Você está na página 1de 12

Resumo feito por Thiago Almeida

Para mais informações como esta, acesse https://sonhadoresesa.blogspot.com Este resumo demorou muitas horas para ser feito. Espero que assim como me ajudou, faça o mesmo com você. (acertei as 6 na prova da ESA).

AS REGIÕES BRASILEIRAS

A Região Nordeste:

- Apresenta grande variedade de paisagens

climatobotânicas, utilizadas para definir

sub-regiões em seu interior. De leste para oeste destacam-se a Zona da Mata, o Agreste, o Sertão e o Meio-Norte.

- Historicamente, a ocupação da região teve início pela Zona da Mata, primeira área

canavieira do país. A ocupação do Agreste e do Sertão deu-se, em parte, pelas condições naturais que possibilitavam a expansão da pecuária. No Meio-Norte a expansão ocorreu no sentido norte-sul.

- Segunda região mais populosa do Brasil

- É considerada a que abriga os maiores problemas socioeconômicos.

- No Nordeste, coexistem áreas agrícolas

modernas, com cultivos de exportação (frutas no vale médio do rio São Francisco, soja e algodão no oeste da Bahia, entre outros), e áreas com agricultura tradicional e de baixa produtividade. - As principais zonas industriais encontram-se nas áreas metropolitanas de Salvador, do Recife e de Fortaleza. Meio-norte:

É uma faixa de transição entre a Amazônia e o sertão semiárido do Nordeste, é composta pelos estados do Maranhão e oeste do Piauí. A vegetação natural dessa área é a mata de cocais, carnaúbas e babaçus, em sua maioria. Apresenta índices pluviométricos maiores a oeste. É uma região economicamente pouco desenvolvida,

prevalece o extrativismo vegetal, praticado na mata de cocais remanescente (babaçu), agricultura tradicional de algodão, cana de

açúcar e arroz, além da pecuária extensiva.

Sertão:

É uma extensa área de clima semiárido, conhecida como Polígono das Secas. Compreende o centro da Região Nordeste, está presente em quase todos os estados. Essa sub-região nordestina possui o menor índice demográfico da Região. Os índices de pluviosidade são baixos e irregulares, com a ocorrência periódica de secas. A vegetação típica é a caatinga. A bacia do rio São Francisco é a maior da região e a única fonte de água perene para as populações que habitam suas margens, é aproveitado também para irrigação e fonte de energia através de hidrelétricas como a de Sobradinho (BA). As maiores concentrações populacionais estão nos vales dos rios Cariri e São Francisco. A principal atividade econômica é a pecuária extensiva e de corte. Outras atividades desenvolvidas no Sertão são:

cultivo irrigado de frutas, flores, cana de

açúcar, milho, feijão, algodão de fibra longa (no Vale do Cariri, Ceará), extração de sal (litoral cearense e potiguar) e o turismo nas cidades litorâneas. A indústria baseia-se no polo têxtil e de confecções.

Sertão:

Corresponde à área de transição entre o sertão semiárido e a zona da mata, úmida e cheia de brejos. Essa sub-região é composta pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. A principal atividade econômica nos trechos mais secos do agreste é a pecuária extensiva; nos trechos mais úmidos é a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira. Predominam as pequenas e médias propriedades com o cultivo do algodão, do café e do sisal (planta da qual se extrai uma

fibra utilizada para fabricar tapetes, bolsas, cordas, etc.). Outro elemento de destaque na economia local é o turismo, com a realização de festas que atraem multidões, como, por exemplo, as festas juninas.

Zona da Mata:

Também conhecida como Litoral Continental, essa sub-região compreende uma faixa litorânea de até 200 quilômetros de largura que se estende do Rio Grande do

Norte ao sul da Bahia. Apresenta a maior concentração populacional do Nordeste e é a sub-região mais urbanizada. O clima é tropical úmido e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas. A vegetação natural é a mata Atlântica. O cultivo da cana de açúcar é a principal atividade econômica praticada na Zona da Mata. Outras atividades econômicas desenvolvidas são: extração de petróleo, o cultivo de cacau, café, frutas, fumo, lavoura de subsistência, significativa industrialização, destaca-se também a produção de sal marinho, principalmente no Rio Grande do Norte, além da atividade

turística que atrai milhões de visitantes para as belas praias nordestinas.

A Região Sudeste:

- Atualmente é a região mais populosa e

urbanizada, com as maiores metrópoles nacionais – São Paulo e Rio de Janeiro –, fortemente industrializadas.

- A produção agrícola da região apresenta os maiores níveis de mecanização do país, com importantes agroindústrias voltadas à exportação, principalmente no estado de São Paulo (laranja e cana-de-açúcar, além de café, soja e milho). No entanto, como em outras regiões, essa agricultura moderna coexiste com cultivos tradicionais e pouco mecanizados.

A Região Sul:

- Única região brasileira que apresenta a maior parte de seu território na zona temperada, o Sul apresenta ainda outras singularidades.

- Apesar de áreas de seu espaço terem sido ocupadas desde o século XVI pela criação extensiva de gado (bovino e equino), seu crescimento demográfico e econômico começou a ocorrer apenas no século XIX, quando recebeu grande número de imigrantes europeus (italianos, alemães,

poloneses, ucranianos, entre outros), que a ocuparam com um sistema de pequenas propriedades.

- Apresenta os melhores indicadores sociais do Brasil em saúde e educação.

A Região Centro-Oeste:

Durante séculos, o Centro-Oeste se manteve pouco populoso e afastado do centro das decisões políticas. A partir da segunda metade do século XX, o sul da região recebeu os reflexos do crescimento da economia paulista, com a

expansão das linhas ferroviárias para transportar o gado bovino. A construção de Brasília, inaugurada em 1960, provocou uma excepcional ocupação da região com a maciça migração de trabalhadores nordestinos empregados na construção civil. Migrantes sulinos ocuparam o Cerrado com o cultivo de grãos em grandes propriedades. Nas últimas décadas do século XX, ocorreu uma forte expansão de agroindústrias, principalmente da soja para exportação. Áreas expressivas de floresta, no norte da região, têm dado lugar às pastagens, mantendo a pecuária como atividade econômica de destaque. A Região Norte:

A mais extensa região brasileira teve, durante o período colonial, um povoamento rarefeito. O primeiro grande surto de ocupação ocorreu entre 1870 e 1910 com a exploração da borracha. A integração da

região se deu a partir dos governos militares, que promoveram sua ocupação e planejaram

a construção de duas grandes rodovias –

Cuiabá-Santarém e Transamazônica. Grandes projetos de extração mineral foram instalados, como Carajás, e foi criada a Zona Franca de Manaus, para promover a industrialização da região. Atualmente, apresenta a maior concentração de grandes propriedades do Brasil e também as principais áreas de conflitos de terras, sobretudo no Pará.

RELEVO

O relevo brasileiro pode ser classificado da

seguinte forma:

Planalto:

Planaltos Residuais Norte-Amazônicos (norte de Roraima e nordeste do Amazonas): terrenos de formação cristalina antiga com presença de serras:

Serra Imeri, Serra Parima, Serra Pacaraima. Nesta região localiza-se o pico mais elevado do território brasileiro:

Pico da Neblina, na Serra do Imeri;

Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba (região centro-oeste): formado por terrenos sedimentares. As principais serras são: Serra das Mangabeiras e

Espigão Mestre;

Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste (região sudeste):

presença de terrenos cristalinos e escarpas. As principais serras são: Serra do Espinhaço, Serra da Mantiqueira, Serra do Mar e Serra da Canastra;

Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná (região centro-sul): formado por terrenos basálticos e sedimentares. Destaque para a Serra do Caiapó e a Serra de Maracaju.

Planície:

As principais são:

Planície Amazônica;

Planície do Pantanal;

Planície Litorânea.

- Depressões: resultado de erosões As principais depressões brasileiras são as Depressões Norte e Sul Amazônica.

ESTRUTURAS E FORMAS DE RELEVO

Intemperismo: é o processo de desagregação (intemperismo físico) e decomposição (intemperismo químico) sofrido pelas rochas;

Escarpa: declive acentuado que aparece em bordas de planalto. Pode ser gerado por um movimento tectônico, que forma escarpas de falha, ou ser modelada pelos agentes externos, que geram escarpas de erosão;

Cuesta: forma de relevo que possui um lado com carpa abrupta e outro com aclive suave. Essa diferença de inclinação mostra que os agentes externos atuaram sobre rochas com resistências diferentes;

Chapada: também conhecido como planalto tubular;

Inselberg: saliência no relevo encontrada em regiões de Clima Semiárido e Árido, sua estrutura rochosa foi mais resistente à erosão que o material que estava em seu entorno;

Restinga: espaço geográfico formado sempre por depósitos arenosos paralelos à linha da costa;

Falésias: paredões rochosos resultantes do impacto direto das ondas contra as rochas;

Enseada: praia com formato de arco;

Recife: barreira próxima à praia que diminui

ou bloqueia o movimento das ondas; Terraceamento: consiste em fazer cortes nas superfícies íngremes para formar degraus e ajudar na agricultura. Relevo submarino:

Plataforma Continental: é a continuação do continente abaixo do nível do mar; Talude: é a borda da plataforma continental, marcado por um desnível abrupto de até 2km; Região pelágica (ou abissal): corresponde à crosta oceânica propriamente dita.

MASSAS DE AR

- Massa Equatorial Atlântica (mEa): quente

e úmida. Tem como origem a região próxima ao Arquipélago dos Açores, formando os ventos alísios de nordeste e trazendo estabilidade ao tempo; - Massa Equatorial Continental (mEc):

quente e muito úmida. Origina-se a noroeste da Bacia Amazônica e tem tendência a trazer instabilidade ao tempo;

- Massa Tropical Atlântica (mTa): quente e

úmida. Forma-se nas imediações do Trópico

de Capricórnio, sobre o Atlântico Sul. Forma os ventos alísios de sudeste e influi no litoral oriental do país;

- Massa Tropical Continental (mTc): quente

e seca. Forma-se sobre a Planície do Chaco, entre a Argentina e o Paraguai, e traz estabilidade ao tempo. Essa massa de ar pode ampliar seu raio de ação, podendo atingir regiões mais ao sul do Brasil,

barrando ou retardando a entrada de frentes frias ou provocar longas estiagens no estados do sul do Brasil ;

- Massa Polar Atlântica (mPa): fria e úmida.

Originária da Patagônia, no sul da Argentina. É responsável pelas chuvas litorâneas no litoral do Brasil, bem como pelas geadas da região sul e pelo fenômeno da friagem na região amazônica. O encontro dessa massa de com a mTc dá origem às chamadas frentes frias.

CLIMA

Clima Equatorial:

- Quente e úmido;

- Apresenta pequena amplitude térmica;

- Temperaturas elevadas;

- Compreende a Amazônia;

- É um clima dominado pela mEc em quase toda sua extensão e durante todo o ano. Na parte litorânea a Amazônia existe um pouco de influência da mEa e algumas vezes,

durante o inverno, a frente fria atinge o sul e o sudoeste dessa região, ocasionando uma queda da temperatura chamada friagem. Clima Tropical:

- Ocorre na maior parte das regiões que se localizam entre os trópicos de Câncer e Capricórnio;

- Influencia o centro do país, especialmente o Centro-Oeste, incluindo partes do MA, PI, CE, BA e MG;

- Apresenta elevadas temperaturas em boa parte do ano;

- Baixa amplitude térmica;

- Possui duas estações bem definidas: uma quente e úmida (verão) e outra fria e seca (inverno); - Variações:

Tropical Úmido/Litorâneo/Atlântico:

- Ocorre, principalmente, no litoral oriental e sul do Brasil;

- Influenciado pela mTa;

- Elevadas temperaturas;

- Elevado teor de umidade;

- Compreende as proximidades do litoral desde o Rio Grande do Norte até a parte setentrional do estado de São Paulo.

Tropical de Altitude:

- Apresenta-se em regiões serranas e de planaltos, especialmente na região Sudeste;

- Baixa amplitude térmica.

Tropical Semiárido:

- Típico da região Nordeste, especialmente no interior, lugar conhecido como polígono da seca;

- Apresenta temperaturas elevadas o ano todo;

- Escassez de chuva.

Clima Subtropical

- Ocorre unicamente na região Sul;

- Predomina a mTa, provocando chuvas abundantes, principalmente no verão. No inverno há o predomínio das chuvas frontais;

- As temperaturas médias são baixas;

- A amplitude térmica é alta.

OS FENÔMENOS CLIMÁTICOS E A

INTERFERÊNCIA HUMANA

A subida e a descida do ar atmosférico estabelecem padrões de circulação chamados células de Hadley (nas latitudes equatoriais e tropicais) e células de Ferrel (nas médias latitudes).

Ilhas de Calor;

Inversão Térmica:

Fenômeno atmosférico muito comum nos grandes centros urbanos industrializados e que é mais frequente nos meses de inverno,

em que o ar frio fica embaixo e o ar quente fica em cima (invertido).

El Niño:

Fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico

Tropical. Altera o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, afetando, assim, os regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias;

La niña: é exatamente o El Niño ao contrário (resfriamento), afeta o mesmo lugar;

Protocolo de Kyoto: acordo firmado para a redução da emissão de gases do efeito estufa.

HIDROGRAFIA

Aquífero Alter do Chão:

- O maior do mundo;

- Mais que o dobro do Guarani;

- Abrange os estados: AM, AP e PA.

Aquífero Guarani:

- O segundo maior do mundo;

- Abrange MT, GO, MS, MG, SP, PR, SC e RS.

Rios Perenes ou Caudalosos: nunca secam, devido ao grande volume de água;

Rios Intermitentes (ou Temporários):

secam no período de estiagem;

Rios de Planície (podem ser lagos): são facilmente navegáveis desde que não ocorra diminuição no nível das águas;

O Brasil não possui lagos tectônicos;

Todos os rios brasileiros, com exceção do Amazonas, possuem regime simples pluvial;

Todos os rios do Brasil são exorréicos (desaguam no mar);

A maior parte dos rios é perene (nunca seca totalmente);

As águas fluviais desaguam no mar, porém podem desaguar também em depressões no interior do continente ou se infiltrarem no subsolo;

A hidrografia brasileira é utilizada como fonte de energia (hidrelétricas), porém muito pouco para navegação.

BACIAS HIDROGRÁFICAS

É a área compreendida por um rio principal,

seus afluentes e subafluentes.

Principais Bacias Hidrográficas do Brasil:

Bacia Amazônica:

-

Considerada a maior do planeta;

-

Concentra 70% da água doce do planeta;

-

Deságua no oceano Atlântico, na Ilha de Marajó;

-

Abrange Peru, Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia;

-

O

rio principal da bacia, o Amazonas, é o

maior do mundo, ele nasce na cordilheira dos Andes (Peru) e quando entra no Brasil é intitulado de Solimões. A confluência do Solimões com o rio Negro constitui o Amazonas.;

-

Essa bacia possui o maior potencial elétrico do Brasil;

-

Principais rios: Rio Amazonas, Rio Negro, Rio Solimões, Rio Xingu, Rio Madeira, Rio Tocantins e o Rio Branco;

-

A hidrovia do rio Madeira possibilita o transporte principalmente de gêneros agrícolas, entre Porto Velho e Itacoatiara.

 

Bacia do Tocantins-Araguaia:

-

Ocupa quase 10% do território nacional;

-

É a maior bacia localizada inteiramente dentro do território brasileiro;

-

Seu principal curso d’água é o rio

Tocantins, que nasce no planalto de Goiás,

a

cerca de mil metros de altitude, sendo

formado pelos rios das Almas e Maranhão.

-

Seu principal afluente é o rio Araguaia, onde se encontra a ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo (350 km de comprimento e 80 km de largura).

-

Apresenta grande potencial elétrico;

-

Biomas: Amazônia (norte) e Cerrado (sul);

-

Usinas hidrelétricas: Tucuruí e Luiz Eduardo Magalhães.

Bacia do São Francisco:

- Também é totalmente brasileira, juntamente com a Bacia do Tocantins;

- Estados abrangidos: BA, SE, AL, PE, GO, MG e DF;

- Biomas presentes: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica;

- Usinas hidrelétricas: Paulo Afonso, Três Marias, Xingó, Sobradinho e Itaparica.

Bacia do Prata: união das bacias do Paraná, do Uruguai e do Paraguai.

Bacia do Paraguai:

- Nasce em território brasileiro;

- Abrange Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia;

- No Brasil, sua área atinge porções dos estados de MT e MS. A bacia inclui o Pantanal, que funciona como um grande

reservatório que regulariza a vazão do rio Paraguai.

Bacia do Paraná:

- Usada na construção de usinas hidrelétricas, tais como: Furnas, Marimbondo, Porto Primavera e Itaipu (entre Brasil e Paraguai);

- A principal rota de navegação é a hidrovia Tietê-Paraná;

- Estados abrangidos: PA, SP, MG, MS, GO, SC.

Bacia do Uruguai:

- Usinas: de Itá, Machadinho, Foz de Chapecó e Salto Grande (todas no rio Uruguai);

- É de grande importância para a região, pois fornece, através de sistemas de irrigação,

água para a agroindústria instalada na região

sul do Brasil.

Bacias secundárias: Formadas por

rios que não pertencem a nenhuma bacia principal, porém foram reunidas em 3 grupos de bacias isoladas devido a sua localização:

- Bacia do Norte-Nordeste;

- Bacia do Leste;

- Bacia do Sudeste-Sul.

CORRENTES MARÍTIMAS

Constituem-se como um importante fator climático.

● Efeito Coriolis: desvio que os ventos

alísios sofrem, provocado pelo movimento de rotação da terra. Por causa do movimento de rotação da terra

e do consequente efeito Coriolis, as

correntes marítimas circulam em sentidos

diferentes entre os dois hemisférios: no norte elas percorrem o sentido horário e no sul o sentido anti-horário. Os fatores responsáveis pelas correntes marítimas são: o deslocamento dos ventos e das massas de ar e as diferenças de temperatura, salinidade e pressão atmosférica.

Correntes Quentes: são provenientes das faixas equatoriais do planeta, em que a insolação é maior e as temperaturas também. Essas características fazem com que elas sejam mais superficiais e se desloquem mais rapidamente do que as demais correntes. Nelas o índice de evaporação é maior, o que faz com que as áreas banhadas recebam uma maior quantidade de umidade. As principais correntes quentes são: a corrente das Guianas, a corrente do Golfo, a corrente do México e a corrente do Brasil.

Correntes Frias: inversamente, as correntes frias são provenientes de faixas polares, com elevadas latitudes, sendo, assim, mais frias. Deslocam-se em direção à Linha do Equador. Costumam ser profundas e se deslocar lentamente. O índice de evaporação é menor, fazendo com que áreas próximas recebam menos umidade e chuvas. As principais correntes frias são: a corrente de Humboldt (na costa oeste da América do Sul) e a corrente Circumpolar Ártica.

BACIAS SEDIMENTARES

Principais bacias sedimentares brasileiras:

Bacia Sedimentar da Amazônia – localizada na Floresta Amazônica; Bacia Sedimentar Potiguar – localizada entre o oeste do Ceará e costa do Rio Grande do Norte; Bacia Sedimentar do Paraná – é uma extensa bacia sedimentar localizada na região centro-leste da América Sul. Possui reservas significativas de carvão mineral; Bacia Sedimentar do Espírito Santo – localizada entre o litoral norte do Espírito Santo e o sul da Bahia. Possui significativas reservas petrolíferas; Bacia Sedimentar de Campos – entre a costa norte do litoral do Rio de Janeiro e a

costa sul do Espírito Santo. É a maior bacia produtora de petróleo do Brasil (cerca de

75%);

Bacia Sedimentar de Santos – situada na plataforma continental (do litoral de Santa Catarina até o litoral do Rio de Janeiro). Possui também importantes reservas de petróleo, exploradas atualmente.

- Grande parte das jazidas de carvão mineral

e petróleo, presentes em bacias sedimentares, se formaram nas eras geológicas Mesozoica e Paleozoica;

- Cerca de 70% da área das bacias

sedimentares brasileiras estão localizadas no interior do país. Já as que se localizam na região costeira totalizam cerca de 30%. O Projeto Grande Carajás (PGC) O PCG, lançado no final da década de 1970

pelo governo federal, visava à integração da

Amazônia Oriental e à exploração de diversos minérios na região da serra dos Carajás, entre eles ferro, manganês, cobre, ouro, estanho e bauxita. A mineração é feita entre as cidades de São Félix do Xingu e

Marabá e entre os rios Tocantins e Xingu. As jazidas de ferro de alto teor dessa região são consideradas as maiores do mundo. O Quadrilátero Ferrífero Situada na porção central do estado de Minas Gerais, a área conhecida como Quadrilátero Ferrífero destaca-se nacional e internacionalmente por seus ricos depósitos de ferro, manganês, ouro, topázio-imperial e bauxita, que fazem de Minas Gerais o maior parque siderúrgico do Brasil, com cerca de

35% do aço nacional.

VEGETAÇÃO

Floresta Amazônica

- Floresta pluvial equatorial;

- Fauna e flora muito diversificadas;

- Suas

outono, ou seja, está sempre verde;

- Sobrevive de seu próprio material orgânico;

- Abrange os estados: AM, AP, RO, AC, PA e RR; toda a região norte;

- O solo é arenoso rico em materiais orgânicos;

Seu ecossistema é perfeitamente equilibrado;

-

árvores não perdem as folhas no

- Possui baixa amplitude térmica;

- Os seus principais problemas são: a

biopirataria, o desmatamento ilegal e o garimpo de ouro;

- É dividida em 3 tipos de matas: Igapó, Várzea e Terra Firme:

Mata de Igapó ou Caaipó:

Matas que estão presentes ao longo dos

rios. Estas matas ficam inundadas durante o ano todo pelas constantes chuvas. A vegetação, composta principalmente por plantas de porte pequeno, apresenta elevada adaptação ao meio de grande umidade. As espécies vegetais mais comuns são: bromélias, vitórias-régias, mucuris e orquídeas.

Mata de Várzea:

É um tipo de mata que também é encontrada

próxima aos rios. Porém, estão em áreas em que as chuvas ocorrem em grande parte do ano, mas não durante todo ano. As árvores frondosas de médio e grande porte fazem

parte da vegetação típica da mata de várzea. Entre estas árvores podemos citar as seringueiras, samaúmas e andirobas.

Mata de Terra Firme ou Caaetê:

É uma mata presente em áreas próximas aos

rios, porém sem ocorrência de inundações. Encontramo-na na Amazônia, em áreas de baixos planaltos sedimentares. As árvores de maior porte (entre 30 e 50 metros de altura) estão presentes nestas matas. É uma mata em que ocorre muita atividade de extrativismo vegetal, em função da grande presença de castanheiras. As principais espécies deste tipo de mata são: quaruba, castanheira, caucho e guaraná.

Mata Atlântica

- Localização: faixa litorânea Norte a Sul;

- Floresta pluvial tropical;

- Menos densa que a Floresta Amazônica;

- Somente 7% da área original da Mata

Atlântica permanece preservada;

- A Mata Atlântica é a segunda maior floresta brasileira, em extensão;

- As árvores de grande porte formam um

microclima na mata, gerando sombra e umidade;

- Na região da Serra do Mar, forma-se na Mata Atlântica uma constante neblina.

Mata de Araucárias ou Mata dos Pinhais

- Localização: região Sul;

- Floresta pluvial subtropical;

- É onde predomina a araucária, também

conhecida como pinheiro-do-paraná ou pinheiro brasileiro;

- É comum a ocorrência de erva-mate, além

de grande va- riedade de espécies valorizadas pela indústria madeireira, como os ipês;

- Foi desmatada, sobretudo com a retirada de madeira para a fabricação de móveis;

Mata dos Cocais

- Localização: região Nordeste;

- Localiza-se no Maranhão, encravada entre

a Floresta Amazônica, o Cerrado e a Caatinga;

- Caracteriza-se como mata de transição entre formações bastante distintas;

- É constituída por palmeiras, com a

presença do babaçu e da carnaúba;

- Desde o período colonial , a região é

explorada economicamente pelo extrativismo de óleo de babaçu e cera de carnaúba;

- Atualmente, porém, vem sendo desmatada

pelo cultivo de grãos para exportação, com

destaque para a soja.

Caatinga

- Localização: região Nordeste;

- Vegetação xerófila (adaptada à aridez);

- Predominância de arbustos caducifólios

(que perdem as folhas em épocas muito frias

ou secas do ano) e espinhosos;

- Ocorre também cactáceas, como o

xique-xique e o mandacaru;

- No verão, em razão da ocorrência de

chuvas, brotam folhas verdes e flores;

- As folhas deste tipo de vegetação são de tamanho pequeno;

- O solo da caatinga apresenta baixa

fertilidade, além de ser pedregoso;

- A fauna da caatinga, ao contrário do que

muitos pensam, é muito rica. Existem centenas de espécies vivendo neste bioma. Podemos citar entre as principais:

Veado-catingueiro, preá, gambá, sapo-cururu, cutia, tatupeba, ararinha-azul e asa-branca.

Cerrado

- Localização: região Centro-Oeste;

- 40% de sua área foi desmatada;

- É constituído por vegetação caducifólia (ou

estacional), predominantemente arbustiva, de

raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa (que dificulta a perda de água);

- Duas das espécies mais conhecidas são o pequizeiro e o buriti;

- A vegetação próxima ao solo é composta por gramíneas, que secam no período de

estiagem;

- É uma formação adaptada ao clima tropical típico, com chuvas abundantes no verão e inverno seco, sobretudo no Centro-Oeste brasileiro;

- Esse bioma também ocupa porções

significativas do estado de Roraima;

- Nas regiões Sudeste e Nordeste do país aparecem em manchas isoladas, cercadas por outro tipo de vegetação;

- Em regiões mais úmidas, como nas

baixadas próximas aos grandes rios, nas proximidades do Pantanal e outras, esta formação se torna mais densa e com árvores maiores, caracterizando o chamado “cerradão”.

Pantanal

- Localização: região Centro-Oeste;

- Estende-se, em território brasileiro, pelos

estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, em planícies sujeitas a inundações;

- No Pantanal há vegetação rasteira, floresta

tropical e mesmo vegetação típica do cerrado

nas regiões de maior altitude;

- O Pantanal, portanto, não é uma formação

vegetal, mas um complexo que agrupa várias formações e que também abriga fauna muito rica - sofre a influência de vários ecossistemas (Cerrado, Amazônia, Chaco e Mata Atlântica), ou seja, é a união de diferentes formações vegetais;

- Esse bioma vem sofrendo diversos

problemas ambientais, decorrentes

principalmente da ocupação em regiões mais altas, onde nasce a maioria dos rios;

- A agricultura e a pecuária provocam erosão dos solos, assoreamento e contaminação dos rios por agrotóxicos;

- Vegetação heterogênea: plantas higrófilas (adaptadas a muita umidade) - em áreas alagadas pelo rio - e plantas xerófilas (adaptadas à aridez) - em áreas altas e

secas - além de palmeiras e gramíneas;

- O Pantanal é o local com a maior reunião de fauna do continente americano, onde pode-se encontrar jacarés, araraunas, papagaios, tucanos e tuiuiú;

- Quase todas as espécies de plantas e animais dependem do fluxo das águas.

Os Campos naturais

- Localização: região Sul e Norte;

- Também conhecidos por Pradarias ou

Pampas;

- Formações rasteiras ou herbáceas

(arbustivas) constituídas por gramíneas ;

- Sua origem pode estar associada a solos

rasos ou temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, áreas sujeitas a inundação periódica ou ainda a solos

arenosos;

- Os campos mais expressivos do Brasil

localizam-se no RS, na chamada Campanha

Gaúcha – apropriados inicialmente como pastagem natural, atualmente são amplamente cultivados tanto para alimentar o gado quanto para produção agrícola

mecanizada;

- Destacam-se, ainda, os campos inundáveis

da ilha de Marajó (PA) e do Pantanal (MT e

MS), utilizados respectivamente para criação

de gado bubalino e bovino, além de manchas

isoladas na Amazônia, com destaque ao estado de RO, e nas regiões serranas do

Sudeste;

- Há predomínio da vegetação de juncos,

gravatás e aguapés, que propiciam um habitat ideal para várias espécies de animais (garças, marrecos, veados, onças-pintadas, lontras e capivaras). De todos os banhados,

o banhado do Taim, considerado ótimo para

a pastagem rural, é o mais importante, devido a riqueza do seu solo.

Vegetações Litorâneas

São características das terras baixas e planícies do litoral. Formam vários tipos de vegetação: mangues ou manguezais, a vegetação de praias, a vegetação das dunas

e a vegetação das restingas.

Outras Vegetações

Mata de Galeria ou Mata Ciliar:

Tipo de formação vegetal que acompanha o curso de rios do cerrado, onde é muito frequente, e da caatinga. Nas áreas próximas às margens dos rios perenes, o solo é permanentemente úmido, criando condições para o desenvolvimento dessa mata, mais densa do que o bioma onde está encravada. Capão:

Em localidades que correspondem a pequenas depressões, com baixos índices de chuvas, o nível hidrostático (ou lençol freático) aflora ou chega muito próximo à superfície. Aí se desenvolvem os capões, formações arbóreas geralmente arredondadas em meio à vegetação mais rala ou rasteira.

Xerófitas: plantas adaptadas a aridez;

Hidrófilas: plantas adaptadas a muita umidade;

Tropófilas: plantas adaptadas a uma estação seca e outra úmida;

Aciculifoliadas: plantas formatos de agulhas, como pinheiros;

Latifoliadas: plantas de folhas largas de regiões com muita umidade;

Caducifólias: plantas que perdem folhas em épocas muito frias ou secas do ano;

Herbáceas: são plantas rasteiras;

● Epífitas: são plantas que vivem sobre outras plantas;

Halófitas: estão adaptadas a viverem no mar ou próximo dele, sendo tolerantes a salinidade;

Perenifólias: são aquelas que os vegetais não perdem a folha durante o período de estio;

Pneumatóforas: plantas com raízes respiratórias;

Angustifolia: folhas estreitas;

Homogênea: pouca variedade de espécies;

Heterogênea: grande variedade de espécies.

TIPOS DE ROCHAS

Ígneas ou Magmáticas: formadas pelo resfriamento e solidificação do magma pastoso. Ex: granito, basalto, diorito e andesito.

Sedimentares: têm sua formação a partir do acúmulo de resíduos de outros tipos de rochas. Ex: areia, argila, sal-gema e

calcário. ● Metamórficas: têm sua origem na transformação de outras rochas, em virtude da pressão e da temperatura. Ex:

gnaisse (granito), ardósia (argila) e mármore (calcário).

MINÉRIOS NO BRASIL

Principais minérios extraídos: ferro, bauxita (alumínio), manganês e nióbio;

● O

segundo

mundo;

maior

produtor

de ferro do

O terceiro maior produtor de manganês do mundo;

● O terceiro maior produtor de bauxita do mundo;

● O maior produtor de nióbio do mundo; LOCALIZAÇÃO DAS RESERVAS MINERAIS

Petróleo: Bacia de Santos, Bacia de Campos e Bacia do Espírito Santo (litoral sudeste).

Carvão Mineral: estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Diamante: estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Paraná.

Minério de Ferro: Quadrilátero Ferrífero (sul de Minas Gerais), Serra dos Carajás (centro do Pará) e Maciço de Urucum (oeste do Mato Grosso do Sul).

Bauxita: Serra dos Carajás (centro do Pará), Jari (Amapá) e vale do rio Trombetas (oeste do Pará).

Cobre: Serra dos Carajás (centro do Pará) e estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia e Ceará.

Estanho: Província Estanífera (Rondônia) e estados do Amazonas e Rondônia.

Manganês: Serra dos Carajás (centro do Pará), Serra do Navio (Amapá) e Maciço de Urucum (oeste do Mato Grosso do Sul).

Níquel: Serra dos Carajás (centro do Pará) e estados de Goiás e Minas Gerais.

Ouro: estados de MInas Gerais, Goiás,

São Paulo, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Sul e Serra dos Carajás (centro do Pará). ● Nióbio: estados do Amazonas, Minas Gerais, Rondônia e Goiás.

SOLOS

Curvas de Nível: prática que consiste em arar o solo e depois semeá-lo seguindo as cotas altimétricas do relevo.

Voçorocas (ou boçorocas): buracos provocados pela erosão do solo, em função da correnteza das águas da chuva.

TIPOS DE SOLOS

Grupos de solos:

Pedalfer: solo característico de regiões com chuvas e temperaturas moderadas.

Lateríticos: originam-se em climas quentes e úmidos, em que o intemperismo é intenso e os solos tornam-se espessos desenvolvendo uma vegetação diversificada;

Pedocal: característico de climas secos, em que a escassez de água e a ausência de vegetação dificultam o intemperismo.

CONCEITOS

PAS - Plano Amazônia Sustentável (lançado em 2008 por Lula);

Projeto Calha Norte: criado em 1985 pelo Governo Federal, tem como objetivo principal a manutenção da soberania da Amazônia, contribuindo com a promoção de seu desenvolvimento ordenado e sustentável;

Estatuto da Terra: conforme este estatuto, criado em 1964, o Estado tem a obrigação de garantir o direito ao acesso à terra para quem nela vive e trabalha;

Segregação espacial: divisão urbana de acordo ao ócio;

Conurbação: união de dois ou mais municípios, que formam uma malha urbana contínua;

Aglomerados subnormais: favelas, invasões, baixadas, comunidades, vilas, palafitas etc.;

Gentrificação: fenômeno que afeta uma

região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida do aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para a sua manutenção no local cuja realidade foi alterada;

Piracema: período de reprodução dos peixes;

Pororoca: fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas;

Estuário: ambiente aquático de transição entre um rio e um mar;

Delta: foz de um rio formada por vários canais ou braços do leito do rio;

Lixiviação: processo erosivo ocasionado pela lavagem da camada superficial do solo e seus nutrientes, pelo escoamento das águas superficiais;

Assoreamento: acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios;

Aculturação: termo sociológico que se refere ao conjunto dos fenômenos determinados pelo contato de grupos de indivíduos de culturas diferentes;

Assimilação: interpretação e fusão de culturas;

Enquistamento: relativo à formação de "quistos raciais" e culturais, dificuldade em assimilar culturas;

Latifúndio: propriedade rural de grande dimensão geralmente inexplorada ou indevidamente explorada;

Minifúndio: propriedade rural de pequenas proporções, geralmente explorada através da agricultura de subsistência;

Grileiro: aquele que procura apossar-se de terras alheias mediante escrituras falsas;

Arrendatário: aquele que arrenda uma propriedade ou parte desta, mediante um certo preço e tempo;

Posseiro: que se estabelece em terras de alguém com o intuito de produzir para sua subsistência e seu grupo;

Parceiro: tipo de exploração indireta da terra onde se estipula a porcentagem para divisão dos lucros;

Região Polarizada: Constituição da região planejada em torno de metrópoles.

O regionalismo leva à formação de

diversas grandes cidades que podem atingir vários milhões de habitantes e onde cada uma delas pode alcançar

caráter metropolitano internacional e, como pólos, organizar regiões em torno

de si, onde a população gradativamente

adquire consciência regional. O estudo

das regiões polarizadas nos leva à divisão

de estados em regiões administrativas e, estas, em sub-regiões;

Malha Urbana: diz-se da forte concentração de cidades em uma determinada área do país, como, por exemplo, a região Sudeste, em determinadas partes. Na região Sul, a malha urbana caracteriza-se por maiores concentrações em alguns pontos, por exemplo, as áreas próximas a Porto Alegre, Curitiba e leste catarinense;

Rede Urbana: sistema de cidades distribuídas numa região, encaradas como um complexo sistema circulatório entre núcleos e funções diferentes, mantendo relações entre si e dependentes de um centro principal que comande a vida regional. Existem redes urbanas mais e menos organizadas, estando em permanente processo de transformação;

Regiões funcionais urbanas: divisão regional tendo por base a influência das cidades sobre o espaço ou sua polarização;

Macrocefalismo: crescimento acentuado e desordenado das cidades;

Subemprego: atividade gerada pelo

inchaço do setor terciário, com atividades

tais

como cuidador de carros, vendedores

de

semáforos, biscateiros; surgem para

desafogar a falta de trabalho.

Crescimento vegetativo = natalidade - mortalidade

BLOCOS ECONÔMICOS

Mercado Comum do Sul (Mercosul):

- Foi criado em 26/03/1991 com a assinatura do Tratado de Assunção no Paraguai; - Membros: Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e Venezuela (atualmente

suspensa);

- O presidente atual do bloco é Tabaré Vázquez (presidente do Uruguai);

- No ano de 1995, foi instalada a zona de livre comércio entre os países membros, com a criação da Tarifa Externa Comum (TEC);

- As duas maiores economias do Mercosul enfrentam algumas dificuldades nas relações comerciais. A Argentina está impondo algumas barreiras no setor automobilístico e da linha branca (geladeiras, micro-ondas, fogões), pois a livre entrada dos produtos brasileiros está dificultando o crescimento destes setores na Argentina;

- Na área agrícola também ocorrem dificuldades de integração, pois os argentinos alegam que o governo brasileiro oferece subsídios aos produtores de açúcar. Desta forma, o produto chegaria ao mercado argentino a um preço muito competitivo, prejudicando o produtor e o comércio argentino;

- Em 1999, o Brasil recorreu à OMC (Organização Mundial do Comércio), pois a Argentina estabeleceu barreiras aos tecidos de algodão e lã produzidos no Brasil. No mesmo ano, a Argentina começa a exigir selo de qualidade nos calçados vindos do Brasil. Esta medida visava prejudicar a entrada de calçados brasileiros no mercado argentino.

RODOVIAS

Rodovias Radiais:

- Primeiro algarismo: 0;

- Partem da Capital Federal em direção ao extremos do país.

Rodovias Longitudinais:

- Primeiro algarismo: 1;

- Cortam o país na direção Norte-Sul.

Rodovias Transversais:

- Primeiro algarismo: 2;

- Cortam o país na direção Leste-Oeste.

Rodovias Diagonais:

- Primeiro algarismo: 3;

- Podem apresentar dois modos de orientação: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste

Rodovias de Ligação:

- Primeiro algarismo: 4;

- Apresentam-se em qualquer direção.

SOLSTÍCIO E EQUINÓCIO

PERÍODO

HEMISFÉRIO

HEMISFÉRIO

SUL

NORTE

Março

Equinócio de

Equinócio de

Outono

Primavera

Junho

Solstício de

Solstício de

Inverno

Verão

Setembro

Equinócio de

Equinócio de

Primavera

Outono

Dezembro

Solstício de

Solstício de

Verão

Inverno

Periélio: posição em que o planeta está mais afastado do sol.

Afélio: posição em que o planalto está mais próximo ao sol.

TIPOS DE MIGRAÇÃO

Migração pendular: é o movimento diário realizado pelas pessoas dentro de um espaço geográfico limitado. Exemplo: ir à escola ou ao trabalho.

Migração sazonal: é o deslocamento em que a mudança não é fixa e leva um período de tempo relativamente curto, geralmente alguns meses.

Transumância: de forma semelhante à migração sazonal, ocorre quando um grupo de pessoas passa uma parte do ano em uma localidade e parte em outra, repetindo o deslocamento anualmente. Exemplos:

população do Sertão Nordestino que vai até a Zona da Mata trabalhar no corte de cana durante os meses de colheita e depois retorna à sua região de origem.

Êxodo rural: também conhecido como migração campo-cidade, é o deslocamento em massa da população do campo para a cidade em um determinado país ou território.

Êxodo urbano: quando a população das cidades migra em massa para as zonas rurais.

Migração cidade-cidade ou migração intraurbana: é a migração realizada entre cidades diferentes ou em uma mesma cidade.

Diáspora: é a rápida dispersão de um grupo populacional de um território. Exemplos: diáspora africana (ocorrida por

força da escravidão colonial) e diáspora judaica (expulsão dos judeus da Palestina pelo Império Romano).