Você está na página 1de 8

MULTIVIBRADORES

Introdução

Os circuitos multivibradores são geradores de onda de tensão quadrada que são


utilizadas em grande escala em circuitos eletrônicos, podendo ser divididos em dois
circuitos básicos:

• Monoestável (temporizador), circuito que permanece em um estado


estável num tempo indeterminado enquanto não houver um sinal de
disparo externo para que possa passar para o outro estado, este estado, no
entanto é determinado por um tempo.
• Astável (oscilador), circuito que fornece uma forma de onda quadrada
oscilante que possui um tempo em alto e um tempo em baixa, sem a
necessidade de um pulso externo.

Circuito Monoestável Disparo down

Para analisarmos o circuito monoestável observaremos o circuito, no período


chamado estável ou repouso, a condição dos transistores Q1 e Q2 que estão polarizados
como chaveadores se apresenta da seguinte forma: Q2 saturado, determinando uma tensão
aproximadamente igual a zero na base de Q1, fazendo este ficar em corte. Esta situação
permanecerá inalterada, que chamaremos de estado de repouso.
Neste instante é conveniente analisarmos algumas tensões existentes no circuito,
estas tensões serão em relação ao referencial; na base de Q2 devido à polarização direta
entre base/emissor tem-se a tensão da barreira de potencial, aproximadamente 0,7v
implicando em uma polarização de saturação do mesmo onde, no coletor terá
aproximadamente uma tensão nula, a tensão nula do coletor de Q2 é aplicada na base de
Q1 fazendo este se manter aberto.
No instante em que se é dado um pulso na chave S1, a tensão de polarização de
Q2 deixará de existir fazendo Q2 abrir elevando a tensão em seu coletor que fará Q1
fechar, neste instante a tensão na base de Q2 vai a valores negativos devido à inversão de
polarização do capacitor CT que irá aumentando até novamente atingir a barreira de
potencial de Q2, este processo tem tempo de duração que depende de: T = RT . CT. 0,693.

Circuito Monoestável Disparo up


O circuito monoestável com disparo em up terá o mesmo funcionamento
operacional que o descrito acima, no entanto o seu disparo será aplicando uma tensão de
transição up nos emissores dos transistores, fazendo a inversão dos estados e assim
iniciando o processo de temporização.

Um astável é um oscilador, e para analisar o seu funcionamento consideremos


como ponto de partida (t = 0) o instante em que o Q1, na Figura 1, estando cortado passa
a saturado, ocorrendo o oposto com Q2.

Figura: 1a. Figura: 1b.

Observe na Figura 1b que Q2 começa a conduzir (fechar) quando Vc1 = barreira


de potencial da junção base-emissor, a tensão do emissor de Q2 faz Q1 abrir e iniciar o
processo de carga através de R2 - C2, até a tensão na base de Q1 atingir o valor da barreira
de potencial e fechar Q1 como mostra a figura 2.
Figura: 2.

Como pode ser visto através do gráfico sobreposto, a base de tempo formado por
RT1 e CT1 determina o tempo em alto de Q2 e, a base de tempo formado por RT2 e CT2
determina o tempo em alto de Q1, sendo a constante de tempo dado pela equação Ta =
Rt. CT. 0,693.
Como o estado de um transistor depende do estado do outro, pode-se concluir
que TaQ1 = TbQ2 e TaQ2 = TbQ1, assim a frequência de oscilação será:
F = 1 / TT, onde,
TT = Tempo → total TaQ1 + TbQ1.

Circuito Integrado 555

É um circuito integrado dos mais conhecidos no universo da Eletrônica. Presente


na maioria das publicações o CI 555 é extremamente versátil, podendo ser utilizado como
temporizadores ou multivibradores.
Foi projetado e criado em 1970 e passou a ser comercializado em 1971, pela
Signetecs, de tão fácil de utilizar em vários tipos de circuitos foi apelidado de máquina
do tempo num chip.
O circuito integrado 555 é um dispositivo fabricado para aplicações gerais de
temporização Alimentação: na faixa de +5V até +18V; Corrente: até 200 mA; Função
stand-by: consumo dos componentes internos do dispositivo fica na faixa de 10 mA.
Permitindo o comando direto de dispositivos de maior potência, tais como relés,
lâmpadas, entre outros.
Descrição e pinagem O 555 corresponde a um circuito integrado monolítico que
pode atuar como temporizador ou oscilador astável. Como temporizador ou monoestável,
o qual chamaremos também de timer, pode manter uma carga funcionando por um
determinado e preciso tempo, sendo controlado por um resistor e um capacitor externos.
Abaixo temos a figura com a representação de cada pino:

Funções de cada pino


1 – GND – Deve ser ligado ao negativo da fonte de alimentação ou de uma
bateria, também conhecido como terra ou massa.
2 – Trigger – É o gatilho usado para disparar o funcionamento do circuito.
Aplicando 1/3 da tensão de alimentação a saída (pino 3) vai ao nível alto (tensão Vcc)
por um dado momento.
3 – Saída (Output)– É a a saída dos pulsos gerados pelo circuito integrado e
seu nível depende de resistores e do capacitor ligados externamente ao C.I.
4 – Reset – Inibe o funcionamento do circuito. Quando colocado em nível baixo
(no GND), ele reinicia o funcionamento e mantém tudo parado até que seja colocado em
nível alto. Em funcionamento normal ele é mantido ao Vcc.
5 – Modulador – Também chamado de Control Voltage, é capaz de modular o
sinal de saída, onde o sinal gerado pela oscilação do 555 será a portadora e os sinais
aplicados a este pino realizará a modulação desse sinal. Na configuração monoestável, se
aplicado um sinal de 2/3 da tensão de alimentação a largura do pulso da saída poderá ser
alterada.
6 – Threshold – Quando este terminal recebe um sinal maior que 2/3 da tensão
de alimentação ele faz a saída (pino 3) ir ao nível baixo (zero volts).
7 – Descarga – Descarrega o capacitor externo para que se possa iniciar um novo
ciclo de trabalho.
8 – Vcc – Deve ser ligado ao positivo da fonte de alimentação ou de uma bateria.

Schmitt-Trigger
São também encontrados na família TTL blocos configurados com entradas
Schmitt- Trigger (gatilho de Schmitt). Esse tipo de bloco possibilita tornar rápidas as
variações lentas dos níveis de tensão de determinados sinais aplicados à sua entrada,
causando na saída o aparecimento de uma onda quadrada bem definida. Em outras
palavras, esse tipo de bloco, além de realizar sua função lógica quadrada o sinal aplicado
à entrada, desde que sejam respeitados os parâmetros mínimos e máximos de tensão
especificados para bloco.
O bloco vai considerar iguais a 0 os valores de entrada abaixo do especificado
por 𝑽𝑻 – (Negative-Going Threshold Voltage) ou limitar negativo de tensão, e vai
considerar iguais a 1 os valores acima de 𝑽𝑻 + (Positive-Going Threshold Voltage) ou
limitar positivo de tensão.
Para ilustrar, a Figura 9.15 mostra um inversor TTL Schmitt-trigger (a) e a ação
sobre um sinal de variação lenta aplicado à sua entrada (b).

Figura: 9.15. a b

O símbolo (histerese) presente no inversor é utilizado em manuais de fabricantes


para identificar as portas que executam a função de Schmitt-trigger, sendo atribuído
devido à aparência da característica de transferência do bloco. para exemplificar essa
curva e os valores práticos dos parâmetros 𝑉𝑇 – e 𝑉𝑇 +, a Figura 9.16 mostra a
característica de transferência típica do circuito integrado TTL 7414 (seis inversores
Schmitt-trigger).
Figura: 9.16.

Pelo gráfico, notamos que para a saída assumir nível 0 (𝑉𝑂𝐿 = 0,2V), é necessário
que a variação de entrada atinja aproximadamente 𝑉𝑇 + = 1,7V, e para assumir nível 1
(𝑉𝑂𝐻 = 3,4V), é necessário que a variação de entrada caia abaixo de 𝑉𝑇 - = 0,9V
aproximadamente.
Os dispositivos Schmitt-trigger são largamente utilizados em sistemas digitais
para transformar em onda quadrada as variações oriundas de sistemas analógicos diversos
não compatíveis. Uma dessa aplicações consiste em, a partir de uma amostra da tensão
senoidal da rede elétrica, obter o sinal de clok quadrado de 60Hz para, após divido,
fornecer 1Hz aos contadores de segundos dos relógios digitais.
Além de inversores, são encontrados disponíveis em circuitos integrados da
família TTL portas NE Schmitt-trigger.

Conclusão

Com base nos estudos feitos de multivibradores pode-se identificar que o grande
emprego estam presente no campo da eletrônica de Potência. Dessa forma, pode-se
concluir que eles são circuitos importantes no mundo da eletrônica onde esses circuitos
geram onda quadradas.

Através de estudos de cada uma citado anteriormente exemplificara o


monoestável, circuito que permanece em um estado estável num tempo indeterminado
enquanto não houver um sinal de disparo externo para que possa passar para o outro
estado, este estado, no entanto é determinado por um tempo.
Assim como o astável, circuito que fornece uma forma de onda quadrada
oscilante que possui um tempo em alto e um tempo em baixa, sem a necessidade de um
pulso externo.
Então, o circuito integrado 555 também faz parte da mesma família, e é um
circuito integrado dos mais conhecidos no universo da Eletrônica. Presente na maioria
das publicações o CI 555 é extremamente versátil, podendo ser utilizado como
temporizadores ou multivibradores.
Embora os dispositivos Schmitt-Trigger são largamente utilizados em sistemas
digitais para transformar em onda quadrada as variações oriundas de sistemas analógicos
diversos não compatíveis. Uma dessa aplicações consiste em, a partir de uma amostra da
tensão senoidal da rede elétrica, obter o sinal de clok quadrado de 60Hz para, após divido,
fornecer 1Hz aos contadores de segundos dos relógios digitais.

Referências:

MULTIVIBRADORES: Eletrônica básica. Disponível em:


<http://josematias.pt/eletr/wp-content/uploads/apostila_eb3_v2006-1.pdf>.
Acesso em: 18 maio.2019.

MULTIVIBRADORES: CIRCUITO INTEGRADO 555. Disponível em:


<http://paginapessoal.utfpr.edu.br/dyson/el65j-eletronica/trabalhos-dos-alunos-
2s-2014/CI%20555.pdf/at_download/file>. Acesso em: 18 maio.2019.

MULTIVIBRADORES: Multivibradores com CI 555. Disponível em:


<http://www.professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Oscil
adores_Multivibradores/2012_2/Apresentacao_Aula_08.pdf>. Acesso em: 18
maio.2019.

MULTIVIBRADORES: Circuito integrado 555. Disponível em:


<http://professorpetry.com.br/Ensino/Repositorio/Docencia_CEFET/Osciladores
_Multivibradores/2012_1/Apresentacao_Aula_13.pdf>. Acesso em: 18
maio.2019.

VALEIJE, IVAM IDOTE; GABRIEL, FRANCISCO CAPUANO. Elemento de


eletrônica digital. 41. ed. ver. E atual. São Paulo: Érica. 2014.