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Alunos: Brian Alexander Venske e Jean Lucas Felício

Centro Universitário Leonardo Da Vinci


Curso: Engenharia Civil
Disciplina: Projeto Integrado Multidisciplinar IV

ARTIGO CIENTÍFICO:

BAMBU ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL

Brusque - 15/09/2018
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Sumário

1. Resumo ................................................................................................................. 3
1.1. Abstract .............................................................................................................. 3
2. Introdução ............................................................................................................. 4
3. Fundamentação Teórica ...................................................................................... 5
3.1. Bambu ............................................................................................................... 5
3.2. Concreto ............................................................................................................ 6
3.3. Coluna ............................................................................................................... 7
4. Metodologia .......................................................................................................... 8
5. Cronograma ........................................................................................................ 11
6. Orçamento .......................................................................................................... 12
7. Materiais e Recursos .......................................................................................... 12
8. Conclusão ........................................................................................................... 13
9. Referências ......................................................................................................... 13
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BAMBU ALTERNATIVA SUSTENTAVEL


ALTERNATIVE BAMBOO FOR SUSTENTABILITY

FELICIO, Jean Lucas


VENSKE, Brian Alexander

1. RESUMO

O presente artigo foi elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica, tendo como
objetivo analisar a resistência do bambu da espécie Dendrocalamus Giganteus na
utilização como uma coluna sofrendo esforços de compressão, podendo ser também
uma alternativa mais econômica para obras de casas populares, com um custo e
peso menor do que temos hoje nas estruturas de concreto armado. Serão
analisados 25 corpos de provas, os testes serão realizados no Centro Universitário
Leonardo Da Vinci ASSEVIM–UNIASSELVI de Brusque, no equipamento tipo
Prensa Hidráulica da marca SOLOCAP com capacidade de até 10.000.quilos, nos
artigos estudados foram alcançados valores de resistência à compressão de 58 Mpa
de ambos, o bambu com nó e do bambu sem o nó. Espera-se que os resultados
obtidos nos testes consigam atingir níveis de resistência igual ou superior dos
artigos estudados, tendo assim a partir destes resultados a apuração da relação final
do custo benefício comparado ao concreto armado.

Palavras-chave: Bambu; Concreto; Coluna.

1.1. ABSTRACT

The present article was elaborated from a bibliographical research, aiming to analyze the resistance of
the bamboo of the species Dendrocalamus Giganteus in the use as a column undergoing
compression efforts, being also a more economical alternative for works of popular houses, with a cost
and lower weight than we have today in reinforced concrete structures. It will be analyzed 25 test
bodies, the tests will be carried out in the University Center Leonardo Da Vinci ASSEVIM-
UNIASSELVI de Brusque, in the equipment type Hydraulic Press of the brand SOLOCAP with
capacity of up to 10,000.quilos, in the articles studied were reached values resistance of compressive
strength of 58 Mpa of both, the bamboo with knot and the bamboo without the knot. It is expected that
the results obtained in the tests will achieve equal or higher resistance levels of the articles studied,
thus, from these results, the calculation of the final cost-benefit ratio compared to the reinforced
concrete.

Keywords: Bamboo; Concrete; Column.


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2. INTRODUÇÃO

O bambu é utilizado em diversos países para o artesanato e construção,


tendo em vista que são de grande utilização por países vizinhos em construções e
também os avanços alcançados, que foram muitos significativos em termos de
resistência, em especial a ser estudado do bambu da espécie Dendrocalamus
Giganteus extraídos da Floricultura Flora Brusque.
Foi optado por fazer testes de colunas e em níveis de comparação verificar os
resultados obtidos com as bibliografias1 estudadas, e assim averiguar se realmente
os valores que foram encontrados são reais e se o uso do bambu no Brasil será uma
opção conveniente e econômica para obras de casas populares.
Com esse escopo para ser alcançado serão necessários 25 corpos de prova,
sendo 05 de concreto, estando como referência para efeito de comparação com o
bambu, os demais testes serão realizados com, 05 bambus com nó, 05 bambus sem
nó, 05 bambus com concreto sem nó e 05 bambus com concreto com nó, este último
será colocado concreto apenas na sua base vendo que não terá como ser
preenchido por completo tendo em vista o diafragma dos nós do bambu.
O presente artigo foi desenvolvido como uma alternativa para o concreto
armado, visando uma economia maior para construção de casas populares, com
esta finalidade será feitos testes para observar como o bambu se comporta sofrendo
tensões como as colunas de concreto armado sofrem em uma construção.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1. Bambu

² Bibliografias: Artigos Científicos pesquisados na base de Pesquisa da Biblioteca Virtual Scielo Brasil, sendo
estes: Propiedades físicas y mecánicas de tres especies de guaduas mexicanas (Guadua aculeata, Guadua
amplexifolia y Guadua velutina); Resistência de duas espécies de bambu tratadas contra fungos xilófagos;
Análise mecânica de pilares mistos bambu-concreto e Determinación experimental de valores característicos de
resistencia para Guadua angustifolia.
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A escolha do bambu é fruto pelo fato de ser um material de fácil plantio pelo
clima tropical brasileiro, não necessita de replantio depois do corte, diferente de
outras espécies como o eucalipto, por exemplo, que depois do terceiro corte deve
ser feito o replantio. Outra vantagem é a taxa de rebrota anual, que viabiliza a
colheita periódica sem prejudicar a plantação, ao oposto, quanto mais ele é cortado,
mais tende a propagar-se.
O bambu ajuda a fazer a recuperação do solo, a reter umidade e também tem
a função de fazer o controle de erosão do solo. O peso estrutural do bambu é menor
que o de outros elementos, como o concreto armado e as estruturas de aço.
Ao contrário dos materiais convencionais, o bambu não consome energia
para sua produção, ele pode ser plantado em praticamente todo lugar e utiliza mão
de obra humana em todos os processos de beneficiamento, gerando renda local,
além de suas vantagens de usabilidade, o bambu ainda oferece uma fácil colheita e
transporte, o que o torna economicamente mais viável, e já que sua extração é bem
menos impactante do que a do metal, também se torna muito mais sustentável.
Usando bambu seria evitada a emissão de uma grande quantidade de CO2
na atmosfera – mais de 200 toneladas de dióxido de carbono por hectare. Cada
espécie possui características químicas e físicas diferentes, o que implica numa
diferenciação também de seu uso. Dependendo do tipo de construção, o custo de
uma estrutura de bambu pode cair em 50%, comparado a uma estrutura
convencional2.

“O bambu possui características muito parecidas com o aço.


Sua resistência às forças de compressão e tração é muito alta,
podendo ser usado se devidamente calculado
simultaneamente, para esses dois esforços. Quando
comparados os valores médios de resistência à tração do
material sobre o peso próprio, percebemos que o bambu é
capaz de suportar o equivalente e, em alguns casos, até uma
carga maior que o aço” (Engenheiro civil Vitor Hugo Silva
Marçal, secretário Executivo da Associação Brasileira de
Produtores de Bambu (ABPB)).
Estudos mostram que o bambu pode sim ser utilizado no lugar do aço, já que
sua resistência à tração e à compressão atinge valores médios de 100 Mpa e 40
MPa, respectivamente³.

3.2. Concreto

2 Associação Brasileira de Produtores de Bambu (ABPB).


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O concreto é material construtivo amplamente disseminado. Podemos


encontrá-lo em nossas casas de alvenaria, em rodovias, em pontes, nos edifícios
mais altos do mundo, em usinas hidrelétricas e nucleares, entre outros. Estima-se
que anualmente são consumidas 11 bilhões de toneladas de concreto, o que dá
aproximadamente, um consumo médio de 1,9 toneladas de concreto por habitante
por ano, valor inferior apenas ao consumo de água. No Brasil, o concreto que sai de
centrais dosadoras gira em torno de 30 milhões de metros cúbicos.
Duas propriedades do concreto que o destacam como material construtivo é:
sua resistência, pois o concreto suporta cargas muito altas e tem uma durabilidade
longa. E sua plasticidade, que possibilita obter formas construtivas inusitadas, como
se vê nas obras arquitetônicas de Niemeyer. Mas existem outras vantagens, a
disponibilidade abundante de seus elementos constituintes e seus baixos custos.
O concreto é uma mistura homogênea de cimento, agregados miúdos e
graúdos, com ou sem aditivos químicos e adições especiais, que desenvolve suas
propriedades pelo endurecimento da pasta de cimento. E com a adição de aço na
mistura, temos o concreto armado. Normalmente o limite de carga do concreto em
resistência á compressão é de 30 Mpa. Para obter o máximo de resistência deve-se
respeitar o tempo de cura, normalmente de 28 dias3.
Figura 01: Concreto e suas variações

Fonte: Portal do concreto


O concreto pode ser preparado direto no local da obra, usando mão de obra,
equipamentos e formas de madeira. Mas também pode ser usinado, onde uma
empresa em local fixo faz o concreto por meio de pré-moldados, assim o concreto

³ Associação Brasileira de Produtores de Bambu (ABPB).


3 Conteúdo referente ao Portal do Concreto, disponível em: http://www.portaldoconcreto.com.br/.
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obtido tende a ter um resultado melhor do que o concreto feito na obra, pois na obra
pode haver alguns erros de dosagem e tempo de cura.
Uma diferença dos dois tipos de fabricação é a geração de resíduos, como os
usinados são feitos em pré-moldados quase não há resíduos de fabricação. Já o
concreto feito na obra, gera muitos resíduos, pois normalmente as madeiras usadas
de formas são reusadas algumas vezes e depois descartadas. O concreto por si só
também gera resíduos, pois quando uma obra é demolida o concreto não tem para
onde ir, porque ele não se decompõe. Há algumas empresas que reciclam o
concreto usando em agregado para um novo concreto.
Há diferentes tipos de concreto como concreto convencional, usado na
maioria das obras civis, concreto rolado, usado em pavimentações urbanas como
sub-base de pavimentos, concreto de alta resistência inicial, concreto armado, que é
o concreto com adição de aço, fazendo com que o concreto suporte maior esforço
de tração4.

3.3. Coluna

As colunas são usadas á muito tempo, antigamente alem de servir como


apoio para as estruturas, elas eram uma parte da decoração, elas eram talhadas de
formas especiais e colocados ornamentos.
Colunas normalmente sustentam o peso de paredes e tetos, distribuindo esse
peso para uma laje abaixo ou diretamente para a fundação. Normalmente feitas de
madeira, concreto ou aço. São compostas de três partes, base, fuste e capitel. As
colunas são posicionadas em uma estrutura, podendo variar de acordo com os
cálculos do engenheiro civil responsável.
Para saber qual tipo de coluna usar e qual o tamanho necessário, deve-se
levar em consideração o peso final da estrutura, o que será colocado acima das
colunas, o material usado para a construção, pois cada material tem uma tensão de
ruptura diferente. Sabendo todos os detalhes da obra, calcula-se o tamanho da
coluna e sua posição na estrutura.
Para melhor resultados, são feitos corpos de provas do material usado nas
colunas, assim tendo a resistência quase exata de quanto à coluna suportará de

4 Conteúdo referente ao Portal do Concreto, disponível em: http://www.portaldoconcreto.com.br/.


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carga. Esses testes são feitos em laboratórios, onde maquinas de compressão


forçam o material ate ele entrar em colapso, obtendo assim a carga máxima
suportada5.

Figura 02: Ilustração exemplo de uma coluna indicada com a seta vermelha

Fonte: http://www.meiacolher.com/2014/07/saiba-qual-diferenca-de-coluna-pilar.html

4. METODOLOGIA

Os 25 corpos de prova deverão seguir a norma NBR5738 (Procedimento para


Moldagem e Cura de Corpos de Prova de Concreto), que defini os parametros
necessários para a moldagem das amostras que deve respeitar os seguintes
procedimentos. Os moldes a serem usados, se forem cilíndricos, devem possuir as
seguintes medidas em seu diâmetro: 10 cm, 15 cm, 20 cm, 25 cm, 30 cm ou 45 cm e
altura de no máximo o dobro de seu diâmetro. Sendo que, a tolerância para as
medidas diametrais é de 1%, e para altura, 2%.
Devem ser anotadas as seguintes informações sobre o concreto: a data, a
hora de adição da água de mistura, o local de aplicação do material, a hora da

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moldagem e o abatimento obtido (slump). Os moldes precisam ser apoiados sobre


uma superfície rígida, horizontal e imóvel, sem vibrações.
Para realizar o rasamento, pegue uma régua metálica ou colher de pedreiro e
passe na borda do molde, para retirar o excesso de material e nivela-lo.
Preferencialmente, os corpos de prova deverão ser moldados nos locais onde serão
armazenados. Entretanto, quando isso não for possível, o transporte dos mesmos
deve ser realizado da forma mais tranquila possível (sem muito
movimento/trepidação), para evitar a perturbação do concreto. Depois que o material
endurecer, é preferível que eles permaneçam dentro dos moldes no seu transporte.
Porém, caso não haja essa possibilidade, após desenforma-los, eles devem
ser postos em caixas rígidas, com serragem ou areia molhada dentro das mesmas.
No período de cura inicial (24h para os corpos de prova cilíndricos), os corpos
de prova devem permanecer em um local livre de intempéries, coberto totalmente
com material que não reaja com o concreto, nem absorvente. Tal procedimento é
para evitar que o concreto sofra perda de água.
Os corpos de prova de bambu devem ser cortados conforme norma acima
citada, com no máximo o dobro de seu diâmetro. Para tal é usado uma serra circular
de madeira da marca Bosch. Para construçao dos corpos de prova de concreto,
serão utlizados moldes com 100 mm de diametro e 200 mm de altura, preenchidos
com concreto preparado no Centro Universitário Leonardo Da Vinci (ASSEVIM) com
traços conforme tabela 01.
Tabela 01: Dosagem do concreto

Fonte: http://www.sitengenharia.com.br/tabeladosagem.htm
Após a construçao dos corpos de prova, deve-se respeitar o tempo de cura do
concreto conforme citada na norma. Após o tempo de cura, são desenformados os
corpos de prova de concreto e levados para teste de compressão em laboratorio.
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Para romper os corpos de prova a norma a seguir será a NBR 5739 que especifica o
(Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos para concreto).
Com os corpos de prova em mãos, em suas idades adequadas para o ensaio,
o mesmo deve ser realizado, de acordo com a NBR5739 – Concreto – Ensaio de
compressão de corpos de prova cilíndricos.
De acordo com a tabela a seguir, essas são as tolerâncias de tempo
permitidas para a realização do ensaio, em função da idade do corpo de prova. Essa
idade é contada a partir da hora da moldagem:

Antes de posicionar o corpo de prova na prensa hidráulica, deve se certificar


se as bases do equipamento e do material a ser ensaiado estão secas e limpas.
Depois disso, posicionar o material no centro do prato inferior da prensa, buscando
auxílio com os círculos concêntricos de referência. Escolher a escala de força a ser
utilizada de tal forma que, a força de ruptura do corpo de prova aconteça no intervalo
de tempo em que o equipamento fora calibrado.
Agora se deve aplicar o carregamento, continuamente e sem choques, sobre
o corpo de prova, na velocidade de carregamento igual a 0,45±0,15 MPa/s. Essa
velocidade precisa ser mantida, durante todo o ensaio. Parar o
carregamento somente quando acontecer à ruptura do corpo de prova.
Após a ruptura do corpo de prova, devemos realizar o seguinte cálculo, com
as informações do diâmetro e da força máxima alcançada:
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Em que:

fc= Resistência a compressão (MPa)

F= Força máxima alcançada (N);

D= Diâmetro do corpo de prova (mm).

O relatório a ser apresentado deve possuir as seguintes informações: número


de identificação do corpo de prova, data da moldagem, idade do corpo de prova,
data do ensaio, dimensões do corpo de prova, tipo de capeamento empregado,
classe da máquina usada no ensaio, resultado da resistência a compressão (fc) de
cada corpo de prova e do exemplar e o tipo de ruptura do corpo de prova, sendo a
última informação, opcional.

Com os resultados em mãos, é tirada uma média de cada caso e comparadas


às resistências obtidas. Assim deve-se chegar a uma conclusão se vale a pena o
uso do bambu na construção civil.

5. CRONOGRAMA
Tabela 02: Cronograma com as Etapas do Projeto

CRONOGRAMA DIA MÊS ANO


Compra do bambu 12 Maio 2017
Corte segundo norma 19 Maio 2017
Fabricação de corpos de prova de concreto 20 Maio 2017
Desenforma dos corpos de prova 22 Maio 2017
Periodo de cura do concreto 19 Junho 2017
Testes de compressão em laboratório 20 Junho 2017
Análise dos resultados 21 Junho 2017
Entrega do Artigo 24 Junho 2017
Fonte: Arquivo pessoal

6. ORÇAMENTO
Tabela 03: Orçamento de Custos com o Projeto

ORÇAMENTO
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Material Quantidade Unidade Valor Unitário Valor Total


Bambu 05 Metros R$ 5,00 R$ 25,00
Cimento Portland CPII 50 KG R$ 0,46 R$ 22,90
Areia Média 0,072 M³ R$ 98,02 R$ 7,06
Brita 02 0,099 M³ R$ 70,00 R$ 6,93
Água 0,0225 M³ R$ 2,06 R$ 0,05
Serrote 01 Unidade R$ 36,90 R$ 36,90
Serra manual 01 Unidade R$ 16,00 R$ 16,00
Serra circular 01 Unidade R$ 269,90 R$ 269,90
TOTAL R$ 406,73
Fonte: Arquivo pessoal

7. MATERIAIS E RECURSOS

Será utilizado o bambu da espécie Dendrocalamus Giganteus, conhecido


também como bambu gigante, retirado este será o principal material a ser estudado
neste artigo, serão 20 corpos de prova, 05 bambus com nó, 05 bambus sem nó, 05
bambus com concreto sem nó e 05 bambus com concreto com nó, este último será
colocado concreto apenas na sua base vendo que não terá como ser preenchido por
completo tendo em vista o diafragma dos nós do bambu.

Figura 03 e 04: Bambus Dendrocalamus Giganteus

Fonte: Floricultura Flora Brusque


Os materiais complementares principais são: 05 corpos de prova de concreto
armado, o concreto utilizado o traço6 de agregados para a mistura tais como (areia,

6Traço: O "traço" de concreto é a dosagem ou "receita" entre os componentes: CIMENTO, AREIA, BRITA e
ÁGUA. O traço é também o elemento que determinará a resistência do concreto. Por exemplo, quando um
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brita e cimento), será disponibilizado pela instituição de ensino UNIASSELVI –


ASSEVIM, o equipamento Betoneira para a mistura dos traços¹ disponibilizado pela
instituição de ensino UNIASSELVI – ASSEVIM, Prensa Hidráulica Solocap com
capacidade de até 10.000.quilos para os testes de todos os 25 corpos de prova,
disponibilizado pela instituição de ensino UNIASSELVI – ASSEVIM.

8. CONCLUSÃO

Após realizados os testes, e, feitos os calculos de tensão, foram obtidos os


resultados conforme tabelas 1, 2, 3, 4, 5.

Tabela 1: Bambu com nó

BAMBU COM NÓ ÁREA CARGA MÁXIMA RESISTÊNCIA


CALCULADA
1 4 184,45 mm² 200,36 KN 47,31 Mpa
2 4 285,13 mm² 184,80 KN 43,12 Mpa
3 3 455,75 mm² 168,31 KN 48,70 Mpa
4 3 417,26 mm² 188,52 KN 55,16 Mpa
5 2 650,71 mm² 173,84 KN 65,58 Mpa
Fonte: arquivo pessoal

Tabela 2: Bambu sem nó

BAMBU SEM NÓ ÁREA CARGA MÁXIMA RESISTÊNCIA


CALCULADA
1 2 572,96 mm² 87,24 KN 33,90 Mpa
2 2 532,90 mm² 192,07 KN 75,83 Mpa
3 3 612,83 mm² 187,17 KN 51,80 Mpa
4 3 769,91 mm² 201,14 KN 53,35 Mpa
5 2 768,52 mm² 195,42 KN 70,58 Mpa
Fonte: arquivo pessoal

Tabela 3: Bambu com nó e concreto


BAMBU COM NÓ ÁREA CARGA MÁXIMA RESISTÊNCIA
E CONCRETO CALCULADA

concreto tem o traço 1:2,5:3, significa dizer que em sua composição haverá uma porção de cimento, duas e meio
de areia e três de brita.
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1 9 503,31 mm² 191,06 KN 20,10 Mpa


2 11 309,73 mm² 276,33KN 24,43 Mpa
3 10 386,89 mm² 226,78 KN 21,83 Mpa
4 10 386,89 mm² 150,91 KN 14,52 Mpa
5 9 503,31 mm² 167,23 KN 17,59 Mpa
Fonte: arquivo pessoal

Tabela 4: Bambu sem nó e com concreto


BAMBU SEM NÓ ÁREA CARGA MÁXIMA RESISTÊNCIA
E COM CALCULADA
CONCRETO
1 8 659,01 mm² 273,52 KN 31,58 Mpa
2 10 386,89 mm² 267,33 KN 25,73 Mpa
3 10 386,89 mm² 221,25 KN 21,30 Mpa
4 9 503,31 mm² 247,46 KN 26,03 Mpa
5 10 386,89 mm² 296,75 KN 28,56 Mpa
Fonte: arquivo pessoal

Tabela 5: concreto de referência


CONCRETO DE ÁREA CARGA MÁXIMA RESISTÊNCIA
REFERÊNCIA CALCULADA
1 7 853,98 mm² 174,16 KN 22,17 Mpa
2 7 853,98 mm² 185,78 KN 23,65 Mpa
3 7 853,98 mm² 125,57 KN 15,98 Mpa
4 7 853,98 mm² 197,12 KN 25,09 Mpa
5 7 853,98 mm² 192,02 KN 24,44 Mpa
Fonte: arquivo pessoal

Com base nos resultados, chegou-se a conclusão de que apenas o bambu sem
concreto pode sim ser usado em obras, já que sua resistência à compressão em
média é maior do que a do concreto usado de referência. Mas deve se levar em
conta que o bambu para durar bastante tempo tem que passar por um banho
químico contra fungos, umidade e cupim.
Mas se for analisado apenas a resistência obtida, o bambu é uma boa opção
para obras de pequeno porte ou, obras de baixo custo, pois é um material de fácil
obtenção e não necessita de muita experiência para o corte e utilização, alem de ser
um material mais leve do que o concreto.
Sendo assim, conclui-se que o bambu pode ser usado em projetos sociais,
como construção de casas para os menos favorecidos, pois seu projeto e execução
acabam sendo mais baratos comparados ao concreto.
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9. REFERÊNCIAS

ARANTES, M. D. C.; BERALDO, A. L.; PAES, J. B.; TIBURTINO, R. F.; VIDAURRE,


G. B. Resistência de duas espécies de bambu tratadas contra fungos xilófagos.
Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010067622015000300567&
lang=pt>. Acesso em: 03 de Maio de 2017.

CANDELARIA, V. R. O.; PAZOS, G. M. B. Propiedades físicas y mecánicas de


tres especies de guaduas mexicanas (Guadua aculeata, Guadua amplexifolia y
Guadua velutina). Disponível em:
<http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S140504712014000200
010&lang=pt#f10>. Acesso em: 03 de Maio de 2017.

ESPINDOLA, C. R.; OLIVEIRA, N. M. Trabalhos acadêmicos: recomendações


práticas. São Paulo: CEETPS, 2003.

FABRO, G.; JÚNIOR, H. C. L.; ROSA, M. A.; SABINO, R. G. B.; TANABE, L.;
WILLRICH, F. L. Análise mecânica de pilares mistos bambu-concreto. Disponível
em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141543662010000500013&
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FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Normas para apresentação de monografia. 3.


ed. Escola de Administração de Empresas de São Paulo, Biblioteca Karl A.
Boedecker. São Paulo: FGV-EAESP, 2003. 95 p. (normasbib.pdf, 462kb). Disponível
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IENH. Manual de normas de ABNT. Disponível em: <www.ienh.com.br>. Acesso


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LOZANO, J.; LUNA, P.; TAKEUCHI, C. Determinación experimental de valores


característicos de resistencia para Guadua angustifólia. Disponível em:
<http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0718221X2014000100007&
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PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia científica: abordagem teórico-prática. 10. ed.


ver. atual. Campinas, SP: Papirus, 2004.
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UNIÃO SOCIAL CAMILIANA. Manual de orientações para trabalhos acadêmicos.


3. ed. rev. amp. São Paulo: Centro Universitário São Camilo, 2012.

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