Você está na página 1de 21

Tipos e escolha dos tipos de

fundações, baseados em
laudos de sondagem

FUNDAÇÃO.
Fundação é o elemento estrutural que transmite para o terreno as ações
provenientes da estrutura. Uma fundação deve transferir e distribuir de
maneira igual e segura as ações da superestrutura ao solo, de modo que
não cause recalques diferenciais prejudiciais ao sistema estrutural, ou
ruptura do solo.
O estudo e a definição de uma fundação compreende preliminarmente
na análise das sondagens e estudo das cargas atuantes na estrutura.
As fundações podem ser classificadas conforme a transferência de cargas
da estrutura para o solo onde ela se apoio, sendo entre Fundações
Superficiais (Diretas ou Rasas) e Fundações Profundas.
Uma fundação pode ser profunda para execução de uma casa terrea em um
local com terreno de baixa resistência, ao mesmo tempo ela pode ser
superficial para construção de um edifício localizado em região com solo de
boa resistência.
Com base nesse conhecimento teórico básico, conclui-se que na Engenharia
de Fundações (Geotécnia), o profissional vai lidar com um material natural
sobre o qual pouco pode atuar, isto é, tem que aceitá-lo tal como ele se
apresenta, com suas propriedades e comportamento específicos. Decorre
daí que, desde o inicio da concepção e do projeto de uma obra, deve-se
levar em conta as condições do solo do local (VELLOSO e LOPES, 2010).
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS.
As fundações superficiais, também conhecidas como fundações rasas ou
diretas são aquelas em que a carga da estrutura é transmitida diretamente
ao solo pela base da fundação.
Segundo a ABNT NBR 6122/2010 (Projeto e execução de fundações) a cota
de assentamento em relação ao terreno adjacente à fundação é inferior a
duas vezes a menor dimensão da fundação e deve ter profundidade máxima
de 3,0m.
A transmissão das ações provenientes da estrutura para o solo é feita
considerando apenas o apoio da peça sobre a camada do solo, sendo
desprezada qualquer outra forma de transferência de cargas.
Entre as fundações superficiais temos:
BLOCO: elemento de fundação de concreto simples, dimensionado de
maneira que as tensões de tração nele resultantes possam ser resistidas
pelo concreto, sem necessidade de armadura (VELLOSO e LOPES, 2010).
ALICERCES: também denominados de blocos corridos, são utilizados na
construção de pequenas residências e suportam as ações provenientes das
paredes resistentes, podendo ser de concreto, alvenaria ou de pedra;
GRELHA: elemento de fundação constituído por conjunto de vigas que se
cruzam nos pilares (não é citada na norma ABNT NBR 6122/2010)
(VELLOSO e LOPES, 2010).
SAPATA: elemento de fundação superficial de concreto armado,
dimensionada de maneira que as tensões de tração nele resultantes sejam
resistidas por armadura instalada na sapata especialmente para esta
finalidade, sendo assim as sapatas acabam possuindo alturas inferiores aos
blocos de fundação por não necessitar do peso próprio para combater a
tração (VELLOSO e LOPES, 2010).
SAPATA CORRIDA: se trata de uma sapata com a finalidade de suportar
uma carga distribuída linearmente, ou de diversos pilares em um mesmo
alinhamento ( as vezes chamada de baldrame ou de viga de fundação)
(VELLOSO e LOPES, 2010).
SAPATA ASSOCIADA: sapata que recebe mais de um pilar (NBR
6122/2010)
RADIER: Elemento de fundação superficial que abrange parte ou todos os
pilares de uma estrutura, distribuindo os carregamentos (ABNT NBR
6122/2010)
FUNDAÇÕES PROFUNDAS.
Transfere a carga da estrutura ao solo de três maneiras, sendo
somente cota de apoio (resistência de ponta), somente pela superfície
lateral da estaca (resistência de fuste), ou por uma combinação entre estas
duas resistência. Estas fundações estão assentadas em uma profundidade
superior ao dobro de sua menor dimensão em projeto, sendo no mínimo
3,0m de profundidade (VELLOSO e LOPES, 2010).
As fundações profundas são utilizadas geralmente em projetos grandes que
precisam transmitir maiores cargas ao terreno e quando as camadas
superficiais do solo são pobres ou fracas (HACHICH et al, 1998)
1. ESTACAS PRÉ-MOLDADAS E ESTACAS
DE MADEIRAS:
Estas estacas são executadas por meio de cravação, podendo ser através
dos seguintes esquemas:

 percussão: um dos métodos mais


utilizados, executada com pilões em queda
livre ou automáticos. Sua principal
desvantagem é o barulho produzido durante
a cravação. (PENSAR, 2014)

 prensagem: este método utiliza macacos


hidráulicos que contrapõem-se contra uma
plataforma com sobrecarga ou contra a
própria estrutura evitando barulhos e
vibrações (PENSAR, 2014).

 vibração: este método pode ser utilizado


para cravação de estacas ou remoção
destas tendo inconveniente de transmitir
vibrações aos seu redor e podendo danificar
estruturas próximas. Este sistema emprega
um martelo que gira com alta rotação,
produzindo uma vibração de alta frequência
à estaca (PENSAR, 2014).

As estacas pré-moldadas podem ser encontradas com diversos materiais,


entre eles as mais usuais são as estacas metálicas e a de concreto
(HACHICH et al, 1998)
A. ESTACAS DE MADEIRA
As estacas de madeira são constituídas por troncos de árvores
razoavelmente retilíneos, que têm uma preparação das extremidades (topo
e ponta) para cravação, limpeza da superfície lateral e um tratamento com
produtos preservativos (VELLOSO e LOPES, 2010).
No Brasil, são utilizadas quase que exclusivamente em obras provisórias,
como contenções, e pontes.
As estacas de madeiras tem duração ilimitada quando mantidas
permanentemente submersa, evitando assim o surgimento de fungos
aeróbicos.
B. ESTACAS PRÉ MOLDADAS DE
CONCRETO.
De todos os materiais de construção, o concreto é um dos que melhor se
presta à confecção de estacas e em particular das pré-moldadas pelo
controle da qualidade que se pode exercer tanto na confecção quanto na
cravação. Estas estacas podem ser confeccionadas em concreto armado ou
protendido adensado por centrifugação ou por vibração, este de uso mais
corrente. (HACHICH et al, 1998)
As estacas de concreto possuem diversas formas e dimensões, sendo
comercializadas por empresas especializadas. Sua capacidade de carga são
especificados através de diversos ensaios, abrangendo uma grande gama
referente a capacidade de carga, podendo trabalhar com cargas de 100 kN
até 1.000 kN por estaca.
Estas estacas podem ser de concreto armado, concreto protendido, vibrado
ou centrifugado.

Cargas e penetralções de estacas de madeira e pré-moldadas


Fonte: VELLOSO, 2010.
Tipos usuais de estacas e suas cargas de trabalho (do ponto de vista
estrutural)
Fonte: VELLOSO, 2010.
C. ESTACAS METÁLICAS.
As estacas metálicas ou estacas de aço são encontradas em diversas
formas, desde perfis (laminados ou soldados) a tubos (de chapa calandrada
e soldada ou sem costura). Entre os perfis laminados estão os trilhos,
utilizados, em geral, depois de retirados da ferrovias após perderem sua
utilização por desgaste. (VELLOSO e LOPES, 2010).
Também no caso de existir subsolos que se estendem até as divisas do
terreno, as mesmas podem ser uma solução vantajosa pois servem como
elemento de contenção durante o processo de escavação e como fundação
dos pilares junto à divisa sem necessidade de execução de viga de equilíbrio
visto que podem ser cravadas praticamente junto à divisa (HACHICH et al,
1998)
Estacas de perfis de aço mais utilizadas
Fonte: VELLOSO, 2010.
2. ESTACAS MOLDADAS IN LOCO COM
TUBO DE REVESTIMENTO
A. ESTACAS TIPO FRANKI.
Estaca moldada “in loco” executada pela cravação por meio de sucessivos
golpes de um martelo (pilão) em um tubo de ponta fechada com um material
constituído de pedra e areia (bucha), sendo este material fechando o tubo
através de atrito entre o material e a camisa metálica.
Esta estaca possui base alargada e a armação é executada em toda sua
profundidade. Neste tipo de fundação não há limitação da profundidade a
ser executada devido a presença do nível do lençol freático (ABNT NBR
6122/2010).
Umas das características negativas referente à estaca Franki pode ser
relacionada durante a sua cravação, as estacas já executadas ao redor,
podem levantar devido ao empolamento do solo circundante que se desloca
lateral e verticalmente. Este levantamento da estaca, pode prejudicar a
capacidade de carga da estaca, pode ocorrer a perda de contato da estaca
com a base onde ela encontra-se apoiada, e pode ainda provocar a ruptura
do fuste (PENSAR, 2014).
B. ESTACA TIPO STRAUSS.
Estaca escavada mecanicamente com auxilio de revestimento metálica
recuperável, concretada in loco.
A execução desta fundação ocorre com a perfuração do solo com uma sonda
ou piteira por dentro de um revestimento metálico que deve acompanhar
todo o comprimento da estaca. Após atingida a cota de apoio e aprovação
do material escavado por um engenheiro geotécnico no inicio dos serviços,
ocorre a liberação para a concretagem.
A concretagem ocorre junto com a retirada da camisa metálica, havendo
simultaneamente a retirada do revestimento, o apiloamento do concreto
evitando que o mesmo suba junto com a camisa e ocorra vazios no fuste da
estaca.
Equipamento é composto por um tripé, guincho acoplado a motor a explosão
ou elétrico, sonda de percussão com válvula para retirada de terra na sua
extremidade inferior, soquete de 300 kg, tubos de aço para revestimento da
estaca com comprimento de 2,0 a 3,0m rosqueáveis entre si.
Para concretagem, lança-se o concreto no tubo até se obter uma coluna de
1,0 metro e apiloa-se o material com o soquete, que se expande no solo,
formando um bulbo na ponta da estaca. Para formar o fuste, o concreto é
lançado na tubulação e apiloado, enquanto que as camisas metálicas são
retiradas com o guincho manual, elevando-o de 20 a 30 cm.

Características das estacas tipo Franki


Fonte: VELLOSO, 2010
3. ESTACAS MOLDADAS 'IN
LOCO" ESCAVADAS MECANICAMENTE.
A. ESTACA HÉLICE CONTÍNUA.
A estaca Hélice-Continua é uma estaca de concreto moldada "in
loco", escavada com auxilio de um trado helicoidal continuo vazado por
onde ocorre a concretagem da mesma com injeção de concreto sob pressão
controlada simultaneamente a retirada do trado do terreno (HACHICH et al,
1998)
Devido ao seu sistema de execução, possui uma boa produtividade desde
que haja facilidade no fornecimento de concreto. Para execução da estaca,
há necessidade do terreno encontrar-se plano para que o equipamento que
se trata de uma esteira, possa se movimentar sem dificuldades, e sem perigo
de inclinação e tombamento do equipamento (PENSAR, 2014).
A Hélice Contínua pode perfurar a maioria dos tipos de solo, com exceção
em regiões em que há presença de rochas e matacões. Algumas estacas
com baixa profundidade, ou que atravessam camadas extremamente moles
de solos, devem ter uma analise mais cuidadosa referente a possibilidade
de ocorrer o rompimento do fuste (PENSAR, 2014)
Sua produtividade esta relacionada a disponibilidade de concreto e a
resistência do subsolo no local da obra, podendo chegar a uma produção
superior de 40 estacas por dia (média em produção de 30 estacas/dia), fora
este fator, realiza trabalho tanto em solos coesivos como arenosos, na
presença ou não de lençol freático, ou seja, em qualquer tipo de solo, exceto
solo com matacões, e durante sua execução, a perfuratriz não produz
vibrações.
B. ESTACA RAIZ
Estacas executada através de uma perfuratriz que produz movimento de
rotação ou roto percussão com circulação de água e lama bentonita, ou ar-
comprimido (PENSAR, 2014).
Recomendada para obras com dificuldade de acesso de bate - estaca devido
a limitação de altura (existência de pé direito), pois o equipamento de estaca
raiz possui pequenas dimensões (altura aproximadamente de 2,0 m) Uma
outra vantagem da estaca raiz é que ela pode ser executada inclinada,
resistindo a esforços horizontais e o equipamento de perfuração pode
atravessar materiais de qualquer natureza, entre eles elementos de concreto
enterrados, rochas e matacões (PENSAR, 2014).
C. ESTACA ESCAVADA

I. SEM USO DE FLUIDO ESTABILIZANTE:

São estacas executadas por meio de perfuração ou escavação no terreno,


sendo após atingida a cota de ponta de projeto, ocorre a concretagem do
furo imediato, evitando possíveis desmoronamento no interior da estaca.
Devido a quantidade significativa de material amolgado e solto no fundo da
estaca, a resistência de ponta não deve ser considerada, exceto quando há
a possibilidade de apiloamento deste solo presente na cota de ponta da
estaca ou remoção do material com utilização de ferramentas adequadas.
(PENSAR, 2014)

II. COM USO DE FLUIDO ESTABILIZANTE

Estacas escavadas com uso de lama bentonítica, pode ser executada abaixo
do nível do lençol freático. Para evitar desmoronamento nessas situações, a
escavação é feita simutaneamente ao preenchimento do fuste com lama
bentonita (PENSAR, 2014).
Lama Bentonítica é uma mistura de água e argila bentonita utilizada em
escavações para auxiliar a estabilidade do terreno e eliminar água presente
no subsolo.
A bentonita na presença de água, forma uma película impermeável. Este
material não se mistura com o concreto e tem a capacidade de tornar-se
liquida ao ser agitada, e gelificada quando em repouso, permitindo o seu
reaproveitamento (PENSAR, 2014)
D. ESTACA MEGA (ESTACA PRENSADA)
São constituídas por elementos pré-moldados de concreto, ou por elementos
metálicos (perfis ou tubos de aço), cravados por prensagem (com auxílio de
macacos hidráulicos). São conhecidas no Brasil como "estacas tipo Mega“
ou como “estacas de reação" (porque requerem um sistema de reação para
os macacos).
Inicialmente idealizadas para reforço de fundações, também podem ser
utilizadas como fundações normais, onde há necessidade de evitar
vibrações.
Para a cravação dessas estacas emprega-se uma plataforma com
sobrecarga ou a própria estrutura como reação. No último caso, é
necessário, antes de mais nada, que o terreno possa suportar uma certa
carga uma vez que, inicialmente, a construção será assente sobre fundação
superficial constituída pelos blocos de coroamento, com os furos previstos
para a passagem das estacas.

Cargas de trabalho típicas dos diferentes tipos de estacas escavadas


Fonte: VELLOSO, 2010
4. TUBULÃO:
Os tubulões são elementos estruturais de fundação profunda construídos
concretando-se um poço (revestido ou não) aberto no terreno, geralmente
dotado de uma base alargada. Diferenciam- se das estacas porque em pelo
menos na sua etapa final há descida de operário para completar a geometria
da escavação ou fazer a limpeza de solo. (HACHICH et al, 1998)
A. TUBULÃO A CÉU ABERTO
Esse tipo de fundação é recomendado para solos de elevada “rigidez” (boa
resistência). Isso se justifica pela escavação ser normalmente manual,
dependente de um “poceiro”, um ajudante e um sarilho. Mesmo com a
utilização de equipamentos de perfuração mecânica a presença de um
operário é necessária, pois a escavação da base deve ser feito
manualmente.
B. TUBULÃO A AR COMPRIMIDO
É executada em terrenos com grande presença de rochas e matacões, ou
elevado nível d’água, impossibilitando a execução de qualquer outro tipo de
fundação
O tubulão escavado sob ar – comprimido utiliza uma camisa que pode ser
metálica ou de concreto moldado in loco, que impede a saída da pressão
adicionada nele, impedindo também a entrada d’água no local de trabalho,
e possibilitando assim a escavação manual do terreno. A pressão máxima
permitida para trabalho esta entre 3 atm a 3,4 atm, limitando desta forma a
execução deste tipo de fundações a uma profundidade superior a 34 m de
coluna d’água.
TIPOS E ESCOLHA DOS TIPOS DE
FUNDAÇÕES BASEADOS EM LAUDOS
DE SONDAGENS.
Para a escolha do tipo de fundação a ser adotada baseando-se nas ações
da estrutura e nas sondagens realizadas no terreno, é feita por eliminação,
onde são excluídas as fundações que não satisfazem tecnicamente ao caso
em estudo.
A definição da fundação a ser executada em um empreendimento, so deve
ser realizada após a constatação que a fundação em questão satisfaça as
condições técnicas onde se conheçam:

 Realização de programas de investigações


no subsolo no local da obra.

 Cargas provenientes da estrutura por pilar,

 Edificações limítrofes, e as fundações


executadas nas mesmas;

 Limitações do terreno e tipo de fundações


existentes no mercado.
Com base na analise das sondagens e características gerais da obra (carga
da estrutura, limitações do terreno, edificações limítrofes), nos casos abaixo
foi realizada uma verificação que considerou a viabilidade ou não de cada
tipo de fundação.
Em alguns casos, não foram mencionada algumas fundações, visto que
estas tem características especificas para sua execução, como exemplo,
estacas megas que precisam de uma estrutura de reação, tubulões a ar -
comprimido que são utilizados para obras com estruturas de cargas
elevadas.
CASO 1:
Obra localizada no centro antigo de uma grande cidade com edificações
precárias.

 Terreno plano, cota de implantação do


empreendimento localizado a 1,5m abaixo
do nível da rua.

 O terreno será escavado antes do inicio das


fundações com rampa para permitir um
melhor acesso à obra de maquinários.

 Canteiro de obras de pequenas dimensões

 Obras com cargas de 25 tf a 150 tf;


FUNDAÇÕES MOTIVOS PARA NÃO EXECUÇÃO

SAPATAS Baixa capacidade de carga do terreno

ESTACAS PRÉ-
MOLDADA DE Causam vibrações podendo prejudicar a estrutura das edificações limítrofes à obra
CONCRETO

ESTACAS FRANKI Causam muitas vibrações e o terreno possui nível do lençol freático elevado

O nível do lençol freático elevado pode interferir e afetar a resistência do concreto


ESTACA STRAUSS
durante a concretagem

ESTACA
ESCAVADA SEM
Nível do lençol freático elevado, pode fechar o fuste
USO DE FLUÍDO
ESTABILIZADOR

ESTACA Canteiro de obra com pequenas dimensões, não há espaço para os silos de
ESCAVADA COM armazenamento e arenação da lama bentonita
USO DE FLUÍDO
ESTABILIZADOR

TUBULÃO A CÉU
Nível do lençol freático elevado.
ABERTO
Fundações não recomendadas e motivos:

Possíveis soluções e suas vantagens:


Náo há problemas com o nível elevado do lençol freático, porem apresenta dificuldade ao avançar
HÉLICE
em camada de areia saturada devido ao estrangulamento do fuste, se a capacidade de carga der antes
CONTÍNUA
da profundidade de 11m, é uma possível solução

ESTACA
Não produz vibrações, possui um custo mais elevado
RAIZ

ESTACA
Melhor solução devido ao custo, e não produz vibrações
METÁLICA

CASO 2:
Obra afastada da cidade, com canteiro de obras razoavelmente grande, sem
vizinhos próximos.

 Terreno plano;

 Será executada camada de 3,0m de aterro

 Obras com cargas de 50 tf a 100 tf.


Fundações não recomendadas e motivos:
FUNDAÇÕES MOTIVOS PARA NÃO EXECUÇÃO

SAPATAS Baixa capacidade de carga do terreno

ESTACAS
Nível do lençol freático elevado
FRANKI

ESTACAS Não são recomendadas para terrenos com N.A. elevados, pois o água existente no
STRAUSS subsolo pode contaminar o concreto, alterando a sua resistência.

ESTACA
ESCAVADA SEM
Nível do lençol freático elevado, pode fechar o fuste
USO DE FLUIDO
ESTABILIZADOS

TUBULÃO A
Nível do lençol freático elevado
CÉU ABERTO
Não é possível execução em terreno de areia saturada devido a dificuldade apresentada
HÉLICE
durante a perfuração e e sucessivo estrangulamento do fuste. Antes dessa camada, terreno
CONTÍNUA
com SPT igual a zero.

Possiveis soluções e suas vantagens:


Não produz vibrações, possui um custo mais
ESTACA RAIZ
elevado

ESTACA METÁLICA Fácil execução

Fácil execução, possível perdas por quebras


ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO
durante a nega

ESTACA ESCAVADA COM USO DE FLUIDO Possibilita escavar em solo com nível d'água
ESTABILIZADOR elevado

CASO 3:
Obra localizada em bairro afastado do centro, porem com edificações em
bom estado próximas:

 Terreno plano e na cota de execução da


fundação;

 Obra com cargas de 60 tf a 300 tf;


Fundações não recomendadas e motivos:
FUNDAÇÕES MOTIVOS PARA NÃO EXECUÇÃO

SAPATAS Apesar do terreno apresentar uma boa resistência, o n

Devido a resistência do terreno aumentar conforme a


ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO
quebras de estacas é grande, o que pode gerar um mai

ESTACA FRANKI Nível do lençol freático elevado

Não são recomendadas para terrenos com N.A. elevad


ESTACA STRAUSS
pode contaminar o concreto, alterando a sua resistênc
ESTACA ESCAVADA SEM USO DE
Nível do lençol freático elevado, pode fechar o fuste
FLUIDO ESTABILIZADOR

TUBULÃO A CÉU ABERTO Nível do lençol freático elevado

Possíveis soluções e suas vantagens:


ESTACA METÁLICA Não apresenta problemas com

HÉLICE CONTÍNUA Náo há problemas com o níve

ESTACA ESCAVADA COM USO DE FLUÍDO ESTABILIZADOR Possibilita escavar em solo co

CASO 4:
Obra localizada em bairro afastado do centro sem edificações próximas:

 Terreno plano e na cota de execução da


fundação;

 Obra com cargas de 90 tf a 400 tf;

 Canteiro de obras de grandes dimensões


.
Fundações não recomendadas e motivos:
FUNDAÇÕES MOTIVOS PARA NÃO EXECUÇÃO

Apesar do terreno apresentar uma boa resistência, os pilare


SAPATAS possivelmente haverá sobreposição das fundações, devido
camadas superiores.

ESTACA PRÉ-MOLDADA DE Pilares com cargas elevadas, e baixa resistência do terreno,


CONCRETO E METÁLICA a serem executadas por pilar.

ESTACA STRAUSS Possuem baixa capacidade de carga, gerando um numero e

ESTACA ESCAVADA SEM USO DE


Possuem baixa capacidade de carga, gerando um numero e
FLUÍDO ESTABILIZADOR
Possíveis soluções e suas vantagens:
ESTACA FRANKI Possui uma capacidade de carga elevada por estaca, diminuindo a quant

Possível realizar com estacas de maiores diâmetros e menor prazo de ex


HÉLICE CONTÍNUA
facilitado à obra

TUBULÃO À CÉU
Menor custo
ABERTO

CASO 5:
Obra rodoviária, localizada dentro de uma represa:
O solo encontra-se á 8,0m de profundidade a partir do nível atual da represa.
Perfil geotécnico do local trata-se de um solo argiloso com espessura de
5,0m e SPT crescente com a profundidade do material.
Sotoposto a camada de argila, encontra-se o perfil rochoso do terreno.

Fundações não recomendadas e motivos:


FUNDAÇÕES MOTIVOS PARA NÃO EXECUÇÃO

ESTACA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO E Náo haverá resistência lateral suficiente para dar
METÁLICA este tipo de fundação não perfura rocha.

ESTACA STRAUSS Não é possível a execução submersa

ESTACA ESCAVADA COM USO DE FLUÍDO


Não permite a escavação de material rochoso
ESTABILIZADOR

Possíveis soluções e suas vantagens:


TUBULÃO ESCAVADO SOB AR- O ar – comprimido expulsa todo nível d’água existente no solo
COMPRIMIDO com uso de martelos pneumáticos para escavar o material roch