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07/06/2019 Teoria da relatividade – Wikipédia, a enciclopédia livre

Teoria da relatividade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Teoria da Relatividade[1][2] é a denominação dada ao conjunto de duas teorias científicas: a Relatividade Restrita (ou Especial
[3]) e a Relatividade Geral.[4]

A Relatividade Especial é uma teoria publicada no ano de 1905 por Albert Einstein, concluindo estudos precedentes do físico
neerlandês Hendrik Lorentz, entre outros. Ela substitui os conceitos independentes de espaço e tempo da Teoria de Newton pela
ideia de espaço-tempo como uma entidade geométrica unificada. O espaço-tempo na relatividade especial consiste de uma
variedade diferenciável de 4 dimensões, três espaciais e uma temporal (a quarta dimensão), munida de uma métrica pseudo-
riemanniana, o que permite que noções de geometria possam ser utilizadas. É nessa teoria, também, que surge a ideia de
velocidade da luz invariante.

O termo especial é usado porque ela é um caso particular do princípio da relatividade em que efeitos da gravidade são ignorados.
Dez anos após a publicação da teoria especial, Einstein publicou a Teoria Geral da Relatividade, que é a versão mais ampla da
teoria, em que os efeitos da gravitação são integrados, surgindo a noção de espaço-tempo curvo.

Índice
História
Postulados da relatividade
Consequências da relatividade restrita
Aparentes paradoxos da Relatividade Restrita
Gêmeos
Ver também
Referências
Ligações externas

História
O princípio da relatividade foi surgindo ao longo da história da filosofia e da ciência como consequência da compreensão
progressiva de que dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.

O princípio da relatividade foi inserido na ciência moderna por Galileu e afirma que o movimento, ou pelo menos o movimento
retilíneo uniforme, só tem algum significado quando comparado com algum outro ponto de referência. Segundo o princípio da
relatividade de Galileu, não existe sistema de referência absoluto pelo qual todos os outros movimentos possam ser medidos.
Galileu referia-se à posição relativa do Sol (ou sistema solar) com as estrelas de fundo. Com isso, elaborou um conjunto de
transformações chamadas 'transformações de Galileu', compostas de cinco leis, para sintetizar as leis do movimento quanto a
mudanças de referenciais. Mas naquele tempo acreditava-se que a propagação eletromagnética, ou seja, a luz, fosse instantânea; e,
portanto, Galileu e mesmo Newton não consideravam em seus cálculos que os acontecimentos observados fossem dissociados dos
fatos. Esse fenômeno que separava a luz do som, aqui na Terra, seria mais acentuado quando observado a grandes distâncias, e já
mostrava, em fins do século XIX, a importância de estabelecer normas aplicáveis a uma teoria do tempo.

Muitos historiadores e físicos atribuem a criação da famosa fórmula que explica a relação entre massa e energia ao físico italiano
Olinto De Pretto, que, segundo especulações, desenvolveu a fórmula dois anos antes que Albert Einstein, e que teria previsto o seu
uso para fins bélicos e catastróficos, como o desenvolvimento de bombas atômicas. Apesar disso, foi Einstein o primeiro a dar corpo
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07/06/2019
à teoria, juntando os diversos fatos até entãoTeoria da relatividade
desconexos e –os
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interpretando
corretamente.

Postulados da relatividade
1. Primeiro postulado (princípio da relatividade)

As leis que governam as mudanças de estado em quaisquer sistemas físicos


tomam a mesma forma em quaisquer sistemas de coordenadas inerciais.

Nas palavras de Einstein:

"...existem sistemas cartesianos de coordenadas - os chamados sistemas de inércia -


relativamente aos quais as leis da mecânica (mais geralmente as leis da física) se
apresentam com a forma mais simples. Podemos assim admitir a validade da seguinte
proposição: se K é um sistema de inércia, qualquer outro sistema K' em movimento de
translação uniforme relativamente a K, é também um sistema de inércia." Albert Einstein fotografado por Oren
J. Turner em 1947.
2. Segundo postulado (invariância da velocidade da luz )

A luz tem velocidade invariante igual a c em relação a qualquer sistema de coordenadas inercial.

A velocidade da luz no vácuo é a mesma para todos os observadores em referenciais inerciais e não depende da velocidade da
fonte que está emitindo a luz, tampouco do observador que a está medindo. A luz não requer qualquer meio (como o éter) para se
propagar. De fato, a existência do éter é mesmo contraditória com o conjunto dos fatos e com as leis da mecânica.

Apesar do primeiro postulado ser quase senso comum, o segundo não é tão óbvio. Mas ele é de certa forma uma consequência de se
utilizar o primeiro postulado ao se analisarem as equações do eletromagnetismo. Através das transformações de Lorentz pode-se
demonstrar o segundo postulado.

Porém, é necessário dizer que Einstein, segundo alguns, não quis basear a relatividade nas equações de Maxwell, talvez porque
entendesse que a validade destas não era ilimitada. Isto decorre da existência do fóton, o que tacitamente indica que as equações de
campo previstas por Maxwell não podem ser rigorosamente lineares.

Consequências da relatividade restrita


A relatividade restrita (ou especial) tem consequências consideradas bizarras por muitas pessoas. Esta opinião é perfeitamente
compreensível, pois estas consequências estão relacionadas a comparações entre observadores movimentando-se a velocidades
próximas à da luz, e o ser humano não tem nenhuma experiência com viagens a velocidades comparáveis à velocidade da luz. Eis
algumas das consequências:

ao observar qualquer relógio que se mova no referencial adotado, um observador estático na origem do citado referencial
verá o relógio móvel atrasar-se em relação ao relógio estático que carrega consigo. O intervalo de tempo próprio corresponde
ao menor dos intervalos de tempo separando dois eventos passíveis de serem mensurados mediante observação de relógios
no referencial em questão. Ou de forma equivalente, o intervalo de tempo próprio de um dado referencial é usualmente menor
que os correspondentes intervalos de tempo próprios de outros referenciais que encontrem-se animados em relação ao
primeiro e que estejam a observar os mesmos eventos em consideração.
Eventos que ocorrem simultaneamente em um referencial inercial não são necessariamente simultâneos em outro referencial
em movimento relativo (falta de simultaneidade).
Medidas acerca das dimensões de objetos que se movem em relação a um dado referencial serão inferidas com valores
menores do que as determinadas para os mesmos objetos quando inferidas em referenciais nos quais estes encontrem-se
inanimados. Se um corpo está em movimento ao longo de um eixo em um dado referencial, a dimensão do corpo ao longo
deste eixo parecerá menor do que aquela determinada quando o mesmo corpo encontrava-se parado em relação ao
referencial do observador (contração dos comprimentos).

Aparentes paradoxos da Relatividade Restrita


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Gêmeos
Há aqui dois aspectos diferentes a serem considerados. O primeiro é que, no contexto da mecânica clássica, a dilatação temporal
não existe, o que levaria o gêmeo que viajou na nave estranhar a disparidade dos tempos decorridos experimentados por ele e pelos
que ficaram na Terra.

Porém, o real paradoxo aqui é o fato de que, mesmo se aceitando a dilatação temporal, o gêmeo que viajou pelo universo a bordo da
nave, sob velocidades próximas à da luz, tem todo o direito (no escopo da RR) de alegar que a Terra é que se movia com velocidade
próxima à da luz. Assim, ele acha que a Terra é que deveria ter tido o seu fluxo de tempo alterado.

O entendimento perfeito desse efeito, porém, só pode ocorrer se lembrar que a nave percorreu uma trajetória maior (considerando-
se a trajetória no espaço-tempo) e, além do mais, ambos os referenciais em algum momento sofrem acelerações.

Ver também
Relatividade geral
Relatividade restrita
Albert Einstein

Referências
1. «O que é a Teoria da Relatividade?» (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-teoria-da-relatividade). Mundo
Estranho. Consultado em 3 de junho de 2016. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2011 (https://web.archive.org/web/201110
30032710/http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-a-teoria-da-relatividade)
2. Paulo Augusto Bisquolo. «Teoria da Relatividade: Albert Einstein promoveu uma revolução na física» (http://educacao.uol.com.
br/disciplinas/fisica/teoria-da-relatividade-albert-einstein-promoveu-uma-revolucao-na-fisica.htm). UOL Educação > Pesquisa
Escolar / Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação. Consultado em 3 de junho de 2016. Cópia arquivada em 12 de
agosto de 2014 (https://web.archive.org/web/20140812102351/http://educacao.uol.com.br/disciplinas/fisica/teoria-da-relativida
de-albert-einstein-promoveu-uma-revolucao-na-fisica.htm)
3. Dr. Roberto Belisário [Físico] (e Prof. Luiz Ferraz Netto). «O que é a Teoria da Relatividade Especial?» (http://www.feiradecien
cias.com.br/sala23/23_R13.asp). Feira de Ciências. Consultado em 4 de junho de 2016. Cópia arquivada em 17 de abril de
2009 (https://web.archive.org/web/20090417024630/http://www.feiradeciencias.com.br/sala23/23_R13.asp)
4. Mariana Chinaglia (e João Mello Borroul). «5 conceitos que foram revolucionados pela Teoria da Relatividade Geral» (http://rev
istagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/11/5-conceitos-que-foram-revolucionados-pela-teoria-geral-da-relatividade.html).
Galileu. Consultado em 3 de junho de 2016. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2015 (https://web.archive.org/web/20151
213152242/http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/11/5-conceitos-que-foram-revolucionados-pela-teoria-geral-da-r
elatividade.html)

Ligações externas
Cadeira introductória do MIT (OCW) (http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Physics/8-033Fall-2006/CourseHome/index.htm) (em inglês)

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