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1 Artigo científico

3 Aclimatação de mudas micropropagadas de cultivares de abacaxizeiro em

4 substratos orgânicos

6 Acclimation of micropropagated seedlings of pineapple cultivars on organic

7 substrates

9 Resumo – A fusariose constitui importante entrave na abacaxicultura brasileira. Os cultivares resistentes à

10 fusariose, Vitória e Imperial, oriundos do cultivo in vitro, vem sendo alternativa de manejo cultural. Objetivou-

11 se com este trabalho avaliar o desempenho vegetativo de cultivares de abacaxizeiros propagados por

12 cultura de tecidos em resposta ao uso de substratos orgânicos, diferentes quanto a sua natureza e

13 proporção. O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizados, disposto em esquema

14 fatorial 3×5, sendo três cultivares de abacaxizeiro (Pérola, Vitória e Imperial) e cinco substratos [ORG:

15 Organoamazon®, composto orgânico; SP: Substrato Padrão, solo + areia (1:1 v/v); SP+E+C: SP + esterco

16 de carneiro (E) + casca de arroz carbonizada (C) (2:1:1 v/v); SP+E (3:1 v/v); SP+C (3:1 v/v), avaliados pelo

17 desdobramento em contrastes médios]. As variáveis analisadas foram o crescimento e o conteúdo de

18 nutrientes na parte aérea da planta e crescimento do sistema radicular. O desempenho vegetativo das

19 cultivares, considerando o incremento de massa seca na parte aérea no substrato mais responsivo, foi:

20 PérolaVitóriaImperial. O substrato ORG promoveu incrementos superiores na massa seca da parte aérea

21 da planta (259%) e na densidade do sistema radicular (116%), em relação à média dos demais substratos.

22 O crescimento promovido pelo ORG resultou em maior conteúdo de N, P, K, Ca e Mg nas plantas de

23 abacaxizeiro. O ORG e SP+E+C são recomendados para aclimatação mudas de abacaxizeiros propagados

24 in vitro, no período de aclimatação das plântulas no ambiente ex vitro.

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26 Palavras-chave adicionais: Ananas comosus var. comosus; abacaxizeiros ‘Vitória’, ‘Pérola’ e ‘Imperial’;

27 propagação de plantas; matéria orgânica.

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29 Abstract – Fusarium is an important hindrance to Brazilian pineapple farming. The cultivars resistant to

30 fusariosis, Vitória and Imperial, from in vitro cultivation, have been an alternative of cultural management.The
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31 objective of this work was to evaluate the vegetative performance of propagated pineapple cultivars by tissue

32 culture in response to the use of organic substrates, different in nature and proportion. The experimental

33 design was in a completely randomized block, arranged in a factorial scheme 3 × 5, with three cultivars of

34 pineapple (Pérola, Vitória and Imperial) and five substrates [ORG: Organoamazon®, organic compound; SP:

35 Substrate Standard, soil + sand (1: 1 v / v); SP + E + C: SP + sheep manure (E) + charcoal rice husk (C) (2:

36 1: 1 v / v); SP + E (3: 1 v / v); SP + C (3: 1 v / v), evaluated by unfolding in mean contrasts]. The variables

37 analyzed were growth and nutrient content in the aerial part of the plant and growth of the root system. The

38 vegetative performance of the cultivars, considering the increment of dry mass in the aerial part in the most

39 responsive substrate, was: Pérola Vitória Imperial. The ORG substrate promoted higher increases in the

40 dry mass of the aerial part of the plant (259%) and in the density of the root system (116%), in relation to the

41 average of the other substrates. The growth promoted by ORG resulted in highest N, P, K, Ca and Mg

42 content in pineapple plants. The ORG and SP + E + C are recommended for acclimatization seedlings

43 propagated in vitro in the period of acclimatization of the seedlings in the ex vitro environment.

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45 Additional keywords: Ananas comosus var. Comosus; ‘Pérola’, ‘Vitória’ and ‘Imperial’ pineapple;

46 propagation of plants. organic matter.

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48 Introdução

49 O abacaxizeiro (Ananas comosus var. comosus) é uma Bromeliaceae, de grande importância

50 econômica no Brasil, sendo ‘Pérola’ e ‘Smooth Cayenne’ os cultivares de maior aceitação comercial, porém,

51 suscetíveis à fusariose. Os cultivares Vitória e Imperial, resistentes à doença, vêm apresentando boa

52 aceitação comercial, constituindo alternativa para os produtores brasileiros (Viana et al., 2013; Berilli et al.,

53 2014; Caetano et al., 2015) e alvo de pesquisa, devido o lançamento relativamente recente.

54 A ausência de mudas tanto em qualidade como em quantidade, para propagação, têm sido um dos

55 entraves da abacaxicultura brasileira. A cultura in vitro é uma estratégia para atenuar o problema. O

56 protocolo para produção in vitro de mudas de abacaxizeiro está bem estabelecido (Araújo et al., 2008;

57 Fráguas et al., 2009; Silva et al.,2012; Oliveira-Cauduro et al., 2016), permitindo a obtenção de mudas

58 uniformes, sadias e totalmente livre de moléstias. Após o desenvolvimento in vitro, essas mudas precisam

59 ser aclimatadas em condições ex vitro, para o subsequente plantio nas condições de campo (Baldotto et al.,

60 2009; Oliveira-Cauduro et al., 2016).


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61 O período de aclimatação das mudas de abacaxizeiro se faz necessário, pois as mudanças das

62 condições in vitro para ex vitro, como metabolismo heterotrófico para autotrófico e redução umidade do ar e

63 nutrientes, limitariam o cultivo (Baldotto et al., 2009) diretamente no campo. Plântulas de abacaxizeiro

64 cultivadas in vitro apresentam cutículas pouco desenvolvidas e baixa intensidade estomática (Barboza et al.,

65 2006), características desfavoráveis às variações drásticas inerente ao ambiente campo aberto.

66 Devido à necessidade de um período de aclimatação, muitos estudos como tipos de recipientes;

67 aplicação foliar de macro e micronutrientes (Bregonci et al. 2008); aplicação de ácidos húmicos; inoculação

68 de bactérias diazotróficas endofíticas e epifíticas (Baldotto et al., 2009, 2010); inoculação com fungos

69 micorrízicos (Santos et al., 2011); uso de brassinosteróides; e composição de substratos (Catunda et al.,

70 2008) têm sido realizados objetivando aperfeiçoar o desempenho nesta fase do processo.

71 Os constituintes dos substratos variam grandemente nas pesquisas realizadas (Catunda et al.,

72 2008; Cunha Filho et al., 2008; Oliveira-Cauduro et al., 2016; Mendonça et al., 2017), sendo comum

73 materiais de natureza orgânica. Em termos gerais, através do ajuste dos componentes dos substratos,

74 buscam-se obter um meio de cultivo adequado ao desenvolvimento da parte aérea e sistema radicular das

75 plantas, de modo que fatores de ordem química (disponibilidade de nutrientes e pH) e física (porosidade,

76 textura e estrutura) estejam nas proporções requeridas pela espécie vegetal.

77 Mendonça et al. (2017) verificaram efeitos benéficos da utilização de esterco caprino e bovino na

78 composição de substratos para aclimatação de mudas micropropagadas dos abacaxizeiros Vitória e

79 Imperial. Trabalhando com ácidos húmicos (AH) (produto da biodegradação dos materiais orgânicos),

80 Baldotto et al. (2009) verificaram efeito significativos de doses de AH no crescimento da parte aérea e

81 sistema radicular, no acúmulo de N, P, K, Ca e Mg e na relação clorofila a clorofila b-1, de mudas

82 micropropagadas de abacaxizeiro ‘Vitória’.

83 Objetivou-se neste trabalho, verificar o desempenho de mudas micropropagadas das cultivares de

84 abacaxizeiro Pérola, Vitória e Imperial, quanto ao crescimento das plantas e o acúmulo de macronutrientes,

85 em substratos com diferentes composições de materiais de origem orgânica.

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87 Material e métodos

88 O experimento foi conduzido em casa de vegetação localizada na Embrapa Roraima, Boa Vista-RR,

89 Brasil, cujas coordenadas geográficas de referência são 02º42’30”N e 47º38’00”W, 90m de altitude. O clima

90 é do tipo Aw, segundo a classificação de Köppen, com período chuvoso de meados de abril a setembro,

91 precipitação média anual de 1688 mm, temperatura do ar de 27,7°C e umidade relativa do ar de79%.
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92 O delineamento experimental foi em blocos inteiramente casualizado, com quatro repetições e

93 quatro plantas por unidade experimental, totalizando 16 plantas por tratamento. Os tratamentos foram

94 dispostos em esquema fatorial 3×5, compondo três cultivares de abacaxizeiro (Pérola; Vitória; Imperial) e

95 cinco substratos [ORG: Organoamazon®, composto orgânico comercial1; SP: Substrato Padrão, composto

96 por solo classificado como Latossolo Amarelo, típico das savanas de Roraima + areia, na proporção 1:1

97 (v/v); SP+E+C: composto por SP + esterco de carneiro – E + casca de arroz carbonizada – C (2:1:1 v/v);

98 SP+E: composto por SP + E (3:1 v/v); SP+C: composto por SP + C (3:1v/v)], cujas propriedades químicas e

99 físicas são apresentadas na Tabela 1 e 2.

100 As plântulas de abacaxizeiro (Ananas comosus var. comosus) do fator cultivares, oriundas do cultivo

101 in vitro, foram adquiridas do Laboratório de Biotecnologia da Empresa Bioclone Produção de Mudas LTDA ®,

102 em condições de pré-aclimatização (5±2 cm).

103 No fator cultivares, plântulas micropropagadas de abacaxizeiro foram cultivadas em casa de

104 vegetação, sob condição controlada de temperatura (28±2o C) e umidade relativa do ar (80%), período de

105 junho de 2011 a fevereiro de 2012. No fator substratos, foram preenchidos sacos de polietileno preto com

106 capacidade para 1,08 dm3. Os substratos foram submetidos a 48 horas de fumigação, com produto

107 comercial BUNEMA 330 CS®, na dosagem de 350 ml m-3, respeitando o período de carência de sete dias. A

108 irrigação, com nebulizadores de 35 L h-1 a pressão de 1,5 kgf cm-2, foi realizada com frequência de três

109 regas diárias, por tempo de 2 minutos.

110 Aos 210 dias de aclimatização, o desempenho das plantas de abacaxizeiro cultivadas em diferentes

111 substratos foi avaliado pelas seguintes variáveis: número de folhas (NF); altura da planta (AP) (cm);

112 diâmetro do caule (DC) (mm); área foliar (AF) (cm2); massa fresca (MFPA) e seca (MSPA) da parte aérea

113 (g); densidade de raiz (DR) (g dm -3); e relação raiz parte aérea-1 (RPA). Para medição de AF utilizou-se um

114 integrador de área foliar de bancada modelo LI-3100 area mater, LI-COR, Nebraska USA. As medidas de

115 pesagem foram obtidas em balança SHIMADZU® BL 3200H. O material seco foi obtido pela manutenção em

116 estufa de circulação forçada de ar a 60 oC por sete dias, quando atingiram massa constante.

117 Após a pesagem das plantas secas, formou-se uma amostra composta a partir das quatro plantas

118 de cada repetição. Posteriormente, o material foi moído em moinho do Willey, com peneira de 20 mesh, e

119 armazenado em frascos hermeticamente fechados. Os teores totais de N, P, K Ca e Mg foram obtidos

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Adubo orgânico 100% natural e regional, desenvolvido por Norte Flora Paisagismo e analisado pela Embrapa,
composto por esterco de esterco de gado, cavalo, galinha e carneiro, palha de arroz envelhecida e carbonizada, turfa,
bagaço de cana, aparas de grama, galhas e folhagens.
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120 conforme metodologia proposta por Malavolta et al. (1997). O conteúdo de nutrientes na planta foi obtido

121 multiplicando-se os teores pela produção de MSPA.

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123 Tabela 1 – Análise química dos substratos utilizados para o teste de desempenho das cultivares de

124 abacaxizeiro. Boa Vista-RR, Brasil, 2012. Chemical analysis of the substrates used for the performance test

125 of the pineapple cultivars. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

(2)Complexo sortivo
(1)Subst pH V M P MO
Ca2+ Mg2+ K+ Al3+ H+Al S t T
----------------------------------------- cmolc dm-3 ----------------------------------------- ----- % ----- mg dm-3 g kg-1
ORG 5,8 10,50 7,90 1,60 - 2,08 20,00 20,00 22,08 90,58 - 176,77 69,20
SP 5,7 0,60 0,30 0,40 0,10 1,86 1,30 1,40 3,16 41,14 7,14 15,51 9,70
SP+E+C 5,0 2,40 3,20 0,61 - 1,66 6,21 6,21 7,87 78,88 - 55,73 22,30
SP+E 4,6 2,80 2,40 0,53 0,10 2,59 5,73 5,83 8,32 68,91 1,72 40,59 26,10
SP+C 5,0 1,10 0,50 0,31 0,10 1,66 1,91 2,01 3,57 53,44 4,98 17,51 11,80
126 (1)Substratos: ORG: Organoamazon®, composto orgânico comercial; SP: Substrato Padrão, composto por solo do
127 lavrado + areia, na proporção 1:1 (v/v); SP+E+C: composto por SP + esterco de carneiro – E + casca de arroz
128 carbonizada – C (2:1:1); SP+E: composto por SP + E (3:1); SP+C: composto por SP+C (3:1); (2)pH em água (1:2,5);
129 Ca2+, Mg2+ e Al3+: extrator KCl 1 mol L-1; K+ e P: extrator mehlich-1; H+Al: extrator SMP; M.O.: matéria orgânica –
130 oxidação Na2Cr2O7 4N + H2SO4 10N; S: soma de bases trocáveis; t: capacidade de troca catiônica (CTC) efetiva; T:
131 CTC a pH 7,0; V: índice de saturação por bases; m: índice de saturação por alumínio. (1) Substrates: ORG:
132 Organoamazon®, commercial organic compound; SP: Standard substrate, composed of soil from the savannah + sand,
133 in a ratio of 1: 1 (v / v); SP + E + C: composed of SP + sheep manure – E + carbonized rice husk – C (2: 1: 1); SP + E:
134 composed of SP + E (3: 1); SP + C: composed of SP + C (3: 1); (2) pH in water (1: 2.5); Ca2+, Mg2+ and Al3+: extractor KCl
135 1 mol L-1; K+ and P: extractor mehlich-1; H + Al: SMP extractor; M.O .: organic matter - oxidation Na2Cr2O7 4N + H2SO4
136 10N; S: sum of exchangeable bases; t: effective cation exchange capacity (CTC); T: CTC at pH 7.0; V: base saturation
137 index; m: saturation index by aluminum.
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139 Tabela 2 – Micronutrientes e granulometria dos substratos utilizados para teste do desempenho das

140 cultivares de abacaxizeiro. Boa Vista-RR, Brasil, 2012. Micronutrients and granulometry of the substrates

141 used for the performance test of the pineapple cultivars. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

(2)Micronutrientes Granulometria
(1)Subst
Zn Fe Mn Cu B S Argila Silte Areia
------------------------------ mg dm-3 ------------------------------ -------------- g kg-1 --------------
ORG 19,47 27,08 123,96 0,34 0,33 19,40 170 290 540
SP 2,19 34,70 19,72 0,63 0,04 9,91 120 - 880
SP+E+C 5,12 9,64 27,90 0,42 0,43 8,64 130 100 770
SP+E 5,28 17,95 30,38 0,56 0,45 24,45 110 40 850
SP+C 3,49 25,85 22,39 0,91 0,17 25,14 110 50 840
142 (1)Substratos: ORG: Organoamazon®, composto orgânico comercial; SP: Substrato Padrão, composto por solo do
143 lavrado + areia, na proporção 1:1 (v/v); SP+E+C: composto por SP + esterco de carneiro – E + casca de arroz
144 carbonizada – C (2:1:1); SP+E: composto por SP + E (3:1); SP+C: composto por SP+C (3:1); (2)Zn, Fe, Mn e Cu:
145 extrator mehlich-1; B: extrator água quente; S: extrator fosfato monocálcio em ácido acético. (1) Substrates: ORG:
146 Organoamazon®, commercial organic compound; SP: Standard substrate, composed of soil from the savannah + sand,
147 in a ratio of 1: 1 (v / v); SP + E + C: composed of SP + sheep manure – E + carbonized rice husk – C (2: 1: 1); SP + E:
148 composed of SP + E (3: 1); SP + C: composed of SP + C (3: 1); (2) Zn, Fe, Mn and Cu: mehlich-1 extractor; B: extractor
149 hot water; S: monocalcium phosphate extractor in acetic acid.
150
151 As variáveis foram submetidas à análise de variância, pelo teste F (p<0,05), e os efeitos dos

152 tratamentos, quando significativos (p<0,05), foram desdobrados em contrastes médios (Tabela 3) (Alvarez

153 V. & Alvarez, 2006), quanto ao fator substratos e teste Tukey (p<0,05), quanto ao fator cultivar.

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155 Tabela 3 – Coeficientes dos contrastes estudados para os tratamentos do fator substratos.

Coeficientes dos contrastes(2)


Tratamento(1)
C1 C2 C3 C4
ORG +4 0 0 0
SP -1 +3 0 0
SP+E+C -1 -1 +2 0
SP+E -1 -1 -1 +1
SP+C -1 -1 -1 -1
156 (1)Substratos: ORG: Organoamazon®, composto orgânico comercial; SP: Substrato Padrão, composto por solo do
157 lavrado + areia, na proporção 1:1 (v/v); SP+E+C: composto por SP + Esterco de carneiro – E + Casca de Arroz
158 Carbonizada – C (2:1:1); SP+E: composto por SP + E (3:1); SP+C: composto por SP+C (3:1); (2)Contrastes: C1: ORG vs
159 SP: composto orgânico – ORG vs grupo de substratos envolvendo aqueles com substrato padrão – SP (SP, SP+E+C,
160 SP+E, SP+C); C2: SP0 vs SPEC:: substrato com ausência de esterco de carneiro (E) e casca de arroz carbonizada (C) –
161 SP vs grupo de substratos envolvendo aqueles com E e, ou, C (SP+E+C, SP+E, SP+C); C3: SP E+C vs SPE/C: substrato
162 com E e C (SP+E+C) vs grupo de substratos envolvendo aqueles com E ou com C (SP+E, SP+C); C4: SPE vs SPC:
163 substrato com E (SP+E) vs substrato com C (SP+C). (1) Substrates: ORG: Organoamazon®, commercial organic
164 compound; SP: Standard substrate, composed of soil from the savannah + sand, in a ratio of 1: 1 (v / v); SP + E + C:
165 composed of SP + sheep manure – E + carbonized rice husk – C (2: 1: 1); SP + E: composed of SP + E (3: 1); SP + C:
166 composed of SP + C (3: 1); (2)Contrasts: C1: ORG vs SP: organic compound (ORG) vs group of substrates involving
167 those with standard substrate – SP (SP, SP + E + C, SP + E, SP + C); C2: SP0 vs SPEC:: substrate with absence of
168 sheep manure (E) and carbonized rice husk (C) – SP0 vs group of substrates involving those with E and, or, C
169 components – SPEC (SP + E + C, SP + E, SP + C); C3: SPE+C vs SPE/C: substrate with E and C components – SPE+C (SP
170 + E + C) vs group of substrates involving those with E or C componets – SPE/C (SP + E, SP + C); C4: SPE vs SPC:
171 substrate with E componet – SPE (SP + E) vs substrate with C component – SPC (SP + C).
172
173 Resultados e discussões

174 As cultivares micropropagadas de abacaxizeiro Pérola, Vitória e Imperial interagiram

175 significativamente, durante aclimatização, com os substratos de diferentes composições, quanto às

176 características morfológicas da parte aérea e do sistema radicular, e quanto ao conteúdo de nutrientes

177 (Tabelas 4, 5 e 6).

178 Aos 210 dias de aclimatização, os tratamentos substrato padrão (SP) e substrato padrão com casca

179 de arroz carbonizada (SP+C) apresentaram a altura da planta (AP) abaixo (≤ 13,8 cm) dos 20 a 30 cm

180 preconizados como apto ao plantio no campo (Berilli et al. 2011; Mendonça et al., 2017) (Tabela 4).

181 As características físicas e químicas resultantes da combinação de componentes dos substratos SP

182 e SP+C propiciaram baixos níveis de fertilidade e matéria orgânica, elevados níveis dos elementos tóxicos

183 H+ e Al3+ e elevada granulometria na fração areia (Tabelas 1 e 2). Deste modo, estes arranjos de substratos

184 foram incapazes de suprirem hídrica e mineralmente os cultivares de abacaxizeiro, nas proporções

185 requeridas pela espécie vegetal, para uma produção de mudas em condições satisfatórias para o plantio no

186 campo.

187 O uso de esterco de carneiro como componente dos substratos (SP+E e SP+E+C), proporcionou

188 AP >33,2 cm (Tabela 4). Em relação ao crescimento da parte aérea, a cv. Pérola foi superior em AP,

189 enquanto a cv. Vitória foi superior em número de folhas (NF) (Tabela 4).

190 A cultivar Vitória é resultado de uma seleção recorrente clonal do no híbrido PRI (‘Primavera’) × SC-

191 08 (‘Smooth Cayenne’) (Ventura et al, 2009). Seu desempenho foi documentado como semelhante ou
7

192 superiores, em características agronômicas, comparado às cultivares tradicionais Pérola e Smooth

193 Cayenne.

194

195 Tabela 4 – Desdobramento das características de crescimento da parte aérea e do sistema radicular nos

196 abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’, em resposta a cada tratamento do fator substrato. Boa Vista-RR,

197 Brasil, 2012. Development of aerial part and root system growth characteristics in 'Pérola', 'Vitória' and

198 'Imperial' pineapples in response to each substrate factor treatment. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

Crescimento
(3)Sistema
(1)Cultivar (2)Parte aérea
radicular
NF AP DC MFPA MSPA AF DR RPA
cm mm ---- g planta-1 ---- cm2 g dm-3 g g-1
(4)
---------------------------------- ORG ----------------------------------
Pérola 26b 69,6a 22,80b 334,70a 46,94a 3.848,21a 7,43a 0,17a
Vitória 28a 67,8a 24,11a 313,47b 32,91b 2.683,24b 6,53b 0,21a
Imperial 24c 60,9b 23,28b 249,57c 28,26c 2.533,11c 3,54c 0,13a
------------------------------------ SP --------------------------------------
Pérola 14a 10,0a 7,36a 9,79a 1,31a 69,97a 1,51a 1,25b
Vitória 14a 10,3a 8,13a 9,32a 1,08a 82,12a 1,65a 1,63a
Imperial 14a 09,3a 7,57a 8,21a 1,06a 70,61a 1,02b 1,05c
--------------------------------- SP+E+C -----------------------------------
Pérola 24b 49,8a 19,79ab 188,22a 23,50a 2.029,54a 3,94a 0,18a
Vitória 27a 42,8c 20,29a 180,86a 20,08b 1.364,01c 3,18b 0,17a
Imperial 23b 45,0b 19,30b 146,24b 16,31c 1.458,92b 2,24c 0,15a
----------------------------------- SP+E -------------------------------------
Pérola 20c 38,2a 16,45a 113,98a 13,34a 1.122,81a 3,38a 0,27a
Vitória 25a 36,3b 16,85a 116,74a 12,27b 1.041,15ab 2,16b 0,19a
Imperial 23b 33,2c 16,93a 102,04b 11,55b 966,29b 1,92b 0,18a
---------------------------------- SP+C --------------------------------------
Pérola 16b 13,8a 9,56b 18,63a 2,13a 193,98a 1,53a 0,79a
Vitória 18a 11,7b 10,83a 18,10a 2,19a 103,21b 1,39a 0,69ab
Imperial 18a 12,0b 11,11a 19,88a 2,57a 158,45ab 1,37a 0,58b
199 (1)Cultivar:cultivares de abacaxi Pérola, Vitória e Imperial. (2)Parte aérea: NF: número de folhas; AP: altura da planta;
200 DC: diâmetro do caule; MFPA: massa fresca da parte aérea; MSPA: massa seca da parte aérea; AF: área foliar.
201 (3)Sistema radicular: DR: densidade de raiz; RPA: razão entre a massa seca da raiz (g) e a massa seca da parte aérea

202 (g). (4)Substratos: ORG: Organoamazon®, composto orgânico comercial; SP: Substrato Padrão, composto por solo do
203 lavrado + areia, na proporção 1:1 (v/v); SP+E: composto por SP + Esterco de carneiro – E (3:1); SP+C: composto por
204 SP + Casca de Arroz Carbonizada – C (3:1); SP+E+C: composto por SP + E + C (2:1:1). Médias seguidas por letras
205 diferentes diferem estatisticamente entre si, pelo teste Tukey, no nível de 1% de probabilidade. (1)Cultivar: 'Pérola',
206 'Vitoria' and 'Imperial' pineapple cultivars. (2)Aerial part: NF: number of leaves; AP: plant height; DC: stem diameter;
207 MFPA: aerial part fresh mass; MSPA: aerial part dry mass; AF: leaf area. (3)Root system: DR: root density; RPA: ratio
208 between root dry mass (g) and aerial part dry mass (g). (4) Substrates: ORG: Organoamazon®, commercial organic
209 compound; SP: Standard substrate, composed of soil from the savannah + sand, in a ratio of 1: 1 (v / v); SP + E + C:
210 composed of SP + sheep manure – E + carbonized rice husk – C (2: 1: 1); SP + E: composed of SP + E (3: 1); SP + C:
211 composed of SP + C (3: 1);

212 Os resultados obtidos para AP e NF nos substratos SP+E e SP+E+C foram maiores do que os de

213 Mendonça et al. (2017), que obtiveram, aos 270 dias de aclimatação, AP e NF de 19,6 cm e 19,2 folhas,

214 para cv. Vitória, e de 20 cm e 20,6 folhas, para cv. Imperial, em substrato contendo solo e esterco de

215 caprino em sua composição (1:1 v/v). Os autores verificaram melhor desempenho morfológico da cv.
8

216 Imperial em relação à cv. Vitória para as variáveis AP e NF, sendo estes resultados contrastantes com os

217 obtidos neste experimento.

218 Poucos trabalhos são encontrados na literatura, referente a cultivar Imperial. Sampaio et al. (2011)

219 verificam menor crescimento da cv. Imperial, em relação à ‘Jupi’ e ‘Gold’, porém semelhante à ‘Smooth

220 Cayenne’ e ‘Gomo de Mel’, quanto à massa e comprimento da folha ‘D’ e diâmetro do caule. Porém,

221 Caetano et al. (2015) reportaram o crescimento lento para o abacaxizeiro ‘Imperial’.

222 Nos substratos SP+E e SP+E+C, as cvs. Pérola e Vitória não diferiram estatisticamente entre si,

223 quanto à massa fresca da parte aérea (MFPA), mas foram superiores à ‘Imperial’. Já, para massa seca da

224 parte aérea (MSPA) e área foliar (AF), os maiores valores ocorreram na cultivar Pérola.

225 O crescimento do sistema radicular nos substratos SP+E e SP+E+C, maior densidade de raízes

226 (DR) na cultivar Pérola. Mas, não houve diferença estatística entre as cultivares, quanto à razão entre

227 massa seca do sistema radicular e massa seca da parte aérea (RPA).

228 A superioridade do cultivar Pérola, no tocante à produção de biomassa (seca ou fresca), em

229 comparação a outras cultivares de abacaxizeiro, esta amplamente registrada na literatura, como Rodrigues

230 et al. (2010), que demonstraram superioridade da ‘Pérola’, em relação à ‘Smooth Cayenne’; Santos et al.

231 (2011), que verificaram superioridade em peso médio de rebentos, para produção de mudas da cultivar

232 Pérola, em relação às ‘Smooth Cayenne’ e ‘Jupi’; e Reinhardt et al. (2002), que reportaram maior massa

233 fresca e seca da cultivar Pérola em relação à ‘Smooth Cayenne’.

234 O uso de composto orgânico comercial Organoamazon ® (ORG) proporcionou às cultivares de

235 abacaxizeiro, AP superior a 60,9 cm, valor duas a três vezes mais elevadas que do que os 20-30 cm

236 adotado por Mendonça et al. (2017) e Berilli et al. (2011), ideal para plantio no campo (Tabela 4).

237 No substrato ORG as cultivares apresentaram o seguinte padrão de crescimento: ‘Pérola’ > ‘Vitória’

238 > ‘Imperial’, para as variáveis MFPA, MSPA e AF. Para AP, ‘Pérola’ foi semelhante à ‘Vitória’, porém,

239 superior à ‘Imperial’ (Tabela 4). Mas, para as variáveis NF e diâmetro do caule (DC), os maiores valores

240 foram constatados para ‘Vitória’ (28 folhas e 24,11 mm de diâmetro do caule). Em ORG, o padrão ‘Pérola’ >

241 ‘Vitória’ > ‘Imperial’, também foi verificado para o sistema radicular quanto à variável DR, porém não houve

242 diferença estatística entre os cultivares, quanto à variável RPA.

243 O acúmulo de nutrientes pelos cultivares Pérola, Vitória e Imperial estão apresentados na Tabela 5.

244 Em ORG, o padrão de acúmulo apresentado por estes cultivares foi: ‘Pérola’ > ‘Imperial’ > ‘Vitória’, para N e

245 P, e ‘Pérola’ > ‘Vitória’ > ‘Imperial’, para K, Ca e Mg. A performance nutricional comparativa entre os cvs. de

246 abacaxi Pérola, Vitória e Imperial ainda não constam na literatura. Porém Mendonça et al. (2017),
9

247 trabalhando com ‘Vitória’ e ‘Imperial’, verificaram maior aporte dos elementos P, Ca, Mg e Mg pelo cultivar

248 Imperial, aos 270 dias de aclimatação.

249 O acúmulo de nutrientes em mudas micropropagadas de abacaxizeiro ‘Vitória’ foi estudado por

250 Baldoto et al. (2009, 2010). Nesses trabalhos os autores verificaram os seguintes acúmulos em g planta-1:

251 3,16-21,22 de N, 1,22-7,44 de P, 22,23-113,20 de K, 3,20-12,09 de Ca, 1,14-11,83 de Mg. No tratamento

252 ORG do presente trabalho, todos os valores obtidos (Tabela 5) foram superiores aos resultados de Baldoto

253 e colaboradores, porém os tempos de aclimatação aplicados esses autores foram 150 dias e 90 dias.

254 O desdobramento dos substratos com diferentes composições de material orgânico, dentro de cada

255 nível do fator cultivar estão apresentado em contrastes médios (Tabela 6 e 7), conforme Alvarez V. &

256 Alvarez (2006). Os contrastes médios representam a diferença, em magnitude real, entre as médias dos

257 tratamentos comparados, para as características morfológicas e nutricionais das cultivares de abacaxizeiro.

258 O contraste que comparou a MSPA dos abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitoria’ e ‘Imperial’ entre o composto

259 orgânico e o grupo de substratos com SP (ORG vs SP’s) evidenciou incrementos na ordem de 36,87g

260 (366%), 24,01g (270%) e 20,39g (259%), respectivamente, pelo composto orgânico. Neste sentido, o

261 contraste ORG vs SP’s, evidenciou incrementos significativos em todas as variáveis morfológicas da parte

262 aérea dos cultivares de abacaxizeiro ao nível de 1% de probabilidade, pelo teste F (Tabela 6).

263 Os sistemas radiculares dos abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’ também foram

264 significativamente alterados pelos substratos no contraste ORG vs SP’s (Tabela 6). A favor do ORG, foram

265 observados incrementos na DR na ordem de 187, 212 e 116%, para as cvs. Pérola, Vitória e Imperial,

266 respectivamente. Entretanto, a RPA foi favorecida pelo grupo SP, com 266, 219 e 277%, na mesma ordem

267 de cultivares.

268 A promoção do crescimento das mudas de abacaxizeiro pelo substrato ORG aumentou

269 significativamente o conteúdo de N, P, K, Ca e Mg nas plantas (Tabela 7). As cultivares Pérola, Vitória e

270 Imperial, apresentaram incrementos na ordem de 241, 134 e 204%, para N, 229, 68 e 211%, para P, 1.361,

271 2.079 e 340%, para K, 532, 269 e 277%, para Ca, e 382, 190 e 189%, para Mg, respectivamente.

272 A superioridade verificada para o composto orgânico (ORG), em relação aos substratos com solo de

273 savana, esterco de carneiro e casca de arroz carbonizada (SP’s), ocorreu principalmente devido à qualidade

274 do material orgânico empregado, composto por restos vegetais e excrementos animais em vários estádios

275 de alteração. A qualidade química e física, promovida pelo processo de compostagem em ORG, pode ser

276 observada nas Tabelas 1 e 2 e nota.

277
10

278 Tabela 5 – Desdobramento do conteúdo de nutrientes nos abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’, em

279 resposta a cada tratamento do fator substrato. Boa Vista-RR, Brasil, 2012. Nutrient content of 'Pérola',

280 'Vitoria' and 'Imperial' pineapple in response to each substrate factor treatment. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

(2)Conteúdo de nutriente
(1)Cultivar
N P K Ca Mg
----------------------------------- mg planta-1 ---------------------------------
------------------------------- (3)ORG ----------------------------
Pérola 347,33a 129,07a 386,16a 520,94a 190,08a
Vitória 250,94c 65,79c 302,83b 251,65b 102,63b
Imperial 284,96b 95,38b 248,00c 231,26b 82,57c
-------------------------------- SP --------------------------------
Pérola 6,46a 2,24a 4,64a 12,11a 3,63a
Vitória 5,86a 1,76a 3,88a 10,78a 3,21a
Imperial 5,62a 1,61a 3,05a 9,64a 3,50a
----------------------------- SP+E+C -----------------------------
Pérola 223,29b 86,36a 54,63b 147,26a 86,96a
Vitória 244,81a 90,85a 31,59c 101,60a 74,20b
Imperial 188,48c 58,73b 137,47a 106,97a 56,28c
------------------------------- SP+E ------------------------------
Pérola 164,30a 57,54a 31,64b 152,64a 59,09a
Vitória 166,07a 55,02ab 06,35c 138,77a 55,41a
Imperial 166,21a 52,25b 66,87a 109,77a 45,75b
------------------------------- SP+C -------------------------------
Pérola 13,79a 10,66a 14,84a 17,44a 8,03a
Vitória 13,06a 9,34a 13,77a 21,42a 8,91a
Imperial 14,37a 9,94a 18,16a 19,12a 8,92a
281 (1)Cultivar:cultivares de abacaxi Pérola, Vitória e Imperial. (2)Conteúdo de nutrientes: N, P, K, Ca e Mg representam os
282 nutrientes nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio, respectivamente. (3)Substratos: ORG: Organoamazon®,
283 composto orgânico comercial; SP: Substrato Padrão, composto por solo do lavrado + areia, na proporção 1:1 (v/v);
284 SP+E: composto por SP + Esterco de carneiro –E (3:1); SP+C: composto por SP + Casca de Arroz Carbonizada – C
285 (3:1); SP+E+C: composto por SP + E + C (2:1:1); Médias seguidas por letras diferentes diferem estatisticamente entre
286 si, pelo teste Tukey, no nível de 1% de probabilidade. (1)Cultivar: 'Pérola', 'Vitoria' and 'Imperial' pineapple cultivars.
287 (2)Nutrient content: N, P, K, Ca and Mg represent the nutrients nitrogen, phosphorus, potassium, calcium and

288 magnesium, respectively. (3) Substrates: ORG: Organoamazon®, commercial organic compound; SP: Standard
289 substrate, composed of savannah soil + sand, in a ratio of 1: 1 (v / v); SP + E + C: composed of SP + sheep manure – E
290 + carbonized rice husk – C (2: 1: 1); SP + E: composed of SP + E (3: 1); SP + C: composed of SP + C (3: 1); Means
291 followed by different letters differ statistically from each other, by the Tukey test, at the 1% probability level.
292

293 A matéria orgânica apresenta como produtos de sua decomposição, polimeração ou condensação,

294 substâncias humificadas nas frações ácidos húmicos (AH), ácidos flúvicos (AF) e humina (HU). Baldotto et

295 al. (2009) verificaram efeito significativos de doses de AH no crescimento da parte aérea e sistema

296 radicular, no acúmulo de N, P, K, Ca e Mg e na relação clorofila a clorofila b -1, de mudas micropropagadas

297 de abacaxizeiro ‘Vitória’.

298 Além disso, o compartimento matéria orgânica viva não pode ser desconsiderado. Baldotto et al.

299 (2010) demonstraram a importância desse compartimento para cultura do abacaxizeiro, quando verificaram

300 que o uso combinado de AH e bactérias endofíticas (Burkholderia spp.) promoveu maior crescimento da

301 parte aérea, em relação a testemunha, bem como ao efeito isolado desses tratamentos.

302 O valor de matéria orgânica (MO) de 69,2 g kg-1 encontra-se na faixa do bom, porém,

303 aproximadamente 70 g kg-1, valor considerado muito bom pela classe de interpretação da CFSEMG (1999).
11

304 Segundo Silva e Mendonça (2007), a MO é fator de fundamental importância para CTC dos solos,

305 contribuindo com 20 a 90% da CTC de solos minerais e, praticamente, toda CTC de solos orgânicos.

306 A CTC observada em ORG apresentou valores de 22,08 cmol c dm-3, com predomínio do íon Ca2+

307 (47,55%) e Mg2+ (35,78%), superando em 165,38% o maior valor de CTC observado entre os demais

308 substratos. Além disso, a saturação por bases trocáveis foi constituída de 90,58%. Estudando a resposta de

309 substratos alternativos na produção de mudas de hortaliças e plantas ornamentais, Cabral et al. (2011) e

310 Faria et al., (2016) verificaram maior desempenho morfológico das plantas em substratos com CTC acima

311 de 20 cmolc dm-3 saturação em bases trocáveis acima de 70%.

312 O contraste que comparou o crescimento das cultivares de abacaxizeiro entre o substrato com

313 ausência de esterco de carneiro (E) e casca de arroz carbonizada (C) e o grupo de substratos com E e, ou,

314 C presentes (SP0 vs SPEC), mostrou diferença significativas em todas as características morfológicas e

315 nutricionais (Tabela 6 e 7).

316 Neste contraste, houve superioridade do grupo SP EC sobre o substrato com ausência de E e C (SP0)

317 em todas às variáveis morfológicas da parte aérea dos cultivares de abacaxizeiro (Tabela 6). Neste

318 contrates foi possível verificar que a não utilização de componentes orgânicos no preparo do substrato

319 diminui drasticamente o desempenho do processo de aclimatação de mudas micropropagadas de abacaxi.

320 A exemplo está os valores de AF que apresentaram contrastes relativos acima de 918% chegando a

321 1.494% (Tabela 6).

322 O conteúdo de nutrientes para ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’, foi: 1.971, 2.331 e 2.089%, para N, 151,

323 27 e 137%, para P, 626, - e 2.332% para K, 392, 709 e194%, para Ca, e 1.315, 1.338 e 957%, para Mg,

324 respectivamente (Tabela 7).

325 A superioridade em relação à utilização de componente orgânico corrobora com os resultados de

326 Moreira et al. (2006). Os autores verificaram que a morfologia da parte aérea e do sistema radicular de

327 mudas micropropagadas de abacaxizeiro foram inferiores quando se utilizaram apenas solo como

328 componente do substrato, durante a aclimatização. Moreira et al. (2006) atribuíram os benefícios do

329 componente orgânico na mistura do substrato aos seguintes fatores: boa sustentação da planta até o

330 enraizamento, pouca variação no volume do substrato em relação à sua umidade, retenção de água em

331 quantidade adequada e porosidade suficiente à drenagem da água e aeração. O fator químico (Tabelas 1 e

332 2) dos substratos também deve ser considerado, visto que os valores para SP 0 encontra-se em classe de

333 fertilidade inferior aos demais.


12

334 Os contrastes SPE+C vs SPE/C e SPE vs SPC, que confrontaram o efeito do uso conjunto de E e C no

335 mesmo substrato (SPE+C) e o efeito dos componentes E ou C em substratos separados (SP E/C), foram

336 significativo (p<0,01), pelo teste F, para todas as variáveis analisadas (Tabela 6 e 7).

337 O SPE+C superou o grupo SPE/C em todas as variáveis respostas da parte aérea, DR e acúmulo de

338 nutrientes (Tabela 6 e 7), evidenciando efeito sinérgico dos componentes E e C, quando utilizados no

339 mesmo substrato. Quando E e C foram utilizados em substratos separados (SPE vs SPC) o maior aporte

340 morfológico e nutricional ocorreu em SPE (Tabelas 6 e 7).

341 Pelos resultados da análise química dos substratos (Tabelas 1 e 2), é possível verificar classes de

342 fertilidade semelhantes entre os substratos SP e SP+C e entre os substratos SP+E e SP+E+C

343 (CFSEMG,1999). Assim, pode-se inferir que os efeitos sinérgicos do uso conjunto de E e C no substrato

344 foram resultantes de incrementos de atributos de ordem física como aeração e retenção.

345 Em aclimatação de mudas micropropagadas dos abacaxizeiros Vitória e Imperial, Mendonça et al.

346 (2017) verificaram efeitos benéficos do esterco caprino na composição de substratos. Fato atribuído à

347 elevada quantidade de N presentes na matéria orgânica do esterco caprino, principal responsável pela

348 produção de novas células e tecidos; síntese de vitaminas, hormônios, coenzimas e alcaloides; e integrante

349 das moléculas de clorofila.

350 Rodrigues et al. (2004) relataram a baixa atividade química da casca de arroz carbonizada, em

351 comparação a materiais de origem orgânica, como por exemplo, o húmus. Os autores ressaltam que

352 substratos com menor atividade química apresentam maior possibilidade de disposição de nutrientes em

353 solução, porém sua utilização deve ser precedida de suplementação química.
13

354 Tabela 6 – Contrastes médios, incrementos relativos, quadrado médio do resíduo (QMR) e coeficiente de

355 variação (CV) para as características de crescimento da parte aérea e do sistema radicular dos

356 abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’, em resposta aos tratamentos do fator substrato. Boa Vista-RR,

357 Brasil, 2012. Mean contrasts, relative increments, mean square of residue (QMR) and coefficient of variation

358 (CV) for the aerial part and root system growth characteristics of 'Pérola', 'Vitória' and 'Imperial' pineapples in

359 response to treatments of the substrate factor. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

(2)Contrastes médios (incrementos relativos – %)


(4)Sistema
(1)FV GL (3)Parte aérea radicular
NF AP DC MFPA MSPA AF DR RPA
Cm Mm ---- g planta-1 ---- cm2 g dm-3
------------------------------------ Pérola --------------------------------------
7,62 41,60 9,52 252,05 36,87 2.994,14 4,83 -0,45
ORG vs SP’s 1
(42) (149) (72) (305) (366) (351) (187) (266)
-6,42 -23,99 -7,91 -97,15 -11,68 -1.045,48 -1,44 0,84
SP0 vs SPEC 1
(47) (239) (107) (992) (892) (1.494) (95) (202)
SPE+C vs 5,66 23,83 6,78 121,91 15,76 1.371,14 1,49 -0,35
1
SPE/C (31) (92) (52) (184) (204) (208) (60) (194)
3,56 24,28 6,88 95,34 11,20 928,83 1,85 -0,51
SPE vs SPC 1
(177) (177) (72) (512) (526) (479) (121) (193)
-------------------------------------------- Vitória -----------------------------------------------
6,77 42,56 10,09 232,22 24,01 2.035,62 4,44 -0,45
ORG vs SP 1
(32) (168) (72) (286) (270) (314) (212) (219)
-9,40 -20,00 -7,87 -95,91 -10,43 -754,00 -0,59 1,28
SP0 vs SPEC 1
(68) (194) (97) (1.029) (966) (918) (36) (95)
SPE+C vs 5,03 18,75 6,45 113,44 12,85 791,82 1,41 -0,27
1
SPE/C (24) (78) (47) (168) (178) (139) (79) (159)
7,19 24,62 6,03 98,64 10,09 937,95 0,77 -0,50
SPE vs SPC 1
(210) (210) (56) (545) (460) (910) (55) (263)
--------------------------------------------- Imperial ---------------------------------------------
4,84 36,04 9,55 180,48 20,39 1.869,54 1,90 -0,35
ORG vs SP 1
(25) (145) (70) (261) (259) (282) (116) (277)
-7,04 -20,75 -8,21 -81,18 -9,09 -790,61 -0,82 0,74
SP0 vs SPEC 1
(51) (223) (108) (989) (857) (1.120) (81) (74)
SPE+C vs 3,22 22,38 5,28 85,28 9,25 896,55 0,60 -0,23
1
SPE/C (16) (99) (38) (140) (131) (159) (36) (153)
5,69 21,19 5,82 82,17 8,99 807,85 0,55 -0,40
SPE vs SPC 1
(177) (177) (52) (413) (349) (510) (40) (222)
QMR 222 1,44 4,83 0,93 83,20 1,57 11.154,82 0,27 0,03
CV (%) 5,76 6,46 6,18 07,48 8,73 8,94 18,08 31,77
360 (1)FV: ORG: composto orgânico; SP’s: grupo de substratos envolvendo aqueles com areia e solo do lavrado (substrato
361 padrão - SP); SP0: substrato com ausência de esterco de carneiro (E) e casca de arroz carbonizada (C); SP EC:: grupo de
362 substratos envolvendo aqueles com E e, ou, C (SP+E+C, SP+E, SP+C); SPE+C: substrato com E e C (SP+E+C); SPE/C:
363 grupo de substratos envolvendo aqueles com E ou C (SP+E, SP+C); SP E: substrato com E (SP+E); SPC: substrato com
364 C (SP+C). (2)Incrementos relativos: 100(x-y)/y, sendo x a média de tratamento de maior valor e y a média de tratamento
365 de menor valor. (3)Parte aérea: NF: número de folhas; AP: altura da planta; DC: diâmetro do caule; MSPA: massa seca
366 da parte aérea; AF: área foliar. (4)Sistema radicular: DR: densidade de raiz (razão entre a matéria seca de raiz, em g, e o
367 volume de substrato, em dm3); RPA: razão entre a matéria seca da raiz (g) e a matéria seca da parte aérea (g). Todos
368 os resultados foram significativos a 1% de probabilidade, pelo teste F. (1)FV: ORG: organic compound; SP’s: group of
369 substrates involving those with sand and savannah soil (standard substrate - SP); SP0: substrate with absence of sheep
370 manure (E) and carbonized rice husk (C) components; SP EC: group of substrates involving those with E and, or, C
371 components (SP+E+C, SP+E, SP+C); SPE+C: substrate with E and C componets (SP+E+C); SPE/C: group of substrates
372 involving those with E or C (SP+E, SP+C); SPE: substrate with E components (SP+E); SPC: substrate with C
373 components (SP+C). (2)Relative increments: 100(x-y)/y, where x is the highest treatment average and y is the lowest
374 treatment average. (3)Aerial part: NF: number of leaves; AP: plant height; DC: stem diameter; MFPA: aerial part fresh
375 mass; MSPA: aerial part dry mass; AF: leaf area. (3)Root system: DR: root density; RPA: ratio between root dry mass (g)
376 and aerial part dry mass (g). All the results were significant at 1% probability, by the F test.
377
14

378 Tabela 7 – Contrastes médios, incrementos relativos, quadrado médio do resíduo (QMR) e coeficiente de

379 variação (CV) para acúmulo de nutrientes dos abacaxizeiros ‘Pérola’, ‘Vitória’ e ‘Imperial’, em resposta aos

380 tratamentos do fator substrato. Boa Vista-RR, Brasil, 2012. Mean contrasts, relative increments, mean

381 square of residue (QMR) and coefficient of variation (CV) for nutrient accumulation of 'Pérola', 'Vitória' and

382 'Imperial' pineapples in response to substrate factor treatments. Boa Vista-RR, Brazil, 2012.

Contrastes médios (incrementos relativos)(2)


FV(1) GL Conteúdo de nutrientes na parte aérea(3)
N P K Ca Mg
--------------------------------- mg planta-1 ---------------------------------
---------------------------- ‘Pérola’ ----------------------------
245,37 89,87 359,72 438,58 150,65
ORG vs SP 1
(241) (229) (1.361) (532) (382)
-127,34 -49,28 -29,06 -93,68 -47,73
SP0 vs SPEC 1
(1.971) (151) (626) (392) (1.315)
134,25 52,25 31,39 62,22 53,4
SPE+C vs SPE/C 1
(151) (153) (135) (73) (159)
150,5 46,87 16,8 135,2 51,06
SPE vs SPC 1
(1.091) (440) (113) (775) (636)
---------------------------- ‘Vitória’ ----------------------------
143,49 26,54 288,92 183,51 67,2
ORG vs SP 1
(134) (68) (2.079) (269) (190)
-135,45 -49,98 -13,36 -76,48 -42,96
SP0 vs SPEC 1
(2.331) (27) (344) (709) (1.338)
155,25 58,67 21,53 21,51 42,04
SPE+C vs SPE/C 1
(173) (182) (214) (27) (131)
153 45,68 -7,42 117,36 46,51
SPE vs SPC 1
(1.172) (489) (117) (548) (522)
---------------------------- ‘Imperial’ ----------------------------
191,29 64,75 191,62 169,88 53,96
ORG vs SP 1
(204) (211) (340) (277) (189)
-117,4 -38,7 -71,12 -68,98 -33,48
SP0 vs SPEC 1
(2.089) (137) (2.332) (194) (957)
98,19 27,63 94,95 42,53 28,94
SPE+C vs SPE/C 1
(109) (89) (223) (66) (106)
151,84 42,31 48,71 90,65 36,83
SPE vs SPC 1
(1.056) (426) (268) (474) (413)
QMR 222 353,9 30,64 275,94 4.235,94 133,5
CV (%) 13,47 11,43 18,82 52,73 21,96
383 (1)FV: ORG: composto orgânico; SP: grupo de substratos envolvendo aqueles com areia e solo do lavrado (substrato
384 padrão - SP); SP0: substrato com ausência de esterco de carneiro (E) e casca de arroz carbonizada (C) (SP); SP EC::
385 grupo de substratos envolvendo aqueles com E e, ou, C (SP+E+C, SP+E, SP+C); SP E+C: substrato com E e C
386 (SP+E+C); SPE/C: grupo de substratos envolvendo aqueles com E ou C (SP+E, SP+C); SP E: substrato com E (SP+E);
387 SPC: substrato com C (SP+C). (2)Incrementos relativos: 100(x-y)/y, sendo x a média de tratamento de maior valor e y a
388 média de tratamento de menor valor. (3)Conteúdo de nutrientes: N, P, K, Ca e Mg representam nitrogênio, fósforo,
389 potássio, cálcio e magnésio, respectivamente; Todos os resultados foram significativos a 1% de probabilidade, pelo
390 teste F. (1)FV: ORG: organic compound; SP’s: group of substrates involving those with sand and savannah soil (standard
391 substrate - SP); SP0: substrate with absence of sheep manure (E) and carbonized rice husk (C) components; SP EC:
392 group of substrates involving those with E and, or, C components (SP+E+C, SP+E, SP+C); SPE+C: substrate with E and
393 C componets (SP+E+C); SPE/C: group of substrates involving those with E or C (SP+E, SP+C); SP E: substrate with E
394 components (SP+E); SPC: substrate with C components (SP+C). (2)Relative increments: 100(x-y)/y, where x is the
395 highest treatment average and y is the lowest treatment average. (3) Nutrient content: N, P, K, Ca and Mg represent the
396 nutrients nitrogen, phosphorus, potassium, calcium and magnesium, respectively. All the results were significant at 1%
397 probability, by the F test.
398
15

399 Conclusões

400 Em fase de aclimatização, a cultivar Pérola apresentou maior desempenho vegetativo em relação às

401 cultivares Vitória e Imperial, quanto ao crecimento da parte aérea, sistema radicular, porém a cultivar Vitória

402 apresentou maior número de folhas e diâmetro de caule.

403 O padrão no acúmulo de nutrientes dos cultivares foi ‘Pérola’ > ‘Imperial’ > ‘Vitória’, para N e P, e

404 ‘Pérola’ > ‘Vitória’ > ‘Imperial’, para K, Ca e Mg.

405 Os substratos Organo Amazon® e SP+E+C podem ser recomendados para produção de mudas

406 micropropagadas dos cvs. de abacaxi Pérola, Vitória e Imperial, oriundas do cultivo in vitro.

407

408 Agradecimentos

409 Os autores agradecem ao CNPq (Processo 575587/2008-3) e a SUFRAMA pelo financiamento da

410 pesquisa e a CAPES pelas bolsas de estudo.

411

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