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cui AiMiN A china só aguarda por projectos. já tem o dinheiro disponível [ 4

cui AiMiN

A china só aguarda por projectos. já tem o dinheiro disponível [4]

por projectos. já tem o dinheiro disponível [ 4 ] DiAMANtiNo AzeveDo 20 por cento da

DiAMANtiNo AzeveDo

20 por cento da quota da produção vai para a lapidação [7]

cento da quota da produção vai para a lapidação [ 7 ] vALter BArroS estão criados

vALter BArroS

estão criados os mecanismos para prevenção de actos de corrupção [20]

Ano 11 N.º 545 Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019 K z 100 Director Agostinho
Ano 11 N.º 545 Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019 K z 100
Director Agostinho Chitata Director-ADjuNto Mateus Cavumbo
Site: www.jornaldeeconomia.sapo.ao e-MAiL: redaccaoeconomia@gmail.com
e-MAiL: redaccaoeconomia@gmail.com DiAMANteS gerAM receitAS BRILHAR BRILHAR para ofuscar o
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DiAMANteS gerAM receitAS

BRILHARBRILHAR

para ofuscar

o Petróleo [6-9]
o Petróleo
[6-9]

BArriL

Produtores querem preço acima dos 60

Relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, publicado na última terça-feira, avança que o cartel já cortou na sua produção um total de 930 mil barris por dia. [16]

reDuzir iMPortAção

“Feito em Angola” é prioridade

Angola já oferece mais de 50 pro- dutos alimentares que fazem parte do pacote que o Executivo propõe para garantir a auto-sufi- ciência sem recorrer ao mercado exterior. [18]

viSitA De eStADo À rúSSiA

embaixador confirma ida do Presidente

O diplomata russo Vladimir Tara-

rov confirmou a ida do Presidente

João Lourenço à Rússia, em Abril,

a convite do seu homólogo Vladmir

Putin. Uma das questões a abor- dar é a instalação de uma base de

manutenção, fornecimento de peças

esobressalentesparamanteraope-

racionalidade de helicópteros. Com

a criação de novos instrumentos

para o investimento estrangeiro em Angola, estão lançadas as bases para o reforço das relações econó-

micas,disseoembaixador.[10-11]

das relações econó- micas,disseoembaixador. [10-11] reLAtório Do BNA clientes confiam mais kwanzas à banca

reLAtório Do BNA

clientes confiam mais kwanzas

à banca [12]

10

5

0

8,96 9,08 8,68 8,37 7,07 6,93 7,01 6,09 Dez 15 Dez 16 Nov 17 Dez
8,96
9,08
8,68
8,37
7,07
6,93
7,01
6,09
Dez 15
Dez 16
Nov 17
Dez 17
Ago 18
Set 18
Out 18
Nov 18

Fonte: Relatório do BNA | Valores em mil milhões de kwanzas

goverNAção

Novos gestores tomam posse

José Alexandre Barroso é o novo Secretario de Estado dos Petró- leos . O Presidente conferiu igual- mente posse ao novo Conselho de Administração da Agência Nacio- nal de Petróleo e Gás. [4]

thiS iS AMericA

childish gambino faz história nos grammy

Autor do sucesso “This is ame- rica” levou quatro Grammys. Foi a primeira música do estilo a ser

galardoada nas categorias. [30]

2 opinião

eDitoriAL

O negócio do petróleo

O negócio do petróleo é caro e ao mesmo tempo complexo.

Tanto pela sofisticação da mão-de-obra e dos recursos tecnológicos, quanto pelo impacto que gera na economia dos países que reservam, no seu subsolo ou profundezas marinhas o recurso em abundância. Angola seja no offshore (mar) como no on shore (terra) tem abundantes reservas de petróleo descobertas e

por descobrir o que faz crer que por muitos anos ainda teremos nesse combustível a maior fonte de riqueza e de injecção de capitais ao mercado nacional. As mudanças que estão a ser aplicadas no sector, neste momento, com a separação da função concessionária de qualquer operador é encarada como mais uma prova de que se tem tudo para dar certo nesse domínio.

A Sonangol já não é quem define a entrada de outros

concorrentes. Ela é agora um jogador só e somente, deixando para a agência já operacionalizada a função de árbitro.

E na verdade a nossa Agência assume uma rica e

vantajosa herança, pois migram para si os quadros da petrolífera que funcionaram. Há quem defenda que talvez com as pessoas migrem também vícios e desconformidades, mas convenhamos que “step-by-step”

chega-se ao desejado. Ninguém escala ao cimo do morro do moco, de Angola, o Kilimanjaro, em África, ou o Evererst, no pelo mundo, sem começar de uma base bem sólida. Agregar experiência da veterania a uma juventude entusiasta seguramente será a opção mais acertada para começarmos

a trilhar os passos seguros que se pretendem.

E se tal só não bastasse, também migrou para a Agência

um peso-pesado do nosso “ business petroleum”: José Paulino, até então secretário de Estado, ele que já fora administrador em longa data da petrolífera Sonangol, vai assumir a direcção do novo regulador. Caso para dizer que saberes não faltarão e um profundo domínio dos principais desafios deste agente está entregue em mãos “confiáveis”. As opiniões convergem que a criação de uma agência

reguladora e independente, tal como a alteração da lei da tributação na actividade petrolífera e a reforma do sector petrolífero angolano constituem pilares fundamentais para melhorar as condições económicas e financeiras. O resultado destas será a atracção de novos investimentos.

E claramente é de investimentos que devemos falar.

A nossa posição no Doing Business ainda não

satisfaz de certeza, mas ninguém deve ficar a parte das mudanças que são introduzidas nos planos

económico,político e mesmo no da justiça.

A bandeira de luta contra a corrupção, que é na verdade

um compromisso de moralização do Estado e seus agentes, públicos e privados, dá sinais de ampla aceitação externa. Como já está oficialmente criada a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, estão transferidos os 655 trabalhadores da Sonangol EP; está estruturada a administração que fica com 4 órgãos de gestão, o que nos resta dizer a José Paulino e pares que é somente “mãos à obra”!

A bAndeirA de lutA contrA A

corrupção, que é nA verdAde um compromisso de morAlizAção do estAdo e seus Agentes públicos

e privAdos, dá sinAis de AmplA

AceitAção externA

Economia & Finanças

Acessibilidades urbanas

U m país próspero tem nas redes de transportes territoriais e acessibilidades urbanas um precioso factor de desenvol- vimento económico e social.

Delas depende a livre circulação de pessoas

e mercadorias por todo o território nacio-

nal e tanto melhor se as ligações interna- cionais facilitarem o comércio e o turismo. Em 1961, antes da eclosão da luta armada de libertação nacional, o potencial econó- mico do território angolano estava extrema-

mentesubaproveitado. Asprecáriasligações rodoviárias criavam enormes transtornos aos poucos automobilistas e camionistas que se aventuravam pelas estradas fora, na maioria de terra batida, com dificulda- des agravadas na época da chuva, quando se transformavam em lamaçal.

A necessidade de transferir em pouco

tempo para o teatro de guerra, a partir do Porto de Luanda, contingentes militares em perseguição aos nacionalistas, levou

o governo português a investir em infra-

-estruturas, designadamente estradas e pontes, sem descurar os serviços sociais, com destaque para a saúde e o ensino, tam- bém com fins propagandísticos.

O “boom” económico traduziu-se até

1974 na criação de uma vasta malha de estradas asfaltadas, com planos de exten-

são até aos pontos mais afastados da capi- tal, como Mbanza Kongo e Soyo, no Norte,

e as fronteiras do Sul. Os confrontos arma- dos que antecederam a proclamação da Independência Nacional a 11 de Novem- bro de 1975 impediram a concretização das obras planeadas. Noutro contexto, com desígnios expan- sionistas, a Alemanha desenvolveu a passo de corrida as redes rodoviárias e ferro- viárias, designadamente com a constru- ção acelerada de auto-estradas. O regime implantado pelos nazis calculou e con- firmou que os militares e o equipamento bélico podiam ser deslocados em pouco tempo para as fronteiras, de onde desen- cadearam invasões aos países vizinhos, dando origem à II Guerra Mundial. Actualmente, em período de paz abso- luta, pelas antigas e novas auto-estradas

e sobre a ferrovia reconstruída, moderni-

zada e ampliada, circulam diariamente camiões de longo-curso e comboios carre- gados de mercadorias entre o Ocidente e o Leste da Europa. Esse movimento inces- sante dinamiza o comércio e fomenta o emprego em larga escala. Em países desenvolvidos como a Ale- manha, os transportes são um dos prin- cipais pilares da economia, seja por terra, seja por mar e ar. Ao contrário, um governo que negligenciar esta realidade está a con- denar o respectivo país ao atraso econó- mico e social. Consciente da importância vital dos transportes em geral e das acessibilida- des urbanas, o Governo angolano inves- tiu enormes fatias do Orçamento Geral do

Estado, depois de 2002, na reabilitação e extensão das redes de transportes rodoviá- rios e ferroviários, duramente castigadas pela guerra civil, sem descurar a moder- nização da frota da companhia aérea de bandeira. Por enquanto, o transporte marí- timo de cabotagem e longo curso parece estar mergulhado no marasmo, mesmo se

a extensa costa angolana justifica inves-

timentos públicos nesta área importante do desenvolvimento económico e social. Actualmente, dentro do território nacio- nal, é por estrada e caminhos-de-ferro que circula o maior número de pessoas e de mer- cadorias de todo o género, com destaque para os produtos agrícolas e bens de con- sumo importados. Todavia, o estado precá-

rio das estradas municipais e até mesmo

EdiçõES novEMbro

de algumas de categoria provincial, difi-
de algumas de categoria provincial, difi-

Paulo Pinha

Jornalista

não é CoM iMpEdiMEntoS Ao EStACionAMEnto nA bAixA dE LuAndA quE AS ACESSibiLidAdES urbAnAS E A FLuidEz do trânSito MELhorAM

culta as viagens. Daqui resultam muitas dificuldades pessoais, para além dos ine- vitáveis prejuízos que afectam os produ- tores e os comerciantes. É certo que a situação financeira do país condiciona os investimentos na área dos transportes rodoviários, apesar das iniciativas do Governo em curso para rea- bilitar as estradas principais, algumas delas reconstruídas apressadamente por empreiteiros sem escrúpulos que deixaram

obras de má qualidade. O “barato sai caro”, segundo um ditado popular, pelo que agora

o Estado tem de abrir os “cordões à bolsa” para refazer o que foi mal feito.

Outroproblemaquecausaprejuízoseco-

nómicoseenormestranstornosàpopulação

está nas más ou inexistentes acessibilidades

urbanas, de que Luanda é o maior exemplo. Numa cidade onde a maioria da população

vive na periferia e desloca-se ao centro para trabalhar ou tratar de assuntos pessoais, é

incompreensívelquemuitasdasviassecun-

dárias e terciárias estejam em condições las- timáveis e algumas intransitáveis. Também não é com impedimentos ao estacionamento na baixa, como acontece desde a semana passada na Rua Rainha Ginga, que as acessibilidades urbanas e

a fluidez do trânsito melhoram. Esse con-

dicionalismo idealizado no “Palácio da Mutamba” por alguém que, claramente, confunde areia da praia com farinha do musseque, fez aumentar os atrasos no trân- sito automóvel com consequências para a

produtividade laboral. Ora, nas cidades desenvolvidas, grande

parte dos serviços administrativos e as principais empresas estão deslocaliza- dos do centro, precisamente para evitar

a enorme afluência de funcionários e de

outros cidadãos a uma área limitada. Não

é este o caso de Luanda, uma cidade caó-

tica, desordenada e decrépita, onde as res- trições ao estacionamento na Baixa não resolveram nenhum problema estrutural das acessibilidades. Pelo contrário, só agra- varam. Até quando?

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

Máfia nos seguros

D acordo com o legis- lador dos seguros,

a actividade funda-

e

mental das compa- nhias de seguros, não

é a de pagar indemnizações em

caso de sinistro, mas de assumir

o risco durante todo o período de vigência do contrato.

A obrigação de pagamento

de uma indemnização, em caso

de sinistro, ou seja de um envol- vimento danoso cujas conse- quências estejam cobertas pela apólice, é uma obrigação acessó- ria da obrigação principal.

A obrigação de o segurador

assumir a cobertura dos riscos cobertos respeita a todo o con- junto de contratos de seguro, enquanto a de efectuar o paga- mento de indemnizações ape- nas respeita, geralmente, a um número reduzido de contratos. As companhias de seguros, também têm a função de distri- buir entre todos os tomadores de seguros (clientes), os prejuízos económicos sofridos por apenas alguns dos segurados. Os seguradores têm o papel pri- mordial de vender seguros, vender seguros é vender segurança, que é

o bem abstracto, mas de que, as pes- soas mais conscientes e previden-

tes sentem a necessidade de obté-lo.

O corrector de seguros, é o

mediador que exerce a actividade de mediação de seguros de forma independente face às companhias de seguros, baseando a sua acti-

vidade numa análise imparcial de um número suficiente de con- tratos de seguros disponíveis no mercado, que lhe permite acon- selhar o cliente, tendo em conta as suas necessidades específi- cas, os correctores de seguro já existem desde 1578.

A mediação de seguros é uma

actividade remunerada que con- siste em apresentar ou propor um contrato de seguros ou prati- car outro acto preparatório da sua celebração, em celebrar ou apoiar a gestão e execução desse contrato,

em especial no caso de sinistro.

A remuneração é efectuada

através do pagamento de comis- sões, normalmente calculadas em determinada percentagem dos prémios comerciais. Não obstante o serviço pres- tado pelo corrector de seguros ser essencialmente no interesse do cliente ou segurado, as comissões são pagas pelo segurador, saindo directamente dos prémios e não

EdiçõES novEMbro

saindo directamente dos prémios e não EdiçõES novEMbro Paulo Calunga broker de seguros oS téCniCoS CorroMpEM

Paulo Calunga

broker de seguros

oS téCniCoS CorroMpEM oS FunCionárioS dE váriAS EMprESAS

pArA rECEbErEM o dinhEiro dA tErçA pArtE dA CoMiSSão quE SEriA pAgA Ao CorrECtor

sendo, por conseguinte legítimo ao segurador qualquer operação que tenha em vista fazê-las reper- cutir sobre o cliente. Por isso, em caso de nomeação ou de recusa do corrector de segu-

ros,oprémio(preço,valoracertado com o segurador) não sofre pelo facto, qualquer alteração. Tenho toda pertinência em dizer que, todo o cliente é soberano em con- tratar um corrector de seguros, saiba que, sempre que fizemos o contrato de seguro, pagamos para

ter um corrector de seguros, no sen- tido de nos aconselhar na eficácia do contrato de seguros. Importa dizer que todo o cliente que não tem um corrector de seguros está a permitir ser roubado. A direcção e os técnicos das companhias de seguros exibem um padrão de comportamento muito displicente diante dos clien- tes e correctores de seguros, desde

a quebra do monopólio no sector

segurador em Angola, hoje o mer-

cado conta com 27 companhias de seguros, e todas sem excepção, lamentavelmente são mafiosas.

A máfia é um tipo de crime

organizado, que nos seguros está infelizmente bem arquitectado, a direcção das seguradoras que ope- ram em Angola, orientam os seus técnicos a subornar os clientes com valores avultados caso esses não

contratem um corrector de segu- ros para o seu contrato de seguro. Os técnicos das seguradoras muitas vezes corrompem os fun- cionários de várias empresas no sentido de receberam dinheiro da terça parte da comissão que seria

paga ao corrector de seguros, que lhe faria consultoria grátis de segu- ros e a outra parte reverte-se para

a seguradora e o técnico perverso. Esta máfia a que me refiro nos seguros, prejudica bruscamente não só os clientes, os correctores de seguros, mas também o Estado angolano (AGT), se as comissões que são retiradas dos prémios comerciais como fiz referência, fossem pagas legalmente aos cor- rectores de seguros, esses por sua vez estariam a pagar mais impos- tos, uma vez que os corruptos das

companhias de seguros corrompem os clientes particulares e empresas com valores avultados. O Estado perde muito dinheiro com estas práticas não abonatórias. Nenhuma economia no mundo cresce sem índice elevado de pro-

dutividade,ecomíndicemuitoele-

vado de corrupção. Se o rigor e a

exigência tem vindo a se colocar

na execução da luta contra a cor- rupção e o resgate das más práti-

cas,aquitemosmatériasuficiente

para a: Agência Angolana de Regu-

lação e Supervisão de Seguros (ARSEG), PGR, AGT e outras ins-

tituiçõesfiscalizadorasactuarem

de acordo com a lei, junto das segu- radoras sem excepção e principal-

mente as com mais solvabilidade.

A máfia nos seguros temculpa

partilhada com a ARSEG, quando foi criado o cargo de corrector de seguros em 1578, foi com a inten- ção de não haver lacunas nos con- tratos de seguros e acabar com a má fama de que as companhias de seguros roubam os clientes, e já naquela altura os clientes não eram recebidos pelos seguradores se os mesmos não se fizessem acompa- nhar de um corrector de seguros, hoje esta prática benéfica infeliz- mente não é vigente no nosso país.

FichA técNicA

mente não é vigente no nosso país. FichA técNicA EDIÇÕES NOVEMBRO E.P. JORNAL DE ANGOLA I

EDIÇÕES

NOVEMBRO

E.P.

JORNAL DE ANGOLA I JORNAL DOS DESPORTOS

Director: Agostinho Chitata

Director-adjunto: Mateus Cavumbo

Secretário de redacção: Carlos Cardoso

redacção: Isaque Lourenço (editor), Adérito Veloso, Ismael Botelho, Pedro Peterson e Armando Estrela (subeditores), António Eugénio, André Sibi, Manuel Barros, Regina Handa, Vânia Inácio, Yola do Carmo e Xavier António (repórteres)

Fotógrafos: Vigas da Purificação e Contreiras Pipa

Departamento de Paginação : Irineu Caldeira (Chefe), Adilson Santos (Chefe-adjunto), Carlos Casimiro (Chefe de secção), Alcreto Abílio, Bruno Vieira Dias, Paulo Lopes e Alberto Quiluta

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Presidente do conselho de Administração:

Victor Silva

Administradores executivos:

Caetano Pedro da Conceição Júnior, José Alberto Domingos, Rui André Marques Upalavela, Luena Kassonde Ross Guinapo

Administradores não executivos:

Filomeno Jorge Manaças

Mateus Franscisco João dos Santos Júnior

opinião

3

NúMeroS

452,1

MiLhõeS De KwANzAS

é a receita aduaneira arrecadada no exercício

económico de 2018, registando um acréscimo de 43,8 por cento em relação ao ano anterior.

48

MiL ProFeSSoreS quadro docente que beneficiou da actualização de categorias, passando de técnicos médios para superiores no âmbito da revisão da tabela indiciária salarial da Função pública.

15

MiLhõeS De KwANzAS

é quanto as Empresas públicas da província do

huambo devem à Empresa de águas e Saneamento local, por incumprimento do pagamento das taxas de consumo deste líquido.

851,6

MiLhõeS De KwANzAS verba disponibilizada pela administração do município da Caála, para aquisição de sumos diversos, bolachas, leite de soja, pão, papas de farinha de milho que compõem a merenda escolar.

1200

torreS De teLeFoNiA

é quanto o país necessita para suportar até quatro

operadoras globais de médio e grande porte, segundo o Ministro das telecomunicações e tecnologias de informação, José Carvalho da rocha.

FrASe DA SeMANA

Estamos a estabelecer política de assistência e protecção social muito próxima dos pobres

PEDRO LUÍS DA FONSECA

Ministro da Economia e planeamento

4 ACtuALidAdE

Economia & Finanças

Dois mil milhões de dólares aguardam novos projectos

O embaixador cessante da China em Angola reiterou esta semana ao Presidente da República que o dinheiro

a disponibilizar depende de novos projectos por apresentar e que tenham forte interesse económico

A C h i n a q u e r

promover, em

u m

c i c l o

de investi -

mentos, para

A ng ola ,

n o v o

apoiar o desen-

volv i mento económ ico e social do parceiro africano. A garantia foi dada esta semana durante uma audiên- cia que o Presidente da Repú- blica concedeu ao embaixador cessante da China em Angola. Cui Aimin apontou como prioridades na cooperação com Angola o incremento do investimento nas áreas da agricultura e da indústria. De acordo com o diplomata que esteve em Angola desde Setembro de 2015, a disponibi- lização do financiamento, de cerca de dois mil milhões de dólares, anunciado aquando da visita de Estado do Presidente João Lourenço à China, em Outu- bro do ano passado, está condi- cionado à concepção de novos projectos de desenvolvimento. Lembrou que os entendimen- tos alcançados estabelecem, para além do financiamento, projec- tos de assistência técnica. Cui Aimin, citado pela Angop, disse que, durante o seu man- dato, testemunhou fases difíceis da economia angolana, mas que, actualmente, regista “uma recu- peração (…) cada vez melhor”. Com isso diz acreditar que haja ainda muito por se fazer e que a cooperação entre os dois países seja sustentável. Os números da coopera- ção revelam que Angola tem sido um dos principais bene- ficiários dos investimentos da China, nos últimos anos. Sobre a dívida angolana, esta é paga por via do petró- leo, devido ao interesse chi- nês em diversificar o acesso a matérias-primas como o crude. Em 2017, 43 por cento das exportações de Angola foram para a China, que se tornou no terceiro maior destino das expor- tações angolanas, a seguir da Rússia e da Arábia Saudita”.

43

Por ceNto é o valor das exportações que vão regularmente para a China, que se tornou no terceiro maior destino.

SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro

no terceiro maior destino. SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro Presidente joão Lourenço recebeu cui Aimin no

Presidente joão Lourenço recebeu cui Aimin no Palácio à cidade Alta

Projectos em perspectivas

Entre esses projectos constam

a segunda fase do Centro Inte-

grado de Segurança Pública, do novo Centro de Convenções e Hotel, Sistema de Abastecimento de Águas de Luanda, Aproveita-

mento Hidroeléctrico do Zenzo, Ligação de média e alta tensão do Huambo, Huíla e Namibe. Estãotambémnasprioridades

a requalificação do troço ferro-

viário do Zenza-Cacuso, a liga- ção ferroviária Luacano-Jimbe, para ligar o Caminho-de-Ferro de Benguela à Zâmbia, programa de reabilitação de infra-estru- turas rodoviárias e a nova Base Naval da Marinha de Guerra. Entretanto, além do acordo de facilitação dos usd 2 mil milhões, as delegações de Angola e da Repú- blica Popular da China rubricaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério do Comér- cio da China e o Ministério das Relações Exteriores de Angola. O instrumento é relativo ao estabelecimento de compromissos ao Acordo sobre a Protecção e Pro- moção Recíprocas de Investimen- tos. Assinou-se um Memorando de

3

ProvíNciAS destacam-se no Sul nos acordos entre a China e Angola no domínio da expansão eléctrica.

oS núMEroS dA CoopErAção rEvELAM quE AngoLA tEM Sido

uM doS prinCipAiS bEnEFiCiárioS doS invEStiMEntoS dA ChinA

EntendimentosobreImplementa-

ção Conjunta de Medidas Económi- cas e Comerciais das Oito Acções

da Cimeira de Pequim, do Fórum de Cooperação China-África. As negociações culminaram ainda com a assinatura de um Acordo entre a China e Angola para Eliminar a Dupla Tributa- ção em Matérias de Impostos sobre o Rendimento e Prevenir a Fraude e a Evasão Fiscal.

1

AcorDo Foi assinado entre os dois países no que respeita à eliminação da dupla tributação em impostos.

eMPoSSADo Novo SecretArio De eStADo DoS PetróLeoS coMBAte Ao

O presidente da República,

João Lourenço, empossou, ontem, quinta-feira, novos responsáveis do sector dos petróleos. Na cerimónia realizada no palácio da cidade alta, o Presidente conferiu posse a José Alexandre Barroso no cargo de Secretário de Estado dos Petróleos. Tomaram igualmente posse os membros do novo Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo e Gás, presidido por

Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo. Na ocasião, João Lourenço adiantou terem sido, nos últimos meses, tomadas medidas para tornar o sector cada vez mais forte, destacando, entre elas, a retomada do projecto de construção da “grande” refinaria do Lobito, da construção de uma nova em Cabinda, por via do concurso público e a ampliação da de Luanda. Informou que se pretende, a partir de 2021, quadruplicar a actual capacidade de produção da refinaria de Luanda, embora antiga, “pode servir para reduzir a dependência, em termos de produtos refinados”.

O Presidente acrescentou

que a criação da Agência Nacional de Petróleo e Gás se impunha há bastante tempo,

por ser prática internacional,

A CriAção dA AgênCiA nACionAL dE pEtróLEo E gáS SE iMpunhA há bAStAntE tEMpo

2021

PERIODO EM QUE SE PROJECTA QUADRUPLICAR A CAPACIDADE DA REFINARIA DE LUANDA

a existência de empresas dedicadas à produção do crude, do gás e seus derivados, bem como uma agência com papel de concessionária nacional, responsabilidade anteriormente assumida pela Sonangol. Fazem ainda parte do Conselho de Administração da Agência, Belarmino Emílio

Chitangueleca, César Paxi Pedro, Natacha Alexandre Tavares Ferreira Monteiro Massano e Gerson Henda Baptista Afonso dos Santos.

SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro

Baptista Afonso dos Santos. SAntoS pEdro | EdiçõES novEMbro Novos responsáveis durante a tomada de posse

Novos responsáveis durante a tomada de posse na cidade alta

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

pubLiCidAdE

5

(600.013 a)
(600.013 a)

dr

6 dEStAquE

Economia & Finanças

dr 6 dEStAquE Economia & Finanças em 2018, os indicadores atestam ter se verificado uma redução

em 2018, os indicadores atestam ter se verificado uma redução de 10 por cento no volume da comercialização do diamante angolano, mas por força do preço médio de venda de 151,92 dólares

ProMoção e coMerciALizAção

Preço do diamante favorece as perspectivas do mercado

Em 2018 verificou-se uma redução de 10 por cento no volume da comercialização do diamante angolano, mas o preço médio de venda permitiu que o país registasse um aumento na receita de 11 por cento

Armando Estrela

O n e g ó c i o d o s diamantes no mercado inter- nacional pode ser favorável a Angola, no pre- sente ano, caso

o preço do quilate continuar a subir ou manter a média actual 152 dólares, ainda que tenha se verificado em 2018 uma redução do volume de comercialização do produto nacional na ordem dos 10 por cento, de acordo com o rela- tório preliminar da SODIAM (Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola), divul- gado esta terça-feira, 12. Em 2018, verificou-se uma redução de 10% no volume da comercialização do diamante angolano, mas, por força do preço médio de venda, de 151,92 dóla- res, o país registou um aumento na receita proveniente do comér- cio da “pedra preciosa” na ordem dos 11%. Durante todo o ano de 2018 foram comercializados um total

de 8.408.687,87 quilates de dia-

mante, que geraram uma receita bruta de 1.223.725.185,45 dólares. Só no quarto trimestre do ano, o volume total de diamantes comer- cializados foi de 2.508.220,59 quilates, que representam um aumento de 2,00%, comparati- vamente ao quarto trimestre do ano de 2017. Dessa produção, 2.287.002,81 quilates, representando 91,2 por cento teve a sua origem nos kim- berlitos em exploração e 221.217,78 quilates (8,8%) na exploração alu- vionar. O preço médio total no quarto trimestre de 2018 situou- -se em 151,92 dólares e represen- tou um incremento de 26 por cento, relativamente ao período homólogo de 2017, quando o preço médio do quilate esteve nos 113,5 dólares. No último trimestre do ano, a receita bruta proveniente da actividade de comercialização totalizou 381.051.472,69 dólares, que reflectem um incremento de 63.263.592,80 dólares, equiva- lentes a 19 por cento, comparati- vamente ao quarto trimestre de 2017. Os diamantes comerciali- zados no período em análise são provenientes das províncias da

A rECEitA brutA provEniEntE dA ACtividAdE dE CoMErCiALizAção totALizou

381.051.472,69

dóLArES no úLtiMo triMEStrE

Lunda Sul, com uma produção de 89,2 por cento, e Lunda Norte, com 10,8.

receita estimada

Nas contas da Direcção Nacio- nal de Mercados e Promoção da Comercialização, do Ministério dosRecursosMineraisePetróleos (MIREMPET), que faz o acompa- nhamento contínuo da comercia- lização de diamantes produzidos em Angola, afere a evolução dos

preços dos diamantes no mer- cado internacional, acompanha os fundamentos do mercado e avalia as empresas que comer- cializam diamantes no país, o volume total de diamantes comer-

cializados no quarto trimestre de

2018 foi de 2,5 milhões de quila-

tes, que permitiram a obtenção de uma receita estimada de 378 milhões, correspondente ao preço médio de venda de 148,87 dóla- res por quilate. Comparativamente ao tri- mestre anterior, de acordo com o director nacional de Merca- dos e Promoção da Comercializa- ção, Gaspar Fernão, verificou-se, com esse volume de venda, um aumento nas receitas na ordem

de 158 milhões de dólares. “Portanto, durante o ano de

2018 foram exportados cerca de

7,9 milhões de quilates, sendo 7,6 milhões resultantes da produção industrial e 229 mil resultantes da produção artesanal”, avançou o director. As receitas anuais cifra- ram-se em 1,015 mil milhões de

dólares, sendo 1,09 mil milhões provenientes da produção indus- trial e 52,8 milhões da produção artesanal.

Até 2022

AMBiçõeS DA eNDiAMA

Angola é actualmente, o quinto produtor/exportador de diamantes do mundo e deve

duplicar a sua produção para 14 milhões de quilates por ano, até 2022, depois de, no ano passado, ter estabelecido linhas de orientação para o sector. As perspectivas para 2019 passam por atingir níveis de produção projectados, prevendo-se 9.500 milhões de quilates, com receitas brutas de 1.130 milhões de dólares,

9.850 milhões de quilates em

2020, gerando 1.184 milhões de dólares, 11.300 milhões de quilates em 2021, produzindo

1.333 milhões de dólares e

13.800 milhões em 2022, visando uma renda de 1.584 milhões de dólares. A Endiama tem hoje um passivo muito elevado e deve pagar, a médio e longo prazos, perto de 524 milhões de dólares que deve.

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

dEStAquE

7

Fábrica tem capacidade de lapidar 2 mil quilates de diamantes por mês

O projecto inaugurado esta semana, em Luanda, resulta de uma parceria entre investidores privados e a Sodiam

Xavier António

A segunda fábrica de lapidação de dia- mantes brutos no país, com capaci- dade para lapidar

dois mil quilates por mês, foi inaugurada esta semana, em Luanda, pelo ministro dos Recu- ros Minerais e Petróleos, Dia- mantino Azevevedo. Denominada Stone Polished Diamond (SPD) resulta de uma parceria entre investidores pri- vados angolanos e a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam-EP), que detém 10 por cento do capital social.

Numa primeira fase irá lapi- dar diamantes brutos de 3 a 10 quilates e também pedras espe-

ciais compeso igual 10.8quilates.

A intenção dos promotores

do projecto é dar continuidade à expansão da fábrica e permi-

tir que possam trabalhar em pleno diariamente dois turnos.

A Stone Polished Diamond

considera ainda que a inicia- tiva “surge da necessidade de se explorarem devidamente os recursos naturais existentes em toda a cadeia de produção”.

A MEtA é

FoMEntAr A

iMpLEMEntAção

dE FábriCAS dE

LApidAção quE

trArão vALor

5

MiLhõeS De DóLAreS

Montante investido pela Stone Polished numa fábrica de lapidação de diamantes em

parceria com a Sodiam que detém 10 por cento.

Mais fábricas

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Sodiam, Eugênio Bravo da Rosa, anunciou o surgimento este ano de mais duas fábri-

MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro

ano de mais duas fábri- MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro Ministro, Diamantino Azevedo 10 MiLhõeS De

Ministro, Diamantino Azevedo

10

MiLhõeS De DóLAreS

Valor a ser investido numa unidade de lapidação de diamantes na cidade de Saurimo, província da Luanda Sul.

cas de lapidação de diamantes. Avançou que a primeira está projectada em Luanda e entra em funcionamento já a partir do próximo mês de Março. A segunda será construída

em Saurimo, província da Luanda Sul num investimento que ronda os 10 milhões de dólares. Eugênio Bravo da Rosa des- tacou que a fábrica com capa- cidade para processar quatro mil quilates de diamantes bruto/mês, numa primeira

fase, enquadra-se no âmbito do plano estratégico da Sodiam.

uma iniciativa de inves-

tidores privados com a parti- cipação da Sodiam e poderá gerar 200 postos de trabalho”, ressaltou.

Política de comercialização

Neste contexto, o ministro Dia- mantino Azevedo lembrou que

o ano passado foi aprovado a

nova política de diamantes bru- tos cujo foco é incentivar inves- timento na transformação dos

diamantes explorados no país.

“A meta é fomentar a imple-

mentação de fábricas de lapida-

ção que trarão valor acrescentado ao diamante e também a criação de empregos”, aclarou. Explicou que foi definido para as fábricas que se insta- larem no país cerca de 20 por cento da produção, com isso se chegar a médio prazo pró- ximo da estatística outros paí- ses produtores de diamantes.

O governante revelou à

imprensa que há mais pedidos de investimentos de fábricas de lapidação de diamantes que pode- rão surgir nos próximos tempos. Para tal, sublinhou a neces- sidade de se investir sobretudo nas regiões das Lundas Norte e Sul do país potencialmente for- tes em diamantes. Garantiu apoio institucional

a todas as iniciativas que cum- pram a política de comerciali- zação de diamantes, referindo que o Governo vai continuar a incentivar a criação de instru- mentos para a transformação.

“É

MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro

a transformação. “É MAriA AuguStA | EdiçõES novEMbro Nova fábrica de lapidação de diamantes inaugurada esta

Nova fábrica de lapidação de diamantes inaugurada esta semana, em Luanda tem uma capacidade de lapidar dois mil quilates por mês numa primeira fase

Pólo mineiro fica pronto em breve

Iniciativa da Endiama e Sodiam vai permitir que novas fábricas se

instalem na Lunda Sul

A

actividade diamatífera em

Angola será reforçada com um pólo para fábricas de lapi- dação de diamantes e outras

indústrias ligadas à activi- dade mineira no país.

O

empreendimento em fase

de conclusão começa a fun- cionar este ano e está a ser construído na cidade de Sau- rimo, província da (Lunda Sul), de acordo com a Angop. A iniciativa é da diamantífera estatal, Endiama e da Sociedade

de

Comercialização de Diamantes

de

Angola (Sodiam-EP) cujo objec-

tivo é permitir que novas fábri- cas de lapidação de diamantes se instalem na província. Durante o seu discurso de cumprimento de fim de ano, o ministro dos Recursos Mine- rais e Petróleos, Diamantino Azevedo, sublinhou, que o seu

pelouro pretende mais empre- sas a investir na prospecção e exploração diamantífera.

 

dr

na prospecção e exploração diamantífera.   dr As zonas mineiras são exclusivas regulação Entretanto, a

As zonas mineiras são exclusivas

regulação

Entretanto, a Sodiam conti- nua a ser o órgão público de comercialização, que regula a interacção entre as empresas produtoras e compradoras, no

sentido de que as autoridades tenham um controlo de como se procede a venda e se cumprem

normas e os preceitos do pro- cesso de Kimberley.

as

A

Sodiam é uma filial da

Endiama, criada em 1999 para

a

actuação no sector de comer-

cialização de diamantes, subs- tituindo o modelo existente até

finais dos anos 1990, que assen- tava num grande número de operadores, maioritariamente intermediários ilegais.

A

sua posição no país foi

igualmente reforçada com a participação directa no consór- cio que deu origem à empresa Angola Polishing Diamonds (APD), responsável pela aber- tura da primeira fábrica de lapi- dação de diamantes de Angola,

em Novembro de 2005.

8 dEStAquE

Economia & Finanças

Executivo intensifica acções na exploração de diamantes

Governo quer aposta firme na exploração e comercialização de “pedras preciosas” que já encantam o mundo há 107 anos, pela sua qualidade, beleza e valor comercial

Carlos Cardoso

O d i a m a ntes

são uma forma cristalina de Carbono, dura e transparente. Por muitos sécu- los foram apre-

ciados como a mais perfeita das pedras preciosas, sendo de grande valor económico. Historicamente, a Índia foi o primeiro fornecedor de diaman- tes para o mundo. Em Angola, a exploração siste- mática e industrial de diamantes começou em 1917 com o surgi- mento de uma empresa de capi- tais mistos de grupos financeiros de vários países( Diamang) que operou até 1975, altura em que o país conquistou a independência. A Diamang, foi criada em suces- são à PEMA – Pesquisas Minei- ras de Angola, uma empresa de prospecção constituída em 1912, cujo propósito consistia na deli- mitação de jazidas diamantífe- ras no Nordeste de Angola, na bacia do Cassai. Os primeiros (7), sete dia- mantes foram descobertos por Johnston e Mac Vey, prospecto-

s

res da Societè Internationale For- restière et Minière du Congo, em Novembro de 1912, no ribeiro Mus-

salala, afluente do rio Chiumbe, perto da fronteira com o Congo Democrático. O ano de 1952 tornou-se impor- tante na história diamantífera de Angola, pois marca o desco- brimento do primeiro kimberlito no país. Posteriormente os estu- dos intensificaram-se resultando que até 1975, fossem descobertos cerca de 600 kimberlitos. Em 1981, as autoridades ango- lanas passaram a ter o controlo total da produção de diamantes

e criaram a Empresa Nacional

de Diamantes ( Endiama), com a missão de gerir dinamicamente o

clusterdiamantífero,fomentando velmente, ao mesmo tempo que se

rendimentos caírem considera-

o desenvolvimento comunitário,

nacional e ambiental e realizar a prospecção, pesquisa, reconhe- cimento, exploração, lapidação e comercialização dos diamantes, de acordo com a legislação nacional. Durante o período da guerra civil registada em Angola, o país viu a exploração de diamantes conhecer uma paralisação quase que total em função dos conflitos armados e da insegurança que se instalou nas zonas de explo- ração. Angola viu assim os seus

assistiu ao açambarcamento desta importante riqueza que em mui- tos casos serviu para financiar a guerra injustamente imposto ao povo e nação angolana. Segundo Luís Chambel, coor- denador do estudo “Cem Anos de Diamantes em Angola”, lan- çado pelas consultoras Sínese e Eaglestone, no final da década de 1960, Angola produzia cerca de dois milhões de quilates. Regis- tou-se depois um ligeiro decrés- cimo até 1974, e durante a guerra

o Ano dE 2018 rEgiStou uMA CoMErCiALizAção dE 8,2 MiLhõES dE quiLAtES Ao prEço Médio dE 148 dóLArES

civil houve anos em que a pro- dução foi inferior a um milhão e

meio de quilates. Com a exploração kimberlí- tica e aluviónica, o país mostra ao

mundooseugrandepotencial,com

a exposição de pedras de enorme

valor comercial como é o caso do designado The Art of Grisogono que foi vendido por 33,8 milhões de dólares (28,7 milhões de euros), em leilão num hotel de Genebra com um preço base de 20 milhões de francos (17,2 milhões de euros). O ano de 2018 registou uma comercialização de 9,4 milhões de quilates , tendo arrecadado 1,2 mil milhões de dólares. As projec- ções para o ano de 2019 , de acordo com os pronunciamentos do pre- sidente do Conselho de Admi- nistração da Endiama, Ganga Júnior, aquando da conferência de imprensa de apresentação do balanço das actividades referen- tes ao ano de 2018, apontam para uma produção de 9,5 milhões de quilates e receitas estimadas em 1,3 mil milhões de dólares para os quais concorre em grande medida

a Sociedade Mineira de Catoca (

a maior do país), com uma mina

de 639 mil metros quadrados de extensão e chaminé de 600 metros de profundidade.

dr

1,3 mil milhões Valor estimado da receita de Angola em 2019, de uma produção de
1,3
mil milhões
Valor estimado da receita
de Angola em 2019, de
uma produção de 9,5
milhões de quilates

Nas zonas mineiras a exploração de pedras preciosas combina os esforços humanos e das máquinas em busca de um resultado final que traduza ganhos

dr

jóias preciosas alimentam luxo
jóias preciosas alimentam luxo

DiAMANteS São PArA SeMPre?

Embora África seja o principal produtor de diamantes, existem grandes operações de mineração na Rússia, no Canadá e na Austrália. Em

2007, a descoberta do campo de diamantes Verkhne- Munskoye, na Rússia, significou que a ALROSA, a empresa de mineração de diamantes de propriedade russa, seria capaz de competir com o conglomerado de mineração sul-africano De Beers. Os maiores produtores de diamantes em África são

a África do Sul, Angola, Botswana, Namíbia e a

República Democrática do Congo (RDC).

A mineração de diamantes

da África Ocidental é

principalmente de tubos

de kimberlitos alterados e depósitos de aluviões. As maiores minas de diamantes de África estão no Botswana (Jwaneng e Orapa) sendo igualmente as maiores do mundo.

A mina de diamantes mais

famosa do mundo em Kimberly, na África do Sul, é hoje uma atracção turística. As operações de mineração de diamantes aluviais são talvez de maior interesse actualmente. A fonte de muitos dos depósitos de diamantes aluviais ainda não foi rastreada, mas a corrida de exploração está em busca das próximas grandes minas de diamante. Actualmente, a mineração de diamantes em África produz cerca de metade dos diamantes do mundo. Embora os diamantes sempre tenham sido associados à produção de jóias, de facto foi

a De Beers que liderou, com

sucesso, a campanha para introduzir anéis de noivado de diamantes ao mundo. Também têm um uso industrial. Como o mineral

natural mais difícil do mundo, os diamantes são procurados na indústria de perfuração, como abrasivos e até mesmo em equipamentos médicos.

A De Beers é a maior empresa

de mineração de diamantes do mundo, com operações de mineração em 28 países.

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

dEStAquE

9

Política de venda do diamante

Sodiam mantém-se como canal único na venda de diamantes produzidos em Angola

Todas as operações de venda e exportação de diamantes em Angola têm uma única porta de comercialização, a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM), a empresa pública que, em estreita ligação

com os diversos operadores do sec-

tor,devemoperacionalizaresseseg-

mento económico de capitalização de recursos financeiros para o país.

O novo modelo de comercia-

lização de diamantes foi publi-

cado em Diário da República de 27 de Julho de 2018 e estabe- lece, entre outras medidas, que os produtores podem escolher

o comprador, com uma limita-

ção de 60 por cento. A Sodiam tem a opção de comprar 40 por cento da produção de cada explo-

rador de diamantes. Nas medidas de natureza con- tratual, o documento estabelece

a inclusão nos contratos de inves- timento mineiro de uma cláusula

relativa ao direito das sociedades de exploração mineira constituí- rem empresas de compra e venda com cota autorizada até 60 por cento da respectiva produção, com cumprimento obrigatório da política de comercialização de diamantes brutos em vigor.

A Sodiam está autorizada,

pelo Decreto Presidencial 175/18,

a proceder a compra directa de

diamantes, nos termos do Artigo 192 do Código Mineiro. Quanto ao quadro da cadeia de comer- cialização e da cota autorizada,

a Sodiam goza do direito de pre-

ferência para a sua aquisição estratégica em nome do Estado, sempre que os preços apresenta-

dos pelos compradores não cor- respondam ao preço do mercado.

O Decreto Presidencial subli-

nha que a política de comercia-

lização de diamantes assenta num sistema que compatibi- liza os legítimos interesses

dos produtores com a necessi- dade de parametrização, classi- ficação, controlo, certificação

e tributação desta actividade

por parte do Estado. “Nos termos do Artigo 193 do Código Mineiro, a Sodiam tem igualmente a responsa- bilidade de adquirir minerais estratégicos para o Estado”, lê-se no decreto. Está igual-

mente assegurada a simplifica- ção e eficiência administrativa,

a serem exercidas pela Sodiam,

na qualidade de órgão público de comercialização, instituído

como canal único de comercia- lização e exportação de toda a produção de diamantes no país.

A função de órgão público de

comercialização de diamantes pela Sodiam é exercida em estreita cooperação institucional com as demais entidades relevantes da

indústria diamantífera, como a Endiama e a Comissão do Pro- cesso de Kimberley.

dr

como a Endiama e a Comissão do Pro- cesso de Kimberley. dr Angola, Namíbia e África

Angola, Namíbia e África do Sul cooperam no domínio dos diamantes e traçam novo modelo de comercialização

COOperaçãO

Investidores criam consórcio mineiro

Estado tem um fundo de desenvolvimento económico e social

que deve ser o motor para as diversas iniciativas empresariais

Armando Estrela

A empresa de direito

Investmentos LDA,

com sede em Luanda,

angolanoKimpuanza

juntou-se, há uma

semana, à sul-africana MMG SA (Pty)Ltd, sóciamaioritária, ecria- ram a Profile Resource Corpora- tion (PRC), soube ontem o Jornal de Angola, que passa a ter sub- sidiárias em Angola, Namíbia e África do Sul. Com esse passo, a Kimpuanza

Investmentos passa a ter sub- sidiárias em Windhoek (Namí- bia) e Bloemfontein (África do Sul). A Profile Resource Corpora- tion é uma empresa privada tri- -nacional, de capitais privados de Angola, Namíbia e África do Sul, cujos accionistas são ex-gestores seniores da Debeers Namíbia, a fabricante de máquinas e equipa-

mentos mineiros e de construção civil (infra-estruturas mineiras, estradas, energia, entre outros). Quarta-feira, na Conferência INDABA Mining, na cidade sul- -africana de Captown, foi feita a

apresentação e promoção inter- nacional da PRC junto do minis- tro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, que encabe- çou uma delegação ao evento, a que se juntaram altos responsá- veis da Endiama e da Ferrangol.

Igualmente, a PRC foi apresen-

A “MAioriA

doS bAnCoS

CoMErCiAiS

AngoLAnoS não

tEM bALAnço

SuFiCiEntE,

pArA SuportAr

invEStiMEntoS dE

ELEvAdo vALor”,

diz FéLix nEto

tada à comunidade internacional mineira ligada aos negócios de diamantes, ouro, ferro e “dimen- sions stones”. Do ponto de vista do gestor principal da Kimpuanza Invest-

mentos, Félix Matias Neto, o desenvolvimento da indústria mineira angolana (diamantes, ouro, ferro, cobre, niobium, pla- tina, granito, mármore, sodalita)

e das infra-estruturas (estra-

das, energia, água e transportes)

devem passar, necessariamente,

pelos vizinhos da África Austral

e não pelos compromissos que

sempre são conseguidos junto

dos europeus e brasileiros. Para Félix Neto, o Estado tem um fundo de desenvolvimento económico e social e um instru- mento financeiro de desenvol- vimento, que é o BDA (banco de Desenvolvimento de Angola), que deve ser o motor para o desenvol- vimento das iniciativas do sec- tor, à semelhança da África do Sul, com o DBSA, e com a Namí- bia, com o Bank of Windhoek. “Se o BDA não funciona, por ineficiência ou por excesso de burocracia, temos de criticar, denunciar e pressionar agora, pois, não podemos estar a bater, a toda hora, no ceguinho (Estado)”, para desenvolver o país”, disse. Para Félix Neto, a maioria dos bancos comerciais angolanos não tem balanço suficiente, para suportar investimentos de elevado valor, já que têm accionistas que dificultam, ainda mais, as opera- ções internacionais. Com maior facilidade, um sul-africano ou namibiano con- segue financiamento junto ao Standard Bank, ABSA, DBSA, Commerce Bank, Deutsch Bank, Bank Of Windhoek, do que um angolano nos bancos em Angola. “Algo está mal no sistema, e por

isso, devemos ir ao exterior à procura de dinheiro, tecnologia e parceiros, enquanto o Estado promove o desenvolvimento e

força a banca angolana a vender dinheiro”, concluiu.

ÁFricA Do SuL

 

ciDADe

Do cABo

AcoLheu

MiNiNg

iNDABA

Angola esteve recentemente representada na conferência Mining Indaba que se realizou na “Cidade do Cabo”, África do Sul.

A

comitiva foi encabeçada

pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo que apresentou o sector à potenciais patrocinadores , no painel sobre o estudo de caso de Angola “ Mineração e oportunidades de Negocio”, Azevedo

debruçou-se sobre as grandes oportunidade que Angola oferece, tendo convidado os interessados a investir no país. Na ocasião, os presentes foram ainda informados por via dos Director de Geologia da ENDIAMA, Kapingana Mandavela, sobre os investimentos e estratégias dos players do sector visando atingir até 2022

a

meta de produzir 13,5

milhões de quilates ano.

 

O

“Indaba Mining” é uma

conferência internacional de minas, que se realiza anualmente na África do Sul, com vista a captar

 

investimento para o sector dos minerais dos países do continente africano

A

delegação angolana

integrou ainda administradores da Endiama, Sodiam, Ferrangol, IGEO e directores nacionais. Em 2017, Angola participou

e

aproveitou a ocasião

para realizar o “Angola Business Fórum” que juntou investidores, financiadores, consultores, bancos e empresários do ramo dos minerais, para ouvirem a

divulgação de dados obtidos pelo País no âmbito do Plano Nacional de Geologia (Planageo).

 

dr

de dados obtidos pelo País no âmbito do Plano Nacional de Geologia (Planageo).   dr um

um ângulo da cidade do cabo

10 EntrEviStA

Economia & Finanças

vladimir tararov

embaixador da rússia acreditado em angola

“A Rússia quer apostar na transformação do pescado”

As pessoas corruptas têm muito poder, pois muitos passaram por vários cargos e carregam muita experiência dos vários organismos estatais por onde passaram. Devemos aproveitar este potencial.

André Sibi

O embaixador da Rússia acredi- tado em Angola, Vladimir Tara- rov, assegurou ao Jornal de Eco- nomia & Finan-

ças que as relações económicas

e políticas entre os dois estados

decorrem a bom ritmo, razão pela qual o Presidente da Repú- blica Federativa russa, Vladmir

Putin, convidou o seu homólogo João Lourenço a visitar a Rús- sia em Abril deste ano. Durante

esse encontro, as partes preten- dem discutir o reforço da coope- ração no domínio de formação de quadros e a construção da base para a manutenção de helicóp- teros e outros aviões na região. “Com a corrupção não é possível

o desenvolvimento de um país. A

corrupção destrói tudo. O homem corrupto não dedica o seu esforço para o bem do Estado”, revela nesta entrevista o embaixador russo.

Que avaliação faz ao estado das rela- ções entre Angola e rússia?

As relações entre os dois países são históricas. Começaram antes da Independência da República de Angola. Em 1966 a Rússia rece- beu o primeiro contingente de estudantes angolanos para for- mação superior, nas diferentes áreas do conhecimento. A Rússia contribuiu não só para o alcance da Independência de Angola, como, também, na construção de um Estado independente e desenvolvido, criando uma base sólida nas relações entre os dois Estados. Neste momento, decor- rem diligências para reforçar as relações económicas e culturais.

existe alguma intenção em aumen- tar o investimento russo em Angola?

Sim, com a criação de novos ins- trumentos legais. Em relação ao investimento estrangeiro em Angola, estão lançadas as bases para o reforço das relações econó- micas entre os dois países. Como resultado, realizaram-se recente- mente dois fóruns empresariais entre Angola e a Rússia. O primeiro encontro teve lugar na Rússia e o segundo em Luanda. Durante os dois certames, foram identifica- das as oportunidades de negócios entre os dois países e os empresá- rios estão a analisar as propostas

pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro

a analisar as propostas pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro o ESForço dEStinAdo A CriAr A zonA
a analisar as propostas pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro o ESForço dEStinAdo A CriAr A zonA

o ESForço

dEStinAdo A CriAr

A zonA dE LivrE

CoMérCio é uMA

ExpEriênCiA quE

A rúSSiA podE

pArtiLhAr CoM

o ContinEntE.

A rúSSiA vivEu

uMA ExpEriênCiA

SEMELhAntE Ao SAir dA AntigA união

SoviétiCA

recebidas. Nesta altura, as aten- ções da Rússia vão incidir nos sectores da Agricultura, Pescas, Pecuária e Indústria. Por exem- plo, além da captura do pescado, a Rússia quer apostar na transfor- mação e conservação do pescado para o consumo interno e, quiçá, ajudar Angola a exportar para a região dos Grandes Lagos, Namí- bia e o vizinho Congo Brazaville.

Quanto ao sector diamantífero?

Em 1991 ninguém acreditou que angolanos e russos podessemins- talar uma empresa no sector dia- mantífero, na Lunda. Sabemos que a Lunda Norte dista aproxi- mamente 1.200 quilómetros de Luanda. Foram grandes sacri- fícios e heroísmo consentidos pelos dois Estados. Na altura, as máquinas e os equipamentos foram transportados em condi- ções muito adversas e criou-se uma empresa mista, que hoje gera lucros recíprocos.

Qual foi o resultado em 2018, nos pro- jectos diamantíferos em que Angola e a rússia são parceiros?

Na parte angolana não sei. No entanto, sabe-se que a sua con- tribuição no Orçamento Geral do Estado (OGE) é cada vez mais sig- nificativa. QuantoàRússia, posso lhe assegurar que o país dispõe

de uma indústria diamantífera muito desenvolvida e a ALROSA, que representa os interesses rus- sos no segmento dos diamantes em Angola, detem 9,00 por cento do total de produção. O nosso inte- resse é apoiar o desenvolvimento socioeconómico de Angola.

há muitas empresas russas a operar no mercado angolano?

Temos poucas empresas russas no mercado angolano. Agora vamos reforçar os laços entre os dois países e acreditamos que o futuro promete.

Perspectivas em relação à formação de angolanos para este ano?

A

formação de quadros angolanos

na Rússia sempre foi uma prio- ridade. Anualmente, o Governo Russo disponibiliza 130 bol- sas de estudo. Para o ano lec- tivo 2018/2019 foram enviados 123 bolseiros. Estudam na Rús- sia aproximadamente três mil angolanos nos diferentes seg-

mentos de ensino. Actualmente,

o

Governo Russo está a registar

alguma dificuldade em enviar estudantes para a Rússia, pois, no passado, o Instituto Nacional

de Bolsas de Estudo de Angola assegurava as passagens. Nos últimos dias, deixou de cumprir com essa obrigação.

ANgoLA teM grANDe PreStígio

volvimento económico do conti- nente, é exemplo disso.

Neste particular, onde a rússia pode ajudar?

O esforço destinado a criar a

fico, está situado numa posição

estratégica.Detémgrandesrique- experiência que a Rússia pode

zas culturais, enraizadas numa população cada vez mais jovem, cifrada em aproximadamente 60 por cento, as pessoas com menos de 18 anos. Estamos diante de um paíscomcapitalhumanoquepode sertransformadonumapotência

à altura de influênciar as decisões

a nível do continente.

o que isto representa para o con- tinente?

Bastaolharparaaprimeiravisita oficial do Presidente da Repú- blica Democrática do Congo, Felix TshisekediTshilombo,apósoseu empossamento. Estas e outras

investiduras confirmam o seu poderio na região e não só. O prestígio de Angola na cimeira da União Africana, que hoje trabalha na criação da Zona de Livre Comércio no continente e que vai contribuir para o desen-

de base para o desenvolvimento

Qual é a importância geopolítica e geoestratégia de Angola para a rússia?

Angola desempenha um papel preponderante no contexto da diplomacia no continente afri- cano. Do ponto de vista geográ-

Zona de Livre Comércio é uma

partilhar. A Rússia viveu uma experiência semelhante, ao sair da antiga União Soviética para

o Estado russo. Formaram-se

Estados e comunidades inde- pendentes, criou-se uma plata- forma à semelhança da SADC,

que contribui para o desenvolvi-

mento da região. A Rússia está

a passar por uma fase de identi- ficação de novos parceiros eco- nómicos e políticos, devido às sanções aplicadas ao país sem fundamento.Angolapodeservir

posterior destas relações com o continente africano. Durante a última cimeira Rússia/África, por exemplo, convidamos os che-

fes de Estado africanos e Angola foi representada ao mais alto nível, o que demonstra a impor-

tânciageoestratégicadestepaís

no continente.

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

EntrEviStA

11

haverá incremento no número de bolsas?

Desde o ano passado que os candi- datos à bolsas de estudo na Rússia

estãoaserobrigadosarecorrerem

a fundos próprios, para financia-

rem a viajem. Uma vez na Rús- sia, o nosso Governo assegura

a formação, o alojamento, a ali-

mentação e um subsídio mensal equivalente a 30 dólares norte- -americanos. O custo anual da for- mação superior na Rússia ronda entre 2.500 e 4 mil dólares ano.

existem outros projectos onde a rús- sia apoia Angola?

A Rússia investiu na criação de

um laboratório de agricultura, na região centro e sul do país, orçado

em mais de 240 milhões de dóla- res, para potenciar a produção científica de cereais em Angola. Além desse projecto, a Rússia fornece sementes na região cen- tro e sul, destinadas a aumentar os níveis de produção de cereais, com destaque para o milho. São sementes adaptadas às condições climáticas do país.

concretamente na sua capital Sumbe, para doar material esco- lar aos alunos do primeiro ciclo.

Ao ser nomeado embaixador em Angola, teve uma expectativa. cor- responde à ideia que teve?

Eu tenho um caso especial, pois, já trabalhei em Angola no período

entre 1991 e 92, numa altura em

queaUniãoSoviéticatambémtra-

balhou para a criação do Estado

importantemontarumabasepara russo - a República Federativa da

a manutenção, o fornecimento

de peças e sobressalentes, para manter a operacionalidade dos equipamentos. Trata-se de uma

iniciativaconjunta,peloque,asua

efectiva execução está a depen- der do interesse dos dois países.

Temos certeza que esta base não

vaitrabalharapenasparaAngola,

mas deve apoiar a manutenção de helicópteros e outros aviões,

a nível de toda a região.

Que passos foram dados?

Está em vista a deslocação do Presidente da República, João Lourenço, à Rússia, a convite do seu homólogo Vladmir Putin, em Abril deste ano. Espera-se esta- belecer vários contactos e acredi- tamos que este assunto também será colocado à mesa das nego- ciações. Entre as partes, há essa vontade de se materializar esta iniciativa. Isto já foi demons- trado. No entanto, precisamos trabalhar para colocar o projecto em marcha.

A Rússia detém um número sig-

nificativo de helicópteros em Angola. Pelo que, considera-se

recentemente, a rússia manifestou a intenção de montar uma base para manutenção de helicópteros milita- res em Angola. em que pé está esse projecto?

milita- res em Angola. em que pé está esse projecto? CoLoCAr oS CorruptoS nA CAdEiA é

CoLoCAr oS CorruptoS nA

CAdEiA é uMA CoiSA. MAS CoLoCá-LoS Ao SErviço do

dESEnvoLviMEnto do EStAdo é A CoiSA MAiS iMportAntE.

EmLuanda desaparecerammuitos edifícios. O edifício onde moráva- mos junto ao Hotel Turismo tam- bém desapareceu.

estamos a falar de uma época mili- tar bastante conturbada?

Conheci pessoalmente o general

Gato, o Salupeto Penas, o general “Ben Ben”, todos da Unita; os gene-

raisNdaloeHiginoCarneiro,pelo

Mpla. Na altura era mais jovem e

agora estou gordo (risos)

Ainda não falou da expectativa para com Angola

Ao regressar, nas vestes de embai- xador, encontrei uma Luanda diferente, com proximamente 9 milhões de habitantes. Em 1992, a vida não valia nada. Além do cená- rio militar, havia muitos assaltos

amãoarmada,queinclusiveafec-

tavam os embaixadores. Tivemos

um colega que tinha sido atacado

e chegamos a pensar que não iria

sobreviver. Felizmente, sobrevi- veu.Ooutroaspectoarealçarestá relacionado com o estilo de vida na altura,queeramuitodifícil.Havia muito espírito de inter-ajuda. Não consegui encontrar também o outro edifício onde passamos a morar depois, na Avenida Lénine.

em suma, encontrou um país diferente?

Uma Angola diferente e uma marginal de Luanda que apete- cia a prática de desporto pelas manhãs e de tarde. Por exemplo,

a minha esposa aprendeu a con-

tar um, dois, três, quatro com os atletas que correm no calçadão. À medida que vão contando, ela foi repetindo reiteradas vezes e hoje conta bem em português. As compras eram feitas numa única loja, que se chamava “Fina”. Hoje, temos supermercados um pouco por todo o lado da capital, o que mostra que Luanda, e um pouco por todo o país, mudou em alguma coisa. Na ilha não havia energia. Tudo acontecia a olho nú. O chur- rasco era asado à brasa do carvão. Quando desci do avião, percebi esta mudança.

Rússia. Fui representante da Rús- sia na Comissão Conjunta Político- -Militar (CCPM), em 1992. Entre os garantes da estabilidade das negociações no país, na altura, estavam a Rússia, Portugal e os Estados Unidos de América. Traba- lhamos para as eleições de Angola de 1992. Na altura, Luanda tinha uma população de aproximada- mente um milhão de habitantes.

Não existia Talatona e vivíamos numa base na ONU (Organização das nações Unidas), que estava no Morro Bento e parecia muito longe da cidade na altura. Não havia tanto tráfico como agora.

pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro

tanto tráfico como agora. pAuLo MuLAzA | EdiçõES novEMbro Quantos cidadãos russos vivem hoje em Angola?

Quantos cidadãos russos vivem hoje em Angola?

A comunidade russa em Angola

é muito reduzida e ronda os 800 cidadãos.

Fale-nos da participação russa em acções de responsabilidade social nas comunidades angolanas?

ARússiadesenvolveváriasacções

de responsabilidade social em Angola. Durante o mês de Dezem- bro de 2018, por exemplo e através da Associação de ex-estudantes na Rússia e nas ex-repúblicas socia- listas, foram investidos mais de

10 milhões de kwanzas em doa-

ções. Os bens foram entregues ao

Lar da Terceira Idade do Zango

e em dois orfanatos, nos arredo-

res do Zango, em Luanda. No dia

16 de Fevereiro, vamos deslocar-

-nos à província do Cuanza Sul,

o hoMeM corruPto Não DeDicA eSForço PArA o BeM Do eStADo

como olha para esta revolução

sofisticado do mundo, que pode destruir todo o planeta.

que o governo angolano faz, com

a tónica voltada para o combate

 

à corrupção?

esse é um desafio militarista?

Com a corrupção não é pos-

O

grande desafio é trabalhar

sível o desenvolvimento de um país. A corrupção des- trói tudo. O homem corrupto não dedica o seu esforço para

para manter as relações interna- cionais na maneira mais colec- tiva de se dirigir as relações.

A

experiência da Síria mostra

o

bem do Estado. A sua aten-

isso. Podemos mesmo vencer em

ção está muito mais voltada em pensar de que forma vai roubar dinheiro. A Rússia também passou por um pro-

cesso semelhante e venceu a

situações muito precoces, mas

o

desafio da diplomacia russa é

tornar mais potente as Nações Unidas, porque é uma estru- tura que congrega todos os paí- ses e deles depende o futuro do

guerra contra esse mal.

chegou a vez de Angola?

mundo e não dos Estados Uni- dos da América, da Rússia ou da França. Só com um esforço comumpodemosvencerestemal.

Claro que o processo deve ser feito com grande responsabi- lidade, para que este mesmo

corrupto venha ser utilizado para o bem do povo. O pre- sidente João Lourenço tem sabido desdobrar-se. Traba- lhar para atrair este dinheiro para o desenvolvimento do país e ajudar no desenvolvi- mento da economia nacional

existe alguma aproximação entre a embaixada e os angolanos forma- dos na rússia?

Sempre existiu uma boa pro- ximidade. O que tem variado

é

a dinâmica na actuação das

lideranças. Actualmente, a Embaixada conta com associa-

é

o importante. Pode parecer

ção revitalizada, que tem uma agenda muito actuante. Em Dezembro realizaram-se várias actividades. No final de Janeiro realizou-se uma partida de fute- bol com a comunidade russa residente em Angola e estamos

que a meta é apenas o dinheiro que está com essas pessoas.

Mas, na verdade, não é só isso!

há pessoas nessa condição com muito poder?

As pessoas corruptas têm muito poder, pois muitos pas-

a

trabalhar, para que o reforço

dos laços culturais entre os dois

saram por vários cargos e car- regam muita experiência dos

povos possam ser reforçados.

váriosorganismosestataispor

existe algum interesse da rússia em aproveitar o potencial turístico angolano?

onde passaram. Devemos apro- veitar este potencial. Colocar

os

corruptos na cadeia é uma

O sector do turismo na Rússia

coisa. Mas colocá-los ao ser- viço do desenvolvimento do Estado é a coisa mais impor- tante. A forma como está a ser dirigido o combate à cor- rupção mostra que existe um grande sentido de Estado do Presidente da República, o que mostra uma imagem positiva do país no estrangeiro.

é controlado pelo segmento pri-

vado.Peloque,precisamosincen-

tivar o sector privado a apostar nesse segmento. Angola detém praias muito limpas e pouco frequentadas e uma paisagem bastante convidativa. Os russos gostam disto. Pelo que, o país precisa continuar a trabalhar, para a criação de infra-estrutu- ras e assegurar que a comuni-

A

10 de Fevereiro assinalou-se o

dade possa movimentar mais turistas. Aos russos interessa

dia do diplomata russo. como cele-

braram a efeméride?

explorar campos virgens neste

O

dia do diplomata russo é

segmento. Podemos trabalhar,

celebrado desde 1549. Foi jus- tamente a 10 de Fevereiro que

para a criação de voos directos

Luanda-Rússiaevice-versa,para

se

pronunciou, pela primeira

permitir a mobilidade entre os dois povos. Temos vindo a notar

interesse de ex-estudantes em

o

vez, a palavra “corpo diplomá- tico”. Em 1582 apareceu o pri- meiro Ministério das Relações

regressar à Rússia para passeio.

Exteriores e assim celebramos

a

efeméride. Em 2002, a Rús-

e como fica a problemática dos vistos?

sia celebrou 200 anos desde a fundação da instituição. De lá para cá, aproveitamos a data

para repensar a diplomacia.

A

isenção de vistos entre Angola

e

a Rússia vigora apenas no seg-

mento dos vistos de trabalho. O custo do visto de Angola para a Rússia ronda os cinco mil kwan- zas e os estudantes estão isen- tos do pagamento da taxa de visto. Já os Russos, para vir à Angola, pagam o equivalente a 100 dólares norte-americanos, para a obtenção de um visto nor- mal, e 200 dólares para um visto

Que diplomacia faz hoje a rússia?

Hoje a diplomacia russa está mais voltada para a justiça nas relações internacionais, sem diferenciar os Estados grandes dos pequenos e Esta-

dos pobres dos ricos. Estamos

a

trabalhar para assegurar

urgente. Considero esse condi- cionalismo muito retraente e um

esta ordem, pois dela depende

a

paz no mundo. Hoje, a Rús-

valor muito elevado, que deve merecer uma rápida revisão.

sia detém o armamento mais

12 FinAnçAS

Economia & Finanças

Depósitos em kwanza crescem 1,78 por cento

O Boletim Estatístico do Banco Nacional de Angola publicado na última sexta-feira avança que os depósitos à ordem aumentaram em 3,94 por cento e os a prazo contraíram em 0,55

O stock de depó- sitos totais em moeda nacional ex pa ndiu em 1,78 por cento em termos men- sais, sendo que os

depósitos à ordem aumentaram em 3,94 e os depósitos a prazo contraíram em 0,55. Na análise da totalidade dos depósitos e dos empréstimos ban- cários em moeda nacional, no mês de Novembro, observa-se um rácio de transformação de 64,59 por cento, o que representa uma redução de 2,02 pontos percen- tuais face ao mês anterior. De acordo com o Boletim Esta- tístico do BNA, verificou-se ainda, naqueleperíodo, umaligeiraredu- ção do multiplicador monetário em moeda nacional de 0,20 p.p em termos mensais, situando- -se em 3,38 por cento.

tendência expansionista

A base monetária em moeda nacio- nal, no mês de Novembro de 2018, manteve a postura expansionista (8,67%), iniciada em Outubro, sendoaexpansãomaisacentuada desde o início do ano, compor- tamento característico do final de ano. Esta variação resultou do efeito expansionista das ope- rações fiscais em kz 312,67 mil milhões, fruto, essencialmente, dos levantamentos para paga- mento de resgates de Títulos do

Tesouroeoutrasfinalidadessupe-

rior à arrecadação de receitas. Entretanto, a expansão regis- tada foi contraposta pelo efeito contraccionista tanto das ope- rações cambiais (kz 179,48 mil milhões), bemcomodasoperações monetárias (29,54 mil milhões). A contracção causada pelas operações cambiais justifica- -se pelas vendas de divisas ao mercado superior às compras, por parte do BNA para esterili- zação da liquidez injectada pela desmobilização dos recursos em ME por parte do Tesouro. Relativamente às contra- partes da base monetária no balanço do BNA, os Activos Externos Líquidos aumentaram em 2,90 por cento, sendo que as Reservas Internacionais Líqui- das registaram uma expansão de 1,97 (sem efeito cambial). No que concerne aos Acti- vos Internos Líquidos, estes diminuíram em 1,75 por cento,

destacando-se as componentes

“ResponsabilidadesfaceàAdminis-

tração Central em moeda nacional”, que registou uma contracção de 26,90 por cento; “Crédito às outras

EdiçõES novEMbro

Banca nacional tem mais dinheiros sob depósitos à ordem do que a prazo
Banca nacional tem mais dinheiros sob depósitos à ordem do que a prazo

de todas as suas componentes, 29.541 nomeadamente, a circulação monetária, de 2,98 por cento.

reservas livres

As reservas livres em moeda nacio- nal situaram-se nos 30,23 por cento e as reservas obrigatórias em moeda nacional em 5,02. O aumento das reservas livres poderá ser explicado pela magni- tude da execução fiscal, reflec- tida, em especial, no resgate de títulos vencidos, cujos maiores detentores continuam a ser os bancos comerciais. E por outro lado, poderá reflectir uma atitude de precaução dos bancos comer- ciais para responder a maior pro- curapor moedapor parte dos seus clientes neste período do ano. Em termos acumulados (2018), a base monetária em moeda nacional contraiu em 11,29 por cento, o que se reflectiu na con- tracção da circulação monetária de 17,25 e das reservas obrigató- rias em moeda nacional de 24,12, influenciada pela diminuição do seu coeficiente ao longo do ano. Já no que se refere às reservas livres em moeda nacional, estas expandiram em 72,33 por cento. No mês de Novembro, as reservas livres aumentaram, ao mesmo tempo que se registou uma maior concepção de faci- lidade de cedência overnight aos bancos comerciais.

MiLhõeS De KwANzAS

Foi em quanto se situaram as operações monetárias no mês de Novembro no contrapeso à expansão registada pelas operações fiscais, segundo o mais recente boletim estatístico do banco central.

8,67

Por ceNto

Representa a taxa revelada pela base monetária em moeda nacional, que também demonstrou uma tendência expansionista, conforme a incidência já verificada no mês de Outubro

instituições financeiras monetá-

rias”,quecontraiu(emmoedanacio-

nal) em 3,08 por cento decorrente do maior retorno de facilidade de

liquidez face à cedência. A expansão da base monetária em moeda nacional, em Novem- bro, reflectiu-se no aumento

MercADo PriMÁrio De títuLoS trANSAccioNA Kz 126.430,87 MiLhõeS O mercado primário de títulos transaccionou, em
MercADo PriMÁrio De títuLoS
trANSAccioNA Kz 126.430,87 MiLhõeS
O mercado primário de títulos
transaccionou, em Novembro,
um total de kz 126,43 mil
milhões, dos quais 94,80
por cento correspondem a
Obrigações do Tesouro (OT)
entanto, apesar das taxas de juro
terem registado um aumento ao
longo do mês, durante a última
semana do mês, observou-se
um movimento contrário, que
provavelmente, estará associado
e o remanescente a Bilhetes
do Tesouro (BT). O total
transaccionado representou um
aumento de 22,16 por cento em
relação ao mês anterior e uma
redução de 65,07 em relação ao
período homólogo.
No que concerne ao montante
ao facto dos investidores
terem visto com bons olhos o
anúncio por parte do Governo
da melhoria do saldo fiscal que
poderá passar de um défice
de 6,2 por cento do PIB em
2017 para 0,4 em 2018 e um
excedente de 1,5 em 2019.
de títulos transaccionados no
mercado secundário da dívida
(BODIVA), este situou-se em
Kz 77,41 mil milhões, dos
quais kz 61,05 mil milhões
transaccionados no mercado de
bolsa de títulos do Tesouro e kz
16,35 mil milhões no mercado
de registo de operações sobre
valores mobiliários (MROV).
No mês de Novembro de 2018,
ActiviDADe ecoNóMicA
Dados mais recentes sobre
o Indicador de Actividade
Económica (IMAE) apontam
que no mês de Novembro de
as taxas de juro dos eurobonds
angolanos nas maturidades de
10 anos, com vencimento em
2025 e 2028, aumentaram em
0,8 e 0,58 pontos percentuais
(p.p) para 8,25 e 8,73 por cento.
Relativamente à emissão a 30
anos, com vencimento em 2048,
2018, a actividade económica
em Angola deteriorou-se,
mantendo a tendência
contraccionista que se vem
observando desde o mês de
Janeiro de 2016.
Deste modo, no período
em referência, o indicador
apresentou uma taxa
homóloga de crescimento
de -6,66 por cento, face à
observada no mês anterior
(-5,80%), justificada
a taxa de juros aumentou em
0,4 p.p, para 9,64 por cento.
Este comportamento reflecte
em grande medida o impacto da
queda dos preços do petróleo
nos mercados internacionais
sobre as expectativas dos
investidores relativamente ao
principalmente pelo
desempenho negativo
do sector petrolífero que
contraiu 12,38 em termos
homólogos. De destacar que
a desaceleração do IMAE não
risco do país, particularmente
petrolífero resulta, sobretudo,
da evolução desfavorável das
actividades de fabricação de
a capacidade do Estado
angolano honrar com os seus
compromissos financeiros. No
cimento e clinkers, produção
de bebidas, comércio e
electricidade.
vigAS dA puriFiCAção | EdiçõES novEMbro
Produção de cimento e clinker com indicadores de evolução desfavorável

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

FinAnçAS

13

EdiçõES novEMbro

15 de f evereiro de 2019 FinAnçAS 13 EdiçõES novEMbro exportações angolanas mostram-se favoráveis às contas

exportações angolanas mostram-se favoráveis às contas nacionais com um forte empurrão da venda de petróleo

Produto Interno Bruto evolui kz 8.570 mil milhões

Indicador passa de 20.262 mil milhões de kwanzas em 2017 para 28.832,4 mil milhões em 2018 e aumenta confiança interna

O ProdutoInterno Bruto angolano evolui de 20.262 mil milhões de

kwanzas(usd122,12mil

milhões), em 2017, para

28.832milmilhões(usd113,55mil

milhões), em 2018, de acordo com dados do Relatórtio da balança de Pagamentos e Posição de Inves- timento Internacional divulgado peloBNAequecitaaProgramação Macro Executiva em vigor. A concorrer para tais resulta- dos, de acordo com o documento, o comércio internacional de mercado- rias entre Angola e o resto do mundo no terceiro trimestre de 2018 mos- trou-se favorável ao país, devido ao aumento das receitas de exporta- ção em magnitude superior ao das despesas de importação.

No global, foi a recuperação do preço do petróleo nos mercados internacionais, no terceiro trimes- tre de 2018, a influenciar positi- vamente o valor das exportações de Angola, consolidando assim a posição superavitária da Conta Corrente. Também, no terceiro tri- mestre, a conta corrente registou

ContA CorrEntE

pASSou

dE uM déFiCE

dE uSd 591,7

MiLhõES pArA

uM SupErávitE

dE 2,97 MiL MiLhõES

48,8

Por ceNto

Foi em quanto cresceu o saldo da conta de bens até ao III trimestre de 2018

umamelhoriasignificativacompa-

rativamente ao período homólogo de 2017. Esteve na base desse com- portamento o aumento do saldo da conta de bens na ordem de 48,8 por cento, o desagravamento do défice da conta de serviços e dos rendi- mentos secundários em 45,0 e 89,1 porcentorespectivamente,assim como o agravamento do saldo da conta de rendimentos primários,

na ordem de 20,2 por cento. Por outra, o relatório sobre a Balança de Pagamentos confirma a apuração de um saldo da conta cor- rente que passou de um défice de usd 591,7 milhões no terceiro tri- mestre de 2017 para um superávite de 2.97 mil milhões no período em

referência.estesindicadoressina-

lizam uma evolução positiva na ordem de 603,5 por cento, tendo o rácio da conta corrente sobre o PIB passado de 1,9 para 10,8 por cento. Já o saldo da conta de bens registou um excedente de usd 6.78 mil milhões contra os 4.56 mil milhões do período homó- logo, o que representa um cres- cimento de 48,8 por cento.

refinados exportam 30,2 milhões de dólares

O aumento das exportações totais deveu-se, sobretudo, ao aumento do preço médio do petróleo bruto no período em referência, apesar da redução verificada em termos do volume exportado. O preço médio das ramas angolanas passou de usd 52,1 por barril no terceiro trimestre de 2017 para 75 no trimestre em análise, ao passo que o volume das exportações de petróleo passou de 146 para 131,7 milhões de barris. As receitas de exportação de petróleo bruto cifraram-se em usd 9.87 mil milhões no terceiro trimestre de 2018 contra 7.60 mil milhões no mesmo período do ano anterior. Realça-se o

aumento das receitas resultantes da exportação de gás natural em 7,7 por cento (usd 34,3 milhões), com destaque para o LNG, dos refinados de petróleo em 25,4 (usd 30,2 milhões)

e dos diamantes em 6,6

(usd 15 milhões). Dentre os principais países de destino das exportações de petróleo bruto angolano, a China manteve-se em primeiro lugar, com uma quota de cerca de 62,3 por cento, seguida da Índia

e da Espanha com 9,6 e 5,2 ,

respectivamente. Quanto às importações de bens, atingiu-se um valor de usd 4,1 mil milhões no terceiro trimestre

de 2018, o que representou um acréscimo em termos de valor na ordem de 3,6 por cento comparativamente ao período homólogo de 2017. Não obstante o aumento do valor

das importações, em termos de volume, observou-se uma redução em cerca de 29,8 por cento. As categorias de bens que mais contribuíram para o crescimento do valor das importações foram, essencialmente, os bens alimentares, as máquinas,

aparelhos mecânicos e eléctricos, os combustíveis e os veículos, cujas despesas representaram 67,8 por cento do valor total das importações.

Standard & Poor’s atribui nota positiva

Agência de notação de risco financeiro reconhece que a economia deverá crescer e vencer a recessão

A agência de notação finan-

ceira Standard & Poor’s consi- dera que a economia de Angola vai crescer 2 por cento este ano, acelerando depois para uma média de 3 por cento, ultrapas- sando a recessão de 1,0 por cento em 2018, que durava desde 2016.

“Estimamos que a actividade económica se tenha contraído 1,0 por cento em 2018, motivada pelo declínio da produção de petróleo, depois de contracções

de 2,6 por cento em 2016 e de 0,1

em 2017”, lê-se no relatório. Na análise, a S&P estima que as reformaslançadaspeloExecutivo angolano, liderado por João Lou- renço continuem, principalmente depois do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o que deverá “sustentar uma acele- ração do crescimento económico

para 3 por cento a médio prazo”. Sobre o petróleo, que “conti- nua a ter um papel muito domi- nante na economia de Angola”,

os analistas da S&P liderados por

RaviBathiaassumemqueopreço médio por barril descerá para 55 dólares neste e no próximo ano, o quecomparacomumvaloràvolta dos 72 dólares no ano passado, o que prejudica as finanças de Angola, que dependem do crude para 25 por cento do PIB, 95 por cento das exportações e 65 por cento da receita fiscal no ano passado. “A produção petrolífera caiu cerca de 8 por cento para 1,5 milhões de baris por dia, no ano passado, comparado com os 1,6 milhões de 2017, devido a alguns problemas técnicos e à maturação dos poços petrolíferos, e o sector não petro- lífero também cresceu menos do que o esperado”, nota a S&P. De acordo com os indicado- res que se podem vislumbrar nas contas feitas pelos espe- cialistas de uma das mais reno- madas agências de notação do risco financeiro mundial, ape- sar dos constrangimentos cau- sados com a queda do preço do

Brent, Angola vai sair-se bem.

EdiçõES novEMbro

especialistas indicam que taxa pode atingir média de 3 por cento
especialistas indicam que taxa pode atingir média de 3 por cento

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(700.005)
(700.005)

14 FinAnçAS

Economia & Finanças

hora das compras
hora
das compras

Escassez onera batata

A subida do preço em uma semana foi de quase mil kwanzas uma tendência acompanhada pelo custo do saco de cebola

Yola do Carmo

A batata rena

dois produtos

de elevado con-

e a cebola são

sumo nacional

e o preço

de

oferta do seu

quilograma pesa, significati- vamente, no orçamento fami- liar ou mesmo das empresas de

restauração e similares. Com uma oferta interna ainda a piscar entre a escassez

e a baixa produção, há interna-

mente quantidade significativa do produto de origem importada. Namíbia e África do Sul pare- cem ser as zonas de proveniên- cia do produto que compete com

a de origem nacional. Na semana passada, conforme constatação da nossa equipa, por 10 kg de batata rena nos supermer- cados Kero e Candando cobrava- -se 1.400 e 1.590 kwanzas. Esta

semana,amesmaquantidadeestá

aservendidapor2.100e2.490nos

mesmos operadores. A subida é de cerca de mil kwanzas. A cebola também seguiu igual tendência.

Subiu 1.240 kwanzas no Kero. No Candando baixou cerca de 500. Os outros mantiveram os preços.

doMingoS MuCutA | EdiçõES novEMbro | huíLA

os preços. doMingoS MuCutA | EdiçõES novEMbro | huíLA Mercado informal vende mais baixo, mas põe-se

Mercado informal vende mais baixo, mas põe-se dúvidas na sua conservação

investiu 350 mil dólares

A produção de batata rena tem nos dias de hoje no Chinguar, município da província do Bié, uma referência. Lá está o produ- tor Alfeu Vinevala. No início deste ano, o fazendeiro assegurou ter investido 113 milhões de kwan- zas (usd 359 mil ) em 63 hecta-

res para no final de Março colher mais de duas mil toneladas. Até Setembro, a fazenda vai cultivar 200 hectares e colher mais de oito mil toneladas de batata rena, produção que prevê ser exposta na feira temática que a província pretende realizar no último trimestre deste ano.

   

suPermercados

 

Produtos

alimenta

Kero

maxi

candando

shoprite

angola

Açúcar -1 kg

272,00

329,00

269,00

329,00

249,00

Água mineral -5 lt

455,00

290,00

404,00

349,00

405,00

Arroz -1 kg

317,00

324,00

305,00

279,00

306,00

Azeite -500 ml

2.290,00

1.190,00

2.085,00

1.649,00

2.099,00

Batata rena -10 kg

2.190,00

2.100 ,00

2.270,00

2.490,00

2.369,00

Carne bovina-bife-1 kg

2.982,00

2.199,00

2.227,00

3.299,00

2.570,00

Cebola -10 kg

4.720,00

4.940,00

4.450,00

3.990,00

4.569,00

Chouriço -900 gr

2.195,00

2.061,00

2.090,00

2.089,00

2.115,00

Corvina - 1 kg

2.553,00

2.190,00

2.440,00

2.224,00

2.325,00

Farinha de trigo - 1 kg

195,00

180,00

243,00

239,00

235,00

Farinha de mandioca kg

750,00

495,00

499,00

329,00

609,00

Feijão - 1 kg

580,00

350,00

595,00

899,00

672,00

Frango - 1 kg

700,00

595,00

727,00

799,00

700,00

Fuba de bombó - 1 kg

330,00

295,00

340,00

249,00

342,00

Fuba de milho - 1 kg

239,00

200,00

390,00

229,00

205,00

Leite UHT - 1 lt

345,00

294,00

399,00

199,00

352,00

Leite em pó 1.800 gr

5.800,00

3.895,00

4.797,00

4.999,00

4.968,00

Massa alimentar - 50 gr

195,00

110,00

125,00

149,00

130,00

Manteiga - 1 kg

809,00

700,00

709,00

844,00

722,00

Óleo alimentar -1lt

425,00

369,00

400,00

449,00

402,00

Ovos - 24 unidades

1.390,00

1.100,00

1.399,00

1.299,00

1.284,00

Pão - pequeno

15,00

10,00

10,00

15,00

15,00

Salsicha - 350 gr

289,00

130,00

329,00

219,00

310,00

Vinagre - 0,5 lt

124,00

125,00

129,00

99,00

132,00

Total

25.688,00

24.471,00*

24.995,00

27.714,00 *

24.339,00

24.471,00* 24.995,00 27.714,00 * 24.339,00 ALiMEntA AngoLA KEro MAxi CAndAndo ShopritE 580 350 595
24.471,00* 24.995,00 27.714,00 * 24.339,00 ALiMEntA AngoLA KEro MAxi CAndAndo ShopritE 580 350 595
24.471,00* 24.995,00 27.714,00 * 24.339,00 ALiMEntA AngoLA KEro MAxi CAndAndo ShopritE 580 350 595
24.471,00* 24.995,00 27.714,00 * 24.339,00 ALiMEntA AngoLA KEro MAxi CAndAndo ShopritE 580 350 595

ALiMEntA AngoLA

KEro

MAxi

CAndAndo

ShopritE

580 350 595 899 672 272 329 269 329 249 330 295 340 249 342
580
350
595
899
672
272
329
269
329
249
330
295
340
249
342
345
294
399
199
352
2.190
2.100
2.270
2.490
2.369
1.390
1.100
1.399
1.299
1.299
15
10
10
15
15

Fonte: preços cedidos (*) e de recolha nos supermercados, Levantamento de quarta-feira, 13.02.2019 | valores em kwanzas

“ABAKAxi” LevA MAiS FreScurA AoS coNSuMiDoreS DA zoNA Do PAtriotA

O interior atrai logo os olhares. A arrumação das secções de venda faz com que o cliente à entrada

coma o que está exposto. Frutas, leites e doces levam

o visitante até à charcutaria que divide a hegemonia com uma padaria que põe pães frescos e quentes à disposição. Aliás, por estar bem junto

a um empreendimento

habitacional de alto

padrão, o condomínio Kuditemo, na zona Lar do Patriota, em Luanda Sul,

o mini mercado Abakaxi

assume-se não só como mais um operador, mas

também um novo parceiro da produção local. Embora numa zona de trânsito rápido, o Abakaxi dispõe para os consumidores hortícolas

frescas, numa parceria com

o grupo Fazenda Girassol.

O novo mini mercado,

aberto ao público há cerca de duas semanas, atende

todos os dias das 7h30

às 20 horas, dispondo de

um atendimento on-line, seja pela rede facebook ou contacto telefónico, o que coloca o empreendimento entre os que mais valorizam as ferramentas tecnológicas na prestação do serviço de vendas

retalhistas.

De acordo com a gestora do empreendimento, o minimercado Abakaxi também serve comidas rápidas com serviços de take-a-way, além de chás e cafés, para quem à hora do “matabicho” ou “lanche” decide degustar uma refeição leve. Lá também há uma banca de jornais, onde os títulos diários e semanais estão à disposição dos leitores.

ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro

à disposição dos leitores. ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro zona do Patriota cresce com a chegada

zona do Patriota cresce com a chegada dos serviços

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

A voz do CidAdão

15

inCLuSão digitAL ASSuME prioridAdE nAS tArEFAS dE ModErnizAção dA ForMA dE govErnAr

inCLuSão digitAL ASSuME prioridAdE nAS tArEFAS dE ModErnizAção dA ForMA dE govErnAr

Vânia Inácio

N os últimos anos o domínio das fer- ramentas tecno- lógicas tem sido um aliado impor-

tante para qualquer país que se deseja desenvolver.

Em Angola, cada vez mais são visíveis os esforços do Exe- cutivo em promover a inclusão digital, para a potencialização

e eficiência dos vários sectores

da economia nacional. Porém, dados recentes da ENDE nos dão conta que dos 164 muni- cípios que Angola possui, ape- nas 72 estão electrificados. Isso significa que apenas 43 por cento da população ango- lana tem acesso ao principal recurso necessário para que se

efective a inclusão digital. Iniciativas como a implemen- tação da Janela Única do Comér- cio Externo, bem como o primeiro portal do agronegócio só serão viáveis se efectivamente o cesso

à internet estiver garantido em

toda a extensão nacional. Por essa razão o JE saiu à rua para medir o grau de acre- ditação dos cidadãos sobre essa ferramenta tão importante para se atingirem os níveis de cres- cimento económico desejados. Vanda Lopes, por exemplo, Tesoureira, mãe de dois filhos, continua séptica, e não acre- dita muito que o nosso país possa atingir esse feito em

curto espaço de tempo. “Deixemos claro que, para que a inclusão digital aconteça, além de um computador e acesso

à internet, o domínio dessas

ferramentas é imprescindível. Agora eu pergunto, será que por exemplo os camponeses que nem sabem escrever terão capacidade de manusear um computador?”,

indagou a tesoureira. Já o escriturário Neco Gama mostra-se mais optimista. Para ele, é de enaltecer os esforços do Governo e acredita que devem ser valorizados. “Não chegarão lá tão cedo,

mas estão a começar bem. Só espero que os projectos ao serem programados sejam mais rapi- damente implementados a par- tir de agora, para que realmente possamos sentir na prática os efeitos”, argumentou. Por sua vez, a economista, Cândida Henda afirma que não basta apenas o cidadão possuir um computador conectado à internet para ser considerado um incluído digital. “Temos que cobrir primeiro os problemas básicos inerentes à essa problemática, como a ener- gia e água por exemplo”, lembra. Cândida Miguel, de 19 anos de idade, estudante do curso de Gestão é de opinião que ainda

é muito cedo para acreditar. “Eu não quero desde já pen- sar que todo esse movimento seja mera utopia. Porém preciso sentir que existe mesmo um investimento voltado para esse segmento, para poder dizer que

voltado para esse segmento, para poder dizer que Cândida Miguel Estudante não quEro, dESdE Já, pEnSAr

Cândida Miguel

Estudante

não quEro, dESdE Já, pEnSAr quE todo ESSE MoviMEnto SEJA MErA utopiA. poréM, prECiSo SEntir quE ExiStE MESMo uM invEStiMEnto voLtAdo pArA ESSE

SEgMEnto, pArA podEr dizEr quE

é poSSívEL FAzErMoS inCLuSão.

pArA podEr dizEr quE é poSSívEL FAzErMoS inCLuSão. Vanda Lopes tesoureira dEixEMoS CLAro quE pArA quE

Vanda Lopes

tesoureira

dEixEMoS CLAro quE pArA quE

A inCLuSão digitAL AContEçA,

ALéM dE uM CoMputAdor E ACESSo à intErnEt, o doMínio dESSAS FErrAMEntAS é iMprESCindívEL. EStou CéptiCA SE tErEMoS CApACidAdE dE proMovEr A inCLuSão dE todoS oS SEgMEntoS.

Neco Gama

Escriturário

não ChEgArEMoS Lá tão CEdo, MAS EStá-SE A CoMEçAr bEM. Só ESpEro quE oS proJECtoS Ao SErEM progrAMAdoS SEJAM MAiS rApidAMEntE iMpLEMEntAdoS

A pArtir dE AgorA, pArA quE

poSSAMoS SEnti-LoS nA prátiCA.

FotoS: vâniA ináCio

quE poSSAMoS SEnti-LoS nA prátiCA. FotoS: vâniA ináCio Cândida Henda Economista não bAStA ApEnAS o CidAdão

Cândida Henda

Economista

não bAStA ApEnAS o CidAdão poSSuir uM CoMputAdor ConECtAdo à intErnEt pArA SEr ConSidErAdo uM inCLuído digitAL. tEMoS quE Cobrir priMEiro oS probLEMAS báSiCoS inErEntES A ESSA

probLEMátiCA, CoMo A EnErgiA

E águA, por ExEMpLo.

A ESSA probLEMátiCA, CoMo A EnErgiA E águA, por ExEMpLo. Edmilson Helder Estudante tEMoS quE ExpLorAr
A ESSA probLEMátiCA, CoMo A EnErgiA E águA, por ExEMpLo. Edmilson Helder Estudante tEMoS quE ExpLorAr

Edmilson Helder

Estudante

tEMoS quE ExpLorAr AS ExpEriênCiAS doS pAíSES quE EStão MELhor do quE nóS E CoM oS quAiS Até tEMoS pArCEriAS, CoMo é o CASo dA ChinA E dA rúSSiA, pArA podErMoS rEALMEntE dESEnvoLvEr A noSSA EConoMiA CoM A AJudA dA intErnEt.

13

MiLhõeS

É o número de utilizadores de telemóveis de acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Nacional das Comunicações.

4

Por ceNto

Representa a cifra dos utilizadores de telemóveis com acesso à internet e que o Governo pretende aumentar para as médias da SADC.

é possível”, comentou. Edmilson Hélder, de 21 anos

de idade, estudante do curso de direito, é de opinião que o Governo precisa investir muito mais para, efectivamente dimi- nuir as assimetrias. “Nós temos que explorar as experiências dos países que estão melhor do que nós, com quem temos parcerias como a China e a Rússia, para poder- mos realmente desenvolver a nossa economia com a ajuda da internet”, rematou. No final do ano passado o Ins-

tituto Angolano das Comunica- ções( INACOM), revelou que dos 13 milhões de utilizadores de telemóveis no país, apenas 4,0 por cento tem acesso à internet. Na altura, o secretário de Estado para as telecomunica- ções, Mário de Oliveira tinha admitido que, a taxa ainda não era a desejada e que estavam em curso a preparação de condições para a concepção, e implemen- tação da estratégia nacional de banda larga, com o objectivo de fazer a cobertura a 80 por cento da população até 2025.

ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro

população até 2025. ContrEirAS pipA | EdiçõES novEMbro o acesso das populações à internet nos dias

o acesso das populações à internet nos dias de hoje mede o desenvolvimento

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16 MErCAdoS

Economia & Finanças

Opep quer maior fôlego nos preços

Cartel e aliados extras liderados pela Rússia decidiram reduzir a produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019 numa estratégia que visa conter a oferta

dr

de 2019 numa estratégia que visa conter a oferta dr Isaque Lourenço O relatório mensal Países

Isaque Lourenço

O relatório mensal

Países Exporta-

da Organização de

dores de Petróleo

(OPEP),publicado

na última terça-

-feira,avançaque

o cartel cortou a sua produção

um total de 930 mil bpd. Dados da Opep retomados pela Agência Internacional de Energia (AIE) dão conta de que os 30,83 milhões de bpd, representam o menor nível em

quase quatro anos. Arábia Sau- dita, Emirados Árabes Unidos

e Kuwait foram os principais

responsáveis pela redução. No início de Dezembro, a Opep e aliados liderados pela Rússia decidiram reduzir a produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019, como parte de uma estra- tégia para conter a oferta glo- bal excessiva e impulsionar os preços do petróleo. A Opep se

responsabilizou por um corte de 800 mil bpd e os aliados pelos demais 400 mil bpd.

A AIE, entidade com sede

em Paris que presta consulto- ria a governos e empresas sobre tendências do setor de ener- gia, disse que a Arábia Saudita, líder informal da Opep, cor- tou a produção de janeiro bem acima da cota com a qual havia se comprometido, em 400 mil bpd, a 10,24 milhões de bpd.

A Rússia, no entanto, reduziu

sua oferta em apenas 60 mil bpd no mês passado, a 11,71 milhões

de bpd, informou a agência.

O cumprimento do acordo

de corte na produção por inte- grantes da Opep em janeiro foi de 86%, enquanto o dos aliados f icou em apenas

15 bancos absorvem 169 milhões de dólares

Leilões dos dias 11 e 12 liquidados ontem à taxa média ponderada de 314,721 kwanzas por cada dólar concretizam a tendência de estabilidade no câmbio

Do montante de 224 milhões de dólares que o Banco Nacio- nal de Angola (BNA) pôs à dis- posição da banca comercial, no leilão desta semana, ao menos 169 milhões foram absorvidos pelos 15 bancos que participa- ram nas sessões. Conforme se pode ler na página de internet do BNA, no dia 11, o banco central disponi- bilizou o valor de 20.000.000 (vinte milhões de dólares) que foram totalmente absorvidos pelos 15 participantes. No dia seguinte, isto é dia 12, foram pos- tos à disposição também dos 15 bancos participantes um valor global de 204 milhões de dólares dos quais apenas 149.579.052 foram absorvidos pela banca. O relato das operações publi- cado pelo Banco Central situa em 314,721 kwanzas a taxa média ponderada, sendo que o mesmo valor foi também o mínimo e máximo apurado. Vale referir que o BNA dis- ponibilizou para o mês de Feve- reiro o valor de 700 milhões de

dr

compra de dólares na banca comercial regista um ligeiro esfriamento na procura
compra de dólares na banca comercial regista um ligeiro esfriamento na procura

dólares para atender as neces- sidades da banca e demais ope- radores, sendo que igual valor já havia também disponibili- zado em Janeiro e que também

foi totalmente absorvido pela banca. Mantendo a sua estraté- gia de alocação segmentada de divisas à economia e na estrita necessidade de importação de

máquinas e matéria-prima para

a

indústria, cartas de crédito

e

pagamentos ao estrangeiros

de compromissos assumidos, a alocação de divisas segue um período de normalidade. Os ban- cos compram mediante solici- tação dos seus clientes.

Falsos cartões

O BNA disse esta semana, em

comunicado, ter tomado conhe- cimento nas redes sociais, da existência de uma entidade deno- minada“Angobit”, cujaactividade consiste na prestação de serviços de pagamentos, mais concreta- mente, a emissão de cartões de pagamentos da rede Visa. Sobre este a ssu nto, o Banco Nacional de A ngola informa que a referida enti- dade não está licenciada para exercer quaisquer activida- des no âmbito do sistema de pagamentos angolano. “Assim, é ilegal a oferta dos serviços de emissão de cartões de pagamentos da rede Visa que tem publicitado por via das redes sociais”, fez saber. Por esta razão, as autori- dades do banco central dão a conhecer ao público que na sua página de internet estão as entidades licenciadas para

tal efeito no mercado interno.

o MErCAdo tErá

diFiCuLdAdES

pArA AbSorvEr

o

CrESCiMEnto

dA produção

ForA dA opEp

rápido

25 por cento de acordo com a AIE. Para a demanda global por

petróleo deste ano, a AIE reiterou

quecontinuaesperandoumacrés-

cimo de 1,4 milhão de bpd. A agência

alertou, porém, que a “desacelera-

çãoeconómica(global)limitaquais-

quer tendências de alta”.

crescimento rápido

De acordo com a Reuters, o mer- cado global de petróleo terá difi- culdades neste ano para absorver

o rápido crescimento da produ-

ção de países de fora da Opep, mesmo com cortes de oferta do

grupo e sanções dos EUA à Vene-

zuela e ao Irã, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) num relató- rio nesta quarta-feira.

A AIE elevou sua estima-

tiva de crescimento da oferta de petróleo bruto de fora da Organização dos Países Expor- tadores de Petróleo para 1,8

milhão de bpd em 2019, ante 1,6 milhão bpd anteriormente.

A agência também redu-

ziu a sua previsão de demanda

por petróleo bruto da Opep, que se comprometeu a cortar

a oferta em 800 mil bpd este

ano como parte de um acordo com a Rússia e outros aliados.

Barril de Brent

oscila nos usd 60

O preço do barril de petróleo

Brent, para entrega em Abril, abriu, na quarta-feira, em alta no mercado de futuros de Lon- dres, a valer 63,06 dólares, mais

0,91 por cento do que no fecho

da sessão anterior. Na terça- -feira, o preço do barril de petró- leo Brent fehou em alta de 1,59 por cento para os 62,49 dólares. Em Setembro de 2018, os preços de oferta do Brent pareciam querer tocar o céu. Rapidamente saltaram para

a casa dos 80 dólares, numa

oscilação que não deixava baixar aos 75 dólares. A verdade é que passado pou- cos meses, a euforia da subida tornou-se fobia por descida fora das expectativas. A Opep reuniu com membros e países aliados de fora do grupo para dar resposta. Acordaram-se cortes nas produções dos paí- ses, mas a verdade é que os pre- ços há cerca de dois meses não passam dos 60 dólares. Até aqui, o preço mais alto que já atingiu o barril que é referên- cia às exportações angolanas foi de usd 64.

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

MErCAdoS

17

EdiçoES novEMbro

15 de f evereiro de 2019 MErCAdoS 17 EdiçoES novEMbro Banco Millennium Atlântico assume compromisso com

Banco Millennium Atlântico assume compromisso com a oferta de produtos e serviços tecnológicos aos clientes

Banco Atlântico reforça serviço de digitalização

Regina Handa

O Banco Millennium Atlântico disponibi- lizou, recentemente, mais um serviço digi- tal no quadro da sua

estratégia de promoção de maior interactividade e autonomização da relação com os clientes. Trata-se do “Disruption Lab”,

o primeiro laboratório digital em Angola que tem como objec-

tivo principal a promoção e fomento ao empreendedorismo

e à inovação digital. De acordo com o banco, pre-

tende-secomonovoservidoragre-

gar e gerar inovação digital, além de liderar os esforços de prestação de um melhor serviço tecnológico aos clientes do Atlântico. A central de dados busca tam- bém agregar ideias com potencial de

criação de valor, de forma a garan- tir que os clientes, as pessoas, os

parceiros,ascomunidadesemuitas

vezes os concorrentes beneficiam

prEtEndE-SE

CoM

o novo

SErvidor

AgrEgAr

E gErAr

inovAção

digitAL

do conhecimento e experiências proporcionados pelas mais recen- tes inovações tecnológicas. “O ambiente empresarial é das grandes instituições financeiras que está em mudança em virtude de factores associados a novas tec- nologias,novasestratégiasenovos serviços. Há um dever de adequação

dos bancos e das empresas em geral, se quiserem continuar relevantes. Tal passa por fomentar o espírito

“intrapreneureentrepreneur”den-

troejuntodasorganizações”,diza

instituição em comunicado. Para o Atlântico, os princípios de funcionamento do Lab têm o propósito de desenvolver as com-

petências digitais e de analytics,

a integração de uma massa crí-

tica de talentos numa equipa mul- tidisciplinar (mistura de recursos internos e externos), garantia de criação de know-how e expertise para o longo prazo através de pro- gramas de formação e certifica- ção. Bem como implementação de metodologias consistentes em

toda a organização.

O Lab surge no momento em

que o Atlântico implementa a sua estratégia 2.1 focada na transfor- mação, inovação e digitalização. Fruto de uma forte aposta nas

tecnologias e nos conceitos de transformação digital ao longo dostempos, obancoAtlânticotem estado a inovar cada vez mais.

Banco faz depósitos extra-balcão

Em Outubro do ano passado colocou no mercado a máquina de depósitos automáticos,

onde se pode fazer depósitos

a qualquer hora todos os dias incluindo sábados, domingos

e feriados de um valor máximo

de 3 milhões de kwanzas por operação com disponibilidade imediata da quantia. As máquinas estão dispo- níveis em Luanda nos balcões do Xyami Nova Vida, Viana e Bairro Azul e uma na cidade do Lubango, província da Huíla. Estas novas ofertas têm vindo a conquistar cada vez mais utilizadores, pelo que não é de estranhar perceber que o crescimento da adop- ção da banca digital é efecti- vamente, um dado adquirido.

certificação visa

Em linha com o foco na digita- lização e segurança das tran- sações de banca Eletrónica

dos seus clientes, o Atlântico

é o primeiro banco com pro-

cessamento de cartões Visa em Angola a obter a certifi- cação de segurança “Veri- fied by Visa” atribuída pela rede responsável por paga-

mentos de mais de 100 biliões de transações por ano. Mediante a adesão gratuita

a este serviço disponibilizado

pelo Atlântico aos seus clien-

tes, as transações efectuadas com cartões Visa através da internet ficam mais seguras, na medida em que qualquer pagamento efectuado numa

loja online também aderente

a este protocolo de segurança,

exigirá uma palavra-passe de certificação enviada pelo Banco ao cliente através de sms, o que reduz, significati- vamente, as possibilidades de fraude com este meio de paga-

mento internacional.

crédito sobe 24 mil milhões em 3 meses

A carteira de crédito a clientes

do Banco Millennium Atlântico (BMA), no terceiro trimestre de 2018, fixou-se nos 454,10 mil milhões de kwanzas e esse valor representa um aumento de 24,03 mil milhões em rela- ção ao apurado no trimestre anterior, conforme lê-se no balancete trimestral do banco. A demonstração conta- bilística do BMA apresenta ainda uma disponibili - dade de caixa de 158,16 mil milhões de kwanzas, consoli- dando um activo total de 1,39 biliões, contra os 1,28 biliões do período anterior. As contas do Millennium Atlântico, que datam de Junho a Setembro de 2018. acentuam um banco com vários desafios pela

dr

de 2018. acentuam um banco com vários desafios pela dr Parcerias envolvem banco alemão frente, sendo

Parcerias envolvem banco alemão

frente, sendo um deles de reser- vas, que se fixou negativo em 49,69 mil milhões de kwanzas.

Já na conta Títulos e Valores

Mobiliários, o Atlântico revela um saldo, em final de Setem- bro, de 514,16 mil milhões, acima do trimestre anterior, que foi de 446,81 mil milhões. No que diz respeito aos crédi- tos no sistema de pagamentos, as contas do banco situaram-se em 1,11 mil milhões de kwanzas, con- tra os anteriores 748,750 milhões.

Linha de financiamento

ao Atlântico reforçar a sua capa- cidade de financiar projectos que impulsionem o desenvolvimento

da economia nacional e deve con- tar, igualmente, com garantias de agências de crédito à exportação (ECAs), como a Euler Hermes. O presidente da Comissão Executiva do Atlântico, Daniel Santos, esclareceu sobre os critérios por que se vai reger

a concessão de crédito aos pro- jectos que venham a ser can- didatos a esta linha alemã. “A concessão de crédito será feita em kwanzas ou indexada

Nesta linha de actuação, há dias

à

moeda estrangeira a projectos

o

banco anunciou um acordo com

com um montante mínimo a ser

o

alemão Commerzbank, para

disponibilizado não inferior a 5

uma linha de financiamento de 30 milhões de euros. Soube o JE que a referida linha permite

milhões de kwanzas, abrangendo, preferencialmente, o sector pro- dutivo”, disse.

cotAçõeS

taxas de câmbio

 

311,574

 

USD/AKZ

commodities

64,59

 

BRENT

taxas de Juro

 

Moeda

14 Fev 2019

EURIBOR 1 mês

EUR

-0,367

EURIBOR 6 meses

EUR

-0,231

EURIBOR 12 meses

EUR

-0,108

LIBOR 1 mês

USD

2,48875

LIBOR 6 meses

USD

0,99138

LIBOR 12 meses

USD

2,91575

taxas de câmbio spot

 

Cotação

14 Fev 2019

USD/AKZ

311,574

EUR/AKZ

352,577

NAD/AKZ

22,520

EUR/USD

1.1269

GBP/USD

1.2807

USD/JPY

111.0500

USD/ZAR

14.1467

USD/BRL

3,7670

USD/CNY

6.7745

mercados accionistas

Índice

14 Fev 2019

DOw JONES

25,543.27

S & P 500

2,753.03

NASDAQ

7,420.38

FTSE 100

7,219.52

BOVESPA

88,660.00

PSI 20

5,105.62

NIKKEI 225

21,139.71

DAX

11,198.69

HANG SENG

28,432.05

commodities

 

14 Fev 2019

BRENT

64.59

CRUDE OIL

54.43

GÁS NATURAL

2.61

OURO SPOT

1,305.90

TRIGO

521.75

AçUCAR

12.57

CAFÉ

102.45

ALGODãO

71.68

18 EMprESAS

Economia & Finanças

Comércio vira baterias para o mercado local

A aquisição de alguns produtos que compõem a cesta básica será feita nos próximos tempos somente pelos agentes

grossistas devidamente credenciados pelos órgão de tutela

António Eugénio

A ngola já pro-

duz em grandes

quantidades

parte dos 54

produtos ali-

mentares que

con sta m no

pacote que o Executivo pre- tende que possa garantir a auto-suficiência, sem recurso temporariamente a importa- ção. A informação foi avançada, segunda-feira em Luanda, pelo ministro do Comércio, Joffre Van- -Dúnem, à margem do seminário promovido pelo sector sobre par- cerias público-privadas. O ministro disse que nesta condição estão os produtos como óleo de palma, fuba de milho e de bombó, açúcar, fari- nha de trigo, hortofrutícolas e outros que garantem uma reserva alimentar suficiente para o mercado interno. “Nas hortofrutícolas posso garantir que estamos em condi- ções de sermos auto-suficientes, quiçá ainda não haver uma liga- ção necessária e suficiente com o sistema de tratamento, embala- gem e recolha. A cadeia não está completamente fechada, e não há uma visibilidade sobre esta pro- dução mas ela já existe”, disse.

EdiçõES novEMbro

dução mas ela já existe”, disse. EdiçõES novEMbro Ministro do comércio joffre júnior Na perspectiva de

Ministro do comércio joffre júnior

Na perspectiva de proteger a produção interna as autoridades avançaram com a implementa- ção de várias medidas, que pas- sam pela valorização da produção nacional, redução de importa- ção e outras medidas cautelares. Alertou que, a partir de agora estão criados os mecanismos de protecção dos produtos internos que constam do Decreto Presiden- cial 23/19, que entrou em vigor a partir de Janeiro deste ano, que visa proteger a produção interna em toda extensão territorial. Por isso, a partir de agora

às empresas que são potenciais importadoras desses produtos

deverão ter o número de alvarás grossistas ou indústrias com condições exigidas para que o produto não chegue ao mercado

a preço alto e devem ter as suas

obrigações fiscais regularizadas

e segurança social actualizada. “Isso não é mais do que o cumprimento da legislação vigente, estas condições deve-

rão dirigir-se junto dos departa- mentos ministeriais existentes para que respondam por cada um desses produtos, que estão elen- cados em obter a devida autori- zação para o licenciamento da importação. Não há proibição de importação, mas sim estão cria- das as regras de forma a prote- ger a produção nacional”, disse. O ministro lembrou, a ine- xistência determinada para

a importação, tudo porque

varia de produto para produto,

onde os ministérios da Agri- cultura e do Comércio cada um tem a quantidade e o tipo

de produto que pode importar. Para Joffre Van-Dúnem a cesta básica alimentar dei- xou de ser um problema, por- que internamente os agentes

e agricultores estão empe-

nhados no cumprimento das

metas traçadas para garantir

a auto-suficiência alimentar.

EdiçõES novEMbro

garantir a auto-suficiência alimentar. EdiçõES novEMbro A importação de bens de primeira necessidade só será

A importação de bens de primeira necessidade só será feita pelos grossistas devidamente credenciados

grANDeS ceNtroS De coNServAção vão coNtriBuir NA ProDutiviDADe

Yola do Carmo

O Centro de Logística e

Distribuição de Luanda (CLOD) vai contar nos próximos tempos com uma área que vai permitir a recolha, embalagem

e conservação de fruto/ hortícolas.

Localizado em Luanda, o centro, em fase de conclusão permitirá

o

escoamento, processamento

e

transformação de produtos

agrícolas, e de igual modo estará também vocacionado ao abastecimento de peixe e carne. Segundo o recém-empossado

administrador do Centro de Logística e Distribuição,

Jacinto José, o centro é um local dotado de infra-

estruturas que servirá de apoio aos produtores, distribuidores e distintos operadores que exercem a actividade do comércio.

O responsável disse ser

um grande desafio gerir

a unidade, a julgar pela

complementariedade de serviços, operacionalizados com os equipamentos que constituem este mercado. Por sua vez, o administrador

MAu EStAdo

dAS viAS tEM

Contribuído

nA dEgrAdAção

doS bEnS

do Mercado Abastecedor do

Benfica (MAB), Ângelo Machado, disse que o objectivo do centro que vai dirigir é ajudar no escoamento dos produtos diversos, criando sinergias e formas de redistribuição. Sublinhou ainda haver uma grande necessidade de se criar políticas multi-sectoriais, uma vez que a degradação acentuada das vias de acesso contribui em grande medida, na deterioração de quantidades consideráveis de produtos provenientes do

campo. “Tem de existir uma integração

de serviços, pois não bastam os centros. É preciso também existirem estradas boas, para facilitar, disse o novo gestor empossado terça-feira pelo ministro do Comério.

dr

gestor empossado terça-feira pelo ministro do Comério. dr os centros de distribuição poderão albergar outros novos

os centros de distribuição poderão albergar outros novos serviços

Bengo pede mais empenho do investidor

Governadora provincial quer maior produtividade

A governadora do Bengo, Mara

Quiosa, pretende uma maior par- ticipação dos empresários locais

no processo de crescimento e desenvolvimento da província, com vista à elevação da qua- lidade de vida das populações desta região do país. Em declarações à imprensa

no final de uma visita de cons- tatação efectuada a sete unida- des industriais nas comunas da Barra do Dande e Mabubas

a governante disse que a classe

empresarial é um parceiro estra- tégico e privilegiado do Governo que deve participar mais no pro- cesso de desenvolvimento local, principalmente por se tratar de uma fonte de geração de emprego e que precisa da contribuição de

todos os angolanos.

Disse ser importante que as empresas criem pequenos projectos sociais que benefi- ciem as comunidades das áreas onde estão inseridas, no quadro da sua responsabilidade social. Mara Quiosa convidou os empresários nacionais e estran- geiros a investirem na província do Bengo, não só no domínio da

Indústria, como também no sector

da Agricultura, Pescas e Turismo, tendo manifestado todo seu apoio, no sentido de criar condições suficientes aos interessados na implementação desses projectos.

A gover nadora v isitou a

fábrica de tubos “Sino Angola”, de ração animal, “Fazenda Filo- mena”, de material de construção, “Novangospencer”, de caixas e quadros eléctricos, bem como as unidades de extracção mineira da Mebisa, Camex e Teodoro Alho,

tendo manifestado a sua satis- fação pelos níveis de produção das empresas. A visita enquadra- -se na política de governação de proximidade, que visa manter um diálogo permanente com a

classe empresarial da província.

“A nossa ideia é fazer o acompa-

nhamento das empresas”.

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

EMprESAS

19

 

EdiçõES novEMbro

Eventos Arena prevê realizar nove feiras internacionais este ano

Eventos Arena prevê realizar nove feiras internacionais este ano

Empresa especializada em gestão de fóruns está a trabalhar no sentido de tornar as edições desse ano numa plataforma geratória para a captação de investimentos

 

EdiçõES novEMbro

Dois novos eventos de cariz internacional serão introduzidos no calendário normal das feiras ainda neste

Dois novos eventos de cariz internacional serão introduzidos no calendário normal das feiras ainda neste ano

Malanje para o sector Político, Social e Económico, Domingos Manuel Eduardo, disse que a 1ª Expomalanje e o Salão da Man- dioca perseguem objectivos cien-

tíficos, além dos comerciais como

Malanje vai acolher de 2 a 5

a promoção da produção local. Ao passo que a 1ª edição FIMMA, segundo Bruno Albe- maz, a madeira é um dos recur- sos naturais mais importantes

do país, pois, ao invés de impor- tarmos mobiliários devemos desenvolver indústrias que venham a produzir esse mobi- liário, para que este seja um produto das substituições das importações nacionais.

O gestor aproveitou a ocasião

de Maio uma feira internacional

expo-Malanje vai mobilizar investidores nacionais

e estrangeiros

para desmistificar que a partici-

pação das empresas numa feira não é um custo, mais um inves- timento. “Por isso, é necessário

A 1ª Edição da Feira Internacio- nal de Malanje (Expomalanje 2019), será realizada de 2 a 5 de Maio próximo no Pavilhão Multiusos Palanca Negra.

 

deduzir e fazer o investimento de

acordo com as possibilidades das empresas e participarem nas fei- ras que mais se identificam com

Pedro Peterson

e

apostar no desenvolvimento

Madeira de Angola (FIMMA)

 

O

programa do evento foi

e

formação do capital humano.

de 5 a 8 de Junho na ZEE.

apresentado terça-feira última

 

O administrador comercial,

Estão ainda previstas para o mês de Junho a realização da 2ª edição do Angola FIT (15 a 17) no Seven Gym, a 35 edição da FILDA (9 a 13 de Julho), a 4ª edição da Expo-Indústria (9 a 12 de Outubro) na ZEE, a 2ª edição da People Sum- mit África (23 a 25 de Outubro) no CCTA e a 16ª edição da Projekta que será realizada de 13 a 16 de Novembro na Ilha de Luanda. Das feiras propostas o desta- que vai para a Feira Internacio- nal de Malanje (ExpoMalanje) e a FIMMA),doisnovosprojectosque vêm de encontro com os objecti- vos gerais traçados pela empresa. No que concerne a Expo- Malanje, o vice-governador de

o segmento dos seus negócios”

em Malanje, em conferên - cia de imprensa pelo governo da província e pela Eventos Arena, gestora das feiras. Com a realização da feira, o governo de Malanje pretende esti- mular o desenvolvimento econó-

A ArenaEventosapre-

E x p o f e i r a s

2019, 1ª exposi-

ção nacional sobre

sentou em Luanda,

a

Manuel Novais, além de apre- sentar as inúmeras vantagens de

disse Bruno Albemaz. Além do anúncio e apresenta-

participar em feiras, explicou os vários modelos de participação para que as empresas possam obter o maior lucro ao investir na

çãodasdiversasfeirasaseremrea-

lizadas pela empresa, o certame proporcionou a abertura de um pro-

feiras em Angola.

cesso de inscrições com descontos especiais para todas as empresas que aderiram na ocasião.

Ainiciativavisareunirempre- participação nas mesmas.

mico da região, promovendo a sua capacidade produtiva para

sas, instituições públicas e priva- das com o objectivo de apresentar

Assim, para o calendário de feiras 2019, a Eventos Arena

A Eventos A rena é uma

a

atracção de novos investidores

o calendário de feiras e fazer o

projecta a realização de 9 fei- ras, designadamente, 1ª edi- ção da Expo-Malanje (2 a 5 de Maio), 6ª edição da Alimentí- cia (8 a 11 de Maio) na ZEE, a 9ª edição da FIB (22 a 26 de Maio), no Estádio de Ombaka em Ben- guela, a 1ª edição da Feira das Indústrias do Mobiliário e de

empresa angolana, pertencente ao Grupo Arena, especializada na produção, promoção, organi- zação e gestão de feiras e even- tos. Em 2018 a Eventos Arena realizou 8 Feiras que recebe- ram mais de 80 000 visitan- tes e cerca de 1 260 expositores, oriundos de mais de 18 países.

a criação de mais indústrias. Segundo uma nota de imprensa que o JE teve acesso, o certame vai dar maior impulso ao pro- cesso de diversificação da eco- nomia para a criação de mais oportunidades de negócio. Entre as várias actividades programadas, constam o 1º Salão Internacional da Mandioca e o Festival Gastronómico “A arte de

e

balanço das actividades de 2018. Segundo o Presidente do Con- selho de Administração do grupo Arena, Bruno Ricardo Albernaz, para este ano a empresa pretende ter a liderança no sector de orga- nização, realizar as feiras dos principais sectores de actividade

iNe abre concurso público às empresas

comer mandioca”, eleita pela Orga- nização das Nações Unidas, como alimento do século 21, uma das grandes potencialidades agrícolas que a província dispõe. As inscrições para o evento estão abertas, bastando solicitar

 

EdiçõES novEMbro

O Governo de Angola, por inter-

médio do Instituto Nacional de Estatística (INE), beneficiou de um financiamento do Banco Mun-

nas directrizes do Banco Mun- dial para a aquisição de bens, obras e serviços de não consul- toria, no âmbito do empréstimo

e serviços de não consul- toria, no âmbito do empréstimo Para as T-shirts e bonés as

Para as T-shirts e bonés as propostas devem ser entre- gues no endereço descrito até

o

dossier de expositor através do

o dia 26 do mês em curso, para

email geral@eventosarena.co.ao. Os bilhetes serão comer- cializados du ra nte os d ias do evento, ao preço de 500

dial, para cobertura dos custos relacionados com a implemen- tação do projecto estatístico e pretende aplicar parte dos fun- dos para o fornecimento de T-Shirts, bonés, 200 (duzentas) motorizadas e capacetes para o Recenseamento Agro-Pecuário

do BIRD e Crédito e Doações da AID por parte de Mutuários do Banco Mundial de 2011 (revisto em Julho de 2014), além de ser aberta a todos os licitantes ele- gíveis, conforme definido nas directrizes das aquisições. Os concorrentes elegíveis inte-

as 200 motorizadas e capa- cetes as propostas devem ser entregues até o dia 12 de Março.

A nota informa que, as pro-

kwanzas. Para os estudan- tes universitários, munidos de cartão de identidade e de estu- dante, e crianças até aos 14 anos acompanhados por um adulto, as entradas serão gratuitas. As escolas e universidades que queiram organizar grupos de estudo, para visitas ao cer- tame, deverão endereçar uma carta com intenção à Eventos

postas não podemser submetidas por via electrónica e as atrasa- das serão rejeitadas. As propos- tas serão abertas publicamente

e Pescas (RAPP) 2019. Segundo um documento que o JE teve acesso, o pro- jecto de Angola convida as empresas elegíveis (consulto- res) para apresentarem propos- tas em envelopes lacrados para

ressados podem obter mais infor- mações e examinar o caderno de encargos, no período normal de expediente na sede do INE.

na presença dos representantes designados dos concorrentes e de qualquer outra que desejar estar presente no endereço indicado, no dia 26 do mes em curso e no dia 12 de Março de 2019.

O caderno de encargos em por-

tuguês, segundo o documento, pode ser obtido mediante solici-

A d o c u m e n to d o I N E

Arena, até 15 dias antes da feira.

o fornecimento do material. Os serviços serão realizado por meio de concurso público nacio- nal (NCB) conforme especificado

tação escrita pelos email no ende- reço: sherley.chipita@ine.gov.ao; Rui.Alfredo@ine.gov.ao; isabel. andrade@ine.gov.ao

acrescenta que, todas as pro- postas devem ser acompa- nhadas por uma Declaração de Garantia de Proposta. P.P

 

A

Eventos A rena detém o

know-how para colaborar com o governo de Malanje na gestão

edifício-sede do iNe em Luanda

e

organização do certame. P.P.

20 EMprESAS

Economia & Finanças

EdiçõES novEMbro

20 EMprESAS Economia & Finanças EdiçõES novEMbro constam do programa algumas indústrias instaladas na zona

constam do programa algumas indústrias instaladas na zona económica especial Luanda-Bengo ligadas à petrolífera Sonangol de acordo com o igAPe

Privatizações de empresas vão acontecer brevemente

O processo será feito por via da Bolsa de Valores de forma a garantir maior eficiência e transparência e privilegiar uma ampla participação

Xavier António

O processo de privatizações de empresas n a c i o n a i s vão acontecer a i nda neste trimeste e vai,

em três fases, conteplar, entre outras medidas, um grupo de empresas com condições opera-

cionais a serem privatizadas.

A informação avançada pelo

presidente do Conselho de Admi- nistração do Instituto de Gestão

de Activos e Participações do

Estado (IGAPE), Valter Barros,

que não cita quais as “empresas operacionais”, adianta estarem

já seleccionadas uma série de

empresas do grupo Sonangol.

O responsável falava recen-

temente, em Luanda, durante um fórum empresarial diri- gido aos empresários nacio- nais e franceses. Sem aponta r números, garantiu que foram cataloga- das algumas indústrias ins- taladas na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE) e outras unidades de maior dimensão com participações do Estado.

transparência

O gestor do IGAPE garan-

do Estado. transparência O gestor do IGAPE garan- Valter Barros pCA do igApE 40 MeSeS tempo

Valter Barros

pCA do igApE

40

MeSeS tempo em que vai decorrer o programa de privatizações

no qual estão já identificadas várias empresas

alguns dos players, assim como

a eliminação de possibilidade de

influência política no acesso às

parcelas de capital a privatizar. Por isso, sublinhou que mui- tas empresas a privatizar não pressupõe, numa fase inicial, grandes encaixes financeiros, “mas o Estado há de privile- giar os investidores que garan-

tam a capacidade de alavancar

EStão CriAdoS MECAniSMoS pArA prEvEnção dE ACtoS dE Corrupção no proCESSo

74

eMPreSAS universo de empresas públicas que o governo previa privatizar até o ano passado, com destaque para as do sector industrial

que possuem concessões de

direito de exploração de bens de domínio público foram retira- das do programa de privatiza- ções, com destaque para as do sector de energia, distribuição de água e gestão de aeroportos. Walter Barros susten- tou que as empresas indica- das para as privatizações foram apuradas em função

tiu que o alcance político e

o

negócio, assim como a sua

da performance definida no

social do programa de priva-

sustentabilidade garantindo

âmbito do projecto, tendo

tizações prevê um nível de

a

oferta de postos de trabalho

em conta o seu cunho legal,

transparência e integridade.

e

ganhos económicos futuros”.

operacional e actividade.

Para tal, assegurou que estão criados os mecanismos para

Sectores estratégicos

“As privatizações serão fei- tas por via da bolsa de valo-

prevenção de actos de corrup- ção, privilégios à informações a

As empresas consideradas estratégicas para o Estado e

res de forma a garantir maior eficiência e transparência e

privilegiar uma ampla par-

ticipação dos interessados mediante apresentação de pro- postas estabelecidas por lei

e nos cadernos de encargos”,

afirmou. Razão pela qual, segundo disse, o IGAPE vai ajudar a defi- nir o modelo de privatização mais adequado em função das empresas, do sector da activi- dade e a tramitação da lei no âmbito dos contratos públicos.

Dados que o JE teve acesso, indicam que o programa terá

a duração de 40 meses. No

entanto, 15 por cento das recei-

tas serão incorporadas para alavancar o processo.

74 empresas na “mira”

Em 2018 o Governo previa pri- vatizar 74 empresas públicas

a médio prazo, sobretudo as do

sector industrial. O processo vai permitir ao Estado angolano obter um encaixe financeiro de cerca de 20 milhões de euros. No entanto, Angola intro- duziu em 1994 a nova legisla- ção sobre privatizações para aumentar a eficiência, produ- tividade e competitividade da indústria do país. Apurou o JE que as fábri- cas de cerveja Cuca e Ngola, a empresa de café Lian - gol , a M a nauto e V id r u l foram algumas das empre- sas privatizadas no período que se seguiu à independência. E nt r e 2 0 0 1 e 2 0 0 5 , o Governo chegou a identificar 102 empresas para privatização total ou parcial, cujo processo não chegou a ser concluído.

internet carece de mais investimentos

AngoLA prECiSA dE pELo MEnoS 1.200 torrES dE pArtiLhA dE SinAL dE rEdE MóvEL

A

cobertura no acesso à inter-

net pode ser acelerado com a implementação do projecto de partilha de torres de telecomu- nicações electrónicas, de acordo com o director-geral da empresa Antosc, Marcos Chaves. Confirmou que a cobertura

actual abrange apenas 47 por cento

da

população e agora com este pro-

jecto poder-se-á atingir níveis percentuais desejados e facilitar

ainda a redução de custos das operadoras de telefonia móvel.

 

Justificou que Angola precisa

de

pelo menos 1.200 torres de par-

tilha de sinal de rede móvel com

capacidade para suportar quatro operadoras. Cada antena está avaliada em 300 mil dólares e com uma capacidade de cobertura que pode atingir mais de 30 quilómetros de distância. Marcos Chaves falava à margem da inauguração das primeiras quatro torres de

partilha localizadas no troço Ndalatando/Maria Teresa, na província do Cuanza Norte, acto marcado com a presença do ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha. Na ocasião, o ministro subli- nhou que a missão é a de esten-

der a rede que liga a província de Luanda ao Cuanza Norte a fim de

servir os utiilizadores dos ser- viços virados às novas tecnolo- gias de informação, incluindo

o “rooming” interno. Garantiu que os custos para

a construção das infra-estrutu-

ras são suportados pelo Fundo de Desenvolvimento das Comunica-

ções.Actualmentefuncionamcom sinal das antenas partilhadas, a Unitel, Movicel e Angola Telecom.

 

dr

das Comunica- ções.Actualmentefuncionamcom sinal das antenas partilhadas, a Unitel, Movicel e Angola Telecom.   dr

Sexta-feira, 15 de f evereiro de 2019

pubLiCidAdE

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(700.012)
(700.012)

22 dESEnvoLviMEnto

Economia & Finanças

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