévios: Montar o altar em local visível e deixar


próximo a ele os tijolos e o material para a dinâmica de aprofundamento
do tema. Se possível, providenciar um tijolo para cada participante ou, pelo
menos, para o maior número de pessoas que participa do encontro. Uma
alternativa ao tijolo de barro é a confecção dos tijolos com papel cartão.

1) Acolhida e saudação bíblica: Por causa da bondade de Deus para


comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a vocês que não se
achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com
humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo
conforme a fé que Deus lhe deu (Romanos 12.3).
Com estas palavras bíblicas acolhemos a todos nesta última
celebração do tempo da Quaresma. Celebramos com a convicção da fé de
que, em Cristo somos um e, nesta unidade, não há lugares de honra nem
privilégios. Sejam bem vindos! Sejam bem vindas! Celebremos em viva fé!

2) Invocação:
D. Celebramos em nome do Deus Triúno que se revela no mundo como Pai,
Filho e Espírito Santo.
C. Amém!
D. O Deus que veio redimir e salvar a humanidade que caiu em pecado é
Deus de vida e de esperança, de cuidado e proteção.
C. Este é o nosso Deus, em quem confiamos e ao qual agradecemos pelo
presente da vida nova em Cristo Jesus.
D. Deus já esteve entre o seu povo e permanece conosco por meio do
Espírito Santo. Cantemos juntos:

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3) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 252 – Vem, Espírito Santo.
♫ /: Vem, Espírito Santo, vem e atende o nosso chamado.
Nos ensina a ser teu povo na esperança libertado! :/

4) Oração:
D. Oremos: Amado Deus! Tua entrega pela humanidade em Cristo Jesus
revela o tamanho do teu amor e compaixão pela criação. Somos gratos por
também sermos alvos deste amor. Rogamos: faz de nós instrumentos de
amor e testemunhas deste amor, de maneira que os valores do teu
evangelho sejam conhecidos e vivenciados entre nós. Ajuda-nos a
compreender que somos todos servos teus, somos todas servas tuas,
chamados/as a nos olhar como iguais, a ceder nosso lugar ao outro e, em
humildade, servir com os dons que temos. Fica conosco neste momento e
fortalece em nós a chama da fé. Por Jesus Cristo. Amém!

5) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 405 – Agradecemos-te, Jesus.

6) Introdução à reflexão:
D. Conta uma história que um senhor idoso escutava o que 3 mulheres
falavam a respeito de seus filhos na beira de um poço de água. A primeira
comentou: - Meu filho é o mais ágil e rápido dos alunos da escola. Será um
grande atleta. Ganhará medalhas e muito dinheiro. A segunda disse: - Meu
filho tem a voz mais melodiosa de todos os alunos da sua escola. Será um
grande cantor. Ficará rico. A terceira mulher, sem fazer nenhum alarde,
humilde, apenas observou: - O meu filho não tem nada de especial!
Após a conversa, todas pegaram os baldes cheios de água e
voltaram para casa. Os três filhos vieram ao seu encontro. O primeiro
fazendo piruetas, o segundo cantando feito um sabiá. O terceiro pegou o
balde de sua mãe e carregou-o até em casa.
Uma das mães viu que o senhor idoso havia ouvido toda a conversa
a respeito dos seus filhos e lhe perguntou: - O que o Senhor achou dos
nossos filhos?
O homem reagiu dizendo: - Seus filhos? Eu só vi um filho! Aquele
que pegou o pesado balde da sua mãe e o levou para casa.

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A partir desta pequena história, vamos refletir os valores da fé cristã:
- O que nos engrandece?
- O que nos dá posição de destaque?
- De que maneira lidamos com a disputa por poder, a vanglória e a
autopromoção?

7) Leitura bíblica:  Marcos 10.35-45.

8) Canto: HPD, nº 54 – Cristo quero meditar.

9) Reflexão:
TODOS: “Entre vocês não pode ser assim”.
D. Somos todos filhos amados de Deus. Somos todas filhas amadas de
Deus. Por isso, entre nós não pode haver engrandecimento, troca de
favores, segundas intenções, disputa por poder e autopromoção. Na
comunidade de Jesus Cristo não há espaço para disputar quem tem mais
valor, quem sabe mais, quem é mais rico em dons. Entre os seguidores do
Cristo que deu a vida pela humanidade, cada pessoa deve pensar de si
mesma na medida certa e valorizar na outra pessoa os dons que tem.
Somos desafiados a reconhecer que o nosso valor e o valor da outra pessoa
é estabelecido pela graça de Deus, derramada igualmente sobre todos nós.
TODOS: “Entre vocês não pode ser assim”.
D. O poder e a ação de Deus é o que nos anima e motiva. Reconhecer a
nossa pequenez diante da grandeza de Deus ajuda para que não caiamos
na tentação de buscar lugares de destaque ou poder que nos façam
melhores que os outros. Ao reconhecer a grandeza e o poder de Deus,
somos motivados a louvar e agradecer, construir e edificar, promover vida
e fortalecer a esperança. Entre nós não pode haver disputa de lugares e
posições que separam ao invés de unir, que destroem ao invés de edificar.
TODOS: “Entre vocês não pode ser assim”.
D. Entre nós é preciso haver a consciência de que tudo o que somos e
fazemos vem da graça de Deus. Por isso, ninguém pode se gloriar de seus

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atos nem requerer privilégios para si. Se servimos, servimos com a força
que Deus dá, em resposta ao amor que nos foi presenteado.
TODOS: “Entre nós o critério do serviço é a graça de Deus”.
D. Entre nós é preciso haver cooperação ao invés de disputa, ajuda mútua
ao invés de egoísmo e autopromoção. A cruz, as dificuldades, as dores,
fazem parte do servir. Mas, como afirma o apóstolo Paulo, “Com a força
que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação” (Rm 4.13). Nisso
podemos crer e nos apegar. Desde o Batismo caminhamos a partir da
promessa “... eis que estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”
(Mt 28.20b). E o Deus conosco é aquele “... que amou o mundo tanto que
deu o seu único Filho, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha
a vida eterna” (João 3.16).
TODOS: “Entre nós, o critério do serviço é o amor, a exemplo do Deus que
nos amou primeiro”.

10) Atividade para aprofundamento do estudo:


Reconhecer a grandeza, a graça e o amor de Deus nos torna mais
semelhantes e capazes de edificar a Igreja de Jesus Cristo no mundo
marcado por tanta divisão, disputa de poder e desigualdade entre as
pessoas.
- Quais tijolos temos à nossa disposição para edificar sob o amor e a
graça de Deus?
- [Envolver as pessoas na nominação dos tijolos].
- [Nominados os tijolos com os dons, capacidades e valores cristãos
que auxiliam na edificação, pedir que o grupo transforme os tijolos
separados em um símbolo de edificação].

11) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 407 – Todos nós, contigo reunidos.

12) Avisos

13) Oração final:


D. Oremos: Somos teus, somos tuas, Senhor! Estamos ao teu serviço na
edificação de sinais do teu Reino aqui entre nós. Dá-nos sabedoria e

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discernimento para que entre nós haja união, cooperação, justiça e
promoção da vida. Abre nossos olhos para que possamos enxergar a
diferença da caminhada ao teu lado. Apazigua nosso coração quando
situações da vida nos abalarem. Dá-nos ouvidos atentos ao teu evangelho e
a todo aquele que precisa ser alimentado pela tua palavra. Alimenta-nos de
ti para que o teu amor transborde de nós por meio dos nossos atos,
palavras e pensamentos. Estende a tua poderosa mão sobre aqueles que
sofrem a dor do luto ou são acometidos por enfermidades. Abraça e
sustenta quem se sente sozinho e desnorteado num mundo com tantas
pessoas e informações. Alimenta nossa fé e faz-nos olhar para nosso
semelhante e para a tua criação como o reflexo vivo da tua face. Tudo o
mais que carregamos em nosso coração, confiamos nas tuas mãos quando
oramos juntos assim como Cristo nos ensinou: Pai Nosso...

14) Benção (de mãos dadas):


D. Que o Deus Criador, Deus da misericórdia, conceda a você, assim como
o fez com o filho pródigo, a alegria do retorno à casa.
C. Amém!
D. Que o Deus revelado no Cristo, que é exemplo de oração e de vida, te
guie e ilumine o seu caminho.
C. Que assim seja!
D. Que o Espírito de sabedoria e fortaleza te sustente na luta contra o mal,
para que possas celebrar, com Cristo, a vitória da vida sobre a morte na
manhã da Páscoa.
C. Assim nos abençoe o Deus Todo-Poderoso que se revela no mundo
como Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

15) Canto final: LC Soli Deo Gloria, nº 295 – O Senhor te abençoe.

16) Envio:
D. Sigam na paz de Deus e acompanhemos o caminho de Cristo pelo
calvário da cruz até a alegria da ressurreição!
C. Que o Senhor nos acompanhe para que demos graças a Deus!

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Pª Iraci Wutke

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Celebração Para o Domingo de Ramos

→ Preparação do ambiente: forrar o corredor de acesso ao local da


celebração com folhas verdes (como um tapete), onde as pessoas
passarão. Colocar uma música de fundo para a entrada (sugestão: HPD, nº
372 - Hosana hey, Hosana há).

1) Acolhida:
D.: O Domingo de Ramos recebe este nome porque neste domingo é feita
a memória litúrgica da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, (como
relatado nos evangelhos de Mateus 21.1-11; Marcos 11.1-11; Lucas 19.28-
40 e João 12.12-16). Hoje em dia, este domingo também é chamado de
“Domingo da Paixão”. O título “Domingo de Ramos” lembra que a
multidão estendeu folhas e ramos no caminho para Jesus passar. O título
“Domingo da Paixão” lembra o início da Semana Santa. Na celebração de
hoje relembramos a entrada de Jesus em Jerusalém. Assim, desejo as boas-
vindas a toda a comunidade reunida com as palavras do Salmo 118.26:
“Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!”. Que todos e todas se
sintam acolhidos e acolhidas nesta nossa celebração. Amém!

2) Hino: LC Soli Deo Gloria, nº 576 – Jesus, Pastor amado; ou 25 – Quando


o povo se reúne.

3) Invocação (em pé):


D.: Celebramos este culto de Domingo de Ramos com amor, em nome de
Deus Criador, em nome de Jesus Cristo Salvador, e em nome do Espírito
Santo, Santificador.
C.: Amém!
D.: O nosso socorro está em o nome do Senhor
C.: que fez o céu e a terra.

4) Confissão de pecados: (em pé)


D.: Confessemos os nossos pecados:

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D.: Senhor nosso Deus, criador do céu e da terra. Reconhecemos que
somos falhos pecadores e que necessitamos do teu perdão diariamente.
Perdoa-nos, pelas vezes em que não somos dignos do teu amor por nós.
Perdoa-nos pela nossa falta de fé em ti. O nosso amor é falho. O nosso
testemunho não tem vigor. A nossa vida pouco reflete do infinito amor que
tens demonstrado para conosco. Reconhecemos que muitas vezes a
comunhão entre nós deixa a desejar. Assim, Senhor, liberta-nos do pecado
e faça com que sejamos fiéis seguidores teus, não nos desviando da tua
vontade. Ouve-nos quando juntos clamamos, cantando: Tem Senhor,
piedade:
C.: ♫ Tem, Senhor, piedade. Tem, Senhor, piedade. Tem, Senhor,
piedade.

5) Absolvição:
D.: Deus ouve nossa confissão, nos acolhe e nos ergue quando
fraquejamos. Porque Deus, em sua bondade e misericórdia, amou o mundo
de tal maneira que deu seu único Filho, para que todo o que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16).
D.: Fortalecidos e redimidos do pecado e dispostos a uma nova vida,
cantemos: (LC Soli Deo Gloria, nº 101)
C: ♫ Bendirei o Senhor em todo o tempo
e em meus lábios seu louvor sempre estará.
A minh’alma no Senhor se gloriará, ouvirão os mansos e se alegrarão.
Engrandecei o Senhor comigo e exaltemos a uma o seu nome!
Busquei o Senhor que me escutou e de todos os temores me livrou.

6) Kyrie:
D.: Vivemos num mundo onde há pessoas que sofrem por diversos
motivos: porque são tratadas injustamente; porque sofrem violência,
opressão e discriminação; porque perdem seus entes queridos em
tragédias; porque sofrem em meio à pobreza e preconceito racial; porque
vivem dispersas no mundo e estão rodeadas pelo ódio e pela tristeza.
Lembremo-nos de todos os tipos de sofrimentos e clamemos pelas dores
do mundo, cantando:

- 35 -
C.: ♫ Pelas dores deste mundo ó Senhor, imploramos piedade.
A um só tempo geme a criação.
Teus ouvidos se inclinam ao clamor desta gente oprimida.
Apressa-te com tua salvação.
A tua paz, bendita e irmanada com a justiça,
Abrace o mundo inteiro. Tem compaixão.
O teu poder sustente o testemunho do teu povo.
Teu reino vem a nós. Kyrie eleison. (LC Soli Deo Gloria, nº 56)

7) Gloria in excelsis:
D.: Deus ouve o clamor do seu povo. Ele tem piedade das pessoas que
sofrem. Ele orienta através do seu Espírito e da sua palavra e se dá a nós
através da sua Ceia. Portanto, podemos cantar com alegria e gratidão:
C.: ♫ Glória, glória, glória a Deus nas alturas.
Glória, glória, paz entre nós, paz entre nós. (LC Soli Deo Gloria, nº 70)

8) Oração do dia:
D.: Oremos: Querido e amado Deus! As pessoas mais simples e humildes
de Jerusalém te receberam com ramos e com festa. Depois os líderes
judeus te coroaram com uma coroa de espinhos. Pela tua ressurreição,
tiraste o poder da morte. Tu esperas que divulguemos isto pelo mundo
com nossas palavras e ações. Por isso, te pedimos: concede fé e ilumina
nosso entendimento para que sejamos mensageiros da tua paz e da tua
bondade. Isto é o que te pedimos, por Jesus Cristo, nosso Senhor e
Salvador.
C.: Amém!

9) Hino: LC Soli Deo Gloria, nº 29 – Senhor, tu nos chamaste; ou 128 –


Salmo 118.

10) 1ª Leitura bíblica: 


D.: A palavra de Deus é comparada como a chuva que lava e como o fogo
que arrasa. A sua palavra não passa por nós sem deixar um sinal, pois ela

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nos orienta, transforma e sustenta nossa fé. Vamos ler o Salmo 118.1-2,
19-29 em forma responsiva: [H = homens M = mulheres]

H.: Agradeçam ao Deus Eterno porque ele é bom,


M.: e porque a sua misericórdia dura para sempre.
H.: Que o povo de Israel diga:
M.: “O seu amor dura para sempre.”
H.: Abram os portões do Templo para mim;
M.: eu entrarei e louvarei ao Deus Eterno!
H.: Este é o portão do Deus Eterno;
M.: somente as pessoas direitas podem entrar por ele.
H.: Ó Deus, eu te louvo porque me escutaste
M.: e me deste a vitória!
H.: A pedra que foi rejeitada pelos construtores,
M.: essa veio a ser a mais importante de todas.
H.: Isso foi feito pelo Deus Eterno
M.: e é uma coisa maravilhosa!
H.: Este é o dia da vitória do Deus Eterno;
M.: que seja para nós um dia de felicidade e alegria!
H.: Salva-nos, ó Deus; ele é a nossa luz.
M.: Dá-nos prosperidade, ó Deus!
H.: Bendito seja aquele que vem em nome do Deus Eterno!
M.: Daqui do Templo do Eterno, nós abençoamos todos vocês!
H.: O Eterno é Deus; ele é a nossa luz.
M.: Com ramos nas mãos, comecem a festa
H.: e andem em volta do altar.
M.: Tu és o meu Deus – eu te louvarei;
H.: tu és o meu Deus – eu anunciarei a tua grandeza.
M.: Agradeçam ao Deus Eterno porque ele é bom,
H.: e porque o seu amor dura para sempre.

D.: Aclamemos o evangelho de Jesus Cristo com alegria, porque Ele tem
feito conosco maravilhas. Cantemos ao Senhor:
C.: ♫ /: Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia. :/

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D.: Jesus respondeu aos discípulos: “É chegada a hora de ser glorificado o
Filho do Homem”. (João 12.23). Aleluia:

C.: ♫ /: Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia. :/


D.: O santo evangelho de Jesus Cristo conforme João 12.12-19... 

11) MENSAGEM: João 12.12-19.

L.1: Uma história que vem da Inglaterra nos conta que, numa certa tarde
chuvosa, uma mulher bateu à porta da casa de uma agricultora idosa. A
agricultora tratou com muita desconfiança aquela desconhecida que lhe
pedia emprestado um guarda-chuva. A visitante prometeu devolver o
guarda-chuva no dia seguinte.
A dona da casa respondeu: “Eu tenho dois guarda-chuvas, um bem novo.
Este eu não empresto de jeito nenhum. Não dá para confiar nos estranhos.
Eu lhe emprestarei o guarda-chuva velho. Ele está quebrado, mas serve
para quebrar seu galho”.
Na manhã seguinte, um funcionário do palácio real foi à casa daquela
agricultora e disse: “A Sua Majestade, a Rainha, manda devolver o guarda-
chuva, que a senhora emprestou para ela ontem à tarde e manda
expressar seus agradecimentos”.
A agricultora ficou envergonhada, pois não reconhecera a rainha e, além
disso, lhe emprestara um guarda-chuva quebrado.

L.2: O texto bíblico indicado para este Domingo de Ramos não fala de uma
rainha, mas de um rei que está diante de nossa porta. Diferente daquela
agricultora, nós sabemos quem é este rei que está chegando: Jesus Cristo.
O nosso Salvador! Porém, não basta saber quem ele é. É preciso conhecer
o motivo de sua visita, saber qual é o objetivo de sua vinda. Isto está claro
para nós?

O texto bíblico nos revela que, ao terminar sua missão na Galileia, Jesus
Cristo seguiu com seus discípulos para Jerusalém. Era véspera da Páscoa, a
grande festa anual do povo de Israel em comemoração à libertação da

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escravidão do Egito (Êxodo 12). Estima-se que se reuniam em torno de 100
mil pessoas nessa festa. Em Jerusalém estava o grande Templo de Deus, o
centro de toda a vida religiosa daquele povo. Além disso, a cidade também
era a capital do país, concentrando toda a atividade política, comercial e
cultural.

L.3: Ir para Jerusalém era uma atitude perigosa para Jesus, pois ali estavam
os opositores de Jesus, aqueles que planejavam tirar a sua vida. Ir para
Jerusalém era como “cutucar a onça com vara curta”. Os opositores
esperavam uma ocasião propícia para prender, julgar e executar Jesus.
Mas, Jesus não fugiu do desafio. Ele levou sua mensagem também para o
centro do poder e das tradições religiosas de seu povo.

L.4: É interessante observar que Jesus não entrou incógnito na cidade de


Jerusalém, como um visitante qualquer. Ele organizou uma espécie de
procissão. Mandou dois discípulos arranjarem um jumento para servir de
montaria. Isso nos remete à passagem bíblica de Zacarias 9.9, que anuncia
a vinda do Messias. Dessa forma, Jesus anunciou à cidade de Jerusalém
quem ele era e para que ele veio.

O povo se entusiasmou. Finalmente o curso da história iria mudar. Estava


se concretizando a profecia do Antigo Testamento. O Messias iria intervir
com braço forte e pôr fim à ocupação estrangeira e à exploração
econômica. O que existe de ruim neste mundo iria desaparecer.

L.5: Ainda hoje, sonhamos com um mundo diferente daquele que aí está:
as crises financeiras, ambientais, políticas; as injustiças sociais; a corrupção
da classe influente; os escândalos dos políticos; o fantasma do
desemprego; a fome; a violência; o crime organizado; enfim, tudo o que
nos angustia seria coisa do passado. Seria tão bom se esse sonho de um
mundo novo se realizasse logo!

Vivendo essa expectativa, o povo aclamou Jesus, em consonância com o


Salmo 118.25-26: “Hosana (por favor, ajuda!), bendito aquele que vem em

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nome do Senhor!” O povo depositou em Jesus a esperança de que ele fosse
operar uma radical transformação. O povo pensou na restauração do
glorioso reino de Davi, num recomeço em liberdade e bem-estar.
No entanto, a entrada de Jesus em Jerusalém chama atenção pela
humildade. Ele chega a Jerusalém como rei, mas não um rei como outro
qualquer. Ele é um rei humilde. Ele não vem montado num cavalo de raça,
como se espera de um governante poderoso. Ele não vem acompanhado
de um exército poderoso nem de ministros e guarda-costas. Jesus vem
montado num jumento, um animal de carga e, além de tudo, emprestado.

L.1: Ao montar num jumento, Jesus mostra que tipo de rei ele é: aquele
que governa sem violência. Ele vem como mensageiro da paz. O jumento
não é animal de batalha, mas é animal de carga, de serviço. Assim, Jesus
revela que vem como aquele que serve, como aquele que carrega sobre si
a nossa culpa e pecado. Ele dá acolhida aos pobres, aos doentes, aos
pecadores. Ele vem para aliviar-lhes o fardo e ofertar-lhes alívio e
descanso.

O Jesus que entra em Jerusalém como rei é parecido com o menino Jesus
que nasceu em Belém. Faz parte das duas histórias a humildade e a
pobreza, o jumento, as pessoas simples e a esperança de um rei que traz a
paz.

Assim, o caminho de Jesus é uma opção clara: estar ao lado dos doentes,
dos esquecidos, dos deprimidos, dos enlutados, dos desprezados. Com sua
vida, Jesus revela a lei do amor ao próximo.

L.2: Nesse sentido, o Domingo de Ramos nos aponta para as necessidades


e ansiedades das pessoas sofridas de hoje. Ao acolhermos Jesus como
mensageiro da paz, tornamo-nos testemunhas do acolhimento em vez do
moralismo; do perdão em vez do julgamento; da inclusão em vez da
exclusão; da paz que implica uma nova relação de partilha e comunhão
entre as pessoas em vez da violência.

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L.3: Na ocasião da entrada de Jesus em Jerusalém, muitas pessoas que o
aclamaram como Salvador se frustraram e, na Sexta-Feira da Paixão,
gritaram: “Crucifica-o!” Ficaram frustrados porque pensavam que Jesus
veio apenas substituir um governo corrupto por outro um pouco mais
justo. Porém, Jesus rejeitou o poder político. Ele veio para mudar a
convivência humana. Ele quer humildade em lugar da exibição de glória e
de poder. Ele quer misericórdia em lugar da brutalidade. Ele quer que um
novo espírito tome conta das pessoas e instale a verdadeira paz na terra.
Ele vem para salvar. É assim que nós o reconhecemos e recebemos? Que
Deus nos ajude a também sermos mensageiros de paz neste mundo.
Amém! (Geraldo Graf- baseado em prédicas de: Borchardt, Joaninho;
Brakemeier, Gottfried; Streich, Andréas).

12) Confissão de fé:


D.: Na comunhão com as pessoas que crêem no trino Deus, confessemos
nossa fé com as palavras do Credo Apostólico.
C.: Creio em Deus Pai, todo-poderoso...

13) Hino: LC Soli Deo Gloria, nº 627 – Por tua mão me guia; ou 609 –
Palavra não foi feita para dividir ninguém.

14) Avisos comunitários:


- Ofertas (se na celebração forem recolhidas ofertas, a sugestão é fazer o
recolhimento fazendo a volta ao redor do altar, caminhando sobre as
folhas, baseado no Salmo 118.27, que diz: “O Eterno é Deus; ele é a nossa
luz. Com ramos nas mãos, comecem a festa e andem em volta do altar.”).

D.: O que Deus fez e faz por nós anima para atos de solidariedade.
Podemos expressar a solidariedade por meio das ofertas em dinheiro. Com
elas ofertamos parte do fruto do nosso trabalho para o serviço na seara do
Senhor. As ofertas desta celebração destinam-se para... (indicar a
destinação).

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D.: Durante o momento em que as ofertas são levadas ao altar, cantemos:
(LC Soli Deo Gloria, nº 472 – Graças, Senhor, eu rendo muitas graças; ou
HPD, nº 419 – Eu quero a nuvem na encosta da serra).

15) Oração final:


L1.: Misericordioso Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Graças te
damos porque enviaste ao mundo o teu Filho Jesus Cristo, que caminhou
com as pessoas simples e mostrou o caminho da humildade.
C.: ♫ Graças, Senhor! Graças, Senhor! Por tua bondade, teu poder, teu
amor! Graças, Senhor! (LC Soli Deo Gloria, nº 202)
D.: Deixa-nos peregrinar contigo nesta Semana Santa e recolhe-nos quando
estivermos dispersos em meio às preocupações deste mundo. Oremos ao
Senhor!
C.: ♫ /: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica. :/ (LC Soli Deo Gloria,
nº 196).
L2.: Intercedemos pelas autoridades que governam o país, para que
possam ser fiéis no seu trabalho e tenham compromisso diante das
pessoas que os elegeram para administrar; que tragam bons resultados,
em benefício do bem comum. Oremos ao Senhor!
C.: ♫ /: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica. :/
L3.: Intercedemos por todas as pessoas que se dedicam com alegria no
trabalho da Igreja: pelos ministros e ministras, pelo presbitério da
comunidade, pelo grupo da OASE/Mulheres, pelas lideranças jovens, pelo
trabalho com as crianças. Derrama a tua benção e concede bom ânimo.
Oremos ao Senhor!
C.: ♫ /: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica. :/
L4.: Intercedemos pelas pessoas desesperadas, que necessitam de
trabalho, que estão carentes de carinho e atenção. Cuida dos doentes,
aliviando-lhes a dor e sofrimento. Cuida dos entristecidos, devolvendo-lhes
a alegria. Oremos ao Senhor!
C.: ♫ /: Ouve nossa oração e atende a nossa súplica. :/
L1.: Ouve, Senhor, o clamor que está guardado lá no silêncio do nosso
pensamento e do nosso coração, quando oramos a oração que tu nos
ensinaste:

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C.: Pai Nosso que estás nos céus...

16) Benção:
D.: Que Deus vos abençoe e vos proteja; que Deus guarde o vosso
caminhar; que o Senhor vos olhe com amor e mostre sua bondade; que
esteja ao vosso lado sempre, de noite e de dia; que vos olhe com amor e
vos conceda a paz para viver a vida em plenitude e liberdade.

17) Envio:
D.: Ide em paz e sirvam ao Senhor com alegria.
C.: Demos graças a Deus!

18) Hino final: HPD, nº 378 – Abençoe-vos o Deus.

P. Joaninho Borchardt

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Celebração do Tríduo Pascal

TRÍDUO PASCAL
Quinta-Feira da Paixão de Cristo
Culto da comunhão

→ Material necessário para a celebração: cadeiras, bacias com água e


toalhas (pelo menos 12), música instrumental, elementos do altar e da
Santa Ceia.

→ Encaminhamentos prévios: Montar uma equipe de apoio para realizar o


lava-pés e ajudar na distribuição da Santa Ceia.

LITURGIA DE ABERTURA

1) Acolhida:
D.: Boa Noite a todos e a todas! Saudamos, em especial, às pessoas que
nos visitam. Vocês são bem-vindos em nosso meio. Esta é uma noite
especial no calendário do ano litúrgico. Com a Quinta-Feira Santa,
iniciamos a celebração do Tríduo Pascal, um culto que se estende por três
dias, iniciando na Quinta feira e só se completando na manhã do Domingo
da Páscoa. Por isso, nós não encerraremos o culto desta noite com benção
e envio. Ao celebrarmos o Tríduo Pascal, nós celebramos toda a história da
salvação.
Hoje a celebração recorda a entrega de Jesus por nós através do
gesto do lava-pés e da última refeição de Jesus com os discípulos.

→ Pausa com música instrumental de fundo.

D.: As últimas horas da vida de Jesus, antes da sua entrega na cruz, foram
de intensa convivência com o grupo de discípulos. É com este grupo que
acontece o lava-pés e a instituição da Santa Ceia. Nesta noite, nós, que
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estamos aqui para recordar este momento tão significativo da vida do filho
de Deus, somos os seus discípulos e as suas discípulas. E estamos aqui para
sermos servidos pelo nosso Mestre e Salvador. Reconhecemos o quanto
temos nos desviado do projeto divino do amor de Deus. No entanto, Cristo
nos proporciona uma retomada de direção: a opção por lutar contra o mal
e em favor do projeto de amor iniciado por Deus, a decisão de voltar a
caminhar como comunidade solidária e dar testemunhos concretos e
transformadores diante do consumismo, do egoísmo e do individualismo.
Deus renova em nós a decisão de viver como comunidade de Jesus Cristo,
que se caracteriza por ser uma comunidade que ama e que serve.

→ Pausa com música instrumental de fundo.

2) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 159 – Meu mandamento é este.

3) Invocação trinitária:
D.: Nos reunimos e celebramos em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo.
C.: Amém!

4) Confissão de pecados:
D.: Ser discípulo e discípula de Jesus não significa ser uma categoria
especial de pessoas. Como discípulos e discípulas, nós incorremos no erro e
no pecado. Por isso, convido vocês a colocarem-se diante de Deus e
confessarem os pecados. Tomemos um tempo de silêncio para refletir
sobre nossa vida e nossos erros.
D.: (Reflete em silêncio). Invoquemos a Deus o seu perdão, cantando:
C.: ♫ /: Perdão, Senhor, perdão! :/ (LC Soli Deo Gloria, nº 35)

D.: Querido Deus, confessamos que, muitas vezes, estivemos ocupados


com nossos problemas comunitários internos, investindo energia e
esforços apenas para dentro de um pequeno círculo, e não nos engajamos
no serviço de amor e de entrega a ti e aos que necessitam de nós. Muitas
vezes, perdemos nosso sono e nossa disposição com coisas que

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reconhecemos serem secundárias, e falhamos no testemunho que
devemos ao mundo; testemunho de amor, de unidade e de solidariedade.
Por isso, ó Deus, a ti pedimos perdão.

C.: ♫ /: Perdão, Senhor, perdão! :/

D.: Misericordioso Deus:


C.: Confessamos que estamos escravizados pelo pecado e não podemos
libertar-nos por nós mesmos. Falhamos em pensamentos, palavras e
atitudes, pelo que fizemos ou deixamos de fazer. Não temos amado de
todo o coração; não temos feito o bem quando este esteve ao nosso
alcance. Temos nos empenhado por coisas secundárias em detrimento do
que é prioritário. Estamos arrependidos. Por amor de teu Filho Jesus
Cristo, tem compaixão de nós. Perdoa-nos, renova-nos, torna-nos
sensíveis para nosso próximo, dirige-nos para que andemos nos teus
caminhos, para a glória de teu santo nome. Amém!

5) Absolvição:
D.: Pela misericórdia de Deus, Jesus Cristo foi dado para morrer por nós e,
por mérito do próprio Cristo, Deus perdoa todos os nossos pecados. E a
vocês que verdadeiramente estão arrependidos eu declaro: os seus
pecados estão perdoados: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
(†).
C.: Amém!

6) Gesto da paz:
D.: Como pessoas reconciliadas em Cristo, busquemos viver a reconciliação
entre nós. Convido para que expressemos, com o gesto da paz, o desejo de
que a paz de Cristo aconteça também aqui e a partir daqui. Vamos desejar
esta paz uns aos outros com um abraço ou aperto de mão.

→ Enquanto as pessoas desejam o gesto da paz umas às outras, deixar


tocando uma música instrumental.

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7) Oração do dia:
D.: Oremos: Santo Deus, fonte de todo amor. Na noite em que Jesus foi
traído, ele deu a seus discípulos um novo mandamento: “Amai-vos uns aos
outros assim como eu vos amei”. Dá, Senhor, que a tua palavra, que agora
vamos ouvir, nos ajude a compreender este mandamento como princípio
de vida e que o alimento que vamos receber na Ceia seja a presença viva
do teu amor que nos une e nos fortalece. Por Teu Filho, Jesus Cristo, que,
contigo e com o Espírito Santo, vive e reina, de eternidade a eternidade.
C.: Amém!

8) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 155 – Deus é meu amparo.

LITURGIA DA PALAVRA E RITO DO LAVA-PÉS

9) Leitura do Salmo 116: 


D.: Convido a comunidade a ler, de forma responsiva, o salmo 116.1-2, 12-
19. O nº 1 será lido por quem está à direita do celebrante e nº 2 será lido
por quem está à sua esquerda.

1. Eu amo a Deus, o Senhor, porque ele me ouve; ele escuta as minhas


orações.
2. Ele me ouve sempre que eu clamo pedindo socorro.
1. Que posso eu oferecer a Deus, o Senhor, por tudo de bom que ele me
tem dado?
2. Levarei ao Senhor uma oferta de vinho para lhe dar graças porque ele
me salvou.
1. Na reunião de todo o seu povo eu lhe darei o que lhe prometi.
2. O Senhor Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fieis a Ele.
1. Ó Senhor, eu sou teu servo; eu te sirvo como te servia a minha mãe. Tu
me livraste da morte.
2. Eu te darei uma oferta de gratidão e a ti farei as minhas orações.
1. Na reunião de todo o teu povo, nos pátios do teu Templo, em Jerusalém,
eu te darei o que te prometi.
2. Aleluia!

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10) Leitura da epístola:  1ª Coríntios 11.23-26.

11) Leitura do evangelho: 


D.: Ouçamos, de pé, o santo evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo,
conforme o evangelista João 13.1-17, 31b-35.

D.: (ao final da leitura)... Palavra do Senhor!


C.: ♫ Louvado sejas, Cristo! (LC Soli Deo Gloria, nº 184)

12) Lava-pés:
D.: Jesus lavou os pés dos discípulos antes da sua última ceia com eles.
Lavar os pés é um gesto de humildade e de extrema ternura. Mestre e
Senhor, companheiro e servo, mãos generosas e a certeza de um gesto que
rompe barreiras, inverte papéis, aponta para novas relações.
O lava-pés é a expressão da autodoação de Jesus, a qual acontece
durante toda a sua atuação e se concretiza de forma radical na entrega da
sua vida na cruz. Ter comunhão com este Jesus, ser seu discípulo, ser sua
discípula, é compartilhar dessa sua maneira de ser, é adotar para a própria
vida o princípio do amor que entrega a si mesmo no serviço. Mas, sabemos
que o serviço de amor leva a caminhos não muito fáceis de trilhar. O
grande consolo, porém, para quem assume trilhar por esse caminho, é
saber que o próprio Jesus o espera, a qualquer momento e em qualquer
lugar, para lavar seus pés e convida para sentar-se com ele à mesa.
Venham! É Jesus, através das nossas mãos, que quer lavar os seus
pés e lhe servir em sua mesa.
O lava-pés, que agora vai acontecer entre nós, é aberto. Primeiro
os/as oficiantes lavam os pés de 12 pessoas (previamente escolhidas). Em
seguida, estas vão lavar os pés das pessoas, da comunidade, que o
quiserem. O lava-pés será oferecido em cada grupo. Mas, cada qual
participa do seu jeito. Deixando-se lavar os pés, ou simplesmente
acompanhando o lava-pés do outro. Ninguém precisa se sentir
constrangido a lavar os pés. Fiquem à vontade!

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→ Enquanto os pés dos doze são lavados, a comunidade ou grupo de
música canta o lava pés. Ao final do canto, deixar tocar música
instrumental até o final do ritual.

13) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 422 – Lava pés.

14) Oração de intercessão:


D.: Oremos: Querido Deus, nós te agradecemos porque tu nos reúnes e nos
serves com o teu amor. Por causa do teu grande amor, nós nos dirigimos a
ti para interceder por nosso mundo, por nosso país, pela Igreja e pelas
pessoas que sofrem. Faze, ó Deus, com que as pessoas do mundo inteiro se
unam em busca de mais paz para a terra, paz entre as pessoas, entre as
nações, entre os que governam, entre as igrejas e as religiões, entre nós e a
natureza. Pedimos que inspires as pessoas que governam com o exemplo
do serviço de amor do teu Filho, para que haja mais justiça e equidade no
mundo. Dá que a tua Igreja seja a portadora da missão que tu realizaste no
mundo por meio do teu Filho.
Olha para as pessoas que, nesta noite, sofrem angústia pela perda
de entes queridos ou que sofrem por doença. Inclina-te por aquelas que
estão desesperançadas por falta de trabalho ou estão sem rumo na vida;
por aquelas que não têm onde reclinar a cabeça, que passam fome, que se
entregam às drogas, que se prostituem por um pedaço de pão. Ó Deus, só
tu, como aquele que não abandonou o Filho na morte, podes nos ajudar e
trazer consolo e novo ânimo para os que sofrem. Por isso, escuta, ó Deus, a
nossa oração. Amém!

LITURGIA DA SANTA CEIA

→ Ao final das intercessões, aquele que preside coloca-se atrás da mesa do


altar. Os elementos da Ceia já se encontram ali. O celebrante descobre os
elementos e enche o cálice com o fruto da videira. Segue a Liturgia da
Santa Ceia.

15) Recolhimento das ofertas:


- 49 -
D.: Convido esta comunidade a expressar, através da oferta, o seu
compromisso de amor e solidariedade. Conforme o plano de ofertas da
IECLB, a oferta do culto de hoje é em âmbito nacional e será destinada para
auxílio na formação teológica. Que Deus abençoe as ofertas e o bom
destino que a elas será dado. Enquanto as ofertas são recolhidas,
cantemos:

16) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 272 – Nosso Pai nos põe a mesa.

17) Oração eucarística:


D.: Em preparação para a comunhão na Ceia do Senhor, oremos:

18) Ofertório:
C.: Nós te agradecemos, ó Deus, pelo pão e pelo fruto da videira, que nos
servem como alimento diário e bebida agradável. Dá que este pão e este
fruto da videira, preparados por mãos humanas, sejam para nós alimento e
bebida da salvação, oferecidos por ti em favor de nós. Dá também que
estas ofertas, fruto do nosso trabalho, abençoado por ti, sejam usadas em
favor do nosso próximo, através do trabalho de formação teológica na
IECLB. Louvado sejas, ó Deus, eternamente!

19) Prefácio:
D.: Graças, a ti, Deus eterno e todo-amoroso, por Jesus Cristo, nosso
Senhor. Pois ele, poucas horas antes de sofrer a violência e a crueldade da
morte de cruz, proporcionou um encontro de intensa comunhão com sua
comunidade de discípulos, deixando expresso que o serviço de amor rege
as comunidades que se identificam com o seu nome. Por isso, com toda a
tua Igreja e os coros celestiais, louvamos e adoramos teu glorioso nome,
cantando o sempiterno hino:

20) Sanctus: LC Soli Deo Gloria, nº 242 – Santo, santo, santo.

21) Anamnese:

- 50 -
D.: Graças te damos, Senhor, pela dádiva de Teu Filho, Jesus Cristo, que,
sendo Deus, não exigiu para si o direito de ser divino; antes, a si mesmo se
esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de ser
humano. Graças te damos por este teu Filho, que se dedicou e empenhou-
se em favor das pessoas excluídas, questionando a estrutura de dominação
existente.
C.: Graças te damos porque o teu Filho, mesmo no sofrimento, foi
obediente por amor. Amor esse que o levou à morte na cruz. Mas, graças a
ti, ó Deus, que não o abandonaste na morte, mas ele ressuscitou e subiu ao
céu para estar à tua direita, de onde virá outra vez em glória.

22) Narrativa da instituição:


D.: Por tudo o que tu fizeste por nós, te bendizemos e te agradecemos. E,
por isso, lembramos, em especial nesta Quinta-Feira Santa, o que
aconteceu na última noite, antes da entrega do teu Filho na cruz.
Ele, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o
partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em
memória de mim (breve pausa). Por semelhante modo, depois de haver
ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no
meu sangue; fazei isto todas as vezes que o beberdes em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice,
anunciais a morte do Senhor até que ele venha.

23) Epiclese:
D.: Envia-nos, Senhor, o teu Santo Espírito, o Espírito do Cristo ressurreto,
para que, partilhando o pão da vida e o cálice da salvação, nos tornemos,
em Cristo, um só corpo que anuncia a tua morte e a tua ressurreição.

24) Canto:
C.: ♫ /: Vem, Espírito Santo, vem e atende o nosso chamado; Nos ensina
a ser teu povo na esperança libertado. :/ (LC Soli Deo Gloria, nº 252).

D.: Lembra-te, ó Deus, de todas as pessoas que nos antecederam na fé e


que levaram até as últimas consequências o seguimento a ti. Guia-nos,

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pois, à festa da alegria, preparada para todo o teu povo, em tua presença,
a qual esperamos com alegria e fé.

25) Doxologia:
C.: Por Cristo, com Cristo e em Cristo, seja a ti, Pai Todo-Poderoso, na
unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e sempre.
Amém!

26) Pai-Nosso:
D.: A uma só voz, oremos como Cristo nos ensinou: Pai Nosso...

27) Fração
D.: (Elevando o cálice) O cálice, pelo qual damos graças, é a comunhão no
sangue de Cristo; (elevando o pão) o pão, que repartimos, é a comunhão
no corpo de Cristo.

28) Canto:
C.: Nós, embora muitos, somos um só corpo. (LC Soli Deo Gloria, nº 265).

29) Agnus Dei:


D.: Eis o cordeiro de Deus que dá a sua vida por nós e tira o pecado do
mundo.
C.: ♫ /: Ó Jesus, Cordeiro, tiras o pecado e o mal; tem piedade. :/ Ó Jesus,
Cordeiro, tiras o pecado e o mal; tua paz concede! Amém. (LC Soli Deo
Gloria, nº 266).

30) Comunhão:
D.: Venham, venham todos e todas, pois tudo já está preparado!

→ A forma de distribuição fica a critério de cada comunidade. Durante a


distribuição da Ceia, a comunidade participa cantando.

- 52 -
31) Oração pós-comunhão:
D.: Graças te damos, bondoso Senhor, que nos restauraste através desta
comunhão. Que essa Ceia nos renove para a atitude de solidariedade e
para o serviço de amor. Por Cristo, que nos proporcionou o exemplo maior
do amor incondicional.
C.: Amém!

LITURGIA DE DESPEDIDA

32) Convite para a continuação do Tríduo Pascal


D.: Convidamos para a continuação deste culto, amanhã às ______ horas,
neste mesmo local.

33) Desnudamento do altar:


D.: Após a última ceia com sua comunidade de discípulos, Jesus foi preso
pela guarda romana, foi interrogado, açoitado e despido. E assim, com o
mínimo de vestes, foi pregado na cruz. Como sinal desse despojamento
que Cristo sofreu, vamos agora retirar todos os paramentos e ornamentos
da mesa do altar. A mesa permanecerá assim até o culto em que
celebraremos a ressurreição de Jesus. Enquanto o altar é desnudado,
convido a ler em responsório as palavras do Salmo 22 e a refletir sobre as
mesmas. Após a leitura, sairemos em silêncio.

34) Leitura do Salmo 22.1-11,16-19 (adaptado):


D.: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
C.: Apesar de meus gritos, minha prece não te alcança.
D.: Deus meu, clamo de dia, e não me respondes;
C.: Também de noite, porém, não tenho sossego.
D.: E tu habitas no santuário,
C.: onde Israel te louva!
D.: Nossos antepassados confiaram em ti;
C.: confiaram, e tu os livraste.
D.: A ti clamaram, e ficaram livres;
C.: confiaram em ti e não se desapontaram.

- 53 -
D.: Quanto a mim, eu sou verme, e não homem;
C.: riso de todos e desprezado do povo.
D.: Todos os que me veem zombam de mim;
C.: abrem a boca e balançam a cabeça:
D.: “Ele confiou no Senhor! Pois que Ele o salve,
C.: que o liberte, se é que o ama de fato!”
D.: Contudo, tu és quem me fizeste nascer;
C.: e me preservaste, estando eu ainda no seio de minha mãe.
D.: A ti me entreguei desde o meu nascimento;
C.: desde o ventre de minha mãe tu és o meu Deus.
D.: Não fiques longe de mim,
C.: porque a angústia está próxima e não há ninguém para me socorrer.
D.: Cães me cercam e um bando de malfeitores me rodeia;
C.: traspassaram-me as mãos e os pés.
D.: Posso contar todos os meus ossos;
C.: eles estão me olhando e me encarando.
D.: Repartem entre si as minhas vestes,
C.: e sorteiam a minha túnica.
D.: Tu, porém, Senhor, não te afastes de mim;
C.: força minha, vem socorrer-me depressa!

→ Após a leitura e o desnudamento do altar, as luzes da igreja podem ser


diminuídas para o mínimo, até que todas as pessoas consigam sair em
segurança. A comunidade se retira em silêncio. Não há a benção, nem o
envio, nem o toque dos sinos, nem se cumprimenta as pessoas na saída.

- 54 -
TRÍDUO PASCAL
Sexta-Feira da Paixão de Cristo
Culto das trevas

→ Material necessário para o encontro: cruz, pano preto, antepêndio


preto, candelabro com 7 velas, velas menores, roupa preta para os
celebrantes, aparelho de CD, vaso sonoro ou pequeno sino.

→ Encaminhamentos prévios: preparar o ambiente deixando a igreja com


um mínimo de iluminação. Deixar tocando um fundo musical. Preparar o
altar apenas com antepêndio preto e o candelabro/menorá com 7 velas.
Colocar velas em lugares estratégicos do espaço litúrgico (estante de
leitura, em alguns bancos/cadeiras para iluminarem o ambiente).
Providenciar CD com músicas meditativas. Deixar a cruz coberta pelo pano
preto na porta de entrada da igreja. Neste culto não são tocados os sinos
nem o prelúdio.

LITURGIA DE ABERTURA

1) Acolhida:
D.: Somos acolhidos e acolhidas neste momento de celebração com as
palavras bíblicas do evangelista Lucas 23.43: “e Jesus respondeu: eu afirmo
a vocês que isto é verdade: Hoje você estará comigo no paraíso”.
Enquanto muitos choram, Jesus aponta para o paraíso de Deus,
para a felicidade eterna. Por toda a vida, e até o momento da morte, Jesus
se empenhou em preparar seus seguidores para que compreendessem que
há um lugar para eles no paraíso.
Neste momento de culto, na Sexta-feira Santa, damos continuidade
ao Tríduo Pascal, que se iniciou ontem. É um momento meditativo que nos
leva a refletir o abandono, o sofrimento e a dor da morte de Cristo em
nosso favor. No entanto, sem deixar apagar em nós todos os ensinamentos
de Cristo, bem como a esperança da ressurreição e da vida eterna, pela
qual Jesus provou o cálice amargo e sentiu a dor do Calvário.

- 55 -
Como o Tríduo Pascal é um conjunto celebrativo, a invocação do
culto foi feita ontem. A benção e o envio serão feitos na manhã da Páscoa.

2) Oração Inicial:
D.: Querido e Amado Deus, Tu vens ao nosso encontro em Cristo Jesus e
queres nos reconciliar contigo. Ajuda-nos a perceber este amor e a sermos
gratos por ele. A dor do Calvário e a morte na cruz revelam tua esperança
na remissão do ser humano que caiu em pecado. É um gesto de amor que
está além da compreensão humana, mas pelo qual somos gratos. Ajuda-
nos a transformar tamanho amor em vivências de amor ali onde
estivermos. Por Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que vive e reina
contigo e com o Espírito Santo, hoje e sempre.
C.: Amém!

3) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 266 – Ó Jesus Cordeiro.


♫ /: Ó Jesus, Cordeiro, tiras o pecado e o mal; tem piedade. :/
Ó Jesus, Cordeiro, tiras o pecado e o mal; tua paz concede! Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

4) Leitura Bíblica:  Isaías 52.13-53.12.

→ Após a leitura, apaga-se a primeira vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

5) Leitura Bíblica:  Oséias 6.1-6.

→ Após a leitura, apaga-se a segunda vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.
- 56 -
6) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 424 – Ó Jesus Teu Sofrimento.

7) Encenação bíblica:  Mateus 26.36-46 e João 18.3-11.

8) Leitura Bíblica:  João 18.12-18.

→ Após a leitura, apaga-se a terceira vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

9) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 425 – Ó fronte ensanguentada.

10) Leitura Bíblica:  João 18.19-27.

→ Após a leitura, apaga-se a quarta vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

11) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 426 – Ó, meu Jesus, que mal Tu cometeste
– estr. 1-4.

12) Leitura Bíblica:  João 18.28-40.

13) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 426 – Ó, meu Jesus, que mal Tu cometeste
– estr. 5-8.

14) Leitura Bíblica:  João 19.1-16.

15) Canto: HPD – nº 50 – Nossos corações pertencem.

- 57 -
16) Leitura Bíblica:  João 19.17-27.

→ Após a leitura, apaga-se a quinta vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

17) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 408 – Um desejo ardente em mim existe.

18) Leitura Bíblica:  João 19.28-37.

→ A comunidade é convidada a ficar de pé durante esta leitura bíblica. Ao


final, convida-se a comunidade a sentar novamente.
→ Após a leitura, apaga-se a sexta vela do candelabro/menorá.
→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

19) Leitura Bíblica:  João 19.38-42.

→ Após a leitura, apaga-se a sexta vela do candelabro/menorá.


→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino. Durante o
tempo de silêncio, a comunidade faz sua oração individual. Depois de um
pequeno tempo de silêncio, toca-se novamente o vaso/sino.

20) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 405 – Agradecemos-te, Jesus.

21) Oração de intercessão:


D.: Irmãs e irmãos! Como comunidade cristã reunida, temos a tarefa
especial de orar pelas necessidades da Igreja cristã e da humanidade, alvos
do amor de Jesus, que lhe custou a própria vida. Não queremos orar por
nós mesmos, mas pelo Corpo de Cristo no mundo inteiro. Para isso,
- 58 -
faremos uma Litania diaconal: eu apresento o motivo de oração e segue
um momento de silêncio, no qual cada pessoa eleva a Deus orações a
respeito daquele assunto. Após o momento de silêncio, Farei uma oração
em voz alta, encerrando aquele tema. Aqueles que puderem, coloquem-se
de pé. Oremos:
D.: Oremos pela Igreja de Cristo em todo o mundo, para que possa
desenvolver-se, levando consigo a mensagem da cruz de Cristo.
C.: (intercede em silêncio)
D.: Eterno Deus, Tu tens te revelado aos povos e o teu Evangelho, pregado
em palavras e em ações, tem edificado comunidades por todo nosso vasto
mundo. Guia e completa a tua obra, Senhor. Ajuda a tua Igreja a
permanecer fiel e a proclamar a tua salvação em discurso e em obras de
misericórdia. Por Jesus Cristo, nosso Senhor.
C.: Amém!
D.: Oremos pelas comunidades cristãs locais e suas lideranças, para que
elas se mantenham firmes.
C.: (intercede em silêncio)
D.: Amado Senhor, Tu guias a tua Igreja e conduzes o teu povo. Anima,
fortalece e apoia as diferentes lideranças que há nas comunidades cristãs.
Mantém sua saúde, sua prontidão para o serviço na tua seara e ajuda-as a
manterem-se fiéis ao seu chamado de te servir. Anima e fortalece todo o
movimento ecumênico, que tem construído pontes entre as diferentes
tradições cristãs, para que, pela unidade dos que crêem, outros cheguem a
conhecer-te e reconhecer-te. Por Jesus Cristo, nosso guia e amigo.
C.: Amém!
D.: Oremos pelas pessoas que estão em situação de sofrimento e que não
veem mais esperança na vida.
C.: (intercede em silêncio)
D.: Bondoso Senhor, Teu Filho intercedeu por nós pedindo para que todos
sejam um. Pedimos que olhes com tal amor para cada pessoa que sofre
neste mundo, para que possam crescer na unidade, servir-se mutuamente
com seus dons e edificar comunidade. Ajuda-os em suas limitações, em
seus tropeços, em seus isolamentos. Inspire-os para a vivência do amor

- 59 -
fraterno, o qual será testemunho para todas as pessoas. Por Jesus Cristo,
nosso Sumo-Sacerdote.
C.: Amém!
D.: Oremos pelos povos que não reconhecem Jesus como Filho de Deus,
especialmente pelo povo judeu, pelas religiões afro-brasileiras e indígenas,
para que Deus olhe por todos.
C.: (intercede em silêncio)
D.: Eterno Deus, Tu te revelas de formas inimagináveis aos povos. Abençoa
a comunidade israelita, suas sinagogas, seus ofícios dedicados a ti. Fica com
as pessoas que te invocam com outros nomes e acolhe suas preces. Ajuda-
nos no diálogo inter-religioso, e na colaboração recíproca, nas mais
diferentes situações, com pessoas que têm outra expressão de fé. Por
Jesus Cristo, o Messias.
C.: Amém!
D.: Oremos pelos que não crêem em Deus e pelas pessoas que têm dúvidas
de fé, para que encontrem o caminho da vida.
C.: (intercede em silêncio)
D.: Benigno Senhor, colocaste no coração de cada pessoa a saudade de ti, o
desejo de ter comunhão contigo. Mas, muitas pessoas ainda não deram o
passo em tua direção. Acompanha as pessoas que vacilam na fé por algum
motivo, permaneça perto de todas elas em seu processo de reflexão e de
fé. Auxilia-nos a sermos testemunhas do teu amor por meio de gestos, pela
prática da hospitalidade cristã, pelo empenho concreto em prol das
necessidades reais pelas quais as pessoas passam. Por Jesus Cristo, o Bom
Pastor.
C.: Amém!

LITURGIA DE CONTEMPLAÇÃO DA CRUZ

→ A comunidade é convidada a se sentar.

22) Procissão de contemplação da cruz:


D.: Neste momento, convidamos a comunidade a receber a cruz que
lembra o Cristo crucificado. A cruz será trazida em procissão e, por três

- 60 -
vezes, apresentada à comunidade. Nas três vezes em que a cruz for
apresentada, pedimos que a comunidade responda ao convite de
contemplação, dizendo em conjunto: “Vamos contemplá-la”. Ao
contemplarmos a cruz, lembremo-nos do sacrifício de Jesus por nós.

→ A pessoa que dirige a celebração permanece diante da comunidade para


dar firmeza na entrada da resposta da comunidade: Vamos contemplá-la.
→ Duas pessoas pegam a cruz e se colocam a caminho pelo corredor da
igreja. Erguem a cruz que está coberta por um pano preto e caminham
alguns passos. Na primeira parada, uma das duas pessoas destapa a parte
superior da cruz. Então dizem:

Equipe de liturgia: Eis aqui a cruz que dá a vida. Dela pendeu a salvação do
mundo. Vamos contemplá-la?
C.: Vamos contemplá-la!

→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino.


→ A dupla caminha levando a cruz até o meio da congregação, faz uma
parada e destapa o braço direito da cruz, dizendo:

Equipe de liturgia: Eis aqui a cruz que dá a vida. Dela pendeu a salvação do
mundo. Vamos contemplá-la?
C. Vamos contemplá-la.

→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino.


→ A dupla leva a cruz até na frente do altar e retira todo o pano. Antes de
apoiá-la na mesa, de forma que fique bem visível, a dupla volta-se para a
comunidade, apresentando-lhe a cruz pela terceira vez, dizendo:

Equipe de liturgia: Eis aqui a cruz que dá a vida. Dela pendeu a salvação do
mundo. Vamos contemplá-la?
C. Vamos contemplá-la.
- 61 -
→ Tocar o vaso sonoro ou uma batida em um pequeno sino.

D. Tomemos um tempo para refletirmos, em silêncio, sobre o mistério do


Salvador crucificado, o mistério da salvação. Quem assim o desejar, pode
ajoelhar-se.

→ Colocar música de fundo.

23) Lamentos do Senhor:


→ Ler pausadamente. Haverá fundo musical. Projetar a imagem do Cristo
crucificado.

D.: - Que te fiz, ó povo meu?


Que te fiz, meus escolhidos?
Onde falhei, em que foi que te faltei?
- Fiz-te sair do Egito, com maná te alimentei; dei-te uma boa terra, com
fartura, leite e mel,
e tu preparaste para mim, teu Rei, esta cruz, rude e cruel.
- Dei-te uma bela vinha, água doce, o que precisaste,
e foste amargo comigo até o fim.
- Dos teus perseguidores te salvei, afogando-os no Mar,
e a mim entregaste sem piedade aos inimigos.
- Dei-te água e o maná do céu enquanto peregrinavas no deserto;
recebi fel e vinagre, quando na cruz eu tive sede.
- Dei-te terra, vitórias sobre povos inimigos;
recebi açoites, bofetadas no rosto e uma coroa de espinhos.
- Dei-te prosperidade, filhos, companhia;
deste-me a cruz, e ali me abandonaste.
- Dei-te meu nome
e o usaste-o para espalhar ódio, violência e indiferença.
- Dei-te a cruz da salvação;

- 62 -
em tua mão transformaste-a em arma de conquista e escravidão de muitos
povos e nações.
- Dei-te a bênção de paz;
e tu a empregaste para abençoar a guerra e a discriminação do outro.
- Que te fiz, ó povo meu?
Que te fiz, meus escolhidos?
Até hoje estou sendo crucificado no cruel sofrimento dos mais pequeninos.
Onde foi que te faltei?

→ Projetar imagem do Cristo morto.

LITURGIA DE DESPEDIDA

→ Guarde-se um tempo de silêncio. O Dirigente vai até a estante de


leitura, onde se encontra a Bíblia. Num gesto visível e sonoro, fecha a Bíblia
e diz: “Está consumado!” Então coloca a Bíblia sobre a mesa do altar e sai
do recinto, devagar e em silêncio. A equipe de liturgia sai devagar e em
silêncio, acompanhada da comunidade.

- 63 -
TRÍDUO PASCAL
Vigília Pascal (sábado) e Culto de Páscoa (domingo)
Culto da esperança e da vida

→ Material necessário para a celebração: Lenha para a fogueira, 4 velas


maiores, velas menores para todos os participantes e para iluminar o
caminho externo, vestes brancas para a equipe litúrgica, Círio Pascal,
elementos do altar e da Santa Ceia, Pia Batismal.

→ Encaminhamentos prévios: A comunidade se reúne do lado de fora da


igreja, ao redor de uma fogueira que está acesa. Cada pessoa traz (ou
recebe ali) uma vela que será acesa mais tarde. A equipe de liturgia
aproxima-se, vestida com vestes brancas. Um dos celebrantes traz na mão
o círio pascal, já devidamente inscrito (a cruz com as letras gregas alfa e
ômega; e os números do ano vigente).

→ Informação importante: A celebração a seguir pode ser feita em duas


partes (uma no sábado e outra na manhã do domingo), ou pode ser feita
integralmente na madrugada de domingo. Ela está apresentada como
celebração única. Portanto, é preciso fazer adaptações para usá-la em dois
momentos distintos.
Na manhã da Páscoa, sugerimos um café compartilhado para
estender por um tempo mais a comunhão deste dia.

LITURGIA DE ABERTURA - O RITO DA LUZ

1) Acolhida informal:
D.: Damos as boas-vindas a todas as pessoas que aceitaram o convite de
celebrar em comunidade. Nesta Vigília Pascal, comemoramos a noite em
que Jesus passou da morte para a vida. A vida triunfou sobre a morte e, por
isso, temos motivos para nos alegrar e festejar. Queremos lembrar isto
nesta vigília de oração, de reflexão e de festa.
- 64 -
A prática da Vigília Pascal é muito antiga. Os judeus, muito antes
dos cristãos, já tinham sua vigília pascal, na qual cantavam salmos e
comiam, entre outras coisas, ervas amargas e um cordeiro. Isto era assim -
e ainda hoje o é entre os judeus – porque, fazendo isso, lembram o tempo
duro da escravidão no Egito e a grande e formidável dádiva da libertação
que receberam do Senhor - Adonai.
Nós celebramos a Vigília Pascal cristã. O que comemoramos na
Vigília Pascal é a grande e formidável dádiva de Deus, seu Filho Jesus, o
qual viveu, morreu e ressuscitou, e assim nos trouxe a vida e a
reconciliação com Deus.
A celebração será dividida em 4 momentos diferentes: 1. a
celebração da Luz; 2. a celebração da Palavra; 3. a rememoração e
reafirmação do nosso Batismo; 4. a celebração da Santa Ceia.

2) Acender o círio pascal (ministro/a):


D.: Jesus Cristo disse a respeito de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida”
(Jo 8.12). O círio pascal representa Cristo, a luz do mundo, que venceu as
trevas da morte.

→ O círio pascal é erguido e apresentado para a comunidade.

D.: Que a luz de Cristo, que ressuscitou vitorioso, disperse as trevas de


nossos corações e de toda a nossa vida.
C.: ♫ /: Em nossa escuridão, acende este fogo que não apaga não, que
não apaga não. :/ (LC Soli Deo Gloria, nº 433).

3) Procissão da luz:
D.: Irmãos e irmãs, assim como o povo de Deus caminhou pelo deserto,
guiado por uma nuvem de dia e por uma coluna de fogo de noite, vamos
nós também, guiados pelo círio pascal, imagem do Cristo que é a luz do
mundo, seguir em procissão até a porta da igreja. Enquanto caminhamos,
cantemos:
C.: LC Soli Deo Gloria, nº 305 – Caminhamos pela luz de Deus.

- 65 -
→ Velinhas iluminam um caminho que conduz da fogueira até a porta de
entrada do templo. Ao chegar na porta da igreja, a pessoa que leva o Círio
Pascal volta-se para a comunidade reunida e diz:

D.: Quando repartimos a chama do círio, seu resplendor não diminui, sua
chama não enfraquece. Pelo contrário, mais luz se soma a ela. Recebam
sua luz da luz do círio e entrem na casa do Senhor. Sejam bem-vindos e
bem vindas!

→ Quatro pessoas acendem suas velas (velas maiores) no círio pascal. As


demais acendem suas velas a partir destas 4, na porta de entrada da igreja.
Enquanto isso, a pessoa que está com o Círio Pascal entra na igreja e se
dirige à estante de leitura. A equipe acende também outras velas que há na
igreja, com exceção das velas do altar. Enquanto isso, a comunidade canta.

4) Canto: (LC Soli Deo Gloria, nº 285).


♫ /: Que a luz de Cristo brilhe, nos envolva em amor.
E que seu poder nos venha proteger. :/
Pra sempre, e sempre e sempre. Amém!

5) Exsultet:
→ O dirigente coloca o círio pascal num candelabro preparado para este
fim próximo à estante de leitura.

D.: Louvai ao Senhor, povos da terra, porque Ele é bom e a sua misericórdia
dura para sempre. Louvai ao Senhor porque fez brotar vida em meio à
morte e esperança em meio ao medo. Louvai ao Senhor porque Ele
ressurgiu e trouxe de volta a luz - a luz da vida, a luz da esperança, a luz
que aponta para a novidade de vida. Vamos louvar juntos ao Senhor
porque Ele vive e, por isso, podemos crer no amanhã.

6) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 443 – Louvai a Deus em alta voz.

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→ Enquanto a comunidade canta, acende-se gradativamente as luzes da
igreja.

LITURGIA DA PALAVRA

7) 1ª Leitura Bíblica:  Gênesis 1.1-5, 26-28a, 31a.


D.: Ouçamos o relato bíblico que nos conta a respeito da primeira noite
que existiu no mundo, da primeira noite e do primeiro dia, no qual o Deus
se revela como o Criador.

→ Leitura do texto.

D.: Oremos: Ó Deus, Benigno Criador! Quão maravilhosa e perfeita é tua


criação. Criaste cada parte do universo, bem como os seres humanos com
o esmero de um artesão que ama o que faz. E fizeste mais: deste dignidade
às tuas criaturas. Dá que tua Igreja se empenhe em favor da vida, da
ecologia, da dignidade humana quando esta estiver ameaçada. Por Jesus
Cristo, que viveu, morreu e ressuscitou em favor do projeto de restaurar a
vida e a dignidade, para todos.
C.: Amém!

8) 2ª Leitura Bíblica:  Gênesis 22.1-18.


D.: Acompanhemos a história de outra noite - a noite, a madrugada, em
que Abraão se pôs a caminho. Mesmo tendo uma tarefa sobre-humana
para realizar, Abraão vai e experimenta o Deus Provedor.

→ Leitura do texto.

D.: Oremos: Deus provedor e mantenedor! Tu não queres a morte nem a


violência, mas queres ter comunhão com tua criatura. Por meio de Jesus,
temos a oportunidade de nos reconciliar contigo. Ajuda-nos a
correspondermos ao teu chamado, a aceitarmos o teu convite de fazermos

- 67 -
parte do povo da nova aliança. Que tua Igreja seja instrumento da tua paz
e da reconciliação, que denuncia e confronta as estratégias que lançam
mão de toda sorte de violência, mesmo aquela que vem justificada por um
discurso de justiça e amor. Por teu Filho, Jesus Cristo, aquele que aceitou
ser sacrificado em nosso favor.
C.: Amém!

9) 3ª Leitura Bíblica:  Êxodo 14.1-15.1a.


D.: Acompanhemos a história de outro momento que acontece numa noite
- a noite, a madrugada em que o povo de Israel experimenta a salvação
pelas águas do Mar Vermelho. O Deus Libertador age.

→ Leitura ou encenação do texto.

D.: Oremos: Ó Deus, que ouves o clamor dos que sofrem. Tiraste teu povo
do suplício da escravidão, da indignidade e da opressão do Egito e os
conduziste para a terra que mana leite e mel. Faça com que a humanidade
dos nossos dias creia, clame por e experimente a força deste teu amor que
liberta, que intervém concretamente. Que tua Igreja tenha prontidão para
ser instrumento desta ação divina por seu intermédio. Por Cristo Jesus, o
prometido, nosso Senhor.
C.: Amém!

10) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 161 – Canto da Vitória.

11) Oração:
D.: Oremos: Ó Deus, fonte de toda bondade e misericórdia! Podemos
jubilar que és fonte inesgotável de vida. Podemos jubilar porque sempre
manténs os caminhos abertos para te encontrarmos. Por tudo isso, te
agradecemos e tudo mais que temos a pedir confiamos a Ti com confiança
e gratidão.
C.: Amém!

12) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 84 – Te agradeço.

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13) Aclamação do Santo Evangelho:
D.: Acolhida: Como o sol nasce, rompendo a escuridão, Cristo também
rompe as trevas, trazendo luz e vida. Aclamemos a leitura do Santo
Evangelho, de pé, cantando Aleluia.
C.: LC Soli Deo Gloria, nº 182 – Aleluia.

14) Leitura ou encenação do Evangelho:  Lucas 24.1-12.


D.: (após a leitura ou encenação do Evangelho) “Ele não está aqui! Ele
ressuscitou!”.

D.: Este anúncio é a razão da nossa alegria e do nosso louvor! Saudemo-


nos mutuamente com as palavras dos anjos, anunciando uns aos outros a
ressurreição de Jesus.
C.: Cristo ressuscitou!

D.: Como povo de Deus, que sempre de novo se renova com a ressurreição
de Cristo, queremos seguir nesta caminhada, cantando com alegria.

RECORDAÇÃO E REAFIRMAÇÃO DO BATISMO

15) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 436 – Porque Ele vive.

→ Durante o hino, o Círio Pascal é levado até a pia batismal, de onde segue
a liturgia do culto.

16) Oração:
D.: Senhor Deus, grande Pai bondoso, te damos graças porque no princípio
do mundo teu Espírito se movia sobre as águas. Criaste o céu e a terra e
povoaste as águas e a terra com suas criaturas, e com a dádiva da água
nutres e sustentas tanto a nós quanto a todo ser que vive.
C.: Águas de bençãos!
D.: Senhor Deus, pelas águas do dilúvio condenaste os que eram maus e
salvaste aqueles que tinhas escolhido - Noé e sua família. Nas águas do

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Mar Vermelho afogaste os opressores do teu povo e o passaste a pé
enxuto, a salvo, para a terra da liberdade, conforme havias prometido.
C.: Águas de bençãos!
D.: Nas águas do Jordão, teu Filho foi batizado por João e ungido pelo
Espírito Santo. E pelas águas do teu amor todos nós somos mergulhados e
passamos da morte para a vida, da tristeza para a alegria, da escravidão
para a liberdade.
C.: Águas de bençãos!
D.: Faze desta água um sinal do reino celestial, de purificação e
renascimento. Obedientes à tua ordem, a Igreja cristã faz discípulos e
discípulas de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do
Espírito Santo. Concede que, por meio dessa água, nos recordemos de
nosso batismo, de teu ‘sim’ para nós, e que isso fortaleça e anime a nossa
fé em ti. A ti sejam dados louvor, honra e adoração. Por teu Filho, Jesus
Cristo, nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre.
C.: Amém!

17) Compromisso e reafirmação do Batismo:


D.: Temos aqui a cruz (apontando para a cruz do altar), nos lembrando que
nossa orientação é Jesus. É muito antiga a tradição dos cristãos, como
pessoas batizadas, renovarem a sua renúncia ao mal e ao pecado. Nossa
inclinação para o afastamento de Deus tem formas diferentes nas nossas
vidas. Cada um de nós sabe como isso se manifesta, de modo que nos
perguntamos: o que atrapalha a nossa comunhão com Deus e com nossos
irmãos e irmãs na fé? Pensemos em algo que simbolize isso que nos afasta
de Deus e que toma o seu lugar em nossas vidas...

→ Reflexão silenciosa.

18) Gesto da renúncia:


D.: Assim como estamos, digamos em conjunto:
C.: Renuncio, ó Deus, a isto que se tornou um obstáculo na minha vida de
comunhão contigo e com minha família de fé. Renuncio em resposta a

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teu imenso amor por mim, e reconheço que dependo totalmente de tua
misericórdia.

19) Confissão de fé (Credo Apostólico): Voltemo-nos para a cruz e


confessemos com firmeza em quem cremos: Creio em Deus Pai, Todo-
Poderoso...

20) Memória do Batismo:


D.: Irmãs e irmãos, no Batismo vocês foram selados com o Espírito Santo e
marcados com a cruz de Cristo para sempre, tornando-se assim filhos e
filhas de Deus. Como gesto de recordar o batismo, venhamos até a pia
batismal, sintamos a água... Podemos mergulhar nossas mãos... e em
seguida fazer o sinal da cruz em si.

21) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 314 – Fui em teu nome batizado.

22) Oração de Intercessão:


D.: Elevemos aos ouvidos de Deus nossos clamores e súplicas. Ao final de
cada pedido, cantamos: “Ouve nossa oração, e atende a nossa súplica” (LC
Soli Deo Gloria, nº 196).

D.: Pai de bondade, agradecemos-te por nos permitires chegar a ti em


oração como filhos e filhas se chegam ao seu pai. Permita que teu amor
seja sentido, vivenciado e renovado a partir do momento em que nos
lembramos de nosso batismo, não só nesta manhã de Páscoa, mas que
possamos nos lembrar sempre de que fazemos parte e somos a sua família.
Ouve-nos quando cantamos:
C.: ♫ /: Ouve nossa oração, e atende a nossa súplica. :/
D.: Queremos interceder, por todas as pessoas que, ao logo da história,
sofreram humilhações e preconceitos por celebrarem a tua Páscoa. Olha,
Senhor, de forma especial, para as pessoas que ainda hoje não podem
comemorar esta data tão importante. Que elas possam sentir-se guardadas
pelas tuas mãos. Ouve-nos quando cantamos:
C.: ♫ /: Ouve nossa oração, e atende a nossa súplica. :/

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C.: Orações espontâneas. A cada oração se canta:
C.: ♫ /: Ouve nossa oração, e atende a nossa súplica. :/
D.: Bondoso Deus, recebe, em tua bondade, as nossas orações e atende-as
segundo a tua misericórdia. Por Cristo, teu Filho amado e nosso Salvador.
Amém!

LITURGIA EUCARÍSTICA

23) Recolhimento das ofertas e procissão dos elementos da Santa Ceia:


D.: Enquanto cantamos o hino, serão recolhidas as ofertas deste culto, as
quais serão destinadas pelo Sínodo para apoiar o Encontro Sinodal de
Corais. Enquanto as ofertas são recolhidas e trazidas ao altar, também
serão trazidos os elementos da Santa Ceia.

24) Canto do ofertório: LC Soli Deo Gloria, nº 271 – A mesa posta.

25) Oração do ofertório:


D.: Graças te damos, ó Deus, pelo fruto do nosso trabalho, benção das tuas
mãos. Em louvor a ti, trazemos uma parte do que tu nos presenteias.
Louvado sejas, Deus fiel e generoso, pelo pão e pelo fruto da videira,
provenientes da natureza de tua criação. Dá que este pão e este suco de
uva sejam recebidos por nós, nesta Ceia, como comida e bebida da
salvação, em Cristo Jesus.
C.: Amém!

26) Oração eucarística:


D.: O Senhor esteja com vocês.
C.: E contigo também.
D.: Vamos elevar a Deus nossos corações.
C.: Ao Senhor os elevamos.
D.: Vamos dar graças a Deus em oração?
C.: Sim, pois é justo que demos graças a Deus.

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27) Prefácio:
D.: Sim, é digno, justo e do nosso dever que, em todos os tempos e lugares,
rendamos graças a ti, Deus eterno e Todo-Poderoso, por Jesus Cristo, nosso
Senhor. Pois ele, o Cordeiro Pascal que tira o pecado do mundo, ao morrer,
nos libertou dos poderes da morte e, ressurgindo, restaurou as forças da
vida. Por isso, com toda a tua Igreja e os coros celestiais, louvamos e
adoramos teu glorioso nome, cantando:

28) Sanctus: LC Soli Deo Gloria, nº 236 – Santo, santo, santo.

29) Anamnese:
D.: Louvamos-te, Senhor nosso Deus, pela dádiva maior do teu amor por
nós, que é teu Filho Jesus Cristo, o qual viveu entre pessoas simples e
marginalizadas, anunciando-lhes o teu Evangelho da reconciliação. Graças
te damos ó Deus, pois através da Páscoa vieste ao nosso encontro,
mostrando teu compromisso e teu amor.

30) Narrativa da instituição:


D.: Lembramos que o nosso Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi
traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu
corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante
modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice e, tendo dado
graças, o deu aos seus discípulos dizendo: Este cálice é a nova aliança no
meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de
mim.
C.: Anunciamos Senhor a tua morte e proclamamos a tua ressurreição.
Vem Senhor Jesus!

31) Epiclese:
D.: Deus fiel, envia teu Espírito consolador, para que a alegria da Páscoa da
ressurreição de Jesus Cristo esteja sempre presente conosco. Dá que,
partilhando este pão e bebendo do cálice da salvação, possamos ser
pessoas revigoradas e amparadas no testemunho do teu amor, tornando-
nos, em Cristo, um só corpo que anuncia a ressurreição.

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C.: ♫ /: Vem, Espírito Santo, vem e atende nosso chamado, nos ensina ser
teu povo, na esperança libertador. :/ (LC Soli Deo Gloria, nº 252).

32) Mementos:
D.: Lembramos, Senhor, que estamos unidos com aquelas pessoas que
anunciaram antes de nós, em todos os tempos e lugares, a ressurreição de
teu Filho. Reconhecemos que esta Ceia nos une a elas na tua comunhão de
amor, até o dia em que estaremos todos reunidos ao redor da tua mesa
para celebrarmos a festa do Reino.

33) Doxologia:
C.: Por Cristo, com Cristo e em Cristo, seja a ti, Pai Todo-Poderoso, na
unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre.
Amém, amém, amém!
D.: De mão dadas, oremos a oração que o próprio Jesus Cristo nos ensinou.

34) Pai-Nosso

35) Fração:
D.: (elevando o pão) O pão que partimos é a comunhão do corpo de Cristo.
(elevando o cálice) O cálice pelo qual damos graça é a comunhão do
sangue de Cristo.
C.: ♫ Nós, embora muitos, somos um só corpo. (LC Soli Deo Gloria, nº
265).
D.: Venham, pois tudo já esta preparado. Quem convida é o próprio
Senhor!

36) Comunhão: (A forma de distribuição da Ceia fica a critério de cada


comunidade, de acordo com o costume e as possibilidades de cada uma).

37) Oração pós-comunhão:


D.: Pai amado e cheio de misericórdia, louvamos-te pela dádiva da tua
Ceia, na qual tu vens materialmente a nós e nos fortaleces na fé em ti. Que
este teu amor nos inspire e fortaleça na vivência do teu evangelho em

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palavras e ações. Que saiamos daqui consolados e na certeza de que tu
sempre estás conosco e nos acompanhas. Por Jesus Cristo, nosso Senhor e
Salvador.
C.: Amém!

LITURGIA DE DESPEDIDA

38) Avisos

39) Canto: LC Soli Deo Gloria, nº 450 – Cristo está vivo, aleluia.

40) Benção e envio:


D.: Que o Cristo ressurreto te dê:
C.: para cada tempestade, um arco-íris;
D.: para cada lágrima, um sorriso;
C.: para cada provação, uma benção;
D.: para cada tristeza, uma alegria;
C.: para cada problema, alguém fiel que te faça olhar para o amor de
Deus;
D.: Que o Cristo ressurreto fortaleça a tua fé e te faça lutar por dignidade
quando a vida lhe parecer injusta.
C.: Que o Cristo ressurreto te faça ver uma resposta para cada oração.
Todos: Assim nos abençoe o Deus Pai, Filho e Espírito Santo, o Senhor da
vida, da justiça e da esperança. Amém!

41) Poslúdio

42) Sinos

Fonte da Liturgia do Tríduo Pascal: Georg, Sissi. Tríduo Pascal. São


Leopoldo: Sinodal, 2001.

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Adaptação: Pª Iraci Wutke.

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