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Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Ciências e Tecnologia – CCT


Unidade Acadêmica de Física – UAF
Curso: Engenharia Química
Disciplina: Física Experimental I Turma: 08
Professor: Everlane
Aluno: Ítalo Barros M. Ramos Mat: 113111294

MOVIMENTO ACELERADO:
DESLOCAMENTO E VELOCIDADE

25/03/2014
Campina Grande - PB
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Índice

1. Objetivos ............................................................................................................................................. 3
1.1 Objetivo Geral ............................................................................................................................... 3
2. Materiais Necessários ......................................................................................................................... 4
3. Metodologia ........................................................................................................................................ 5
4. Conclusão ............................................................................................................................................ 8
5. Anexos ............................................................................................................................................... 10

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1. OBJETIVOS

1.1 Objetivo Geral

 Determinar a relação entre o deslocamento e a velocidade do ponto central de uma


esfera abandonada a partir do repouso e que se move numa pista inclinada.

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2. MATERIAL NECESSÁRIO

 Armadores de Corpo Básico;


 Cordão;
 Corpo Básico;
 Escala Milimetrada;
 Esfera com e sem gancho;
 Fita Durex;
 Folhas de papel Ofício;
 Grampo;
 Papel Carbono;
 Sistema de Medição de Inclinações.

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3. METODOLOGIA

O corpo básico já estava armado e fixo à mesa. Foi necessário deixá-lo na posição
horizontal, sendo utilizada uma bola sobre a pista como auxílio, para zerar o sistema de
medição de inclinação com a ajuda de uma bola amarrada a um cordão. Após isso, inclinamos
a pista em um ângulo de 16º.
O Corpo Básico foi colocado sobre a mesa de maneira que a esfera caísse livremente
até o chão. O ajuste foi feito usando o Grampo.
Amarrou-se um cordão na Esfera com gancho, formando um prumo. Com este prumo
projetou-se no chão, o ponto mais baixo da Pista de Móveis. Este é o ponto a partir do qual se
deve medir o alcance horizontal da Esfera ao abandonar a Pista. Em seguida, mediu e anotou-
se a altura de queda H da esfera. Com giz de ponta fina, foram feitas marcações sobre a Pista
de 5,0 em 5,0 cm até chegar ao topo da Pista em 40,0cm.
No chão foram colocadas várias folhas de papel ofício, todas elas fixadas com durex e
colocado em cima o papel carbono. Com tudo pronto, soltaram-se 10 vezes a esfera da
posição inicial (5,0 cm) na Pista, e foram feitas 10 marcações no papel ofício. Depois, retirou-
se o papel carbono, mediu e anotou-se o alcance L da esfera (distância média dos pontos
marcados pelo carbono até a projeção do ponto mais baixo da Pista). Repetindo-se os
procedimentos necessários para medir os alcances correspondentes aos seguintes
deslocamentos sobre a Pista: x = 10,0; 15,0;...; 40,0cm. Os dados obtidos foram armazenados
na seguinte tabela:

Altura da Queda: 𝐻 = 104,5 𝑐𝑚 𝑜𝑢 1,045 𝑚


Ângulo de Inclinação: 𝜃 = 16,0°

Tabela I
1 2 3 4 5 6 7 8
𝒙 (𝒄𝒎) 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0
𝑳 (𝒄𝒎) 19,2 25,2 32,1 37,1 41,4 44,8 47,8 50,8

Ao abandonar a Pista, o movimento da Esfera pode ser decomposto em dois:


horizontal e vertical. Considerando-se a equação para o movimento horizontal, temos:

𝐿 = 𝑉𝑜 𝑥 . 𝑡 (I)

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𝑉𝑜 𝑥 = 𝑉𝑜 cos 𝜃 (II)

Substituindo-se (II) em (I) e isolando-se t, temos:

𝐿
𝑡=
𝑉𝑜 cos 𝜃

Considerando-se a equação para o movimento vertical, temos:

𝑔
𝐻 = 𝑉𝑜 𝑦 𝑡 + 2 𝑡 2 (III)

Sabendo que 𝑉𝑜 𝑦 é dada por:

𝑉𝑜 𝑦 = 𝑉𝑜 sin 𝜃

Substituindo-se t e 𝑉𝑜 𝑦 em (III), temos:

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𝐿 𝑔 𝐿
𝐻 = 𝑉𝑜 sin 𝜃. + ( )
𝑉𝑜 cos 𝜃 2 𝑉𝑜 cos 𝜃
𝑔 𝐿2
𝐻 = tan 𝜃 . 𝐿 + ( 2 )
2 𝑉𝑜 cos 2 𝜃
𝑔 𝐿2
𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿 = ( 2 )
2 𝑉𝑜 cos2 𝜃
2𝑉𝑜 2 cos2 𝜃 (𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿) = 𝑔𝐿2
𝑔𝐿2
𝑉𝑜 2 =
2 cos2 𝜃 (𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿)

𝑔𝐿2
𝑉𝑜 = √
2 cos2 𝜃 (𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿)

𝐿 𝑔
𝑉𝑜 = √
cos 𝜃 2(𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿)

Através da fórmula encontrada encontrou-se o valor das velocidades respectivas e


armazenou-se na seguinte tabela:

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Tabela II

1 2 3 4 5 6 7 8
𝒙 (𝒄𝒎) 0,050 0,100 0,150 0,200 0,250 0,300 0,350 0,400
𝒗 (𝒎/𝒔) 0,45 0,59 0,76 0,82 0,99 1,08 1,16 1,23

A partir do gráfico feito, observamos que a curva parece descrever uma função do
tipo: 𝑣 = 𝐴𝑥 𝐵 , pois ela tem a aparência de uma parábola com vértice na origem.
Então, para linearizar a função, foi usado um papel dilog e traçado um novo gráfico v
versus x com os dados da tabela II.

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4. CONCLUSÃO

Após determinar os valores de A ≅ 2,0 e B ≅ 0,5, a equação obtida foi elevada ao


expoente 1/𝐵:
1
(𝑦 = 2𝑥 0,5 )𝐵
(𝑦 = 2𝑥 0,5 )2,031399595
𝑦 2,031399595 = 3,950924735𝑥 0,9999
𝑦 2 = 4𝑥 ≡ 𝑦 𝐶 = 𝐷𝑥

Onde a equação representa uma parábola e o tipo de movimento estudado é o


Movimento Uniformemente Variado (MUV). O erro percentual do coeficiente C é dado por:

|𝑉𝑉 − 𝑉𝐸 | |2,0 − 2,031399595|


𝜖% = 𝑥 100% = 𝑥 100% = 1,57%
𝑉𝑉 2,0
Pela equação de Torricelli para o MUV, determinou-se a aceleração do ponto central
da esfera:
𝑉 2 = 𝑉𝑜 2 + 2𝑎∆𝑆
4𝑥 = 0 + 2𝑎𝑥
𝑎 = 2 𝑚/𝑠 2

O resultado para a aceleração que obtemos é plausível, tendo em vista que o erro
percentual foi de 1,57%, podemos afirmar também que a aceleração da esfera pode ser dada
por:
5
𝑎 = 𝑔 sin 𝜃
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Com 𝜃 = 16°, temos que: 𝑎 = 1,93 𝑚/𝑠 2 .

Deve-se observar que há uma diferença nos valores da aceleração encontrada, que é
devido ao erro percentual do expoente C.
No experimento houve erros sistemáticos, tais como: desprezar a resistência do ar, e
desprezar o atrito da esfera com a Pista.

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Vale salientar que para a análise do movimento optamos por uma função do tipo 𝑣 =
𝐴𝑥 𝐵 , pois ela nos leva à equação de Torricelli do MUV. Não optamos por uma da forma 𝑣 =
𝐴(1 − 𝑒 −𝐵𝑥 ), embora aparentemente ela descreva o mesmo movimento, vemos que quando x
tende a infinito, a velocidade tende a infinito. Olhando para a primeira equação, vemos que
quando x tende a infinito, a velocidade tende para um valor constante. Conclui-se que a
segunda equação não descreve o movimento desejado.
Pelo esquema do experimento podemos afirmar que o alcance máximo 𝐿𝑚á𝑥 da esfera
se dá quando sua velocidade é máxima, observamos também que quando sua velocidade é
máxima a trajetória descrita se aproxima de uma reta.
De outra forma observando a equação:
𝐿 𝑔
𝑉𝑜 = cos 𝜃 √2(𝐻− tan 𝜃.𝐿), já que todos os termos são constantes, a velocidade é máxima,

quando o termo (𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿) é mínimo, então fazendo (𝐻 − tan 𝜃 . 𝐿) = 0, chegamos ao


mesmo resultado mostrado acima, que a velocidade tenderá ao infinito.

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5. ANEXOS

- Cálculos para determinação das velocidades:

- Velocidade 1

0,192 9,81
𝑉𝑜 = √ = 0,45 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,192)

- Velocidade 2

0,252 9,81
𝑉𝑜 = √ = 0,59 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,252)

- Velocidade 3

0,321 9,81
𝑉𝑜 = √ = 0,76 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,321)

- Velocidade 4

0,371 9,81
𝑉𝑜 = √ = 0,82 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,371)

- Velocidade 5

0,414 9,81
𝑉𝑜 = √ = 0,99 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,414)

- Velocidade 6

0,448 9,81
𝑉𝑜 = √ = 1,08 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,448)

- Velocidade 7

0,478 9,81
𝑉𝑜 = √ = 1,16 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,478)

- Velocidade 8

0,508 9,81
𝑉𝑜 = √ = 1,23 𝑚/𝑠
cos 16 2(1,045 − tan 16 . 0,508)

- Cálculos para o gráfico no papel milimetrado:

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- Para o eixo x - Para o eixo y

 Módulo de x  Módulo de y
𝐿𝐹 200,0 𝐿𝐹 120,0
𝑀𝑥 = = 𝑀𝑦 = =
𝑋𝐹 − 𝑋𝑖 0,400 − 0,0 𝑌𝐹 − 𝑌𝑖 1,50 − 0,0
= 500,0 𝑚𝑚/𝑚 = 80,0 𝑚𝑚/(𝑚/𝑠)
 Degrau e Passo  Degrau e Passo
∆𝑙𝑥 = 𝑀𝑥 ∆𝑥 ∆𝑙𝑦 = 𝑀𝑦 ∆𝑦
20,0 𝑚𝑚 20,0 𝑚𝑚
∆𝑥 = = 0,04 𝑚 ∆𝑦 = = 0,25 𝑚/𝑠
500,0 𝑚𝑚/𝑚 80,0 𝑚𝑚/(𝑚/𝑠)
 Equação da escala  Equação da escala
𝑙𝑥 = 𝑀𝑥 (𝑋𝐹 − 𝑋𝑖 ) 𝑙𝑦 = 𝑀𝑦 (𝑌𝐹 − 𝑌𝑖 )
𝑙𝑥 = 500𝑥 𝑙𝑦 = 80𝑦

𝑙𝑥1 = 500.0,05 = 25,0 𝑚𝑚 𝑙𝑦1 = 80. 0,45 = 36,0 𝑚𝑚


𝑙𝑥2 = 500.0,10 = 50,0 𝑚𝑚 𝑙𝑦2 = 80. 0,59 = 47,2 𝑚𝑚
𝑙𝑥3 = 500.0,15 = 75,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦3 = 80. 0,76 = 60,8 𝑚𝑚
𝑙𝑥4 = 500.0,20 = 100,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦4 = 80. 0,82 = 65,6 𝑚𝑚
𝑙𝑥5 = 500.0,25 = 125,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦5 = 80. 0,99 = 79,2 𝑚𝑚
𝑙𝑥6 = 500.0,30 = 150,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦6 = 80. 1,08 = 86,4 𝑚𝑚
𝑙𝑥7 = 500.0,35 = 175,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦7 = 80. 1,16 = 92,8 𝑚𝑚
𝑙𝑥8 = 500.0,40 = 200,0 𝑚𝑚
𝑙𝑦8 = 80. 1,23 = 98,4 𝑚𝑚

- Determinando as constantes A e B:
𝑃1 (0,03; 0,35)
𝑃2 (0,70; 1,65) 𝑦 = 𝐴𝑥 𝐵
𝑦 1,65
𝐴= 𝐵
= 0,492271438
= 1,966698357
log 𝑦2 − log 𝑦1 𝑥 0,7
𝐵=
log 𝑥2 − log 𝑥1 ≅ 2,0
log 1,65 − log 0,35
𝐵= = 0,492271438
log 0,70 − log 0,03 𝒚 = 𝟐𝒙𝟎,𝟓 ou ainda 𝒚 = 𝟐√𝒙
≅ 0,5
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