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outras obras

Scott E. Spoolman
G. Tyler Miller e
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
G. Tyler Miller e NA FORMAÇÃO DO
Scott E. Spoolman ADMINISTRADOR
José Carlos Barbieri e

Ciência ambiental
Dirceu da Silva

INTRODUÇÃO
Tradução da 14 edição a Tradução À ENGENHARIA
da 14a edição
norte-americana norte-americana AMBIENTAL
Tradução da 2a edição
O objetivo desta edição é ajudar os leitores a atingir três objetivos:
norte-americana
primeiro, entender os fundamentos científicos de como a vida na Terra P. Aarne Vesilind e
Susan M. Morgan

Ciência ambiental
sobreviveu e prosperou; segundo, usar este fundamento científico para
ajudá-los a entender os inúmeros problemas ambientais que encara-
mos e a avaliar as possíveis soluções para eles; e terceiro, inspirar os
outros a fazer a diferença em como se tratar a Terra, que dá suporte ECONOMIA AMBIENTAL
à nossa vida e às economias e, assim, como tratamos a nós mesmos e Janet M. Thomas e
nossos descendentes. Scott J. Callan
Para alcançar esses objetivos, apresentamos nossa visão da Terra, os
problemas ambientais que encaramos, e algumas possíveis soluções
para eles por meio das lentes da sustentabilidade.
ECOLOGIA E
SUSTENTABILIDADE
Aplicações: livro indicado para os cursos de Ciências Biológicas, Ciências­ Tradução da 6a edição
Biomédicas, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Engenharia­de norte-americana
Biossistemas, Medicina Veterinária, Agronomia, Zootecnia­, Gestão Am- G. Tyler Miller e
biental, Biotecnologia, Geologia, Geografia, Bioenergia, Meio Ambiente
Scott E. Spoolman

Ciência
e Recursos Hídricos nas disciplinas ecologia de populações, ecologia
de comunidades, ecologia geral e aplicada, ecossistemas, educação
ambiental, biogeografia, as plantas e a sociedade, evolução de ecossis- FUNDAMENTOS
temas, evolução das populações, evolução das comunidades, ambiente
DE ECOLOGIA
e sociedade.
Eugene P. Odum e

ambiental
Gary W. Barrett
Trilha é uma solução digital, com plataforma de acesso em português,
que disponibiliza ferramentas multimídia para uma nova estratégia de
ensino e aprendizagem.

isbn 13 978-85-221-1865-6 Tradução da 14a edição G. Tyler Miller e


isbn 10 85-221-1865-5
norte-americana Scott E. Spoolman
Para suas soluções de curso e aprendizado,
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Ciência ambiental
Pecold/Shutterstock.com

Livro Ciência ambiental.indb i 10/06/2015 14:26:07


Ciência ambiental
TRADUÇÃO DA 14a EDIÇÃO NORTE-AMERICANA

G. TYLER MILLER
SCOTT E. SPOOLMAN

Tradução:
Noveritis do Brasil

Revisão Técnica:
Sabrina Anselmo Joanitti
Doutoranda em Ciências Biológicas (Botânica)
na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)

Austrália • Brasil • Japão • Coreia • México • Cingapura • Espanha • Reino Unido • Estados Unidos

Livro Ciência ambiental.indb iii 10/06/2015 14:26:28


Sumário

Habilidades de aprendizado 1

SERES HUMANOS E SUSTENTABILIDADE:


UMA VISÃO GERAL

1 Problemas ambientais, suas causas


e a sustentabilidade 5
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Uma visão mais
sustentável do mundo em 2060 5
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 6 3.2 Quais são os principais componentes de um
1.1 Quais são os três princípios da ecossistema? 38
sustentabilidade? 6 FOCO D A CIÊN CIA Muitos dos mais importantes
1.2 Como são as nossas pegadas ecológicas que organismos do mundo são invisíveis para nós 41
afetam a Terra? 11 3.3 O que acontece com a energia em um
E S T U D O DE C AS O Novos consumidores ricos da ecossistema? 42
China 14 3.4 O que acontece com a matéria em um
1.3 Por que temos problemas ambientais? 15 ecossistema? 45
1.4 O que é uma sociedade sustentável do ponto de FOCO D A CIÊN CIA Propriedades únicas da água 47
vista ambiental? 20 3.5 Como os cientistas estudam os ecossistemas? 52
R E V I S ITANDO Visão de uma Terra mais REV ISITA N D O Florestas tropicais e
sustentável 21 sustentabilidade 54

ECOLOGIA E SUSTENTABILIDADE

2 Ciência, matéria e energia 22


E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL O que os
cientistas aprendem com a natureza?
A história de uma floresta 22
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 23
2.1 O que os cientistas fazem? 23
2.2 O que é matéria e o que acontece
quando ela se modifica? 26
2.3 O que é energia e o que acontece
quando ela se modifica? 32
R E V I S ITANDO A Floresta Experimental
Hubbard Brook e a sustentabilidade 34
Mark Edwards/Peter Arnold, Inc.

3 Ecossistemas: o que são e


como funcionam? 35
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL As florestas
tropicais estão desaparecendo 35
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 36
3.1 O que mantém vivos os seres humanos e Foto 1 Para obter dinheiro, essa criança e a família que vivem em Katmandu,
outros organismos? 36 no Nepal, coletam garrafas de cerveja e as vendem para uma cervejaria que irá
reutilizá-las.

SUMÁRIO v

Livro Ciência ambiental.indb v 10/06/2015 14:26:29


4.4 Como a especiação, a extinção e as atividades
humanas afetam a biodiversidade? 64
FOCO D A CIÊN CIA Alteração das características
genéticas das populações 65
4.5 Qual função as espécies desempenham nos
ecossistemas? 66
ESTU D O D E CA SO Por que os anfíbios estão
desaparecendo? 67
ESTU D O D E CA SO Jacaré-americano:
uma espécie-chave que quase foi extinta 69

Kevin Schafer/Peter Arnold Inc.


REVISITA N D O Tubarões e biodiversidade 70

5 Biodiversidade, interações das


espécies e controle populacional 71
ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L Lontra-marinha do sul:
uma espécie em recuperação 71
Foto 2 Restos mineralizados de um herbívoro que viveu de 26 a 66
milhões de anos atrás. PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 72
5.1 Como as espécies interagem? 72
FOCO DA CIÊNCIA Ameaças para as florestas de algas 74
5.2 O que limita o crescimento das populações? 77
4 Biodiversidade e evolução 55 FOCO D A CIÊN CIA Por que as lontras-marinhas do sul
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Por que devemos da Califórnia enfrentam um futuro incerto? 79
proteger os tubarões? 55
5.3 Como as comunidades e os ecossistemas
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 56 respondem às mudanças de condições
4.1 O que é biodiversidade e por que ela é ambientais? 80
importante? 56 REVISITA N D O Lontras-marinhas do sul
F O C O DA C IÊ NC IA Você já agradeceu aos insetos e sustentabilidade 83
hoje? 58
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Edward O.
6 População e urbanização
Wilson: um campeão da biodiversidade 59
4.2 Como a vida na Terra mudou com o passar do
humana 84
tempo? 59 ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L Diminuição do
crescimento populacional na China: uma história de
F O C O DA C IÊ NC IA Como os seres humanos se
sucesso 84
tornaram uma espécie tão poderosa? 61
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 85
4.3 Como os processos geológicos e a alteração
climática afetam a evolução? 62 6.1 Quantas pessoas a Terra pode suportar? 85
FOCO D A CIÊN CIA Por quanto tempo a população
humana pode continuar a crescer? 86
6.2 Quais fatores influenciam o tamanho da
população humana? 87
ESTU D O D E CA SO A população dos Estados Unidos
está aumentando 88
ESTU D O D E CA SO Estados Unidos: uma nação de
imigrantes 91
6.3 Como a estrutura etária afeta o crescimento ou
declínio populacional? 92
ESTU D O D E CA SO o baby boom nos Estados
Wolfgang Poelzer/Peter Arnold, Inc.

Unidos 93
6.4 Como diminuir o crescimento populacional? 95
ESTU D O D E CA SO Diminuição do crescimento
populacional na Índia 96
6.5 Quais são os principais recursos urbanos
e problemas ambientais? 97
ESTU D O D E CA SO Urbanização nos Estados
Foto 3 População (escola) de peixe-vidro no Mar Vermelho. Unidos 98

vi CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb vi 10/06/2015 14:26:30


Steve Hilebrand/U.S. Fish and Wildlife Service
Foto 4 No Alasca, esse urso-marrom (predador) capturou e se alimentará desse salmão (presa).

E S T U D O DE C AS O Cidade do México 102 7.2 Como o clima afeta a natureza


6.6 Como o transporte afeta os e a localização dos biomas? 114
impactos ambientais urbanos? 103 FOCO D A CIÊN CIA Sobrevivência no deserto 119
6.7 Como as cidades podem se tornar mais 7.3 Como as atividades humanas afetaram os
sustentáveis e habitáveis? 105 ecossistemas terrestres do mundo? 126
E S T U D O DE C AS O A nova vila urbana de Vauban 106 7.4 Quais são os principais tipos de sistema
E S T U D O DE C AS O O conceito de ecocidade em aquático? 127
Curitiba, no Brasil 107
7.5 Por que os sistemas aquáticos são importantes e
R E V I S ITANDO O crescimento populacional na China, como as atividades humanas os afetam? 127
urbanização e sustentabilidade 108
7.6 Quais são os principais tipos de sistema de água
doce e como as atividades humanas os
afetam? 133
7 Clima e biodiversidade 109
REV ISITA N D O Floresta temperada decídua
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Uma floresta temperada e sustentabilidade 136
decídua 109
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 110
7.1 Que fatores influenciam o clima? 110

SUMÁRIO vii

Livro Ciência ambiental.indb vii 10/06/2015 14:26:31


ESTU D O D E CA SO Como proteger as tartarugas-
-marinhas em perigo 154
ESTU D O D E CA SO Proteção às baleias: até agora...
uma história de sucesso 155
REVISITA N D O Ursos-polares e sustentabilidade 158

9 Biodiversidade sustentável:
a abordagem do ecossistema 159
ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L Wangari Maathai e o
Movimento Cinturão Verde 159
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 160
9.1 Quais são as principais ameaças aos ecossistemas
da floresta? 160
FOCO D A CIÊN CIA Colocar uma etiqueta de preço nos
serviços ecológicos da natureza 164
ESTU D O D E CA SO Nos Estados Unidos, muitas
florestas desmatadas voltaram a crescer 166
9.2 Como devemos administrar e sustentar as
florestas? 169
PhotoAlto/SuperStock
FOCO D A CIÊN CIA Certificação da extração
de madeira cultivada de forma sustentável e de
produtos 170
9.3 Como devemos administrar e sustentar os
Foto 5 Árvore saudável (à esquerda) e árvore infestada com visco
campos? 172
parasita (à direita).

BIODIVERSIDADE SUSTENTÁVEL

8 Biodiversidade sustentável: uma


abordagem sobre as espécies 137
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Ursos-polares e
mudança climática 137
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 138
8.1 Qual função os seres humanos desempenham na
extinção das espécies? 138
F O C O D A C IÊ NC IA Estimativas de taxas de
extinção 139
8.2 Por que devemos evitar que a taxa de extinção
das espécies selvagens aumente? 141
8.3 Como os seres humanos aceleram a
extinção das espécies? 143
E S T U D O DE C AS O A trepadeira kudzu 144
E S T U D O DE C AS O Para onde foram todas as
abelhas? 148
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Um cientista que
confrontou os caçadores 151
Paul Marcus/Shutterstock.com

E S T U D O DE C AS O Uma mensagem perturbadora


das aves 151
F O C O DA C IÊ NC IA Urubus, cachorros-do-mato e raiva:
algumas conexões científicas inesperadas 152
8.4 Como podemos proteger as espécies selvagens
da extinção? 153
Foto 6 Flor-cadáver da Sumatra ameaçada.

viii CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb viii 10/06/2015 14:26:32


RECURSOS DE SUSTENTABILIDADE E
QUALIDADE AMBIENTAL

10 Alimentos, solo e manejo de


pragas 187
ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L A agricultura orgânica
está em ascensão 187
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 188
10.1 O que é segurança alimentar
e por que é difícil obtê-la? 188
10.2 Como o alimento é produzido? 190
FOCO D A CIÊN CIA O solo é a base da vida na
terra 192
10.3 Quais problemas ambientais decorrem
da produção de alimentos industrializados? 195
10.4 Como podemos proteger as culturas das pragas
de forma mais sustentável? 203
PESSOA S QU E FA ZEM A D IFEREN ÇA Rachel
Carson 205
ESTU D O D E CA SO Surpresas ecológicas: a lei
de consequências não intencionais 206
10.5 Como podemos melhorar a segurança
© Reinhard Dirscherl/Alamy

alimentar? 209
10.6 Como podemos produzir alimentos
de forma mais sustentável? 210
ESTU D O D E CA SO Erosão do solo nos Estados
Unidos 211
FOCO D A CIÊN CIA O Instituto da Terra e a policultura
Foto 7 Tartaruga-verde marinha ameaçada. perene 216
REV ISITA N D O Agricultura orgânica e
sustentabilidade 218

9.4 Como devemos administrar e sustentar parques


e reservas naturais? 173
E S T U D O DE C AS O Destaques sobre os parques
públicos dos Estados Unidos 174
F O C O DA C IÊ NC IA Reintrodução do lobo-cinzento no
Parque Nacional de Yellowstone 175
E S T U D O DE C AS O Costa Rica: líder mundial
em conservação 176
E S T U D O DE C AS O A controvérsia sobre a proteção das
áreas selvagens nos Estados Unidos 177
9.5 Qual é a abordagem do ecossistema para sustentar
a biodiversidade? 177
F O C O DA C IÊ NC IA Restauração ecológica de uma
floresta tropical seca da Costa Rica 179
9.6 Como podemos ajudar a sustentar a
biodiversidade aquática? 180
© age fotostock/SuperStock

E S T U D O DE C AS O Métodos de pesca industrial 182


P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Sylvia Earle:
campeã dos oceanos 185
R E V I S ITANDO Movimento Cinturão Verde
e sustentabilidade 186
Foto 8 Pântano litorâneo no Peru.

SUMÁRIO ix

Livro Ciência ambiental.indb ix 10/06/2015 14:26:33


11 Recursos e poluição da água 219 11.3 Como podemos usar a água doce de forma mais
sustentável? 233
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL História do Rio
Colorado 219 11.4 Como podemos reduzir o risco de
inundações? 236
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 220
ESTU D O D E CA SO Viver perigosamente nas encostas
11.1 No futuro, teremos água utilizável
de Bangladesh 238
suficiente? 220
11.5 Como podemos lidar com a poluição da
E S T U D O DE C AS O Recursos de água doce nos Estados
água? 239
Unidos 222
PESSOA S QU E FA ZEM A D IFEREN ÇA John Beal
F O C O DA C IÊ NC IA Pegadas da água e água
plantou árvores para restaurar um córrego 241
virtual 223
ESTU D O D E CA SO A água engarrafada é uma boa
11.2 Como podemos aumentar os suprimentos de
opção? 246
água doce? 225
ESTU D O D E CA SO Fragmentos de lixo no oceano:
E S T U D O DE C AS O Depleção aquífera nos Estados
não existe jogar fora 247
Unidos 227
FOCO D A CIÊN CIA Esgotamento de oxigênio no
E S T U D O DE C AS O A Califórnia transfere quantidades
nordeste do Golfo do México 249
massivas de água doce de áreas ricas em água para as
áreas pobres em água 230 FOCO D A CIÊN CIA Como tratar o esgoto por meio do
trabalho com a natureza 253
E S T U D O DE C AS O O desastre do Mar de Aral:
um exemplo evidente de consequências REVISITA N D O Rio Colorado e sustentabilidade 254
involuntárias 231

12 Geologia e minerais não


renováveis 255
ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L O real custo do
ouro 255
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 256
12.1 Quais são os principais processos geológicos
da Terra e seus perigos? 256
12.2 Como as rochas da Terra são recicladas? 262
12.3 Quais são os recursos minerais
e os efeitos ambientais produzidos por eles? 264
Alison Gannett/Peter Arnold, Inc.

12.4 Por quanto tempo durarão os fornecimentos de


recursos minerais não renováveis? 269
FOCO D A CIÊN CIA A importância dos metais de terras-
-raras 271
ESTU D O D E CA SO Um subsídio de mineração
desatualizado: a Lei Geral de Mineração (General
Foto 9 Casa de palha com energia eficiente em Crested Butte, no Mining Law) dos Estados Unidos de 1872 271
Colorado, durante a construção. FOCO DA CIÊNCIA A revolução da nanotecnologia 274
12.5 Como podemos usar os recursos minerais de
forma mais sustentável? 275
ESTU D O D E CA SO Prevenção da poluição
compensa 276
REVISITA N D O Mineração de ouro e
sustentabilidade 276

13 Energia 277
Alison Gannett/Peter Arnold, Inc.

ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L O surpreendente


potencial da energia eólica nos Estados Unidos 277
Foto 5 Árvore saudável (à esquerda) e árvore infestada com visco
parasita (à direita). PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 278
13.1 O que é energia líquida e por que é
importante? 278
13.2 Quais são as vantagens e desvantagens de utilizar
Foto 10 Casa de palha com energia eficiente em Crested Butte, no combustíveis fósseis? 280
Colorado.

x CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb x 10/06/2015 14:26:35


E S T U D O DE C AS O Os Estados Unidos usam muito mais
petróleo do que produzem 282
E S T U D O DE C AS O Óleo pesado de areia
betuminosa 285

Pierre A. Pitter/UN Food and Agriculture Organization


E S T U D O DE C AS O O crescente problema da cinza do
carvão 290
13.3 Quais são as vantagens e desvantagens de utilizar
energia nuclear? 291
E S T U D O DE C AS O Resíduos altamente radioativos
nos Estados Unidos 295
E S T U D O DE C AS O Os três piores acidentes
com usinas nucleares 298
13.4 Por que a eficiência da energia é um recurso
importante de energia? 299
Foto 11 Em algumas partes da Índia, o esterco de vaca é recolhido,
E S T U D O DE C AS O Economizar energia e dinheiro com seco e queimado como combustível para cozinhar e aquecer.
uma rede elétrica mais inteligente 301
E S T U D O DE C AS O O Instituto das Montanhas
Rochosas 304
13.5 Quais são as vantagens e desvantagens de utilizar
PESSOA S QU E FA ZEM A D IFEREN ÇA Ray Turner e sua
recursos de energia renovável? 307
geladeira 343
E S T U D O DE C AS O O etanol é a resposta? 316
14.5 Como perceber os riscos e evitar o pior
13.6 Em relação ao uso de energia, como é possível deles? 343
fazer a transição para um futuro mais
ESTU D O D E CA SO Morte por fumo 344
sustentável? 320
REV ISITA N D O Bisfenol A e sustentabilidade 348
R E V I S ITANDO Energia eólica e sustentabilidade 324

15 Poluição do ar, mudança climática e


14 Perigos ambientais e saúde redução da camada de ozônio 349
humana 325 ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L Derretimento de gelo
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Mamadeiras de bebês e na Groenlândia 349
latas de alimentos são seguras? A controvérsia sobre o PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 350
BPA 325
15.1 Qual é a natureza da atmosfera? 350
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 326
15.2 Quais são os principais problemas de poluição do
14.1 Quais são os principais perigos à saúde ar? 351
do ser humano? 326
15.3 Como podemos tratar a poluição do ar? 360
14.2 Quais são os principais perigos biológicos
15.4 Como o clima da Terra pode mudar no
enfrentados pelo ser humano? 327
futuro? 363
E S T U D O DE C AS O Tuberculose: uma ameaça crescente
FOCO D A CIÊN CIA Modelos utilizados para projetar
no mundo 328
mudanças climáticas futuras nas temperaturas
F O C O DA C IÊ NC IA A resistência genética aos atmosféricas 367
antibióticos está crescendo 329
PESSOA S QU E FA ZEM A D IFEREN ÇA Soando o alarme:
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Três estudantes James Hansen 369
universitários salvaram milhares de vidas 331
15.5 Quais são os possíveis efeitos de uma atmosfera
E S T U D O DE C AS O A epidemia global do HIV/ mais quente? 370
Aids 331
15.6 O que podemos fazer para retardar a mudança
E S T U D O DE C AS O Malária: a disseminação de um climática prevista? 374
parasita mortal 332
15.7 Como esgotamos o ozônio na estratosfera e o que
14.3 Quais são os principais perigos químicos podemos fazer com relação a isso? 380
enfrentados pelo ser humano? 334
PESSOA S QU E FA ZEM A D IFEREN ÇA Sherwood
F O C O DA C IÊ NC IA Efeitos tóxicos do mercúrio 336 Rowland e Mario Molina: uma história científica de
14.4 Como avaliar os perigos químicos? 338 especialização, coragem e persistência 382
E S T U D O DE C AS O Como proteger as crianças das REV ISITA N D O Derretimento de gelo na Groenlândia e
substâncias químicas tóxicas 339 sustentabilidade 383

SUMÁRIO xi

Livro Ciência ambiental.indb xi 10/06/2015 14:26:36


MaxFX/Shutterstock.com
Foto 12 A geleira Hubbard, localizada no Alasca, armazena água por um longo período como parte do ciclo hidrológico. No entanto, por causa
do recente aquecimento atmosférico, muitas geleiras do mundo estão derretendo lentamente.

ESTU D O D E CA SO O chumbo é um poluente


16 Resíduos sólidos e perigosos 384
altamente tóxico 400
E S T U D O DE C AS O P R INC IPAL Resíduo eletrônico:
um problema explosivo 384 16.6 Como podemos fazer a transição
para uma sociedade mais sustentável
PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 385
e com baixa produção de resíduos? 401
16.1 O que são resíduos sólidos e perigosos? Por que ESTU D O D E CA SO Ecossistemas industriais:
eles são um problema? 385 imitar a natureza 402
E S T U D O DE C AS O Resíduos sólidos nos Estados
REVISITA N D O Resíduos eletrônicos e
Unidos 386
sustentabilidade 404
16.2 Como devemos lidar com o resíduo sólido? 387
16.3 Por que são tão importantes a reutilização e
reciclagem dos materiais? 389
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A A contribuição
SUSTENTANDO AS SOCIEDADES HUMANAS
de Mike Biddle para a reciclagem de plásticos 391
F O C O DA C IÊ NC IA Bioplásticos 392 17 Economia, política e visões de
16.4 Quais são as vantagens e desvantagens de mundo ambientais 405
queimar ou enterrar resíduos sólidos? 393 ESTU D O D E CA SO PRIN CIPA L A transformação
16.5 Como devemos lidar com o resíduo ambiental de Chattanooga 405
perigoso? 395 PRINCIPAIS QUESTÕES E CONCEITOS 406
E S T U D O DE C AS O Reciclagem de resíduos 17.1 Como os sistemas econômicos estão relacionados
eletrônicos 396 à biosfera? 406
E S T U D O DE C AS O Legislação norte-americana sobre 17.2 Como podemos usar as ferramentas econômicas
resíduos sólidos 397 para lidar com os problemas ambientais? 409

xii CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb xii 10/06/2015 14:26:37


P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Muhammad SUPLEMENTOS
Yunus: um pioneiro no microcrédito 414
1 Unidades de medida S2
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Ray Capítulos 2, 3
Anderson 416
2 Leituras de gráficos e mapas S3
17.3 Como podemos implantar políticas ambientais Capítulos 1-17
mais sustentáveis e justas? 418
3 História ambiental dos Estados Unidos S6
E S T U D O DE C AS O Gerenciamento de terras públicas Capítulos 4, 11, 17
nos Estados Unidos: política em ação 419
4 Um pouco de química básica S10
P E S S O AS QUE FAZ E M A DIFE R E NÇ A Denis Hayes: Capítulos 1-5 e 10-16
um visionário ambiental pragmático 422
5 Fundamentos do clima: El Niño, tornados e ciclones
E S T U D O DE C AS O A conscientização ambiental das tropicais S18
universidades norte-americanas 424 Capítulos 3, 7, 10, 15
17.4 Quais são as principais visões de mundo 6 Mapas S22
ambientais? 426 Capítulos 1 e 4-17
F O C O DA C IÊ NC IA Biosfera 2: uma lição de 7 Dados ambientais e análise S38
humildade 428 Capítulos 2, 6, 8, 9, 13, 15,17
17.5 Como viver de forma mais sustentável? 428
R E V I S ITANDO Chattanooga e sustentabilidade 434 Glossário G1

Exercícios de revisão dos capítulos 435 Índice remissivo I1

SUMÁRIO xiii

Livro Ciência ambiental.indb xiii 10/06/2015 14:26:37


P R E F Á C I O

Aos professores

Escrevemos este livro para ajudar os professores a atin- cídua” (Capítulo 7), “O surpreendente potencial da
gir três objetivos: primeiro, explicar aos alunos os funda- energia eólica nos Estados Unidos” (Capítulo 13) e
mentos científicos de como a vida na Terra sobreviveu e “Derretimento de gelo na Groenlândia” (Capítulo
prosperou; segundo, usar esse fundamento científico para 15).
ajudar os alunos a entender os inúmeros problemas am- ■ Três princípios da ciência social da sustentabi-
bientais que enfrentamos e avaliar as possíveis soluções; lidade foram introduzidos. Esses três princípios
e terceiro, inspirar os alunos a fazer diferença na forma têm como base a economia ambiental, ciência políti-
como a Terra é tratada, a qual dá suporte às nossas vidas ca e ética que complementam os três princípios cien-
e economias, de modo que possamos rever o tratamento tíficos da sustentabilidade. (Veja Figuras 1.2 e 17.23.)
que reservamos a nós mesmos e aos nossos descenden- ■ Aprendizagem visual melhorada. Como sempre,
tes. Para que possamos contribuir para o alcance desses mantivemos a natureza altamente visual deste livro
objetivos, apresentamos nossa visão da Terra, os proble- atualizando nosso programa de ilustração. Substituí-
mas ambientais enfrentados e algumas possíveis soluções mos, melhoramos ou atualizamos mais de 120 fotos e
por meio das lentes da sustentabilidade – tema deste livro. diagramas ou cerca de 30% das figuras, para ilustrar
cuidadosamente o nosso tema principal de susten-
tabilidade e nossos cinco subtemas – capital natural,
O que há de novo nesta edição? degradação do capital natural, soluções, trade-offs e pessoas
Nossos textos foram bastante ampliados para manter que fazem a diferença.
os usuários atualizados no campo em rápida mudança
da ciência ambiental. Continuamos a manter essa força
comprovada nesta edição e acrescentamos alguns novos
recursos.
Conceito de abordagem centralizada
Para ajudar os alunos a se concentrar nas ideias prin-
■ Mais de 50 novos tópicos ou tópicos expandi-
cipais, construímos cada seção principal de capítulo
dos, incluindo nossa visão de um mundo mais
com base em um ou dois conceitos-chave, que apontam
sustentável em 2060. As seções sobre recursos de
as mensagens mais importantes de cada capítulo. Esses
energia agora apresentam a cobertura do derrama-
conceitos constam no início de cada capítulo, e cada se-
mento de petróleo da empresa British Petroleum
ção de capítulo começa com uma questão e um conceito,
(BP) em 2010, no Golfo do México, e mais informa-
que estão destacados e referenciados ao longo de cada
ções sobre reatores nucleares. A mudança climática
capítulo e ao final, também resumimos e reforçamos o
é enfatizada com a nova cobertura sobre o aqueci-
aprendizado listando as três grandes ideias.
mento dos lagos do mundo, os pontos de inflexão e
os esforços inovadores para reduzir as emissões de
metano e fuligem. Há ainda exemplos atualizados
da degradação do capital natural, como a mancha de A sustentabilidade é o tema de
lixo no Grande Pacífico e o derramamento de lixo integração deste livro
nocivo de uma usina de alumínio na Hungria. Tam-
bém destacamos que a ciência ambiental é repleta de Sustentabilidade, a palavra de ordem do século XXI para
boas notícias e com a promessa de um futuro melhor. aqueles preocupados sobre o ambiente, é o tema princi-
Apresentamos novas informações sobre a compensa- pal deste livro.
ção de um trabalho voltado à prevenção da poluição Os três princípios da sustentabilidade – baseados em
e a conscientização ambiental das universidades. nossa análise de como a vida na Terra tem sido sustentada
■ Novos estudos de caso principais. Quase 25% dos por, no mínimo, 3,5 bilhões de anos – são fundamentais
17 capítulos do livro apresentam novos estudos na condução do tema. Esses princípios são apresentados
de caso principais. Eis os novos estudos de caso prin- no Capítulo 1, retratados na Figura 1.2 e usados ao longo
TA B
EN
IL I

cipais desta edição: “Uma visão mais sustentável do


DA DE

do livro, com cada referência marcada na margem .


S U ST

mundo em 2060” (Capítulo 1), “Por que devemos Nesta edição, também apresentamos os três princípios
proteger os tubarões?” (Capítulo 4), “Diminuição do da ciência social da sustentabilidade com base nos concei-
crescimento populacional na China: uma história de tos principais da economia ambiental, ciência política e
sucesso” (Capítulo 6), “Uma floresta temperada de- ética. Esses princípios estão retratados na Figura 17.23.

PREFÁCIO xv

Livro Ciência ambiental.indb xv 10/06/2015 14:26:38


Estudos de caso principais pecialmente importantes que as pessoas podem fazer
– oito formas-chave sustentáveis – estão resumidas na Fi-
e o tema sustentabilidade gura 17.21.
Cada capítulo começa com um “Estudo de caso princi-
pal”, que é aplicado ao longo do capítulo. As conexões
com esse estudo são indicadas nas margens do livro
Cobertura global baseada na ciência
ESTUDO
DE . Os exercícios do boxe “Pensando a respeito” são Os Capítulos 2 a 7 mostram como os cientistas trabalham
CASO

colocados estrategicamente ao longo de cada capítulo e e introduzem princípios científicos necessários para um
desafiam os alunos a fazer essas e outras conexões por entendimento básico de como a vida na Terra tem so-
si sós. Cada capítulo termina com o boxe “Revisitando”, brevivido e prosperado por 3,5 bilhões de anos. Esses
que conecta o “Estudo de caso principal” e outro ma- capítulos também descrevem a variedade de problemas
terial aos três princípios científicos da sustentabilidade. ambientais que enfrentamos e alguns métodos para ava-
liar as propostas que visam solucioná-los. Tópicos am-
bientais importantes são explorados profundamente nos
Cinco subtemas guiam o caminho para 27 boxes de “Foco da ciência” contidos nesses capítulos.
a sustentabilidade A ciência também está integrada ao longo deste livro em
vários estudos de caso e nas figuras (veja Figuras 13.2,
Usamos os cinco subtemas principais apresentados a se- 14.2 e 14.11). No texto, as observações “Carreira verde”
guir para integrar o material deste livro. apontam a várias carreiras verdes.
Este livro também fornece uma perspectiva global em
■ Capital natural. A sustentabilidade depende dos re- dois níveis. Primeiro, os princípios ecológicos – forneci-
cursos e serviços naturais que dão suporte a todas as dos ao longo do livro – revelam como a vida do mundo é
vidas e economias. Os exemplos de diagramas que conectada e sustentada dentro da biosfera (Capítulo 3).
ilustram esses subtemas são as Figuras 1.3, 3.9 e 9.4. Segundo, o livro integra as informações e imagens do
■ Degradação do capital natural. Descrevemos como mundo na apresentação dos problemas ambientais e
as atividades humanas podem degradar o capital na-
suas possíveis soluções. Isso inclui mais de 40 mapas
tural. Os exemplos de diagramas que ilustram esse
globais e mapas dos Estados Unidos no texto básico e
subtema são as Figuras 9.9, 10.11 e 12.12.
no Suplemento 6.
■ Soluções. Prestamos muita atenção na pesquisa para
soluções à degradação do capital natural e outros pro-
blemas ambientais. Apresentamos as soluções aos Estudos de caso
problemas ambientais de forma equilibrada e esti-
mulamos os alunos a usar o raciocínio crítico para Além dos 17 estudos de caso principais, cada um deles
avaliá-las. Algumas figuras e muitas seções de capí- integrado completamente ao conteúdo do capítulo, 51
tulos e subseções apresentam soluções propostas e estudos de caso adicionais aparecem ao longo do livro. Es-
testadas para vários problemas ambientais. Entre os ses 68 estudos de caso oferecem uma abordagem mais
exemplos, estão as Figuras 9.14, 10.25 e 13.48. Tam- aprofundada sobre problemas ambientais específicos e
bém apresentamos uma quantidade de tecnologias e suas possíveis soluções.
tendências sociais que podem acabar logo e mudar
o mundo muito mais rapidamente do que a maioria
das pessoas pensa. Essa notícia potencialmente boa
Raciocínio crítico
está resumida na Figura 17.24. A introdução às “Habilidades de aprendizado” descreve
■ Trade-offs. A pesquisa para soluções envolve trade- habilidades de raciocínio crítico. As aplicações do racio-
-offs, porque qualquer solução exige ponderar van- cínio crítico aparecem ao longo do livro de várias formas:
tagens contra desvantagens. Usamos diagramas de
trade-offs para apresentar vantagens e desvantagens ■ Mais de 60 exercícios nos boxes “Pensando a respei-
das diversas tecnologias ambientais e soluções aos to”. A abordagem interativa para aprender reforça as in-
formações de texto e gráficas e os conceitos, de modo
problemas ambientais. Entre os exemplos, estão as
que os alunos possam analisar o material imediata-
Figuras 10.17, 11.17 e 13.37.
mente depois de ser apresentado, em vez de esperar
■ Pessoas que fazem a diferença. Ao longo deste livro,
até o final do capítulo.
os boxes “Pessoas que fazem a diferença” e alguns
dos estudos de caso principais descrevem o que vá- ■ Em todos os boxes “Foco da ciência”.
rios cientistas e cidadãos têm feito para nos ajudar ■ Nos 57 boxes “Conexões” que simulam o raciocínio
a viver de forma mais sustentável. Além disso, uma crítico ao explorarem as conexões surpreendentes
quantidade de “O que você pode fazer?” em diagra- entre os problemas ambientais e as atividades huma-
mas descrevem como os leitores podem lidar com nas comuns.
os problemas que enfrentamos. Entre os exemplos, ■ Nas legendas da maioria das figuras do livro (veja Fi-
estão as Figuras 8.10, 11.19 e 15.31. Oito coisas es- guras 1.8, 3.11 e 10.21).

xvi CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb xvi 10/06/2015 14:26:38


Aprendizado visual e o que os alunos aprenderão. Quando um novo termo
é introduzido e definido, o item é impresso em negrito,
Este livro é altamente visual com mais de 400 fotos e todos esses termos são elencados no “Glossário” e desta-
diagramas, e 30% deles são novos e foram melhorados cados nos “Exercícios de revisão dos capítulos”.
ou atualizados nesta edição, cujo objetivo é apresentar
Os exercícios dos boxes “Pensando a respeito” (65 ao
ideias complexas de formas compreensíveis para o mun-
todo) reforçam o aprendizado, pois estimulam os alunos
do real (veja Figuras 3.14, 11.30, 13.9 e 15.15). Nosso
a pensar de forma crítica sobre as implicações de várias
programa de ilustração inclui mais de 170 fotos selecio-
nadas cuidadosamente ao longo dos anos e revisadas e questões ambientais e soluções. As legendas de muitas
atualizadas em cada nova edição. figuras contêm perguntas que levam os alunos a refletir
sobre o conteúdo abordado e a avaliá-lo.
No final do livro, há exercícios referentes a cada ca-
Três níveis de flexibilidade pítulo. Cada grupo de exercícios contém um conjunto
detalhado de questões de revisão por seção de capítulo
Há centenas de formas de organizar o conteúdo deste
e um conjunto de questões de “Raciocínio crítico” para
curso para atender às necessidades de diferentes profes-
incentivar os alunos a pensar de forma crítica e apli-
sores, com uma variedade ampla de cenários profissio-
car o que aprenderam em suas vidas. Cada capítulo
nais e durações de cursos e objetivos. Para cumprir as
também tem um ou dois exercícios de “Fazendo ciên-
diversas necessidades, elaboramos um livro altamente
cia ambiental” (item novo desta edição), um exercício
flexível que permite que os professores variem a ordem
usando o banco de dados de artigos do “Exercício de
dos capítulos e seções dentro dos capítulos sem expor
Observação” e outras informações (outro item novo
os alunos a termos e conceitos que podem confundi-los.
desta edição) e um problema de “Análise de dados” ou
Recomendamos que o leitor comece pelo Capítulo
“Análise da pegada ecológica” incorporado em torno
1, pois ele define termos básicos e apresenta uma visão
dos dados de pegada ecológica ou alguns outros con-
geral das questões de sustentabilidade, população, polui-
juntos de dados ambientais.
ção, recursos e desenvolvimento econômico que serão
tratadas ao longo do livro. Esse capítulo funciona como
um trampolim para utilização dos demais capítulos em Agradecimentos
praticamente qualquer ordem.
Uma estratégia utilizada com frequência é, após o Ca- Agradecemos aos muitos alunos e professores que re-
pítulo 1, trabalhar os Capítulos 2 a 7, que apresentam ceberam de forma tão favorável as 13 edições anterio-
os conceitos científicos e ecológicos básicos. Podem-se, res de Ciência ambiental, as 17 edições de Living in the
então, utilizar os capítulos restantes na ordem desejada. environment, as dez edições de Sustaining the Earth e as
Alguns professores seguem o Capítulo 1 com o 17 sobre seis edições de Essentials of ecology e que corrigiram er-
economia ambiental, política e visões de mundo antes ros e forneceram muitas sugestões úteis para melhoria.
de procederem aos capítulos sobre conceitos de ciência Também estamos em profunda dívida com os mais de
básicos e ecológicos. 295 revisores que indicaram os erros e sugeriram muitas
Fornecemos um segundo nível de flexibilidade em sete melhorias importantes nas diversas edições desses qua-
suplementos, que os professores podem utilizar como tro livros.
quiserem para cumprir as necessidades de seus cursos São necessárias muitas pessoas para produzir um li-
específicos. Os exemplos incluem o histórico ambien- vro, e os membros da talentosa equipe fizerem contri-
tal dos Estados Unidos (Suplemento 3), química básica buições vitais. Nosso agradecimento especial ao editor
(Suplemento 4), fundamento do clima (Suplemento 5), de desenvolvimento Jake Warde, aos editores de pro-
uma coleção de 23 mapas (Suplemento 6) e um con- dução Hal Humphrey e Nicole Barone, à editora de có-
junto de 16 gráficos mostrando as tendências em dados pia Deborah Thompson, ao especialista em layout Judy
ambientais básicos com um ou mais exercícios de análise Maenle, à pesquisadora de fotografia Abigail Reip, ao ar-
de dados (Suplemento 7). tista Patrick Lane, à editora de mídia Alexandria Brady
O novo recurso “Explore mais” representa um tercei- e ao editor assistente Alexis Glubka, à assistente de aná-
ro nível de flexibilidade que fornece 125 artigos breves lise de dados e ecoeditorial Lauren Crosby e à Brooks/
em uma variedade de assuntos escritos pelos autores. Cole’s que trabalhou duro com a equipe de vendas. Por
fim, agradecemos à editora de ciências da vida Yolanda
Cossio e à sua talentosa e dedicada equipe que tornaram
Auxílio no estudo do texto este livro possível.
Cada capítulo começa com o item “Principais questões e G. Tyler Miller
conceitos” que mostra como o capítulo está organizado Scott E. Spoolman

PREFÁCIO xvii

Livro Ciência ambiental.indb xvii 10/06/2015 14:26:38


Colaboradores pedagógicos
Dr. Dean Goodwin e seus colegas de trabalho – Berry cícios relacionados à análise de pegada ecológica. Mary
Cobb, Deborah Stevens, Jeannette Adkins, Jim Lehner, Jo Burchart, do Oakland Community College, escreveu
Judy Treharne, Lonnie Miller e Tom Mowbray – oferece- o texto dos exercícios “Relógio ambiental global”.
ram excelentes contribuições para a elaboração de exer-

Revisores
Barbara J. Abraham, Hampton College; Donald D. tion; Edward E. DeMartini, University of California,
Adams, State University of New York, Plattsburgh; Larry Santa Barbara; James Demastes, University of Northern
G. Allen, California State University, Northridge; Susan Iowa; Charles E. DePoe, Northeast Louisiana University;
Allen-Gil, Ithaca College; James R. Anderson, U. S. Geo- Thomas R. Detwyler, University of Wisconsin; Bruce
logical Survey; Mark W. Anderson, University of Maine; DeVantier, Southern Illinois University Carbondale; Pe-
Kenneth B. Armitage, University of Kansas; Samuel Ar- ter H. Diage, University of California, Riverside; Stepha-
thur, Bowling Green State University; Gary J. Atchison, nie Dockstader, Monroe Community College; Lon D.
Iowa State University; Thomas W. H. Backman, Lewis Drake, University of Iowa; Michael Draney, University
Clark State University; Marvin W. Baker Jr., University of Wisconsin-Green Bay; David DuBose, Shasta College;
of Oklahoma; Virgil R. Baker, Arizona State University; Dietrich Earnhart, University of Kansas; Robert East,
Stephen W. Banks, Louisiana State University in Shreve- Washington & Jefferson College; T. Edmonson, Univer-
port; Ian G. Barbour, Carleton College; Albert J. Beck, sity of Washington; Thomas Eisner, Cornell University;
California State University, Chico; Eugene C. Beckham, Michael Esler, Southern Illinois University; David E.
Northwood University; Diane B. Beechinor, Northeast Fairbrothers, Rutgers University; Paul P. Feeny, Cornell
Lakeview College; W. Behan, Northern Arizona Univer- University; Richard S. Feldman, Marist College; Vicki
sity; David Belt, Johnson County Community College; Fella-Pleier, La Salle University; Nancy Field, Bellevue
Keith L. Bildstein, Winthrop College; Andrea Bixler, Community College; Allan Fitzsimmons, University of
Clarke College; Jeff Bland, University of Puget Sound; Kentucky; Andrew J. Friedland, Dartmouth College;
Roger G. Bland, Central Michigan University; Grady Kenneth O. Fulgham, Humboldt State University; Low-
Blount II, Texas A&M University, Corpus Christi; Lisa K. ell L. Getz, University of Illinois, Urbana-Champaign;
Bonneau, University of Missouri, Kansas City; Georg Frederick F. Gilbert, Washington State University; Jay
Borgstrom, Michigan State University; Arthur C. Borror, Glassman, Los Angeles Valley College; Harold Goetz,
University of New Hampshire; John H. Bounds, Sam North Dakota State University; Srikanth Gogineni, Axia
Houston State University; Leon F. Bouvier, Population College of University of Phoenix; Jeffery J. Gordon,
Reference Bureau; Daniel J. Bovin, Universite Laval; Jan Bowling Green State University; Eville Gorham, Univer-
Boyle, University of Great Falls; James A. Brenneman, sity of Minnesota; Michael Gough, Resources for the Fu-
University of Evansville; Michael F. Brewer, Resources ture; Ernest M. Gould Jr., Harvard University; Peter
for the Future, Inc.; Mark M. Brinson, East Carolina Green, Golden West College; Katharine B. Gregg, West
University; Dale Brown, University of Hartford; Patrick Virginia Wesleyan College; Paul K. Grogger, University
E. Brunelle, Contra Costa College; Terrence J. Burgess, of Colorado, Colorado Springs; L. Guernsey, Indiana
Saddleback College North; David Byman, Pennsylvania State University; Ralph Guzman, University of Califor-
State University, Worthington-Scranton; Michael L. nia, Santa Cruz; Raymond Hames, University of Nebras-
Cain, Bowdoin College; Lynton K. Caldwell, Indiana ka, Lincoln; Robert Hamilton IV, Kent State University,
University; Faith Thompson Campbell, Natural Re- Stark Campus; Raymond E. Hampton, Central Michigan
sources Defense Council, Inc.; John S. Campbell, North- University; Ted L. Hanes, California State University,
west College; Ray Canterbery, Florida State University; Fullerton; William S. Hardenbergh, Southern Illinois
Ted J. Case, University of San Diego; Ann Causey, Au- University, Carbondale; John P. Harley, Eastern Ken-
burn University; Richard A. Cellarius, Evergreen State tucky University; Neil A. Harriman, University of Wis-
University; William U. Chandler, Worldwatch Institute; consin, Oshkosh; Grant A. Harris, Washington State
F. Christman, University of North Carolina, Chapel Hill; University; Harry S. Hass, San Jose City College; Arthur
Lu Anne Clark, Lansing Community College; Preston N. Haupt, Population Reference Bureau; Denis A. Hayes,
Cloud, University of California, Santa Barbara; Bernard consultor ambiental; Stephen Heard, University of Iowa;
C. Cohen, University of Pittsburgh; Richard A. Cooley, Gene Heinze-Fry, Department of Utilities, Common-
University of California, Santa Cruz; Dennis J. Corrigan; wealth of Massachusetts; Jane Heinze-Fry, educadora
George Cox, San Diego State University; John D. Cun- ambiental; John G. Hewston, Humboldt State Universi-
ningham, Keene State College; Herman E. Daly, Univer- ty; David L. Hicks, Whitworth College; Kenneth M. Hin-
sity of Maryland; Raymond F. Dasmann, University of kel, University of Cincinnati; Eric Hirst, Oak Ridge Na-
California, Santa Cruz; Kingsley Davis, Hoover Institu- tional Laboratory; Doug Hix, University of Hartford; S.

xviii CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb xviii 10/06/2015 14:26:38


Holling, University of British Columbia; Sue Holt, Ca- Canada; Angela Morrow, Auburn University; William
brillo College; Donald Holtgrieve, California State Uni- W. Murdoch, University of California, Santa Barbara;
versity, Hayward; Michelle Homan, Gannon University; Norman Myers, consultor ambiental; Brian C. Myres,
Michael H. Horn, California State University, Fullerton; Cypress College; A. Neale, Illinois State University;
Mark A. Hornberger, Bloomsberg University; Marilyn Duane Nellis, Kansas State University; Jan Newhouse,
Houck, Pennsylvania State University; Richard D. Houk, University of Hawaii, Manoa; Jim Norwine, Texas A&M
Winthrop College; Robert J. Huggett, College of William University, Kingsville; John E. Oliver, Indiana State Uni-
and Mary; Donald Huisingh, North Carolina State Uni- versity; Mark Olsen, University of Notre Dame; Carol
versity; Catherine Hurlbut, Florida Community College, Page, editor; Eric Pallant, Allegheny College; Bill Palets-
Jacksonville; Marlene K. Hutt, IBM; David R. Inglis, Uni- ki, Penn State University; Charles F. Park, Stanford Uni-
versity of Massachusetts; Robert Janiskee, University of versity; Richard J. Pedersen, U. S. Department of Agri-
South Carolina; Hugo H. John, University of Connecti- culture, Forest Service; David Pelliam, Bureau of Land
cut; Brian A. Johnson, University of Pennsylvania, Management, U. S. Department of Interior; Murray Pa-
Bloomsburg; David I. Johnson, Michigan State Univer- ton Pendarvis, Southeastern Louisiana University; Dave
sity; Mark Jonasson, Crafton Hills College; Zoghlul Kabir, Perault, Lynchburg College; Rodney Peterson, Colorado
Rutgers/New Brunswick; Agnes Kadar, Nassau Commu- State University; Julie Phillips, De Anza College; John
nity College; Thomas L. Keefe, Eastern Kentucky Uni- Pichtel, Ball State University; William S. Pierce, Case
versity; David Kelley, University of St. Thomas; William Western Reserve University; David Pimentel, Cornell
E. Kelso, Louisiana State University; Nathan Keyfitz, University; Peter Pizor, Northwest Community College;
Harvard University; David Kidd, University of New Me- Mark D. Plunkett, Bellevue Community College; Grace
xico; Pamela S. Kimbrough; Jesse Klingebiel, Kent L. Powell, University of Akron; James H. Price, Oklaho-
School; Edward J. Kormondy, University of Hawaii-Hi- ma College; Marian E. Reeve, Merritt College; Carl H.
lo/West Oahu College; John V. Krutilla, Resources for Reidel, University of Vermont; Charles C. Reith, Tulane
the Future, Inc.; Judith Kunofsky, Sierra Club; E. Kurtz; University; Roger Revelle, California State University,
Theodore Kury, State University of New York, Buffalo; San Diego; L. Reynolds, University of Central Arkansas;
Steve Ladochy, University of Winnipeg; Troy A. Ladine, Ronald R. Rhein, Kutztown University of Pennsylvania;
East Texas Baptist University; Anna J. Lang, Weber State Charles Rhyne, Jackson State University; Robert A.
University; Mark B. Lapping, Kansas State University; Richardson, University of Wisconsin; Benjamin F. Richa-
Michael L. Larsen, Campbell University; Linda Lee, Uni- son III, St. Cloud State University; Jennifer Rivers,
versity of Connecticut; Tom Leege, Idaho Department of Northeastern University; Ronald Robberecht, University
Fish and Game; Maureen Leupold, Genesee Community of Idaho; William Van B. Robertson, School of Medicine,
College; William S. Lindsay, Monterey Peninsula Col- Stanford University; C. Lee Rockett, Bowling Green
lege; E. S. Lindstrom, Pennsylvania State University; M. State University; Terry D. Roelofs, Humboldt State Uni-
Lippiman, New York University Medical Center; Valerie versity; Daniel Ropek, Columbia George Community
A. Liston, University of Minnesota; Dennis Livingston, College; Christopher Rose, California Polytechnic State
Rensselaer Polytechnic Institute; James P. Lodge, consul- University; Richard G. Rose, West Valley College; Ste-
tor de poluição do ar; Raymond C. Loehr, University of phen T. Ross, University of Southern Mississippi; Robert
Texas, Austin; Ruth Logan, Santa Monica City College; E. Roth, Ohio State University; Dorna Sakurai, Santa
Robert D. Loring, DePauw University; Paul F. Love, An- Monica College; Arthur N. Samel, Bowling Green State
gelo State University; Thomas Lovering, University of University; Shamili Sandiford, College of DuPage; Floyd
California, Santa Barbara; Amory B. Lovins, Rocky Sanford, Coe College; David Satterthwaite, Ieed, Lon-
Mountain Institute; Hunter Lovins, Rocky Mountain Ins- don; Stephen W. Sawyer, University of Maryland; Ar-
titute; Gene A. Lucas, Drake University; Claudia Luke; nold Schecter, State University of New York; Frank Schi-
David Lynn; Timothy F. Lyon, Ball State University; Ste- avo, San Jose State University; William H. Schlesinger,
phen Malcolm, Western Michigan University; Melvin G. Ecological Society of America; Stephen H. Schneider,
Marcus, Arizona State University; Gordon E. Matzke, National Center for Atmospheric Research; Clarence A.
Oregon State University; Parker Mauldin, Rockefeller Schoenfeld, University of Wisconsin, Madison; Madeline
Foundation; Marie McClune, The Agnes Irwin School, Schreiber, Virginia Polytechnic Institute; Henry A.
Rosemont, Pennsylvania; Theodore R. McDowell, Cali- Schroeder, Dartmouth Medical School; Lauren A. Schro-
fornia State University; Vincent E. McKelvey, U. S. Geo- eder, Youngstown State University; Norman B. Schwartz,
logical Survey; Robert T. McMaster, Smith College; John University of Delaware; George Sessions, Sierra College;
G. Merriam, Bowling Green State University; A. Steven David J. Severn, Clement Associates; Don Sheets, Gard-
Messenger, Northern Illinois University; John Meyers, ner-Webb University; Paul Shepard, Pitzer College and
Middlesex Community College; Raymond W. Miller, Claremont Graduate School; Michael P. Shields, South-
Utah State University; Arthur B. Millman, University of ern Illinois University, Carbondale; Kenneth Shiovitz; F.
Massachusetts, Boston; Sheila Miracle, Southeast Ken- Siewert, Ball State University; E. K. Silbergold, Environ-
tucky Community & Technical College; Fred Montague, mental Defense Fund; Joseph L. Simon, University of
University of Utah; Rolf Monteen, California Polytech- South Florida; William E. Sloey, University of Wisconsin,
nic State University; Debbie Moore, Troy University Do- Oshkosh; Robert L. Smith, West Virginia University; Val
than Campus; Michael K. Moore, Mercer University; Smith, University of Kansas; Howard M. Smolkin, U. S.
Ralph Morris, Brock University, St. Catherine’s, Ontario, Environmental Protection Agency; Patricia M. Sparks,

PREFÁCIO xix

Livro Ciência ambiental.indb xix 10/06/2015 14:26:39


Glassboro State College; John E. Stanley, University of kamp, James Monroe High School, Granada Hills, Cali-
Virginia; Mel Stanley, California State Polytechnic Uni- fornia; Anthony Weston, State University of New York,
versity, Pomona; Richard Stevens, Monroe Community Stony Brook; Raymond White, San Francisco City Col-
College; Norman R. Stewart, University of Wisconsin, lege; Douglas Wickum, University of Wisconsin, Stout;
Milwaukee; Frank E. Studnicka, University of Wiscon- Charles G. Wilber, Colorado State University; Nancy Lee
sin, Platteville; Chris Tarp, Contra Costa College; Roger Wilkinson, San Francisco State University; John C. Wil-
E. Thibault, Bowling Green State University; William L. liams, College of San Mateo; Ray Williams, Rio Hondo
Thomas, California State University, Hayward; Shari College; Roberta Williams, University of Nevada, Las Ve-
Turney, editor; John D. Usis, Youngstown State Univer- gas; Samuel J. Williamson, New York University; Dwina
sity; Tinco E. A. van Hylckama, Texas Tech University; Willis, Freed-Hardeman University; Ted L. Willrich, Or-
Robert R. Van Kirk, Humboldt State University; Donald egon State University; James Winsor, Pennsylvania State
E. Van Meter, Ball State University; Rick Van Schoik, San University; Fred Witzig, University of Minnesota, Dulu-
Diego State University; Gary Varner, Texas A&M Univer- th; Martha Wolfe, Elizabethtown Community and Tech-
sity; John D. Vitek, Oklahoma State University; Harry A. nical College; George M. Woodwell, Woods Hole Re-
Wagner, Victoria College; Lee B. Waian, Saddleback Col- search Center; Todd Yetter, University of the
lege; Warren C. Walker, Stephen F. Austin State Univer- Cumberlands; Robert Yoerg, Belmont Hills Hospital;
sity; Thomas D. Warner, South Dakota State University; Hideo Yonenaka, San Francisco State University; Brenda
Kenneth E. F. Watt, University of California, Davis; Alvin Young, Daemen College; Anita Zavodska, Barry Univer-
M. Weinberg, Institute of Energy Analysis, Oak Ridge sity; Malcolm J. Zwolinski, University of Arizona.
Associated Universities; Brian Weiss; Margery Weit-

xx CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb xx 10/06/2015 14:26:39


Sobre os autores

G. Tyler Miller
Miller escreveu ou foi coautor de 60 edições de vários Se pudesse escolher, gostaria de viver os próximos 75 anos. Por
livros para cursos introdutórios em ciência ambiental, quê? Primeiro, há esmagadoras evidências científicas de que
ecologia básica, energia e química ambiental. Desde estamos no processo de degradar seriamente o nosso próprio sis-
1975, os livros de Miller têm sido amplamente usados tema de suporte de vida. Em outras palavras, estamos vivendo
para ciência ambiental nos Estados Unidos e no mundo insustentavelmente. Segundo, nos próximos 75 anos, teremos a
todo. Seus livros foram utilizados por quase três milhões oportunidade de aprender a viver de forma mais sustentável,
de alunos e traduzidos para oito idiomas. trabalhando junto com a natureza, como descrito neste livro.
O autor é Ph.D pela University of Virginia e recebeu, Tenho a sorte de ter três filhos inteligentes, talentosos e ma-
por duas vezes, o título de doutor honoris causa por suas ravilhosos – Greg, David e Bill. Sou especialmente privilegiado
contribuições à educação ambiental. Foi professor uni- por ter Kathleen como minha esposa, melhor amiga e colega
versitário por 20 anos e desenvolveu um programa de aliada em pesquisa. É inspirador ter uma mente brilhante, lin-
graduação interdisciplinar antes de decidir escrever tex- da (por dentro e por fora) e forte que se preocupa com a nature-
tos de ciência ambiental em tempo integral, em 1975. za como companheira. Ela é minha heroína. Dedico este livro a
Miller descreve assim as suas esperanças com relação ela e ao planeta Terra.
ao futuro:

Scott Spoolman
Scott Spoolman é escritor com aproximadamente 25 Estou honrado em trabalhar com Tyler Miller como um coau-
anos de experiência na publicação de livros voltados à tor para continuar a tradição completa, clara e envolvente de
educação. Trabalha com Tyler Miller desde 2003, contri- escrever sobre o vasto e complexo campo da ciência ambiental.
buiu pela primeira vez como editor e agora como coau- Compartilho a paixão de Tyler Miller para garantir que esses li-
tor em várias edições de Living in the environment, Ciência vros didáticos e seus suplementos multimídia sejam ferramentas
ambiental e Sustaining the Earth. valiosas para alunos e professores. Para esse fim, esforçamo-nos
Spoolman é mestre em Jornalismo Científico pela para introduzir esse campo interdisciplinar de modo informati-
University of Minnesota e autor de inúmeros artigos nas vo, atraente e motivacional.
áreas de ciência, engenharia ambiental, política e negó- Se o outro lado da moeda de qualquer problema é de fato
cios. Trabalhou como editor de aquisições em uma série uma oportunidade, então este realmente é um dos momentos
de livros-texto sobre florestas para faculdade e também mais emocionantes da história para os alunos iniciarem uma
como editor de consultoria no desenvolvimento de mais carreira ambiental. Há vários, sérios e difíceis problemas am-
de 70 universidades e livros-texto de ensino médio nas bientais, mas as possíveis soluções geram novas oportunidades
áreas das ciências naturais e sociais. de carreira. Colocamos altas prioridades para inspirar os es-
Em seu tempo livre, gosta de explorar as florestas e tudantes com essas possibilidades, de modo que os desafiamos
águas de sua Wisconsin nativa em companhia de sua fa- a manter o foco científico, vislumbrar carreiras gratificantes e
mília – a esposa e educadora ambiental Gail Martinelli e estimulá-los a trabalhar para manter a vida na Terra.
os filhos Will e Katie.
Sobre a parceria com Miller, Spoolman afirma o se-
guinte:

SOBRE OS AUTORES xxi

Livro Ciência ambiental.indb xxi 10/06/2015 14:26:39


Minha jornada ambiental
G. Tyler Miller
Minha jornada ambiental começou em 1966, quando ou cortadores de grama); desenvolvi uma jardinagem
assisti a uma palestra sobre os problemas da população orgânica; e experimentei uma série de outras soluções
e poluição ministrada por Dean Cowie, um biofísico do possíveis para os principais problemas ambientais que
U.S. Geological Survey. Isso mudou a minha vida. Disse enfrentamos. Aprendi e me diverti muito.
a Cowie que, se metade do que ouvira na palestra fosse Também usei esse tempo para entender os proces-
verdade, me sentiria eticamente obrigado a passar o res- sos de trabalho da natureza. Pesquisei tudo o que podia
to da minha carreira de docente e escritor ajudando os sobre plantas naturais e animais e pensei muito sobre
alunos a aprender sobre os conceitos básicos de ciência como a natureza tem sustentado uma incrível variedade
ambiental. Depois de seis meses estudando a literatu- de vida por bilhões de anos neste planeta maravilhoso
ra ambiental, disse a Cowie que ele havia subestimado que é a nossa casa. Minha experiência de viver na na-
muito a gravidade desses problemas. tureza está refletida no material deste livro. Essa expe-
Desenvolvi um dos primeiros programas estudantis riência me ajudou a aplicar os três princípios simples da
ambientais de graduação do país e, em 1971, publiquei sustentabilidade que servem como tema de integração
meu primeiro livro de ciência ambiental introdutório, deste livro, além de utilizá-los para viver de forma mais
um estudo interdisciplinar das conexões entre as leis de sustentável.
energia (termodinâmica), química e ecologia. Em 1975, Em 1995, saí da floresta em busca de um novo apren-
publiquei meu primeiro livro de ciência ambiental. E dizado: viver de forma mais sustentável em uma confi-
aqui estamos, 60 edições de livros de ciência ambiental guração urbana onde vive a maioria das pessoas. Desde
mais tarde, com a 14a edição deste livro. então, vivi em duas vilas urbanas, uma localizada em
Durante dez anos, vivi em florestas profundas em um uma cidade pequena e a outra de uma área urbana gran-
ônibus-escola adaptado que usava como laboratório de de onde caminhar era meu método principal para ir a
ciência ambiental. Nesse período, também escrevi mui- qualquer lugar.
tos livros sobre ciência ambiental. Avaliei o projeto de Desde 1970, meu objetivo tem sido usar cada vez me-
energia solar passiva para aquecer a estrutura; introduzi nos o carro. Como trabalho em casa, faço um “trajeto de
tubos no solo para trazer ar refrigerado da terra (resfria- baixa poluição” do meu quarto até a cadeira e o compu-
mento geotérmico) a um custo de cerca de $ 1 por ve- tador portátil. Geralmente, faço uma ou duas viagens de
rão; criei sistemas solares ativos e passivos para fornecer avião por ano para visitar minha irmã e minha editora.
água quente e aquecimento solar passivo complemen- Como você aprenderá neste livro, a vida envolve
tado com um sistema instantâneo de água quente ener- uma série de compensações ambientais. Sei que o im-
geticamente eficiente alimentado a GPL; instalei jane- pacto ambiental nocivo é muito grande, mas continuo
las eficientes em termos energéticos e aparelhos e uma lutando para reduzi-lo. Espero que você se junte a mim
compostagem (sem água) higiênica; adotei um controle na luta para viver de forma mais sustentável e comparti-
biológico de pragas em que se empregavam resíduos de lhe o que aprendeu com as outras pessoas. Nem sempre
alimentos compostados; usei plantio natural (sem grama é fácil, mas é certamente divertido.

xxii CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb xxii 10/06/2015 14:26:39


Habilidades de aprendizado
Os alunos que começam muito cedo a pensar como tudo no mundo está relacionado, mesmo que tenham
de rever as próprias opiniões a cada ano, já estão inseridos na vida de aprendizado.
MARK VAN DOREN

Por que é importante estudar fas de sua lista diária. Altere sua programação conforme
necessário para realizar os itens mais relevantes.
ciência ambiental?
Estabeleça uma rotina de estudos em um ambiente sem
Bem-vindo à ciência ambiental – um estudo inter- distrações. Desenvolva, por escrito, uma programação de
disciplinar de como a Terra funciona, como interagi- estudos diária e atenha-se a ela. Estude em um ambiente
mos com ela e como podemos lidar com os problemas quieto e bem iluminado. Procure sentar-se a uma escri-
ambientais que enfrentamos. Uma vez que as questões vaninha ou mesa – não se deite no sofá ou na cama. Faça
ambientais afetam cada parte da sua vida, os conceitos, pausas a cada hora ou mais para ajudá-lo a se manter
as informações e as questões tratadas neste livro e no concentrado. Durante cada pausa, respire fundo várias
curso que você está fazendo serão úteis hoje e durante vezes e caminhe um pouco.
toda a sua vida.
Compreensivelmente, somos tendenciosos, mas acre- Evite a procrastinação. Evite deixar o trabalho para de-
ditamos firmemente que a ciência ambiental será o curso mais pois. Não fique para trás nas leituras e em outras tarefas.
importante em sua educação. O que pode ser mais impor- Reserve um tempo específico para estudar todos os dias.
tante do que aprender como a Terra funciona, como afe- Não coma a sobremesa primeiro. Caso contrário, você
tamos o sistema que dá suporte à vida e como podemos poderá não comer o prato principal (estudar). Quando
reduzir nosso impacto ambiental? você atingir seus objetivos de estudo, recompense a si
Vivemos em uma era incrivelmente desafiadora. Es- mesmo com o lazer (sobremesa).
tamos cada vez mais cientes de que, durante este século,
precisamos fazer uma nova transição cultural, para que Transforme montanhas em morros. É psicologicamente
possamos aprender a viver de forma mais sustentável e difícil escalar uma montanha, assim como ler um livro
não degradar nosso sistema de suporte à vida. Espera- inteiro, um capítulo de um livro, escrever um artigo ou
mos que este livro o estimule a se envolver na promoção preparar-se para estudar para um teste. Em vez disso, di-
dessa mudança na forma como encaramos e tratamos vida essas grandes tarefas (montanhas) em uma série de
a Terra, que sustenta todas as formas de vida, todas as pequenas tarefas (morros). A cada dia, leia algumas pá-
economias e todas as outras formas de vida. ginas de um livro ou capítulo, escreva alguns parágrafos
de um artigo e reveja o que estudou ou aprendeu. Como
o designer e fabricante de automóveis Henry Ford dizia:
Você pode melhorar suas “Nada parece tão difícil quando está dividido em peque-
nas tarefas”.
habilidades de aprendizado e estudo
Analise primeiro o panorama geral. Para obter uma vi-
Maximizar sua capacidade de aprender deve ser uma das
são geral deste livro, leia os boxes “Principais questões
metas educacionais mais importantes de sua vida. Esse
e conceitos” apresentados no começo de cada capítulo.
processo envolve melhorar continuamente suas habili-
Esses boxes mostram as questões principais exploradas
dades de aprendizado e estudo. Eis algumas sugestões:
nas seções de capítulo e os conceitos correspondentes.
Desenvolver uma paixão pelo aprendizado. Certa vez, Use essa lista como um roteiro do capítulo. Ao terminar
o físico Albert Einsten fez a seguinte declaração: “Não um capítulo, você também pode usar a lista para revisar.
tenho nenhum talento especial. Apenas sou apaixona-
Faça perguntas e responda a elas enquanto lê. Por exem-
damente curioso”.
plo, “Qual é o ponto principal desta seção ou parágrafo?”.
Organize-se. Ser mais eficiente nos estudos permitirá Relacione suas próprias perguntas com as questões e os
que você tenha mais tempo para se dedicar a outros in- conceitos principais apresentados em cada seção do capí-
teresses. tulo. Dessa forma, você poderá escrever um resumo do
capítulo para ajudar a entender o material do capítulo.
Faça listas diárias de tarefas. Coloque-as em ordem de
importância, concentre-se nas mais importantes e reser- Concentre-se nos termos principais. Utilize o glossário de
ve um tempo para trabalhar nelas. Como a vida é cheia seu livro para consultar o significado dos termos ou das
de incertezas, você terá sorte se realizar metade das tare- palavras que não entender. Este livro mostra todos os ter-

HABILIDADES DE APRENDIZADO 1

Livro Ciência ambiental.indb 1 10/06/2015 14:26:39


mos principais em negrito e outros termos importantes responda primeiro às perguntas que domina. A seguir,
em itálico. As questões de revisão localizadas no final de reflita sobre as mais difíceis. Use o processo de elimina-
cada capítulo, “Revisitando”, também incluem os termos ção para restringir as opções das perguntas de múltipla
principais do capítulo em negrito. escolha. Restringi-las a duas opções lhe dará uma chance
de 50% de obter a resposta certa. Para perguntas dis-
Interaja com a leitura. Sugerimos que você marque as
sertativas, organize os pensamentos antes de começar
principais frases e parágrafos com um marca-texto ou
a escrever. Se você não faz ideia do que uma pergunta
uma caneta. Coloque um asterisco na margem perto de
quer dizer, tente adivinhar – você pode conseguir alguns
uma ideia que considerar importante e dois asteriscos
pontos. Você pode ganhar crédito parcial escrevendo
perto de uma ideia que considerar muito importante.
algo assim: “Se esta questão quer dizer isso, então minha
Escreva comentários nas margens, como lindo, confuso,
resposta é ______________________”.
ilusório ou errado. Você pode dobrar as pontas superiores
das páginas em que destacou algumas passagens. Dessa Desenvolva uma visão otimista porém realista. Tente ser
forma, poderá percorrer um capítulo ou livro e rapida- uma pessoa com um “copo meio cheio”, em vez de al-
mente repassar as ideias principais. guém com um “copo meio vazio”. Pessimismo, medo,
ansiedade e preocupação excessiva (especialmente com
Reveja para reforçar o aprendizado. Antes de cada aula,
as coisas que você não pode controlar) são destrutivos e
revise o material estudado na aula anterior.
podem levar à inércia. Tente manter sentimentos ener-
Torne-se um excelente anotador. Não tente anotar tudo gizantes de otimismo um pouco à frente dos sentimentos
o que seu professor diz. Em vez disso, anote os pontos e imobilizantes de pessimismo.
fatos principais utilizando seu próprio sistema de escrita
Reserve um tempo para curtir a vida. Todos os dias, re-
abreviada. Reveja, elabore e organize suas anotações as-
serve um tempo para rir, apreciar a natureza, a beleza e
sim que possível após cada aula.
a amizade e buscar todas as coisas de que gosta.
Verifique o que você aprendeu. Ao final de cada capí-
tulo, você encontrará questões de revisão que cobram
a matéria-chave de cada capítulo. Sugerimos que tente Você pode melhorar suas habilidades
responder às perguntas depois de estudar cada seção do de raciocínio crítico
capítulo.
O raciocínio crítico envolve desenvolver habilidades para
Escreva as respostas às perguntas para concentrar e re- analisar informações e ideias, julgar a validade delas e
forçar o aprendizado. Responda às questões de raciocí- tomar decisões. O raciocínio crítico ajuda a distinguir
nio crítico encontradas nos boxes “Pensando a respeito” entre fatos e opiniões, avaliar evidências e argumentos,
ao longo dos capítulos, em muitas legendas de figura e adotar e defender uma posição fundamentada sobre os
ao final de cada capítulo. Essas perguntas são projeta- assuntos, integrar informações e enxergar relações e
das para inspirar você a pensar de forma crítica sobre as aplicar o conhecimento obtido para lidar com problemas
ideias principais e conectá-las a outras ideias e a sua pró- novos e diferentes e para as suas próprias escolhas de
pria vida. Além disso, responda às perguntas de revisão estilo de vida. Eis algumas técnicas básicas para aprender
disponíveis no final do capítulo. a pensar de forma mais crítica:
Use o sistema de amigos. Estude com um amigo ou jun- Questione tudo e todos. Seja cético, como qualquer bom
te-se a um grupo de estudos para comparar anotações, cientista. Não acredite em tudo que ouve ou lê, incluin-
rever a matéria e preparar-se para as provas. Explicar do o conteúdo deste livro, sem avaliar as informações
algo a outra pessoa é uma boa forma de concentrar seus que você recebe. Busque outras fontes e opiniões.
pensamentos e reforçar seu aprendizado. Compareça às
aulas de revisão oferecidas pelos professores ou assisten- Identifique e avalie suas crenças e inclinações pessoais.
tes de ensino. Cada um de nós possui inclinações e crenças que foram
ensinadas por pais, professores, amigos, pessoas que ad-
Conheça o estilo de prova de seu professor. Seu professor miramos e pela experiência. Quais são suas crenças, seus
enfatiza perguntas de múltipla escolha, “para comple- valores e suas inclinações? De onde eles vieram? Em que
tar”, verdadeiro ou falso, factuais, reflexivas ou disser- hipóteses eles se baseiam? As suas crenças e suposições
tativas? Quanto do conteúdo exigido na prova virá do estão certas? Por quê? Como o psicólogo e filósofo Wil-
livro e quanto virá do material das aulas? Você pode não liam James observou: “Uma grande parte das pessoas
gostar do estilo de teste do seu professor ou sentir que pensa que está pensando quando está apenas reorgani-
ele não funciona bem, mas a realidade é que ele está no zando seus preconceitos”.
comando e sua nota dependerá bastante da adaptação ao
estilo de cada professor. Tenha a mente aberta e flexível. Considere pontos de
vista diferentes, julgue apenas quando tiver evidências
Prepare-se adequadamente para as provas. Evite prepa- suficientes e mude de opinião sempre que for necessário.
rar-se para as provas na última hora. Coma bem e dur- Reconheça que pode haver uma quantidade de soluções
ma bastante antes de uma avaliação. Chegue cedo ou no úteis e aceitáveis para um problema. Há compromissos
horário. Fique calmo e aumente a entrada de oxigênio envolvidos em lidar com qualquer questão ambiental,
respirando profundamente várias vezes. (Faça isso de conforme você vai aprender neste livro. Uma forma de
10 a 15 minutos durante a prova). Olhe toda a prova e avaliar perspectivas diferentes é tentar se colocar no lu-

2 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 2 10/06/2015 14:26:39


gar de outras pessoas. Como elas veem o mundo? Quais zir informações irrelevantes ou enganosas para desviar a
são suas crenças e suposições básicas? A posição delas é atenção dos pontos importantes. Sexto, apresentar ape-
logicamente consistente com suas suposições e crenças? nas alguma alternativa/ou alternativas quando pode ha-
ver uma série de opções.
Seja sempre humilde sobre o que você sabe. Algumas pes-
soas são tão seguras do que sabem que nos ajudam a Não acredite em tudo o que lê na internet. A internet
pensar e questionar. Esteja sempre suscetível a questio- é uma fonte de informações maravilhosa e facilmente
nar os seus próprios pensamentos. acessível que fornece explicações e opiniões sobre pra-
Avalie como as informações relacionadas a uma ques- ticamente qualquer assunto ou questão. Web logs ou
tão foram obtidas. As afirmações feitas baseiam-se em blogs são uma grande fonte de informação. No entanto,
pesquisas ou rumores, com base no conhecimento e uma vez que a internet é aberta, qualquer pessoa pode
na investigação ou em boatos em primeira mão? Fon- postar qualquer coisa em blogs e outros websites sem
tes não identificadas são utilizadas? As informações são controle editorial ou revisão por especialistas. Como
baseadas em estudos científicos amplamente aceitos e resultado, avaliar informações na internet é uma das
passíveis de reprodução ou em resultados científicos melhores formas de colocar em prática suas habilidades
preliminares que podem ser válidos, mas precisam de de raciocínio crítico. Utilize a internet, mas seja cético e
mais testes? A informação é baseada em algumas histó- prossiga com cautela.
rias isoladas ou experiências ou em estudos controlados Desenvolva princípios ou regras para avaliar evidências.
cuidadosamente com resultados revisados por especia- Desenvolva uma lista por escrito de princípios que sir-
listas no campo envolvido? vam como diretrizes na avaliação de evidências e alega-
Questione as evidências e conclusões apresentadas. Quais ções e na tomada de decisões. Avalie continuamente essa
são as conclusões ou alegações? Quais evidências são lista com base em sua experiência.
apresentadas para fundamentá-las? As evidências fun- Torne-se um perseguidor da sabedoria, não um recep-
damentam-nas? Há necessidade de reunir mais evidên- táculo de informações. Muitas pessoas acreditam que o
cias para comprovar as conclusões? Há outras conclusões principal objetivo da educação é aprender mais juntan-
mais razoáveis?
do mais e mais informações. Acreditamos que o princi-
Tente descobrir diferenças em crenças básicas e suposi- pal objetivo é aprender a peneirar montanhas de fatos
ções. Na superfície, a maioria dos argumentos ou desa- e ideias para encontrar algumas pepitas de sabedoria, que
cordos envolve diferenças de opinião sobre a validade são mais úteis para entender o mundo e tomar decisões.
ou significado de certos fatos ou conclusões. Se você fizer Este livro está repleto de fatos e números, mas eles só
uma análise mais aprofundada, constatará que a maioria se tornam úteis à medida que levam à compreensão de
dos desacordos está baseada em diferentes suposições (às ideias, leis científicas, teorias, conceitos e conexões. Os
vezes ocultas) com relação a como olhamos e interpreta- principais objetivos da ciência ambiental são descobrir
mos o mundo. Tente identificar essas diferenças. como a natureza funciona e sustenta a si mesma (sabedo-
Tente identificar e avaliar os motivos daqueles que apre- ria ambiental) e usar os princípios da sabedoria ambiental
sentam evidências e tire as conclusões. para ajudar a tornar as sociedades e economias humanas
mais sustentáveis e, assim, mais benéficas e agradáveis
Qual é a experiência deles nessa área? Eles têm algu- para todos. De acordo com Sandra Carey, “Nunca con-
ma suposição, crença, inclinação ou ideia ocultas? Têm funda conhecimento com sabedoria. O primeiro ajuda
interesses pessoais? Podem se beneficiar econômica ou você a ganhar a vida; e a segunda, a criar uma vida”. Ou
politicamente da aceitação de suas evidências e conclu- como sugeriu o escritor norte-americano Walker Percy,
sões? Pesquisadores com crenças ou suposições básicas “Algumas pessoas com muita inteligência, mas nenhu-
diferentes considerariam os mesmos dados e chegariam ma sabedoria podem ter todos os A, mas são reprovadas
a conclusões distintas? na vida”.
Espere e tolere a incerteza. Reconheça que os cientistas Para ajudar a praticar o raciocínio crítico, fornecemos
não podem estabelecer uma prova absoluta ou certeza questões ao longo deste livro, encontradas dentro de
sobre nada. No entanto, os resultados confiáveis da ciên- cada capítulo em boxes pequenos denominados “Pen-
cia podem ter um alto grau de certeza. sando a respeito”, nas legendas de muitas figuras e ao
final de cada capítulo. Não há respostas certas ou erradas
Verifique se há falácias lógicas e truques de debates nos para muitas dessas perguntas.
argumentos que você ouve ou lê. Eis seis exemplos desses
truques de debate. Primeiro, atacar a pessoa que apresen-
ta um argumento, em vez de atacar o argumento em si. Use as ferramentas de aprendizado
Segundo, apelar para a emoção, em vez de utilizar fatos
e a lógica. Terceiro, alegar que, se uma evidência ou con-
que oferecemos neste livro
clusão é falsa, então todas as demais evidências e conclu- Incluímos uma quantidade de ferramentas em todo este
sões são falsas. Quarto, dizer que uma conclusão é falsa livro que podem ajudar você a melhorar suas habilidades
porque não foi provada especificamente. (Os cientistas de aprendizado. Primeiro, use o boxe “Principais ques-
nunca provam nada absolutamente, mas podem, às ve- tões e conceitos” indicado no começo de cada capítulo
zes, estabelecer altos graus de certeza.) Quinto, introdu- para pré-visualizar e revisar o capítulo.

HABILIDADES DE APRENDIZADO 3

Livro Ciência ambiental.indb 3 10/06/2015 14:26:39


Em seguida, observe que usamos logos diferentes ao Neste livro e na maioria dos cursos, as habilidades de
longo do texto. O logo de “Estudo de caso prin- ESTUDO estudo e raciocínio crítico envolvem o lado esquerdo do
DE
cipal” mostra como o material de todo capítulo CASO cérebro. No entanto, você também pode aprender dei-
se conecta ao estudo de caso principal de aber- xando o lado direito criativo do seu cérebro solto. Você
tura do capítulo. Quando você vir o logo de “Sustentabi- pode fazer isso debatendo ideias com os colegas, com a
lidade”, saberá que acabou de ler algo que se relaciona regra de que nenhuma crítica do lado esquerdo do cére-
diretamente ao tema principal deste texto, resumido pe- bro é permitida até que a sessão tenha acabado.
los três “princípios da sustentabilidade”, que são TA B
Na resolução de um problema, tente descansar, me-

EN
IL I
DA DE
S U ST
introduzidos na Figura 1.3. O logo de “Boas no- ditar, caminhar, fazer exercícios ou algo que desligue o
tícias” tem a intenção de mostrar exemplos de controle de atividade do lado esquerdo do cérebro e per-
sucesso que as pessoas tiveram ao lidarem com BOAS mita que o lado direito trabalhe.
NOTÍCIAS
os desafios ambientais que encaramos.
Também incluímos os boxes “Conexões” para
mostrar algumas das conexões às vezes surpreendentes Este livro apresenta uma visão
entre os problemas ambientais ou processos e alguns dos ambiental positiva e realista do futuro
produtos e serviços que usamos diariamente. Esses bo-
xes e os “Pensando a respeito” espalhados por todo o Fazer e implementar decisões ambientais sempre envol-
texto têm a intenção de fazer você pensar sobre os im- ve compromissos. Nosso objetivo é fornecer apresentações
pactos ambientais. balanceadas de diferentes pontos de vista, vantagens e
Ao final de cada capítulo, listamos o que considera- desvantagens das diversas tecnologias e soluções pro-
mos ser as “três grandes ideias” que você deve ter do ca- postas aos problemas ambientais, além de boas e más
pítulo. Em seguida, apresentamos o boxe “Revisitando” notícias sobre os problemas ambientais, sem imprimir
que revisa o estudo de caso principal e explica como os nenhum tipo de preconceito.
princípios da sustentabilidade podem ser aplicados a ele Estudar um assunto tão importante como ciência
e a outros materiais importantes. ambiental e acabar sem nenhuma conclusão, opinião e
Por fim, há, ao final do livro, “Exercícios de revisão crença significa que tanto o professor quanto o aluno
dos capítulos” com questões listadas para cada seção dos falharam. No entanto, quaisquer conclusões devem ser
capítulos. As perguntas cobrem todo o material e os ter-
baseadas no uso do raciocínio crítico para avaliar dife-
mos principais de cada capítulo. Essa parte do livro apre-
rentes ideias e entender os compromissos envolvidos.
senta ainda exercícios e projetos concernentes a cada
Nossa proposta é apresentar uma visão positiva de nosso
capítulo.
futuro ambiental com base em nosso otimismo realista.

Conheça seu próprio Ajude-nos a melhorar este livro


estilo de aprendizado
Fazer pesquisa para escrever um livro que aborde e re-
As pessoas têm formas diferentes de aprender e pode ser lacione ideias em uma ampla gama de disciplinas é uma
útil conhecer seu próprio estilo de aprendizado. Alunos
tarefa desafiadora e empolgante. Quase todos os dias,
visuais aprendem melhor lendo e vendo ilustrações e
aprendemos sobre alguma conexão nova na natureza.
imagens para memorizar os termos e as ideias principais.
Em um livro dessa complexidade, alguns erros po-
Este livro é altamente visual com muitas fotografias e
dem surgir – erros tipográficos que passam despercebidos
gráficos selecionados cuidadosamente.
Alunos auditivos aprendem melhor ouvindo e discu- ou afirmações que você poderá questionar com base em
tindo. Eles podem se beneficiar da leitura em voz alta seu conhecimento e pesquisa. Gostaríamos de convidá-
ao estudarem e ouvindo palestras para estudo e revisão. -lo a entrar em contato conosco e indicar qualquer tipo
Alunos lógicos aprendem melhor usando conceitos e lógi- de parcialidade existente, corrigir os erros que encontrar
ca para entender um assunto. e sugerir formas de melhorar este livro. Envie suas su-
Parte do que determina o seu estilo de aprendizagem gestões para Tyler Miller em mtg89@hotmail.com ou
é a forma como o cérebro funciona. De acordo com a Scott Spoolman em spoolman@tds.net.
hipótese de divisão do cérebro, o hemisfério esquerdo é bom Agora comece sua jornada neste estudo fascinante e
em lógica, análise e avaliação, e a metade direita é boa importante do funcionamento da Terra e de como po-
em visualizar, sintetizar e criar. Fornecemos materiais demos deixar o planeta pelo menos tão bom quanto o
que estimulam ambos os lados do seu cérebro. encontramos. Divirta-se.

Estude a natureza, ame a natureza, fique perto da natureza. Ela nunca irá decepcioná-lo.
FRANK LLOYD WRIGHT

4 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 4 10/06/2015 14:26:40


Problemas ambientais,
suas causas
e a sustentabilidade
1
ESTUDO DE CASO PRINCIPAL

Uma visão mais sustentável substituídos pela energia nuclear, com seus desperdícios ra-
dioativos de vida longa e nocivos. Em 2050, o aquecimento
da atmosfera e a mudança climática resultante desses aspec-
do mundo em 2060 tos ocorreram conforme muitos cientistas do clima haviam
projetado nos anos 1990. Entretanto, a ameaça de mudança
Emily Briggs e Michael Rodriguez graduaram-se em 2014. climática começava a diminuir, à medida que o uso de recur-
Michael tornou-se mestre em Educação Ambiental, passou a sos de energia mais limpos e os esforços para reduzir os des-
lecionar no Ensino Médio e adorou ensinar Ciência Ambien- perdícios de energia tornaram-se uma regra.
tal. Emily, por sua vez, depois de se formar em direito, tor- Em 2060, os agricultores que produziam a maior parte
nou-se advogada ambiental. dos alimentos do mundo passaram a adotar práticas agrícolas
Em 2022, Michael e Emily se conheceram enquanto que ajudaram a conservar a água e a renovar os solos degra-
faziam trabalho voluntário numa organização ambiental. dados. Além disso, a população humana atingiu um pico de
Casaram-se, tiveram uma filha e ensinaram a ela alguns cerca de 8 bilhões em 2040, em vez dos previstos 9,6 bilhões,
aspectos sobre os problemas ambientais do mundo (Figura
e começou a diminuir lentamente.
1.1, à esquerda) e as alegrias da natureza que eles tinham
Em 2060, Emily e Michael foram envolvidos por um
vivenciado quando eram crianças (Figura 1.1, à direita). Como
grande sentimento de orgulho ao saberem que eles, a filha
resultado, a filha do casal também envolveu-se profunda-
e muitos outros contribuíram para que as gerações futuras
mente na tarefa de promover um mundo mais sustentável e
pudessem viver de forma mais sustentável neste maravilhoso
transmitiu esse objetivo aos filhos dela.
planeta que é a nossa única casa.
Na infância de Michael e Emily, houve aumento de sinais
de estresse no sistema de suporte de vida da Terra – terra, ar, Sustentabilidade é a capacidade dos sistemas naturais
água e vida selvagem – causado pelos impactos ambientais da Terra e sistemas culturais do ser humano de sobreviver às
decorrentes da população que não parava de crescer e consu- mudanças ambientais, desenvolver-se nelas e adaptar-se a
mir mais recursos. No entanto, uma transição maior referente essas condições em um futuro de longo prazo. É sobre pes-
à consciência ambiental começou por volta de 2010 quando soas preocupadas em deixar um mundo melhor para as próxi-
um significativo número de pessoas começou a transformar o mas gerações. E esse é o tema geral deste livro, em que des-
estilo de vida e a economia para ficar mais antenada com as crevemos os problemas ambientais enfrentados e exploramos
formas em que a natureza se sustentou por bilhões de anos as possíveis soluções. Nosso objetivo é apresentar a você uma
antes de os humanos aparecerem na Terra. Durante muitas visão realista e esperançosa do que poderia ser.
décadas, essa combinação de conscientização e ação ambien-
tal valeu a pena.
Em janeiro de 2060, Emily
e Michael comemoraram a
chegada do neto, que nasceu
em um mundo que ainda era
muito rico, com uma grande
variedade de plantas, animais
Mostovyl Sergii Igorevich/Shutterstock.com

e ecossistemas. Essa diversida-


de biológica, ameaçada cons-
tantemente reduziu-se con-
Colin Hawkins/Getty Images

sideravelmente. Atmosfera,
oceanos, lagos e rios foram se
purificando gradualmente.
O desperdício de ener-
gia foi cortado pela metade.
A energia renovável do Sol,
vento, água corrente e calor
Figura 1.1 Os pais – como Emily e Michael em nossa visão fictícia de um possível mundo em 2060
subterrâneo e os combustí- – estão ensinando aos filhos aspectos sobre os problemas ambientais do mundo (à esquerda) e
veis produzidos de vegetação ajudando-os a aproveitar as maravilhas da natureza (à direita). O objetivo deles é ensinar os filhos a
e algas foram amplamente cuidar da Terra, na esperança de deixar um mundo melhor para as futuras gerações.

Livro Ciência ambiental.indb 5 10/06/2015 14:26:40


Principais questões e conceitos*
1.1 Quais são os três princípios da sustentabilidade? 1.3 Por que temos problemas ambientais?
C O N C E I T O 1 . 1 A Para se sustentar, a natureza tem contado, há C O N C E I T O 1 . 3 A As principais causas dos problemas ambientais
bilhões de anos, com a energia solar, a biodiversidade e os ciclos de são o crescimento populacional, o uso de recursos devastadores e insus-
nutrientes. tentáveis e a pobreza. Nesse contexto, não inserimos os custos ambien-
C O N C E I T O 1 . 1 B A vida e as economias do ser humano dependem tais nocivos relacionados ao uso de recursos nos preços de produtos e
da energia do Sol e de fontes e serviços naturais (capital natural) forne- serviços no mercado.
cidos pela Terra. C O N C E I T O 1 . 3 B Nossa visão de mundo ambiental desempenha
um papel principal ao determinar se vivemos de forma não sustentável
ou mais sustentável.
1.2 Como são as nossas pegadas ecológicas** que afetam
a Terra? 1.4 O que é uma sociedade sustentável do ponto de
CONCEITO 1 . 2 Conforme nossas pegadas ecológicas crescem, vista ambiental?
esgotamos e degradamos mais o capital natural da Terra.
C O N C E I T O 1 . 4 Viver de forma sustentável significa viver fora do
rendimento natural da Terra, sem esgotar ou degradar o capital natural
que o fornece.

** N. R. T.: Expressão proposta por Wackernagel e Rees (1996) que representa um


Observação: Os Suplementos 2, 4 e 6 podem ser usados com este capítulo. instrumento contabilizador do fluxo de matéria e energia que entram em um sis-
*Este é um livro centrado no conceito, com cada seção principal de cada capítulo tema econômico e saem dele, convertendo-os em área correspondente do planeta
construída em torno de um ou dois conceitos principais derivados das ciências Terra, diretamente relacionados ao desenvolvimento sustentável e ao uso racional
naturais ou sociais. As questões e os conceitos principais são resumidos no começo e equitativo dos recursos naturais.
de cada capítulo. Você pode usar esse resumo como uma pré-visualização e como Wackernagel, M.; Rees, W. E. Our ecological foot-print: Reducing Human Impact
uma revisão das ideias principais de cada capítulo. on the Earth. Gabriola Press. New Society Publishing, B. C., 1996.

Sozinho no espaço, sozinho nos seus sistemas de suporte à vida, alimentado por energias inconcebíveis,
intermediando-as para nós pelos ajustes mais delicados, geniosos, improváveis, imprevisíveis,
mas nutritivos, estimulantes e enriquecedores no mais alto nível – esse não é um lar precioso para nós?
Não é digno de nosso amor?
BARBARA WARD E RENÉ DUBOS

1.1 Quais são os três princípios da sustentabilidade?


CONCEITO 1.1A Para se sustentar, a natureza tem contado, há bilhões de anos, com
a energia solar, a biodiversidade e os ciclos de nutrientes.

CONCEITO 1.1B A vida e as economias do ser humano dependem da energia do Sol


e de fontes e serviços naturais (capital natural) fornecidos pela Terra.

A ciência ambiental é um estudo manos interagem com as partes vivas e inanimadas do


ambiente. O livro integra as informações e ideias das
das conexões na natureza ciências naturais (como biologia, química e geologia),
O ambiente é tudo ao redor de nós ou, como afirmou o sociais (como geografia, economia e ciências políticas)
físico Albert Einsten, “O ambiente é tudo aquilo que não e humanas (como filosofia e ética). Os três objetivos da
sou”. Isso inclui as coisas vivas e inanimadas (ar, água e ciência ambiental são (1) aprender como a vida na Terra
energia) com as quais interagimos em uma rede comple- sobreviveu e prosperou, (2) entender como interagimos
xa de relações que nos conectam uns aos outros e com o com o ambiente e (3) encontrar formas de lidar com os
mundo em que vivemos. problemas ambientais e viver de forma mais sustentável.
Apesar dos nossos muitos avanços científicos e tec- O componente principal da ciência ambiental é a
nológicos, somos totalmente dependentes do ambiente ecologia, ciência biológica que estuda como os orga-
para ter ar e água limpos, comida, abrigo, energia e tudo nismos, ou seres vivos, interagem uns com os outros e
mais de que precisamos para nos manter vivos e sau- com o ambiente em que vivem. Cada organismo é um
dáveis. Como resultado, somos parte, e não estamos à membro de determinada espécie, tem uma configura-
parte, do restante da natureza. ção única de características que o distingue de outros or-
Este livro didático é uma introdução à ciência am- ganismos e se reproduz sexualmente, o que permite se
biental, um estudo interdisciplinar de como os seres hu- acasalar e produzir descendentes férteis.

6 Links:
ESTUDO refere-se ao estudo TA B refere-se ao tema de BOAS refere-se às boas notícias sobre
N
IL I
SU STE

DE
DA DE

NOTÍCIAS
CASO de caso principal. sustentabilidade do livro. os desafios ambientais que enfrentamos.

Livro Ciência ambiental.indb 6 10/06/2015 14:26:41


O principal foco da ecologia é o estudo dos ecossis- deste livro para nos guiar e viver de forma mais susten-
temas. Um ecossistema é um conjunto de organismos tável e caminhar em direção a um futuro mais sustentá-
em uma área definida ou volume que interagem entre vel, como definimos no Estudo de caso principal* ESTUDO
si e com o ambiente de matéria inanimada e energia. que abre este capítulo. DE
CASO
Por exemplo, um ecossistema de florestas é composto
• Confiança na energia solar: O Sol aquece
de plantas (especialmente árvores), animais e principal-
o planeta e fornece energia que as plantas utilizam
mente de microrganismos pequenos, que decompõem a
para produzir nutrientes ou outros produtos quí-
matéria orgânica morta e reciclam as substâncias quími-
micos necessários para a vida, para si mesmas, para
cas, tudo em interação com a energia solar e os produtos
nós e para a maioria dos animais. A energia contida
químicos do ar, da floresta, da água e do solo.
na radiação do Sol é chamada energia solar. Sem
Não devemos confundir ciência ambiental e ecologia
isso, a vida como a conhecemos não existiria. O Sol
com ambientalismo, um movimento social dedicado a
também controla as formas indiretas de energia solar,
proteger os sistemas de suporte à vida para todas as for-
como o vento e a água corrente, que não existiriam
mas de vida. O ambientalismo é mais praticado em áreas
sem a energia solar e que podemos usar para produ-
políticas e éticas que no domínio da ciência.
zir eletricidade.
• Biodiversidade (abreviação de diversidade biológica):
As estratégias de sobrevivência da Refere-se à surpreendente variedade de organismos,
aos sistemas naturais em que estes habitam e com os
natureza seguem os três princípios quais interagem (como desertos, pradarias, florestas
da sustentabilidade e oceanos) e aos serviços naturais que esses organis-
mos e sistemas de vida fornecem sem cobrar (como
A natureza tem lidado com mudanças significantes nas
a renovação da camada superior do solo que forma a
condições ambientais da Terra desde que a vida apareceu
camada superior da crosta terrestre, o controle de
pela primeira vez, há cerca de 3,5 bilhões de anos. Por
pragas e a purificação do ar e da água). As relações
isso, os especialistas em ambiente dizem que, quando en-
de alimentação e outras interações entre as espécies
frentamos uma mudança climática que se torna um pro-
também fornecem controle populacional que limita
blema para nós ou para outras espécies, deveríamos co-
o tamanho da população final de qualquer espécie.
meçar a entender como a natureza tem lidado com essas
A biodiversidade também fornece incontáveis formas
mudanças e tentar imitar as soluções que ela apresenta.
de vida que se adaptam às mudanças das condições
Em nosso estudo de ciência ambiental, a questão
ambientais. Sem ela, as principais formas de vida te-
mais importante é a seguinte: “Como a variedade in-
riam sumido há muito tempo.
crível de vida na Terra sustenta-se há pelo menos 3,5
• Ciclagem química: Também conhecida como cicla-
bilhões de anos em face das mudanças catastróficas nas
gem de nutrientes, é a circulação de produtos quí-
condições ambientais?”. Essas mudanças tiveram várias
micos provenientes do ambiente (a maioria do solo
causas, incluindo o impacto de meteoritos gigantes na
e da água) por meio dos organismos vivos, os quais,
Terra, eras de gelo por milhares de anos e longos perío-
quando morrem, constituem matéria orgânica morta
dos de aquecimento, durante os quais o gelo que derre-
que é decomposta por microrganismos. Esse processo
tia aumentava os níveis do mar em centenas de metros.
devolve ao ambiente os nutrientes que são necessá-
Nossas espécies existem há cerca de 200 mil anos – rios para a vida. Os processos naturais mantêm esse
menos do que um piscar de olhos com relação aos bi- ciclo em andamento, e a Terra não recebe novas fon-
lhões de anos que a vida existe na Terra. Denominamo- tes desses produtos químicos. Assim, para a vida se
-nos Homo sapiens sapiens (do latim “homem sábio”). Em sustentar, esses produtos químicos podem completar
razão de nosso cérebro grande e complexo, e da nossa esse ciclo indefinidamente. Sem a ciclagem de pro-
capacidade de fala, somos espécies muito inteligentes. Em dutos químicos, não haveria ar, água, solo, comida e
apenas algumas centenas de anos, aprendemos a con- vida. Isso também significa que há pouco desperdício
trolar a maior parte da Terra para suportar as nossas ne- na natureza, diferentemente do mundo dos seres hu-
cessidades básicas e desejos de rápido crescimento. No manos, porque os resíduos dos organismos se tornam
entanto, continuamos a ser vistos como a espécie sábia as matérias-primas nutrientes para outros organis-
que dizemos ser. Segundo especialistas, uma espécie que mos.
degrada o próprio sistema em que vive não pode ser con-
siderada sábia.
Nossa pesquisa nos leva a acreditar que, ante as drás- A sustentabilidade tem alguns
ticas mudanças climáticas, há três grandes temas basea- componentes principais
dos na ciência para a sustentabilidade de longo prazo da
vida neste planeta: energia solar, biodiversidade e ciclagem A sustentabilidade, o tema central deste livro, tem vários
química, conforme resumido a seguir e na Figura 1.2 componentes críticos que usamos como subtemas. Um
(Conceito 1.1A). Em outras palavras, devemos contar desses componentes é o capital natural – os recursos e
com o Sol, promover muitas opções para a vida e mini-
mizar o desperdício. Essas poderosas e simples TA B
EN
IL I

ideias formam os três princípios da sustentabili-


DA DE
S U ST

* Costumamos usar o “Estudo de caso principal” como tema para conectar e


dade ou lições da natureza que usaremos ao longo integrar a maioria do material em cada capítulo. O logo indica essas conexões.

PROBLEMAS AMBIENTAIS, SUAS CAUSAS E A SUSTENTABILIDADE 7

Livro Ciência ambiental.indb 7 10/06/2015 14:26:42


Energia solar

Ciclagem química Biodiversidade


Figura 1.2 Os três princípios da sustentabilidade: Nós obtivemos esses três princípios de sustentabilidade interconectados com base no
aprendizado sobre como a natureza tem sustentado uma grande variedade de vida na Terra por, no mínimo, 3,5 bilhões de anos, apesar das
mudanças drásticas nas condições ambientais (Conceito 1.1A).

serviços naturais que mantêm a nossa e outras espécies nutrientes a base para um dos três princípios de sustenta-
vivas e que dão suporte às nossas economias (Figura 1.3). bilidade.
Recursos naturais são materiais e energia contidos O capital natural é suportado pela energia TA B
EN
IL I

na natureza que são essenciais ou úteis para os humanos. do Sol – outro dos princípios de sustentabilidade
DA DE
S U ST

Muitas vezes, são classificados como recursos renováveis (Figura 1.3). Assim, nossa vida e economias
(como ar, água, solo, plantas e vento) ou não renová- dependem da energia do Sol e dos recursos e
veis (como cobre, petróleo e carvão). Serviços naturais serviços naturais (capital natural) fornecidos pela Terra
referem-se a processos disponíveis na natureza como puri- (Conceito 1.1B).
ficação do ar e renovação da camada superior do solo, que O segundo conceito de sustentabilidade, e outro sub-
dão suporte à vida e às economias do ser humano. tema deste capítulo, está relacionado ao fato de reconhe-
Um serviço natural vital é a ciclagem de nutrientes cer que muitas das atividades humanas podem degradar
(Figura 1.4). Um componente importante de ciclagem o capital natural, sobretudo quando utilizam recursos que
de nutrientes é a camada superior do solo – um recurso se renovam muito mais rápido do que a natureza pode
natural vital que fornece alimentos ao homem e às ou- restaurá-los, o que sobrecarrega os sistemas naturais
tras espécies terrestres. Sem a ciclagem de nutrientes na com poluição e resíduos. Por exemplo, em algumas par-
camada superior do solo, a vida como a conhecemos não tes do mundo, estamos limpando florestas maduras mais
existiria na Terra. Assim, consideramos a ciclagem de rápido do que elas podem crescer e erodindo a camada

8 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 8 10/06/2015 14:26:42


Capital natural

Capital natural = recursos naturais + serviços naturais

Energia
solar

Ar
Energia
Purificação do ar renovável
(Sol, vento e
Controle climático fluxos de água)

Proteção UV
(camada de ozônio)
Vida
(biodiversidade)

Água Controle
populacional
Purificação da água
Controle
Tratamento da água de pragas

Minerais Solo Terra


não renováveis
(ferro e areia) Renovação do solo Produção de alimento
Gás natu
ral Reciclagem
Óleo de nutrientes

Energia não renovável Camada


de carv
(combustíveis fósseis) ão

Recursos naturais

Serviços naturais

Figura 1.3 Esses recursos naturais principais (azul) e serviços naturais (laranja) dão suporte à vida da Terra e às economias humanas e
sustentam-nas (Conceito 1.1A).

superior do solo mais rápido do que a natureza pode fica para os problemas de esgotamento de florestas pode
renová-lo. Também estamos carregando alguns rios, la- ser a interrupção da queima ou do corte da diversidade
gos e oceanos com produtos químicos e resíduos animais biológica, aperfeiçoar as florestas e permitir que a na-
mais rápido do que esses corpos de água conseguem se tureza as restitua. A solução científica para o problema
renovar. da poluição dos rios pode ser evitar o descarregamento
Esses fatores nos levam a um terceiro componente excessivo de produtos químicos e resíduos nas correntes
da sustentabilidade: soluções. Embora os cientistas am- e permitir que elas se recuperem naturalmente. Porém,
bientais busquem soluções para problemas como a de- para implementar essas soluções, os governos provavel-
gradação insustentável das florestas e outras formas de mente teriam de criar e aplicar leis e regulamentações.
capital natural, o trabalho deles restringe-se a encontrar Muitas vezes, a busca por soluções envolve confli-
soluções científicas; aquelas de caráter político dependem tos. Por exemplo, quando um cientista argumenta que,
de processos políticos. Por exemplo, uma solução cientí- para proteger a floresta natural em terras públicas, é

PROBLEMAS AMBIENTAIS, SUAS CAUSAS E A SUSTENTABILIDADE 9

Livro Ciência ambiental.indb 9 10/06/2015 14:26:44


solar, o ar limpo, solo fértil e as plantas sel-
vagens comestíveis, estão diretamente dis-
Matéria poníveis para uso. Outros recursos, como
orgânica petróleo, ferro, água subterrânea e culturas
em animais
cultivadas, tornam-se úteis para nós ape-
nas com algum esforço e engenhosidade
tecnológica. Por exemplo, o petróleo era
meramente um fluido oleoso misterioso
até aprendermos a encontrá-lo e extraí-lo e
convertê-lo em gasolina, óleo para aqueci-
mento e outros produtos comercializáveis.
A energia solar é chamada recurso
Matéria
orgânica perpétuo porque seu fornecimento é con-
morta tínuo, e há a expectativa de que ele dure,
Material no mínimo, 6 bilhões de anos, quando o
orgânico Sol completar o seu ciclo de vida. Como a
em plantas natureza leva de vários dias a centenas de
Decomposição anos para reconstituir-se, os recursos re-
nováveis são possíveis por meio de proces-
Material sos naturais, uma vez que não os usemos
inorgânico mais rápido do que a natureza pode reno-
no solo
vá-los. Inclusive alguns exemplos desses
recursos: florestas, pradarias, populações
de peixe, água fresca, ar fresco e solo fér-
Figura 1.4 Ciclagem de nutrientes: nesse importante serviço natural, os produtos til. A taxa mais elevada na qual um recurso
químicos necessários são reciclados pelos organismos a partir do ambiente (a maioria do renovável pode ser usado indefinidamente
solo e da água). Depois desse processo, os produtos químicos voltam para o ambiente. sem reduzir seu suprimento disponível é
chamada rendimento sustentável.
Na crosta terrestre, os recursos não re-
necessário preservar a importante diversidade de plantas nováveis existem em uma quantidade ou estoque fixo.
e animais, a empresa madeireira interessada em cortar Em uma escala de tempo de milhões a bilhões de anos,
as árvores de determinada floresta pode protestar. Lidar os processos geológicos podem renovar tais recursos.
com conflitos desse tipo envolve, às vezes, estabelecer No entanto, na escala de tempo muito mais curta dos
trade-offs ou compromissos, outro componente da sus- seres humanos, de centenas a milhares de anos, esses
tentabilidade. Por exemplo, a empresa madeireira pode recursos podem ser esgotados muito mais rápido do que
ser persuadida a plantar uma fazenda de árvores, que são formados. Esses estoques esgotáveis incluem recur-
consiste em fileiras de uma espécie de árvore de cresci- sos de energia (como carvão e petróleo), minerais metálicos
mento rápido, em uma área que já tenha sido devastada (como cobre e alumínio) e minerais não metálicos (como
ou degradada, em vez de cortar as árvores em uma flo- sal e areia).
resta natural diversificada. Em troca, o governo pode dar Uma vez esgotados esses recursos, a engenhosidade
à empresa o subsídio para plantar a fazenda de árvores. humana pode muitas vezes encontrar substitutos. No
A mudança em direção à sustentabilidade ambiental entanto, às vezes não há substituto aceitável ou acessível
deve ter como base os conceitos científicos e os resulta- para um recurso.
dos que são amplamente aceitos por especialistas em um Podemos reciclar ou reusar alguns recursos não reno-
campo particular, conforme será abordado mais detalha- váveis, como cobre e alumínio, para aumentar os supri-
damente no Capítulo 2. Quando se faz essa mudança, é mentos. O reúso é a prática de usar um recurso repetidas
imprescindível considerar a importância dos indivíduos – vezes na mesma forma. Por exemplo, podemos coletar,
outro subtema deste livro. A mudança da sociedade na lavar e encher novamente garrafas de vidro muitas vezes
direção da sustentabilidade depende das ações (veja Foto 1 no Sumário). A reciclagem envolve a coleta
dos indivíduos (Estudo de caso principal), o que ESTUDO de materiais de resíduos e o processamento destes em no-
DE
deve começar pelas escolhas diárias que todos CASO vos materiais. Por exemplo, podemos esmagar e derreter
nós fazemos. Portanto, a sustentabilidade começa alumínio descartado para fazer novas latas de alumínio
em níveis pessoais e locais. ou outros produtos de alumínio. O reúso e a reciclagem
são duas formas de viver de forma mais sustentável, se-
guindo um dos três princípios da sustentabilidade TA B
EN
IL I
DA DE
S U ST

Alguns recursos são renováveis (Figura 1.2). No entanto, não podemos reciclar
ou reusar os recursos de energia como petróleo e
e outros não carvão. Depois de queimados, a energia concen-
Do ponto de vista do homem, um recurso é qualquer trada não estará mais disponível.
coisa obtida do ambiente para atender a nossas necessi- A reciclagem de recursos metálicos não renováveis con-
dades e nossos desejos. Alguns recursos, como a energia some muito menos energia, água e outros recursos, além

10 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 10 10/06/2015 14:26:46


de gerar muito menos poluição e degradação ambiental do camente ou menos desenvolvidos, com base sobretudo
que a exploração de recursos metálicos virgens. A reutiliza- na renda per capita. Na lista dos países mais desenvol-
ção desses recursos tem um impacto ambiental menor do vidos e de alta renda, estão Estados Unidos, Canadá,
que a reciclagem. Com base no ponto de vista ambiental e Japão, Austrália, Nova Zelândia e a maioria dos países
sustentável, as prioridades para o uso sustentável de recur- europeus. Os países mais desenvolvidos têm 18% da po-
sos não renováveis como metais e plásticos devem ser: re- pulação do mundo, usam aproximadamente 88% dos
duzir (usar menos), reutilizar e reciclar. De acordo com al- recursos e produzem cerca de 75% da poluição e resí-
guns cientistas ambientais, já sabemos como duos mundiais, de acordo com os dados da ONU e do
reutilizar ou reciclar de 80% a 90% do metal não BOAS
Banco Mundial.
NOTÍCIAS
renovável e dos recursos plásticos que usamos. Todas as outras nações, em que 82% das pessoas do
mundo vivem, são classificadas como países menos de-
senvolvidos, a maioria deles na África, Ásia e América
Os países adotam procedimentos Latina. Alguns desses países são de renda média e moderada-
diferentes quanto ao uso de recurso mente desenvolvidos, como China, Índia, Brasil, Tailândia e
México. Congo, Haiti, Nigéria e Nicarágua são países de
e à prevenção do impacto ambiental baixa renda e estão abaixo da linha de desenvolvimento.
A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica os A Figura 6 do Suplemento 6 é um mapa dos países de
países do mundo como mais desenvolvidos economi- rendas altas, superior, inferior e baixa.

1.2 Como são as nossas pegadas


ecológicas que afetam a Terra?

CONCEITO 1.2 Conforme nossas pegadas ecológicas crescem, esgotamos e


degradamos mais o capital natural da Terra.

Vivemos de forma insustentável tamos e degradamos o capital natural da Terra em ritmo


acelerado. Esse processo é denominado degradação
A má notícia é que, de acordo com as evidências, vive- ambiental (veja Figura 1.5). Também chamamos esse
mos de forma insustentável, pois desperdiçamos, esgo- processo de degradação do capital natural.

Degradação do capital natural

Degradação dos recursos naturais normalmente renováveis

Mudança Redução
climática das florestas

Diminuição
Poluição do ar dos hábitats
da vida selvagem

Extinção
de espécies
Erosão do solo

Poluição
da água Figura 1.5
Exemplos de
degradação de
Declínio das recursos naturais
Esgotamento pescas oceânicas e serviços em
dos aquíferos partes do mundo,
a maioria como
resultado da
população
crescente e do
aumento de taxas
de uso de recurso
por pessoa.

PROBLEMAS AMBIENTAIS, SUAS CAUSAS E A SUSTENTABILIDADE 11

Livro Ciência ambiental.indb 11 10/06/2015 14:26:47


Em muitas partes do mundo, observam-se claramente de poluição ou poluentes podem entrar no ambiente na-
a redução das florestas renováveis, o aumento dos deser- turalmente, como a partir de erupções vulcânicas ou por
tos, a erosão do solo e a substituição das lavouras por am- meio das atividades humanas, como a queima de carvão
bientes suburbanos. Além disso, verificam-se o aqueci- e gasolina e o despejo de produtos químicos em rios e
mento da atmosfera inferior, o derretimento das geleiras, oceanos. Em alta concentração suficiente no ar, na água
o aumento do nível do mar e das inundações, as secas, o ou em nossos corpos, quase todo produto químico pode
mau tempo e o aumento de incêndios em florestas em al- causar danos e ser classificado como um poluente.
gumas áreas. Em algumas regiões, os rios estão secando, Os poluentes que produzimos vêm de dois tipos de
as coletas de muitas espécies de peixe estão caindo acen- fonte. As fontes pontuais são únicas e identificáveis,
tuadamente e os recifes de corais estão desaparecendo. como a chaminé de uma usina de queima de carvão
As espécies estão se tornando extintas pelo menos 100 ou de uma indústria (Figura 1.6), o cano de esgoto de
vezes mais rápido que nos tempos pré-humanos, e as ta- uma fábrica ou o escapamento de um automóvel. Por
xas de extinção devem aumentar, no mínimo, mil vezes sua vez, as fontes não pontuais estão dispersas e, com
mais rápido durante este século. frequência, são difíceis de identificar, como os pesticidas
Em 2005, a ONU lançou a Avaliação Ecossistêmica do soprados da terra para o ar e o escoamento de fertili-
Milênio, um estudo de quatro anos realizado por 1.360 zantes, pesticidas e lixo da terra em rios e lagos (Figura
especialistas de 95 países. De acordo com esse estudo, as 1.7). É muito mais fácil e barato identificar e controlar a
atividades humanas têm degradado cerca de 60% dos poluição de fontes pontuais que de fontes não pontuais
serviços ecossistêmicos ou naturais da Terra (Figura 1.3, amplamente dispersas.
boxes laranja), principalmente a partir de 1950. No resu- Tentamos lidar com a poluição de duas formas muito
mo desse estudo, a ONU adverte que “a atividade huma- diferentes. Um método é a limpeza da poluição, que
na está pressionando as funções naturais da Terra, e a envolve limpar ou diluir poluentes depois de tê-los pro-
capacidade dos ecossistemas do planeta para sustentar as duzido. O outro método é a prevenção da poluição,
gerações futuras já não pode ser dada como certa”. que reduz ou elimina a produção de poluentes.
A boa notícia, também incluída no relatório Até agora, temos usado mais a limpeza da poluição.
BOAS
da ONU, é que há soluções para esses problemas, NOTÍCIAS
Os cientistas ambientais identificaram três problemas
as quais podem ser implementadas em poucas com essa abordagem. Primeiro, a limpeza é apenas uma
décadas, de modo que se faça a transição para correção temporária, uma vez que os níveis de poluição
um futuro mais sustentável dentro de sua vida ESTUDO e consumo de recursos crescem sem melhorias compen-
DE
útil (Estudo de caso principal), como você apren- CASO sadoras na tecnologia de controle de poluição.
derá ao ler este livro. Segundo, a limpeza às vezes remove um poluente de
uma parte do ambiente para causar poluição em outro.
Por exemplo, podemos coletar lixo, mas ele, em seguida,
A poluição provém de várias fontes é queimado (o que pode causar poluição do ar e deixar
Um grande problema ambiental é a poluição, que é a cinzas tóxicas que devem ser colocadas em algum lugar),
contaminação do ambiente por meio de produtos quími- despejado sobre a terra (o que pode causar poluição da
cos ou outros agentes, como ruído ou calor, a um nível água por meio de escoamento ou infiltração nas águas
que é nocivo para a saúde, sobrevivência ou atividades subterrâneas) ou enterrado (o que pode causar poluição
dos seres humanos ou outros organismos. As substâncias no solo e nas águas subterrâneas).
Ray Pfortner/Peter Arnold, Inc.

Igor Jandric/Shutterstock.com

Figura 1.6 Poluição de fonte pontual provocada por uma fábrica de Figura 1.7 Lixo oriundo de uma grande área de terra e exemplo
celulose do Estado de Nova York, nos Estados Unidos. de poluição da água de fonte não pontual.

12 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 12 10/06/2015 14:26:49


Terceiro, uma vez que os poluentes ficam dispersos as mudanças no ambiente). A pegada ecológica per ca-
no ambiente em níveis nocivos, geralmente custa muito pita é a média de pegada ecológica de um indivíduo em
caro reduzi-los a níveis aceitáveis. um país ou área.
Muitos cientistas ambientais e economistas nos im- Se a pegada ecológica de um país (ou do mundo) for
pelem a colocar mais ênfase na prevenção porque fun- maior que a sua capacidade biológica atual para reconsti-
ciona melhor e, no longo prazo, é mais barata do que a tuir os recursos renováveis e absorver os resíduos e a po-
limpeza. A prevenção da poluição é outro aspecto prin- luição resultantes, isso será considerado déficit ecológico.
cipal para um futuro mais sustentável (Estudo ESTUDO Em outras palavras, as pessoas vivem de forma insusten-
DE
de caso principal). CASO tável, pois esgotam o capital natural, em vez de utiliza-
rem o suprimento renovável ou o rendimento fornecido
por esse capital. Em 2008, a World Wildlife Fund (WWF)
Tragédia dos comuns: e a Global Footprint Network estimaram que a pegada
superexploração dos recursos ecológica global da humanidade excedeu a capacidade
renováveis compartilhados ecológica atual da Terra de suportar os humanos e outras
formas de vida indefinidamente em, no mínimo, 30%
Alguns recursos renováveis podem ser usados por quase (Figura 1.8, inferior) e em 88% nos Estados Unidos.
todas as pessoas, como a atmosfera, o oceano e os peixes. Em outras palavras, a humanidade está vivendo insus-
Muitos recursos renováveis de acesso aberto foram tentavelmente. De acordo com o modelo de pegada ecoló-
ambientalmente degradados. Em 1968, o biólogo Garrett gica, para sustentar indefinidamente a população atual do
Hardin (1915-2003) chamou essa degradação de tragédia mundo e o uso de recurso renovável médio por pessoa e
dos comuns. Isso ocorre porque cada indivíduo utiliza um descartar os resíduos resultantes e a poluição, precisaría-
recurso comumente compartilhado ou de acesso aberto: mos do equivalente a 1,3 planeta Terra. E, se continuar-
“Se você não usar esse recurso, alguém usará. O pouco mos a utilizar os recursos renováveis e se mantivermos o
que uso ou poluo não é suficiente para fazer diferença, e crescimento populacional por meio da tecnologia existen-
esses recursos são renováveis”. te, precisaremos, em 2035, de dois planetas Terra.
Quando o número de usuários é pequeno, a lógica De acordo com esse modelo, serão necessários apro-
funciona. No entanto, o efeito acumulado de muitas pes- ximadamente cinco planetas Terra para que toda a po-
soas tentando explorar um recurso de acesso livre aca- pulação mundial possa alcançar o nível atual dos Esta-
ba por esgotá-lo ou arruiná-lo. Então, ninguém poderá dos Unidos de uso por pessoa de recursos renováveis
beneficiar-se dele. Essa é a tragédia. por meio da tecnologia existente. Em outras palavras, se
Há duas maneiras principais de lidar com esse difí- todos consumirem os recursos renováveis como a média
cil problema. Uma delas é utilizar um recurso renovável norte-americana faz hoje, a Terra poderá suportar inde-
compartilhado em uma taxa bem abaixo de seu ren- finidamente cerca de 1,3 bilhão de pessoas, e não os 7
dimento sustentável estimado, ou seja, usar menos do bilhões atuais. (No Anexo 6, veja a Figura 2, que ilustra
recurso, regular o acesso a ele ou adotar os dois proce- o mapa das pegadas ecológicas humanas no mundo, e a
dimentos. Por exemplo, os governos podem estabelecer Figura 5, que apresenta o mapa dos países que são deve-
leis e regulamentações para limitar as coletas anuais de dores ou credores ecológicos.)
várias espécies de peixes do oceano (o que fazemos em Os dados de pegada ecológica são estimativas imper-
níveis insustentáveis) e regular a quantidade de poluição feitas. Mesmo que as estimativas estejam muito altas por
que acrescentamos à atmosfera ou aos oceanos. um fator de dois, teremos problemas se o crescimento
A outra forma é transferir os recursos renováveis de populacional do mundo e o consumo de recursos reno-
acesso aberto para a propriedade privada. Esse argumento váveis se mantiverem nas taxas atuais. Para que possa-
parte da premissa de que, se você é dono de alguma coisa, mos reduzir o tamanho de nossas pegadas ecológicas,
tem mais chances de protegê-la. Isso soa bem, mas essa devemos utilizar as tecnologias existentes e
abordagem não é prática para recursos abertos de acesso emergentes, além das ferramentas econômicas,
global, como a atmosfera e os oceanos, que não podem para tornar as sociedades mais sustentáveis (Es- ESTUDO
DE
ser divididos e vendidos como propriedade privada. tudo de caso principal) nas próximas décadas CASO

(Figura 1.8, curva inferior).


As formas propostas para fazer isso incluem diminui-
Pegadas ecológicas: ção do crescimento populacional, diminuição do resíduo
nossos impactos ambientais de recurso, redução drástica da pobreza e substituição de
combustíveis de fósseis por fontes de energias renová-
Abastecer as pessoas com recursos naturais resulta em
veis, conforme veremos ao longo deste livro.
resíduos e poluição. Podemos pensar nisso como uma
pegada ecológica – a quantidade de terra produtiva
biologicamente e a água necessária para abastecer uma IPAT: outro modelo de
pessoa ou um país com recursos renováveis que precisa impacto ambiental
absorver e reciclar os resíduos e a poluição produzidos
pelo uso desses recursos. (Com o propósito de medir os Nos anos 1970, os cientistas Paul Ehrlich e John Holdren
impactos ambientais, os desenvolvedores dessa ferra- desenvolveram um modelo simples que mostrava como
menta se concentram nos recursos renováveis, embora o o tamanho populacional (P), afluência ou consumo de
uso de recursos não renováveis também contribua para recurso por pessoa (A) e os efeitos ambientais benéficos

PROBLEMAS AMBIENTAIS, SUAS CAUSAS E A SUSTENTABILIDADE 13

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Pegada ecológica total (milhões de hectares) Pegada ecológica per capita
e compartilhamento da capacidade
(hectares por pessoa)
biológica global (%)
Estados Unidos 2.810 (25%) Estados Unidos 9,7

União Europeia 2.160 (19%) União Europeia 4,7

China 2.050 (18%) China 1,6

Índia 780 (7%) Índia 0,8

Japão 540 (5%) Japão 4,8

2,5
Vida não sustentável
Número de planetas Terra

2,0

1,5
Pegada projetada
1,0
Pegada
ecológica Vida sustentável
0,5

0
1961 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 2050
Ano
Figura 1.8 Uso do capital natural e degradação: esses gráficos mostram as pegadas ecológicas totais e per capita de alguns
países (superior). Em 2008, a pegada ecológica estimada, total ou global, da humanidade era, no mínimo, 30% maior que a
capacidade ecológica da Terra (inferior), e há a expectativa de que seja duas vezes a capacidade ecológica do planeta até 2035.
Pergunta: Se estamos vivendo além da capacidade renovável da Terra, por que a população humana e o consumo de recurso per
capita ainda crescem rapidamente? (Dados da Worldwide Fund for Nature, Global Footprint Network, Living Planet Report 2008.)

e prejudiciais das tecnologias (T) ajudam a determinar capita e o consequente alto nível de poluição e degrada-
o impacto ambiental (I) das atividades humanas – uma ção ambiental são, em geral, os fatores utilizados para de-
estimativa aproximada do quanto a humanidade está de- terminar o impacto ambiental geral (Figura 1.9, inferior).
gradando o capital natural de que depende. Podemos re-
sumir esse modelo com a equação simples I = P ´ A ´ T.
■ E S T UDO DE C AS O
Impacto (I) = População (P) ´ Afluência (A) ´ Tecnologia (T)

A Figura 1.9 mostra a importância relativa desses três


Novos consumidores ricos da China
fatores em países menos desenvolvidos e mais desenvol- Mais de 1 bilhão de consumidores muito ricos, a maioria
vidos. Enquanto o modelo de pegada ecológica enfatiza vivendo em países mais desenvolvidos, têm pressionado
o uso de recursos renováveis, esse modelo inclui o uso intensamente o capital natural renovável potencial da
per capita dos recursos renováveis e não renováveis. Terra e os recursos não renováveis. Além disso, mais de
Algumas formas de tecnologia, como fábricas poluen- meio bilhão de consumidores têm atingido a classe mé-
tes, usinas de energia e carvão e veículos, que consomem dia e adotado o estilo de vida oriundo desse novo status.
gasolina elevam o impacto ambiental e aumentam o fa- A renda descartável dessa população é de, no mínimo,
tor T na equação. Mas outras tecnologias, ao reduzirem $ 3.000 anuais. Em 20 países, como China, Índia, Indo-
o impacto ambiental, diminuem o fator T. Os exemplos nésia, Brasil, Coreia do Sul e México, a classe média tem
são controle de poluição e tecnologias de prevenção, tur- se desenvolvido rapidamente. Na China, Índia e Indoné-
binas eólicas e células solares que geram eletricidade sem sia, o número de consumidores de classe média está se
poluir e carros com combustível eficiente. Em outras pa- aproximando dos 600 milhões, quase duas vezes o ta-
lavras, algumas formas de tecnologia são ambientalmente manho atual da população dos Estados Unidos. Há uma
perigosas, e outras, ambientalmente benéficas. expectativa de que esse número alcance o patamar de
Na maioria dos países menos desenvolvidos, os fato- 945 milhões até 2015, e a China terá cerca de dois terços
res principais no impacto ambiental total (Figura 1.9, su- desses novos consumidores da nova classe média.
perior) são o tamanho da população e a degradação dos A China possui a maior população do mundo e a se-
recursos renováveis, como o número crescente de pes- gunda maior economia. É o principal consumidor mundial
soas pobres que lutam para se manter vivas. Nos países de trigo, arroz, carne, carvão, fertilizantes, aço, cimento e
mais desenvolvidos, as altas taxas de uso de recurso per óleo. A China também lidera o consumo mundial de pro-

14 CIÊNCIA AMBIENTAL

Livro Ciência ambiental.indb 14 10/06/2015 14:26:50


Países menos desenvolvidos

Consumo por pessoa


Impacto tecnológico por Impacto ambiental
População (P) (afluência, A)
unidade de consumo (T) da população (I)

Países mais desenvolvidos

Figura 1.9 Conexões: esse modelo simples demonstra como os fatores tamanho da população, afluência (uso de recurso por pessoa) e tecnologia
ajudam a determinar os impactos ambientais das populações em países menos desenvolvidos (superior) e países mais desenvolvidos (inferior).

dutos como televisores, celulares e refrigeradores. Cons- Entretanto, após vinte anos de industrialização, a
truiu o maior edifício do mundo, o trem mais rápido e a China agora tem dois terços das cidades mais poluídas do
maior barragem. Produziu mais turbinas eólicas do que mundo. Alguns dos seus principais rios estão sufocados
qualquer outro país e, em breve, se tornará a maior pro- com resíduos e poluição, e algumas áreas de seu litoral
dutora do mundo de células solares. Até 2015, o país deve são basicamente desprovidas de peixes e outros frutos do
ser o maior produtor e consumidor de carros do mundo, mar. Uma nuvem maciça de poluição do ar, amplamente
a maioria deles com combustível mais eficiente do que gerada na China, afeta outros países asiáticos, o Oceano
aqueles produzidos nos Estados Unidos e na Europa. Pacífico e a Costa Oeste da América do Norte.

1.3 Por que temos problemas ambientais?


CONCEITO 1.3A As principais causas dos problemas ambientais são o crescimento


populacional, o uso de recursos devastadores e insustentáveis e a pobreza. Nesse
contexto, não inserimos os custos ambientais nocivos relacionados ao uso de
recursos nos preços de produtos e serviços no mercado.

CONCEITO 1.3B Nossa visão de mundo ambiental desempenha um papel principal


ao determinar se vivemos de forma não sustentável ou mais sustentável.

Especialistas identificaram quatro Abordaremos todas essas causas detalhadamente nos


próximos capítulos deste livro. A seguir, apresentamos
causas básicas de problemas um resumo geral delas.
ambientais
De acordo com cientistas ambientais e sociais, as princi- A população humana
pais causas de problemas ambientais que enfrentamos
são (1) crescimento populacional, (2) uso de recursos
cresce rapidamente
que geram desperdício e é insustentável, (3) pobreza e O crescimento exponencial ocorre quando uma
(4) não inclusão, nos preços de mercado, dos custos am- quantidade como a população humana aumenta em
bientais nocivos relacionados ao uso de recurso de pro- uma porcentagem fixa por unidade de tempo, como 2%
dutos e serviços (Figura 1.10). ao ano. O crescimento exponencial começa lentamente.

PROBLEMAS AMBIENTAIS, SUAS CAUSAS E A SUSTENTABILIDADE 15

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outras obras

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL
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José Carlos Barbieri e

Ciência ambiental
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INTRODUÇÃO
Tradução da 14 edição a Tradução À ENGENHARIA
da 14a edição
norte-americana norte-americana AMBIENTAL
Tradução da 2a edição
O objetivo desta edição é ajudar os leitores a atingir três objetivos:
norte-americana
primeiro, entender os fundamentos científicos de como a vida na Terra P. Aarne Vesilind e
Susan M. Morgan

Ciência ambiental
sobreviveu e prosperou; segundo, usar este fundamento científico para
ajudá-los a entender os inúmeros problemas ambientais que encara-
mos e a avaliar as possíveis soluções para eles; e terceiro, inspirar os
outros a fazer a diferença em como se tratar a Terra, que dá suporte ECONOMIA AMBIENTAL
à nossa vida e às economias e, assim, como tratamos a nós mesmos e Janet M. Thomas e
nossos descendentes. Scott J. Callan
Para alcançar esses objetivos, apresentamos nossa visão da Terra, os
problemas ambientais que encaramos, e algumas possíveis soluções
para eles por meio das lentes da sustentabilidade.
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