Você está na página 1de 1

Olhando para o Mundo pelo vislumbre da eternidade

(I João 2: 17)

O mundo passa" (I João 2:1 7). Muitos contestam essa declaração, são pessoas convictas de que
o mundo (o sistema em que vivemos) é tão permanente quanto qualquer coisa pode ser. Porém, o mundo
não é permanente. A única certeza a respeito do sistema deste mundo é que ele não vai durar para sempre
um dia, este sistema desaparecerá, e as atrações agradáveis dos homens desvanecerão. Ora, se tudo
passa, então, o que dura para sempre? Somente o que faz parte da vontade de Deus! Sabendo disso, qual
é a reação do Cristão em face desta afirmativa: o mundo passa!

I É que os cristãos por ser espirituais mantêm uma ligação distanciada com este mundo, por viver
em função de algo muito melhor. São "estrangeiros e peregrinos sobre a terra" (Hb 11:13). "Na verdade,
não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir" (Hb 13:14).

No passado, muitos cristãos viviam em tendas, porque Deus não desejava que se assentassem e se
sentissem em casa neste mundo. João contrasta dois estilos de vida diferentes: uma vida em função da
eternidade e outra em função do tempo.

O indivíduo mundano vive em função dos prazeres da carne, mas o cristão consagrado vive em
função das alegrias do Espírito.

O cristão mundano vive de acordo com o que pode ver (a concupiscência dos olhos), enquanto o
cristão espiritual vive em função das realidades invisíveis de Deus (2 Co 4:8-18).

A pessoa de mentalidade mundana vive em função da soberba da vida, da vanglória que atrai os
homens, mas o cristão que faz a vontade de Deus vive em função da aprovação de Deus. E "permanece
eternamente".

II Toda grande nação da história entrou em decadência e acabou sendo conquistada por outra. O
que nos leva a crer que a nossa geração está sujeita as mesmas consequências. Pelo menos dezenove
civilizações do mundo desapareceram. Portanto, não há motivo algum para crer que nossa civilização
durará para sempre. "As mudanças e a deterioração nos cercam por toda parte", no entanto, não há
motivo para desespero, a Nova Jerusalém é o destino dos crentes! Existe uma nova ordem na vinda de
Cristo, ela ocorrerá de modo inevitável, o mundo passa, mas o que faz a vontade de Deus permanece para
sempre.

Esta passagem (1 Jo 2:1 7) tem a seguinte ideia: Os cristãos que se dedicarem a fazer a vontade
de Deus, ou seja, obedecendo-O "permanecerão eternamente". Depois que o sistema deste mundo, com
sua cultura jactanciosa e suas filosofias arrogantes, seu intelectualismo egocêntrico e seu materialismo
ímpio, desparecer, surgirá um novo céu e nova terra e os servos de Deus permanecerão, compartilhando
a glória de Deus por toda a eternidade com Cristo.

Um dos "benefícios" da salvação é o privilégio de conhecer a vontade de Deus. (Salmos 103: 7)


diz: Ele manifestou seus caminhos a Moisés, os seus feitos aos Israelitas. E a implicação disso é: Israel
sabia o que Deus fazia, no entanto, Moisés sabia porquê. E isso fazia toda diferença.

Descobrir e fazer a vontade de Deus é como aprender a nadar: para que isso aconteça, é preciso
entrar na água. Não vos amoldeis ao padrão deste mundo, mas transforme-se pela renovação de sua
mente, para que sejas capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12: 2.