Você está na página 1de 41

Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Elaboração do Trabalho Científico

SUMÁRIO
1. Projeto de Pesquisa 1.1 Tema 1.2 Delimitação do Tema 1.3 Definição
do Problema 1.4 Justificativa 1.5 Referencial Teórico 1.6 Objetivos
1.7 Hipóteses 1.8 Metodologias 1.9 Cronograma, Apêndices e Anexos
1.10 Referências 2. Artigo Científicos 2.1 Estrutura Básica do Artigo
Científico 3. Monografia, Dissertação e Tese 3.1 Estrutura da Monografia
3.1.1 Elementos Pré-textuais 3.1.2 Elementos Textuais 3.1.3 Elementos
Pós-textuais 4. Relatório Técnico-científico 4.1 Ensaio 5. Definição e
Tipos de Citações 5.1 Citação Direta 5.2 Citação Indireta 5.3 Citação
de Citação 6. Notas de Rodapé 7. Referência 7.1 Formatação das
Referências 7.2 Modelos de Referências 7.2.1 Livros 7.2.2 Monografias,
Dissertações e Teses 7.2.3 Capítulo, Partes de Livros, Monografias, Teses
etc. 7.2.4 Revistas, Artigos de Periódicos e Partes de Revistas 7.2.5
Jornal 7.2.6 Trabalhos Apresentados em Eventos (Jornadas, Congressos,
Seminários, Encontros, Simpósios) 7.2.7 Documentos Eletrônicos 7.2.8
Documentos Jurídicos 7.2.9 Homepage Institucional 7.3 Quando a obra
for de responsabilidade de algum órgão (governo, associação, empresa,
congresso, seminário etc.), a entrada deve ser dada pelo seu próprio
nome REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

62
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Unidade 4 – Trabalhos Científicos, Citações, Notas de Rodapé


e Referência Bibliográfica

• Compreender a finalidade de cada


trabalho científico, conhecer a estrutura
Objetivo dos trabalhos acadêmicos, distinguir
citações textuais e citações não
textuais, aprender a utilizar as notas de
rodapé, saber organizar as referências
bibliográficas.

Chegamos à quarta unidade, na qual abordaremos questões referentes aos tipos


de trabalhos científicos, citações, notas de rodapé e referências. Vimos na terceira
unidade que a pesquisa é uma atividade metódica, que exige do pesquisador uma
série de procedimentos.
Mas a investigação científica, assim como o método científico, não é só uma
questão de técnicas. Tem uma dimensão teórica e uma postura filosófica. Com isso
queremos dizer que não há uma única maneira de conceber e realizar pesquisa e que
as opções por determinados métodos e procedimentos de pesquisa guardam relação
com a visão de mundo e as concepções do investigador.
Ha ja vista que os temas de pesquisa que escolhemos costumam ser aqueles
que despertam o nosso interesse investigativo. Apesar de estar envolvido com seu
tema, o pesquisador deverá esforçar-se para produzir um conhecimento pautado
na objetividade. Deverá também manter uma postura ética durante todo o percur-
so da pesquisa.

63
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Por fim, é importante lembrar que


a escolha do tema ou do fenômeno
Importante investigado não deve estar baseada
apenas nos nossos interesses. É preciso
considerar, também, a relevância social
do tema e a possível contribuição que
a pesquisa dará à sociedade. A melhor
maneira de aprender como se elaboram
trabalhos científicos é buscar, em primeiro
lugar, conhecê-los. Ter contato com eles.
Depois, é claro, elaborá-los, de acordo
com as orientações recebidas, pautados
nas normas da ABNT e princípios éticos.

Sendo assim, esta Unidade é um prolongamento da anterior, pois mostraremos


como transformar a pesquisa científica em conhecimento teórico através dos Traba-
lhos Científicos, destacando as características de cada um, mostrando, também, a es-
trutura de citações, notas de rodapés e referência bibliográficas, pontos importantes
e relevantes na construção desses trabalhos.
Projeto de Pesquisa, monografia, dissertação, tese, artigo científico e relatório,
são tipos de trabalhos, que o aluno poderá elaborar, nos diversos momentos da vida
acadêmica principalmente o (artigo), pois o mesmo pode ser realizado em qualquer
disciplina seja durante a graduação, a pós-graduação, mestrado e doutorado.
O Projeto de Pesquisa é um trabalho que se elabora como pré-condição para a
realização de uma pesquisa científica. Esta, por sua vez, depois de realizada, deverá
ser apresentada e registrada através de outros tipos de trabalho científico como, por
exemplo, monografia, dissertação, tese, artigo ou relatório de pesquisa. No final da
graduação, vocês, alunos, deverão elaborar uma monografia como pré-requisito para
a obtenção do título de graduado.
Aproveitem, então, para desde já procederem de forma criteriosa e criativa, na
elaboração dos seus trabalhos acadêmicos solicitados durante o curso de graduação,
aplicando os conhecimentos adquiridos nesta disciplina.

64
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

1. Projeto de Pesquisa
Como já foi exposto, toda pesquisa deve ser planejada e sistematizada, pois deve
seguir um método para que depois possamos executá-la e registrá-la em um traba-
lho científico, por isso o Projeto de Pesquisa existe para termos a chance de planejar
e trilhar um caminho possível para desenvolver a pesquisa. De acordo com Severino
(2007, p. 129), o Projeto de Pesquisa:

[…] como planejamento das atividades a serem desenvolvidas, possibilitará


ao pesquisador impor-se uma disciplina de trabalho não só a respeito da
ordem dos procedimentos lógicos e metodológicos mas também em termos
de organização e distribuição do tempo. Constitui assim um eficaz roteiro de
trabalho.

O projeto é elaborado em uma fase que antecede a pesquisa. Ao planejarmos,


estamos construindo uma imagem mental de algo que desejamos que aconteça. Em
outras palavras, o Projeto de Pesquisa serve como um plano a ser seguido e pode em
um determinado momento sofrer modificações. Nele expomos tudo que pretendemos
executar durante a realização da pesquisa, assim ficamos mais seguros ao longo do
processo de busca e coleta de informações.
Mas, antes de falarmos das etapas de elaboração do Projeto de Pesquisa, é bom
ressaltarmos pontos importantes para iniciarmos uma pesquisa científica. Devemos
procurar responder perguntas de forma ainda informal, seja através de rascunhos
pessoais ou mentalmente, pois isso nos a judará na elaboração do Projeto de Pesquisa.
As perguntas são:

O que pretendo pesquisar? O que é


interessante/instigante? O que poderia
ser aprofundado, de tudo o que já viu na
sua vida e/ou prática profissional ou até
mesmo na sua especialização, ou do que
O QUE? já estudou? Qual o assunto (mais geral)
ESCOLHA DO TEMA e o tema (abordagem mais específica,
restrita, que consiste na delimitação
do objeto) que posso escolher? Tenho
aptidão, tempo, recurso, interesse
para fazer uma pesquisa sobre o tema
escolhido?

65
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Por que realizar essa e não outra


pesquisa? Qual a importância,
originalidade e atualidade desse
tema? Qual o significado, importância
POR QUE? e relevância desse tema na atualidade
e na área de interesse que quero
investigar? Aqui você vai justificar a
escolha do tema.

Consiste nos objetivos que quer atingir


com a pesquisa. Para que realizar essa
pesquisa? Qual a finalidade em realizar
esse estudo? O desenvolvimento desta
PARA QUE E PARA QUEM? pesquisa vai trazer benefícios a que e
a quem? Que pessoas ou instituições
serão beneficiadas/a judadas com o
trabalho? Aqui você falará da relevância
do tema.

Essa pergunta diz respeito à descrição


COMO? de uma metodologia.

66
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Essa pergunta diz respeito a tudo que


for relacionado aos custos de realização
QUANTO? de uma iniciativa de pesquisa, ou seja, é
o orçamento de uma pesquisa.

Essa pergunta tem relação com o tempo


QUANDO? que vai durar esta pesquisa até a sua
conclusão.

Após refletirmos sobre as devidas perguntas, passaremos a compreender as eta-


pas do Projeto de Pesquisa. A estrutura que será explanada consiste em uma estrutura
básica cobrada aqui na Universidade de Fortaleza. Outras instituições podem variar
a estrutura, e até mesmo o local de apresentação do Projeto de Pesquisa pode exigir
outras etapas.

O Projeto de Pesquisa constitui basica-


mente de tema + delimitação, definição
Dica do problema, justificativa, referencial teó-
rico, objetivos (gerais e específicos), hipó-
teses, aspectos metodológicos ou meto-
dologia, cronograma, apêndices, anexos
e referências.

Acredita-se que a maior dificuldade dos alunos é pensar em um tema e delimi-


tá-lo, principalmente para os de nossa disciplina, pois estes formam um público-alvo

67
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

recém-chegado na universidade e muitos não sabem nem o que pesquisar. Também


existe a dificuldade daqueles alunos que já estão se formando e ainda não tiveram
contato com a disciplina de elaboração. Por isso, é importante a conversa com o pro-
fessor, pois o mesmo dará condições de estimulá-los a refletir e buscar maiores infor-
mações sobre um assunto.

1.1 Tema
Assim, o tema consiste em dizer qual o assunto que desejamos desenvolver, ele
pode vir a surgir de uma dificuldade ou curiosidade pessoal, aprofundamento de uma
teoria vista em sala de aula, um fato em destaque na sociedade, entre outros. Mas, in-
dependente de sua origem, nessa etapa ele ainda é amplo, por isso devemos procurar
delimitá-lo para um maior aprofundamento do mesmo.

1.2 Delimitação do Tema


A delimitação do tema só é concebida, na maioria das vezes, quando limitados o
público-alvo, a instituição de pesquisa, as definições geográfica e espacial, isso quan-
do pretendemos fazer uma pesquisa de campo. Mas muitas pesquisas são desenvol-
vidas apenas através de revisões bibliográficas, então a delimitação do tema se dará
através do aprofundamento de uma teoria.
De toda forma, Severino (2007, p. 129) coloca que o tema e sua delimitação “[...]
deve expressar o mais fielmente possível, o conteúdo temático do trabalho. Poderá
eventualmente, ser metafórico, mas nesses casos, dever-se-á acrescentar um subtítu-
lo tematicamente expressivo.”
Temos que procurar delimitar o tema escolhido, isso nos a juda no processo de
busca e aprofundamento do assunto. Assim, a delimitação significa selecionar aspec-
tos relacionados ao tema, procurando definir de forma precisa o que será estudado.

1.3 Definição do problema


De acordo com Severino (2007, p. 130) “[...] o tema deve ser problematizado e é
preciso ter uma ideia muito clara do problema a ser resolvido”, investigado.
De natureza descritiva, é nesta etapa que o pesquisador vai dizer de forma
objetiva e clara a dificuldade com a qual se depara e que se pretender resolver,
solucionar ou esclarecer, limitando o seu campo e apresentando seus significados e
características. Segundo Vergara (2001, p. 21) a definição do problema “[…] é uma

68
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

questão não resolvida, é algo para o qual se vai buscar respostas, via pesquisa. […]
pode estar referida à vontade de compreender e explicar uma situação do cotidia-
no ou outras situações.”
Mas, como formular o problema? Ele deve vir em forma de pergunta, deve ser
claro e preciso. Lembre-se que questões de valor não são científicas, por exemplo: O
direito deve ser uma disciplina obrigatória no ensino médio?
O problema pode ser um só, destacando de forma geral a nossa indagação, ou
pode aparecer em forma de problemáticas. Ambos devem ser suscetíveis de soluções,
ou seja, não se pode perguntar o que é impossível responder. Devemos ter cuidado
com a viabilidade do tema.
Vamos destacar, conforme o exemplo abaixo, problemáticas a serem investiga-
das, assim essa etapa ficará mais clara:

Exemplo: ADOÇÃO INTERNACIONAL NO ORDENAMENTO JURÍDICO


BRASILEIRO
Exemplo 1. Qual o procedimento a ser realizado por estrangeiros
não residentes no Brasil que queiram adotar crianças
brasileiras?

2. Quais os motivos que levam estrangeiros a adotarem


crianças brasileiras?

3. Quais os motivos que podem resultar em negação ao


pedido de adoção?

4. A criança adotada perde a cidadania brasileira ou mantém


dupla cidadania?

1.4 Justificativa
Na justificativa deve-se elaborar um texto convincente, mostrando qual a razão
e a importância da realização da pesquisa. Nessa etapa procura-se responder o por
quê? do tema. Descrevendo, de forma sucinta, a importância da realização de uma
pesquisa sobre o assunto escolhido, enfatizando as contribuições que ela trará à co-
munidade científica, assim como à sociedade. Devemos apresentar também a rele-
vância social do tema, o que nos levou a ter interesse de pesquisá-lo.
A autora Deslandes (1994, p. 42) apresenta perguntas que servem como guia
na elaboração da justificativa, são elas:

69
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

• Que motivos a justificam?

• Quais contribuições ela trará para a compreensão, intervenção ou solução


do problema levantado?

• Qual a sua relevância social para a área acadêmica e para a sociedade?

• Qual a sua relevância pessoal, que motivos levaram a você fazer a


pesquisa?

1.5 Referencial teórico


Nesta etapa, identificamos os principais autores relacionados ao tema e apre-
sentamos uma discussão prévia sobre o tema em questão. É necessário elaborar um
texto bem fundamentado, realizado através de uma leitura das principais teorias que
servirão de base e orientação no desenvolvimento da pesquisa. Neste ponto existirá
um “diálogo” entre os teóricos escolhidos e o autor do trabalho, através de citações
(conteúdo a ser visto adiante).
Em relação ao exemplo dado, a discussão do referencial teórico poderá ser
realizada através de um retrospecto de como o instituto adoção e a adoção inter-
nacional se originaram e evoluiram no Brasil até os dias atuais, destacando qual a
principal lei norteadora.
Esses aspectos dados para o exemplo anterior pode ser seguido em outras áreas
de conhecimento.

1.6 Objetivos
Os objetivos servem para informar sobre o que se pretende conhecer, analisar,
compreender e alcançar com o desenvolvimento da pesquisa. Os objetivos são dividi-
dos em geral e específicos e devem iniciar com verbo no infinitivo.
O objetivo geral consiste em dizer de forma clara e objetiva o que se pretende
alcançar com a pesquisa, contemplando uma visão geral, ampla e global do tema. É
uma ação que pretendemos conhecer ao final da pesquisa.
Já os objetivos específicos consistem no desmembramento do objetivo geral.
São mais concretos e particulares, destacando pontos a serem alcançados para se
chegar ao objetivo geral.
Segundo Deslandes (1994, p. 42):

70
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Buscamos aqui responder ao que é pretendido com a pesquisa, que metas


almejamos alcançar ao término da investigação. É fundamental que estes
objetivos sejam possíveis de serem atingidos. Geralmente se formula um
objetivo geral, de dimensões mais amplas, articulando-o a outros objetivos
mais específicos. Sugerimos a utilização dos verbos no infinitivo para a
descrição dos objetivos.

Seguindo nosso exemplo, teríamos:

OBJETIVOS

Geral:
Exemplo Analisar a legislação brasileira sobre a temática da adoção
internacional.

Específicos:
1. Entender o procedimento a ser adotado por estrangeiros não
residentes no Brasil que queiram adotar crianças brasileiras.
2. Analisar os motivos que podem resultar em negação a essa
adoção.
3. Discutir se criança adotada perde a cidadania brasileira ou
mantém dupla cidadania.

1.7 Hipóteses
De acordo com Severino (2007, p. 130), as hipóteses são importantes para qual-
quer Projeto de Pesquisa, pois “[…] todo trabalho científico constitui um raciocínio
demonstrativo de algumas hipóteses, pois é essa demonstração que soluciona o pro-
blema pesquisado. […].”
Já para Lakatos e Marconi (2003, p. 220), “[…] o ponto básico do tema, individu-
alizado e especificado na formulação do problema, sendo uma dificuldade sentida,
compreendida e definida, necessita de uma resposta, ‘provável, suposta e provisória’,
isto é, uma hipótese.”
Então, nesta etapa, responde-se de forma clara e objetiva as perguntas elabo-
radas ao final da definição do problema. É certo dizer que tais respostas são apenas
“suposições”, pois o investigador, durante a sua pesquisa, responderá sua veracidade
ou não, podendo assim chegar a outras respostas. As hipóteses apenas direcionam o
pesquisador na busca por respostas.
Vejamos as hipóteses do nosso exemplo:

71
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

1. A adoção por pais estrangeiros deve seguir um trâmite legal,


assim como na adoção simples. Deve ser peticionada a um
juiz competente, acompanhado de um estudo psicossocial,
Exemplo que deverá instruir o processo. Os pais verdadeiros devem ter
perdido o pátrio poder, não tendo nenhum vínculo mais com a
criança, nem devem saber quem serão os futuros pais.

2. O juiz tem o livre convencimento de aceitar ou não os pais


adotantes, mesmo que tudo esteja conforme a lei. O juiz
tem o discernimento de acreditar ou não na legitimidade e
na veracidade das informações apresentadas pelos casais
estrangeiros. O tráfico de crianças é um perigo eminente que
deve ser coibido, e o magistrado pode perfeitamente rejeitar
os adotantes, se houver algum tipo de desconfiança.

3. A criança perde a nacionalidade brasileira e adquire a de


seus pais, mas não deixa de ser brasileiro nato, nascido nestas
terras, tendo a faculdade de optar pela dupla cidadania,
ou dupla nacionalidade, quando de sua maioridade civil
brasileira.

1.8 Metodologia
É nesta etapa que detalharemos os procedimentos que serão utilizados como
guia na busca de respostas durante a pesquisa.
Na metodologia destacaremos o tipo de método e procedimentos que serão
utilizados durante a pesquisa (pontos estudados na Unidade III). A metodologia é a
etapa do projeto em que deve ser destacado o “como fazer” a pesquisa.
Segundo Deslandes (1994, p. 42-43), a metodologia:

Geralmente é uma parte complexa e de requerer maior cuidado do


pesquisador. Mais que uma descrição formal dos métodos e técnicas a serem
utilizados, indica opções e a leitura operacional que o pesquisador fez do
quadro teórico. A metodologia não só contempla a fase de exploração de
campo (escolha do espaço da pesquisa, escolha do grupo de pesquisa,
estabelecimento dos critérios de amostragem e construção de estratégias
para entrada em campo) como a definição de instrumentos e procedimentos
para análises de dados.

Diversos são os conceitos sobre a etapa da metodologia e como proceder. Na


pesquisa de campo, por exemplo, devemos detalhar bem o tipo de pesquisa e seus
procedimentos metódicos, como o universo que será coletado as informações, públi-
co-alvo, o instrumento de coletas, entre outros pontos. Já na pesquisa Bibliográfica
não existe um procedimento tão detalhado.

72
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Vejamos como ficou a metodologia do nosso exemplo ilustrativo:

Em relação à natureza a mesma será bibliográfica,


mediante referências teóricas embasadas em livros, publicações
especializadas, artigos, revistas e dados oficiais publicados
Exemplo na Internet, que abordem direta ou indiretamente o tema em
análise. Já em relação ao tipo e abordagem a mesma será pura,
em razão de sua única finalidade consistir na ampliação dos
conhecimentos, proporcionando assim uma nova posição acerca
do assunto, e qualitativa, através da obtenção de dados descritivos
mediante contato direto ou interativo com a situação de estudo,
buscando entender tais fenômenos, segundo a perspectiva do
ordenamento jurídico. Por último, em relação aos objetivos será
descritiva, posto que buscará definir, explicar e esclarecer o
problema apresentado, analisando os fenômenos sem manipulá-
los, e exploratória, objetivando aperfeiçoar as ideias, buscando
maiores informações sobre o tema.

1.9 Cronograma, Apêndices e Anexos


No cronograma, Severino (2007, p. 131) descreve que o pesquisador “[…] deve
indicar no seu projeto as várias etapas, distribuindo-as no tempo disponível para as
atividades previstas na pesquisa, incluindo a redação final”. Ainda, Lakatos e Marconi
(2003, p. 226) afirmam que, na elaboração do cronograma:
[…] responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser dividida em partes,
fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma fase a
outra. Não esquecer que, se determinadas partes podem ser executadas
simultaneamente, pelos vários membros da equipe, existem outras que
dependem das anteriores, como é o caso da análise e interpretação, cuja
realização depende da codificação e tabulação, só possíveis depois de
colhidos os dados.

No tocante da elaboração do cronograma, fica claro que devemos colocar as


principais atividades que serão realizadas e as datas em que tais eventos acontece-
rão no desenvolvimento da pesquisa.

73
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Os apêndices e anexos também são


etapas não obrigatórias no projeto,
Importante pois dependerá do objeto de estudo.
Os apêndices são elaborados pelo
próprio pesquisador como formulários
de entrevista. Já os anexos são
documentos que tiveram como
objetivo fundamentar e ilustrar o tema
em questão no Projeto de Pesquisa,
como, por exemplo, mapas, notícias de
jornal, fotografias etc. Tanto o apêndice
quanto o anexo aparecerão ao final do
Projeto de Pesquisa.

1.10 Referências
Esta última etapa deverá listar as obras, livros, artigos e sites que utilizamos na
elaboração do Projeto de Pesquisa, indispensavelmente aquelas que foram citadas no
referencial teórico.
Com base nas normas da ABNT, a referência deve seguir a estrutura: autor, título,
edição, local, editora e ano, como base a sua elaboração, trazendo em sequência e
em ordem alfabética as obras utilizadas no trabalho. Nos aprofundaremos um pouco
mais no decorrer do conteúdo.
Vejamos algumas referências do nosso exemplo ilustrativo:

BASTOS, Núbia Maria Garcia. Introdução à metodologia do trabalho


acadêmico. Fortaleza: Nacional, 2007.

Exemplo BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o estatuto da


criança e do adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 16 jul. 1990. Disponível em: <https://www.planalto.
gov.br/>. Acesso em: 20 abr. 2008.

VENOSA, Silvio de Salva. Direito Civil: Direito de Família. São Paulo:


Atlas, 2004.

SANTOS, Othon Zei Amaral. Da Adoção: Teoria, legislação,


jurisprudência e prática. São Paulo: Bestbook, 1998.

74
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

2. Artigo Científico
Segundo Severino (2007, p. 208), o artigo científico:

Destinados especificamente a serem publicados em revistas e periódicos


científicos, esta modalidade de trabalho tem por finalidade registrar e
divulgar, para público especializado, resultados de novos estudos e pesquisas
sobre aspectos ainda não devidamente explorados ou expressando novos
esclarecimentos sobre questões em discussões no meio científico. […].
Quando a formatação técnica do texto, as revistas e periódicos costumam
estabelecer normas específicas para a publicação dos artigos, cabendo ao
autor se inteirar delas antes de enviar seu trabalho à editora.

São trabalhos elaborados para divulgação em eventos científicos, revista e


periódicos especializadas em cada área, congressos, seminários, entre outros. Por
serem de fácil publicação, em relação outros tipos de trabalho científicos, ganham
destaque nas Universidades e em meios científicos, possibilitando uma maior visu-
alização dos resultados.
A ABNT – NBR 6022:2003 define o Artigo Científico como “Parte de uma publi-
cação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas,
processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”.
Podemos ainda destacar dois tipos de artigos. Primeiramente o artigo de revisão,
em que fazemos um apanhado das teorias já existentes, resumindo de forma reflexiva
o assunto em questão e o artigo original, em que apresentamos temas ou abordamos
de forma original o que já foi apresentado.

2.1 Estrutura básica do Artigo Científico

• Título: Destaca o conteúdo do trabalho de forma significativa e concisa


(em poucas palavras). Ele aparece no início do artigo com letras destaca-
das. Uma sugestão é utilizar letra: “times new roman” ou “Arial”, em tama-
nho 14, negrito e caixa alta.

• Nome do autor ou autores: Quem elaborou o artigo. Deve aparecer logo


após o título com uma nota de rodapé contendo um breve currículo do
autor ou autores.

• Resumo: Deve conter de 200 a 250 palavras. Apresenta as partes mais


importantes do artigo, como: o tema principal do artigo, os objetivos, a
metodologia, os resultados mais significativos e a conclusão. Deve ser es-

75
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

crito na 3ª pessoa do singular ou na voz passiva. Não fazemos entrada de


parágrafo, ele deve aparecer em um único bloco, com letra tamanho 12. A
palavra “resumo” vem sem negrito, em maiúsculo e tamanho 14.

• Palavras-chave: São palavras (de 3 a 5) retiradas do texto, que represen-


tam o seu conteúdo e se destinam a identificar e agrupar os artigos por
assuntos/áreas. Devem aparecer logo após o resumo, em tamanho 12, cai-
xa baixa e negrito.

• Introdução: deve conter informações sobre o tema do artigo, a importân-


cia do mesmo para a sociedade e para o próprio autor (justificativa), o
objetivo, a metodologia e apresentar os principais tópicos do artigo. A pa-
lavra “introdução” aparece sem negrito, em maiúsculo e em tamanho 14. O
conteúdo aparece com entrada de parágrafo e tamanho 12.

• Desenvolvimento: aparecerá as explicações sobre o tema escolhido, com


reflexões, discussões e revisão da literatura (base teórica). Se o trabalho
apresentar uma pesquisa de campo, acrescenta-se o item da metodologia
e análise e apresentação dos resultados. Os títulos e subtítulos devem con-
ter informações sobre o assunto estudado.

• Conclusão: síntese dos principais assuntos abordados, não se deve acres-


centar assuntos novos. O autor coloca pontos de vista com afirmações
conclusivas, relacionando o objetivo proposto com as conclusões alcança-
das. Aparece em negrito, tamanho 14, caixa alta e maiúsculo.

• Referência: aparece em ordem alfabética, só devemos colocar as obras


que foram citadas no corpo do artigo. Deve ser justificada ao lado esquer-
do, seguindo a sequência: SOBRENOME, Primeiro nome do autor. Título:
Subtítulo. Edição. Local: editora, ano.

Título, resumo e palavras-chaves (em língua estrangeira), geralmente encon-


tramos no início do artigo. Apêndice e anexos, já destacados anteriormente no
Projeto de Pesquisa.

76
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

As partes de um artigo devem ser escritas em sequência, não


havendo necessidade de pular a folha para o início de outro item,
como ocorre nos demais trabalhos científicos.
Observação

3. Monografia, Dissertação e Tese


Salomon (1999, p. 254) define a monografia como “tratamento escrito de um
tema específico que resulte de pesquisa científica com escopo de apresentar uma
contribuição relevante ou original e pessoal à ciência – sentido restrito”.
Na maioria dos cursos de Graduação, observamos a monografia como Trabalho
de Conclusão de Curso (TCC). A monografia é um trabalho científico que favorece o
amadurecimento intelectual e possibilita uma nova visão do assunto. Ela é um docu-
mento redigido sobre um único tema relativamente restrito, o qual é sistemático e
completo sobre um assunto particular.
Já a Dissertação, de acordo com a ABNT – NBR 14724:2011, consiste em um tra-
balho que apresenta o resultado de uma pesquisa científica, com base em um único
tema, onde o pesquisador deverá evidenciar a literatura existente e dominar a me-
todologia escolhida na busca por resultados. Ela visa a obtenção do título de Mestre.
Na Tese podemos destacar a originalidade do tema. Ela também deve discorrer
sobre um único tema, mas com originalidade, seja através de pesquisas experimen-
tais ou um estudo bem delimitado desse tema, contribuindo significativamente para
a área de conhecimentos em questão. Visa a obtenção do título de Doutor.

77
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Existe a necessidade de estabelecer a dife-


rença entre os conceitos de MONOGRAFIA, DIS-
Importante
SERTAÇÃO e TESE, pois diversos autores con-
ceituam estes trabalhos científicos de forma
abrangente. De fato, os três são elaborações
textuais teóricas e críticas sobre um tema rele-
vante para o campo dos estudos intelectuais e
literários e promovem um avanço na produção
de conhecimento científico.
Conforme Severino (2007) e Iskandar
(2008), o que diferencia os três é que a tese,
além de ser um trabalho textual, deve ter um
cunho teórico e crítico original, capaz de repre-
sentar contribuições originais e significativas
para o desenvolvimento da pesquisa no campo
em questão. Já dissertação e a monografia não
necessariamente devem elaborar trabalhos
originais.

Destacamos que na pós-graduação temos as especializações, educação con-


tinuada e MBA (Master Business Administration), que chamamos de lato sensu (em
sentido amplo), e que geralmente, ao final de tais cursos, devem ser apresentados
monografia ou artigo científico, mas isso dependerá do coordenado do curso. Ainda
nos programas de pró-graduação temos o mestrado e o doutorado, que chamamos
de stricto sensu (em sentido estrito).

3.1 Estrutura da monografia


De acordo com a norma NBR 14724:2011, os três trabalhos supracitados contem-
plam os seguintes elementos: introdução, desenvolvimento e conclusão. É sabido que
cada trabalho científico tem as suas especificações. Aqui focaremos na monografia,
pois trata-se de um trabalho de conclusão na graduação.
Podemos dividir a monografia em três elementos:

1. Os elementos pré-textuais que proporciona informações gerais que a ju-


dam a identificação, leitura, finalidade e utilização do trabalho.

2. Os elementos textuais: introdução, desenvolvimento e conclusão.

3. Os elementos pós-textuais.

78
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

3.1.1 Elementos pré-textuais

Capa Obrigatório Formato ilustrativo

Folha de rosto Obrigatório Formato ilustrativo

Esta folha é dedicada


Folha de à aprovação do
Obrigatório
aprovação trabalho depois da
sua defesa oral.

Dedicatória de
caráter afetivo ou
homenagem, inclusive
póstumas. Aos pais,
Dedicatória Obrigatório
irmãos, avós, etc.
Normalmente grafado
na parte inferior da
margem direita.

Serve para os
agradecimentos
mais no sentido de
crédito do que de
Agradecimentos Obrigatório homenagens. Deve-se
citar as pessoas que
de alguma maneira
contribuíram para o
trabalho.

Nesta parte coloca-


se uma frase, uma
citação. Localizado
Epígrafe Obrigatório
na parte inferior da
margem direita, como
a dedicatória.

79
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Assim como no
artigo, também na
monografia há um
resumo, o qual deve
ser claro, sucinto e
objetivo (no máximo
300 palavras),
descrevendo
os aspectos de
maior interesse e
Resumo Obrigatório
importância em um
único parágrafo.
Ressalta-se os
objetivos gerais,
os métodos, os
resultados alcançados
e a conclusão obtida.
Deve ser elaborado
com entrelinhas
simples.

Trata-se do resumo
Abstract Obrigatório elaborado em língua
inglesa.

Organização do seu
Sumário Obrigatório trabalho para orientar
o leitor.

Lista de
abreviaturas e Não são obrigatórios Não são obrigatórios.
errata

80
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

3.1.2 Elementos textuais

Apresentação do assunto como um


todo. É um elemento explicativo do
autor e leitor. Na introdução ocorre uma
explanação sucinta do trabalho. O autor
Introdução deve apresentar por meio de um texto
descritivo, contendo a justificativa da
pesquisa, o problema, a formulação das
hipóteses, os objetivos e apresentação
dos capítulos.

Aqui é a parte que você relata o que já foi


publicado sobre o tema. É o momento do
Desenvolvimento
registro da pesquisa citando de forma
direta e indireta.

A conclusão consiste de uma resposta


aos objetivos geral e específicos. É uma
síntese muito resumida das conclusões
Conclusão
obtidas nos resultados encontrados na
pesquisa. Não deve trazer algo novo na
conclusão.

Todos os elementos são obrigatórios.

81
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

3.1.3 Elementos pós-textuais

Deve elencar todas as


referências que citou
de forma direta e
Referências Obrigatório
indireta no teor do seu
trabalho, seguindo as
normas da ABNT.

Os apêndices e
anexos também
são etapas não
obrigatórias
no projeto, pois
dependerão do seu
Apêndice Não obrigatório
objeto de estudo.
Os apêndices são
elaborados pelo
próprio pesquisador
como formulários de
entrevista.

Já os anexos são
documentos que
têm como objetivo
Anexos Não obrigatório
fundamentar o tema,
mas não foram
elaborados pelo autor.

Relação de palavras
ou expressões
técnicas utilizadas no
Glossário Não obrigatório
texto, acompanhadas
das respectivas
definições.

82
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Vejamos a ilustração da capa e folha de rosto.

83
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

4. Relatório Técnico Científico


O relatório é o documento que apresenta o relato do pesquisador, referente aos
resultados ou progressos obtidos durante a investigação científica.
Conforme a norma NBR 10719:2011 e de acordo Iskandar (2008, p. 91) o relatório
técnico científico consiste em um:
[…] documento que relata formalmente os resultados ou progressos obtidos
em investigações de pesquisa e desenvolvimento ou descreve a situação
de uma questão técnicas ou científica. O relatório técnico científico deve
apresentar informações suficientes para um leitor qualificado e, ainda, expor
conclusões e/ou recomendações.

Ainda de acordo com Severino (2007, p. 207) o relatório técnico “[…] visa [...] no
sentido de apresentar os caminhos percorridos, de descrever as atividades realizadas
e de apreciar os resultados – parciais ou finais – obtidos. Obviamente de sintetizar
suas conclusões e os resultados até então conseguidos.”

84
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

O relatório técnico fornece resultados de um estudo de forma bem detalhada,


com a devida compreensão de dados investigados e, por conseguinte, com conclu-
sões validadas. Temos, dentro da estrutura de um relatório científico, os seguintes
elementos que alguns autores citam:

1. RESUMO: descreve de maneira sucinta e objetiva o trabalho como um todo;

2. DESCRIÇÃO: apresentação do objeto de estudo (problema);

3. APARELHAGEM: tipo de material, como foi realizado o trabalho, maneira


como foi utilizado;

4. PROCEDIMENTO: descreve como se faz o trabalho, fala de qual metodolo-


gia foi utilizada no trabalho;

5. RESULTADOS: apresentação dos resultados sem análise, críticas ou inter-


pretação, ou seja, neste momento vai mostrar apenas o que foi observado
sem tirar conclusões;

6. ANÁLISE: nesta secção, procede-se à transformação dos resultados apre-


sentados na seção anterior que possam ser utilizados: aplicação de fórmu-
las, extração de médias e desvios padrões etc.;

7. CONCLUSÕES: aqui você vai apresentar e avaliar os resultados obtidos


observados durante a investigação em que isto vai lhe informar se os re-
sultados estão de acordo com a teoria e se os mesmos são verídicos ou
refutáveis;

8. BIBLIOGRAFIA: É todo o acervo que você leu para embasar o seu relatório
técnico (livros, artigos, anais etc.).

4.1 Ensaio
Conforme Salvador (1971, p.163) apud Severino (2007, p. 206), o ensaio é um
trabalho científico que “[...] é concebido como um estudo bem desenvolvido, formal,
discursivo e concludente’, consistindo em exposição lógica e reflexiva e em argumen-
tação rigorosa com alto nível de interpretação e julgamento pessoal.”
O ensaio é um tipo de trabalho científico que aborda diversos temas, os quais
podem ser filosóficos, históricos, sociológicos e literários. No mesmo não se exige

85
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

muito rigor, proporcionando ao autor do ensaio uma certa liberdade em relação as


suas ideias. Muito utilizado em rodas e encontros literários.
Chegamos ao fim das explicações em relação aos trabalhos científicos/acadêmi-
cos. Agora iniciaremos outra fase importante para a elaboração dos mesmos ao falar
das citações e referências, partes fundamentais que darão base teórica e científica.

5. Definição e tipos de citações


As citações são elementos fundamentais para todo trabalho científico, principal-
mente para o referencial teórico. O autor, ao defender e dissertar ideias, conceitos e
teorias, deverá fundamentar-se em doutrinadores, autores consagrados, pesquisado-
res e estudiosos da área em questão.
Segundo Severino (2007), o trabalho se torna enriquecido através da escolha de
suas citações, assim devemos definir muito bem os autores e as partes relevantes da
obra que irão ser destacadas em nossos trabalhos.
Além disso, devemos aprender como citar esses autores em nosso trabalho
para que este não seja considerado plágio (cópia indevida). Neste caso, devemos
conservar a grafia, a pontuação, e até mesmo os erros que o texto original possuir.
Fazemos isso através das citações que são classificadas como diretas, indiretas e
citações de citações.

5.1 Citação Direta


A citação direta, que também pode ser chamada de citação literal ou textual, é
aquela em que o autor faz a cópia fiel da obra consultada. A citação direta pode ser
dividida em: curta ou longa.
A citação direta curta corresponde a citações com até três linhas colocadas entre
aspas dentro do corpo do texto.
Vejamos os exemplos:

86
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Exemplo 1:
Para Alves (2000, p. 126), “[…] todo conhecimento, toda
Exemplo ciência, toda tecnologia se baseia no conhecimento
de relações entre causas e efeitos”.

Exemplo 2:
“O conjunto de dados quantitativos e qualitativos não
se opõem, ao contrário, se complementam.” (MINAYO,
2001, p. 22).

Já a citação direta longa consiste em citação com mais de três linhas. Ela deve
aparecer fora do corpo do texto, com recuo em relação à margem esquerda de 4
cm da régua do editor de texto, conforme a norma NBR 10520:2002. O tamanho da
fonte deve ser menor do que o que estamos utilizando no corpo do texto. Se no texto
normal utilizamos tamanho 12, na citação longa devemos utilizar tamanho 10 e espa-
çamento entre linhas simples.

Exemplo 3:
O resumo do texto é, na realidade,
uma síntese das ideias e não das
Exemplo palavras do texto. Não se trata de
uma ‘miniaturização’ do texto. Re-
sumindo um texto com as próprias
palavras, o estudante mantém-se
fiel às ideias do autor desconheci-
do. Não se deve confundir este re-
sumo/síntese, muitas vezes exigido
como trabalho didático, com o re-
sumo técnico-científico […]. (SEVE-
RINO, 2007, p. 204).

Observamos, nos dois exemplos, que a menção do sobrenome do autor é obriga-


tória, e que, quando ele aparece fora do parêntese, escrevemos com letra minúscula,
mas quando aparece dentro do parêntese, deve vir em CAIXA ALTA. Destaca-se ainda
que, na citação direta, devemos colocar o ano e página de publicação da obra.

5.2 Citação Indireta


A citação indireta, também chamada de citação livre ou não literal, consiste

87
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

na utilização das ideias e conceitos de autores em nosso trabalho sem transcrevê


-las, mas sim destacá-las com nossas palavras. Lembrando que sempre devemos
citar o autor.
Como nos lembra Bastos (2012, p. 89): “[…] a fonte de onde foi extraída a infor-
mação deve ser citada obrigatoriamente. A fidelidade é a virtude fundamental de
quem faz citação”.

Exemplo:

Exemplo
Segundo Morin (1995) as tecnologias permitem
um novo encantamento na escola ao abrir suas paredes
e possibilitar que os alunos conversem e pesquisem
com outros educandos da mesma cidade, país ou
do exterior, no seu próprio ritmo. Também sabe-se
que, para haver uma aprendizagem significativa,
o indivíduo tem que estar disposto e interessado a
estudar e utilizar as novas tecnologias que podem ser
adotadas com a inserção da tecnologia de informação
e comunicação.

Nas citações indiretas só precisamos do sobrenome do autor e ano da obra, não


sendo necessário a página e nem as aspas para destacar a citação.

5.3 Citação de citação

A citação de citação consiste em utilizarmos uma citação já feita pelo autor da


obra escolhida, ou seja, quando utilizamos a passagem do autor em que o mesmo
fez citação de outra obra. Só fazemos isso quando não temos acesso à obra original
da citação.
Neste caso, a indicação deve ser feita pelo nome do autor original, seguido da
expressão “apud” (que significa “citado por”) e do nome do autor da obra a que tive-
mos acesso e retiramos a citação.

88
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Exemplo 1:

Exemplo
Para Torres (2004 apud TORRES; FIALHO, 2009, p.
457):
A tecnologia da informação tornou a co-
municação entre os atores uma das princi-
pais ca-racterísticas da EAD contemporâ-
nea. Milhões de pessoas estão conectadas
à Internet, formando redes de informa-
ções que permitem a interação remota
entre os diversos agen-tes do processo
ensino-aprendizagem a distância. Esse
modelo vem se estruturando a par-tir dos
anos 1990 e encontra-se consolidado nas
grandes universidades do mundo.
Exemplo 2:

“[…] desenvolver seus próprios métodos e rotinas


para a construção do conhecimento. Além disso, ele
também deve ser capaz de se relacionar com seus
colegas, adotando postura interativa nos processos
de aprendizagem”. (PINTO apud SANTOS et al. 2009,
p. 2).

Observa-se que ao longo dos exemplos utilizamos colchetes


e três pontos “[…]” destacando a omissão de parte do parágrafo
que julgamos não necessário, conforme aprendemos na Unidade
Observação
II, quando falamos em fichamento de citações.

6. Notas de rodapé
Além das citações, como forma de conceituar nosso trabalho, também temos as
notas de rodapé. Elas consistem em explicações adicionais, fora do corpo do texto,
para indicar as referências das citações efetuadas ou explicar uma palavra específica
da área ou até mesmo apontar novas leituras.
Para Lakatos (2008), as notas de rodapé podem ser de dois tipos: notas expli-
cativas e notas bibliográficas, cada uma atendendo a finalidades diferentes, como o
próprio nome já diz.
Nas notas explicativas mostramos o significado de palavras ou questões des-

89
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

tacadas no texto original e que necessitam de maiores explicações. Assim, para não
sobrecarregar o texto utilizamos a nota de rodapé.
Já nas notas bibliográficas indicamos as fontes de pesquisas consultadas ou
nos remetemos a outras obras em que o assunto foi abordado.
Segundo a ABNT NBR 10520:2002 as notas de rodapé utilizam o sistema autor-
data para as notas bibliográficas e numeração para as notas explicativas, devendo
aparecer na parte inferior da folha, ao lado esquerdo e com letra tamanho 10.
Conforme exemplos abaixo:

Exemplo 01: No rodapé da página

Exemplo ____________________________________________
1
Método científico significa....

Exemplo 02: No rodapé da página

____________________________________________
1
BASTOS, Núbia Maria Garcia. Introdução à metodologia do
trabalho acadêmico. 5. ed. Fortaleza: Nacional, 2012.

7. Referência
A referência compreende a união de elementos que possibilita a identificação
da fonte de pesquisa utilizada no decorrer do trabalho científico ou acadêmico. Nela
reunimos todas as obras utilizadas nas citações feitas, seja no Projeto de Pesquisa ou
demais trabalhos.
Na elaboração das referências, é importante a ética e a responsabilidade do
autor do trabalho, para que não sejam excluídas da lista obras de outros autores que
foram utilizadas no texto.

7.1 Formatação das referências


Segundo a ABNT NBR 6023:2002 as referências devem:

• Ser alinhadas somente à margem esquerda, de forma que possibilite a


identificação individual do documento, em espaço simples e separadas
entre si por espaço duplo que equivale a cerca de 6 pt antes ou depois na
formatação de parágrafos do Word;

90
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

• Conter as informações básicas: autor(res), título, subtítulo (se houver), edi-


ção, local, editora e data de publicação;

• O recurso negrito será utilizado para destacar o elemento título e deve ser
uniforme em todas as referências.

• Só mostramos a edição a partir da 2ª, não havendo necessidade de indi-


carmos caso seja a 1ª edição.

• As referências devem vir em ordem alfabética.

A autora Bastos (2012) elaborou uma dica bastante eficaz para memorização da
sequência básica de uma referência, conforme figura abaixo.

A. T. E. L: E, A.

Dica A. Autor
T. Título
E. Edição
L: Local
E, Editora e
A. Ano

CUIDADO COM A PONTUAÇÃO!

As fontes de meios eletrônicos deverão seguir a mesma regra, mas acrescen-


tando os itens “Disponível em” e “Acesso em”. Destacamos esses pontos nos exem-
plos a seguir.
De posse de todas as dicas sobre as referências e seus elementos, passaremos
agora a exemplificar os diversos exemplos de referência.

7.2 Modelos de referência


7.2.1 Livros
• Obra de apenas um autor
KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 2. ed. São Paulo:
Perspectiva, 1987, 257 p.

A menção do número de páginas na referência de livro é opcional, mas quando


for fazer uma menção de monografia, dissertação ou tese é para colocar o número

91
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

de páginas.
LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: Procedimentos bási-
cos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos cien-
tíficos. 7. ed. 2. Reimpr. São Paulo: Atlas, 2008.

Quando tiver o subtítulo de um livro, apenas o principal ficará em negrito.

• Obra escrita por dois ou três autores


REALE, Giovanni; ANTISERI, Dário. História da filosofia. 2. ed. São Paulo: Pauli-
nas, 1930, 3. v.
GIOVANNI, José Ruy; BONJORNO, José Roberto; GIOVANNI JUNIOR, José
Ruy. Matemática: 2º grau. São Paulo: FTD, 1988.

Menciona-se todos os autores separando-os por ponto e vírgula (;).

• Obra escrita por mais de três autores: aqui colocamos somente o autor
coordenador e a expressão “et al” indicando a existência de outros auto-
res.
MIRANDA, Jorge et al. Legitimidade e legitimação da justiça constitucional.
Coimbra: Coimbra, 1995.

Menciona-se o primeiro autor seguindo da expressão et al., que significa dizer


“outros autores”.

CRETELLA JÚNIOR, José et al. Bens públicos. 2. ed. São Paulo: Universitária
de Direito, 1975.

Quanto às indicações de sobrenomes composto e de parentesco, como: Neto,


Filho, Júnior, Sobrinho etc., quase sempre fazem parte do nome e devem ser mencio-
nadas por extenso, sempre acompanhadas pelo último sobrenome.

LYRA, Doreodó Araújo (Org.). Desordem e processo: Estudo sobre o Direito


em homenagem a Roberto Lyra Filho. Porto Alegre: Fabris, 1986.

Em documentos com organizador (Org.), compilador (Comp.), editor (Ed.), coor-

92
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

denador (Coord.), as referências devem ser feitas pelo nome de seu responsável.

7.2.2 Monografias, dissertações e teses

CAMPESTRINE, Bernadétte Beber. Reeducar, reinserir e ressocializar por meio da edu-


cação a distância. Florianópolis, UFSC, 2007. 146 p. Tese (Doutorado em Engenharia e
gestão do conhecimento). Universidade Federal de Santa Catarina, 2007.

ALVES, Lia Mara. Silva. Inserção da Educação a Distância nos Espaços Penitenciários
do Estado do Ceará. Fortaleza, 2011. 61 p. Monografia (Bacharelado em direito) Uni-
versidade de Fortaleza.

CARVALHO, Jussara Maria J. Jung e a educação: Uma abordagem no âmbito do en-


sino superior. Curitiba, 1998. 94 p. Dissertação (Mestrado em Educação). Centro de
Tecnologia e Ciências Humanas, Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

7.2.3 Capítulo, partes de livros, monografias, teses etc.

Inclua a partícula <In>, o capítulo e a página inicial


e final do artigo, do mesmo livro e au-toria.
Observação

HABERMAS, Jürgen. Derecho natural yrevolución. In:_____Teoría y praxis: Estudios de


filosofía social. Trad. Salvador Má Torres e Carlos Moya Espí. Madrid: Tecnos, 1990.
Cap. 2, p. 87-162.

Capítulo ou artigo do livro em livros organizados


por outros autores. Observe que o nome do livro fica
Observação em negrito e não o título do capítulo.

ALVES, João Roberto Moreira. A história da EAD no Brasil. In: LITTO, F. M.; FORMIGA, M.
M. M. (Org.). Educação a distância: O estado da arte. São Paulo: Pearson Education do

93
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Brasil, 2009. p. 9-13.

7.2.4 Revistas, artigos de periódicos e partes de revista

• Revista como todo

REVISTA SEQÜÊNCIA. Florianópolis: Curso de Pós-Graduação em Direito


da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001. Trimestral.

VEJA. São Paulo: Abril, edição 2.373, ano 47, n. 20, 14 maio 2014. 134 p.
[Neste caso, incluiu-se o n.º da edição, pois também constava na capa do
exemplar.]

REVISTA DE SAÚDE PÚBLICA. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da


USP, v. 46, n. 5, out. 2012.

PESQUISA FAPESP. São Paulo: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado


de São Paulo, n. 208, jun. 2013. 98 p.

ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2000. Florianópolis: TRE, v. 1, n. 1, nov. de 2001. 635


p. Edição Espe-cial.

• Artigos de periódicos e partes de revista

CASTRO, Maria Helena Guimarães de. Avaliação do sistema educacional


brasileiro: Tendências e perspectivas. Ensaio: Avaliação e políticas públicas
em educação, Rio de Janeiro, v. 6, n. 20, p. 303- 364, jul./set. 1998.

GADELHA, Carlos A. Grabois; COSTA, Laís Silveira. Saúde e desenvolvimen-


to no Brasil: Avanços e desafios. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 46,
p. 13-20, dez. 2012. Suplemento.

CRUZ, Joaquim. A Estratégia para Vencer. Pisa: 1988. Veja, São Paulo, v. 20,
n. 37, p. 5-8, 14 set. 1988. Entrevista concedida a J.A. Dias Lopes.

O título do periódico não fica em negrito e sim o


Observação
nome da revista.

94
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

ALCÂNTARA, Eurípides. A redoma do atraso. Veja, São Paulo: Abril, ano 24,
nº 25, p. 42 – 43, jun. 1991.

SALES, Gabriela Bezerra. Psicanálise e Poder. Revista Roteiro, Universidade


do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba, v. XVIII, n. 33, p. 88-96, jan./jun. 1995.

ZAVERUCHA, Jorge. O Congresso, o presidente e a justiça militar. Justiça e


Democracia. São Paulo, n. 3, p. 141-152, 1997.

7.2.5 Jornal

• Matéria assinada

COUTINHO, Wilson. O paço da cidade retorna ao seu brilho barroco. Jor-


nal do Brasil, Rio de Janeiro, 6 mar. 1985. Caderno, p. 6.

MARCELO, Cláudia. Crescem os lares sob chefia da mulher. Diário Catari-


nense, Florianópolis, 12 maio. 2002. p. 34.

AZEVEDO, Dermi. Sarney Convida Igrejas Cristãs para Diálogo sobre o Pac-
to. Folha de São Paulo, São Paulo, 22 out. 1985. Caderno econômico, p. 13.

• Jornal no todo

FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo: 21 out. 2014.

DIÁRIO DO NORDESTE. Fortaleza: 21 nov. 2014.

7.2.6 Trabalhos apresentados em eventos (jornadas, congressos, seminá-


rios, encontros, simpósios)

JORNADA INTERNA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 18, JORNADA INTERNA DE


INICIAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL, 8, 1996, Rio de Janeiro. Livro de Re-
sumos do XVIII Jornada de Iniciação Científica e VII Jornada de Iniciação
Artística e Cultural. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996. 822 p.

CONFERÊNCIA NACIONAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, 11,


1986, Be-lém. Anais... [s.1.]: OAB, [1986?]. 924 p.

CONGRESSO JURÍDICO BRASIL-ALEMANHA, 7., 1996, Belo Horizonte. Anais


do VII Congresso Jurídico Brasil-Alemanha. Belo Horizonte: Sociedade de

95
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Estudos Jurídicos Brasil-Alemanha. 1996. 305 p.

SIMPÓSIO BRASIL-ALEMANHA, 4., 1998, Bonn, Alemanha. A projeção do Bra-


sil face ao século XXI: livro de resumos. São Paulo: Fundação Konrad-Ade-
nauer, 1998.

PUIG, J. A. A destruição dos filósofos. In COLÓQUIO IBEROAMERICANO DE


FILOSOFIA, 3, 1998, Madrid. A destruição dos filósofos. Madrid: IMEC, 1999,
p. 20-41.

Incluir antes do evento a partícula <In>.

Observação

7.2.7 Documentos Eletrônicos

KELLY, R. Electronic publishing at APS: Its not just online journalism. APS
New Online, Los Angeles, Nov. 1996. Disponível em: http://www.aps.org/ap-
snews/1196/11965.html. Acesso em: 25 nov. 1988.

SILVA, M. M. L. Crimes digitais. Net, Rio de Janeiro, nov. 1988. Seção Ponto
de vista. Disponível em: <http.//www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevis-
tas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1988.

CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, 6., 1999. Rio


de Janeiro. Anais eletrônicos... Rio de Janeiro, 1999. Disponível em: <http://
www.abed.org.br>. Acesso em: 15 dez. 1999.

PEDROSA, Fernanda. Juristas declaram que a dívida externa é ilegítima e


opressiva. In: FÓRUM SOCIAL MUNDIAL, 1, 2001, Porto Alegre. Anais eletrô-
nicos... Porto Alegre, 2001. Disponível em: <http://www.forumsocialmundial.
org.br>. Acesso em: 21 jan. 2002.

7.2.8 Documentos Jurídicos

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Bra-


sil. Brasília: Senado Federal, 1988.

96
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

BRASIL. Lei nº 7.210. de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Pe-


nal. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7210.htm >
Acesso em: 25 mar. 2011.

BRASIL. Lei nº 12.433. de 29 de junho de 2011. Altera a Lei no 7.210, de 11 de ju-


lho de 1984 (Lei de Execução Penal), para dispor sobre a remição de parte
do tempo de execução da pena por estudo ou por trabalho. Disponível em:
< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12433.htm>
Acesso em: 25 mar. 2011.

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes


e bases da educação nacional - LDB. Disponível em: < http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm > Acesso em: 25 out. 2011.

CEARÁ. (Estado) Governo do Estado do Ceará. Regimento geral dos esta-


belecimentos prisionais do Estado do Ceará. Fortaleza, 2010.

Legislações sempre iniciar pela jurisdição do órgão:


Brasil, São Paulo, Bauru.
Observação

BRASIL. Lei n. 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações


relativos à proprie-dade industrial. Disponível em: <http://www.mct.gov.br/
conjur/lei/lei>. Acesso em: 24 nov. 2000.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula n°. 608. No crime de estupro,


praticado mediante vio-lência real, a ação penal é pública incondiciona-
da. Disponível em: <http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJuris-
prudencia.asp?s1=608.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas>.
Acesso em: 12 maio 2002.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Disponível em: <


http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm >
Acesso em: 25 out. 2011.

7.2.9 Homepage Institucional

97
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

INFOJUR. Coordenação Aires José Rover. Desenvolvido pelo Centro de Ci-


ências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Apresenta
textos sobre informática jurídica. Disponível em: <http:/I www.infojur.ccj.
ufsc.br>. Acesso em: 21 abr. 2002.

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL - SENAC. Conceito.


Disponível em: < http://www.senac.br/institucional/osenac.html > Acesso
em: 28 set. 2011.

________. Histórico. Disponível em: < http://www.senac.br/institucional/


historico.html > Acesso em: 28 set. 2011.

7.3 Quando a obra for de responsabilidade de algum órgão (governo, as-


sociação, empresa, congresso, seminário etc.), a entrada deve ser dada
pelo seu próprio nome.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Resumos das dissertações e


teses defendidas no Curso de Pós-Graduação em Direito 1978-1993. Floria-
nópolis, 1994. 165 p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6.023: Apresenta-


ção de referências. Rio de Janeiro, 2002.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Resumos das dissertações e


teses defendidas no Curso de Pós-Graduação em Direito 1978-1993. Floria-
nópolis, 1994.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Panorama atu-


al do RSU / RSS. Apresentação Power-Point. 2003. Disponível em: <http://
www.anvisa.gov.br>. Acesso em: 14 out. 2011.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Base carto-


gráfica integrada digital do Brasil ao milionésimo: Versão 1.0 para ArcGis
Desktop-ArcView. Rio de Janeiro: IBGE, 2003. 1 CD-ROM.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS – FGV. Página institucional. Disponível em:


<http://portal.fgv.br/> Acesso em: 28 set. 2011.

98
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

Encerramos aqui a última unidade da nossa disciplina. Caso queira aprofundar


o seu estudo sobre referências, busque a norma NBR 6.023/2.002 na biblioteca
da Universidade. Esperamos que tenha assimilado todos os conteúdos e regras
abordados aqui em relação aos trabalhos acadêmicos, citações, notas de rodapé e
referências. Bons estudos e até a próxima!

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6.023. Informação e

documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

___________. NBR 10520: Informação e documentação: citações em docu-

mentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

___________.NBR 14724: Informação e documentação: trabalhos acadêmi-

cos: apresentação. Rio de Janeiro, 2011.

____________.NBR 10791: Apresentação de relatório técnico-científicos. Rio

de Janeiro, 1989.

____________.NBR 6022: Informação e documentação: artigo em publica-

ção periódica impressa; apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

____________.NBR 10791: Informação e documentação: relatório técnico e

/ou científico: apresentação. . Rio de Janeiro, 2011.

99
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

BASTOS, Núbia Maria Garcia. Introdução à metodologia do trabalho acadê-

mico. 5. ed. Fortaleza: Nacional, 2012.

DESLANDES, Suely Ferreira. A construção do Projeto de Pesquisa. In: MI-

NAYO, M. C. S. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 21. ed. Petró-

polis: Vozes, 1994. p. 31-50.

ISKANDAR, Jamil Ibrahim. Normas da ABNT: Comentadas para trabalhos

científicos. 3. ed. revista e atual. Curitiba: Juruá, 2008.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de meto-

dologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: Procedimentos

básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos

científicos. 7.ed. 2. Reimpr. São Paulo: Atlas, 2008.

SALOMON, Décio Vieira. Como fazer uma monografia: Elementos de meto-

dologia do trabalho científico. 2. ed. Belo Horizonte: Interlivros, 1999.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed.

rev. e atualizada. São Paulo: Cortez, 2007.

100
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

VERGARA, Sylvia Constant. Métodos de pesquisa em administração. São

Paulo: Atlas, 2001.

101
Elaboração do Trabalho Científico - Unidade 04

CRÉDITOS
Núcleo de Educação a Distância
O assunto estudado por você nessa disciplina foi planejado pelo professor
conteudista, que é o responsável pela produção de conteúdo didático, e foi
desenvolvido e implementado por uma equipe composta por profissionais
de diversas áreas, com o objetivo de apoiar e facilitar o processo ensino-
aprendizagem.

Coordenação do Núcleo de Projeto Instrucional


Educação a Distância Andrea Chagas Alves de Almeida
Lana Paula Crivelaro Monteiro
Roteiro de Áudio e Vídeo
de Almeida
José Glauber Peixoto Rocha
Supervisão Administrativa
Produção de Áudio e Vídeo
Denise de Castro Gomes
José Moreira de Sousa
Produção de Conteúdo Didático
Identidade Visual / Arte
Ariane Nogueira Cruz
Francisco Cristiano Lopes de
Lia Mara Silva Alves
Sousa
Design Instrucional Viviane Cláudia Paiva Ramos
Andrea Chagas Alves de Almeida
Programação / Implementação
Jairo Araújo dos Santos

Editoração
Camila Duarte do Nascimento
Moreira

Revisão Gramatical
Vanderlene Paiva Lopes

Ano: 2015 - 2ª Edição


102
(atualizado em junho/2016)