Você está na página 1de 14

Universidade Federal do Pará

Instituto de Ciências Exatas e Naturais


Departamento de Física
Licenciatura em Física
Laboratório Básico I
Universidade Aberta do Brasil – Barcarena

Relatório 1
Plano Inclinado

Professora: Zínia de Aquino Valente


Tutor: Bruno
Discentes: Marcelo Leopoldo Sepeda Ferreira 201778340067

BARCARENA
JUNHO/2019
SUMÁRIO

1 - OBJETIVOS ..................................................................................................................................... 3

2 – INTROUÇÃO ................................................................................................................................... 4

3 – MATERIAIS UTILIZADOS........................................................................................................... 5

4 – PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS ..................................................................................... 6

4.1 – Peso dos corpos de Prova.......................................................................................................... 6

4.2 – Realização do experimento ....................................................................................................... 6

5 – RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................................... 8

5.1 – Carro sem massas adicionais ..................................................................................................10

5.1.1 – Incertezas das medições do carro sem a massa adicional .....................................................10

5.2 – Carro com as massas adicionais .............................................................................................11

5.2.1 – Incertezas das medições do carro sem a massa adicional .....................................................11

5.3 – Bloco de Madeira.....................................................................................................................12

5.3.1 – Incertezas das medições do bloco de madeira .......................................................................12

6 – CONCLUSÕES ..............................................................................................................................13

BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................................14
1 - OBJETIVOS
 Rever as relações trigonométricas básicas em um triângulo retângulo, seno, cosseno e
tangente, e o Teorema de Pitágoras;
 Visualizar as forças peso e normal num plano inclinado, verificando a independência
entre suas naturezas;
 Compreender a decomposição de forças em suas componentes perpendicular e
tangencial ao plano inclinado

3
2 – INTROUÇÃO

As forças de atrito estão presentes no nosso cotidiano. Se elas não existissem, não
conseguiríamos ficar em pé e caminhar, motores não funcionariam, não andaríamos de
bicicleta e os corpos não se moveriam, ou se moveriam infinitamente, sem nunca parar. Mas
as forças de atrito, além de benefícios, proporcionam situações indesejáveis como o desgaste
de peças, geração de calor e ruídos, devido à transformação da energia mecânica em outras
formas de energia. Uma maneira de se estudar as forças de atrito é avaliar a iminência de
movimento existente entre as superfícies de contato de dois materiais em um plano inclinado,
e como o ângulo de inclinação interfere nesta força.

O ensino de física pode se tornar mais interessante quando temos a oportunidade


de visualizar as teorias na prática. Assim sendo, as propostas de experimentos associadas às
aulas teóricas visam incentivar o estudo e melhorar o entendimento acerca do conteúdo
trabalhado. A proposta deste trabalho é a realização de dois experimentos que envolvam um
plano inclinado para que sejam trabalhadas as decomposições das forças envolvidas e seja
possível entender a ação dos coeficientes de atrito cinético e estático. Os experimentos foram
desenvolvidos utilizando os materiais já disponíveis no laboratório de física e pretende-se
incluir esses experimentos nas aulas de física experimental.

4
3 – MATERIAIS UTILIZADOS
Em todos os experimentos, foram utilizados:

1. Plano Inclinado Kersting®, e seus acessórios, conforme a figura 01.

Figura 01 – Plano Inclinado Kersting®

Fonte: O Autor

2. Carro com carenagem 3D

3. Bloco de madeira (figura 02);

Figura 02 – Bloco de Madeira

Fonte: Os autores

4. Massas acopláveis cilíndricas

5. Dinamômetro com precisão de 0,02 N e escala máxima de 2 N

5
4 – PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
4.1 – Peso dos corpos de Prova

Inicialmente foi medido o peso dos corpos de prova obtendo os valores, conforme
quadro 01.

Quadro 01 – Peso dos corpos de Prova


Peso Carro Bloco de Madeira Massa acoplável
(N) 0,52 1,02 0,48
Fonte: Os Autores

4.2 – Realização do experimento

O plano inclinado foi deixado na posição horizontal e com o ângulo de 0º,


conforme figura 03.

Figura 03 – Início do experimento

Fonte: Os autores

Levando em consideração a figura 04, onde mostra à força que deverá ser medida,
o corpo de prova foi fixado ao dinamômetro.

Figura 04 – Decomposição de forças

Fonte: Apostila de aula (2019)

6
Inicialmente foi utilizado o carro como carga e suas medidas foram tomadas
conforme o exemplo mostrado no quadro 2, feito a primeira anotação, foi alterado a
inclinação e o ângulo foi aumentando em 5º e a marcação do dinamômetro foi anotada. As
medidas foram tomadas até o ângulo de 40º.

Quadro 02 – Medidas do Carro


P₂(N)
0° 0
5° 0
10° 0,02
15° 0,04
1 20° 0,1
25° 0,16
30° 0,2
35° 0,24
40° 0,3
Fonte: Os autores

Após as primeiras medições, foram adicionadas duas massas ao carrinho,


conforme a figura 05.

Figura 05 – Carro + massas

Fonte: Os autores

Quadro 03 – Medidas do carro + massas


P₂(N)
0° 0
5° 0
10° 0,06
15° 0,2
1 20° 0,32
25° 0,44
30° 0,56
35° 0,66
40° 0,82
Fonte: Os autores

7
E a última análise do experimento foi considerando apenas o bloco no plano
inclinado e as medidas visualizadas foram conforme o quadro 4.

Para cada experimento foram realizadas cinco aferições e anotadas conforme os


quadros que serão mostrados no próximo capítulo.

5 – RESULTADOS E DISCUSSÕES

Será necessário, primeiramente responder as seguintes perguntas propostas:

a. Qual o valor do peso e da massa do objeto usado no experimento para a tomada das
suas medidas no laboratório, no sistema internacional? Considere a aceleração da
gravidade como 10 m/s².

Objeto Massa (kg) Peso (N)


Carrinho 0,051 0,51
Bloco de madeira 0,100 1,00
Massa adicional 0,049 0,49

b. O peso calculado no item a corresponde a qual dos vetores, P1, P2 ou P3, apresentados
na figura 04?

Conforme a figura 04 o peso calculado no item a é o vetor P3.

c. O valor medido no dinamômetro correspondente a qual das forças indicadas na figura


abaixo?

R: O valor medido no dinamômetro corresponde ao vetor P2 da figura do roteiro do


experimento.

d. Reconheça o triângulo retângulo na figura anterior, verifique a relação do ângulo de


inclinação do plano e os do triângulo retângulo, reconhecendo as relações
trigonométricas seno, cosseno e tangente.

P1

P2
P1 α

P3

8
Considerando o ângulo α e as relações trigonométricas do triângulo retângulo, temos:

Senα = P2 / P3 => P2 = P3senα

Cosα = P1 / P3 => P1cosα

Tanα=P2/P1

e. De acordo com as respostas anteriores e utilizando as relações trigonométricas num


triângulo retângulo, complete a tabela a seguir:
Ângulo
de
P₁(N) P₂(N) P₃(N)
Inclinação
(graus)
0° 0,5200 0,0000 0,51
5° 0,5170 0,0323 0,51
10° 0,5111 0,0723 0,51
15° 0,5011 0,1243 0,51
20° 0,4845 0,1821 0,51
25° 0,4534 0,2201 0,51
30° 0,4297 0,2530 0,51
35° 0,4230 0,2943 0,51
40° 0,3899 0,3113 0,51
45° 0,3797 0,3701 0,51

9
5.1 – Carro sem massas adicionais

As seguintes leituras puderam ser observadas no dinamômetro após as 5


repetições e mostradas conforme o quadro 04.

Quadro 04 – Medidas experimentais do carro

Repetições
Ângulo de
Inclinação
1 2 3 4 5

0° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00


Carro

5° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00


10° 0,02 0,04 0,00 0,00 0,00
15° 0,04 0,06 0,06 0,04 0,06
20° 0,10 0,10 0,12 0,10 0,08
25° 0,16 0,16 0,16 0,16 0,14
30° 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20
35° 0,24 0,26 0,26 0,26 0,26
40° 0,30 0,30 0,30 0,30 0,30
Fonte: Os Autores

5.1.1 – Incertezas das medições do carro sem a massa adicional

Após a compilação dos dados, foi feito um tratamento estatístico no qual se obteve os
valores conforme o quadro 05.

Quadro 05 – Medidas prováveis para o carro sem a massa adicional


Desvio Desvio Médio
Desvio
Ângulo Valor Médio Desvio Desvio Médio Médio Relativo
Padrão
Absoluto Relativo Percentual
0º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
5º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
10º 0,01 0,01 0,00 0,17 17% 0,02
15º 0,06 -0,02 0,01 0,13 13% 0,01
20º 0,10 0,00 0,01 0,08 8% 0,01
25º 0,16 0,00 0,02 0,13 13% 0,01
30º 0,20 0,00 0,00 0,00 0% 0,00
35º 0,26 -0,02 0,00 0,02 2% 0,01
40º 0,30 0,00 0,00 0,00 0% 0,00
Fonte: Os autores

10
5.2 – Carro com as massas adicionais

As seguintes leituras puderam ser observadas no dinamômetro após as 5


repetições e mostradas conforme o quadro 06.

Quadro 06 – Medidas experimentais do carro


Repetições
Ângulo de
Carro + Massas

Inclinação 1 2 3 4 5

0° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00


5° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
10° 0,06 0,00 0,04 0,06 0,00
15° 0,20 0,10 0,18 0,12 0,12
20° 0,32 0,30 0,24 0,26 0,42
25° 0,44 0,46 0,36 0,34 0,54
30° 0,56 0,56 0,52 0,52 0,66
35° 0,66 0,70 0,60 0,64 0,76
40° 0,82 0,84 0,74 0,84 0,84
Fonte: Os Autores

5.2.1 – Incertezas das medições do carro sem a massa adicional

Após a compilação dos dados, foi feito um tratamento estatístico no qual se obteve os
valores conforme o quadro 07.

Quadro 07 – Medidas prováveis para o carro com a massa adicional


Desvio Desvio Desvio Médio
Desvio
Ângulo Valor Médio Desvio Médio Médio Relativo
Padrão
Absoluto Relativo Percentual
0º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
5º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
10º 0,04 0,02 0,02 0,50 50% 0,03
15º 0,12 0,08 0,03 0,27 27% 0,04
20º 0,30 0,02 0,05 0,16 16% 0,07
25º 0,44 0,00 0,06 0,14 14% 0,08
30º 0,56 0,00 0,04 0,06 6% 0,06
35º 0,66 0,00 0,12 0,19 19% 0,06
40º 0,84 -0,02 0,02 0,02 2% 0,04
Fonte: Os Autores

11
5.3 – Bloco de Madeira

As seguintes leituras puderam ser observadas no dinamômetro após as 5


repetições e mostradas conforme o quadro 08.

Quadro 08 – Medidas experimentais do carro


Repetições
Bloco de Madeira

Ângulo de
Inclinação 1 2 3 4 5

0° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00


5° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
10° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
15° 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
20° 0,04 0,04 0,02 0,08 0,10
25° 0,12 0,16 0,18 0,16 0,18
30° 0,22 0,20 0,20 0,22 0,24
35° 0,28 0,26 0,28 0,30 0,30
40° 0,36 0,34 0,38 0,42 0,42
Fonte: Os Autores

5.3.1 – Incertezas das medições do bloco de madeira

Após a compilação dos dados, foi feito um tratamento estatístico no qual se obteve os
valores conforme o quadro 09.

Quadro 09 – Medidas prováveis para o Bloco de Madeira


Desvio Desvio Desvio Médio
Desvio
Ângulo Valor Médio Desvio Médio Médio Relativo
Padrão
Absoluto Relativo Percentual
0º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
5º 0,00 0,00 0 0 0% 0,00
10º 0,00 0,00 0,00 0,00 0% 0,00
15º 0,00 0,00 0,00 0,00 0% 0,00
20º 0,04 0,00 0,02 0,60 16% 0,03
25º 0,16 -0,04 0,02 0,10 14% 0,02
30º 0,22 0,00 0,01 0,05 6% 0,02
35º 0,28 0,00 0,01 0,04 19% 0,02
40º 0,38 -0,02 0,03 0,07 2% 0,04
Fonte: Os Autores

12
6 – CONCLUSÕES

É possível observar através de experimentos como determinadas forças agem nos


corpos, e ao ser feita a análise do fenômeno através da 2ª Lei de Newton, foi desconsiderado a
ação do atrito, da resistência do ar e de outras eventuais forças resistentes ao movimento.

Foram levantados os parâmetros das incertezas e desvios devido às repetições e


como pode ser observado, algumas variações foram perceptíveis e devem ser desconsideradas,
pois caracteriza algum problema ou falha durante o levantamento de dados, como ocorreu em
algumas medições com o ângulo de 10º para o carro sem massa, e só foi possível verificar
esse dado devido aos resultados obtidos através do levantamento dos desvios e a redução das
incertezas, sem as repetições a propagação de erros podem simplesmente desqualificar os
valores aferidos.

Estes experimentos ajudam no entendimento da decomposição das forças no plano


inclinado e mostram como os ângulos, massa e as forças atuam na realidade, além de auxiliar
na visualização de diversos conteúdos estudados em Mecânica que não estão utilizados em
aulas experimentais. Com isso, proporcionou para os alunos um melhor entendimento e
compreensão das metodologias aplicadas com o uso do laboratório de física, facilitando assim
a busca de ótimos resultados.

13
BIBLIOGRAFIA

 Manual Experimental do Plano Inclinado Kersting – Ref. EQ001 Cidepe – Centro


Industrial de Equipamentos de Ensino e Pesquisa. Canoas – RS.

 HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; E. WALKER, J. Fundamentos da Física. V. 1. 9.ed.-


Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2012.

 TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física para cientistas e engenheiros - Mecânica,


Oscilações e Ondas, Termodinâmica. 6.ed. LTC, 2011.

 VALENTE, Z.A. Roteiro de Aulas Práticas de Física – UFPA/EAD – Polo Barcarena.


Pará. 2019.

14