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CIÊNCIAS PARA REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS:

UMA ABORDAGEM TECNOLÓGICA PRA REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES E


REINSERÇÃO SOCIAL DE CEGOS E SURDOS

Alunos: João Guilherme Silva Ribeiro(2ºD), Mizaelly Neves (2ºD), Letícia Viegas(2ºD),
Marcelo Bruno (2ºD), Levi Keoui (2ºD), Hilary Renata(2ºD), Alexandre Bessa(2ºD), e
Renan (2°A)

Brasília
2018
Nome do projeto
Uma Abordagem Tecnológica para a Redução das Desigualdades e
Reinserção Social de Cegos e Surdos.

Local
Centro Educacional Gisno.

Professora responsável

Luciana Felício, professora de Matemática do 2° ano “D”

Apresentação

Somos alunos do 2° ano “D” do Centro Educacional Gisno. Nossa turma é uma
das menores da instituição e por isso foi totalmente pensada para a convivência de
um aluno especial. Ele possui autismo de um nível elevado e deficiência auditiva. Ao
observarmos a dificuldade em nos comunicarmos com ele decidimos desenvolver
projetos que fazem o uso da tecnologia para facilitar a interação entre os alunos e
facilitar muitas tarefas no cotidiano dessas pessoas com deficiências, seja auditiva,
visual, motora ou mental.
Segundo a Classificação Internacional de Deficiências, Incapacidades e
Desvantagens (CIDID), deficiência é: “qualquer perda ou anormalidade relacionada à
estrutura ou à função psicológica, fisiológica ou anatômica”.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% da
população possui algum tipo de deficiência. No Brasil, cerca de 45.606.048 milhões
de pessoas têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 23,9% da população geral,
segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Essa
deficiência pode ser visual, auditiva, motora, mental ou intelectual. Ainda segundo o
censo do IBGE de 2010, a deficiência mais recorrente no Brasil é a visual (18,6%),
seguida da motora (7%), seguida da auditiva (5,10%), e, por fim, da deficiência mental
(1,40%).
Resumo:
A partir da identificação do problema da não socialização dos alunos surdos e não
surdos, assim como a dificuldade de mobilização dos deficientes visuais, o grupo,
conhecendo a importância de seu estudo para não exclusão social e mobilidade,
criaram 2 projetos: um aplicativo para deficientes auditivos e um cinto que capta os
objetos a frente, para deficientes visuais. Os produtos desenvolvidos foram pensados
para serem de fácil acesso, sendo o aplicativo disponibilizado no google play
gratuitamente e, quanto ao cinto os materiais para sua confecção são de baixo custo
para facilitar a implementação destas soluções em larga escala. Uma das dificuldades
encontradas foi a elaboração de um banco de imagens que representassem as
situações cotidianas dos deficientes auditivos. Para solucionar essa dificuldade
sugerimos um estreitamento das relações com os profissionais da sala de recursos.
Ainda assim, os resultados parciais obtidos foram considerados um sucesso, pois, na
qualidade de protótipo, ambos projetos atingiram bem suas finalidades.

Introdução:
Neste trabalho, falaremos da nossa abordagem para cumprir com tema proposto, a
ciência para redução das desigualdades sociais, que nos levou a elaboração de 2
projetos com base nas ciências da engenharia e ciências exatas, o aplicativo de libras
(língua brasileira de sinais), e um cinto, que através de sensores, capta o lugar de
objetos no espaço e traduz em forma de vibrações para pessoas cegas, aqui será
apresentado toda estrutura para a criação desses objetos, o problema identificado, o
objetivo, as hipóteses, entre outros.

Identificação do Problema:
Quando nos foi proposto o tema, pensamos em âmbito escolar, procurando algo que
de alguma forma pudesse melhorar a desigualdade entre os alunos. Como nossa
escola é referência em ensino para pessoas surdas, pensamos nas interações entre
as pessoas surdas e pessoas não surdas, e vimos uma separação entre elas, as
pessoas surdas normalmente se comunicavam apenas com as outras pessoas surdas
ou com seus tradutores, e os outros alunos, não surdos, não faziam questão de se
comunicar com eles. Outro problema observado foi a inexistência de chão guia para
os cegos, principalmente nas cidades satélites, que dificulta muito a vida de quem
não consegue ver.

Objetivo:
Com isso, nosso objetivo foi procurar nas ciências, principalmente nas exatas e de
engenharias, soluções que pudessem, de certa forma, atenuar a diferença na relação
entre os alunos surdos e não surdos da nossa escola, baseada na diferença
linguística, assim como a locomoção de pessoas cegas.

Hipóteses:
Em relação à dificuldade de comunicação entre as pessoas surdas e as não surdas,
vimos que havia de certo modo além da barreira linguística, uma barreira social, que
impediam de se comunicar com os outros não surdos, uma espécie de relação de
afinidade ou pertencimento, por isso, além do aplicativo que pudesse ajudar na
comunicação, ou em uma relação social mínima, devia haver também uma
estimulação a interação entre essas pessoas, já em relação à pessoas cegas,
achamos as respostas na robótica através dos Wearables technology (tecnologia que
se veste) que podem de certa forma atenuar as dificuldades que os cegos tem.

Justificativa
A questão relativa à nossa pesquisa é de extrema importância para relações
escolares, pois auxilia a interação social entre os colegas e assim diminui a exclusão
social, que nessa parte da vida é de extrema importância, pois como dizia o filósofo
Aristóteles, o homem é um animal “Zoon politikón” e sua relação com os outros irá
influenciar no seu meio de agir. As tecnologias Wearables, são indispensáveis no
auxílio às pessoas com alguma deficiência física, pois auxilia em sua locomoção, e
na sua independência de translação, ajudando-os no cotidiano.

Metodologia:
Gisnovação: o aplicativo de Comunicação de libras do Gisno
Em primeiro lugar, tratamos de estudar mais sobre a língua de sinais, já que iríamos
mexer diretamente com ela, foram alguns dias de estudos onde recebemos o apoio
do LibrasL2, um site que nos tirou algumas dúvidas. Decidimos que, com o que havia,
poderíamos fazer um protótipo, com além do alfabeto, um dicionário com expressões
usuais que estimularia principalmente a interação social.
Passamos então para nossa base de programação, com a ajuda do Renan Silva, do
2º “A”, que também entende de programação e nos ajudou, decidimos que, para o
nosso nível de programação, a melhor linguagem seria o Python, uma plataforma de
linguagem gratuita de nível intermediário. E que possui uma vasta biblioteca.
Utilizando a linguagem Python para poder desenvolver todo o app, e a biblioteca
“tkinter” com a própria interface da linguagem, que é muito robusta e fácil de ser
utilizada, foram adicionados todos os widgets (ferramentas) necessários (vale
ressaltar que essas ferramentas já vêm na biblioteca do python), terminadas todas as
ferramentas de Dimensão e organização do layout, colocamos a ferramenta que
relaciona nomes à arquivos dispostos em uma pasta, com isso, bastava apenas
configurar essa relação de nomes com cada arquivo.
from tkinter import *

from tkinter import messagebox

from config import *

import time, os, shelve


Base de programação das
class Libras(object): ferramentas do programa, toda a
def __init__(self): base pode ser vista no link
self.load_color()
disponibilizado para download do
aplicativo.
self.i = Tk()

self.i.title('Libras v1.02')

self.i['bg'] = self.color

self.count = 0

self.count2 = 0

self.k = 0
Depois, utilizamos bancos de dados em “Creatives Commons” de libras, e também
vídeos de nossa autoria. Cada vídeo foi cortado e assim convertido com a ferramenta
“atubeCatcher” fazendo um banco de dados em Gif’s, arquivo esse que fica se
repetindo infinitamente. A parte final foi ajustar as cores e dimensões do próprio
layout, ferramenta que o próprio python oferece, e desse modo ir aumentando ainda
mais o banco de dados do aplicativo

Vídeo Em Creative Commons que foi


usada como Base de Dados

Bastava apenas Disponibilizar o aplicativo para os alunos. No dia da apresentação,


hospedamos o programa para o Google Drive para que ele possa ser baixado, e
disponibilizamos o link de acesso a ele, para que qualquer pessoa que quisesse
baixar o fazer.
Aplicativo:
https://drive.google.com/file/d/1efL7Ga4QyGNgLqoT7cjAND0f4dSRKnqn/view

Wearable Tecnology: Cinto para deficientes visuais


Nossa ideia começou com base em uma pesquisa sobre Wearables Tecnology onde
vimos um trabalho que visava a criação de um cinto para pessoas com deficiência
visual¹, nosso intuito foi então, replicar o experimento e barateá-lo.
Foi onde começamos a utilizar o Arduino, a base o projeto é, utilizar um sensor
ultrassónico e emite um pulso e o recebe de volta, sabendo sua velocidade e seu
tempo o sensor calcula a distância e passa isso em sinal elétrico, trata-se do Arduino,
um micro controlador organizar essas informações e assim, o passa aos motores de
vibração, que irão vibrar gradualmente quando os sensores detectarem um objeto
próximo. Os materiais para confecção são:
Micro controlador: o micro controlador usado foi o Arduino nano, especial por sua
base “open source” e seu tamanho reduzido em relação a outros arduinos, com uma
base de programação muito utilizada que é em C/C++.
Sensores ultrassônicos: recomenda-se o uso dos sensores Palarax Ping, por terem
apenas uma entrada para o Trig e Echo, mas adaptações podem ser feitas e qualquer
sensor genérico pode ser adaptado, com uma média de precisa de 0.3 e 4 metros.

Motores de vibração: eles que irão dar o retorno tátil para o deficiente visual, podem
ser utilizados os motores de celulares velhos.

Bateria: bateria de 9 volts


Placa de circuitos: recomendam-se aqueles que não entendem muito de robótica
procurarem alguma empresa ou pessoa que faça, no entanto, pode-se usar
protoboards como base de testes ou protótipos.

Materiais para a manufatura do cinto: recomenda-se o uso de neoprene, por ser


um material de fácil remoção de sujeira.
Ambos Motores de vibração como os Sensores foram acoplados a placa de circuitos,
que foi projetada por um Estudando de Engenharia, o Joel PCB. A placa de circuito é
acoplada ao Arduino através de soquetes machos-fêmeas, os sensores ultrassônicos
são acoplados no Cinto, junto com seu respectivo Motor de vibração, ordenado pelo
algoritmo do Arduino, o Arduino é alimentado através da porta miniUSB que é
adaptada na bateria 9v por solda de fios, (ou é possível usar uma Power Bank)
Com isso os sensores capitam, mandam para o Arduino nano, que traduzirá para os
motores de vibração de forma gradual, dando retorno tátil para o deficiente visual, e
auxiliando em sua locomoção. Recomenda-se o uso de 4 sensores, assim como
motores de vibração para cada posição cardial principal do deficiente. Nosso projeto
tem uma precisão de 0.3 a 4 metros.

Azul: Sensores

Vermelho: Arduino

Vinho: Motores de vibração

Resultados:
Acreditamos que nossos projetos tenham tido sucesso, pois, em suas qualidades de
protótipos, ambos serviram suas finalidades: a comunicação e a locomoção das
pessoas com necessidades especiais, reduzindo com certeza a desigualdade social
criada.

Contrapartida Social
Acreditamos que o projeto tem grandes possibilidades de colaborar com a educação
inclusiva, legalmente estabelecida e necessária, melhorando assim o trabalho
educacional e social no ambiente escolar.
Referencias:
http://sistemaolimpo.org/midias/uploads/12a54f961eb531d15e915497a262ae28.pdf
-https://www.projetoredacao.com.br/temas-de-redacao/a-questao-da-inclusao-das-
pessoas-com-deficiencia/a-desigualdade-e-um-desafio-na-sociedade/hgxz4m5qc3

-https://canaltech.com.br/redes-sociais/como-usar-a-tecnologia-para-diminuir-a-
desigualdade-social-112554/

LEI Nº 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000


(Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências).