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_________________________________________________________________________
FACULDADE UNINASSAU
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM EM BLOCO OPERATÓRIO

MÁRCIA PEREIRA SAMPAIO

PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO


ASPECTOS ORGANIZACIONAIS DO CENTRO DE MATERIAL E ESTE-
RIALIZAÇÃO

FORTALEZA

2019
!

MÁRCIA PEREIRA SAMPAIO

ASPECTOS ORGANIZACIONAIS DO CENTRO DE MATERIAL E ESTE-


RIALIZAÇÃO

Projeto de Pesquisa apresentado à Disciplina


de Metodologia da Pesquisa da Faculdade
Uninassau Fortaleza, Sede Doroteias , como
parte dos requisitos para obtenção do título
de Especialista em Enfermagem em Bloco
Operatório.

Orientador: (Dr.: JAILSON DE CASTRO


FREITAS ).

FORTALEZA

2019
!

RESUMO

Este trabalho aborda a Unidade Centro de Material no contexto hospitalar, e os seus aspectos or-
ganizacionais, relacionados ao dimensionamento, zoneamento, recursos materiais e humanos. O
que se espera como resultado da implementação das Boas Práticas Recomendadas no Processa-
mento de Produtos para a Saúde é “o paciente livre de sinais e sintomas de infecção”. Esse resul-
tado está dentro do domínio de respostas fisiológicas, cujo diagnóstico de enfermagem associado
é “Risco para infecção”. As intervenções associadas que podem levar ao resultado desejado in-
cluem “Proteção contra a contaminação cruzada”.

Unitermos: Enfermagem. Unidade centro de material.

ABSTRACT

This study presents the central supply unit in the hospital taking into consideration organizing
aspects related to its dimension, áreas, material and human resources. What is expected as a result
of the implementation of Best Practices in Healthcare Product Processing is "the patient free of
signs and symptoms of infection." This result is within the domain of physiological responses,
whose associated nursing diagnosis is "Risk for infection". Associated interventions that may lead
to the desired outcome include "Protection against cross-contamination".

Uniterms: Nursing. Central Supply Unit.


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ………………………………………………………….. 05
2 GERENCIAMENTO EM CENTRO CIRÚRGICO ……………………. 10
2.1 EQUIPE DE ANESTESIA ………………………………………………. 11
2.2 EQUIPE MÉDICA ………………………………………………………. 12
2.3 EQUIPE DE ENFERMAGEM ………………………………………….. 13
3 AUXILIAR ADMINISTRATIVO …………………………………………. 17
3.1 AUXILIAR DE LIMPEZA ………………………………………………… 17
4 ORÇAMENTO ……………………………………………………………. 18
5 CRONOGRAMA ………………………………………………………….. 19
6 REFERÊNCIA …………………………………………………………….. 20
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1. INTRODUÇÃO
A palavra cirurgia originou-se do grego kheirourgía, que significa trabalho manual que vem ao
encontro dos procedimentos realizados na atualidade por meio de processos manuais e com auxí-
lio de instrumentais, tendo seus primeiros desenvolvimentos científicos no século XVI.
Os primeiros relatos sobre centros cirúrgicos (CCs) surgiram na Antiguidade, com a finalidade
de facilitar o trabalho da equipe médica. Nessa época, os cirurgiões tinham seu desenvolvimento
prático por um aprendizado não acadêmico. A partir da Era Moderna, houve a integração das sa-
las de cirurgia e de áreas comuns desse setor, como lavabos e vestiários. O CC também é definido
como uma “unidade destinada ao desenvolvimento de atividades cirúrgicas, bem como à recupe-
ração pós-anestésica e pós-operatória imediata”, ocupando uma área restrita e independente da
circulação geral e de fácil acesso aos pacientes. O ambiente do CC deve ocupar uma área restrita
e independente da circulação geral e livre do trânsito de pessoas estranhas ao serviço. É impor-
tante ter o mínimo de ruídos e acesso fácil para o paciente.
Levando em consideração essa definição, este artigo abordará o processo de trabalho em CC,
apresentando o que é a área cirúrgica, baseando-se em legislação vigente, além das atribuições
de cada membro da equipe cirúrgica. A sistematização da assistência de enfermagem periopera-
tória (SAEP) também será discutida, além de instrumentalizar o enfermeiro na área cirúrgica,
assim como o conhecimento e a aplicabilidade do dimensionamento de pessoal de enferma-
gem em CC.

O centro de material destaca-se no contexto da organização hospitalar, de uma forma bastante


peculiar, por caracterizar-se como uma unidade de apoio a todos os serviços assistenciais e de
diagnóstico que necessitem de artigos médico-hospitalares para a prestação de assistência aos
seus clientes . O CME tem importância destacada há várias
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décadas, tanto do ponto de vista técnico-administrativo quanto econômico, pela complexidade


das atividades executadas, para as quais necessita de condições ambientais e estrutura organizaci-
onal adequadas, garantindo a qualidade do processamento dos produtos para a saúde.
A Central de material esterilizado (CME) – é a unidade destinada à recepção, expurgo, limpeza,
descontaminação, preparo, esterilização, guarda e distribuição dos materiais utilizados nas diver-
sas unidades de um estabelecimento de saúde. Pode se localizar dentro ou fora da edificação
usuária dos materiais. Área de recepção, separação e descontaminação de materiais . É nessa área
que está centralizada grande quantidade de artigos sujos com sangue, secreção e excreção. Embo-
ra com finalidade e objetivos claramente definidos, o CME não existia, no passado, como unidade
independente e autônoma, como é visto na atualidade; era a unidade do Centro Cirúrgico (CC)
que, além de centralizar as salas de operações, também se responsabilizava pelo processamento e
pela esterilização de materiais necessários para a prestação de assistência a todos os clientes hos-
pitalizados ou em tratamento ambulatorial . A diferenciação das atividades realizadas pelo CME e
pelo CC, associada ao intenso desenvolvimento tecnológico dos últimos anos e aos avanços do
conhecimento no campo da infecção hospitalar, determinaram a separação dessas duas unidades,
tornando o CME uma unidade hospitalar independente e autônoma, que procura atender igual-
mente a todas as unidades consumidoras, mesmo aquelas com menor demanda de materiais, mas
tão importantes quanto o CC, até então um consumidor privilegiado.

Em decorrência do avanço na cirurgia, houve o crescimento da própria instituição hospitalar, tan-


to em relação ao aumento da oferta de número de leitos e unidades de internação, como o surgi-
mento de serviços de diagnóstico e terapêutico, como a Radiologia, Laboratórios, Endoscopia,
Banco de Sangue, dentre outros. Com o aumento da demanda de materiais, sentiu-se a necessida-
de de centralizar as atividades de preparo em um único local, de forma a racionalizar o preparo, a
guarda e a distribuição desses materiais e otimizar o uso dos equipamentos de esterilização que,
dispersos pelas unidades de internação representavam um problema para a instituição, tanto pela
dificuldade de manutenção e a falta de padronização nos procedimentos de esterilização, como
pelo fato de comprometerem espaços que poderiam ser utilizados na assistência , Nascia assim, a
!

Unidade Centro de Material. Por sua vez, as salas de operações também são centralizadas, com a
7! finalidade de racionalizar a utilização de áreas comuns do centro cirúrgico, como lavabos, ves -
tiários, laboratórios, dentre outros, localizando-se junto a UCM, de forma a garantir o rápido
acesso ao material esterilizado.

No entanto, mesmo com medidas efetivas aos métodos de esterilização, ainda é possível observar um CME descentralizado, que admite o preparo

de parte do material nas unidades e parte no Centro de Material, o qual se responsabiliza pela esterilização.

Nesse sentido, o CME, no cenário hospitalar, é um colaborador para o controle de Infecção Hospitalar, necessitando da atuação de profissionais

conscientes de sua função, tendo claros os princípios de técnicas assépticas que devem ser rigorosamente seguidas .

A conscientização quanto ao problema das infecções hospitalares, fez todos os profissionais que cuidam direta ou indiretamente dos pacientes se

envolverem no combate às infecções hospitalares, proporcionando maior eficiência ao serviço nos hospitais. Segundo o Centro de Material e

Esterilização ocupou um espaço de destaque, à medida que passou a ser uma ferramenta para a qualidade das atividades de toda a equipe. Mesmo

distante do cuidado direto ao paciente, os profissionais do CME fornecem, cotidianamente, suporte para o cuidado direto, uma vez que o adequado

processamento de materiais resulta em cuidado ao paciente com menos risco para o desenvolvimento de infecções e, consequentemente, configura

segurança física e material a este. A atenção dada ao processamento

adequado dos artigos é subestimada quando são comparadas as modernas e sofisticadas tecnologias a serviço da assistência direta aos pacientes

cirúrgicos, uma vez que as etapas do processamento dos artigos são vistas como um simples processo, não recebendo atenção devida quando

comparada ao todo, o que é um risco se for considerada a gravidade de uma infecção.

A diferenciação das atividades realizadas pelas UCM e UCC associada ao intenso desenvolvi-
mento tecnológico dos últimos anos e aos avanços no conhecimento do campo da infecção hospi-
talar, proporcionaram a separação dessas duas unidades. A UCM torna-se uma unidade hospitalar
organizacionalmente independente, que procura atender igualmente todas as unidades consumi-
doras, mesmo aquelas com menor demanda de materiais, mas tão importantes quanto a UCC, até
então um consumidor privilegiado .

Os hospitais passaram, assim, a planejar essa unidade separadamente da UCC e os mais antigos,
principalmente os de grande porte foram se reorganizando, na busca da racionalização do traba-
!

lho ali desenvolvido . Entretanto, deve-se ressaltar que no cenário brasileiro, ainda se verifica
com muita freqüência, a UCM agregada a UCC, sob a responsabilidade de uma única enfermeira,
e até mesmo os trabalhadores de enfermagem atuando nas duas unidades. Este fato é problemáti-
co, uma vez que o trabalho desenvolvido nessas unidades é bastante distinto um do outro, ou seja,
o processo de trabalho de enfermagem na UCM em sua acepção geral objeto, instrumentos, fina-
lidade é diferenciado do processo de trabalho de enfermagem na UCC.

O CME dentro do EAS pode estar localizado o mais próximo possível das unidades fornecedoras
(almoxarifado e lavanderia), essenciais à dinâmica de trabalho, uma vez que são responsáveis
pelo suprimento de materiais têxteis e de primeiro uso (não de pronto uso) a serem processados
pode também estar próximo das principais unidades consumidoras, especialmente o bloco cirúr-
gico; ou ainda, mais aceito atualmente, em qualquer andar, independentemente da proximidade
com as unidades fornecedoras e consumidoras, priorizando o espaço físico para o desenvolvimen-
to de seus processos de trabalho; para isso, deve contar com sistemas de comunicação ágeis e
competentes, principalmente com as unidades consumidoras, como monta-cargas, elevadores e
corredores exclusivos, sem prejuízo na provisão de materiais para o CC e demais unidades.
Nesse sentido, para a realização das atividades dentro do CME, torna-se necessária uma infraes-
trutura que dê suporte aos trabalhadores que as desenvolvem. Não podemos esquecer que todos
os serviços que compõem o hospital necessitam, para realizar suas atividades, dos materiais con-
feccionados e reprocessados pelo Centro de Material e Esterilização. Para tanto, é preciso uma
área física adequada, com insumos, equipamentos, estabelecimento de rotinas de trabalho, rotinas
técnicas adequadas e os recursos humanos com conhecimento e habilidades específicas para tra-
balhar em CME.
O serviço cirúrgico é composto por CC, sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e centro de
material e esterilização (CME).
O CC representa um setor de grande destaque, que é destinado a atividades cirúrgicas,
assim como à recuperação pós-anestésica e pós-operatória imediata. É o local onde o
paciente é recebido para realizar um procedimento cirúrgico eletivo, de emergência ou
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de urgência. As atividades desenvolvidas no CC devem transcorrer de modo harmonioso, sincro-


nizado e paciente, visando à segurança do paciente. Por esse motivo, seu planejamento deve ser
de responsabilidade da equipe multiprofissional, em especial do enfermeiro pautado no estabe-

lecimento de normas rígidas, com base em boas práticas de instituições, legislações e referencais.

Esse setor está alocado no zoneamento assistencial dentro da estrutura hospitalar.


O zoneamento pode ser organizado como:
■ social — serviços de atendimento ao público e administrativos (restaurante, lobby);
■ assistencial — serviços médicos, CC, diagnósticos, emergência;
■ internação — serviços de hotelaria, apartamentos e unidades de terapia intensiva (UTIs);
■ staff e áreas de apoio — serviço de logística, suprimentos, laboratórios, farmácia,
almoxarifado, cozinha.
O CC é um setor de alto custo em função de sua construção, a qual deve estar de acordo com as
normas técnicas e assépticas, e da quantidade de equipamentos indispensáveis, que devem ter o
propósito de promover a segurança tanto da equipe multidisciplinar quanto de pacientes, fami-

liares e administração hospitalar. Esse setor deve manter próxima a inter-relação com a inter-

nação clínica e cirúrgica, o centro de terapia intensiva (CTI), a emergência e o centro de di-
agnóstico por imagem (CDI).

A unidade de CC é composta, além do CC, pela SRPA e pelo CME.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define o CC como um conjunto
de elementos destinados a atividades cirúrgicas, à recuperação anestésica e ao pós-operató-
rio imediato.

Quadro 1
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ÁREAS ESPECÍFICAS DO CENTRO CIRÚRGICO

Área Descrição

Restritas ou zona estéril : São aquelas que limitam a circulação de pessoas e equipamentos, com rotinas próprias para o controle e a manutenção

da assepsia, onde é necessário o uso de uniforme privativo e de máscaras que cubram a boca e o nariz, como, p. ex., sala cirúrgica, corredor

interno e lavabo.

Semirrestritas ou zona limpa : São aquelas que permitem a circulação de pessoal e de equipamentos de maneira que não interfira nas rotinas de

controle e de manutenção da assepsia das áreas restritas, onde é necessário o uso de uniforme privativo e de protetores de calçados ou calçados

adequados, como, p. ex., corredores do CC, secretaria, copa, sala de conforto/estar, sala de guarda de equipamentos, farmácia-satélite.

Não restritas ou zona de proteção : São aquelas que têm circulação livre de pessoas, não sendo exigidos cuidados especiais, nem uso de uni-

forme privativo, como, p. ex., elevadores, corredores externos, vestiários, local de transferência de macas.

Existem diferentes tipos de CCs de acordo com certos níveis e complexidade da operação a
ser realizada. Um CC ambulatorial requer uma infraestrutura mais simples e não precisa,
necessariamente, estar inserido dentro do hospital, desde que tenha um hospital de referência.

Para saber mais:


O CC é composto basicamente por setor de admissão, sala de espera da família, vestiários
de barreiras para médicos e funcionários, sala de conforto, área de recepção do paciente,
sala de cirurgia, arsenal, farmácia, sala para guarda de aparelhos e equipamentos das
diversas especialidades, rouparia, sala de lanche, sala de depósito de cilindros de gases,
sala para esterilização química, sala da higienização com material de limpeza expurgo, sala
para o lixo, sala de anatomia patológica e sala para limpeza de material.

2. GERENCIAMENTO EM CENTRO CIRÚRGICO

O processo de trabalho no CC tem por objetivo prestar uma assistência curativa e individualizada,
além de promover uma interface com as demais áreas do hospital. Os profissionais atuantes nesse
setor precisam estar aptos para prestar cuidados específicos e, muitas vezes, de alta complexidade
!

e individualizados a pacientes submetidos aos mais diversos procedimentos anestésico-cirúrgicos.


Comumente, o gerenciamento em CC é exercido pelo enfermeiro . Direcionando a organização
para o âmbito do CC, deve-se ter em mente a importância da conjugação de esforços, de forma
harmônica e integrada, visando à segurança do paciente e à eficiência do ato cirúrgico. No traba-
lho em equipe, o objetivo é prestar a melhor assistência às necessidades do paciente. É importan-
te, ainda, que o profissionalismo e as boas relações humanas prevaleçam sobre tensões, que são
inevitáveis nesse tipo de trabalho.

Os recursos humanos no CC compõem-se de médico anestesiologista, auxiliar de anestesia, mé-


dico cirurgião titular e assistente, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem circulante e ins-
trumentador cirúrgico, auxiliar administrativo e auxiliar de limpeza.

O trabalho da equipe multiprofissional na unidade de CC deve ser realizado com grau


de competência técnico-científica, além de articulação ética, zelando pela segurança do
paciente, das equipes e dos familiares.

2.1 . EQUIPE DE ANESTESIA


A equipe de anestesia é composta de médicos anestesiologistas e auxiliar de
anestesia.

Médico anestesiologista
Compete ao médico anestesiologista:
■■ avaliar o paciente no pré-operatório;
■■ prescrever a medicação pré-anestésica para o paciente quando ele estiver interna-
do;
■■ planejar e executar a anestesia;
■■ conhecer, com antecedência, as condições clínicas do paciente;
■■ verificar a disponibilidade de materiais e equipamentos necessários para a realiza-
ção do ato anestésico;
!

■■ verificar e registrar os sinais vitais do paciente durante o ato anestésico;


■■ responsabilizar-se diretamente por todas as etapas da anestesia e pelas possíveis
complicações;
■■ acompanhar o paciente ao término da cirurgia até a UTI ou SRPA;
■■ responsabilizar-se pela alta do paciente da SRPA.

Auxiliar de anestesia
O auxiliar de anestesia, em geral com a formação de técnico ou auxiliar de enfermagem
e
treinamento para atuar nessa função, desempenha as atividades a seguir:
■■ Confirmar, junto ao anestesiologista, qual anestesia será realizada;
■■ prever e fornecer o material necessário para realizar o ato anestésico;
■■ conferir e testar o carro anestésico antes do início do procedimento;
■■ preparar as soluções para a infusão venosa;
■■ posicionar as braçadeiras para o apoio dos membros superiores do paciente;
■■ montar e testar o sistema de aspiração;
■■ auxiliar o anestesista na indução e manutenção da anestesia geral;
■■ ajudar no posicionamento do paciente de acordo com o tipo de anestesia;
■■ realizar os registros pertinentes ao ato anestésico no prontuário do paciente;
■■ encaminhar os materiais utilizados ao CME após o procedimento.
2.2 EQUIPE MÉDICA

A equipe médica possui cirurgião titular e cirurgião auxiliar.


Cirurgião titular
O cirurgião titular é responsável integral pelo ato cirúrgico.
Destacam-se entre as atribuições do cirurgião titular, além das que foram mencionadas anterior-
mente:
■■ conhecer a qualificação dos profissionais que atuam no ato cirúrgico;
■■ planejar, executar e coordenar o ato cirúrgico desde o início até o seu término;
■■ responsabilizar-se integralmente pelo paciente e pelo ato cirúrgico;
!

■■ manter a ordem no campo operatório; desenvolver as atividades de ensino e pesquisa;


■■ manter a ordem, disciplina e harmonia durante o ato operatório entre as equipes;
■■ cumprir e fazer cumprir o regulamento institucional e o regimento do CC.

Cirurgião auxiliar
O cirurgião auxiliar tem a função de auxiliar o cirurgião titular durante todo o procedimento
cirúrgico, exercendo as atividades delegadas por ele, substituindo-o quando necessário.

Compete ao cirurgião auxiliar:


■■ providenciar e checar para que o prontuário chegue à sala cirúrgica junto ao paciente;
■■ conferir o material geral e específico necessário para o ato operatório;
■■ receber o paciente na sala cirúrgica;
■■ preparar o paciente na sala cirúrgica, realizando técnicas como punção venosa, dissecção ve-
nosa, cateterismo vesical, posicionamento cirúrgico e anti-sepsia da pele de acordo com o proce-
dimento a ser realizado;
■■ colaborar com o instrumentador na montagem da mesa cirúrgica de acordo com a rotina de
cada instituição;
■■ auxiliar o cirurgião responsável durante todo o procedimento;
■■ permanecer junto ao paciente após a cirurgia, até sua acomodação no leito;
■■ desenvolver atividades de ensino e pesquisa;
■■ cumprir e fazer cumprir o regulamento institucional e o regimento do CC.

2.3 EQUIPE DE ENFERMAGEM


Levando em consideração o Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987, que regulamenta a Lei nº
7.498/1986, a qual dispõe sobre o exercício da enfermagem e dá outras providências, a equipe de
enfermagem é composta por enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem, que atua como ins-
trumentador e como circulante. É vedado a qualquer profissional de enfermagem a função de au-
xiliar de cirurgia, que compete à equipe médica.
!

Enfermeiro
O enfermeiro é o profissional habilitado e responsável para gerenciar as necessidades
que envolvem o ato anestésico cirúrgico em todas as suas etapas. Dependendo do porte da insti-
tuição, há o enfermeiro coordenador e o enfermeiro assistencial.
Ao enfermeiro que atua como coordenador ou em atividades assistenciais, conforme previsto na
Lei do Exercício Profissional nº 7.498/86 do Cofen compete:
■■ exercer liderança perante a equipe cirúrgica;
■■ ter postura de acordo com o cargo;
■■ ser ético, pontual, assíduo;
■■ manter um bom relacionamento com as equipes médicas, de enfermagem, pacientes e colegas
da instituição das áreas de apoio;
■■ ter pensamento estratégico;
■■ identificar e dar visibilidade a possíveis falhas nos processos;
■■ participar dos órgãos de classe;
■■ prestar cuidado ao paciente e seu familiar no período perioperatório, atuando como educador;
■■ manter-se atualizado.

Enfermeiro coordenador
O enfermeiro coordenador tem atividades e competências atreladas ao funcionamento da unidade.
Entre elas, estão:
■■ participar na elaboração de normas, rotinas e procedimentos da unidade;
■■ prever a necessidade de materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico, mantendo a
unidade informada;
■■ orientar, supervisionar e avaliar quanto ao uso adequado dos materiais e equipamentos;
■■ apoiar e contribuir com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), sendo um
multiplicador, além de fazer cumprir as normas estabelecidas;
■■ participar de reuniões e comissões;
!

■■ manter controle administrativo, técnico e ético;


■■ implementar programas de melhorias da qualidade assistencial do CC;
■■ manter-se atualizado;
■■ incentivar a equipe para o desenvolvimento;
■■ promover reuniões periódicas com as equipes;
■■ corroborar para o desenvolvimento de pesquisas;
■■ cumprir e fazer cumprir o regulamento e regimento do CC, além dos protocolos.

Enfermeiro assistencial
O enfermeiro assistencial tem as seguintes atribuições:
■■ elaborar o plano de cuidados, programa cirúrgico e de urgência para a equipe assistencial atu-
ar no transoperatório;
■■ prever e fornecer recursos humanos e materiais para prestar atendimento às salas cirúrgicas;
■■ conferir material implantável e específico para os procedimentos;
■■ realizar a supervisão da equipe assistencial dentro da sala cirúrgica;
■■ supervisionar o processo de limpeza de acordo com a CCIH;
■■ zelar pelas boas condições de uso dos materiais;
■■ manter-se atualizado;
■■ contribuir para o ensino e a pesquisa;
■■ seguir os protocolos padronizados pela CCIH institucional.

Técnico ou auxiliar de enfermagem — instrumentador cirúrgico


O técnico ou auxiliar de enfermagem — instrumentador cirúrgico — deve ser flexível, receptivo,
habilidoso, ter competência técnica, inspirar confiança, ser ético, ter boa memória e comunicação
interpessoal. Além disso, é responsável por:
■■ conferir os materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico;
■■ preparar a mesa com os instrumentais e paramentar-se com a técnica asséptica;
■■ conhecer os materiais pelo nome e organizá-los na mesa;
!

■■ ajudar na colocação de campos operatórios;


■■ fornecer ao cirurgião e ao assistente os instrumentais e materiais, solicitando-os ao circulante
de sala;
■■ controlar instrumental, gases e compressas utilizados no ato cirúrgico e conferir com o cirur-
gião, para que não fique nenhum objeto estranho na área operada;
■■ verificar o estado de conservação e funcionamento dos aparelhos e equipamentos, solicitando
conserto ou troca imediatos;
■■ controlar o estoque de material esterilizado e as respectivas datas de esterilização.

Técnico ou auxiliar de enfermagem — circulante de sala


O técnico ou auxiliar de enfermagem — circulante de sala —, como o próprio nome diz, tem a
função de atuar como circulante de sala cirúrgica. Possui atividade de suma importância e res-
ponsabilidade junto ao paciente e à equipe cirúrgica, sendo exigido conhecimento e formação es-
pecíficos para tal.
Ao técnico ou auxiliar de enfermagem — circulante de sala — compete:
■■ estar ciente das cirurgias programadas de acordo com a escala cirúrgica, dando prioridade aos
procedimentos de maior complexidade, conforme a orientação do enfermeiro;
■■ realizar a limpeza preparatória da sala cirúrgica antes da primeira cirurgia do dia;
■■ providenciar os materiais e equipamentos específicos para a cirurgia programada por sala ci-
rúrgica;
■■ zelar pelos equipamentos e testá-los antes do uso;
■■ zelar pela integridade e segurança do paciente;
■■ comunicar ao enfermeiro quaisquer anormalidades com os pacientes;
■■ realizar os registros em prontuário;
■■ auxiliar no acompanhamento e no treinamento de estagiários e de novos colaboradores,
quando solicitado pelo enfermeiro;
■■ participar de reuniões e treinamentos específicos pertinentes à área cirúrgica.
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3 AUXILIAR ADMINISTRATIVO
O auxiliar administrativo, em geral um profissional de nível técnico, executa procedimentos
administrativos específicos, como:
■■ prestar apoio ao atendimento ao cliente e aos seus familiares;
■■ atentar às solicitações das equipes médicas e de enfermagem;
■■ realizar os pedidos de materiais de acordo com a rotina institucional;
■■ realizar as funções de secretaria, como atender telefone, digitar escalas e comunicados;
■■ auxiliar na marcação das cirurgias e organização da escala cirúrgica;
■■ colaborar com o enfermeiro na organização de reuniões;
■■ zelar pela organização das unidades;
■■ cumprir o regulamento institucional e o regimento do CC.
3.1 AUXILIAR DE LIMPEZA
O auxiliar de limpeza é um profissional de extrema importância para a unidade, pois, em fun-
ção de ser considerada uma área crítica da estrutura hospitalar, ela requer tipos específicos de
limpeza nos diferentes momentos da SO.
O profissional que executa a limpeza é crucial para o bom andamento do CC e a
agilidade dos processos, sendo responsável por:
■■ limpeza preparatória (antes do início da primeira cirurgia do dia);
■■ limpeza operatória (durante o procedimento);
■■ limpeza concorrente (ao final de cada procedimento);
■■ limpeza terminal (que acontece diariamente ou semanalmente), conforme a
rotina hospitalar.
O auxiliar de limpeza pode ou não estar subordinado ao enfermeiro, dependendo de cada
instituição. As suas principais funções são:
■■ realizar a limpeza de todo o CC, de acordo com as normas institucionais e da CCIH;
■■ conhecer os produtos destinados à limpeza em uso na instituição;
■■ reportar-se à sua chefia direta sempre que houver necessidade;
■■ cumprir o regulamento institucional e o regimento do CC.
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4. ORÇAMENTO

ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE VALOR (R$) VALOR TOTAL


(R$)

MATERIAL DE
CONSUMO
TINTA PARA 2 50 100
IMPRESSORA

RESMA DE 1 30 30
PAPEL A4
MATERIAL
PERMANENTE

NOTEBOOK X X X
IMPRESSORA X X X
TRANSPORTES 5 3,20 32,00
COMBUSTIVEL 5 3,99 39,90
MENSAL

TOTAL 201,90
!

5. CRONOGRAMA

ETAPAS/ FE MA AB M JU JU AG SE OU NO DE
MES/ANO V R R AI N L O T T V Z
2019
LEVANTAMENTO
BIBLIOGRAFICO X X X X X X X X X X
ELABORAÇÃO DO
PROJETO X X X
APRESENTAÇÃO
DO PROJETO X X
ENVIO A CEP
X X
COLETA DE
DADOS X X X X
ANÁLISE DOS
DADOS E X
ORGANIZAÇÃO

CONSTRUÇÃO
DO ARTIGO X X
REVISÃO E
REDAÇÃO FINAL X X
DEFESA DA
MONOGRAFIA X
!

6 . REFERÊNCIAS
1. Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro
de Material e esterilização. Estrutura física do centro cirúrgico. Práticas recomendadas: centro de
material e esterilização, centro cirúrgico, recuperação pós-anestésica. 6. ed. São Paulo: SOBECC;
2013.
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