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Olá, na Dica do Professor de Hoje, vamos falar sobre a Guerra do Iraque: um dos

marcos atuais.

A guerra do Iraque se mostrou como um ponto de várias problemáticas


contemporâneas acerca de temas como imigração, radicalismo religioso, xenofobia e
terrorismo. De um ponto de vista mais neutro, portanto, mais central, o conflito no
país já se dava em torno da exploração imperialista sobre o pretóleo iraquiano.
Entretanto, tudo se acirrou com os ataques de 11 de setembro de 2001, quando
quatros aviões foram sequestrados, por fundamentalistas islâmicos membros da Al-
Qaeda, e colidiram, propositalmente, com as Torres Gêmeas assassinado a todos à
bordo e centenas de pessoas que estavam nos prédios. E, posteriormente, colidindo
com o Pentágono.

A resposta estadonidense ao ataque foi a Guerra ao terror, ou Guerra do Iraque. A


invasão teve início em 20 de março de 2003 com um bombardeamento aéreo
intitulado de “choque e pavor” nas cidades iraquianas, com enfoque maior em Bagdá.
Em um mês os EUA e seus apoiadores conseguiram tomar o país e prender seu
presidente na época, Saddam Hussein, que foi julgado e morto enforcado.

Posteriormente, o conflito local entre sunitas e xiitas se acirrou, o que gerou uma
intensa guerra civil. Acabando por parte dos apoiadores de Bush desertarem, dado o
conflito sangrento, o que culminou também na retirada das tropas em 18 de
novembro de 2011. A guerra civil acontece até os dias atuais. O que, culminou,
recetemente, em 2014, na dominação do norte do Iraque por parte do grupo
terrorista, Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Dessa forma, vê-se o que a filósofa Judith Butler aponta como vunerabilidade do
sujeito frente ao Estado: como podem os sujeitos reinvindicar do Estado uma
proteção, sendo o Estado o maior violador de direitos? Dito de outro modo, para
Butler, o próprio Estado cria inimigos, os transmite aos sujeitos por meio da mídia e da
imposição, normalmente, os setores conservadores são os menos acríticos das
demandas ideológicas estatais.

Assim, o Estado é responsvável pela retórica da diferença, ou seja, do inimigo que o


ressentimento coletivo deve se ocupar. Neste contexto, pensando a Guerra no Iraque,
conclui-se que o terrorismo é condenável, sim! Entretanto, nem todos os mulçumanos
que estão nos EUA são terroristas. A normatização de uma concepção de sujeito leva à
descredibilização do outro, trata-se de uma ideologia do medo, criada pelo próprio
Estado.

Bons estudos!