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PEARSON

-Prentice

Hall

São Paulo

SU$W

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SU$W

@2006 Yaro Burian Jr. e Ana Cristina Cavalcami tyra Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desrn publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrónico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamenco e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Pearson Education do Brasil.

Gereme editorial: Roger Trimer Editora sénior: Sabrina Cairo Editor de u1xto: Marco Pace

Revis<lo: Cristina Lourenço e Sandra Brazil Capa: Alexandre Mieda

Projeto gráfico: Yaro Burian Jr.

Composiç<lo e diagramaç<lo em ~: Figurativa Arte e Projeto Editorial

Dados Internacionais de Catalogação na Publlcação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Burian Jr., Varo

Circuitos elétricos I Varo Burian Jr., Ana Cristina

Cavalcanti Lyra. -

São Paulo : Pearson Prentice Hall. 2006.

ISBN 85-7605-072-2

1. Circuitos elétricos - Estudo e ensino

1. Lyra, Ana Cristina Cavalcanti.

06-3657

li. Titulo.

CD0-621.319207

fndlces para catálogo sistemático:

1. Circuitos elétricos: Engenharia elétrica:

Estudo e ensino

621.319207

2006

Direitos exclusivos para a Ungua portuguesa cedidos à

Pearson Education do Brasil Ltda.• uma empresa do grupo Pearson Educatiot> Áv. Ennano Marchetti, 1435 CEP: 05038-001- São Paulo - SP, Brasil Tel.: (11) 2178-8686 Fax: (11) 3611-0444 e-mail: vendas@pearsoned.com

Sn$W

Sobre os autores

Yaro Burianfr. é engenheiro de eletrôtlica, mestre em ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) - onde também foi professor-, e Docteur d'État pela Universi- dade de Toulouse {França). Professor titular na Unicamp desde 1971, foi coordenador do Curso de Engenharia Elétrica nessa universidade por cinco anos e, também por cinco anos, membro da Comissão de Professores Especialistas do Exame Nacional do Curso de Engenharia Elétrica do Ministério de Educação e do Desporto. Ministra a disciplina Cir- cuitos Elétricos nos cursos de graduação e pós-graduação na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp desde o início da década de 70.

Ana Cristina C. Lyra. é engenheira eletricista pela Faculdade de Engenharia da Univers.i- dade Federal de Pernambuco, mestre e doutora pela Unicamp. Foi engenheira da Com- panhia Hidro Elérrica do São Francisco (CHESF) e é professora da Unicamp desde 1979. Leciona a disciplina de Circuitos .Elétricos nos cursos de graduação e pós-graduação na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unícamp desde o início da década

de90.

,

SU$W

PAGINA EM BRANCO

Sumário

SU$W

Apresentação

 

xlll

J

Corrente e tensão- dispositivos resistivos

 

l

1.1

Variáveis em circuitos .

 

l

 

1.1.l

Corrente

2

1.1.2

Tensão

.

.

.

2

1.1.3

Convenção de receptor - potência

3

 

1.2

Associações de bipolos

 

.

.

.

.

.

3

 

1.2.1 Associações em paralelo

4

1.2.2 Associações em série

 

4

 

1.3

Fomes e resistores

 

.

.

4

 

1.3.1 Resistores

.

.

.

.

.

4

1.3.2 Fontes de tensão

.

5

1.3.3 Fontes de corrente

6

1.3.4 Equivalentes de Thévenin e de Norton

7

1.3.5 Dispositivos res istivos

 

7

1.3.6 Fontes vinculadas

 

10

 

l.4

Linearização

1.4.l

. Modelos lineares por partes

.

.

11

11

 

1.4.2

Linearização local

 

.

.

.

.

11

 

1.5

Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

11

2

Leis de Kirchhoff- m étodo de n ós e mét odo de m alhas

17

2.1 Lei das correntes

 

17

 

2.1.l

Equações independentes de correntes

17

2.1.2

Matriz de incidência

 

.

.

.

18

2.1.3

Correntes independentes

 

18

 

2.2 Lei das tensões .

2.2.l

. Tensões independentes

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

18

19

 

2.2.2

Expressão matricial das equações de tensões

19

 

2.3 Número de variáveis e de equações em um circuito

19

2.4 Método de nós

 

.

20

2.4. l Circuitos constituídos por fontes de corrente e resistores lineares

20

2.4.2

Circuitos com bipolos não-lineares .

 

22

2.5 Método de nós modificado

.

23

2.5.l

Circuitos com fontes de tensão

23

2.5.2

Corrente de curto-circuito

23

2.5.3

Obtenção de uma corrente qualquer

 

24

·viü

Sumário

SU$W

2.6 Circu itos com fontes vinculadas

.

.

.

.

.

.

.

.

26

2.6.l

. Fonte de corrente vinculada a tensão

 

26

2.6.2

Fonte de corrente vinculada a corrente .

 

27

2.6.3

Fonte de tensão vinculada a tensão

28

2.6.4

Fonte de tensão vinculada a corrente

 

29

2.7 Método de malhas

2.7.l

. Lei das tensões em formulação alternativa

.

.

.

 

30

30

2.7.2

Malhas

30

2.7.3

Corremes de malhas

31

2.7.4

Equações de malhas

31

2.7.5

Matriz de malhas

32

2.7.6

Comparação entre os métodos de nós e de malhas .

 

33

 

2.8 Dualidade

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

33

2.9 Simplificações em circuitos

.

.

.

.

.

34

2.10

Exerclcios.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. •

 

.

.

38

3

Teorem as-circuitos equ ivalentes

 

46

3.1

Teorema de Tellegen

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

46

 

3.1.1

3. 1.2

. Novamente o teorema de Tellegen

Grafos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

47

47

 

3.2 Teorema de substituição

.

.

.

47

 

3.2.1

Demonstração do teorema de substituição

 

48

 

3.3 Teorema de superposição

 

.

48

3.3.1

Demonstração do teorema de superposição

.

50

3.4 Circu itos equivalentes de Thévenin e de Norton

.

.

.

.

.

50

3.4.

l

Demonstração dos teoremas de Thévenin e de Norton.

 

50

3.4.2 Obtenção dos circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton

51

3.5 Teorema de compensação

53

3.6 Equivalência estrela- triângulo

 

.

.

.

.

.

53

3.7 Deslocamento de fontes

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

54

3.7.1 Deslocamento de fontes de tensão

.

.

54

3.7.2 Deslocamento de fontes de corrente .

55

3.6

Teorema de reciprocidade

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

56

3.6.1 Circuitos com fonte de corrente e medidor de tensão

56

3.6.2 Outras formas de reciprocidade .

57

 

3.9

Exercfcios

 

58

4

Capacitares e indutores

 

62

4.1 Capacitar

62

 

4.1.l

Capacitores não-lineares

.

.

63

4.1.2

Capacitares variáveis com o tempo

.

63

4.1.3

Domínio

.

.

.

.

.

.

.

.

.

63

4.1.4 Energia armazenada em capacitores .

64

4.1.5 Resistência de fuga

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

64

 

4.2 Associações de capacitores

.

.

.

.

.

.

.

.

.

65

4.3

4.2.

4.2.2

l

Indutor

. Capacitares e fontes de tensão constante em série .

Associação de capacitares em série .

.

.

.

.

.

65

65

65

4.3.l

Energia armazenada em indutor

66

4.3.2

Perdas de energia em indutores

.

67

4.4 Indução mútua

 

.

67

4.4.l

Indução mútua com mais de dois indutores

 

68

4.4.2

Energia armazenada em il1dutores com indução m(1cua .

69

4.4.3

Coeficiente de acoplamento

 

.

69

4.4.4

Indutâncias reciprocas .

 

.

.

.

.

.

.

70

4.5 Transformador

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

70

Snt~W 4.5.l Transformador com mais de dois enwlamentos   71 4.5.2 Resistência refletida   71

Snt~W

4.5.l

Transformador com mais de dois enwlamentos

 

71

4.5.2

Resistência refletida

 

71

4.6 Associações de indutores e circuitos equivalentes

 

.

71

4.6.l

Associação de indutores em paralelo

 

.

72

4.6.2

Indutores e fontes de corrente constame em paralelo

72

4.6.3

Associações de indutores com indução mútua

 

72

4.6.4

Circuitos equivalentes parn indução mútua

 

73

4.7 Dualidade entre capacitores e indutores

 

.

.

74

4.8 Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

74

5 Circuitos lineares de primeiraordem, autônomos ou com fontes constantes 81 5.1 Circuitos lineares autônomos
5
Circuitos lineares de primeiraordem, autônomos ou com fontes constantes
81
5.1 Circuitos lineares autônomos de primeira ordem
81
5.1.l
Integração da equação diferencial
.
.
82
5.1.2
Circuito de primeira ordem com indutor.
82
5.2 Circuitos não autônomos com fomes constantes
82
5.2.l
Componente forçada e componente natural da solução .
83
5.2.2
Obtenção de uma tensão ou corrente qualquer no circuito
84
5.3 Solução por inspeção
5.3. l
.
Circuitos com comutações .
.
.
84
86
5.3.2
Circuitos com indutor
86
5.4
Exercícios .
86
6
Sinais
90
6.1 Tensões e correntes constantes
90
6.2 Tensões e conentes alternadas
.
.
.
.
.
.
90
6.2.1 Formas de onda - função senoidal
90
6.2.2 Valores de pico, médio e eficaz
91
6.2.3 Fator de potência
93
6.3 Funções generalizadas
95
6.3.l
Degrau
.
.
.
.
95
6.3.2
Impulso
.
.
96
6.3.3
Outras funções generalizadas -
.
98
6.4 Exercicios
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
função rampa, função parábola
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
99
7
Regime permanente senoidal
102
7.1 Regime permanente senoidal
.
.
.
.
102
7.2 Fasores
104-

7.2.1 Soma de funções senoidais de mesma freqüência

7.2.2 Derivadas e integrais de funções senoidais .

7.3 Equações de circuitos lineares em termos de fasores

104

104

105

7.3.1 Leis de Kirchhoff

.

.

.

.

105

7.3.2 Impedâncias e admitâncias complexas.

106

7.3.3 Indução mútua .

 

106

7.3.4 Transformador

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

109

7.3.5 Diagrama fasorial

 

109

7.4 Análise de circuitos lineares em regime permanente senoidal

.

111

7.4.1 Método de nós para circuitos em regime permanente senoidal

.

111

7.4.2 Método de nós modificado

111

7.4.3 Circuitos com indução mútua e método de nós

.

112

7.4.4 Método de malhas

.

112

7.4.5 Solução das equações de circuitos em regime permanentesenoidal

113

7.5 Teoremas e circuitos equivalentes

.

113

7.5.1 Teorema de superposição

113

7.5.2 Circuitos equivalentes de Thévenin e Norton

7.5.3 Equivalência estrela-triângulo

114

115

X

Sumário

 

SU$W

 

7.6.l

Ressonância

117

7.6.2

Função de transferência

118

 

7.7

Exercícios

.

.

.

 

119

8

Árvores, cortes e laços

126

8.1 Lei das tensões

.

.

.

.

.

.

126

 

8.1.l

Laços fundamentais

127

 

8.2 Lei das correntes .

.

.

.

.

.

.

 

127

 

8.2.1

Cortes fundamentais

128

 

8.3 Grafos

.

129

 

8.3.l

Definições

.

.

.

129

8.3.2

Matrizes associadas aos grafos

130

 

8.4 Equações de cortes fundamentais

 

132

 

8.4.l

Equações de cortes em forma matricial

133

 

8.5 Equações de laços fundamentais

8.5.l

. Equações de laços em forma matricial .

.

.

.

.

.

.

.

 

134

134

8.6 Escolha da árvore

.

.

 

134

8.7 Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

135

9

Equações de estado

138

9.1 Equações de estado

9.1.l

.

.

.

.

. Forma matricial das equações de estado .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

139

141

9.2 Circuitos que têm mais de uma árvore própria

 

141

9.3 Laços de capacitores e fontes de tensão

.

 

.

142

9.4 Cortes de indutores e indução mútua

.

.

143

9.5 Procedimento alternativo para obter as equações de estado .

 

144

9.6 Exercícios

 

.

145

10

Circuitos autônomos lineares n o domínio do tempo

 

149

10.1 Circuitos autônomos de primeira ordem

 

.

149

 

10.1.1

Integração da equação diferencial de primeira ordem

149

 

10.2 Circuitos autônomos de ordem superior à primeira

 

.

150

10.3 Integração de equações de segunda ordem

 

.

150

 

10.3. l Amortecimento forte e amortecimento fraco

.

.

.

.

152

10.3.2 Decremento logadtmico e coeficiente de qualidade

154

10.3.3 Amortecimento nulo e amonecimento negativo

 

155

 

10.4 Integração de equações de ordem superior à segunda

.

156

J0.5 Tntegração das equações de estado

 

157

10.5.l Autovalores e autovetores

158

 

10.5.2

Modos próprios

160

 

10.6

Matriz de transição de estado

.

.

 

160

1O.7 Exercícios

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

162

11 Circ ui tos n ão au tônom os lineares n o d omínio do temp o

166

11.1 Método dos coeficientes a determinar

11.1.l

. Superposição de soluções forçadas

.

168

168

11.1.2

Ressonância

169

11.2 Divisão explicita do tempo

169

11.3 Equação entrada- salda

170

11.3.1 Método de eliminação .

171

11.3.2 Equações mínimas

172

11.4 Resposta ao degrau e resposta ao impulso

.

173

11.4.l Álgebra de impulsos

174

11.4.2

Resposta ao impulso

.

174

11.5 Soluções a partir da matriz de t ransição de estado

175

Snt~W 11.6 Exercidos . . . . . . . . . 175 12 Transformação

Snt~W

11.6

Exercidos .

.

.

.

.

.

.

.

.

175

12 Transformação de Laplace

 

179

12.l

Introdução

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

179

12.2

Definição e algumas propriedades

. 12.2.l Transformada da derivada e da integral de uma função

.

.

.

 

179

181

12.2.2 Tabela de funções e suas transformadas .

 

182

12.2.3 Inversão da transformada de Laplace

 

.

182

12.2.4 Antitransformadas de funções racionais

.

183

12.3

Equações de circuitos lineares em transformadas de Laplace

185

12.3. l

lmpedãncias transformadas

.

.

185

12.3.2

Indução míítua

187

12.4

Métodos de análise de circuitos em transformadas de Laplace

.

188

12.4.1 Método de nós.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

188

12.4.2 Método de nós modificado

.

.

.

. •

.

.

189

12.4.3 Método de malhas

.

.

.

.

.

190

12.4.4 Outros métodos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

191

12.5

Solução das equações

.

.

.

.

.

.

191

12.5.l Teorema de superposição

.

.

.

192

12.5.2 Resposta à entrada nula e resposta a partir do estado nulo

192

12.5.3 Função de transferência

193

12.5.4 Resposta ao impulso e convolução

 

.

193

12.5.5 Teoremas do valor inicial e do valor final

.

194

12.5.6 Transformada de Laplace e regime permanente senoidal

194

12.6

Teoremas de circuitos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

195

12.6.1 Circuitos equivalentes de Thévenin e de Norton

 

195

12.6.2 Teorema de reciprocidade

.

196

12.7

Outras propriedades da transformação de Laplace

 

196

12.7.1

Translação no tempo -

.

.

.

.

.

.

.

.

.

196

12.8

Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

funções periódicas .

.

.

13 Sér ie e transfor m ada de Four ier

197

204

13.1 Série de Fourier

.

.

.

.

.

.

.

 

204

 

13.1.1 Propriedades

205

13.1.2 Soma da série de Fourier .

206

13.1.3 Forma complexa da série de Fourier

 

207

13.1.4 Propriedades da série de Fourier em forma complexa

 

208

13.1.5 Série de Fourier em análise de circuitos

 

208

13.1.6 Potência média e série de Fourier

209

13.2 Integral e transformada de Fourier

13.2.l

. Propriedades da transformação de Fourier

.

.

.

.

.

.

.

.

210

211

 

13.2.2

Transformadas da derivada e da integral de uma função .

 

212

13.2.3

Transformadas de Fourier envolvendo funções generalizadas

 

214

13.2.4

Propriedades adiciona.is da transformação de Fourier

 

.

215

13.2.5

Energia e transformada de Fourier

 

.

215

13.3 Transformadas de Fourier e de Laplace

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

215

 

13.3.1 Funções de transferência em transformadas de Fourier

 

.

216

13.3.2 Da transformada de Fourier à transformada de Laplace

 

217

13.3.3 Domínio do tempo e domínio da freqüência

 

.

219

13.3.4 Fillros ideais

.

.

219

13.4 Exercícios

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

220

xii

Sumário

SU$W

14 Quadripolos

 

223

14.l Quadripolos

 

.

224

14.2 Descrição dos quadripolos lineares

 

.

225

 

14.2.J

Matriz admitância

.

226

14.2.2

Matriz impedância

.

227

14.2.3

Matrizes híbridas

.

227

14.2.4

Matrizes de transmissão

 

.

227

14.2.5

Relações entre as matrizes .

.

228

14.3 Circuitos equivalentes para os quadripolos .

 

.

228

14.4 Quadripolos singulares

 

.

229

 

14.4.1

Fontes vinculadas

.

.

230

14.5 Quadripolos reclprocos e quadripolos simétricos

 

.

231

 

14.5.l Quadripolos simétricos

 

.

.

231

14.6 Associações de quadripolos

 

.

.

231

 

14.6.l

14 .6.2

.

Associação em cascata Associações em paralelo e em série

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

231

232

14.6.3

Teorema de Miller

.

.

.

235

14.7 Quadripolos não-lineares

 

.

236

 

14.7.1 Características estáticas de um quadripolo

.

.

236

14.7.2 Linearização .

 

.

236

14.8 Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

237

15 Potênciae energia

 

241

15.l Potência em regime

15.1.1

Fator de potência

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

241

241

 

15.1.2

. Fasores, fasores eficazes e impedâncias

 

.

.

242

15.l.3

Potência complexa

 

.

242

15.1.4

Correção do fator de potência

.

.

244

15.2 Casamento de impedâncias

 

.

.

.

.

.

.

245

15.3 Sistemas polifásicos

.

.

.

.

.

.

.

.

.

246

15.3.l Sistemas trifásicos

 

.

246

 

15.3.2 Ligação de cargas em sistemas trifásicos .

 

248

15.3.3 Associação das fontes em geradores trifásicos .

 

.

251

15.3.4 Sistemas trifásicos desequilibrados e equilibrados

 

.

252

15.4 Potência em sistemas trifásicos

.

.

.

.

.

.

.

253

 

15.4.l Medida de potência

 

.

.

253

15.5 Exercícios .

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

255

16 f ntrodução aos sistemas de energia elétrica

 

261

16.l Transformadores em sistemas de energia elétrica .

 

261

 

16.1.l

Bancos trifásicos de transformadores ideais

 

.

262

16.1.2

Outras conexões de transformadores

 

.

266

16.l.3

Modelos mais completos para os transformadores

 

.

269

16.2 Representação de sistemas de eneq,>ia elétrica

. 272

16.2.l

Diagrama unifilar

.

.

273

16.2.2

Grandezas por unidade

.

273

16.3 Componentes simétricas

 

.

.

277

16.3.l

Definição

.

.

277

16.3.2

Potência em função das componentes simétricas

.

278

16.3.3

Constituintes do sistema trifásico em componentes simétricas

 

.

.

279

16.3.4

Análise de curtos-circuitos assimétricos

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

283

16.4 Exercícios

 

286

A Números complexos

 

.

.

.

.

293

Sn$W

Apresentação

Um procedimento comum na análise de circui-

é

tos -

freqüentemente apresentado pelos alunos que fize- ram um curso técnico ao ingressar na universidade. As equações de um circuito são escritas uma a uma- em geral, equações de tensões percorrendo as malhas (se o circuito é plano) até ser obtido um número sufi- ciente delas. Se surgirem equações em excesso, não há problema: implicitamente pensa-se na solução ma-

nual delas. Raramente é feita a formalização completa do método de malhas e muito menos de outros méto- dos, como o de nós. Nesta abordagem, a experiência tem papel fundamental: cada circu ito é um caso par-

ticular. Extensas listas de exercícios são importantes. O procedimento alternativo-o sintético-é a uti-

lização de um algoritmo.

exemplo, por matrizes, e uma seqüência de etapas leva ao resultado desejado. A experiência não é ne- cessária: basta seguir as instruções. De fato, os dois caminhos são complememares. Se

o estudante conhece os algoritmos. tem condições de resolver circuitos, lndependentemente da sua expe· riência. E. à medida que sua experiência aumenta -

o que vai depender muito de seu interesse -, pode procurar caminhos alternativos, mais simples. O desenvolvimento tecnológico torna obrigatório incluir nos cursos de engenharia cada vez mais co· nhecimento, mas sem aumento significativo da carga horária. Em função disso, são necessárias essas abor- dagens mais resumidas.

Uma segunda razão em favor dessas novas aborda- gens é a utilização crescente de computadores para

a resolução das equações e até mesmo o desenvolvi-

mento de softwares específicos para solução de circui- tos. É importante conhecer o número de incógnitas e

obter as equações necessárias: nem mais, nem me- nos. Assim, a partir da formulação matricial das leis de Kirchhoff (com utilização da matriz de incidência), pode-se chegar, de forma sistemática, às equações de nós e também às equações de nós modificadas. Elas são o fundamento, por exemplo, do Spice e também dos métodos de análise de fluxo de carga em sistemas de energia elétrica.

O circuito é descrito, por

que pode ser qualificado como analítico -

O leitor observará, no final de cada capítulo, um

grande número de notas, assim como, no texto, mui· tos exemplos.

O material que consta nas notas é, em princípio,

dispensável, pelo menos em uma primeira leitura. São explicações mais intuitivas ou detalhadas. justi· ficam algumas conclusões, às vezes têm que ver com a precisão da linguagem uUlizada, antecipam alguns conceitos ou fornecem referências cruzadas. Algumas demonstrações são incluidas nessas notas. Sem elas o texto deve ficar mais fluido.

O papel dos exemplos é outro. Poderiam ser cha-

mados exercícios resolvidos. Devem esclarecer afirma-

ções e procedimentos. São também, em princípio, dispensáveis - sobretudo em releituras.

O texto tem sido utilizado. também, em cursos

de pós-graduação. Não há, então, a necessidade de ser todo explorado em disciplinas de graduação. Mas optou-se por deixar ao docente a liberdade de es· colher os tópicos reservados para um estudo poste- rior - em vez de assinalá-los de alguma forma, como é feito em algumas obras. Os comentários a seguir de- vem ajudar nessa escolha. No Capitulo 1 são apresentadas as grandezas e ai· guns dispositivos de circuitos. A apresentação é res- trita aos dispositivos resistivos, resistores e fontes. Nossa experiência sugere que a apresentação dos dispositivos armazenadores de energia deve ser dei· xada para mais tarde. Entretanto, nada impede que eles sejam vistos imediatamente. Neste texto eles encomram-se no Capítulo 4.

O Capitulo 1 inclui ainda associações (série e para·

leio) de bipolos, e sem contudo fazer uma apresenta- ção formal das leis de Kirchhoff. Há duas razões para isso:

• Trata-se, em geral, de conhecimento que os alu· nos têm.

• As leis de Kirchhoff aparecem implicitamente na apresentação dos conceitos de tensão (como va- riável entre) e de corrente (corno variável através).

No Capítulo l predomina a abordagem analltica. 1

Já no Capítulo 2 é feita a sistematização das leis

de Kirchhoff. Em lugar de apresentar a lei de ten-

xiv Apresentação

Sn(:IW

sões da forma usual (e na qual a análise do número de equações e variáveis independentes não é trivial), ela é apresentada envolvendo também as tensões de

nós. Assim

da convenção de receptor para tensões e correntes em

bipolos), uma mesma matriz (a matriz de incidência) permite escrever as equações de tensões e de corren- tes para o circuito. Essa apresentação da lei de tensões leva, de forma muito natural, ao desenvolvimentodo método de nós

e do método de nós modificado.

quadamente, o método de nós permite ao esrudante equacionar qualquer circuíto conscirufdo por resisto-

res lineares e fontes, independentes e vinculadas.

Nesse capítulo, lhas, predomina a

aborda-

neira resumida,

de ma-

gem analilica aparece apenas na Seção 2.9,

exemplos. Cabe mencionar a amilise dos circuitos com fontes

vinculadas. As marriz;es de coeficientes do método de

E cada

A fundamentação do método apresentado está nas

seções iniciais do capítulo.

o estudante mais interessado, e o capitulo ser apre- sentado a parrir da Seção 5.3.

Ela pode ser deixada para

(e fornecendo

um motivo para emprego

Os

sinais,

ou funções do tempo, que aparecem na

no início do

às

funções impulsivas:

de-

são apresentados no Capftulo 6.

análise de circuitos,

curso. mas

A ênfase

grau, impulso etc.

Cabe notar a introdução do fator de potência para

tensões e correntes periódicas a partir do produto es- calar da tensão e da corrente. Normalmente os alu- nos já têm os conceitos necessários para isso e assim

cabe

serão necessários só a partir do Capítulo 7.

Poderiam ser apresentados

à

função senoidal e

2 E. dominado ade-

que inclui ainda o método de ma-

abordagem sintética.

3

/\

quase restrita

à

apresentação

de

ficam assimétricas.

aparece. desde a definição de fator de potência. sua

aplicação no caso. hoje importante, de correntes não senoidais.•

No Capítulo 7 são tratados os circuitos em regime

permanente senoidal, com emprego de fasores. Todos

os resultados apresentados nos capítulos 2 e 3 para

circuitos resistivos lineares se estendem para os cir- cuitos lineares com capacitores e indutores em regime permanente senoidal. A única novidade é a indução

mútua -

para esses circuitos o método de nós mo-

dificado apresenta vantagens em relação ao m6todo de nós. Para a análise do comportamento dinâmico dos cir-

cuitos, é conveniente que suas equações diferenciais

sejam dispostas

Praticamente todos os programas para in-

tegração numérica exigem que as equações estejam

nessa forma.

mais simples.

em

forma normal

os

ou de

eq11açôes

de estado.

Também

resultados teóricos ficam

Os

conceitos de

cortes fundamentais

e

laÇQsfi111da-

alternativa das

leis de Kirchhoff-

permitem

escrever as equações diferenciais para os circuitos di-

retamente em forma de equações de estado

(equa-

E assim se evita

a manipulação de equações integro-diferenciais obti- das pelos mécodos mais tradicionais, como o de nós, para sua colocação naquela forma. Esses conceitos e a formulação alternativa das leis

ções diferenciais em forma normal).

tes e lei das tensões expressa para laços -

lei das correntes expressa para cor-

me11tais

junto com uma formulação

de Kirchhoff são tratados nas seções 8.l e 8.2 do Capf-

No

Capítulo 9

nós

(modificado ou não)

a tensão;

tipo de fonte (fonte de corrente vinculada

fonte de corrente vinculada a corrente; fonte de ten-

são vinculada a tensão; fonte de tensão vinculada a

corrente) introduz termos cm matriz de coeficientes.

e método de

malhas oferece a oponunidadc para Introduzir a dua- lidade cm circuitos. Dependendodo interesse do curso, podem ser omi-

tidas as seções 2.4.2, 2.5.2, 2.5.3, 2.6 e 2.8.

lugares diferentes da

A

comparação

entre método de nós

No

Capftulo 3

são apresentados alguns

teoremas

possibilidade de escrever equações de

(constilufdo

por bipolos) permite uma apresentação simples des-

ses teoremas. O teorema de compensação (Seção 3.5) freqüentemente é omitido nos cursos de circuitos.

dito, são analisados os

bipolos armazenadores de energia, capacilorcs e in-

dutores. Indução mútua (Seção 4.4) e transformador (Seção 4.5) podem ser estudados mais tarde.

de circuitos. /\

nós modificadas para qualquer circuito

No Caphulo 4,

como íá foi

O Capítulo 5 apresenta uma introdução aos circui-

tos dinâmicos, circuitos cuío comportamento é des-

São tratados apenas

crito por equações diferenciais.

os circuitos lineares com um único armazenador de

/\pa-

na-

recem nesse capítulo as componentes forçada e tural das soluções e demonstra-se que qualquer va- riável, tensão ou corrente, para esses circuitos, tem o comportamento fornecido por uma expressão como

energia, autônomos ou com fontes constantes.

x(f)

=

.,;(oo)

+

[.c(O) -

x(oo)) exp ( M ) .

As constantes que aparecem

nessa expressão são

determinadas a partir da análise tivos.

de circuitos

tulo 8. As seções seguintes descrevem os métodos de

cortes e de laços fundamentais e podem ser omitidas.

são obtidas as equações de estado com utilização dos cortes e dos laços

para circuitos,

fundamentais. As seções 9.2 até 9.5 podem ser omiti- das. Após uma rápida revisão dos circuitos de primeira

ordem, o Capítulo 10 apresenta a análise clássica dos

resis- circuitos autônomos de segunda ordem. As equações

finalidade, transformadas

de estado são,

para essa

em equações de segunda ordem. Após um tratamento

mais resumido das equações de ordem superior. é es-

tudada a integraçilo das equações de estado, empre-

gando os conceitos de valores e vetores próprios de

matrizes (Seção

ção de espaço (Seção

10.5)

e chegando à matriz de transi-

Essas últimas seções po-

10.6).

Apr

Sn('.IW

fator de po-

noidal:

tência, geração e consumo de energia em forma trifá- sica.

introdu-

ção

Esse tema não

potência complexa.

correção do

com

Finalmente o texto

aos sistemas de

se encerra

uma

energia elétrica no

Capitulo

16.

é muito comum em textos de circui-

dem

ser

omitidas.

embora cstuda111cs

que

tenham

tos elétricos. Foi incluído aqui para preencher um es-

feito

um

curso

de álgebra linear e

que

saibam

uti-

paço entre os cursos de circuitos elétricos e os cursos

lizar calculadoras cientificas tenham

facilidade

para

de geração. transmissão e distribuição de energ.ia, nos

estudá-los.

O Capitulo

11 completa a análise dos circuitos di-

nâmicos. agora

não autônomos.

 

exposto

então o

método

da

determinação

dos

coeficientes,

aplicá-

vel quando

ciais (ou senóides) e combinações dessas funções. Um

para obter uma equação di-

ferencial a partirde um sistemade equações-é apre-

11.3 apresenta a clás-

e a

sica resposta ao

as

entradas

são polinômios e

exponen-

método de eliminação -

sentado na Seção

11.2.

A

degrau

Seç.~o

resposta

ao impulso.

E,

complementando a apresentação da matriz de transi-

ção de estado no capitulo anterior, a Seção

essa matriz para escrever a solução para circuitos

neares não autônomos. omitidas.

11.4 utiliza

lí-

Essas duas seções podem ser

Laplace

aplicada aos circuitos elétricos. Após uma introdução.

transforma-

as mais freqüen-

é apli-

na

O

Capitulo

qual

é

12

trata da

ênfase

à

transformação

obtenção

das

de

dada

das inversas de funções racionais -

tes em circuitos elétricos-.

a transformação

cada aos circuitos.

Em vez de aplicar a transformação

às equações diferenciais que descrevem o comporta-

mento do circuito, prefere-se aplicar a transformação

ao próprio circuito (como aliás

é

feito,

cm geral,

na

utilização prática dessa ferramenta matemática).

Os diversos métodos de análise

de circuitos -

de

certa forma. revendo capítulos anteriores-são apli-

cados aos circuitos transformados.

De fato, essa

reui-

incorpora uma novidade: a consideração das con-

dições

corrente.

Asérie e a transformação de Fouriersão rraiadas no

Capítulo

circuitos elétricos.

ticulares para os circuitos, soluções que nem sempre

Podem ser obtidas soluções par-

scio

iniciais

13,

em forma de fontes

de tensão ou

de

em

sempre tendo em vista a aplicação

têm significado físico.

Este fato é analisado na Seção

13.3, na qual são comparadas as tranformações de

La-

place e de Fourier.

quadrípolos

Após uma discussão sobreas condições em que estru-

Essa seção pode ser omitida.

são

introduzidos

no

Os

Capítulo

14.

quais questões como análise de bancos de transfor- madores, monofásico equivalente, diagramas unífila-

res e componentes simétricos são tratados muito ra-

pidamente.

A

disciplina

Circuitos

Elétricos

é ministrada

tra-

dicionalmente no

qtúnto

semestre do

curso

de En-

genharia

Elétrica. Entretanto,

em

1976.

o

Conse-

lho Federal de Educação recomendava uma transição

gradual entre as disciplinas chamadas básicas e as dis-

ciplinas profissionais,

começando estas últimas bem

mais cedo. Assim,

na Unicamp.

Circuitos Elétricos

é

ministrada no

nharia Elétrica. Daí decorrem vantagens e surgem questionamen- tos.

A principal vantagem é aproveitar e procurnr num-

do

segundo

semestre

do curso de Enge-

ter a motivação

que

os

alunos

têm

no

começo

curso.

Depois de aprovados

em

um vestibular con-

corrido,

é frustrante ficar dois anos sem contato com

as disciplinas especificas de engenharia. A outra van-

tagem é a flexibilidade no desenvolvimento do currl- culo. uma vezque os pré-requisitos são cursados mais cedo.

O principal questionamento

é

o

uso

de equações

diferenciais antes da exposição formal desse assunto

nos cursos de matcmática.

5

É interessante lembrar que, nos cursos de matemá-

tica, os conceitos são desenvolvidos em uma seqlU!n-

Equações diferenciais são estu-

o conceito de número

real.

ções para sua unicidade, são cuidadosamente anali-

sadas. No entanto, Newton trabalhou com equações diferenciais muito antes de surgir o conceito de nú-

cia longa e rigorosa.

dadas depois de apresentado

E a existência de soluções.

bem como as condi-

mero real. E também não se preocupou em demons-

trar a existência e a unicidade das soluções.

que esses temas

são

importantes.

6

pode ser postergado.

Mas seu

~claro

estudo

turas com

quatro

terminais

condutores constituem

Na verdade,

nem

mesmo

equações diferenciais

quadripolos

ou.

mais precisamente, estruturas com

constituem

a

maior

dificuldade

da

disciplina. Elas

dois acessos elétricos, são estudadas as diversas ma- trizes que os representam.

questões

ligadas

O Capítulo

J5

é

dedicado

à

análise

das

à energia elétrica cm regime permanente se-

comportam sempre soluções numéricas por meio de

softwares

amplamente disponíveis.

E,

ção

analftica,

com certa liberalidade

quanto

é

à

so lu -

possível afir-

mar que equações diferenciais dividem-se em triviais

xvi

Apresentação

e impossíveis. As equações encont radas na análise de circuitos (lineares) pertencem à categoria das triviais:

suas soluções são sempre combinações de polinô·

mios e exponenciais. Basta achar os coeficientes

.

Agradecemos aos colegas e alunos da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Un icamp, que, nos últimos anos, utilizaram o conteúdo desta obra e a enriqueceram com inúmeras criticas, comen- tários e sugestões. Os editores agradecem ao professor Wagner Luiz. Zucchí por sua colaboração no processo de análise desta obra.

Notas

1 Un1problema ocorre, na disciplina Circuilos Elétricos. con1 os ci·

rados alunos que fizcran1u1n curso técnico de eletricidade. Conto o

Caphulo 1 nao lhes fornece. essenciahnentc. conhechnento novo.

acontece de se d csintercssarcn1 pelo estudo.

E só d epois de u1n

te1npo, que pode ser longo, perccbe1n que não estão mais acon1· l)anhando a n1at6rla. 2 Os progra1nas para shnuJaçào d e circuitos que cxisten1 hoje são

fundan1entados no método de nós modificado. proposto em 1975

p<>r Mo. nuchh e Urennan. cm 7'/Je 1nodified nodal a11proacJ1 to nettuork aualysls, IEEE,