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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

Ano Lectivo 2011/2012


Oficina de teatro 8.ºA/B

Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes


Professoras Estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre

Aula observada de Oficina de Teatro

Leitura A(ni)mada

03 de outubro de 2011
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO
Ano Lectivo 2011/2012
Planificação de Aulas de Oficina de Teatro - 8.º Ano, Turmas: A e B

Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes


Professoras Estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque, Elga Sutre

Aulas n.º Datas: 3 de outubro de 2011

Objectivos Gerais Conteúdos Materiais/ Recursos Avaliação


 Promover o interesse pelas Processuais Declarativos  Gabriela e a  Observação
atividades promotoras de espreitadela – direta.
 Compreensão e Motivação inicial:
criatividade (oral),
imaginação, e de improvisação expressão oral e  “Quem conta um Karen Waal, Jim
Helmore.
 Desenvolver a capacidade de escrita. conto…”. Despertar o
concentração.  Imagens.
interesse para a audição
 Computador.
 Ampliar conhecimentos de uma história que terá
lexicais.  PowerPoint.
que ser recontada.
 Videoprojector.
 Desenvolver a competência
escrita e oral.  Cartões.
Funcionamento da  Esferográfica.
 Incrementar a capacidade de
memorização. língua:  Quadro.
- Formação de palavras.  Marcador.
 Ser capaz de ler
expressivamente. - Plural dos nomes.
- Tempos e modos verbais.
- Adjectivos.

Bibliografia

 Waal, K. e Helmore, J. (2005). Gabriela e a espreitadela. Livros Horizonte.


 http://plenaharmonia.wordpress.com/category/pequenos-contos-para-refletir/ (adaptado), consultado a 27 de setembro de 2011.
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO
Ano Lectivo 2011/2012
Plano de Aula Oficina de Teatro

Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes


Professoras Estagiária: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque, Elga Sutre
Aula n.º
Ano/ Turma: 8.º A / B
Data: 3 de outubro de 2011

Objectivos:
 Promover o interesse pelas atividades promotoras de criatividade (escrita e oral)
e de improvisação.
 Desenvolver a capacidade de concentração.
 Ampliar conhecimentos lexicais.
 Desenvolver a competência escrita e oral.
 Incrementar a capacidade de memorização.
 Ser capaz de ler expressivamente.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Saber ouvir e recontar uma história que contém diversos pormenores.
 Audição da história Gabriela e a espreitadela e redação do seu final através de
um guião de palavras.
 Observar um conjunto de imagens, as quais, através da transmissão de
mensagens descodificadoras, deverão ser identificadas.

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Material:
 Gabriela e a espreitadela – Karen  Videoprojector.
Waal, Jim Helmore.  Cartões.
 Imagens.  Lápis e esferográfica.
 Computador.  Quadro.
 PowerPoint.  Marcador.

Registo de sumário:
 Atividade de “passar a palavra”: recontar uma história.
 Audição da história Gabriela e a espreitadela e redação do seu final.
 Identificação de imagens.

Motivação inicial:
 “Quem conta um conto…”. Despertar o interesse para a audição de uma história
que terá que ser recontada.

Desenvolvimento da aula:
As professoras começarão a aula saudando os discentes. De seguida, enquanto os
alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada para que as
professoras averigúem e tomem nota de quem está presente. Posteriormente escrever-se
o sumário com os conteúdos a serem dinamizados na Oficina de Teatro. (5 minutos)

Seguidamente, as professoras explicarão as regras da primeira atividade,


centrando-se esta na audição de uma história pormenorizada (anexo I), que terá que ser
recontada de aluno a aluno, chegando-se a uma versão final, a qual se confrontará com a
versão inicial. Visa-se estimular a capacidade de concentração e memorização dos
alunos. (30 minutos)

Depois, proceder-se-á ao desenvolvimento da próxima atividade, que consiste na


audição da história Gabriela e a espreitadela (anexo II). A história será lida por uma
das professoras, deixando-se o final em aberto. (5 minutos)

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Os alunos, após audição da história, e tendo em conta um guião de palavras que
lhes será distribuído (anexo III), deverão escrever um final, recorrendo à sua
criatividade. Posteriormente será revelado o verdadeiro final da história. (20 minutos)

Segue-se a última atividade, que se centra na identificação das personalidades


presentes nas imagens e desvendar de pistas. Estas não podem conter as “palavras
proibidas” escritas no cartão (anexo IV). Pretende-se que o aluno que transmite as pistas
aos colegas de turma amplie a sua área vocabular e tenha capacidade de descrever a
imagem. (25 minutos)

Para finalizar, as professoras refletirão com os alunos sobre as atividades


desenvolvidas na aula e destacarão a importância da capacidade de memorização,
concentração, imaginação, improvisação e criatividade. (5 minutos)

Síntese da lição:
 Os alunos, através de diferentes atividades, desenvolverão a sua capacidade de
memorização, improvisação, imaginação, concentração e criatividade.

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OFICINA

ESCOLA SECUNDÁ RI A CAMPOS MELO TEATRO


(Anexo I)

O QUEBRADOR DE PEDRAS
Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e
com sua posição na vida.

Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal
aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que frequentavam a
mansão.

- Quão poderoso é este mercador! – pensou o quebrador de pedras.

Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante.

Para sua grande surpresa ele, repentinamente, tornou-se o comerciante, usufruindo


mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por
todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele.

Um dia, um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado numa liteira
de seda, e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa
quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.

- Quão poderoso é este oficial! – pensou ele. – Gostaria de poder ser um alto oficial!

Então ele tornou-se num alto oficial, carregado na sua liteira de seda para qualquer
lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o
oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este
brilhava orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.

- Quão poderoso é o Sol! – ele pensou. -Gostaria de ser o Sol!

Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando os seus raios para a terra
sobre tudo e todos, secando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas
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um dia, uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e o seu calor não pôde mais
alcançar o chão e tudo sobre ele.

- Quão poderosa é a nuvem de tempestade! – pensou ele– Gostaria de ser uma nuvem!

Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a
todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava a ser empurrado para longe com uma
força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.

- Quão poderoso é o Vento! – ele pensou. – Gostaria de ser o vento!

Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas,
desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra.

Mas, em determinado momento, ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover
nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse à sua volta, lançando-lhe rajadas de
ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha.

- Quão poderosa é a rocha! – ele pensou. – Gostaria de ser uma rocha!

Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra,
eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ele ouviu o som de
um martelo a bater sobre uma dura superfície, e sentiu que estava a ser despedaçado.

- O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?!? – pensou surpreendido.

Ele olhou para baixo de si e viu a figura de um quebrador de pedras.

http://plenaharmonia.wordpress.com/category/pequenos-contos-para-refletir/ (consulta realizada a 27 de setembro de 2011)

A professora: Maria Celeste Nunes


As professoras estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO
Ano Lectivo 2011/2012
Oficina de teatro 8.ºA/B

Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes


Professoras Estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre

Aula observada de Oficina de Teatro

Leitura A(ni)mada

03 de outubro de 2011
Escola Secundária Campos Melo

OFICINA DE TEATRO

Professora: Celeste Nunes


Professoras Estagiárias: Ana Valente, Bárbara Roque, Elga Sutre

Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Ano Lectivo 2011/2012
Oficina de teatro
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu | Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 Ensino Profissional
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OFICINA

ESCOLA SECUNDÁ RI A CAMPOS MELO TEATRO


(Anexo II)

4º Diapositivo Gabriela e a Espreitadela


Esta é a história de Gabriela. Na rua onde ela vivia ainda hoje se fala dela.

De dia ou de noite de casa ela escapava. E pelas caixas do correio espreitava.

Se quiserem continuar a ouvir, prometo que vos vou contar, coisas que a Gabriela viu e que vos podem
impressionar…

No n.º 7, alerta e desperta, está sentada a adorável Berta. Mas não está só, o seu irmão deixou-a com
uma cobra de estimação! Serão os bebés mais saborosos do que tarte de limão?

Um caso raro de verdade é o David Trevas no N.º 8: ele detesta a claridade, mas de noite é o garoto mais
feliz da cidade, com dentes e capa de vampiro, o maroto!

Na porta ao lado do David vive o Professor Artolas que está a transformar as riscas de uma zebra em
bolas. Já ouviram ideia mais bizarra? Mas que grande algazarra!

A seguir Gabriela espiou o Pedro Perna Longa. Parece um rapaz atilado. Não se gaba das suas façanhas.
Mas não se deixem iludir: ele é um astuto comedor de aranhas. Esticada a sua língua mais de um metro chega a
medir!

Gabriela não se importava de ver coisas anormais. De espiar é que ela gostava, por isso espreitava mais e
mais. Monstros, bruxas e dragões, nos livros eram uma maçada comparados com as visões atrás de uma porta
fechada!

Mas certo dia, quando a última caixa de correio abriu, da cabela até aos pés, com medo
daquilo que viu, toda ela se arrepiou e das caixas do correio nunca mais se aproximou…

E aquilo que ela viu ainda assusta Gabriela: um par de olhos a olhar para ela!

Então, depois daquele dia de arrepiar, Gabriela perdeu a vontade de espreitar. Espiar é divertido, já
diziam os meus avós, mas não quando a pessoa espiada somos nós!

E assim, meus amigos, se acaba esta história. “Vitória, vitória…”

“Não pare agora!” Ouço-vos todos a gritar. “De quem eram aqueles olhos? Tem de nos contar!”

Mas antes do mistério revelar, o final, vocês, terão que imaginar.

Seriam… De um monstro sorridente com o queixo babado? De um mostrengo estridente com o corpo
enroscado? Ou de algo muito grande e barulhento, peludo e fedorento?

Pois eu vou-vos dizer bem baixinho… os olhos brilhantes pertenciam a este esperto gatinho!

Helmore, Jim; Wall, Karen (2005),Gabriela e a espreitadela, Livros Horizonte, Lisboa

A professora: Maria Celeste Nunes


As professoras estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre
OFICINA

ESCOLA SECUNDÁ RI A CAMPOS MELO TEATRO


(Anexo III)

GABRIELA E A ESPREITADELA

ASSUSTAR VER

ABRIR ESCONDER

DESCOBRIR FALAR

IMAGINAR ESCORREGAR

SAIR ADIVINHAR

A professora: Maria Celeste Nunes


As professoras estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre
OFICINA

ESCOLA SECUNDÁ RI A CAMPOS MELO TEATRO

QUEM SOU EU?

 Cristiano Ronaldo  Prof. Celeste Nunes


Não pode dizer as seguintes palavras: Não pode dizer as seguintes palavras:
Futebol/futebolista, Professora,
Real Madrid, Português/Francês,
Jogador Oficina de teatro,
“Joga à bola”. “Está aqui nesta escola/sala”.

 Manuel Luís Goucha


 Os “Gato Fedorento” Não pode dizer as seguintes palavras:
Não pode dizer as seguintes palavras: Apresentador,
Meo, TVI,
Rir, Cristina Ferreira.
Publicidade,
Não referir os nomes dos “Gato”.
 Rita Pereira
Não pode dizer as seguintes palavras:
Atriz,
Telenovela(s),
Apresentadora,
Morangos com Açúcar,
Angélico Vieira.

A professora: Maria Celeste Nunes


As professoras estagiárias: Ana Filipa Valente, Bárbara Roque e Elga Sutre
Escola Secundária Campos Melo

OFICINA DE TEATRO

Professora: Celeste Nunes


Professoras Estagiárias: Ana Valente, Bárbara Roque, Elga Sutre

Ano Letivo 2011/2012


Cristiano Ronaldo
Rita Pereira
Os “Gato Fedorento”
Manuel Luís Goucha
Professora Celeste Nunes
Quem é quem?
Trabalho elaborado no âmbito da disciplina “Oficina de
Teatro”, pelas professoras estagiárias: Ana Filipa Valente,
Bárbara Roque e Elga Sutre.

Outubro de 2011
Cristiano Ronaldo

Palavras / Expressões proibidas:

Futebol/futebolista

Real Madrid

Jogador

“Joga à bola”
Rita Pereira

Palavras / Expressões proibidas:

Atriz

Telenovela(s)

Apresentadora

Morangos com Açúcar

Angélico Vieira
Os “G ato Fedorento”

Palavras / Expressões proibidas:

Meo

Rir

Publicidade

Não referir os nomes dos “Gato”


Manuel Luís Goucha

Palavras / Expressões proibidas:

Apresentador

TVI

Cristina Ferreira
Profess ora Celeste Nun es

Palavras / Expressões proibidas:

Professora

Português/Francês

Oficina de teatro

“Está aqui nesta escola/sala”


DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º 15: O teatro vicentino - Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Aulas n.º 9, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 18 Datas: 13 e 27 de outubro e 3 e 17 de novembro
de 2011

O teatro vicentino:
Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente

Fotografias da peça de teatro Auto da


Barca do Inferno (Cine Teatro Avenida
em Castelo Branco, novembro 2011)

Projecto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Planificação de Aulas de Português – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º 15: O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aulas n.º 9, 10, 11, 12, 13, 14,17,18 Datas: 13 e 27 de Outubro, 3 e 17 de novembro de 2011

Objectivos Gerais Conteúdos Materiais/ Recursos Avaliação


 Consolidar o vocabulário Processuais Declarativos  Fichas  Ficha de
relacionado com o teatro.  Compreensão e expressão Motivação inicial: fotocopiadas. verificação de
 Compreender as manifestações oral e escrita.  Brainstorming sobre o teatro  Imagem. conhecimentos
teatrais pré-vicentinas. e o seu vocabulário.  Computador.  Ficha de
Leitura
 Conhecer Gil Vicente e o contexto  Recurso ao lúdico:  PowerPoint. verificação de
Pré-leitura:
sociocultural.  Leitura de imagens fixas preenchimento de uma  Vídeoprojetor. leitura.
 Refletir sobre expressões, alusivas a símbolos cénicos. grelha; anedota.  Caderno diário.  Observação
nomeadamente “ridendo castigat Leitura:  Esferográfica. direta.
 Leitura e análise da cena Personagens
mores”. Processos de caracterização:  Lápis.  Lista de
inicial, da cena do fidalgo, da
 Reconhecer as características do  Direta.  Quadro. verificação.
cena do onzeneiro e da cena
espaço dramático.  Indireta.  Marcador.  Trabalhos
do parvo da obra Auto da
 Conhecer a estrutura do texto Relevo: realizados na
Barca do Inferno de Gil  Central ou protagonista.
dramático. aula.
Vicente.  Secundária.
 Conhecer a estrutura interna e
 Figurante.
externa do texto dramático.
T
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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

 Sentir-se motivado para o estudo Pós-leitura: Tipologia:


 Esclarecimento de dúvidas.  Planas ou “tipo”.
do Auto da Barca do Inferno.
 Elaboração de apontamentos.  Modeladas ou
 Caracterizar personagens.
 Resumo. “caracteres”.
 Conhecer a composição e função
das personagens.
Escrita Modalidades do discurso
 Identificar as classes sociais  Elaboração de apontamentos Texto principal:
 Falas.
criticadas por Gil Vicente. no caderno diário.
Texto secundário:
 Indicar os símbolos cénicos  Oficina de escrita.
 Didascálias (indicações
presentes na cena do fidalgo e na  Resumo.
cénicas).
cena do onzeneiro.
 Refletir sobre a singularidade da Modos de apresentação do
discurso:
cena do parvo.
 Diálogo.
 Enunciar argumentos de acusação e
 Monólogo.
de defesa utilizados pelas
 Apartes.
personagens.
 Justificar o destino final do Recursos Linguísticos
 Eufemismo.
fidalgo, do onzeneiro e do parvo.
 Ironia.
 Emitir juízos de valor.
 Repetição.
 Conhecer a importância do texto
principal e da didascália.
Advérbios de lugar
 Distinguir modos de apresentação  “cá” / “lá”
de discurso, diferenciando distintos
processos de cómico.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

 Reconhecer recursos linguísticos. Tipos de cómico


 Linguagem.
 Avaliar a importância da linguagem
 Carácter ou Personagem.
não verbal.
 Situação.
 Captar as intenções e propósitos do
autor.
 Destacar as finalidades da cena do
Níveis de língua
fidalgo, da cena do onzeneiro e da  Cuidado.
cena do parvo.  Corrente.
 Reconhecer a intemporalidade da  Popular, familiar, calão.
peça.

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Referências bibliográficas
 CARVALHO, Joaquim (2010): Língua Portuguesa, CEF – Cursos de Educação e Formação Módulos 15, 16 Tipos 2 e 3, Porto Editora, Porto.
 CASQUEIRO, Filipa (2010): O explicador em casa – Resumos, Actividades e Soluções 3.º Ciclo 9.º Ano, Edição e Conteúdos, S. A., Matosinhos.
 GONÇALVES, Maria; EUSÉBIO, António (1987): Apontamentos – Auto da Barca do Inferno, Publicações Europa-América, Mem Martins.
 GUERRA, João; VIEIRA, José (2010): Aula Viva 9, Porto Editora, Porto.
 MAGALHÃES, Graça; DINE, Madalena (2005): Preparar o exame – Língua Portuguesa 9.º Ano / 3.º Ciclo do Ensino Básico, Lisboa Editora, Lisboa.
 PAIS, Amélia (2000): Auto da Barca do Inferno – Ser em português, Areal Editores.
 PALMA, Constança; PAIXÃO, Sofia (2004): Ponto e Vírgula 9, Texto Editora, Lisboa.
 REIGOTA, Fernanda; SILVA, Margarida (2010): Preparação para o exame nacional 2011 – Língua Portuguesa 9.º Ano, Porto Editora, Porto.
 SERRA, Alice; MOURA, Ana (2010): Língua Portuguesa 3 Módulos 15, 16 Tipos 2 e 3 CEF – Cursos de Educação e Formação, Areal Editores, Porto.
 TEIXEIRA, Maria; BETTENCOURT, Maria (2004): Língua Portuguesa 9, Volume 2, Texto Editores, Lisboa.
 VERÍSSIMO, Artur et al (1994): O gosto das palavras 9, 1.ª Edição, Areal Editores, Lello & Irmão – Porto.
 http://blogdoseagal.blogspot.com/2011/06/idade-media-x-renascimento.html, consultado a 5 de outubro de 2011.
 http://www.mnarteantiga-ipmuseus.pt/, consultado a 5 de outubro de 2011.

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Aula observada de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º: 15 : O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

O Teatro e as suas origens


Manifestações teatrais pré-vicentinas
Gil Vicente – Vida e Obra

13 de outubro de 2011

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Plano de Aula de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aula n.º: 9, 10 Data: 13 de outubro de 2011


Objectivos:
 Conhecer a estrutura do texto dramático.
 Conhecer a estrutura interna e externa do texto dramático.
 Consolidar o vocabulário relacionado com o teatro.
 Compreender as origens do teatro: o teatro na antiguidade e o teatro medieval.
 Compreender as manifestações teatrais pré-vicentinas.
 Conhecer Gil Vicente e o contexto sociocultural.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Recapitulação das diferenças entre o texto dramático e o teatro.
 Exploração dos conceitos de estrutura interna e externa do texto dramático.
 Incremento do vocabulário relacionado com o teatro.
 Origens do teatro: o teatro na antiguidade e o teatro medieval.
 Manifestações teatrais pré-vicentinas.
 Gil Vicente e o contexto sociocultural.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Vídeoprojetor.  Marcador

Registo de sumário:
 Exercícios relacionados com o vocabulário do âmbito do teatro.
 Origens do teatro: o teatro na antiguidade e o teatro medieval.
 Manifestações teatrais pré-vicentinas.
 Vida e obra de Gil Vicente.

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Motivação inicial:
 Brainstorming sobre o teatro e o seu vocabulário.
 Recurso ao lúdico: preenchimento de uma grelha; anedota.
Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição e, enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente.
5 min.
Depois, a professora, através de questões colocadas aos alunos, recapitulará os conteúdos
lecionados pela professora orientadora na aula anterior. A professora, revendo os conteúdos,
procede a uma apresentação em Power Point com síntese dos mesmos (Anexo I – diapositivos 2 e
3) e pedirá aos alunos que executem uma ficha de aplicação de conhecimentos, onde têm que
preencher uma grelha e descobrir uma “mensagem” (Anexo II). Este exercício constituirá a 15 min.
motivação inicial e está relacionado com o vocabulário do teatro, assim como o exercício que os
alunos realizarão posteriormente. Este último exercício está presente numa ficha entregue
anteriormente pela professora orientadora e consta no preenchimento de espaços numa breve
história que provoca o riso, ou seja, uma anedota. 10 min.
Seguidamente, a professora fará uma breve reflexão sobre as origens do teatro: o teatro na
antiguidade e o teatro medieval, recorrendo a uma ficha informativa entregue anteriormente, a
uma outra ficha informativa a ser entregue sobre as manifestações teatrais pré-vicentinas (Anexo
III) e a uma apresentação em Power Point (Anexo I – diapositivos 9 a 17).
As informações contidas na apresentação em Power Point visam resumir o conteúdo presente
nas fichas informativas e acrescentar alguns dados pertinentes ao estudo da origem do teatro. 20 min.
Após a leitura e análise dos textos “O teatro na antiguidade” e “O teatro medieval”, assim
como a abordagem de informações transmitidas sobre a origem do teatro e as manifestações
teatrais pré-vicentinas, a professora perguntará se há dúvidas e esclarecerá (caso existam) as
mesmas. Será distribuída aos alunos, uma ficha de aplicação de conhecimentos (Anexo IV), tendo 10 min.
estes que identificar as informações verdadeiras (V) ou falsas (F) e justificar as falsas.
Posteriormente far-se-á uma apresentação da obra e vida de Gil Vicente. Será entregue aos
alunos uma ficha informativa (Anexo V) onde constam informações sobre o dramaturgo português
relacionadas com a sua vida e obra, destacando-se a ligação entre a sua produção com as
20 min.
características da época da Idade Média e do Renascimento.
Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo oral
daquilo que foi dito. 10 min.
Sensibilizar-se-ão os alunos para a importância do teatro, as suas diferentes manifestações e
refletir-se-á sobre “o teatro da vida”.
Para finalizar, a professora avisa que a próxima aula (dia 27 de outubro) será lecionada por
ela e que se introduzirá o estudo de Gil Vicente, a sua vida e obra.

2 de 3

Projecto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Deste modo, a professora dará a aula por concluída, pedindo aos alunos que arrumem o material e saiam
ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos consolidarão os seus conhecimentos sobre a estrutura do texto dramático.
 Incrementarão o saber relacionado com a estrutura interna e externa do texto dramático.
 Consolidarão, através do lúdico, o vocabulário relacionado com o teatro.
 Compreenderão as origens do teatro: o teatro na antiguidade e o teatro medieval.
 Explorar as manifestações teatrais pré-vicentinas.

3 de 3

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
Escola Secundária Campos Melo

Teatro
Professora: Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Lectivo 2011/2012

Projecto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu

Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens


TEATRO
TEATRO
Breve ABC do Teatro
1. Tendo em conta as informações fornecidas em “Breve ABC
do Teatro” preenche, de acordo com as instruções numeradas
de 1 a 10, horizontalmente a grelha. Descobre a “mensagem”
aí contida.
Breve ABC do Teatro
Para dar sentido à anedota, completa os espaços em branco
que aparecem no texto seguinte, tendo também em conta as
informações fornecidas em “Breve ABC do Teatro.

aderecista
O Antunes era o _____________ e, durante vinte anos,
nunca houve problemas com os adereços naquela
Companhia de Teatro. Até um dia! Quando estava em
cena, em Paris, um drama muito sério, da autoria de um
autor muito conhecido, aconteceu o impensável. Os
palco
atores descobriram que, no _______________, faltava
um adereço importantíssimo e o que sucedeu foi
terrível. Até o _______________
ponto (que é a pessoa que
ajuda os atores, ao longo do espetáculo, a terem
presente o texto) ficou mudo de espanto!
Breve ABC do Teatro
A situação passava-se a meio do segundo
ato
_______________ e era a seguinte: pouco antes da
revolução francesa, três personagens faziam planos,
numa folha de papel, para assassinar o rei.
Subitamente, ouvia-se o som de cascos de cavalos e um
dos _______________
atores gritava: “É a Guarda Real!
Estamos perdidos! É preciso queimar esse papel!”
Nesse momento, um dos revolucionários deveria
destruir aquele documentos, com recurso ao fogo. Para
haver fogo, era necessário que houvesse também
fósforos. Nas duas primeiras representações, os fósforos
estavam no interior de uma gaveta de um armário,
colocado a um canto do palco; na terceira
representação, os fósforos não apareceram! Que fazer?
Breve ABC do Teatro
Durante alguns minutos, os atores, surpreendidos
com o esquecimento do Antunes, procuraram por
todo o lado: levantaram tapetes, revolveram bolsos,
abriram caixotes, espreitaram prateleiras. Em vão. Lá
bastidores
fora, nos _______________, uma personagem (o
Chefe da Guarda Real) esperava a sua ordem de
entrada em cena. Mas, antes, deveria ter a certeza
dramaturgo
de que (em obediência ao que o _______________
tinha escrito no texto da peça) o papel com os planos
dos revolucionários havia sido destruído.
Breve ABC do Teatro
Finalmente, um dos atores em palco teve uma
inspiração e gritou: “Já sei! Rasgamos o papel em
tirinhas!” Após alguns segundos de hesitação, os outros
dois atores concordaram com a solução e um deles
reduziu aquele documentos a bocadinhos minúsculos.
Enfim, o “Chefe da Guarda Real” pôde entrar em cena.
Também ele se viu obrigado a adaptar a sua fala àquele
improviso dos colegas e, assim que invadiu o espaço da
ação, soltou, desconfiado: “Hum!... Cheira-me a papel
rasgado!”
E foi assim que um momento de tensão dramática, para
encenador
surpresa do próprio _______________ (que idealizara e
organizara aquele espetáculo teatral), se tornou
inesperadamente num momento de riso.
Origens do Teatro

EVOLUÇÃO
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
Origens do Teatro
1. Tendo em atenção os textos “O Teatro na antiguidade” e o
“Teatro medieval”, assim como informações transmitidas sobre
a origem do teatro e as manifestações teatrais pré-vicentinas,
indica se as afirmações que se seguem são Verdadeiras (V) ou
Falsas (F).
F
V
F

F
V
V
F
V

F
F
Charles Chaplin
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Breve ABC do teatro

Ficha de aplicação de conhecimentos

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

Projecto Cofinanciado pelo Fundo Soci al Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1. Tendo em conta as informações fornecidas em “Breve ABC do Teatro” preenche, de acordo com as
instruções numeradas de 1 a 10, horizontalmente a grelha. Descobre a “mensagem” aí contida.

1. Trajes utilizados pelos diversos atores nas representações teatrais e que contribuem para caracterizar as
personagens.

2. Conjunto dos elementos decorativos que enquadram a ação e que, diretamente, se relacionam com os
factos em representação.

3. Lugar em que se representa a peça e se movimentam os atores.

4. Som produzido. Instrumento que permite exprimir os sentimentos e caracterizar as personagens.

5. Conjunto de espaços que ficam por detrás e ao lado do palco. Aqui, os atores preparam-se e aguardam a
sua entrada em cena.

6. São informações / instruções fornecidas pelo dramaturgo de modo a organizar a representação da peça.

7. Aquele que concebe e dirige o espetáculo teatral.

8. Pessoa que, durante a realização do espetáculo, lê o texto em voz baixa, para auxiliar os atores. Não é
visto pelos espectadores.

9. Vulgarmente, diz-se do intérprete de uma peça teatral ou cinematográfica.

10. Adornos; peças de enfeitar.

1. -
2.
3.

4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.

2 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
Anexo II
Correção
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome:________________________________________________________ Nº:____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Breve ABC do teatro

Ficha de aplicação de conhecimentos


(Correção)

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1. Tendo em conta as informações fornecidas em “Breve ABC do Teatro” preenche, de acordo com as
instruções numeradas de 1 a 10, horizontalmente a grelha. Descobre a “mensagem” aí contida.

1. Trajes utilizados pelos diversos atores nas representações teatrais e que contribuem para caracterizar as
personagens.

2. Conjunto dos elementos decorativos que enquadram a ação e que, diretamente, se relacionam com os
factos em representação.

3. Lugar em que se representa a peça e se movimentam os atores.

4. Som produzido. Instrumento que permite exprimir os sentimentos e caracterizar as personagens.

5. Conjunto de espaços que ficam por detrás e ao lado do palco. Aqui, os atores preparam-se e aguardam a
sua entrada em cena.

6. São informações / instruções fornecidas pelo dramaturgo de modo a organizar a representação da peça.

7. Aquele que concebe e dirige o espetáculo teatral.

8. Pessoa que, durante a realização do espetáculo, lê o texto em voz baixa, para auxiliar os atores. Não é
visto pelos espetadores.

9. Vulgarmente, diz-se do intérprete de uma peça teatral ou cinematográfica.

10. Adornos; peças de enfeitar.

1. G U A R D A - R O U P A
2. C E N Á R I O
3. P A L C O

4. V O Z
5. B A S T I D O R E S
6. D I D A S C Á L I A S
7. E N C E N A D O R
8. P O N T O
9. A T O R
10. A D E R E Ç O S

2 de 2

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Anexo III

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Manifestações teatrais pré-vicentinas

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Manifestações teatrais pré-vicentinas

NATUREZA DESIGNAÇÃO LOCAL OCASIÃO


Mistérios: dramatizações de
Igrejas Natal e Páscoa
cenas da vida de Cristo
Milagres: representações de
milagres operados por um anjo Mosteiros Páscoa
ou pela Virgem.
Representações
Moralidades: representações
de
em que as personagens eram
carácter religioso
alegóricas, isto é, abstrações
Igrejas e ao ar livre (numa
personificadas de virtudes e Corpo de Deus
fase posterior)
vícios (humildade, avareza,
esperança, altivez, entre
outros).

Arremedilhos: imitações
burlescas de pessoas ou Ruas e corte
acontecimentos.
Momos:
Representações
pantomimas alegóricas e
de Castelos e corte Festas palacianas
espetaculares, mais baseadas
carácter profano
na mímica do que na palavra.
Entremezes: representações
de episódios ou ações cómicas Palácios
com base na mímica.

Farsas: representações de
episódios e situações cómicas
com intenção crítica e para
fazer rir.
Sotties: farsas breves, em que
se criticavam tipos e
Representações Carnaval
instituições sociais através de
de Igrejas
“parvos” simbólicos.
carácter satírico
Sermões burlescos:
monólogos sarcásticos em que
um jogral ou um ator se
Festas religiosas
apresentava com vestes
sacerdotais no púlpito das
Igrejas.

2 de 2

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Anexo IV

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Origens do teatro:
O teatro na antiguidade e o teatro medieval

Ficha de aplicação de conhecimentos

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1. Tendo em atenção os textos “O Teatro na antiguidade” e “O Teatro medieval”, assim como


informações transmitidas sobre a origem do teatro e as manifestações teatrais pré-vicentinas, indica se
as afirmações que se seguem são Verdadeiras (V) ou Falsas (F).

1.1 O Teatro, no seu início, é apenas texto.

1.2 No Antigo Egipto, há já notícia de representações em honra de Osíris e Hórus.

1.3 Na Antiga Grécia, a mais antiga manifestação teatral conhecida é a homenagem à deusa
Afrodite (deusa do amor e da beleza).

1.4 Plauto e Terêncio são autores romanos de tragédias.

1.5 Durante a Idade Média, o teatro tinha sobretudo um cariz religioso.

1.6 Os mistérios contavam, de forma realista, a vida de Cristo.

1.7 As moralidades eram peças que incluíam personagens da vida real.

1.8 Os milagres representavam as vidas de santos e da Virgem Maria.

1.9 As representações de carácter satírico eram representadas nos palácios, castelos e corte.

1.10 Há muitos documentos que provam a existência, em Portugal, ao longo da Idade Média, de
representações de carácter religioso (mistérios, milagres e moralidades).

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Anexo IV
Correção
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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Origens do teatro:
O teatro na antiguidade e o teatro medieval

Ficha de aplicação de conhecimentos


(Correção)

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1. Tendo em atenção os textos “O Teatro na antiguidade” e o “Teatro medieval”, assim como


informações transmitidas sobre a origem do teatro e as manifestações teatrais pré-vicentinas, indica se
as afirmações que se seguem são Verdadeiras (V) ou Falsas (F).

1.1 O Teatro, no seu início, é apenas texto. F

1.2 No Antigo Egipto, há já notícia de representações em honra de Osíris e Hórus. V

1.3 Na Antiga Grécia, a mais antiga manifestação teatral conhecida é a homenagem à deusa
Afrodite (deusa do amor e da beleza). F

1.4 Plauto e Terêncio são autores romanos de tragédias. F

1.5 Durante a Idade Média, o teatro tinha sobretudo um cariz religioso. V

1.6 Os mistérios contavam, de forma realista, a vida de Cristo. V

1.7 As moralidades, eram peças que incluíam personagens da vida real. F

1.8 Os milagres representavam as vidas de santos e da Virgem Maria. V

1.9 As representações de carácter satírico eram representadas nos palácios, castelos e corte. F

1.10 Há muitos documentos que provam a existência, em Portugal, ao longo da Idade Média, de
representações de carácter religioso (mistérios, milagres e moralidades). F

1.1 O teatro, no seu início, realizava-se através de rituais diversos, manifestava-se sobretudo pela dança e
pelo canto.
1.3 Na Antiga Grécia, a mais antiga manifestação teatral conhecida é a homenagem ao deus Dioniso.
1.4 Plauto e Terêncio são autores romanos de comédias. Séneca é o autor romano de tragédias.
1.7 As personagens eram alegóricas, ou seja, simbólicas, representavam uma ideia ou algo abstrato.
1.9 As representações de carácter satírico eram representadas nas Igrejas. OU As representações de
carácter profano eram representadas nos palácios, castelos, corte e ruas.
1.10 Faltam documentos que provam a existência, em Portugal, ao longo da Idade Média, de representações
de carácter religioso (mistérios, milagres e moralidades).

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Anexo V

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Gil Vicente – Vida e Obra

Quem era Gil Vicente?

Pouco se sabe de muito seguro sobre Gil Vicente, a não ser aquilo que
alguns (raros) documentos atestam e o que é possível inferir do conjunto da sua
vasta obra. A quase inexistência de informações sobre o grande dramaturgo
português tem levantado polémicas sobre a sua biografia.
Não se sabe onde nasceu Gil Vicente: em Guimarães? Na Beira Alta? Em
Lisboa?
Não se sabe quando nasceu nem quando morreu. Supõe-se que terá nascido
entre o ano de 1465 e o ano de 1470 e que terá falecido, em Lisboa, em 1536 /
1537, com aproximadamente 70 anos.

Não se sabe qual o seu ofício. Já o supuseram alfaiate. Outros o julgam, e com
maior força de argumentos, mas sem certeza absoluta, o mesmo Gil Vicente, ourives da
rainha D. Leonor, mais tarde “mestre da balança”, autor da mais famosa e admirada peça
da ourivesaria portuguesa, a Custódia de Belém.
Um dos poucos dados seguros é de que, foi casado duas vezes e que teve vários
filhos, deles se destacando Paula e Luís Vicente, os quais foram os responsáveis pela
Copilaçam de Todalas Obras de Gil Vicente, publicada em 1562, edição devidamente
autorizada e expurgada (corrigida, aperfeiçoada) pela Inquisição, estabelecida entre nós
em 1536.
Sabe-se, igualmente, que em 1502, data a fixar, escreveu e representou o
Monólogo da Visitação ou do Vaqueiro, sua primeira peça conhecida e, simultaneamente, a primeira peça
de teatro português existente. Tratava-se de um curto monólogo, posto na boca de um vaqueiro que, com
outros, vinha saudar o recém-nascido príncipe, futuro D. João III. O facto de o ter representado na câmara,
isto é, nos aposentos da rainha, deixa adivinhar a sua já familiaridade com o Paço e a família real, o que é
um argumento de peso para a sua identificação como o já referido ourives Gil Vicente.
Entre 1502 e 1536 Gil Vicente fez representar cerca de meia centena de peças da sua autoria,
sempre ao serviço da família real, de cuja proteção sempre gozou – e de quem foi funcionário, encarregado
de organizar as festas da Corte. Tudo leva a crer que, à semelhança de tantos outros autores de teatro
(Molière, Shakespeare), ele tenha sido simultaneamente autor, encenador e ator das suas peças.
Assinala-se, até 1521, uma preferência por obras de devoção, datando desta época, algumas das
suas principais moralidades, como o Auto da Fé (1510), o Auto da Barca do Inferno (1517), o Auto da Alma
(1518), o Auto da Barca do Purgatório (1518) ou o Auto da Barca da Glória (1519). Desse momento datam

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ainda algumas das suas farsas, como Quem tem Farelos (1515) ou o Auto da Índia (1509), em que usa o
humor para castigar vícios e costumes.
Terá tido, no final da sua vida, alguns problemas com a Inquisição, o que explicaria, segundo José
Hermano Saraiva, que não haja peças suas posteriores a 1536. Continuam desconhecidas, por esse motivo,
três peças da sua autoria, interditadas pelo Santo Ofício – o Auto de Jubileu de Amores, o Auto da
Aderência do Paço e o Auto da Vida do Paço.
É de destacar, como já foi referido anteriormente, a proteção real de que Gil Vicente sempre gozou
e a enorme produção dramática que constitui a sua obra – o que o tornou, não só o criador do teatro
português, como o seu maior cultor, pela quantidade e pela qualidade.
Célia Vieira e Isabel Rio Novo, Literatura Portuguesa no Mundo – Dicionário Ilustrado, Porto, Porto Editora, 2005 (adaptado)
Amélia Pinto Pais, Auto da Barca do Inferno – Colecção Ser em Português, Areal Editores, 2000 (adaptado)

A Obra
Gil Vicente considerava três modalidades para o seu teatro: comédias, farsas e moralidades.
António José Saraiva, após ter proposto na sua obra Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval (Lisboa,
1942) nove categorias para as peças vicentinas, acabou por agrupá-las, no Prefácio a Teatro de Gil Vicente
(Lisboa, 4ª edição, 1968) em duas grandes modalidades:
 Autos de inspiração ou motivação religiosa, em que se incluem, sobretudo, os autos pastoris e
as moralidades;
 Autos de inspiração ou motivação profana, em que se incluem farsas e comédias romanescas e
alegóricas.
Ainda que também esta classificação seja insuficiente para dar conta da enorme variedade e riqueza
do teatro vicentino, esta poderá servir-nos para a classificação das peças como de inspiração religiosa ou
profana consoante a predominância dos dois elementos – religioso ou profano.

Foi Gil Vicente criador do Teatro Português?


Tal como aconteceu noutros países da Europa, também em Portugal o teatro nasceu e se
desenvolveu a partir das necessidades religiosas. Havia representações de mistérios e milagres nas igrejas,
sobretudo pelo Natal e pela Páscoa e havia, igualmente, representações de carácter satírico, anteriores a
Gil Vicente.
Gil Vicente não produziu representações sem texto (momos) ou textos sem representação. Ao
escrever e representar o seu Monólogo do Vaqueiro, ele produziu, de facto, a primeira peça de teatro
português. Isto deu-se me 1502, quatro anos após o descobrimento do caminho marítimo para a Índia e dois
anos após o descobrimento oficial do Brasil, ou seja, no momento áureo da nossa História e da nossa
Literatura.

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1. Tendo em conta as informações que acabas de ler sobre a vida e obra de Gil Vicente, regista
sucintamente, no espaço relativo a cada ano, o que de mais importante há a realçar.

1465

1509

1517

1537

1562

2. Deteta as mentiras e repõe a verdade reescrevendo o texto que se segue.


Gil Vicente nasceu, seguramente, em 1465.
A sua primeira peça data de 1516 e foi elaborada para comemorar o nascimento do futuro rei D.
Manuel I – intitulava-se Monólogo do Vaqueiro ou Floresta da Enganos.
Quem compilou a obra foi a sua filha Paula Vicente.
Na sua obra podemos distinguir comédias, farsas e momos.

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

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A época e o autor
Gil Vicente é um autor que se insere na época histórica e literária do final da Idade Média, longo
período histórico de dez séculos (século V – século XV). É uma época de lenta perda de muitas
características. O século XVI seria o século do desenvolvimento do Renascimento e do Classicismo, com o
pensamento aberto e tolerante dos Humanistas.

Idade Média versus Renascimento: mudanças


Idade Média (século V a XV): Renascimento (século XVI):
Conhecimento
Não havia conhecimento, apenas A igreja perde o monopólio do
contemplação, a única fonte de verdade era conhecimento, que passa a ser de artistas e
a Bíblia, ou seja, a palavra da Igreja. intelectuais de modo geral, filósofos,
cientistas, escritores, etc. Surge, no homem
esclarecido, a vontade de conhecer.
Trabalho:
O trabalho é de servil, ou seja, o homem Através do trabalho, o homem sente-se
serve ao seu senhor, deve trabalhar para realizado. Com o conceito de vocação, o
honrar a Deus, e doar o fruto do seu trabalho homem faz do trabalho a sua identidade e,
para Deus. através dele, a sua fonte de renda.
Lucro:
É dever do homem trabalhar e servir, o lucro O homem que trabalha por vocação, deve
é visto como pecado, pois todos os homens lucrar naquilo que é bom pois, afinal de
devem produzir para Deus e não para obter contas, é talentoso e merece ser reconhecido
excedentes. como tal.
Felicidade:
A busca por prazeres e pela felicidade, a
O Ser humano é condenado a sofrer para se
preocupação com a vida terrena, ou seja, o
redimir dos pecados. Quanto mais sofrer na
antropocentrismo e estão em voga neste
terra, maior será sua bonança no céu.
período histórico.
Relações Políticas:
A autoridade dos reis, imperadores, senhores A política passa a ser vista como uma
feudais era, de certa forma, submetida ao atividade humana, ou seja, controlada por
Papa, ou seja, a autoridade política era da relações humanas, sem interferência da
Igreja. Predomínio do poder da nobreza e do vontade de Deus. A igreja perde parte de seu
clero. poder. Expansão da burguesia.
Manifestações Artísticas:
Embora fosse um período de grande Nas artes são retomados valores da cultura
florescimento nas artes, ela estava grega, ou seja, o humanismo. A vida
submetida ao que ditava da igreja, ou seja, quotidiana passa a ser retratada em todos
os artistas expressavam apenas o que a igreja seus aspectos. A religião deixa de ser central
permitisse que fosse feito. nas obras.

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Breve quadro da vida, obra e época de Gil Vicente

6 de 7

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Breve quadro da vida, obra e época de Gil Vicente (cont.)

7 de 7

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
Anexo V
Correção
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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1. Tendo em conta as informações que acabas de ler sobre a vida e obra de Gil Vicente, regista
sucintamente, no espaço relativo a cada ano, o que de mais importante há a realçar. (página 3)

1465 Data provável do nascimento de Gil Vicente.

1509 Conceção e representação do Auto da Índia.

1517 Conceção e representação do Auto da Barca do Inferno.

1537 Data provável do falecimento de Gil Vicente.

1562 Publicação de Copilaçam de Todalas Obras de Gil Vicente.

2. Deteta as mentiras e repõe a verdade reescrevendo o texto que se segue. (página 3)

Gil Vicente nasceu, seguramente (provavelmente), em 1465.


A sua primeira peça data de 1516 (1502) e foi elaborada para comemorar o nascimento do futuro
rei D. Manuel I (D. João III) – intitulava-se Monólogo do Vaqueiro ou Floresta da Enganos (Monólogo da
Visitação).
Quem compilou a obra foi a sua filha Paula Vicente (incompleto: e o seu filho Luís Vicente).
Na sua obra podemos distinguir comédias, farsas e momos (moralidades).

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Aula observada de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º: 15 : O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Gil Vicente e o contexto sociocultural


O Auto da Barca do Inferno – Cena Inicial

Gil Vicente representa na Corte,


Aguarela de Roque Gameiro

27 de outubro de 2011

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Plano de Aula de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aula n.º: 11, 12 Data: 27 de outubro de 2011

Objectivos:
 Desenvolver a capacidade de reflexão, espírito crítico e raciocínio, recorrendo ao comentário de
uma frase.
 Consolidar, através de uma breve revisão, parte dos conteúdos abordados na última aula,
relacionados com as manifestações teatrais na antiguidade e pré-vicentinas.
 Conhecer Gil Vicente e o contexto sociocultural: a Idade Média e o Renascimento.
 Refletir sobre expressões, nomeadamente “ridendo castigat mores”.
 Motivar para o estudo do Auto da Barca do Inferno.
 Analisar e comentar a cena inicial “Arrais do Inferno”.
 Explorar o mundo artístico, expressões, provérbios relacionados com o Diabo.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Reflexão sobre uma frase relacionada com o teatro.
 Recapitulação das manifestações teatrais na antiguidade e manifestações teatrais pré-vicentinas.
 Gil Vicente e o contexto sociocultural: a Idade Média e o Renascimento.
 Início do estudo da obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente.
 Leitura e comentário do excerto “Arrais do Inferno”.
 O Diabo e as suas diversas manifestações.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Vídeoprojetor.  Marcador

1 de 3

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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Registo de sumário:
 Continuação do sumário da aula anterior: Vida e obra de Gil Vicente.
 Gil Vicente e o contexto sociocultural: a Idade Média e o Renascimento.
 O Auto da Barca do Inferno e as suas características.
 Leitura e comentário do excerto “Arrais do Inferno”.
 O Diabo e as suas diversas manifestações.

Motivação inicial:
 Reflexão sobre uma frase (apresentada na aula anterior) de Charlie Chaplin relacionada com o teatro.
 Brainstorming sobre os conteúdos abordados na aula do dia 13 de outubro.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição e, enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente. 5 min.
Depois, a professora perguntará aos alunos se se recordam da frase projetada no final da aula
anterior, frase esta relacionada com “o teatro da vida”. Proceder-se-á a uma breve reflexão
sobre a frase sensibilizando-se os alunos para a importância do teatro e as suas diferentes
manifestações. Este exercício constituirá a motivação inicial e pretende despertar o espírito
crítico e reflexivo dos discentes para a matéria em estudo (Anexo I – diapositivo 2). 5 min.

Posteriormente, a professora, através de questões colocadas aos alunos, recapitulará os


conteúdos lecionados na aula anterior. A professora, revendo os conteúdos, procede a uma
apresentação em Power Point com síntese dos mesmos (Anexo I – diapositivos 4 e 5) e pedirá aos
alunos que executem os exercícios 1 e 2 presentes na ficha “Gil Vicente – Vida e Obra” entregue
na aula anterior. O exercício número 1, que consta em associar ano e acontecimentos / marcos
da vida de Gil Vicente, será corrigido em grupo pelos alunos e a sua correção será projetada
(Anexo 1 – diapositivo 6). O exercício número dois, texto repleto de erros, será corrigido em
15 min.
conjunto e um dos alunos, representando a turma, realizará a correção por escrito no quadro. Em
seguida, recorrendo-se à informação presente na página 5 da ficha entregue na aula anterior pela
professora estagiária, será feita uma contextualização da época e do autor, aprofundando-se
algumas características da Idade Média (século V a XV) e do Renascimento (século XVI). 10 min.

Seguidamente, a professora fará uma breve reflexão sobre o Auto da Barca do Inferno e as
suas principais marcas, recorrendo a uma ficha informativa (Anexo II) e a uma apresentação em
Power Point (Anexo I – diapositivos 8 a 12). Nessa ficha e da respetiva apresentação explorar-se-á
a classificação do Auto da Barca do Inferno como uma moralidade, o assunto da peça, o seu 10 min.

argumento, o cenário, as personagens, os processos do cómico, a linguagem e a estrutura interna


e externa.

2 de 3 20 min.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens

10 min.
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Após a contextualização do autor e da sua obra em estudo, o Auto da Barca do Inferno, será
entregue aos alunos uma outra ficha (Anexo III) onde está presente uma gravura do primeiro quartel
do século XVI e que detalha o Inferno, a cena inicial do “Arrais do Inferno” e umas questões que
visam verificar os conhecimentos dos alunos, após leitura e análise da cena preparatória. Em 10 min.
primeiro lugar proceder-se-á à “leitura da gravura” apresentada na ficha e projetada (Anexo I –
diapositivo 13). De seguida, os alunos lerão a cena inicial, a qual será analisada e comentada.
Posteriormente, os alunos responderão a sete questões que visam aferir os seus conhecimentos
sobre a cena inicial e consolidar os mesmos. 20 min.
Antes de terminar a aula, e indo ao encontro do exercício número 7 da ficha de verificação de
conhecimentos, serão exploradas manifestações artísticas, expressões, provérbios associados ao
10 min.
Diabo e que recorrem à sua imagem e características.
Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo oral
daquilo que foi dito.
5 min.
Para finalizar, a professora avisa que a próxima aula (dia 3 de novembro) será lecionada por ela
e que se introduzirá o estudo da cena do Fidalgo.
Deste modo, a professora dará a aula por concluída, pedindo aos alunos que arrumem o
material e saiam ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos, desenvolvendo o seu espírito crítico, refletirão sobre uma frase relacionada com o teatro.
 Recapitularão os seus conhecimentos sobre as manifestações teatrais na antiguidade e
manifestações teatrais pré-vicentinas.
 Consolidarão o estudo sobre Gil Vicente e o seu contexto sociocultural: a Idade Média e o
Renascimento.
 Iniciarão do estudo da obra Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente.
 Procederão à leitura, análise e comentário do excerto “Arrais do Inferno”.
 Explorarão o mundo artístico, expressões, provérbios relacionados com o Diabo.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
Escola Secundária Campos Melo

Gil Vicente
Professora: Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Lectivo 2011/2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens


Gil Vicente

Vida e Obra
Quem era Gil Vicente?

 Não se sabe onde nasceu.

 Não se sabe quando nasceu nem

quando morreu.

 Não se sabe qual o seu ofício.

 É o criador do teatro português.


A Obra
 Gil Vicente considerava três
modalidades para o seu teatro:
comédias, farsas e moralidades.

 António José Saraiva propôs a


seguinte classificação:
Autos de inspiração ou motivação
religiosa.
Autos de inspiração ou motivação
profana.
1. Tendo em conta as informações que acabas de ler sobre a
vida e obra de Gil Vicente, regista sucintamente, no espaço
relativo a cada ano, o que de mais importante há a realçar.

Data provável do nascimento de Gil Vicente.

Conceção e representação do Auto da Índia.

Conceção e representação do Auto da Barca do Inferno.

Data provável do falecimento de Gil Vicente.

Publicação de Copilaçam de Todalas Obras de Gil Vicente.

2. Deteta as mentiras e repõe a verdade reescrevendo o


texto .
Auto da Barca
do Inferno

Gil Vicente
Auto da Barca do Inferno

 Lições sobre o bem e o mal.


 Natureza moral e religiosa.
 Julgamento dos homens após a
morte.
 Última viagem.
 Cenário rudimentar / simples.
Auto da Barca do Inferno
Te a t r o d e t i p o s
 Personagens tipo ou planas, estáticas
e lineares.

 Figurantes.

 Elementos distintivos – Símbolos.


Auto da Barca do Inferno
Processos de cómico
 Cómico da linguagem.

 Cómico de situação.

 Cómico de carácter ou de
personagem.
Auto da Barca do Inferno
A linguagem

 Nível cuidado.

 Nível familiar ou popular.

 Calão.

 Vocábulos técnicos.

 Discurso lírico.
Auto da Barca do Inferno
Estrutura Interna
 Não é constituído por uma ação, mas
por um conjunto de mini-ações
paralelas.

Estrutura Externa
 Sem qualquer divisão externa (atos /
cenas)
Auto da Barca do Inferno

O Inferno (pormenor), Mestre anónimo, Lisboa, primeiro quartel do


séc. XVI. Fonte: História de Portugal, vol. 3 (coord. José Mattoso)
O Diabo
Anexo II

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente


O que é a moralidade?
Gil Vicente classificou o Auto da Barca do Inferno como uma moralidade, ou seja, peça de sabor
medieval destinada a transmitir aos espetadores “lições” sobre o bem e o mal. O seu propósito é, portanto,
de natureza moral e religiosa.

Assunto do livro
Gil Vicente toma como assunto a “viagem” das almas após a morte e o seu julgamento, pondo em
relevo as noções de bem e de mal, de prémio e de castigo.

O argumento
Mestre Gil tem em mente o julgamento particular dos homens logo após a morte e imagina-os de
partida para uma última viagem, cujos dois caminhos separarão para sempre os que bem viveram dos que
praticaram o mal.
No Auto da Barca do Inferno (1517), como nos dois que se lhe seguirão, o Auto da Barca do
Purgatório (1518) e o Auto da Barca da Glória (1519) assistimos a uma última viagem que se prepara.
As suas personagens são quase todas caminhantes, às quais o texto vai dando passagem. Num tempo
limite, entre o tempo da vida na terra e o tempo da vida eterna, as personagens transitam de um espaço
comum, em que se sentiam enraizadas, para um espaço futuro que sabem repartido e desigualmente
acolhedor. Em cena, à sua espera, junto a um rio, estão duas barcas, comandada uma pelo arrais do Paraíso
e outra pelo do Inferno, ajudado por um companheiro.

O cenário
A encenação da peça é muito rudimentar. Como cenário temos um rio e duas barcas. A do Diabo é
belíssima e engalanada (talvez por isso os “passageiros” a procuram em primeiro lugar), e a do Anjo é
austera, simples, sem ornamentos.
O movimento nesta peça é rudimentar e repetitivo. Uma a uma as personagens desfilam e têm como
objetivo viajar, atravessar o rio e “embarcar” para outro mundo. Não sabendo o seu destino, as personagens
dirigem-se, em primeiro lugar ao Diabo; ao reconhecê-lo como tal, recusam-se a embarcar na “barca dos
danados”. Posteriormente dirigem-se ao Anjo que, bastante mais parco de palavras, as reenvia para a Barca
do Inferno.

As personagens
O teatro gil-vicentino é, essencialmente, um teatro de tipos. O tipo não é uma personagem
individual e bem caraterizada, mas uma figura coletiva que sintetiza as qualidades e os defeitos de uma
classe, de um estrato social a que pertence ou até de uma profissão. As personagens de Gil Vicente são,
portanto, personagens tipo ou planas, estáticas e lineares (representando só vícios ou virtudes do grupo

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social a que pertencem). Para que o espetador pudesse identificar a personagem facilmente, esta
apresenta-se com elementos distintivos, que tanto podiam ser um objeto, um animal ou uma ou mais
pessoas. Assim, o Fidalgo vem seguido de um criado que lhe segura a cauda do manto e lhe transporta uma
cadeira; o Onzeneiro traz pendente da cinta uma enorme bolsa, que ocupa quase todo o navio; o Sapateiro
aparece-nos carregado de formas; o Frade surge-nos com uma moça pela mão, cantarolando e bailando,
envergando, sob o hábito, a armadura de esgrimista; a Alcoviteira vem seguida de um grupo de moças que
explorou, entregando-as à prostituição; o Judeu sobrevém com um bode Às costas, animal ligado aos
sacrifícios da religião judaica; o Corregedor, apoiado a uma vara, transporta uma resma de processos; o
Procurador não abandona os seus livros jurídicos e o Enforcado surge com um baraço ao pescoço. Os
Cavaleiros da Ordem de Cristo trazem o hábito que distintamente os identifica.
Na Barca do Inferno temos alguns figurantes que funcionam como elementos distintivos e
caraterizadores, por exemplo, o pajem que segura a cauda do manto do Fidalgo.
A linguagem também funciona como elemento distintivo e caraterizador de certos tipos.
Mário Fiúza, Auto da Barca do Inferno, Porto Editora (extrato adaptado)

Os processos de cómico
O cómico é um dos meios utilizados por Gil Vicente na sua obra para criticar os comportamentos e
mentalidades das diferentes classes sociais da época.
Normalmente classificam-se os efeitos cómicos destinados a provocar riso em três grupos: cómico
da linguagem, cómico da situação e cómico de carácter.
 Cómico da linguagem: encontra-se relacionado com o vocabulário e com o próprio discurso,
consistindo, por exemplo, na utilização de jogos de palavras, latim macarrónico, calão, pragas,
ironia.
 Cómico de situação: resulta das circunstâncias criadas pela própria situação em que a personagem
se encontra.
 Cómico de carácter ou de personagem: deriva da maneira de ser e de se apresentar da
personagem.
Ao longo do Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente revela-se um bom produtor de efeitos cómicos. As
suas personagens são notoriamente desajustadas:
 em relação à linguagem (cómico de linguagem), sendo o caso mais típico o do Parvo que, com a
sua linguagem solta, desregrada, feita de calão, insultos e obscenidades, provoca o riso.
 em relação à situação (cómico de situação), encontrando-se as personagens sujeitas a um
julgamento definitivo e atuando como se ainda estivessem vivas.
 em relação a si próprias (cómico de carácter), ao não se aperceberem que já não são, após a
morte, aquilo que eram. Por exemplo o Fidalgo não se apercebe de que nada lhe servem os
adereços que apresenta, a não ser para o incriminar, para o identificar como membro de uma
classe privilegiada.

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Recorrendo a estes três tipos de cómico conseguiu, Gil Vicente, tornar algo, que pela sua seriedade,
se poderia tornar monótono, em algo que agrada e se aplaude.
Já diziam os latinos, “ridendo castigat mores”, ou seja, é pelo riso que se castigam os costumes. E é
esta justamente a função do cómico e da comédia: ridicularizando pessoas, situações, costumes, levar a um
aperfeiçoamento moral da sociedade. Pretende-se, não apenas distrair, mas ensinar, educar. Eça de
Queirós, escritor português do século XIX, afirmou que "o riso é a mais útil forma da crítica, porque é

a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao
imenso público anónimo”.

A linguagem
O Auto da Barca do Inferno é escrito em português, mas ainda no português medieval do tempo de
Gil Vicente. Ao ler a peça encontramos, por isso, algumas dificuldades, dada a presença de muitos
arcaísmos, ou seja, de palavras que representam um estádio anterior da nossa língua, que caíram em desuso
ou adquiriram formas diferentes no português dos nossos dias.
A nível da linguagem, Gil Vicente oferece-nos nesta peça inúmeros registos adequados às
personagens em cena. Estes registos de língua ajudam a identificar e caraterizar as personagens e vão desde
o nível cuidado da linguagem do Fidalgo, por exemplo, ao nível familiar ou popular do Sapateiro, da
Alcoviteira e ao calão do Parvo.
O Anjo usa sempre uma linguagem cuidada. Quanto ao Diabo, ele vai utilizando diversos registos, de
acordo com o seu interlocutor no momento. De notar, por último, a introdução de vocábulos técnicos (da
mareação, náutico, ou da lição de esgrima do Frade) e do discurso lírico.
O cómico é um dos meios utilizados por Gil Vicente na sua obra para criticar os comportamentos e
mentalidades das diferentes classes sociais da época.

A Estrutura Externa e a Estrutura Interna


No que diz respeito à estrutura interna, o Auto da Barca do Inferno não respeita as regras do teatro
clássico. Não é constituído por uma ação que se desenvolva da exposição ao desenlace, mas por um
conjunto de mini-ações paralelas. Cada uma destas mini-ações funciona como um tribunal: ao longo da
peça, o Diabo e o Anjo vão desempenhando o papel de advogados de acusação e simultaneamente de juízes
das almas em julgamento. Não existe advogado de defesa e são os réus que, bem ou mal, vão apresentando
argumentos para tentarem defenderem-se.
Como era habitual no teatro medieval, Gil Vicente concebeu o Auto da Barca do Inferno sem
qualquer divisão externa, ou seja, as suas peças não se encontram organizadas em atos nem em cenas. Esta
peça constrói-se na base de um conjunto de personagens-tipo que comparecem no cais, são julgadas pelo
Diabo e pelo Anjo, entram (quase sempre) na barca que lhes cabe em sorte (geralmente a do Diabo) e
permanecem em cena até ao fim.

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Anexo III

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Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


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O Inferno (pormenor), Mestre anónimo, Lisboa, primeiro quartel do séc. XVI. Fonte: História de Portugal, vol. 3 (coord. José Mattoso)

Argumento
AUTO DA MORALIDADE composto per Gil Vicente per contemplação da sereníssima e muito católica
rainha dona Lianor, nossa senhora, e representado per seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei dom
Manuel, primeiro de Portugal deste nome.
Começa a declaração do argumento da obra. Primeiramente, no presente auto, se fegura que, no
ponto que acabamos de espirar, chegamos supitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um
de dous bates que naquele porto estão, scilicet, um deles passa pêra o Paraíso, e o outro pêra o Inferno; os
quais bates tem cada um seu arrais na proa: o do Paraíso um Anjo, e o do Inferno um Arrais infernal e um
Companheiro.

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Ficha de verificação de conhecimentos


1. Logo nas primeiras falas, percebemos que o Diabo está muito entusiasmado. Sugere as razões para tal
estado de espírito.
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

2. Propõe três adjetivos para caracterizar o Diabo nesta primeira cena.


_____________________________________________________________________________________________

3. O Anjo parece mais reservado, visto que não fala sequer. Por que será?
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

4. Indica o destino da viagem comandada pelo Diabo.


_____________________________________________________________________________________________

5. São várias as interjeições utilizadas pelo Diabo naquela atmosfera de grande excitação. Identifica-as.
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

6. O Diabo usa com frequência frases de tipo imperativo, dirigindo-se ao Companheiro. Transcreve alguns
exemplos.
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

6.1 Explica a razão por que o Diabo utiliza este tipo de frase, nesta situação inicial.
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

7. Certamente já ouviste esta frase e muitas outras onde aparece a palavra “diabo”. Faz corresponder as
expressões de A a G com as definições numeradas de 1 a 10.

A) andar o diabo à solta. 1. ser muito feio ou muito mau, muito perverso.

B) comer o pão que o diabo


2. não ocorreria a ninguém.
amassou.

C) onde o diabo perdeu as


3. acontecer uma sucessão de coisas extraordinárias.
botas.

D) enquanto o diabo esfrega


4. local muito distante.
um olho.

E) nem ao diabo lembrava. 5. passar um mau bocado.

F) ser o diabo em figura de


6. num instante.
gente.

7. uma pessoa, normalmente uma criança, muito irrequieta e amiga de


G) ser o diabo em pessoa.
travessuras.

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Anexo III
Correção
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Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


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Ficha de verificação de conhecimentos

1. Logo nas primeiras falas, percebemos que o Diabo está muito entusiasmado. Sugere as razões para tal estado de espírito.
Possível resposta: Trata-se do dia de receber almas para o Inferno, o que é naturalmente motivo de festa para o Diabo.

2. Propõe três adjetivos para caracterizar o Diabo nesta primeira cena.


Algumas hipóteses: decidido; determinado; entusiasmado; alegre; eufórico; autoritário; impaciente; apressado; optimista…

3. O Anjo parece mais reservado, visto que não fala sequer. Por que será?
Possível resposta: O Anjo é um elemento de serenidade e moderação, que apenas deseja transportar para o céu os poucos que de
facto mereçam a vida eterna. Ao contrário do Diabo, que deseja (e festeja) uma grande quantidade de almas recebidas, o Anjo
espera tranquilamente pelos virtuosos (raros, porque na Terra há sobretudo pecadores).

4. Indica o destino da viagem comandada pelo Diabo.


O destino da viagem comandada pelo Diabo é o Inferno.

5. São várias as interjeições utilizadas pelo Diabo naquela atmosfera de grande excitação. Identifica-as.
“Houlá!” / “Hu-u!” / “Sus!” / “Ô-ô!”

6. O Diabo usa com frequência frases de tipo imperativo, dirigindo-se ao Companheiro. Transcreve alguns exemplos.
“Vai” / “Atesa” / “Despeja” / “Abaxa” / “Faze” / “Alija” / “Põe”

6.1 Explica a razão por que o Diabo utiliza este tipo de frase, nesta situação inicial.
O Diabo usa a frase de tipo imperativo para dar ordens ao seu subordinado (o Companheiro), no sentido de preparar a embarcação
infernal para eficazmente receber e transportar as almas condenadas.

7. Certamente já ouviste esta frase e muitas outras onde aparece a palavra “diabo”. Faz corresponder as expressões de A a G com as
definições numeradas de 1 a 10.

A) andar o diabo à solta. 1. ser muito feio ou muito mau, muito perverso.

B) comer o pão que o diabo amassou. 2. não ocorreria a ninguém.

C) onde o diabo perdeu as botas. 3. acontecer uma sucessão de coisas extraordinárias.

D) enquanto o diabo esfrega um olho. 4. local muito distante.

E) nem ao diabo lembrava. 5. passar um mau bocado.

F) ser o diabo em figura de gente. 6. num instante.

G) ser o diabo em pessoa. 7. uma pessoa, normalmente uma criança, muito irrequieta e amiga de travessuras.

Soluções: A – 3 / B – 5 / C – 4 / D – 6 / E – 2 / F – 7 / G - 1

2 de 2

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Aula observada de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º: 15 : O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

O Auto da Barca do Inferno


Cena do Fidalgo

3 de novembro de 2011

1 de 1

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Lectivo 2011/2012
Plano de Aula de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aula n.º: 13, 14 Data: 3 de novembro de 2011

Objectivos:
 Consolidar, através de uma breve revisão, parte dos conteúdos abordados na última aula,
relacionados com as principais características do Auto da Barca do Inferno.
 Explorar o mundo artístico, expressões, provérbios relacionados com o Diabo.
 Analisar e comentar a cena inicial “Arrais do Inferno” e a cena do fidalgo.
 Abordar os diferentes níveis da língua e recursos estilísticos presentes na cena do fidalgo.
 Motivar para o estudo do Auto da Barca do Inferno.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Recapitulação dos conteúdos lecionados na aula anterior: assunto, argumento, cenário, personagens
e estrutura (interna e externa) do Auto da Barca do Inferno.
 Revisão dos processos do cómico utilizados por Gil Vicente e dos níveis da língua (cuidado, familiar
ou popular e calão).
 Conclusão da correção da ficha de leitura da cena preparatória.
 O Diabo e as suas diversas manifestações.
 Leitura, análise e comentário da cena do fidalgo: objetivo da cena, percurso cénico, símbolos,
caracterização da personagem do fidalgo, argumentos de defesa e acusação e sentença.
 Análise dos níveis da língua e recursos estilísticos presentes na cena do fidalgo.
 Realização de uma ficha de verificação de leitura da cena em estudo.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Vídeoprojetor.  Marcador

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Registo de sumário:

 Conclusão da correção dos exercícios da cena “Arrais do Inferno”.


 Leitura e análise da cena do fidalgo.
 Realização de uma ficha de trabalho.

Motivação inicial:
 Brainstorming sobre os conteúdos abordados na aula do dia 27 de outubro.
 Reflexão sobre as manifestações artísticas, expressões, provérbios associados ao Diabo e que recorrem à
sua imagem e características.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição e, enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente. 5 min.
Efetuar-se-á a uma breve recapitulação dos conteúdos lecionados na aula anterior, ou seja,
rever-se-á o assunto, o argumento, o cenário, as personagens e a estrutura (interna e externa) do
Auto da Barca do Inferno. Proceder-se-á igualmente à revisão dos processos do cómico utilizados
5 min.
por Gil Vicente e dos níveis de língua (cuidado, familiar ou popular e calão).
Após a breve revisão dos conteúdos já lecionados, terminar-se-á a correção da ficha de
verificação de conhecimentos da cena “Arrais do Inferno” e, recorrendo-se ao último exercício
presente na ficha, relacionado com o Diabo e as suas expressões, motivar-se-ão os alunos para
refletirem sobre as manifestações artísticas, expressões, provérbios associados ao Diabo e que
recorrem à sua imagem e características (Anexo I – diapositivo 4). 15 min.

De seguida, os alunos lerão a cena do fidalgo, a qual será analisada e comentada (Anexo II).
Nesta cena serão destacados alguns excertos, nos quais estão presentes figuras de estilo (como a
ironia e o eufemismo), argumentos de defesa e acusação, símbolos e características do fidalgo, 25 min.
enquanto representante de um grupo social, a nobreza.
Posteriormente, será entregue aos alunos uma ficha informativa sobre a cena do fidalgo
(Anexo III), sendo apresentadas também em PowerPoint (Anexo I – diapositivos 9 a 14) as
informações mais relevantes da cena em estudo: objetivo da cena, percurso cénico, símbolos, 10 min.
caracterização da personagem do fidalgo, argumentos de defesa e acusação e sentença.
Após a leitura, análise e comentário da cena do fidalgo, será entregue aos alunos uma ficha
de verificação de leitura (Anexo IV) contendo três exercícios. O primeiro exercício encontra-se
dividido em oito questões de escolha múltipla. O segundo exercício consta no preenchimento de
20 min.
palavras cruzadas relacionadas com a cena do fidalgo e o último exercício é constituído por uma
sopa de letras, tendo os alunos que encontrar seis palavras relacionadas com termos náuticos,
aos quais Gil Vicente recorre com frequência e que permitem conferir verosimilhança à cena.

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Após a resolução da ficha, esta será corrigida e dissipar-se-ão possíveis dúvidas e questões
colocadas pelos alunos.
Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo
oral daquilo que foi dito. 5 min.
Para finalizar, a professora avisa que a ida ao teatro para assistir à peça Auto da Barca do
Inferno realizar-se-á na próxima quarta-feira (dia 9 de novembro) e que a próxima aula (dia 17 5 min.
de novembro) será lecionada por ela, introduzindo-se a análise de mais duas cenas da obra em
estudo.
Deste modo, a professora dará a aula por concluída, pedindo aos alunos que arrumem o
material e saiam ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos consolidarão, através de uma breve revisão, parte dos conteúdos abordados na última
aula, relacionados com as principais características do Auto da Barca do Inferno.
 Explorarão o mundo artístico, expressões, provérbios relacionados com o Diabo.
 Procederão à análise e comentário do excerto “Arrais do Inferno” e da cena do fidalgo.
 Abordarão os diferentes níveis da língua e recursos estilísticos presentes na cena do fidalgo.
 Realizarão uma ficha de verificação de leitura relacionada com a cena em estudo.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Joven s
Escola Secundária Campos Melo

Gil Vicente
Professora: Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Lectivo 2011/2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens


Auto da Barca
do Inferno

Gil Vicente
Arrais do Inferno
Argumento
Versos

AUTO DA MORALIDADE composto per Gil Vicente per contemplação da sereníssima e muito Imperativo:
católica rainha dona Lianor, nossa senhora, e representado per seu mandado ao poderoso príncipe e mui
alto rei dom Manuel, primeiro de Portugal deste nome. Começa a declaração do argumento da obra. modo verbal
Primeiramente, no presente auto, se fegura que, no ponto que acabamos de espirar, chegamos utilizado para
supitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um de dous bates que naquele porto estão,
scilicet, um deles passa pêra o Paraíso, e o outro pêra o Inferno; os quais bates tem cada um seu arrais na exprimir uma
proa: o do Paraíso um Anjo, e o do Inferno um Arrais infernal e um Companheiro.
ordem, um
conselho ou
um pedido.

Interjeição:
palavra ou
expressão que
manifesta
sentimentos,
reações súbitas
(alegria, dor,
admiração…).

Ironia
O Diabo
Cena do Fidalgo
Eufemismo:
Figura de estilo
através da qual
a realidade é
suavizada.

Ironia

Defesa

Acusação

Símbolos

Termos
náuticos
Cena do Fidalgo
Cena do Fidalgo
Cena do Fidalgo
Cena do Fidalgo
Percurso cénico
Cena do Fidalgo
Símbolos
CADEIRA:
símbolo da falsa
vivência da
religião.

MANTO: símbolo
do estatuto
social.

PAJEM: símbolo
da tirania da
exploração do
povo (tratado
como objeto).
Cena do Fidalgo
Caracterização

VAIDOSO

PRESUNÇOSO

ALTIVO

TIRANO

INFIEL
Cena do Fidalgo
Argumentos
DEFESA: ACUSAÇÃO:

 Natureza religiosa: Prática de uma falsa religião.


vv. 43,44 “Que leixo na outra vv. 47-49 / v. 65
vida/ quem reze por mi.”
Deixa em terra quem reze por A classe a que pertence.
ele. v. 53

Natureza social: A tirania , a vaidade e o


v. 80 “Sou fidalgo de solar” desprezo pelo povo.
O seu estatuto social. v. 88 / v. 86 / vv. 100 - 103
Cena do Fidalgo
Sentença

CONDENADO A
EMBARCAR NO BATEL
INFERNAL
Cena do Fidalgo
Objetivo da Cena:
 Criticar, através do cómico, a sociedade, a nobreza e a família.

A linguagem:
Níveis de língua: Figuras de Estilo:
 Cuidada:  Eufemismo:
vv. 98,99 “Vós irês mais v. 27 “Vai pera a ilha perdida”
espaçoso / com fumosa
senhoria.”  Ironia:
v. 45 “Quem reze sempre por ti?”
 Popular:
vv. 71,72 “Que Cant’a isto é já  Repetição:
pior…/ Que jiricocins, salvanor!” v. 160 “Ora, entrai! Entrai! Entrai!”

 Metáfora:
v. 107 “Oh!Que maré tão de prata”
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Fidalgo
Exercícios
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Anexo III

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha informativa

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 3

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Cena do Fidalgo
Objetivo: Criticar, através do cómico, a sociedade, a nobreza e a família.

Percurso cénico

Símbolos:

CADEIRA: símbolo da falsa vivência da religião.

MANTO: símbolo do estatuto social.

PAJEM: símbolo da tirania da exploração do povo (tratado como objeto).

Caracterização do Fidalgo:

Vaidoso, presunçoso, altivo, tirano, infiel.

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Argumentos:

Linguagem:

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Anexo IV

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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1. Após a leitura da cena do fidalgo do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 No texto, aparece a palavra "fumosa" que significa...

a) vaidosa.

b) com fumo.

c) porca.

d) cheirosa.

1.2 No início, o réu julgava que o Diabo era...

a) um touro.

b) um palhaço.

c) um cabrito.

d) uma senhora.

1.3 O Diabo e o Anjo acusam o Fidalgo de...

a) infidelidade e ter tido uma vida de prazeres.

b) ser tirano, altivo, arrogante e vaidoso.

c) não ser um cristão praticante.

d) As três afirmações anteriores estão corretas.

1.4 O Fidalgo defende-se porque...

a) fez donativos aos pobres.

b) se confessou antes de morrer.

c) tem um estatuto social elevado (fidalgo).

d) era um homem fiel.

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1.5 O Anjo acusa o Fidalgo de ser...

a) tirano.

b) bondoso.

c) arrogante, tirano e benevolente.

d) altivo e afável.

1.6 Os símbolos que o Fidalgo leva consigo são...

a) um criado, um manto e uma coroa.

b) um manto e uma cadeira transportada por um criado.

c) um manto, jóias e uma cadeira.

d) uma cadeira, um martelo e uma bolsa com dinheiro.

1.7 O percurso cénico do Fidalgo é...

a) Cais – Diabo – Anjo - Embarca.

b) Cais – Anjo – Diabo - Embarca.

c) Cais – Diabo – Anjo – Diabo - Embarca.

d) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.8 A palavra "marchetada", na frase "marchetada de dolores" significa…

a) colorida.

b) ornamentada.

c) feita.

d) pintada.

3 de 4

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2. Uma vez lida a parte do Auto da Barca do Inferno relativa ao Fidalgo, preenche, de acordo com as
indicações, as palavras cruzadas.

Horizontal Vertical
1. Um dos símbolos cénicos do fidalgo. 1. Percurso cénico de Dom Anrique (iniciais).

2. Figurante que o fidalgo traz com ele. 3. Símbolo cénico (vestuário).

5. O fidalgo é acusado de ser… 4. Grupo social de Dom Anrique.

6. Arrais do Inferno.

7. Acusação de carácter psicológico


feita à personagem.

3. Encontra na seguinte sopa de letras, 7 palavras referentes a termos náuticos.

E N H O P C G A T E S I
B C Q U T A O I S J I A
Note-Se que Gil
I A D A L N L R M A R E Vicente conhece
bem os termos
P U R V E C U C R O G D
náuticos, o que
O T Ç C T O Z D R I Ç A confere
verosimilhança à
J F H A A R D S E Ç U R cena.
A E P O C A R A V E L A
U T G D I N A T U B E L

4 de 4

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Anexo IV
Correção
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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
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1. Após a leitura da cena do fidalgo do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 No texto, aparece a palavra "fumosa" que significa...

a) vaidosa.

b) com fumo.

c) porca.

d) cheirosa.

1.2 No início, o réu julgava que o Diabo era...

a) um touro.

b) um palhaço.

c) um cabrito.

d) uma senhora.

1.3 O Diabo e o Anjo acusam o Fidalgo de...

a) infidelidade e ter tido uma vida de prazeres.

b) ser tirano, altivo, arrogante e vaidoso.

c) não ser um cristão praticante.

d) As três afirmações anteriores estão corretas.

1.4 O Fidalgo defende-se porque...

a) fez donativos aos pobres.

b) se confessou antes de morrer.

c) tem um estatuto social elevado (fidalgo).

d) era um homem fiel.

2 de 4

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1.5 O Anjo acusa o Fidalgo de ser...

a) tirano.

b) bondoso.

c) arrogante, tirano e benevolente.

d) altivo e afável.

1.6 Os símbolos que o Fidalgo leva consigo são...

a) um criado, um manto e uma coroa.

b) um manto e uma cadeira transportada por um criado.

c) um manto, jóias e uma cadeira.

d) uma cadeira, um martelo e uma bolsa com dinheiro.

1.7 O percurso cénico do Fidalgo é...

a) Cais – Diabo – Anjo - Embarca.

b) Cais – Anjo – Diabo - Embarca.

c) Cais – Diabo – Anjo – Diabo - Embarca.

d) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.8 A palavra "marchetada", na frase "marchetada de dolores" significa…

a) colorida.

b) ornamentada.

c) feita.

d) pintada.

3 de 4

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2. Uma vez lida a parte do Auto da Barca do Inferno relativa ao Fidalgo, preenche, de acordo com as
indicações, as palavras cruzadas.

Horizontal Vertical
1. Um dos símbolos cénicos do fidalgo. 1. Percurso cénico de Dom Anrique (iniciais).
(cadeira) (CDADE)
2. Figurante que o fidalgo traz com ele. 3. Símbolo cénico (vestuário).
(pajem) (manto)
5. O fidalgo é acusado de ser… 4. Grupo social de Dom Anrique.
(tirano) (nobreza)
6. Arrais do Inferno.
(Diabo)
7. Acusação de carácter psicológico
feita à personagem. (vaidade)

3. Encontra na seguinte sopa de letras, 6 palavras referentes a termos náuticos.

E N H O P C G A T E S I
B C Q U T A O I S J I A
Note-Se que Gil
I A D A L N L R M A R E Vicente conhece
bem os termos
P U R V E C U C R O G D
náuticos, o que
O T Ç C T O Z D R I Ç A confere
verosimilhança à
J F H A A R D S E Ç U R cena.
A E P O C A R A V E L A
U T G D I N A T U B E L

4 de 4

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Módulo N.º: 15 : O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente
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O Auto da Barca do Inferno

Cena do Onzeneiro Cena de Joane, o Parvo

17 de novembro de 2011

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Ano Lectivo 2011/2012
Plano de Aula de Língua Portuguesa – 91 D
Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aula n.º: 17, 18 Data: 17 de novembro de 2011

Objectivos:
 Consolidar, através de uma breve revisão, parte dos conteúdos abordados na última aula,
relacionados com a cena do Fidalgo.
 Analisar e comentar a cena do Onzeneiro: percurso cénico, símbolos, argumentos de acusação e de
defesa, desfecho, intenção crítica da cena.
 Analisar e comentar a cena de Joane, o Parvo: ausência de símbolos caracterizadores e sua
justificação, ausência de referências à vida passada do Parvo e sua justificação, defesa do Parvo por
parte do Anjo.
 Comentar o recurso à linguagem ilógica e escatológica do Parvo.
 Abordar os diferentes níveis da língua e recursos estilísticos presentes nas duas cenas em estudo.
 Motivar para o estudo do Auto da Barca do Inferno.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Recapitulação dos conteúdos lecionados na aula anterior: visão geral da cena do Fidalgo.
 Conclusão da correção da ficha de leitura da cena do Fidalgo.
 Leitura, análise e comentário da cena do Onzeneiro: objetivo da cena, percurso cénico, símbolos,
caracterização da personagem do Onzeneiro, argumentos de defesa e acusação e sentença.
 Análise dos níveis da língua e recursos estilísticos presentes na cena do Onzeneiro.
 Realização de uma ficha de verificação de leitura da cena do Onzeneiro.
 Leitura, análise e comentário da cena do Parvo: percurso cénico, ausência de símbolos
caracterizadores e sua justificação, ausência de referências à vida passada do Parvo e sua
justificação, defesa do Parvo por parte do Anjo.
 Análise dos níveis da língua (linguagem ilógica e escatológica) e recursos estilísticos presentes na
cena do Parvo.
 Realização de uma ficha de verificação de leitura da cena do Parvo.

1 de 3

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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Vídeoprojetor.  Marcador

Registo de sumário:

 Conclusão do sumário da aula anterior: correção dos exercícios.


 Leitura e análise da cena do Onzeneiro e da cena do Parvo.
 Realização de uma ficha de verificação de conhecimentos sobre as cenas em estudo.

Motivação inicial:
 Brainstorming sobre os conteúdos abordados na aula do dia 3 de novembro.
 Breve comentário e reflexão com os alunos sobre a peça de teatro Auto da Barca do Inferno que
assistiram no dia 9 de novembro.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição e, enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente.
5 min.
Efetuar-se-á a uma breve recapitulação dos conteúdos lecionados na aula anterior, ou seja,
rever-se-á a cena do Fidalgo. Recapitular-se-ão as figuras de estilo presentes na cena do Fidalgo
(como a ironia e o eufemismo), argumentos de defesa e acusação, símbolos, características desta 5 min.
personagem e desfecho da cena.
Após a breve revisão dos conteúdos já lecionados, terminar-se-á a correção do último 5 min.
exercício da ficha de verificação de conhecimentos da cena do Fidalgo (Anexo I – diapositivo 3).
De seguida, os alunos lerão a cena do Onzeneiro, a qual será analisada e comentada (Anexo
II). Nesta cena serão destacados elementos como o percurso cénico, símbolos, argumentos de
acusação e de defesa, desfecho e intenção crítica da cena.
Ao mesmo tempo que se procede à análise e comentário da cena do Onzeneiro, serão 20 min.
projetados alguns diapositivos em Power Point, contendo as ideias principais da cena em estudo.
(Anexo I – diapositivos 4 a 11)
Após a leitura, análise e comentário da cena do Onzeneiro, será entregue aos alunos uma
15 min.
ficha de verificação de leitura (Anexo III) contendo quatro exercícios. O primeiro exercício
encontra-se dividido em cinco questões de escolha múltipla. O segundo e o terceiro exercícios
visam que os alunos, através de uma resposta curta, demonstrem os seus conhecimentos sobre a

2 de 3

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

cena do Onzeneiro, nomeadamente sobre os elementos de defesa e de acusação. No último


exercício é apresentada uma sopa de letras, onde os alunos terão que encontrar sinónimos das
palavras apresentadas.
Após a resolução da ficha, esta será corrigida e dissipar-se-ão possíveis dúvidas e questões
colocadas pelos alunos.
Posteriormente, os alunos lerão a cena do Parvo, a qual será analisada e comentada (Anexo IV).
Nesta cena analisar-se-á ausência de símbolos caracterizadores do Parvo e sua justificação,
ausência de referências à vida passada do Parvo e sua justificação, defesa do Parvo por parte do
Anjo. Destacar-se-ão os diferentes níveis da língua e recursos estilísticos presentes nas duas cenas 20 min.
em estudo, sobretudo o recurso à linguagem ilógica e escatológica do Parvo.
Ao mesmo tempo que se procede à análise e comentário da cena do Parvo, serão projetados
alguns diapositivos em Power Point, contendo as ideias principais da cena em estudo. (Anexo I –
diapositivos 16 a 22)
Após a leitura, análise e comentário da cena do Parvo, será entregue aos alunos uma ficha de
verificação de leitura (Anexo V) contendo cinco exercícios. O primeiro exercício encontra-se
dividido em cinco questões de escolha múltipla. O segundo exercício consta no preenchimento de 15 min.
palavras cruzadas com os adjetivos correspondentes aos substantivos apresentados. O terceiro,
quarto e quinto exercícios visam que os alunos, através de uma resposta curta, demonstrem os seus
conhecimentos sobre a cena do Parvo, manifestando, sobretudo na questão número cinco, o seu
espírito crítico, reflexivo e argumentativo.
Chegados ao final da aula, a professora entregará uma ficha informativa (Anexo VI) sobre as
duas cenas em estudo e pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo oral daquilo que foi dito.
5 min.
Deste modo, a professora dará a aula por concluída, pedindo aos alunos que arrumem o
material e saiam ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos consolidarão, através de uma breve revisão, parte dos conteúdos abordados na última
aula, relacionados com a cena do Fidalgo
 Procederão à análise e comentário da cena do Onzeneiro e da cena de Joane, o Parvo.
 Abordarão os diferentes níveis da língua e recursos estilísticos presentes na cena do Onzeneiro e na
cena do Parvo.
 Realizarão duas fichas de verificação de leitura relacionadas com as cenas em estudo.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
Escola Secundária Campos Melo

Gil Vicente
Professora: Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Lectivo 2011/2012

Projecto Co-Financiado pelo Fundo Social Europeu

Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens


Auto da Barca
do Inferno

Gil Vicente
Cena do Fidalgo
Exercícios
Cena do Onzeneiro
Eufemismo:
Figura de estilo
através da qual
a realidade é
suavizada.

Ironia

Defesa

Acusação

Símbolos
Cena do Onzeneiro
Cena do Onzeneiro
Percurso cénico
Cena do Onzeneiro
Símbolos

BOLSÃO: símbolo
do roubo, da
ambição e da
cobiça.
Cena do Onzeneiro
Caracterização

COBIÇOSO

AVARENTO

AMBICIOSO
Cena do Onzeneiro
Argumentos
DEFESA: ACUSAÇÃO:

 Inesperado da sua morte. Amor pelo dinheiro.


vv. 185 - 187 “Mais quisera eu lá Mesmo depois de morto só pensa
tardar…/ Na safra do apanhar/ no dinheiro que deixou na terra.
me deu Saturno quebranto.”
Avareza
Jura ter o bolsão vazio. v. 219
vv. 190 – 191 / v. 218

Precisa de regressar à terra


para ir buscar mais dinheiro
(quer comprar a passagem para
o Paraíso).
vv. 226 – 231
Cena do Onzeneiro
Sentença

CONDENADO A
EMBARCAR NO BATEL
INFERNAL
Cena do Onzeneiro
Objetivo da Cena:
 Criticar, através do cómico, a sociedade, a burguesia , a cobiça.

Figuras de estilo:
Cena do Onzeneiro
Exercícios
Cena do Onzeneiro
Exercícios
Cena do Onzeneiro
Exercícios
Cena do Onzeneiro
Exercícios
Cena do Parvo
Cena do Parvo
Cena do Parvo
Uso da Língua

 O Parvo usa imensas interjeições. O seu uso é uma marca do texto dramático, que
tem a ver com o uso corrente da função emotiva ou expressiva da linguagem.
As interjeições são palavras invariáveis que exprimem uma reação emocional.

 O Parvo usa um nível de língua popular, que frequentemente desce até ao calão.
Cena do Parvo
Símbolos e Argumentos

Ao contrário das outras personagens, o Parvo não se faz


acompanhar de qualquer símbolo cénico nem apresenta qualquer
argumento de defesa.
Relativamente ao percurso cénico, há também uma diferença.

DEFESA:

 Apresentados pelo Anjo


Sendo um pobre de espírito, os erros que cometeu não foram
premeditados.
vv. 300 – 304
Cena do Parvo
Percurso cénico
Cena do Onzeneiro
Caracterização

IRRESPONSÁVEL

LOUCO

“SIMPLES” DE ESPÍRITO
Cena do Parvo
Sentença

TEM AUTORIZAÇÃO PARA


EMBARCAR NA BARCA DO
ANJO, MAS AGUARDA QUE
CHEGUE ALGUÉM MERECEDOR.
Cena do Parvo
Exercícios
Cena do Parvo
Exercícios
Cena do Parvo
Exercícios
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

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Anexo III

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 3

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1. Após a leitura da cena do onzeneiro do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 Esta personagem apresenta em cena um elemento que a caracteriza simbolicamente. Este elemento é:

a) manto.

b) cadeira.

c) bolsão.

1.2 O percurso cénico do Onzeneiro é:

a) Cais – Diabo – Anjo - Embarca.

b) Igual ao do Fidalgo.

c) c) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.3 O Onzeneiro pede para voltar à terra para:

a) ver a sua mulher.

b) ir buscar dinheiro para pagar a sua passagem na barca do Anjo.

c) ir a uma grande festa.

1.4 O Onzeneiro pensa que o Anjo não o deixa entrar, porque ele:

a) não tem dinheiro para pagar a passagem.

b) tem o bolsão cheio.

c) tem o coração vazio.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1.5 O figura de estilo presente no verso “Pera a infernal comarca” (v. 205) é:

a) ironia.

b) eufemismo.

c) repetição.

2. Várias acusações são feitas ao Onzeneiro.


2.1 Que acusações?
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

2.2 Como tenta o Onzeneiro defender-se das acusações que lhe são feitas?
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

3. Comenta o descontentamento do Diabo em relação ao Fidalgo, após ter ouvido o diálogo entre este e
o Onzeneiro (vv. 240 – 247).
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

4. Descobre na sopa de letras os vocábulos (5) da cena do Onzeneiro que correspondem às definições
apresentadas.

E S H O P C G A T E S I
 Colheita.
S A T U R N O I S J I A
 Divindade responsável pela duração das
I F D A L N L R M O R E
D R R V E C U C R N G D vidas humanas.
I A Ç C T O Z D R Z Ç A  Interjeição que significa “já disse!”.
X F H A A R D S E E U R
 Juro de 11%.
A E P O C A R A V N L A
U T G B O R R E G A D A  Insulto.

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Anexo III
Correção
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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1. Após a leitura da cena do onzeneiro do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 Esta personagem apresenta em cena um elemento que a caracteriza simbolicamente. Este elemento é:

a) manto.

b) cadeira.

c) bolsão.

1.2 O percurso cénico do Onzeneiro é:

a) Cais – Diabo – Anjo - Embarca.

b) Igual ao do Fidalgo.

c) c) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.3 O Onzeneiro pede para voltar à terra para:

a) ver a sua mulher.

b) ir buscar dinheiro para pagar a sua passagem na barca do Anjo.

c) ir a uma grande festa.

1.4 O Onzeneiro pensa que o Anjo não o deixa entrar, porque ele:

a) não tem dinheiro para pagar a passagem.

b) tem o bolsão cheio.

c) tem o coração vazio.

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

1.5 O figura de estilo presente no verso “Pera a infernal comarca” (v. 205) é:

a) ironia.

b) eufemismo.

c) repetição.

2. Várias acusações são feitas ao Onzeneiro.


2.1 Que acusações?
Possível resposta: O Onzeneiro é acusado de ser avarento, de levar um bolsão cheio de dinheiro e ter o
coração cheio de pecados e de amor pelos bens materiais.

2.2 Como tenta o Onzeneiro defender-se das acusações que lhe são feitas?
Possível resposta: O Onzeneiro defende-se, alegando que morreu inesperadamente, que não teve
tempo para “apanhar” mais dinheiro. Esta personagem apresenta marcas de falsidade, jura ter o bolsão
vazio e quer regressar à terra para ir buscar mais dinheiro e comprar a sua entrada no Paraíso.

3. Comenta o descontentamento do Diabo em relação ao Fidalgo, após ter ouvido o diálogo entre este e
o Onzeneiro (vv. 240 – 247).
Possível resposta: O Diabo manifesta-se contra o desprezo com que o Fidalgo invoca o nome do “demo”
e, através de uma posição autoritária, faz ver ao Fidalgo que é ele quem manda.

4. Descobre na sopa de letras os vocábulos (5) da cena do Onzeneiro que correspondem às definições
apresentadas.

E S H O P C G A T E S I
 Colheita.
S A T U R N O I S J I A
 Divindade responsável pela duração das
I F D A L N L R M O R E
D R R V E C U C R N G D vidas humanas.
I A Ç C T O Z D R Z Ç A  Interjeição que significa “já disse!”.
X F H A A R D S E E U R
 Juro de 11%.
A E P O C A R A V N L A
U T G B O R R E G A D A  Insulto.

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Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 3

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1. Após a leitura da cena do Parvo do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 Quando o Diabo e o Anjo perguntam ao Parvo quem é, este:

a) descreve-se detalhadamente.

b) apresenta-se, dizendo o seu nome.

c) não se identifica.

1.2 O percurso cénico do Parvo é:

a) Cais – Diabo – Anjo.

b) Igual ao do Fidalgo e do Onzeneiro.

c) c) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.3 O Anjo apresenta os seguintes argumentos de defesa do Parvo:

a) indica que o Parvo errou maliciosamente.

b) afirma que o Parvo é “simples” de espírito.

c) diz que o Parvo foi generoso nos seus atos.

1.4 A linguagem utilizada pelo Parvo é:

a) desordenada e sem lógica.

b) insultuosa e lisonjeira.

c) cuidada.

2 de 3

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1.5 O cómico que predomina nesta cena é:

a) cómico de carácter.

b) cómico de linguagem.

c) cómico de situação.

2. Tendo em conta as características de Joane, o Parvo, resolve as palavras cruzadas com os adjetivos
correspondentes aos substantivos indicados.

3. O Parvo é apresentado como uma personagem especial. Caracteriza-o e diz em que consiste a sua
singularidade.
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

4. O percurso cénico do Parvo é diferente do do Fidalgo e do do Onzeneiro. Indica as diferenças,


identificando a sua razão.
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

5. Exprime a tua opinião sobre a justiça (ou injustiça) da decisão do Anjo.


__________________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________________________________

3 de 3

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Anexo V
Correção
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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha de verificação de leitura

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

1 de 3

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1. Após a leitura da cena do Parvo do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, lê atentamente o
seguinte questionário e assinala com uma cruz apenas uma das alternativas enunciadas.

1.1 Quando o Diabo e o Anjo perguntam ao Parvo quem é, este:

a) descreve-se detalhadamente.

b) apresenta-se, dizendo o seu nome.

c) não se identifica.

1.2 O percurso cénico do Parvo é:

a) Cais – Diabo – Anjo.

b) Igual ao do Fidalgo e do Onzeneiro.

c) c) Cais – Anjo – Diabo – Anjo - Embarca.

1.3 O Anjo apresenta os seguintes argumentos de defesa do Parvo:

a) indica que o Parvo errou maliciosamente.

b) afirma que o Parvo é “simples” de espírito.

c) diz que o Parvo foi generoso nos seus atos.

1.4 A linguagem utilizada pelo Parvo é:

a) desordenada e sem lógica.

b) insultuosa e lisonjeira.

c) cuidada.

2 de 3

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1.5 O cómico que predomina nesta cena é:

a) cómico de carácter.

b) cómico de linguagem.

c) cómico de situação.

2. Tendo em conta as características de Joane, o Parvo, resolve as palavras cruzadas com os adjetivos
correspondentes aos substantivos indicados.

Soluções:

1. Divertido
2. Frontal
3. Humilde
4. Ingénuo
5. Irónico
6. Irresponsável
7. Puro
8. Simples
9. Sincero
10. Tolo
11. Troçador

3. O Parvo é apresentado como uma personagem especial. Caracteriza-o e diz em que consiste a sua
singularidade.
Possível resposta: O Parvo é caracterizado sobretudo pela sua pobreza de espírito. É tolo, divertido e

provoca o riso através da linguagem que utiliza. O seu discurso é desordenado e sem lógica e profere

uma série de insultos e obscenidades ao Diabo.

4. O percurso cénico do Parvo é diferente do do Fidalgo e do do Onzeneiro.


4.1 Indica as diferenças, identificando a sua razão.
Possível resposta: Inicialmente o percurso cénico do Parvo é o mesmo, ou seja, chega ao cais, dirige-se

à barca do Diabo e depois à do Anjo. O seu percurso cénico difere do das personagens do Fidalgo e

Onzeneiro, porque o Anjo apresenta argumentos de defesa do Parvo e permite que ele permaneça no

cais e, após a entrada de alguém merecedor, embarque na sua barca.

5. Exprime a tua opinião sobre a justiça (ou injustiça) da decisão do Anjo. (Resposta livre)
Pretende-se verificar a capacidade expositiva e argumentativa dos alunos.

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Curso de Educação e Formação de Assistente Administrativo


Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Língua Portuguesa
Nome________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º: 15 ”O Teatro Vicentino – Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente”

Ficha informativa

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Cena do Onzeneiro
Objetivo: Criticar, através do cómico, a sociedade, a burguesia , a cobiça.

Percurso cénico

Símbolos:

BOLSÃO: símbolo do roubo, da ambição e da cobiça.

Caracterização do Onzeneiro:

Cobiçoso, avarento, ambicioso.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Argumentos:

Cena do Parvo
Caracterização do Parvo: Irresponsável, louco, “simples” de espírito.

Símbolos e Argumentos:
Ao contrário das outras personagens, o Parvo não se faz acompanhar de qualquer
símbolo cénico, nem apresenta qualquer argumento de defesa.
Relativamente ao percurso cénico, há também uma diferença.

Argumentos de defesa:
 Apresentados pelo Anjo
Sendo um pobre de espírito, os erros que cometeu não foram premeditados.
vv. 300 – 304

3 de 4

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4 de 4

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Aulas n.º Datas: 12, 17 e 19 de janeiro de 2012

Textos de Teatro:
Frei Luís de Sousa
Almeida Garrett

Painel em azulejo da Escola Secundária


Almeida Garrett em Vila Nova de Gaia (frag.)

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Euro peu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Aulas n.º Datas: 12, 17 e 19 de janeiro de 2012

Objectivos Gerais Conteúdos Materiais/ Recursos Avaliação


 Conhecer Almeida Garrett e o Processuais Declarativos  Fichas  Ficha de
contexto sociocultural.  Compreensão e expressão Motivação inicial: fotocopiadas. verificação de
 Conhecer as características do oral e escrita.  Leitura e análise do poema  Imagem. conhecimentos
romantismo (movimento estético- Cinco Sentidos.  Computador.  Ficha de
Leitura
literário do início do século XIX).  Música: Sonata de Beethoven.  PowerPoint. verificação de
Pré-leitura:
 Compreender as manifestações  Leitura de imagens fixas  Música: “Demónios de  Videoprojector. leitura.
teatrais. alusivas à peça. Alcácer Quibir”, Sérgio  Caderno diário.  Observação
 Conhecer as modalidades do  Apelo à criatividade dos Godinho.  Esferográfica. direta.
teatro. alunos através da redação de  Visualização de um  Lápis.  Lista de
 Consolidar o vocabulário um texto baseado nas PowerPoint.  Quadro. verificação.
relacionado com o teatro. imagens.  Marcador.  Trabalhos
Personagens
 Reconhecer as características do Leitura: realizados na
 Leitura e análise de excertos
espaço dramático. Processos de caracterização: aula.
da obra Frei Luís de Sousa de  Direta.
 Conhecer a estrutura do texto
Almeida Garrett.  Indireta.
dramático.

1 de 4

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

 Conhecer a estrutura interna e Pós-leitura: Relevo:


 Esclarecimento de dúvidas.  Central ou protagonista.
externa do texto dramático.
 Elaboração de apontamentos.  Secundária.
 Sentir-se motivado para o estudo
 Resumo.  Figurante.
do Frei Luís de Sousa.
 Desenvolver a capacidade de
Escrita
compreensão e análise textual.  Elaboração de apontamentos Tipologia:
 Planas ou “tipo”.
 Identificar factos históricos no caderno diário.
 Modeladas ou
referidos na peça.  Oficina de escrita.
“caracteres”.
 Caracterizar personagens  Resumo.
explorando a sua função.
Modalidades do discurso
 Reconhecer a dimensão estética da
Texto principal:
língua.
 Falas.
 Indicar símbolos presentes na obra.
Texto secundário:
 Emitir juízos de valor.
 Didascálias (indicações
 Conhecer a importância do texto.
cénicas).
 Reconhecer recursos linguísticos.
 Reconhecer o valor expressivo e Modos de apresentação do
discurso:
estilístico da pontuação.
 Diálogo.
 Reconhecer a forma como a
 Monólogo.
herança do passado se mantém
 Apartes.
viva e influencia a sociedade atual
nos seus valores e objetivos. Classificação morfológica
 Conjunções.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

 Interjeições.
 Advérbios.
 Artigos.
 Pronomes.
 Determinantes.
 Verbos.
 Substantivos.
 Adjetivos.

Atos de fala
Os atos ilocutórios:
 Assertivos.
 Diretivos.
 Compromissivos.
 Expressivos.
 Declarativos.

Recursos Linguísticos
 Gradação.
 Metáfora.
 Adjetivação.
 Sinestesia.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Níveis de língua
 Cuidado.
 Coloquial e oralizante.

Referências bibliográficas

 Alves, Filomena; Moura, Graça (2004): Página seguinte - Português, Lisboa, Texto Editora Lda.
 AMARO, Alice (2011): O essencial para o secundário - Português, Edições ASA II, S. A.
 AZEVEDO, Olga; Pinto, Isabel; Lopes, Carmo (2010): Da comunicação à expressão – Gramática prática de português / língua portuguesa 3.º ciclo do
ensino básico e ensino secundário, Lisboa, Lisboa Editora.
 MAGALHÃES, Olga; COSTA, Fernanda; MAGALHÃES, Vera (2010): Português Ensino Profissional Nível 3, Porto, Porto Editora.
 PIMENTA, Hilário; MOREIRA, Vasco (2003): Dimensões da palavra - Português, Carnaxide, Santillana, Constância.
 PINTO, Elisa; BAPTISTA, Vera; FONSECA, Paula (2009): Plural 11.º Ensino Secundário, Lisboa, Lisboa Editora.
 RAMOS, Auxília; BRAGA, Zaida (2011): Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett - Coleção Resumos, Porto, Porto Editora.
 SILVA, Lília; MAGALHÃES, Olga (2009): Guia de Estudo - Português 11.ºAno, Porto, Porto Editora.
 http://www.slideshare.net/joanazevedo/os-cinco-sentidos-novo, consultado a 7 de janeiro de 2012.
 http://www.youtube.com, consultado a 7 de janeiro de 2012 (sonata de Beethoven).
 http://www.youtube.com, consultado a 15 de janeiro de 2012 (“Demónios de Alcácer Quibir” – Sérgio Godinho).
 http://www.infopedia.pt/$sebastianismo, consultado a 15 de janeiro de 2012
 http://www.google.com, consulta de imagens.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Almeida Garrett - O homem e o seu tempo


O Romantismo em Portugal
Frei Luís de Sousa

12 de janeiro de 2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Aulas n.º Datas: 12 de janeiro de 2012

Objetivos:
 Conhecer Almeida Garrett e o contexto sociocultural.
 Conhecer as características do romantismo (movimento estético-literário do início do século XIX).
 Compreender as manifestações teatrais.
 Consolidar o vocabulário relacionado com o teatro.
 Reconhecer as características do espaço dramático.
 Conhecer a estrutura do texto dramático.
 Conhecer a estrutura interna e externa do texto dramático.
 Sentir-se motivado para o estudo do Frei Luís de Sousa.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Compreender o sentido global do poema “Cinco sentidos”, procedendo-se a uma breve análise.
 Almeida Garrett e o contexto sociocultural: aspetos importantes da vida de Garrett.
 As características do romantismo.
 As manifestações teatrais.
 Oficina de escrita baseada em imagens do filme “Quem és tu?” de João Botelho.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Videoprojector.  Marcador

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Registo de sumário:
 Introdução ao estudo de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Vida e obra do autor.
 Contextualização histórica, política e social: O Romantismo.
 O teatro e o texto dramático.

Motivação inicial:
 Leitura e análise do poema “Cinco Sentidos”.
 Música: Sonata de Beethoven.
 Visualização de um PowerPoint.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição, deixando antever a matéria que irá ser lecionada nos três momentos de aula que se
seguem. Enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada 5 min.
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente.
Em primeiro lugar dar-se-á início à projeção de um PowerPoint (Anexo I – diapositivos 1 ao
7) no qual está presente a atividade motivadora. Depois será entregue aos alunos um poema
fotocopiado (Anexo II), que tem como título “ Os cinco sentidos” de Almeida Garrett, poeta que
introduziu o romantismo em Portugal. Será feita uma primeira leitura silenciosa, acompanhada
20 min.
pela audição de uma música, “A Patética” de Beethoven, seguida da leitura expressiva do
poema.
Posteriormente passar-se-á a uma breve análise do poema. Esta análise irá principiar pela
divisão em partes, realizada pelos alunos. Assim, podemos dividir o poema em dois momentos: o
primeiro contempla as cinco primeiras estrofes, que ilustram a beleza física da mulher amada,
falando dos cinco sentidos do ser humano. Esta visão é a do sujeito poético, que ao longo das
cinco estrofes se vai aproximando fisicamente da amada. No segundo momento, destacamos uma
síntese, que inclui todos os sentidos e que representa o delírio dos sentidos. Esta análise será
acompanhada da projeção do já mencionado PowerPoint (Anexo I – diapositivos 1 ao 7).
Entre outros aspetos, a docente irá chamar atenção para a construção adversativa ao longo
da primeira parte do poema, que transmite a superlativação da mulher amada em detrimento da
natureza. Simultaneamente evidenciar-se-á a aproximação progressiva do sujeito poético à
amada, salientada pelo uso da 2ª pessoa do singular e destinatário do discurso e, também, pelas
alterações de preposição existentes no último verso de cada estrofe. Para justificar a
aproximação física deste amor há ainda a notar a ordem das estrofes do poema, passando da
visão ao tato. Após a análise do poema, e em jeito de conclusão, será pedido aos alunos que
identifiquem um tema possível como, por exemplo, a dimensão física do amor, podendo eles
identificá-lo com outros termos.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Deste modo, os alunos terão um primeiro contacto com a obra do autor que irão estudar nas
aulas seguintes, permitindo-lhes a identificação de algumas características da sua obra.
Depois passaremos a uma breve exposição oral, acompanhada de uma apresentação em 10 min.
PowerPoint (Anexo I – diapositivos 8 ao 12) sobre “Almeida Garrett: o homem e o seu tempo”,
destacando-se alguns aspetos da sua vida e obra. Será entregue aos alunos uma ficha informativa
(Anexo III), onde mais detalhadamente poderão explorar os dados biográficos de Almeida
Garrett. Ao mesmo tempo ser-lhes-á entregue uma ficha de verificação de leitura (Anexo IV)
relacionada com os aspetos abordados até ao momento.
10 min.
A ficha de verificação de leitura consta na resolução de um exercício sobre a vida e obra de
Almeida Garrett, através do preenchimento de um crucigrama. A correção será feita no quadro
onde estará projetado o crucigrama (Anexo I – diapositivo 13). No exercício está presente uma
palavra (“Romantismo”), a qual os alunos devem desvendar. Este servirá de ligação à exposição
da temática que se segue, o romantismo.
Seguindo novamente a apresentação em PowerPoint (Anexo I – diapositivo 14) serão 10 min.
apresentadas sucintamente as principais características do romantismo. Após esta breve análise
entregar-se-á aos alunos uma ficha informativa (Anexo V) mais detalhada sobre o romantismo e
10 min.
uma outra ficha de verificação de conhecimentos (Anexo VI). Os exercícios nesta presentes são
dois e constam na identificação das afirmações que são verdadeiras ou falsas e na correção de
um texto com erros sobre o romantismo.
15 min.
Posteriormente seguir-se-á uma breve exploração do teatro e das suas manifestações, sendo
identificadas algumas das suas características (Anexo I – diapositivos 15 ao 19). Entre outros
dados, será feita uma distinção entre o teatro e o texto dramático. Sobre este tema será,
igualmente, distribuída uma ficha informativa (Anexo VII).
Após a introdução à temática do teatro, apelando sempre a comentários e participação dos
alunos, dar-se-á início ao estudo de algumas das características da obra que irá ser estudada no
módulo n.º 7, Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. Os alunos lerão algumas informações
10 min.
presentes na ficha informativa sobre a obra (Anexo VIII) enquanto se mantem projetado o
diapositivo 20 (Anexo I), que se centra na classificação da peça Frei Luís de Sousa como drama
ou tragédia.
O terceiro tempo da aula, visando ter um conteúdo mais prático, será dedicado ao
desenvolvimento de uma oficina de escrita. Será entregue aos alunos, uma ficha (Anexo IX) onde
constam algumas imagens do filme “Quem és tu?”, de João Botelho, baseado no Frei Luís de
35 min.
Sousa. Através da leitura de imagens (Anexo I – diapositivo 21) e do recurso à imaginação e
criatividade individuais, os alunos terão que escrever um texto, dando um título ao mesmo.
A professora estará sempre atenta ao trabalho que os alunos estarão a desenvolver, 10 min.
apoiando-os. Dependendo do tempo serão lidos os textos escritos pelos discentes.
Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

oral daquilo que foi dito.


Sensibilizar-se-ão os alunos para a importância do teatro, as suas diferentes manifestações e refletir-se-
á sobre “o teatro da vida”.
Para finalizar, a professora avisa que a próxima aula (dia 17 de janeiro) será lecionada por ela e que se
iniciará a leitura e análise do Frei Luís de Sousa.
Deste modo, a professora dará a aula por concluída, pedindo aos alunos que arrumem o material e saiam
ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos compreenderão o sentido global e analisarão o poema “Cinco sentidos”.
 Incrementarão o saber relacionado com Almeida Garrett e o contexto sociocultural: aspetos
importantes da sua vida.
 Compreenderão as características do romantismo.
 Explorarão as manifestações teatrais.
 Explorarão as manifestações teatrais.
 Realizarão uma atividade de oficina de escrita baseada em imagens do filme “Quem és tu?” de João
Botelho.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Escola Secundária Campos Melo

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Letivo 2011/2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção – 1.2 – Ensino Profissional


Almeida Garrett – Os cinco sentidos

São belas – bem sei, essas estrelas,


Mil cores – divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho, amor, olhos para elas:
Em toda a natureza
Não vejo outra beleza
Senão a ti – a ti!
MULHER AMADA
Almeida Garrett – Os cinco sentidos

Divina – ai! sim, será a voz que afina


Saudosa – na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
Não oiço a melodia,
Nem sinto outra harmonia
Senão a ti – a ti!
MULHER AMADA
Almeida Garrett – Os cinco sentidos

Respira – n’aura que entre as flores gira,


Celeste – incenso de perfume agreste.
Sei… não sinto: minha alma não aspira,
Não percebe, não toma
Senão o doce aroma
Que vem de ti – de ti!
MULHER AMADA
Almeida Garrett – Os cinco sentidos

Formosos – são os pomos saborosos,


É um mimo – de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede…sequiosos,
Famintos meus desejos
Estão…mas é de beijos,
É só de ti – de ti!
MULHER AMADA
Almeida Garrett – Os cinco sentidos

Macia – deve a relva luzidia


Do leito – ser por certo em que me deito.
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
Sentir outras carícias,
Tocar noutras delícias
Senão em ti – em ti!
MULHER AMADA
Almeida Garrett – Os cinco sentidos

A ti! ai, a ti só os meus sentidos


DELÍRIO DOS SENTIDOS
Todos num confundidos,
DIMENSÃO FÍSICA DO
AMOR Sentem, ouvem, respiram;
Em ti, por ti deliram.
Em ti a minga sorte,
A minha vida em ti;
E quando venha a morte,
Será morrer por ti.
Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

João Leitão da Silva

Em honra ao padrinho.

Avó materna.

Avó paterna.
Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

A infância e a juventude
1799 - 1854

. João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu na cidade do Porto a 4 de fevereiro
de 1799.
. Em 1808 a família de Garrett refugia-se em Angra do Heroísmo (Açores).
. Aos 17 anos Almeida Garrett ingressou na Universidade de Coimbra.
Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

Os exílios e a guerra
1823 - 1826

. Situação de instabilidade em Portugal, onde a miséria e a estagnação reinavam.


Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

Depois da vitória liberal

. Fundador do Teatro Nacional D. Maria II.


. Impulsionador do Conservatório Nacional, a
primeira escola de atores.
. Criador de um reportório português que
promovesse o apreço pela cultura teatral
nacional.
Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

Principais obras publicadas

Poesia Narrativa Teatro

. Lírica de João Mínimo, . Viagens na minha Terra, . Catão, 1821


1829 1843 (folhetins), 1846 . Camões, 1825
(publicada na íntegra) . D. Branca, 1826
. Um Auto de Gil Vicente,
. Romanceiro (primeiro 1838
volume), 1843 . Arco de Sant’Ana . Dona Filipa de Vilhena,
(primeiro volume), 1845 1840
. O Alfageme de Santarém,
. Flores sem Fruto, 1845
. Arco de Sant’Ana 1842
(segundo volume), 1850 . Frei Luís de Sousa, 1843
. Folhas Caídas, 1853 (representado), 1844
(publicado)
. A sobrinha do Marquês,
1848
Almeida Garrett – O homem e o seu tempo

Exercícios
1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9.

10.
O romantismo

Século XIX Principais características

. Valorização do eu face ao . Valorização da pátria e das . Libertação da rigidez das


coletivo social; características nacionais; normas clássicas;

. Exaltação do sentimento face . A “mulher-anjo” ou a . Valorização da prosa


ao convencionalismo; “mulher-demónio”; enquanto discurso literário;

. Defesa dos ideiais de . Obsessão pela morte;


. Linguagem mais coloquial e
liberdade individual e política; oralizante;
Preferência pelos ambientes
. Gosto pelo isolamento e pela noturnos;
Predomínio dos temas da
solidão;
morte, do amor insatisfeito e
. Crença no progresso; contraditório.
. Exaltação e exacerbamento
emotivos;
. Nascimento de um novo
público – carácter didático dos
. Predomínio do fantástico textos;
sobre o real;
. Gosto pela evasão;
O TEATRO

Teatro Texto dramático

. Emissor (dramaturgo +
encenador + atores) . Emissor (dramaturgo)

. Linguagem verbal + . Linguagem verbal


Linguagem não verbal
. Recetor (leitor)
. Recetor (espetador)
O TEATRO

Texto dramático
. O texto dramático destina-se fundamentalmente a ser representado

Falas das
Didascálias
personagens

. Em discurso direto É constituído Indicações cénicas


relativas a:
. Precedidas do nome da
personagem por: . Movimentação e atitudes
das personagens
Modalidades: . Cenário
. Monólogo . Iluminação
. Diálogo . Música / Ruídos
. Apartes
(geralmente dentro de
parênteses)
O TEATRO

Texto dramático
. O texto dramático tem por objetivo reproduzir um ou vários acontecimentos (ação) reais ou fictícios,
situados no tempo e no espaço, representados e / ou referenciados pelas personagens.

Ação Tempo Espaço


Passado
Resulta da interação Real
Presente
das personagens Imaginário
Futuro

Personagens (encarnadas por atores)


Processos de caracterização Relevo Conceção
Direta (autocaracterização, heterocaracterização) Principais
Planas / Personagens-tipo
Indireta (ações, atitudes, comportamentos) Secundárias
Modeladas / Caracteres
Figurantes
O TEATRO

Estrutura Externa Estrutura Interna

Atos : longas e importantes Na ação podem distinguir-se,


tradicionalmente três
sequências que momentos:
correspondem a um
Exposição – parte inicial que
espaço/cenário contém a apresentação das
específico(muda o ato, muda personagens e situação.

o cenário). Conflito – desenvolvimento da


ação através de momentos de
tensão e de expectativa que se
Cenas : pequenas sequências intensificam até ao clímax.
delimitadas pela entrada e
Desenlace – parte final que
saída de personagens. apresenta o desfecho da ação.
Modalidades teatrais

Comédia Tragédia

. Escrito em verso;
Texto dramático que,
baseando-se nos diferentes . Número reduzido de
personagens;
tipos de cómico (situação,
linguagem, personagem), . Personagens de estirpe social
elevada;
denuncia e critica aspetos da
sociedade. . Abordada a relação do
homem com o destino (sendo
aniquiladas por este) e as
forças divinas.

. Sentimentos de terror e
piedade que são suscitados as
espectadores, a fim de
purificar o seu
comportamento.
Modalidades teatrais – Frei Luís de Sousa

. Frei Luís de Sousa obedece à estrutura característica do texto dramático. Como tal, divide-
se em atos e cenas e é constituído por exposição, conflito e desenlace.

Drama Tragédia
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
Os cinco sentidos

São belas – bem sei, essas Formosos – são os pomos


estrelas, saborosos,
Mil cores – divinais têm essas É um mimo – de néctar o
flores; racimo:
Mas eu não tenho, amor, olhos E eu tenho fome e
para elas: sede…sequiosos,
Em toda a natureza Famintos meus desejos
Não vejo outra beleza Estão…mas é de beijos,
Senão a ti – a ti! É só de ti – de ti!

Divina – ai! sim, será a voz


que afina
Macia – deve a relva luzidia
Saudosa – na ramagem densa,
Do leito – ser por certo em que
umbrosa.
me deito.
Será; mas eu do rouxinol que
Mas quem, ao pé de ti, quem
trina
poderia
Não oiço a melodia,
Sentir outras carícias,
Nem sinto outra
Tocar noutras delícias
harmonia
Senão em ti – em ti!
Senão a ti – a ti!

A ti! ai, a ti só os meus


Respira – n’aura que entre as
sentidos
flores gira,
Todos num confundidos,
Celeste – incenso de perfume
Sentem, ouvem, respiram;
agreste.
Em ti, por ti deliram.
Sei…não sinto: minha alma
Em ti a minga sorte,
não aspira,
A minha vida em ti;
Não percebe, não toma
E quando venha a morte,
Senão o doce aroma
Será morrer por ti.
Que vem de ti – de ti!
Poema presente na obra Folhas Caídas de Almeida Garrett

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Anexo III

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


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DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
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____________________________________________________________________

Almeida Garrett (1799-1854)

Foi no século XVIII, época de profunda transformação política e social, que nasceu
Almeida Garrett, uma das mais notáveis figuras da literatura portuguesa, representante do
romantismo em Portugal.

A infância e a juventude

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu na


cidade do Porto a 4 de fevereiro de 1799. Os seus pais, António
Bernardo da Silva e Dona Ana Augusta de Almeida Leitão viviam no
Porto, na Rua do Calvário, quando o filho nasceu. Na casa vivia uma
criada da família, Brígida, que acarinhava muito Garrett e os seus
quatro irmãos. Ela sabia histórias de encantar e contos de fadas, que
o pequeno João ouvia sempre.
A segunda invasão francesa, que ocorreu em 1808 encheu de pânico o Porto e a gente do
norte. A família foi para os Açores, mais precisamente para Angra do Heroísmo, de onde o seu
pai de Garrett era oriundo. Nesta cidade, Almeida Garrett continuou os estudos já começados no
continente, tomando contacto com o latim e o francês. O seu tio, Frei Alexandre da Sagrada
Família, bispo de Angra, esperava, como os seus pais, fazer dele um sacerdote ilustrado e
manda-lhe ministrar o ensino da filosofia, das literaturas antigas e do grego. Verificada a falta de
vocação para a vida sacerdotal, Garrett seguiu para Coimbra e matriculou-se na universidade
antes dos 18 anos.
Portugal, na altura, era um país onde a miséria e a estagnação reinavam, era um terreno
propício para a propagação das ideias da Revolução Francesa.
Apesar de ter sido educado dentro do absolutismo, Garrett aderiu às ideias liberais. A
Revolução Liberal de 1820 (movimento militar), cujos ideais se baseavam no princípio de que
todos os cidadãos nasciam livres e iguais e na defesa de uma lei geral a que o poder político teria
que se submeter, apaixonou-o, transformando-se este no adversário do absolutismo. Participou
em protestos com discursos e poemas revelando, deste modo, que a poesia e a expressão
literária em geral, também assumem um papel de intervenção política.
Garrett entregou-se aos estudos jurídicos, concluindo a formação em Direito e
aumentando cada vez mais a sua cultura literária.

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Entretanto, em 1822 é criada a primeira Constituição Portuguesa e o Brasil torna-se
independente.

Os exílios e a guerra

Em 1823, devido à Vilafrancada, Garrett viu-se forçado a abandonar Portugal e a


refugiar-se na Inglaterra. No exílio conviveu muito com a obra de grandes românticos ingleses.
Com a necessidade de normalizar a sua situação financeira, transitou da Inglaterra para a
França, onde obteve uma colocação numa casa bancária. Almeida Garrett continuou a escrever e
datam desta altura os poemas considerados como inauguradores da literatura romântica
portuguesa: Camões (1825) e D. Branca (1826).
A situação política de Portugal mantinha-se instável. Em 1826 foi reestabelecido o
liberalismo, o que permite o regresso de Garrett à pátria. Este optou por residir em Lisboa e
dedicou-se ao jornalismo. Entretanto o absolutismo é restaurado em Portugal, dominando
praticamente todo o país. Em consequência desta situação Garrett fugiu novamente de Portugal
e, por algum tempo, foi viver para Londres com a sua esposa Luísa Midosi. Passou por algumas
dificuldades financeiras, mas nunca deixou de estudar e produzir versos.
Em Londres trabalhou na Embaixada de Portugal, escreveu versos e dedicou-se ao estudo
das ciências jurídicas.
Durante os anos de guerra, a produção escrita de Almeida Garrett manteve-se fértil.

Depois da vitória liberal

Na sequência da vitória liberal, Almeida Garrett foi nomeado Encarregado de Negócios


em Bruxelas, o que lhe permitiu contactar com a língua e literatura alemã.
No meio de alguns desgostos e dificuldades, Almeida Garrett conseguiu voltar a Lisboa,
regressar a Portugal definitivamente, em 1836. Passado pouco tempo separa-se de Luísa Midosi e
junta-se a Adelaide Deville, que morreu ao dar à luz a sua única filha, Maria. A ilegitimidade da
sua filha provoca-lhe uma enorme angústia, que marcará acentuadamente a criação do Frei Luís
de Sousa.
A enorme força de viver de Garrett permite-lhe aceitar e assumir importantes tarefas,
estando uma delas ligada ao teatro em Portugal. Garrett edificou um Teatro Nacional (o atual D.
Maria II em Lisboa), impulsionou a criação do Conservatório de Arte Dramática e de um
reportório português que promovesse o apreço pela cultura teatral nacional.
Em 1842 o país, sob o domínio de Costa Cabral, vivia um ambiente autoritário e
repressivo. Os seus discursos e as suas publicações denunciam a situação.
Almeida Garrett faleceu aos 55 anos, em Lisboa, nos finais de 1854.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Principais obras publicadas

Poesia: Lírica de João Mínimo, 1829; Romanceiro (primeiro volume), 1843; Flores sem
Fruto, 1845; Folhas Caídas, 1853.

Narrativa: Viagens na minha Terra, 1843 (folhetins), 1846 (publicada na íntegra); Arco
de Sant’Ana (primeiro volume), 1845; Arco de Sant’Ana (segundo volume), 1850.

Teatro: Catão, 1821; Camões, 1825; D. Branca, 1826; Um Auto de Gil Vicente, 1838;
Dona Filipa de Vilhena, 1840; O Alfageme de Santarém, 1842; Frei Luís de Sousa, 1843
(representado), 1844 (publicado); A sobrinha do Marquês, 1848.

. Pinto, Elisa; Baptista, Vera; Fonseca, Paula (2009): Plural 11.º Ensino Secundário, Lisboa,
Lisboa Editora (adaptado)
. Ramos, Auxília; Braga, Zaida (2011): Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett - Coleção
Resumos, Porto, Porto Editora (adaptado)

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo IV

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha de verificação de conhecimentos I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

1. Tendo em conta as informações fornecidas na ficha “Almeida Garrett – O homem e o seu


tempo” preenche, de acordo com as instruções numeradas de 1 a 10, horizontalmente a
grelha. Descobre a “mensagem” aí contida.

1. Arte da qual Almeida Garrett foi um forte impulsionador em Portugal.


2. Cidade onde nasceu Garrett.
3. Poema de 1825 considerado inaugurador da literatura romântica portuguesa.
4. Revolução que ocorreu em 1820 cujos ideais se baseavam no princípio de que todos os
cidadãos nasciam livres e iguais e na defesa de uma lei geral a que o poder político teria que
se submeter.
5. Onde era bispo Frei Alexandre da Sagrada Família.
6. Denominação do curso da formação académica de Garrett.
7. Quando esteve em Londres, Garrett trabalhou na…
8. Regime político ao qual Garrett se opôs.
9. Literatura com a qual contactou Garrett quando esteve em Bruxelas.
10. Local para onde emigrou a família de Almeida Garrett em 1808.

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.

8.

9.

10.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo IV
Correção

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Ficha de verificação de conhecimentos I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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____________________________________________________________________

1. Tendo em conta as informações fornecidas na ficha “Almeida Garrett – O homem e o seu


tempo” preenche, de acordo com as instruções numeradas de 1 a 10, horizontalmente a
grelha. Descobre a “mensagem” aí contida.

1. Arte da qual Almeida Garrett foi um forte impulsionador em Portugal.


2. Cidade onde nasceu Garrett.
3. Poema de 1825 considerado inaugurador da literatura romântica portuguesa.
4. Revolução que ocorreu em 1820 cujos ideais se baseavam no princípio de que todos os
cidadãos nasciam livres e iguais e na defesa de uma lei geral a que o poder político teria que
se submeter.
5. Onde era bispo Frei Alexandre da Sagrada Família.
6. Denominação do curso da formação académica de Garrett.
7. Quando esteve em Londres, Garrett trabalhou na…
8. Regime político ao qual Garrett se opôs.
9. Literatura com a qual contactou Garrett quando esteve em Bruxelas.
10. Local para onde emigrou a família de Almeida Garrett em 1808.

1. T E A T R O

2. P O R T O

3. C A M Õ E S

4. L I B E R A L

5. A N G R A

6. D I R E I T O

7. E M B A I X A D A

8. A B S O L U T I S M O

9. A L E M Ã

10. A Ç O R E S

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Anexo V

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Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa II

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Romantismo

O romantismo foi o movimento literário de valorização do eu, dos valores individuais e


da liberdade. Fortemente emocional, marcado pelo conflito entre os sentimentos que são
levados ao exagero – o amor, a morte, a doença – e a sua materialização, propôs-se valorizar a
herança mítica de um passado grandioso, que começa na Idade Média. Foi igualmente
atravessado por um regresso ao folclore, numa tentativa de popularização da arte. Este
movimento estético-literário do início do século XIX e que se opõe ao neoclassicismo,
caracteriza-se por:
 Valorização do eu face ao coletivo e social;
 Exaltação do sentimento face ao convencionalismo;
 Defesa dos ideais de liberdade individual e política;
 Gosto pelo isolamento e pela solidão;
 Exaltação e exacerbamento emotivos;
 Predomínio do fantástico sobre o real;
 Valorização da pátria e das características nacionais;
 Apresentação da mulher romântica como “mulher-anjo” (bondosa, pura, forte
psicologicamente, mas frágil fisicamente) ou como “mulher-demónio” (bela,
fatal, causadora de paixão física avassaladora, arrastando o homem para a
perdição);
 Obsessão pela morte;
 Preferência pelos ambientes noturnos;
 Crença no progresso;
 Nascimento de um novo público de origem burguesa e pouco letrado – fator
condicionante do carácter didático de muitos textos românticos;
 Gosto pela evasão: tempo passado (Idade Média); espaço (países exóticos);
 Reinvenção da História;
 Libertação da rigidez das normas clássicas, entre as quais o abandono das
fronteiras entre os géneros literários;
 Valorização da prosa enquanto discurso literário;
 Adoção de uma linguagem com um carácter coloquial e oralizante;
 Predomínio dos temas da morte, do amor insatisfeito e contraditório.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Difusão do romantismo em Portugal

A primeira metade do século XIX corresponde à introdução do romantismo em Portugal. É


comum assinalar-se o início do romantismo em Portugal a partir de 1825, ano da publicação do
poema Camões de Garrett.
O romantismo é um movimento estético-literário que se desenvolveu inicial e fortemente
na Inglaterra e na Alemanha e que se caracteriza globalmente pela rutura com os ideais clássicos
(temáticos e formais) que dominaram a cultura europeia durante aproximadamente três séculos
(XVI – XVIII).
Por motivos políticos, grandes intelectuais portugueses, como Garrett e Herculano,
exilaram-se por volta dos anos 20 – 30 em Inglaterra e França, onde tomaram contato com as
novas ideias. Aquando do seu regresso, introduziram em Portugal esse movimento novo que
alastrava por toda a Europa.
À introdução do romantismo corresponde uma mudança a nível social, político e cultural
do Portugal da época.
O romantismo português, baseado no europeu, apresenta características específicas,
nomeadamente:
 Relação liberalismo / romantismo;
 Romantismo como expressão literária e plástica da nova classe dominante: a
burguesia;
 Valorização do povo e do espírito nacional;
O papel de Garrett na criação do drama romântico de origem nacional e na recolha de
literatura de raiz popular foi muito importante, assim como o papel de Herculano na
implementação da investigação histórica e na criação do romance histórico, recriando o conceito
de Pátria, valorizando a Idade Média e sublinhando o papel do povo e da burguesia na edificação
da consciência da nacionalidade.
Só a partir de 1836 existe verdadeiramente uma escola romântica em Portugal, com a
fundação do Panorama.
A fase áurea do romantismo português situa-se entre 1840 e 1850, período de tempo
durante o qual se publicaram importantes obras.

. Amaro, Alice (2011): O essencial para o secundário - Português, Edições ASA II, S. A.
. Pinto, Elisa; Baptista, Vera; Fonseca, Paula (2009): Plural 11.º Ensino Secundário, Lisboa,
Lisboa Editora (adaptado)
. Ramos, Auxília; Braga, Zaida (2011): Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett - Coleção
Resumos, Porto, Porto Editora (adaptado)

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Anexo VI

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Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha de verificação de conhecimentos II

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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1. Lê atentamente o seguinte questionário e assinala Verdadeiro (V) ou Falso (F). Corrige as
falsas.

1.1 O romantismo

a) está intimamente associado à ascensão da burguesia e às revoltas liberais.

b) iniciou-se em Portugal em simultâneo com a Europa.

c) teve a sua fase áurea em Portugal entre 1840 e 1850.

1.2 Os escritores românticos

a) obedecem aos cânones formais clássicos.

b) valorizam as tradições nacionais de cariz popular.

c) procuram utilizar uma linguagem rebuscada para traduzir a intensidade dos seus

sentimentos.

1.3 Na estética romântica

a) sobrevaloriza-se o sentimento, a sensibilidade e a imaginação.

b) predomina a razão e a inteligência.

c) predomina o gosto por ambientes noturnos.

1.4 As características específicas do romantismo português são:

a) a relação entre as revoltas liberais e o romantismo

b) a valorização da nobreza.

c) expressão de uma nova classe dominante, a burguesia.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
2. Deteta as mentiras e repõe a verdade no texto que se segue.

O romantismo representa, de certo modo, a expressão literária e plástica do progresso


económico, político e social da nobreza; e está intimamente associado ao absolutismo.
A nível literário, o clima de prosperidade e segurança, que dominou Portugal na primeira
metade do século XIX, permitiu que o romantismo se instalasse no país em simultâneo com a
Europa.
Enquadrado no cenário das lutas liberais e segundo os seus princípios – liberdade,
igualdade e paternidade – surge o romantismo.

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

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Anexo VI
Correção

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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____________________________________________________________________

1. Lê atentamente o seguinte questionário e assinala Verdadeiro (V) ou Falso (F). Corrige as


falsas.

1.1 O romantismo

V a) está intimamente associado à ascensão da burguesia e às revoltas liberais.

F b) iniciou-se em Portugal em simultâneo com a Europa.

V c) teve a sua fase áurea em Portugal entre 1840 e 1850.

F – iniciou-se mais tarde, com cerca de 30 anos de atraso.

1.2 Os escritores românticos

F a) obedecem aos cânones formais clássicos.

V b) valorizam as tradições nacionais de cariz popular.

F c) procuram utilizar uma linguagem rebuscada para traduzir a intensidade dos seus

sentimentos.

F – afastam-se do classicismo, tendo uma maior liberdade.

F – procuram usar uma linguagem simples e espontânea para traduzir a intensidade


dos seus sentimentos.

1.3 Na estética romântica

V a) sobrevaloriza-se o sentimento, a sensibilidade e a imaginação.

F b) predomina a razão e a inteligência.

V c) predomina o gosto por ambientes noturnos.

F – predomina o sentimento e a imaginação.

1.4 As características específicas do romantismo português são:

V a) a relação entre as revoltas liberais e o romantismo.

F b) a valorização da nobreza.

V c) expressão de uma nova classe dominante, a burguesia.

F – a valorização da burguesia.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
2. Deteta as mentiras e repõe a verdade no texto que se segue.

O romantismo representa, de certo modo, a expressão literária e plástica do progresso


económico, político e social da nobreza; e está intimamente associado ao absolutismo.
A nível literário, o clima de prosperidade e segurança, que dominou Portugal na primeira
metade do século XIX, permitiu que o romantismo se instalasse no país em simultâneo com a
Europa.
Enquadrado no cenário das lutas liberais e segundo os seus princípios – liberdade,
igualdade e paternidade – surge o romantismo.

1 progresso económico, político e social da burguesia

2 está intimamente associado ao liberalismo

3 clima de instabilidade e insegurança

4 não permitiu que o romantismo se instalasse no país em simultâneo com a Europa

5 liberdade, igualdade e fraternidade

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Anexo VII

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Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa III

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O teatro ao longo dos tempos

O teatro surge na Grécia antiga em honra do deus Dionísio (deus do vinho e das festas
agrícolas). O nome “teatro” significa o local donde se viam as representações, embora qualquer
praça pública se prestasse ao mesmo efeito.
O surgimento do teatro no declinar da Idade Média teve duas origens: a do conhecimento
do teatro greco-romano e a resultante da evolução das formas religiosas medievais, cujas
representações religiosas evoluíram em termos dramáticos, dando origem ao chamado teatro
moderno, que em Portugal se inicia com Gil Vicente. O teatro passou os tempos com a sua arte e
energia.

Teatro / representação

Representação é o ato de representar ao espectador uma ação fictícia. E enquanto a


narrativa permite que o narrador transmita uma certa história ou ação, a representação teatral
presentifica a mesma história através do cenário, da luz, do som, das atitudes, dos gestos, das
palavras…
Representar significa “apresentar de novo, desempenhar o papel de alguém, reproduzir
através da pintura, da narrativa, etc…, representar um espetáculo, ocupar o lugar de alguém,
revelar algo ao espírito ou à consciência” i.
Para a representação de um texto dramático convém ter em atenção:
 A qualidade da declamação (voz, timbre, expressão, ritmo);
 A mímica e a expressão corporal;
 A capacidade de assumir a personagem.
Na representação há necessidade de recorrer:
 À encenação (mise-en-scène);
 Ao cenário ou decoração;
 Aos adereços ou acessórios;

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 Ao guarda-roupa;
 À caracterização;
 Aos códigos visual e cinésico (dos movimentos e gestos), assim como à voz,
entoação, timbre, expressão, ritmo, pausa…
 À luminotecnia, à sonoplastia, à música.
Note-se que a representação teatral, enquanto espetáculo, pode existir sem texto ou
sem palavras. O teatro pode existir sem texto, mas não sem representação.
A incidência entre o texto dramático e representação existe também na forma como o
encenador e os atores transmitem a mensagem, dando-nos a sua interpretação e atualização,
muitas vezes diferente da conceção do dramaturgo.
O texto dramático tende normalmente à concretização pelo espetáculo. Para isso
recorre a uma multiplicidade de linguagens, como a do cenário, da iluminação, do som, do
vestuário, da caracterização, dos gestos, da representação, do texto…
Do autor ao espectador, incluindo atores, encenadores…, todos os artífices do
espetáculo são necessários para que o teatro aconteça.

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As modalidades do teatro

Sabendo que o teatro grego clássico esteve na origem dos dois grandes tipos de texto
dramático que vigoraram desde o século XVI até ao século XIX – a tragédia e a comédia – convém
relembrar as características gerais de cada uma dessas modalidades.
 Tragédia: texto dramático escrito em verso, com um número reduzido de
personagens, de estirpe social elevada, que aborda a relação do homem com o
destino (sendo aniquiladas por este) e as forças divinas. Aos espectadores são
suscitados sentimentos de terror e piedade, a fim de purificar o seu
comportamento.
 Comédia: texto dramático que, baseando-se nos diferentes tipos de cómico
(situação, linguagem, personagem), denuncia e critica aspetos da sociedade.
Com o romantismo aparece um novo tipo de texto dramático: o drama romântico ou
melodrama, caracterizado por conter elementos trágicos e cómicos (característica relacionada
com a abolição de regras rígidas separadoras dos diferentes tipos de textos). Ao contrário do que
acontece com a tragédia, em que as ações das personagens são comandadas pelo destino, o
drama apresenta um conflito motivado pelos valores da sociedade que regem os indivíduos que
nela se inserem. Este género dramático é o resultado de uma sociedade em profunda mutação
social, política e cultural. Escrito em prosa, possui uma linguagem fluente e coloquial. Pelas suas
características, acessível a qualquer pessoa, corresponde ao teatro da burguesia, tratando
assuntos atuais ou históricos capazes de despertar o interesse desta classe em franca ascensão
social.

.Alves, Filomena; Moura, Graça (2004): Página seguinte - Português, Lisboa, Texto Editora
Lda.
. Pimenta, Hilário; Moreira, Vasco (2003): Dimensões da palavra - Português, Carnaxide,
Santillana, Constância
. Pinto, Elisa; Baptista, Vera; Fonseca, Paula (2009): Plural 11.º Ensino Secundário, Lisboa,
Lisboa Editora (adaptado)
. Ramos, Auxília; Braga, Zaida (2011): Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett - Coleção
Resumos, Porto, Porto Editora (adaptado)

i Girard, Gilles; Ouellet, Réal (1980): O universo do teatro, Coimbra, Livraria Almedina

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Anexo VIII

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Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa IV

Postal alusivo a Frei Luís de Sousa – Coleção


Homenagem a Garrett

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____________________________________________________________________
Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

Embora tenha sido publicado em 1844, Almeida Garrett escreveu Frei Luís de Sousa em
1843, ano em que foi pela primeira vez representado a 4 de julho, num teatro particular da
Quinta do Pinheiro, em Lisboa.
Frei Luís de Sousa obedece à estrutura característica do texto dramático. A ação vai-se
adensando ao longo dos três atos, aumentando o conflito progressivamente. O espaço, ao longo a
obra, vai-se fechando. A linguagem aproxima-se, muitas vezes, de um certo tom coloquial, é
dominada frequentemente pelos sentimentos, recorre-se a uma pontuação expressiva onde se
salienta a ocorrência das reticências e dos pontos de exclamação. O ritmo é marcado por frases
entrecortadas, às vezes inacabadas e por repetições anafóricas. Recorre-se a atos ilocutórios
expressivos.
A obra em estudo é marcada pela crença no sebastianismo (regresso mítico de D.
Sebastião, que poderá revigorar o orgulho nacional), em agouros e superstições e pelo
patriotismo e nacionalismo. O tema da morte (física ou simbólica) apresenta-se como a solução
para os problemas.

Estrutura externa
Frei Luís de Sousa é composto por três atos: o primeiro e o terceiro com doze e o
segundo com quinze cenas. Constata-se, portanto, que a peça possui uma organização tripartida
regular e harmoniosa.

Estrutura interna
 Exposição – Ato I, Cenas I a IV
Apresentação (através das falas das personagens) dos antecedentes da ação (que
explicam as circunstâncias vividas), das personagens e das relações existentes
entre elas.
 Conflito – Ato I, Cenas V a XII; Ato II; Ato III, Cenas I a IX
Desenrolar gradual dos acontecimentos, com momentos de tensão e expectativa
– desde o conhecimento de que os governadores espanhóis escolheram o palácio
de Manuel de Sousa Coutinho para se instalarem até ao reconhecimento do
Romeiro (clímax) – que despoletam uma série de peripécias.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
 Desenlace – Ato III, Cenas X a XII
Desfecho motivado pelos acontecimentos anteriores – consumação da tragédia
familiar com a morte de Maria e a separação forçada dos seus pais, que
“morrem” um para o outro, bem como para o mundo.

A especificidade de Frei Luís de Sousa – tragédia ou drama?

Na “Memória ao conservatório Real”, Almeida Garrett afirma que Frei Luís de Sousa […]
é uma verdadeira tragédia – se as pode haver e como só imagino que as possa haver sobre
factos e pessoas comparativamente recentes. [...]
Demais, posto que eu não creia no verso como língua dramática possível para assuntos
tão modernos, também não sou tão desabusado contudo que me atreva a dar a uma composição
em prosa o título solene que as musas gregas deixaram consagrado à mais sublime e difícil de
todas as composições poéticas. [...]
O que escrevi em prosa, pudera escrevê-lo em verso [...]. Mas sempre havia de aparecer
mais artifício do que a índole especial do assunto podia sofrer. E di-lo-ei porque é verdade -
repugnava-me também pôr na boca de Frei Luís de Sousa outro ritmo que não fosse o da
elegante prosa portuguesa que ele, mais do que ninguém, deduziu com tanta harmonia e
suavidade.
Consciente dos desvios formais da sua obra relativamente ao género clássico, Garrett
conclui: Contento-me para a minha obra com o título modesto de drama; só peço que a não
julguem pelas leis que regem, ou devem reger, essa composição de forma e índole nova;
porque a minha, se na forma desmerece da categoria, pela índole há de ficar pertencendo
sempre ao antigo género trágico.
Como se depreende das palavras do próprio autor, Frei Luís de Sousa é um drama na
forma e uma tragédia na índole (essência, conteúdo).
[...]
Escuso dizer-vos, Senhores, que me não julguei obrigado a ser escravo da cronologia
nem a rejeitar por impróprio da cena tudo quanto a severa crítica moderna indigitou como
arriscado de se apurar para a história. Eu sacrifico às musas de Homero, não às de Heródoto: e
quem sabe, por fim, em qual dos dois altares arde o fogo de melhor verdade!

Em Frei Luís de Sousa coexistem características próprias


DA TRAGÉDIA DO DRAMA
. Número reduzido de personagens . Redação em prosa
. Estatuto social elevado das personagens . Divisão em três atos
. Ausência da unidade de espaço e de
. Presença fatal do destino
tempo

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. Progressão dramática dos
. Carácter autobiográfico
acontecimentos até atingir um clímax
. Subordinação dos homens a leis
. Inspiração da ação em factos históricos,
superiores (moral social, religião
verídicos
católica)
. Exaltação do patriotismo e do
. Despertar de sentimentos de terror e de
nacionalismo, sobretudo através de
piedade nos espectadores
Manuel de Sousa Coutinho
. A crítica social (aos preconceitos que
. Reminiscência do coro nas personagens
marginalizam inocentes como Maria; à
de Telmo e Jorge
opressão do governo espanhol)
. Ambiente trágico: desde o início que as
personagens são conduzidas pelo terror
. Preocupação com a realidade dos
de que algo as transcende e que as
acontecimentos quotidianos
encaminha irremediavelmente para um
fim catastrófico
. O Homem como vítima das suas próprias
ações
. Crença em agouros e superstições
populares
. A religião cristã como o amparo de
inocentes
. O realismo psicológico do conflito
interior de Telmo
. A morte de Maria em palco

Em Frei Luís de Sousa há uma progressão dramática dos eventos, que propaga um
sofrimento cada vez mais intenso, até atingir o clímax; e cujo desfecho é a materialização
concreta dos receios mais íntimos de Madalena: o regresso de D. João de Portugal, cujas
consequências são a anulação do seu segundo casamento e a ilegitimidade de sua filha Maria, o
que inevitavelmente conduz ao extermínio da família.

. Amaro, Alice (2011): O essencial para o secundário - Português, Edições ASA II, S. A.
. Ramos, Auxília; Braga, Zaida (2011): Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett - Coleção
Resumos, Porto, Porto Editora (adaptado)

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Anexo IX

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__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

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1. Tendo em conta as imagens apresentadas e os conteúdos abordados na aula (Poema Cinco
Sentidos, Almeida Garrett, Romantismo, Teatro, Frei Luís de Sousa), escreve uma breve
história envolvendo as personagens presentes nas figuras. Escolhe a forma que preferires e
achares mais adequada (prosa, poesia). Sê criativo.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Frei Luís de Sousa,


de Almeida Garrett

17 de janeiro de 2012

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Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Aulas n.º Datas: 17 de janeiro de 2012

Objetivos:
 Conhecer o mito sebastianista.
 Interpretar o comportamento de Telmo Pais e Maria de Noronha à luz da crença sebastianista.
 Caracterizar personagens explorando a sua função.
 Desenvolver a capacidade de compreensão e análise textual.
 Emitir juízos de valor.

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Compreensão o sentido global do mito sebastianista, procedendo-se a uma breve análise da letra da
música “Demónios de Alcácer Quibir” de Sérgio Godinho.
 Exploração dos títulos atribuídos à composição realizada na Oficina de Escrita da aula anterior (12 de
janeiro).
 Correspondência entre as personagens do filme “Quem és tu?” de João Botelho e as personagens da
obra Frei Luís de Sousa.
 Realização de uma ficha de verificação de conhecimentos sobre as personagens.
 Compreensão e análise textual (Ato I, Cenas I e II – excertos).
 Realização de duas fichas de verificação de conhecimentos sobre as Cenas I e II do Ato I.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Videoprojector.  Marcador

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Registo de sumário:
 O mito sebastianista.
 Caracterização das personagens do Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett.
 Leitura e análise das cenas I e II do ato I.

Motivação inicial:
 Música: “Os Demónios de Alcácer Quibir”, de Sérgio Godinho.
 Visualização de um PowerPoint.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição, deixando antever a matéria que irá ser lecionada nos dois momentos de aula que se
seguem. Enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente.
Em primeiro lugar dar-se-á início à audição da música “Os Demónios de Alcácer Quibir”, de
Sérgio Godinho, que servirá para explorar brevemente a questão do mito sebastianista na
15 min.
sociedade portuguesa. Ao mesmo tempo que a música é ouvida, os alunos acompanharão a sua
letra na projeção de um PowerPoint (Anexo I – diapositivos 2 ao 5) e numa ficha fotocopiada
(Anexo II). Será distribuída uma ficha informativa com um resumo sobre o mito sebastianista,
cujos tópicos serão lidos e explorados na aula (Anexo III).
Posteriormente proceder-se-á a uma recolha dos títulos atribuídos pelos alunos à composição
que realizaram na oficina de escrita da aula anterior (12 de janeiro), os quais serão destacados
no quadro e servirão de identificação ou distanciamento à obra Frei Luís de Sousa. Após a leitura 15 min.
de algumas composições, será distribuída uma ficha informativa (Anexo IV) que identifica e
traça as características principais das personagens da obra em estudo. As imagens ilustrativas
das personagens que estão junto à respetiva caracterização, são as das personagens do filme 15 min.
“Quem é tu?”, de João Botelho e que serviram de inspiração para a atividade de oficina de
escrita previamente realizada. As imagens ilustrativas das personagens poderão ser
acompanhadas no PowerPoint (Anexo I – diapositivos 7 ao 9). Tendo em conta as informações
contidas na ficha informativa (Anexo V), será distribuída aos alunos uma ficha de verificação dos 10 min.
conhecimentos sobre as personagens que será corrigida oralmente.
Em seguida proceder-se-á à leitura e análise do Ato I, Cena I (Anexo VI), cujos
conhecimentos sobre a sua compreensão e alguns aspetos do funcionamento da língua, serão 15 min.
verificados através de uma ficha (Anexo VI).
Por último apresentar-se-á um resumo da Cena II, Ato I, que será lido pelos alunos, e será
feito um exercício (Anexo VII), que será corrigido no quadro, relacionado com a Cena II do 15 min.
primeiro Ato, tendo em conta apenas alguns excertos destacados.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo
oral daquilo que foi dito, tentando aperceber-se do impacto que a obra Frei Luís de Sousa está
5 min.
a ter na turma em geral.
Para finalizar, a professora avisa que a próxima aula (dia 19 de janeiro) será lecionada por
ela e que se dará continuidade à leitura e análise do Frei Luís de Sousa.
Deste modo, a professora terminará a aula, pedindo aos alunos que arrumem o material e
saiam ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos compreenderão o sentido global do mito sebastianista, procedendo-se a uma breve análise
da letra da música “Demónios de Alcácer Quibir” de Sérgio Godinho
 Explorarão dos títulos atribuídos à composição realizada na Oficina de Escrita da aula anterior (12 de
janeiro).
 Associarão e identificarão as personagens do filme “Quem és tu?” de João Botelho e as personagens
da obra Frei Luís de Sousa.
 Realizarão de uma ficha de verificação de conhecimentos sobre as personagens.
 Compreenderão e analisarão o Ato I, Cenas I e II – excertos).
 Realizarão duas fichas de verificação de conhecimentos sobre as Cenas I e II do Ato I.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Escola Secundária Campos Melo

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Letivo 2011/2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção – 1.2 – Ensino Profissional 1


“Demónios de Alcácer Quibir” – Sérgio Godinho

O D. Sebastião foi para Alcácer Quibir


de lança na mão, a investir, a investir,
com o cavalo atulhado de livros de história
e guitarras de fado para cantar vitória.

O D. Sebastião já tinha hipotecado


toda a nação por dez reis de mel coado
para comprar soldados, lanças, armaduras,
para comprar o V das vitórias futuras.
2
“Demónios de Alcácer Quibir” – Sérgio Godinho

O D. Sebastião era um belo pedante


foi mandar vir para uma terra distante
pôs-se a discursar: isto aqui é só meu
vamos lá trabalhar que quem manda sou eu.

Mas o mouro é que conhecia o deserto


de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e abrasa
o mouro é que jogava em casa.

3
“Demónios de Alcácer Quibir” – Sérgio Godinho

E o D. Sebastião levou tantas na pinha


que ao voltar cá encontrou a vizinha
espanhola sentada na cama, deitada no trono
e o país mudado de dono.

E o D. Sebastião acabou na moirama


um bebé chorão sem regaço nem mama
a beber, a contar tim por tim tim
a explicar, a morrer, sim, mas devagar .
4
“Demónios de Alcácer Quibir” – Sérgio Godinho

E apanhou tal dose do tal nevoeiro


que a tuberculose o mandou para o galheiro
fez-se um funeral com princesas e reis
e etcetera e tal, Viva Portugal.

5
6
Frei Luís de Sousa – As personagens

Madalena de Vilhena

Manuel de Sousa Coutinho

7
Frei Luís de Sousa – As personagens

Maria de Noronha

Frei Jorge

8
Frei Luís de Sousa – As personagens

Telmo Pais

D. João de Portugal
(Romeiro)

9
Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

10
Frei Luís de Sousa – Ato I, Cena II

Exercícios

11
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

“Os demónios de Alcácer Quibir”

Professora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
Os demónios de Alcácer Quibir

O D. Sebastião foi para Alcácer Quibir E o D. Sebastião levou tantas na pinha


de lança na mão, a investir, a investir, que ao voltar cá encontrou a vizinha
com o cavalo atulhado de livros de história espanhola sentada na cama, deitada no trono
e guitarras de fado para cantar vitória. e o país mudado de dono.

O D. Sebastião já tinha hipotecado E o D. Sebastião acabou na moirama


toda a nação por dez reis de mel coado um bebé chorão sem regaço nem mama
para comprar soldados, lanças, armaduras, a beber, a contar tim por tim tim
para comprar o V das vitórias futuras. a explicar, a morrer, sim, mas devagar

O D. Sebastião era um belo pedante E apanhou tal dose do tal nevoeiro


foi mandar vir para uma terra distante que a tuberculose o mandou para o galheiro
pôs-se a discursar: isto aqui é só meu fez-se um funeral com princesas e reis
vamos lá trabalhar que quem manda sou eu. e etcetera e tal, Viva Portuga

Mas o mouro é que conhecia o deserto


de trás para diante e de longe e de perto
o mouro é que sabia que o deserto queima e
abrasa
o mouro é que jogava em casa. Letra e música: Sérgio Godinho
In: "De pequenino se torce o destino", 1976l.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo III

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
Sebastianismo
Morto D. Sebastião em Alcácer Quibir, e tendo sido Portugal anexado pela
Espanha em 1580, Portugal estava perante o período mais negro da sua História:
perdera toda a opulência e grandiosidade do início do século, com a batalha de Alcácer
Quibir perdeu o melhor da sua juventude e dos seus militares, ficou endividado com o
pagamento dos resgates e sofreu o domínio castelhano, que o vai oprimir. Nasce
então uma versão particular de messianismo: o Sebastianismo. Crê-se que toda esta
opressão, todo este sofrimento, toda esta miséria, toda esta crise será vencida com o
aparecimento de D. Sebastião (numa manhã de nevoeiro...), que libertará Portugal
dos castelhanos e da sua opressão e lhe restituirá a antiga grandeza. Defende-se que
D. Sebastião não morreu nem podia ter morrido. E aparecem então os falsos "D.
Sebastião", tendo sido presos uns e mortos outros. Este sonho é sustentado e
difundido por várias pessoas, nomeadamente por Fernando Pessoa, já no século XX na
sua obra Mensagem.

A permanência do mito
O Sebastianismo transforma-se num mito: quando há épocas de crise aparece
como uma esperança de melhores dias, de mais justiça e de maior grandeza.
O mito do “rei que há de voltar numa manhã de nevoeiro” é uma frase comum,
que é muitas vezes usada para fazer referência a um estado de espírito que consiste
em acreditar que aquilo que profundamente se deseja não deixará de acontecer, em
esperar que aconteça independentemente do nosso esforço para tal.

Frei Luís de Sousa – Uma mensagem anti-sebastianista


Na obra Frei Luís de Sousa está presente o sebastianismo, que é evidenciado por Garrett
pelos seus efeitos catastróficos. Destaca-se uma mistura de espera e de remorsos, de esperança
envenenada, de felicidade aparente e impossível, que atinge uma profunda melancolia. A
esperança apenas serve para ferir os corações. Nenhum clarão de esperança brilha no fim solene
do Frei Luís de Sousa.

. Pinto, Elisa; Baptista, Vera; Fonseca, Paula (2009): Plural 11.º Ensino Secundário, Lisboa,
Lisboa Editora (adaptado)
. http://www.infopedia.pt/$sebastianismo

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo IV

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa II

As personagens

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
Madalena de Vilhena

É uma personagem torturada pelo remorso por ter amado Manuel


de Sousa quando D. João de Portugal (por quem sentia apenas estima e
respeito) ainda era vivo. Vive obcecada por este terrível pensamento
que não a deixa ser feliz nem gozar um único instante do seu casamento:
“ (…) Este amor, que hoje está santificado e bendito no céu, porque Manuel de Sousa é meu
marido, começou com um crime, porque eu amei-o assim que o vi […] D. João de Portugal ainda
era vivo! O pecado estava-me no coração (…) ”. (Madalena, Ato II, Cena X)
Supersticiosa, vive absorvida pelo seu amor a Manuel de Sousa, mas também
atormentada pela ideia de pecado e é constantemente assaltada pelo receio do regresso do seu
primeiro marido, pois, embora tenha feito tudo o que estava ao seu alcance para confirmar a sua
morte antes de contrair segundas núpcias, nunca o conseguiu: “Sabeis como chorei a sua perda
(…) incrédula a tantas provas e testemunhos da sua morte, o fiz procurar por essas costas (…).
Tudo foi inútil; e a ninguém mais ficou resto de dúvida…”. (Madalena, Ato II, Cena I)
Madalena de Vilhena, mesmo ao saber que D. João afinal está vivo, luta até ao fim para
manter o seu segundo casamento, tentando enganar-se a si própria e convencer os outros de que
o Romeiro é um impostor: “(…) mas não daríamos nós, com demasiada precipitação, uma fé tão
cega, uma crença tão implícita a essas misteriosas palavras de um romeiro, um vagabundo… um
homem enfim que ninguém conhece? (…) ”.(Madalena, Ato III, Cena VII)

Manuel de Sousa Coutinho

Homem sereno e racional, respeitou sempre a memória de D.


João de Portugal, a quem admirava profundamente, e sempre acreditou
que tinha morrido em Alcácer Quibir; por isso não consegue entender as
superstições, os sobressaltos e as dúvidas da mulher: “(…) Eu estimei e
respeitei sempre a D. João de Portugal; (…) Eu não tenho ciúmes de um passado que me não
pertencia. (…) ”. (Manuel Coutinho, Ato I, Cena VIII)
Patriota intransigente e resistente ativo contra o domínio castelhano, prefere incendiar o
seu próprio palácio a receber nele os representantes do poder de Castela: “Ilumino a minha casa
para receber os muito poderosos e excelentes governadores destes reinos. Suas Excelências
podem vir, quando quiserem.” (Manuel Coutinho, Ato I, Cena XII)

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Decidido, toma, como o seu irmão Frei Jorge, a única atitude digna de si – a entrada para
o convento, despindo “o homem velho” e tomando o nome de Frei Luís de Sousa. (Ato III, Cena
X)

Maria de Noronha

Filha de Madalena e de Manuel de Sousa, é uma adolescente


de 13 anos que tem um entendimento da vida anormal para a sua
idade: “Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!... e nas estrelas do céu
também, e sei cousas…”. (Maria, Ato I, Cena IV) Consegue perceber
tudo para além dos limites do visível, tal como um profeta: “Minha querida Maria, que tu hás de
estar sempre a imaginar nessas coisas que são tão pouco para a tua idade! (…)”.(Madalena, Ato
I, Cena III) Todavia, os seus delírios são provocados, em grande parte, pela febre alta, sintoma
da tuberculose que a ataca e que lhe aguça o sentido da audição e lhe enche o sono desses
sonhos premonitórios: “Que febre que ela tem hoje, meu Deus! Queimam-lhe as mãos (…)”
(Telmo, Ato I, Cena III)
Entusiasmada, impulsiva e idealista, Maria quer corrigir o mundo, insurgindo-se contra as
injustiças sociais. Por influência de Telmo, seu aio, interessa-se pelos livros (Bernardim Ribeiro,
Camões, romances populares) e demonstra uma grande curiosidade por aventuras,
nomeadamente por tudo o que diga respeito a D. Sebastião, que ela tanto admira e em cujo
regresso acredita piamente.
Desde o início que se percebe que Maria “não é deste mundo” e que estará condenada a
desaparecer. De facto é a única personagem que morre fisicamente no final da peça,
transformando-se na vítima direta da desgraça que se abate sobre a família.

Frei Jorge

Frade, irmão de Manuel de Sousa Coutinho, é uma figura


mediadora que, com o bom senso e a sua frieza de pensamento,
consegue enfrentar calmamente os factos sem se deixar dominar por
eles. É capaz de, nos momentos de maior sofrimento, acalmar e
confortar as outras personagens, sendo, porém implacável nas decisões que toma e que ajuda os
outros a tomar: “Manuel, meu bom Manuel, Deus sabe melhor o que nos convém a todos. Põe
nas Suas mãos esse pobre coração, põe-no resignado e contrito, meu irmão, e Ele fará o que em
Sua misericórdia sabe que é melhor.” (Frei Jorge, Ato III, Cena I) É ainda o confidente de D.
Madalena, que lhe conta o seu virtual pecado: “Este amor, que hoje está santificado e bendito
no céu, porque Manuel de Sousa é meu marido (…) e quando o vi, hoje, hoje… foi em tal dia
como hoje, D. João de Portugal ainda era vivo.” (Madalena, Ato II, Cena X)

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Telmo Pais

É o escudeiro fiel da família de D. João de Portugal, primeiro


marido de D. Madalena de Vilhena: “Mas olha, meu Telmo, torno a
dizer-to (…) Conheci-te de tão criança, de quando casei a… a… a…
primeira vez, costumei-me a olhar para ti com tal respeito – já então
eras o que hoje és, o escudeiro valido, o familiar quase parente, o amigo velho e provado dos
teus amos…”. (Madalena, Ato I, Cena II) A sua crença no sebastianismo justifica e fortalece a
confiança no regresso de D. João de Portugal, alimentando, assim, a presença do passado que
Madalena queria “enterrar”. As suas dúvidas acerca da morte de D. João são sustentadas pelas
palavras da carta escrita por seu amo na madrugada da batalha de Alcácer Quibir que Telmo leu,
decorou e não se cansa de repetir: “Vivo ou morto, Madalena, hei de ver-vos pelo menos ainda
uma vez neste mundo.” (Telmo, Ato I, Cena III)
Telmo, com os seus anúncios de desgraças próximas, contínuos agouros, que funcionam
como indícios em relação à ação futura, representa o coro da tragédia clássica.
Esta personagem sofre pela sua divisão interior entre, por um lado, a fidelidade e amor a
D. João de Portugal e, por outro lado, o amor a Maria.

D. João de Portugal (Romeiro)

Até quase ao final do ato II, D. João de Portugal é uma espécie de


entidade abstrata e simbólica, uma vez que não tem senão uma
existência física provável. Apesar de ter sido dado como morto, a sua
lembrança está bem viva nos corações de Madalena e de Telmo,
absorvendo-lhes por completo o pensamento, ainda que por razões opostas. O seu regresso vem
destruir por completo a família que tinha sido construída sobre a sua suposta morte. O próprio D.
João reconhece que, após vinte e um anos de ausência, nada mais é do que um intruso
importuno e incomodativo, por isso, diz de si mesmo que é “Ninguém!” (Romeiro, Ato II, Cena
XV)

. Silva, Lília; Magalhães, Olga (2009): Guia de Estudo - Português 11.ºAno, Porto, Porto
Editora (adaptado)

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo V

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha de verificação de conhecimentos I

As personagens

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

1. Lê os seguintes excertos da caracterização das personagens de Frei Luís de Sousa, por


Lilaz Carriço, em Literatura Clássica (Porto Editora), e diz a que personagem se refere cada
um deles.

a. “[…] Viveu sempre a pressentir o pior e no momento em que o perigo está à vista, à
semelhança do doente de doença grave que facilmente se ilude, também ela não se apercebe
que era chegada a hora terrível. […]” ____________________

b. “[…] É como que o representante do coro da tragédia clássica, a comentar o que se passa e
a pronunciar o trágico desenlace. Outras vezes é a ama confidente. Com o regresso do velho
amo, revela-se a sua verdadeira personalidade. […]” ____________________

c. “[…] Com treze anos apenas, é […] adulta pela cultura, pelas suas preocupações perante as
injustiças sociais. […] Artisticamente, Garrett dá-lhe a debilidade física necessária ao
desfecho trágico. […]” ____________________

d. “[…] É uma personagem que, no momento crítico, perde o equilíbrio, a calma e as atitudes
calculadas dos dois primeiros atos e cede à violência dos sentimentos que o desorientam. O
clássico (razão) cede, pois, lugar ao romântico (sentimentos) […]” ____________________

e. “É figura mediadora. […] Enfrenta calmamente os factos sem se deixar dominar por eles.
[…]” ____________________

f. “[…] É mais um fantasma do que um ser humano. […] No Ato I e em quase todo o Ato II,
não é mais do que uma lembrança. Mas tão poderosa é ela que absorve os pensamentos [de
todas as outras personagens]. […]” ____________________

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo V
Correção

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Ficha de verificação de conhecimentos I

As personagens

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

1. Lê os seguintes excertos da caracterização das personagens de Frei Luís de Sousa, por


Lilaz Carriço, em Literatura Clássica (Porto Editora), e diz a que personagem se refere cada
um deles.

a. “[…] Viveu sempre a pressentir o pior e no momento em que o perigo está à vista, à
semelhança do doente de doença grave que facilmente se ilude, também ela não se apercebe
que era chegada a hora terrível. […]” Madalena

b. “[…] É como que o representante do coro da tragédia clássica, a comentar o que se passa e
a pronunciar o trágico desenlace. Outras vezes é a ama confidente. Com o regresso do velho
amo, revela-se a sua verdadeira personalidade. […]” Telmo

c. “[…] Com treze anos apenas, é […] adulta pela cultura, pelas suas preocupações perante as
injustiças sociais. […] Artisticamente, Garrett dá-lhe a debilidade física necessária ao
desfecho trágico. […]” Maria

d. “[…] É uma personagem que, no momento crítico, perde o equilíbrio, a calma e as atitudes
calculadas dos dois primeiros atos e cede à violência dos sentimentos que o desorientam. O
clássico (razão) cede, pois, lugar ao romântico (sentimentos) […]” Manuel de Sousa

e. “É figura mediadora. […] Enfrenta calmamente os factos sem se deixar dominar por eles.
[…]” Frei Jorge

f. “[…] É mais um fantasma do que um ser humano. […] No Ato I e em quase todo o Ato II,
não é mais do que uma lembrança. Mas tão poderosa é ela que absorve os pensamentos [de
todas as outras personagens]. […]” D. João de Portugal / o Romeiro

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VI

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

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Drama
Representado, a primeira vez, em Lisboa, por uma sociedade particular, no Teatro da Quinta
do Pinheiro em 4 de julho de 1843

Pessoas
Manuel (Frei Luís) de Sousa
Dona Madalena de Vilhena
Dona Maria de Noronha
Frei Jorge Coutinho
Telmo Pais
O Prior de Benfica
O Irmão Converso
Miranda
O Arcebispo de Lisboa
Doroteia

Coro de Frades de S. Domingos

Clérigos do Arcebispo, Frades, Criados, etc.

Lugar da Cena - Almada

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
I - Compreensão leitora

1. Este monólogo de Dona Madalena de Vilhena pode ser dividido em duas partes.
1.1 Delimita-as e explicita o valor do conector que marca esta divisão.
________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________
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1.2 O que haverá de comum e de diferente entre as personagens em confronto (Inês de


Castro / Madalena)?
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________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

II – Conhecimento Explícito da Língua

1. “[…] que o saiba ele ao menos […]” (linha 17)


1.1 Identifica a classe a que pertencem os vocábulos destacados.
________________________________________________________________________

1.2 Procura, no texto, o grupo nominal a que se refere “o”; indica o referente de “ele”.
__________________________________________________________________________
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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VI
Correção

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena I

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

I - Compreensão leitora

1. Este monólogo de Dona Madalena de Vilhena pode ser dividido em duas partes.
1.1 Delimita-as e explicita o valor do conector que marca esta divisão.
Este monólogo de Dona Madalena é dividido pela conjunção adversativa “mas” (linha 17),
que marca o contraste entre o conteúdo da primeira parte e da segunda.

1.2 O que haverá de comum e de diferente entre as personagens em confronto (Inês de


Castro / Madalena)?
Enquanto Inês de Castro teve “paz e alegria”, ainda que por “breves instantes”, Madalena
vive em constante desassossego, sem ter conseguido “gozar um só momento de toda a
felicidade” que lhe podia dar “o seu amor” (linha 19). Para esta personagem, “amor” e
“felicidade” identificam-se com “desgraça”.

II – Conhecimento Explícito da Língua

1. “[…] que o saiba ele ao menos […]” (linha 17)


1.1 Identifica a classe a que pertencem os vocábulos destacados.
Os vocábulos destacados são pronomes pessoais.

1.2 Procura, no texto, o grupo nominal a que se refere “o”; indica o referente de “ele”.
O pronome pessoal “o” refere-se a “estado em que vivo” (linha 18) e o pronome pessoal
“ele” refere-se a Manuel de Sousa Coutinho.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VII

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena II (excertos)

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

Resumo

A Cena II – a mais longa da obra – é um momento de exposição em que, através das falas
de Telmo e Madalena, nos são dadas informações sobre o passado das personagens que vão
ajudar a compreender a situação em que se encontram no presente:
 Telmo foi o “aio fiel” de D. João de Portugal;

 D. João de Portugal, então casado com Madalena, desapareceu na Batalha de


Alcácer Quibir;

 Madalena, viúva e órfã, com apenas 17 anos, encontrou em Telmo o “carinho e


proteção” de que necessitava, daí a cumplicidade existente entre ambos;

 Durante sete anos, Madalena empreendeu todos os esforços e diligências ao seu


alcance, para encontrar D. João de Portugal;

 Depois desta vã busca incessante, e apesar da desaprovação de Telmo, fundada


na crença de que o amo estaria vivo, Madalena casou-se com Manuel de Sousa
Coutinho por quem fatalmente se apaixonara, na primeira vez que o vira e ainda
casada com D. João de Portugal;

 Há 14 anos que Madalena vive com o segundo marido, de quem teve uma filha,
Maria de Noronha, nessa altura, com 13 anos.

Ainda nesta cena, Madalena pede ao “seu bom Telmo” que não alimente as fantasias de
sua filha no que concerne à crença no mito de D. Sebastião, não só porque o estado de saúde de
Maria é preocupante e frágil, mas também, e sobretudo, pelas implicações desastrosas que tal
visão – a ser verdade – teria na sua vida.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
1. Lê os seguintes excertos da Cena II do Ato I e faz a correspondência correta.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VII
Correção

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena II (excertos)

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

1. Lê os seguintes excertos da Cena II do Ato I e faz a correspondência correta.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente

Frei Luís de Sousa,


de Almeida Garrett

19 de janeiro de 2012

1 de 1

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.3 - Cursos de Educação e Formação de Jovens
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO


Ano Letivo 2011/2012
Aula observada de Português – 11.º H
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Módulo N.º 7: Textos de Teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett
Professora Orientadora: Maria Celeste Nunes
Professora Estagiária: Ana Filipa Valente
Aulas n.º Datas: 19 de janeiro de 2012

Objetivos:
 Desenvolver a capacidade de compreensão e análise textual.
 Emitir juízos de valor.
 Distinguir os diferentes atos ilocutórios.
 Motivar para o estudo de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

Competências:
 Compreensão e expressão oral.
 Compreensão e expressão escrita.

Conteúdos:
 Identificação de traços característicos de algumas personagens da obra, procedendo-se a uma breve
análise da letra da música “Encosta-te a mim” de Jorge Palma.
 Compreensão e análise textual (Ato I, Cenas III, IV, V, VI e VII).
 Revisão dos atos ilocutórios e exploração da sua presença em Frei Luís de Sousa.
 Realização de uma ficha de verificação de conhecimentos sobre os atos ilocutórios.

Material:
 Fichas fotocopiadas.  Caderno diário.
 Imagem.  Esferográfica.
 Computador.  Lápis.
 PowerPoint.  Quadro.
 Videoprojector.  Marcador

Registo de sumário:
 Continuação do sumário da aula anterior.
 Leitura e análise das cenas III, IV, V, VI e VII do ato I.
 Revisão dos atos ilocutórios: exercícios de consolidação.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Motivação inicial:
 Música: “Encosta-te a mim”, de Jorge Palma.
 Visualização de um PowerPoint.

Desenvolvimento da aula:
A professora iniciará a aula saudando os discentes. De seguida, será escrito o sumário da
lição, deixando antever a matéria que irá ser lecionada nos três momentos de aula que se
seguem. Enquanto os alunos retiram o material necessário para a aula, proceder-se-á à chamada
para que a professora averigúe e tome nota de quem está presente.
Em primeiro lugar dar-se-á início à exploração da letra da música “Encosta-te a mim”, de
Jorge Palma. Através do seu conteúdo, os alunos identificarão algumas características de duas
15 min.
personagens (Manuel de Sousa Coutinho e Madalena de Vilhena) da obra Frei Luís de Sousa. A
letra da música será acompanhada na projeção do PowerPoint (Anexo I – diapositivos 2 ao 9).
Após esta atividade inicial e que serve de estímulo para o acompanhamento atento da aula,
5 min.
terminar-se-á a correção da ficha relativa ao ato I, cena II, distribuída e analisada na aula
anterior.
Posteriormente proceder-se-á a uma leitura e análise das cenas III, IV, V e VI do ato I. Serão
distribuídas aos alunos as fotocópias que contêm as mencionadas cenas e algumas questões de
compreensão leitora e conhecimento explícito da língua que serão exploradas, debatidas e
corrigidas, oralmente e por escrito, na aula. Em primeiro lugar analisar-se-á a cena III do ato I 20 min.
(Anexo II), sendo colocadas aos alunos três questões de compreensão leitura e uma de
conhecimento explícito da língua relacionada com as funções sintáticas dos elementos de uma
frase. A próxima ficha a ser analisada é a da cena IV, ato I (Anexo III), que contém três 20 min.
perguntas de compreensão leitora. Segue-se a análise das cenas V e VI do ato I (Anexo IV) que 20 min.
permitirá também a resolução de três questões de compreensão leitora. Todas as cenas serão
lidas expressivamente pelos alunos, apelando a docente pela boa articulação e entoação das
palavras.
Depois far-se-á uma breve revisão dos atos ilocutórios, recorrendo-se a uma ficha
informativa que será distribuída aos alunos (Anexo V) e à projeção de um PowerPoint (Anexo I – 20 min.

diapositivos 13 ao 17). De seguida os alunos realizarão uma ficha de verificação de


conhecimentos (Anexo VI), na qual estão presentes sete frases da obra Frei Luís de Sousa, tendo 10 min.

os alunos que identificar os atos ilocutórios das respetivas frases. Os exercícios serão corrigidos
no quadro.
Após esta breve revisão e realização de exercícios retomar-se-á a leitura e análise de Frei
20 min.
Luís de Sousa, nomeadamente da cena VII, ato I (Anexo VII). Nesta ficha os alunos resolverão
três questões de compreensão leitora relacionadas com a cena e uma questão de conhecimento
explícito da língua sobre os atos ilocutórios.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012

Chegados ao final da aula, a professora pedirá aos alunos que façam um pequeno resumo
oral daquilo que foi dito, tentando aperceber-se do impacto que a obra Frei Luís de Sousa está
5 min.
a ter na turma em geral.
Deste modo, a professora terminará a aula, pedindo aos alunos que arrumem o material e
saiam ordeiramente, deixando a sala organizada.

Síntese da lição:
 Os alunos identificarão os traços característicos de algumas personagens da obra, procedendo-se a
uma breve análise da letra da música “Encosta-te a mim” de Jorge Palma.
 Compreenderão e analisarão o Ato I, Cenas III, IV, V, VI e VII).
 Farão uma revisão dos atos ilocutórios e explorarão a sua presença em Frei Luís de Sousa.
 Realizarão de uma ficha de verificação de conhecimentos sobre os atos ilocutórios.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Escola Secundária Campos Melo

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente
Ano Letivo 2011/2012

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção – 1.2 – Ensino Profissional 1


“Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Encosta-te a mim,
Nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
Talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
Dá cabo dos teus desenganos
Não queiras ver quem eu não sou,
Deixa-me chegar.
2
“Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Chegado da guerra,
Fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra,
No fundo p´ra te merecer
Recebe-me bem,
Não desencantes os meus passos
Faz de mim o teu herói,
Não quero adormecer.

3
“Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Tudo o que eu vi,


Estou a partilhar contigo
O que não vivi, hei de inventar contigo
Sei que não sei
Às vezes entender o teu olhar
Mas quero-te bem,
Encosta-te a mim.

4
“Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Encosta-te a mim,
Desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim,
Deixa ser meu o teu quintal,
Recebe esta pomba que não está armadilhada
Foi comprada, foi roubada, seja como for.

5
“Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis


Em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim,
Vai desarmar a flor queimada,
Vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

6
“Encosta-te a mim” – Jorge Palma
Tudo o que eu vi,
Estou a partilhar contigo, e o que não vivi,
Um dia hei de inventar contigo
Sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
Mas quero-te bem.
Encosta-te a mim
Encosta-te a mim
Quero-te bem.
Encosta-te a mim.

7
ANÁLISE: “Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Apelo a alguém por quem


sente carinho e com
quem partilhou tempo
(pensamentos).
Eu

Mas quero-te bem. Encosta-te a mim.


Nós já vivemos cem mil anos.
8
ANÁLISE: “Encosta-te a mim” – Jorge Palma

Madalena de Vilhena vê
desfeitas as suas ilusões
com o regresso de D. João
de Portugal.

Dá cabo dos teus desenganos


Não queiras ver quem eu não sou,
Deixa-me chegar 9
Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

10
Frei Luís de Sousa – Ato I, Cena II

Exercícios

11
ATOS ILOCUTÓRIOS

12
ATOS ILOCUTÓRIOS

O locutor assume a responsabilidade relativamente ao que enuncia, à verdade do que diz.

Marcas
linguísticas:
Exemplos: Afirmar,
sugerir,
Faltei às aulas ontem. colocar uma
(Considero que) Almeida Garrett é um hipótese…
grande escritor da literatura portuguesa.
Está bom tempo.
Não há dúvida que isso é prejudicial.

13
ATOS ILOCUTÓRIOS

O locutor pretende levar o interlocutor (ouvinte / destinatário) a fazer ou a dizer alguma coisa
de acordo com a sua vontade (do locutor).

Marcas
linguísticas:
Ordenar,
Exemplos: convidar,
Quando saíres, fecha a porta, por favor! sugerir, pedir,
Não queres pensar melhor no assunto? suplicar
Proíbo-te de saíres à noite.
Peço-te que sejas simpático.

14
ATOS ILOCUTÓRIOS

O locutor demonstra a intenção de realizar uma ação futura.

Marcas
linguísticas:
Exemplos: Prometer,
Prometo que, amanhã, vou jantar contigo. ameaçar,
Garanto-te que chegarei a horas. comprometer-se…
Estarei em tua casa cedo.
Garanto que não torno a dirigir-te a
palavra.

15
ATOS ILOCUTÓRIOS

O locutor exprime um estado de espírito / psicológico face ao que enuncia.

Marcas
linguísticas:
Agradecer,
Exemplos: lamentar,
Adoro ler! desculpar-se,
Parabéns pela nota do teste! felicitar
Lamento que não possas ir connosco.
Entristece-me que tenhas partido.

16
ATOS ILOCUTÓRIOS

O locutor, que ocupa determinada posição social, a qual é reconhecida pelo(s) interlocutor(es),
enuncia uma nova realidade, um novo estado de coisas.

Marcas
linguísticas:
Despedir,
Exemplos: declarar,
Declaro-vos marido e mulher. condenar,
Absolvo-te dos pecados cometidos. absolver…
Declaro encerrada / aberta a audiência.
Estás despedido.

17
Frei Luís de Sousa – Atos ilocutórios

Exercícios

1. Identifica os atos de fala presentes nas frases que se seguem da obra Frei
Luís de Sousa.

1.1 “Há de saber que ainda há um português em Portugal.” (Manuel, Ato


I, Cena VIII)
____________________

1.2 “Mas oh! esposo da minha alma.” (Madalena, Ato I, Cena VIII)

____________________

1.3 “… e não me tires… a tranquilidade do espírito e a força do coração.”


(Manuel, Ato I, Cena VIII)
____________________

18
Frei Luís de Sousa – Atos ilocutórios

Exercícios

1.4 “Oh! que o não saiba ele ao menos, que não suspeite o estado em
que vivo…” (Madalena, Ato I, Cena I)
____________________

1.5 “Oh! que amor, que felicidade… que desgraça a minha! (Madalena,
Ato I, Cena I)
____________________

1.6 “Já não há daquela gente.” (Telmo, Ato I, Cena II)


____________________

19
Frei Luís de Sousa – Atos ilocutórios

Exercícios

1.7 “E Deus me perdoe…” (Telmo, Ato I, Cena II)

____________________

20
Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

21
Anexo II

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena III

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
I - Compreensão leitora

1. Qual a posição de Maria em relação ao desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir?


__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

2. Como reagem a mãe e o pai a essas “crenças” de Maria? Porquê?


__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

3. Que informação nos dá o aparte final de Telmo (linhas 39-40)?


__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

__________________________________________________________________________

II – Conhecimento explícito da língua

1. Atenta na frase: “O povo, coitado, imagina essas quimeras”.

1.1 Identifica as funções sintáticas de todos os seus elementos:

Sujeito (simples) - _________________________________________________________

Modificador do nome apositivo – ______________________________________________

Predicado – ______________________________________________________________

Complemento direto – ______________________________________________________

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo II
Correção

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena III

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
I - Compreensão leitora

1. Qual a posição de Maria em relação ao desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir?


Maria acredita que D. Sebastião não morreu.

2. Como reagem a mãe e o pai a essas “crenças” de Maria? Porquê?


O pai de Maria, ao ouvir falar do possível regresso de D. Sebastião, “põe-se logo
outro, muda de semblante, fica pensativo e carrancudo” (linhas 26 – 28). Tanto Madalena
quanto Manuel de Sousa se afligem com a referência a essa possibilidade. Embora Madalena
afirme que não gostam de ouvir Maria falar sobre esse assunto porque não é próprio para a
idade dela e que gostariam era de a ver “mais alegre”, o espectador / leitor já percebeu,
através da conversa entre Madalena e Telmo, na cena anterior, que encarar a hipótese do
regresso do rei seria admitir que D. João de Portugal também pudesse regressar, o que
significaria a desgraça desta família.

3. Que informação nos dá o aparte final de Telmo (linhas 39-40)?


Este aparte de Telmo refere o estado de saúde de Maria que se encontra febril e
pressagia, uma vez mais, um desenlace fatal para esta personagem.

II – Conhecimento explícito da língua


1. Atenta na frase: “O povo, coitado, imagina essas quimeras”.

1.1 Identifica as funções sintáticas de todos os seus elementos:

Sujeito (simples) – “O povo, coitado,”


Modificador do nome apositivo – “coitado”
Predicado – “imagina essas quimeras”
Complemento direto – “essas quimeras”

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo III

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena IV

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

Resumo

Cena IV – diálogo entre Maria e Madalena do qual se apreende:


 O amor existente entre mãe e filha;
 A forte intuição de Maria que a leva a aperceber-se que a inquietação dos pais
em relação a si própria não advém apenas do seu estado de saúde;
 O carácter profético do sonho de Maria que a “faz ver cousas”;
 A curiosidade de Maria relativamente ao retrato do pai vestido de Cavaleiro de
Malta.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
I - Compreensão leitora
1. A tuberculose de Maria favorece a sua extraordinária imaginação.
1.1 Que respostas procura Maria quando passa “noites inteiras em claro” (linha 10)?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2. Prova, através de excertos do texto, que, para além da preocupação com a doença física da
filha, Madalena vive aterrorizada com os seus “desvarios”.
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

3. Por que razão (razões) se apresenta Madalena “mortificada” no final desta cena?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo III
Correção

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena IV

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

I - Compreensão leitora

1. A tuberculose de Maria favorece a sua extraordinária imaginação.


1.1 Que respostas procura Maria quando passa “noites inteiras em claro” (linha 10)?
Nas noites que passa em claro, Maria procura perceber por que razão os pais estão
sempre tão preocupados com ela, sempre “num sobressalto” (linhas 15 e 16).

2. Prova, através de excertos do texto, que, para além da preocupação com a doença física da
filha, Madalena vive aterrorizada com os seus “desvarios”.
Podem citar-se as seguintes passagens: linhas 20 e 21; linhas 28 e 29; linhas 34 e 35.
Também será de destacar a didascália da linha 45.

3. Por que razão (razões) se apresenta Madalena “mortificada” no final desta cena?
Madalena apresenta-se mortificada por causa dos “desvarios” da filha, sobretudo
quando, na sua última fala desta cena, Maria quer saber porque é que o pai “deixou o
hábito” e “não ficou naquela santa religião” o que, para Madalena, muito dada a agoiros e
presságios, pode constituir um indício do fatal desenlace. Por outro lado, Madalena mostra-se
inquieta com a demora de Manuel de Sousa que ainda não regressou de Lisboa.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo IV

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__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cenas V e VI

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
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____________________________________________________________________

Resumo

Cena V – Jorge chega com notícias de Lisboa, anunciando que os governadores espanhóis,
devido à peste na capital, decidiram alojar-se em Almada, mais propriamente no palácio de
Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho. Entretanto, Maria ouve o pai chegar, apesar de este
ainda se encontrar a alguma distância do palácio; a audição apurada é já um sintoma da sua
doença, a tuberculose.

Cena VI – Miranda, criado da casa, comunica a chegada de Manuel de Sousa Coutinho.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
I - Compreensão leitora

1. Frei Jorge, irmão de Manuel de Sousa, aparece pela primeira vez em cena.
1.1 Sintetiza as informações que ele transmite a Madalena?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2. Em três das suas intervenções, Maria comenta aquilo que é dito por Jorge ou Madalena.
2.1 Como reage ela em relação à notícia trazida por Jorge?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2.2 Que traços da sua personalidade estão presentes nas suas intervenções?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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Anexo IV
Correção

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cenas V e VI

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

I - Compreensão leitora

1. Frei Jorge, irmão de Manuel de Sousa, aparece pela primeira vez em cena.
1.1 Sintetiza as informações que ele transmite a Madalena?
Frei Jorge informa Madalena que os governantes de Portugal resolveram deixar
Lisboa, por causa da peste, e decidiram instalar-se em Almada, no palácio de Manuel de
Sousa.

2. Em três das suas intervenções, Maria comenta aquilo que é dito por Jorge ou Madalena.
2.1 Como reage ela em relação à notícia trazida por Jorge?
Na intervenção das linhas 15 a 18, Maria critica os governadores por deixarem
Lisboa, pois considera que o lugar deles é ao lado do povo que sofre; na segunda, na linha
21, reage à afirmação do tio de que o mundo é assim e que pouco há a fazer, dizendo-lhe
que se pode “emendá-lo”; finalmente, nas linhas 37 a 39, ao saber que os governadores
pretendem instalar-se em casa de seu pai, Maria reage “com vivacidade”, sugerindo que
não se deve deixar entrar, nem que seja pela força das armas, desejando, até, que isso
aconteça pois gostaria de “ver seja o que for que se pareça com uma batalha!” (linha
39).

2.2 Que traços da sua personalidade estão presentes nas suas intervenções?
Destas intervenções de Maria, podemos deduzir o seu patriotismo, o seu espírito de
aventura que resulta da educação que lhe foi dada pelo exemplo do pai, mas também
pelas histórias de Telmo e pelos livros que este lhe dá a ler.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo V

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha informativa I

Atos ilocutórios

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
Atos de fala ilocutórios
Produção de um enunciado por um locutor com o objetivo / intenção de se exprimir uma
ordem, um conselho, a constatação de um facto, uma promessa…, o que se manifesta através de
diferentes marcas linguísticas:
 Verbos como prometer, avisar, ordenar, pedir, convencer, afirmar, entre
outros…;
 Entoação (assinalada na escrita pela pontuação);
 Ordem de palavras;
 Modo verbal;
 Advérbios, interjeições…

Classificação dos atos ilocutórios

Assertivos Marcas
linguísticas
O locutor assume a responsabilidade relativamente
ao que enuncia, à verdade do que diz. Afirmar, sugerir,
colocar uma hipótese…

Exemplos: Faltei às aulas ontem.


(Considero que) Almeida Garrett é um grande escritor da literatura
portuguesa.
Está bom tempo.
Não há dúvida que isso é prejudicial.

Diretivos Marcas
linguísticas
O locutor pretende levar o interlocutor (ouvinte /
destinatário) a fazer ou a dizer alguma coisa de Ordenar, convidar,
acordo com a sua vontade (do locutor). sugerir, pedir, suplicar

Exemplos: Quando saíres, fecha a porta, por favor!


Não queres pensar melhor no assunto?
Proíbo-te de saíres à noite.
Peço-te que sejas simpático.

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Compromissivos Marcas
linguísticas
O locutor demonstra a intenção de realizar uma
ação futura. Prometer, ameaçar,
comprometer-se…

Exemplos: Prometo que, amanhã, vou jantar contigo.


Garanto-te que chegarei a horas.
Estarei em tua casa cedo.
Garanto que não torno a dirigir-te a palavra.

Expressivos Marcas
linguísticas
O locutor exprime um estado de espírito /
psicológico face ao que enuncia. Agradecer, lamentar,
desculpar-se, felicitar

Exemplos: Adoro ler!


Parabéns pela nota do teste!
Lamento que não possas ir connosco.
Entristece-me que tenhas partido.

Declarativos Marcas
linguísticas
O locutor, que ocupa determinada posição social, a
qual é reconhecida pelo(s) interlocutor(es), enuncia Despedir, declarar,
uma nova realidade, um novo estado de coisas. condenar, absolver…

Exemplos: Declaro-vos marido e mulher.


Absolvo-te dos pecados cometidos.
Declaro encerrada / aberta a audiência.
Estás despedido.

Nota: Há enunciados que podem integrar mais do que um ato ilocutório.

. Azevedo, Olga; Pinto, Isabel; Lopes, Carmo (2010): Da comunicação à expressão –


Gramática prática de português / língua portuguesa 3.º ciclo do ensino básico e ensino
secundário, Lisboa, Lisboa Editora
. Amaro, Alice (2011): O essencial para o secundário - Português, Edições ASA II, S. A.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VI

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha de verificação de conhecimentos I

Atos ilocutórios

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
1. Identifica os atos de fala presentes nas frases que se seguem da obra Frei Luís de Sousa.

1.1 “Há de saber que ainda há um português em Portugal.” (Manuel, Ato I, Cena VIII)

_________________________________________________________________________________

1.2 “Mas oh! esposo da minha alma.” (Madalena, Ato I, Cena VIII)

_________________________________________________________________________________

1.3 “… e não me tires… a tranquilidade do espírito e a força do coração.” (Manuel, Ato I,

Cena VIII)

_________________________________________________________________________________

1.4 “Oh! que o não saiba ele ao menos, que não suspeite o estado em que vivo…” (Madalena,

Ato I, Cena I)

_________________________________________________________________________________

1.5 “Oh! que amor, que felicidade… que desgraça a minha! (Madalena, Ato I, Cena I)

_________________________________________________________________________________

1.6 “Já não há daquela gente.” (Telmo, Ato I, Cena II)

_________________________________________________________________________________

1.7 “E Deus me perdoe…” (Telmo, Ato I, Cena II)

_________________________________________________________________________________

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VI
Correção

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Ficha de verificação de conhecimentos I

Atos ilocutórios

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

Projeto Cofinanciado pelo Fundo Social Europeu


Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO
ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________
1. Identifica os atos de fala presentes nas frases que se seguem da obra Frei Luís de Sousa.

1.1 “Há de saber que ainda há um português em Portugal.” (Manuel, Ato I, Cena VIII)

Ato compromissivo e ato assertivo

1.2 “Mas oh! esposo da minha alma.” (Madalena, Ato I, Cena VIII)

Ato expressivo

1.3 “… e não me tires… a tranquilidade do espírito e a força do coração.” (Manuel, Ato I,

Cena VIII)

Ato diretivo

1.4 “Oh! que o não saiba ele ao menos, que não suspeite o estado em que vivo…” (Madalena,

Ato I, Cena I)

Ato expressivo

1.5 “Oh! que amor, que felicidade… que desgraça a minha! (Madalena, Ato I, Cena I)

Ato expressivo

1.6 “Já não há daquela gente.” (Telmo, Ato I, Cena II)

Ato assertivo

1.7 “E Deus me perdoe…” (Telmo, Ato I, Cena II)

Ato expressivo

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VII

DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CENTRO


ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________
Curso Profissional de Design, variante Design de Equipamento
Ano: ___ Turma: ___ Data:___/___/_____ Disciplina: Português
Nome: ________________________________________________________ Nº____
Módulo N.º 7: “Textos de teatro – Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett”

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena VII

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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____________________________________________________________________

Resumo

Cena VII – É noite fechada. Manuel de Sousa Coutinho entra em cena alvoraçado, dando
ordens aos criados que o acompanham e transmitindo à família a sua intenção de se mudarem
para o palácio que fora de D. João de Portugal, decisão esta que deixa Madalena transtornada.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
I - Compreensão leitora

1. Manuel de Sousa entra em cena muito agitado.


1.1 Que decisão tomou ele?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

1.2 Compara as reações de Maria e de Madalena perante a decisão de Manuel de Sousa.


________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________

1.3 Explica a reação de Madalena quando percebe qual é a casa para onde se vão mudar
(linha 47).
________________________________________________________________________
______________________________________________________________________
________________________________________________________________________

II – Conhecimento explícito da língua

1. Identifica os atos ilocutórios utilizados por Manuel de Sousa Coutinho nas primeiras frases
(linhas 4 – 6).
__________________________________________________________________________
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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
Anexo VII
Correção

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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO 2011/2012
__________________________________________________________________________

Frei Luís de Sousa


Almeida Garrett

Ato I – Cena VII

Professora orientadora: Maria Celeste Nunes


Professora estagiária: Ana Filipa Valente

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional
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ESCOLA SECUNDÁRIA CAMPOS MELO

____________________________________________________________________

I - Compreensão leitora

1. Manuel de Sousa entra em cena muito agitado.


1.1 Que decisão tomou ele?
Manuel de Sousa tomou a decisão de abandonar a sua casa antes que os governadores
chegassem.

1.2 Compara as reações de Maria e de Madalena perante a decisão de Manuel de Sousa.


Enquanto Maria irradia contentamento pela decisão patriótica do pai, Madalena teme
a vingança dos governadores.

1.3 Explica a reação de Madalena quando percebe qual é a casa para onde se vão mudar
(linha 47).
Quando Madalena percebe que a casa para onde se vão mudar é a casa onde vivera
com D. João de Portugal, fica aterrorizada. Pode ser mais um indício de que venha a
acontecer aquilo que ela tanto teme: o regresso de D. João.

II – Conhecimento explícito da língua

1. Identifica os atos ilocutórios utilizados por Manuel de Sousa Coutinho nas primeiras frases
(linhas 4 – 6).
As primeiras frases concretizadas por Manuel Coutinho concretizam atos ilocutórios
diretivos, uma vez que a personagem fornece um conjunto de ordens aos criados.

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Eixo1 – Tipologia de Intervenção - 1.2 – Ensino Profissional