Você está na página 1de 3

Endereço da página:

https://novaescola.org.br/conteudo/12457/design-thinking-o-que-e-e-como-usar-
em-sala-de-aula

Publicado em NOVA ESCOLA 28 de Agosto | 2018

Metodologias ativas

Design Thinking: o que é e como


usar em sala de aula
Saiba como os professores podem usar essa metodologia a favor da
aprendizagem
Débora Garofalo

Crédito: Getty Images

O Design Thinking é uma metodologia usada em busca de solução de problemas. Na Educação é


conhecida como aprendizagem investigativa, trabalhando de forma colaborativa e desenvolvendo a
empatia. Nesse modelo, o estudante participa como formador de conhecimento e não apenas como
receptor de informação.

O trabalho tem como premissa o design centrado em humanos, que contempla as necessidades
individuais. Não existe uma única forma correta de aplicá-lo. O que existe são etapas a serem
exploradas como processo de resolução de problemas. Quando usadas em sala de aula, essas etapas
trazem mais dinamismo, envolvimento e sentimento de pertencimento. Ao propor novos processos de
ensino e aprendizagem, o Design Thinking colabora para um redesenho das aulas.

Na prática, a metodologia é dividida em cinco etapas:


As etapas de descoberta e interpretação devem ser construídas com desafios. A proposta delas é
provocar e aguçar a curiosidade para enfrentar as questões levantadas. Nesse processo, considerar o
conhecimento prévio individual e percepções significativas no decorrer da construção em busca de
múltiplas soluções é fundamental.

Na fase de criação deve dar espaço à construção de uma “chuva de ideias” (o famoso brainstorm), um
espaço para sonhar e colocar para fora até ideias visionárias. A quarta etapa, corresponde à
experimentação – em que as ideias ganham vida –, é necessário possibilitar vivências para encontrar
possíveis soluções para o desafio lançado.

A evolução é o desenvolvimento do trabalho. Ela envolve o planejamento dos próximos passos,


compartilhando ideias com outras pessoas que podem colaborar com o processo. No desenvolvimento
das etapas, o professor e os estudantes podem oferecer dicas de como organizar a ideias, seja
formatando listas, usando post-its, histórias inspiradoras, fotos, aplicativos para celular ou tablets, por
exemplo. São inúmeras possibilidades. Cada situação requer uma abordagem diferenciada que deverá
ser construída coletivamente. Às vezes, a organização por post-its pode ser mais aplicável ao problema
que está sendo explorado. Mas em outras, o uso de listas pode ser suficiente.

Cada problema pode ser resolvido a partir de metodologias diferentes, como o uso dos
post-its. Crédito: Getty Images

Não existe uma receita pronta, mas, alguns caminhos para abordagem, conforme a ilustração abaixo:
Para enriquecer as etapas e possibilitar interação, é possível utilizar alguns softwares gratuitos, como:

Mind Node: programa muito simples e prático para ser utilizado ao dia a dia. Ele ajuda a visualizar
melhor as ideias.
Free mind: é um software livre para criação de mapa mental, ele é simples e objetivo, disponível para
usuários Windows e Linux.
Ree Plane: outro programa simples, compatível com Windows e Linux, que facilita a organização das
ideias.
Coggle: software online, permite mais que uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental. Não é
preciso fazer download do programa, o que permite trabalhar no projeto de diferentes plataformas
(como pelo celular em casa e no computador do laboratório da escola).

O Design Thinking tem muito a contribuir com o processo educacional devido a possibilidade de ouvir,
criar, envolver e trabalhar com foco em resoluções de problemas. Ele possibilita o pensamento visual e
o desenvolvimento da empatia, colaborando com as aulas desde o planejamento até a avaliação. Ele
pode ser vivenciado em todas as áreas do conhecimento, já que permite que o aluno participe
ativamente da construção do conhecimento. Ao colocar os alunos em um ambiente participativo e
colaborativo, em que possam resolver problemas concretos, produzir conteúdos, participar e opinar
sobre o que está sendo produzido, estamos aprofundando e efetivando o aprendizado.

E você, querido professor, já usou essa metodologia em sala de aula? Conte aqui nos comentários!

Um abraço,

Débora Garofalo

Professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, Formada em Letras e Pedagogia,


Mestranda em Educação pela PUCSP, colunista de Tecnologias para o site da Nova Escola.

Você também pode gostar