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Contabilidade Geral

006G
Contabilidade Geral
5E
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5ª Edição - Julho/2009 produção de cópias.
Índice

Apresentação........................................................................................................... 11
Lição 1 – A Contabilidade
Introdução.......................................................................................................... 13
1. Evolução Histórica........................................................................................ 13
2. Conceito e Objetivos...................................................................................... 14
3. Campos de Aplicação da Contabilidade...................................................... 14
4. Características das Informações Contábeis................................................ 14
Exercícios Propostos............................................................................................... 16
Lição 2 – Normas e Princípios Contábeis
Introdução.......................................................................................................... 19
1. Conceitos........................................................................................................ 19
2. Princípios Contábeis..................................................................................... 19
2.1 Resolução CFC Nº 750/93........................................................................ 19
2.1.1. Princípio da Entidade.................................................................... 19
2.1.2. Princípio da Continuidade............................................................ 19
2.1.3. Princípio da Oportunidade............................................................ 20
2.1.4. Princípio do Registro pelo Valor Original................................... 20
2.1.5. Princípio da Atualização Monetária............................................ 20
2.1.6. Princípio da Competência............................................................. 20
2.1.7. Princípio da Prudência.................................................................. 20
3. Normas Contábeis......................................................................................... 20
3.1. Resolução CFC Nº 1156/09 ................................................................... 20
3.1.1 NBC P4 – Normas para a Educação Profissional Continuada.... 22
3.1.2 NBC P 5 - Normas para o Exame de Qualificação Técnica......... 22
3.1.3 NBC P1 – Normas Profissionais de Auditor Independente......... 22
3.1.4 NBC P 3 – Normas Profissionais de Auditor Interno................... 22
3.1.5 NBC P2 – Normas Profissionais de Perito Contábil..................... 22
3.1.6 NBC T 1 – Estrutura Conceitual para Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis............................... 23
3.1.7 NBC T 2 – Da Escrituração Contábil............................................ 23
3.1.8 NBC T 3 – Conceito, Conteúdo, Estrutura e
Nomenclatura das Demonstrações Contábeis.............................. 23
3.1.9 NBC T 4 – Da Avaliação Patrimonial............................................ 23

006G/
3.1.10 NBC T 5 – Da Atualização Monetária......................................... 24
3.1.11 NBC T 6 – Da Divulgação das Demonstrações Contábeis......... 24
3.1.12 NBC T 7 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e
Conversão de Demonstrações Contábeis..................................... 24
3.1.13 NBC T 8 – Das Demonstrações Contábeis Consolidadas........... 24
3.1.14 NBC T 9 – Da Fusão, Incorporação, Cisão,
Transformação e Liquidação de Entidades................................ 24
3.1.15 NBC T 10 – Dos Aspectos Contábeis
Específicos em Entidades Diversas.............................................. 24
3.1.16 NBC T 17 - Divulgação sobre Partes Relacionadas................... 24
3.1.17 NBC T 19 - Aspectos Contábeis Específicos............................... 24
3.1.18 NBC T 16 - Aspectos Contábeis Específicos da
Gestão Governamental................................................................. 24
3.1.19 NBC T 15 - Informações de Natureza Social e Ambiental........ 24
3.1.20 NBC TA 01 - Revisão Externa de Qualidade
pelos Pares (ex-NBC T 14)............................................................ 25
3.1.21 NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente
das Demonstrações Contábeis...................................................... 25
3.1.22 NBC TO 01 - Trabalho de Asseguração
Diferente de Auditoria e Revisão . .............................................. 25
3.1.23 NBC T 12 – Da Auditoria Interna................................................ 25
3.1.24 NBC T 13 – Da Perícia Contábil.................................................. 24
Exercícios Propostos............................................................................................... 26
Lição 3 - O Patrimônio
Introdução.......................................................................................................... 27
1. Formação........................................................................................................ 27
2. Representação Gráfica.................................................................................. 28
3. Mutações Patrimoniais.................................................................................. 28
4. Variações Patrimoniais................................................................................. 31
4.1 Fatos Permutativos.................................................................................. 31
4.2 Fatos Modificativos.................................................................................. 31
4.3 Fatos Mistos............................................................................................. 31
Exercícios Propostos............................................................................................... 32
Lição 4 – Aspectos Qualitativo e Quantitativo do Patrimônio
Introdução.......................................................................................................... 35
1. Aspectos Qualitativos do Patrimônio.......................................................... 35
1.1. Classificação dos Investimentos ........................................................... 35
1.1.1 Bens Fixos........................................................................................ 35
1.1.2.Bens Numerários............................................................................. 35
1.1.3.Bens de Venda................................................................................. 35
1.1.4.Bens de Renda................................................................................. 36
1.1.5.Crédito de Funcionamento............................................................. 36
1.2 Financiamentos........................................................................................ 36
1.2.1 Capitais Próprios............................................................................. 36
1.2.2 Capital Alheio.................................................................................. 37
2. Aspecto Quantitativo do Patrimônio........................................................... 37
2.1 Ativo Circulante....................................................................................... 38

006G/
2.2 Ativo Não Circulante............................................................................... 39
2.2.1 Realizável a Longo Prazo............................................................... 39
2.2.2 Investimentos................................................................................... 39
2.2.3 Imobilizado ..................................................................................... 39
2.2.4 Intangível......................................................................................... 40
2.3 Passivo Circulante................................................................................... 40
2.4 Passivo Não Circulante........................................................................... 40
2.5 Patrimônio Líquido................................................................................. 40
2.5.1 Capital Social.................................................................................. 41
2.5.2 Reservas de Capital......................................................................... 41
2.5.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial................................................. 41
2.5.4 Reservas de Lucros.......................................................................... 41
2.5.5 Ações em Tesouraria....................................................................... 42
Exercícios Propostos............................................................................................... 43
Lição 5 – Contas e Escrituração
Introdução.......................................................................................................... 45
1. Conceito.......................................................................................................... 45
2. Teoria das Contas.......................................................................................... 45
2.1 Teoria Personalista.................................................................................. 45
2.2 Teoria Materialista.................................................................................. 46
3. Função............................................................................................................ 47
3.1 Determinação do Débito e Crédito......................................................... 47
4. Classificação Funcional das Contas............................................................. 49
4.1 Contas Unilaterais................................................................................... 49
4.2 Contas Bilaterais...................................................................................... 49
4.3 Contas de Compensação.......................................................................... 49
5. Plano de Contas............................................................................................. 50
5.1 Elenco de Contas...................................................................................... 50
6. Escrituração................................................................................................... 51
6.1 Método das Partidas Dobradas.............................................................. 51
6.1.1 Elemento das Partidas.................................................................... 51
6.1.2 Fórmulas de Escrituração.............................................................. 51
7. Livros de Escrituração.................................................................................. 53
7.1 Livros Obrigatórios................................................................................. 53
7.2 Livros Facultativos.................................................................................. 55
7.3 Livros Cronológicos e Livros Sistemáticos........................................... 55
7.4 Livros Principais...................................................................................... 55
7.4.1 Diário............................................................................................... 55
7.4.2 Razão................................................................................................ 57
7.4.3 Caixa................................................................................................ 59
7.4.4 Contas Correntes............................................................................. 61
8. Erros de Escrituração .................................................................................. 61
8.1 Erros de Lançamentos............................................................................. 61
8.2 Correção de Erros de Escrituração........................................................ 61
8.2.1 Estorno Total................................................................................... 62
8.2.2 Estorno Parcial................................................................................ 62
8.2.3 Correção de Lançamento Complementar...................................... 62

006G/
9. Balancete de Verificação............................................................................... 63
Exercícios Propostos............................................................................................... 66
Lição 6 – Registros Contábeis
Introdução.......................................................................................................... 69
1. Constituição da Empresa.............................................................................. 69
2. Sociedade Empresária................................................................................... 69
3. Demais Sociedades........................................................................................ 69
3.1 Subscrição do Capital............................................................................. 69
3.2 Integralização do Capital........................................................................ 70
4. Operações Iniciais......................................................................................... 71
4.1 Depósito Bancário................................................................................... 71
4.2 Aquisição de Instalações......................................................................... 72
5. Operações de Rotina...................................................................................... 72
Exercícios Propostos............................................................................................... 74
Lição 7- Atividade e Demonstração de Resultados do Exercício
Introdução.......................................................................................................... 75
1. Atividade........................................................................................................ 75
1.1 Tipos de Atividades................................................................................. 75
2. Determinantes do Resultado da Atividade................................................. 75
2.1 Receitas..................................................................................................... 75
2.2 Custo......................................................................................................... 75
2.3 Despesas................................................................................................... 76
2.4 Resultado.................................................................................................. 76
3. Lançamentos de Receitas, Custos e Despesas............................................. 76
3.1 Período Contábil e Regime de Competência......................................... 76
3.2 Exemplo de Lançamento de Receitas e Despesas................................. 77
4. Apuração do Resultado do Exercício........................................................... 77
5. Demonstração de Resultado do Exercício................................................... 78
Exercícios Propostos............................................................................................... 80
Exercícios Integrados - Lições 1 a 7...................................................................... 82
Lição 8 - Operações com Mercadorias
Introdução.......................................................................................................... 85
1. Atividade Comercial..................................................................................... 85
2. Resultado com Mercadorias ou Lucro Bruto.............................................. 85
3. Custo da Mercadoria Vendida (CMV).......................................................... 86
3.1 Compras.................................................................................................... 86
3.1.1 Frete e Seguro.................................................................................. 86
3.2 Avaliação de Estoques............................................................................. 87
4. Contabilização pelo Inventário Periódico................................................... 87
5. Contabilização pelo Inventário Permanente............................................... 91
5.1 PEPS ou FIFO.......................................................................................... 92
5.2 UEPS ou LIFO......................................................................................... 95
5.3 Média Ponderada Móvel.......................................................................... 97
5.4 Comparação Entre os Métodos............................................................. 100
6. Devoluções e Abatimentos.......................................................................... 101

006G/
6.1 Contabilização de Devoluções e
Abatimentos para o Comprador........................................................... 101
6.2 Contabilização de Devoluções e
Abatimentos para o Vendedor.............................................................. 101
7. Descontos Financeiros................................................................................ 102
8. Frete e Seguros sobre a Venda................................................................... 102
9. Exemplos Resolvidos................................................................................... 103
9.1 Cia. Farjala............................................................................................. 103
9.2 Cia. Bebê Feliz....................................................................................... 110
Exercícios Propostos............................................................................................. 119
Lição 9 – Impostos sobre a Atividade
Introdução........................................................................................................ 127
1. Impostos e as Atividades das Empresas.................................................... 127
2. ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)................ 127
2.1 As alíquotas de ICMS para cada região e
para o Estado de São Paulo.................................................................. 127
2.2 Modo de Cálculo do ICMS.................................................................... 128
2.2.1 Contabilização do ICMS............................................................... 128
2.3 Algumas Considerações sobre o ICMS................................................. 129
3. IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados)........................................ 130
3.1 Contabilização....................................................................................... 131
4. ISS (Imposto Sobre Serviços)..................................................................... 132
4.1 Contabilização....................................................................................... 132
5. PIS e COFINS.............................................................................................. 133
5.1 PIS e COFINS não Cumulativos........................................................... 133
5.2 PIS e COFINS no sistema cumulativo................................................. 134
Exercícios Propostos............................................................................................. 136
Lição 10 – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas
Introdução........................................................................................................ 141
1. Definição...................................................................................................... 141
2. Formas de Imposto de Renda..................................................................... 141
3. Lucro Real.................................................................................................... 141
3.1 Empresas Obrigadas ao Lucro Real..................................................... 141
3.2 Formas de Pagamento do Imposto de Renda...................................... 141
3.3 Exemplo Prático.................................................................................... 142
4. Lucro Presumido......................................................................................... 143
4.1 Percentuais de presunção...................................................................... 143
5. Simples......................................................................................................... 143
5.1 Exemplo.................................................................................................. 145
Lição 11 – Contabilização da Folha de Pagamento
Introdução........................................................................................................ 147
1. Características da Folha de Pagamento.................................................... 147
2. Exemplo de Folha de Pagamento............................................................... 147
2.1 Desconto de INSS.................................................................................. 148
2.2 Desconto de IRRF.................................................................................. 149

006G/
2.3 Vale-Transporte..................................................................................... 149
3. Direitos dos Funcionários........................................................................... 150
4. Obrigações da Empresa............................................................................... 150
5. Contabilização da Folha de Pagamento.................................................... 151
Exercícios Propostos............................................................................................. 153
Exercícios Integrados - Lições 8 a 11.................................................................. 156
Lição 12 – Problemas Contábeis Diversos
Introdução........................................................................................................ 159
1. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD)...................... 159
2. Depreciação................................................................................................. 162
3. Amortização................................................................................................. 163
4. Exaustão....................................................................................................... 164
5. Despesas Antecipadas................................................................................. 164
Lição 13 – Operações com Duplicatas
Introdução........................................................................................................ 167
1. Recebimento de Duplicatas........................................................................ 167
1.1 Vendas a Prazo....................................................................................... 167
1.2 Duplicatas em Carteira......................................................................... 167
1.3 Duplicatas em Cobrança Bancária....................................................... 168
1.4 Duplicatas Descontadas........................................................................ 170
1.5 Duplicata Descontada e Não Paga pelo Cliente................................. 172
2. Compras a Prazo.......................................................................................... 173
Lição 14 – Exemplo Prático Integrado................................................................ 175
Exercícios Integrados - Lições 12 a 14................................................................ 184
Apêndice 1 – Correção Monetária
1. Correção Monetária..................................................................................... 187
2. Esquema da Correção Monetária.............................................................. 187
3. Quotas de Depreciação, Amortização e Exaustão.................................... 188
Apêndice 2 – Correção Monetária
1. Lei das Sociedades Anônimas.................................................................... 191
2. Demonstração do Fluxo de Caixa.............................................................. 191
3. Demonstração do Valor Adicionado.......................................................... 195
4. Criação de Contas e Grupos de Contas .................................................... 196
5. Instrumentos Financeiros........................................................................... 196
6. Ajuste a Valor Presente............................................................................... 197
7. Contabilização de Leasing Financeiro...................................................... 197
8. Recuperabilidade de Ativos de Longo Prazo............................................ 197
9. Concentração de Negócios Empresariais.................................................. 198
10. Avaliação de Coligadas............................................................................. 198
11. Aspectos Tributários................................................................................. 199
Respostas dos Exercícios Propostos.................................................................... 201
Bibliografia............................................................................................................ 247

006G/10
Apresentação
A Contabilidade visa ao estudo, registro e controle do patrimônio
das entidades.

Neste fascículo de Contabilidade Geral, consideraremos vários


assuntos relevantes, como aspectos qualitativos e quantitativos do
patrimônio, os conceitos de conta, escrituração, registros contábeis,
duplicatas, etc.

Por isso, é importante que você estude cada uma das lições com
total dedicação e só passe à seguinte quando não houver nenhuma
dúvida. Lembre-se de que o Instituto Monitor coloca à sua disposição
professores capacitados para atendê-lo pessoalmente, por telefone,
carta, fax ou e-mail.

Bons estudos e sucesso!

006G/11
lição

1 A Contabilidade
Introdução O imperador Augusto foi, talvez, o primeiro
governante da história a estabelecer um or-
A Contabilidade tem uma função muito çamento público.
importante no processo de produção de infor- No período medieval, diversas inovações
mações e contribui para a tomada de decisão na técnica da contabilidade foram introduzi-
nas empresas. Nesta lição, estudaremos a das por governos locais e pela Igreja. O impe-
evolução histórica, os objetivos e os campos de rador Carlos Magno determinou, por volta do
atuação, que fazem da Contabilidade uma ciên­ ano 800, a realização de um inventário anual
cia indispensável para qualquer empresa. da propriedade, em livros especiais para as
receitas e despesas. Em 831, um “contador”
1. Evolução Histórica assinou a escritura de uma propriedade trans-
ferida por S. Ambrósio a um nobre italiano.
Na Antigüidade, as trocas de bens e ser- Exames de livros de contabilidade foram
viços eram seguidas de simples registros ou efetuados na Inglaterra, durante o reinado de
relatórios sobre o fato, mas, na Babilônia, as Henrique I (1100 - 1135).
cobranças de impostos já se faziam com escri-
tas, embora rudimentares. Tabletes de barro A introdução da técnica contábil nos
cozido e placas de madeira ou de pedra eram negócios privados foi, porém, uma contribui-
usados para os registros de pagamentos de ção de comerciantes italianos do século XII.
serviços. Um escriba egípcio chegou a conta- Os empréstimos a empresas comerciais e os
bilizar os negócios efetuados pelo governo do investimentos em dinheiro determinaram o
seu país, no ano 2000 a.C. Sistemas de escritas desenvolvimento de escritas especiais que
contábeis foram bastante utilizados nas Ilhas refletissem os interesses dos credores e inves-
Britânicas. Empregavam-se ramos de árvore tidores e, ao mesmo tempo, fossem úteis aos
assinalados com talhos como provas de dívida comerciantes em suas relações com os consu-
ou de quitação. midores e os empregados.
O aumento de volume dos negócios regis-
O desenvolvimento do papiro (papel) e
trado após a Revolução Industrial fez surgir
do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo
a necessidade de exames contábeis das expe-
facilitou extraordinariamente o registro de
riências financeiras das empresas, as quais
­informações sobre negócios. As escritas gover-
punham seus serviços profissionais à dispo-
namentais da República Romana (200 a.C.) já
sição de outras organizações. Foi, contudo,
traziam as receitas de caixa classificadas em
a Itália, com destaque para as cidades de
rendas e lucros, e as despesas compreendidas
Veneza, Gênova e Florença, que fez com que
nos itens salário, perdas e diversões. Os fun-
a Contabilidade florescesse como disciplina
cionários do estado tinham como atribuição
adulta e completa. Essas cidades e outras da
examinar as contas dos governos provinciais.

006G/13
Instituto Monitor

Europa fervilhavam de atividade mercantil, 3. Campos de Aplicação


econômica e cultural. da Contabilidade
Foi nesse período que o Frei Luca Pa- A Contabilidade abrange todas as enti-
ciolli escreveu um livro fazendo uma ex- dades econômico-administrativas, ou seja,
posição completa do Método das Partidas organizações que reúnem os seguintes ele-
Dobradas (1494). mentos: pessoas, patrimônio, titular, capital,
ação administrativa e fim determinado. As
A Itália foi também o primeiro país euro- entidades econômico-administrativas podem
peu a fazer restrições à prática da Contabili- ser classificadas como:
dade por um indivíduo qualquer. O governo
passou somente a reconhecer como conta- • Entidades com fins econômicos – chamadas
dores as pessoas devidamente qualificadas de empresas, visam o lucro para preservar
para o exercício da profissão. A importância e/ou aumentar o patrimônio. Ex.: empresas
da matéria aumentou com a intensificação comerciais, indústrias.
do comércio internacional e com as guerras • Entidades com fins socioeconômicos – inti-
ocorridas nos séculos XVIII e XIX, responsá- tuladas de instituição, visam superávit que
veis por numerosas falências e conseqüente se reverterá em benefício de seus integran-
necessidade de determinar as perdas e os tes. Ex.: associações de classe, clubes.
lucros entre credores e devedores.
• Entidades com fins sociais – também cha-
2. Conceito e Objetivos madas instituições, têm por obrigação
atender às necessidades da coletividade a
Contabilidade é a ciência que estuda o que pertencem. Ex.: a União, os Estados e
patrimônio das empresas e tem como obje- os Municípios.
tivo permitir que seus usuários entendam
as variações patrimoniais ocorridas em um Portanto, a Contabilidade é capaz de ge-
determinado período, ou seja, é por meio dela rar informações a todas as pessoas jurídicas.
que o usuário pode identificar se num deter- Mas, para nosso aprendizado, utilizaremos
minado período houve lucro ou prejuízo. apenas as entidades com fins econômicos,
mais conhecidas como empresas.
O Patrimônio é um conjunto de bens,
direitos e obrigações vinculados a uma em- 4. Características das
presa e constitui um meio indispensável para Informações Contábeis
que ela realize seus objetivos. Para alcançá-
los, a administração da entidade pratica atos Vimos que a Contabilidade tem uma
de natureza econômica e financeira, produ- importância muito grande para as empresas.
zindo variações aumentativas e diminutivas Por isso, torna-se necessário uma definição
na riqueza patrimonial. das características das informações contá-
beis. Elas devem ser assim caracterizadas:
Para conhecer a situação do patrimônio claras e objetivas, precisas e tempestivas.
em determinado momento, a Contabilidade
registra, classifica, demonstra, analisa e in-
terpreta os fatos ocorridos no patrimônio, • Clara e Objetiva� – ����������������������
a ��������������������
informação contábil
evidenciando aspectos econômicos à admi- deve ser clara e objetiva, pois a empresa
nistração. se baseia nela para atingir seus objetivos,

006G/14
Instituto Monitor

e de fácil compreensão para seus usuários, que podem ser co-


nhecedores do assunto ou não.
• Precisa� – ������������������������������������������������������
a informação contábil deve ser precisa, sem erros que
levem o administrador/gestor a tomar decisões equivocadas.
• Tempestiva� – ������������������������������������������������
a informação deve servir de apoio em tempo opor-
tuno, na ocorrência do fato, para que medidas sejam tomadas
a tempo.

Anotações e Dicas

006G/15
Exercícios Propostos
1 - Qual é o conceito de Contabilidade?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

2 - Para quais entidades um contador pode exercer sua atividade?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

3 - O objeto da Contabilidade é:
( ) a) o Balanço Patrimonial
( ) b) a escrituração
( ) c) o Patrimônio
( ) d) o registro dos fatos administrativos
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

4 - A finalidade da Contabilidade é:
( ) a) o Patrimônio
( ) b) permitir o estudo e o controle do Patrimônio
( ) c) permitir a seus usuários a obtenção de informações de natureza
econômica e financeira acerca da entidade
( ) d) registrar os fatos administrativos visando a elaboração do Balanço
Patrimonial
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

5 - Organizações que reúnem pessoas, patrimônio, titular, capital, ação admi-


nistrativa e fim determinado, são:
( ) a) entidades sem fins lucrativos
( ) b) entidades com fins lucrativos
( ) c) entidades econômico-administrativas
( ) d) instituições governamentais
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

006G/16
Instituto Monitor

6 - As empresas são entidades:


( ) a) sem fins econômicos
( ) b) com fins sociais
( ) c) governamentais
( ) d) com fins econômicos
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

7 - Quais são as características das informações contábeis?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

006G/17
lição

Normas e
2 Princípios Contábeis
Introdução 2.1.1 Princípio da Entidade

Como vimos na lição anterior, as infor- Este princípio reconhece que a contabili-
mações contábeis apresentam algumas carac- dade existe e é mantida para a entidade ou em-
terísticas. Assim, o profissional deve seguir presa, e deverá ser diferenciada do patrimônio
normas e princípios para a correta escritura- do seu proprietário, não confundindo assim o
ção das informações contábeis. patrimônio da empresa com o do seu dono.

1. Conceitos Exemplo: João é dono da empresa X;


ele não pode contabilizar pagamentos de
Princípio é uma premissa, uma verdade sua residência a título de despesas na sua
absoluta e inquestionável. O Princípio Con- empresa, porque as entidades não se con-
tábil é a condição essencial para que a Con- fundem.
tabilidade exista.
2.1.2 Princípio da Continuidade
Normas são regras convencionais adota-
das e estabelecidas por doutrinadores e pro- A continuidade ou não da entidade, bem
fissionais, com a finalidade de uniformizar e como sua vida definida ou provável, deve ser
sistematizar os registros contábeis. considerada quando da classificação e avalia-
ção das mutações patrimoniais, quantitativas
2. Princípios Contábeis e qualitativas.

2.1 Resolução CFC NO 750/93 O Princípio da Continuidade significa que


a empresa é uma entidade em andamento que
O Conselho Federal de Contabilidade, funcionará por um período indeterminado e
através da Resolução CFC Nº 750/93, definiu que, na ocasião do levantamento do balanço
os Princípios Contábeis aplicáveis às Demons- patrimonial, as informações ali apresentadas
trações Contábeis. São eles: não significam o fim da empresa e sim um
• o da entidade levantamento momentâneo.

• o da continuidade Exemplo: a empresa de João, quando foi


• o da oportunidade constituída, informou que seu prazo de du-
• o do registro pelo valor ­original ração era indeterminado. Porém, diante de
dificuldades econômicas enfrentadas na sua
• o da atualização monetária administração, pode requerer-se o seu fim,
• o da competência mesmo esperando-se, na sua constituição,
uma continuidade das atividades da empresa
• o da prudência
por muitos anos.

006G/19
Instituto Monitor

2.1.3 Princípio da Oportunidade Exemplo: quando Manoel comprou a mo-


tocicleta, seu valor era de R$ 5.000,00, porém,
O Princípio da Oportunidade refere-se, esse bem (a motocicleta) tem uma alteração
simultaneamente, à tempestividade e inte- do seu valor original se comparado com seu
gridade do registro do patrimônio e das suas preço de mercado atual. Logo, o contador
mutações, determinando que seja feito de deve atualizar monetariamente esse ativo.
imediato e com a extensão correta, indepen-
dentemente das causas que as originaram. 2.1.6 Princípio da Competência

Exemplo: o contador de João deve re- As receitas e as despesas devem ser in-
gistrar os fatos contábeis de encerramento cluídas na apuração do resultado do período
da empresa X, na data de sua ocorrência, em que ocorrerem, sempre simultaneamente
de maneira íntegra, para que seus usuários, quando se correlacionarem, independente-
com base nessas informações, também re- mente de recebimento ou pagamento.
gistrem esses fatos nas suas empresas.
Exemplo: Manoel deve registrar na Con-
2.1.4 Princípio do Registro tabilidade a compra da motocicleta na data
pelo Valor Original da sua realização, independentemente de ter
pago o valor total ou não.
Os componentes do patrimônio devem
ser registrados pelos valores originais das 2.1.7 Princípio da Prudência
transações com o mundo exterior, expressos
a valor presente na moeda do país. Determina a adoção do menor valor
para os componentes do Ativo e do maior
Exemplo: Manoel comprou uma moto- para os do Passivo, sempre que se apresen-
cicleta no valor de R$ 5.000,00 e financiou tem alternativas igualmente válidas para a
esse valor em 12 meses, pagando R$ 200,00 quantificação das mutações patrimoniais que
de juros por mês. O contador registrará o alterem o patrimônio líquido.
bem (motocicleta) pelo seu valor original de
R$ 5.000,00 e não pelo valor total que será Exemplo: Cláudia comprou ações pelo
pago. Os registros de juros devem ser feitos valor de R$ 1.000,00, porém, quando com-
quando se realizarem. parou com o preço de mercado, percebeu
que essas ações valiam R$ 1.200,00. O
2.1.5 Princípio da registro contábil, conforme o Princípio da
Atualização Monetária Prudência, determina que esse valor de
Ativo seja registrado pelo menor valor, ou
Os efeitos da alteração do poder aquisi- seja, R$ 1.000,00.
tivo da moeda nacional devem ser reconhe-
cidos nos registros contábeis por meio do 3. Normas Contábeis
ajuste da expressão formal dos valores dos
componentes patrimoniais. (Esse princípio 3.1 Resolução CFC Nº 1156/09
vigorou até o final do exercício de 1995,
quando as empresas foram proibidas do uso O Conselho Federal de Contabilidade
da correção monetária em suas Demonstra- estrutura as normas profissionais, sendo:
ções Contábeis).

006G/20
Instituto Monitor

NORMAS BRASILEIRAS DE . a NBC T 7 - Efeitos das Mudanças


CONTABILIDADE - PROFISSIONAIS nas Taxas de Câmbio e Conversão de
• NBC PG - são as normas gerais aplicadas Demonstrações Contábeis.
aos profissionais da área contábil. a NBC T 8 - Das Demonstrações
a NBC P 4 - Normas para a Educação Contábeis Consolidadas.
Profissional Continuada. a NBC T 9 - Da Fusão, Incorporação,
a NBC P 5 - Normas para o Exame Cisão, Transformação e Liquidação
de Qualificação Técnica. de Entidades.

• NBC PA - são aplicadas especificamente a NBC T 10 - Dos Aspectos Contábeis


aos contadores que atuam como auditor Específicos em Entidades Diversas.
independente. a NBC T 17 - Divulgação sobre
a NBC P 1 - Normas Profissionais de Partes Relacionadas.
Auditor Independente. a NBC T 19 - Aspectos Contábeis
• NBC PI - são aplicadas especificamente aos Específicos.
contadores que atuam como auditor interno. • NBC TSP - são as Normas Brasileiras de
a NBC P 3 - Normas Profissionais de Contabilidade aplicadas ao Setor Público,
Auditor Interno. convergentes com as Normas Internacionais
de Contabilidade para o Setor Público.
• NBC PP - são aplicadas especificamente aos
contadores que atuam como perito contábil. a NBC T 16 - Aspectos Contábeis Es-
pecíficos da Gestão Governamental.
aNBC P 2 - Normas Profissionais de
Perito. • NBC TE - são as Normas Brasileiras de Conta-
bilidade que não possuem Norma Internacional
NORMAS BRASILEIRAS DE . correspondente, observando as NBC TS.
CONTABILIDADE - TÉCNICAS
a Comunicado Técnico CT 03 - Reso-
•NBC TS - são as Normas Brasileiras de lução CFC 1.157/2009 - Esclarecimen-
Contabilidade convergentes com as Nor- tos sobre as Demonstrações Contábeis
mas Internacionais. de 2008.
a NBC T 1 - Estrutura Conceitual a NBC T 15 - Informações de Natu-
para Elaboração e Apresentação das reza Social e Ambiental.
Demonstrações Contábeis.
• NBC TA - são as Normas Brasileiras de
a NBC T 2 - Da Escrituração Contábil. Auditoria convergentes com as Normas
a NBC T 3 - Conceito, Conteúdo, Internacionais de Auditoria Independente
Estrutura e Nomenclatura das De- (ISAs) emitidas pela Federação Internacional
monstrações Contábeis. de Contadores (IFAC).

a NBC T 4 - Da Avaliação Patri- a NBC TA 01 - Revisão Externa de


monial. Qualidade pelos Pares (ex-NBC T 14).

a NBC T 5 - Da Atualização Mo- a NBC T 11 - Normas de Auditoria


netária. Independente das Demonstrações
Contábeis.
a NBC T 6 - Da Divulgação das De-
monstrações Contábeis. a Resolução CFC 607/1985 - Audi-
toria de Instituições do SFN - Sis-
tema Financeiro Nacional.

006G/21
Instituto Monitor

• NBC TR - são as Normas Brasileiras de 3.1.2 NBC P 5 - Normas para o Exame


Revisão convergentes com as Normas In- de Qualificação Técnica
ternacionais de Revisão (ISREs), emitidas
pela IFAC.
Esta Norma aplica-se aos Contadores que
a Revisão Limitada das Demonstrações pretendem obter sua inscrição no CNAI,
Contábeis - IBRACON NPA 04/1996. desde que comprovem estar, regularmente,
registrados em Conselho Regional de Conta-
a Revisão Limitada das IFT ou ITR
bilidade. O Exame de Qualificação Técnica
- Informações Trimestrais - Resolu-
para registro no Cadastro Nacional de Au-
ção CFC 678/1990.
ditores Independentes (CNAI) do Conselho
• NBC TO - são as Normas Brasileiras de Federal de Contabilidade (CFC) tem por
Asseguração convergentes com as Normas objetivo aferir o nível de conhecimento e
Internacionais de Asseguração (ISAEs), a competência técnico-profissional neces-
emitidas pela IFAC. sários para atuação na área da Auditoria
a NBC TO 01 - Trabalho de Assegura- Independente.
ção Diferente de Auditoria e Revisão.
3.1.3 NBC P1 – Normas Profissionais
• NBC TSC - são as Normas Brasileiras para de Auditor Independente
Serviços Correlatos convergentes com as
Normas Internacionais para Serviços Cor- Estabelecem as condições de competên-
relatos (ISRSs) emitidas pela IFAC. cia técnico profissional, de independência
a NBC T 20 - Contabilidade de e de responsabilidade na execução dos tra-
Custos. balhos, de fixação de honorários, de guarda
de documentação e sigilo, e de utilização do
• NBC TI - são as Normas Brasileiras aplica-
trabalho do auditor interno e de especialistas
das aos trabalhos de auditoria interna.
de outras áreas.
a NBC T 12 - Auditoria Interna.
3.1.4 NBC P 3 – Normas Profissionais
• NBC TP - são as Normas Brasileiras apli-
de Auditor Interno
cadas aos trabalhos de perícia.
a NBC T 13 - Da Perícia Contábil. Estabelecem as condições de competên-
cia técnico profissional, de independência e
3.1.1 NBC P4 – Normas para a Educação responsabilidade na execução de trabalhos,
Profissional Continuada da guarda de documentação e sigilo, de
cooperação com o auditor independente e
Esta norma tem por objetivo regulamentar utilização de trabalho de especialistas.
as atividades que os profissionais devem
cumprir com relação às exigências da Edu- 3.1.5 NBC P2 – Normas Profissionais
cação Profissional Continuada e às ações que de Perito Contábil
o Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
promove para facilitar, controlar e fiscalizar Estabelecem as condições de competên-
o seu cumprimento. cia técnico profissional, de independência e
responsabilidade na execução dos trabalhos,
de impedimentos, de recusa de trabalho, de
fixação de honorários, de sigilo e utilização
de trabalho de especialistas.

006G/22
Instituto Monitor

3.1.6 NBC T 1 – Estrutura Conceitual f) Da Escrituração Contábil das Filiais, que


para Elaboração e Apresentação das estabelece conceitos e regras a serem ado-
Demonstrações Contábeis tados pela Entidade para o registro das
transações realizadas pelas filiais.
Compreende a informação que deve es-
tar contida nas Demonstrações Contábeis g) Do Balancete, que fixa conceitos e regras
e outras peças destinadas aos usuários da sobre o conteúdo, finalidade e periodici-
Contabilidade, devendo ter, dentre outras, as dade de levantamento do balancete, bem
características da compreensibilidade, rele- como da responsabilidade do profissional,
vância, confiabilidade e comparabilidade. mormente quando aquele é usado para
fins externos.
3.1.7 NBC T 2 – Da Escrituração
Contábil h) Das Formalidades da Escrituração Con-
tábil em Forma Eletrônica, que estabelece
A escrituração contábil trata da execu- critérios e procedimentos para a escritu-
ção dos registros permanentes da Entidade ração contábil em forma eletrônica e a sua
e de suas formalidades. certificação digital, sua validação perante
terceiros, manutenção dos arquivos e res-
ponsabilidade de contabilista.
As Normas de Escrituração Contábil
abrangem os seguintes subitens:
3.1.8 NBC T 3 – Conceito, Conteúdo,
Estrutura e Nomenclatura das
a) Das Formalidades da Escrituração Con­ Demonstrações Contábeis
tábil, que fixa as bases e os critérios a
serem observados nos registros. Essa norma estabelece os conceitos e
regras sobre o conteúdo, a estrutura e a no-
b) Da Documentação, que compreende as menclatura das demonstrações contábeis de
normas que regem os documentos, livros, natureza geral.
papéis, registros e outras peças que origi-
nam e validam a escrituração contábil. Estabelece também o conjunto das de-
monstrações capaz de propiciar aos usuá­
c) Da Temporalidade dos Documentos, que rios um grau de revelação suficiente para o
estabelece os prazos que a Entidade deve entendimento da situação patrimonial e fi-
manter os documentos comprobatórios em nanceira da Entidade, do resultado apurado,
seus arquivos. das origens e aplicações de seus recursos e
das mutações do seu patrimônio líquido num
d) Da Retificação de Lançamentos, que es- determinado período.
tabelece a conceituação e a identificação
das formas de retificação. 3.1.9 NBC T 4 – Da Avaliação
Patrimonial
e) Das Contas de Compensação, que fixa a
Estabelece as regras de avaliação dos
obrigação de registrar os fatos relevan-
componentes do patrimônio de uma enti-
tes, cujos efeitos possam se traduzir em
dade com continuidade prevista nas suas
modificações futuras no patrimônio da
atividades.
Entidade.

006G/23
Instituto Monitor

3.1.10 NBC T 5 – Da Atualização Monetária 3.1.14 NBC T 9 – Da Fusão, Incorporação,


Cisão, Transformação e Liquidação
A norma especificava o modo pelo qual a de Entidades
Contabilidade reflete os efeitos da inflação na
avaliação dos componentes patrimoniais de Estabelece os critérios a serem adotados
acordo com o Princípio da Atualização Mo- no caso de fusão, incorporação, cisão, trans-
netária. A correção monetária dos balanços formação e liquidação de entidades, tanto
foi extinta pelo artigo 4º da Lei 9.249/1995 nos aspectos substantivos quanto formais.
a partir de 01/01/1996, de modo que a NBC
respectiva não mais é aplicável aos balanços 3.1.15 NBC T 10 – Dos Aspectos Contábeis
apurados a partir daquela data. Específicos em Entidades Diversas

3.1.11 NBC T 6 – Da Divulgação das Contempla situações especiais inerentes


Demonstrações Contábeis às atividades de cada tipo de entidade, não
abrangidas nas demais normas que compõem
Trata da forma de divulgação das demons- as Normas Brasileiras de Contabilidade.
trações contábeis colocando a disposição de
usuá­rios externos. 3.1.16 NBC T 17 - Divulgação sobre Partes
Relacionadas
3.1.12 NBC T 7 – Efeitos das Mudanças
nas Taxas de Câmbio e Conversão O objetivo desta Norma é estabelecer
de Demonstrações Contábeis que as demonstrações contábeis da entidade

contenham as divulgações necessárias para


O objetivo desta Norma é determinar evidenciar a possibilidade de que sua po-
como incluir transações em moeda estrangei- sição financeira e seu resultado possam ter
ra e operações no exterior nas demonstrações sido afetados pela existência de transações
contábeis de uma entidade no Brasil e como e saldos com partes relacionadas.
converter as demonstrações contábeis de en-
tidade no exterior para a moeda de apresen- 3.1.17 NBC T 19 - Aspectos Contábeis
tação das demonstrações contábeis no Brasil Específicos
para fins de registro da equivalência patrimo-
nial, de consolidação integral ou proporcional Esta norma estabelece os critérios e os
das demonstrações contábeis; e também como procedimentos específicos não-contemplados
converter as demonstrações contábeis de en- em outras Normas Técnicas.
tidade no Brasil em outra moeda.
3.1.18 NBC T 16 - Aspectos Contábeis
3.1.13 NBC T 8 – Das Demonstrações Específicos da Gestão
Contábeis Consolidadas Governamental

As Demonstrações Contábeis Consolida- Esta norma estabelece procedimentos de


das são aquelas resultantes da integração das registro e elaboração de demonstrações con-
Demonstrações Contábeis, segundo o concei- tábeis aplicáveis à gestão governamental.
tuado nas Normas Brasileiras de Contabili-
dade, de duas ou mais entidades vinculadas 3.1.19 NBC T 15 - Informações de
por interesses comuns, em que uma delas tem Natureza Social e Ambiental
o comando direto ou indireto das decisões
políticas e administrativas do conjunto. Esta norma estabelece procedimentos
para evidenciação de informações de natu-

006G/24
Instituto Monitor

reza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação


e a responsabilidade social da entidade (a geração e a distribuição de riqueza; os
recursos humanos; a interação da entidade com o ambiente externo; e a interação
com o meio ambiente).

3.1.20 NBC TA 01 - Revisão Externa de


Qualidade pelos Pares (ex-NBC T 14)

O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados


pelo Contador que atua como Auditor Independente e Firma de Auditoria, daqui
em diante denominado “Auditor”, com vistas a assegurar a qualidade dos traba-
lhos desenvolvidos. A qualidade, neste contexto, é medida pelo atendimento das
normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Conta-
bilidade (CFC) e, na insuficiência destas, pelos pronunciamentos do IBRACON
- Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, e, quando aplicável, das normas
emitidas por órgãos reguladores.

3.1.21 NBC T 11 – Normas de Auditoria


Independente das Demonstrações Contábeis

Diz respeito ao conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivos a


emissão de parecer sobre a adequação com que aqueles representam a posição patri-
monial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido e
as origens e aplicações de recursos de entidade auditada, de acordo com as Normas
Brasileiras de Contabilidade e a legislação específica, no que for pertinente.

3.1.22 NBC TO 01 - Trabalho de Asseguração


Diferente de Auditoria e Revisão

O objetivo desta Norma é estabelecer princípios básicos e procedimentos essen-


ciais, além de fornecer orientação aos auditores independentes, para a realização
de trabalhos de asseguração (também conhecidos pelos profissionais da área como
trabalhos de “Assurance”) que não sejam de auditoria ou revisão de informações
financeiras históricas, que estão sujeitos a normas específicas.

3.1.23 NBC T 12 – Da Auditoria Interna

Estabelecem os conceitos, as regras gerais de execução dos trabalhos e de


emissão de relatórios, na auditoria interna. Deve ser entendida como o conjunto de
procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e
eficácia dos controles internos, contábeis e administrativos da entidade, inclusive
quanto às informações físicas geradas.

3.1.24 NBC T 13 – Da Perícia Contábil

Estabelecem os critérios e regras a serem adotados quando do planejamento


e execução da perícia, além dos procedimentos a serem adotados e emissão do
laudo pericial.

006G/25
Exercícios Propostos
1 - O que é Princípio?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

2 - O que são as Normas?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

3 - Quais são os Princípios Contábeis?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - As normas de Contabilidade estão divididas em normas profissionais e técni-


cas. Quais são as normas profissionais?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

5 - O Princípio Fundamental da Contabilidade que impõe a escolha da hipótese


de que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções
igualmente aceitáveis, denomina-se:
( ) a) Princípio da Competência
( ) b) Princípio da Continuidade
( ) c) Princípio da Oportunidade
( ) d) Princípio da Prudência
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

6 - O patrimônio da empresa não se confunde com aqueles dos seus sócios ou


proprietários. Essa norma é definida pelo Princípio da:
( ) a) Continuidade
( ) b) Entidade
( ) c) Oportunidade
( ) d) Atualização Monetária
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

006G/26
lição

3 O Patrimônio
Introdução Direitos são todos os valores que a empre-
sa tem para receber de terceiros. Por exemplo:
Nesta lição você conhecerá cada um dos Duplicatas a Receber, Aluguéis a Receber,
componentes básicos do patrimônio, saberá etc. Obrigações são os valores que a empresa
como representar graficamente as três situa- deve pagar a terceiros. Por exemplo: Dupli-
ções patrimoniais e a localizar as mutações da catas a Pagar, Salários a Pagar, Impostos a
dinâmica patrimonial. Você também aprende- Pagar, etc.
rá a representar graficamente a estática pa-
trimonial e a distinguir os fatos permutativos, O Patrimônio está dividido em duas par-
modificativos e mistos. tes: ativo e passivo. No ativo estão os bens e
direitos, e, no passivo, as obrigações. A dife-
1. Formação rença entre o ativo e o passivo denomina-se
Patrimônio Líquido, que na representação
O patrimônio é um conjunto de bens que
patrimonial às empresas aparece vinculado ao
pode pertencer a uma pessoa física ou jurídica.
passivo, e chamamos de equação patrimonial
Enquanto as pessoas físicas possuem um con-
ou equilíbrio patrimonial.
junto de bens de uso e consumo (uma caneta,
uma geladeira, um relógio, etc.), as entidades,
Resumo simplificado:
pessoas jurídicas de fins lucrativos (empresas)
ou de fins ideais (instituições), possuem outros
tipos de bens, como mercadorias, máquinas, Ativo Passivo
instalações, etc.
Bens Obrigações
O patrimônio de uma empresa pode apre- + Patrimônio
sentar-se de três formas diferentes: Direitos Líquido
1) Os bens que estão em seu poder. Total Total
2) Os bens em poder de terceiros, ou seja,
seus direitos.
Assim sendo, dizemos que o patrimônio
3) Os bens de terceiros, em poder da empre- líquido (PL) representa a diferença entre o
sa, ou seja, suas obrigações. ativo e o passivo. Por exemplo:

Assim, podemos definir o patrimônio como o


conjunto de bens, direitos e obrigações avaliáveis, Ativo Passivo
em moeda, pertencente a uma pessoa física ou ju- R$ 2.000,00 R$ 200,00
rídica; e bens como coisas tangíveis e intangíveis PL: R$ 1.800,00
capazes de satisfazer às necessidades humanas e
suscetíveis de avaliação econômica. R$ 2.000,00 R$ 2.000,00

006G/27
Instituto Monitor

2. Representação Gráfica toda parte do proprietário já foi consumida


pelas obrigações, que representam o mesmo
Graficamente, podemos apresentar o valor do conjunto de bens e direitos.
patrimônio de três formas diferentes:
Considerando ainda que uma parte do
1) O Ativo Maior que o Passivo ativo é constituída de bens que são destina-
dos ao próprio uso da empresa, como móveis
Ativo ( + ) Passivo ( - ) e utensílios, instalações, máquinas, equipa-
R$ 3.000,00 R$ 1.000,00 mentos etc., e que essa não pode se desfazer
PL: R$ 2.000,00 deles, pois são imprescindíveis ao seu fun­
R$ 3.000,00 R$ 3.000,00 cionamento, deveremos entender que o ativo
deverá ser maior que o passivo, no mínimo
O patrimônio líquido é a diferença entre pela soma desses valores. Em caso contrário, é
o ativo (R$ 3.000,00) e o passivo (R$ 1.000,00), bem provável que a empresa tenha de alienar
portanto, R$ 2.000,00. esses bens a fim de solver seus compromissos.
Caso isso ocorra, nada lhe sobrará para que
2) O Ativo Igual ao Passivo possa continuar funcionando.

Ativo ( + ) Passivo ( - ) A terceira posição é ainda mais crítica.


R$ 3.000,00 R$ 3.000,00 Se o ativo for menor que o passivo, a empresa
apresenta o seu patrimônio numa situação de
Resultando numa situação líquida nula insolvência (falência). Como as obrigações são
ou compensada. superiores ao conjunto de bens e direitos, essa
situação demonstra que a empresa não pos-
3) O Ativo Menor que o Passivo sui condições de sobrevivência, pois, mesmo
transformando todos os seus bens e direitos
Ativo ( + ) Passivo ( - ) em numerário, ele não será suficiente para
R$ 3.000,00 R$ 3.400,00 cobrir as obrigações. Chamamos essa situação
Passivo a de passivo a descoberto, pois a soma do ativo
Descoberto não dá para cobrir a soma do passivo.
- R$ 400,00
3. Mutações Patrimoniais
O passivo a descoberto representa a dife- No desenvolvimento das operações de uma
rença entre o passivo (R$ 3.400,00) e o ativo empresa, cada vez que ela efetua uma transa-
(R$ 3.000,00), portanto, R$ 400,00. ção, seja de compras, vendas, ou qualquer outra
operação, os elementos que compõem seu patri-
Na prática, apenas a primeira situação mônio se modificam. Durante um determinado
é a ideal (o ativo maior que o passivo), pois período, que chamamos de exercício financeiro,
apresenta uma situação de equilíbrio patri- essas operações vão acontecendo e fazem com
monial na empresa, uma vez que o conjunto que a estrutura do patrimônio se modifique a
de bens e direitos é suficientemente superior cada operação realizada. A essa sucessão de
para saldar os compromissos da empresa com operações do dia-a-dia da empresa, que con-
terceiros, representados pelas obrigações. tinuamente modifica a estrutura patrimonial,
chamamos de aspecto dinâmico do patrimônio.
A segunda situação apresenta um cená- No último dia de cada exercício financeiro, pa-
rio muito complicado para a empresa, pois, ralisamos esse aspecto dinâmico do patrimônio
sendo o ativo igual ao passivo, indica que para verificarmos o que existe até aquele dia.

006G/28
Instituto Monitor

Elaboramos uma demonstração que representa o aspecto


estático do patrimônio, ou seja, o que a entidade possui de bens,
direitos e obrigações. A essa demonstração contábil chamamos de
Balanço Patrimonial. Adicionalmente, determinaremos qual é o
resultado do exercício que está sendo encerrado naquele momento,
que pode ser de dois tipos:

• Quando a receita (+) for maior que as despesas (-), o resultado


final do exercício será de lucro.
• Quando a despesa (-) for maior que a receita (+), o resultado final
do exercício será de prejuízo.

Tomemos como exemplo as operações que se seguem. A cada


movimentação patrimonial, faremos a demonstração intermediária
de um Balanço Patrimonial.

1ª - Abertura da empresa, com capital de R$ 80.000,00

CAIXA R$ 80.000,00 Capital R$ 80.000,00

É oportuno observar que o capital é a parcela inicial do patri-


mônio líquido, que representa a diferença entre o ativo e o passivo.
Nessa ocasião, houve um investimento inicial na empresa, em que o
sócio aplicou R$ 80.000,00 a título de capital, para que se começasse
a operacionalizar a empresa.

ATIVO ( + ) . .......................R$ 80.000,00


PASSIVO ( - ) . ...................zero
PATRIMÔNIO LÍQUIDO . ...R$ 80.000,00 - capital

2ª - Compra de instalações à vista (R$ 20.000,00)

CAIXA R$ 60.000,00 Capital R$ 80.000,00


Instalações R$ 20.000,00
R$ 80.000,00 R$ 80.000,00

O dinheiro para pagar as instalações foi subtraído do caixa,


que antes era de R$ 80.000,00 e agora ficou com R$ 60.000,00. Note
que o valor que saiu do caixa entrou na conta Instalações, pois
representa um bem para a empresa.

006G/29
Instituto Monitor

3ª - Compra de 40.000 mercadorias, a prazo, pelo valor unitário


de R$ 1,00

CAIXA R$ 60.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00


Instalações R$ 20.000,00
Mercadorias R$ 40.000,00
Capital R$ 80.000,00
R$ 120.000,00 R$ 120.000,00

Como a compra foi a prazo, não se alterou o dinheiro do caixa,


assumindo a empresa a sua primeira obrigação (duplicatas a pagar)
no valor das mercadorias compradas (R$ 40.000,00).

Para melhor compreensão do assunto, vejamos outro exemplo.

1ª - Abertura da empresa com capital de R$ 90.000,00


2ª - Compra de instalações a prazo R$ 50.000,00
3ª - Compra de mercadorias à vista R$ 30.000,00
4ª - Pagamento de obrigações R$ 10.000,00

1ª - Abertura da empresa com capital de R$ 90.000,00

CAIXA R$ 90.000,00 Capital R$ 90.000,00

2ª - Compra de instalações a prazo R$ 50.000,00

CAIXA R$ 90.000,00 DUPLICATAS A PAGAR R$ 50.000,00


Instalações R$ 50.000,00
Capital R$ 90.000,00

3ª - Compra de mercadorias à vista – R$ 30.000,00

CAIXA R$ 60.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 50.000,00


Instalações R$ 50.000,00
Mercadorias R$ 30.000,00
Capital R$ 90.000,00
R$ 140.000,00 R$ 140.000,00

006G/30
Instituto Monitor

4ª - Pagamento de obrigações R$ 10.000,00

CAIXA R$ 50.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00


Instalações R$ 50.000,00
Mercadorias R$ 30.000,00
Capital R$ 90.000,00
R$ 130.000,00 R$ 130.000,00

4. Variações Patrimoniais
Na administração do Patrimônio de uma empresa, ocorrem
atos e fatos administrativos. A diferença entre ato e fato admi-
nistrativo define-se pela substância do patrimônio. O ato não al-
tera a substância do patrimônio (como admissão de empregados,
assinatura de documentos, etc.) e o fato altera.

As variações decorrentes dos fatos administrativos dão mar-


gem a três tipos de alterações no patrimônio: Fatos Permutativos,
Fatos Modificativos e Fatos Mistos.

4.1 Fatos Permutativos

São aqueles que representam modificações entre os componen-


tes do ativo e do passivo sem que o patrimônio líquido se modifi-
que, pois não envolvem contas de receita e despesa. Por exemplo:
compra de mercadorias à vista, compra de instalações a prazo,
recebimento de direitos, pagamento de obrigações, etc.

4.2 Fatos Modificativos

Podem ser aumentativos, quando o patrimônio líquido aumenta,


e diminutivos, quando diminui. Por exemplo: pagamento de despe-
sas (diminutivo), recebimento de receitas (aumentativo), etc.

4.3 Fatos Mistos

Os fatos mistos provocam alterações no ativo, no passivo e no


patrimônio líquido, simultaneamente. Exemplos:

• Venda de mercadorias com receita de vendas – entrou dinheiro


no caixa, saíram mercadorias (modificações no ativo) e aumentou
o Patrimônio Líquido.
• Pagamento de duplicatas com juros – saiu dinheiro do caixa
(ativo), diminuíram as obrigações (passivo) e houve uma despesa
(juros pagos), diminuindo o Patrimônio Líquido.

006G/31
Exercícios Propostos
1 - Entende-se por patrimônio:
( ) a) o conjunto de pessoas que dirigem a empresa
( ) b) as obrigações da empresa
( ) c) o conjunto de bens, direitos e obrigações
( ) d) o patrimônio líquido
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

2 - No ativo do patrimônio encontramos:


( ) a) os bens e as obrigações
( ) b) os bens e os direitos
( ) c) os bens e o patrimônio líquido
( ) d) os direitos e as obrigações
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

3 - No passivo do patrimônio encontramos:


( ) a) os direitos e as obrigações
( ) b) os direitos
( ) c) as obrigações
( ) d) o patrimônio líquido
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

4 - O patrimônio líquido é representado da seguinte forma:


( ) a) a diferença entre o ativo e o passivo
( ) b) a soma do ativo e do passivo
( ) c) o mesmo valor do ativo
( ) d) o mesmo valor do passivo
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

5 - Quando o ativo é maior que o passivo, dizemos que existe:


( ) a) um patrimônio líquido
( ) b) um passivo a descoberto
( ) c) uma situação líquida negativa
( ) d) uma situação líquida nula
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

006G/32
Instituto Monitor

6 - O passivo a descoberto acontece quando:


( ) a) o ativo é maior que o passivo
( ) b) o ativo é igual ao passivo
( ) c) não existe passivo
( ) d) o passivo é maior que o ativo
( ) e) nenhuma das alternativas anteriores

7 - De acordo com as operações dadas, monte os quadros que representam os


aspectos dinâmico e estático das Mutações Patrimoniais:
a) Abertura da empresa com o capital de R$ 50.000,00
b) Compra de R$ 30.000,00 de mercadorias à vista
c) Compra de instalações a prazo R$ 40.000,00
d) Compra de veículos a prazo R$ 10.000,00
e) Pagamento de parte das instalações R$ 10.000,00
Montar balanço intermediário da operação “a” até “e”.

006G/33
lição

Aspectos Qualitativo e
4 Quantitativo do Patrimônio
Introdução Os bens imateriais ou intangíveis são
aqueles que, servindo a vários exercícios fi-
Nesta lição você terá contato com os dois nanceiros, não estão representados por qual-
aspectos do patrimônio, o qualitativo e o quer elemento material, como patentes de
quantitativo, bem como a classificação dos in- invenção, marcas e direitos autorais.
vestimentos e financiamentos patrimoniais.
1.1.2 Bens Numerários
1. Aspectos Qualitativos
do Patrimônio Entende-se como bens numerários o di-
nheiro e tudo aquilo que pode se transformar
A composição do patrimônio com base em dinheiro imediatamente. Estão nesse grupo
no seu aspecto qualitativo é estudada quanto as ordens de pagamento, os cheques a receber,
à sua origem, ou seja, quanto à inserção de os vales postais a receber, os depósitos bancá-
recursos dentro da entidade para a formação rios de livre movimento, etc.
do patrimônio. Isto pode ocorrer por meio de
financiamentos e investimentos de terceiros ou 1.1.3 Bens de Venda
pela forma de aplicação desses financiamentos
ou recursos. Os bens de venda estão ligados aos obje-
tivos da empresa e se constituem na principal
1.1 Classificação dos Investimentos função de uma entidade de fins lucrativos.
Dizemos que os bens de venda constituem o
1.1.1 Bens Fixos objetivo do negócio.

Os bens fixos são aquisições que o patri- Assim, temos, de acordo com o tipo da
mônio recebe, de permanência relativamente empresa, um bem de venda característico:
duradoura, que constituem meios básicos • mercadorias, nas empresas mercantis
e indispensáveis ao funcionamento de uma
empresa. Dividem-se em: bens materiais ou • produtos, nas empresas industriais
tangíveis e bens imateriais ou intangíveis. • títulos de renda, nas empresas de
investimentos
Os bens materiais ou tangíveis são aqueles
• imóveis, nas empresas imobiliárias
de existência física palpável, como:
• edifícios e todas as construções necessárias Não importam as qualidades específicas
à empresa que esses bens terão em outras empresas, mas
• maquinário e instrumentos sim o que valem para aquele que os vende com
• móveis e utensílios o objetivo de lucro. Portanto, um imóvel com-
• meios de transportes prado pode servir para a empresa compradora
como uma imobilização ou um bem fixo, mas
006G/35
Instituto Monitor

para a empresa imobiliária, que tem como Denomina-se crédito de funcionamento


objetivo a compra e venda de imóveis, será aqueles direitos surgidos com a concessão de
um bem de venda. um prazo determinado para o recebimento
de numerário proveniente da venda de mer-
Para uma empresa que comprou uma cadorias, produtos ou serviços. Esse grupo é
mesa para uso de seu escritório, o móvel é constituído de títulos a receber, duplicatas a
um bem fixo, mas para a loja que vendeu, receber, adiantamentos concedidos, etc.
trata-se de um bem de venda.
1.2 Financiamentos
1.1.4 Bens de Renda
Quando uma pessoa ou grupo de pes­
Podemos dizer que esse tipo de bem é soas resolve fundar uma empresa, estará
exatamente o contrário dos bens de venda, in­vestindo ou aplicando um capital. Para o
embora contribuam para o enriquecimento patrimônio, esse capital representa um fi-
do patrimônio líquido. nanciamento recebido, o qual será investido
ou aplicado em diversos tipos de bens, que,
Assim, numa empresa mercantil, o objeti- depois de uma série de transformações, re-
vo de seu negócio é comprar e vender merca- sultará num aumento daquele capital, repre-
dorias e obter, com essas transações, o lucro. sentado pelo lucro obtido. Os investimentos
Se uma empresa desse gênero adquire ações podem ser agrupados de acordo com a sua
de outra companhia, está adquirindo um bem origem, ou seja, quem financiou a aplicação
de renda, ou seja, bens que lhe proporcionarão em bens fixos, numerários, de vendas, de
uma receita extraordinária, acessória. renda ou crédito de financiamento.

1.1.5 Crédito de Funcionamento 1.2.1 Capitais Próprios

Esse grupo compreende os valores nume- Os capitais próprios são recursos in-
rários, cujo recebimento está condicionado ternos da empresa e que não estão sujeitos
a um prazo determinado. a serem restituídos a terceiros. Eles repre-
sentam a parcela inicial do patrimônio e
Todas as transações econômicas entre as correspondem à parte dos donos da empresa,
empresas são traduzidas em moeda corrente assim como suas variações. São divididos da
e se resumem em recebimento e desembolso seguinte forma: capital individual ou social,
de valores numerários. Nem sempre, porém, lucros/prejuízos e Reservas.
essas transações são feitas pela troca imedia-
ta por dinheiro, gerando assim, um direito Capital individual ou social representa a
para aqueles que entregaram algo e que de- parte do patrimônio que pertence aos donos
veriam receber em troca seu correspondente da empresa.
em moeda corrente.
Os lucros representam as variações au-
Quando uma empresa concede um prazo mentativas do patrimônio líquido, resultante
à outra para receber um bem numerário, da exploração de uma atividade econômica.
cria-se uma relação de débito e crédito entre Essas variações destinam-se aos donos da
ambos. A que deveria receber o numerário empresa que investiram aquele capital ini-
torna-se credora e a outra, devedora. cial, visando um ganho, definido pelo lucro.

006G/36
Instituto Monitor

Nem sempre toda a parcela do lucro é 2. Aspecto Quantitativo


distribuída entre os donos da empresa. Por do Patrimônio
vezes, os lucros ficam retidos como reser-
vas, que constituem um enriquecimento e Os bens de uma entidade são de várias
proporcionam ao patrimônio mais um fi- espécies e qualidades, daí a definição do as-
nanciamento. pecto quantitativo do patrimônio.
No caso específico das Sociedades Anô- Vale notar que bens patrimoniais dife-
nimas, é obrigatório, por lei, uma retenção rentes podem ser medidos por meio de uma
de 5% dos lucros obtidos em cada balanço, unidade comum, a moeda, que os transfor-
até que essa parcela atinja 20% do capital, ma numa grandeza homogênea (da mesma
a qual é chamada de reserva legal. espécie), que é o valor. O patrimônio passa,
dessa forma, a se constituir como um fundo
1.2.2 Capital Alheio ou de Terceiros de valores.
Essa parcela do patrimônio representa A classificação do aspecto quantitativo
fundos pertencentes a terceiros, os quais a é feita segundo a Lei das Sociedades Anô-
empresa obtém por meio do crédito. Esse nimas (Lei nº 6.404 de 15 de novembro de
capital forma o passivo propriamente dito 1976 alterada pela lei 11.638/07 e pela Lei nº
ou passivo real e constitui-se das obriga- 11.941/09), que adotou critério de classifica-
ções que a empresa assume, decorrentes do ção quantitativa do patrimônio das empresas
recebimento de bens de outros patrimônios, constituídas sob aquela forma.
e que em determinando momento terão de
ser indenizados, geralmente em dinheiro. O critério de classificação quantitativa
Divide-se em débitos de funcionamento e do patrimônio das empresas constituídas sob
débitos de financiamento. a forma de Sociedade Anônima serve como
regra geral para a disposição dos Balanços
Os débitos de funcionamento represen- Patrimoniais de todas as empresas. A com-
tam os financiamentos das operações ordi- posição do patrimônio de uma empresa é
nárias da empresa, como compras a prazo, definida da seguinte forma:
adiantamentos recebidos, etc.
Ativo
Os débitos de financiamento represen- Circulante
tam os financiamentos recebidos. Não re-
Não Circulante
sultam, como os débitos de funcionamento,
das operações próprias a que se consagra Realizável a longo prazo
a empresa e, portanto, não estão ligados a Investimentos
qualquer outra operação. Decorrem sim-
plesmente de uma operação financeira entre Imobilizados
os possuidores de um capital e os que ne- Intangível
cessitam desse capital, mediante a entrega
de uma determinada quantia em dinheiro Passivo
àqueles que precisam do capital. Tal quantia Circulante
deve ser restituída ao término de um prazo
Não Circulante
pré-fixado, acrescida de outra parcela deno-
minada juros. São chamados empréstimos Patrimônio Líquido
(geralmente bancários). Capital social

006G/37
Instituto Monitor

Reserva de Capital empresa (caixa ou bancos) em volume maior,


visto que a mercadoria ou o produto vende-
Ajustes de Avaliação Patrimonial
se com lucro.
Reservas de Lucros
Ações em Tesouraria Quando a venda é efetuada a prazo, o
ciclo se torna maior, ou seja, a mercadoria ou
Prejuízos Acumulados produto gera um crédito de funcionamento,
mais conhecido por duplicatas a receber.
Após os recebimentos das duplicatas, obtém-
se uma disponibilidade de recursos finan-
ceiros (dinheiro), que serve para a compra
de novas mercadorias ou produtos, e para
pagar as obrigações, caso a compra da ma-
téria-prima ou produto tenha sido efetuada
a prazo. Esse ciclo de operações é chamado
de capital circulante.

O capital circulante é dividido em ativo


circulante e passivo circulante.

2.1.Ativo Circulante
Quando estudamos o aspecto qualitativo
do patrimônio, vimos que o capital dos donos No ativo circulante encontramos as dis-
da empresa (capital social) se junta ao capi- ponibilidades da empresa (bens numerários),
tal de terceiros, formando o financiamento os bens de venda (mercadorias ou produtos),
que a empresa recebe, com a finalidade de os bens circulantes (matéria-prima), os cré-
investir ou aplicar em diversos tipos de bens, ditos de funcionamento (duplicatas a rece-
que, depois de uma série de transformações, ber, clientes, etc.), completando-se o grupo
resultam num aumento do capital inicial. com despesas pagas antecipadamente em
relação ao exercício financeiro em que foram
O ciclo de transformações por onde passa realizadas. Assim, teremos o ativo circulante
o patrimônio da empresa apresenta vários dividido em:
elementos que o profissional contábil deve
saber reconhecer e registrar devidamente.
Disponível
Capital Circulante
Caixa
Numa empresa, o ciclo de operações Depósitos bancários
inicia-se com a compra de mercadorias ou
matéria-prima e com o uso das disponi- Créditos
bilidades existentes, obtidas por meio dos Duplicatas a receber
financiamentos já mencionados.
Clientes
Essas mercadorias são vendidas, ou a Devedores por notas fiscais
matéria-prima é transformada em produto
Crediaristas
que será vendido. Se a venda for à vista, o
numerário voltará às disponibilidades da Adiantamentos concedidos

006G/38
Instituto Monitor

Estoques dos num grupo especial chamado realizável


a longo prazo.
Matéria-prima
Produtos em elaboração Classificam-se no realizável a longo
Produtos acabados prazo, além dos direitos a receber por prazo
superior ao término do exercício seguinte,
Mercadorias os empréstimos efetuados às sociedades
Despesas antecipadas coligadas ou controladas que, por sua na-
tureza, não têm prazo previsto para serem
Seguros a vencer/apropriar
recebidos.
Como foi visto, os financiamentos re-
Tais empréstimos são definidos como
cebidos pela empresa são aplicados com a
realizável a longo prazo por se tratar de um
finalidade de desenvolver suas atividades,
reforço financeiro que a empresa controlado-
proporcionando, aos seus proprietários, o
ra está dando à sua controlada ou coligada,
retorno do capital aplicado.
e que só será devolvido quando a situação
financeira daquela que recebeu o empréstimo
2.2 Ativo Não Circulante
se estabilizar.
Nem sempre, entretanto, essa aplicação
Classificam-se também nesse grupo os
é feita no capital circulante. Uma parte é
investimentos efetuados pela empresa por
feita em bens que são de uso da empresa, na
ocasião da declaração do Imposto de Renda
maioria das vezes, imprescindíveis ao seu
em áreas de interesse do governo federal,
funcionamento.
como a Amazônia, o Nordeste, a pesca, o
turismo, etc.
Esse grupo de bens que não se destinam
à venda e, sim, ao uso da empresa, represen-
Assim, o subgrupo realizável a longo
tam o capital fixo, chamado, de acordo com à
prazo pode ser: títulos a receber, emprésti-
padronização oficial dos balanços no Brasil,
mos a coligadas, empréstimos a controladas,
de Ativo Não Circulante.
incentivos fiscais ou depósitos judiciais.
Nesse grupo são encontrados bens nu-
2.2.2 Investimentos
merários (aplicação financeira) e créditos
de funcionamento (duplicatas a receber com
Temos, como exemplo, os imóveis destina-
realização superior a 12 anos), assim como
dos à renda (de aluguel) e as ações compradas
os bens de renda que representam aplicações
com finalidade de participar ou de controlar
feitas pela empresa, visando à obtenção de
outras empresas, chamadas de controladas
recursos, mas que não pertencem à sua ati-
ou coligadas. Esse subgrupo do ativo Não
vidade normal.
Circulante é chamado de investimentos.
2.2.1 Realizável a Longo Prazo
2.2.3 Imobilizado
Os créditos que a empresa tem com ter-
O principal grupo de bens pertencente
ceiros, com prazo superior ao término do
ao Ativo Não Circulante e comum a todas as
exercício seguinte, de acordo com a legisla-
empresas, tendo em vista a sua imprescindí-
ção (Lei nº 6.404/76, art. 179), são classifica-
vel necessidade para o desenvolvimento das
operações, é o grupo dos bens fixos, chamado,

006G/39
Instituto Monitor

de acordo com a classificação oficial, de imo- 2.4 Passivo Não Circulante


bilizado.
São as obrigações assumidas pela empresa
Segundo a Lei nº 6.404/76 (com as al- com prazo de vencimento superior a um exer-
terações promovidas pela Lei nº 11.638/07) cício. Tem o mesmo prazo indeterminado do
serão classificados no Ativo Imobilizado os grupo ativo realizável a longo prazo, porém,
direitos que tenham por objeto bens corpó- nesse caso, temos uma obrigação a pagar.
reos destinados à manutenção das atividades
Temos também obrigações assumidas pela
da companhia ou da empresa ou exercidos
empresa por conta da entrega de mercadorias
com essa finalidade, inclusive os decorrentes
ou produtos no futuro e, quando esse prazo
de operações que transfiram à companhia
ultrapassa o exercício financeiro, essa receita
os benefícios, riscos e controle desses bens.
de venda é classificada em um grupo especial
São eles: os móveis e utensílios, instalações,
chamado Receita e despesas diferidas.
veículos, imóveis de uso próprio, máquinas e
equipamentos, marcas e patentes, etc. São classificadas nesse grupo as vendas
faturadas para entrega no futuro, os aluguéis
2.2.4 Intangível de imóveis da empresa recebidos antecipada-
mente, o recebimento antecipado referente a
Ainda no grupo do Ativo Não Circulante produtos cujo processo de fabricação ultra-
temos o Ativo Intangível que são os direitos passe 12 meses, etc. Esses valores, deduzidos
que tenham por objeto bens incorpóreos das despesas necessárias à sua obtenção, são
destinados à manutenção da companhia colocados nesse grupo.
ou exercícios com essa finalidade, inclusive
o fundo de comércio adquirido (incluído 2.5 Patrimônio Líquido
pela Lei nº 11.638/07). Podem-se citar como
exemplos deste grupo de contas: marcas, A estrutura do Patrimônio Líquido pela
patentes, direitos de concessão, direitos au- Lei nº 6.404/76 (com as alterações promovidas
torais, entre outros. pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09) é a
seguinte:
2.3 Passivo Circulante
Capital Social
Como foi visto no ciclo do capital cir- Reservas de Capital
culante da empresa, ela recebe financia- Ajustes de Avaliação Patrimonial
mento de terceiros para ser aplicado na Reservas de Lucros
aquisição de bens que resultarão em seu
• Reserva Legal
desenvolvimento.
• Reserva Estatutária
Esse financiamento recebido de terceiros • Reservas para Contingências
representa as obrigações da empresa que, • Reserva de Incentivos Fiscais
quando devidas no prazo inferior ao término
• Reservas de Lucros a Realizar
do exercício seguinte, são classificadas como
Passivo Circulante, que se divide em: Ações em Tesouraria
Prejuízos Acumulados
• Duplicatas a Pagar
• Fornecedores O patrimônio líquido representa a parte
do capital próprio dos proprietários que foi
• Contribuições a Recolher investida na empresa. Esse patrimônio repre-
• Empréstimos Bancários senta a parcela inicial dos donos da empresa
e suas variações.
006G/40
Instituto Monitor

De acordo com a lei, caso não esteja to- 2.5.4 Reservas de Lucros
talmente realizado, é necessário demonstrar
a parcela do capital inicial como segue: Serão classificadas como reservas de lu-
cros as contas constituídas pela apropriação
2.5.1 Capital Social de lucros da companhia, ou seja, a reserva
Subscrito representa uma parte do lucro que fica reti-
da na empresa. Essas reservas se originam
(-) A Realizar
da atividade operacional da empresa e são
= Capital Social Realizado divididas em:
• Reserva Legal: tem por fim assegurar a in-
De acordo com o desenvolvimento das
tegridade do capital social e somente pode-
atividades da empresa, o valor do capital ini-
rá ser utilizada para compensar prejuízos
cial investido pelos acionistas cresce conti-
ou aumentar o capital. É constituída de
nuamente e esse resultado (valorização) nem
5% do lucro líquido apurado em balanço,
sempre é distribuído entre os proprietários.
até o limite de 20% do capital realizado.
A parcela de aumento do patrimônio líquido
Trata-se de uma reserva obriga­tória para
que não se incorpora ao capital social, não
as Sociedades Anônimas.
se constitui em lucros a distribuir entre os
proprietários, e que serve como um subsídio • Reserva Estatutária: o estatuto pode criar
ao patrimônio líquido, é o que chamamos de reservas desde que, para cada uma, indi-
reservas de capital. que, de modo preciso e completo, a sua
finalidade; fixe critérios para determinar a
2.5.2 Reservas de Capital parcela anual dos lucros líquidos que serão
destinados à sua constituição e estabeleça
Serão classificadas como reservas de ca- o limite máximo da reserva.
pital as contas que registrarem contribuição
• Reservas para Contingências: a possibili-
do subscritor de ações que ultrapassarem o
dade de diminuição do lucro, proveniente
valor nominal e a parte do preço de emissão
de uma perda futura, cujo valor possa ser
das ações sem valor nominal que ultrapas-
estimado, poderá dar margem à formação
sarem a importância destinada à formação
dessa reserva. Seu objetivo será o de cobrir
do capital social; o produto da alienação de
a perda prevista.
partes beneficiárias e bônus de subscrição.
• Reservas de Incentivos Fiscais: foi incluída
2.5.3 Ajustes de Avaliação Patrimonial pela Lei nº 11.638/07; a Assembléia-
Geral poderá, por proposta dos órgãos de
Serão classificadas como ajustes de ava- adminis­tração, destinar para a reserva de
liação patrimonial, enquanto não computa- incentivos fiscais a parcela do lucro líquido
das no resultado do exercício em obediência decorrente de doações ou subvenções
ao regime de competência, as contraparti- governamentais para investimentos, que
das de aumentos ou diminuições de valor poderá ser excluída da base de cálculo do
atribuído a elementos do ativo e do passivo dividendo obrigatório.
em decorrência de sua avaliação a preço de • Reservas de Lucros a Realizar: Segundo a
mercado. nova redação dada pela Lei nº 11.638/07,
no exercício em que o montante do divi-
dendo obrigatório, calculado nos termos
do estatuto ou do art. 202, ultrapassar
a parcela realizada do lucro líquido do
exercício, a Assembléia-Geral poderá,

006G/41
Instituto Monitor

por proposta dos órgãos de administração, destinar o excesso à


constituição de reserva de lucros a realizar. Tal reserva, somada
às demais, destina-se a evitar uma descapitalização da empresa,
o que ocorreria se as sobras fossem simplesmente distribuídas
entre os sócios. O saldo das reservas de lucro, exceto as para
contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não
poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a
assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integral-
ização ou no aumento do capital social ou na distribuição de
dividendos.

2.5.5 Ações em Tesouraria

As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço


como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a
origem dos recursos aplicados na sua aquisição.

Prejuízos Acumulados

A nova redação dada pela Lei nº 11.638 de 2007 omite “Lucros


Acumulados”, o que pressupõe que todo o lucro acumulado pela
empresa deve ser destinado, evidenciando-se apenas se a empresa
apresentou prejuízo.
RESUMO
Aspecto Quantitativo do Patrimônio
(Com as alterações promovidas a pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09)

Disponível
Créditos
Circulante
Estoques
Despesas Antecipadas
Não Circulante Realizável a Longo Prazo
ATIVO
Investimentos
Imobilizado
Intangível

PASSIVO Circulante Obrigações a Curto Prazo


Não Circulante Obrigações a Longo Prazo
Realizado
Capital Social
a Realizar
Reservas de Capital
PATRIMÔNIO
Ajustes de Avaliação Patrimonial
LÍQUIDO
Reservas de Lucro
Ações em Tesouraria
Prejuízos Acumulados

006G/42
Exercícios Propostos
1 - Como são agrupados os investimentos?
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2 - Qual é a diferença entre bens tangíveis e intangíveis?


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3 - Quais são os grupos de contas que compõem o Capital Circulante?


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4 - O que representa o grupo Patrimônio Líquido?


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__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
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5 - Segundo a Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, os aspectos quantitativos do Patri-


mônio são:
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

006G/43
lição

5 Contas e Escrituração
Introdução • Escriturar os principais Livros Contábeis,
através dos diversos sistemas da escritu-
Esta lição tem o objetivo de apresentar ração.
todo o processo de escrituração contábil das • Corrigir os erros da escrituração, através de
operações realizadas numa empresa. Para isso, lançamentos contábeis.
é indispensável o conhecimento das contas a
serem utilizadas na escrituração e, principal- • Levantar um Balancete de Verificação, ba-
mente, um perfeito domínio da determinação seado em lançamentos no Diário e Razão.
de débito e crédito das contas.
1. Conceito
Já vimos os aspectos qualitativo e quanti-
tativo do patrimônio. Agora vamos compreen- Conta é a representação gráfica dos ele-
der como as operações realizadas na empresa mentos patrimoniais. Para cada elemento
alteram o patrimônio. constitutivo do patrimônio (ativo, passivo ou
patrimônio líquido), existe uma conta para re-
Ao final desta lição você será capaz de: presentá-lo. Assim, para o dinheiro existente,
temos uma conta própria para representá-lo
• Conceituar contas. que se chama “caixa”. Outra conta: “móveis
e utensílios”. Outra conta: “duplicatas a re-
• Classificar as contas, de acordo com a Teoria ceber”. Outra conta: “duplicatas a pagar”, e
Personalista e Materialista. assim por diante.
• Classificar, baseado nos atos administrati-
vos, as contas em contas de compensação. 2. Teoria das Contas
• De acordo com a natureza da empresa, ela-
borar um Plano de Contas. Existem duas teorias a respeito das contas:
Teoria Personalista e Teoria Materialista.
• De acordo com os fatos administrativos
apresentados, determinar a conta devedora 2.1 Teoria Personalista
e a conta credora.
• Usar adequadamente o Método das Partidas De acordo com a teoria personalista, o
Dobradas. patrimônio é administrado por uma pessoa, ou
seja, o administrador da empresa, que mantém
• Classificar os fatos administrativos, usando relações com três classes de pessoas:
todos os elementos das partidas.
• Proprietário – pessoa que entregou ao admi-
• Elaborar lançamentos contábeis usando as nistrador o capital e que, por isso, tem di-
diversas fórmulas de escrituração. reito sobre aquela parcela e suas variações.

006G/45
Instituto Monitor

As contas do proprietário compreendem o patrimônio líquido


inicial e suas alterações. Exemplos: capital, reservas, provisões,
lucros, ordenados, aluguéis, receitas diversas, etc.
• Agentes Consignatários – pessoas encarregadas pelo adminis-
trador de guardar os bens existentes do patrimônio. Essas pes-
soas possuem responsabilidades perante o administrador, pelos
valores que lhes foram entregues. A cada espécie desses bens
corresponde uma conta. Exemplos: caixa, móveis e utensílios,
imóveis, etc.
• Correspondentes – pessoas que mantêm relações jurídicas com
o administrador. Essas relações, que representam transações
feitas com a empresa, podem ser de ativo, quando representam
direitos, ou passivo, quando representam obrigações. Exem-
plos: duplicatas a receber, clientes, fornecedores, duplicatas
a pagar, etc.

2.2 Teoria Materialista

A escola materialista aprecia o patrimônio no sentido econô-


mico. As contas são classificadas em:

a) Contas Integrais – representam os bens, direitos e obrigações,


desdobrando-se em dois grupos:
• Contas Ativas (bens e direitos). Exemplos: caixa, móveis e
utensílios, duplicatas a receber, etc.
• Contas Passivas (obrigações). Exemplos: duplicatas a pagar,
fornecedores, etc.

b) Contas Diferenciais – representam a situação líquida inicial e


suas alterações. Exemplos: capital, reservas, aluguéis, ordena-
dos, receitas, etc.

Contas Teoria Personalista Teoria Materialista


Bens Agentes Consignatários
ATIVO Direitos Integral
Correspondentes
Passivo Obrigações
Patrimônio
Capital Próprio Proprietários Diferencial
Líquido

006G/46
Instituto Monitor

3. Função 3.1 Determinação do Débito e Crédito

A função de cada conta é representar gra- O conhecimento da determinação de dé-


ficamente a variação patrimonial que um fato bito ou crédito nas contas constitui o ponto
promove no patrimônio da empresa. Essa va- principal para a aprendizagem de todo o pro-
riação será representada por um lançamento, cesso contábil, e significa o elemento básico
que pode ser a débito ou a crédito da conta, de todo o mecanismo da Contabilidade.
significando o registro do fato econômico.
Assim sendo, uma conta pode ser debitada Toda e qualquer operação realizada
ou creditada. pelas empresas (compras, vendas, despesas,
receitas, etc.) tem seu reflexo imediato na
A diferença entre o débito e o crédito Contabilidade. Essas operações são regis-
de uma conta chama-se saldo, que pode ser tradas de acordo com sua natureza e seus
devedor ou credor. O saldo de uma conta é respectivos valores. O ato de contabilizar
devedor quando o débito é maior que o cré- essas operações por meio de um sistema uni-
dito. O saldo de uma conta é credor quando versalmente adotado (Método das Partidas
o crédito é maior que o débito. Dobradas) chama-se classificação.

Para melhor representar o movimento Classificar uma conta representa debitar


de débito e crédito das contas, utiliza-se o ou creditar essa conta de acordo com a ope-
chamado “razonete”. Nesse “razonete”, em ração realizada e constitui a mais importante
forma de T, colocamos do lado esquerdo os tarefa dentro de um setor da Contabilidade,
valores a débito. Desse modo, se colocarmos pois é dessa classificação que nascem os
R$ 500,00 a débito de caixa e R$ 200,00 a registros nos diversos livros contábeis (diá-
crédito da mesma conta, teremos: rio, razão, caixa, etc.), que por sua vez dão
origem aos levantamentos de demonstrações
CAIXA contábeis.
D C
R$ 500,00 R$ 200,00 Como vimos, dentro do processo contábil
Saldo = R$ 300,00 devedor
existe uma seqüência que nasce com a classi-
ficação das contas, indo até o balanço. Para se
classificar corretamente uma conta é neces-
Ou ainda, se colocarmos R$ 700,00 a cré- sário obedecer a uma regra contábil funda-
dito da conta duplicatas a pagar e R$ 200,00 mentada no perfeito conhecimento do assunto
a débito da mesma conta, teremos: Patrimônio, ensinado anteriormente.

DupliCatas a Pagar Assim, para se classificar determinada


D C operação, deve-se inicialmente saber das
R$ 200,00 R$ 700,00 alterações que esta operação provocou nos
Saldo = R$ 500,00 credor elementos patrimoniais.

Existem contas de: ativo (bens e direitos)


Importante: e passivo (obrigações).
Conta Débito = Saldo devedor
Como se vê, o primeiro passo para de-
Conta Crédito = Saldo credor terminar o débito ou crédito de certa conta
será saber sua origem, ou seja, se essa conta

006G/47
Instituto Monitor

é um bem ou direito (ativo), ou então uma Uma conta que represente um bem ou
obrigação (passivo). direito terá o seu valor inicial sempre a
débito, pois se trata de uma conta do ativo.
Todo ativo representa uma aplicação de Inversamente, as contas que representam
recursos, pois é nele que se encontram os obrigações terão o seu valor inicial a crédito,
bens e direitos da empresa. Assim, todo o pois se tratam de contas do passivo.
capital destinado para uso da empresa sig-
Contas Valor inicial
nifica uma aplicação de capital.
Ativo Débito
De maneira contrária, a origem do ca- Passivo Crédito
pital estará do lado direito, pois é de onde Receita Crédito
vem o dinheiro dos proprietários da empresa Despesa Débito
(capital social) e de todas as pessoas para as
quais a empresa deve obrigações (passivo). Para entendermos melhor esta teoria,
Assim, o lado direito do balanço patrimo- vejamos alguns exemplos:
nial representará a origem do capital da
empresa. a) Abertura da empresa em dinheiro – este
fato significa que os proprietários investiram
Dessa forma, um lançamento significa dinheiro na empresa. Assim, perguntamos:
mencionar a origem e a aplicação de algum qual é a origem do capital? De onde veio o
evento econômico, que contabilmente cha- dinheiro? A resposta será: dos proprietários
mamos de classificação a crédito e a débito. da empresa, ou seja, do capital social. Já
Esta regra diz que, ao fazer um lançamento, que a origem é o capital social, então, este
no mínimo, estaremos envolvendo duas con- terá seu lançamento a crédito. Se a origem
tas, uma que será lançada a débito e a outra é o capital social, qual será a aplicação? Ou
que será a crédito. para onde vai o dinheiro? O dinheiro vai para
o caixa; assim, lançamos o caixa a débito.
Todo o lançamento a débito representa Então teremos:
uma aplicação de capital e todo o lançamento
a crédito representa uma origem de capital. Débito a caixa
Ao fazer um lançamento, deveremos analisar Crédito a capital social
qual é a origem e aplicação daquele evento.
Ao expor isto, podemos dizer que o ativo b) Compra de mercadorias à vista – este
da empresa será de natureza devedora, pois fato motivou a entrada de mercadorias na
significa uma aplicação de recursos e todo o empresa, sendo pago em dinheiro. Assim,
passivo da empresa terá natureza credora, perguntamos: de onde veio o dinheiro? Ou
pois significa origem de recursos. qual é a origem? A origem é o caixa; assim,
lançamos o caixa a crédito. Se a origem é o
Ativo Natureza Devedora caixa, qual será a aplicação? Ou para onde
vai o dinheiro? O dinheiro vai para as mer-
Passivo e cadorias; assim, lançamos mercadorias a
Patrimônio Natureza credora débito. Teremos:
Líquido
Débito a mercadorias
As contas têm um valor inicial, ou seja, Crédito a caixa
o primeiro lançamento que se faz em deter-
minada conta terá de ser de acordo com sua c) Compra de uma mesa a prazo – neste fato,
origem. temos a entrada de um bem (móveis e uten-

006G/48
Instituto Monitor

sílios), assim como assumimos uma obriga- 4.2 Contas Bilaterais


ção (duplicatas a pagar), pois a compra foi
a prazo. Assim, perguntamos: de onde veio São aquelas que sofrem variações nos
a mesa? Ou qual é a origem? A origem são dois sentidos, ou seja, seu saldo pode au-
as duplicatas a pagar, pois assumimos uma mentar ou diminuir. São divididas em três
obrigação para poder obter este bem. Se a classes:
origem são as duplicatas a pagar, qual será a
• Contas do Ativo – que podem ser debitadas
aplicação? Ou para onde vai a mesa? A mesa
ou creditadas, mas seu saldo será sempre
é um ativo e um móvel; assim, chamamos de
devedor.
móveis e utensílios.
• Contas do Passivo – que podem ser cre-
Débito a móveis e utensílios ditadas ou debitadas, mas seu saldo será
Crédito a duplicatas a pagar sempre credor.
• Contas Mistas – que são debitadas ou cre-
d) Pagamento de duplicata – neste fato foi ditadas, apresentando o saldo ora devedo­r,
feito pagamento em dinheiro de uma dupli- ora credor.
cata. Assim, perguntamos: de onde veio o
dinheiro? Ou qual é a origem? O dinheiro veio 4.3 Contas de Compensação
do caixa, pois estamos pagando uma obriga-
ção; assim, lançamos o caixa a crédito. Se a Este grupo especial de contas serve para
origem é o caixa, qual será a aplicação? Ou representar atos administrativos que não
para onde vai o dinheiro? O dinheiro vai para alteram o patrimônio.
o pagamento das duplicatas; assim, lançamos
as duplicatas a pagar a débito. As contas de compensação funcionam como
“lembretes” para o administrador do patrimô-
Débito a duplicatas a pagar nio. Representam deslocamentos momentâneos
Crédito a caixa de bens ou direitos para outras entidades e
compromissos firmados pelos gestores da massa
4. Classificação Funcional patrimonial em nome da empresa.
das Contas
Mencionaremos alguns exemplos de
Quanto à funcionalidade, as contas se atos que possam gerar um lançamento de
dividem em: unilaterais e bilaterais. compensação:

4.1 Contas Unilaterais • Empréstimo de um bem de uma entidade


para outra.
Contas unilaterais são aquelas que so- • Fiança, endossos ou avais dados em nome
frem variações apenas num sentido. Por da empresa.
isso, o saldo dessas contas aumenta sempre.
• Hipotecas imobiliárias.
Estão nesse caso as contas de receitas, que
serão sempre creditadas, e de despesas, que • Mercadorias compradas e vendidas em
serão sempre debitadas. Logo, as contas de consignação.
receitas apresentam saldo credor e as contas • Entrega de duplicatas a receber para co-
de despesas apresentam saldo devedor. brança.

006G/49
Instituto Monitor

As contas de compensação são lançadas • Sistema de operações.


aos pares, ou seja, a uma conta de com-
• Volume dos negócios.
pensação no débito, contrapõe-se outra de
compensação no crédito. Por isso, uma conta • Exigências de ordem legal.
de compensação jamais terá como contrapar-
tida uma conta patrimonial. De posse desses elementos ou de outros
considerados necessários, em cada caso, tor-
Desse modo, é fácil entender que o ativo na-se possível a confecção do plano.
de compensação soma o mesmo valor que o
passivo de compensação, pois não há situa- Veja a seguir um exemplo de elenco de
ção líquida nessa massa como acontece com contas de uma empresa comercial de médio
o patrimônio da entidade. porte.

ATIVO PASSIVO 5.1 Elenco de Contas


Patrimônio Líquido
Ativo de Passivo de ATIVO
Compensação Compensação
Circulante
Caixas
5. Plano de Contas Bancos contas movimento
Os fatos contábeis devem ser classificados Créditos
dentro de um sistema metódico e organizado Duplicatas a Receber
para que a contabilização dos mesmos seja (-) Duplicatas Descontadas
feita de maneira uniforme. Assim, é neces- (-) Provisão para
sário que se tenha em qualquer empresa um Devedores Duvidosos
plano de contas elementar de organização de Adiantamentos
qualquer sistema contábil eficiente. Estoques
Mercadorias
A inexistência de um plano de contas dá
margem a improvisações que podem produ- Despesas Antecipadas
zir erros. Seguro a vencer (Apropriar)

Um bom plano de contas contém os se- Não Circulante


guintes elementos básicos:
Realizável a longo prazo
• Elenco de contas. Contas a receber
• Função atribuída a cada conta. Investimentos
• Funcionamento (quando deve ser debitada Imobilizado
e quando deve ser creditada). Móveis e Utensílios
Instalações
Ao se elaborar um plano de contas, é Veículos
necessário estudar a natureza da entidade (-) Depreciação Acumulada
a que ele vai pertencer, colhendo-se os se-
guintes dados:
Intangíveis
• Forma jurídica da entidade. Marcas e Patentes
• Ramo de atividade. Direitos de Uso

006G/50
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Direitos Autorais portância a débito. Assim, não há devedor sem


credor, ou, ainda, para cada débito existe um
PASSIVO ou mais créditos de igual valor e vice-versa.
Circulante
O principal cuidado a observar no
Duplicatas a pagar
Método das Partidas Dobradas é a correta
Impostos a pagar
determinação de quem é o devedor e de
Salários a pagar
quem é o credor.

Não Circulante O estabelecimento da “partida” é feito


Contas a pagar por meio do raciocínio visto anteriormen-
Empréstimos bancários te, ou seja, a determinação do débito e
crédito das contas.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 6.1.1 Elemento das Partidas
Reservas de Capital
Ajuste de Avaliação Patrimonial As “partidas” são constituídas de cinco
Reserva de Lucros elementos:
Ações em Tesouraria
1. Data
Prejuízos acumulados
2. Conta Devedora
6. Escrituração 3. Conta Credora

É por meio da escrituração que o ad- 4. Histórico


ministrador terá o registro e o controle das 5. Valor
variações patrimoniais, assim como os resul-
tados dos exercícios contábeis. 6.1.2 Fórmulas de Escrituração

6.1 Método das Partidas Dobradas Chamam-se fórmulas de escrituração as


diversas maneiras de utilizarmos as partidas,
A escrituração pelo Método das Partidas de acordo com os fatos ocorridos e para regis-
Dobradas baseia-se no seguinte princípio: tro dos mesmos. As fórmulas se dividem em:
todo crédito que é lançado numa conta faz lançamentos contábeis de primeira, segunda,
surgir outra, onde é registrada a mesma im- terceira e quarta fórmula.

Anotações e Dicas

006G/51
Instituto Monitor

• Primeira Fórmula: é usada para os lançamentos simples, em que


se usa uma conta devedora em contrapartida com uma conta cre-
dora. É a partida contábil em sua fórmula mais simples, usada,
inclusive, para todos os sistemas contábeis informa­tizados.
Para se realizar uma partida contábil de primeira fórmula,
utilizamos os cinco elementos já citados, colocando-se antes da
conta credora a preposição “a”, indicando-se com isso que a conta
devedora deve à conta credora.

Exemplo:

São Paulo, ...de fevereiro de X2.


Móveis e Utensílios
a Caixa
Pago pela compra de uma mesa R$ 2.000,00

Os lançamentos contábeis de segunda, terceira e quarta


fórmula também são chamados de lançamentos complexos ou
partidas complexas. Servem para agrupar diversos lançamentos
de primeira fórmula.

• Segunda Fórmula: nas partidas de segunda fórmula encontra-


mos uma única conta devedora em contrapartida com diversas
contas credoras.

Exemplo:

São Paulo,...de fevereiro de X2.


Mercadorias
a Diversos
a Caixa
Pago pelas compras à vista R$ 8.000,00

São Paulo, ... de fevereiro de X2.


a Duplicatas a pagar
Casa Lopes Ltda.
Valor referente a n/compra R$ 2.000,00 R$ 10.000,00

• Terceira Fórmula: nas partidas de terceira fórmula temos


diversas contas devedoras em contrapartida com uma única
conta credora.

Exemplo:
São Paulo,...de fevereiro de X2.
Diversos
a Caixa
Aluguéis

006G/52
Instituto Monitor

Pago o aluguel referente ao mês em curso R$ 3.000,00


São Paulo,...de fevereiro de X2.
Material de Escritório
Pago pela compra de diversos
impressos R$ 1.000,00 R$ 4.000,00

• Quarta Fórmula: abrange diversas contas no débito, em con-


trapartida com diversas contas no crédito. Não é uma fórmula
usada na prática, pois, como poderá ser visto a seguir, nada mais
representa do que vários lançamentos de primeira fórmula.

Exemplo:

São Paulo ,...de fevereiro de X2


Diversos
a Diversos
Valor referente às seguintes aquisições:
Mercadorias
Pela compra de diversas conforme
N.F. nº 638 R$ 6.000,00
Móveis e utensílios
Pela compra de um arquivo de aço
para uso da firma R$ 1.000,00 R$ 7.000,00
Caixa
Pagto. 1ª parcela, nas compras
acima R$ 3.000,00
Duplicatas a pagar
Casa Lopes Ltda.
Valor referente à parte financiada da
compra acima R$ 4.000,00 R$ 7.000,00

7. Livros de Escrituração
A escrituração das variações patrimoniais ocorridas numa
empresa é feita em livros próprios. Os livros de escrituração são
de dois tipos: obrigatórios e facultativos.

7.1 Livros Obrigatórios

Livros obrigatórios são aqueles exigidos pelo poder público


e servem como objeto de fiscalização das empresas por parte
dos órgãos do Governo. São classificados em dois grupos: os
que são exigidos pelo Código Comercial e os que são exigidos
por leis especiais.

006G/53
Instituto Monitor

O Código Comercial Brasileiro prescreve como livro obriga-


tório o Diário. Para as Sociedades Anônimas, a Lei nº 6.404/76
tornou obrigatórios os seguintes livros:
• Registro de Atas de Assembléias Gerais
• Registro de Presença de Acionistas
• Registro de Atas de Reunião do Conselho de Administração
• Registro de Atas de Reuniões da ­Diretoria
• Registro de Atas e Pareceres do Conselho Fiscal
• Registro de Ações Nominativas
• Registro de Transferência de Ações ­Nominativas
• Registro de Partes Beneficiárias ­Nominativas
• Registro de Transferência de Partes ­Beneficiárias Nominativas

De acordo com a legislação fiscal, são obrigatórios os seguintes


livros fiscais:
• Inventário (modelo 7)
• Apuração do Lucro Real
• Razão Auxiliar em UFIR
• Estoque dos Imóveis (para imobiliárias, construtoras, empre-
sas de incorporação e loteamentos)
• Registro de Entradas (modelos 1 e 1-A), que substitui de com-
pras
• Registro de Saídas (modelos 2 e 2-A)
• Registros de Controle da Produção e do Estoque (modelo 3)
• Registro de Selo Especial de Controle (modelo 4)
• Registro de Impressão de Documentos Fiscais (modelo 5)
• Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de
Ocorrência (modelo 6)
• Registro de Apuração de IPI (modelo 8)
• Registro de Apuração do ISS (comum a todos os municípios
que, por suas ­legislações orgânica e tributária, poderão ado-
tar outros livros)

Os livros obrigatórios devem conter certas formalidades legais


extrínsecas e intrínsecas. As extrínsecas são formalidades que
os livros devem conter antes de serem escriturados, ou seja, são
suas características específicas, como encadernação, numeração
e termos de abertura e encerramento. As intrínsecas representam

006G/54
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a maneira de preencher esses livros: clareza, ordem cronológica,


continuidade e exatidão.

7.2 Livros Facultativos

São chamados de livros facultativos aqueles que, embora não


sejam exigidos por lei, são necessários ao bom funcionamento do
sistema contábil das empresas e do ponto de vista do interesse
dos administradores. Os principais são os seguintes: razão, caixa
e contas correntes.

7.3 Livros Cronológicos e Livros Sistemáticos

Os livros de escrituração obedecem a uma determinada ordem


em função dos lançamentos contidos. Cronológicos são aqueles em
que os lançamentos são feitos observando-se a ordem cronológica
de dias, meses e anos. Exemplos: Diário e Caixa. Sistemáticos são
aqueles em que se observa uma ordem sistemática, agrupando-se
os lançamentos de acordo com a sua natureza e finalidade. Exem-
plos: Razão e Contas Correntes.

7.4 Livros Principais

Chamamos de livros principais aqueles imprescindíveis ao


bom funcionamento de um sistema contábil eficiente e moderno.
Passaremos a enumerá-los um a um, assim como a maneira de
escriturá-los.

7.4.1 Diário

O Diário é um livro cronológico e obrigatório e como tal estará


sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas. Não pode
conter emendas, entrelinhas ou rasuras.

Anotações e Dicas

006G/55
Instituto Monitor

SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO
1 2 3 4 5 6 7 8 9

1 Número da folha do Razão


2 Letra inicial da Conta devedora ou Preposição “a”(Conta Credora)
3 Letra inicial da Conta Credora
4 Local
5 Dia
6 Mês e Ano
4, 5 e 6 Histórico
7 Valores Referentes a Parcelas da mesma Conta (PARCIAIS)
8 Valores Referentes a Parcelas do mesmo Lançamento (“diversos”)
9 Valor Refente ao total de cada Lançamento

São Paulo, 18 de Julho de 20XX


03 C aixa
a Vendas
Recebido pelas vendas à vista NF 036 20.000,00
07 M ercadorias
03 a Caixa
Pago pela compra à vista conf. NF 345 Casa Lopes Ltda. 5.000,00
12 a Duplicatas a Pagar
Valor referente à compra a prazo Casa Maria S/A NF 93 10.000,00 15.000,00

São Paulo, 20 de Julho de 20XX


Diversos
03 a Caixa
14 A Luguéis
Pagamento Referente a julho 8.000,00
Despesas Diversas
Pagamento por meio de carta 200,00
Pagamento por compra de lâmpadas 800,00 1.000,00 9.000,00

006G/56
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7.4.2 Razão

O Razão é um livro facultativo e sistemático. Nesse livro, uma


página é destinada para cada conta, dividida em dois campos, um
para o débito e outro para o crédito. Os lançamentos são transcri-
tos do Diário e servem para controlar os movimentos de débitos
e créditos de todas as contas. O Razão também pode ser lançado
em fichas, para facilitar o seu manuseio.

Numa empresa organizada, existe o Razão das contas sintéticas


(bancos com movimento, duplicatas a receber, duplicatas a pagar,
etc.), e o Razão das contas analíticas (Banco Beta S/A, Banco Mo-
delo S/A, Casa Lopes, Casa Maria S/A, etc.). Desse modo, a soma
das fichas analíticas tem que ser o valor do saldo, na mesma data
da conta sintética.

Exemplo:

Conta Sintética bancos c/ movimento - Saldo = R$ 10.000,00



Conta Analítica Banco Beta S/A R$ 05.000,00
Banco Modelo S/A R$ 03.000,00
Banco Ideal S/A R$ 02.000,00
Total....................... R$ 10.000,00

Forma de Lançamento do Livro Razão


Nome da Conta

CONTA

DATA CONTRAPARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C

Veja a escrituração do livro Razão como reflexo do livro Diário lançado:

CAIXA
DATA CONTRAPARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
18/07/XX a Vendas Recebido pelas vendas à 20.000,00 20.000,00 D
vista NF 036
18/07/XX de Mercadorias Pago pela compra à vista 5.000,00 15.000,00 D
conf. NF 345 Casa Lopes
Ltda.
20/07/XX de Aluguéis Pagamento referente a julho 8.000,00 7.000,00 D
20/07/XX de Despesas Diversas pagamento por compra de 1.000,00 6.000,00 D
lâmpadas e por meio de carta

006G/57
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VENDAS
DATA CONTRA PARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
18/07/XX de Caixa vendas à vista NF 036 20.000,00 20.000,00 C

MERCADORIAS
DATA CONTRA PARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
pela Compra à vista conf.
18/07/XX a Caixa NF 345 Casa Lopes Ltda. 5.000,00 5.000,00 D
pela Compra a prazo conf.
18/07/XX a Duplicatas a Pagar NF 93 Casa Maria S/A 10.000,00 15.000,00 D

DUPLICATAS A PAGAR
DATA CONTRA PARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
pela Compra a prazo conf. C
18/07/XX de Mercadorias NF 93 Casa Maria S/A 10.000,00 10.000,00

ALUGUÉIS
DATA CONTRA PARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
20/07/XX a Caixa Pagamento Referente a julho 8.000.00 8.000,00 D

DESPESAS DIVERSAS
DATA CONTRA PARTIDA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
20/07/XX a Caixa pagamento por compra de 1.000,00 1.000,00 D
lâmpadas e por meio de carta

Razonete - O Razão em “T”

Para facilitar os lançamentos do livro Razão, principalmente no


sentido didático, usamos uma maneira de simplificar o livro Razão,
o Razonete, no qual só trabalhamos com os valores, lançando-se
do lado esquerdo do “T” os valores debitados e do lado direito, os
valores creditados. Assim como no livro Razão abrimos uma folha
para cada conta, aqui abrimos um Razonete para cada conta.

Veja, a seguir, alguns lançamentos do livro Diário (sem histó-


ricos), passados para os razonetes.

006G/58
Instituto Monitor

Diário:

Caixa
a Vendas 120.000

Bancos c/ movimento
a Caixa 80.000

Mercadorias
a Duplicatas a pagar 60.000

Aluguéis
a Bancos c/ movimento 40.000

Razonetes:

Caixa Vendas
D C D C
120.000 80.000 120.000

Bancos c/ movimento Mercadorias


D C D C
80.000 40.000 60.000

Duplicatas a pagar Aluguéis


D C D C
60.000 40.000

7.4.3 Caixa

Devido à grande importância que tem o movimento de di-


nheiro, é indispensável um livro próprio para registrar sua movi-
mentação. O Caixa é facultativo e cronológico e seu movimento
é escriturado de acordo com as entradas e saídas de dinheiro da
empresa.

O Caixa é encerrado a cada mês, transportando-se o saldo


existente no último dia do mês, para o primeiro dia do mês se-
guinte. Do lado esquerdo, escritura-se o débito e do lado direito,
o crédito.

No final do mês, para se encerrar as folhas do Caixa, deve-se


proceder da seguinte maneira:

1. Soma-se o crédito e escreve-se o total na linha seguinte da última


saída.

2. Soma-se o débito.

006G/59
Instituto Monitor

3. Acha-se o saldo.

4. Coloca-se o saldo, abaixo do total do crédito, escrevendo-se no


histórico “saldo para o mês seguinte”.

5. Soma-se o total do crédito ao saldo e deve-se chegar ao mesmo


valor do total do débito.

6. Coloca-se o total do débito na mesma linha da soma do crédito,


mais o saldo.
Lado direito
JULHO DE 2007
HAVER
Água, luz e telefone
08 de 3.000,00
Pgto. da conta do mês 07
Material de escritório
08 de 1.000,00 4.000,00
Pgto. NF 931 da Casa Loins Ltda.
Mercadorias
18 de 5.000,00
Pgto. NF 368 da Casa Lopes Ltda.
Aluguéis
20 de 8.000,00
Pgto. referente a julho
Despesas diversas
200,00
20 de Pgto. por envio de cartas 1.000,00 9.000,00
800,00
Pgto. por compra de lâmpada
18.000,00
Saldo para o mês seguinte 20.000,00
38.000,00

Lado esquerdo
JULHO DE 2007
Deve
Saldo Devedor 3.000,00
Vendas
05 A 5.000,00
Recebido conf. NF 034
Bancos c/ movimento
12 A Banco Beta S/A 4.000,00
Recebido cheque nº 45.901
Vendas
6.000,00 10.000,00
Recebido conf. NF 035
Vendas
20.000,00
Recebido conf. NF 036
38.000,00

006G/60
Instituto Monitor

7.4.4 Contas Correntes

O livro de Contas Correntes é classificador das contas de clien-


tes e fornecedores. Da mesma forma que o Razão, é facultativo
e sistemático. Neste livro são escriturados, por página, todos os
desdobramentos dos lançamentos do Diário.
SISTEMA DE ESCRITURAÇÃO
Casa Lopes Ltda.
DATA DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C
Maio 26 Compras cf. NF 368 800,00 800,00 C
Junho 10 Compras cf. NF 383 600,00 1.400,00 C
Junho 26 Pgto. duplicata nº 246 400,00 1.000,00 C
Julho 12 Compras cf. NF 412 1.000,00 2.000,00 C

8. Erros de Escrituração
Qualquer erro de redação ocorrido nos históricos pode ser cor-
rigido caso seja detectado antes do encerramento do lançamento.
Em caso contrário, se o erro for verificado depois de encerrada
a “partida”, não restará outra solução senão a de “estornar” o
lançamento onde há o erro e fazer novo lançamento.

Exemplo:
Caixa
a Vendas
Pago pelas compras, digo, recebido
pelas vendas de mercadorias 200,00

8.1 Erros de Lançamentos

Os erros de lançamentos podem se verificar de duas maneiras:


de algarismos e de intitulação. Os erros de algarismos consistem
em lançar-se a mais, ou a menos, a quantia certa. Os erros de in-
titulação consistem em classificar indevidamente uma conta no
débito ou no crédito.

8.2 Correção de Erros de Escrituração

Como já foi dito, o livro Diário não pode conter rasuras nem
emendas. Para se evitar que isso aconteça, os erros de lançamentos
são corrigidos contabilmente, por meio de outros lançamentos.

Existem três tipos de correção: estorno total, estorno parcial


e lançamento complementar.

006G/61
Instituto Monitor

8.2.1 Estorno Total

Este tipo de correção anula o lançamento errado por meio


de um lançamento inverso e depois faz a retificação por meio do
lançamento que seria o correto.

Exemplo:

Lançamento errado
Mercadorias
a Caixa
Pago aluguel relativo ao mês em curso 800,00
Estorno ou anulação
Caixa
a Mercadorias
Estorno do lançamento do dia 16.05..,
relativo ao pagamento do aluguel do mês
curso, por ter sido classificado indevidamente 800,00
Retificação
Aluguéis
a Caixa
Retificação do lançamento do dia 16.05...,
ref. pagamento de aluguel do mês em curso 800,00

8.2.2 Estorno Parcial

Com esse tipo de correção, anula-se apenas a conta lançada


indevidamente, em contrapartida com a conta julgada certa.

Exemplo:

Lançamento errado
Móveis e utensílios
a Mercadorias
Pela venda de mercadorias à vista 600,00
Retificação
Caixa
a Móveis e Utensílios
Retificação de n/ lançamento do dia 10.05...
por ter sido classificado indevidamente 600,00

8.2.3 Correção de Lançamento Complementar

Esse tipo de correção ocorre quando é cometido um erro de


algarismo e consiste em fazer-se um lançamento acertando-o para
mais ou para menos.

006G/62
Instituto Monitor

Exemplo:

Lançamento de 100,00 (o certo seria 1.000,00)


Caixa
a Vendas
Pelas vendas à vista 100,00
Lançamento complementar (retificação)
Caixa
a Vendas
Complemento do lançamento do dia 15.05....,
lançado a menor 900,00

9. Balancete de Verificação
O balancete é um demonstrativo do saldo de todas as contas
lançadas no livro Razão. Como foi visto, todos os lançamentos con-
tábeis efetuados no livro Diário têm o seu reflexo no livro Razão,
onde lançamos o valor a débito de uma conta e a crédito de outra
conta. Com isso, guardamos o princípio fundamental das partidas
dobradas, que estabelece que não há devedor sem credor.

Como toda conta que lançamos a débito faz surgir o mesmo


valor em outra conta a crédito, a soma de todas as contas devedoras
do livro Razão tem de ser igual à soma de todas as contas credo-
ras, no mesmo livro. Essa é a finalidade principal do balancete
de verificação, ou seja, verificar se a soma dos saldos devedores é
igual à soma dos saldos credores.

O balancete serve também como uma peça contábil de que


dispõe o administrador do Patrimônio para ter uma visão global
da situação da empresa, em determinada época, por meio dos
saldos apresentados.

Veja, a seguir, um balancete de verificação, como reflexo de


operações realizadas no livro Diário (sem históricos) e nos res-
pectivos “razonetes”.

Diário:

Caixa
a Capital 80.000,00

Bancos c/ movimento
a Caixa 20.000,00

Instalações
a Duplicatas a pagar 30.000,00

006G/63
Instituto Monitor

Mercadorias
a Bancos c/ movimento 10.000,00

Móveis e utensílios
a Duplicatas a pagar 9.000,00

Duplicatas a pagar
a Caixa 10.000,00

Veículos
a Caixa 20.000,00

Razonete:
Caixa Capital
D C D C
R$ 80.000,00 R$ 20.000,00 R$ 80.000,00
R$ 10.000,00
R$ 20.000,00
R$ 80.000,00 R$ 50.000,00

Banco c/ movimento Instalações


D C D C
R$ 20.000,00 R$ 10.000,00 R$ 30.000,00

Duplicatas a pagar Mercadorias


D C D C
R$ 10.000,00 R$ 30.000,00 R$ 10.000,00
R$ 9.000,00
R$ 10.000,00 R$ 39.000,00

Veículos Móveis e utensílios


D C D C
R$ 20.000,00 R$ 9.000,00

006G/64
Instituto Monitor

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
CONTAS Movimentação SALDO
DÉBITO CRÉDITO DEVEDOR CREDOR
Caixa R$ 80.000,00 R$ 50.000,00 R$ 30.000,00 -
Capital - R$ 80.000,00 - R$ 80.000,00
Bancos c/ Movimento R$ 20.000,00 R$ 10.000,00 R$ 10.000,00 -
Instalações R$ 30.000,00 - R$ 30.000,00 -
Duplicatas a Pagar R$ 10.000,00 R$ 39.000,00 - R$ 29.000,00
Mercadorias R$ 10.000,00 - R$ 10.000,00 -
Veículos R$ 20.000,00 R$ 20.000,00
Móveis e Utensílios R$ 9.000,00 - R$ 9.000,00 -
Totais R$ 179.000,00 R$ 179.000,00 R$ 109.000,00 R$ 109.000,00

balancete patrimonial
ativo PASSIVO
Caixa R$ 30.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 29.000,00
Banco c/ Movimento R$ 10.000,00
Instalações R$ 30.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Mercadorias R$ 10.000,00 Capital Social R$ 80.000,00
Veículos R$ 20.000,00
Móveis e Utensílios R$ 9.000,00
Total R$ 109.000,00 Total R$ 109.000,00

006G/65
Exercícios Propostos
1 - Faça os lançamentos de Diário sem histórico e os razonetes.
a) Compra de mercadorias a prazo - R$ 30.000,00
b) Compra de mesas e cadeiras a prazo - R$ 10.000,00
c) Depósitos de dinheiro no banco - R$ 10.000,00
d) Pagamento de duplicatas – R$ 3.000,00
e) Compra de veículos a prazo R$ 30.000,00
f) Compra de mercadorias à vista - R$ 1.000,00

006G/66
Instituto Monitor

2 - Faça os lançamentos de Diário sem histórico, os razonetes, o balancete de


verificação e o balanço patrimonial da empresa Direta.
a) Constituição da empresa em dinheiro – R$ 50.000,00
b) Abertura de conta corrente, com depósito inicial de R$ 5.000,00
c) Compra de mercadorias a prazo, no valor de R$ 6.000,00
d) Compra de máquinas em cheque, no valor de R$ 2.500,00
e) Pagamento em dinheiro de parte da mercadoria no valor de R$ 2.000,00
f) Compra de veículo à vista no valor de R$ 10.000,00

006G/67
lição

6 Registros Contábeis
Introdução 3. Demais Sociedades
Nesta lição você conhecerá os vários tipos O registro da constituição do capital de
de empresas e as formas como devem ser feitos uma sociedade é efetuado em duas etapas:
os registros contábeis em cada uma delas. subscrição e integralização do capital.

1. Constituição da Empresa 3.1 Subscrição do Capital

O primeiro lançamento que se efetua no Nessa etapa, registra-se a responsabili-


livro Diário da empresa é o de sua constitui- dade que os sócios da empresa assumem ao
ção. Esse lançamento representa o valor inicial assinarem o contrato social, comprometendo-
que os proprietários investem na empresa, ou se, perante aquele documento, a colocarem na
seja, a primeira parcela do patrimônio líquido, empresa os valores ali definidos.
que representa o capital social.
Exemplo:
O lançamento de constituição do capital
de uma empresa depende da forma jurídica de Capital a realizar
que tal empresa está revestida, que pode ser a Capital social
uma firma individual ou uma sociedade. Capital que se inicia das atividades da Pape-
laria Modelo Ltda., sob a forma de sociedade
2. Sociedade Empresária por quotas de responsabilidade limitada, di-
vidida em 900 quotas de R$1,00 cada, inscrita
Numa Sociedade Empresária registra-se na JUCESP, sob o número 45.903, a saber:
o momento em que o proprietário empregou
certo numerário na empresa, para que ela José da Silva 200 quotas  R$ 200,00
possa começar a funcionar. Manoel Pereira 300 quotas   R$ 300,00
Joaquim Sá 400 quotas  R$ 400,00 =
Exemplo: R$ 900,00

Caixa Quando se tratar de uma Sociedade por


a Capital Ações (Sociedade Anônima ou Sociedade em
Capital que estabelece José da Silva, sob Comandita por Ações), esse lançamento repre-
a forma de sociedade empresária, inscri- senta o valor que os acionistas fundadores se
to na Junta Comercial do Estado de São comprometeram a colocar na empresa, median-
Paulo, sob o nº 36.801. te a multiplicação do número de ações que subs-
creveram, pelo valor nominal de cada ação.

006G/69
Instituto Monitor

Exemplo:

Capital a realizar
a Capital social
Valor referente a 10.000 ações ordinárias e nominativas, com
valor nominal de R$ 1,00 cada, com que se constitui o capital
social inicial da Casa Silva S/A, conforme boletim de subs-
crição de ações e Ata da Assembléia Geral realizada em 18 de
junho de 2004, arquivada na JUCESP sob o nº 48.903

3.2 Integralização do Capital

Essa é a segunda etapa do registro de constituição da empresa


e representa o momento em que os proprietários realizam o capital
que subscreveram.

A integralização do capital da sociedade pode ser feita total


ou parcialmente, em relação ao capital subscrito. Na segunda hi-
pótese (integralização parcial), devem constar como cláusula do
contrato social, os valores e os vencimentos das parcelas a serem
integralizadas pelos sócios.

Considerando a integralização parcial do capital social da


Papelaria Modelo Ltda., conforme exemplo de subscrição, ante-
riormente dado, teremos:

Caixa
a Capital a realizar
Recebido dos sócios abaixo, pela integralização de parte do
capital subscrito, a saber:
José da Silva 60% das quotas   R$ 120,00
Manoel Pereira 60% das quotas   R$ 180,00
Joaquim Sá 60% das quotas   R$ 240,00 = R$ 540,00

Ficando o restante 40%,  R$360,00 a integralizar

O capital social pode ser integralizado em outros bens, di-


ferentes de dinheiro (mercadorias, imóveis, móveis e utensílios,
instalações, etc.) e até mesmo em direitos (títulos a receber), des-
de que a relação e os valores desses bens ou direitos constem do
contrato social, pois tais valores correspondem à parte de cada
um dos sócios e suas respectivas quotas de capital.

006G/70
Instituto Monitor

Exemplo:
Diversos
a Capital a realizar
Caixa
Recebido de José da Silva 200 quotas do capital, pela integra-
lização de sua parte, em dinheiro. R$ 200,00
Instalações
Valor referente a 300 quotas do capital de Manoel Pereira,
integralizados em diversas instalações da firma. R$ 300,00
Títulos a Receber
Valor referente a 400 quotas do capital de Joaquim Sá, inte-
gralizados em duas Notas Promissórias a receber, no valor de
R$200,00 cada, vencíveis em 18/07/X2 e 18/09/X2 respectiva-
mente, contra Margarida Ferreira. R$ 400,00

Total R$ 900,00

A integralização do capital das Sociedades por Ações, de


acordo com a Lei nº 6.404/76 (artigo 80), deve ser realizada em no
mínimo 10% do preço de emissão das ações subscritas.

Esse valor, de acordo com a mesma lei, terá de ser depositado no


Banco do Brasil S/A, ou em outro estabelecimento bancário autori-
zado pela Comissão de Valores Mobiliários. O artigo 81 da mesma lei
determina que: “O depósito referido deverá ser feito pelo fundador
no prazo de 5 dias contados do recebimento das quantias, em nome
do subscritor e a favor da sociedade em organização, que só poderá
levantá-lo após haver adquirido personalidade jurídica”.

4. Operações Iniciais
Após receber dos proprietários o numerário necessário às
suas operações, o administrador da empresa inicia uma série de
medidas, necessárias à implantação da empresa, como: depósito
bancário, despesas de constituição e organização e aquisição de
instalações.

4.1 Depósito Bancário

Depois de receber dos proprietários o numerário necessário


às suas operações, o administrador da empresa movimentará as
disponibilidades existentes. Servirá ainda para as diversas mo-
dalidades de operações que futuramente poderão ser realizadas,
como empréstimos, cobranças, descontos, etc.

006G/71
Instituto Monitor

Exemplo:

Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
a Caixa
Depósito efetuado, conforme recebido R$ 500,00

4.2 Aquisição de Instalações

Para que a empresa possa funcionar são necessárias instalações


preparadas. Tais aquisições, como balcões, vitrinas, prateleiras,
etc., são lançadas na conta “Instalações”.
Exemplo:

Instalações
a Duplicatas a pagar
Instaladora Comercial Ltda.
Valor referente à aquisição e montagem das instalações da
firma, conforme Nota Fiscal nº 368. R$ 300,00

5. Operações de Rotina
No desenvolvimento diário das operações de uma empresa
acontecem fatos administrativos que vão sendo classificados de
acordo com sua natureza, obedecendo sempre ao plano de contas
da empresa e observando o princípio básico do Método das Par-
tidas Dobradas.

Algumas dessas operações rotineiras, numa empresa comer­cial,


abolindo os históricos, para simplificar, são as seguintes:

Compra de mercadorias à vista:


Mercadorias
a Caixa

Venda de mercadorias à vista:


Caixa
a Venda

Depósito de dinheiro do banco:


Bancos c/ movimento
a Caixa

Pagamento de aluguel:
Aluguéis
a Caixa

006G/72
Instituto Monitor

Recebimento de uma duplicata:


Caixa
a Duplicatas a receber

Pagamento de imposto, com cheque:


Impostos e Taxas
a Bancos c/ movimento

Retirada de dinheiro do banco:


Caixa
a Bancos c/ movimento

Pagamento de uma duplicata:


Duplicatas a pagar
a Caixa

Compra de um veículo, à vista, pago com cheque:


Veículos
a Bancos c/ movimento

006G/73
Exercícios Propostos
Faça os lançamentos de Diário, sem históricos, referente aos fatos abaixo:
a) Subscrição do capital de uma sociedade.
b) Integralização do capital em dinheiro.
c) Aquisição de instalação a prazo.
d) Depósito de dinheiro no banco.
e) Compra de diversas mesas e cadeiras a prazo.
f) Compra de mercadoria à vista, pagamento com cheque.
g) Compra de uma máquina de escrever a prazo.
h) Pagamento de conta do telefone com cheque.
i) Retirada de dinheiro do banco.
j) Compra de mercadorias a prazo.
k) Pagamento de uma duplicata.
l) Recebimento de uma duplicata.

006G/74
lição

Atividade e Demonstração
7 de Resultados do Exercício
Introdução 2. Determinantes do Resultado da
Atividade
Nesta lição estudaremos todas as ativida-
des que afetam o patrimônio da empresa, ve- Os determinantes do lucro da atividade
remos como as atividades da empresa podem são compostos por três elementos: receitas,
resultar em lucro ou prejuízo e estudaremos custos e despesas.
a demonstração de resultados do exercício,
que é de grande valia para a contabilidade 2.1 Receitas
da empresa.
As receitas são divididas em dois tipos:
1. Atividade as receitas de vendas e as receitas que não
derivam das vendas.
A atividade da empresa é a forma pela
qual ela pretende atuar no mercado, a fim de As receitas de vendas são todos os nume-
atender a alguma expectativa de seus clientes rários que a empresa obtém pela venda de
e da sociedade de um modo geral. Do ponto de produtos ou serviços para seus clientes, sendo
vista contábil, é da atividade que resultam o estes recebidos à vista ou a prazo. Este nume-
lucro ou o prejuízo. rário é financeiro e sujeito a todos impostos
implicantes na venda de bens e serviços.
1.1 Tipos de Atividades
As receitas também podem não derivar
As atividades da empresa variam de de vendas, sendo a receita mais comum a
acordo com o setor econômico no qual ela receita financeira, na qual a empresa obtém
opera. As indústrias têm por característica a ganhos de juros com aplicações no mercado
transformação de matéria-prima em produtos financeiro. Outro tipo de receita é obtido pela
acabados. O comércio trabalha na compra e venda de ativos (imobilizado) da empresa;
revenda de mercadorias prontas, as empresas este tipo de receita é chamado de receita não
prestadoras de serviços concedem aos seus operacional.
clientes serviços de utilidade. As empresas
agropecuárias trabalham na criação de bens 2.2 Custo
derivados da agricultura e pecuária. Os bancos
e financeiras trabalham no fomento de capital O custo se refere única e exclusivamente
para pessoas e empresas. ao custo de venda de um determinado pro-

006G/75
Instituto Monitor

duto. É um dos numerários que deduz a re- teriormente, o lucro da empresa é uma fonte
ceita para a formação do lucro da empresa. de recursos do patrimônio líquido.
Exemplo: uma empresa comprou canetas
para revenda que custaram R$ 1,50 e serão Da mesma maneira que lançamos as
revendidas a R$ 2,00. Portanto, o custo é de contas do balanço patrimonial, o princípio
R$ 1,50 e o preço de venda R$ 2,00. será o mesmo para as contas de resultado,
onde os lançamentos a débito significarão
2.3 Despesas aplicação de recursos e a crédito origem de
recursos.
As despesas são sacrifícios financeiros
que a empresa faz para aumentar as receitas
As receitas significam entrada de nu-
e manter a atividade da empresa. Podem ser
merário para a empresa, por isso significam
divididas em operacionais e não operacio-
origens de capital. Já os custos e as despe-
nais. As despesas operacionais são derivadas
sas significam aplicações de capital. Assim,
da atividade da empresa e geralmente são
temos que os lançamentos em receitas são a
gastos com funcionários, aluguel, água, luz,
crédito e os lançamentos em custo e despesa
impostos, etc. Já as despesas não operacio-
a débito.
nais são gastos fora da atividade da empresa,
por exemplo: o custo de manutenção de um
terreno que a empresa não usa. 3.1 Período Contábil e
Regime de Competência
2.4 Resultado
O período contábil é dado para a verifica-
O resultado da atividade da empresa é ção dos resultados da empresa. De modo ge-
obtido pelo confronto entre as receitas, cus- ral, isso se deve ao princípio da continuidade
tos e despesas. Se as receitas forem maiores visto na Lição 1, na qual dizia que a empresa
que a soma do custo com a despesa, obtemos é algo em andamento, sem um fim determi-
o lucro da atividade; caso contrário, se a nado. Para isso é importante determinarmos
despesa for maior que as receitas, a empresa um período contábil para a apresentação dos
terá prejuízo. No caso de igualdade teremos resultados da atividade da empresa. Escolhe-
o equilíbrio. se um período contábil determinado para
a publicação dos resultados da empresa,
3. Lançamentos de Receitas, Custos que geralmente é de um ano, e muitas vezes
e Despesas correspondentes ao ano calendário. Para
informações internas este período poderá ser
O tratamento contábil que deveremos mensal para o maior controle da empresa por
dar para as receitas, custos e despesas será parte de seus administradores.
o mesmo aplicado nas lições anteriores, mas
devemos fazer ressalvas. Primeiramente, O regime de competência determina que
todas as receitas, custos e despesas são cha- as receitas ou despesas serão lançadas no pe-
madas de contas de resultado e não figuram ríodo do seu fato gerador e não no período do
no balanço patrimonial, e sim na demons- seu recebimento ou pagamento. Por exemplo:
tração de resultados do exercício. A segunda se uma empresa vendeu mercadorias em 20
ressalva é que, apesar dessas contas serem de dezembro do ano de 2007, para recebi-
pertencentes à demonstração de resultados mento em 20 de janeiro de 2008, esta receita
do exercício, os lucros da empresa afetam o deverá ser lançada em 2007, pois a venda foi
balanço patrimonial, pois, como vimos an- realizada em 2007.

006G/76
Instituto Monitor

3.2 Exemplo de Lançamento de Receitas e Despesas

Vejamos estes exemplos da Cia União:

a) Venda de R$ 30.000,00 recebidos à vista


b) Pagamento de despesa de aluguel R$ 10.000,00 em dinheiro
c) Apropriação de despesa com funcionários a ser paga no próximo
exercício R$ 15.000,00
d) Venda de R$ 20.000,00 a prazo.

Partidas de Diário

Caixa
a Vendas 30.000,00

Despesa de Aluguel
a Caixa 10.000,00

Despesa com Funcionários


a Funcionários a Pagar 15.000,00

Duplicatas a Receber
a Vendas 20.000,00

Caixa Vendas
R$ 30.000,00 R$ 10.000 R$ 30.000,00
R$ 20.000,00 R$ 20.000,00
R$ 50.000,00
Despesa de Aluguel Despesa com Funcionários
R$ 10.000,00 R$ 15.000,00

Funcionários a Pagar Duplicatas a Receber


R$ 15.000,00 R$ 20.000,00

4. Apuração do Resultado do Exercício


A apuração do resultado do exercício consiste em saber o va-
lor do lucro ou prejuízo que a empresa obteve naquele período. O
processo de apuração de resultado consiste em encerramento do
exercício. Dá-se esse nome, pois encerraremos todas as contas de
resultado, transportando-as para somente uma conta chamada
de Resultado.

006G/77
Instituto Monitor

Seguindo o exemplo anterior:

Vendas
a Resultado 50.000,00

Resultado
a Diversos
a Despesa de Aluguel 10.000,00
a Despesa com Funcionários 15.000,00 25.000,00

Vendas Despesa de Aluguel


R$ 30.000,00 R$ 10.000,00
R$ 20.000,00 R$ 10.000,00
R$ 50.000,00 R$ 50.000,00

Despesa com Funcionários Resultado


R$ 15.000,00 R$ 10.000,00
R$ 15.000,00 R$ 15.000,00 R$ 50.000,00
R$ 25.000,00

Podemos dizer que a empresa obteve lucro de R$ 25.000,00 no


período apurado. Este saldo da conta Resultado também deverá
ser transferido para a conta de patrimônio líquido chamada Pre-
juízos Acumulados, em caso de prejuízo, ou Reserva de Lucros a
Realizar, em caso de haver lucro.

Resultado
a Reserva de Lucro a Realizar 25.000,00
Resultados Reserva de Lucro a Realizar
R$ 10.000,00 R$ 25.000,00
R$ 15.000,00 R$ 50.000,00
R$ 25.000,00
R$ 25.000,00

5. Demonstração de Resultado do Exercício


A demonstração de resultado do exercício é uma demons-
tração contábil que mostra dedutivamente a formação do lucro
da empresa. É padronizada para todas as empresas, produzindo
informações importantes para a sua gestão.

006G/78
Instituto Monitor

Para o nosso exemplo, a demonstração de resultados do exer-


cício ficaria assim:

Vendas R$ 50.000,00
( - ) Despesas
Despesas com Aluguel R$ 10.000,00
Despesas com Funcionários R$ 15.000,00 (R$ 25.000,00)

(=) Lucro Líquido do Exercício R$ 25.000,00

Anotações e Dicas

006G/79
Exercícios Propostos
1 - O que é a atividade da empresa?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

2 - O que são receitas e quais são as mais comuns?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

3 - Diferencie custo e despesa.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

4 - No que consiste a apuração de resultados do exercício?


__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

006G/80
Instituto Monitor

5 - Faça os lançamentos em diário (sem o histórico), os razonetes e apure o re-


sultado para os lançamentos abaixo:
a) Prestação de Serviços na ordem de R$ 12.000,00, recebidos à vista.
b) Pagamento de despesas com mão-de-obra por R$ 7.000,00, à vista.
c) Pagamento de despesas de água e luz por R$ 5.000,00, à vista.
d) Prestação de Serviços de R$ 18.000,00, recebidos à vista.
e) Pagamento de despesas com combustível por R$ 12.000,00.

006G/81
Instituto Monitor

Exercícios Integrados - Lições 1 a 7


Caro aluno:

Apresentamos um exercício integrado para você pôr em prática todo o conheci-


mento aprendido até este momento. A resposta geral deste exercício está no fim
da apostila, mas se tiver dúvida você poderá consultar os professores.

Cia. Paulista

Lançamentos para o mês de janeiro de 2008

1 - Constituição da empresa por R$ 100.000,00, integralizados por R$ 30.000,00


em máquinas, R$ 40.000,00 em veículos e o restante em dinheiro.
2 - Abertura de conta corrente, depósito inicial de R$ 20.000,00
3 - Compra de materiais de consumo, em dinheiro, por R$ 1.000,00
4 - Compra de computadores por R$ 5.000,00, à vista e em cheque.
5 - Compra de imóvel por R$ 80.000,00, a prazo.
6 - Prestação de serviços no valor de R$ 20.000,00, recebido em cheque.
7 - Pagamento de despesas com funcionários, no valor de R$ 10.000,00, em
cheque.
8 - Pagamento de despesas de água e luz, no valor de R$ 2.500,00 em cheque.
9 - Pagamento de parte da compra de imóvel, em cheque, por R$ 6.000,00.
10 - Pagamento de despesas financeiras de R$ 500,00 em cheque.

Faça os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apure o resultado


do exercício, elabore o balanço patrimonial e a demonstração de resultados do
exercício.

006G/82
Instituto Monitor

006G/83
lição

Operações com
8 Mercadorias
Introdução
Nesta lição, estudaremos as operações com mercadorias e
demais eventos que afetam os valores de compra e venda, como
fretes, seguros e devoluções.

1. Atividade Comercial
Toda atividade comercial consiste na compra e venda de um
bem, fabricação de determinado produto ou prestação de algum
serviço a determinado cliente. Assim, independentemente do ramo
de atividade da empresa e setor no qual opera (indústria, comércio
ou prestação de serviços), existirá uma atividade comercial que
será a fonte de recursos para a empresa.

2. Resultado com Mercadorias


ou Lucro Bruto
O resultado com mercadorias significa todo o ganho ou perda
que a empresa teve durante determinado período com a compra e
venda de mercadorias. É contabilmente chamado de lucro bruto
e consiste no confronto entre as receitas de vendas diminuídas
de suas deduções (cancelamentos, descontos e impostos sobre
vendas) e o custo da mercadoria vendida (CMV). Esse lucro não
leva em consideração demais despesas operacionais como aluguel,
água e luz, juros, etc.

O resultado com mercadorias é determinado pela fórmula:

Resultado com Mercadorias = Vendas – Custo das Mercadorias Vendidas

O resultado do exercício é obtido pela fórmula:


Resultado do Exercício = Lucro Bruto + Outras Receitas – Demais Despesas

006G/85
Instituto Monitor

3. Custo da Mercadoria Vendida (CMV)


O Custo da Mercadoria Vendida é o custo de todas as unida-
des que foram vendidas, ou seja, se em determinado período uma
empresa não vender nada, esse item não existirá. O CMV está
intimamente ligado aos estoques da empresa, já que ela compra
mercadorias e armazena em estoque, e sua saída gera dois registros:
o primeiro pelo preço de venda e o segundo pelo preço de custo.
Essa saída pelo preço de custo é o CMV.

O cálculo do CMV depende de dois fatores: compras do período


e avaliação de estoques.

3.1 Compras

A compra de determinado produto é a peça chave da atividade


comercial da empresa, pois é por meio dela que saberemos qual
é o custo do produto, que servirá de base para o cálculo do preço
de venda da mercadoria. Para tanto, é necessário sabermos alguns
detalhes importantes sobre as atividades de compras, como fretes
e seguros.

3.1.1 Frete e Seguro

Atualmente, o frete representa uma parcela significativa dos


custos de compras de mercadorias, por isso merece uma análise
especial. Existem duas condições diferentes de compras: CIF e
FOB.

• CIF (Cost Insurance Freight): o custo do transporte é por


conta do vendedor, até o destinatário.

• FOB (Free On Board): o custo do transporte é por conta do


comprador. Nesse caso, as condições de compra devem ser
discriminadas na nota fiscal da empresa e cabe ao contador
registrar as possíveis despesas com frete e seguro.

Imaginemos a seguinte situação:

Uma empresa que revende computadores comprou 10 máqui-


nas pelo valor de R$ 12.500,00, a prazo. Na nota fiscal da mer-
cadoria, a condição de venda era FOB, na qual o frete e seguro
correspondiam a R$ 900,00 a serem pagos a prazo. Nessa empresa,
a contabilização ficará da seguinte maneira:

006G/86
Instituto Monitor

Lançamento da compra:

Estoque
a Duplicatas a pagar R$ 12.500,00 (a)

Lançamento da despesa com frete:

Despesa com Frete


a Duplicatas a pagar R$ 900,00 (b)

Razonetes:

Duplicata a Pagar Estoque


R$ 12.500,00 (a) (a) R$ 12.500,00
R$ 900,00 (b)

Despesa com Frete


(b) R$ 900,00

3.2 Avaliação de Estoques

A avaliação de estoques consiste em determinar o valor de


entrada de cada item estocado, bem como a sua saída para o CMV.
Basicamente, existem dois métodos de avaliação de estoques: in-
ventário periódico e inventário permanente.

O inventário periódico consiste em fazer o controle de estoque


no final de cada período, enquanto o inventário permanente faz
o controle de estoque a cada entrada e saída, de maneira mais
ativa.

Ambos os métodos de avaliação de estoques resultarão no


mesmo CMV, o que muda é a forma de contabilização. A seguir,
veremos como contabilizar o estoque e o CMV para cada um dos
métodos.

4. Contabilização pelo Inventário Periódico


Vimos anteriormente que o inventário periódico possui apenas
o controle físico da mercadoria no final de determinado período,
e que o CMV está intimamente ligado aos estoques da empresa,
sendo a sua saída o próprio CMV.

006G/87
Instituto Monitor

No sistema de inventário periódico, o CMV poderá ser deter-


minado da seguinte maneira:

CMV = Estoque Inicial + Compras + Despesas de Fretes e Seguros – Estoque Final

Devemos observar que o estoque final de um período será o


estoque inicial do período seguinte, e assim sucessivamente.

Exemplo: uma empresa possui R$ 80.000,00 de estoque no início do


mês de maio do ano de X6. Durante este mês, foram realizadas compras
de R$ 170.000,00 a prazo, sobrando estoque final de R$ 60.000,00. As
vendas do mês totalizaram R$ 230.000,00 a prazo. As despesas com
frete sobre as compras alcançaram R$ 3.000,00, pagos a prazo. Assim,
podemos contabilizar o CMV da seguinte maneira:

1º Passo:

O estoque inicial já existe na empresa e já está contabilizado:


Estoque
R$ 80.000,00

2° Passo:

Registro das compras do período em uma conta transitória, cha-


mada “Compras”. E o registro do frete a ser pago.

Diário

(2a) Compras
a Duplicatas a Pagar R$ 170.000,00

(2b) Despesa com Frete


a Duplicatas a Pagar R$ 3.000,00

Neste momento, teremos os seguintes razonetes:

Compras Duplicatas a Pagar


(2a) R$ 170.000,00 R$ 170.000,00 (2a)
R$ 3.000,00 (2b)

Estoque Despesa com Frete


R$ 80.000,00 (2b) R$ 3.000,00

006G/88
Instituto Monitor

3° Passo: Registro das Vendas

Diário

(3a) Duplicatas a Receber


a Receita de Vendas R$ 230.000,00

Razonetes

Compras Duplicatas a Pagar


(2a) R$ 170.000,00 R$ 170.000,00 (2a)
R$ 3.000,00 (2b)

Estoque Despesa com Frete


R$ 80.000,00 (2b) R$ 3.000,00

Receita de Vendas Duplicatas a Receber


R$ 230.000,00 (3a) (3a) R$ 230.000,00

4° Passo: Contabilização do CMV

Nesta etapa, vamos transferir o saldo das compras, estoque


inicial e as despesas com frete, para a conta CMV. Reconheceremos
também o saldo final de estoque.

Diário

(4a) CMV
a Compras R$ 170.000,00
Transferência das compras para o CMV

(4b) CMV
a Estoque R$ 80.000,00
Transferência do estoque inicial para o CMV

(4c) CMV
a Despesa com Frete R$ 3.000,00
Transferência da Despesa com Frete para o CMV

(4d) Estoque
a CMV R$ 60.000,00
Reconhecimento do estoque final, diminuindo do CMV

006G/89
Instituto Monitor

Razonetes

Compras Duplicatas a Pagar


(2a) R$ 170.000,00 R$ 170.000,00 (2a)
R$ 170.000,00 (4a) R$ 3.000,00 (2b)

Estoque Despesa com Frete


R$ 80.000,00 (2b) R$ 3.000,00
(4a) R$ 60.000,00 R$ 80.000,00 (4b) R$ 3.000,00 (4c)

Receita de Vendas Duplicatas a Receber


R$ 230.000,00 (3a) (3a) R$ 230.000,00

CMV
(4a) R$ 170.000,00
(4b) R$ 80.000,00
(4c) R$ 3.000,00 R$ 60.000,00 (4d)
R$ 253.000,00 R$ 60.000,00
R$ 193.000,00

Dessa maneira, conseguimos calcular o CMV no razonete.

5º Passo: Contabilização do Resultado com Mercadorias

Este passo significará a transferência das receitas de vendas


e o CMV para a conta de Resultado com Mercadorias

Diário

(a) Resultado com Mercadorias


a CMV R$ 193.000,00

(b) Receita de Vendas


a Resultado com Mercadorias R$ 230.000,00
O lucro do período com mercadorias foi de R$ 37.000,00.

006G/90
Instituto Monitor

Compras Duplicatas a Pagar


(2a) R$ 170.000,00 R$ 170.000,00 (2a)
R$ 170.000,00 (4a) R$ 3.000,00 (2b)

Estoque Despesa com Frete


R$ 80.000,00 (2b) R$ 3.000,00
R$ 80.000,00 (4b) R$ 3.000,00 (4c)
(4d) R$ 60.000,00

Receita de Vendas Duplicatas a Receber


R$ 230.000,00 (3a) (3a) R$ 230.000,00
(5b) R$ 230.000,00

CMV Resultado com Mercadorias


(4a) R$ 170.000,00 (5a) R$ 193.000,00 R$ 230.000,00 (5b)
(4b) R$ 80.000,00 R$ 37.000,00
(4c) R$ 3.000,00 R$ 60.000,00 (4d)
R$ 253.000,00 R$ 60.000,00
R$ 193.000,00
R$ 193.000,00 (5a)

A Demonstração de Resultados do Exercício (DRE) é a se-


guinte:

Receita de Vendas R$ 230.000,00


( - ) Custo da Mercadoria Vendida
Estoque Inicial R$ 80.000,00
+ Compras R$ 170.000,00
+ Frete R$ 3.000,00
- Estoque Final (R$ 60.000,00) (R$ 193.000,00)
( = ) Resultado com
Mercadorias ou Lucro Bruto R$ 37.000,00

5. Contabilização pelo Inventário Permanente


A contabilização pelo inventário permanente difere do in-
ventário periódico pelo grau de controle das entradas e saídas de
mercadorias. No inventário permanente, a cada compra ou venda
de mercadoria são feitos registros no estoque. Há também a neces-
sidade de controle por meio da ficha de estoque, onde encontram-se
as entradas e saídas de mercadorias e o saldo resultante.
006G/91
Instituto Monitor

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
01/02 12 R$ 120,00 R$ 1.440,00
02/02 8 R$ 120,00 R$ 960,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00
04/02 8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
8 R$ 150,00 R$ 1.200,00

Existem três métodos diferentes de avaliação de estoques:


PEPS, UEPS e Média Ponderada Móvel (MPM). A seguir, estu-
daremos cada um deles.

5.1 PEPS ou FIFO

Neste critério de avaliação, a saída do estoque de mercadorias


será dada pela mercadoria mais antiga que entrou na empresa, ou
seja, à medida que as vendas ocorrem, as saídas são dadas pelas
mercadorias que entraram primeiro.

PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai


ou, em Inglês,
FIFO – First In, First Out

Exemplo: uma empresa que comercializa bicicletas possui, em


fevereiro de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas
por R$ 120,00 cada, perfazendo num total de R$ 1.440,00. Durante
o mês de fevereiro, ocorreram as seguintes operações de compra
e venda de mercadorias:

02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à


vista.
04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos
à vista.
12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à
vista.

Utilizando o método PEPS, podemos contabilizar a movimen-


tação de estoques por meio da ficha de estoque, que será dividida
em três colunas: entradas, saídas e saldo.

006G/92
Instituto Monitor

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
01/02 12 R$ 120,00 R$ 1.440,00
02/02 8 R$ 120,00 R$ 960,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00
04/02 8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00
06/02 8 R$ 180,00 R$ 1.440,00 8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
8 R$ 180,00 R$ 1.440,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00 2 R$ 150,00 R$ 300,00
10/02
6 R$ 150,00 R$ 900,00 8 R$ 180,00 R$ 1.440,00
2 R$ 150,00 R$ 300,00 4 R$ 180,00 R$ 720,00
12/02
4 R$ 180,00 R$ 720,00
Soma 16 R$ 2.640,00 24 R$ 3.360,00 4 R$ 180,00 R$ 720,00

Podemos observar que a cada saída de mercadorias, o lan-


çamento na ficha de estoque foi feito pela primeira mercadoria
que entrou para a empresa, seguindo o método PEPS (Primeiro
que Entra, Primeiro que Sai). Cabe observar que o valor total de
saídas será o CMV, que nesse caso é de R$ 3.360,00; e o saldo fi-
nal de estoque será a última linha, que nesse caso é de R$ 720,00.
Nesse critério, o CMV será baseado nas compras mais antigas e o
estoque final nas compras mais novas. Para entendermos melhor,
procederemos à contabilização desses eventos.

Diário
02/02 Caixa
a Vendas R$ 1.840,00 (a)
Custo das Mercadorias Vendidas
a Estoque R$ 960,00 (a1)
04/02 Estoque
a Caixa R$ 1.200,00 (b)
06/02 Estoque
a Caixa R$ 1.440,00 (c)
10/02 Caixa
a Vendas R$ 2.500,00 (d)
Custo das Mercadorias Vendidas
a Estoque R$ 1.380,00 (d1)
12/02 Caixa
a Vendas R$ 1.500,00 (e)
Custo das Mercadorias Vendidas
a Estoque R$ 1.020,00 (e1)

006G/93
Instituto Monitor

Razonetes

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.380,00 (d1) (d1) R$ 1.380,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 1.020,00 (e1) (e1) R$ 1.020,00

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do


período.

(A) Vendas
a Resultado R$ 5.840,00

(B) Resultado
a Custo das Mercadorias Vendidas R$ 3.360,00

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)
R$ 5.840,00 R$ 2.640,00 R$ 5.840,00
R$ 3.200,00 (A) R$ 5.840,00

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.380,00 (d1) (d1) R$ 1.380,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 1.020,00 (e1) (e1) R$ 1.020,00
R$ 4.080,00 R$ 3.360,00 R$ 3.360,00
R$ 720,00 R$ 3.360,00 (B)

Resultado
(B) R$ 3.360,00 R$ 5.840,00 (A)
R$ 2.480,00

006G/94
Instituto Monitor

5.2 UEPS ou LIFO

O método de avaliação UEPS segue de maneira contrária ao


método PEPS, ou seja, no método UEPS, a última mercadoria que
entra é a primeira a sair.

UEPS – Última que Entra, Primeira que Sai


ou, em Inglês,
LIFO – Last In, First Out

As fichas de estoque e os procedimentos de lançamentos são os


mesmos, mudando somente sua sistemática. Para exemplificarmos,
adotaremos o mesmo exemplo para o método UEPS:

Uma empresa que comercializa bicicletas possui, em fevereiro


de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas por
R$ 120,00 cada, perfazendo num total de R$ 1.440,00. Durante o
mês de fevereiro ocorreram as seguintes operações de compra e
venda de mercadorias:

02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à


vista.
04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos
à vista.
12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à
vista.

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
01/02 12 R$ 120,00 R$ 1.440,00
02/02 8 R$ 120,00 R$ 960,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00
04/02 8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
4 R$ 120,00 R$ 480,00
06/02 8 R$ 180,00 R$ 1.440,00 8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
8 R$ 180,00 R$ 1.440,00
8 R$ 180,00 R$ 1.440,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
10/02
2 R$ 150,00 R$ 300,00 6 R$ 150,00 R$ 900,00
6 R$ 150,00 R$ 900,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
12/02

Soma 16 R$ 2.640,00 24 R$ 3.600,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00

006G/95
Instituto Monitor

No método UEPS, o CMV do período é de R$ 3.600,00, en-


quanto o valor do estoque de mercadorias é de R$ 480,00. Neste
critério, o CMV será baseado nas compras mais novas e o estoque
nas compras mais antigas.

Vamos proceder à contabilização para este método:

Diário

02/02 Caixa
a Vendas R$ 1.840,00 (a)

Custo das Mercadorias Vendidas


a Estoque R$ 960,00 (a1)

04/02 Estoque
a Caixa R$ 1.200,00 (b)

06/02 Estoque
a Caixa R$ 1.440,00 (c)

10/02 Caixa
a Vendas R$ 2.500,00 (d)

Custo das Mercadorias Vendidas


a Estoque R$ 1.740,00 (d1)

12/02 Caixa
a Vendas R$ 1.500,00 (e)

Custo das Mercadorias Vendidas
a Estoque R$ 900,00 (e1)

Razonetes

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.740,00 (d1) (d1) R$ 1.740,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 900,00 (e1) (e1) R$ 900,00

006G/96
Instituto Monitor

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do


período.

(A) Vendas
a Resultado R$ 5.840,00

(B) Resultado
a Custo das Mercadorias Vendidas R$ 3.600,00

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)
R$ 5.840,00 R$ 2.640,00 R$ 5.840,00
R$ 3.200,00 (A) R$ 5.840,00

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.740,00 (d1) (d1) R$ 1.740,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 900,00 (e1) (e1) R$ 900,00
R$ 4.080,00 R$ 3.600,00 R$ 3.600,00
R$ 480,00 R$ 3.600,00 (B)

Resultado
(B) R$ 3.600,00 R$ 5.840,00 (A)
R$ 2.240,00

5.3 Média Ponderada Móvel

A Média Ponderada Móvel é um sistema bastante utilizado por


sua lógica em evitar o controle de estoques por lotes de preço e
tratar o estoque existente com uma média, a qual vai se alterando
à medida que novas compras são realizadas.

Usaremos este método utilizando o mesmo exemplo do PEPS


e UEPS.

Uma empresa que comercializa bicicletas possui, em fevereiro


de 2008, estoque inicial de 12 unidades iguais, adquiridas por
R$ 120,00 cada, perfazendo um total de R$ 1.440,00. Durante o
mês de fevereiro ocorreram as seguintes operações de compra e
venda de mercadorias:

006G/97
Instituto Monitor

02/02/2008 - Venda de 8 unidades a R$ 230,00 cada, recebidos à


vista.
04/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 150,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
06/02/2008 - Compra de 8 unidades a R$ 180,00 cada, pagos à
vista, com frete incluso.
10/02/2008 - Venda de 10 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos
à vista.
12/02/2008 - Venda de 6 unidades a R$ 250,00 cada, recebidos à
vista.

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
01/02 12 R$ 120,00 R$ 1.440,00
02/02 8 R$ 120,00 R$ 960,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
8 R$ 150,00 4 R$ 120,00 R$ 480,00
04/02 R$ 1.200,00
8 R$ 150,00 R$ 1.200,00
12 R$ 140,00 R$ 1.680,00
8 R$ 180,00
06/02 R$ 1.440,00 12 R$ 140,00 R$ 1.680,00
8 R$ 180,00 R$ 1.440,00
20 R$ 156,00 R$ 3.120,00
10/02
10 R$ 156,00 R$ 1.560,00 10 R$ 156,00 R$ 1.560,00
12/02 6 R$ 156,00 R$ 936,00 4 R$ 156,00 R$ 624,00
Soma 16 R$ 2.640,00 24 R$ 3.456,00 4 R$ 156,00 R$ 624,00

No método da média ponderada móvel, o CMV do período é de


R$ 3.456,00, enquanto o valor do estoque de mercadorias alcan-
çará o valor de R$ 624,00. Neste critério, o CMV e o estoque final
apresentarão valores entre os apresentados pelo método PEPS e
UEPS.

Vamos proceder à contabilização para este método:

Diário

02/02 Caixa
a Vendas R$ 1.840,00 (a)

Custo das Mercadorias Vendidas


a Estoque R$ 960,00 (a1)

04/02 Estoque
a Caixa R$ 1.200,00 (b)

006G/98
Instituto Monitor

06/02 Estoque
a Caixa R$ 1.440,00 (c)

10/02 Caixa
a Vendas R$ 2.500,00 (d)

Custo das Mercadorias Vendidas


a Estoque R$ 1.560,00 (d1)

12/02 Caixa
a Vendas R$ 1.500,00 (e)

Custo das Mercadorias Vendidas
a Estoque R$ 936,00 (e1)

Razonetes

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.560,00 (d1) (d1) R$ 1.560,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 936,00 (e1) (e1) R$ 936,00

Após estes lançamentos, podemos encerrar o resultado do


período.

(A) Vendas
a Resultado R$ 5.840,00

(B) Resultado
a Custo das Mercadorias Vendidas R$ 3.456,00

006G/99
Instituto Monitor

Caixa Vendas
(a) R$ 1.840,00 R$ 1.200,00 (b) R$ 1.840,00 (a)
(d) R$ 2.500,00 R$ 1.440,00 (c) R$ 2.500,00 (d)
(e) R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 (e)
R$ 5.840,00 R$ 2.640,00 R$ 5.840,00
R$ 3.200,00 (A) R$ 5.840,00

Estoque Custo das Mercadorias Vendidas


(S1) R$ 1.440,00 R$ 960,00 (a1) (a1) R$ 960,00
(b) R$ 1.200,00 R$ 1.560,00 (d1) (d1) R$ 1.560,00
(c) R$ 1.440,00 R$ 936,00 (e1) (e1) R$ 936,00
R$ 4.080,00 R$ 3.456,00 R$ 3.456,00
R$ 480,00 R$ 3.456,00 (B)

Resultado
(B) R$ 3.456,00 R$ 5.840,00 (A)
R$ 2.384,00

5.4 Comparação Entre os Métodos

Os três métodos estudados anteriormente apresentaram re-


sultados diferentes para o cálculo do CMV e conseqüentemente
para o lucro bruto.

Mas a pergunta é: qual método usar? Qual é o mais correto?

O método PEPS entende que a mercadoria mais antiga será a


primeira a ser vendida e, no caso de um aumento generalizado de
preços, os estoques de mercadorias ficariam com valores atualiza-
dos, porém, o CMV apresentaria valores abaixo do mercado.

Já no método UEPS ocorre o contrário, as saídas de merca-


dorias são dadas pelas últimas aquisições e, assim, o estoque de
mercadorias ficaria desatualizado; em compensação, o CMV re-
fletiria o real custo de compra.

Já a Média Ponderada Móvel apresenta um valor de estoque


médio e o CMV médio. Esse método, na prática, é de difícil rea-
lização, pois requer um esforço muito grande no reconhecimento
de lotes de compras para encontrar o preço médio.

006G/100
Instituto Monitor

O fisco brasileiro permite o uso do mé- No final de cada período, devemos re-
todo PEPS em toda sua extensão e a Média conhecer esses abatimentos e devoluções
Ponderada Móvel, no caso de apuração a no estoque da empresa. Este reconheci-
cada 30 dias. mento dependerá da forma de avaliação
de estoques.
Entretanto, uma consideração deve ser
feita: no caso de estabilidade de preços, No caso de inventário periódico, essas
qualquer método empregado terá resultado devoluções e abatimentos deverão ser lança-
igual. Talvez essa discussão tenha maior dos no valor de compras do período, somente
repercussão em momentos turbulentos da no caso de contabilização pelo inventario
economia, quando existem aumentos cons- periódico.
tantes de preços.
Devolução de Compras
6. Devoluções e Abatimentos a Compras

As devoluções de mercadorias ocorrem Abatimento sobre Compras


no momento da chegada de um pedido em a Compras
que o comprador verifica que algo não está
de acordo. A quantidade pedida é diferente Já no caso de avaliação por inventário
da recebida, ou há avaria no produto ou o permanente, alteraremos o valor do estoque
preço cobrado na nota fiscal está diferente da seguinte maneira:
do preço negociado no pedido, etc. Nesses
casos o comprador pode: devolver o pedido Devolução de Compras
ou receber abatimento do vendedor. Para a Estoque
ambos os casos, necessita de contabilização
diferenciada. Abatimento de Compras
a Estoque
6.1 Contabilização de Devoluções
e Abatimentos para o Comprador 6.2 Contabilização de Devoluções
e Abatimentos para o Vendedor
Primeiramente devemos entender que, ao
devolver um produto, alteramos a quantida- No caso de a empresa estar vendendo
de de mercadoria existente em estoque e, ao um produto e recebê-lo de volta ou conceder
receber um abatimento, alteramos o preço da um abatimento a um cliente, os lançamentos
mercadoria. Os lançamentos assim ficarão: modificarão o saldo de vendas e os valores a
receber, mas não alterarão o CMV do perío-
Devolução de Mercadorias do, somente no caso de contabilização pelo
inventário periódico.
Caixa (ou Fornecedores)
a Devolução de Compras Contabilização:

Abatimento No caso de devolução

Caixa (ou Fornecedores) Devolução de Vendas


a Abatimento sobre Compras a Caixa (ou Duplicatas a Receber)

006G/101
Instituto Monitor

No caso de Abatimento

Abatimento de Vendas
a Caixa (ou Duplicatas a Receber)

Essas contas de devoluções e abatimentos deverão, ao final de


cada período, ser lançadas nas Vendas do período:

Vendas
a Devoluções de Vendas

Vendas
a Abatimento de Vendas

É importante o uso de contas específicas para cada evento,


principalmente para controle de todos os valores. Apresentaremos
exemplos numéricos ao final da lição.

7. Descontos Financeiros
Os descontos financeiros diferem dos abatimentos, pois são des-
contos oferecidos pelo vendedor, em muitos casos, pela antecipação
de pagamentos. Exemplo: uma empresa compra para pagamento
em 30 dias; se ela antecipar esse pagamento para 15 dias, receberá
X% de desconto no valor da nota. Assim, a contabilização ficará
da seguinte maneira:

Para o Vendedor

Descontos Financeiros Concedidos


Caixa
a Duplicatas a Receber

Para o Comprador

Duplicatas a Pagar
a Caixa
a Descontos Financeiros Obtidos

No final do período esses descontos deverão ser lançados dire-


tamente no resultado do período. Note que nesse caso não houve
operação com mercadorias e sim antecipação de pagamentos.

8. Frete e Seguros sobre a Venda


No início da lição, colocamos o frete como parte inclusa do
custo da mercadoria, ou seja, verificamos o frete sobre as compras.
No caso de a empresa pagar frete para a entrega de algum produto,
o lançamento ficará assim:
006G/102
Instituto Monitor

Despesa com Frete


a Caixa (ou Duplicatas a Pagar)

Neste caso não haverá alteração no custo, pois o frete é sobre


as vendas, mas vale a regra da condição de compra e venda (CIF
e FOB).

9. Exemplos Resolvidos
Nesta seção apresentaremos dois exemplos resolvidos, envol-
vendo todos os eventos estudados na lição. Apresentaremos ainda
alguns itens envolvendo a lição anterior. Sendo assim, esses exem-
plos são de grande valia para seus estudos e vida profissional.

9.1 Cia. Farjala

Esta companhia foi constituída por dois sócios, em 01/02/2008,


sua atividade é a compra e venda de motores para piscinas e os
eventos para o mês de fevereiro são:

A) 01/02 Constituição da empresa com capital social no


valor de R$ 40.000,00, sendo R$ 20.000,00
integralizados em dinheiro e o restante em
mercadorias.
B) 02/02 Aluguel de salão comercial, no valor de
R$ 2.500,00, pagos em dinheiro.
C) 03/02 Compra de computadores, a prazo, financiado a
ser pago em 12 vezes de R$ 800,00, sendo o
primeiro pagamento no ato da compra.
D) 04/02 Abertura de conta corrente, com depósito inicial
de R$ 12.000,00.
E) 05/02 Venda de motores, no valor de R$ 15.000,00, sendo
o recebimento a prazo.
F) 06/02 Compra de motores, no valor de R$ 7.000,00, mais
o frete de R$ 500,00 a ser pagos a prazo.
G) 09/02 Devolução de um motor vendido em 05/02, por
estar em desacordo com o pedido. O valor do
motor é de R$ 600,00.
H) 12/02 A empresa obteve abatimento da compra de
06/02, no valor de R$ 300,00.
I) 15/02 Recebimento de parte das vendas efetuadas em
05/02, no valor de R$ 6.000,00. A empresa
concedeu desconto financeiro de 2% do valor da
duplicata.

006G/103
Instituto Monitor

J) 18/02 Venda de motores no valor de R$ 6.000,00, a


 prazo, sendo gastos R$ 200,00 com frete por conta
da empresa; o pagamento foi feito em dinheiro.
K) 20/02 Abatimento concedido à venda de 18/02, no valor
de R$ 300,00.
L) 25/02 Compra de motores no valor de R$ 12.000,00,
sendo o pagamento a prazo. O frete correu por
conta do fornecedor.
M) 26/02 Devolução de um motor comprado em 25/02, por
estar com defeito, no valor de R$ 500,00.
N) 27/02 Pagamento em cheque da compra feita em 06/02,
com desconto financeiro de 5% sobre o valor da
compra.
O) 28/02 Despesa com funcionários do mês, sendo o
pagamento feito em transferência bancária, no
valor de R$ 4.000,00.

Estoque Final de Produtos foi apurado no valor de R$ 20.000,00.

Vamos elaborar os lançamentos em diário e o razão, e o balanço


patrimonial e a demonstração de resultados do exercício.

Lançamentos do mês de fevereiro:

Diário

A) Diversos
a Capital Social
Caixa R$ 20.000,00
Estoque R$ 20.000,00 R$ 40.000,00

B) Despesa com Aluguel


a Caixa R$ 2.500,00

C) Base de Cálculo:
12 parcelas de R$ 800,00 = R$ 9.600,00
Primeira parcela paga no ato da compra
(R$ 9.600,00 – R$ 800,00) = R$ 8.800,00
Máquinas e Equipamentos
a Diversos
a Caixa R$ 800,00
a Duplicatas a Pagar R$ 8.800,00 R$ 9.600,00

D) Banco conta Movimento


a Caixa R$ 12.000,00

006G/104
Instituto Monitor

E) Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 15.000,00

F) Diversos
a Duplicatas a Pagar
Compras R$ 7.000,00
Fretes sobre Compras R$ 500,00 R$ 7.500,00

G) Devoluções de Vendas
a Duplicatas a Receber R$ 600,00

H) Duplicatas a Pagar
a Abatimento sobre
Compras R$ 300,00

I) Valor da Duplicata: R$ 6.000,00


Valor do Desconto: 2% (R$ 6.000,00 x 2%) = R$ 120,00

Diversos
a Duplicatas a Receber
Banco conta Movimento R$ 5.880,00
Desconto Financeiro
Concedido R$ 120,00 R$ 6.000,00
J) Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 6.000,00

Frete sobre Vendas


a Caixa R$ 200,00

K) Abatimento sobre Vendas


a Duplicatas a Receber R$ 300,00

L) Compras
a Duplicatas a Pagar R$ 12.000,00

M) Duplicatas a Pagar
a Devolução de Compras R$ 500,00

N) Duplicatas a Pagar
a Diversos
a Banco conta Movimento R$ 7.125,00
a Desconto Financeiro
Obtido R$ 375,00 R$ 7.500,00

O) Despesa com Funcionários


a Banco conta Movimento R$ 4.000,00

006G/105
Instituto Monitor

Apuração do CMV
P) CMV
a Diversos
a Estoque R$ 20.000,00
a Compras R$ 19.000,00 R$ 39.000,00
Q) Diversos
a CMV
Devoluções sobre Compras R$ 500,00
Abatimento sobre Compras R$ 300,00 R$ 800,00
R) CMV
a Frete sobre Compras R$ 500,00
S) Estoque
a CMV R$ 20.000,00

Encerramento do Exercício:
1) Resultado com Mercadorias
a CMV R$ 18.700,00
2) Vendas
a Resultado com
Mercadorias R$ 21.000,00
3) Resultado com Mercadorias
a Diversos
a Devoluções de Vendas R$ 600,00
a Abatimento de Vendas R$ 300,00 R$ 900,00
4) Resultado
a Diversos
a Descontos Financeiros
Concedidos R$ 120,00
a Despesa de Aluguel R$ 2.500,00
a Despesa com
Funcionários R$ 4.000,00
a Frete sobre Vendas R$ 200,00 R$ 6.820,00
5) Diversos
a Resultado
Desconto Financeiro
Obtido R$ 375,00
Resultado com
Mercadorias R$ 1.200,00 1.575,00
6) Lucro/Prejuízo Acumulado
a Resultado R$ 5.045,00

006G/106
Instituto Monitor

Capital Social Caixa


R$ 40.000,00 (a a) R $20.000,00 R$ 2.500,00 (b
R$ 800,00 (c
R$ 12.000,00 (d
R$ 200,00 (j
R$ 20.000,00 R$ 15.500,00
R$ 4.500,00

Estoque Despesa com Aluguel


a) R$ 20.000,00 b) R$ 2.500,00 R$ 2.500,00 (4
R$ 20.000,00 (p
s) R$ 20.000,00

Máquinas e Equipamentos Duplicatas a Pagar


c) R$ 9.600,00 h) R$ 300,00 R$ 8.800,00 (c
n) R$ 7.500,00 R$ 7.500,00 (f
m) R$ 500,00 R$ 12.000,00 (l
R$ 8.300,00 R$ 28.300,00
R$ 20.000,00

Banco conta Movimento Vendas


d) R$ 12.000,00 R$ 7.125,00 (n R$ 15.000,00 (e
i) R$ 5.880,00 R$ 4.000,00 (o R$ 6.000,00 (j
R$ 17.880,00 R$ 11.125,00 2) R$ 21.000,00 R$ 21.000,00
R$ 6.755,00

Duplicatas a Receber
e) R$ 15.000,00 R$ 600,00 (g
j) R$ 6.000,00 R$ 6.000,00 (i
R$ 300,00 (k
R$ 21.100,00 R$ 6.900,00

R$ 14.100,00

006G/107
Instituto Monitor

Compras Frete sobre Compras


f) R$ 7.000,00 f) R$ 500,00 R$ 500,00 (r
l) R$ 12.000,00
R$ 19.000,00 R$ 19.000,00 (p

Devolução de Vendas Abatimento sobre Compras


g) R$ 600,00 R$ 600,00 (3 q) R$ 300,00 R$ 300,00 (h

Desconto Financeiro Concedido Frete sobre Vendas


i) R$ 120,00 R$ 120,00 (4 j) R$ 200,00 R$ 200,00 (3

Desconto Financeiro Obtido Abatimento sobre Vendas


5) R$ 375,00 R$ 375,00 (n k) R$ 300,00 R$ 300,00 (3

Devolução de Compras Despesa com Funcionários


q) R$ 500,00 R$ 500,00 (m o) R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 (4

CMV Resultado com Mercadorias


p) R$ 20.000,00 R$ 800,00 (q 1) R$ 18.700,00 R$ 21.000,00 (2
p) R$ 19.000,00 R$ 20.000,00 (s 3) R$ 900,00
r) R$ 500,00
R$ 39.500,00 R$ 20.800,00 R$ 19.600,00 R$ 21.000,00
R$ 18.700,00 R$ 18.700,00 (1 5) R$ 1.400,00 R$ 1.200,00

Resultado Lucro/Prejuízo Acumulado


4) R$ 6.820,00 R$ 1.775,00 (5 6) R$ 5.045,00
R$ 5.045,00 R$ 5.045,00 (6

006G/108
Instituto Monitor

Balancete de Verificação Antes da Apuração de Resultado

Conta Débito Crédito


Capital Social R$ 40.000,00
Caixa R$ 4.500,00
Estoques R$ 20.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 20.000,00
Duplicatas a Receber R$ 14.100,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00
Banco conta Movimento R$ 6.755,00
Descontos Financeiros Obtidos R$ 375,00
Descontos Financeiros Concedidos R$ 120,00
Despesa com Aluguel R$ 2.500,00
Despesa com Funcionários R$ 4.000,00
Vendas R$ 21.000,00
Devoluções de Vendas R$ 600,00
Abatimento sobre Vendas R$ 300,00
Frete sobre Vendas R$ 200,00
CMV R$ 18.700,00
Total R$ 81.375,00 R$ 81.375,00

Balancete de Verificação

Conta Débito Crédito


Capital Social R$ 40.000,00
Caixa R$ 4.500,00
Estoques R$ 20.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 20.000,00
Duplicatas a Receber R$ 14.100,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00
Banco conta Movimento R$ 6.755,00
Lucro/Prejuízo Acumulado R$ 5.045,00
Total R$ 60.000,00 R$ 60.000,00

006G/109
Instituto Monitor

Demonstração de Resultados

Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Farjala


Fev/08
Vendas R$ 21.000,00)
(-) Devoluções (R$ 600,00)
(-) Abatimentos (R$ 300,00) R$ 900,00)
(=) Vendas Líquidas R$ 20.100,00)
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 18.700,00)
(=) Lucro Bruto R$ 1.400,00)
(-) Despesas Operacionais
Frete sobre Vendas (R$ 200,00)
Aluguel (R$ 2.500,00)
Funcionários (R$ 4.000,00)
Financeiro Obtido R$ 375,00)
Financeiro Concedido (R$ 120,00) R$ 255,00) (R$ 6.445,00)
( = ) Prejuízo do Exercício (R$ 5.045,00)

Balanço Patrimonial

Balanço Patrimonial – Cia. Farjala


Fev/08
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Caixa R$ 4.500,00 Duplicatas a Pagar R$ 20.000,00)
Banco conta Movimento R$ 6.755,00 Total Circulante R$ 20.000,00)
Duplicatas a Receber R$ 14.100,00
Estoques R$ 20.000,00 Patrimônio Líquido
Total Circulante R$ 45.355,00 Capital Social R$ 40.000,00)
Permanente Prejuízo Acumulado (R$ 5.045,00)
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00 Total Patrimônio Líquido R$ 34.955,00)
Total Permanente R$ 9.600,00
Total do Ativo R$ 54.955,00 Total do Passivo e Patrim. Líq. R$ 54.955,00)

9.2 Cia. Bebê Feliz

A Cia. Bebê Feliz foi constituída em 01/06/07 e sua atividade


é a compra e venda de computadores. Os eventos para o mês de
junho de 2007 são:

006G/110
Instituto Monitor

A) 01/06 Constituição da empresa, com capital social no


valor de R$ 30.000,00, sendo R$ 20.000,00
integralizados em dinheiro e o restante em
instalações da empresa.
B) 02/06 Compra de 20 computadores no valor total
R$ 24.000,00, sendo metade paga em dinheiro e o
restante a prazo.
C) 03/06 Abertura de conta corrente, o depósito inicial foi
de R$ 4.000,00.
D) 04/06 Venda de 12 unidades a R$ 2.300,00 cada, sendo
metade recebida à vista em cheque e o restante a
prazo.
E) 06/06 Abatimento concedido referente à venda de 04/06,
no valor de R$ 300,00.
F) 08/06 Devolução de duas unidades compradas em 02/06,
por avaria.
G) 10/06 Compra de veículo a prazo, no valor de
R$ 32.000,00.
H) 12/06 Compra de 18 unidades no valor de R$ 36.000,00,
sendo R$ 12.000,00 pagos em cheque e o restante a
prazo.
I) 14/06 Abatimento recebido da compra feita em 12/06, no
valor de R$ 1.800,00 (R$ 100,00 por unidade).
J) 15/06 Venda de 20 unidades a R$ 3.000,00 cada, sendo
R$ 20.000,00 recebidos em cheque e o restante a
prazo.
K) 18/06 Recebimento das vendas de 04/06, sendo que foi
concedido desconto financeiro de 5% no total a
receber.
L) 20/06 A empresa recebeu 3 unidades devolvidas das
vendas em 15/06.
M) 25/06 Pagamento de salários do mês no valor de
R$ 6.000,00, em cheque
N) 28/06 Pagamento de aluguel, em dinheiro, no valor de
R$ 2.900,00.

Para esses eventos do mês de junho, vamos elaborar os lan-


çamentos em diário, livro razão, ficha de estoque pelo método
PEPS, levantamento do balancete de verificação e Demonstrações
Financeiras (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados
do Exercício).

006G/111
Instituto Monitor

Operações durante o mês de junho:

A) Diversos
a Capital Social
Caixa R$ 20.000,00
Instalações R$ 10.000,00 R$ 30.000,00

B) Estoque
a Diversos
a Caixa R$ 12.000,00
a Duplicatas a
Pagar R$ 12.000,00 R$ 24.000,00

C) Banco conta Movimento


a Caixa R$ 4.000,00

D) Diversos
a Vendas
Banco conta
Movimento R$ 13.800,00
Duplicatas a
Receber R$ 13.800,00 R$ 27.600,00

CMV
a Estoque R$ 14.400,00

E) Abatimento de Vendas
a Duplicatas a
Receber R$ 300,00

F) Duplicatas a Pagar
a Devolução de
Compras R$ 2.400,00

Devolução de Compras
a Estoque R$ 2.400,00

G) Veículos
a Duplicatas a
Pagar R$ 32.000,00

006G/112
Instituto Monitor

H) Estoque
a Diversos
a Banco conta
Movimento R$ 12.000,00
a Duplicatas a
Pagar R$ 24.000,00 R$ 36.000,00

I) Duplicatas a Pagar
a Estoque R$ 1.800,00

J) Diversos
a Vendas
Banco conta
Movimento R$ 20.000,00
Duplicatas a
Receber R$ 40.000,00 R$ 60.000,00

CMV
a Estoque R$ 33.800,00

K) Valor a Receber: R$ 13.800,00


Taxa de desconto: 5%
Total de desconto: R$ 13.800,00 x 5% = R$ 690,00
Total Líquido: R$ 13.800,00 - R$ 690,00 = R$ 13.110,00

Diversos
a Duplicatas a Receber
Banco conta Movimento R$ 13.110,00
Desconto Financeiro
Concedido R$ 690,00 R$ 13.800,00

L) Devolução de Vendas
a Duplicatas a Receber R$ 9.000,00

Estoque
a CMV R$ 5.700,00

M) Despesa com Salários


a Banco conta Movimento R$ 6.000,00

N) Despesa com Aluguel
a Caixa R$ 2.900,00

Encerramento do Resultado

1) Vendas
a Diversos
a Abatimento sobre
Vendas R$ 300,00
a Devolução de Vendas R$ 9.000,00 R$ 9.300,00

006G/113
Instituto Monitor

2) Vendas
a Resultado com
Mercadorias R$ 78.300,00

3) Resultado com Mercadorias


a CMV R$ 42.500,00

4) Resultado com Mercadorias


a Resultado R$ 35.800,00

5) Resultado
a Diversos
a Despesa com Salários R$ 6.000,00
a Despesa com Aluguel R$ 2.900,00
a Desconto Financeiro
Concedido R$ 690,00 R$ 9.590,00

6) Resultado
a Lucros/Prejuízos
Acumulados R$ 26.210,00

Capital Social Caixa


R$ 30.000,00 (a a) R$ 20.000,00 R$ 12.000,00 (b
R$ 4.000,00 (c
R$ 2.900,00 (n
R$ 20.000,00 R$ 18.900,00
R$ 1.100,00

Estoque Instalações
b) R$ 24.000,00 R$ 14.400,00 (d a) R$ 10.000,00
h) R$ 36.000,00 R$ 2.400,00 (f
l) R$ 5.700,00 R$ 1.800,00 (i
R$ 33.800,00 (j
R$ 65.700,00 R$ 52.400,00
R$ 13.300,00

Despesa com Aluguel Duplicatas a Pagar


n) R$ 2.900,00 R$ 2.900,00 (5 f) R$ 2.400,00 R$ 12.000,00 (b
i) R$ 1.800,00 R$ 32.000,00 (g
R$ 24.000,00 (h
R$ 4.200,00 R$ 68.000,00
R$ 63.800,00

006G/114
Instituto Monitor

Banco conta Movimento Vendas


c) R$ 4.000,00 R$ 12.000,00 (h R$ 27.600,00 (d
d) R$ 13.800,00 R$ 6.000,00 (m R$ 60.000,00 (j
j) R$ 20.000,00 l) R$ 9.000,00 R$ 87.600,00
k) R$ 13.110,00 1) R$ 300,00
R$ 50.910,00 R$ 18.000,00 R$ 9.300,00 R$ 87.600,00
R$ 32.910,00 2) R$ 78.300,00 R$ 78.300,00

Duplicatas a Receber CMV


d) R$ 13.800,00 R$ 300,00 (e d) R$ 14.400,00 R$ 5.700,00 (l
j) R$ 40.000,00 R$ 13.800,00 (k j) R$ 33.800,00
R$ 9.000,00 (l R$ 48.200,00 R$ 5.700,00
R$ 53.800,00 R$ 23.100,00 R$ 42.500,00 R$ 42.500,00 (3
R$ 30.700,00

Abatimento sobre Vendas Descontos Financeiros Concedidos


e) R$ 300,00 R$ 300,00 (1 k) R$ 690,00 R$ 690,00 (5

Veículos Despesa com Funcionários


g) R$ 32.000,00 m) R$ 6.000,00 R$ 6.000,00 (5

Lucro/Prejuízo Acumulado Resultado


R$ 26.210,00 (6 5) R$ 9.590,00 R$ 35.800,00 (4
6) R$ 26.210,00 R$ 26.210,00

Devolução de Compras Devolução de Vendas


f) R$ 2.400,00 R$ 2.400,00 (f l) R$ 9.000,00 R$ 9.000,00 (1

Resultado com Mercadorias


3) R$ 42.500,00 R$ 78.300,00 (2
4) R$ 35.800,00 R$ 35.800,00

006G/115
Instituto Monitor

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
02/06 20 R$ 1.200,00 R$ 24.000,00 20 R$ 1.200,00 R$ 24.000,00
04/06 12 R$ 1.200,00 R$ 14.400,00 8 R$ 1.200,00 R$ 9.600,00
08/06 (2) R$ 1.200,00 (R$ 2.400,00) 6 R$ 1.200,00 R$ 7.200,00
6 R$ 1.200,00 R$ 7.200,00
12/06 18 R$ 2.000,00 R$ 36.000,00
18 R$ 2.000,00 R$ 36.000,00
6 R$ 1.200,00 R$ 7.200,00
14/06 - - (R$ 1.800,00)
18 R$ 1.900,00 R$ 34.200,00
6 R$ 1.200,00 R$ 7.200,00
15/06 4 R$ 1.900,00 R$ 7.600,00
14 R$ 1.900,00 R$ 26.600,00
20/06 (3) R$ 1.900,00 (R$ 5.700,00) 7 R$ 1.900,00 R$ 13.300,00
Total CMV R$ 42.500,00 7 R$ 1.900,00 R$ 13.300,00

Razonetes
Contas Débito Crédito
Capital Social R$ 30.000,00
Caixa R$ 1.100,00
Instalações R$ 10.000,00
Estoques R$ 13.300,00
Duplicatas a Pagar R$ 63.800,00
Banco conta Movimento R$ 32.910,00
Vendas R$ 87.600,00
Duplicatas a Receber R$ 30.700,00
CMV R$ 42.500,00
Abatimento sobre Vendas R$ 300,00
Veículos R$ 32.000,00
Desconto Financeiros Concedidos R$ 690,00
Devolução de Vendas R$ 9.000,00
Despesas com Salários R$ 6.000,00
Despesa com Aluguel R$ 2.900,00
Total R$ 181.400,00 R$ 181.400,00

006G/116
Instituto Monitor

Balancete de Verificação (Antes do Resultado)

Contas Débito Crédito


Capital Social R$ 30.000,00
Caixa R$ 1.100,00
Instalações R$ 10.000,00
Estoques R$ 13.300,00
Duplicatas a Pagar R$ 63.800,00
Banco conta Movimento R$ 32.910,00
Veículos R$ 32.000,00
Duplicatas a Receber R$ 30.700,00
Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 26.210,00
Total R$ 120.010,00 R$ 120.010,00

Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Bebê Feliz


Jun/X6
Vendas R$ 87.600,00
(-) Devoluções de Vendas (R$ 9.000,00)
(-) Abatimentos de Vendas (R$ 300,00) R$ 9.300,00
(=) Vendas Líquidas R$ 78.300,00
(-) Custo das Mercadorias (R$ 42.500,00)
Vendidas
(=) Lucro Bruto R$ 35.800,00
(-) Despesas Operacionais
Aluguel (R$ 2.900,00)
Descontos Financeiros (R$ 690,00)
Concedidos
Funcionários (R$ 6.000,00) (R$ 9.590,00)
( = ) Lucro do Exercício R$ 26.210,00

006G/117
Instituto Monitor

Balanço Patrimonial – Cia. Bebê Feliz


Jun/X5
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Caixa R$ 1.100,00 Duplicatas a Pagar R$ 63.800,00
Banco conta Movimento R$ 32.910,00 Total Circulante R$ 63.800,00
Duplicatas a Receber R$ 30.700,00
Estoques R$ 13.300,00 Patrimônio Líquido
Total Circulante R$ 78.010,00 Capital Social R$ 30.000,00
Permanente Lucros/Prejuízo Acumulado R$ 26.210,00
Veículos R$ 32.000,00 Total Patrimônio Líquido R$ 56.210,00
Instalações R$ 10.000,00
Total Permanente R$ 42.000,00
Total do Ativo R$ 120.010,00 Total do Passivo e Patrim. Líq. R$ 120.010,00

Anotações e Dicas

006G/118
Exercícios Propostos
1 - Determinada empresa, durante o exercício de 2007, apresentou o seguinte
movimento de mercadorias:
10/10 a Compras à vista a R$ 50,00
25/10 a Vendas à vista a R$ 40,00
18/11 a Vendas a prazo a R$ 20,00
10/12 a Compras a prazo a R$ 30,00
a Em 31/12/2005, por ocasião do inventário físico, o valor apresentado
era de R$ 25,00.
Faça todos os lançamentos usando a conta Mercadorias, à vista até a apuração
do resultado bruto.

006G/119
Instituto Monitor

2 - Preencha a ficha de estoques pela avaliação do Custo Médio e contabilize os


seguintes dados:
10/03 a Compra à vista a 10 unidades a a R$ 1.200,00
20/03 a Venda à vista a 8 unidades a a R$ 2.000,00
15/04 a Compra a prazo a 10 unidades a a R$ 1.920,00
30/04 a Venda a prazo a 11 unidades a a R$ 3.000,00
18/05 a Compra à vista a 5 unidades a a R$ 2.040,00
20/05 a Venda a prazo a 4 unidades a a R$ 3.000,00

006G/120
Instituto Monitor

3 - Uma empresa apresentou o seguinte movimento de mercadorias:


18/12 a Compra de 30 peças a a R$ 900,00
20/12 a Venda de 25 peças a a R$ 1.500,00
23/12 a Compra de 15 peças a a R$ 1.300,00
27/12 a Venda de 18 peças a a R$ 2.000,00
28/12 a Compra de 8 peças a a R$ 1.500,00
30/12 a Venda de 9 peças a a R$ 2.500,00
Contabilize-as pelo método PEPS e apure o lucro bruto com as operações à vista.

006G/121
Instituto Monitor

4 - Uma empresa apresentou o seguinte movimento de mercadorias:


10/03 a Compra de 10 peças a a R$ 500,00 cada
15/03 a Compra de 20 peças a a R$ 600,00 cada
20/04 a Venda de 25 peças a a R$ 1.200,00 cada
18/06 a Compra de 20 peças a a R$ 700,00 cada
20/08 a Venda de 22 peças a a R$ 1.500,00 cada
30/10 a Compra de 20 peças a a R$ 1.000,00 cada
31/12 a Venda de 21 peças a a R$ 2.000,00 cada
Faça a contabilização dos fatos, considerando que todas as operações foram feitas
à vista, até a apuração do lucro bruto. Utilize o método UEPS.

006G/122
Instituto Monitor

5 - Faça os lançamentos em diário e no razão, elabore o balanço patrimonial e


a demonstração de resultado do exercício, usando os saldos das contas e os
lançamentos abaixo.

Conta Débito Crédito


Capital Social R$ 40.000,00
Caixa R$ 4.500,00
Estoques R$ 20.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 20.000,00
Duplicatas a Receber R$ 14.600,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00
Banco conta Movimento R$ 6.755,00
Lucro/Prejuízo Acumulado R$ 4.545,00
Total R$ 60.000,00 R$ 60.000,00

Os lançamentos do mês de março são:


A) 01/03 Pagamento de aluguel R$ 2.500,00 em dinheiro.
B) 02/03 Venda de motores no valor de R$ 16.000,00, sendo o pagamento
feito metade à vista em cheque e o restante a prazo.
C) 03/03 Concessão de abatimento de venda feita em 02/03, no valor de
R$ 500,00.
D) 06/03 Compra de motores no valor de R$ 9.000,00 a prazo. Frete está
por conta do fornecedor.
E) 08/03 Abatimento recebido nas compras feitas em 06/03, no valor de
R$ 700,00.
F) 12/03 Pagamento de compras, em cheque, no valor de R$ 4.000,00.
G) 14/03 Pagamento de parcela dos computadores, em dinheiro, no valor
de R$ 800,00
H) 18/03 Venda de motores no valor de R$ 12.000,00, a prazo, sendo o
frete no valor de R$ 300,00, pagos em dinheiro.
I) 21/03 Compra de motores no valor de R$ 8.000,00, a prazo, sendo o
frete por conta da empresa, no valor de R$ 250,00, pagos em
dinheiro.
J) 26/03 Recebimento de vendas realizadas em fevereiro, no valor de
R$ 8.000,00.
K) 30/03 Despesas com funcionários do mês, no valor de R$ 4.000,00,
pagos em cheque.
Estoque Final de Produtos foi apurado no valor de R$ 25.000,00

006G/123
Instituto Monitor

006G/124
Instituto Monitor

6 - Para estes eventos, elabore os lançamentos em diário, livro razão, ficha de


estoque pelo método PEPS, levantamento do balancete de verificação e De-
monstrações Financeiras (Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados
do Exercício). Utilize saldo de mercadorias do exemplo da Cia. Bebê Feliz.

Balancete de Verificação
Contas Débito Crédito
Capital Social R$ 30.000,00
Caixa R$ 1.100,00
Instalações R$ 10.000,00
Estoques (7 unid.) R$ 13.300,00
Duplicatas a Pagar R$ 63.800,00
Banco conta Movimento R$ 32.910,00
Veículos R$ 32.000,00
Duplicatas a Receber R$ 30.700,00
Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 26.210,00
Total R$ 120.010,00 R$ 120.010,00

Eventos do mês de julho:

A) 01/07 Compra de 24 unidades no valor de R$ 60.000,00, sendo o


pagamento a prazo.
B) 04/07 Venda de 28 unidades a R$ 3.600,00 cada, sendo o recebimento a
prazo.
C) 05/07 Devolução de 2 unidades compradas em 01/07, por desacordo
com o pedido.
D) 08/07 Pagamento de compras do mês anterior, em cheque, no valor de
R$ 12.000,00. Houve desconto de 8% sobre o total da duplicata.
E) 10/07 Recebimento de vendas do mês anterior, em cheque, no valor
R$ 30.000,00.
A empresa concedeu desconto financeiro à taxa de 3%.
F) 15/07 Compra de 12 unidades a R$ 36.000,00, sendo o pagamento feito
metade à vista em cheque e o restante a prazo.
G) 20/07 Venda de 8 unidades a R$ 4.000,00 cada, recebida à vista em
cheque.
H) 25/07 Pagamento de despesas com funcionários, em cheque, no valor
de R$ 12.000,00.
I) 28/07 Pagamento de aluguel, em cheque, no valor de R$ 2.900,00.
J) 30/07 Pagamento de despesas com combustível, em dinheiro, no valor
de R$ 500,00.

006G/125
lição

Impostos sobre
9 a Atividade
Introdução 2. ICMS (Imposto Sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços)
As atividades das empresas, sendo in-
dústria, comércio ou prestação de serviços, O ICMS é um imposto de natureza estadu-
estarão sujeitas a tributos, de acordo com al e característico nas indústrias e no comércio
cada tipo de empresa. Nesta lição estudaremos em geral. Sua tributação varia de região e de
todos os tipos de impostos e como registrá-los classe de produtos. O fato gerador do ICMS
contabilmente. está na circulação de mercadoria, ou seja, da
nota fiscal deverá constar o ICMS relativo
1. Impostos e as Atividades àquela saída, sendo este também determinado
das Empresas por cada produto.

Para cada tipo de atividade, existem 2.1 As alíquotas de ICMS para cada região e
impostos característicos, que nas transações para o Estado de São Paulo1
comerciais, podem integrar o custo do bem ad-
quirido. Todos os impostos sobre a atividade Para cada região e para cada tipo de pro-
são chamados de impostos indiretos, pois não duto, teremos uma alíquota de ICMS, confor-
serão cobrados do consumidor final, mas são me o seguinte quadro:
repassados entre compradores e vendedores,
nas operações de compra e venda. Em geral, Região Alíquota
as indústrias e o comércio têm muitas seme- Norte, Nordeste, 12%, qualquer que seja
lhanças no recolhimento dos impostos, o que Centro-Oeste e o estado do a região em que estiver o
não acontece com as empresas prestadoras Espírito Santo destinatário (cliente)
de serviços. Todos os impostos indiretos têm • 12%, se o destinatário
estiver na região
a característica de não-cumulatividade, ex-
Sudeste ou Sul
ceto as empresas que não possuem regime de
• 7% se o destinatário es-
tributação do Imposto de Renda com base no Sul e Sudeste
tiver nas regiões Norte,
lucro real. Esses impostos indiretos são: ICMS Nordeste, Centro-Oeste
(Imposto Sobre Circulação de Mercadorias E ou no estado do
Serviços); IPI (Imposto Sobre Produtos Indus- Espírito Santo
trializados); ISS (Imposto Sobre Serviços); PIS
(Programa de Integração Social) e COFINS No estado de São Paulo, o ICMS possui
(Contribuição para o Financiamento da Se- uma particularidade, que está apresentada
guridade Social). no quadro a seguir:

1. As alíquotas apresentadas nesta seção estão vigentes no Código


Tributário Nacional no período de setembro de 2007.

006G/127
Instituto Monitor

Alíquota Regra
18% Regra geral para todas as empresas
12% Para transportes e casos especiais (calçados,
têxteis e couro)
7% Para produtos alimentícios considerados
essenciais
25% Para serviços de telecomunicações e
fornecimento de energia elétrica

Para as operações interestaduais, o ICMS terá a mesma regra


dos estados das regiões Sudeste e Sul.

2.2 Modo de Cálculo do ICMS

Quem paga o ICMS é o consumidor final, pois estará pagando


o valor integral do produto com ICMS incluso, como exemplifi-
caremos a seguir.

Suponhamos que temos um comerciante que compra deter-


minado fermento da indústria e o revende para o consumidor
final. Dizemos que ele comprou R$ 10.000,00 de fermento e
revendeu por R$ 15.000,00. O ICMS desse produto será a alí-
quota de 18%. A cobrança de ICMS será da seguinte maneira:.

Valor de Compra ICMS de Compra Valor de Revenda ICMS de Venda ICMS a Recolher
10.000,00 1.800,00 (18%) 15.000,00 2.700,00 (18%) 900,00 (2.700,00 – 1.800,00)

2.2.1 Contabilização do ICMS

A contabilização do ICMS ocorrerá por meio do destaque do


valor do ICMS na nota fiscal da mercadoria, e o registro em uma
conta separada. Utilizando o exemplo anterior, a contabilização
ficará da seguinte maneira:

No momento da compra:

Diário

a) Diversos
a Caixa (ou Duplicatas a Pagar)
Estoque R$ 8.200,00
ICMS a Recuperar R$ 1.800,00 R$ 10.000,00

006G/128
Instituto Monitor

No momento da Venda:

b) Caixa (ou Duplicatas a Receber)


a Vendas R$ 15.000,00

c) ICMS sobre Vendas


a ICMS a pagar R$ 2.700,00

No final do Período Contábil, para a apuração do ICMS a


pagar:

d) ICMS a Pagar
a ICMS a Recuperar R$ 1.800,00

Razonetes
Estoque Caixa (ou Duplicatas a Pagar)
a) R$ 8.200,00 b) R$ 15.000,00 R$ 10.000,00 (a

ICMS a Recuperar Vendas


a) R$ 1.800,00 R$ 1.800,00 (d R$ 15.000,00 (b

ICMS sobre Vendas ICMS a Pagar


c) R$ 2.700,00 d) R$ 1.800,00 R$ 2.700,00 (c
R$ 900,00

Na demonstração de resultados do exercício, o valor do ICMS


sobre as vendas será deduzido das vendas totais:

Receita Bruta de Vendas R$ 15.000,00


(-) ICMS sobre Vendas R$ 2.700,00
Receita Líquida de Vendas R$ 12.300,00

2.3 Algumas Considerações sobre o ICMS

O ICMS é incidente para as indústrias e o comércio em ge-


ral. Somente as empresas prestadoras de serviços não recolhem
o ICMS (exceto serviços de telecomunicação e fornecimento de
energia elétrica). Para a empresa prestadora de serviço, o ICMS
será integrado ao preço do produto, não podendo se beneficiar

006G/129
Instituto Monitor

de tal crédito. Devemos salientar, também, que o ICMS é cobra-


do sobre a atividade da empresa. Caso essa compre algum item
consumido por ela própria (material de escritório, por exemplo),
a empresa não poderá se beneficiar do ICMS deste item, pois ela
o está consumindo, e não revendendo. Para as indústrias, o ICMS
da matéria-prima, materiais auxiliares e até da energia elétrica
(desde que separado da produção e do consumo da empresa) podem
servir como crédito.

3. IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados)


O IPI é um imposto característico das indústrias e somente
elas o recolhem, com exceção das empresas importadoras. A alí-
quota de IPI é variável para cada tipo de produto, sendo isenta
para diversos itens alimentícios pertencentes à cesta básica, como
farinha e derivados do leite, tendo alíquota reduzida para diversos
itens de necessidade pessoal, como têxteis e de higiene pessoal
e alíquotas altas para itens supérfluos e nocivos, como bebidas
alcoólicas e cigarros.

A sistemática de cobrança do IPI é a mesma do ICMS, mas


devemos considerar que quem recolhe o IPI é a indústria, então
somente ela pode se beneficiar do crédito de IPI. No caso de um
comerciante ou prestador de serviço comprar produtos de uma
indústria, o valor do IPI representará um adicional de custo.

A grande diferença entre o IPI e o ICMS é que, enquanto o


ICMS é destacado do valor da nota fiscal, o IPI representa um
adicional da nota fiscal, ou seja, se o valor da mercadoria for de
R$ 1.000,00 e o IPI de R$ 100,00, o valor da nota fiscal será de R$
1.100,00, portanto, o imposto é cobrado por fora da mercadoria,
e não embutido na mesma.

Vamos supor que uma indústria que produza canetas, compre


três tipos de insumos para sua produção: tubo, tinta e embalagem.
O custo de compra destes itens alcança o valor de R$ 12.600,00 por
mês. A venda do produto acabado está na ordem de R$ 18.900,00.
Sendo o IPI alíquota de 5%, o imposto a ser pago será de:

Valor de Compra IPI sobre Compra Valor de Venda IPI sobre a Venda IPI a Recolher
R$ 12.000,00 R$ 600,00* R$ 18.000,00 R$ 900,00** R$ 300,00***

* 5% sobre o valor de compra (R$ 12.000,00 x 5% ) = R$ 600,00


** 5% sobre o valor da venda (R$ 18.000,00 x 5%) = R$ 900,00
*** IPI a recolher = IPI sobre a Venda – IPI sobre a Compra = R$ 900,00 – R$ 600,00 = R$ 300,00

006G/130
Instituto Monitor

3.1 Contabilização

Utilizando-se do mesmo exemplo anterior, faremos a conta-


bilização do IPI.

Lançamentos no Livro Diário

No momento da compra da mercadoria

a) Diversos
a Caixa (ou Duplicatas a Pagar)
Estoque R$ 12.000,00
IPI a Recuperar R$ 600,00 R$ 12.600,00

No momento da venda da mercadoria

b) Caixa (ou Duplicatas a Pagar)


a Vendas R$ 18.900,00

c) IPI sobre Vendas


a IPI a Pagar R$ 900,00

No final do período faremos a compensação do IPI

d) IPI a Pagar
a IPI a Recolher R$ 600,00

Razonetes

Estoque Caixa (ou Duplicatas a Pagar)


a) R$ 12.000,00 b) R$ 18.900,00 R$ 12.600,00 (a

IPI a Recuperar Vendas


a) R$ 600,00 R$ 600,00 (d R$ 18.900,00 (b

IPI sobre Vendas IPI a Pagar


c) R$ 900,00 d) R$ 600,00 R$ 900,00 (c
R$ 300,00

006G/131
Instituto Monitor

Na Demonstração de Resultado do Exercício, o IPI aparecerá


deduzindo das vendas brutas da empresa.

Receita Bruta de Vendas R$ 18.900,00


( - ) IPI sobre Vendas (R$ 900,00)
( = ) Receita Líquida de Vendas R$ 18.000,00

4. ISS (Imposto Sobre Serviços)


O ISS é um imposto característico das empresas prestadoras
de serviços e de competência dos municípios e do Distrito Federal,
sendo a alíquota de cobrança estabelecida pelo próprio municí-
pio. O ISS é um imposto que não tem circulação, ou seja, não há
benefício deste imposto. O que existe é a cobrança sobre o serviço
executado.

Exemplo: uma empresa de segurança presta serviços para


um determinado cliente pelo valor de R$ 20.000,00. A alíquota
de ISS naquele determinado município é de 5%. O valor do ISS
será de:
Valor do Serviço Alíquota do ISS Valor do ISS
R$ 20.000,00 5% R$ 1.000,00

4.1 Contabilização

Utilizando o mesmo exemplo anterior, a contabilização ocor-


rerá da seguinte maneira:

Lançamento no livro diário:

a) Caixa (ou Duplicatas a receber)


a Vendas R$ 20.000,00

b) ISS sobre Vendas


a ISS a Pagar R$ 1.000,00

Razonetes
Vendas Caixa (ou Duplicatas a Pagar)
R$ 20.000,00 (a a) R$ 20.000,00

ISS sobre Vendas ISS a Pagar


b) R$ 1.000,00 R$ 1.000,00 (b

006G/132
Instituto Monitor

Na Demonstração de Resultado de Exercícios, o valor do ISS


deduzirá as receitas de vendas:

Receita bruta de Vendas R$ 20.000,00


(-) Imposto Sobre Serviços R$ 1.000,00
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 19.000,00

5. PIS e COFINS
O PIS (Programa de Integração Social) e o COFINS (Contri-
buição para o Financiamento da Seguridade Social) são impostos
integrantes de todas as empresas, sem distinção de atividade. O que
vai diferir da cobrança do PIS e COFINS é o regime de tributação
de Imposto de Renda o qual a empresa é optante.

Nos casos de tributação pelo lucro real, o PIS e COFINS as-


sumem efeito não cumulativo e têm sua base de cálculo similar ao
ICMS e IPI. No caso de tributação pelo lucro presumido, o PIS e o
COFINS não terão compensação, assim será calculado um porcen-
tual sobre o faturamento da empresa. No caso do SIMPLES (Sis-
tema Integrado de Impostos e Contribuições das Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte), o PIS e o COFINS não são cobrados,
pois estarão sendo recolhidos em conjunto ao SIMPLES.

5.1 PIS e COFINS não Cumulativos

O PIS e o COFINS não cumulativos incidem sobre o fatura-


mento da empresa (saídas) e os gastos de fabricação (indústrias),
compras de mercadorias (comércio) e gastos dos serviços (presta-
doras de serviços). Neste caso, o PIS possuirá alíquota de 1,65%
e o COFINS alíquota de 7,6%.

Uma empresa teve faturamento de R$ 100.000,00 e os gastos


de fabricação foram de R$ 70.000,00. A contabilização ficará da
seguinte maneira:

Gastos de Valor do Imposto a


Imposto Faturamento Alíquota Valor do Débito
Fabricação Crédito Pagar
PIS R$ 100.000,00 1,65% R$ 1.650,00 R$ 70.000,00 R$ 1.155,00 R$ 495,00
COFINS R$ 100.000,00 7,60% R$ 7.600,00 R$ 70.000,00 R$ 5.320,00 R$ 2.280,00

Lançamento dos Impostos sobre o Faturamento

a) PIS sobre o Faturamento


a PIS a Pagar R$ 1.650,00

006G/133
Instituto Monitor

b) COFINS sobre o Faturamento


A COFINS a Pagar R$ 7.600,00

Lançamento dos Impostos sobre os Gastos de Fabricação

c) PIS a Pagar
a Gastos de Fabricação R$ 1.155,00

d) COFINS a Pagar
a Gastos de Fabricação R$ 5.320,00

Razonetes

PIS sobre Faturamento COFINS sobre Faturamento


a) R$ 1.650,00 b) R$ 7.600,00

PIS a Pagar COFINS a Pagar


c) R$ 1.155,00 R$ 1.650,00 (a d) R$ 5.320,00 R$ 7.600,00 (b
R$ 495,00 R$ 2.280,00

Gastos de Fabricação
R$ 70.000,00 R$ 1.155,00 (c
R$ 5.320,00 (d
R$ 63.525,00

5.2 PIS e COFINS no sistema cumulativo

No sistema cumulativo (lucro presumido), não há recuperação


do PIS e COFINS, sendo somente cobrado um percentual sobre
o faturamento da empresa. Neste caso, o PIS assume alíquota de
0,65% e o COFINS de 3%. Poderão ser deduzidas as despesas com
o ICMS e o IPI para o cálculo do PIS e COFINS.

Vejamos o seguinte exemplo: uma empresa faturou R$


200.000,00 em determinado período, sendo que o ICMS foi de 18%.
Quais serão os valores do PIS e do COFINS?
A contabilização será da seguinte maneira:
Alíquota do
IMPOSTO Faturamento ICMS Base de Cálculo Valor do Imposto
Imposto
PIS R$ 200.000,00 R$ 36.000,00 R$ 164.000,00 0,65% R$ 1.066,00
COFINS R$ 200.000,00 R$ 36.000,00 R$ 164.000,00 3% R$ 4.920,00

006G/134
Instituto Monitor

Diário

a) PIS sobre Faturamento


a PIS a Pagar R$ 1.066,00

b) COFINS sobre Faturamento


a COFINS a Pagar R$ 4.920,00

Razonetes

PIS sobre Faturamento COFINS sobre Faturamento


a) R$ 1.066,00 b) R$ 4.920,00

PIS a Pagar COFINS a Pagar


R$ 1.066,00 (a R$ 4.920,00 (b

006G/135
Exercícios Propostos
Uma empresa que iniciou suas atividades em dezembro, apresentou o
movimento de suas mercadorias da seguinte forma:
10/12 a Compra de 10 unidades a a R$ 1.200,00 cada
12/12 a Venda de 8 unidades a a R$ 2.000,00 cada
15/12 a Compra de 10 unidades a a R$ 1.920,00 cada
20/12 a Venda de 11 unidades a a R$ 2.500,00 cada
23/12 a Compra de 5 unidades a a R$ 2.040,00 cada
26/12 a Venda de 4 unidades a a R$ 3.000,00 cada

1 - Baseando-se nestes fatos e considerando que todas as operações foram


realizadas à vista, faça:
a) Ficha de Estoque, usando o método do custo médio ponderado,
compensando o ICMS (18%) nas compras.
b) Contabilização dos referidos fatos.
c) Ache e contabilize o lucro bruto.

2 - Com base nos fatos, encontre através do método PEPS:


a) O valor do estoque final.
b) O valor do CMV.
c) O lucro bruto.

3 - Ainda com base nos mesmos fatos, encontre utilizando o método UEPS:
a) O valor do estoque final.
b) O valor do CMV.
c) O lucro bruto.

006G/136
Instituto Monitor

006G/137
Instituto Monitor

4 - Faça os lançamentos no diário, os razonetes, elabore o Balanço Patrimonial


e a Demonstração de Resultado do Exercício.

Balancete de verificação em maio de 2007


Cia. Jaboticabal
Conta Débito Crédito
Capital Social R$ 20.000,00
Caixa R$ 2.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 3.000,00
Duplicatas a Receber R$ 6.000,00
Estoques R$ 8.000,00
Máquinas R$ 7.000,00
Total R$ 23.000,00 R$ 23.000,00

Lançamentos para o mês de junho de 2007:

1. Compra de mercadorias no valor de R$ 6.000,00. Pagamento a prazo, sendo o


ICMS de 18%.
2. Venda de mercadorias no valor de R$ 18.000,00. Recebimento metade à vista
e a outra metade a prazo. Alíquota de ICMS de 18%.
3. Pagamento de duplicatas no valor de R$ 3.000,00.
4. Compra de mercadorias no valor de R$ 12.000,00, pagamento a prazo e o ICMS
de 18%.
5. Venda de mercadorias à vista no valor de R$ 20.000,00, sendo o ICMS de
18%.
6. Pagamento de despesas operacionais no valor de R$ 8.000,00.
7. Informações Adicionais:
• Estoque Final de R$ 2.000,00;
• Regime de Lucro Presumido: PIS e COFINS cumulativos.

006G/138
Instituto Monitor

006G/139
Instituto Monitor

5 - Faça os lançamentos no diário, os razonetes, elabore o Balanço Patrimonial


e a Demonstração de Resultado do Exercício.

Balancete de Verificação em maio de 2007


Cia. Laranjeiras
Conta Débito Crédito
Capital Social R$ 10.000,00
Caixa R$ 3.000,00
Estoque R$ 4.000,00
Duplicatas a Receber R$ 6.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 3.000,00
Total R$ 13.000,00 R$ 13.000,00

Lançamentos para o mês de maio de 2007:

1. Compra de mercadorias a prazo no valor de R$ 5.000,00, ICMS de 18% e IPI


de 5%.
2. Venda de mercadorias à vista, no valor de R$ 12.000,00, ICMS de 18% e IPI de
5%.
3. Compra de mercadorias à vista, no valor de R$ 6.000,00, ICMS de 18% e IPI
de 5%.
4. Venda a prazo de mercadorias por R$ 10.000,00, ICMS de 18% e IPI de 5%.
5. Despesa operacional de R$ 3.000,00 pago à vista.
• Estoque Final de R$ 5.000,00.
• Regime não cumulativo de PIS e COFINS.

006G/140
lição

Imposto de Renda
10 das Pessoas Jurídicas
Introdução contábil, transporta-o para o LALUR sofren-
do adições, exclusões e compensações.
Nesta lição veremos as maneiras pelas
quais o fisco tributa o Imposto de Renda As adições ao lucro líquido são dadas por
nas empresas e seus derivativos. Além disso, despesas não admitidas por lei (exemplo: mul-
estudaremos os impactos destes tributos no tas de trânsito); já as exclusões são valores ex-
resultado da empresa. cluídos por benefício da lei, como depreciação
por incentivos fiscais (depreciação acelerada),
1. Definição dividendos obtidos por investimentos no ex-
terior, etc. e as compensações são dadas por
O Imposto de Renda é a forma que o go- prejuízos fiscais dos períodos anteriores.
verno tem de tributar as empresas por meio
da renda auferida em determinado período 3.1 Empresas Obrigadas ao Lucro Real
contábil. A partir do momento que a empresa
adquiriu renda, o governo tributa um percen- O RIR, regulamento do Imposto de Renda,
tual sobre ela. Contabilmente, podemos dizer obriga as empresas a se enquadrarem no lucro
que renda significa o lucro da empresa e está real se estiverem nestas condições:
sujeito à tributação. • Receita total anual superior a
R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões
2. Formas de Imposto de Renda de reais).
• Bancos comerciais e todos os
Existem três formas de tributação: lucro estabelecimentos similares.
real, lucro presumido e simples. Cada uma
destas modalidades de tributos têm particu- • Empresas com ganhos no exterior.
laridades e restrições. • Empresas de factoring.

3. Lucro Real 3.2 Formas de Pagamento


do Imposto de Renda
O lucro real é a forma de tributação que
podemos chamar de completa, pois leva em A forma básica para pagamento do Im-
conta todas as receitas e despesas incorridas posto de Renda é pelo período trimestral, no
dentro de um período contábil. A determi- qual é calculado o lucro sujeito à tributação
nação do lucro líquido é dada por meio da dentro do trimestre específico pela legislação
escrituração contábil regular. A determinação (janeiro, fevereiro, março, e assim sucessiva-
do lucro real ocorre por meio do uso do livro mente) e o pagamento será no último dia do
de apuração do lucro real (LALUR), no qual mês subseqüente. Por exemplo: uma empresa
a contabilidade após a determinação do lucro apurou o imposto do primeiro trimestre, as-

006G/141
Instituto Monitor

sim, o pagamento será no último dia útil do mês de abril. A empresa


poderá optar pelo pagamento anual de imposto, mas ele sofrerá a
incidência de juros com base na taxa SELIC.

3.3 Exemplo Prático

Suponhamos que determinada empresa teve resultado líquido


de R$ 25.000,00 no trimestre. Nesse período, pagou multas de trân-
sito no valor de R$ 1.500,00, obteve ganhos no exterior no valor
de R$ 6.000,00 e no período anterior teve prejuízo fiscal no valor
de R$ 7.000,00. O cálculo do imposto será dado por:

Resultado do Período R$ 25.000,00


(+) Adições
Multas de Trânsito R$ 1.500,00
(-) Exclusões
Dividendos Recebidos (R$ 6.000,00)
(=) Lucro Real antes das Compensações R$ 20.500,00
(-) Compensações de Prejuízos R$ 7.000,00
(=) Lucro Real R$ 13.500,00

O lucro real foi determinado, o cálculo do imposto é dado


pela aplicação da alíquota do Imposto de Renda que é de 15% em
qualquer situação.

Lucro Real do 1° Trimestre R$ 13.500,00


(x) Alíquota do Imposto de Renda 15%
(=) Imposto Devido R$ 2.025,00

Contabilização

A contabilização do Imposto de Renda será dada da seguinte


maneira:

A) Resultado do Exercício
a Provisão para Imposto de Renda

Aproveitando o exemplo anterior, os razonetes ficariam assim:

Resultado Provisão para Imposto de Renda


R$ 25.000,00 R$ 2.025,00 (a
a) R$ 2.025,00

006G/142
Instituto Monitor

4. Lucro Presumido Exemplo

O lucro presumido é uma alternativa Determinada empresa que pratica re-


de tributação das empresas para facilitar o venda de mercadorias obteve receita bruta
cálculo do Imposto de Renda. Nesse formato no primeiro trimestre de 2008, no valor de
são presumidos percentuais sobre a receita R$ 80.000,00. O cálculo do imposto será:
bruta, para a base de cálculo do imposto.
Valor da Receita Bruta: R$ 80.000,00
4.1 Percentuais de Presunção Alíquota de Presunção: 8%
Base de Cálculo: R$ 6.400,00
Os percentuais de presunção do lucro são
aplicados sobre a receita bruta de vendas. Valor do Imposto: Base de Cálculo x 15%
Esses percentuais são: Valor do Imposto: R$ 960,00
• 8% sobre a receita de venda de merca- A contabilização será da mesma maneira
dorias (exceto revenda de combustíveis da tributação pelo lucro real.
para consumo, transporte de cargas e de
serviços hospitalares);
5. Simples
• 1,6% sobre a receita bruta da revenda de
combustíveis para consumo; O simples é uma sistemática de tribu-
• 32% sobre a receita proveniente das ati- tação destinada para as micro e pequenas
vidades de: empresas, na qual há o beneficiamento das
- prestação de serviços em geral (exceto junções de todos os impostos federais (Im-
hospitalares); posto de Renda, IPI, PIS, COFINS e INSS
patronal) e estaduais (ICMS). O simples foi
- intermediação de negócios; criado em 1996, com a intenção de simplificar
- administração e locação de bens imó- a vida do microempresário.
veis, móveis e diretos;
- assessoria creditícia, mercadológica,
seleção de riscos, etc.
• 16% sobre a receita de prestação de servi-
ços de transporte, exceto de carga.

Anotações e Dicas

006G/143
Instituto Monitor

Anexo I – Partilha do Simples Nacional – Comércio


(Efeitos a partir de 01/01/2009)
Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS
Até 120.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 240.000,01 a 360.000,00 6,84% 0,27% 0,27% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 360.000,01 a 480.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 480.000,01 a 600.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%

Obs: As tabelas sofrem constantes alterações e os valores ultilizados na


apostila servem apenas como exemplo para o seu maior aprendizado.
Consulte as alíquotas vigentes no website da Receita Federal.

006G/144
Instituto Monitor

Anexo II – Partilha do Simples Nacional – Indústria


(Efeitos a partir de 01/01/2009)

Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS IPI
Até 120.000,00 4,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25% 0,50%
De 120.000,01 a 240.000,00 5,97% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86% 0,50%
De 240.000,01 a 360.000,00 7,34% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33% 0,50%
De 360.000,01 a 480.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 480.000,01 a 600.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 600.000,01 a 720.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 720.000,01 a 840.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 840.000,01 a 960.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 960.000,01 a 1.080.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.200.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.200.000,01 a 1.320.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.320.000,01 a 1.440.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.560.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 1.560.000,01 a 1.680.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 1.680.000,01 a 1.800.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.920.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 1.920.000,01 a 2.040.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 2.040.000,01 a 2.160.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.280.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 2.280.000,01 a 2.400.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%

5.1 Exemplo

Um comerciante tem receita bruta mensal de R$ 12.000,00 e


apresentou no período anterior faturamento anual de R$ 145.000,00.
O valor do imposto a pagar será de:

Receita de Vendas: R$ 12.000,00


Alíquota do Simples: 5,47%
Valor do Imposto: R$ 656,40

A contabilização é feita da mesma maneira das outras duas


formas de tributação.

006G/145
lição

Contabilização da
11 Folha de Pagamento2
Introdução
Nesta lição estudaremos todas as etapas de contabilização da
folha de pagamento, bem como todas as obrigações patronais.

1. Características da Folha de Pagamento


• Salários e ordenados, com horas extras, prêmios de produção,
tarefas, salário-produção.
• Obrigações sociais formadas pela cota-parte do empregador,
como a contribuição para a Previdência Social.
• Obrigações trabalhistas, que são decorrentes da legislação tra-
balhista, como férias, 13º salário, FGTS, seguro de acidentes
de trabalho.
• Outras despesas com pessoal custeadas pela empresa, como refei-
ções, transporte, roupas especiais, assistência social, assistência
médica, seguro de vida, etc.

2. Exemplo de Folha de Pagamento

SALÁRIO VALE- SALÁRIO


FUNCIONÁRIO CARGO INSS IRRF
BRUTO TRANSPORTE LÍQUIDO
DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO
Paulo da Silva Torneiro R$ 1.580,00 R$ 173,80 R$ 13,88 R$ 94,80 R$ 1.297,52
Fernando Souza Serralheiro R$ 1.800,00 R$ 198,00 R$ 43,25 R$ 108,00 R$ 1.450,75
Sebastião Paes Torneiro R$ 1.500,00 R$ 165,00 R$ - R$ 90,00 R$ 1.245,00
Luiz Dias Torneiro R$ 1.500,00 R$ 165,00 R$ - R$ 90,00 R$ 1.245,00
Rodrigo Santana Marceneiro R$ 1.200,00 R$ 108,00 R$ - R$ 72,00 R$ 1.020,00
Lourival Teixeira Ajudante R$ 800,00 R$ 61,20 R$ - R$ 48,00 R$ 690,80
Mário Lago Gerente de Produção R$ 2.800,00 R$ 308,00 R$ 176,75 R$ 168,00 R$ 2.147,25
Subtotal R$ 11.180,00 R$ 1.179,00 R$ 233,88 R$ 670,80 R$ 9.096,32

2. As alíquotas apresentadas neste capítulo estão vigentes para o ano de


2007. É preciso que o aluno consulte as alíquotas vigentes.

006G/147
Instituto Monitor

SALÁRIO VALE- SALÁRIO


FUNCIONÁRIO CARGO INSS IRRF
BRUTO TRANSPORTE LÍQUIDO
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO
Roberto Paula Gerente R$ 3.000,00 R$ 318,37 R$ 212,26 R$ 180,00 R$ 2.289,37
Fernanda Correia Assistente R$ 700,00 R$ 53,55 R$ - R$ 42,00 R$ 604,45
Bento Moreira Motorista R$ 500,00 R$ 38,25 R$ - R$ 30,00 R$ 431,75
Ronaldo Lia Ajudante R$ 500,00 R$ 38,25 R$ - R$ 30,00 R$ 431,75
Subtotal R$ 4.700,00 R$ 448,42 R$ 212,26 R$ 282,00 R$ 3.757,32
DEPARTAMENTO FINANCEIRO
Rosângela Alves Contadora R$ 2.800,00 R$ 308,00 R$ 176,75 R$ 168,00 R$ 2.147,25
Solange Pereira Analista R$ 1.500,00 R$ 165,00 R$ - R$ 90,00 R$ 1.245,00
Subtotal R$ 4.300,00 R$ 473,00 R$ 176,75 R$ 258,00 R$ 3.392,25
Total da folha R$ 20.180,00 R$ 2.100,42 R$ 622,89 R$ 1.210,80 R$ 16.245,89

Este exemplo de folha de pagamento ocorre em qualquer


empresa, independentemente do ramo de atividade. Do salário
bruto são deduzidos o INSS do funcionário, o Imposto de Renda
Retido na Fonte (IRRF) e o Vale-transporte, caso o funcionário
opte por recebê-lo.

2.1 Desconto de INSS

O desconto de INSS é calculado sobre o salário bruto do fun-


cionário e o desconto obedecerá à tabela abaixo:

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico


e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de  1º de
fevereiro de 2009
Salário-de-contribuição (R$) Alíquota para fins de recolhimento
ao INSS (%)
Até 965,67 8.00%
de 965,68 até 1.609,45 9.00%
de 1.609,46 até 3.218,90 11.00%
acima de 3.218,90 R$ 354.08
Fonte: http://www.previdenciasocial.gov.br/

O cálculo do INSS ocorrerá da seguinte maneira:

Valor do Salário Bruto: R$ 1.580,00


(x) Alíquota do INSS, de acordo
com a faixa de ganho: 9%
Valor do INSS: R$ 142,20

Nos casos em que o salário for maior que R$ 3.218,90, deve-se


descontar o valor absoluto de R$ 354,08.

006G/148
Instituto Monitor

2.2 Desconto de IRRF

O desconto de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) ocorrerá


sobre o salário bruto, deduzida a contribuição para o INSS. O valor
líquido deverá ser aplicado na tabela de desconto do IRRF, a seguir:
Tabela Progressiva para o cálculo anual do Imposto de Renda de Pessoa
Física para o exercício de 2010, ano-calendário de 2009.
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR
Até 1.434,59 0,00% R$ 0,00
De 1.434,60 até 2.150,00 7,50% R$ 107,59
De 2.150,01 até 2.866,70 15,00% R$ 268,84
De 2.866,71 até 3.582,00 22,50% R$ 483,84
Acima de 3.582,00 27,50% R$ 662,94
Fonte: http://www.receita.fazenda.gov.br/

Assim, o Imposto de Renda Retido na Fonte deverá ser calcu-


lado da seguinte maneira:

Salário Bruto: R$ 2.800,00


(-) Contribuição para o INSS (11%): R$ 308,00
(=) Salário Líquido para Imposto de Renda: R$ 2.492,00
(x) Alíquota de IR, conforme faixa de
ganho(15%): R$ 373,80
(-) Dedução do IR, conforme tabela: R$ 268,84
(-) Imposto de Renda R$ 104,96
(=) Salário Líquido R$ 2.387,04

Algumas observações deverão ser consideradas quando fala-


mos de imposto de renda: a primeira delas é que o valor do imposto
a ser retido na fonte deve ser maior de R$ 10,00, caso contrário não
existirá retenção. Outra consideração é que o IRRF é uma tabela
progressiva e quanto maior for o salário maior será a contribuição;
às vezes um aumento de R$ 80,00 no salário, significa aumento de
R$ 10,00 no valor de contribuição.

2.3 Vale-Transporte

O vale-transporte é um direito do funcionário, segundo a CLT


(Consolidação das Leis Trabalhistas), e ele pode optar ou não por
recebê-lo, e a empresa pode descontar em até 6% do valor do sa-
lário bruto do funcionário. Em nosso exemplo, trabalhamos com
todos os funcionários sendo optantes do vale-transporte. Assim
o cálculo será de:

Valor do Salário: R$ 1.500,00


(x) Desconto do Vale Transporte (6%): R$ 90,00
(=) Valor líquido: R$ 1.410,00

006G/149
Instituto Monitor

3. Direitos dos Funcionários


O funcionário tem alguns direitos que não aparecem na folha
de pagamento, mas que serão usufruídos em um determinado pe-
ríodo e representarão para a empresa um gasto adicional. Esses
direitos são as férias e o 13° salário. Ambos são previstos pela
constituição de 1988, e a empresa deverá conceder todo ano 13°
salário ao funcionário, pelo período integral ou proporcional ao
tempo trabalhado e um terço do salário de adicional de férias,
que o funcionário tem direito ao completar um ano de trabalho
na empresa.

4. Obrigações da Empresa
Sobre a folha de pagamento a empresa sofre uma série de obri-
gações, que são chamadas de contribuições à seguridade social ou
como é mais conhecida: encargos sociais. Essas obrigações variam
de acordo com o setor que a empresa atua: indústria, comércio ou
serviços.

A tabela de contribuição para a seguridade social é dada por:

Tipo de Empresa: Indústria

Encargos Percentual
INSS empregador 20%
FGTS 8%
Salário Educação 2,5%
SAT – Seguro de Acidente no Trabalho 3%
INCRA 0,2%
SENAI 1%
SESI 1,5%
SEBRAE 0,6%
Total 36,8%

006G/150
Instituto Monitor

Tipo de Empresa: Comércio e Serviços

Encargos Percentual
INSS empregador 20%
FGTS 8%
Salário Educação 2,5%
SAT – Seguro de Acidente no Trabalho 2%
INCRA 0,2%
SENAC 1%
SESC 1,5%
SEBRAE 0,6%
Total 35,8%

5. Contabilização da Folha de Pagamento


A contabilidade deve proceder todos os meses a contabilização
da folha de pagamento de todos os funcionários que deverá ser
feita da seguinte maneira:
• Contabilização dos salários e suas respectivas retenções.
• Contabilização dos direitos do funcionário (férias e 13° salário).
• Contabilização dos encargos sociais.

Vamos proceder a contabilização da folha de pagamento apre-


sentada no início da lição. Digamos que a folha de pagamento foi
elaborada no fim do mês de abril de 2007. Sendo que no decorrer
do mês, a empresa concede adiantamento a todos os funcionários,
no montante de 30% do valor do salário, a contabilização do
adiantamento do salário será:

Adiantamento de Salários
a Caixa ou Bancos R$ 6.054,00 (R$ 20.180,00 x 30%)

Quando chegar o dia do pagamento do salário, contabilizare-


mos todos os direitos e retenções:

Despesa com salários R$ 20.180,00


a Salários a pagar R$ 10.191,89
a Adiantamento de salários R$ 6.054,00
a INSS a Recolher R$ 2.100,42
a IRRF a Recolher R$ 622,89
a Vale-transporte a Pagar R$ 1.210,80

006G/151
Instituto Monitor

Contabilização das Provisões Trabalhistas

As provisões trabalhistas serão contabilizadas como 1/12 da


folha de pagamento a título de 13° salário e 1/3 de 1/12 a título
de férias. Observe que as férias são apenas um terço a mais do
salário e o 13° salário é um salário a mais por ano. As provisões
são necessárias para o cumprimento do regime de competência,
pois está sendo reconhecida uma despesa do período, mas que será
paga futuramente. Além das Provisões trabalhistas os Encargos
Sociais também deverão ser provisionados sobre os mesmos.

A contabilização das provisões será dada por:

Despesa com 13° salário


a Provisão para 13° salário R$ 1.681,67 (R$ 20.180,00 /12)

Despesa com férias


a Provisão para férias R$ 560,56 (R$ 20.180,00 /12 =
R$ 1.681,67 / 3)

Encargos sobre 13º salário


a Provisão para Encargo
sobre 13° salário R$ 484,32 (R$ 1.681,67 x 28,8%)

FGTS sobre 13º salário


a Provisão de FGTS
sobre 13° salário R$ 134,53 (R$ 1.681,67 x 8%)

Encargos sobre Férias


a Provisão para Encargo
sobre Férias R$ 161,44 (R$ 560,56 x 28,8%)

FGTS sobre Férias


a Provisão para FGTS
sobre Férias R$ 44,84 (R$ 560,56 x 8%)

Contabilização dos encargos sociais:

No recolhimento dos encargos sociais, devemos destacar o


FGTS dos demais encargos, assim a contabilização ficará da se-
guinte maneira:

Despesa com Encargos Sociais


a Encargos Sociais a Pagar R$ 5.811,84 (R$ 20.180,00 x 28,8%
- Tabela Indústria)

Despesa com FGTS


a FGTS a Pagar R$ 1.614,40 (R$ 20.180,00 x 8%)

Todas as provisões e despesas podem sofrer variações devido


a dissídios ou acordos coletivos entre sindicatos dos empregados e
patronais. Assim qualquer diferença poderá ser ajustada na época
do dissídio da categoria.

006G/152
Exercícios Propostos
1 - De acordo com os cálculos e índices estudados nesta lição, calcule o valor
de cada imposto e benefício de um empregado que recebe um salário fixo de
R$ 550,00 (Tipo de empresa: comércio).

006G/153
Instituto Monitor

2 - Dada a seguinte folha de pagamento (saldos meramente ilustrativos):

Salários diretos da Cargo Salário INSS IRRF Salário INSS FGTS


produção horista bruto líquido empresa
Paulo da Silva Torneiro 600,00 54,00 546,00 172,80 48,00
Fernando Souza Serralheiro 600,00 54,00 546,00 172,80 48,00
Sebastião Paes Torneiro 600,00 54,00 546,00 172,80 48,00
Luis Dias Torneiro 600,00 54,00 546,00 172,80 48,00
Rodrigo Santana Marceneiro 600,00 54,00 546,00 172,80 48,00
Lourival Teixeira Ajudante 400,00 30,60 369,40 115,20 32,00
Subtotal 3.400,00 300,60 - 3.099,40 979,20 272,00
Salários indiretos
Produção mensalista
Mário Lago Gerente de Produtos 2.800,00 157,30 410,00 2.232,70 806,40 224,00
Subtotal 2.800,00 157,30 410,00 2.232,70 806,40 224,00
Salários Adm.
Dep. de vendas

Roberto Paula Gerente 2.300,00 157,30 272,50 1.870,20 662,40 184,00


Fernanda Correia Assistente 700,00 63,00 637,00 201,60 56,00
Bento Moreira Motorista 500,00 43,25 456,75 144,00 40,00
Ronaldo Lia Ajudante 300,00 22,95 277,05 86,40 24,00
Subtotal 3.800,00 286,50 272,50 3.241,00 1.094,40 304,00
Dep. Contábil

Rosângela Alves Contadora 2.100,00 157,30 217,50 1.725,20 604,80 168,00


Solange Pereira Assistente 700,00 63,00 637,00 201,60 56,00
Subtotal 2.800,00 220,30 217,50 2.362,20 806,40 224,00
Total da Folha 12.800,00 964,70 900,00 10.935,30 3.686,40 1.024,00

Considerando que a folha de pagamento seja do mês de outubro,


e que todos os funcionários têm mais de dois anos na empresa,
faça os lançamentos no diário:
a) Dos salários e encargos.
b) Da provisão do 13º salário proporcional.
c) Da provisão de férias.

006G/154
Instituto Monitor

006G/155
Instituto Monitor

Exercícios Integrados - Lições 8 a 11


Cia. Paulista

Lançamento para o mês de novembro de 2007.

1 - Compra de mercadorias para revenda por R$ 100,00 a unidade; foram


compradas 500 unidades. O ICMS é de 12% e o pagamento foi a prazo.
2 - Venda de mercadorias por R$ 200,00 cada unidade; foram vendidas 300
unidades. O ICMS foi de 12% e o recebimento será a prazo. Calcular PIS e
COFINS no regime cumulativo.
3 - Compra de mercadorias por R$ 150,00 cada unidade. Foram compradas 150
unidades e o pagamento foi a prazo. O ICMS é de 12%.
4 - Venda de mercadorias por R$ 250,00 cada unidade. Foram vendidas
300 unidades e o recebimento foi à vista, em cheque. O ICMS é de 12%.
Calcular PIS e COFINS no regime cumulativo.
5 - Pagamento de parte dos imóveis em cheque no valor de R$ 50.000,00, sendo
que a empresa teve desconto de 3% sobre o valor do pagamento.
6 - Pagamento de despesa com salários em cheque por R$ 30.000,00; INSS de
R$ 2.600,00 e IRRF de R$ 1.900,00. Calcular os encargos sociais de 27,8% e
o FGTS de 8%. Fazer a provisão de férias e 13° salário.
7 - Pagamento das despesas operacionais de R$ 13.000,00.

Fazer os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apurar o resultado


do exercício e elaborar o balanço patrimonial e a demonstração de resultados
do exercício, considerando os saldos do primeiro exercício integrado, avaliação
de estoques pelo método PEPS e Imposto de Renda pelo lucro presumido com
taxa de 8% de presunção.

006G/156
Instituto Monitor

006G/157
lição

Problemas
12 Contábeis Diversos
Introdução
Nesta lição estudaremos diversos problemas contábeis que
são corriqueiros em uma empresa, seja no dia-a-dia ou no encer-
ramento do exercício.

1. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD)


As empresas que vendem a prazo assumem o risco de deixarem
de receber alguns créditos (duplicatas a receber, contas a receber,
etc.) em virtude da insolvência de seus clientes. Por esse motivo, por
ocasião do levantamento do balanço, é feita uma provisão, visando a
uma possível perda pelo não recebimento de contas a receber.

A determinação da taxa correta de provisão de devedores


duvidosos deve ser baseada na média histórica da empresa, das
duplicatas a receber não liquidadas que a entidade possui. Este
cálculo deverá ser demonstrado em notas explicativas às demons-
trações financeiras.

A taxa utilizada dependerá principalmente do ramo de atividade


da empresa, que por condições econômicas ou operacionais poderá
ter maior ou menor taxa de inadimplência. Os bancos, seguradoras
e demais instituições financeiras possuem regras próprias deter-
minadas pelo Banco Central para apurar os créditos de liquidação
duvidosa. Cabe ao contabilista analisar as instruções normativas
do Banco Central que determina as regras de cálculo.

Os prejuízos provenientes de créditos considerados incobráveis


(depois de tomadas todas as medidas legais para recebê-los) serão
debitados na conta de provisão que, por esse motivo, no final do
exercício poderá estar sem saldo, se foi totalmente utilizada; ou
com algum saldo, se sua utilização foi parcial ou nenhuma.

O saldo existente na conta de provisão será revertido para o


resultado do exercício ou acrescido de valor, caso a provisão para
o novo exercício exceda ao saldo existente, no dia do balanço.

006G/159
Instituto Monitor

Exemplo: em 31/12/X6, uma empresa apresentou um saldo de


Duplicatas a Receber, no valor de R$ 500.000,00. Nessa data, foi
feita a primeira provisão para devedores duvidosos (utilizamos
para o exemplo uma taxa de 3%):

Despesas de Provisão
a Provisão para Devedores Duvidosos
provisão constituída de 3% sobre
Duplicatas a Receber, para atender
às perdas prováveis, naquela conta R$ 15.000,00

Em 10/05/X7, uma duplicata no valor de R$ 10.000,00 foi


considerada incobrável e usada a conta de provisão:

Provisão para Devedores Duvidosos


a Duplicatas a Receber
valor referente a n/ dupl. nº 453,
considerada incobrável R$ 10.000,00

No restante do exercício de 20X7, a conta Provisão para


Devedores Duvidosos não foi mais utilizada, restando, no final
do exercício, um saldo de R$ 5.000,00 (R$ 15.000,00 da provisão
menos R$ 10.000,00 utilizados).

Em 31/12/X7, o saldo de Duplicatas a Receber era de R$


800.000,00. Como 3% de R$ 800.000,00 é R$ 24.000,00 e a conta de
provisão já tem um saldo de R$ 5.000,00, R$ 19.000,00 é o bastante
para complementarmos o valor da provisão, ou seja:

Despesas de Provisão
a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
Complemento da conta de provisão,
correspondente a 3% s/ dupl.
a Receber R$ 19.000,00

Em 20/08/X8, uma duplicata no valor de R$ 30.000,00 foi


considerada incobrável. Como o saldo da conta de provisão era
de R$ 24.000,00, o restante foi considerado como uma despesa
daquele exercício:

Diversos
a Duplicatas a Receber
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
Utilização do saldo dessa conta para
cobertura da dupl. nº 804, considerada
incobrável R$ 24.000,00
Perda Diversos
Complemento do valor da
duplicata acima R$ 6.000,00 R$ 30.000,00

006G/160
Instituto Monitor

Em 31/12/X8, o saldo da conta Duplicatas a Receber era de R$


1.200.000,00 e como não havia saldo na conta Provisão, o valor do
lançamento correspondeu ao total dos 3%, a saber:
Despesas de Provisão
a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
3% s/ dupl. a receber para atender
a perdas prováveis, naquela conta R$ 36.000,00

Em 14/04/X9, uma duplicata no valor de R$ 5.000,00 foi con-


siderada incobrável:

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa


a Duplicatas a Receber
Dupl. nº 1230, considerada
incobrável R$ 5.000,00

Como no exercício de 20X9, a conta de provisão não mais foi


utilizada, em 31/12/X9, o saldo da mesma era de R$ 31.000,00.
Em 31/12/X9, o saldo de Duplicatas a Receber era de R$
1.000.000,00.

Como 3% de R$ 1.000.000,00 é R$ 30.000,00, existe um excesso


de R$ 1.000,00 naquela conta que deverá se constituir numa re-
versão daquele valor, para o Resultado do Exercício, a saber:

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa


a Resultado do Exercício
reversão do excesso de saldo
daquela conta, para efeito
de ajuste dos 3% s/ dupl. a rec. R$ 1.000,00

Resumo da Conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa


Por esta sistemática de contabilização, a apresentação da conta
de provisão deverá corrigir o valor das duplicatas a receber, sendo
redutora da referida conta.

DATA DÉBITO CRÉDITO SALDO D/C


31/12/X6 R$ 15.000,00 R$ 15.000,00 C
10/05/X7 R$ 10.000,00 R$ 5.000,00 C
31/12/X7 R$ 19.000,00 R$ 24.000,00 C
20/08/X8 R$ 24.000,00 — —
31/12/X8 R$ 36.000,00 R$ 36.000,00 C
14/04/X9 R$ 5.000,00 R$ 31.000,00 C
31/12/X9 R$ 1.000,00 R$ 30.000,00 C

006G/161
Instituto Monitor

2. Depreciação

Depreciação é uma despesa que registra a perda de valor dos


bens fixos materiais constantes do ativo imobilizado, pelo uso,
ação da natureza ou obsolescência.

Os bens materiais constantes do ativo imobilizado (móveis e


utensílios, instalações, veículos, máquinas e equipamentos, etc.),
com o uso e com o passar do tempo vão se desgastando. A con-
tabilização da perda de valor desses bens, pelo tempo e pelo uso,
corresponde a uma despesa chamada de depreciação.

Existem vários métodos4 para calcular a depreciação, porém, o


mais usado no Brasil é o método linear (ou linha reta) que consiste
em depreciar o bem em quotas anuais, constantes, pelo tempo de
vida útil estimado para tal bem.

Por esse método, podemos calcular a depreciação mensal,


trimestral ou anual, com ou sem valor residual.

Entende-se por valor residual, um valor estimado que não


será depreciado e corresponderá ao preço de venda do bem como
sucata, quando ele estiver imprestável ou obsoleto.

Exemplo: uma máquina que custou R$ 500.000,00 tem vida


útil estimada em 10 anos. Para cada tipo de bem se calcula seu
tipo de vida útil, por meio de taxas usualmente adotadas e aceitas
pela legislação do Imposto de Renda. Teremos, então, uma quota
anual de depreciação de 10% do valor do custo.

Valor do bem R$ 500.000,00


Custo residual R$ 50.000,00
Valor a depreciar R$ 450.000,00

Se for usado um valor residual e, por hipótese, esse valor


corresponde a R$ 50.000,00 a depreciação será calculada sobre
R$ 450.000,00, ou seja, quotas anuais de R$ 45.000,00, (10% de
R$ 450.000,00).

Exemplo: tomemos como exemplo a conta Móveis e Utensílios


a ser depreciada, com um valor de R$ 500.000,00. Para a conta
móveis e utensílios temos a taxa anual de 10% a.a. (taxa adotada
e aceita pela legislação do Imposto de Renda).

4. Apesar de existirem métodos diferentes para o cálculo da depreciação, utilizamos


apenas o por quotas constantes, primeiramente por ser o mais usado e o único aceito
pelo regulamento do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ). Para mais
informações sobre outros métodos, consulte: Contabilidade Introdutória - Equipe de
Professores da USP, Editora Atlas, 1990.

006G/162
Instituto Monitor

Considerando a contabilização da referida depreciação, na


ocasião do balanço (depreciação anual, sem valor residual), tere-
mos o seguinte lançamento:

Depreciação
a Depreciação acumulada
Depreciação relativa ao ano
de 20X7, sobre a conta
Móveis e utensílios, calculada
pela taxa de 10% a.a. R$ 50.000,00

Taxas de Depreciação Admitidas pela Receita Federal

A Receita Federal somente aceita o cálculo de despesas com


depreciação dedutível do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas
(IRPJ), com base nas seguintes taxas:
Bem Taxa Anual Vida Útil
Edifícios e Construções 4% 25 anos
Máquinas e Equipamentos 10% 10 anos
Instalações 10% 10 anos
Móveis e Utensílios 10% 10 anos
Veículos 20% 5 anos
Terrenos Não pode ser _
depreciado

Em casos especiais, nos quais a entidade possua um bem que


por algum motivo a perda de valor seja maior do que a apontada
na tabela, o contabilista deve encomendar um laudo técnico, ge-
ralmente realizado pelo INT - Instituto Nacional de Pesquisas, no
qual deverá mencionar a vida útil deste bem. Esse laudo ocorre
geralmente em máquinas que são limitadas a um certo processa-
mento de matérias ou a um determinado período de tempo.

3. Amortização
Amortização, assim como a depreciação, representa uma des-
pesa e consiste na extinção gradual do valor aplicado em benfei-
torias em prédios de terceiros, marcas e patentes.

O cálculo de Amortização dos valores classificados nas contas


citadas varia de acordo com a sua natureza, ou seja: benfeitorias em
prédios de terceiros ou marcas e patentes amortizáveis de acordo
com o tempo de validade (10 anos, 20 anos, etc.).

006G/163
Instituto Monitor

4. Exaustão
A exaustão representa a perda de valor pela utilização de uma
lavra, jazida ou reserva florestal. Dessa forma, a empresa registra
anualmente a diminuição gradativa do valor de aquisição do bem
(jazida, lavra ou reserva florestal), em função da quantidade de
material extraído desses locais.

Exemplo:
Exaustão (despesa)
a Exaustão Acumulada
Quota de exaustão correspondente ao
minério extraído em 2007 R$ 800.000,00

5. Despesas Antecipadas
Determinadas despesas são pagas por um período que corres-
ponde a mais um exercício financeiro.

Por ocasião do balanço, teremos de determinar quanto do va-


lor pago pertence ao exercício que estamos encerrando e quanto
pertence ao exercício seguinte. Dividir o valor pago em dois ou
mais exercícios é o que chamamos de diferir.

O exemplo mais comum desse tipo de operação é o caso dos


seguros. De um modo geral, os seguros pagos correspondem a um
período de 12 meses. Como a empresa quase sempre paga o seguro
em meses diferentes daqueles que inicia o seu exercício financei-
ro, o vencimento do seguro extrapola a data do encerramento do
exercício que foi pago, devendo ser um diferimento da parte do
exercício que está sendo encerrado e do exercício seguinte.

Exemplo:
Pelo pagamento do seguro
10/04/XX
Seguros a Apropriar (Ativo)
a Caixa
Pago seguro contra fogo, relativo
ao período de 01/04/X2 a 01/04/X3 R$ 60.000,00

Na data do Balanço
31/12/X2
Despesas com Seguros
a Seguros a apropriar
Valor referente a apropriação do seguro
pago em 01/04/X2, pertencente ao
exercício R$ 45.000,00

006G/164
Instituto Monitor

Existem outros casos de despesas pagas antecipadamente que


também devem ser diferidas na época do balanço. Entre outros,
temos os casos de empresas que compram material de escritório
(bancos) ou de consumo em grandes quantidades, mas que não são
usados imediatamente. O valor comprado, nesse caso, é lançado
numa conta do ativo circulante (estoques) e à medida que o bem
vai sendo consumido, o valor é transferido para a respectiva conta
de despesa.

Exemplo:

1) Pela compra de
material de escritório (ativo circulante)
a Caixa
Pago pela compra de diversos, conforme
Nota Fiscal nº 384 da Papelaria Modelo Ltda. R$ 7.000,00

2) Pelo consumo
material de consumo (despesa)
a material de escritório
Material de escritório consumido durante
o mês de julho de 2007 R$ 1.000,00

006G/165
lição

Operações
13 com Duplicatas
Introdução
Nesta lição serão apresentadas as operações empresariais que
envolvem recebimento e emissão de duplicatas, e a maneira como
devem ser registradas pelo contabilista.

1. Recebimento de Duplicatas
No decurso das atividades da empresa são efetuadas algumas
operações que envolvem compra e venda de mercadorias, ou, no
caso de empresas de prestação de serviços, a prestação de serviços
a prazo. Tais operações representam, por ocasião do pagamento
ou recebimento das duplicatas, diversos tipos de operações finan-
ceiras, que passamos a exemplificar.

1.1 Vendas a Prazo

Duplicatas a receber
a Vendas
Valor referente à emissão de diversas duplicatas, a saber:
nº 450 c/ Casa Maria S/A ................................R$ 50.000,00
nº 451 c/ Casa Lopes Ltda. . .............................R$ 150.000,00
nº 452 c/ Bazar Modelo Ltda. . ........................R$ 200.000,00
nº 453 c/ Indústria Ideal Ltda. . .......................R$ 100.000,00
R$ 500.000,00

1.2 Duplicatas em Carteira

Dizemos que uma duplicata está “em carteira” quando, após


sua emissão, ficamos esperando o dia do vencimento para recebê-
la. A duplicata fica guardada na empresa. No dia do vencimento,
ou mandamos recebê-la do cliente ou o cliente vem à empresa
para pagá-la.

006/167
Instituto Monitor

Suponhamos que, das duplicatas emitidas no item 1.1, a de


nº 450, ficou na carteira. Caso ela seja recebida no vencimento,
faremos:

Caixa
a Duplicatas a receber
Casa Maria S/A
Recebido n/ duplicata 450 R$ 50.000,00

Caso ela seja recebida antes do vencimento, com desconto de 10%,


faremos:

Diversos
a Duplicatas a receber
Casa Maria S/A
Caixa
Recebido n/ dupl. 450 c/ 10%
de desconto R$ 45.000,00
Descontos concedidos
Desconto concedido
na duplicata acima R$ 5.000,00 R$ 50.000,00

Caso a duplicata seja recebida após o vencimento, com juros


de mora, faremos o seguinte lançamento:

Caixa
a Diversos
a Duplicatas a receber
Casa Maria S/A
Recebimento duplicata nº 450 R$ 50.000,00
a Receita de juros
juros recebidos
na duplicata acima R$ 5.000,00 R$ 55.000,00

1.3 Duplicatas em Cobrança Bancária

Geralmente, por interesse da empresa emitente e para facili-


tar as operações da empresa compradora, as duplicatas emitidas
são colocadas em cobrança bancária. Essa medida beneficia o
emitente, que já fica com o valor das duplicatas recebidas em sua
conta bancária e beneficia também o comprador, pois os bancos
têm agências em todas as cidades, facilitando o pagamento das
duplicatas.

O banco, por sua vez, cobra uma comissão para efetuar a


cobrança das duplicatas, que representa uma despesa para a
empresa.

006G/168
Instituto Monitor

Por ocasião da entrega das duplicatas para a cobrança ban-


cária, deve ser feito um lançamento contábil que registra esse
ato administrativo por meio de um lançamento em contas de
compensação.

Depois do recebimento da duplicata, dá-se a baixa no referido


lançamento, pelo valor estipulado na duplicata, como se fosse um
estorno do lançamento inicial.

Suponhamos que as duplicatas nº 451, 452 e 453, emitidas


anteriormente, fossem entregues para cobrança no Banco Beta
S/A:

1) Pelo registro (da compensação) da entrega das duplicatas ao


banco:

Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A
a Títulos em cobrança
Valor referente à remessa de n/ dupl.
451, 452 e 453 para Cobrança Simples R$ 450.000,00

2) Contabilização da comissão cobrada pelo banco:

Despesas bancárias
a Bancos c/ Movimento
Banco Beta S/A
Comissão de cobrança de n/ dupl. 451,
452 e 453, conforme aviso R$ 5.000,00

3) Recebimento da duplicata nº 451, no vencimento:

Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
a Duplicatas a receber
Casa Lopes Ltda.
Recebido n/ dupl. 451, conforme aviso R$ 150.000,00

4) Pela baixa de registro de compensação:

Títulos em cobrança
a Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A
Pela baixa da dupl. 451, recebida n/ data,
conforme aviso R$ 150.000,00

006G/169
Instituto Monitor

5) Recebimento da duplicata nº 452 antes do vencimento, com 5%


de desconto:
Diversos
a Duplicatas a receber
Bazar Modelo Ltda.
Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
Recebido n/ duplicata 452, c/ 5% de
desconto, conforme aviso R$ 190.000,00
Descontos concedidos
Desconto concedido
na dupl. acima R$ 10.000,00 R$ 200.000,00

6) Pela baixa do registro de compensação:

Títulos em cobrança
a Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A
Pela baixa da dupl. 452, recebida
nessa data, conforme aviso R$ 200.000,00

7) Recebimento da duplicata nº 453 após o vencimento, com 10%


de juros de mora:

Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
a Diversos
a Duplicatas a receber
Indústrias Ideal Ltda.
Recebido n/ dupl. 453, conforme aviso R$ 100.000,00
a Receita de Juros
juros recebidos
na dupl. acima R$ 10.000,00 R$ 110.000,00

8) Baixa de registro de compensação:

Títulos em cobrança
a Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A
Pela baixa da dupl. 453, recebida n/ data R$ 100.000,00

1.4 Duplicatas Descontadas

Muitas vezes, ao fazer uma venda a prazo, a empresa não pode


esperar o vencimento das duplicatas para receber o dinheiro. Nesse
caso, ela negocia as duplicatas com um banco, ou seja, o banco faz um
adiantamento do valor em dinheiro, creditando na conta de movimento
da empresa o total a ser pago pelas duplicatas, menos os juros cobrados
pelo tempo (prazo) que o banco aguardará para receber o dinheiro.
006G/170
Instituto Monitor

Exemplo:

1) Emissão de duplicatas (de prestação de serviços):

Duplicatas a receber
a Receitas de serviços
Valor referente à emissão das seguintes duplicatas
nº 746 c/ Padaria Ipanema Ltda. R$ 200.000,00
nº 747 c/ Bazar Horizonte Ltda. R$ 100.000,00
nº 748 c/ Casa Alves Ltda. R$ 300.000,00 R$ 600.000,00

2) Desconto das duplicatas nº 746,747 e 748, com o banco cobrando


120.000,00 de juros:

Diversos
a Duplicatas descontadas
Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
Nosso crédito referente ao desconto das
duplicatas nº 746, 747 e 748 R$ 480.000,00
Despesas bancárias
Juros cobrados
no desconto acima R$ 120.000,00 R$ 600.000,00

3) Recebimento da duplicata nº 746 antes do vencimento, com


desconto de 5%. Como o banco negociou com a empresa pelo valor
nominal da duplicata (R$ 200.000,00) e a empresa concedeu um
desconto ao cliente, ela terá de cobrir essa diferença, cobrada pelo
banco, em sua conta de movimento.

a) Pela duplicata recebida:

Duplicatas descontadas
a Duplicatas a receber
Padaria Ipanema Ltda.
Recebido n/ dupl. 746, conforme aviso R$ 200.000,00

b) Pelo débito do desconto concedido:

Descontos concedidos
a Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
Pelo débito em n/ conta ref. ao desconto concedido
na dupl. 746, conforme aviso R$ 10.000,00

006G/171
Instituto Monitor

4) Recebimento da duplicata nº 747, no vencimento:

Duplicatas descontadas
a Duplicatas a receber
Bazar Horizonte Ltda.
Recebido na dupl. 747, conforme aviso R$ 100.000,00

5) Recebimento de duplicata nº 748, após vencimento, com juros


de mora: se o banco fez um adiantamento em dinheiro à firma emi-
tente, a duplicata pertence ao banco. Dessa forma, os juros de mora
cobrados pelo atraso no pagamento do título também pertencem
ao banco. Por isso, não há na empresa nenhum lançamento a ser
feito em relação aos juros cobrados, e esse lançamento fica igual
ao anterior, ou seja:

Duplicatas descontadas
a Duplicatas a receber
Casa Alves Ltda.
Recebido n/ dupl. 748, conforme aviso R$ 300.000,00

1.5 Duplicata Descontada e Não Paga pelo Cliente

Muitas vezes uma empresa desconta um título no banco e o


comprador das mercadorias ou tomador do serviço (cliente) não
efetua o pagamento da duplicata até um prazo de tolerância de-
finido pelo banco (após o vencimento).

Nesse caso, o banco debita da conta da empresa o valor do


título descontado mais os juros pelo tempo aguardado após o
vencimento, transferindo o mesmo para cobrança simples.

Exemplo:

1) Débito do título na conta da empresa:

Diversos
a Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
Duplicatas descontadas
Débito em n/conta da dupl. 750
Conforme aviso R$ 500.000,00
Despesas bancárias
Juros cobrados no atraso da
duplicata acima R$ 50.000,00 R$ 550.000,00

006G/172
Instituto Monitor

2) Entrada da duplicata em cobrança simples:

Banco c/ cobrança
Banco Beta S/A
a Títulos em cobrança
Transferência de n/ dupl. 750
para cobrança simples, conforme aviso R$ 500.000,00

Observação: quando a empresa receber o valor desta duplicata,


vai lançá-la da mesma forma que fez com os títulos recebidos em
cobrança (situação já vista).

2. Compras a Prazo
Por ocasião das compras a prazo, as empresas recebem de seus
fornecedores duplicatas a pagar referentes às compras efetuadas.
Da mesma maneira como foi visto em vendas, essas duplicatas po-
dem ser pagas no vencimento, antes do vencimento, com desconto,
após o vencimento, com juros de mora.

As duplicatas podem ser pagas em dinheiro ou cheques dos


bancos onde a empresa mantém conta bancária.

Exemplo:

1) Pagamento de duplicata no vencimento, em dinheiro:

Duplicatas a pagar
Instaladora Marte Ltda.
a Caixa
Pagamento duplicata nº 436 R$ 80.000,00

2) Pagamento de duplicata, antes do vencimento, com desconto


em cheque:

Duplicatas a pagar
Fornecedora Aurora Ltda.
a Diversos
a Bancos c/ movimento
Banco Beta S/A
Pagto. dupl. 1.963, c/ desconto de 10% R$ 90.000,00
a Descontos obtidos na dupl. acima R$ 10.000,00 R$ 100.000,00

006G/173
Instituto Monitor

3) Pagamento de duplicata, após o vencimento, com juros de mora,


em dinheiro:

Diversos
a Caixa
Duplicatas a pagar
Pago dupl. 2.458
Despesas de juros R$ 200.000,00
juros pagos na dupl. acima R$ 20.000,00 R$ 220.000,00

Anotações e Dicas

006G/174
lição

Exemplo
14 Prático Integrado
Neste exemplo vamos praticar grande parte de todos os eventos
contábeis apresentados nesta apostila.

Cia. Tordesilhas
Débito Crédito
Capital Social R$ 98.000,00
Imposto de Renda a Recolher R$ 3.000,00
Caixa R$ 7.000,00
Bancos conta Movimento R$ 12.000,00
Estoques R$ 6.200,00
Duplicatas a Receber R$ 8.800,00
Duplicatas a Pagar R$ 9.000,00
Lucros Acumulados R$ 2.000,00
Máquinas R$ 24.000,00
Imóveis R$ 38.000,00
Veículos R$ 16.000,00
Total R$ 112.000,00 R$ 112.000,00

Lançamentos do mês de setembro de XX

A) Compras do mês: R$ 78.000,00


Vendas do mês: R$ 186.000,00
Em ambas as operações não houve recebimento, nem pagamento.
ICMS de 18% e a empresa opera no regime não cumulativo de
PIS e COFINS.
B) Recebimento de duplicatas R$ 138.800,00
C) Pagamentos de duplicatas R$ 72.000,00
D) Folha de pagamento do período: valor total da folha
R$ 18.000,00. INSS funcionário R$ 2.200,00, IRRF R$ 1.300,00.
Calcular os encargos sociais 27,8% e FGTS 8%.
E) Desconto de duplicatas R$ 7.000,00, taxa de 12%.
F) Provisão de Créditos de Liquidação Duvidosa de 3% do saldo
de contas a receber
G) Depreciação: veículos 20% ao ano, máquinas 10% ao ano,
imóveis 4% ao ano.
H) Contratação de seguros no valor de R$ 1.800,00, contrato válido
por um ano. Pago à vista.

006G/175
Instituto Monitor

I) Despesas do período: comerciais R$ 22.000,00 e administrativas


R$ 12.000,00
J) Estoque final do período R$ 18.000,00

Vamos efetuar os lançamentos em diário, razonetes, apurar o


resultado com mercadorias, impostos sobre vendas e o resultado
com mercadorias. Também elaboraremos o Balanço Patrimonial
e a Demonstração de Resultado do Exercício.

Lançamento em Diário

A) Diversos
a Duplicatas a Pagar
ICMS a Recuperar R$ 14.040,00
Compras R$ 63.960,00 R$ 78.000,00

Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 186.000,00

Despesa com ICMS


a ICMS a Recolher R$ 33.480,00

PIS a Recuperar
a Compras R$ 1.287,00

COFINS a Recuperar
a Compras R$ 5.928,00

PIS sobre Faturamento


a PIS a Recolher R$ 3.069,00

COFINS sobre Faturamento


a COFINS a Recolher R$ 14.136,00

ICMS a Recolher
a ICMS a Recuperar R$ 14.040,00

PIS a Recolher
a PIS a Recuperar R$ 1.287,00

COFINS a Recolher
a COFINS a Recuperar R$ 5.928,00

B) Bancos conta Movimento


a Duplicatas a Receber R$ 138.800,00

C) Duplicatas a Pagar
a Bancos conta Movimento R$ 72.000,00

006G/176
Instituto Monitor

D) Despesa com Salários


a Diversos
a Salários a Pagar R$ 14.500,00
a INSS a Recolher R$ 2.200,00
a IRRF R$ 1.300,00 R$ 18.000,00

Despesa com Encargos Sociais


a Encargos Sociais a Pagar R$ 5.004,00

Despesa com FGTS


a FGTS a Pagar R$ 1.440,00

Despesa com 13° Salário


a 13° Salário a Pagar R$ 1.500,00

Despesa com Férias


a Férias a Pagar R$ 500,00

E) Diversos
a Duplicatas a Receber
Bancos conta Movimento R$ 6.160,00
Despesa Financeira R$ 840,00 R$ 7.000,00

F) Despesas com Provisão


a Provisão para Créditos de
Liquidação Duvidosa R$ 1.470,00

G) Despesa com Depreciação


a Diversos
a Depreciação Acumulada Veículos R$ 267,00
a Depreciação Acumulada Máquinas R$ 200,00
a Depreciação Acumulada Imóveis R$ 127,00 R$ 594,00

H) Despesa antecipada de Seguros


a Bancos conta Movimento R$ 1.800,00
Despesa com Seguros
a Despesa antecipada de Seguros R$ 150,00

I) Despesas Operacionais
a Bancos conta Movimento R$ 34.000,00

J) CMV
a Diversos
a Estoque R$ 6.200,00
a Compras R$ 56.745,00 R$ 62.945,00

Estoque
a CMV R$ 18.000,00

006G/177
Instituto Monitor

Apuração do Resultado

R1) RCM
a CMV R$ 44.945,00

R2) Vendas
a RCM R$ 186.000,00

R3) RCM
a Diversos
a Despesa com ICMS R$ 33.480,00
a PIS sobre Faturamento R$ 3.069,00
a COFINS sobre Faturamento R$ 14.136,00 R$ 50.685,00

R4) RCM
a Resultado R$ 90.370,00

R5) Resultado
a Diversos
a Despesa com Salários R$ 18.000,00
a Despesa com Encargos Sociais R$ 5.004,00
a Despesa com FGTS R$ 1.440,00
a Despesa com 13° Salário R$ 1.500,00
a Despesa com Férias R$ 500,00
a Despesa Financeira R$ 840,00
a Despesa com Provisão R$ 1.470,00
a Despesa com Depreciação R$ 594,00
a Despesas Operacionais R$ 34.000,00
a Despesas com Seguros R$ 150,00 R$ 63.498,00

R6) Resultado
a Imposto de Renda a Recolher R$ 4.031,00

R7) Resultado
a Lucros Acumulados R$ 22.841,00

Capital Social Imposto de Renda a Recolher


R$ 98.000,00 R$ 3.000,00
R$ 4.031,00
R$ 7.031,00

006G/178
Instituto Monitor

Caixa Bancos Conta Movimento


R$ 7.000,00 R$ 12.000,00 R$ 72.000,00
R$ 138.800,00 R$ 34.000,00
R$ 6.160,00 R$ 1.800,00
R$ 156.960,00 R$ 107.800,00
R$ 49.160,00

Estoque Duplicatas a Receber


R$ 6.200,00 R$ 6.200,00 R$ 8.800,00 R$ 138.800,00
R$ 18.000,00 R$ 186.000,00 R$ 7.000,00
R$ 194.800,00 R$ 145.800,00
R$ 49.000,00

Duplicatas a Pagar Lucros Acumulados


R$ 72.000,00 R$ 9.000,00 R$ 2.000,00
R$ 78.000,00 R$ 22.841,00
R$ 72.000,00 R$ 87.000,00 R$ 24.841,00
R$ 15.000,00

Máquinas Imóveis
R$ 24.000,00 R$ 38.000,00

Veículos ICMS a Recuperar


R$ 16.000,00 R$ 14.040,00
R$ 14.040,00

Compras Vendas
R$ 63.960,00 R$ 1.287,00 R$ 186.000,00
R$ 5.928,00 R$ 186.000,00
R$ 63.960,00 R$ 7.215,00
R$ 56.745,00
R$ 56.745,00

Despesa com ICMS ICMS a Recolher


R$ 33.480,00 R$ 33.480,00
R$ 33.480,00 R$ 14.040,00
R$ 19.440,00

006G/179
Instituto Monitor

PIS a Recuperar Cofins a Recuperar


R$ 1.287,00 R$ 5.928,00
R$ 1.287,00 R$ 5.928,00

PIS sobre Faturamento PIS a Recolher


R$ 3.069,00 R$ 3.069,00
R$ 3.069,00 R$ 1.287,00
R$ 1.782,00

Cofins sobre Faturamento Cofins a Recolher


R$ 14.136,00 R$ 14.136,00
R$ 14.136,00 R$ 5.928,00
R$ 8.208,00

Despesa com Salários Salários a Pagar


R$ 18.000,00 R$ 14.500,00
R$ 18.000,00

INSS a Recolher Irrf


R$ 2.200,00 R$ 1.300,00

Despesa com Encargos Sociais Encargos Sociais a Pagar


R$ 5.004,00 R$ 5.004,00
R$ 5.004,00

Despesa com FGTS FGTS a Pagar


R$ 1.440,00 R$ 1.440,00
R$ 1.440,00

Despesa com 13° Salário 13° Salário a Pagar


R$ 1.500,00 R$ 1.500,00
R$ 1.500,00

Despesa com Férias Férias a Pagar


R$ 500,00 R$ 500,00
R$ 500,00

Despesa Financeira Despesa com Provisão


R$ 840,00 R$ 1.470,00
R$ 840,00 R$ 1.470,00

006G/180
Instituto Monitor

Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa Despesa com Depreciação


R$ 1.470,00 R$ 594,00
R$ 594,00

Depreciação Acumulada Veículos Depreciação Acumulada Máquinas


R$ 267,00 R$ 200,00

Depreciação Acumulada Imóveis Despesas Operacionais


R$ 127,00 R$ 34.000,00
R$ 34.000,00

Despesa Antecipada com Seguro Despesa com Seguros


R$ 1.800,00 R$ 150,00 R$ 150,00
R$ 1.650,00 R$ 150,00

CMV RCM
R$ 6.200,00 R$ 18.000,00 R$ 44.945,00 R$ 186.000,00
R$ 56.745,00 R$ 33.480,00
R$ 62.945,00 R$ 18.000,00 R$ 3.069,00
R$ 44.945,00 R$ 14.136,00
R$ 44.945,00 R$ 95.630,00 R$ 186.000,00
R$ 90.370,00 R$ 90.370,00

Resultado
R$ 63.498,00 R$ 90.370,00
R$ 26.872,00
R$ 4.031,00
R$ 22.841,00
R$ 22.841,00

006G/181
Instituto Monitor

Conta Débito Crédito


Capital social R$ 98.000,00
Caixa R$ 7.000,00
Banco Conta Movimento R$ 49.160,00
Imposto de Renda a Recolher R$ 7.031,00
Salários a pagar R$ 14.500,00
Inss a pagar R$ 2.200,00
Irrf a pagar R$ 1.300,00
Encargos Sociais a pagar R$ 5.004,00
Fgts a pagar R$ 1.440,00
Icms a recolher R$ 19.440,00
Pis a recolher R$ 1.782,00
Cofins a recolher R$ 8.208,00
Lucros acumulados R$ 24.841,00
Estoque R$ 18.000,00
Duplicatas a pagar R$ 15.000,00
Duplicatas a receber R$ 49.000,00
Veículos R$ 16.000,00
Imóveis R$ 38.000,00
Máquinas R$ 24.000,00
Depreciação Acumulada Imóveis R$ 127,00
Depreciação Acumulada Veículos R$ 267,00
Depreciação Acumulada Máquinas R$ 200,00
Despesa Antecipada de Seguros R$ 1.650,00
Provisão de créditos de liquidação duvidosa R$ 1.470,00
Férias a pagar R$ 500,00
13° Salário a pagar R$ 1.500,00
Total R$ 202.810,00 R$ 202.810,00

006G/182
Instituto Monitor

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO


CIA. TORDESILHAS SETEMBRO DE XX
Vendas R$ 186.000,00
(-) Impostos sobre vendas
Icms R$ (33.480,00)
Pis R$ (3.069,00)
Cofins R$ (14.136,00) R$ (50.685,00)
(=) Receita líquida de vendas R$ 135.315,00
(-) Custo da mercadoria vendida R$ (44.945,00)
(=) Lucro bruto R$ 90.370,00
(-) Despesas operacionais
Funcionários R$ (18.000,00)
Encargos sociais R$ (5.004,00)
13° Salário R$ (1.500,00)
Férias R$ (500,00)
Fgts R$ (1.440,00)
Provisão R$ (1.470,00)
Depreciação R$ (594,00)
Seguros R$ (150,00)
Financeira R$ (840,00)
Comercial R$ (22.000,00)
Administrativo R$ (12.000,00) R$ (63.498,00)
(=) Lucro operacional R$ 26.872,00
(-) Imposto de renda R$ (4.031,00)
(=) Lucro líquido R$ 22.841,00

BALANÇO PATRIMONIAL
CIA. TORDESILHAS - SETEMBRO DE XX

ATIVO PASSIVO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
CAIXA R$ 7.000,00 DUPLICATAS A PAGAR R$ 15.000,00
BANCOS CONTA MOVIMENTO R$ 49.160,00 SALÁRIOS A PAGAR R$ 14.500,00
DUPLICATAS A RECEBER R$ 49.000,00 INSS A PAGAR R$ 2.200,00
(-) Provisão para créditos de liq. R$ (1.470,00) R$ 47.530,00 IRRF R$ 1 .300,00
ESTOQUE R$ 18.000,00 ENCARGOS SOCIAIS A
DESPESAS ANTECIPADAS DE SEGUROS R$ 1.650,00 PAGAR R$ 5.004,00
TOTAL R$ 123.340,00 FGTS A PAGAR R$ 1 .440,00
13° A PAGAR R$ 1.500,00
FÉRIAS A PAGAR R$ 500,00
ICMS A RECOLHER R$ 19.440,00
PIS A RECOLHER R$ 1.782,00
COFINS A RECOLHER R$ 8.208,00
IMPOSTO DE RENDA A
RECOLHER R$ 7.031,00
TOTAL R$ 77.905,00
ATIVO Permanente PATRIMÓNIO LÍQUIDO
IMOBILIZADO CAPITAL SOCIAL R$ 98.000,00
MÁQUINAS R$ 24.000,00 Reservas de Lucro R$ 24.841,00
(-) Depreciação acumulada R$ (200,00) R$ 23.800,00 TOTAL R$ 122.841,00
IMÓVEIS R$ 38.000,00
(-) Depreciação acumulada R$ (127,00) R$ 37.873,00
VEÍCULOS R$ 16.000,00
(-) Depreciação acumulada R$ (267,00) R$ 15.733,00
TOTAL R$ 77.406,00

TOTAL DO ATIVO R$ 200.746,00 TOTAL DO PASSIVO R$ 200.746,00

006G/183
Instituto Monitor

Exercícios Integrados - Lições 12 a 14


Cia. Paulista

Lançamento para o mês de dezembro de 2006.

1 - Compras do período: 300 unidades por R$ 250,00 cada, pagamento a prazo.


O ICMS é de 12%.
2 - Vendas do período: 325 unidades por R$ 450,00 cada, recebidos metade à
vista e o restante a prazo. O ICMS de 12%. Calcular PIS e COFINS no re-
gime cumulativo.
3 - Desconte de duplicatas no valor de R$ 16.000,00 com taxa de 8% ao mês.
4 - Contrato de seguro no valor de R$ 27.000,00 pelo período de 18 meses, pago
à vista.
5 - Pagamento de duplicatas no valor de R$ 50.000,00, com desconto de 8%.
6 - Pagamento de impostos: Imposto de Renda: R$ 13.200,00, ICMS: R$
11.100,00 e Impostos a Recolher R$ 6.023,00. Em cheque.
7 - Recebimento de duplicatas no valor de R$ 40.000,00.
8 - Pagamentos de salários do mês por R$ 30.000,00. Calcular os encargos soci-
ais de 27,8% e FGTS de 8%. Fazer a provisão de férias e 13°.
9 - Provisão para créditos de liquidação duvidosa de 1,5% do saldo de contas a
receber.
10 - Depreciação: 20% para veículos, 10% para máquinas e 4% para imóveis.

Fazer os lançamentos no livro diário, nos razonetes em “T”, apurar o resultado


do exercício e elaborar o balanço patrimonial e a demonstração de resultados
do exercício, considerando os saldos do primeiro exercício integrado, avaliação
de estoques pelo método PEPS e Imposto de Renda pelo lucro presumido com
taxa de 8% de presunção.

006G/184
Instituto Monitor

006G/185
Apêndice

Correção
1 Monetária
1. Correção Monetária5 • As pessoas jurídicas deverão manter o livro
Razão Auxiliar em UFIR, no qual as contas
A correção monetária tem por finalidade a sujeitas à correção monetária serão escritu-
atualização dos valores constantes da conta- radas, adotando-se como unidade de conta
bilidade, dos elementos do ativo permanente o valor de uma UFIR.
e do Patrimônio Líquido, ajustando-os ao
poder aquisitivo da moeda nacional. Essa As contas do ativo permanente e do Pa-
atualização é realizada tornando-se por base trimônio Líquido terão como contrapartida
a variação nominal de uma conta UFIR (Uni- uma conta transitória denominada Resultado
dade de Referência Fiscal). da Correção Monetária, que representa uma
conta de resultado que, como tal, modificará o
O Decreto-Lei nº 2.341 de 29/06/87 resultado do exercício produzindo aquilo que
adaptou a legislação do Imposto de Renda às chamamos de lucro inflacionário, logicamente
normas da lei e regulamentou os princípios se o saldo da conta transitória for credor; caso
básicos para a escrituração da correção mo- contrário (saldo devedor), haverá uma perda
netária na contabilidade das empresas que se inflacionária.
resume às seguintes condições:
• A unidade padrão para efeito da correção 2. Esquema da Correção Monetária
monetária será uma UFIR. Resultado da Correção Monetária
• A conversão das unidades monetárias, em DÉBITO CRÉDITO
número de UFIR, será o valor da mesma, na Valores da Correção do Valores da Correção
data de sua conversão. Patrimônio Líquido e do Permanente e
contas retificadoras retificadoras do
• A variação da UFIR, entre duas datas, cons- do Permanente Patrimônio Líquido
tituirá a base para a atualização dos valores Devedor = Perda inflacionária
na contabilidade da empresa.
Saldo
• O Valor da UFIR, entre duas datas, consti- Credor = Lucro inflacionário
tuirá a base para a atualização dos valores,
na contabilidade da empresa. O valor da correção monetária será acres-
• A correção monetária deve incidir sobre o cido ao saldo das contas do ativo permanente e
saldo de cada conta do ativo permanente e do Patrimônio Líquido, em contrapartida com
Patrimônio Líquido, inclusive as retificado- a conta Resultado da Correção Monetária, com
ras na data do balanço de abertura. exceção do capital realizado, que terá o valor
de sua correção contabilizado à parte, numa
conta de reserva do capital chamada Correção

5. Correção Monetária foi extinta em 31/12/1995

006G/187
Instituto Monitor

Monetária do Capital, até a data da Assembléia Geral, quando os


acionistas aprovarem o balanço.

Exemplo:

Saldo em 31/12/XX
Móveis e Utensílios R$ 60.000,00
Lucros Acumulados R$ 15.000,00

Considerando que não houve movimento nas duas contas


durante o ano de X2, no balanço de 31/12/X1, teremos a seguinte
correção:

UFIR em 31/12/X1 - (Balanço de Abertura) R$ 3.000,00


UFIR em 31/12/X2 - (Balanço da Correção) R$ 7.000,00

Correção de Móveis e Utensílios



R$ 60.000,00 ÷ R$ 3.000,00 = 20 UFIR’s
20 × R$ 7.000,00 = R$ 140.000,00 (valor corrigido)
R$ 140.000,00 – R$ 60.000,00 = R$ 80.000,00 (correção monetária)

Correção de Lucros Acumulados

R$ 15.000,00 ÷ R$ 3.000,00 = 5 UFIR’s


5 × R$ 7.000,00 = R$ 35.000,00 (valor corrigido)
R$ 35.000,00 – R$ 15.000,00 = R$ 20.000,00 (correção monetária)

Contabilização
Móveis e Utensílios
a Resultado da Correção Monetária R$ 80.000,00

Resultado da Correção Monetária


a Lucros Acumulados R$ 20.000,00

3. Quotas de Depreciação, Amortização e Exaustão6
As quotas de depreciação, amortização e exaustão a serem
registradas na escrituração como custos ou despesas operacionais
(encargos do exercício) serão determinadas com base nas seguintes
normas:
a) A quota anual em UFIR será o produto da taxa anual em depre-
ciação ou amortização, ou da porcentagem de exaustão sobre o
valor do bem em UFIR.

6. Método meramente ilustrativo, pois não é usado devido à extinção da UFIR em 31/12/1995.

006G/188
Instituto Monitor

b) A quota anual em UFIR será registrada na conta do encargo e


o montante da quota a ser lançado na escrituração será deter-
minado mediante a conversão da quota em UFIR para reais:
b.1) Pelo valor da UFIR em cada mês, se registrada mensal-
mente.
b.2) Pelo valor médio da UFIR no exercício da correção, se
registrado por ocasião do balanço de encerramento do
período.

Exemplo:
• Saldo de abertura da conta Instalações, no início do exercício:
R$ 50.000,00.
• Taxa anual do encargo de 10%.
• Saldo de abertura da conta Depreciações Acumuladas de Ins-
talações: R$ 20.000,00.
• UFIR de abertura: R$ 1.000,00.
• UFIR de encerramento: R$ 3.000,00.
• UFIR média anual: R$ 1.800,00.

Correção da conta Instalações

R$ 50.000,00 ÷ R$ 1.000,00 = 50 UFIR’s


50 × R$ 3.000,00 = R$ 150.000,00 (valor corrigido)
R$ 150.000,00 – R$ 50.000,00 = R$ 100.000,00 (correção monetária)

Encargo do exercício (depreciações)

10% de 50 UFIR’s = 5 UFIR’s


5 × R$ 1.800,00 = R$ 9.000,00 (encargo do exercício)

Correção da conta Depreciações Acumuladas de Instalações

Em R$ Em UFIR
Saldo de abertura R$ 20.000,00 20
Encargo do exercício R$ 9.000,00 5
R$ 29.000,00 25

25 × R$ 3.000,00 = R$ 75.000,00 – R$ 29.000,00 = R$ 46.000,00
(C.M.)

006G/189
Apêndice

Lei das Sociedades


2 Anônimas
1. Lei das Sociedades Anônimas 2. Demonstração do Fluxo de Caixa
A Lei nº 11.638/07 traz alterações sig- As empresas (exceto as companhias fe-
nificativas no que se refere à elaboração e chadas com o patrimônio líquido, na data do
divulgação de demonstrações contábeis para balanço patrimonial, inferior a R$ 2 milhões)
as empresas regidas pela Lei no. 6.404/76, co- devem incluir a Demonstração dos Fluxos
nhecida como a Lei das Sociedades por Ações, de Caixa (DFC) em suas Demonstrações Fi-
mas que, agora, também diz respeito, no que nanceiras. Essa demonstração apresenta as
se refere à matéria contábil, às Sociedades alterações ocorridas, durante o exercício, no
Limitadas de Grande Porte (aquelas que te- saldo de caixa e equivalentes de caixa, segre-
nham, isoladamente ou em conjunto, quando gando-as em, no mínimo, três fluxos:
for de controle comum, faturamento superior
• Das operações.
a R$ 300 milhões ou Ativos superiores a R$
240 milhões). • Dos financiamentos.
• Dos investimentos.
O objetivo geral das alterações promovidas
pela Lei no. 11.638/07 pode ser resumido em: O objetivo da DFC é fornecer informações
atualizar as práticas contábeis adotadas no relevantes sobre recebimentos e pagamentos
Brasil, que, via de regra, tinham sido estabe- de caixa de uma companhia durante certo
lecidas em 1976, e dar um comando geral para período, avaliar alternativas de investimen-
que as normatizações relacionadas aos aspectos tos e analisar e controlar ao longo do tempo
contábeis tenham como parâmetro as Normas as decisões importantes que são tomadas na
Internacionais de Contabilidade, do IASB empresa, com reflexo monetário.
(International Accounting Standards Board),
conhecidas pela sigla em inglês IFRS (Interna- A estrutura da DFC engloba os seguintes
tional Financial Reporting Standards). fluxos:

As alterações vão desde a simples cria- • Atividades operacionais: são aquelas que a
ção de contas até complexas contabilizações, empresa “pratica” no seu dia-a-dia; são as
existentes em operações altamente técnicas. A principais atividades geradoras de receitas
seguir, apontaremos as principais alterações da empresa. Podemos citar como exemplos
promovidas pela Lei. de contas desta atividade o recebimento de

006G/191
Instituto Monitor

clientes, pagamentos aos fornecedores, recebimento de receitas


financeiras, etc.
• Atividades de investimentos: são as atividades relacionadas com
os ativos permanentes (investimentos, imobilizado, intangível,
diferido, renda fixa e renda variável). São exemplos aquisições
de investimentos e de ativos imobilizados, recebimento de em-
préstimos concedidos, entre outras.
• Atividades de financiamentos: estão relacionadas à obtenção
de recursos pela empresa, podendo ser dos acionistas ou de
terceiros. Como exemplo estão o recebimento e pagamento de
empréstimos e financiamentos, dividendos pagos, etc.

Existem duas modalidades para elaboração da DFC. O mé-


todo direto e o método indireto. A principal diferença é quanto à
apresentação das atividades operacionais. A metodologia direta
consiste em apurar os valores recebidos e pagos, divulgando in-
formações mais complexas e de melhor qualidade, enquanto que
a indireta consiste em ajustar o lucro líquido do exercício pelos
valores que impactam o lucro, mas não o caixa.

A seguir apresentaremos um exemplo de DFC pelo método


direto e um pelo método indireto.

Anotações e Dicas

006G/192
Instituto Monitor

Dfc – Método Direto


Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
Recebimentos
Vendas 1.245.000
Total de Recebimentos 1.245.000

Pagamentos
Fornecedores 816.000
Despesas Operacionais 408.000
Despesas Financeiras 2.250
Impostos 29.000
Total de Pagamentos 1.255.250
(A) Variação de Caixa das Atividades Operacionais (10.250)

Caixa Gerado pelas Atividades de Investimento


Recebimentos
Venda de Ativo Imobilizado -
Total de Recebimentos -

Pagamentos
Compra de Ativo Imobilizado -
Total de Pagamentos -
(B) Variação de Caixa das Atividades de Investimento -

Caixa Gerado pelas Atividades de Financiamento


Recebimentos
Integralização de Capital em Dinheiro 10.000
Total de Recebimentos 10.000

Pagamentos
Amortização de Empréstimo 7.500
Total de Pagamentos 7.500
(C) Variação de Caixa das Atividades de Financiamento 2.500

Total da Variação de Caixa (7.750)

Saldo Inicial de Caixa - 31/12/X0 8.000


(+) Total das Variações de Caixa (7.750)
(=) Saldo Final de Caixa - 31/12/X1 250

006G/193
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Dfc - Método Indireto


Caixa Gerado pelas Atividades Operacionais
Lucro Líquido do Exercício 67.025
(+) Ajuste de Depreciação 2.000
(-) Variação de Clientes (5.000)
(-) Variação de Estoques (130.000)
(+) Variação de Fornecedores 64.000
(-) Variação de Impostos a Pagar (275)
(-) Variação de Contas a Pagar (8.000)
(A) Variação de Caixa das Atividades Operacionais (10.250)

Caixa Gerado pelas Atividades de Investimento


Recebimentos
Venda de Ativo Imobilizado -
Total de Recebimentos -

Pagamentos
Compra de Ativo Imobilizado -
Total de Pagamentos -
(B) Variação de Caixa das Atividades de Investimento -

Caixa Gerado pelas Atividades de Financiamento


Recebimentos
Integralização de Capital em Dinheiro 10.000
Total de Recebimentos 10.000

Pagamentos
Amortização de Empréstimo 7.500
Total de Pagamentos 7.500
(C) Variação de Caixa das Atividades de Financiamento 2.500

Total da Variação de Caixa (7.750)

Saldo Inicial de Caixa - 31/12/X0 8.000


(+) Total das Variações de Caixa (7.750)
(=) Saldo Final de Caixa - 31/12/X1 250

006G/194
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3. Demonstração do Valor Adicionado


Outra demonstração inserida pela Lei nº. 11.638/07 e que
somente é obrigatória para as companhias abertas é a DVA
– Demonstração do Valor Adicionado que é o valor da riqueza
gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que
contribuíram para a geração dessa riqueza, como empregados,
financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela
da riqueza não distribuída.
A DVA visa a apresentar o quanto de riqueza a empresa
gerou, ou seja, o quanto de valor ela adicionou e para quem foi
distribuída. A importância da DVA se dá pelo montante de valor
adicionado pela companhia e sua forma de distribuição.

Demonstração do Valor Adicionado


GERAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Receita de Vendas 2.000.000,00
(+) Receitas não Operacionais 150.000,00
(-) Custos e Serviços Obtidos de Terceiros (750.000,00)
(=) Valor Adicionado Bruto 1.400.000,00
(-) Retenções (Depreciação e Amortização) (40.000,00)
(=) Valor Adicionado Líquido 1.360.000,00
(+) Valores Recebidos de Terceiros (Receitas Financeiras) 40.000,00
(=) Valor Adicionado à Disposição da Entidade 1.400.000,00
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Pessoal e Encargos 250.000,00 17,86%
Governo 550.000,00 39,29%
Financiadores 150.000,00 10,71%
Acionistas e Lucros Retidos 450.000,00 32,14%
Total 1.400.000,00 100,00%

A partir da Lei 11.638/07, ao fim de cada exercício social,


a diretoria elaborará, com base na escrituração mercantil da
companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão
exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e
as mutações ocorridas no exercício:
• Balanço Patrimonial.
• Demonstração do Resultado do Exercício.
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.
• Demonstração dos Fluxos de Caixa (em substituição à an-
tiga Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos
– DOAR).
• Demonstração do Valor Adicionado (se companhia aberta).

006G/195
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4. Criação de Contas e Grupos de trato que dá origem a um ativo financeiro


Contas de uma entidade e um passivo financeiro
ou instrumento de patrimônio de uma ou-
A Lei também apresenta a criação de tra entidade. Um Instrumento Financeiro é
contas e grupos de contas que antes não cons- reconhecido nas demonstrações contábeis
tavam. Abaixo apresentamos com detalhes: da entidade quando ela se torna parte do
contrato referido.
a. Intangível - compreendem os direitos que
tenham por objeto bens incorpóreos des- As aplicações em instrumentos finan-
tinados à manutenção da companhia ou ceiros, inclusive derivativos, e em direitos
exercícios com essa finalidade, inclusive o e títulos de créditos, classificados no ativo
fundo de comércio adquirido. Exemplos: circulante ou no realizável a longo prazo
marcas, patentes, direitos de concessão, deverão ser avaliados:
direitos autorais, entre outros.
a) pelo seu valor de mercado ou valor equiva-
b. Ajustes de Avaliação Patrimonial - serão lente, quando se tratar de aplicações des-
classificadas como ajustes de avaliação tinadas à negociação ou disponíveis para
patrimonial, enquanto não computadas venda;
no resultado do exercício em obediência
ao regime de competência, as contrapar- b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de
tidas de aumentos ou diminuições de valor emissão, atualizado conforme disposições
atribuído a elementos do ativo e do passivo legais ou contratuais, ajustado ao valor
em decorrência de sua avaliação a preço provável de realização, quando este for
de mercado. inferior, no caso das demais aplicações e
os direitos e títulos de crédito.
c. Omissão da conta de Lucros Acumulados -
a nova redação dada pela Lei nº. 11.638/07 No parágrafo 1º do art. 183, considera-se
omite “Lucros Acumulados”. Todo resul- valor de mercado em relação aos instrumen-
tado será, obrigatoriamente, destinado. Só tos financeiros, o valor que se pode obter em
poderá haver saldo na forma de Prejuízos um mercado ativo, decorrente de transação
Acumulados, conforme art. 178 onde o não compulsória realizada entre partes in-
Patrimônio Líquido é dividido em capital dependentes; e, na ausência de um mercado
social, reservas de capital, ajustes de aval- ativo para um determinado instrumento
iação patrimonial, reservas de lucro, ações financeiro (definição clássica de fair value):
em tesouraria e prejuízos acumulados.
a) o valor que se pode obter em um mercado
d. Omissão da conta de Reserva de Reaval- ativo com a negociação de outro instru-
iação - a Lei 11.638/07 não prevê mais o mento financeiro de natureza, prazo e risco
instituto da Reavaliação espontânea de similares;
ativos. Os saldos existentes nas reservas
de reavaliação deverão ser mantidos até b) o valor presente líquido dos fluxos de caixa
a sua efetiva realização ou estornados até futuros para instrumentos financeiros de
o final do exercício social em que esta Lei natureza, prazo e riscos similares; ou
entrar em vigor. c) o valor obtido por meio de modelos
matemático-estatísticos de precificação
5. Instrumentos Financeiros de instrumentos financeiros.

O IAS 32 (norma internacional que for- Todas as aplicações financeiras, tanto de


ma a base das alterações da nova lei) define curto como de longo prazo, deverão passar
Instrumento Financeiro como qualquer con- por uma análise antes de serem contabiliza-

006G/196
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das. Os rendimentos dos títulos serão com- entre os diversos tipos de empresas, uma
putados no resultado do exercício e o ajuste vez que todos os valores ajustados terão
do valor de mercado será contabilizado no reflexos imediatos no resultado. A grande
Patrimônio Líquido, deduzindo-se o Imposto questão aqui se refere a trazer para a Con-
de Renda e Contribuição Social. tabilidade, para os recebíveis e exigíveis de
longo prazo, e os de curto prazo relevantes,
No caso de aplicações financeiras des- o valor do dinheiro no tempo, considerando,
tinadas à negociação imediata, elas serão como exemplo, que um valor a receber daqui
ajustadas ao seu valor de mercado ou equi- a 12 meses e registrado nas demonstrações
valente em cada balanço, inclusive trimestral financeiras por seu valor nominal é diferente,
ou mensal. economicamente, ao longo do tempo.

Em resumo, ao contrário do que antes 7. Contabilização de Leasing


acontecia, em que qualquer instrumento
Financeiro
financeiro era contabilizado de uma forma
única, eles deverão ser categorizados, confor-
No que se refere ao ativo imobilizado,
me intenção da administração e, dependendo
deverão ser registrados nesta conta os bens
de sua categoria, contabilizados de forma
decorrentes de operações que transfiram à
diferente entre eles.
empresa benefícios, riscos e controle desses
bens. A grande alteração aqui se refere ao
6. Ajuste a Valor Presente fato de que, na redação anterior, havia a
expressão propriedade em vez de benefícios,
A Lei nº. 6.404/76, alterada pela Lei nº. riscos e controle. Sendo assim, contrato de
11.638/07 em seu art. 183, inciso VIII incluiu arrendamento que estava caracterizado uma
a seguinte situação sobre o Ativo: “os ele- compra financiada, não era registrado como
mentos do Ativo decorrentes de operações de Ativo Imobilizado, já que, na forma jurídica,
longo prazo serão ajustados a valor presente, a propriedade fica com a Arrendadora. A
sendo os demais ajustados quando houver alteração da Lei vem para que prevaleça a
efeito relevante”. Essência Econômica sobre a Forma Jurídica
na Contabilidade.
Em relação ao passivo o art. 184 inciso
III estabelece que: “as obrigações, encargos Assim, quando um arrendamento mer-
e riscos classificados no Passivo Não Circu- cantil for considerado como financeiro (ca-
lante serão ajustados ao seu valor presente, racterística de compra financiada) passará a
sendo os demais ajustados quando houver ser contabilizado como operação de compra
efeito relevante”. pela Arrendatária, tendo o valor da transa-
ção original registrado no Ativo e depreciado
Portanto, todos os elementos do Ativo pela sua vida útil econômica. A dívida será
e também do Passivo, que são recebíveis ou registrada no passivo e as atualizações serão
exigíveis no longo prazo, deverão ser ajus- com base nas taxas de juros implícitas na
tados ao seu valor presente. Quando houver contratação.
efeito relevante, ou seja, um reflexo signi-
ficativo, os ativos e passivos provindos de
8. Recuperabilidade de Ativos
operações de curto prazo também deverão
ser ajustados. de Longo Prazo

Esta alteração visa a possibilitar a com- A companhia deverá efetuar, periodi-


parabilidade das demonstrações financeiras camente, análise sobre a recuperação dos

006G/197
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valores registrados no imobilizado e no in- seu valor de mercado. Ou seja, anteriormente


tangível, a fim de que sejam: a legislação brasileira permitia que esses
tipos de negócio fossem registrados a partir
I. Registradas as perdas de valor do capital
dos valores contábeis contidos no balanço
aplicado quando houver decisão de inter-
patrimonial da empresa, ou então fossem
romper os empreendimentos ou atividades
utilizados os valores de mercado para os ati-
a que se destinavam ou quando compro-
vos e passivos objetos dessas transformações.
vado que não poderão produzir resultados
Agora, porém, essas operações de business
suficientes para recuperação desse valor;
combination devem ser registradas a valores
ou
de mercado, pois se pressupõe que sempre
II. Revisados e ajustados os critérios uti- há uma transferência de controle, mesmo
lizados para determinação da vida útil quando ocorre uma fusão.
econômica estimada e para cálculo da
depreciação, exaustão e amortização. No caso de haver uma transferência de
controle e logo após uma fusão ou incorpora-
Ou seja, o valor contábil de um ativo ção, as demonstrações da empresa adquirida
imobilizado ou intangível não poderá ser deverão ajustar tanto os passivos como os
registrado por uma quantia superior ao seu ativos a valor de mercado previamente a esta
valor recuperável. Se isso ocorrer a empresa fusão ou incorporação. Nesta condição estes
deverá constituir provisão para perdas por novos valores serão fusionados ou incorpo-
desvalorização. rados à adquirente do controle

Outro ponto importante da Lei que deve 10. Avaliação de Coligadas


ser destacado é o teste de recuperabilidade
do ativo, ou impairment, que deverá ser Segundo o art. 248 alterado pela Lei
aplicado periodicamente ao Ativo Não Cir- nº. 11.638/07, no balanço patrimonial da
culante, isto é, nenhum ativo poderá existir companhia, os investimentos em coligadas
por um valor maior que seu valor recuperá- sobre cuja administração tenha influência
vel, seja por sua utilização pela empresa, seja significativa, ou de que participe com 20%
por venda, daí a importância da atualização ou mais do capital votante, em controladas
destes testes. e em outras sociedades que façam parte de
um mesmo grupo ou estejam sob controle
A matéria regulamentando essa prática comum serão avaliados pelo método da
foi deliberada pela CVM – Comissão de Va- equivalência patrimonial, de acordo com as
lores Mobiliários e CFC – Conselho Federal seguintes normas:
de Contabilidade, aprovando o CPC 1 – Valor
Recuperável de Ativos. I. O valor do PL da coligada ou da controlada
será determinado com base em balanço
patrimonial ou balancete de verificação
9. Concentração de Negócios
levantado, com observância das normas
Empresariais desta Lei, na mesma data, ou até 60 dias,
no máximo, antes da data do balanço da
No art. 226 foi incluído o § 3º onde, nas companhia; no valor de patrimônio líquido
operações referidas no caput deste artigo não serão computados os resultados não
(incorporação, fusão, cisão), realizadas entre realizados decorrentes de negócios com
partes independentes e vinculadas à efetiva a companhia, ou com outras sociedades
transferência de controle, os ativos e passivos coligadas à companhia, ou por ela contro-
da sociedade a ser incorporada ou decorrente ladas;
de fusão ou cisão serão contabilizados pelo

006G/198
Instituto Monitor

II. O valor do investimento será determinado strações não elidem a obrigação de elaborar,
mediante a aplicação, sobre o valor de para todos os fins desta Lei, demonstrações
PL referido no número anterior, da por- financeiras em consonância com o disposto
centagem de participação no capital da no caput deste artigo e deverão ser alterna-
coligada ou controlada; tivamente observadas mediante registro:
III. A diferença entre o valor do investimen-
I - Em livros auxiliares, sem modificação de
to, de acordo com o número II, e o custo
escrituração mercantil;
de aquisição corrigido monetariamente;
Comentário nosso: este artigo em nada muda
somente será registrada como resultado
a redação anterior e conta com uma regula-
do exercício se: decorrer de lucro ou
mentação da Receita Federal do Brasil, na
prejuízo apurado na coligada ou contro-
qual já temos o LALUR – Livro de Apuração
lada; corresponder, comprovadamente,
do Lucro Real – que faz os ajustes de critérios
a ganhos ou perdas efetivos; e no caso
contábeis utilizados na legislação societária,
de companhia aberta, com observância
mas que não são aceitos pela legislação
das normas expedidas pela Comissão de
tributária.
Valores Mobiliários.
II - No caso da elaboração das demonstrações
Assim, foi omitida a relevância para fins
para fins tributários, na escrituração mer-
de aplicação do método de equivalência e a
cantil, desde que sejam efetuados em seguida
impossibilidade de avaliação por equivalên-
lançamentos contábeis adicionais que as-
cia para os investimentos em ações ou quotas
segurem a preparação e a divulgação de
que não tenham direito a voto.
demonstrações financeiras com observância
do disposto no caput deste artigo, devendo
11. Aspectos Tributários ser essas demonstrações auditadas por audi-
tor independente registrado na Comissão de
O artigo 177 apresenta a seguinte redação: Valores Mobiliários.
Comentário nosso: neste caso, deve-se espe-
A escrituração da companhia será manti- rar, uma vez que não há regulamentação por
da em registros permanentes, com obediência parte da Receita Federal do Brasil.
aos preceitos da legislação comercial e desta
Lei e aos princípios de contabilidade geral- § 3º As demonstrações financeiras das com-
mente aceitos, devendo observar métodos panhias abertas observarão, ainda, as nor-
ou critérios contábeis uniformes no tempo e mas expedidas pela Comissão de Valores Mo-
registrar as mutações patrimoniais segundo biliários, e serão obrigatoriamente auditadas
o regime de competência. por auditores independentes registrados na
mesma comissão.
§ 1º As demonstrações financeiras do exercí-
cio em que houver modificação de métodos § 4º As demonstrações financeiras serão as-
ou critérios contábeis, de efeitos relevantes, sinadas pelos administradores e por conta-
deverão indicá-la em nota e ressaltar esses bilistas legalmente habilitados.
efeitos.
§ 5º As normas expedidas pela Comissão
§ 2º As disposições da lei tributária ou de de Valores Mobiliários a que se refere o §
legislação especial sobre atividade que con- 3º deste artigo deverão ser elaboradas em
stitui o objeto da companhia que conduzam à consonância com os padrões internacionais
utilização de métodos ou critérios contábeis de contabilidade adotados nos principais
diferentes ou à elaboração de outras demon- mercados de valores mobiliários.

006G/199
Instituto Monitor

§ 6º As companhias fechadas poderão optar por observar as nor-


mas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários para as companhias abertas.

§ 7º Os lançamentos de ajustes efetuados exclusivamente para


harmonização de normas contábeis, nos termos do § 2º deste
artigo, e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não
poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem
ter quaisquer outros efeitos tributários.

Anotações e Dicas

006G/200
Respostas dos Exercícios Propostos
Lição 1 3 - Os Princípios Contábeis são: Entidade,
Continuidade, Oportunidade, Registro pelo
1 - É a ciência que estuda o patrimônio das Valor Original, Atualização Monetária,
empresas. Competência e Prudência.
2 - Entidades com fins econômicos, com fim 4 - As normas Profissionais são de Auditor In-
socioeconômico e sociais. dependente, de Perito Contábil e de ­Auditor
Interno, de Educação Profissional Continu-
3-C ada e de Exame de Qualificação Técnica.
4-C 5-D
5-C 6-B
6-D
7 - Clara e Objetiva, Precisa e Tempestiva.8 Lição 3

1-C
Lição 2
2-B
1 - Princípio é uma premissa, verdade absolu- 3-C
ta e inquestionável. O Princípio Contábil
é a condição essencial para que a Conta- 4-A
bilidade exista. 5-A
2 - Normas são regras convencionais adotadas 6-D
e estabelecidas por doutrinadores e profis-
sionais com a finalidade de uniformizar e
sistematizar os registros contábeis.

006G/201
Instituto Monitor

7.

a)

CAIXA R$ 50.000,00 Capital R$ 50.000,00

b)

CAIXA R$ 20.000,00
Mercadorias R$ 30.000,00 Capital R$ 50.000,00

R$ 50.000,00 R$ 50.000,00

c)

CAIXA R$ 20.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00


Mercadorias R$ 30.000,00
Instalações R$ 40.000,00 Capital R$ 50.000,00

R$ 90.000,00 R$ 90.000,00

d)

CAIXA R$ 20.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 50.000,00


Mercadorias R$ 30.000,00
Instalações R$ 40.000,00 Capital R$ 50.000,00
Veículos R$ 10.000,00
R$ 100.000,00 R$ 100.000,00

e)

CAIXA R$ 10.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 40.000,00


Mercadorias R$ 30.000,00
Instalações R$ 40.000,00 Capital R$ 50.000,00
Veículos R$ 10.000,00

R$ 90.000,00 R$ 90.000,00

Lição 4
1 - São agrupados em bens fixos, numerários, de venda, de renda
e crédito de funcionamento.

2 - A principal diferença entre elas é que os bens tangíveis são de


existência palpável e os intangíveis são bens imateriais.

3 - As contas são Ativo Circulante e Passivo Circulante.

006G/202
Instituto Monitor

4 - O grupo Patrimônio Líquido representa o capital próprio que


foi investido na empresa e os resultados obtidos decorrentes desse
investimento.

5 - Os grupos que compõem os aspectos quantitativos do patri-


mônio são: Ativo Circulante, Ativo Não Circulante, Passivo Não
Circulante e Patrimônio Líquido.

Lição 5
1)

a) Mercadorias Caixa
a Fornecedores R$ 30.000.00 10.000,00 (c
3.000,00 (d
b) Móveis e Utensílios 1.000,00 (f
a Fornecedores R$ 10.000.00

c) Bancos Bancos
a Caixa R$ 10.000.00 c) 10.000,00

d) Duplicatas a pagar
a Caixa R$ 3.000.00
Fornecedores/Duplicatas a pagar
e) Veículos d) 3.000,00 30.000,00 (a
a Fornecedores R$ 30.000.00 10.000,00 (b
30.000,00 (e
f) Mercadorias
a Caixa R$ 1.000.00
Mercadorias
a) 30.000,00
f) 1.000,00

Móveis e Utensílios
b) 10.000,00

Mercadorias
e) 30.000,00

006G/203
Instituto Monitor

2) Diário

a) Caixa
a Capital R$ 50.000,00

b) Bancos c/ Movimento
a Caixa R$ 5.000,00

c) Mercadoria
a Duplicatas a Pagar R$ 6.000,00

d) Instalações
a Bancos c/ Movimento R$ 2.500,00

e) Duplicatas a Pagar
a Caixa R$ 2.000,00

f) Veículos
a Caixa R$ 10.000,00

Razonetes

Caixa
50.000 5.000
2.000
10.000
17.000

Capital
50.000

Banco c/ Movimento
5.000 2.500

Mercadorias
6.000

Duplicatas a Pagar
2.000 6.000

Instalações
2.500

Veículos
10.000

006G/204
Instituto Monitor

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
Movimentação SALDO
CONTAS
DÉBITO CRÉDITO DEVEDOR CREDOR
Caixa 50.000 17.000 33.000 -
Capital - 50.000 - 50.000
Bancos c/ Movimento 5.000 2.500 2.500 -
Mercadorias 6.000 - 6.000 -
Duplicatas a Pagar 2.000 6.000 - 4.000
Instalações 2.500 - 2.500 -
Veículos 10.000 - 10.000 -
Totais 75.500 75.500 54.000 54.000

balancete patrimonial - Empresa Direta


ativo PASSIVO
Caixa 33.000 Duplicatas a Pagar 4.000
Bancos c/ Movimento 2.500
Mercadorias 6.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Instalações 2.500 Capital Social 50.000
Veículos 10.000
Total 54.000 Total 54.000

Lição 6
a) Capital a realizar
a Capital social

b) Caixa
a Capital a realizar

c) Instalações
a Duplicatas a pagar

d) Bancos c/ movimento
a Caixa

e) Móveis e utensílios
a Duplicatas a pagar

f) Mercadorias
a Bancos c/ movimento

g) Móveis e utensílios
a Duplicatas a pagar

006G/205
Instituto Monitor

h) Telefone
a Bancos c/ movimentos

i) Caixa
a Bancos c/ movimento

j) Mercadorias
a Duplicatas a pagar

k) Duplicatas a pagar
a Caixa

l) Caixa
a Duplicatas a receber

Lição 7
1 - Atividade da empresa é a forma como pretende atuar no
mercado, a fim de atender às expectativas de seus clientes e
sociedade em geral.

2 - Receitas são todos os numerários que e empresa obtém por


venda de produtos e serviços, por ganho de juros em aplicações
financeiras ou por venda de ativos da empresa.

3 - O custo é um numerário que deduz a receita para a formação


do lucro da empresa. Despesas são sacrifícios financeiros feitos
pela empresa para aumentar as receitas e manter a atividade.

4 - Consiste em saber o valor do lucro ou prejuízo que a empresa


obteve no exercício.

5 - Lançamento no diário (sem histórico)

a) Caixa
a Vendas R$ 12.000,00

b) Despesas c/ mão-de-obra
a Caixa R$ 7.000,00

c) Despesas c/ água e luz


a Caixa R$ 5.000,00

d) Caixa
a Vendas R$ 18.000,00

e) Despesas c/ combustível
a Caixa R$ 12.000,00
006G/206
Instituto Monitor

Razonetes

Caixa
12.000 7.000
18.000 5.000
12.000
30.000 24.000
6.000

Vendas
12.000
18.000
30.000 30.000

Despesa c/ mão-de-obra
7.000
7.000

Despesa c/ água e luz


5.000
5.000

Despesa c/ combustível
12.000
12.000

Resultados
24.000 30.000
6.000

Apuração dos resultados


Vendas
a Resultado R$ 30.000

Resultado
a Diversos
a Despesas c/ mão-de-obra R$ 7.000
a Despesas c/ água e luz R$ 5.000
a Despesas c/ combustível R$ 12.000 R$ 24.000

Resultado
a Lucro ou prejuízos acumulados R$ 6.000

Resultados
24.000 30.000
6.000
6.000

006G/207
Instituto Monitor

Lucro ou prejuízo acumulados


6.000

Demostração de Resultados
Vendas R$ 30.000,00
( - ) Despesas
Despesas c/ mão-de-obra R$ 7.000,00
Despesas c/ água e luz R$ 5.000,00
Despesas c/ combustível R$ 12.000,00 (R$ 24.000,00)

(=) Lucro Líquido do Exercício R$ 6.000,00

Exercícios Integrados - Lições 1 a 7


Cap. Social Caixa
1) Diversos
100.000 (1 1) 30.000 20.000 (2
a Capital Social
Máquinas 30.000 100.000 1.000 (3
Veículos 40.000 30.000 21.000
Caixa 30.000 100.000
9.000
2) Banco
a Caixa 20.000

3) Despesa com material consumo


a Caixa 1.000

Banco Máquinas
4) Computadores
a Banco 2)
5.000 20.000 5.000 (4 1) 30.000
6) 20.000 10.000 (7 30.000
5) Imóveis
a Duplicatas a Pagar 80.000 2.500 (8
6.000 (9
6) Bancos
500 (10
a Venda de Serviços 20.000
40.000 24.000 Veículos
7) Despesa com funcionários 16.000 1) 40.000
a Bancos 10.000
8) Despesa com água e luz 40.000
a Bancos 2.500 Desp. Mater. Consum.

3) 1.000
9) Duplicatas a Pagar
a Banco 6.000 1.000 1.000 (b

10) Despesa financeira
a Banco 500
Computadores Imóveis
4) 5.000 5) 80.000
5.000 80.000

Venda de Serviços Desp. Com Funcionário


20.000 (6 7) 10.000
a) 20.000 20.000 10.000 10.000 (c

006G/208
Instituto Monitor

Desp. Com água e luz Dupl. A Pg


8) 2.500 9) 6.000 80.000 (5
2.500 2.500 (d 74.000

Desp. Financeira Resultado


10) 500 b) 1.000 20.000 (a
500 500 (e c) 10.000
d) 2.500
e) 500
14.000 20.000
6.000

DRE 1

Vendas de Serviços 20.000


(-) Despesas (14.000)
Despesa com Funcionários 10.000
Despesa com água e luz 2.500
Despesa com material de consumo 1.000
Despesa Financeira 500

Lucro Líquido do Exercício 6.000

Balanço Patrimonial 1
Ativo Passivo
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa 9.000 Duplicatas a Pagar 74.000
Banco 16.000
Total Ativo Circulante 25.000 Total Passivo Circulante 74.000

Ativo Não Circulante Patrimônio Líquido


Máquinas 30.000 Capital Social 100.000
Veículos 40.000 Reserva de Lucros a Realizar 6.000
Computadores 5.000
Imóveis 80.000
Total Ativo Não Circulante 155.000 Total Patrimônio Líquido 106.000

Total Ativo 180.000 Total Passivo + PL 180.000

006G/209
Instituto Monitor

Lição 8
1-
São Paulo, 10 de outubro de 2007
Mercadorias
a Caixa R$ 50,00

São Paulo, 25 de outubro de 2007


Caixa
a Mercadorias R$ 40,00

São Paulo, 18 de novembro de 2007


Duplicatas a Receber
Mercadorias R$ 20,00

São Paulo, 10 de dezembro de 2007


Mercadorias
a Duplicatas a Pagar R$ 30,00

São Paulo, 31 de dezembro de 2007


Mercadorias em Estoque
a Mercadorias
referente ao (estoque final) R$ 25,00

São Paulo, 31 de dezembro de 2007


Mercadorias
a Resultado do Exercício R$ 5,00
referente apuração do (Lucro Bruto)

Mercadorias

DÉBITO CRÉDITO
Compras R$ 50,00 Vendas R$ 40,00
R$ 30,00 R$ 20,00
Lucro Bruto R$ 5,00 Estoque final R$ 25,00

2-
Ficha de Estoque
Entrada Saída Estoque
Data
DOC Q Preço Total Q Preço Total Q Preço Total
10/03 NF 10 R$ 12.000,00 R$ 1.200,00 10 R$ 1.200,00 R$ 12.000,00
20/03 NF 8 R$ 1.200,00 R$ 9.600,00 2 R$ 1.200,00 R$ 2.400,00
15/04 NF 10 R$ 19.200,00 R$ 19.200,00 12 R$ 1.800,00 R$ 21.600,00
30/04 NF 11 R$ 1.800,00 R$ 19.800,00 1 R$ 1.800,00 R$ 1.800,00
18/05 NF 5 R$ 2.040,00 R$ 10.200,00 6 R$ 2.000,00 R$ 12.000,00
20/05 NF 4 R$ 2.000,00 R$ 8.000,00 2 R$ 2.000,00 R$ 4.000,00

006G/210
Instituto Monitor

02 × R$ 1.200,00 = R$ 2.400,00
10 × R$ 1.920,00 = R$ 19.200,00 R$ 21.600,00 = R$ 1.800,00
12 R$ 21.600,00 12

1 × R$ 1.800,00 = R$ 1.800,00

5 × R$ 2.040,00 = R$ 10.200,00 R$ 12.000,00 = R$ 2.000,00


6  R$ 12.000,00 6

Contabilização:

10/03 Estoques
a Caixa R$ 12.000,00

20/03 Caixa
a Vendas R$ 16.000,00

CMV
a Estoques R$ 9.600,00

15/04 Estoques
a Duplicatas a Pagar R$ 19.200,00

30/04 Duplicatas a Receber


a Vendas R$ 33.000,00

CMV
a Estoques R$ 19.800,00

18/05 Estoques
a Caixa R$ 10.200,00

20/05 Duplicatas a Receber


a Vendas R$ 12.000,00

CMV
a Estoques R$ 8.000,00
3-

18/12 Estoques
a Caixa (30 × R$ 900,00) R$ 27.000,00

20/12 Caixa
a Vendas (25 × R$ 1.500,00) R$ 37.500,00

20/12 CMV
a Estoques (25 × R$ 900,00) R$ 22.500,00

23/12 Estoques
006G/211
Instituto Monitor

a Caixa (15 × R$ 1.300,00) R$ 19.500,00

27/12 Caixa
a Vendas (18 × R$ 2.000,00) R$ 36.000,00

27/12 CMV
a Estoques
(5 × R$ 900,00 = R$ 4.500,00)
(13 × R$ 1.300 = R$ 16.900,00) R$ 21.400,00

28/12 Estoques
a Caixa
(8 × R$ 1.500,00) R$ 12.000,00

30/12 Caixa
a Vendas
(9 × R$ 2.500,00) R$ 22.500,00

30/12 CMV
a Estoques
(2 × R$ 1.300,00 = R$ 2.600,00)
(7 × R$ 1.500,00 = R$ 13.100,00) R$ 13.100,00

30/12 Resultado do Exercício


a CMV R$ 57.000,00 R$ 57.000,00

30/12 Vendas
a Resultado do Exercício R$ 96.000,00
Razonetes:
Estoques
Entradas Saídas CMV Vendas
R$ 227.000,00 R$ 22.500,00 R$ 22.500,00 R$ 37.050,00
R$ 19.500,00 R$ 21.400,00 R$ 21.400,00 R$ 36.000,00
R$ 12.000,00 R$ 13.100,00 R$ 13.100,00 R$ 22.500,00
R$ 58.500,00 R$ 57.000,00 R$ 57.000,00 R$ 96.000,00

Lucro Bruto: vendas - CMV = 39.000,00

4-

10/03 Estoques
a Caixa (10 × R$ 500,00) R$5.000,00

15/03 Estoques
a Caixa (20 × R$ 600,00) R$12.000,00

006G/212
Instituto Monitor

20/04 Caixa
a Vendas (25 × R$ 1.200,00) R$ 30.000,00

20/04 CMV
a Estoques
(20 × R$ 600,00 = R$12.000,00)
(5 × R$ 500,00 = R$ 2.500,00) R$ 14.500,00

18/06 Estoques
a Caixa (20 × R$ 700,00) R$ 14.000,00

20/08 Caixa
a Vendas (22 × R$ 1.500,00) R$ 33.000,00

CMV
a Estoques
(20 × R$ 700,00 = R$ 14.000,00)
(2 × R$ 500,00 = R$ 1.000,00) R$ 15.000,00

30/10 Estoques
a Caixa (20 × R$ 1.000,00) R$ 20.000,00

23/12 Caixa
a vendas (21 × R$ 200,00) R$ 42.000,00

23/12 CMV
a Estoques
(20 × R$ 1.000,00 = R$ 20.000,00)
(1 × R$ 500,00 = R$ 500,00) R$ 20.500,00
Razonetes:
Estoques
Entradas Saídas CMV Vendas
R$ 25.000,00
R$ 12.000,00 R$ 14.500,00 R$ 14.500,00 R$ 30.000,00
R$ 14.000,00 R$ 15.000,00 R$ 15.000,00 R$ 33.000,00
R$ 20.000,00 R$ 20.500,00 R$ 20.500,00 R$ 42.000,00
R$ 51.000,00 R$ 50.000,00 R$ 50.000,00 R$ 105.000,00
Lançamento de encerramento do exercício:

Resultado do Exercício
a CMV R$ 50.000,00

Vendas
a Resultado do Exercício R$ 105.000,00
Lucro bruto: Vendas - CMV = R$ 55.000,00

006G/213
Instituto Monitor

5 - Lançamentos para o mês de março de XX

Diário

A) Despesa com Aluguel


a Caixa R$ 2.500,00

B) Diversos
a Vendas
Bancos conta Movimento R$ 8.000,00
Duplicatas a Receber R$ 8.000,00 R$ 16.000,00

C) Abatimento sobre Vendas


a Duplicatas a Receber R$ 500,00

D) Compras
a Duplicatas a Pagar R$ 9.000,00

E) Duplicatas a Pagar
a Abatimento sobre Compras R$ 700,00

F) Duplicatas a Pagar
a Banco conta Movimento R$ 4.000,00

G) Duplicatas a Pagar
a Caixa
R$ 800,00
H) Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 12.000,00
Frete sobre Vendas
a Caixa R$ 300,00
I) Compras
a Duplicatas a Pagar R$ 8.000,00

Frete sobre Compras


a Caixa R$ 250,00

J) Banco conta Movimento


a Duplicatas a Receber R$ 8.000,00

K) Despesa com Funcionários


a Banco conta Movimento R$ 4.000,00

Apuração do CMV

1) CMV
a Diversos
a Frete sobre Compras R$ 250,00
a Estoque R$ 20.000,00
a Compras (R$ 9.000,00 + R$ 8.000,00) R$ 17.000,00 R$ 37.250,00

006G/214
Instituto Monitor

2) Estoque
a CMV R$ 25.000,00

3) Abatimento sobre Compras


a CMV R$ 700,00

Apuração do Resultado com Mercadorias

4) Resultado com Mercadorias


a CMV R$ 11.550,00

5) Vendas
a Resultado com Mercadorias R$ 28.000,00

6) Resultado com Mercadorias


a Diversos
a Abatimento sobre Vendas R$ 500,00

Apuração do Resultado do Exercício

7) Resultado com Mercadorias


a Resultado R$ 15.950,00

8) Resultado
a Diversos
a Despesas com Aluguel R$ 2.500,00
a Despesas com Funcionários R$ 4.000,00
a Frete sobre Vendas R$ 300,00 R$ 6.800,00
9) Resultado
a Lucros/Prejuízos
Acumulados R$ 9.350,00

Razonetes
Capital Social Caixa
R$ 40.000,00 R$ 4.500,00 R$ 2.500,00 (a
R$ 800,00 (g
R$ 300,00 (h
R$ 250,00 (i
R$ 4.500,00 R$ 3.850,00
R$ 650,00

Estoque Despesa com Aluguel


R$ 20.000,00 R$ 20.000,00 (1 a) R$ 2.500,00 R$ 2.500,00 (8
2) R$ 25.000,00

006G/215
Instituto Monitor

Máquinas e Equipamentos Duplicatas a Pagar


R$ 9.600,00 e) R$ 700,00 R$ 20.000,00
f) R$ 4.000,00 R$ 9.000,00 (d
g) R$ 800,00 R$ 8.000,00 (i
R$ 5.500,00 R$ 37.000,00
R$ 31.500,00

Banco conta Movimento Vendas


R$ 6.755,00 R$ 4.000,00 (f R$ 16.000,00 (b
b) R$ 8.000,00 R$ 4.000,00 (l R$ 12.000,00 (h
k) R$ 8.000,00 5) R$ 28.000,00 R$ 28.000,00
R$ 22.755,00 R$ 8.000,00
R$ 14.755,00

Duplicatas a Receber Compras


  R$ 14.600,00 R$ 500,00 (c d) R$ 9.000,00
b) R$ 8.000,00 R$ 8.000,00 (k i) R$ 8.000,00
h) R$ 12.000,00 R$ 17.000,00 R$ 17.000,00 (1
R$ 34.600,00 R$ 8.500,00
R$ 26.100,00

Frete sobre Compras Abatimento sobre Compras


i) R$ 250,00 R$ 250,00 (1 3) R$ 700,00 R$ 700,00 (e

Abatimento sobre Vendas Frete sobre Vendas


c) R$ 500,00 R$ 500,00 (6 h) R$ 300,00 R$ 300,00 (8

Despesa com Funcionários CMV


l) R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 (8 1) R$ 37.250,00 R$ 25.000,00 (2
R$ 700,00 (3
R$ 37.250,00 R$ 25.700,00
R$ 11.550,00 R$ 11.550,00 (4

Resultado com Mercadorias Resultado


4) R$ 11.550,00 R$ 28.000,00(5 8) R$ 6.800,00 R$ 15.950,00 (7
6) R$ 500,00 9) R$ 9.150,00 R$ 9.150,00
R$ 12.050,00 R$ 28.000,00
7) R$ 15.950,00 R$ 15.950,00

006G/216
Instituto Monitor

Lucro/Prejuízo Acumulado
R$ 4.545,00 R$ 9.150,00 (9
 R$ 4.605,00

Balancete de Verificação

Antes da Apuração do Resultado


Conta Débito Crédito
Capital Social R$ 40.000,00
Caixa R$ 650,00
Estoques R$ 25.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 31.500,00
Duplicatas a Receber R$ 26.100,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00
Banco conta Movimento R$ 14.755,00
Lucro/Prejuízo Acumulado R$ 4.545,00
Despesa com Aluguel R$ 2.500,00
Despesa com Funcionários R$ 4.000,00
Vendas R$ 28.000,00
Abatimento sobre Vendas R$ 500,00
Frete sobre Vendas R$ 300,00
CMV R$ 11.550,00
Total R$ 99.500,00 R$ 99.500,00

Após Apuração do Resultado

Conta Débito Crédito


Capital Social R$ 40.000,00
Caixa R$ 650,00
Estoques R$ 25.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 31.500,00
Duplicatas a Receber R$ 26.100,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00
Banco conta Movimento R$ 14.755,00
Lucro/Prejuízo Acumulado R$ 4.605,00
Total R$ 76.105,00 R$ 76.105,00

006G/217
Instituto Monitor

Demonstração de Resultados do Exercício


Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Farjala
Mar/XX
Vendas R$ 28.000,00
(-) Abatimentos (R$ 500,00) R$ 500,00
(=) Vendas Líquidas R$ 27.500,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 11.550,00)
(=) Lucro Bruto R$ 15.950,00
(-) Despesas Operacionais
Frete sobre Vendas (R$ 300,00)
Aluguel (R$ 2.500,00)
Funcionários (R$ 4.000,00) (R$ 6.800,00)
( = ) Lucro do Exercício R$ 9.150,00
Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – Cia. Farjala
Mar/XX
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Caixa R$ 650,00 Duplicatas a Pagar R$ 31.500,00
Banco conta Movimento R$ 14.755,00 Total Circulante R$ 31.500,00
Duplicatas a Receber R$ 26.100,00
Estoques R$ 25.000,00 Patrimônio Líquido
Total Circulante R$ 66.505,00 Capital Social R$ 40.000,00
Permanente Lucros/Prejuízo Acumulado R$ 4.605,00
Máquinas e Equipamentos R$ 9.600,00 Total Patrimônio Líquido R$ 44.605,00
Total Permanente R$ 9.600,00
Total do Ativo R$ 76.105,00 Total do Passivo e Patrim. Líq. R$ 76.105,00

6 - Lançamentos do mês de julho

A) Estoque
a Duplicatas a Pagar R$ 60.000,00

B) Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 100.800,00

CMV
a Estoque R$ 65.800,00

C) Duplicatas a Pagar
a Devolução de Compras R$ 5.000,00

Devolução de Compras
a Estoque R$ 5.000,00

006G/218
Instituto Monitor

D) Valor da Duplicata R$ 12.000,00


Taxa de Desconto: 8%
Valor do Desconto: R$ 960,00 (R$ 12.000,00 x 8%)
Valor Líquido: R$ 11.040,00 (12.000,00 – 960,00)

Duplicatas a Pagar
a Diversos
a Bancos conta Movimento R$ 11.040,00
a Desconto Financeiro Obtido R$ 960,00 R$ 12.000,00

E) Diversos
a Duplicatas a Receber
Banco conta Movimento R$ 29.100,00
Desconto Financeiro Concedido R$ 900,00 R$ 30.000,00

F) Estoque
a Diversos
a Banco conta Movimento R$ 18.000,00
a Duplicatas a Pagar R$ 18.000,00 R$ 36.000,00

G) Banco conta Movimento


a Vendas R$ 32.000,00

CMV
a Estoque R$ 23.500,00

H) Despesa com Funcionários


a Banco conta Movimento R$ 12.000,00

I) Despesa com Aluguel


a Banco conta Movimento R$ 2.900,00

J) Despesa com Combustíveis


a Caixa R$ 500,00

Encerramento do Exercício

1) Resultado com Mercadorias


a CMV R$ 89.300,00

2) Vendas
a Resultado com Mercadorias R$ 132.800,00

3) Resultado com Mercadorias


a Resultado R$ 43.500,00

006G/219
Instituto Monitor

4) Descontos Financeiros Obtidos


a Resultado R$ 960,00

5) Resultado
a Diversos
a Despesa com Salários R$ 12.000,00
a Despesa com Aluguel R$ 2.900,00
a Despesa com Combustível R$ 500,00
a Desconto Financeiro
Concedido R$ 900,00 R$ 16.300,00

6) Resultado
a Lucro/Prejuízo Líquido R$ 28.160,00
Capital Social Caixa
R$ 30.000,00 R$ 1.100,00 R$ 500,00 (j
R$ 600,00

Estoque Instalações
R$ 13.300,00 R$ 65.800,00 (b R$ 10.000,00
a) R$ 60.000,00 R$ 5.000,00 (c
f) R$ 36.000,00 R$ 23.500,00 (g
R$ 109.300,00 R$ 94.300,00
R$ 15.000,00

Despesa com Aluguel Duplicatas a Pagar


i) R$ 2.900,00 R$ 2.900,00 (5 c) R$ 5.000,00 R$ 63.800,00
d) R$ 12.000,00 R$ 60.000,00 (a
R$ 18.000,00 (f
R$ 17.000,00 R$ 141.800,00
R$ 124.800,00

Duplicatas a Receber CMV Vendas


R$ 30.700,00 R$ 30.000,00 (e b) R$ 65.800,00 R$ 100.800,00 (b
b) R$ 100.800,00 g) R$ 23.500,00 R$ 32.000,00 (g
R$ 131.500,00 R$ 30.000,00 R$ 89.300,00 R$ 89.300,00 (1 R$ 132.800 ,00 R$ 132.800,00
R$ 101.500,00

Desconto Financeiro Obtido Despesas com Combustíveis Dev Compras


4) R$ 960,00 R$ 960,00 (d j) R$ 500,00 R$ 500,00 (5 c) R$ 5.000,00 R$ 5.000,00 (c

006G/220
Instituto Monitor

Descontos Financeiros Concedidos Veículos


e) R$ 900,00 R$ 900,00 (5 R$ 32.000,00

Devolução de Vendas Despesa com Funcionários


l) R$ 9.000,00 R$ 9.000,00 (1 h)R$ 12.000,00 R$ 12.000,00 (5

Lucro/Prejuízo Acumulado Resultado com Mercadorias


R$ 26.210,00 1) R$ 89.300,00 R$ 132.800,00 (2
R$ 28.160,00 (6 3) R$ 43.500,00 R$ 43.500,00
R$ 54.370,00

Resultado Banco Conta Movimento


5) R$ 16.300,00 R$ 43.500,00 (3 R$ 32.910,00 R$ 11.040,00 (d
R$ 960,00 (4 e) R$ 29.100,00 R$ 18.000,00 (f
R$ 16.300,00 R$ 44.460,00 g) R$ 32.000,00 R$ 12.000,00 (h
6) R$ 28.160,00 R$ 28.160,00 R$ 2.900,00 (i
94.010 R$ 43.940,00
50.070

Ficha de Estoque

Entrada Saída Saldo


Data Valor Valor Valor
Quantidade Total Quantidade Saldo Quantidade Saldo
Unitário Unitário Unitário
7 R$ 1.900,00 R$ 13.300,00
01/07 24 R$ 2.500,00 R$ 60.000,00 7 R$ 1.900,00 R$ 9.600,00
24 R$ 2.500,00 R$ 60.000,00
02/07 7 R$ 1.900,00 R$ 13.300,00 3 R$ 2.500,00 R$ 7.500,00
21 R$ 2.500,00 R$ 52.500,00
05/07 (2) R$ 2.500,00 (R$ 5.000,00) 1 R$ 2.500,00 R$ 2.500,00
15/07 12 R$ 3.000,00 R$ 36.000,00 1 R$ 2.500,00 R$ 2..500,00
12 R$ 3.000,00 R$ 36.000,00
20/07 1 R$ 2.500,00 R$ 2.500,00 5 R$ 3.000,00 R$ 15.000,00
7 R$ 3.000,00 R$ 21.000,00
Total CMV R$ 89.300,00 5 R$ 3.000,00 R$ 15.000,00

006G/221
Instituto Monitor

Balancete de Verificação (antes do Resultado):


Contas Débito Crédito
Capital Social R$ 30.000,00
Caixa R$ 600,00
Instalações R$ 10.000,00
Estoques R$ 15.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 124.800,00
Banco conta Movimento R$ 50.070,00
Vendas R$ 132.800,00
Duplicatas a Receber R$ 101.500,00
CMV R$ 89.300,00
Descontos Financeiros Obtidos R$ 960,00
Veículos R$ 32.000,00
Desconto Financeiros Concedidos R$ 900,00
Despesas com Combustíveis R$ 500,00
Despesas com Salários R$ 12.000,00
Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 26.210,00
Despesa com Aluguel R$ 2.900,00
Total R$ 314.770,00 R$ 314.770,00

Balancete de Verificação
Contas Débito Crédito
Capital Social R$ 30.000,00
Caixa R$ 600,00
Instalações R$ 10.000,00
Estoques R$ 15.000,00
Duplicatas a Pagar R$ 124.800,00
Banco conta Movimento R$ 50.070,00
Veículos R$ 32.000,00
Duplicatas a Receber R$ 101.500,00
Lucros/Prejuízos Acumulados R$ 54.370,00
Total R$ 209.170,00 R$ 209.170,00

006G/222
Instituto Monitor

Demonstração de Resultados do Exercício – Cia. Bebê Feliz


Jul/XX
Vendas R$ 132.800,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas (R$ 89.300,00)
(=) Lucro Bruto R$ 43.500,00
(-) Despesas Operacionais
Combustíveis (R$ 500,00)
Aluguel (R$ 2.900,00)
Descontos Financeiros Concedidos (R$ 900,00)
Funcionários (R$ 12.000,00)
(-) Descontos Financeiros Obtidos R$ 960,00 (R$ 15.340,00)
( = ) Lucro do Exercício R$ 28.160,00

Balanço Patrimonial
Balanço Patrimonial – Cia. Bebê Feliz
Jul/XX
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Caixa R$ 600,00 Duplicatas a Pagar R$ 124.800,00
Banco conta Movimento R$ 50.070,00 Total Circulante R$ 124.800,00
Duplicatas a Receber R$ 101.500,00
Estoques R$ 15.000,00 Patrimônio Líquido
Total Circulante R$ 167.170,00 Capital Social R$ 30.000,00
Permanente Lucros/Prejuízo Acumulado R$ 54.370,00
Veículos R$ 32.000,00 Total Patrimônio Líquido R$ 84.370,00
Instalações R$ 10.000,00
Total Permanente R$ 42.000,00
Total do Ativo R$ 209.170,00 Total do Passivo e Patrim. Líq. R$ 209.170,00

Lição 9
1a -
Entrada Saída Estoque
Data
DOC Q Preço Total Q Preço Total Q Preço Total
10/12 NF 10 R$ 984,00 R$ 9.840,00 10 R$ 984,00 R$ 9.840,00
12/12 NF 8 R$ 984,00 R$ 7.872,00 2 R$ 984,00 R$ 1.968,00
15/12 NF 10 R$ 1.574,40 R$ 15.744,00 12 R$ 1.476,00 R$ 17.712,00
20/12 NF 11 R$ 1.476,00 R$ 16.236,00 1 R$ 1.476,00 R$ 1.476,00
23/12 NF 5 R$ 1.672,80 R$ 8.364,00 6 R$ 1.640,00 R$ 9.840,00
26/12 NF 4 R$ 1.640,00 R$ 6.560,00 2 R$ 1.640,00 R$ 3.280,00
31/12 Totais R$ 33.948,00 R$ 30.668,80

006G/223
Instituto Monitor

1b -
10/12
1) Diversos
a Caixa
Estoques R$ 9.840,00
ICMS a Recuperar R$ 2.160,00 R$ 12.000,00

12/12
2) Caixa
a Vendas R$ 16.000,00

12/12
3) ICMS s/ Vendas
a ICMS a Recolher R$ 2.880,00

12/12
4) CMV
a Estoques R$ 7.872,00

15/12
5) Diversos
a Caixa
Estoques R$ 15.744,00
ICMS a Recuperar R$ 3.456,00 R$ 19.200,00

20/12
1) Caixa
a Vendas R$ 27.500,00

20/12
2) ICMS s/ Vendas
a ICMS a Recolher R$ 4.950,00

CMV
a Estoques R$ 16.236,00
23/12 3) Diversos
a Caixa
Estoques R$ 8.364,00
ICMS a Recuperar R$ 1.836,00 R$ 10.200,00

26/12
4) Caixa
a Vendas R$ 12.000,00

26/12
11) ICMS s/ Vendas
a ICMS a Recolher R$ 2.160,00

006G/224
Instituto Monitor

26/12
12) CMV
a Estoques R$ 6.560,00

31/12
13) ICMS a Recolher
a ICMS a Recuperar R$ 7.452,00

1c -
Estoque ICMS a Recuperar
R$ 9.840,00 R$ 7.872,00 R$ 2.160,00
R$ 15.744,00 R$ 16.236,00 R$ 3.456,00
R$ 8.364,00 R$ 6.560,00 R$ 1.836,00
R$ 33.948,00 R$ 30.668,00 R$ 7.452,00 R$ 7.452,00

CMV Vendas
R$ 7.872,00 R$ 16.000,00
R$ 16.236,00 R$ 27.500,00
R$ 6.560,00 R$ 12.000,00
R$ 30.668,00 R$ 55.500,00

ICMS a Recolher
R$ 2.880,00
R$ 4.950,00
R$ 2.160,00
R$ 7.452,00 R$ 9.990,00
R$ 2.538,00

Resultado do Exercício
a CMV R$ 30.668,00
Vendas
a Resultado do Exercício R$ 55.500,00
2 - PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai)

8 × R$ 984,00 = R$ 7.872,00

2 × R$ 984,00 = R$ 1.968,00
11
9 × R$ 1.574,40 = R$ 14.169,60 = R$ 16.137,60
1 × R$ 1.574,40 = R$ 1.574,40
4
3 × R$ 1.672,80 = R$ 5.018,40 = R$ 6.592,80
R$ 30.602,40 = CMV
Estoque Final = 2 × R$ 1.672,80 = R$ 3.345,60
Lucro Bruto = Vendas - CMV = R$ 55.500,00 – R$ 30.602,40 =
Lucro Bruto = Vendas - CMV - Impostos s/ Vendas =

006G/225
Instituto Monitor

= 55.500,00 - 30.602,40 - 2.538,00 = 22.359,60

3 - UEPS (último que entra, primeiro que sai)



8 × R$ 984,00 = R$ 7.968,00

1 × R$ 984,00 = R$ 984,00
11
10 × R$ 1.574,40 = R$ 15.744,00 = R$ 16.728,00

4 × R$ 1.672,80 = R$ 6.691,20
4
R$ 31.387,20 = CMV

1 × R$ 984,00
Estoque Final 1 × R$ 1.672,80
R$ 2.656,80

Lucro Bruto = R$ 55.500,00 – R$ 31.387,20 = - 2.538,00 = 21.574,80

4 - Resolução
Lançamentos em Diário:

1 Diversos
a Duplicatas a Pagar
Compras R$ 4.920,00
ICMS a Recuperar R$ 1.080,00 R$ 6.000,00

2 Diversos
a Vendas
Caixa R$ 9.000,00
Duplicatas a Receber R$ 9.000,00 R$ 18.000,00

ICMS sobre Vendas


a ICMS a Pagar R$ 3.240,00

3 Duplicatas a Pagar
a Caixa R$ 3.000,00
4 Diversos
a Duplicatas a Pagar
Compras R$ 9.840,00
ICMS a Recuperar R$ 2.160,00

5 Caixa
a Vendas R$ 20.000,00
ICMS sobre Vendas
a ICMS a Pagar R$ 3.600,00

6 Despesas Operacionais
a Caixa R$ 8.000,00

006G/226
Instituto Monitor

7 CMV
a Diversos
a Compras R$ 14.760,00
a Estoque R$ 8.000,00 R$ 12.000,00

8 Estoque
a CMV R$ 2.000,00

9 ICMS a Pagar
a ICMS a Recuperar R$ 3.240,00

10 PIS sobre Faturamento


a PIS a Pagar R$ 203,00
11 COFINS sobre Faturamento
a COFINS a Pagar R$ 935,00

12 RCM R$ 22.760,00
a Diversos
CMV R$ 20.760,00
ICMS sobre Faturamento R$ 6.840,00
PIS sobre Faturamento R$ 203,00
COFINS sobre Faturamento R$ 935,00

13 Vendas
a RCM R$ 38.000,00

14 RCM
a Resultado R$ 9.262,00

15 Resultado
a Despesa Operacional R$ 8.000,00

16 Resultado
a Lucro Acumulado R$ 1.262,00

006G/227
Instituto Monitor

Razonetes
Caixa Duplicatas a Receber
(s) 2.000,00 3.000,00 (3) (s) 6.000,00
(2) 9.000,00 8.000,00 (6) (2) 9.000,00
(5) 20.000,00 15.000,00
31.000,00 11.000,00
20.000,00

Capital Social Máquinas


20.000,00 (s) (s) 7.000,00

Estoques Duplicatas a Pagar


(s) 8.000,00 (3) 3.000,00 3.000,00 (s)
8.000,00 (7) 6.000,00 (1)
(8) 2.000,00 12.000,00 (4)
3.000,00 21.000,00
18.000,00

Compras ICMS sobre Vendas


(1) 4.920,00 (2) 3.240,00
(2) 9.840,00 (3) 3.600,00
14.760,00 14.760,00 (7) 6.840,00 6.840,00 (12)

ICMS a Pagar ICMS a Recuperar


3.240,00 (2) (1) 1.080,00
3.600,00 (5) (4) 2.160,00
(9) 3.240,00 6.840,00 3.240,00 3.240,00 (9)
3.600,00

CMV Despesas Operacionais


(7) 22.760,00 2.000,00 (8) (6) 8.000,00
20.760,00 8.000,00 (15)
20.760,00 (12)

006G/228
Instituto Monitor

RCM Resultado
(12) 20.760,00 (15) 8.000,00 9.262,00 (14)
(12) 6.840,00 1.262,00
(12) 203,00 (16) 1.262,00
(12) 935,00 38.000,00 (13)
28.738,00 38.000,00
(14) 9.262,00 9.262,00

Vendas PIS sobre Faturamento


18.000,00 (2) (10) 203,00
20.000,00 (5) 203,00 (12)
(13) 38.000,00 38.000,00

PIS a Pagar COFINS sobre Faturamento


203,00 (10) (11) 935,00
935,00 (12)

COFINS a Pagar Lucros Acumulados


935,00 (11) 1.262,00 (16)

Demonstrações Financeiras

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO


CIA. JABOTICABAL
JUNHO DE XX
Receita Bruta de Vendas R$ 38.000,00
(-) ICMS sobre Vendas (R$ 6.840,00)
(-) PIS sobre Vendas (R$ 203,00)
(-) COFINS sobre Vendas (R$ 935,00) (R$ 7.978,00)
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 30.022,00
(-) Custo da Mercadoria Vendida (R$ 20.760,00)
(=) Lucro Bruto R$ 9.262,00
(-) Despesas Operacionais (R$ 8.000,00)
(=) Lucro Líquido R$ 1.262,00

006G/229
Instituto Monitor

Balanço Patrimonial

BALANÇO PATRIMONIAL – CIA. JABOTICABAL


JUNHO DE XX
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Caixa R$ 20.000,00 Duplicatas a Pagar R$ 18.000,00
Duplicatas a Receber R$ 15.000,00 ICMS a Pagar R$ 3.600,00
Estoques R$ 2.000,00 PIS a Pagar R$ 203,00
Total R$ 37.000,00 COFINS a Pagar R$ 935,00
Total R$ 22.738,00

Permanente Patrimônio Líquido


Máquinas R$ 7.000,00 Capital Social R$ 20.000,00
Total R$ 7.000,00 Lucros Acumulados R$ 1.262,00
Total R$ 21.262,00
Total do Ativo R$ 44.000,00 Total do Passivo R$ 44.000,00

5 - Diário

1 Diversos
a Duplicatas a Pagar
Compras R$ 4.100,00
IPI a Recuperar R$ 250,00
ICMS a Recuperar R$ 900,00 R$ 5.250,00

2 Caixa
a Vendas R$ 12.600,00

IPI sobre Vendas


a IPI a Pagar R$ 600,00

ICMS sobre Vendas


a ICMS a Pagar R$ 2.160,00

3 Diversos
a Caixa
Compras R$ 4.920,00
IPI a Recuperar R$ 300,00
ICMS a Recuperar R$ 1.080,00 R$ 6.300,00

006G/230
Instituto Monitor

4 Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 10.500,00

IPI sobre Vendas


a IPI a Pagar R$ 500,00

ICMS sobre Vendas


a ICMS a Pagar R$ 1.800,00

5 Despesas Operacionais
a Caixa R$ 3.000,00

6 PIS sobre Faturamento


A PIS a Pagar R$ 363,00

COFINS sobre Faturamento


a COFINS a Pagar R$ 1.672,00

7 Diversos
a Compras
PIS a Pagar R$ 149,00
COFINS a Pagar R$ 686,00 R$ 835,00

8 CMV
a Diversos
a Compras R$ 8.185,00
a Estoque R$ 4.000,00 R$ 12.185,00

9 Estoque
a CMV R$ 5.000,00

10 Vendas
a RCM R$ 23.100,00

11 Diversos
a RCM
CMV R$ 7.185,00
ICMS sobre Vendas R$ 3.960,00
IPI sobre Vendas R$ 1.100,00
PIS sobre Faturamento R$ 363,00
COFINS sobre Faturamento R$ 1.672,00 R$ 14.280,00

12 RCM
a Resultado R$ 8.820,00

006G/231
Instituto Monitor

13 Resultado
a Despesas Operacionais R$ 3.000,00

14 Resultado
a Lucros Acumulados R$ 5.820,00

15 IPI a Pagar
a IPI a Recuperar R$ 550,00

ICMS a Pagar
a ICMS a Recuperar R$ 1.980,00

Caixa Estoque
(s) 3.000,00 6.300,00 (3) (s) 4.000,00 4.000,00 (7)
(2) 12.600,00 3.000,00 (5) (9) 5.000,00
15.600,00 9.300,00
6.300,00

Capital Social COFINS a Pagar


10.000,00 (s) (7) 686,00 1.672,00 (6)
986,00

Duplicatas a Receber Duplicatas a Pagar


(s) 6.000,00 3.000,00 (s)
(4) 10.500,00 5.250,00 (1)
16.500,00 8.250,00

Compras ICMS sobre Vendas


(1) 4.100,00 (2) 2.160,00
(3) 4.920,00 (4) 1.800,00
9.020,00 835,00 (7) 3.960,00 3.960,00 (11)
8.185,00

ICMS a Recuperar ICMS a Pagar


(1) 900,00 2.160,00 (2)
(3) 1.080,00 1.800,00 (4)
1.980,00 1.980,00 (15) (15) 1.980,00 3.960,00
1.980,00

006G/232
Instituto Monitor

IPI sobre Vendas IPI a Recuperar


(2) 600,00 (1) 250,00
(4) 500,00 (3) 300,00

1.100,00 1.100,00 (11) 550,00 550,00 (15)

IPI a Pagar CMV


600,00 (2) (8) 12.185,00 5.000,00 (9)
500,00 (4) 7.185,00
(15) 550,00 1.100,00 7.185,00 (11)
550,00

RCM Resultado
(11) 14.280,00 23.100,00 (10) 8.820,00 (12)
(12) 8.820,00 (13) 3.000,00
(14) 5.820,00 5.820,00

Lucros Acumulados Vendas


5.820,00 (14) 12.600,00 (2)
10.500,00 (4)
(10) 23.100,00 23.100,00

Despesas Operacionais PIS sobre Faturamento


(5) 3.000,00 3.000,00 (13) (6) 363,00 363,00 (11)

COFINS sobre Faturamento PIS a Pagar


(6) 1.672,00 1.672,00 (11) (7)149,00 363,00 (6)
214,00

006G/233
Instituto Monitor

Demonstrações Financeiras

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO


CIA. LARANJEIRAS
JUNHO DE XX
Receita Bruta de Vendas R$ 23.100,00
(-) ICMS sobre Vendas (R$ 3.960,00)
(-) IPI sobre Vendas (R$ 1.100,00)
(-) PIS sobre Vendas (R$ 363,00)
(-) COFINS sobre Vendas (R$ 1.672,00) (R$ 7.095,00)
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 16.005,00
(-) Custo da Mercadoria Vendida (R$ 7.185,00)
(=) Lucro Bruto R$ 8.820,00
(-) Despesas Operacionais (R$ 3.000,00)
(=) Lucro Líquido R$ 5.820,00

Balanço Patrimonial

BALANÇO PATRIMONIAL – CIA. LARANJEIRAS


JUNHO DE XX
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Caixa R$ 6.300,00 Duplicatas a Pagar R$ 8.250,00
Duplicatas a Receber R$ 16.500,00 ICMS a Pagar R$ 1.980,00
Estoques R$ 5.000,00 PIS a Pagar R$ 214,00
Total R$ 27.800,00 COFINS a Pagar R$ 986,00
IPI a Pagar R$ 550,00
Total R$ 11.980,00
Patrimônio Líquido
Capital Social R$ 10.000,00
Lucros Acumulados R$ 5.820,00
Total R$ 15.820,00
Total do Ativo R$ 27.800,00 Total do Passivo R$ 27.800,00

006G/234
Instituto Monitor

Lição 11
1 -
Salário Mensal R$ 550,00
13º salário R$ 45,83 (R$ 550,00/12 )
Adicional de Férias R$ 15,28 (R$ 45,83/3)
INSS Empregado R$ 44,00 (R$ 550,00 x 8 %)
INSS empresa R$ 152,90 (R$ 550,00 x 27,8%)
FGTS R$ 44,00 (R$ 550,00 x 8 %)
INSS 13o R$ 12,74 (R$ 45,83 x 27,8%)
INSS Férias R$ 4,25 (R$ 15,28 x 27,8%)
FGTS sobre 13o R$ 3,67 (R$ 45,83 x 8 %)
FGTS sobre Férias R$ 1,22 (R$ 15,28 x 8 %)

2-
a)
1 - Contabilização dos vencimentos dos empregados
D Despesas com salários e ordenados
C Salários e ordenados a pagar 12.800,00

2 - Contabilização dos descontos


D Salários e ordenados a pagar 1.864,70
C Contribuição ao INSS a recolher 964,70
IRRF a recolher 900,00

3 - Contabilização dos encargos da folha (INSS e FGTS)


D Despesas com contribuição à Previdência Social
C Encargos sociais a recolher 3.686,40

D Despesas com FGTS


C FGTS a Recolher 1.024,00

4. Contabilização do pagamento da folha


D Salários e ordenados a pagar
C Caixa/Banco Movimento 10.935,30

b) Contabilização da constituição da provisão do 13º salário


D Despesas com 13º Salário
C Provisão para 13º Salário 1.066,67

Caixa Duplicata a Receber


20.000 1.000

006G/235
Instituto Monitor

Estoque Móveis e Utensílios


50.000 50.000 10.000
40.000

Deprec. Acumulada Duplic. Pagar


4.000 6.000
1.000

Capital Prov. Cred. Liq. Duvid.


21.000 20

Lucros ou Prej. Acum. Prov. C. Social


2.052 2.0524 3.898
6.157
12.315

Prov. Imp. Renda Partic. Empregados


9.745 2.533

Dividandos a Pagar
6.157

Compras de Mercad. Vendas de Mercad.


100.000 100.000 200.000 200.000

Vendas Anuladas Aluguéis Passivos


30.000 30.000 12.000 12.000

Impostos e Taxas Juros Passivos


6.000 2.000 2.000
6.000

CMV RCM
150.000 40.000 140.000 200.000
110.000 60.000

006G/236
Instituto Monitor

Lucros s/ vendas Depreciação


60.000 60.000 1.000 1.000

Desp. Provisão Result. Exercício


20 21.020 6.000
20 3.898
9.745
13.643
4.813
20.524

c) Contabilização da constituição de férias


D Despesas com provisão de férias
C Provisão de férias 355,55

Exercícios Integrados - Lições 8 a 11


1) Diversos Estoque ICMS a recuperar
a Duplicatas a Pagar
Estoque 44.000 1) 44.000 26.400 (2 1) 6.000
ICMS a recuperar 6.000 50.000 3) 19.800 30.800 (4 3) 2.700

63.800 57.200 8.700 8.700 (j
2) Duplicatas a receber
a Vendas 60.000 6.600

ICMS s/ Faturamento
a ICMS a Pagar 7.200 Vendas
60.000 (2 Duplicatas a receber
CMV
75.000 (4 2) 60.000
a Estoque 26.400
a) 135.000 135.000
3) Diversos
a Duplicatas a Pagar
Estoque 19.800 ICMS a pagar
ICMS a recuperar 2.700 22.500 7.200 2)
CMV 9.000 4)
4) Bancos
a Vendas 75.000 2) 26.400 j) 8.700 16.200
4) 30.800 7.500
ICMS s/ Faturamento
57.200 57.200 c)
a ICMS a Pagar 9.000

CMV Banco
a Estoque 30.800
ICMS s/ Faturam. SI 16.000 13.000 7)
5) Duplicatas a pagar 2) 7.200 4) 75.000 48.500 5)
a Bancos 48.500
4) 9.000 25.500 6)
a Desc. Obtidos 1.500 50.000
16.200 16.200 b) 91.000 87.000
6) Despesa com salários 4.000
a Salários a pagar 30.000

006G/237
Instituto Monitor

Salários a pagar Dupl. A pagar


a INSS a pagar 2.600
a IRRF a pagar 1.900 4.500 5) 50.000 74.000 SI Desconto Obtido
50.000 1) g) 1.500 1.500 5)
Provisão 13° salário
22.500 3)
a 13° salário a pagar 3.195
50.000 146.500
Provisão de férias 96.500
a Férias a pagar 1.065

INSS s/ folha Despesa com salários Salário a pagar
a INSS a pagar 8.340
6) 30.000 30.000 e) 6) 4.500 30.000 6)

FGTS s/ folha 6) 25.500
a FGTS a pagar 2.400

Salário a pagar
a Banco INSS a pagar IRRF a Pagar
25.500 2.600 6) 1.900 6)

7) Despesa Operacional 8.340 6)
a Banco 10.940
13.000

8) Despesa com IRPJ
a IRPJ a pagar 1.620 13° salário a pagar Férias a pagar
3.195 6) 1.065 6)

Prov p/ 13° salário Prov p/ Férias


6) 3.195 3.195 f) 6) 1.065 1.065 f)

INSS s/ folha FGTS s/ folha


6) 8.340 8.340 f) 6) 2.400 2.400 f)

FGTS a Pagar IRPJ a Pagar


2.400 6) 1.620 i)

006G/238
Instituto Monitor

Desp Operacional Lucro Bruto


7) 13.000 13.000 h) b) 16.200 135.000 a)
c) 57.200
73.400 135.000
d) 61.600 61.600
Resultado do Exercício
e) 30.000 61.600 d)
f) 15.000 1.500 g) Máquinas
h) 13.000 SI 30.000
58.000 63.100 30.000
i) 1.620 5.100
k) 3.480 3.480
Veículos
SI 40.000
Reserva de Lucro a Real. 40.000
6.000 SI
3.480 k)
9.480 Caixa
SI 9.000
9.000
Computadores
SI 5.000
5.000 Cap. Social
100.000 SI
100.000
Imóveis
SI 80.000
80.000

006G/239
Instituto Monitor

DRE 2
Vendas 135.000
(-) Impostos s/ vendas (16.200)
Receita Líquida 118.800
(-) CMV (57.200)
Lucro Bruto 61.600
(-) Despesa Administrativa (58.000)
(+) Receita Financeira 1.500
Lucro antes do IRPJ 5.100
(-) IRPJ (1.620)
Lucro Líquido 3.480

Balanço Patrimonial 2
Ativo Passivo
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa 9.000 Duplicatas a Pagar 96.500
Bancos 4.000 ICMS a Pagar 7.500
Duplicatas a receber 60.000 INSS a Pagar 10.940
Estoque 6.600 IRRF a Pagar 1.900
13° a Pagar 3.195
Férias a Pagar 1.065
FGTS a Pagar 2.400
IRPJ a Pagar 1.620
Total Ativo Circulante 79.600 Total Passivo Circulante 125.120

Ativo Não Circulante Patrimônio Líquido


Máquinas 30.000 Capital Social 100.000
Veículos 40.000 Reserva de Lucros a Realizar 9.480
Computadores 5.000
Imóveis 80.000
Total Ativo Não Circulante 155.000 Total Patrimônio Líquido 109.480

Total Ativo 234.600 Total Passivo + PL 234.600

006G/240
Instituto Monitor

Lição 12
Lançamentos:

CMV
A Diversos
A Estoque 50.000
A Compras de Mercadorias 100.000 150.000

Estoques
A CMV 40.000

Vendas
A RCM 200.000
RCM
A Diversos
A Vendas Anuladas 30.000
A CMV 110.000 140.000
RCM
A Lucros sobre vendas 60.000

Depreciação
A Deprec. Acumulada 1.000
Despesa com Provisão
Prov. Créd. Liq. Duvidosa 20

Resultado Exercício
A Diversos
A Aluguéis Passivos 12.000
A Impostos e Taxas 6.000
A Juros Passivos 2.000
A Depreciação 1.000
A Despesas com Provisão 20 21.020

Lucro sobre Vendas


A Resultado Exercício 60.000

Resultado Exercício
A Prov. Contrib. Social 3.898

Resultado Exercício
A Prov. Imp. Renda 9.745

Resultado Exercício
A Diversos

006G/241
Instituto Monitor

A Partc. Empregados a pagar 2.533


A Partic. Administradores a pagar
2.280 4.813

Resultado Exercício
A Lucros ou Prej. Acumulados 20.524

Lucros ou Prej. Acumulados


A Reserva Investimento 2.052

Lucros ou Prej. Acumulados


A Dividendos a pagar 6.157

Segundo Balancete de Verificação


Contas Devedor Credor
Caixa 20.000
Duplic. Receber 1.000
Estoques 40.000
Móveis e utensílios 10.000
Deprec. Acumulada 5.000
Duplic. Pagar 6.000
Capital 21.000
Prov. Créd. Liq. Duvidosa 20
Lucros ou Prej. Acumulados 12.315
Prov. C. Social 3.898
Prov. Imp. Renda 9.745
Partic. Empregados a pagar 2.533
Partic. Administradores a pagar 2.280
Reserva Investimentos 2.052
Dividendos a pagar 6.157
Total 71.000 71.000

Lição 13
2-
10/05/XX - Duplicatas a Receber
a Vendas R$ 90.000,00

Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A
a Títulos em cobrança R$ 20.000,00

Diversos
a Duplicatas descontadas
Bancos c/ Movimento
Banco Modelo S/A R$ 27.000,00
Despesas Bancárias R$ 3.000,00

006G/242
Instituto Monitor

R$ 30.000,00

10/07/XX - Bancos c/ Movimento


Banco Beta S/A
a Diversos
a Duplicatas a Receber R$ 20.000,00
a Juros Recebidos R$ 1.000,00
R$ 21.000,00

Títulos em Cobrança
a Bancos c/ cobrança
Banco Beta S/A R$ 20.000,00

Diversos
a Duplicatas a Receber
Caixa R$ 38.000,00
Descontos Concedidos R$ 2.000,00
R$ 40.000,00
10/08/XX - Diversos
a Bancos c/ Movimento
Banco Modelo S/A
Duplicatas Descontadas R$ 30.000,00
Despesas de juros R$ 1.500,00

Exercícios Integrados - Lições 12 a 14

1) Diversos Estoque ICMS a recuperar


a Duplicatas a Pagar SI 6.600 60.720 (2 1) 9000
Estoque 66.000 1) 66.000 9000 9000 (a
ICMS a recuperar 9.000 75.000
72.600 60.720

11.880
2) Diversos 11.880 Banco
a Vendas
Dupl. A Pagar SI 4.000 1.280 (3
Bancos 73.125
5) 50.000 96.500 SI 2) 73.125 27.000 (4
Dupic. a receber 73.125 146.250
75.000 (1 3) 16.000 46.000 (5
ICMS s/ Faturamento 50.000 171.500 7) 40.000 24.360 (6
a ICMS a Pagar 17.550 121.500 25.500 (8
133.125 124.140
CMV
a Estoque 60.720 Duplicatas a receber 8.985
SI 60.000 40.000 (7
2) 73.125 ICMS s/ Faturam.
3) Banco cobrança
133.125 40.000 2) 17.550 17.550 (d
a Duplicatas Descontadas 16.000
93.125
Despesa Bancária
a Bancos 1.280 Vendas CMV
b) 146.250 146.250 (2 2) 60.720 60.720 (c

006G/243
Instituto Monitor

4) Diversos Duplicatas Decontadas Despesa Bancária


a Bancos 16.000 (3 3) 1.280 1.280 (o
Seguros a apropriar 25.500
Desp. com seguros 1.500 27.000

Desp com Seguros Seguros a apropriar


5) Duplicatas a Pagar 4) 1.500 1.500 (n 4) 25.500
a Diversos
Bancos 46.000
Desc. Obtidos 4.000 50.000 FGTS a Pagar
6) 2.400 2.400 SI Desconto Obtido
2.400 (8 h) 4.000 4.000 (5
6) Diversos
2.400 4.800
a Bancos
ICMS a Pagar 7.500 2.400
INSS a Pagar 10.940 ICMS a PG
IRRF a Pagar 1.900 INSS a PG 6) 7.500 7.500 SI
FGTS a Pagar 2.400
6) 10.940 10.940 SI a) 9.000 17.550 (2
IRPJ a Pagar 1.620 24.360
10.940 (8 16.500 25.050
10.940 21.880 8.550
7) Bancos 10.940
a Duplicatas a Receber 40.000

Despesa com salários IRRF a Pagar


8) Despesa com salários 8) 30.000 30.000 (f 6) 1.900 1.900 SI
a Salários a pagar 30.000 1.900 (8
1.900 3.800

Salários a pagar Salário a pagar 1.900
a INSS a PG 2.600 8) 4.500 30.000 (8
a IRRF a PG 1.900 4.500 8) 25.500
IRPJ a Pagar
Provisão 13° salário
a 13° salário a pagar 3.195 6) 1.620 1.620 SI
Férias a pagar 1.755 (p
Provisão de férias 1.065 SI 1.620 3.375
a Férias a pagar 1.065
1.065 (8 1.755

INSS s/ folha 2.130


a INSS a pagar 8.340
Prov p/ 13° salário 13° salário a pagar
FGTS s/ folha
8) 3.195 3.195 (j 3.195 SI
a FGTS a pagar 2.400
3.195 (8
Salário a pagar 6.390
a Banco 25.500 INSS s/ folha

8) 8.340 8.340 (l
9) Despesa com PDD
a PDD 1.397 Prov p/ Férias
8) 1.065 1.065 (k
Despesa com PDD
10) Despesa com Depreciação
9) 1397 1397 (g
a Depreciação Acumulada 14.700
FGTS s/ folha
8) 2.400 2.400 (m

006G/244
Instituto Monitor

Despesa com Deprec. PDD


10) 14.700 14.700 (i 1.397 (9

Máquinas Deprec. Acumulada


SI 30.000 14.700 (10
30.000

Veículos Cap. Social


SI 40.000 100.000 SI
40.000 100.000

Caixa
SI 9.000 Imóveis
9.000 SI 80.000
80.000
Computadores
SI 5.000 Reserva de Lucro a Real.
5.000 9.480 SI

6.348 (q
Resultado do Exercício 15.828
f) 30.000 67.980 (e
g) 1.397 4.000 (h
i) 14.700 Lucro Bruto
j) 3.195 c) 60.720 146.250 (b
k) 1.065 d) 17.550
l) 8.340 78.270 146.250
m) 2.400 e) 67.980 67.980
n) 1.500
o) 1.280
63.877 71.980
p) 1.755 8.103
q) 6.348 6.348

006G/245
Instituto Monitor

DRE 3
Vendas 146.250
(-) Impostos s/ vendas (17.550)
Receita Líquida 128.700
(-) CMV (60.720)
Lucro Bruto 67.980
(-) Despesa Administrativa (62.597)
(+) Receita Financeira 2.720
Lucro antes do IRPJ 8.103
(-) IRPJ (1.755)
Lucro Líquido 6.348

Balanço Patrimonial 3
Ativo Passivo
Ativo Circulante Passivo Circulante
Caixa 9.000 Duplicatas a Pagar 121.500
Bancos 8.985 ICMS a Pagar 8.550
Duplicatas a receber 93.125 INSS a Pagar 10.940
Duplicatas Descontadas (16.000) IRRF a Pagar 1.900
PDD (1.397) 13° a Pagar 6.390
Estoque 11.880 Férias a Pagar 2.130
Seguros a Apropriar 25.500 FGTS a Pagar 2.400
IRPJ a Pagar 1.755
Total Ativo Circulante 131.093 Total Passivo Circulante 155.565

Ativo Não Circulante Patrimônio Líquido


Máquinas 30.000 Capital Social 100.000
Veículos 40.000 Reserva de Lucros a Realizar 15.828
Computadores 5.000
Imóveis 80.000
(-) Deprecação Acumulada (14.700)
Total Ativo Não Circulante 140.300 Total Patrimônio Líquido 115.828

Total Ativo 271.393 Total Passivo + PL 271.393

006G/246
Bibliografia
RIBEIRO, Osni Moura – Contabilidade Geral, 3ª edição Ed. Saraiva, 1999.
FRANCO, Hilário – Contabilidade Geral, 23ª edição Ed. Atlas, 1997.
IUDIBÚCIUS, Sérgio de MARTINS, Eliseu GELBCKE, Ernesto Rubens
Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, 5ª edição Ed. Atlas, 2000.
Demonstrações Contábeis – Estruturação e Normas
Conselho Regional de Contabilidade - CRC – SP 2ª Edição - 2001.
IUDÍCIBUS, Sérgio, MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial. 6. Ed. São
Paulo: Atlas, 2004.
FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade Tributária. 10. Ed. São Paulo:
Atlas, 2006.
SZUSTER, Natan et al. Contabilidade Geral. São Paulo: Atlas, 2007.

006G/247
Instruções:

• Para os alunos matriculados nos cursos oficiais, estes exercícios simulados são opcionais. Caso
deseje, eles podem ser enviados aos nossos professores de plantão, que farão a correção e
os devolverão com as devidas observações.
• Para os alunos matriculados nos cursos livres, estes exercícios simulados terão o valor de
provas, realizadas a distância, e devem ser obrigatoriamente enviados para correção. Sua
aprovação lhe conferirá seu Certificado de Conclusão.
• O endereço para envio dos exercícios simulados em ambos os casos é:
Caixa Postal 2722
01009-972 - São Paulo - SP
Atenção
• Para questões de múltipla escolha, existe apenas UMA alternativa correta em cada uma.
• Este Simulado contém questões também em seu verso.

006G – Contabilidade Geral

Nome:.........................................................................................................................................................................................

Nº de Matrícula: ................................................................. Nota:............................................

1 - As informações contábeis devem ser:


a) Claras, pr�������������������������������
ecisas, objetivas e econômicas.
b) Claras, precisas, objetivas e tempestivas.
c) Claras, precisas, objetivas e financeiras.
d) Claras, num�������������������������������
éricas, objetivas e econômicas.

2 - Normas e princípios contábeis servem para:


a) Orientar e definir padrões para uma boa prática contábil.
b) Orientar e definir padrões para o cálculo de impostos.
c) Orientar e definir a forma correta de se fazer o Balanço.
d) Orientar e definir a forma correta de escrituração .

3 - O lado esquerdo do Balanço é sempre igual ao lado direito por que:


a) Despesa é sempre igual ao custo.
b) O total de débito é igual ao crédito.
c) É uma determinação legal (lei 6.404/76).
d) O lucro é a diferença de receitas menos custos.

4 - Um fato contábil é permutativo quando altera:


a) Ativo, Passivo e Lucro.
b) Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido.
c) Capital e Reserva Legal.
d) Ativo, Passivo, mas o valor do Patrimônio Líquido se mantém.

/4
5 - Um fato contábil é modificativo quando altera:
a) Atividades Operacionais, Investimentos e Passivo.
b) Bancos, Investimentos e Mutações .
c) Patrimônio Líquido, de forma positiva ou negativa.
d) Estoques, Investimentos e Impostos a pagar

6 - Explique o significado dos fatos contábeis mistos.


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7 - Conforme a teoria materialista, as contas podem ser classificadas em:


a) Integrais e Diferenciais.
b) Integrais e Derivadas.
c) Integrais, Numéricas e Precisas.
d) Integrais, Patrimoniais e Consolidadas.

8 - Cite e defina as classes da Teoria Personalista.


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9 - Faça estes lançamentos, de acordo com o conceito de partidas dobradas (livro diário ou razonetes).

a) Compra de material de construção em R$ 50.000,00; sendo que 60% do valor será pago à vista e a diferença será paga
daqui a 90 dias. Observação: segundo o balancete de verificação o valor disponível no caixa é de R$ 80.000,00.
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b) Aumento de capital para o próximo ano: R$35.000,00 em cheque, R$ 20.000,00 em veículo e R$ 10.000,00 em compu-
tadores.
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c) Compras de Mercadorias no valor de R$ 18.000,00, com 18% de ICMS.


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d) Vendas de Mercadorias no valor de R$ 25.400,00, com 18 % de ICMS.
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10 - Se nas operações anteriores (c e d), os impostos são compensáveis, qual é o valor líquido do ICMS a pagar?
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11 - Se o total do Ativo é de R$ 20.000,00, Passivo R$ 4.000,00, Capital R$ 14.000,00, então os Lucros Acumulados são de:
a) R$ 3.500,00
b) R$ 2.000,00
c) R$ 18.000,00
d) R$ 10.000,00

12 - Como se integra o Balanço Patrimonial à Demonstração de Resultado de Exercício? Dê um exemplo.


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13 - Explique o significado de Plano de Contas, principalmente para o processo de lançamentos.


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14 - Resuma as formalidades legais que devem conter os livros contábeis.


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15 - De acordo com o regime de competência, os fatos contábeis devem ser lançados:


a) No momento em que as contas são pagas ou recebidas.
b) Na data em que as receitas e/ou despesas ocorrerem.
c) No momento de publicação de Balanços.
d) Conforme as normas e política contábil de cada empresa.

/4
16 - O CMV é calculado usando esta equação:
a) Estoque inicial + compras, incluindo frete – estoque final.
b) Estoque inicial + compras, desconsiderando despesas – estoque final.
c) Estoque inicial + ativo, incluindo despesas – estoque final.
d) Estoque inicial + compras, incluindo despesas – passivo.

Considere estas operações em outubro:


5/10 - Compra de 10 unidades a custo unitário de R$ 8,00.
7/10 - Compra de 12 unidades a custo unitário de R$ 9,00.
8/10 - Venda de 8 unidades a preço unitário de R$ 11,80.
9/10 - Compra de 10 unidades a custo unitário de R$ 9,60
12/10 - Venda de 23 unidades a preço unitário de R$ 12,20, pede-se:

17 - A ficha de estoques pelo PEPS:


Data Entrada Saída Saldo
Quant Preço Valor Quant Preço Valor Quant Preço Valor
5/10
7/10
8/10
9/10
12/10

18 - A ficha de estoques pelo Método MPM:
Data Entrada Saída Saldo
Quant Preço Valor Quant Preço Valor Quant Preço Valor
5/10
7/10
8/10
9/10
12/10

19 - A ficha de estoques pelo Método UEPS:


Data Entrada Saída Saldo
Quant Preço Valor Quant Preço Valor Quant Preço Valor
5/10
7/10
8/10
9/10
12/10

20 - Compare os valores das três fichas acima elaboradas, considerando CMV, Saldo e Lucro com Mercadorias.
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Pesquisa de Avaliação

006G - Contabilidade Geral

Caro Aluno:

Queremos saber a sua opinião a respeito deste fascículo que você acaba de estudar.

Para que possamos aprimorar cada vez mais os nossos serviços, oferecendo um
material didático de qualidade e eficiente, é muito importante a sua avaliação.

Sua identificação não é obrigatória. Responda as perguntas a seguir assinalando


a alternativa que melhor corresponda à sua opinião (assinale apenas UMA
alternativa). Você também pode fazer sugestões e comentários por escrito no
verso desta folha.

Na próxima correspondência que enviar à Escola, lembre-se de juntar sua(s)


pesquisa(s) respondida(s).

O Instituto Monitor agradece a sua colaboração.

A Editora.

Nome (campo não obrigatório): _______________________________________________________________


No de matrícula (campo não obrigatório): _____________________
Curso Técnico em:
Eletrônica Secretariado Gestão de Negócios
Transações Imobiliárias Informática Telecomunicações
Contabilidade

QUANTO AO CONTEÚDO

1) A linguagem dos textos é:


a) sempre clara e precisa, facilitando muito a compreensão da matéria estudada.
b) na maioria das vezes clara e precisa, ajudando na compreensão da matéria estudada.
c) um pouco difícil, dificultando a compreensão da matéria estudada.
d) muito difícil, dificultando muito a compreensão da matéria estudada.
e) outros: ______________________________________________________

2) Os temas abordados nas lições são:


a) atuais e importantes para a formação do profissional.
b) atuais, mas sua importância nem sempre fica clara para o profissional.
c) atuais, mas sem importância para o profissional.
d) ultrapassados e sem nenhuma importância para o profissional.
e) outros: ______________________________________________________

3) As lições são:
a) muito extensas, dificultando a compreensão do conteúdo.
b) bem divididas, permitindo que o conteúdo seja assimilado pouco a pouco.
c) a divisão das lições não influencia Na compreensão do conteúdo.
d) muito curtas e pouco aprofundadas.
e) outros: ______________________________________________________
QUANTO AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS

4) Os exercícios propostos são:


a) muito simples, exigindo apenas que se decore o conteúdo.
b) bem elaborados, misturando assuntos simples e complexos.
c) um pouco difíceis, mas abordando o que se viu na lição.
d) muito difíceis, uma vez que não abordam o que foi visto na lição.
e) outros: ______________________________________________________

5) A linguagem dos exercícios propostos é:


a) bastante clara e precisa.
b) algumas vezes um pouco complexa, dificultando a resolução do problema proposto.
c) difícil, tornando mais difícil compreender a pergunta do que respondê-la.
d) muito complexa, nunca consigo resolver os exercícios.
e) outros: ______________________________________________________

QUANTO À APRESENTAÇÃO GRÁFICA

6) O material é:
a) bem cuidado, o texto e as imagens são de fácil leitura e visualização, tornando o estudo bastante agradável.
b) a letra é muito pequena, dificultando a visualização.
c) bem cuidado, mas a disposição das imagens e do texto dificulta a compreensão do mesmo.
d) confuso e mal distribuído, as informações não seguem uma seqüência lógica.
e) outros: ______________________________________________________

7) As ilustrações são:
a) bonitas e bem feitas, auxiliando na compreensão e fixação do texto.
b) bonitas, mas sem nenhuma utilidade para a compreensão do texto.
c) malfeitas, mas necessárias para a compreensão e fixação do texto.
d) malfeitas e totalmente inúteis.
e) outros: ______________________________________________________

Lembre-se: você pode fazer seus comentários e sugestões, bem como apontar
algum problema específico encontrado no fascículo. Sinta-se à vontade!

PAMD1

Sugestões e comentários

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