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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SERTÃO

PERNAMBUCANO, CAMPUS PETROLINA ZONA RURAL


CURSO AGRONOMIA

MEIO DE CULTURA BDA

PETROLINA-PE

2019
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SERTÃO
PERNAMBUCANO, CAMPUS PETROLINA ZONA RURAL
CURSO AGRONOMIA

Bruna Walleska Campos Nascimento¹ Danyla Coelho Rodrigues¹ Emanuela Beatriz


Souza Silva¹ Jerce Carla da Silva Cavalcante¹

¹Graduandas em Agronomia - IF SERTÃO PE Campus Petrolina Zona Rural

MEIO DE CULTURA BDA

Relatório solicitado como requisito na


avaliação da disciplina de Microbiologia, do
curso Bacharelado em Agronomia, com
orientação do Professor Leonardo Dantas
Marques Maia

PETROLINA-PE

2019
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO....................................................................................................................... 4

METODOLOGIA .................................................................................................................. 5

CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................. 7

REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 8
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INTRODUÇÃO

Meios de cultura consistem da associação qualitativa e quantitativa de substâncias


que fornecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento (cultivo) de microrganismos
fora do seu meio natural. Tendo em vista a ampla diversidade metabólica dos
microrganismos, existem vários tipos de meios de cultura para satisfazerem as variadas
exigências nutricionais. Além dos nutrientes é preciso fornecer condições ambientais
favoráveis ao desenvolvimento dos microrganismos, tais como pH, pressão osmótica,
umidade, temperatura, atmosfera (aeróbia, microaeróbia ou anaeróbia), dentre outras
(RIBEIRO, 2015). Os fungos crescem bem numa faixa de pH 4,5 a 6,5. A temperatura, a
luminosidade e a umidade influenciam no isolamento que consiste na obtenção do
patógeno em cultura pura a partir de tecidos doentes do hospedeiro, solo ou substrato
(GARRIDO; GONÇALVES, 2014).
O meio de cultura Batata-Dextrose-Ágar (BDA) é considerado meio universal, pois
suporta o crescimento da maioria dos fungos, sendo usado mundialmente como meio de
rotina em laboratórios de fitopatologia, principalmente para isolamento e manutenção de
culturas. (GARRIDO; GONÇALVES, 2014). Os meios nutritivos podem ser usados na
forma semissólida ou líquida. Nos meios semissólidos a substância com ação geleificante
frequentemente utilizada é o ágar, um polissacarídeo extraído de algas marinhas que dá
consistência ao meio e serve de suporte as plantas (QUISEN; ANGELO; 2008).
O objetivo desta pratica foi preparar um meio de cultura para o cultivo de
microrganismos como forma de familiarização com os métodos de preparo e
esterilização, bem como conhecer a composição e finalidade de cada constituinte do Meio
batata-dextrose-ágar e o crescimento dos microrganismos em laboratório.
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METODOLOGIA

A aula prática foi realizada no IF-SERTÃO-PE Campus Petrolina Zona Rural,


conduzida no Laboratório de Microbiologia.
Para a prática de meio de cultura BDA, foi descascada uma batata inglesa, com
auxílio de uma faca, e cortada em tiras, numa placa de petri. Pesou-se numa balança
analítica, 100g dessa batata (Figura 1) e, em seguida, foram adicionados 250ml de água
destilada, num becker onde foi acrescentado a batata. Levou-se o becker a um micro-
ondas até ferver, sendo que, pausados em alguns momentos para observação e
homogeneização da solução com um bastão de vidro (Figura 2). Após fervido retirou-se
a vidraria do micro-ondas com auxílio de uma luva de pano e a solução nutritiva foi
filtrada, com uma peneira, em outro becker, depois, reservado (Figura 3). Ao final,
descartou-se, numa lixeira, os sólidos de batata que ficaram depositados na peneira.

Figura 1 Figura 2 Figura 3


Com o auxílio de uma espátula e uma placa de petri foi pesado, em uma balança
analítica, 10g de ágar (Figura 4), e, por conseguinte, o mesmo procedimento foi feito com
a dextrose (Figura 5). Em seguida, foram diluídos em 250ml de água destilada, num
becker, de 500ml (Figura 6).

Figura 4 Figura 5 Figura 6

Logo após, uniu-se as soluções, o caldo (solução nutritiva) de batata, e o ágar com
dextrose e levou-se ao micro-ondas novamente (Figura 7). O calor vai unir a solução
nutritiva, o ágar e a dextrose, onde permitirá uma solução sólida devido o ágar. Com isso,
o teste de bancada foi realizado para verificar se a solução estaria sólida no ponto de ser
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retirada do micro-ondas. Logo após, apenas 300ml dessa solução final foi despejado num
erlenmeyer, pois sua capacidade era de 500ml, evitando, posteriormente, o risco de
explosão na autoclave (Figura 8). O erlenmeyer foi tampado com uma rolha de papel
alumínio e, ainda, lacrado com um papel madeira e liga de borracha (Figura 9).

Figura 7 Figura 8 Figura 9

O próximo passo foi levar a solução à autoclave para a realização da esterilização,


eliminação de todo microrganismo, por cerca de 15 minutos à 120ºC. Sendo importante
ser observado o nível da água do equipamento, podendo, assim, depositar-se o erlenmeyer
na cesta da autoclave (Figura 10). Após esse período, retirou-se a solução da autoclave
levando-a até à capela (Figura 11) para o esfriamento. Com isso, em três placas de petri
a solução foi depositada de forma a cobrir todo o fundo da placa e tampada (Figura 12).
Já esfriadas, coletou-se na primeira placa a digital do polegar direito, de um aluno; na
segunda, um fio de cabelo, sujo, de uma aluna e, na última placa, um sopro de um aluno
gripado; as placas foram devidamente identificadas, lacradas com papel filme (Figura 13)
e levadas à geladeira (Figura 14).

Figura 10 Figura 11 Figura 12

Figura 13 Figura 14
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir desta prática experimental, foi possível conhecer a finalidade de cada


constituinte da composição do meio de cultura BDA, a fim de que se possa cultivar e
manter microrganismos em laboratório. Dessa forma, é possível identificar, analisar e
pesquisar o resultado da multiplicação celular a partir do meio de cultura, visto que são
muito importantes na utilização de análises laboratoriais e estudos científicos em diversas
áreas, principalmente em alimentos, água, cosméticos e microbiologia clínica.
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REFERÊNCIAS

GARRIDO, R. L.; GONÇALVES, B. G. R.; Manual de Doenças Fúngicas da


Videira. EMBRAPA. Bento Gonçalves 2014. Disponível em:
<https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012979/1/ManualdeD
oencasFungicasdaVideira.pdf> Acessado em: Abril de 2019.

QUISEN C. R.; ANGELO, S. C. P.; Manual de Procedimentos do Laboratório de


Cultura de Tecidos da Embrapa Amazônia Ocidental. Manaus, AM; Dez 2008.
Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/47132/1/Doc-61-
A5.pdf> Acessado em: Abril de 2019.

RIBEIRO, F. L.; Intervenção aula prática utilizando meios de cultura; 2015.


Disponível em: <https://sites.unipampa.edu.br/pibid/files/2015/07/Meios-de-Cultura-
Luiz-Felipe-Ribeiro-Santos.pdf > Acessado em: Abril de 2019.