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FUNDAMENTOS

DE FÍSICA 1
MECÂNICA
4." EDIçÃo David Halliday
Universidade de Pittsburgh

Robert Resnick
Instituto Politécnico de Rensselaer

Jearl Walker
Universidade Estadual de Cleveland
Tradução

Gerson Bazo Costamilan (Apêndices A a 1-11


João Paulo Pinto dos Santos (Cap_ 10)
Luciano Videira Monteiro (Caps. 2, 4, 5, 6 e 11)
Lucília Marques Pereira da Silva (Cap. 12)
Ronaldo Sérgio de Biasi (Caps. 1, 3, 7, 8 e 9)
Revisão Técníca

Gerson Duo Costamilan (Caps. 1, 2, 3, 7, B, 9, 10 e Apêndices A a H)


Professor de Física do Instituto Militar de Engenharia -IME
Mestre e Doutorando em Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

J. A. Souza (Caps. 4, 6, 11 e 12)


Instituto de física da Universidade Federal Fluminense - UfF

Vicente Roberto Dumke (Cap. 5)


Professor Titular, Departamento de fíSica, Universidade Federal do Paraná - UFPR
Mestre e Doutor em fisica pela Univers~dade de São Paulo (Campus São Carlos) - USP

William Albuquerque (Cap. 2)


Professor Assistente de Física, Universidade Federal do Rio d~' Janeiro - UFRJ
Mestre em Engenharia Metalúrgica pela COPPE - UFRJ

Supervísào Geral

J. A. Souza
,
PREFACIO
."--
No~ ~,<ii. " muito se tem avançado na compreensão ensão, revimos todos os diagramas do livro com a finalida-
das necessidades dos estudantes de Física e no seu preparo de de tomá-los mais claros e úteis. Quase todos mudaram
visando à carreira nas áreas de Ciência e Engenharia. Ao de alguma forma, e outros, novos, foram acrescentados,
prepararmos esta quarta edição de Fundamentos de Físi·
ca, deixamo-nos guiar por todas as iniciativas nesse senti- CARACTERíSTICAS DOS CAPíTULOS
do. A partir das idéias fornecidas por um novo co-autor,
Jearl Walker, revimos completamente nossa abordagem e -As características de cada capítulo foram cuidadosamente
a abrangência da matéria, esperando assim que esta nova planejadas a fim de motivar os estudantes e orientar seu
edição venha contribuir para o aprimoramento do ensino raciocínio.
da Física.
Perguntas Difíceis
MUDANÇAS NA QUARTA EDIÇÃO
Cada capítulo começa com uma "pergunta difícil" sobre
Embora tenhamos mantido a estrutura fundamental da ter- Física e que descreve um fenômeno curioso. O objetivo é
ceira edição, reescrevemos muitos capítulos e muitas se- estimular o estudante. Essas perguntas se relacionam aos
ções de outros capítulos. Cada um foi examinado minuci- respectivos capítulo.., e as fotos a elas correspondentes fo-
osamente para garantir maior clareza e atualidade de con- ram especialmente escolhidas de modo a tornar a Física
teúdo, de acordo com as necessidades dos estudantes de pertinente algo inesquecível para o estudante. As explica-
Ciência e Engenharia. Foram feitas alterações, em particu- ções vêm dentro do texto, no caso de explicações qualita~
lar, nos textos referentes a atrito, trabalho e energia, ele- tivas, ou dentro de um Exemplo, no caso de explicaçõe~
trostática e ótica.
quantitativas. Quando a resposta vem dentro do Exemplo,
Revimos por completo os conceitos em uso e sua" de- a pergunta difícil tem o objetivo de preparar o estudante
rivações com o objetivo de encontrar formas melhores ou
para os problemas mais desafiadores do final do capítulo,
mais claras de trará-los. Também acrescentamos mais ex-
plicações ou etapas intennediárias, além de novos exem-
plos a cada capítulo, com o objetivo não só de oferecê-los Exemplos
em maior número aos estudantes, como também de
relacioná-los mais de perto com os Exercícios e Problemas Nesta edição. aumentamos o número de Exemplos, de
de final de capítulo. modo a fornecer modelos de soluções de problemas para
Além disso, os Questionários, Exercícios e Problemas todos os aspectos de cada capítulo. Modificamos muitos
do final de cada capítulo foram todos revistos, de modo a Exemplos da edição anterior para relacioná-los mais estrei-
proporcionar maior clareza de exposição e interesse, e tamente aos Exercícios e Problemas de final de capítulo.
muitos outros foram acrescentados. No final da maioriauos Todos os Exemplos foram cuidadosamente preparados para
capítulos também introduzimos uma nova seção, denomi- os estudantes obterem o máximo. Assim. mais de 50% deles
nada "Problemas Adicionais", que não está diretamente podem ser considerados novo.s de alguma forma,
relacionada com as seções do capítulo. Estes Exemplos oferecem ao estudante a oportunida-
Dedicamos especial atenção ài; ilustrações de tópicos de de chegar, passo a passo, com a ajuda dos autores. à
da Física aplicados a problemas do mundo real. O melhor resposta de um problema. Assim. constituem uma ponte
exemplo é a "pergunta difícil" que abre cada capítulo. Es- entre a Física do texto e os problemas de final de capítulo,
tes exemplos de fenômenos curiosos, muitos dos quais tão e possibilitam a ordenação de conceitos, terminologia e
comuns, foram escolhidos de modo a despertar o interesse simbolização, além de reforçar a habilidade matemática e
do estudante, As explicações das perguntas difíceis são da- estimular a capacidade de descobrir eSfratégias "diretas" de
das dentro dos capítulo~, ou na discussão de um texto, ou solução.
num dos Exemplos. Como provavelmente os estudantes
verão estes fenômenos ou outros a eles relacionados após Táticas para a Resolução de Problemas
o ténnino do curso de Física, as perguntai; difíceis propor-
cionam um reforço a longo prazo da Física associada. Uma característica da edição anterior foi o extremo cuida-
Uma vez que os diagramar; que acompanham as dis- do em desenvolver no estudante a habilidade de resolver
cussões da Física são imprescindíveis para a sua compre- problemas, o que fizemos questão de manter na presente
vi PREFÁCIO

edição, com !'>eções intituladas para a Resolução de Proble- Aplicações e Leituras Complementares
ma.~, onde, por meio de "táticas", enfatizamos as técnica!'>
consagrâdas de especialistas nos temas, revemos a lógica Para enfatizar a relevância do trabalho dos físicos c moti-
dos Exemplos e discutimos as más interpretações de ter- var ainda mais os estudantes, incluímos dentro de cadd
minologia e de conceitos da Física. Como na terceira edi- capítulo numerosas aplicações da Física na Engenharia.
ção, ti maioria dessas orientações de aprendizagem apare- na Tecnologia, na Medicina e nos fenômenos da vida coti-
ce nos primeiros volumes da .~érie. onde os estudantes pre- diana.
cisam de mais ajuda, mas agora aparecem também nos úl- Além disso, mantivemos as leituras complememare;
timos, quando surgem situações especialmente difíceis. escritas por cientista!'> de renome e 4 ....:: ::-"tam das apli(:a-
ções da Física relacionando-a a temns de interesse dos es-
Questionários, Exercícios e Problemas tudantes, tais como dança, esporte, efeito estufa. laser.
holografia e muitos outros. (Veja o Sumário.) Dentre as
o conjunto de Questionários, Exercícios e Problemas do leituras complementares. algumas são novas, e as demais,
final de cada capítulo é, sem dúvida alguma, mais extenso trazidas da terceira edição, foram revistas e arualizadas por
e variado que qualquer outro encontrado em textos seus autores. A maioria das leituras complementares faz
introdutórios de Física. Revisamos os melhores conjuntos referência ao assunto do capítulo em questão e contém
da" edições anteriores, tomando-os mais claros e interes- perguntas para estimular o raciocínio do estudante.
santes, e acrescentamos um número considerável de ques-
tões, exercícios e problemas conceituais. Cuidamos para FíSICA MODERNA
atender aos diversos níveis e à abrangência da matéria que
têm caracterizado nossos textos. Ao mesmo tempo, procu- Como a terceira edição, esta é composta de 49 capítulol'>,
ramos não descartar os bons problemas que por muitos anos incluindo um desenvolvimento do tema da Física quántica
vêm sendo discutidos em sala de aula. Aqueles que utili- e suas aplicações aos átomos, sólidos, núcleos e partícu-
zam nosso texto há muitos anos certamente encontrarão las. Tais capítulos destinam-se a cursos introdutórios que
seus problemas favoritos. tratam da Físicaquântica, podendo ser abordados num curso
Para melhor ilustrar os Questionários, Exercícios e subseqüente.
Problemas. utilizamos um número maior de figuras e foto- Nos capítulos iniciais, procuramos preparar o cami-
grafias. nho para um estudo sistemático da Física quântica. File-
Questionários, Os Questionários constituem uma ca- mos isso de três maneiras. (I) Chamamos a menção, atra-
racterística especial de nossos livros. São usados em dis- vés de exemplos específicos, para o impacto das idéias
cussões teóricas em sala de aula e no esclarecimento dos quánticas sobre nosso cotidiano. (2) Demos ênfase àque-
conceitos. Agora, além de em maíor número, reladonam- les conceitos (princípios de conservação, argumentos de
se ainda mais com os fenômenos cotidianos, o que serve simetria, sistemas de referência, papel da estética, simila-
para despertar a curiosidade e o interesse do estudante. bem ridade de métodos, uso de modelo", conceito" de campo,
como enfatizar os aspectos conceituais da Física. conceito de onda, etc.) que são comuns no tratamento tan-
Exercícios e Problemas. Os Exercfcios, identificados to da Física clássica como da quânlica. (3) Por fim. incluí-
pela letra E após sua numeração, envolvem um único pas- mos diversa!'> seções opcionais curtas no" últimos capítu-
so ou uma simples aplicação de fórmula. Desse modo, ser- los, onde apre"entamos conceitos quânticos e relativísticos,
vem para dar confiança ao estudante na resolução dos pro- selecionados de modo a fundamentar o tratamento detalha-
blemas. Os Problemas são identificados pela letra P; entre do e sistemático das físicas relativística, atômica. nuclear.
eles, apresentamos um pequeno número de problemas avan- 'do e"tado sólido e das partículas. '
çado!'>, identificados por asterisco (*).
Além disso, apresentamos os Exercícios "E" e os Pro- FLEXI 81 LI DADE
blemas "P" em ordem de dificuldade e separados pelos tí-
tulos das respectivas seções. Nosso objetivo foi simplifi- Além dos capítulos de Física quântica e das seções opcio-
car o processo de seleção por parte dos professores ante a nais sobre tópicos quânticos, incluímos por todo o texto
grande quantidade de material agora disponível. Conse- numerosas seções, também opcionais, de caráter diver"o:
qüentemente, os professores podem variar a ênfase nos avançado, histórico, geral ou e"pecializado.
diversos assuntos e o nível de dificuldade de acordo com a Procuramos oferecer ao profe"sor muito mais mate-
situação, e ainda dispor de um bom número de exercícios rial do que ele na verdade tem condições de abordar, pois
e problemas para instruir seu.'; aluno.'; por muítos anos. acreditamos que, assim como um livro-texto sozinho não
Problemas Adicionais, A pedido de muitos profes- pode ser considerado um curso, um curso não abrange todo
sores, acrescentamos no final da maioria dos capítulos uma um liVro-texto. O processO de aprendizagem da Física e sua
nova seção. denominada "ProblemaS Adicionais". Enquan- unidade essencial podem .~er revelados por uma apresenta-
to resolvem esses problemas, que são independentes das ção seletiva e criteriosa de um número menor de capítulos
seções do capítulo. os estudantes devem identificar, por si do que os aqui apresentados, ou por uma apresentação ape-
mesmos, 01'> princípios relevantes da Física. nas parcial de alguns capítulos. Em vez de dar numeroso"
PREFÁCIO vII

exemplos de como fazer esta seleção corretamente, acon- mea, pelo copidesque, Edward Starr, pela direção de arte,
selhamos os professore.~ a se deixarem guiar pelos seus Lilian Brady, por sua revisão tipográfica, e a todos os ou-
próprios interesses e pelas circunstâncias, e que façam um tros membros da equipe de produção.
plano de aula de modo a íncluir sempre tópicos de Física Agradecemos a Stella Kupferberg e sua equipe de pes-
relativí!>tica e de FÚlÍca quâmica. quisadores de fotos, em particularCharles Hamilton, Hilary
Newman e Pat Cadley, por suas fotos originais e interes-
AGRADECIMENTOS santes, que expressam os princípio.~ da Físiq com muita
beleza. Somos todos gratos ainda a Edward Millman e Irene
Muitas pessoas contribuíram para a edição desta obra. J. N unes, pela excelente diagramação, em nome da qual eles
Richard Christman (O.S. COast Guard Academy) mais uma examínaram cada seção e sugeriram revisões. Em relação
vez prestou grande colaboração e enriqueceu o texto com à equipe de arte, temos a obrigação de expressar nossa dí-
valiosas informações. James Tanner (Georgia lnstitute of vida de gratidão com o falecido John BalbaJis, cujo estilo
Technology) forneceu-nos material ínovador que foi de meticuloso e compreensão da Física se fazem presentes em
grande auxílio na elaboração dos exercícios e problemas cada díagrama.
do texto. Albert Altman (University of LowelJ, Massachu- Finalmente, agradecemos a Edward MilJman por seu
setts) e HalTY Dulaney (Georgia Institute of Technology) trabalho com os manuscritos. Junto conosco, ele leu cada
contribuíram com muitos problemas novos. Agradecemos frase, fazendo perguntas sob a ótíca do estudante. Muitas
a lohn Merrill (Brigham Young Uníverslty) e Edward dessas perguntas e as alterações sugeridas contribuíram para
Derringh (Wentworth Instirute ofTechnology) por suas nu- a clareza desta edição. lrene Nunes realízou uma última e
merosas contribuições no passado. valiosa revisão nas fases finais da produção do lívro.
Os autores das Leituras Complementares ofereceram Nossos demaís colaboradores foram admiráveis e ex-
seu know-how em muitas áreas da Física aplicada. Agra- pressamos a cada um deles nossos agradecimentos:
decemos a Charles Bean (Rensselaer Polytechnic Instítu-
te), Peter Brancazio (Brooklyn College of SUNY), Patri- Professor Maris A. Abolins
cia Cladis (AT&T BelJ Labnratories)•.Joseph Ford (Georgia Michigan State Univc~ity
lnstítute of Technology), Elsa Garmíre (Universlty of Pr\lfes~ora Barbara Andereck
Southem California), Ivar Giaever (Rens:;;elaer Polytcchnic ühio We~leyan University
lnstitute), Tung H. Jeong (Lake Forest CoHegej, Barbara
Levi (Physics Today), Kenneth Laws (Dickinson Col1ege), Professor Alben Banletl
University of Colorado
Peter Lindenfeld (State University of New Jersey-Rutgers),
Suzanne Nagel (AT&T Laboratories), Sally K. Ride (Uni- Professor Timothy 1. Burns
versity of Califomia at San Diego), John Ridgen (Ameri- Leeward Community College
cal1 Jnstitute ofPhysics), Thomas D. Rossing (Northem IlJi-
nois University) e Raymond Turner (Clemson University). Profe,s()[- Josepll Busclli
Manhattan Collegc
Um grupo de estudantes de pós-graduação da lohns
Hopkim University conferiu cada exercício e cada proble- Pmfessor Philip A. Casabella
ma, tarefa verdadeíramente exaustiva. Agradecemos a Ren,selaer Polytechnic Institute
Anton Amlreev, Kevin Fournier, lidong liang, John
Pr()t"essor Rllndall Catuo
Kordomenos, Mark May, lason McPhate, Patrick Mor-
Christopher Newp0rl Collcge
rissey, Mark Sincell, Olaf Vancura, lohn Q. Xiao e Andrew
Zwicker, nosso coordenador. Professor Roger Clapp
Da John Wiley, contamos com a coordenação e o Univer,ity of South Florida
suporte de Cliff Mills, nosso diretor de publicações. Ele
Professor W. R. Conkie
orientou nossos trabalhos e incentivou-nos durante todo o
Queen's University
tempo. Barbara Heaney coordenou toda~ as atividades re-
lativas ao processo de elaboração da nova edição. Catherine Professor Perer Cronkcr
Faduska, nossa gerente de marketing, foí incansável em seu Universily of Hawaii ai M<Jnoa
trabalho nesta edição, assim como na edição anterior. Joan
Profe.ssm Wilham P Crummett
Kalkut responsabilizou-se pelo material de apoio. Anne
Montana Cnlicge 01" Mineral Science <lnd Tcchnology
Scargill editou as Leltllras Complementares. Cathy
Donovan e Julia Salsbury supervisionaram a revisão c os Profl".s.,or J(oocn E·ndorf
trâmítes administrativos com admirável competência. University ofCincinnati
Agradecemos a Lucille 8uonocore, nossa competente
Professor f.;. PllU[ Espo,ito
gerente de produção, por orientar~nos atravó do comple-
Univer,ity ofCim:immti
xo processo de produção. Agradecemos também a Dawn
Stanley pelo seu projeto gráfico, Deborah Herbert, por su~ Professl1r Jerry Finkehtein
pervisionar a revísão de redação, Chrislina Della Bartolo- San Jose Slatc University
viii PREFÁCIO

Professor Alexandcr Firestone Professor Eugenc MOSL',[


Iowa Swte Universily United Slates Navnl Academy

Profes<;or Alcxander Oardner Profes~or Palnek Papin


Hvwurd lJniversity San Diego Slate Universily

Profc<;sor Andrew L. Oardner Profes~;or Robert PeIcovits


Brigham Young UniversilY Bmwn Univer'iity

Professor Juhn Gieniec Professoc Oren P. QUi>l


Centr,li Missouri Stale Univer>ity South Dokola State Univer'iity

Prme~"m ~dllfl't.. GtuUet 'i'HJYe'S~m ~\)T1a\'n:m Reic'nen


San Jose Swte University SUNY- Buffalo

Professora Ann Hanks Professor Manuel Schwartt


Americ..n River College University of Louisville

professor Samuel Harris Professor John Spanglcr


Putdue University SI. NlJrbert College

Emily Haught Professor Ross L Spencer


Georgia Instítute ofTeçhnology Brighom Young University

Professor Laurent Hodges Professor HaroId Stokes


lowa Stale University Brigham Young UniversilY

Proressor John Huhisz Professor David Toot


ColJege ofthe MainIand AIfred University

Profes~\lf Joey Huslon Profe~~;or J.S. Turner


Miçhigan Srate Universily Univer'iity ofTexas at Austin

Professor Darrell Huwe Professor T. 5. Venkalarilman


Ohio University Drexel Universiry

Professor Clallde Kac>er Professor Giallfranco Vidali


University of Maryland Syracuse University

Professor Leonard Kleinman Professor Fred Wang


University ofTexas aI ALlslin Prairie View A & M

Prolessor Arthllr Z. Kovacs Professor George A. Wil1iams


Ro-:he'iler Institutl.' of TechnoIogy University ofUlah

Professor Kenncth Krane Professor David Wolfe


Oregon Slate University Ulliversity of New Mexico

Professor Sol Krasner


University of l11inois at Chicago A origem desta nova edição remonta ao texto Physic.l'for
Sfudents ofScience and Engineerilll? (John Wiley & Sons.
Professor Robert R. Marchini Inc., 1960) dos mesmos autores da terceira edição. Des-
Memphis State University de aquela época, estima-se que um número superior a
Professor David Markowilz
cinco milhões de estudantes tenha-se iniciado no aprendi-
University of Connecticul zado da Física com este livro e aqueles que dele se origi-
naram, incluindo as traduções em muitas línguas. Dedica-
Professor Howard C. McAllíster mos esta quarta edição a esses estudantes, e desejamo.'; que
University 01' Hawaii ar Manoa ela também seja bem aceita por todos aquele~ a quem se
Professor W. SCOtl MCCllIIough
destina,
Oklahoma State Univer~ity
DAVID HALLIDAY
Pro\"essm Roy Middleton
University of Pellllsylvania
ROBERT RESNICK
Profe,sor Irvin A. Miller
Drexel University JEARL WALKER
SUMÁRIO GERAL

Volume 1 MECÂNICA Volume 3 ELETROMAGNETISMO

Capítulo I Medição J Capítulo 23 Carga Elétrica 1


Capítulo 2 Movimento Retilíneo IJ Capítulo 24 O Campo Elétrico 17
Capítulo 3 Vetores em Duas e Três Dimensões 55 Capítulo 25 Lei de Gauss 39
Capítulo 4 Movimento em Duas e Três Dimensõe~ 55 Capitulo 26 Potencial Elétrico 63
Capítulo 5 Força e Movimento - r 81 Capiru)o27 Capacilância 91
Capítulo 6 Força e Movimento - II 109 Capitulo 28 Corrente e Resistência 113
Capítulo 7 Trabalho e Energia Cinética 131 O.lpitulo 29 Circuito 133
Capítulo 8 Conservação da Energia J55 Capitulo 30 O Campo Magnético 157
Capítulo 9 Sistemas de Partícula" 187 Capítulo 31 Lei de Ampere 183
Capítulo 10 Colisões 213 Capitul~} 32 Lei da Indução de Faraday 207

Capítulo li Rotação 239 Capitulo 33 Indutância 235


Capítulo 12 Rolamento, Torque e Momento Angular Capitul() 34 O Magnetismo e a Matéria 257
267 CapítulO 35 Oscílações Eletromagnéticas 277
Apêndices 299 Capítulo 36 Correntes Alternadas 291
Respostas dos Exercícios e Problemas 323 Capítulo 37 As Equações de Maxwell 309
Créditos das Fotos 327 Apêndices 319
Índice 329 Respostas dos Exercicios e Problemas 343
Crédito;; das Fotos 345
índice 349

Volume 2 GRAVITAÇÃO, ONDAS E


TERMODINÂMICA Volume 4 ÓTICA E FfSICA MODERNA

Capítulo J3 Equilíbrio e Elasticidade J Capítulo 38 Ondas Eletromagnéticas J


Capítulo 14 Oscilações 25 CapituleI 39 Ótica Geométrica 25
Capítulo 15 Gravitação 57 Capítulo 40 Interferência 61
Úlpímlo 16 Fluidos 81 Capitulo 41 Difração 9/
CapítuLo 17 Ondas - I } JI Capítulo 42 Relatividade 123
Capítulo 18 Ondas - TI 137 Capitulo 43 Física Quântica -1/51
Capítulo 19 Temperatura 169 Capítulo 44 Física Quântica - 11 J73
Capítulo 20 Calor e Primeira Lei da Termodinâmica Capítulo 45 Modelos Atômicos 199
183 Capítulo 46 Condução de Eletricidade nos Sólidos 227
Capítulo 21 A Teoria Cinética dos Gases 207 Capítulo 47 Física Nuclear 253
Capítulo 22 Entropia e a Segunda Lei da Termodinâmica Capítulo 48 Energia Nuclear 277
237 Capítulo 49 Quarks. Léptons e o Big-Bang 299
Apêndices 263 Apêndices 321
Respostas dos Exercícios e Problemas 287 Respostils dos Exercícios e Problemas 345
Créditos das Fotos 289 Créditos das Fotos 347
Índice 291 Índice 349
SUMÁRIO DESTE VOLUME

CAPÍTULO 1 3-5 Somando Vetores Através das Componentes 41


3-6 Os Vetores e as Leis da Físicêl46
3-7 MullipJicaç50 de Vetore,'i 46
MEDiçÃo 1 Re.Hl/no 49
Queslivnário 50
De que modo podemos usar o pôr-do-Sol para medir o Exercício,\ i? Prohfell1ll.f 50
raio da Terra? Problemas Adicionais 54
1-1 Medindo Gmndezas 1
1-2 O Sistema Internacional de Unidade~ 2
\-3 Mudanças de Unidades 2
1-4 Comprimento J CAP[TULO 4
1-5 Tempo 5
1-6 Massa 7
Resumo ti MOVIMENTO EM DUAS E TRÊS DIMENSÕES 55
Queslionário 8
Exercícios e Prohlemas 9 COmo determinar o local correto da rede para o
"homem·ba/a" lançado do canhão?
4-1 Movimento em Duas ou Três Dimens'ks 55
4-2 Posi\'ão e Deslocamenro 55
CAPíTULO 2 4-3 Velocidade e Velocidade Média 56
4-4 Aceleração e Acelcr'lção Média 57
4-5 Movimento de Projétei.~ 60
MOVIMENTO RETIlÍNEO 13
4-6 Análise do Movimenlo de Projéteis ól
4-7 Movimento Circulllr Uniforme 65
Por que uma competição automobilística é tão
4-8 Movimento Relativo em Uma Dimensão 67
emocionante? 4-9 Movimento Relativo em Duas Dimensões 6X
2-[ Movimento 13
4-10 Movimento Relativo para Altas Velocidade.s
2-2 Posição e Deslocamento /4
(Opcional) 70
2-3 Velocidade Média e Velocidade Esçalar Média 14
Resumo 71
2-4 Velocidade Instantânea e Velocidade Escalar I7
Questionário 72
2-5 Aceleração 19
Ererl'Ícios e Probll'lI1l1.~ 73
2-6 Aceleração Constante: Um Caso Especial 20
Problemll.~ Ailicionais 80
2-7 Aceleração Constante: Outro Aspecto 22
2-8 Aceleração de Queda Livre 23
2-9 As Partículas da Física 25
Remrno 27 CAPíTULO 5
Questionário 28
Exercicios e ProhlellUls 28
Problemas Adicionais 35 FORÇA E MOVIMENTO - [ 81
LElnJRA COMPLEMENTAR 1 O TRÁFEGO NA HORA DO RUSH 36
j"<lrJ Wdker Um homem pode puxar dois vagries de um trem de
passageiros com os dellte.~?
5-1 Por que a Velocidade de uma Partícula Varia'? 81
CAPíTULO 3 5-2 Primeira Lei de Newton 82
5-3 Força lU
5-4 Massa lU
VETORES 39 5-5 Segunda Lei de Newton 84
5-6 Algumas Forças Específicas 87
Como podemos usar os vetores na exploração de 5-7 Terceira Lei de Newton X<J
cavenlus? 5-8 Aplicuçuo das Leis de Newton 91
:.- 1 V dores e Escalare.~ 39 Resumo <J7
3-2 Som" de Vetores: Método Gráfico 40 Qun·tionário 98
3-3 Vetores c Sua,~ Componentes 42 Exenkil),\' p Prohlemar II)()
3-4 Vetores Unitários 41 Prohlenw.l' Adido/wi,\" f()6
xII SUMARIO DESTE VOLUME

CAP{TUlO 6 CAPITULO 9

FORÇA E MOVIMENTO - II 109 SISTEMAS DE PARTíCULAS 187

Por que os gaJos sobrevü'em melhor às quednS de Como aparentemente uma bailarina "ignora" as lei.l'
de Newton?
grandes altura.~ do que às de pequenas alturas?
9-1 Um Ponto Especial 187
6-1 Atrito 109
9-2 O Centro de Massa IXl
6-2 Propriedade!> do Atrito I f I
9-3 A Segu[]da Lei de Newton para um Sistema de
6-3 Força de Viscosidade e Veloçjdade Limite 114
PartícuJas 192
6-4 Movimento Circular Uniforme 116
9-4 Momento Linear J95
6-5 Ai'; Forças da Natureza 12V
9-5 O Momento Linear de um Sistema de Partículas 196
Resumo 121 9-6 Conservu',:uo do Momento Linellr 1%
Quesrionárlo 122 9-7 Sistemas de Massa Variúvel: Um Fngucte iOpcionlll) 20(}
Exercícios e ProhlenUls 123 9~R Sistemas de Partículas: Variações na Energia Cinética
Problemas Adiciunais 129 (Opcional) 202
Resumo 204
Questionário 205
Exercicios e Prohlemas 206
CAPiTULO 7 Problemas AdicionlliJ 21/

TRABALHO E ENERGIA CiNÉTICA 131


CAPÍTULO 10
Quanto trabalho é necessário no levantamento de
grandes pesos?
COLISÕES 213
7-1 Um Passeio pela Mecânica Newtoniana 131
7-2 Trabalho: Movimenfo em uma Dimensão com
No karatê, é mais fácil quebrar uma tábua ou um
Força Constante 13/
bloco de concreto?
7-3 Trabalho Executado por unta Força Variável 137 10-1 OQueÉumaColisào'?2J3
7-4 TrabaJho Realizado por uma Mola 13X
J 0-2 Impulso e Momento linear 214
7·5 Energia Cinética /40 10-3 Colisões Elásticas em Uma Dimensão 217
7-6 Potência J43 J0-4 Colisõcs Indásticas em Uma Dimensão 22/
7-7 Energia Cinética a Velocidades Elevadas 10·5 Colisões em Duas Dimensões 224
(Opcional) 145 10-6 Reações e Processos de Decaimerrto (Opcional) 226
7-8 Sistemas de Referência 146 Resumo 228
Resumo /47 QuestionáriO 229
Questionáriu 14X Exercícios e Pmblemas 230
Exercícios e Problemas 149 Problemas Adicionui_~ 236
Problemas Adicionais /53

CAPÍTULO 11
CAPiTULO 8
ROTAÇÃO 239
CONSERVAÇÃO DA ENERGIA 155
Que vantagens o conhecimento de física oferece nas
quedas emjudô?
Até onde cairá um saltador amarrado por uma corda
11-1 O Movimento de uma Patinadora 239
elástica? 11-2 As Variávei~ da Rotação 239
8-1 Trabalho e Energia Potencial/55 11-3 Grarn:!ezus Ang.ulares com,) Vetores: Uma Digress5ü 241
8-2 Energia Mecânica 156 [ J-4 Rotação com Aceleração Angular Constante 244
8-3 Detenninaç,ão da Energia Potencial 158 11-5 As Variáveis Lineares e Angulares 245
8·4 Forças Conservativas e Não-conservativas /64 11-6 Energia Ci[]élica de Rotaçao 247
8-5 Usando uma Curva de Energia Potencial 165 I r-7 Cálculo do Momento de Inércia 24H
8-6 Conservação da Energia 167 I Hl Torque 25/
8-7 Tmbalho Executado por Forças de Atrito J68 11-9 A Segunda Lei de Newton para a Rotação 252
8-8 Massa e Energia (Opcional) 170 J 1-10 Trabalho, potêncill e o Teoremll do Trabalho-Energia
8-9 Qu;tntização da Energia (Opcional) 172 Cinética 254
Resumo 173 Resumo 256
Questionário 174 Questionário 258
Exercicios e Problenws 175 Exercicio,\' e Prohlema.l" 159
Problemas Adicionais 185 Prohlenw.\' Adiciolluis 265
SUMÁRIO DESTE VOLUME xiii

CAPÍTULO 12 LEITURA COMPLEME!'HAR 2 A MECÂNICA DOS GIROS NA


DANÇA 294

ROLAMENTO, TORQUE E MOMENTO


ANGULAR 267
ApÊNDICES
Por que é tão diftcil realizar um salto mortal
quádruplo em um número de trapézio?
A
.
O Sistema internacional de Unidades <SI) 2Y9
12-1 Rolamento 267
12-2 O Ioiô 272 B Algumas Constantes Fundamentais da Física 301
12-3 TorqueRevisitado273 C Alguns Dados Astronômic(l.~ 303
12-4 Momento Angular 274 D Propriedades dos Elementos 305
12-5 Segunda Lei de Newton na Forma Angular 276 E Tabela Periódica dos Elementos 307
12-6 Momento Angular de um Sistema de Partículas 277 F Fatores de Conversão 309
12-7 Momento Angular de um Corpo Rígido que Gira em G Fórmulas Matemáticas 313
Torno de um Eixo Fixo 277 H Laureados com o Prêmio Nobel de Física 317
12-8 Conservação do Momento Angular 279
12~9 Conservação do Momento Angular: Alguns Exemplos 279
12-10 Precessão de um Giroscópio (Opcional) 283 RESPOSTAS DOS EXERCíCIOS E PROBLEMAS 323
12-11 Quantização do Momento Angular (Opcional) 2R5
CRÉDITOS DAS FOTOS 327
Resumo 285
Questioruírio 2R6
Exercícios e Problenws 288
Problemas Adicionais 293 íNDICE 329
~

ALGUMAS CONSTANTES FISICAS*


Velocidade da luz c 3,00 X HY m/s
-
Constante gravitacional G 6,67 X 10-11 N·rn"/kg!
Comtante de Avogadro N, 6.02 X lO~l mol- I
Con~tante universal dos gases R 8,31 l/moI' K
Relação massa-energia c" 8,99 X 10 16 J/kg
931,5 MeV/u
Constante de pumlssij1jJj:uJe do l!ácuo Co 8,85 x )f)-l:'. FIm
Consmnte de permeabilidade do Vácuo f'" 1,26 x 10-" HJm
Constante de Planck h 6.63 X 10 14 J·s
4,14 X 10 I.' eV's
Constante de Boltzmann k 1,38 X Io-"JIK
8,62 X 10' eV/K
Carga elementar e 1,60 X 1O-1~ C
Mal'>sa de repouso do elétTOn m, 9, I] X 10 .lI kg
Massa de repouso do próton m, 1,67 X 10-: 7 kg
Raio de Bohr T, 5,29 X 10-11 m
Magnéton de Bohr f', 9,27 X 10- 24 Jrr
10-:; evrr
~Para urna lista mais completa, que também !tlo,lre os melhore, valores experimentais. ~onsultaT u Apêndice B.
5,79 X
-

PREFIXOS SI
FATOR PREFIXO SfMBüLO FATOR PREFIXO SíMBOLO

1024 iota y 10-1 deci d


10" zela Z 10-' centi ç
IO IR exa E 10- 3 mili m
10 15 peta p 10-(1 micro f'
10 12 tera T IO-~ nano n
10" glga G 10 12 pico P
lO" mega M lO-r, femto f
103 quilo k lO· 18 ato a
10' hecto h 10- 21 zepto z
10' deca da 10 ,4 iocto y
ALGUMAS PROPRIEDADES FíSICAS
Ar (seco, a 20"C e I atm)
Densidade 1,2] kg/m-1
Calor molar especffico a pressão constante 1.0 I O J/kg' K
Razão de calor molar 1,40
Velocidade do som 343 mls
Tensão de rotura do campo elétrico 3 x 1tY' VIm
Massa molar eficaz 0,0289 kg/mol

Água
Densidade 1.000 kg/m'
Velocidade do som 1.460 m/s
Calor específico a pressão constante 4.19UJ/kg·K
Ponto de fusão (Q0e) 333 kJ/kg
Ponto de ebulição (lOO'C) 2.260 kJ/kg
Índice de refração (X. = 589 om) 1.33
Massa molar 0,0180 kg/mol

Terra
Massa 5,98 X 102.1 kg
Raio médio 6,37 X 10" m
Aceleração nonnal da gravidade 9,81 m/s~
A~m\)"fem pad-rão l,nl x 10-' Pa
Período do satélite a J 00 km de altitude 86.3 mio
Raio da órbita geossincrônica 42.200 km
Velocidade de escape 11,2 km/s
Momento de dipolo magnético 8,0 X 1022 A'm 2
Campo elétrico médio na superfície 150 V Im, baixa

Distância até a(o):


Lua 3,82 X 10~ m
Sol 1,50 X 10" m
Estrela mais próxima 4,04 X 10 11' m
Centro da galáxia 2,2 X I (fI! m
Galáxia Andrômeda 2,1 X lO~~m
Limite do universo observável ~ \O"r'm

ALFABETO GREGO
Alfa A o lota I , Rô P p
Beta B f3 Kapa K K Sigma ~ O'
Gama r y Lâmbda A A Tau T T
Delta Jl S Mi M I' Úpsilon y v
ÉpsiJon E E Ni N v Fi <1>. ~
Zeta
Ela
Z
H
ç Xi
Ômicron "-
O
<
u
Qui
Psi
'X"
'i'
X
'1
Teta e e Pi II Tr Ômega n '"
w
CONVENÇÕES DE ALGUNS SINAIS
DESCRiÇÃO CONVENÇÃO

Efeito Doppler Associamos o aumento de freqüênda com o semido para a/rente e


Seção 18-7 (VaI. 2) arbitramos um 5inal para isso; consideramos o efeito de cada
Seção 42-12 (Val. 4) movimento separadamente.

Tennodinilmica Calor: Positivo quando transferido ao sistema.


Seção 20-5 (Vol. 2) Trahalho: Positívo quando reali:zado pelo sistema.

Diferenças de potencial nos Resistor: Positiva quando atravessado pela corrente elétrica em
elementos de um circuito sentido contrário à diferença de potencial.
Seção 29-3 (Vol. 3) fem 'g: Positiva no sentido do pólo negativo para o positivo da fonte.

Correntes alternados Relaçõe.s de fase entre a corrente i, fem '8, capacitância C e indutância L.
Capo 36 (Vol. 3) ~ gera i em circuitos indutivos; i produz '.g em circuitos capacitivos.

Ótica geométrica Para espelhos, superfícies únicas e lentes, convencionamos que a


Capo 39 (Vol. 4) imagem real, o lado R (do inglês Right) e a imagem direita são
positivos. Logo, são positivos;
p Objeto real f Foco real (no ponto foca] no
i Imagem real (no lado R) lado R)
r Centro da curvatura no m Amplíficação lateral para
lado R uma imagem direita

ALGUNS FATORES DE CONVERSÃO*


Massa e Densidade Velocidade
I kg = LODO g = 6,02 X 1O"~ u 1 m/s = 3,28 [lIs = 2,24 mi/h
I slug = ]4,6 kg I km/h :::: 0,621 milh = 0.278 mls
lu= 1,66X lO- ê7 kg
J kglm 1 = 10-.1 g/cm 3 Força e Pressão
I N = ] 0-\ dinas = 0,225 Ib
Comprimento e Volume Ilb ~ 4.45 N
] m = 100 em:::: 39,4 in. = 3,28 ft I Pa = 1 N/m 2 = 10 dinas/crn-'
I mi = /,61 km = 5.280 ft = 1.45 X 10- 4 Jblin."
I in. = 254 em [ atm = 1,01 X ID-'i Pa = l4Jlb/in.'
1 nm = !O-~ m = 10 A = 76 em Hg
1 ano-luz = 9,46 X 101-' m
I m.1 = 1.000 J -= 35,3 fe = 264 gal TraballJo e Potência
I J = 10 1 erg = 9,239 cal = 0.738 ft· Ih
Tempo lkW'h~3,6X10'J
I d ~ 86.400 s I cal = 4.19J
1 ano = 365 1/4 d -i- 3,16 X 101 s leV= 1,60 X lO-wJ
1 cavalo vapor = 746 W = 550 ft . Ih/s
Medida Angular
1 rad ==: 57,3' = 0.159 rev Eletricidade e Magnetismo
'TI' rad = 180' :::: 112 rev 1 T :::; 1 Wb/m! =: 10-1 gauss
·Ver no Apêndice F Uma hsla ma;, completa
MEDIÇÃO 1

Voá' esu] deitado /la praia e vê o sol .IC pár


/lO mar. Levullwndo-se. vê (} .IO! ,fe por lima
segunda \'CZ, Acredire ou não. a medição do
intervalo de h:mpo entre OI dois crerúS(·U!05'
permile eslimar o raio da lerra. Como é
po,uível usar uma observação tão simples
para medir () tamanho da Terra?

1-1 Medindo Grandezas ser um problema. N as palavras do físico Robert Oppenhei-


mer, "Muitas vezes o fato de que as palavras da ciência são
A física ~e baseia em mediçõe~. Qual é o intervalo de tem- as mesmas da linguagem comum pode confundir e, não, es-
po entre dois estalidos de um contador? Qual é a tempe- clarecer".
ratura do hélio líquido em um recipiente? Qual é o compri- Pard descrever uma grandeza física, primeiro defini-
mento de onda da luz de um determinado laser? Qual é o va- mos uma unidade, isto é, uma medida da grandeza cujo
lor da corrente elétrica em 'um fio? A lista é intennináve1. valor é definido como exatamente 1,0. Em seguida. defini-
Começamos a aprender física aprendendo a medir as mOi; um padrão, ou seja, uma referência com a qual devem
grandezas que aparecem nas leis da física. Entre essas gran- ser comparadüs todos os outros exemplos da grandeza.
dezas estão o comprimento, o tempo, a massa, a tempera- Assim, por exemplo, a unidade de comprimento é o metro,
tura, a pressão e a resistência elétrica, Usamos muitas des- e, como veremos, o padrão para o metro é definido como a
sas palavras na linguagem corrente_ Podemos dizer, por distância percorrida pela lu1. no vácuo durante uma certa
exemplo: "Só consigo concluir um tmbulho a tempo quan- fraçào do segundo. Somos livres para definir uma unidade
do estou sob pressão". Em física, palavras como trabalho e seu padrão da fonna que quisennos; o importante é fazê-
epressão têm significados precisos, que n.ão devemos ('on- lo de tal modo que os cientistas do mundo inteiro concor-
fundir('om scos significados usuais. Na verdade, o signifi- dem que nossas definições são práticas e razoáveis.
cado científico de trabalho e pressão não tem nada a ver Depois de escolhennos um padrão, para o comprimen-
com o significado dessas palavras na frase acima. Isso pode to, digamos. devemos desenvolver métodos pelos quais quaJ-
2 MECÂNICA

quer comprimento. seja o raio de um átomo de hidrogênio, a Para expressar os númerGs muito grandes e muito pe-
distância entre as rodas de um Jkate ou a distância entre duas quenGs que freqüentemente aparecem na física, usamos a
estrelas, possa ser expresso em tennos do padrão. É claro que chamada notação científica, que utiliza potências de 10.
muitas das nossas comparações terào que ser indiretas. Não é Nesta notação~
possível usar uma regra, por exemplo, nem pam medir [) raio
de um átomo nem a distância entre duas estrelas. 3.560.000.000 m == 3,56 X 109 m (1-2)
Existem tantas grandezas físicas que não é fácil
organizá-las. Felizmente, nem fodas são independentes. A e
velocidade, por exemplo, é a raz.ão entre uma distância e
um tempo. Assim, o que fazemos é escolher (e para isso 0,000 000 492 s =: 4,92 X 10- 7 S. (1-3)
existem conferências internacionais) um pequeno número
de grandezas físicas, como comprimento e tempo, e definir Desde o adventG dG~ computadores, a nGtaçãG cientí-
padrões apenas para essas grandezas. Em seguida, defini- fica, às vezes, é usada de forma simplificada, comG em 3,56
mos todas as outras grandezas físicas em termos dessas E9 m e 4,92 E - 7 s, onde o E significa "expGente de dez".
grandezasfundamentaú' e seus padrôes. A velocidade, por A notação é ainda mais simples em algumas calculadoras,
exemplo, é definida em tennos das grandezas fundamen- em que o E é substituídG por um espaço vazio.
tais comprimento e tempo e dos respectivos padrões. Para facilitar ainda mais G trabalho de quem tem que
As grandezas fundamentais devem ser acessíveis e in- lidar com valores muitos grandes e muito pequenos, usa-
variáveis. Se definirmos Gpadrão de comprimento como a mos os prefixos que aparecem na Tabela 1-2. Quando um
distância entre o nosso nariz e a ponta do dedo indicador prefixG é combinado com uma unidade, a unidade é multi-
do braço direito esticado, certamente teremos um padrão plicada pelG fator correspondente ao prefixo. Assim. por
acessível, mas que, naturalmente, variará de pessoa para exemplo, podemos expressar um certG vaIar de potência
pessoa. A necessidade de precisãG na ciência e na engenha- elétrica como
ria nos leva exatamente à direção 0pGsta. Nós nos preocu-
pamos em primeiro lugar com a invariabilidade e depois 1,27 X J09 wa fts = 1.27gigawam = 1,27GW (1-4)
fazemos o possível para distribuir duplicatas dos padrões
das grandezas fundamentais a todGS que tenham necessi- GU um dado intervalG de tempo como
dade deles.
2,35 x 10- H S = 2,35Ilanu~segundo~ = 2.35 ns. ( 1-5)
1-2 O Sistema Internacional de Unidades
Você já deve conhecer alguns prefixGs, como os usados em
Em 1971, a )4 2 Cunferência Geral de Pesos e Medida.~ es- mililitro, centímetro e quilograma.
colheu sete grandezas como fundamentais, fonnandG as- O Apêndice F mostra GS fatGres de conversão do SI
sim a base do Sistema Internacional de Unidades, abrevia- para GutTOS sistemas. Os Estados Unidos sàG um dos pou-
do CGmo SI e popularmente conhecido como sistema mé- cos países que ainda não adGtaram oficialmente o Sistema
trico. A Tabela l-I mostra as unidades das três grandezas IntemaciGnal de Unidades.
fundamentais (cGmprimento, massa e tempG) que usamos
nos primeiros capítulos deste livro. As unidades foram es- '·3 Mudanças de Unidades
colhidas de Ilmdo que os valGres dessas grandezas numa
"escala humana" nãG fossem excessivamente grandes ou Freqüentemente, preçisamos mudar as unidades em que está
excessivamente pequenos. expressa uma grandeza física. Para js,~o, ltsamos um méto-
Muitas unidades .~ecunlÚÍril1s (ou derivadas) são de- do chamado de converJ'lio em cadeia. Neste método, mul-
finidas em termos das unidades das grandezas fundamen-
tais. Assim. por exemplo, a unidade de potência nG SI, que
recebeu Gnome de watt (a abreViação é W), é definida em
Tabela 1-2
termos das unidades de massa, comprimento e tempo.
Prefixos das Unidades do SI"
Como vamGS ver nG Cap. 7.
FCI/or Prefixo Símbolo Fator Prefixo Sfmbo!o
• 1 watt = 1 W = 1 kg·mz/s'. Y 10 ,I
(l-J) 10" iota
Z 10--"
iocto
,y
10"
lO"
zela
E 10-1'
zepto
ato ,
10 10 '"
peta P 10- " fento f
Tabelal·l
Algumas Unidades Fundamentais do SI
lO"
10'
lO"
,...
tera

mega
T
G
M
10 II
10-'
10 •
pico
nano
micro
P
n
~
Grantkw Nome du Unidade Simb%
10.1 IO- J
quilo k
Comprimento metro m
,
IO~ heeto h 10- 2
,
mUi
centi
m
,
Tempo segundo W 1
deca d, 10 Jeci d
Massa ljuilogrdma kg "Os prefixos muis comumente usados "parecem em negrito.
MEDIÇAO 3

tiplicamos a medida original por um fator de conversão Podemos lC"sn-ever este resultado na formn aimh mais incomum de 3,7)
nalfa, onde ·'nal" é a abrevinção de natloano-Iuz
(uma relação entre unidades que é igual a 1). Assim, por
Se você resolver () item (a) usando todos as casas decimais da sua
exemplo, como 1 min e 60 s correspondem ao mesmo inter- calculadora, encontrará urna resposta como I,! !2804878 mls. A preci-
valo de tempo, podemos eSCrever são sugerida pelas nove casa, decimais da resposta é totalmente ilu,6-
ria. Arrcd.mtlamos (acertadamente) o resullado para 1,11 m/" um nú-
1 mio mero que equivale em precisãu ao dado original. O valor original da
--= 1 e ~=1. vel()cidad~, 36,5 fath/min, tem três dígitos, que são chamados de alga.
60' 1 min rismos signincativos, Qualquer quarto algarismo que pJ!ssa existir 11
direita do' não é conhecido, dc modo que" re~uJ{ado na conversão não
Tal não é o mesmo que escrever 1/60 = 1 ou 60 = I: o é confiável além de lrê, dígilOs ou três algarismo~ significativos. Os
número e sua unidade formam um todo. resultados dos cálculos devem sempre ser arreoondados pum expres,ar
Já que a multiplicação de qualquer grandeza por I não este limite de l'QQfi<lbilidade."'
muda o vu]ordessa grandeza, podemos introduzir esses fa- EXEMPLO 1-2 Quantos l,:entímetros qUó.ldrados tem uma area de 6,0
tores de conversão sempre que acharmos conveniente. Na krn~?
conversão em cadeia, usamos os fatores de ta] forma que
as unidades indesejadas se cancelam. Por exemplo, Solução A maneiru mais simples dc resolvcr esle problema é tornar ex-
plícito o produto de km por km:

2 mio = (2 min)( I) = (21ftin) ( 1~) 6,0 km~ '= 6.0 (ltm)(km) = 6.0 (Jwn)(.km)

'= 120 s. ( 1-6) X '"


e'~;' JC~"W':";m)
Se por acaso você intioduzir O fator de conversão de tal for-
ma que as unidades não se cancelem, simplesmente inver-
xCOlo~m)
ta o falar e tente outra vez, Observe que as unidades obe- (Resposta)
decem às mesmas regras que os números .e as variáveis
algébricas. 'EXEMPLO 1·3 Transforme 60 milhas!hora em pés/segundu.

Solução p;lra resolver este problema. você pode transformar milhas em


pés e hora, em segundos ou consultar o Apêndice F para uma conver-
EXEMPLO 1-1 o submarino de pesquisa AL VIN está mergulhando são mais direta:
com uma velocidade de 36,5 braças por minuto.

a. Expres~e esta velocidade em melros por segundo. Uma brai'(/ (falh) 60 mi/h = tiO mi/h ( 3,28 fl<s )
vale eutamente 6 pés (ft). 2.24 ffil/h

Solução Para calcular a velocidade em metros por segundo, escrevemos = 88 ft/s. (Resposta)

Observe que ncste <:a,o, como nos anleriores. o fator de conversão é equi-
36,5 [uh = (365 _)(l_)(~)(~)
min • lHfn- 60 s 1 fath 3,28 k
valente a 1_

= 1,11 mh. (Resposta)

b. Qual é a velocidade em milhas por hora? 1-4 Comprimento


Solução Para ndcuJar li velocidade em milhas por fwfll, e,crevemos: Em 1792, a recém-criada RepúlJlica. de França esta.beleceu
um novo sistema de pesos e medidas. Como pedra funda-
36,5 [.."
mm
~ (36.5 _)(60_)(~)(~)
. liam 5280R
lRtn Ih
mental desse novo sistema, o metro foí definido como um
décimo-tllilionésimo da distância entre o Pólo Norte e o
= 2.49 mi/h. Equador. Mais tarde, por razões de ordem prática, este
padrão qtle usava a Terra como referência foi abandonado
c. Qual é a velocidade em anos-luz por ano? e o melro passou a ser definido como a distância entre duas
finas linhas gravadas perto das extremidades de uma barra
Solução Um ano-luz (aI) é a dislãncia que a luz viaja em I ano, 9A6 x
10'~km,
de platimt-irídio, a barra do metro-padrão, que era guar-
Partimos do resultado obtido em (a): dada na Bureau lnlemacionaJ de Pesos e Medidas, perto de
Paris. Cópias f1éis da barra foram enviadas a laboratórios
111 m
's
= (I 11
'8
H'I)( 9,46 lIlJ
X ID 11 km)
1
de padronização em todo o mundo. Esses padrões secun-
dários foram usados para produzir outros padrões ainda
mais ace~síveis, de modo que, em última análise, todos os
x (~)(3,Hi X 10
78)
1000 R! 111
*l'ma di.IX:u.,.,ilIJ ",,,;,. CUll1plet" UO 1l.,O ck algm'iJIII"-" .riJ(lIijicaIiIW'· aparece flIIS
= 3,71 X IO-9 11 I1a. (Resposta) Tática, de Rcs()lu~'ii" de Prohlema, do Capo 4
4 MECÂNICA

Tabela 1-3
Alguns Comprimentos
Comprim/'nlO Metro
Distfmcia até o qUa~ar mai~ afa~[ad{} lfue S~ conhece
1(991)) 2 x l(ll"
Distância até a galáxia de Andrümed" 2 x I O"
Distância até a estrela mai, próxima (Prollima Cen'<luri) 4 X lO"
Dhtfmcill até o planeta mai~ afastado (Plutão) 6 x 10"
Raio da Terra 6 X 10'
Altura do Monte Everest 9 X 10'
Espessura desta página I X 10 '
ComprímclIlodeondaulllu2 :5 x jO
Comprirnen!n de um víru'i típico I x 10 "
Ruio do átomo de hidf(Jg~nio 5 X 10 •I
Raio de um próton ~ I () .., fi'ig. 1-2lJm calibre reSljuerdal sendo comparado com um padrão de re-
----"--------------------- fúência (direita) através de ondas lumitlosas. Quando as franjas claras
e escuras coim.:idem, os blocos têm o me~mo comprimento. A diferen-
ça de comprimcn!n elJtr~ os dois blot;os ac'ima é de aproximadamente
25 nm, aproximadamente () tamanho do vírus que aparece nn Fig. I-I
dispositivos de medida eram derivados da barra do metro-
padrão através de uma complicada série de comparações,
Em 1959, a jarda foi legalmente definida através da
equação comprimentos de onda foi escolhido de modo que o novo
padrão correspondesse, tanto quanto possível, à velha bar·
ra do metro-padrão.
1 .IlmIa = 0.9144 metro (exatamente) • ( 1-7)
Os átomos de criptônio-86 em que se baseia o padrão
que é equivalente a de comprimento estão presentes em toda parte, são idênti-
cos e emitem luz exatamente com o mesmo comprimento
I polq:rada = 2,.'>-1 CCl1tíl11l'tro~ (cx;J[al1lel1tel. (1-8) de onda, Como observou PhiJip Morrisofl. do MIT, todo
átomo é um reservatório de padrões naturais, mais seguro
A Tabela 1-3 mostra alguns comprimentos interessantes. que o Burcau Internacional de Pesos e Medidas.
Um deles se refere a um vírus como os que aparecem na A Fig. 1-2 mostra como o comprimento de um cali~
bre, usado na indústria como um padrão secundário preci-
Fig.l-I.
Com o tempo, a ciência e a tecnologia modernas sen- so, é comparado com um padrão de referência no Instituto
tiram necessidade de um padrão mais preciso que a distân- Nacional de Padrões e Tecnologia (NTST). Asfranjas es-
cia entre duas linhas em uma barra de metal. Em 1960 foi curas que atravessam a figura horizontalmente são forma-
adotado um novo padrão para o metro, dessa vez baseado das pelo cancelamento mútuo de ondas luminosas. Se as
no comprimento de onda da luz. O metro foi definido como franjas. dos. dois blocos retangulares coincidem. é porque
1.650.763.73 comprimentos de onda de uma certa luz ver- os calibres têm o mesmo comprimento. Se a diferença en-
melho-alaranjada emitida por átomos de criptônio-86 em tre as franjas é de. digamos, um décimo de franja. isso sig-
um tubo de descarga gasosa. * Esse estranho número de nifica que a diferença de comprimento entre os blocos é de
um vigésimo do comprimento de onda da luz ou cerca de
30 nm,
Em 1983. a necessidade de precisão chegara a lal
ponto que mesmo o padrão de criptônio-86 se tornara pou-
co satisfatório. Foi nesse ano que os cientistas tomaram uma
decisão ousada. O metro foi redefinido como a distância
percurrida rela luz num determinado intervalo de tempo.
Nas palavras da 17~ Conferência Geral de Pesos c Medi-
das:

O metro é a distância percorrida pela luz no vácuo du-


rante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de segun-
do.

Fig.1.t Uma miuugrdfia eletrônica de partículas do víru~ da gripe. As ~o n(.mem 116 na n"taç~o l'riptônio-1l6 i<lentificJ um <lo, cinm ("ílOpl" e,'~vôs
lipoproteínas obtidas do hospedeiro envolvem m; núcleo,. Cada panl- desse e1emenhl. Uma nntaç;l" e4uivalente ,eri" ,,, Kr. E,te nrln1l'OU (1l61 é cunhe-
cuIa de vírus tem menos de 50 nm de diâmetro. cido como mimero ti" /ir""'Y" <lo ;,ótup" em 4"~S[ii".
MEDIÇÃO 5

Tal número foi escolhido para que a velocidade da luz. c,


fosse dada exatamente por

c= 299.792.458 m/s.

Como as medidas da velocidade da luz tinham se tornado


extremamente precisas, fazia sentido adotar a velocidade
da luz como grandeza definida e usá-Ia para redefinir o
metro.

EXEMPLO 1·4 Nas competiçües esportivas, 11 prova de corrida mais


curtll pode ser a de 100 metros (100 m) ou u de I()() jardas (I ()() yd).

a. Qual das duas é 11 mais longa')

Solução De acordo com li Eg. 1-7. 100 ydcquivalem a 9J,44m, de modo


que a corridll de 100 m é mais longa do que a <k 100 yd. Fig. 1·3 Quando o sistema métrico foi pmposto em [792, a hora foi
redefinida para que o dia tivesse 10 h. Entretanto. a idéia não p<'gou. O
b, Qual ê a diferença entre 11S duas dislfmcius em melros'! fllbri,'ante desse relógio de I(I boras achou prudente incluir um peque-
no mostrador que mllrcasse o tempo da forma usual. Os dois mostrado-
Solução Vamos representar a diferença por .1L, onde j f a Idra grega res cstau indi<:llndo a mesma hora<)
delta maiúsculo. Nesse caso,

AL = 100 m - IOOyd
Tabela 1·4
= 100m - 91,44m = 8,56m iRespOSlU) Alguns Intervalos de Tempo

c. Qual é a diferença entre as duas distâncias em pês'! lrrf/'nc<f!n dI' Tl'mpo SeXUlUüM
T(:mpo de vida do pníton (prevista) ~ 10'"
Solução Podemo~ calwlar a diferença em pés usando () lneslllO método Idade do univer,o j X 10"
do Exemplo 1- [: Idade da piriimide de QuélJp.~ J X JOI'
Expectativa de vida de um ser humano

ÀL = (8.56 m) ~ (3,28") = 28,1 ft. (Resposta)


(nos Estados Unido,)
Dura~ão de um dia
E,paço de tempo entre duas blllidas do cOlllção
2 x 10')
9 X lO"

humano x X 10 I

Tempo de vida do múon 2 X lO"


1·5 Tempo Pulso de luz mais I:urto produzido em lubmalório (1989) Ó x [O 11
Tempo de vida da partkula mais instável ~ 10-'-'
Tempo de Planck" ~ 10 "
o tempo tem dois aspectos. Na1; aplicações da vida diária
e para alguns fins científicos. estamos interessados em sa- "I,Uer\illlo de tempo apó~ () "Aig BaIlg"'. a panir do qual as leis d~ física. tom<> a,
((lllheeerno,. r'X>dcrn ser apliç'lllas.
ber a hora do dia (veja a Fig. 1-3) para podermos classifi-
car os acontecimentos em nrdem cronológica. Por outro
lado, na maioria das aplicações científicas, queremos co-
133, instalado no NIST_ Os Estados Unidos usam-no como
nhecer o tempo de duração de um evento. Assim qualquer
base para o Tempo Universal Coordenado (UTC), que está
padrão de tempo deve poder responder a duas perguntas:
disponível através de sinais de ondas curtas (estações WWV
"Quando aconteceu" e "Quanto tempo durou?" A Tabela
e WWVH) e também por telefone. (Para acertar um reló-
j-4 mostra alguns intervalos de tempo.
gio com alta precisão, é preciso levar em conta o tempo de
Qualquer fenômeno periódico pode ser usado como
trânsito desses sinais desde as estações até o ponto onde se
padrão de tempo. A rotaçao da Terra, que determina a du-
encontra o relógio a ser corrigido.)
ração do dia, é provavelmente o mais antigo padrão de tem+
A Fig. 1-5 mostra as variações da velocidade de rota-
po da humanídade. Um relógio de quart7.0, no qual um anel
ção da Terra em um período dc 4 anos, determinadas por
de quartzo vibra continuamente, p<x/e scr calibrado em re-
comparação com um relógio de césio.'" Por causa da vari-
lação à rotação da Terra com o auxílio de obscrvaçôes as-
ação sazonal mostrada na Fig. I-S, suspeitamos da rotação
tronômicas e usado para medir intervalos de lempo no la-
da Terra sempre que há uma diferença entre o tempo dado
boratório. Enl.retanto, a calibraçao nao pode ser executada
com a exatidão exigida pela ciência e tecnologia modernas.
Para atender à necessidade de um padrão de tempo
mais preciso, vários países desenvolveram os chamados re- "Veja 'The &mh", lnenn,lanl ROlmion··. tle John W~hr. em Sh",,,j Tele,\'cu{W,
jurrhv de 1911(,. V<'jl! IlllTlhélTl "SwJying (rte Eal1/r by Very·Ltmg ~asdine
lógios atômicos. A Fig. 1-4 mostra um desses relógios, InterfeflllllÇtTy", de William R. CaTler e DOll[!las S, Robe!t>()n. em Sciemific Ame·
baseado em uma freqüência caraclerístíca do isótopo césioc I"in"', novembro de I"Kó.
6 MECÂNICA

Fig. 1-4 O relógio atômico de césio do Instituto Nacional de Padrõe, e Tecnologia, em Boulder, Colurado, Estados Unidos. É o padrão primário
para a unidade de tempo nos E~(ados Unidos.

paração com a dos relógios que estão sendo desenvolvidos


atuaJmente; a precisão desses relógios pode chegar a I parte
em 10 18 , isto é, I s em I X to lH s (cerca de 3 X 10 10 anos).

EXI<:MPI.O 1-5 Is""c Asimov pmpôs uma unidade de tempo baseada


na maior vdocidade conhecida e na menor distância que pode ser
medidu. É OfN/IIi-luz_ o lcmpo que.1 luz leva para percorrer uma
distância de I fcrmi (I fermi =; I femtõmetro = 1 fm '= 10- Ij m).
Quantos segundos tem um fermi-luz'!

Solução Para calcular esse tempo, ba.sta dividir a distância indicada (I


fm) por c a velocidade da luz no vácuo (= 3,00 X 10" m/s). Assim.

.
1 1crllll- ~ "'e
I UZ = ;:-:;:-:c;:';!
m
H'Jocidade da luz
",::::-
3,00 X I O~ m/s
Fi!} 1-5 Variação na duração do dia em um período de 4 anos. Observe (Respostn)
que durante esse período li duraçàollo dia 1l3D chegou a variar de 3 ms
(0,003.'1).
De acordo com a Tabela 1-4, a partícula elementar mais instável que se
conhece tem um tempo de vida (em média) de 10 " s. PodemOfi dizer
que o scu tempo de vida é de 3 támis-Iuz.
pela Terra e o tempo dado pelos átomos. A variação pro-
vavelmente se deve a efeitos de maré causados peja lua e EXEMPLO 1-6* Suponhamos que você eSleja deitado em uma praia e
observe o sol se pôr no oceano. ligando um cronômetro no momento
também à influência dos ventos. em que ele de"llparece. Em seguidll, você se Jevantu, fllzendo com que
Em 1967, a 13 11 Conferência Geral de Pesos e Medi- Ds seus olhos se movam para cima de uma distância h = 1,70 m, e pára
das adotou um segundo-padrão baseado no relógio de césio: [) cron6metro no momeilt[) em que o sol torna a desapareçcr. Se [) inter-
• valo de telTI]lQ medido pelIJ cronômetro é r = I 1.1 5, quanto mede o raio
rda Terra')
Um segundo é o tempo necessário para que haja
9.192.631.770 oscilações da luz (de um determinado Solução Como ,e pode ver na Fig. 1-6, sua linha de visão até a parte
luperior do sol, <ju,mQo ele de.saparece pela primeir.l ~'e7, é tangente à
comprimento de onda) emitida por um átomo de
césio-133.
~ Ad~lplad() de "Ooubling YOllr Su~,els, or liow ArtyoneCM Mea,ure lhe Earth's
Em princípio, dois relógios de césio teriam que fun-
Sile WilM a Wri~twalch alld Meter S(lck'", de De~llis Rawhn~. Ameriwn Journul
cionardurante 6.000 anos para que suas leituras diferis:o.em "fPhvsin. tev, 1979. Vol. 47. pp 126-12K O métodu tlJ~ciona rl1elhor penu do
em mais de 1 s. Mesmo essa precisão é pequena em com- Equadur.
MEDiÇÃO 7

Linha de visão até o que difere em menos de 20% do verdadeiro valor do míl) (médio)
o topo do Sol da Terra, que é de 6,37 x 10" m.

Primeim pôr-,d;:o-"'"oICL!-__-,-_..","'"

1·6 Massa
Sol distanle
o Quilograma Padrão
Segundo pôr-da-sol o padrão de massa do SI é um cilindro de platina-irídio (Fig.
r. 7) conservado no Bureau rntemacionaJ de Pesos e Medí-
das. nas proximidades de Paris, ao qual foi atribuída, por
convenção internacional, uma massa de I quilograma. Có-
pias fiéis desse cilindro foram enviadas a laboratórios de
Fig.l.6Bemplo I-6. Sua jinha de visão até a pane superior do sol gira padronização situados em outros países e <toS massas
de um ângulo () quando você se levanta. elevando ,eus olho, de uma
distâ.ncia h em rela<rüo ao ponto A. (O ângulo () e a distânl.:ia h forllm
exagerados para tornar o de,enho mais claro.)

superfície da Terra no ponto em que você se encontra (ponto Al. A figu-


ra mmtra também que sua linha de vísão até 11 pane superíor do sol
quando ele deSJ.I./XlTeCC pela segunua vez é tangente iJ superfície da Ter-
ra nO ponto B. Sejll d a distância entre o ponto B e o ponto em que seus
olhos se encontram quando você está de pé e seja r o nlio d(l, 'ferra (Fig_
1-6). De acordo com o Teorema de Pilágoras, lemos:

"O

d 2 = 2rh + h2. t 1-9)

Como li altllra fl é muito menor do que o raio da Terra r. o termo h' pode
ser desprezado em compal1lçào com o termo 2rh e podemos escrever a
Eq. /-91111 forma simplificada Fig. )·7 O plldr;10 de massa Ul> SI.

J2 = 2rh. (1-10)

de outros corp08. podem ser medlda8. por comparação com


NR Fig. 1-6, o[ingulo entre os dois pontos de langênciaA é' B é 8,
que é lambém o ângulo que o sol descreve em tomo da Terra durante o essas cópias. A Tabela 1-5 mostra as massas de alguns
intervalo de tempo medido, I = 11,1 s. Em um dia completo. que tem corpos expressas em quilogramas.
aproximadamenle 24 h, u sol de~cre\le um ângulo de 36(f em tomo da A cópia norte-americana do quilograma padrão é
Terra. Assim. p()demo~ escrever mantida em um cofre no NI5T e retirada, não mais que uma
• t vez por ano, para aferir cópias que são usadas em outros
36(Y = 24h'
que, com t '= 11,1 s. no, dá Tabela l-S
Algumas Massas
(360°)(11,1 s) = 0046250
(24 h) (60 min/h) (60 s/min) , . OhJew QUi{Ogl'llllllJI

Universo conhecido ([WO) I (1-"


De acordo com a Fig. 1-6. d = r tan a, Substituindo d por este valor Nossa galáxia 2 X lO"
naEq. 1-10, temo,: Sol 2 X lO'"
Lua 7 x 1O~'
Astcníide Eros 5X 10"
Montanh<L pequena IX 10"
Navio transatlântico 7x lO'
2h
,~-- Elefante 5x J(j'
tan 21f Uva J x /O I
Substiluindo nesta equa<rao h e fJpor ~eus valores 1,70 m e O.0462S". Grão de poeil1l 7 x 10 '"
Molécula de penicilina 5 X 10-- 11
respectivamente, temos:
Átomo de urânio 4 x 10-"
(2) n,70 ro) Próton 2 x [O "
r = tan 2 0.04625" = 5.22 X 106 m, (Resposta) Elétron ';I X 10--)1
8 MECANICA

laboratórios. Desde 1889, ela foi levada duas vezes à Fmnça foi atribuída Uma massa de 12 unidades de mas.'õ8. atômi-
para ser comparada com o padrão primário. Provavelmen- ca (u). A re1a~ão entre os dois padrões é a seguinte:
te, um dia a massa padrão paggará a ser a massa de um áto-
mo, que é um padrão mais confiável e acessível. 1 u = 1,6605402 X 10- 27 kg, (1-11 )

Um SegundQ Padrão de Massa com uma incel1eza de :::+::: 10 nas duas últimas ca<;as decimais.
Com o auxílio de um espectômetro de massa, os cientistas
As massas dos átomos podem ser comparadas entre si mais podem determinar, com razoável precisão, as massas de ou-
precisamente do que podem ser comparadas com o quilo- tros átomos em relação à massa do carbono-12. Oque nos falta
grama padrão. Por esse motivo, os cientistas adotaram um no momento é lIm meio confiável de estender essa preci~o a
segundo padrão de massa: o átomo de carbono~ 12, ao qual unidades de mÜ.ssas mais comuns, como um quilognuna.

RESUMO

Medições IUJ FísÍ€a método da conversão em cadeia. em que as unidade" são considera-
A ffsica se baseia na medição das grandezas ffsiças e das mudanças nes- das como grande~,us ulgébrka, e os dados originais são multiplkados
sas grandezas ffsicas que ocorrem em nosso universo. CertaS grandezas suce<,sivamente flor fatores de conversão ('quivalemes a I, até que a
[fsicas, como o comprimellto, o tempo e a m.."sa, foram e"colhidas como grandeza seja eXpressu na unidade desejada_ Veja (lS Exemplos l-I
grandezas rundamentais, definidas em termos de um padrão e medi- a I ~3.
das por uma unidade, como o melro, (I segundo e o quilograma Outms
grandezas físicas, como a velocidade, são definidas em tennos das gran- o Metro
dezas fundamentais e seus padrões. O metro (unidade de comprimento) foi definido inicialmente em termos
da distância entre o Pólo Norte e o Equador. Hoje em dia, é definido
Unidades do Sl como a distância l;Jercorrida pela 1\1-7. durante um certo íntervalo de tem-
O sistema de unidades adotado neste liVIU é o Sistema Internacional de Uni- po.
dades (SI). As três gnlJldC7~ ffsicas que aparecem na Tabela 1- r sào as gran-
dezas fundamentais usadas nos primeiros capítulos deste livro. Os padrões. o Segundo
qllC devem ser ao mesmo tempo acessfveis e invariáveis. definem as unida- O segundo (unidade UI;: tempo) roi definido inicialment~ em termos da
des das gt'clndezas fundamenwis e são estabelecidos por acordos internacio- rotação da Tl'rra. Hoje em dia, é definido em termos da, vibrações
nais. Esses padrões servem de base parn todas as medições da física. tanto da luz emitida POl- um útomo de césio-133.
{!as grandeza." fundamentais quanto das grandeza" derivadas. Em muitos ca-
sos, 05 prefixos que aparecem na Tabela 1-2 pennitem simplificar a notação, o Quilograma
O quilograma (unidade de massa) é definido em termOs de um padrão
Conversão de UnúJades de platina-irídio nlUntido na França, Para medições em escala atômica,
A conversão de unidades de um sistema para outro (de milhas por hora é usada em geral a unidade ue ma"a alúmica, definida em termos do
para quiJômetros por segundo, por exemplo) pode ,er realizada pelo úlamo de carbono_ I2.

QUESTIONÁRIO

1. Discuta a afirmação; "Depois que um padrão é escolhido, ele se toma 7. Ao delinir a dislância cntre duas linh<ls gravadas em uma barra torno
invariável por definição" o metro padrão, é breciso especific<lr a temperatura da barra. O compri-
mento pode ,er COnsiderado como uma grandeza fundamental se outra
2, Cite uma ou mai, características que você considera desejáveis em gnmdeza ff~ica. C4mo a temperatura, deve ser e,pecitlcada na sua defi-
um padrão, além da facilidade de acesso e da invariabilidade. nição?

3. Seria possível definir um ,;istema de unidades fundamentais como o 8. Ao redefinircm [\ metru em termos da velocidade da luz:, por que os
da Tabela I-I em que o tempo não estivesse incluído? Explique. participantes da Crlllferênl:ia Geral de Pesos e Medidas de 1983 não sim-
plificaram as coi"Ls defillindo a veloLÍdade da luz como sendo exata-
4. Das três unidades fL.mciamenlais que aparecem na Tabela 1- J, apenas mente 3 X 10' m/S? Na verdade, porque ela não foi definida como sen-
uma, o quilograml}, tem um prefixo (veja a Taoola 1-2). Seria melhor do cxll1i.lmente I IIlls'! Eles podiam ter escolhido uma des~as duas pos-
redefinir a massa do cilindro de platina-irfdio conservado no Bureau In- sibilidadcs'! Se a r~sposta for 3firmativa. por que não () fizeram?
ternacional de Pesos e Medidas como sendo I g em vez de I kg'!
9. Oque ~ignifiça o pretixo "micro" na expressão "forno de microondaC?
5, Porque n(io existem unidades fundamentais no SI paro área e volume? Há quem chame o,; alilllentos irn«liados com raio,; gama para retardar sua
deterioraçào de "tT~tlados COnl pil:oondas". O que significa isso',1
li. O metro foi inicialmente definido como um décimo-milionésimo do
comptimento de um meridiano que vai do Pólu- Norte ao Equador, pas- 10. Sugira uma l'mnu de medir (a) \1 raio da Terra, (b)" distância entre
sando por Paris. A diferença entre () melro definido desta forma e a dis- o "01 e a Terra e (C) o raio do sol.
tância entre as linhas gravadas no melro ~drão é de aproximadamente
O,023%.lsto significa que o metro padrão tem uma imprecisão deste va- 11. Sugira uma fotma de medir (a) a espessura de uma folha de papel,
lor? Expüque. • (b) da parede de U1na bolha de ,ubuo e tc) o diâmetro de um átomo.
MEDiÇÃO 9

{2. Cile alguns fenômenos naturai, periódicos que poderiam ser usados nuindo lenlamenle. Por que foi considerado necessário reajuslflr nossos
como padrões de lempo. relógios?

13. Seria possível defLllir "I segundo" com o espaço de tempo entre 17. Por que é conveniente usarmos doi, padroes de massa, o quilogra-
duas blllidas do coração do presidente da Sociedade Americana de ma e o átomo de Cllrbono-J2?
Física. Galileu usou algumas vezes o seu próprio pulso para medir o
tempo. Por que uma definição baseada em um rel6gio al6mic ü é mui- 18. O nosso atual padrão de massa é acessível e invariável? Ele pode
to melhor? ser comparado com facilidade com os padrões secundârios? Um padriio
atômico seria melhor sob algum aspecto?
14. Quais são os atributos que um bom relógio deve possuir?
19. Faça uma lista de objetos cujas massas eSlejam entre a de uma peque-
15. Cite algumas desvanragel1s de se u,ar o período de um pêndulocomo na montanha e a de um trnnsatlântioo (vejll a Tabela 1-5) e estime suas massas.
padrão de lempo.
20. As pessoas que se opõem à adoção do sístenm mélríco nos Estados
16. Em 30 de junho de 1981. o "minuto" de 10 h 59 min a Ii h 00 min Unidos usam, às vezes, argumentos como: "Em vez de comprarmos um~
foi arbitrariamente alongado para conter 61 s. O segundo a mais foi in- libra de manteiga, teríamos que comprar 0,454 quilograma". Com isso,
troduzido para compensar o fato de que. confonne medido pelo nosso estão querendo dizer que a vida se tornaria muito mais complicada. Como
pa-drikJ atômko de fempo. a velodàade de rotação dil Terra está dimi" você refuta,ia esse tipo de a.-gumento'!

EXERCíCIOS E PROBLEMAS

~ão 1·2 O Sistema Inlernadonal de Unidades


tlP. Uma sllla tem 20 fie 2 in de comprimento e 12 ft e 5 ill de largura.
tE. Use os prefixos da Tabela 1-2 para expressar (a) lO' fones: (b) !Oh QUilJ éil área do piso em (a) pés qU<lJrados e (b) metros quadrados? Se
fones; (c) lO-I! móveis: (d) 10-~ mentais; (e) lO' pítados; (f) 10-' tares. o teto está a 12 ft e 2,5 in do chão, qual é {) volume da sala em (c) pé~
Agora que pegou a idéia, invente expressões semelhantes. cúbicos e (d) metro~ cúbicos'!

2E. Alguns prefi:Hx; das unidades do $1 ,ão usados na Jinguagem colo- 12P. A Antártica tem forma aproximadamente semicircular, com um raio
quial. (a) Quanto ganha por semana um funcionário cujo salário anual é de 2.000 km. A espes,ura média do gelo é 3.000 m. Qual o volume de
KR$ 36 (36 quilorreais)1 (b) O prêmio de uma loteria é de 10 megarreais, gelo da Antártica, em celllímetros cúbicos'? (Ignore a curvatura da Ter-
que serão pagos em parcelas mensais iguais durante vinte anos, Quantos ra.)
reais o felizardo vai receber por mês'?
I3P. Um cuho de açúcar típico tem 1 em de lado. Se você tivesse uma
Seção 1·4 Comprimento caixa cúbica com um moI de cubos de açúcar, qual seria o lado da cai-
xa'? (Um moI equivale a 6,02 X lO'-' unidades.)
3E. Um ônihus espacial está em órbiUl em tomo da Terra a uma altitude
de 300 km. A que distância se encontra da Terra (a) em milhas e (b) em t4P. Os en!,'enheiros hidráulicos às vez:es U,ilm, como unidade de volu-
milímetros? me de água, o acre'fJé, definido como o volume de água capar. de cobrir
I acre de terra como uma camada de água com I'pé de profundidade.
4E. Qual é a sua altura em pés e polegadas'! Uma tempestade faz cair 2,0 in de chuva em 30 min numa cidade com
26 km' de área, Qlle volume de JígUil, em acres-pé, caiu na cidade'.J
5E.O micrometro (10-· m '= I ~m) é tamhém chamado de mícron. (a)
Quantos mícrolls tem 1.0 km? (b) 1.0 ,um equivale a que fração de um 15P. Os fabricantes de uma certa marca de tintagurantem que ela é ca-
centimetro? (c) Quantos míçrons tem uma jarda'? paz de cobrir 460 ft!lgaL (a) Expresse este Ilumero em metros quadra-
dos por litro. (b) Expres,e este número nas unidades fundamentais dD
6E. A Terra tem a forma apro:ümadnmente esféricll, com um raio de SI (veja os Apêlldice~ A e FJ. (c) Qual é o inverso da unidade original,
6,37 x 10" m. (a) Qual é a circunferênciadn Terra em quilômetros? (b) e qual o seu significado físico'!
Qual.é a superfície da Terra em qu]lômetros quadrados? (c) Qual é o
volume da Terra em quilômetros cubicQs'! 16P. As distâncias astronômicas são tão grandes em comparação com
as terrestres que os llstfÔnomos costumam usar unídades especiais em
7E. Calcule quantos quilômetros lêm 20,0 mi usando apena, os seguin-. seus cálculos. Uma unidade astronômica (UA) é igual à diSlância mé-
tes falares de conversão: 1 mi = 5.280 ft, I ft = 12 in., I in. = 2.54 cm, dia entre a Terra e o soL cerca de 149,5 X 10' km. Um parsec (pc) é a
Im = IOOcme 1 km = I.OOOm. distância para a qual I UA subtende um ângulo de exatamente I segun-
do de arco (Fig. /-8). Um alio-luz (aJ) é a dislilncia que a luz, viajando
8E. Calcule a relação entre (a) uma jarda quadrada e um pé quadrado; no vácuo com uma velocidade de 299.792 kmls. percorre em um 1.0 ano.
(b) uma polegada quadrada e um centímetro quadrado; (c) uma milha (a) Expres,e a distância entre a Terra e () Sol em parsecs e em anos-luz.
quadrada e um quilômetro quadrado; (d) um metro cúbico e um centí- (b) E:\presse I III e I pc em quilúmetros, Embora o "ano-luz" apareça
metro cúbico.

9P. Uma I.lIIidade de área llw:1a freqüentemente pelo, agrimensores é o hec-


tare. definido como 10' m~. Num ano, uma certa minade can'ão a céu aber- Ângulo de
to consome 75 hectares de terrJ até uma profundidade de 26 m. Qual o vo- exatllmenle I segundo
lume de terra removido durante e~se período, em quilômetros cúbicos'? 1 P'
tOPo O cord é um volume de madeira cortada equivlllente a uma pilha
_-':':;;~:::C::;::=:J'-lUA
1 P'
de 8 fI de comprimento, 4 fi de largura e 4 ft de altura. QUllntos cord~
tem um metro cúbico de 111adeira? Fig. 1-8 Problema 16,
10 MECÂNICA

freqüentemente em artigos populure'>, [} parseo: é a unidade preferida dos 26E. A, velocidades máximas com que alguns animai, conseguem ,-,or-
astrônomu'>. rer, em milhas por hom, são apruximadamerue ,IS seguintes: (~l) cllra("ol,
3.n X 10-': {h)Jlnmha, 1.2: (e) homem, 23; (d> guepardo, 70. Trandof'-
17P, Durante um eclipse total, o disco da lua cobre qUase perfeitameme me esses números em metro, por segundo. (Os qualro cálculos envol-
o disco do sol. Supondo que o sol esteja 400 vele, mais distame do que vem o mesmo fator de conversão, Será mais prático c~i1cular primeiro
a lua, (a) Cakulc u razào entre o diâmetro do sol e () diiimetro dlllulI (b) esse flltor e guardá-lo na memória da ,ua calculadora,)
Qual é li n17.ão emre os volumes dos dlli~ astro'>"! (c) Mantendo um do,
olhos fechadu, aflls(c uma moeda do ro,to até elu cc1ips<lr totulmente a 27P. Uma unidade aSlronômica (UA) é a distância médi'l entre a Terra
lLla cheia e meça [) úngulo ,ubtemlido pela moeda. Usando (',Ie resulta- e o sol, aproximadamente I,5D X I D' km. A velocidade da luz é uproxi-
do experimemal c a distância entre a Terra e a lua (3,8 X 10' km, apro- mad:lmente 3,U X 10" m/s. Calcule a velocidade da luz em unidade, as-
ximadamente), dê uma estimativa para o diâmetro da lua. tronõmiells por minuto.

18P"', O quilogruma padrão (veja a Fig, 1-7) tem li t"ornm de um cilin- 2SP. Até IlU\3, cada cidade Ih, Estados Unidos tinha sua hora locll1.
dro circular. com u alliJnl igual 30 diflmelro_ MrJstre 'jue, pdTa um ci- H~ije em dia, os viajantes precis.<lnJ acertar o relógio apenas qUJlndo ,I
lindro circular de volume fixo. esta igualdade I'az com que a superfície diferençu ucumulada chega aI h. Que distância, em grllus de longitude,
seja a menor possível. minimi>:,mdo lI,;sim o, efeito, de de,gaste e con- um viajante deve peKorrer para que lenha, em média, necessidade de acer-
taminação da superfície. tar o relógio? SU~{',lft7(J: Uma rotação da Terr.J equivale a 3600 e 24 h.

t 9P*, O navegador do petroleiro Gult'Supef/jox USll os ,méliles do chll- 29P, Em duas pistas difi!r/:'III(',I', os ven<.:edores da prova de uma milha
mado Sistema Global de Posicionamento «(]PS/NAVSTARJ pllTa de- fizeram 0, tempos de:1 min 58,05 s e J m 51\.20 ,. Para <.:oneluir que o
terminar lIlutitude e longitude do navio; vejll a Fig. 1-9. Se os valores corredor que fez o melhor tempo é realmente o Inais dpido. qual o maior
são 43' .~6' 25,3" N e 77' 31' 4X,2" O wm uma precisão de ± 0,5", erro, em metros, que pode ser aeeito (lO se medirem as pista,,?
qual li a inceTtenl na po,ição do p<:trolciro medida (a) ao longo de uma
linha norte-sul e (h) ao longo de uma linha leste-ocste'? (c) Onde ,e en- 30P. Cinco relógios estão sendo testados num laboratório. Em sete dias
contra o petroleiro'! consecutivos, exatamente ao meio-dia, de acordo com o ~inal de uma
estaçào de rádio, lIS horas indklldas pelos relógio~ são ~notlldas. O~ re-
sultado, aparecem na tllbela, a seguir. Como você classificaria os cinco
Pólo relógios em ordem de qualidade? Justifique.
Norte

Râô/{io Domin!!,,, SP!,md" TnF' Quarta Q«im" .I'<'.\HI Sál><IJo


A 12:36:40 12:36:56 12:37:12 12:37:27 12:.,7:44 12:37:jll 12:3HI4
B 11:5959 I :'.{)fUl1 1159:57 12:00:D7 12:(K):02 1I :59:56 12:0():!H
C 1.'1:5045 L":51:43 15:52:41 15S3:39 15:54:37 15:55:.,5 15:56:33
O 12:1l3S9 12:D2:52 12:Dl A5 12:DO:3/l 11:5':UI 11:5H:24 1I :57:17
E 12:0.1:59 12:D2:49 12:0154 12:0152 12:DI,32 120L:'-2 12:01 12

M<:ridiano
31P. Supondo que a duração do dill aumenta uniformemente de 0,001 s
Púlo por século, calcule o efeito cumulaI ivo desse aumento em um período
Sul de 20 ~éeulos. O fllto de que a velocidade de rotaçào da Terra está dimi-
Fig, 1-9 Prohlema 19. nuindo é comprovado pelll ob~ervação do momento de ocorrêneill dos
edip'>es solares durante este período,

32P*. O tempo neL'e5sário para que a lua volle a umll dadll posição em
Setoão 1-5 Tempo relação ilS eSlrelas fix<l' é chamado de mb sir/el"ll1. O intervalo de tem-
po entre fases idênticas da lua é chamado de mê, /mlilr. O mês lunar
20E, Expresse a velocidade da ltu, 1,0 X 10' m!s, em (a) pés por dura mllis h::mpo que o mês sideral. Por quê? De quanto tempo é a dife-
nanossegundo e (b) milímetro, por picosscgutldo. rença?

21E. Enrieo Fermi uma vet. obscrvoll que um tempo de aula (50 min) é Seção 1-6 Massa
aproximlldamcme igual a I microsseculu, Qual é a duração de I
micros,é<;uJo em minutos e 'llIlIl o erro percentual da apmximaçào lISa- 33.K Usando os dados e os fatores de conversiío que aparec'em neste ca-
da por Fermi '! pítulo, determine u número de álomo, de hidrogênio nece,sârin para
obter 1.0 kg de hidrogênio, Um átomo de hidrogênio tem uma mas,a de
22E. Um ano tem 36:'\,25 dias. Quantos segundos tem um allo') 1.0 LI,

23E. Um cerlCl'rel(jgio de pêndulo (com mostrador de 12 h[)rwi) adianta 34K Uma lTIuléculu de água (H:O) contém dois átomos de hidrugênio e
1.0 minJdia, Depois de acerlllr o rcl()gio, quanto tempu devemos espe- 11m átomo de oxigênio. Um átomo de hidrogênio tem uma massa de 1,0
rar para que ele volte a lmm:car a horu correta? LIe um átomo de oxigênio tem uma massa de 16 u, aprol\:imadamente.
(a) Qual é a massa em quilogramas de uma moláula de úgulI') (h)
24E. Qual é a idade do universo (veja a Tahela 1-4) em dias'! QUllntas molécula, de água existcm nos uceano, da Terra, que pos<óuem
uma mas~a lO(lIl estimada de 1.4 X J011 kg?
25E. {a) Uma unidmle de tempo il," vele.. u.~ada /w física micf{),lcôpica
é Q.jhau. Um shakc é igu~)1 a lO 's. (a) Existem mais shake, em um 35E. A Terr..! tem umll m!L~,<l de 5,98 x 10" kg. A mas~a média dos áto-
segundo que ~egundos em um ano'! (b) O bomem existe há cerca de liY' mos que compiíem a Terra é 4() u. Quantos átomos existem na Terrll'~
MOS, enquanto o universo tem <.:erca de 10'" anos de idade. Se a idade
do universo é tomada como sendo I "di;]". há quantos '''egundos'' n 36P. Qual a ma~sa de água que caiu na cidade do Problema 14 durunle
homem começou a existir',' a tempestade'! Um metro cúbico de água tem uma massa de 10' kg.
MEDIÇÃO 11

37P. (a) Supondo que a densidade (massa/volume) da água seja exata- 39P. Os grãos de areia de uml! praia da Califórnia têm um raio médio
mente [ glcm J , calcule a densidade da água em quilogramas por metro de SO /-lm e sáo feiras de dióxido de silício, I m' do qual possui mas-
cúbico (kglm J ). (b) Supollha que são Ileces~árias 10 h paro esvaziar um sa de 2.600 kg. Que massa de grãos de <.treia terÍ<.l uma área superficial
recipiente com 5.700 m' de água. Com que rapidez a ágUll está escoltn- total igu<llll superf(çie de um çubo c\)m I m de l<ldo'!
do, em quilOgramll~ por segundo?
40P. A densidade do ferro é 7,87 g/crn' e a massa de um átumo de ferro
é 9,27 X la '" kg. Se os :ltomos são c<;férico, c estão disposto, de for-
38P. Depois de CQmeçar urna dieta, uma pessoa passou il. perder 2,3 kg ma cOlnflocta. ,a) qual é () volume de um útomo de ferro e (h) qua.l é il.
por semana. Expresse esse número em miligramas por segundo. distância entre m centros de dois átomos adjacentes'?
MOVIMENTO RETILÍNEO 2

o dü/N.lm ensurdecedor de 111» dragsler é UII1 excefell/t (',templo de m{))';menro retifíneo.


Mil:>, além do barulho. (I que eXall/ll1eflle emociona o piloro?

2·1 Movimento no incrível tempo de 0,04 s (menor do que um piscar de


olhos). Como comparar os dois movimentos e saber qual é
o mundo, e tudo nele, está em movimento. Mesmo as coi- o mais sensacional (ou aterrorizante) - pela velocidade fi-
sas aparentemente imóveis. como uma rodovia. estão em nal. pelo tempo decorrido, ou por alguma outra grande-
movimento, devido à rotação da Terra em tomo de seu eixo. za?
ao movimento orbital da Terra em tomo do Sol, ao movi- Antes de tentarmos responder, examinaremos algumas
mento orbital do Sol em relação ao centro da Via-Láctea e propriedades gerais do movimento, que é restrito de três
ao deslocamento da galáxia em relação a outras galáxias. formas:
A classificação e a comparação dos movimentos (chama-
da de cinemática) são, com freqüência, desafiadoras. O 1. O movimento é, unicamente, retilíneo. A direção pode
que, exatamente, medir, e como comparar? ser vertical (uma pedra caindo), horizontal (um carro se
Aqui estão dois exemplos de movimento. Kitty O'Neil, deslocando numa rodovia plana), ou inclinada, mas deve
em 1977, estabeleceu um recorde para "velocidade final" ser retilínea.
e "tempo decorrido", para um dragsfer, numa corrida de 2. A causa do movimento só será estudada no Capo 5. Neste
400 m. Alcançou a velocidade de 631,7 km/h, partindo do capítulo, estudaremos, apenas. o movimento em si mesmo.
repouso, num intervalo de tempo de 3,72 s. EIi Beeding, O móvel está acelerado, desacelerado, parado, ou sua
Jr. viajou num carro~foguete, que foi lançado numa pista, velocidade muda de sentido; e, se o movimento varia, como
atingindo a velocidade de 117 km/h, a partir do repouso, a variação depende do tempo?
14 MECÂNICA

3. O móvel, ou é uma partícula (um objeto puntiforme. tudaremos vetores mais detalhadamente (aliás, alguém pode
como um elétron), ou é um corpo que se move como uma já ter lido esse capítulo), mas aqui a idéia básica é que deslo-
partícula (todos os pontos se deslocam na mesma direção camento tem duas características: (1) o módulo (por exem-
e com a mesma velocidade). Um bloco deslizando para plo. o número de metros), que é a distância entre a posição
baixo num escorregador reto de playground pode ser tra- inicial e a final, e (2) o sentido. num dado eixo. da posição
tado como uma partícula; entretanto, um carrossel em ro- inicial à final, que é representado por um sinal + ou -.
tação não pode, porque pontos diferentes da sua borda
movem-se em direções diferentes. 2-3 Velocidade Média e Velocidade Escalar
Média ti
2·2 Posição e Deslocamento
o posicionamento de um móvel e descrito. de forma
Localizar um objeto significa determinar sua posição re- sintetizada, por um gráfico da posição x em função do
lativa a um ponto de referência, em geral, a origem (ou pon- tempo t - o gráfico x(t). A Fig. 2-2 mostra um exemplo
to zero) de um eixo, como o eixo x na Fig. 2-1. O sentido simples de x(t) para um coelho (que trataremos como uma
positivo do eixo é crescente na escala numérica, ou seja, pal1ícula) em repouso no ponto X = - 2 m.
para a direita, na figura. O sentido negativo é o oposto.

x(m)

Seruidu negativo I•.....:=:-_.. So:ntido positi~o


+.
-";;'-~2:--';-1--C0-7----;2C--;'-~.--;,~· '--";"I"OJ-+-,.,.., -,•..- t (5)
i -1
ürigem-.l
x(t)
.1g. 2·1 A posição é determinada num eillo graduado em unidades de
comprimento e que se prolonga indefinidamente em sentidos opostos.
Fig. 2·2 Gráfico de x{l) para um coelho, em repouso no pOOlOX 0:= - 2 m.
O valor de x permanece constante em - 2 In pura lodos os instantes f.

Uma partícula pode, por exemplo, estar localizada em


x =5 m, significando que está a 5 fi da origem, no sentido A Fig. 2-3a, também relativa ao coelho, é mais interes-
positivo. Se fosse em x = - 5 m, estaria, igualmente, afas-
sante, porque descreve um movimento. Em I = O. o coelho
tada da origem. mas no sentido oposto.
foi observado na posição x = - 5 m. Em seguida, se des-
A variação de uma posição XI para outra posição x2 cha-
loca para x = O, passando por esse ponto no instante t = 3
ma-se deslocamento /li, onde
5, e continua o movimento, no sentido positivo de x.
A Fig. 2-3b mostra esse movimento de fonna semelhante
a que veríamos. O gráfico é mais abstrato e menos pareci-
do com o que veríamos. porém mais rico em informações
(O símbolo d, que representa a variação de uma grandeza, e revela a rapidez do coelho. Várias grandezas estão asso-
significa que o valor inicial da grandeza deve ser subtraído ciadas ao termo "rapidez", Uma delas é a velocidade mé-
do valor final.) Quando con::>ideramos valores, um desloca- dia U, que é a razão do deslocamento /li, ocorrido duran-
mento no sentido positivo (para a direita, na Fig. 2-1) é um te um detenninado intervalo de tempo fit, por esse inter-
número positivo. e no sentido contrário (para a esquerda, na valo de tempo:*
Fig. 2· I) é negativo. Por exemplo, se a partícula se move de
X1 = 5mpamx!= 12m,entãodx =- (12m) - (5m) == + 7
m. O sinal positivo (+) indica um deslocamento no sentido
positivo. Se desconsiderarmos o sinal (por conseguinte, o
sentido), temos o módulo de dx. que é 7 rn. Se a partícula
agora retomar ao ponto inicial X = 5 m, o deslocamento total
é zero. Não impdrta a quantidade de metros percorrida; então,
o deslocamento envolve apena..<; a posição inicial e a final.* t Em inglês. o "..lar ~el(1ád<lJ.. é designado pelo lermu l·e/ocily ( li I. e a ,·efoá·
dade eSW{llr por speeJ (s), que algumas vezes é traduzida por rapiJe:. Neste
Q.<leslocamento é um exemplo de grandeza vetorial, livro. será usada anotaçãoupara designar a l'e/uâdade média, que é uma /lrtm·
porque possui módulo. direção e sentido. No Capo 3, es- l/e;:a velaria/. e li notaçiio I ui (= s.no inglês) para designar a velocidaJe I'S,-·(1I<1I.
que é uma grallde:a escal<lr. (N. do T.)
§ A ddini<,:ão de velocidade escalar apresentada neste livro não coincide eom a
que é adolada nos livros de 2.° grau nonnalmente utilizados no Brasil. Algumas
* NãoconfundirJes/ommenlO. que é uma grandeza vewoal, e represema a dife· vezes, ao longo deste livro. quando não há ambigüidade. o lermo .'eloâdaJ(
rença entre a posição inicial e li final do móvel. com dililimcia percorrida. que é e,leU/ar é designado simplesmenle por I'e/nâdade. (N. do R.)
lima grandeza escalar, e represellla o percUTMltolal elllre o início e o fim do ... NeSle livro, uma barra sobre um simbolo em geral. significa, o valor médio da
ln(lv1mento. sem levar em cunla a uireçãu. ou o sentiuu. (N. do T.) grandeza representada pelo símbolo.
MOVIMENTO RE'nLINEO 1S

.... (m) a inclinação da reta que une os pontos da curva relativos ao

,•
início e ao fim do intervalo.

, x(l).,
EXEMPLO 2·1 Um motorista dirige um veículo numa rodovia retilínea
1
a 70 km/h. Após rodnr 8,0 1;,01. o veículo púra por falta de gasolina. O
-1 O

..,
-I • t (5)
motorista caminha 2,0 I;,m adiante, até o P~)sto de nbastecimento mais
próximo, em 27 min (== 0.4S0 h). Qual a veloddm.le média do motorista
°
..
desde inslame UlI partidll do veículo atê cheg'lr 110 poslo? Obtenha a
-, resposta numérica e graficamente.

-5
Solução Para calcular v,
prccisamos conhecer o deslocamento .lx, do
Início ao fim, e o tempo t:.1 decorrido durante o deslol'amelllo, Pam fa-
cilitar. admitamos que () ponto de partiua ê a origem do eixo x (xL == O)
(o)
e que o movimento é no scntido positivo, O ponto de chegada é = 8,0 x,
km + 2.0 km = + 10 km, então, D.x == x~ - x J = 10 krn. Da Eq. 2-2,
podemos çalcular o intervalo de lempo em (Iue o motoristn dirigiu o
veículo:

!!J.t = t:.x = X,Oklll = 0,11-1- h.


o ti 70 kIll,h
, 4 Tempot (s) Emiío, o tempo total. da origem até o tina!. é
(b)
t:.t = 0,11-1- h + 0,-1-50 li =056-1- h,
Fig. 2·3 (a) Gráfico x(t) do movimento de um coelho. (h) A trajetória
associada ao gráfico. A escala abaixo do eixo:r moslra os instantes em Finalmente. substituindo .l1' e !!J.r na Eq. 2-2:
que o coelho atingiu os vários valores de x.
_ .b IOkm
v~ - ~ - - - - + IR klll'h (Resposta)
t:.t 0.56-1- h .
No gráfico de x versus t, V é a inclinação da reta que une
Para enCOmranlllls ti graficamente. traç.lmos primeiro .1'(1), como
dois pontos da curva x(t): um ponto corresponde aX1 e t1, e na Fig. 2-S. onde o pomo inicinl está na origem e o tina!. em P. A velo-
o outro a XI e ti. Da mesma forma que o deslocamento. v ddade média do motorista é a indinaçiio da rcta que une csse, pontos.
tem módulo, direção e sentido. (Velocidade média é outro As linhas pontilhadas na figum mostram que a inclinnção realmente é
exemplo de grandeza vetorial.) Seu módulo é o da inclina- ti == 10 km/0.56 h == + 18 km/h,
ção da reta. Um vpositivo (e uma inclinação positiva) EXEMPLO 2·2 Admitamus que o motorista tenha lev'ldo 35 min para
significa que a reta se eleva à direita; um V negativo (e uma carregnr o combuslÍvel do posto ao calTo. Qonl a velocidade média do
inclinação negativa) significa que a reta se eleva à esquer- motorisla. do instante em que iniciou a viagem até chegar ao carro com
da. A velocidade média e o deslocamento têm sempre o o combustível?
mesmo sinal, porque t:.t é um número positivo,
Solução Corno no exemplo anterior. devemos calcular o deslocmnento,
A Fig, 2-4 mostra o cálculo de v para o coelho da Fig. 2- do ponto de origem até o final, e depois dividi-lo pelo intervalo de tem-
3, no intervalo de r = I sa t = 4 s, A velocidade média durante po!!J.r entre os dois puntos. Entretanto. neste exemplo, o ponto tinal é o
esse intervalo de tempo é ti = + 6 m/3 s = + 2 m/s. que é

x(m) 7
Posto de gasolina
6
__"c::.'~"~"~"~"~"~"~"'-::;?::',
,• ,
P"rar
11 "" inclinação desla rela ,
, ,,,
"',(= ,IOkm)
1
,,
-I o ,,
-l ,
-, o~-i';'i'.'~"")")C'""'""""io"~"C'"O."'"6-::".._'~--,,,""
O h) 10 20 30 40
_
-3 ,
-4 . --~---:----' Tempo (min)

-5 Fig. 2-5 Exemplo 2-1. A~ linhl1s assinaladas como ··dirigindo·· e "cami-


I, ~t.45-1s=3s nhando" siio os gráfi(;os da posiçiio \·erms o tcmpo para o motoristn do
Exemplo 2-1. A inclinação da reta que une a origem ao ponto Pé a ve-
Fig. 2-4 Delerminação da velocidade média entre r == I se t = 4 s. locidade média da viagem.
"'
16 MECÂNICA

retomo 110 veículo. A origem é o ponto X, o; 0, O polJto de lérmino (re- correspondência entre a grandeza desconhecid::. e os dados do proble-
tamaaa vefculo)éx, = 8.0km. Então, ÁXé 8,0 - O = 8,Okm. O tempo ma. (A correspondência é a Eq. 2-2, que define a velocidade média.)
lotaI AI decorrido da origem até o final é
TÁTICA 3: OBSERVE AS UNIDADES
dI == 7~'~~ + 27 mio + 35 mio Use as unidades apropriadas, quando trabalhar numericamente com as
equações. Nos Exemplos 2-1 e 2-2, relacionados a um veículo, as uni-
dades apropriadas são: quilômetros, para distâncias: horas, para imer-
=0,114 h + 0,450 h + 0.583 h == 1,15 h. valos de tempo; e quilômetros por hora, para velocidades. Pode ser ne-
cessário fazer conversões.
Logo.

TÁTICA 4: ANALISE A RESPOSTA


-= /i.x == 8,Okm _ +70'·' ,'h (Resposla)
v A.t 1,15 h ,I\ln. . Observe a sua resposta e pergunte a você mesmo se ela faz sentido. É
excessivamente grnnde ou excessivameme pequena? O sinal está cor-
Neste caso, a velocidade média é menor do que a calculada no Exemplo reto? As unidades sào apropriadas? A resposta correta, no Exemplo 2-
2.1, porque o deslocamento é menor e o intervalo de tempo é maior. I, é 18 km/h. Se você encontrou 0,00018 kmlh, - 18 kmlh, 18 km/s ou
18,000 kmlh, deve dar·se conta de que fez algo errado. O erro pode es-
tar no método adotado, no cálculo algébrico, ou no aritmético. Verifi·
que o problema com cuidado. tenha certeza de começar pelo início.
No Exemplo 2-1. a resposta tem que ser maior do que a velocidade
v
Velocidade escalar média é uma forma diferente de do caminhar normal de uma pessoa (3-5 km/h). mas menor do que a
descrever a "rapidez" de uma partícula. Enquanto a velo- velocidade do veículo (70 kmlhl, Finalmente, a resposta do Exemplo 2-
cidade média é função do deslocamento ax, da partícula. a 2 tem que ser menor do que a do Exemplo 2- I, por duas razOes: no
Exemplo 2-2, o módulo do deslocamento é menor. em relação ao exem-
velocidade escalar média é função da distância total per-
plo anterior. enquanto o tempo necessário ao deslocamento é maior.
corrida (por exemplo, o número de metros percorridos),
independente do sentido. Isto é, TÁTICA 5: INTSRPRE1E O GRÁFICO
As Figs. 2-2, 2-3a, 2-4 e 2-5 são exemplos de gráficos que você deveria
ser capaz de interpretar com facilidade. O tempo t, em cada gráfico, é li
variável ao longo do eixo horizontal, e cresce para a direita. No eixo
vertical, a variável é a posição x do móvel em relação à origem, e cresce
para cima.
A velocidade e~alar média difere, também, da velocidade Observe sempre as unidades (segundos ou minutos; metros, quilô-
metros, ou milhas) em que as variáveis são expressas, e se são positivas
média porque não considera o sentido do deslocamento. e.
ou negativas.
por conseguinte, não possui sinal algébrico. Algumas ve-
zes, I vi é igual a V (sem levarem Conta o sinal). Mas, con- TÁTICA 6: ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
fonne demonstrado no Exemplo 2-3, a seguir, quando um Se tiver que dividir 137 balas entre três pessoas, não conseguirá dar li
móvel retoma em sua trajetória. os resultados podem ser cada uma, exatamenfe. 137/3, ou 45,66666666... balas, Daria 45 balas a
cada pessoa e sortearia a~ dua" restantes. É necessário desenvolver o
bem diferentes.
mesmo raciocínio ao lidar com cálculos numéricos na física.
No Exemplo 2-1, a velocidade média estimada que seria encontrada
com o auxílio de uma calculadora é ti = 17.7304%45 km/h. Esse nú-
EXEMPLO 2-3 No Exemplo 2.2, qual é a velocidade escalar média do mero tem 10 al,:arümo.f signijicati\·o.f. Os dados originais. no proble-
motorista? ma. têm apenas dois algarismos significativos.

Solução Do início da viagem até o retomo ao veículo com o combustí-


vel, foi percorrido um lOtai de 8,0 km + 2,0 km + 2,0 km = 12 km, em Em geral, nenhum resultado poderá ter mais algarismos significati-
1.15 h, então, vos que os dados que o originaram.

Se são necessárias várias etapas de cálculos, deve·se trabalhar com


{vl= 12 km _10 k:m/h. (Resposta)
1,15 h mais algarismos significativos que os dados de origem contêm. Entre-
tanto, quando se chega ao resultado final, deve-se arredondá-lo de acordo
com o dado que contém o menor número de algarismos significativos.
TÁTICAS PARA A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS Fizemos isso no Exemplo 2-1 para obter ti "" 18 kmIh. (A partir de agora,
a resposta de um problema pode ser apresentada com o sinal = em vez
TÁTICA I: LEIA O PROBLEMA CUIDADOSAMENTE de "", mas o arredondamento deve ser mantido.)
A dificuldade mais comum parn um inióante na resolução de proble- É difícil evitar a sensação de Que você está jogando fora dados váli-
masé simplesmente não entender o problema. A melhor maneira de testar dos quando os arredonda dessa fonna. mas, de fato, você está fazendo o
a compreensão é: Você consegue, com suas próprias palavrns, explicar contrJrio: está jogando fora números inúteis e enganosos. A calculado-
o problema a um amigo"? Tente. rn pode ser ajustada para fazer issO. Ela continuará processando, lnter-
namenle. toOos os algarismos, mllS só exibirá o re~u\\ado com o
arredondamento que desejar.
TÁTICA 2: COMPREENDAOQUE É DAOOEO Quando o número 3.15 ou 3,15 x IO'é fornecido num problema, os
QUEÉ PEDIDO algllrismos significlltivos não deixam dúvidas. Mlls. o que dizer do nú-
Anote os dados do problema. com as unidades, fazendo uso da mero 3.000'! Mostrando-se apenas um algarismo significativo (l'Oderia
simbologia do capítulo respectivo. (Nos Exemplos 2-/ e 2-2, os dados ser escrito da forma 3 X 10·')'!Ou são mostrados quatro algarismos (po-
permitem encontrar o deslocamento 6.x e o intervalo de tempo corres- deria ser esçrito como 3.!XlO X Io-')? Neste livro, adotamos que todos
pondenle .6.t.) Identifique o que se quer saber e o respectivo símbolo. os zeros, como no número 3.000, são significativos, mas o melhoré não
(Nos exemplos em questão, é a velocidade média, símbolo ti., Faça a generalizar.
MOVIMENTO RETlÚNEO 17

TÁTICA 7: ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS E CASAS Velocidade escalar é o módulo da velocidade, isto é,


DECIMAIS velocidade e$Calar é a velocidade sem qualqner indicação
Não faça confusão. Considere as medidas 35,6 m; 3,56 m; 0,356 m e de direção e sentido. * Uma velocidade de + 5 mls e outra
0,00356 m. Todas têm três algarismos significativos, mas uma. duas, de - 5 m/s estão associadas à mesma velocidade escalar
três e cinoo casas decimais, respectivamente.
de 5 m/s. O velocímetro de um carro mede a velocidade esca·
lar, e não a velocidade, porque ele não tem infOlmações acerca
da direção e do sentido do movimento do veíc~lo.
2·4 Velocidade Inatantânea e Velocidade
Escalar
EXEMPLO 2-4A Fig. 2-00 mostro o gráfico x(r) do movimento de um
Até agora, vimos duas maneiras de descrever a rapidez com elevador, que, a partir do repouso, desloca-se para cima (que arbitramos
ser o sentido positivo) e pãra. Trace o gráfico de V (I) em função do tempo.
que algo se move: velocidade média e velocidade escalar
média, ambas medidas em relação a um intervalo de tem- Solução Nos ponlos a e d, a inclinação. e por conseguinte a velocidade,
po .1.t. Porém, o termo "rapidez", em geral. se refere a quão é zero, porque o elevador está parado. No intervalo be, o elevador ~e
rápido uma partícula se move em um dado instante - sua move com velocidade constante, e a inclinação de x(t) é
velocidade instantânea v (ou simplesmente velocidade). á~ 24m - 4,Om
A velocidade, em um instante qualquer, é igual à velo- v=-= =+4,Om/s.
át 8,Os-3,Os
cidade média, quando o intervalo de tempo ô't tende a zero.
À medida que Al diminui, a velocidade média tende a um o sinal + indica que o deslocamento é no sentido positivo de x. Esses
valores estão graficamente mostrados na Fig. 2-6". Os intervalos de I s
valor limite, que é a velocidade naquele instante:
a 3 s e de 8 s a 9 s indicam respectivamente o início do movimento e
depois sua redução afé parar. (A Fig. 2-óc será considerada mais tarde.)
Dado um gráfico 1.1(/), como na Fig. 2-6b, podemos, "de forma inver-
sa", traçar (I gráfico x(t) correspondente (Fig. 2-00). Entretanto, não pode-
mos saber os valores de x a cada instante. sem termos mais informações,
porque o gráfico V{t) indica, apenas, variações em.t. Para obtermos a va-
riação de x em qualquer intervalo, devemos, na linguagem do cálculo di-
Sendo a velocidade um vetor. tem uma direção e um senti- ferencial, determinar a "área sob a curva". no gráfico v(t), para aquele
do associados. intervalo. Por exemplo, no intervalo em que a velocidade do elevador é
A Tabela 2-1 mostra um exemplo de processo de limite. 4,0 m/s, a variação em x é dada pela "área" sob a curva v(t):
A primeira coluna dá a posição x de uma partícula em t = I s,
que é a origem do intervalo de tempo AI. A terceira e a área = (4,0 m/s)(8,O s - 3,0 s) = + 20 m.
quarta colunas dão, respectivamente, o!'. valores de x e r no (Essa área é positiva, porque a curva 1.(1) está acima do eixo f.) A Fig.
final do intervalo M. A quinta e a sexta colunas fornecem, 2-6a mostra que x, realmente, aumenta 20 10, naquele intervalo.
respectivamente, o deslocamento LU e o intervalo A.r (que
EXEMPLO 2-5 A posição de uma partícula que se move ao longo do
está diminuindo). À medida que at diminui, V (= Li x/a t, eixo x é dada por
na última coluna) varia gradativamente até o valor limite
de + 4,0 m/s. Essa é a velocidade instantânea v em t = I s. x = 7,8 + 9.2t - 2,1~. (2-5)
Na linguagem do cálculo diferencial, a velocidade instan-
Qual é a velocidade em f =: 3,5 s? A velocidade é constante ou está con-
tânea é a taxa de variação da posição x, da partícula. com o tinuamente variando?
tempo, em um detenninado instante. De acordo com a Eg. 2-
4, a velocidade em um determinado instante é a inclinação da • Velocidade escalare velocidade escalar média podem ser completamente dite-
curva de posição. no ponto que representa aquele instante. rentes; logo, re~olva com cuidado problemas que envolvam essas grandezas.

Tabela 2-1
O Processo de I, imite
Pos/çiio l/licial Posicão Final Inlen'(llos Velocidade
XI (rol f, (~) .t1 (10) f1 (s) Jx(m) Jr (s) J.x I Jf (m/s)
5,00 1,00 9,00 3,00 4,00 2,00 +2,0
5,00 1,00 8,75 2,50 3,75 1.50 +25
5,00 1,00 8,00 2,00 3,00 1,00 +3,0
5,00 1,00 6,75 1,50 1,75 '5 0,50
c +3,5
5,00 1,00 5.760 1,200 0,760 E 0.200 +3,8
5,00 1,00 5.388 1.100 0,388 '6 0.100 +3,9
5,00 1,00 5.196 1,050 0,196 <í 0,050 +3.9
5,00 1,00 5,158 1,040 0,158 0,040 +4,0 I um valor limite
5,00 1,00 5,[ 19 1,030 0,119 0,030 +4,0 J foi alcançado
18 MECÂNICA

Em 1 '" 3.5 s, a partícula se move no sentido de(,Tescente de.\ (note o


sinal -.1 com a velocidade escalar de 68 m/s. Como li velocichlde v de-
pende de I, de acordo com a Eg. 2-6, di7.emos que a velocidade varia
2' d
.\=24m ~ Ir. colllinuamente.
eml=8.U
, ,,
I
E '" , TÁTICAS PARA A RI<:SOLlJÇÃO Dl!:

,:Ax
o 15

J 10
,,
PROBI.EMAS

,,
.,
\ = .f.O rll TÁTICA 8: NÚMEROS NEGATIVOS
eln r = .uI ______J A linha a seguir representa o eixo I, com li origem (.\ == O) no centro.
Usando esta escala, procure compreender que - 40 m é menor do que
- 10 m, e que ambos são menores do que 20 m. Observe lambém que
"
•.!-';...,...."",é--:;,--'-:---:--'O----;6+-:;'-""""R-CO-:--- 10 In é maior do que - 30 m.
As quatro sela~ apontando para a direita repre>enrwn aumentos em
x. isto é, .1.1 positivos. As quatro setas apontando pam a esquerda repre·

-- ,. -- -- --,.
[Ildjllaç~o sentam decré,ómos em r, isto é.•:h negativos.
de x (ti
"
, vil) ,
,
--'" •
-4il -2<J -10 10
Posição (111)
2<J
'" 4'

TÁTICA 9: INCLINAÇÕES E DERIVADAS


TOOa derivada representa a inclinação de uma curva. No Exemplo 2-4,
li velocidade instantânea do elevador (uma derivada. veja li Eq. 2--4) é a
inclinaç:io da curva .r(l), da Fig. 2-6(1. naquele instanle. A seguir mos-
tralllos COIllO obtcr gral"icmllel1le a indinaçãu te. :lssim. ,1 derivada).
de v li) A Fig. 2-7 mostra n curva .\(1 j pnra o movÍlnenlo de uma p:micula.

, " Aççler,..,.ào
,
Para ohter a velocidade em I = I s, marque um pomo sobre :\ curva,
correspondente aesse instante. TraL-e. com cuidado. uma t:.mgenlt: 11 curva
nesse ponto (1IJlIgl'llle significa que Inl'a~ a \ungeme toca a curva num
2
~,g \ único ponto, o ponto assinalado). Construa o triângulo retângulo A.Re.

,•
~
-\
, , , , , ,
a(l)
9
d
(Como a inclinaçàu é a mesma. não importando o tamanho do triângu-
lu, que. quanto maior for, mais precisa será a medida no gráfico.) Pelas
-2 coottJenada.~ ve"ic.tI c horizontllL obtemos. respeelivamellte, ~x e ~/,

"<, -4_3 com módulo. sinal e unidude. Na fig. 2-7,11 inclímH;ão (derivada) é dada
pela equação:
úe~a(:clçra~-;10

. .x 5,5m-2,3m 3,2m
= - - = + 2,1 m/s.
A ~ A Ã Ã inchnação = ~ ""
1,8 s 0,3 s 1,5 s

Cc)
Fig. 2-6 Exemplo 2.4. (a) Curva.t(O para um elevador que se movimenta
pura cima. no eixor. (/J) CUflla V/f) do elevador. Observe ljue ela é a c
derivada de .\"U)l ti = dx/dl). (c) A curva li (I) doelcvudor. Ela é (l deri-
vada de V(I) (tI = dvliln. Os honequinhlJS reprçselllam a reação do cnr-
po de um pa,sageiro às acelemçiies do elevudur. ,,
: Ax(=3,2m)

k--.----~,------~
Solução Por simplificaçào, ['oram omitidas 11' unidadt:b. mas você pode.
se de>eiar. mudar os t;odicietlles dil eql1ul,:ào panJ 7,'6 m; 9.2 m/s e 2.1
rn/,'. '>am,resolver u problema, usamos a Eq. 2-..:\. substiruindo x, no
lermo da direita. pela Eq. 2-5: 2
('" 1,5 s)
dx d
v =- = - (7,8 + 9,2t - 2,lt~),
dt dt

resultundo. ••~---;-------,2;;----

v = O + 9,2 - (3)(2,1)/ 2 = 9,2 - 6,3/2 • 12-6) Tempo ~s)

Em t:o 3,5 s, .'ig.2-7 A derivad:l de uma curva em qualquer ponto é a inclinação da


reta tangente naquele ponto. Em r = 1.0 s.l1 illdinaçiio da reta tangente
v = 9,2 - (6,3)(3,5)2 = -68 m/s. (ResptJSla) tponanto. a velocidade instantânea Il.\ldl) é Deval == + 2.1 m/s.
MOVIMENTO RETILíNEO 19

De acordo com (l Eq. 2-4. essa inclillw;ao é a velocidade dn partícula A unidade usual da aceleração é metro por segundo por
emt=Js. segundo: m/(s.s) ou m/s 2. Veremos, em problemas, outras
Se a e,~ellla do eixo x ou t, da Fig_ 2·7, varillr. u aspecto da CUrl/ll e o
ângulo li mudarão, mas o vlllor encontrado para a velocidade. em t = I
unidades, mas que sempre aparecerão na forma de distân-
S, permanece o mesmo. cia I (tempo.tempo) ou distância/tempo!. A aceleração eos-
Se a função xlt) for representada por lima expressão matemática. sui módulo, direção e sentido (é uma grandeza vetorial). O
como no Exemplo 2-5. podelllos calcular li derivada d.\/dl pelo cálculo sinal algébrico representa o sentido ilUm "cíãd_õ"-eixo, da
diferencial. dispensando o mélOdo grMico. mesma forma que para o deslocamento e a velocidade.
A Fig. 2-6c representa a aceleração do elevador discuti-
do nu Exemplo 2-4. Compare com a curva v(1) ~ cada
ponto na curva a(t) é a derivada (inclinação) de v(1), no
2·5 Aceleração
ponto considerado. Quando vé constante (em Oou 4 m/s),
a derivada é zero, logo, a aceleração é nula. Quando o ele-
Quando a velocidade de uma partícula varia..-diz.emos que
vador começa a mover-se, a curva v(t) tem derivada posi-
ela estifsob-Uiua atelenl4j:ão (ou está acelerada). A ~~el~~
tiva (inclinação positiva). isto é, a(t) é positiva. Quando o
ração média li em um intervalo ât é
elevador diminui a velocidade. até parar. a derivada e a
inclinação de v{t) são negativas; isto é, a(1) é negativa.
Compare. a seguir. as inclinações de V(t) durante os dois
períodos de aceleração. A inclinação associada ao eleva-
dor parando (comumente chamada de "desaceleração") é
mais abrupta, porque o elevador pára na metade do tempo
A aceleração instantânea (ou simplesmente aceleração) que levou para ganhar velocidade. Essa inclinação mais
é a derivada da velocidade: acentuada, na Fig. 2-6c, mostra que a desaceleração é mai-
or, em módulo. do que a aceleração.
As sensações que sentiríamos, no interior do elevador
da Fig. 2-6, estão indicadas pelos bonequinhos na figura.
Quando o elevador inicia a aceleração, nos sentimos pres-
sionados contra o chão; depois, quando é freado, nos sen~
Em outras palavras, a aceleração de uma partícula, em um limos esticados para cima. Entre esses intervalos, não sen-
detenninado instante, é a tax~_de-.YariaÇ..ão d~_x~locidade. timos nada em especial. Nosso corpo reage às acelerações
naquele instante. Conforme a Eg. 2-8. a aceleração em (é um acelerômetro), mas não às velocidades (não é um
qualquer ponto é a inclinação da curva v(t), nesse ponto. velocímetro). Quando estamos viajando num carro a 100

Fig. 2-8 o Coronel J. P. Stapp. fotngrJfado num veículo propulsado no instante em que foi submetido li grande llceJera\,','j() /senliJú da aceleração.
saindo da página) e no instante em que foi bruscamente freado (sentido tl;l <lce1cração, entrandu n;1 págillil).
20 MECÂNICA

kmJh, ou num avião a 1.000 kmJh, não temos sensação Portanto, o melhor é interpretar os sinais da seguinte maneira: se a
corporal de estarmos em movimemo. Mas, se o carro, ou o velocidade e a aceleração têm o mesmo sinal. então o máveJ está au-
mentando a velocidade escalar: se os sinais são diferentes. a velocidade
avião variar a velocidade bruscamente, somos capazes de está diminuindo. Essa interpretação será mais bem entendida adiante.
sentir tal variação. Num parque de diversões, a<; maiores quando estudarmos a natureza vetorial da velocidade e da aceleração.
sensações são causadas pelos brinquedos que nos subme-
tem a variações súbitas de velocidade. Um exemplo extre- EXEMPLO 2·' A posição de uma partícula é dada por
mo está na Fig. 2-8, que mostra, numa seqüência de foto-
x:::: 4 - 27t + t 3,
grafias, os efeitos de uma rápida aceleração, seguida de uma
parada brusca, num veículo propulsado. onde as unidades dos coeficientes são m, mfs e m/s', respeclivamente. e
o eixo x está mostrado na Fig. 2-1.

a. Calcular v(t) e a(l).


EXEMPLO 2-6 a. Quando Kiuy O'NeiJ e~tabeleceu o
recorde para a
maior velocidade e o menor tempo decorrido para um dragster, elaa1can- Solução Para obrer V(/), vamos derivar x(t) em relação a t:
çou a marca de 631,7 kmlh em 3,72 s. Qual foi sua aceleração média?
li = -27 + 3/ 2• (RespoStll)
Solução Da Eq. 2-7, a aceleração média de Q'Neil foi
Para obter a(t), derivamos t.!(1) em relação a r:
dv
631,7 kmlh - O
a=-:
di 3,72s-0 a = +6t. (Resposta)

km (Resposta) b. Em algum instante v = O?


= +\70-,
h-,
Solução Fazendo 1I(t) = O, lemos
consideramos o movimento orientado positivamente noei:rwx. Utilizan-
douma unidade mais convencional, sua aceleração foi de47,1 mls'. Em 0= -27+ 31~,
geral, as grandes acelerações são expressas na unidade "g", oooe 19 =o
9,8 m/ S2 (= 32 ftN), como será explicado na Seção 2-8. A aceleração cuja solução é t = ::':: 3 s. (Resposta)
média de Q'Neil foi de 4,8g.
C. Descreva o movimento da panícula para I ~ O.
b. Qual foi a aceleração média de EIi Beeding Ir. quando alcançou a
marca de 117 kmlh, em 0,04 s, num calTO-foguete? Solução Para responder, vamos observar as expressões de XI r). v(t) e a(I).

Em t = O, apartículaestáemx = + 4 m, movendo-.\e para a esquer-


Solução Novamente, da Eq. 2-7,
da com a velocidade de - 27 m/s e com aceleração igual a zero, nesse
instante.
117 kmih - O Para O < t < 3 .5, a partícula continua o movimento pura a esquerda,
O,04s-0 mas a velocidade escalar diminui, porque a aceleração é para a direita.
(Verifique V(r) ea(r) para t = 2 s.l A taxa de aceleração está aumentando.
=+29x 1O~ km _ +BOOm/s~ (Resposta) Em t = 3 s, a partícula pára momentaneamente (u =o O) e está na
, h' S '
posição mais afastada possfvel para a esquerda (x = - 50 m), A acele-
ração continua para a direita, crescendo.
ou cerca de 808. Para t > 3 s, a aceleração continua crescendo para a direita, e a ve-
Recordando a Seção 2-1, quando nos referimos aos exemplos de locidade, que agora também é para a direita, cresce rapidamente. (Ob-
O'Neil e Beeding, como podemos classificar qual () feito mais fantásti- serve que os sinais de v e li são os mesmos.) A partícula se move para a
co - pela velocidade final, pelo tempo decorrido, ou por outro fator? direita indefinidamente.
Agora podemos responder. Como o corpo humano é sensfvel à acelera-
çãoe não à velocidade, comparando as acelerações de Beeding e O'Nell,
vemos que Beeding foi o vencedor, mesmo com uma velocidade final
bem menor do que a de O'Nei1. A aceleração de Beeding poderia ter
sido mortal se durasse muito mais rempo,
2·6 Aceleração Constante: Um Caso Especial'
Em muitos tipos de movimento, a aceleração é constante,
TÁTICA PARA A RESOLUÇÃO DE
ou aproximadamente constante. Por exemplo, podemos
PROBLEMAS
acelerar um carro de forma aproximadamente constante
quando um sinal de trânsito passa de vennelho para verde.
TÁTICA lO: O SINAL DA ACELERAÇÃO
Observe, mais uma vez, o sinal para 11 aceleração calculada no Exemplo
(Os gráficos de posição, velocidade e aceleração seriam
2-6. Em muitos exemplos sobre aceleração, o sinal fem um signifit:ado parecidos com os da Fig, 2-9.) Se depois tivennos que fre-
de senso comum: aceleração positiva implica um aumento de velocida- ar o carro até parar, a desaceleração, durante a freada, tam-
dedo móvel (como um carro) e aceleração negativa implica a diminui- bém pode ser considerada aproximadamente constante.
ção da velocidade (o móvel está desacelerando). Esses casos são tão freqüentes, que um conjunto espe-
Entretanto, algumas considerações devem ser observadas na aplica-
ção dessa regra. Por exemplo, se a velocidade inicial de um carro é v =o
cial de equações foi definido para tratá-los. Nesta seção,
- 27 mls (=o - 6Q milh) e ele é freado até parar em 5,0 .~, li + 5,4 rui
S1. Observe que a aceleração é positiva. mas o carro está parando. A * o movimento retilíneo com acelerdç~o constame tamllém é <:onhecido como
razão está na diferença dos sinais: o sentido da aceleração é contrário movimento retillneo uniformemente variado (MRUV): a acelera~'iio inslall1ânea
ao da velocidade. e a aceJeraçào média ,ào iguais (/1 '" ã ), (N. do T.)
MOVIMENTO REnÚNEO 21

• onde Xo é a posição da partícula em t = O. e U é a velocida-


de média entre t = O e o instante I posterior.
,~ Se traçarmos V X t utilizando a Eq. 2-9, o resultado será
.,
~
uma linha reta. Em tais condições. a velocidade média em
~
., qualquer intervalo de tempo (por exemplo. t='O até t) é a
média entre a velocidade no início do intervalo ("" vo) e a
o velocidade no final do intervalo (= v). Então,para o inter-
valo t = O até I, a velocidade média é
• v=!(Vo+ v). (2-11)

~
v da Eq. 2-9 e rearrumando, temos,
• 'Substituindo
.
~
> v= Vo + tato (2-12)

"'o Finalmente, substituindo a Eq. 2-12 na Eq. 2-10. temos


(b)


.'•.
o a(f)
~ Inclinação - O
Observe que fazendo t == O temos x = xo. como esperado.
<"
o Note também que, derivando a Eq. 2-13, obtemos a Eg. 2·
(, ) 9. A Fig. 2-9a é a representação gráfica da Eg. 2-13.
Fig. 2·9 (a) A posição X(1) de uma partícula que se move com acelera- Nos problemas relacionados à aceleração constante, cin-
ção constante. (h) A velocidade V(r) dad" em cada ponto pela inclina- co variáveis, x - Xo, V. t. a e Vo têm grande possibilidade
ção da curva em (a). (c) A aceleração (constante) é igual à inclinação de estar presentes. Às vezes, uma delas não faz parte do
(constante) de v(t).
problema, nem como um dado nem como uma incógnita.
Nesse caso, então. o problema deve fornecer três delas e
pedir uma quarta.
apresentaremos um método para a dedução dessas equa- As Eqs. 2-9 e 2·13 relacionam. cada qual, quatro dessas
ções. Na próxima seção, apresentaremos um segundo mé- variáveis, mas não as mesmas quatro. Na Eq. 2-9, o deslo-
todo. Nas duas seções e mais tarde. quando for resolver camento x - X o está "ausente", enquanto na Eq. 2-13 é a
problemas, tenha em mente que essas equações são váli- velocidade uque está "ausente". Essas duas equações p0-
das apenas para aceleração constante (ou em situações nas dem ser combinadas de três maneiras diferentes, fornecendo
quais podemos considerd-la aproximadamente como tal). três outras equações, cada qual envolvendo uma variável
Quando a aceleração é constante, a aceleração média e "ausente" diferente. Assim,
a aceleração instantânea são iguais, e podemos escrever a
Eq. 2-7 de uma outra fonna, til = v3 + 2a(x - :<o). (2-14)

v - Vo Essa equação é útil quando t é desconhecido e não é pedi-


.~---,
t - O do. * Por outro lado, eliminando ii nas duas equações, te-
mos:
Nesse caso, Voé a velocidade em t = O e v é a velocidade
num instante t posterior qualquer. Podemos reapresentar a x- Xo=!(VQ + v)t. (2-15)
equação como
Finalmente, eliminando vo, temos

(2-16)
Observe que essa equação se reduz a V = Vo para t = O,
Observe a diferença sutil entre esta equação e a Eq. 2-13.
como era de se esperar. Agora. vamos derivar a Eq. 2-9.
Uma envolve a velocidade inicial '00; a outra a velocidade
Fazendo isso. obtemos dvldt = a, que é a definição de Q.
V no instante I.
A Fig. 2-9b mostra a curva da Eq. 2-9, a função v(t).
A Tabela 2·2 relaciona as Eqs. 2-9, 2-13, 2-14, 2·15 e
De maneira análoga, podemos reescrever a Eq. 2-2 (com
2-16 e mostra a variável ausente em cada uma. Na resolu·
ligeiras modificações na notação) como

x=:o:o+vt, (2-10) *A Eq. 2-14 é conhedda como Equação de TorricelJi. (N. do T.)
22 MECÂNICA

Tabela 2-2 Solução Da Eq. 2-13. temos, para o deslocamcnto do GlrTO


FA,uaçiie!; para li Movimento com Aceleração Conslanle*
Mima0 tI/I Variável
Equaçüo AII.fellfe = (75 km/h) (3,7 X 10- S h)
2-9 u _ uo+m X .1"
+ !(- 2,05 X 104 km/h 2 )(3,7 X 10- S h)~
-.1:,,:= 1M + Inar'
2-13
2-14
.1
li := v'" + 2a (.I' - -1",,) ,
U
= 0.137 km - 140 m. (Resposta)
2-15 ,l-X,,:= 112(v,,+ u)r
2-ló .1 - X" := 1JI - 1/2 (lI'
* Cl'Tlifiqu~,e de que a ace1crJçiloé realmente COO'I<ll1le. anles de Trabalhar COIll
"," (Se o sinal da aceleraçilo não for considerado. o resultado ser.l incorre-
tu. Na resoluçâo de problemas. devemos estar atentos aos sinais.)
llseqllaçõesde"a labeb. Observe que a '''l' 2-9é aderivadu da Eq. 2-1." A, OUTra,
lrês ,ào ublid~s pOlr elilllinaçào de alguma variável entre a, Eqs. 2-9 ... 2-1 J. e. Num outro exemplo, suponha que a veloddade inicial é diferente, OI
acelew~'ilo é a me.mla c.. lculaJa em (ai e (J carro coosegue parar após
200 m. Qual n tempo total de t'renagem'!

ção de problema.. de aceleração constante, devemos veri- Solução Agora, a variável ..usente é a velocidade inidal,então. us..mos
.. Eq. 2-16. Observando que 11 (velocidade final) é zero, obtemos dessa
ficar qual das cinco variáveis está ausente. porque não foi equação () valor de 1
dada e porque não é uma incógnita a calcular, Seleciona-
mos na Tabela 2-2 a equação conveniente, substituímos as
três variáveis fornecidas e calculamos a quarta. Em vez de
t ~ (_ (2)(x - X(l»)1/2 =' (_'(2)(200 m»)'"
a 1,6 m/s 2
usarmos a tabela. também podemos resolver um sistema
com as Eqs. 2-9 e 2-13, e chegar. mais facilmente. à solu- "'" 16 s. (Resposta)
ção do problema.
TÁTICA PARA A RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS
EXEMPLO 2.8 Avistando um carro da polícia. você freia seu UlITo.
reduzindo a velocidade de 75 kmlh para 45 kmlh, num espaço de 88 m. TÁTICA li: VERIFICAÇÀO DIMENSIONAL
A dimensão da velocidade é (urJ, isto é, distância (L) dividida pelo
a. Qual é a aceleração, con~iderando-a constante? tempo (TI. A dimensão da acelefl1çãoé tur'); e assim por diante. Numa
equaçao física. a dimensão de todos O~ lermos deve ser a mesma. Se
Solução Neste e~cmplo, (l fempu nâo c.çtá reJacionwJo, não é uma vHri- houver dÚvid.. acerca de ullla equação, verifiqut' suas dimensões.
ável nem conhccida nem pedida. A~sim. pel<l Tilbel.. 2-2, utililamo.~ a Pnx:edendo 11 verificação das dimensões dll Eq. 2-l3 (x - .to = v"f
Eq. 2-14. Resolvendo esta equação pôim a, obtemos, + a 1'12). observamos que cada termo deve ser uma di,tâncill, pois es,a
é a dimensão de x e Xv, Nu segundo membro. a dimensão do tenno t.V é
a =' v - t4 = ,,(4.::':.;k:::m",/"h,,),,';;-;i-;(7",'::k;::m.::/-"h,,-)' (Lff) (T), que é igual a (L). A dimensão dearn é (LfT') (T'I. que tam-
2(x - :cq) (2)({l,088 km) bém é {L). Assim. a equ..ção está dimensional mente correta. Um m.íme-
ro puro como 112 ou 1T não (em dimensão.
= - 2,05 X l{l4 km/h'.? - -1.6 m/52. (Resposta)

(Ao converter horas para segundos. na última etapa. devemos fazê-lo


nas tI/las vezes em que o" aparece.) Observe que ll,~ velocidade~ são
positivas e a aceleração é negativa, porque o carro está diminuindo a
2-7 Aceleração Constante: Outro Aspecto·
velocidade escalar.
As duas primeiras equações da Tabela 2-2 são as básicas,
b. Qual é o intervalo de tempo'! das quais as outras são deduzidas. As duas podem ser obti-
das por integração da aceleração. com a condição de que
Solução Agora. o tempo está sendo pedido, mas a acelenlção não. Pela
Tabela 2-2. utilizamos a Eq. 2- 15. Calculando para I, temos
seja a constante. A detlnição de a (na Eq. 2-8) é

dv
I = 2(x - Xl) =o -;;(,,2"-1("O-,;,O:;:8"8"k,,m,,)c a~-

VI) + V (75 + 45) km/h dt'


= 1,5 X l{l-s h = 5.4 s, (Resposta) que pode ser reapresentada como
c. Se continuar diminuindo li velocidade do carro. com a aceleração dll = a dto
calcuhuJa em (ar. em quanto tempo ele parará. a partir do~ 75 kmlh?
Se fizermos a integral indefinida (ou antideriwuia) de
Solução A vuriável não-consideradu, nesse caso. é o deslocamento x -
.\{,. Pela Tabela 2-2, devemos usar a Eg. 2-9. E~plicitaTldo r, lemos
ambos os membros, teremos

v- V 0- (75km/h)
t ~ -a-' ~ -=i2';;,O'5~X;7,1O' ' 'k' m' /;;:h-';'I
= 3,7 X 10-~h = ISs. (Resposta)

d. Que distância seria percorrida no item (c)? * E,la seção -.c ~pljçll_ s\'ffiCllle. à'llletcs ... ue já lenham viSIO cákulu integral
MOVIMENTO RET1LINEO 23

que é reduzida a 2·8 Aceleração de Queda Livre

v = f a di + C,
Se lançannos um objeto para cima, ou para baixo, e de algu-
ma fonna eliminarmos a resistência do ar, veriticaremos que
ele sofrerá lima detenninada aceleração para baixo. a qual se
onde C é uma com'lanfe de inlegração. Como li é constan- denomina aceleração de queda livre g. A aceleração g é in-
te, podemos retírá-Ia do sinal de integnlção. Então, dependente d<l massa. densidade, ou foona do objeto.
A Fig. 2-10 Illostra dois exemplos da aceferação em
V =: a f dt + C = ai + C. (2-17)
queda livre, através de uma série estroboscópica de foloS.
de uma pena e de uma maçã. À medida que os objetos caem,
são acelerados para baixo a uma taxa g. aumentando suas
Para calcular C, fazemos I = 0, o instante para o qual v = velocidades escalares. O valor de g varia ligeiramente com
uo• Substituindo na Eg. 2-17 (que deve valer para todos os a altura e a latitude. Em latitudes médias. ao nível do mar.
valores de I. inclusive I = O). vem o valor de ~ é 9.8 m/s! (ou 32 ftis!), o que será utilizado
nos problemas deste capítulo.
Vo= (a)(O) + C= C.
As equações da Tabela 2-2 para aceleração constante se
aplicam à queda livre, próximo à superfície da Terra. Isto
Substituindo em 2-17, temos a Eq. 2-9.
é. se aplicam a todo objeto em deslocamento vertical. para
Para obter a outra equação básica da Tabela 2-2. rees-
cima ou para baixo. quando os efeitos da resistência do ar
crevemos a definição de velocidade (Eq. 2-4) como
são desprezíveis. Entretanto. podemos simplificá-las fazen-
do duas pequenas alterações. (I) A direção do movimento
dx=vdt
se dá ao longo do eixo vertical y, em vez do eixo x. com y
fazendo a integral indefinida de ambos os membros. temos orientado positivamente para cima. (Esta alteração mini-
mizaní a confusão nos capítulos seguintes, quando forexa-
minada a combinaçfio dos movimentos· horizontal e verti-
x=fVdl+C, cal.) (2) A aceleração de queda livre está orientada para
baixo no eixo y. sendo portanto negativa. Logo, li deve ser
onde C' é uma outra constante de integração. Como v não substituído por -g nas equações.
é constante. não pode ser colocada fora do sinal de inte- Com essas pequenas alterações, transformamos as equa-
graI. Podemos substituir" pela Eq. 2-9: ções da Tabela 2-2 nas equações da Tabela 2-3, válidas para
a queda livre.

x= f (V(j + al)di + c'.

Como Vu é constante, tal equação pode ser reescrita como

x= Vo J di +a J t dI + C.

Integrando, vem

(2-' R)

Em I = 0, temos x = Xo_Substituindo na Eq. 2-18. obte-


mos XII = C. Usando esse valor para C' na Eq. 2-18. obte-
mos a Eq. 2-/3.

Tabela 2-3
Equaçõe.~ para Queda Livre
Número da Vuridvel
Equação Equação Ausenle
2-19 v- v,. ~I
,- - -
"V "
2-2U Y - y" = V"t - l12gl'
,
2·21
2-22
tl = I{,' - 2i! (Y - Vil)
Y ~ .\'0= 112 (V(l + ti)t , Fig. 2-IU Uma pen:l e uma 1JJ~1~'ã em IjUedll livre no v;kuo caem Cllm a
mesma acelefllçilo g. A :tcelera~'ã() prnvoca um aumcnto no di~tancia­
2,23 }' - Yu= VI + 112gl' mcnta entre a~ imagens dunmle a queda.
""
24 MECÂNICA

Solução Construa. mentalmente. um eixo venical v. com a origem nu


EXEMPLO 2-9 Um trabalhador deixa cair uma chave inglesa do alio ponto onde a bola foi soha. o que significa dizer que Yn = O. A velodda·
de um ediffcio no poço do elevador. de inicial Vo é zero. A variável ausente é I'. entiío. usamos a Eq. 2·20.

a. Onde estava 11 chave inglesa 1,5 s após a queda" y-]u=vot-lgt2


Solução A velocidade 11 é a variável que não é fornecida nem pedida. - 2~ In::: Ot - l( 9.8 m/s2 )Jll
Isso sugere o uso da Eq. 2-20, da Tabela 2-3. E.~olhemos como origem
do eixo.v o ponto do qual a chave inglesa foi largada. Fazend0.vo == 0, +,9t2 == 2-W
= =
4> Oe 1 1,5 5, na Eg. 2-20, temos t::= 7,05. (ResposraJ
y::= vot - tK!2
Quando extraímos a miz quadrada, temos a solução com simll + e sinal -
::: (O) (1,5 s) - t(9.8m/sll ) (1,5 5)2 Adotamos o sinal + porque a bola chega ao solo depoi,\' do lançamento.

"" -Um. (Resposta) b. Qual 11 velocidade da bola. pouco ante~ de ser agarrada?

o sinal negativo (-) indica que a chave inglesa está abaixo do ponto Solução Pela Eq. 2-21, obtemos a ve!oçidade utilizando os dados for-
em que foi solta, o que está de acordo com o previsto. necidos pelo problema, em vez de usarmos o resullado obtido em (a)_

b. Com que velocidade a chave inglesa está caindo em 1 = 1,5 s? v'~ 0I6-2g(y-,.,,)

Solução A velocidade é dada pela &j. 2-19: - O - (2)(9,801/52 )(-240 lU)


=4.7XlO J rrrls 2
v::= Vo - gl::= O - (9,8 mjs2)(1,5 s)
(Resposta) V"" - 68 mls(- -247 Jan/h). (Resposta)
"" -]5 m/s.
Escolhemos o sinal negativo (-) ao extrair a raiz quadrada porque a bola
o sinal negativo (-) significa que a chave inglesa está-se deslocando está caindo.
para baixo. Novamente, como esperado. A Fig. 2-11 mostra as caracte- N~te tipo de problema. o falo de desprezannos a resistência do ar
rísticas significativas do movimento até o instante f "" 4 s. introduz distorções na resposta final. Se levarmos em conta esse fator,
veremos que o tempo de queda é maior, e a velocidade escalar final é
EXEMPLO 2-10 Em 1939,Joe Sprinz, do San Francisco Baseball Club, menor. Ainda assim, a velocidade deve ter sido considerável, porque
lemou quebrar o recorde de agarrar uma bola de beisebol. lançada do pon- quando Sprinz finalmeme conseguiu pegara bola com sua luva (na quima
to mais alto. O recorde anterior pertencia a um jogador do Cleveland tentativa), o impacto jogou a mão e a luva contra seu rosto, fraturando o
Indians, que peg(IIJ uma bola lançada do alto de um edifício de 210 fi de maxilar superior em 12 panes, quebrando cinco dentes e deixando·Q
altura. Sprinz se utilizou de um dirigível a 240 fi de altura. Admiramos desacordado. E ele deixou a bola cair.
que a bola cai da altura de 240 m, e que a resistência do ar, sobre a bola, é
desprezível. ' EXEMPLO 1·11 Um lançador atira uma bola de beisebol para cima. em
linha rela, com uma velocidade inicial de 12 m/s, oonfomJe a Fig. 2·12.
a. Calcule o tempo de queda.

y v a BOla'\. ,
y
, (,) (m) (mls) (m/$!) v =' O, nu ------n
ponto mJlis alto ':
O
-F,, O O O
--~ :1
...,
,,
,
-4,_ -9,8
--~
"
"
"
:'
,,
...,,, 2 -19.6 -19,6 --9,8
"
"
"
i'
Durante a subida, -....1:
Duranle a
desci<.la,
a=' -g

, a"" -gea
veJoddade escalar
"1 1
:: "
velodda<.le
I, diminui lt escalar
,, allmema

...,,
I
,
3 -44.1 -29,4 --9,8
"'1
"
l"", pO
,
,,,
,,,
,
+-I 4 -78.4 -39,2 --9,8
Fig.l·12 Exemplo 2·11. Um lançador de bei.',ebol atira uma bola para
cima em linha rela. As equações para a queda livre se aplicam tanto para
Fil. 2-11 Exemplo 2-9. A posição, a velOCidade e a aceleração de um a subida quanto para a descida da bola. desde que a resistência do ar
corpo em queda livre. possa ser desprezada.
MOVIMENTO RETILíNEO 25

a. Quanto tempo a bola levou para alcançar a altura máxima? Convencionamos uma aceleraçljo negativa (== - 9,8 m/s') em todos
os problemUli sobre queda livre. Umu acelerJção negativa indica que a
Solução Na altura máxima, a velocidade v da bola é zero. Entâo, da velocidade do corpo torna-se menos posiliva, ou mais negativa, à medi-
Eq. 2-19, lemos da que o tempo passa. Isso também é verdadeiro, não importando onde
o ubjeto está localizado, ou com que velocidade se desloca. ou em que
v,-v 12 m/s - O (Resposta)
sentido é o movimento. A aceleração da bola, no Exemplo 2-11, é sem-
t=---= 9,8 m/s~ "" 1,2 s. pre negaliva, na subidu e Oll descida.
g

b. Qual a altum máxima? TÁTICA 13: RESPOSTAS INESPERADAoEi


O resultado matemálico às ve7.-CS upresenta respostas cuja possibilidade
Solução Definimos a origem do eixo y no ponto em que a bola foi lan- nao havíamos consideruuo, como no Exemplo 2-11 c. Se obtiver uma res-
çada. Fazendo y~ 0= O na Eq. 2-21 e calculando o valor de y, temos post;) inesperada, não a abundone pdo fato de parecer inaJequada. Ex.a-
mine-a cuidadosamente do fXlIllU de vis\(] físico: muitas vezes, está corre-
rJ8 - VJ. (12 m/s)2 - (0)2 tu.
Y- 2 g "" (2)(9,8 m/s7) Se a variável for o tempo. mesmo um valor negativo pode significar
algo; como um instunte antes de I == 0, o instante escolhido (arbitraria-
"" 7,3m, (Resposta) mente) como o início da l'ontagem de tempo.

Uma outra maneira é ulilizar o resullado do ílem (a) e Cllkular li aI·


tura máxima pela Eg. 2-23, Verifique.
2-9 As Partículas da Física
c. Emquamo tempo a bola atinge um ponlo 5 m acima do pomo de lan-
çamento? Pretendemos, no decorrer deste livro, nos afastar ocasional-
mente do mundo familiar dos corpos palpáveis e de grandes
Solução Verificando a Tabela 2-3. escolhemos a Eq. 2-20. Fazendo y..
= O, temos
dimensões, e examinar, numa escala muito fina, a natureza
dos corpos microscópicos. As "partículas" com as quais li-
Y"" vot - tgt 2, damos neste capítulo incluíram, por exemplo, coelhos, bolas
de beisebol e carros de corrida, De acordo com esse raciocí-
5,0 fi:= (12 m/s)t - <t)(9,8 mIs 2 )t2•
nio, perguntamos: "Qual o menor tamanho que uma partícu·
Omitindo temporariamente as unidades (observando, noentanlO, que SilO la pode ter? Quais são as partículas fundamentais da nature-
consistentes), podemos reescrever esta equação de outra forma: za?" A física de partículas - como é chamado o campo de
investigação a que estamos nos referindo - atrai a atenção
4.9t 2 - 121 + 5,0 = O.
de muitos dos melhores e mais brilhantes físicos conlempo-
Resolvendo essa equaçãu do segundo grau pUni t, temos* râneos.
(Resposta)
A compreensão de que a matéria, em escala microscó-
t=0.53s e 1=1.9s,
pica, não é contínua, e sim composta de átomos, foi o iní-
Existem dois tempos a serem considerados! Isso, de fato, não surpreen- cio do entendimento da relação entre a física e a química.
de, porque a bula passa pelo ponlu.v = 5.0 m duas vezes, uma vez na . Com o microscópio de varredura por tunelamento, pode-
subida e outra na descida.
Podemos veriticar as respostas obtidas, porque o tempo que 11 bola
leva para atingir a altura máxima deve ser a média entre esses dois lem-
pos, ou sejll,

t = !(O.53 s + 1,9 s) = 1,2 s.


Este é, exatameme, o tempo calculado no item (u).

TÁTICAS PARA A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TÁTICA 12: O SINAL NEGATIVO


Nos Exemplos 2-9, 2-10 e 2-11, muitas re.~poslas foram ubtidas. direta-
meme. com o sinal menos. É importante saber o que isso significa. Para
problemas de queda livre, estabelecemos um eixo vertical (eixo yl e
escolhemos - de forma arbilrária - o sentido positivo pura cima.
Adotamos a origem do eixo y (ponlo y = O) de fomla conveniente para
cada problema. No Exemplo 2-9. aorigem foi a mão do trabalhador; no 2~
10 foi o dirigível e nu 2-1 I foi a mão do lançador. Um valor negmivo de r
significa que o ohjeto eslá ab.1ixo do ponto de origem eslabelecido.
Uma velocidade negativa indica que o objeto está se movendo no
semido decrescente de y, que é pam baixo. Isso é verdadeiro, não im-
portando o ponto onde u objeto está localizadu.

Fig. 2·13 A imagem de um microscôpin clelr6nico de vllrreJura revela


~ Ver li fónnula de resolução da equação do segundo grau nu Apêndice G. a estrutura hexagonal dos álomos de urânio.
26 MECÂNICA

mos agora "fotografar" esses átomos. conforme mostrado Em termos superficiais. a função dos nêutrons é manter
na Fig. 2~ 13. É possível também manter um único átomo os prótons unidos, porque, sendo estes eletricamente posi-
numa minúscula "armadilha" eletromagnética e monitorá- tivos e estando muito próximos, apresentam uma intensa
lo tranqüilamente. Na Universidade de Washington. um repulsão mútua. Se os nêutrons não proporcionassem essa
único elétron foi mantido aprisionado numa dessas arma~ união. somenre o átomo de hidrogênio comulll existiria;
dilhas por mais de 10 meses. até que - por infelicidade todos os outros se desintegrariam.
- colidiu com uma parede e escapou. Essa instabilidade é verificada em muitos isótopos de
Descrevemos a "granularidade" da matéria dizendo que elementos comuns. Felizmente, nossa existência não depen-
ela é qUllnti::.ada - palavra que vem do latim quanlUS. que de desses elementos. Dos 17 isótopos de cobre, por exem-
significa "quantidade". A quantização é uma característi- plo. 15 são instáveis e sofrem transfonnações para torna-
ca fundamental da natureza. Veremos. ao longo do livro. rem-se outros elementos. Os isótopos estáveis são os usa-
outras grandezas físicas que são quantizadas quando as dos na eletrônica e em outras tecnologias.
observamos numa escala suficientemente tina. Essa impor-
tância da quantização está refletida no nome que se dá à A Estrutura das Partículas Dentro dos Átomos
física em nível atômico e subatômico - física quântica.
- a que estuda as partículas fundamentais da natureza. O elétron é muito simples. Parece ser infinitesimal. ou seja.
Entre o universo dos objetos macroscópicos e o univer- não ter tamanho. nem estrutura. Pertence a uma família de
so quânlico, não há descontinuidade brusca. partículas puntiformes chamadas léptons; existem seis ti-
O mundo quántico e as leis que o governam são univer- pos básicos de léptons, cada um apresentando uma antipar-
sais. mas, à medida que passamos de átomos e elétrons para tícula correspondente.
bolas de beisebol e automóveis, verificamos que a quanti~ Acredita-se que os prótons e os nêutrons sejam diferen-
zação se torna menos evidente e, no final, totalmente im- tes dos elétrons e de outros léptons, porque cada um é for-
perceptível. A "granularidade" efetivamente desaparece, e mado por um conjunto de três partículas mais simples cha-
as leis da física clássica, que governam o movimento de madas quarks*. dos tipos "up" ou "down". Um próton con-
objetos de grandes dimensões. emergem como formas li- siste em dois quarks "up" e um "down". e um nêutron. no
mites especiais das leis mais gerais da física quántica. inverso (Fig. 2-14). Outras partículas mais exóticas, que
foram inicialmente tratadas como fundamentais, se apre-
A Estrutura dos Átomos sentam com estruturas similares.
Os quarks. de fonna interessante, se apresentam em seis
Um átomo é constituído de um núcleo central, extrema- tipos básicos** (cada um com sua anripartícula). como os
mente denso e compacto. envolvido por um ou mais elé- léptons. Neste ponto, os físicos se perguntam: Existe algu-
trons, de massa pequena. Em geral, consideramos que o ma razão básica para a igualdade do número de tipos? Ou
átomo e o núcleo têm fonna esférica. O raio típico de um a igualdade é mera coincidência? Não sabemos.
átomo é da ordem de 10- 111 m; o raio do núcleo é 100.000
vezes menor, da ordem de 10- 15 m. A coesão do átomo é
devida à atração entre os elétrons, que são eletricamente
negativos, e os prótons. que estão no interior do núcleo e
sào eletricamente positivos. A natureza da atração entre
essas partículas serd apresentada mais adiante, neste livro.
No momento, basta compreender que sem essa interação
um átomo não existiria e, por conseqüência, nós também não.

A Estrutura dos Núcleos

O núcleo mais simples. que é o do hidrogênio comum, tem


apenas um próton. Existem dois outros tipos de hidrogê- Fig. 2·14 Uma representação do núcleo de um átomo. mostrando os
nio. que são mais raros: diferem do mais simples pela pre- nêUlfOns e prótons que o compõem. Essas partículas. por sua \lez, são
sença de um ou dois nêutrons (partículas eletricamente composlas de quarks u e d.
neutras) m) interior do núcleo. O hidrogênio. em qualquer
versão, é um exemplo de elemento; cada elemento se dis-
tingue de todos os outros pelo número de prótons no nú- " A p<I[<I\lra "quark"'loi limda de Fimu'!?wls W<lkl', 11~ James Joyçc:
cleo. Quando há somente um próton, o elemento é o hidro- Three quarh for MU'I~r Mark
gênio. Quando há seis prótons. por exemplo, o elemento é Sure hc hasn't gOlllluch of a bark
And sure any he has il's all beside lhe mark.
o carbono. Isótopos são as várias versões de cada elemen- u 0, OUlm, tipw; ,âochamal1", <.Ie charme. eslranho. em cima e embaixo. Mes·
to, diferenciados pelo nú""!ero de nêutrons. mo os I"ísicos mais ,érios lem """ mumentu, de humor". (N.S.1
MOVIMENTO RETILíNEO 27

RESUMO

Posição O sinal algébrico indica o senlido de (i Veja o Ex.emplo 2-6.


A po.fição x de uma partkula num eixo é a sua locaJi7açl1o em relação
à origem. A posição é positiva ou negativa, dependendo de que lado Aceleração Instantânea
em relação à origem a partícula se encontra, ou é zero se estiver na A (w('/emçào inslunfúnea (ou simplesmente aceleração) é a taxa de
origem. Sentido poslllvo em um eixo é o do cresómento dos números \l(Iriação da velocidade.
positivos: o oposto é {) sentido negalivo.
I1v dv
Deslocamento a= lim -=-. (2-8)
O dej"l(l("amenfo Áx de uma partícula é <l variação da SU<l posição:
!l,.....o 111 di

O Exemplo 2-7 mostra como obter a(t), por denvução de tilt). A acele-
(2-1 )
ração a(t) é a inclinação da curva no grMko de v ~·('r.\'IU I.
Deslocamento é uma grandeza vetorial. Se a partícula se move no seno
tido positivo do eixo .r. o deslocamento é positivo: se for no sentido Aceleração Constante
oposto. é negalivo. A Fig. 2-9 mostra .1(1). till) e a(tl para o caso particular em que li é <.:ons-
tante. As cinco equações da Tabela 2-2 descrcvem o movimeoto. nessa
Velocitlode Médio circunstância.
Quando uma partícula se move da posição x, para x,, num intervalo de
tempo I1f = l,-f l , sua l'eiocidade média é dada por:
" v= vo+ al, (2-9)
_ ax I,
,,=-.
OI
(:!·2) x -' Xo = voi + ~at2. (2-13)

O sinal algébrico de jj" indica o senlido do movimelllo (u é uma grande-


v2 = ~ + 2a(x - Xo), (2-14)
za vetorial). A velocidade média depende da distância entre o ponto inici- x - Xo = t(vu + u)t, (2-15)
ai e final do movimento, e não da distância total percorrida pela partícula.
O cálculo da velocidade média é mostrado nos Exemplos 2-1 e 2-2. \. X-Xo=vl-tat 2. (2-16)
Num gráfico de x ver.W.f I. a velocidade média. em um intervalo f1f,
é a inclinação da reta que une os pontos correspondentes ao início e ao Essas equações não são válidas quando a aceleração é variável. O uso
fim do intervalo considerado. dessas equações é ilustrado no Exemplo 2-8.
Velocitlode ESl:alar Médio
Aceleração de Queda livre
A l'elocidode esnl/(lr média Ivl de uma partícula depende da distância
Um exemplo importante de movimento retilíneo com aceleração cons-
total percorrida no intervalo de tempo I1l:
tante é o de um objeto subindo ou caindo livremente pr(Íximo à superfí-
cie da Terra. As equações para a açeleração conslante descrevem esse
IVI = distância tolal (2-3)
aI . movimcnto, l.:om duas pcquepas alterações na notação: (I) o eixo verti-
cal y é a referência para esse movimenlo. com o semido positivo orien-
Velocidtuk Instantânea tado pum cima: (2) a aceleração a é substituíd'l por -g. onde R é o
Se 111 tende a lero na Eq. 2-2. então 6'x também tenderá a zero; enlre- módulo da aceleração de queda livre. O valor de g. próximo à superfí-
tanto, sua razão, queé ti, lenderá a um valor limite v. queé a j'efoddll- eie da Terra, é 9.1l m1s~ (= 32 ft/s!). Com essas conveoções, a.~ Eqs. 2-
de instuntânea (ou simple~menle velocidade) da partícula no instante 19 a 2-23 retratam l) movimento de queda livre. Os E~emplos 2-9. 2-10
con~iderado, ou e 2- [ I mostram aplicaçõe.~ dessas equações.

Ax dx
A Estrutura da Matida
v= lim - = - . (:.!-4)
~, .... u ai dI Toda matéria comum é constituída de átomos, que. num modelo sim-
A velocidade instantânea (num determinado instante) pode ~er repre- ples. apresentam um núcleo extremamente compacto cirçundado por
sentada pela inclinação (naquele ponto) da curva de .t \'ersus I. Ver Exem- elélrons. O núcleo é formado por nêutrons e prólons. Cada elemento
plo 2-3 e Fig. 2-9. A velocidade pode ser L·a!culadH derivando-se 11 fun- é identificado pelo nlímero de prólons em seu núcleo. Os isólOpos ~ão
ção X(I). conforme mostra o Exemplo 2-5. O módulo da velocidade ins- variações de um elemento. que diferem pelo número dc nêutruns.
tantânea é a velocidade escalar.
Quarb e UptoRS
Aceleração Médio Os elétrons parecem scr partículas puoliformes. que não possuem lama-
A aceleração média é a razão enlre a variação da velocidnde 11\, e o nho nem estrUlura interna. mas os prótons e os nêutrons têm dimensõcs
intervalo de lempo correspondente I1f: e contêm outras partículas elemenlares chamadas quarks. Exislem seis
tipos báskos de quarb. C<lda um com .~ua antip<trtlcula. Os elétrons são
a, da família de pnrtículas l.:onhecida cumu léptons. que também possui
(j = t;i. (:!-7l
seis tipos hási<.:()s. cada um com a sua respectiva <llltlpartícula.
28 MECÂNICA

QUESTIONÁRIO

I. Cite algun~ fenômenos fí~icos, relacionados C(lm li Terra, em que ela 10. A velocidade de um móvel. com aceleração constante, pode mudar
não possa ser trlltadll como uma partícula. o sentido? Se pode. dê um exemplo; se não. explique por quê.

2. A velocidade escalar de uma partícula pode ~er negativa? Se pode, dê 11. A velocidade escalar de um móvel, com acelel'<lÇão decres<''ente. pode
um exemplo; se não, explique por quê. aumentar'! Em caso afirmativo, exemplifique; em çaso negmivo, explique.

3. Um çoelho perçolTC. li cadll segundo, metade dll distância entre seu 12. Se uma panfcula é acelerada a panir do repouso (t.t. = O) em.to "" O, a
nariz e um pé de alfllCe. O coelhu consegue alcançar o pé de alface? Qual partir do instante I = 0, a ~. 2-13 diz que ela passa pelo ponto.t dua.~
o v<tlor limite da veloódade do coelho? Trllce os gráficos da po.~içilo e vezes, nos instantes +, lx/a e - \ 2x/a. A raíz negativa tem significado?
da velocidade médillwr.l'us o tempo para o movimento do coelho. Se, por outro lado, a panícula eslivesse se movendo antes de I "" O, a
raiz negativa teria significado')
4, Ne~te livro, li velocidade escalar média é a razão da distância toral per-
colTida pelo tempo ga~to em percorrê-Ia. Todavia, algumas vezes, esse 13. Dê exemplos de objews em queda para os quais não seria razoável
conceitll é usado par:! expresSllr o módulo dl.! veloçidade média. Como. e desprezar li re.~istêllcia do ar.
em que çasos, os conçeitos diterem?
14. Uma pessoa na beira de um penhasco lança uma bola para cima em
5. Numa prova de duas voltas. para qualificação. um carro de corrida linha reta, com velocidade escular inicial 11, e outra para baixo com a
completa a primeira volta com uma velocidade esçalar média de 145 km/ mesma velocidade escalar inicial. Que boJa, se for o caw, chega au solo
h. Ao realizar a segunda volta, o piloto pode fazer com que a velocida- com maior velocidade escalar? Despreze a resistência do ar.
de esc'llar média das dUa.s voltas seja de 290 kmJh? Explique.
J5. Suponha que o tripulante de um balão deixe cair uma maçã pela ja-
6. Bob vence Judy por 10 m, numa prova de 100 m ffiS\.)s. QuerendiJ dar nela, no momento em que o balão está decolando com lima aceleração
a Judy uma nuva chance, em igualdade de condições, Bob concorda em inicial de 4,0 m/s~. Qual a aceleraçilo da maçã, depoi.~ que foi solla? Se
correr novamente, iniciaIldo 10 Dl atrás da linha de panida. Isso dará a 11 velocidade do balão era de 2 m1s no instanfe em que a maçã foi solta.
ludy, realmente, igualdade de clmdições'? qual era a velocidade da maçã logo depois'!

7, Quando u velocidade é constanle, a velocidade média. num intervalo 16. Num planeta, onde o valor de g corresponde à metade do valor na
qualquer de tempo, pode ser diferente da velocidade instantânea em um Terra, um objeto é solto do repouso e cai ao solo. Qual () tempo neces-
instante qualquer'! Em caso afirmativo. exemplifique; se negativo, ex, sário para que ele alcance o solo, em relação ao tempo que levaria para
plique por quê. uma queda da mesma allura, na Terra'!

8, Se a aceleração não é constante, a velocidade média de uma partfcu- 17. Uma segunda IxIla é solta no poço de um elevador' s depois de a
la. movendo-se nu eblO.l', pode ser (I.\., + "O)/2? Prove, Com um gráfico, primeira ser soJia. (a) O que acontece no decorrer do tempo com a dis-
a sua resposta. tância entre as bolas? (b) Como a razão v/v" entre a velocidade da pri-
meira bola e a velocidade da segunda, varia' com o tempo?
9. (a) Um objeto, com velocidade zero, pode estar acelerado? (b) Um ob-
jeto pode ler velocidade Clillstante e ler, ao mesmo tempo, velocidade es-
calar variável? Para cada çaso, se a resposta for sim, dê Um exemplo: se
for não, explique por quê.

EXERCíCIOS E PROBLEMAS

\'JE. Um piscar de olhos duru.em média, [00 ms. Que disfância um Mig-
A seguir, .feriio .roJiô(ados, em muifO!i problemas, gráficos de 25 "foxoot" voará, durante um piscar de olhos do piloto, se a \'eloeida-
pm'içiio, l'e!ocidadl;' e ac('/emçào versus ll'mpo. Em gemi, hasta de média do avião é de 3.395 km/h?
desenhar a,~ retas e curWIS del'idameflle idefltdic(,lda.~ e numa
eJcala adequada. V,....ê p<Jde usar a ajuda de um cumputador ou
,-
- 4E. Roger Clemens, lançador do Baston Red Sox, lançava, COSIU-
uma calculadora progrmnál'el. meiramcnte uma boi'l de beisebol com velocidade horizontal de 160 km/
h, conforme verificado por um radar. Em quanto tempo a bola 'llcança-
va 'l base, 18,4 m à heme")

Seção 2·3 Velocidade Média e Velocldade Escalar Média \ 5E. A Fig. 2-15 é o gráfico, em milhõe.~ de anos. da idade de um antigo
sedimento, em função da distância a uma dctenninada elevação oceâni-
IE. Carl Lewis corre os !(lO m rasos em çerca de 10 s, e BiII Rooger.> ca. O material, no fundo do mar, se afasta dessa elevação a uma veloci-
\orre a maratona (42,19 km) em cerca de 2h IOrnin. (<I) Qual a velocida- dade aproximadamente constante. QUlll a velocidade escalar. em centi-
de escalar média deles? (b) Se Lewis pudesse manter a SUa velocidade metros por ano, com que esse material se afasta?
durante uma maratona. em quunto tempo cruzaria a faixa de chegada?
..... 6E, O limite de velocidade na via expressa Nova lorque-Btifa/o foi al-
.JE, Aodarum espirro forte, seus olhos,podem fech3r porO,50 s, Se você teradode 885 kmJh (= 55 mi/h) para 105 km/h (=65 miJh). Qual o tem-
esliver dirigindo um carro a 90 km/h, que distância percorrerá durante po economizado por um motorista. nos 700 km entre Búfalo e Nov'l
esse tempo? Iorque. dirigindo à velocidade limite?
MOVIMENTO RenLfNEO 29

[00

, 8()
•" iF '(
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~ 4<l
60
Fig. 2·16 Problema 14_
~

20
~ "
1.5P. Dois trens trafegam, no mesmo trilho, um em direção ao OUlro, cada
um com a velocidade escalarde 30 km/h. Quando estãoa60 km dedis-
t:tncia um do outro. um pássaro, que voa a 60 km/h, parte da frente de
°0 400 800 1200 1600 um trem para a do outro. Alcançando o outro trem. ele vulta para o pri~
Distância tia ele-vação (km) meiro. e assim por diante. (Não lemos idéia da razão desse comporta-
H) G( '~
li· i mento do pássaro.) (a) Quantas viagens o pássaro faz, de um trem para
Fig. 2-15 Exercício 5.
r, i, o oUlro, até a colisão'! (b) Qual a distfmcia lOtai percorrida pelo pássa-
ro'!

/7E. Usando com atenção as tabelas do Apêndice F, calcule a velocida- seção 2·4 Velocidade Instantânea e Velocidade Escalar
de da luz (= 3 X 10" ms) em milhas por hora. pés por segundo e anos-
16E, (a) Se a posição de uma partícula é dada por x = 4 - 121 + 31'
luz por ano.
(onde fé dado em segundo.~e x, em metros). qual é a velocidade em 1 =
8E. Um aUlOmóvel viaja 40 km numa estrada retilínea, à velocidade de I s? (b) Nesse instante, ela está se movendo no sentido crescente ou
decrescente de x? (c) Qual a velOÇidade escalar nesse instante'! (d) A
30 kmlh. Depois, percorre mais 40 km no mesmo sentido com uma ve-
locidade de 60 kmlh. (u) Qual a velocidade média do carro nesses 80 velocidade escalar aumenta ou diminui nos instantes seguintes'! (Tente
responder os próximos dois itens sem efetuar oUlros cálculos.) (e) A
km de viagem? (Suponha que o movimento é no sentido positivo doeixo
velocidade é zero em algum instante? (f) Em algum instante. após f = 3
x.) (b) Qual a velocidade escalar média? (c) Trace o gráfico x versus t e
s, a panícula estará se movendo para a esquerda, no eixo x?
mostre como a velocidade média é enconlrada.

\ 9P. Calcule a sua velocidade média, nos seguintes casos: (a) Numa pis- 17E. O gráfico da Fig. 2-17 descreve o movimento de um animal que
corre para a esquerda (sentido decrescente de .r) e para a direita ao lon-
ta retilínea, você anda 72 m à velocidade de 1,2 m/s, depois corre 72 m
a 3 m/s. (b) Na mesma pista, você caminha a 1,2 m/s, durante 1,0 min e go do eixo x. (a) Quando, se for o caso, o animal está à esquerda da ori-
gem? Em que instante.~. se for o caso. a velocidade é (b) negativa (c)
depois corre a 3,0 m/s, dunmle 1,0 min. (c) Faça o gráfico x versus r
positiva ou (d) zero?
para ambos os casos e indique. n{l mesmo, como obter a velocidade
média.

l\t'õi9 Um carro sobe um morro na velocidade constante de 40 kmlh, e


~ta, descendo, a 60 kmlh. Calcule a velocidade escalar média de todo
o percurso.

,il~, Dur"nt~ a metade do tempo, você vai de San Antonio a Houston a


'60 kmlh. e a outra metade a 90 km/h. Na volta, você vi!ya a metade da
distância a 60 kmlh, e a outra metade a YO kmlh. Qual a sua velocidade
escalar média (a) de San Antonio a Houston, (b) de Houston a San An-
tonio e (c) em toda a viagem? (d) Qual a velOÇidade média de toda a
viagem? (e) Trace o gráfico x versus r para o item (a), considerando que
o movimento é no sentido positivo do eixo x. Mostre como a velocida-
Fig, 2-17 Exercício 17.
de média pode ser determinada a partir do gráfico.

12P, A posição de um objeto em movimento retilíneo é dada por x = 31 18E. Trace o gráfico x t'ersus 1 relativo 11 correria de um ruto colocado
- 4f + I" onde x está em metros e t em segundos. (a) Qual a posição
do objeto em t = I s, 2 s, 3 s e 4 s? (b) Qual o deslocamento entre t = O
num corredor estreito (eixo x), que se move nesta seqüência: (I) corre
para a esquerda (x decrescente) com a velocidade e_'iCalar const;mte de
e I = 4 s? (c) Qual a velocidade média no intervalo 1 = 2 s a 1 = 4 s?(d) 1,2 m/s, (2) diminui gradualmente a velocidade escalar pam 0,6 m/s, para
Trace o gráfico x versu.l' 1 para O '"" 1 ",:;; 4 s e mostre como a resposta de a esquerda, (3) aumenta gradualmente a velOÇidade escalar para 2,0 mJ
(c) pode ser encontrada a partir dele. ,~, ainda para a esquerda, (4) diminui continuamente até parar e depois
acelera até atingir 1.2 m/s. para a direita. Onde é maior a inclinação da
13P. A posiçâo, em centímetros, de uma partícula em movimento no curva? E menor'!
eixoxé dada por x = 9,75 + 1,501\ onde 1 é dado em segundos. Con-
sidere o intervalo 1 = 2,00 s a t = 3.00 s e calcule: (a) a velocidade média; 19P. Considere o gráfico veIOÇidade-tempo. do movimento de um corre-
(b) a velocidade instantânea em 1 = 2,00 s; (c) a velOÇidade instantânea dor. mostrado na Fig. 2-18_ Que distânciu [) corredor percorre em 16 s?
em 1 = 3.00 s; (d) a velocidade instantânea em I = 2,.50 s; e (e) a vefOÇida-
de instantânea, quando a partícula e.~tá no ponto médio da~ posições em 1 Seção 2·5 Aceleração
= 2,00 s e I = 3,00 s; (f) indique suas respostas num gráfico x versus 1.
20E. Um carro acelera a 9.2 kmJh·s. Qual a sua aceleração em m/,")
14P. Um jato, em manobra anti-radar, voa, horizontalmente, a 35 m
acima do solo. De repente, o avião está diante de uma leve inclinação 21E. A velocidade de uma partícula passou de [R m/s para 30 m/s, no
de 4,3" no terreno, um obstáculo difícil de detectar. Veja a Fig. 2-16. sentido oposto, depois de 2,4 s. Qual o módulo da aceleração média da
Quanto tempo o piloto tem para fazer a correção da aeronave, de modo panícula nesse intervalo de tempo? Mostre. l1um gráfico v \'erSIIS f, como
a evitar a colisão com o solo? A velOÇidade do avião é de 1.300 km/h. podemos calcular a velocidade média.
30 MECÂNICA

24E. Repitll o Exercício 23 para o movimento deso::rito pelo grátíco da


" Fig,2-l0b.

25E. O gráfico x(t) do movimentu de uma partícula al~ longo du eixo.l


é mostrado na Fig. 2-21. Faça um esbúço dos gnirio::<lS da velocidade
l'ersU.I o tempo e da acelerólção I'I'/"SU.l' () tempo para esse movimento.

o L-'----:4'--;"~_f12'-+.16,-·-
T~I\lpo(,)

Fig. 2·]8 Problema 19.

22E. O gráfico velocidade-tempo da Fig. 2-19 descreve () movimento


retilíneo de um objeto. Trace o gráfico da aceleração em função do tempo
para o mesmo objeto. "'ig. 2·21 Exerddo 25.

26E. Esboce um gráfico que seja uma possível descrição da posição em


função do tempo para uma partícula que.'>e move no eixu x e tem. em I
= I s: (a) aceleração pO.~iljva e velocidade zero: (b) a('elemção nega,
tiva e velocidade zero; (c) velocidade negativa e acelenlÇão positiva: (d)
velocidade e aceleraçiio negntivas. (e) Em qual deSSa, ~Í1uações a velo-
10 cidade escalar da partÍCula está aumentando em t = l s'!

5 27E. Considere as grandezas {dx/dt)l e á'Jx ldt1, (a) As duas são expres-
sões diferenles para representar a mesma coisa? (b) Quais são as unida-
Of--t---"r---.,~.,.,..---,+- des SI das duas grandezas?

_5 28E. Uma panícula se move ao longo do eixoxde açordo com a equa-


ção x = 501 + IOr', onde x está em metros e I em segundos. Cakule
_10 (a) a velocidade média da partícula, durante os primeiros 3,0 s de mo-
vimento, (b) a velocidade instantânea da ~mícula em I '" 3.0 s e (c) li
aceleração instllntânen em 1:= 3,0 s. (d) Faça o gráfico x l'I'I"Slf.r I e mostre
como li respu.,ta de (a) pode ser obtida dele, (e) Indique no gráfico a
Tempo (,)
resposta de (bl. Faça o gráfico v l'e/"Sw r e indique nele a resposta no
item (c).
Fig. 2-19 Exerdcio 22.
29E. (a) A posição de uma panículaédadapor x = 20; - Sr',comxem
metros e f em segundos, Quando, se ocorrer, a velocidade da partkula é
23E. A Fig. 2-2ÜlI mostra o gráfiO::O_ll·"I"SIt.lI de uma panícula em mo- zero'! (b) Quando a aceleração é tero? (e) Quando a aceleração é nega-
vimento retilínt:o, (a) Oigll se a velocidade ué posilivll. neg:lliva. ou 7ero. tiva? Positiva? (d) Trace o gráfico de x(ll. V(r) e 11 (I).
e se a ao::eleração (/ é positiva. negativa. ou zero. nos intervalos AR, BC.
Cf) e DF:. (ignore os pontos finais dos inrervalos.) (b) Para algum inler- 3UP. Um homem permanece parado de r O a / = =
5.00 min: de I ==
valo da curva. poúe-se úi7.er que a aceleração obviamente n;lo é cons- S.OO min a r = 10,0 min ele caminha rapidamente cm linhu retu, com u
tante? (0::) Se os dois ei"Os forem deslocados pam cima. de fomm tlue o vcloo::idadc const,mte de 2.20 m/s. Quab SOilS velocidade e aceleração
eixo I fique sobre a linha pontilhada da figura, as respostas lInteriores médias durante os seguintes intervalo~ de tempo: (a) 2,00 min a R,OO
mudam? min e (b) 3,00 min li 9,00 min? (c) E<;boce os gráfkosx l'('r.~IIS I e v l'('fsm-
D /, indicando ainda como as repostas de (a) e (D) podem ser obtidas a partir
dos mesmos.
B
E 31P. ~ a posição de um objeto é dada por x == 2,Or'. com xem metros
c I em ,egundos. calcule (,I) a velocidade média e 11 aceler-olçiio média
entre I = 1.0 s e r = 2,0 s e (b) as velocidades e as acelerações instantâ-
neas em I == 1.0 s e I == 2.0 ,. (c) Compare as grandezas rnédia.~ e instan-
0'-------- tâneas, explicando em cada caso. por que umu é maior do que a outra.
<a' (d) Moslre nm gráficos x l'er,j'lls I e ti l'um.'! I as respostlls aos itcns (a)
e (b),
E
[)
----------- 32P. Numa aVt;:ntura de videogame, um ponto é programado pam se
mover pela leia. segundo a equação x = 9,OOr - 0.7501'.ondexé a dis-
• C
tância, em centímetros, em relação ao canto esquerdo dói tela. e I é o
A tempo em segundos. Quando o ponto alcança um dos cantos da tela. em
.1 = O ou .( = 15.0 cm, I se turna zero c o ponto volta a se mover de
acordo COlll x(l). (a) Em que instante. após iniciar o movimento, o pon-
D'-------- to pára'! (b) Em que ponto isso (lÇorre? (c) Quando isso acontece. qual é
a aceleração? (d) Em que sentido está-se movendo imediatamente antes
(O)
de parar" (e) E logo depois? (O Em que instante, após I "" O,ele ak<lnça
Fig. 2-20 Exercícios 23 e 24. um canto da tela pela primeira vez'!
MOVIMENTO RETILíNEO 31

33P. A posição dc uma partícula. se movendu no eixo x. se relaciona 42E. Um recorde mundial de velocidade em terrll foi estabelecido em
com o tempo pda equação x == t'f - br'. onde x está em metros e /, em 19 de março de 1954 pelo Coronel Juhn P. Stapp, pilotando um veículo
segundus. (a) Quais devem ser a.~ dimensões e as respectivas unidades impulsionado por um foguete deslizando sobre um trilho a 1.020 km/h.
de e e b'! A seglliLutribua os valores 3.0e 1.0 a e e b. respectivamente. Ele e o veículo pararam em 1,4 S. Veja Fig. 2-8. A que aceleração ele
(b) Em que instante a partícula alcança a posição máxima dcx. no sen- foi submetido? Expresse li resposta em fUnção da aceleração de queda
tido positivo? (c) Que distância a panfcula percorre nos primeiros 4.0 livre g.
= =
s1 (d) Qual é o deslocamento de f O a t 4.0 s? (e) Qual é li velocida-
de em t = 1.0; 2.0; 3.0 e 4.0 s1 (t) Qual é a aceleração nesses instante,? 43E. Numa estmda seca, um carro com pneus em bom estado é capal
de frear com uma desaceleração de 4.92 m/se (suponhu c(\I1stante). (a~
Seção 2-6 Aceleração Constanle: Um Caso Espeeial Viajando inicialmente a 24,6 m/s. em quanto tempo esse carro conse-
gUI: parar'? (b) Que distância percorre nessl: lempo'? (c) Faç<f us lpáfio.:llS
34E. A cabeça de uma cascavel pode acelerar 50 m/s' no instante do .I )'ersus t e v l'er,ms /, para a desa~'eleraçào.
ataque. Se um carro. panindodo repouso. também pudesse imprimir essa
aceleração. em quanto tempo atingiria a velocidade de 100 km/h? 44E. Um carro-foguete, correndo num trilho n::tilíneo, é usado para in-
vestigar os efeitus fisiológicos de grandes acelerações em .'iCres huma-
35E. Um objeto tem uma aceleração conslante de + 3.2 m/s'. Num nos. Um carro desses pode alcançar a velocidade de 1.600 km/h, em 1.8
determinado instante, sua velocidade é + 9.6 m/s. Qual é a velocidade ~, purtindo do repouso. (a) Supondo a aceleração constante. calcule-,l
ta) 2,5 s antes e (h) 2,5 s depois? em unidades g. (b) Qual a distância percorrida nessc tempo?

36E. Um autom!ivel aumenta, uniformemente, sua velocidade de 25 para 45E. 0, freios de um carro são capazes de produzir uma desaceleração
55 kmlh. em 0,50 mino Um ciclista a~'elera uniformemenle do repouso de 5.1 m/s'. (a) Se você está dirigindo a 140 km/h e avista, de repente,
até atingir 30 kmlh em 0,50 mino Calcule suas acelerações. um post" policial, qual o tempo mínimo necess.ário para reduzir a velo-
cidade até o limite permitido de 80 km/l1? (A resposta revela a inutilida-
37E. Suponha que um foguete se mova no espaço com uma aceleração de de frear para evitar que a alta velocidude seja detectada pelo radaL)
constante igual u 9.8 m/Sê. o que dará, uma sensação de gravidade nor- (b) Trace o gráfico x ver,I'II.1 I e 1) \'ersus r para essa desaceleração.
mal durante o vôo. (a) Se ele parte do repouso. em quanto tempo alcan-
çará um décimo da velocidade da luz, que é de 3.0 X lCf m/s? (b) Que 46P. Um certo C1lm, de cOITida pode acelerar de O a 60 km/h em 5,4 S.
distância percorrerá nesse intervalo de lempo') (a) Durante esse tempo. qual a aceleração média em In/S"! (b) Supondo a
aceleração constante. quanto se de:;locará nesses 5,4 s? (c) Mamendo a
38E, Nlldecolagem. umjumbo tem que alcançar, na pista, li velocidade mesma aceleração, em quanto tempo percorrerá a distâncill de 0.25 km?
de 360 kmlh ( = 225 milh). Qual a menor aceleração constante neces-
sária para decolllr em uma pista de 1,80 km? 47P. Um trem pane do repouso e se move com açeleração constante.
Em um delerminado instante, ele viaja a 30 In/S e. 160 m adiante. trafe-
39E. Um múon (uma panfcula elemenlar) entra num campo elétrico com ga a 50 m/s. Culcule (a) a accleração. (b) ti tempo necessário para per~
uma velocidade de 5.00 X 10' m/s. onde é desacelerado à razão de 1.25 correr os 160 m mencionudos. (c) o tempo ncces.drio para atingir a ve-
X IO"mls!. (a) Que distância o múon percorre até parar? (b) Faça os locidade de 30 m/s e (d) a distãncia percorrida desde o repouso até o
gráficos x l'er.\'u.\· I e 1) ver~us I para o múon_ , instante em que sua velocidade era de 30 m/s.le) Faça o grMico.\ l'('r-
r " .j; SWi t e v I'er.ms r pnra o movimento do trem a panir do repouso.
'.4õE:. Um elétron, com velocid1lde inicial 1.\, =
1,50 X 10' m/s. entra numu
região de 1,0 cm de comprimento. onde é acelerado elelricamente (Fig. 4HP. Um aUlom6vel viajando a 56.0 km/h está a 24.0 m de um obstácu-
2-22), e sai com uma velocidade l' = 5,70 X 10" m/s. Supoodo a acele-
lo. quando o motorista aciona ():; freios. O carro colide com o obstácul"
ração constante, calcule-a. (Esse é o processo que ocorre no interior dos 2.00 s depuis. (a) Qual foi a desaceleração, suposta constante, du autu-
tubos de raios cat6dicos utilizados nos osciloscópios e receptores de te- nuívei antes do impacto? (b) Qual a velocidade do carro. no impacto?
levisão.)
49P. Um carro se movendo com aceleração constante percorre, em 6.0
Região sem Regiiio de s, a distância entre dois pontos separados de 60.0 m. Quando passa pelo
aceleração aceleraçiiu segundo p"nt". sua velocidade é de 15,0 m/s. (a) Quul é a velocidade no

~I,o'm~
primeiro pomo? (b) Qual a aceleração'! (c) A que distância do primeiro
ponto o carro estava em repouso? (d) Trace o gráfico x \'el".'iJlS t e I' 1'('1"-

------------------ ..
.H/S I para o movimento do carro a panir do repouso,

Trajetória do 50P. Duas eslaçócs de metrô estão separadas por 1.100111. Se o trem do
elétr<lll metrô parte do repouso e mantém uma aceleração de + 1.2 m/s' duran-
te a prilneira metade da dist1lncia. e depois desacelera a - 1,2 m/sê du-
rallte a ,egunda metade,ljuais são (li) o tempo de viagem e tb) a veloci-
dade máxima'! (e) Tnlce os grático~ x, u e li \'('rw,\ I, p,lra 11 vingem,

51 P. Para parar um carro. você necessita de um cerlo tempo de renção


antes de começar a frear; a partir daí. o ('arro diminui sua velocidade em
Fonte de função da desaceleração constante da freada, Suponha que o carro per-
alta (en~ào
corre uma distància total de 56 m nessas duas fases, quando (I velocida-
Fig. 2·22 Exercício 40. de inicial é de 80 kmfh. e 24 11I quando a velocidade inicial é de 50 kmf
h. Qual é (aI u tempo de re<lçao e (b) o Illüdulo da desaceleraçilo'!

41E. Um carro a 97 kmlh é freado e pára em 43 m. (a) Qual o módulo 52P. Quando um motorist::\ pára lIm carro. tão rápido quantu possível. a
da aceleração (na verdade, da desaceleração) em unidades SI e em "uni- distancia percorrida. até () curro parar. é obtida da soma du "distância de
dade8 g"'! (Suponha que li é constante.) til) Qual é o tempo de fi"ena- reação", que é igual â velocidade inicial multiplicada pelo tempo de rea-
gem? Se o seu tempo de reação T, pura frear, é de 4()0 m8. a qUMtos ção do motorista. com u "dislância de frenagem". que é a distância per-
"tempos de reação" correspondc" tempo de frenaJ;:em'! corrida pelo carro enlluanto está freilndo. A tabela mostra valores típicos:
32 MECÂNICA

Velocidade Distância Dislância Dislância


movendo a 29 km/h. O maquinista do trem de passageiro.s aplica imedi-
Inicill! lle Rellfl/o de Frl'I1(/~em IIlé Purar atamente os freios. (a) Qual deve ser o mooulo da aceleração resultante
(m!.l) (m) Im} (m) (suposta constante) para evitar a coh,são? (b) Suponha que o maquinista
está na posição x = O quanJo avista a locomotiva em t '" O. Trace a~
10 75 5,0 12,5 curvas x(t; p<lra <I locomotiva e o trem na situação limite em que a coli-
20 15 20 35 silo é evilada. Acrescente outra curva para representar o que acontece
30 22,5 45 67,5 se a ta)(a de frenagem niio for suficiente para evitar a colisão.

57P. Dois trens, em movimento retilíneo, viajam, na mesma direçâoe


(;I) Qual o tempo de rcaçilo do JllotOrl~t:l" (b I Se:l velocidade inkülI du em sentidos opOSlo.~. um a 72 kmlh e o outro 11 144 kmlh. Quando estão
carro é 25 m/s, qUlll a distânóa perl;orrida uté o carro parar'! a 950 In um do outro, os maquinistas se avistam e aplicam os freios. De-
termine se haverá wlisão, sabendo-se que a des.aceleração de cada trem
53P. (a) Se 11 aceleração máxima tolerável pelos passilgeiros num metrô é de 1,0 m/s 2•
é 1,34 m/si, e ilS estações estão separadas por l-(Oó m. qU'11 a velocidade
máxim'l que (J (rem pode alcançar, entre as estaç(jes? (b) Qual o tempo 58P. Tnlce o gráfico v(f) associado ao grálko a(l) mostrado na Fig, 2-24.
de viagem entre us estações? (c) Qual a máxima velocidade média que
o trem pode atingir, se ele pára 20 s em cada csta~'ã(l? (d) Faça os gráfi- u
em; .1". ve 11 1·'('rS/lS I,

S4P. Quando a luz verde de um sinal de (r;lnsilo ucende, um carro parte


com aceleraçiíol;onstante (I '" 2,2 m/s'. No mesmo instante, um cami- (/(1)
nhão, cum velocidade constante de 9,5 m/s, ultrapassa0 autumóvel. (a)
A que distânda, após o sinal, o carro ultrapassará o caminhão'! (b) Qual
a velocidade do carro nesse instante?

55P. A cabine do elevador do New York Marquis Marriot percorre uma


distância total de 187 m, Sua velocidade máxima é de 304 m/min. A
aceleração c a desaceleraçãO têm módulos iguais a 1.2 mls 2 , (a) Que dis-
tância percorre, a panir do repouso, acelerando até a velocidade máxi-
Fig. 2-24 Problema 58.
ma? (b) Quanto tempo leva, a purtir do repouso, para fazer todo (J per-
curso sem parar?
Seção 2-8 Aceleração de Queda Livre
56P. Um trem de pas.,ageiros de alta velocidnde. viajando a 160 km/h,
59E. Numa l;onstrução, uma fenalnellla cai e chega ao solo com a velo-
entra numa curva c o m'lquinist(l ~e ~urpreCl1de (10 avistar uma locomo-
cidade de 24 m/s. (a) De que altura a ferramenta c<liu? (b) Qual foi o
tiva que acabara de cntrdr indevidamente no mesmo trilho, oriund<l de
tempo de 4ueda'! ic) Trace os gráficoo de v. lJe II versus t.
um desvio 0.68 km adi<lnle: vej;l a Fig. 2-23. A locomotiva está-se
6OE. (a) COln que velocidade uma bola deve ser lançada verticalmente
para cim<l, de forma a alcançar a altura máxima de 50 m? (b) Quaoto
tempo ela ficará OI) ar? (c) Desenhe os gráficos .1', ve a ~·ersu.\' t. Indi-
que, nos dois primeiros gráficos, o instHnte em que ela alcança os 50 m.

61E, Considere que li chuva t'ai de uma nuvem. 1-700 m acima da su-
perfície da Terra. Se desconsiderarmos a resistência do ar, com que
velocidade as gotas de chuva atingiriam o solo'? Seria seguro caminhar'
aO;ir livre durante um temporal?

621':. Um elev<ldor de construção vazio é sustentado por um cabo que


quebra quando o elevador está paroldo no alto da construção de 120 m
de altura. (a) Com que velocidade o elevador bate no solo? (b) Qual o
tempo de queda? (c) Qual era a sua velocidade na metade do caminho
de descida? (d) Qual o tempo de queda até a melade da descida?

6JE, Um vàndalo joga uma pedra com velocidade inicial de 12 m/s,


venicalmente para bai)(Q, do telhado de um prédio de 30,0 In de altura.
(a) Em quanto tempo a pedra alcança o WIO'1 (b) Qual a velocidade dela
no instante do impacto'!

64F~ O dispositivo para pesquisa sob /:,'Tavidade zero, localizado no Lewis

I Research Center, da NASA, inclui uma torre de 145 m de altura. Faz-se


vácuo no interior dessa torre e deixa-se cair uma esfera de I m de diã-
melro contendo equipumentos de pesquisa. (a) Qual o tempo de queda
livre da eSferd? (b) Qual a velocidade no instante em que chega à base
da IOrre? (c) Ao bater no fundo da tone. a esfera é subllletidu a uma
desaceleração média de 25g. até sua velocidade ser reduzida a zeru. Qual
a distânda percorrida pelo centro da estera durante a desaceleração"

6SE. Um mooelo de foguete, propelido por queima de combustível,


decola vcrticalmeme. Trace qualitativamente (não são necessários va-
Figo 2·23 Prilblem'l 56. lores numéricos) os grálkos y. ve a I'('}'SU,I' I para o vôo do foguete. Indi-
MOVIMENTO RETILíNEO 33

que, ao terminar o combustível, quando u foguete alcança a altura má-


xima e quando retuma ao solo,

661':. Uma rocha despenca de um penhasco de 100 m de altura. Quanto


tempo leva para cair (a) os primeiros 50 m e (h) os 50 m restantes'!

67P. Um talu assustado s;]l!a pura cimu (Fig. 2-25), suhindo 0,544 m
em 0.200 s. (al Qual era sua velocidude inicial? (b) Qual a SU:l vckx:ida-
de nessa altura'! (l;) Quanto ele ainda suhini'!

Fig. 2·26 Problclll,1 70.

Fig. 2·25 Problemu 67, 1


"
I
68P. Um mmlelo dc foguelc é lanç:ldo venicalmenle e sobe com uma
acelewçiiu constante de 4JIO m/s', por 6.00 s. Seu cnmbustívc! então
acaba e ele passa a mover-se l;umo uma partícula e111 que(]<l livre. (a)
Qual a altura máxima ating:id[l pelu foguete? (P) Qual o tempo lotai
decorrido desde o lançamento até SU<I 'Iueda na Terr;]"!
Tc'nlpo
69P. Um objclO é Iarg<ldo de lima ponte a 45 111 acima da águu. O objeto
cai ocntro de um bafl;o que se desloc<l com velocid;]de constante e es(u- Fig. 2-27 Problemu 71.
va a 12 m do [IIllIlO de impacto no instllnte em que o objeto foi solto.
Qual é a vcloódade do barco'! 72P. Uma bnla de argila nmedecida l;ai de unm afluro de {.'l.O m. Fica
em l;(m(u[o com o solo por 20,0 ms, anles de parar. Qual a acelcral"ào
70P. Um jogador de basquetebol, em pé próximo à eestu para agarrar média d.. bolu. durante (> tempo de conlalo com o solo'! (Considere a
um rebole. snlta verticalmente 76,0 l'm. Quanto tempo ele gasta (a) nos oolu nllno uma partícul<l.)
15,0 em mai~ altus desse pulo e (b) 1I0S 15.0 em muis baixos'llsso .:Ijudll
a explicar por que ôses jogadores parecem tk;lr parados !lO ar, no :11(0 73P. Uma bola é alirada vertkalmenle pam buiro. de uma ,lltur;1 H. com
de seus pulos'! V~ju a Fig:. 2-26. \'c/ociillUli' inicial v ... (a) Qual ~rÍl sua velocidade, nu inst:lnh.' llue bater
no solo? (h) Quanto tempo levará para a bola c'hegar ao solo') tC} QlIllis
71P. No National Physicul Labora{ory. na Ingl;ttena, foi reali7-ada uma serium us respostas de (a) e Ib) se a bol<1 fosse jogada par,l cima, tia
medida da acel~raçà() da gravidade fi ntinmdo-sc uma bola de ~'idro punI mesma :lltllnt. e com a mesma vcllKidade inidal') Ames de resolverqllal.
dmann illteriorde um tubo onde se fel vácuo. Na Fig. 2-27, collsidere-
quer cqlla~'ão. decida se cada resposla aqui d~ve scr maior. igualou
mo.l A7', o intervalo de l~mp() enlre dUits passagens da bolu pelo nivel
menor do que em (;]) c (Il).
inferior. il7', o inlcrvalo entre duas passagens pelo nível superior e H a
distância entre o~ dois níveis. Moslre que
74P. A Fig. 2-2S lllOs(ra um dispositivo simples para Vlx:ê medir o seu
tempo de rcuçii". Ê feito com urna tira de papcl-l;al1iil'. COlll uma ""sc,,la
8H
,
g"" I1T' I1T~' , graduad;1 e duas mare;ls. Um amigo segura a lira enlre () !JlJltc'gar,' o in-
dkador. na altura da marGI superior. e você posic'jona seu polegar e seu
34 MECÂNICA

Para cima SOP. Se um objeto percone 11 metode do percurso total nu ultimo segun-
do de SUIl queda. tendo panido do repouso. determine: (a) o lempo e (b)
a altura dll queda. Explique a solução fi.~jc"mente inaceitável du equa-
• ção quadrática no tempo obtida aqui.

SIP. Uma mulher sofreu um" queda de 43 m do "Ito de um prédio. so-


bre uma caixa metálica de ventilaçilo. provocundo um afundamento de
46l;ffi na caixa. Ela sobreviveu, sem ferimentos graves. Qual a acelera-
ção dela (supondo constante) durante a colisão? Expresse a re5posta em
função da acelera'iiio da gravidade g.

82P. Uma pedra ê largada de lima ponle a 43 m acima da superfície da


água. Outra pedr.t é atirada, para baixo. 1,00 S depois da primeira l;air. Am-
bas chegam na água ao mesmo lempo. (a) Qual era a velocidade inicial da
segunda pedra?(b) Faça o gráfico da velocidade IWSUS o tempo. para cada
pedra, considerando 1'" Oo instante em que a primeira pedra foi largada.
,
8JP. Um pára-quedista salta e cai livremente por 50 m. Em seguida. o
pára-quedas se IIbre e ele desacelerll a 2.0 m/se. Quando chega ao solo.
sua velocidade é de 3,0 ms, (a) Quanto lempo o pára-quedista tlca no
ar? (b) De que altura ele saltou?

~~ois objetos caem da me.sma "Irura em queda livre, com 1,0 S de


mt~lo. Quanto tempo os dOIS ficam separados por 10m depois de o
primeiro objeto cair?

-
85P. A Fig. 2-29 mostra Clara pulando de uma ponle. seguida de peno
por Jim. Quanto tempo Jim esperou para saltar depois de Clára? Admi-
ta que Jim tem 170 em de altura e que a origem do salto é o topo da
figura, Faça medidas em escala. direlamente sobre a figura.

Flg. 2·28 Problema 74.

indicador, na altura da marca inferior, sem entretanto tocar na tira. Seu ami-
go solta a tira e você tenta agarrá-Ia n mais rápido possível. A posiçíin na
escala em que você conseguiu segurar a tira dá o seu tempo de reação. (a)
A que distância da marca inferior você colocana o ponto de 50,0 ms'! (b) •
l'
Quanto mais acima estariam os pontos de 100, 150, 200e 250 ms? (O pon-
to de 100 ms, por exemplo, estaria no dobro da distância do pc:mto de SO ms?
Você consegue encontrar algum padrão naS suas respostas?)

75P. Um malabarista joga bolas verticalmente para cima alé uma certa
distância, no ar. A que altura deve jogá-Ias para que elas fiquem o do-
bro do tempo no ar?

76P.'Vma pedra é atirada verticalmente para cima. Na subida, passa pelo


ponto A com velocidade v e pelo ponto B. 3.00 m acima. com veloci-
dade v/2. Calcule (a) a velocidade v e (b) a altura máxima alcançada
pela pedra acima do ponW B.

77P. Para testar a qualidade de uma bola de tênis, você a solta de uma
altura de 4.00 m. El:l quica e volta até uma altura de 3,00 m. Qual a
aceleração média, durante o contato com o chão, se o tempo de contato
foi de 10,0 ms'!

7SP. Do cano de pm chuveiro. a água pinga no chão, 200 cm abaixo. As


gotas caem a intervalos regulares, e a primeira gota bate no chão, no Fig. 2·29 Problema 85.
instante em que a quarul gota começa a cair. Determine as posições da
segunda e da terceira gotas. no instante em que a primeira bate no chão.
86P. Um balão sobe com velocidade de 12 m/s e. quando estii a 80 m de
79P. Uma bola de chumbo é deixada cair de um trampolim localizado a altur<!, um pawle 5e desprende dt:le. (a) Em quanto tempo o pacote ulingc
5,20 m acima da superfície de um lago. A Doia bate na água com uma o solo? (b) Com que velocidade o pacote chega ao solo?
certa velocidade e IIfunda com a mesma velocidade conslanle. Elu che-
ga ao fundo 4,80 s após ter sido largadu. (a) Qual é u profundidade do 87P. Um ekvador sem teto eSI,í subindo com uma veloódade constan-
lago? (b) Qual é u velocidade média da bola'! (c) Suponha que toda a tede 10 In/S. Um menino dentro do elevador atira pam cima uma bola. de
água do lago seja drenada. A bola é atirada do trampolim e. novumente, uma altura de 2.0 m açima do piso do elevador. no momento em que o
chega ao fundo 4.80 s depois. Qual é a veloCidade inicial da bola'! piso do elevooor está ôJ 2X m acillm do solo. A velocidade inicial da bola
MOVIMENTO REnLfNEO 35

em relação ao elevador é de 20 m/s. (a) Qual a altura máxima alcançada mento de subida é o inverso do de descida.) O tempo decorrido abaixo
pela bola? (b) Quanto tempo leva para a bola cair de volta no elevador? da base da janela é de 2,00 s. Qual a altura da construção?

(8'8P1 Uma bola de aço cai do telhado de uma construção, e, ao passar S9P. Um gato sonolento é despel1ado por um vaso de planta que sobe e
j:lort.majanela de 1,20 m, leva O, 125 s para cruzá-Ia de alto a baixo. A desce, diante de umajanela abel1a. De alio a baixo, ajanela tem 2,00 m,
bola sofre uma colisão perfeitamente elástica com a calçada e retoma, e o vaso fica visível durante um tempo total de 0,50 s. Que altura, acima
passando pela mesma janela, de baixo para cima, em 0,125 s. (O movi- da parte superior da janela, o vaso alcançou?

PROBLEMAS ADICIONAIS

90. Um veículo elétrico parte do repouso e acelera, em linha reta, a 2,0 mI çâo média entre I = 0,50 s e / = 4.5 s? (d) QuaJ a aceleração instantânea
sl, alcançando a velocidade de 20 m/s. Depois diminui, a uma taxa cons- em t = 4.5 s?
tante de 1,0 mls!, até parar. (a) Qual é o intervalo de tempo entre o início
e o fim do movimenlo? (b) Que distância pereoITe da partida até a parada? 96. Uma pedra é lançada vel1icalmente para cima do topo de um edifí-
cio muito alto. A pedra alcança a altura máxima, acima do prédio. 1,60 s
91. Uma motocicleta se move a 30 m/s, quando o motociclista aplica os após o lançamenlo. A seguir. ela passajuDto à borda do prédio, choca0-
freios e a submete a uma desaceleração constante. A velocidade dimi-
,,(m)
nui para 15 mls 00 intervalo de 3.0 s após a aplicação dos freios. Qual a
distância total percorrida pela motocicleta, do início da freada até parar?
lO
92. A posição de uma partícula que se move ao longo do eixo x é dada
por x == 15e-' m, onde t está em segundos. (a) Qual a posição da pal1í- 12
cuIa em I = O: 0,50 e 1,0 s'! (b) Qual a velocidade média da pal1ícula
entre t == Oe t == 1.0 s? (c) Qual a velocidade instantânea em I = O; 0,50 6
e 1,0 s? (d) Trace o gráfico x versus I, para o inlervalo O,,;; t ,;;; 1,0 s e
estime, pelo grático, a velocidade instantânea em 1 = 0,50 s. 4

93. Uma bola é atirada verticalmente para baixo. do alio de um prédio oO~-:--~'--;':---4:--5:--' t (s)
de 36,6 m de altura. A bola passa pelo alto de uma janela. que está 12.2
m acima do solo. 2,00 s após ter sido atirada. Qual é a velocidade da Fia. 2·3] Problema 95.
bola ao passar pelo alto da janela?
do-se com o solo 6,00 s após ter sido lançada. Calcule em unidades SI:
94. A Fig. 2-30 representa uma partícula se movendo com aceleração (a) com que velocidade inicial foi lançada, (b) que altura máxima aci-
constante ao longo do eixo x. Qual o valor da aceleração?
ma do prédio a pedra alcançou e (c) qual a altura do prédio.
,,(m) 97. A posilJão de uma partícula se movendo ao longo do eixo yé dada por

6
Y""2.osen(fl).
4

°
onde testáem segundos e y, em centímetros. (a) Qual a velocidade média
da partícula entre I == e t = 2,0 s? (b) Qual a velocidade instantânea da
partícula em t = O; 1,0e 2,0 s? (c) Qual a aceleração média entre I = O
o I----,..- ..~ t (s) e t = 2.0 s? (d) Qual a aceleração instantânea em 1 = O; 1.0 e 2,0 s? (e)
Trace o gráfico v versus t para o intervalo O ." t ." 2,0 s e, a partir dele.
estime a aceleração instantânea em t = 1.0 s.

98. A velocidade de um projétil, ao sair de um cano de 1,2 m de compri~


menlo. é de 640 m/s. Considemndo a aceleração constante, calcule por
Fig. 2-30 Problema 94.
quanto tempo o projétil fica dentro do cano após o disparo.

95. A Fig. 2-31 mostra o gráfico x versus 1 de uma pal1ícula em movi- 99. A posiçãu de uma partícula em movimento no eixo x é dada por x =
menlo retilíneo. (a) Qual a velocidade média entre 1 = 0,50 s e t = 4,5 i6te 'm, onde t está em segundos. A que distância a partícula está da ori-
s? (b) Qual é a velocidade instantânea em t == 4,5 s? (c) Qual a acelera· gem, quando pánt momentaneamente? (Não considere a parada em I == "".)
36 MECÂNICA

o Tráfego na Hora do Rush


.IE4. RI. WÁ LKER
UNWERSmAlJE ESTAOUAL IJf; CLE\!I:VINf)

Os sinais d~ Irânsitonulll,( ddildc pequena nor- táIK'ia" de,st' {TlWlmClHo. COII-TinuwlIll tra-
Illillmente não ~xigcnl ullla seqüêl1L'ia sinno- fegar com ullla ~'el'ta velocidade v,. (a veloci-
nizada. O fluxo de tr:ífegn atfilvts deles jlode dade li mitt') em dir",~'iio ao terceiro cruzamen-
ser meranH'nlt' casual. e as tllas, di,mle de um lo e, tjuando e,tilo il uma dislilncia d <lesse si-
,inal verlllelho, raramente são longas. Enlre- naL ele torna-se verde, Os cruzamentos estão
1,11110. o lrânsito numa cidade grande, soltrctudo separados por uma distância 0,1'
na hor:l do 1"11,1"11, re<juer cuidadoso planejamen-
lo. Sem ~Je. as filas de carro., estemJer-se-ão, Questão 1
interrompendo muitos cruzamentos e bloque-
ando Inda lima :irea. Como somente os CalTOS Qual df'l'i'ria ser a de/llora 110 aâmWIlli'II/u do
{IUe eslrlO na periferia da área congesflonada til; l'fTd" 110 terceiro crll~aI!lCll!U, em re/açâo
podem mover-se, os que estão retidos no seu ao .fe~uml() ""II~mll",jffl, deforma (I I//an/er ()
interior p<.... lem levar !l\lraS panl ser liberados. n/r)l'imenl0 "1','~lIlar do htoco de )·e/clI/<>.I-:'
Suponltllmos qu~ projetássemo, um siSTema (N/'s/a e em mllms i}ue.lliies, (/ re,lpOWa deF,'rd
de sinais de trunsitn par,; umll via de mào única es/(//, .1'<'111/11"1' em fimçr/o das \"ill"iâvâs fome-
possuindo muitas pistas de IhL\o de tráfego. Os cida,i'.)
sinais devem perm:meeer vcrdes durante 50 s.
amarelo.' por 5 s e vermelhos por2.'i s (valores A situw.;illl (e 11 rcSpostll) muda(ml se o bloco
tipiealll~nte utilillldo, em ruas movimentada, ti-ver sido parado por um sinal vermelho no
de f!rande, cidades). PodelllOS ser tentado, a eru-zamento anterior. Na Fig. I, por exemplo,
aumertlar a duração do sinal wrde, Otl diminuir o bloco de veículo, está parado no primeiroçru-
a do vermelho. panl facilitar o fluxo de trÚk-go. z.amento. Quando a luz verde acende, os pri-
Contudo, devcmos lemltrar que () trânsilo em meiros JIlolOris1as levarão um ccrto tempo I,
ruas twnsvcrs;lis nào dev~ ser retido por Illuito panl responder à mudança de sinal t' um 1empo
tempo. pois do ~'ontniri() grandes filas de carros adicional para acelerar a uma taxa a até alcall~'ar
se form<lrimll nelM, ullla velocidade de cruzeiro v" Durante <I ace-
De que forma devemos acionar os ,in;lis 0'
leraçào, primeiros veículos se de,locam ullla
verdes nas v;íri:ls inTerse"õcs') Caso lüdos os certa distância, que é menor do que se estives-
sinais ,ejam programados para se tornarem sem se Illovendo Ú velocidade li".
verdes silllultaneamcme, () trânsito p<llkria fluir
por ap<'nas 50 s. Em cllda perfododc sinaliza~'fio Questão 2
verd~, grupos de veículos sc moveri,11l1 ao 1011'
go da pi'l;l até que todos os sinais ficassem ,i- Se a ,w'/m/"{/í'ú" ell/re o I'l"iml'im c "-I",'glilldo
lllul!aneamenTe vermelhos. Para aumcmar a é DL' e () sinal \'erde 110 segundo
CI'II;Wllenlfl.\'

dislâJK'ia percorrida, os motorista., tcriam ljue I'I'U:.lllllell/U acel1de quando 0.1' Ilrimdro,,'
correr ao longo do sistcma, Um grande número C(lrro,\ ~s/iio 1111/1/(/ di.'/illlciu li dtl,/ude {"I"II~(/_
de cal'l\)S trafegando a, digamos. 90 KIll/h lIuma II/el/fo, qlJlmro !i'mpo depois ti" o .dl1al ,H' !onllll"
via movimentada de um grande centro urbano I'erdc 1/0 I'rill1eil'O ('rualllll'lI/o de)'erâ lornal'-
pareceria, ú primeira visl<l. um '"grande prêmio", se \'('l"<le /lO ,1'I',~lIl1do."

"endo obviamente perigoso,


Um proJeto melhor e n1<lis scgUrtl adona o
sinal verde, em C<lda cruzamento. somemc
quando os primeiros veículos de um grupo 'T
começam a se aprl'ximar dele.';' (O sinal d"H' 0"
Tornar-se verde anIl"'; que os carros realmente
o akmlcel1l, s<'lIilo terilo que diminuir a
vcfocidade para evitar Ulll possível avanço <lo
sinal vermelho.) Nesse caso. correr muito ao
longo do sistema torna-se fütiJ, p<Jr,,/ue um curm
't 0"
cm alta velncidade alcançará um ,inal [\lHes que
ocorra a CUllltltaçiio de vermelho para v~rde,
A Fig, I mustra parte de uma via;l ser ~·on·
1
'1l••i
trula<la. Suponhamos que, Ilum grande bloco de
veículos, os primeiros molurist;js teJlhlll\l alcan-
~'ado o segundo cruzamellto, onde ,) ,inal tor-
nou-se verde quando aind<l esTaV<llll a uma dis- l

*E"c pmce"" é- <'onhccido pdo


verde" (N, til' R.I
nOllle' ,I.. ""nda Fi~,
ser cOJ1lrol;tdo.
"
I lima viu de mão única. cujo tr<ifegl'deve
MOVIMENTO RETILíNEO 37

M~smo n,m um sisl~rn<l J~ simlis tempo- inicialmenle parado no primeiro eruLamento. ··abandonados"' prolongou-se para Irás. blo-
riZiUl{)~,
{} tnikgo ainJ~1 pode ficilf congcslio- lrakga através de todo () srslema de sinais, Os queandu os cruzamelltos amcriores. O lr;\fegu
nado, O problema consiste no fato de l.jue um períodos iniciais d", aceleraçiio sào represen- pruticamenle parou ao longo de J km, 1;II1to lia
bloço de motorbtas IXlrud{} mIo l'onsegue ace- tados por linh<ls curV;IS. com os tíhilllos carros rua em que eu eslava como em <:inco vias pa-
lerar.simultaneamente, qUaTkloosinal fica verde, do hloclJ <lcelcramlo depois. O sinal fic;1 ver- r:llelas que kV;llll para fora da cidade. SÚ <:on-
Oquencomeceé que uma "nndll de pal1ida"' via- de, em cada cl1.lzwnento, poucos segundos an- segui prosseguir por1lue os carros na pmte C~·
jaa ~ll1irdo líder, ao longodo bloco de veículos, t('s de os primeiros can-os do bk>\.'o o alcançarem. tCTnól da mdovi" iam gmd:ltival1lente so,> do,>svi-
eom uma velocidade v" Cada motorista reage A I1gura mostra também que nem lod,)s os ando p;lr<l I'S subÚrhios. À medida que dei~:l­
somcntequmldo a ond,l de p41l1id;1 <I akallç:l. Os C,lrf<>,~ do bloco col1seguem pilssar no primdm vam () congesfiocwmento, unl;l OOO~i de partida
mutoristus atrás do líder devem. alc'm d isso, per- cru7<llllel1tu antes <Iue o sinal vol1e a fic;lr ver- sc dcslo<.:ava vagarosamente através do bloco
correr unHl distânciu maior:ué o próximo C11.1- melho, Se essa falha se repetír por v<irios ciclos de J km. pcrrnilindo-me ;lval1~'ur o comprimen-
zamento, dQ sinal, o comprimento do grupo dc "ah.mdo- 10 de um poucos carros de cada veL O pro-
nados" creS(.'e. chcgando talvez ao CRuamCI1' blel1ln se agr<lvava à medida ljuc ;I neve se
QuesUío3 lO anterior e provocando um bloqueio do trá- amoll1oava e os carros engui\'aJos bloqucuvalll
fego nuqucJe ponto, É o quc provoca um con- a rua. Embora norm:ilmenle leve apenas <:ineo
Suponha (1111' um /Uo(Orisra e.l'1l'ja /I /111/(/ di.I'· gestionamento. millll!os nessc trajeto. Iwquele dia intcli7. levei
rânl'Ía d" atrlÍs do IM/'I' de 111)/ Morll Imrado /10 mais de duas horas ~Iru eso,'ap,ar do eongestio-
primeiro aU:,(llIJe/1/o .. que li dur(U,-ú/I do .l'il/ld Questão 4 namento.
I'erde /10 segundo ,:ru:.{/IIlClllo é I,., Se /I sinal
verde /10 wglllulo cru~(l/I/ell/O I/paga qUI/lido oque reflrf',I'ellftl (a) V" e (11 ) v. 1/0 guífi('(J ." / d
"moloris/(/ C,luí ti lI/IIa dürtl,,<"ia II do all:;'''- Quol ti duraçiio do período de 1II'ei"rtI('(/o? Resposta,l' das Q"eSf(Jes
mel/lo (pl'l'l/Iitilldil I/(/s,wlr. aillda, ('om o úml!
amare/o), (111111 dn'f'r/ll.l'I'r f'lIIiio li ill/('I'l'afo de Um congcstiol1amellllJ poo,k acontecer mesmo l. I = ()2.~/Vp'
lempo el/lre (/.1' lI/'iOl/wllf'nlos dO,I' sil1ftis Ferde,\' num sislema de controle de tnifego bem proje-
nlJI f'm:tllHr!rllOs:' tado. Uma vez fiquei preso num cl)nge~tiona­ 2. t = I, + vp /'2a + ([)l~ - d)/lI".
menlo porque, de repente, uma forte nevascu 3.1'= t T
+ v p /2a + d,/ll, - 11"
Todos esses pontos estão detalhados n<l Fig, 2. llpareeeu à tarde. na honl do rt/sft. em Cle- + (D 12 - d + dd/vp'
que moslra o m,lpu dl.' um<l rua, it esquada. e VcJiUlIJ. Comoa rua em {Iue eu eS(aVil era escor-
um grátko ,b progressão do bloco de vekulos regadia. o.s líderes do bloco prosseguiam ~'all­ 4.la) Inclinaç~l() da porção rda de x(1) panl os
(com (I ciclo dm, sinuls de trãnsil()~. ti direita. le(os<lmcnte. As ondas de partidu tornaram-se <:arros em nlOvimenl\>, (b>lnclinaçãu de xtl)
Um comprimento d, de um bloco, que estava mais lentas. Em 20 min. o grupamento de para a onda de partida. tc) u/O.

3
l·• ••••••••E • • • • •.,IÍ~;~;ji.iiii.l'!IJ
~ 'inalpara
vcro,k hlkr~'
'" pOI' lodod""caminho
f,toCl':

HI) para ," último, motorisra,


2 passandt> rdo ,í,tenl1l;
,inaJ amard" por tnda a via

1:11",:"
inic'iatmenr~ t::. f I
p'nado~'i dr
V '----,=:-
\
Gl'llpO rrtanlat,i[l<). l .-L - -- - - ,-'1/ para ," m",ori,t;l' ,>;, w~'<j"
inçara/. (k arra\·~'''lro......... i \ rerardalôiri,,: para,I", li" ,inal
prim"lr<> CI'lI'.:IIn;:nto ........ , _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ l'C'rmf"JllO d" rrilHf"iru t'1l1/"n1c'nr"

Flg. 2 Represcnt:l~'ilo gnífica da pl'llgressàn de um hloco de carros. parado inio,'üllmcll1c no primeiro eruzamento. As barras cinza. prt'tn e hranca
mo~tram ,I duração reill dos sinais de tr;ikgo. (Obs,: o cinza <:Urresp<.lIHJe <lO sinal amarelo; o preto. ao vcrm",lho. e {} brarll'o. uo verde,)
VETORES 3
Duante duas dél'adus, grupos de
espeleâlogO!i vinham exploralldo os 200
km do sistemll de caverllal' de Mammoth
Cm'e e Flillt Ridge em b/lsca de UItUl
ligaçJu. A fotografia mostra Richard Zopf
alral'es.WlI/do o Tubo Estreito. lias
profundeza.l' llo sistema de Ffim Ridge.
Depois de 12 horaI de eAplorare/o,
seguindo um l'amillho tortuoso. Zopf e ,feis
companheiros lItravessaram um ref4a1o de
ciguC/s gélidas e cht'lIamm a Mammurh
Cave. provllndo assim que o sütema
Mammorh·Flim é li caverna mais
comprida do mundo. Como é IJOssíl'ef
relacionar o ~'eu ponto de l'hegada ao
pomo de partida de UlfUI forma q!le lIão
.feja considerado o caminho percorrido?

3·1 Vetores e Escalares Nem todas as grandezas físicas envolvem uma direção.
Não podemos, por exemplo, associar uma direção no es-
Uma partícula confinada a uma linha reta pode se mover paço as grandezas como a temperatura, a pressão, a ener-
apenas em uma direção. Podemos considerar o movimen- gia, a massa e o tempo. Essas grandezas são chamadas de
to positivo em um sentido e negativo nu outro. Para uma escalares e nós as combinamos através das leis da álgebm
partícula que esteja em movimento no espaço. porém, um comum,
sinal positivo ou negativo não é suficiente para indicar a Os mllis simples de todos os vetores é o vetor desloca·
direção e o sentido do movimento. Em vez disso. precisa- mento, usado para indicar uma mudança de posição. Se
mos de uma seta para mostrar a direção e o sentido. cha- uma partícula muda de posição deslocando-se de A para R
mada de vetor. na Fig. 3-10, dizemos que sofreu um deslocamento de A
Um vetor tem um módulo. uma direção e um sentido e para B, o qual representamos por uma seta, que é o símbo-
obedece a certas regras de combinação, que discutiremos lo de um vetor, apontando de A para R, Para distinguir os
mais adiante. Uma grandeza vetorial é uma grandeza que vetores de outros tipos de setas, usamos um triângulo va-
pode ser representada por um vetor. isto é, uma grandeza zado como ponta do vetor,
que pode ser caracterizada por um módulo, uma direção e As setas de A para B, de A' para R' e de A" para B" na
um sentido. Entre as grandezas físicas que podem ser re- Fig. 3·la representam a mesma mudança de posição da
presentadas por vetores estão o deslocamento. a velocida- partícula e não fazemos distinção entre elas. Todas as três
d~, a aceleração, a força e o campo magnético. setas têm o mesmo módulo, a mesma direção e o mes-
40 MECANICA

I "
.,
' '
tanH",,},9kll1"'L5.
2.6km

CO"

I" I" I
(I "" lan-I J.5 = 56".

Em seguida. observamos a situação de lado (Fig. j.2<'l para determinar


o deshll'mnenlO total ti.
A
(1/) (b) r --'-- ---;-
ti '" -v(4.Ó9 km)- + (0.025 km)" '" 4.69 km 4.7 km,
Fig. 3-1 (uJ Todas a, trés ,etas representllm Omesmo deslocamento. (b}
Todas as trb lrajctórias que lig:llll os dois pontoS correspondem ao e o ângulo 1;,
meslllo vetor deslocamento.
,~_ ,O.02.'ikm (1
';' - lan ~--- '" '-- .
4.6') km
mo sentido e, portanto. são vetores deslocamento idênti-
Assim, u grupo se deslocou 4,7 km em uma direorilo 56" ao sul da dire-
cos. ção oeste e 0,3" para cima em relação il horizontal. N<llurahnente. o
Os vetores deslocamento não fornecem qualquer indi- desluc:lmento vertical foi insignificame em comparuçào com o movi-
cação a respeitada trajetória real seguida pela partícula. Na mento l1oriz(lmal. lllas (I falo não facililou li trabalho do grupo. que teve
Fig. 3-lb. por exemplo, todas as três trajetórias que ligam que realizar intimems e difíceis subidas e desdda.'. O clIminho realmellte
os pontos A e B correspondem ao mesmo vetor deslocamen- tomado foi bem diferente do indicado relu vetor deslocamento. que
apenas apoma do ponto inidal para o ponlo final.
to, o que aparece na Fig. 3-la. Os vetores deslocamento re-
presentam apenas o efeito global do movimento enão o
movimento em si.

3-2 Soma de Vetores: Método Gráfico


EXEMPl.O ,1-1 O grupo que descobriu em 1972. a ligação Mammo- Suponhamos que, como na Fig. 3-3a, ti pm1Í!.:ulu se deslo-
th-Flint. viajou di! Emrada de Au~tin. no sistema de Flint Ridge, até o
Rio do E~'o. no sistema de Mmllll10th Cave (veja a Fig. 3-1:1), desl\ll'an-
que de A para B e depois de B para C. Podemos representar
do-.~e de 2.6 km para oeste. 3.9 km para o sul e 25 111 para cima. Qual o o deslocamento global (qualquer que seja a trajetória se-
vetor desl(ll'[IJlJ<;'lIto çOlTe,poudente'! guida pela partícula) como a soma de dois vetores deslo-
camento sucessivos, AB e BC. O efeito resultante dos dois
Solução Primeiro observamos a siluação de órml (Fig. 3·2h) pam de- deslocamentos corresponde a um deslocamenco de A para
temlinar o deslocamenlo horizolltal "". () módulo de .I" pode- ser t:aku- C. DizemosqueACéasoma vetorial dos vetoresABe BC.
I:ldo com o auxílio do tcorem" de PitágOfllS:
Esta soma não é uma soma algébrica comum; precisamos
de mais do que simples números para especificá-Ia.
Na Fig. 3-3h, desenhamos de novo os vetores da Fig.
3.30 e os rotulamos da forma que usaremos daqui em di-
O ângulo Hem relação 1I0 oestc é dado por ante, isto é, com letras em negrito como a. b e s. Se você

2.6km Partid[1

• P:lI1ida

, E
~
'. •, d,
í':(' '"
~
Chegada

i~ (,'
Chegada

(b)
""'
0.025 km

(I}
>-

Fig. 3·2 Exemplo 3-1. (o) Plll1e do sistema de C,IVerna, Mammoth-Flint. rnoslwndo o çaminl10 seguido pelo, e,peleólogos desde a Entr:tda de
Auslin até IJ Rio do Eco. (h) De~slocal1lt::lltodo gruptl. visto de cim:l. (I") [k-slocamento do grupo, visto de lado. (Adaptado de um mapa dn Cave
Rese:Jrch Foundation.l
VETORES 41

B
Trajetória
real

/f--""'r7:--,-----l'c
A O deslocamento resultante
é a soma velorial
la)
Fig, 3·4 Os dois velures a e b podem ser sommlos em qualquer ordcm:

/~.
vcja a &t. )·2.

(b)
• Em segundo lugar. quando a soma envolve mais de dois
vetores. nlio importa como agrupamOS os vetores para
Fig. 3·) (a) AC é a soma velorial dos vetores AB e BC. (/)) Outra rorma
somá-los. Assim. se queremos somar os vetores a. b e c,
de rotular os mesmos vetores. podemos somar primeiro a e b e depoís somar o vetor re-
sultante a c. Por outro lado. podemos primeiro somar b e c
e depois somar o vetor resultante ao a. O resultado obtido
será exatamente o mesmo. isto é.
estiver e:;crevendo à mão. desenhe uma seta acima do
símbolo, como em 11. Quando quisermos nos referir ape-
(propriedade
nas ao módulo do velor (um número que é sempre positi- (a + bl + c = a + (b + c) associativa).
(3-3)
vo), usaremos um símbolo em itálico, como a. b ou s. (Se
você estiver escrevendo à mão. use apenas o símholo.) Um
Observando a Fig. 3-5 com atenção. você se convencerá
símbolo em negrito indica que a grandeza correspondente
de que a Eq. 3-3 está correta.
tem as três propriedades de um vetor: módulo. direção e
O vetor -b é um vetor com o mesmo módulo e a mes-
sentido.
ma direção que b, mas com o semido oposto (veja a Fig. 3-
Podemos representar a relação entre os três velores da
6). Se você tentar somar os dois vefores da Fig. 3-6. verá
Fig. 3-3h por meio da equação
que

(3-1) b + (-b) = O.

em que dizemos que o vetor s é a soma vetorial dos veto- Somar -b é a mesma coisa que subtrair b! Usamos esta
res a e b. O processo para somar velores desta forma (isto propriedade para definir a diferença entre dois vetores. Seja
é, gra-rrc-amente) é o seguinte: (I) Em uma folha de papel, d = a - b. Então.
desenhe o vetor a numa escala conveniente e com a incli-
nação correta. (2) Desenho o vetor b na mesma escala. co- d = a - b = • + (-b) (subtração), (3-4)
meçando na extremidade do vetor a c novamente I,;OITl a
inclinação correta. (3) Construa o vetor soma s desenhan-
do um terceiro vetor que começa no início de a e termina
na extremidade de b. E fácil generalizar este processo para
somar mais de dois vetores.
Já que os vetores são novas entidades, devemos esperar
que possuam novas propriedades matemáticas. O símbolo
"+" na Eq. 3- [ e as palavras "adicionar" e "somar" nao têm a/
/
o mesmo significado lJue na aritmética ou na álgebra co-
mum. Eles nos dizem para executar uma operação muito
diferente, que considera tanto os módulos dos vetores quan- ,
to as suas dil'cçôes e ,'iellfido.\·.
A soma vetorial. definida dessa fonna. apresenta duas
propriedades importantes. Em primeiro lugar, a ordem em
que a adição é efetuada é ilielevante, isto é. ,
(propriedade comutativa), (3-2)
~--~-- -~-_.

Fig• .1·5 Os vclorcs <1.1,. c (' podcm scr ilf!rupiidos (Il' qualquer ll1ancira
A Fig, 3-4 ilustra tal fato. par,j serem somados: vt'ja a br. )-3.
42 MECÂNICA

--1
, y
, "
~<,_~b

ii'<"",
",",,"--.
",
Fig. 3·6 Os ~'et()res b e -b. -- ----I

o ", •
" "''''o_I, {a'
a/ -~. _ " ,

, b"':,'" ''', y

il J",
(a)
O segundo vetor começa
'"
",~
onde o primeiro
termmll
",
,~
"
I •
" O
;Ia (h) (c)

(b) Fig. 3·8 (a) As componentes do ve(or a. (b) As componentes não nm-
dam quando o vetor é deslocado. contanto que o módulo. a direção e o
sentido sejam mantidos. (c) As componenfes fonnam os catetos de um
Fig. 3·7 (a) Vetores a, b e -b. (h) Para subtrair o vetor b do vetor 3,
somamos o vetor -b ao vetor a. triângulo retângulo cuja hipotenusa é o módulo do vetor.

nentes permanecerão os mesmos. Os sentidos das compo-


Assim, calculamos o vetor diferença d somando o vetor - b
nentes são coerentes com o sentido do vetor.
ao vetor a. Este processo está ilustrado na Fig. 3-7.
Podemos calcular facilmente as componentes de a na Fig.
É importante observar que, embora tenhamos usado os
3-9a a partir do triângulo retângulo que aparece na figura:
vetores deslocamento como exemplo, as regras de adição
e subtração são válidas para qualquer tipo de vetor, quer
ele represente força. velocidade ou qualquer outra grande-
za física vetorial. Entretanto, como na aritmética comum,
só podemos somar quantidades (vetores. no nosso caso) do
em que 8 é o ângulo que o vetor a faz com o sentido cres-
mesmo tipo. Podemos somar dois deslocamentos, por
cente dos x. A Fig. 3-8c mostra que o vetor e suas compo-
exemplo. ou duas velocidades. mas não faz sentido somar nentes x e y formam um triângulo retângulo. Dependendo
um deslocamento a uma velocidade. No mundo dos esca- do valor de 8, as componentes de um vetor podem ser po.
lares. seria como tentar somar 21 s a 12 m. sitivos, negativos, ou nulas. Na figura, usamos triângulos
cheios, menores que os dos vetores, para indicar os sinais
3-3 Vetores e suas Componentes das componentes, de acordo com a convenção usual: posi-
Somar vetores graficamente pode ser tedioso. Uma técni- tivos no sentido em que os valores das coordenadas aumen-
ca mais simples e elegante utiliza a álgebra mas exige que tam e negativos no sentido oposto. A Fig_ 3-9 mostra um
os vetores sejam colocados num sistema de coordenadas vetor b para o qual h" é negativo e b, é positiva.
retangulares. Os eixos dos x e dos y são geralmente dese-
nhados no plano da página, como na Fig. 3-Sa. O eixo dos
:;, que vamos ignorar, por enquanto, é perpendicular ao
,
plano da página; apontando para fora.
b, == 7 unidades
O vetor a da Fig. 3-S está no plano xy. Quando traçamos
perpendiculares aos eixos coordenados a partir das extremi-
• O I<:----J-C'-':.:..=::::;"'-- •
dades de a, as grandezas ax e ay assim definidas são chama-
das de componentes do vetor a em relação aos eixos dos x e
dos y. O proce.sso de obter as componentes é chamado de ~e­ h" == - 5 unidades
composição do vetor. Em geral, um vetor possui três com-
JXmentes embora no caso da Fig. 3-8a, a componente em re-
lação ao eixo: seja nula. Como se pode ver na Fig. 3-8b, se
deslocannos um vetor de modo que ele pennaneça sempre Fig. 3·9 A componente b em relação ao eixo dos x é positivo e a com-
paralelo à sua direção original. os valores das suas compo- ponente em relação ao eixo dos r é negativa.
VETORES 43

Depoís que um vetor é decomposto em suas componen- RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS


tes, essas componentes podem ser usadas em lugar do ve-
tor. Ao invés de especificar o vetor por seu módulo a e TÁTICA I: ÂNGULOS - GRAUS E RADIANOS
ângulo fi, podemos fazê~lo através das componentes a, e OS ângulos medidos em relaçi10 ao sentido crescente dos x são posi-
a". Os dois pares de números contêm exatamente a mesma tivos quando medidos no sentido contrário ao dos ponteiros do relágio*
e neg:ltivos quando medidos no sentido dos ponteiros do relógio.t As-
infonnação e podem ser convertidos com facilidade um no sim, por exemplo, 210" e - ISO" sào duas formas diferentes de especifi-
outro. Para calcular a e (J a partir de a, e a" basta observar- car o mesmo ângulo. A maioria das c:llculadoras (experimente na sua)
mos (veja a Fíg, 3-8a) que aceita os ângulos em qualquer das duas formas para calcular funções
trigonométricas.
Os ângulos podem ser medidos em gnlUs ou em radi;mos (rad).
Paro relacionar as duas medidas. basta lembrar que uma circunferência
completa corresponde a 360" e a 21T rad, Assim, para converter, diga-
mos. 40" em radianos, escreveríamos

Na solução de um problema específico, podemos usar a o 21T rJd


40 360 = 0,70 rad.
0

notação a" a, ou a notação li, O.


A resposta é razoável? Observe que 40" correspondem a 119 de circun-
ferência; como uma circunferência completa equivale a 21T rad ou 6J
EXEMPLO 3·2 Um pequeno avião deixa um aero(Xlrto num dia nu- rad, aproximadamente. o ângulo em radianos deve corre~ponder a 1/9
bladoe mais tarde é avistado a 21 ~ km de distância. voando numa dire- de 6.3 ou 0.7. Outra forma de verificar o resuhado é lembrar que I rad
ção que faz um ângulo de 22" com o norte para o lado leste. A que dis- ~ 57".
tância a leste e ao norte do aeroporto se encontra o avii10 no momento Quase lOdas as calculadoras entram no modo gmu ao serem Jigu-
em gue é avistado? dllS, de modo que os ângulos devem ser digitados em graus. Na maioria
dos casos. porém. é possível passar para o modo radiano. Para desco-
Solução Em um sistema de coordenadas x\'. a situaçào é a representada brir como fazê-lo. consulte o manuul da sua calculudora.
na Fig. 3-10, onde. por conveniência, a origem do sistema foi colocada
00 aeropono. O vetor deslocamento do avião,d, vai da origem até o ponto
TÁTICA 2: FliNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
em que o avião foi avistado.
É importante que você conheça as definiçoes das funçôes trigono-
Para resolver o problema. é preciso calcular as componentes
mélricas mais comuns (seno. cosseno e tangente) porque são muito usa-
de ct. Usando a Eq. 3-5 com (I "" 215 km e (I = 6S" (91) - 22"). temos:
das na ciência e na engenharia. Essas definiçôes são apresentadas na Fig.
3- \ I numa fonna que não depende da maneira como o triângulo é rotu-
dx = dcos 8= (215 km) (cos 68") lado.
"" 81 km (Resposta) Você deve conhecer o modo como as funções trigonométricas
variam com o ângulo (veja a Fig. 3-12) para poder verifiçar se o resul-
tado fornecido por lima calculadora é nl<:oável. Também é importante
que conheçu os sinais das funçôes lias vários quadrantes.
dy = dsen fi= (215 km) (sen 68")
= 199 kl11. (Resposta)
TÁTICA 3: FUNÇÓES TRIGONOMÉTRICAS INVERSAS
As funções trigonométricas inversll, mais impoTluntes >lia sen -'. cos-
o avião foi avistado, portanto, 199 km ao norte e 81 km a leste do aero" e tun-'. Ao determinar os valores dessas funções com o aux.ílio de uma
~'aJculadora. é importante verificar se a resposta é razoável, p<1rqueem geral
pono.
existem duas soluçôes possíveis e II calculadoTll fornece apenas uma de-
las. Os valores fornecidos pelas calculadoras estão indicados pelas linhlls
mais escuras na Fig. 3-12. Assim. por exemplo. sen- '(0,5) tem dois vaia-
res: 30" (que é o valor fOlllecido pela calculadord) e r50". ram observaras
, dois valores, trace uma rela horizontal passando por 0.5 na Fig. J-I2a e
determine os pomos onde a retu intercepla a curva do seno.

200
sen () = catelO oposto a ()
hipotenusa
E HipOtenusa Cateto
~
cos () cateto adjacente a B
=
oposto a ()
~ 100 hipotenusa
.~
tan 6 = cateto oposto a fJ
\0
~ Cateto adjacente a fJ
catelO adjacente a fJ
ii
Fig. 3-11 Tri5ngulo usado para definir as funções trigonométricas. Veill
O'o'--'-_..L100CC-- < o Apêndice G.
,tf Distância ( km )

Fig. 3·10 Exemplo 3-2. Um aviãü decola de um aeroporto loc\lJizado *Também chamado de sentido al1fi·honírio. iN. do R.l
lia origem e mais tarde é avistado no ponto P. 'Também chamado de ,entido hor'irio. (N. do R.l
44 MECÂNICA

Quadrantes y

IV II 111 IV

,I
j


I
. __-~------~-,--.-
..

(o) Fig, 3-13 Os vetores unitários i.j e k definem um sistema de coordena,


das retangulares destrógiro. O sistema permanecerá destrógiro direita
se o fizermos ginlr como um todo para uma nova orientaçào.

ção. Os vetores unitários não apresentam dimensões nem


unidades; sua única função é especificar certas direções no
..00" O
espaço. Os vetores unitários que apontam no sentido posi-
tivo dos eixos dos x, y e;: são chamados de i, j e k (veja a
Fig. 3-13). * Sistemas de eixos como o da Fig. 3-13, são cha-
Ih)
mados de sistemas de coordenadas destrógiro. Todos os sis-
temas de coordenadas usados neste livro são deste tipo.t
Qualquer vetor pode ser expresso em função dos veto-
res unitários; assim, por exemplo, podemos especificar a e
b das Figs. 3-8 e 3-9 na forma

a = axi + a.lj (3-7)

b = bxi + h.lj, (3~8)

Esses vetores aparecem novamente na Fig. 3-14. As gran-


dezas a,i e a. j são chamadas de componentes vetoriais
le) de a para distíngui-Ias de a, e C/,., que são as componentes
Fig. 3-12 As três principais funçôes trigonométri..:as. Os valores forne- escalares ou simplesmente componentes do vetor.
cidos por uma calculadora ao determinar us funr,'ões trigonnmétricus Examine o vetor deslocamento do Exemplo 3-1. Se você
inrersa.~ correspondem às linhus muis escuras.
colocar o sistema de coordenadas da Fig. 3-13 na Entrada
de Austin da Fig. 3-2a, com i para o leste, j para o norte e
Como descobrir qual Jü.s villores é o correto? Vejamos. por exem- k para cima, o vetor deslocamento d afé o Rio do Eco po-
plo. o dlculode H no Exemplo 3-1, em que!<ln H = 1.5. Determinando derá ser expresso na fonna
o valor de t111l-' 1,5 com o auxílio da..:alculadoril, obtemos H = 56", mus
il t;lngelllede (J = 236" (180" + 56") tnmbém é iguul u 1.5. Qual das duns
soluções devemos escolher'? Examinando n sinmção real (fig. 3-2h), ve- d = -(2,6 km)i -(3.9 km)j + (0,025 km)k.
mos que 56" é um valor !"aLllável. mas 11 mesmo não se pode dizer de
236" Escolhemos, portanto. a primeira SIlIUr,';lO. 3-5 Somando Vetores através das
Componentes
TÁTICA 4: MEDIDA DOS ÂNGULOS DE UM VETOR
A Eq. 3-5 e a segunda parte da Eq. 3.6 são válidas apenas se () ãngu-
lo for medido em relação ao sentido positivo dosx. Se o ângulo t(lr me- Somar vetores usando lápis, régua e transferidor é um
dido em relação a alguma outra direção, tulve7. seja necessárill mudur "~ método cansativo, de precisão limitada e difícil de usarem
funr,'ôes trigonométricas da Eq. 3-5 e inverter 11 relação da Eq. 3-6. E
mais seguro converter o ângulo dado num fmgulo medido em relação
ao sentido positivo dos r . ..:omo filemos no Exemplo 3-2.
~Se "LKê esti\Tl ~,;~r~vend(l ~ \ll~<l. CL,!L:4Ije um utenlO cil'nmne~o ucima de um
vehlr para indicar 'lU" de é unitiri", i,.i. k.
'Para idell[iri~ar ". uln siSlema d" ~oordeoaJa" é de'lrógirn, pro~co~ O" ,eguinlc
3-4 Vetores Unitários forma: "'ando 'I'" má" di,.,'''''' ~,,1"4U~" dedo polcg"" no 'emid" posilivo do
eixo x e" lkd" indic·"d,'r no ,~nlido PO'ilivo do ei\" r Se, ne,,,, ,iIU"'jJ," v"ü'
,'ol1,egllir l'oloGU' o dedo m~d'to IH' '<'nf,<lo powivo <lo ei.xo;. lrala-,e <.k um ,i,-
Chamamos de vetor unitário um vetor que possui módu- lema Jeswígiro. CI'O Il-'ell deJo médio 'ú P()"~ 'lponl'u no ,enlid" lI~gati"(J Jo
lo exatamente igual a I e aponta numa determinada dire- ~ixo;_ diz--'C 4l1e" ,i'lema,: k\'()~irn. (N do R.l
VETORES 45

l _ y

.
,
,
,, c ~--135'

'
,_L_~, B

-""""i----'--,+L
o a,i
<
-L
,,
b
,
,,
J

')
"r- x
b
,,,
,,
, Fig. 3·15 Exemplo 3·3, Mapa de um ruli. mostr<.lndo a origem. os pon-
tos de controle Alfa. Bala e Cruz e as estradas da região,

(.,
le <lpure<::em na Fig. 3-15.) Ao çhegar ao ponto de controle ··Cruz... quais
Fig. 3·J4 la) Componentes vetoriais do vetor a. (a) COlllponentes veto- são o m6dlllo e a orientação do seu desloçamento d em reJaç<'io ao pon-
riais do vetor b. to de partida?

Solução A Fig. 3-15 mostra uma orientaçilo conveniente para um siste-


f1W de coonlenadas .1.1' e os vetores que representam os (rês deslocamen-
três dimensões. Nesta seção, vamos estudar uma técnica tos envolvidos. As component<:s esc:llares de d silO
mais direta. na qual os velores são somados. combi nando-
se suas componentes, eixo por eixo. d, = {/, + h, + c, = J6 km + () + (2) km-.l.Ü;Q.LJ35:)_
Para começar, considere a equação = 06 + O - 17.7) km = IR.} km

r = a + b, (3-9) e

d, = (/, + /1, + n' = () + 45 klll + (2) kllll (sell 13:;"l


que diz que o vetor r é igual ao vetor (a + b). Se isso é
verdade, então cada componente de r deve ser igual a com- = (O -+ 45 + 17.7) km = 62.7 f..:1ll,
ponente correspondente de (a + b): Agoru podemo.., US<lr .. Eq, .1-6 pam c:!ku/ur o módulo c u ori",ntaç:l0 de
d,
r, =0,. +b\., (3-10)
r, = a., + b\. (3-11 ) \,:~f,~ +-~T = ,;i{lk~';-km)' +(62.7 km{
r = a,_ + b_. (J-12) d
= 6:i km (Resposlu)
Em outras palavras. dois vetores são iguais somente se todas
as suas componentes correspondentes forem iguais. De acor-
do com as Eqs. 3-10 a 3-12. para somar os vetores a e b, pre-
cisamos: (I) decompor os velores em suas componentes; (2)
d
fi = tun-'----'..=tan
62.7 "m (Resposta)
d, 18.:'Ikm
somar as componentes correspondentes, eixo por eixo, para
calcular as componentes do vetor soma r~ e (3) se necessário, onde fi ti o ilngulo que apureçe ni) Fig. 3,15.
combinar as componentes de r pam detenninar o próprio vetor
r. (O vetor r pode ser representado de duas fonnas. Podemos EXEMPLO 3-4 0-" três ~",h)re-" ab:lixo estão expre~s(ls em termos dos
wwre.' unitül'ios:
expressá-lo em função dos vetores unitários ou tomecer o
módulo e a orientação de r, usando a Eq. 3-6 em duas dimen~ 3 = -l.2i - 1.6j.
sões ou o método do Exemplo 3- \ para três dimensões.)
b = - 1.6 i + 2.9j.
c=-3.7j,

EXEMPLO 3-3 Vo..:ê está partkipundo de um ruli e recebe as seguin- Todos os três vetores C'slão no plano XI'. j:í que nenhum deles possui
tes instruções: do ponto de partida. (ise as e.~trudil'> disponíveis pilr.l vi- eomponcmes em relllç'<'io ao eixo dos ,~. Determine (l \,'clol" rque ti a soma
ajar 36 \tm paIa leste a\é o pon\o de controle" Alh". depois 4S \tm para de"le" tIh vetores. Por ~on\'en\~ncia. as unidUlle-s l\mm1 omitida, na"
o none até o ponto de cOn/mle "8,1Iu" e. finalmente. 25 km pura noro- expressôe-" lIcimu; se qltL~e-r. você pode illlaginw' que as coordenadlls
este até o pOn/o de controle "Cruz" (As e~trô.ldas e os pontos de contfo- estão expressas em metros.
46 MECÂNICA

,
,
b'
, 'lijl
__
,
",' i '\'
-, -, -I , , , , o 0,
(J :
'------- x --
_--

-I (oi

-, ,
cO
~--~--,

-. "
(b,

(oi Fig. 3-17 (ti) O vetor a e suas componentes. (h) O mesmo vetor. depois
que os eixos dos sistema de coordenadas sofrem uma rotação de um
iingulo <f;.
y

, caso em que as componentes do vetor a (cuja orienlação


, não muda) passariam a ter novos valores, que vamos cha-
mar de a: e a~. Como existe um número infinito de valo-
res para 0/, existe um número infinito de modos de repre-
--_7,-_72-_~1--k---,-~,-~,,-~,,--, sentar o vetor a em termos de suas componentes.
-I
Qual é, então, o "verdadeiro" par de componentes? A
-2.4-j resposta é que todos os pares são igualmente válidos. já que
-'Y_--,=-'" cada par (com seus respecüvos eixos) é apenas uma forma
-, r 2.6i diferente de representar o mesmo vetor a; todos dão ori-
gem a um vetor com o mesmo módulo e a mesma orienta-
ção. Na Fíg. 3-17. temos:
(bl

Fig. 3·16 Exemplo 3-4. O vetor ré ti soma vetorial dos outros Ires vetores. (3-13)

e
Solução De acordo com JS Eqs. 3·IOe 3-11. temos: (3-14)

r.=a, +b, + c, = 4,2 - J,6 + 0= 2,6 o fato é que temos uma grande liberdade para escolher
, um sistema de coordenadas, porque as relações entre veto-
res (entre elas, por exemplo, a soma de vetores da Eq. 3-1)
1', = ti, -+ b, + c, = - J,6 + 2.9 - 3,7 = - 2.4. não dependem da origem escolhida para o sistema de co-
ordenadas nem da orientação dos eixos. O que também se
Assim. aplica às relações da física; elas são todas independentes
r = 2,6i - 2,4j. (Resposta)
da escolha do sistema de coordenadas. Acrescente a ísso a
simplicídade e versatilidade da linguagem dos vetores e será
A Fig. 3·16a mostra os três vetores e a sua soma. A Fig. 3-16h moslra r fácil compreender por que as leis da física são quase sem-
e suas componentes vetoriais. pre apresentadas nessa linguagem: uma equação. como a
Eq. 3-9, pode representar três (ou mais) relações. como as
Eqs. 3-10, 3-11 e 3-12.
3·6 Os Vetores e as Leis da Física
3-7 Multiplicação de Vetores'
Em todos os sisfemas de coordenadas que mostramos até
agora, os eixos dos xe dos y foram traçados paralelamente às Existem três fonnas diferentes de multiplicar vetores. Nenhu-
bordas do papel. Assim, quando um vetor a aparece no dese- ma delas é exatamente igual à multiplicação algébrica comum.
nho. suas componentes vetoriais a,i e (/\.j também são parale-
las às bordas do papel (veja a Fig. 3-17a). Estaolientação dos
eixos foi escolhida apenas por razões estéticas. Poderíamos *COnlO as informações conlidas ne,la sc<;âo não ,ão essenciab para a compre-
ensiio dos capítulo, ,eguilUcs los pwduto, escalare, serào discutido, apenas no
usar um outro sistemjl de coordenadas cujos eixos fizessem Capo 7 e 0.\ produlos vewriai, no Capo 121. talvez o seu pmfc"or prdira deixá-
um ângulo <P com o antigo sistema, como na Fig. 3-17b. lo parJ flm;, wldc.
VETORES 47

Multiplicação de um Vetor por um Escalar

Quando multiplicamos um vetor a por um escalar s, o re-


sultado é um novo vetor cujo módulo é o produto do mó-
dulode a pelo valor absoluto de s e cuja direção é a mesma
dea. O_sentido é o mesmo de a se s for positivo e o sentido
A componente de b
é o oposto se s for ~egativo. Para dividir a por s, multipli- na direção de
camos 8 por lIs. aébcoslfl
Tanto na multiplicação como na divisão, o escalar pode
l\\ ,,
ser um número puro ou uma grandeza física; no segundo
caso, o vetor resultante não representará a mesma grande~
za física que o vetor original 8. b
"-- A componenle de a
Um Olhar à Frente na direção de
béacoslfl
(b)
Vejamos, por exemplo, a equação abaixo, que aparece no
Cap.5: Fig. 3·18 (a) Dois vetores a e b, fazendo um ângulo 4>. (b) Cadu vetor
tem ullla l:omponenle nu direção do outro vetor.
F= ma,

onde 8 é um vetor aceleração, m é uma massa (que é um a componente escalar do segundo vetor na direção do pri-
escalar positivo) e F é um vetor força. Embora você possa meiro. Assim, por exemplo, na Fig. 3-18h, a componente
não compreender o significado da equação, está em condi- escalar de a na direção de b é a cos q,; observe que essa
ções de observar dois aspectos. Em primeiro lugar, como componente pode ser obtida, traçando-se uma perpendicu-
m é um escalar positivo, F e a têm a mesma direção e o lar a b a partir da extremidade de a. Da mesma forma. a
mesmo sentido. Em segundo lugar, como m é uma grande~ componente escalar de b na direção de a é dada por b cos
za física (como vimos no Capo I, a unidade de massa é o q,. Quando q, é igual aO", a componente de um dos vetores
quilograma), F não representa a mesma grandeza que o na direção do outro tem o maior valor possível, o que tam-
vetor original 8. bém ocorre com o produto escalar. Por outro lado, quando
q, é igual a 90°, a componente de um dos vetores na dire-
o Produto Escalar ção do outro é zero e o produto escalar também é zero.
A Eq. 3-15 pode ser reescrita da seguinte forma para
Existem duas formas de multiplicar um vetor por outro destacar as componentes e mostrar que a ordem da multi-
vetor. A primeira produz um escalar; a segunda, um novo plicação é irrelevante:
vetor. Os alunos costumam confundir os dois tipos de
multiplicação; é importante que, desde o começo, você a·b = b·a = (a cos q,) (b)
preste atenção nas diferenças entre eles. = (a) (b cos q,). (3-16)
O produto escalar dos vetores a e b da Fig. 3-18(1 é
representado pela expressão a'b e definido da seguinte Em outras palavras, a lei comutativa se aplica ao produto
forma: escalar. Quando os dois vetores são expressos em termos
dos vetores unitários. o produto escalar assume a forma

a-b = (a,i + aj + a_k) . (b,i + b,j + b,k), (3-17)

onde a é o módulo de a, b é o módulo de b e cP é o ângulo* que obedece à lei distributiva. como será demonstrado no
entre a e b. Observe que o lado direito da equação contém Exemplo 3-5.
apenas escalares (incluindo o valor de cos q,): assim, o re~
sultado é um escalar. Quando nos referimos ao produto Um Olhar à Frente
escalar de dois vetores a e b, em geral falamos em "a es~
calar b". Como exemplo de produto escalar, escolhemos a definição
O produto escalar pode ser considerado como o produ- do trabalho W (um escalar) realizado por uma força F quan-
to de duas grandezas: (I) o módulo de um dos vetores; (2) do seu ponto de aplicação sofre um deslocamentod. Se o/é o
ângulo entre os vetores F e d, o trabalho W é definido como

~Na Fig. 3·18a exiMem na verfilde (]ui, <1ngll/us entre os vetores,' J, e 3611' - 0.
W = F· d = Fd cos 0/.
Qualquer um dos Jois poJe ser u,aJo na E4. 3·15, porque ()~ ,;eus co-'~erl(>, siio
igua'I~. Voltaremos a esta definição no Capo 7.
48 MECÂNICA

EXEMPLO 3·5 Qual é () ângulo ,p entre a = J,O i - 4,0 j e b - - 2J) i


+ lO k')
€ = ax b
Solução De ao:ordo com a El], J·15, o produto e~c;llar é dado por

• •
a'b = (Ih (',)S </) = v'.Ú)":; 4,Ó' ,/'2.0' + :1.0' ws J,
== ) ::l.O co" 4). (.\·1 X) • • •. ,
Por Olrtro lado. de acordo ~'(ll1l a E<.f. J. 17.
("'
a'b = (,-<li - 4,Oj)·(-2.0i + J.Ok),
Usando a lei distributiva da lllulliplkllÇ'fio, lemos:
• •
a'b = 13.0 iJ· (-l.O i) + (3.0 i)' U.O kl
+ {-4J) j) . (- 2,0 i) + {-4.0 j) . 0.0 k). • • •
Vamos agora uplicur u Eq, 3-15 a lod.\s a~ parcelas, Para a primeira c'= b lo: a
parcelil, o ilnguloentre os dois velores é O"; p<lra <1\ oulra,~ lrês purceli1.~,
o ângulo é 90", A~~im. temos:
a'b == -((l.f))( I) + (9.1)(0) + p;,O) (O) - (12) (Ol (ó,
== -6,0, {J·19l
Fig. 3·19I1u~traç:'io da regra da mão direita pnra produtos vetoriais. {li)
Igualando os resuJtado~ dus Eqs, .1. f 8 e 3-19. temos: Empurre o vetor a na direção do vetor b com os dedos da mão direita:
~eu polegar mostrurá a direção e (l sentido do vetor C = aX b, (/J) De-
18,0 cos ,p == - 6.0. monslnl(,:ào de que (a x,h) == -(b x aj,

-(di
q,=cos-I IOl)" "" /10", IRespOslU)
IR,O direção de b através do menor ângulo entre eles. O seu
polegar estendido apontará no sentido de c.
No caso do produto vetorial, a ordem dos vetores é im-
o Produto Vetorial portante. Na Fig. 3·19h. estamos determinando o senrido
de c' = b x a. de modo que os dedos são colocados de
o produto vetorial de dois vetores a e b é representado modo a empurrarem o vetor b na direção de a. Em conse-
pela expressão a x b e produz um terceiro vetor. c. cujo qi.iência. o polegar fica apontado no sentido oposto ao do
caso anterior. Vemos portanto que c' = -c, ou seja,
módulo é dado por
b x a = -a X b. (3-21)
c == ab sen % (3-20)
Em outras palavras, a lei comulativa nâo se aplica ao pro-
onde 4> é o me/lOr dos dois ângulos entre a e b.* Quando duto vetorial.
nos referimos ao produto vetorial do vetor a pelo vetor b. Quando os vetores são expressos em lermos dos veto-
em geral falamos em "a vetorial b" ou"a vetor b". Quando res unitúrios. o produto vetorial assume a foona
a e b são paralelos ou anti paralelos, a x b = O. O módulo
a x b é máximo quando a e b são perpendiculares, a X b = (a,i + a"j + nkl X (h,j + h\j + b.k). (3-22)
A direção de c é perpendicular ao plano que contém a e
b. A Fig. 3-19a mostra como o sentido de c pode ser deter- à que pode ser aplicada a lei distributiva. como serú visto
minado com o auxílio da chamada regra da mão direita. no Exemplo 3-7.
Disponha os vetores a e b de modo que suas origens coin·
cidam. Imagine uma reta que seja perpendicular ao plano Um Olhar à Frente
qUe contém os vetores a e b e passe pela sua origem co~
Vamos encontrar o produto vetorial pela primeira vez
mum. Finja que está segurando essa linha com a mão di- no Capo 12. quando discutirmos uma força F cujo ponto
reitade tal forma que o,~ seus dedo.~ empurrem o vetor a 0<1 de aplicação estú a uma distância r de uma certa origem.
O Iorque. 7(um efeito de rotação) que esta força exerce em
relação à origem é detlnido através da equação
*Nesle caso, é preciw usar" inenor u"., uoi., ;j"~lIl,,-, elllre "., VClnrcs p"rqlk' .,en
4> e sen (360' - </» (i'ln ,imlis opo,!,,,- r = r X F.
VETORES 49

EXEMPLO 3·6 O vetor a está contido no plano xy da Fig. 3-20. Ele


tem um módulo de 18 unidades e faz um ângulo de 250· com o sentido
positivodosx. O velor b tem um módulo de 12 unidades e está alinhado
com o eixo dos z no sentido positivo.

a. Qual é o produto escalar dos dois velores?

SoluçãoO ângulo 1'entre os dois vetores é igual a 90·, de modo que, de


acordo com a Eg. 3-15,

a'b '" ab cos l' = (18) (12) (cos 90") = O. (Resposla)

o produto escalar de dois velares perpendiculares é sempre zero. Coe- ,


rente, portanto, com o fato de que, nesse caso, nenhum dos dois vetores
tem componente na direção do outro vetor. Fig. 3·20 Exemplo 3-6. Multiplicação de vetores.

b. Qual é o prodUIO vetorial c dos vetores a e b?

Solução De acordo com a Eg. 3-20, o módulo do produto vetorial é dado e "" O - 9 j - 8 k - 12 i = - 121 ~ 9 j - 8 k. (Resposta}
I'"
o vetor C é perpendicular a a e b, um fato que você pode comprovar
ab sen l' = (]8) (12)(sen 90") = (216). (Resposta) mostrando que coa '" Oe c'b = 0, isto é, que o vetor c não tem compo-
nentes nas direções de a e de b.
Ovetorcé perpendicular ao plano fonnado para e b. Ele deve ser por-
tanlO perpendicular a b, o que significa que deve eSlar no plano xy. Usan-
doa regrada mão direita iluslrada na Fig. 3-19, vemos que c tem o sentido RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
indicado na Fig. 3-20. Como e também é perpendicular a a, a direção de c
faz um ângulo de 250" - 90" = l6(P com o sentido positivo dos x. TÁTICA 5;
ERROS COMUNS NO CÁLCULO DE PRODUTOS
VETORIAIS
EXEMPW3-7 Sea '" 3 i - 4j e b = -2 i + 3 k, obtenha o vetare =
a X b. Vários erros podem ser cometidos durante o cálculo de um produto
" velorial. (I) Deixar de representar os dois vetores com uma brigem co-
Solução De acordo com a Eg. 3-22, temos: mum quando na iJuslração original a extremidade do primeiro vetorcoin-
cide com a origem do segundo. É preciso deslocar mentalmente (ou, me-
c = (3i - 4j)( (-2i + 3 k), lhor ainda, tomar a desenhar) um deles na posição correia. sem modificar
sua orientação. (2) Deixar de usar a mão direila ao aplicar a regra da mão
Usando a lei distributiva. temos: direita porque ela está ocupada com um lápis ou calculadora. (3) Erro ao
empurrar o primeiro vetor do produto na direção do segundo quando as
C"" -(3i )( 2i) + (3i )( 3k) + (4j x 2i) - (4j x 3k). orientações dos velares exigem um movimento incômodo da mão para
aplicar a regra da mão direita. Isso também pode aconlecer quando você
Em seguida. calculamos os valores de todas as parcelas, usando a Eq. tema imaginara movimento em vez de executá-lo. (4) Deixarde tmhalhar
3-20 e detenninando os sinais com o auxílio da regra da mão direita. O com um sistema de coordenadas destrogiro (veja a Fig. 3-13).
resultado é o seguinte:

/RESUMO
Escalares e Vetores a,=acose a,. "" asen 8, (3-5)
Os escalares, como a temperatura, são especificados apenas por número e
uma unidade (20"C) e obedecem às regras da álgebra comum. Os vetores, e
onde é medido em relação ao sentido posilivo dos x. O sinal da com-
como o deslocamento, são especificados por um módulo e uma orienta- ponente indica o seu semido em relação ao eixo. Dadas as componen-
ção (5 m, norte) e obedecem às regras especiais da álgebra vetoriaL tes, podemos reconstruir o velor usando as expressões

a=~at., +a,.2 , tane =~, (3-6)


Sonm Geométrica de Vetores
Dois vetores a e b podem ser somados geometricamente. Para isso, basta
",
desenhá-los na mesma escala e fazer com que a origem do segundo vetor
onde novamente eé medido em relação ao sentido posilivo dos x.
coincida com a extremidade do primeiro. Nesse caso, o vetor soma, s, é
o vetor que liga a origem do primeiro à extremidade do segundo (veja a
Vetores Unitárros
Fig, 3-3). Para subtrair b de a, basta invener o sentido de b para obter
É possível definir vetores unitários I, j, k que possuem módulo unitá-
rio e cujas direções são as dos eixos dos x, dos y e dos:. de um sistema
-b e em seguida somar -b a a (veja a Fig, 3-7), A soma e sublração de
de coordenadas destrógiro como o que aparece na Fig. 3-13. Em termos
vetores são comUlativas e obedecem 11 lei associativa.
dos vetores unitários, um vetor a pode ser escrito na forma

Componentes de um Vetor a = a,1 + a,j + a,k, 0-7)


As componentes a, e a, de um vetor a são delerminadas, traçando-se
perpendiculares aos eixos do sistema de coordenadas a panir da extre- onde a), a,.j e a,k são as componentes vetoriais e a" a, e a, são as com·
midade do vetor, como na Fig. 3-8 e no Exemplo 3-2. As componentes ponentes escalares de a. O Exemplo 3-4 mostra como é possível so,
são dadas por mar vetores usando vetores unitários.
50 MECÂNICA

Soma de l'etores Usando as Componentes O produto escalar pode ser positivo. negativo ou nulo, dependendo do
Para somarmos vetores através das componentes. usamos as equações valor de <p. A Fig. 3- I 3h mostra que o produto escalar pode ser conside-
rado como o produto do módulo de um dos velores pela componente do
r,==a,+h,: r. = a. + b.. (3-IOa3-12) segundo vetor na direção do primeiro. Em termos dos vetores unitários.
o produto escalar é dado pela equação
Veja () Exemplo 3-.1.
n-17)
Vetore.~ e Leis Físicas
Qualquer situação física que envolva vetores. pod<: ser descritil em um que obedcçe à lei distributiva, como está demonstrado no Exemplo 3-5.
número infinito de diferentes sistemas de coordenadas. Em geral. esco- Observe que a'b = b·a.
lhemos unl sistema que tome o nosso trabalho mais simples; enlretnnlo,
a relação entre ns grandezas vetoriais não depende do sistcma esçolhi- Produto Vetorial
do, As leis da física são independentes do sistema de çoordenadas. O produto vetorial de dois vetores. representado pela expressão a x b,
é um retl/r c cujo módulo é dado por
Produto de um Escalar por um Vetor
O produto de um escalar s por um vetor v é um novo vetor cujo módulo c==ohsen<f;>. (3-20)
é SI' e cuia direção é a mesma de v. O sentido é o mesmo de v se s for
e
positivo o sentido é contrário ao de v se .1' for negativo, Para dividir v onde <f;> é o menor dos dois ângulos entre as direções de a e b. O velOr c
é perpendicular ao plano definido por a e b e seu sentido é dado pcla
por s, basta multiplicar v por (1Is).
regm da mão direita, ilustrada na Fig. 3-19. Observe que a x b = -b
Produto Escalar x a. Em termos dos vetores unitários, o produto vetorial é dado pela
O produto escalar de dois vetores, representado pela expressão a'b, é a equação
grandeza escalar dada por
a x b == (a,i + o,j + a,k) x (b,i + b,j + b,k) (3-22)
a'b==abcoso/. (3-15)
que obedece à lei distributiva. O produto vetorial está ilustrado nos
onde <pé o ângulo entre as direções de a e b (veja a Fig. 3- I 30). Exemplos 3-6 e 3-7.

QUESTIONÁRIO
L Em 1969. três astronautas do Projeto Apolo partiram de Cabo Cana- 8. Por que os vetores unitários i, j e k não têm unidades')
vera!, foram até a Lua e retomaram {[ Terra, descendo no Oceano Pací-
fico. Um almiranle as, 'stiu a panida dos astronautas em Cabo Canave- 9, Dê alguns exemplos de grandezas escalares. O valor de uma grande-
ral e depois viajou parJ Oceano Pacífico num porta-aviões para recolhê- za escalar depende do sistema de coordenadas escolhido?
los. Compare os desl( ( n/os dos astronautas c do almirante.
10. É possívcl ordenar eventos no tempo. Assim, porexemplo, se o even-
2, É possível combik dois vetores de módulos diferentes de tal forma to b preceder o evento c mas for posterior ao even/o a. a ordem tempo-
que a resultante seja zero? E se forem três vetores? ral desses eventos será o. b, Co O tempo tem, portanto. um sentido que
nos permite distinguir passado, presente e fUluro. Isso significa que o
3. Um velOr pode ter módulo zero se uma dns suas componentes tor di- tempo é um vetor? Justifique sua resposta.
ferente de zen/'
11. As leis comutativa e associativa se aplicam à subtração de vetores?
4. A soma dos módulos de dois vetores pode ser igual ao módulo da
soma desses vetores? 12. Um produto escalar pode ser negativo?

5. O módulo da diferença entre dois vetores pode ser maior do que o 13. (a) Se a-b = 0, podemos concluir que a e b são perpendiculares?
módulo dos vetores? Pode ser maior do que o módulo da soma dos dois (h) Se a'b == a·c. podemos concluir que b == c')
vetores'? Dê alguns exemplos.
14, Se a x b == O. podemos concluir que a e b são paralelos? A recí·
6. Se a soma de três vetores é nula, eles estão necessariamente no mes- proca é verdadeira?
mo plano')
IS. É preciso especificar um sistema de coordenadas quando (a) soma-
7, Explique em que sentido uma equação vetorial contém mais infor- mos. (b) calculamos o produto escalar. (c) calculamos o produlO veloriaL
mações do que uma equação escalar. (d) calculamos as componentes de dois vetores?

EXERCíCIOS E PROBLEMAS
Seção 3-2 Soma de Vetores: Método Gráfico (a)a + b = c o+b=c;
(b) a + b == a - b;
IE, Considere dois deslocamentos, um de módulo 3 m e outro de mó- (c) a + b = c a' + h' == ("?
dulo 4 m. Mostre como os vetores deslocamento devem ser combinil-
dos para que o módulo do deslocnmento resultante seja ta) 7 m, (b) [ m 3E. Uma mulher caminha 250 m na direção 30" a leste do norte e de-
e(c)5m. pois 175 m para o leste. la) Usando métodos gráficos, determine o seu
deslocamento resultante a pilrtir do ponto inicial. (b) Compare o módu-
2E. Quais são as propriedades de dois vetores a e b tais que lo do deslocamento com a distância total que a mulher percorreu,
VETORES 51

4E. Uma pessoa caminha 3, I km para o none, 2,4 km para oeste e 5.2 km ,
para o suL (a) Represente os movimentos da pessoa em um diagrama ve-
toriaL (b) Em que direção um passarinho tena que voarem linha reta para
chegar ao mesmo ponto de destino? Que distância teria que percorrer?

SE. Um carro viaja 50 km para leste, 30 km para o norte e 25 km em


uma direção 30" a leste do norte. Represente os movimentos do carro
em um diagrama vetorial e determine o deslocamento lotai do veículo
em relação ao ponto de partida.
30"
"'-----""------ .
Fig, 3·22 Exercfcio 11.
6P. O vetor a tem um módulo de 5,0 unidades e está dirigido para leste.
O vetor b está dirigido para 35" a oeste do norte e tem um módulo de 4,0
unidades. Construa diagramas vetoriais para calcular 3 + b e b - 3. Estime o 12E. Uma máquina pesada é colocada nllma prancha que faz um ãngu-
módulo e a orientaçào dos vetores a + b e b - li a partir desses diagra- lo de 20" com a horizontal e arrastada por uma distância de 12,5 m (Fig.
mas. 3-23). (aI Qual a altura final da máquina em relação ao solo? (b) Qual a
~ .', distância horizontal percorrida por ela?
: 71'. :Três vetores a, b e c, todos COIll um módulo de 50 unidades, estão
' Óm ~Ianoxy e fazem ângulos de 30", 195" e 315" com o sentido positivo
dosx, respectivamente. Estime graficamente o módulo e orientação dos
vetores(a)a + b + c, (b)a - b + ceIe) um vetord tal que (3 + b)-
(c+d}=O.

SP. Um banco no centro de Bastou foi assalfado (veja o mapa da Fig.


3-21). Os ladrões, para despistarem a polícia, fugiram de helicóptero,
viajando primeiro 20 milhas numa direção 45" ao sul do leste, depois 33
milhas em uma direçào 26" ao norte do oeste e finalmente 16 milha~ numa
direção lS" a leste do sul. Concluída a terceira etapa do vôo, foram cap~
turados. Em que cidade os ladrões foram presos? (Use o método geo- Fig. 3·23 Exercício 12,
métrico para somar os deslocamentos no mapa.)

13E. O ponteiro dos minutos de um relógio de parede tem 10 cm de


comprimenlo. Qual é o vetor deslocamento da extremidade do ponteiro
(a) quando ele se move de um quarto de hora para meia hora, (b) quando
se move na meia hora seguinte e (c) quando se move na hora seguinte?

14E. Um iate pretendia viajar para um ponto situado 120 km ao nane,


mas Uma venlania inesperada fez com que fosse parar 100 km a leste do
ponto de partida. Em que direção deve navegar e que distância deve
percorrer para chegar ao destino original?

Ise. Uma pessoa deseja chegar a um ponto situado a 3,40 km da sua


localização atual numa direção 35,0" ao norte do leste. Entretanto, to-
das as ruas que podem levá-la ao destino têm direção I\orte·sul ou dire-
ção leste-oeste. Qual a menor distância que a pessoa lerá que percorrer
para chegar ao ponto desejado?

16P, Falhas geológica.~ são planos de separaçâo que se fonnam entre dois
blocos de rocha quando um dele se desloca. Na Fig. 3-24, os pontos A e B
coincidiam antes que ú bloco que está em primeiro plano se deslocasse
para baixo e para a direita. O deslocamento AR é medido no plano da fa-
lha. A componente horizontaJ de AB é li rejeito horiwmal AC A componente
de AB na direção de maior inclinação no plano de falha é o rejeito de mergulho
AD. (a) Qual é odeslocamentoAB se o rejeilohorizonlal é 22,0 m eo re-
Fig,3·21 Problema 8,
jeito de mergulho é 17,0 m? (b) Se o plano da falha tem uma inclinação de
52,0" em relação à horizontal, qual é o componente vertical de AR?

Seção 3·3 Vetores e seus Componentes

9E, Quais são as componentes x e v de um vetor 3 situado no plano x)'


se ele faz um ângulo de 250" com o sentido positivo dos x no sentido
contrário ao dos ponteiros do relógio e seu módulo vale 7,3 unidades?
Rejeito de
IOE. A componente x de um certo vetor vale - 25,0 unidades e a com- mergulho
ponentey vale +40.0 unidades. (a) Qual é o módulo do vetor? (b) Qual
é o ângulo entre o vetor e o sentido positivo dos x?

11E. Um vetor deslocamento r situado no plano xv tem 15 111 de com-


primento e a orientação indicada na Fig. 3-22. Determine as componentes
x e I' do vetor. Fig, 3·24 Problema J 6.
52 MECÂNICA

17P. Uma roda com 45.0cm de raio roda sem escorregar num piso hori- ,
zontal (Fig. 3.25). Pé um ponto pintado na bordada roda. No tempo fi'
P está no ponto de contato entre a roda e o piso. Num tempo posterior
f t • a roda descreveu meia rotação. Qual foi o deslocamento de P entre
os tempos fi e f 1?

~@)
No tempo lJ No tempo f2
,1""--""=
30°

Fig, 3·26 Problema 27,


_

Fig, 3·25 Problema 17.


29P. Uma estação de radar detecta um avião que vem do leste. No mo-
mento em que é observado pela primeira vez, o avião eslá a 400 m de
18P. A localização de duas cidades da América do Sul difere de 1° de distância, 40" acima do horizonte. O avião é acompanhado por mais 123"
latitude e I" de longitude. Mostre que o módulo do vetor deslocamento no plano vertical leste-oeste e está a 860 m de distância quando é obser-
de B em relação aA é dado aproximadamente por d(1 + cos1 !I.)'/2, onde vado pela última vez. Calcule o deslocamento da aeronave durante o
!I. é a latitude deA ed = IIl km. período de observação.

19P, Um sala tem 5 mdecomprimento, 4 mde largura e3 m de altura.


Uma mosca parte do chão, de um canto da sala, voa para o teto e pousa
no camo diagonalmente oposto. (a) Qual é o módulo de deslocamento
aa mosca"! (b) A distância percorrida pela mosca pode ser menor do que
esse valor? Maior do que ele? Igual a ele? (c) Escolha um sistema de
coordenadas apropriado e calcule as componentes do vetor deslocamento o
neste sistema. (d) Se a mosca decide andar e não voar, qual a menor
distância que ela terá que percorrer? Antena de radar

Seção 3·5 Somando Vetores através de suas Componentes

2OE, (a) Expresse os seguintes ângulos em radianos: 20,0", 50,0·, 100°. Fig. 3·27 Problema 29.
(b) Converta os seguintes ângulos para graus: 0,330rad. 2,1000, 7,70 rad.

21E. Calcule as componentes escalares da soma r dos vetores desloca-


memo c e d cujas componentes em metros, ao longo de três direções 3OP. (a) Um homem sai de casa, caminha 1.000 m para leste, 2.000 m
mutuamente perpendiculares, são: c, = 7,4, c , = - 3,8, c, = -6, I; d, = para o norte, tira uma moeda do bolso e a deixa cair de um penhasco
4,4, d" = -2,0. d, = 3,3. com 500 m de altura. Escolha um sistema de coordenadas e escreva uma
expressão, usando vetores unitários, para o deslocamento da moeda desde
a casa, até a base do penhasco. (b) O homem volta para casa seguindo
22E. (a) Qual é a soma, em tennos de vetores unitários, dos dois veto-
um caminho diferente. Qual o seu deslocamento desde que saiu de casa?
res a = 4,0 i + 3,Oj e b = -l3i + 7,Oj? (c) Qual é o módulo e a ori-
entação do vetor a + b?
31P. Uma partícula sofre três deslocamentos sucessivos num plano: 4,00
m para sudoeste, 5,00 m para leste e 6,00 m numa direção 6O,Ou ao norte
23E, Calcule as componentes x e y. o módulo e a orientação de (a) a + do leste. Tome o eixo dos y na direção norte e o eixo dos x na direção
be(b)b - a sea = 3,01 + 4,Oje b = 5,01 - 2,0j. leste e calcule (a) as componentes dos três deslocamentos, (b) as com-
ponentes do deslocamento resultante, (c) o módulo e a orientação do des-
24E. Dois vetores são dados pora = 4i - 3j + ke b = -i + j + 4 k. locamentoresultante e (d) o deslocamento que seria necessário para levar
Calcule (a) a + b, (b)a - be(c) um vetor c tal que a - b + c = O. a partícula de volta ao ponto de partida.

25E. Dados dois vetores a = 4,0 i - 3,0 j e b = 6,0 i + 8,0 j, calcule 32P. Prove que dois velores devem ter o mesmo módulo para que sua
o módulo de orientação de (a)a. (b) b, (c)a + b, (d) b - a e (e) a - b. soma seja perpendicular à sua diferença.
Qual é a relação entre as orientações dos últimos dois vetores?
33P, Dois vetores de comprimentos a e b fazem entre si um ângulo 8.
26P. Sea - b = 2c,a + b = 4cec = 31 + 4j,quamovalemaeb? Prove, calculando as componentes dos vetores em relação a dois eixos
perpendiculares. que o comprimento da soma dos dois vetores é dado
27P. Dois vetores a e b lêm módulos iguais a 10,0 unidades. A orienta-
po'
ção é a indicada na Flg. 3-26. Se r = a + b, calcule (a) as componentes x
e yde r. (b) o módulo de re (c) o ângulo que r faz com o sentido positivo
doa r = ~a' + b! + 2ab cosO.

28P, Depois da tacada inicial, um golfista necessitou de mais três taca- ;,wP, (a) Usando vetores unitários, expresse as diagonais (retas que fi·
das para colocar a bola no buraco. Na primeira, a bola se deslocou 12 m gam dois vértices passando pelo centro) de um cubo em função das ares-
para o norte; na segunda, 6 m para sudeste; na terceira, 3 m para sudo- laS, cujo comprimento é a. (b) Calcule os ângulos que os diagonais fa-
este. Que deslocamento seria necessário para colocar a bola no buraco zem com as arestas adjacentes. (c) Calcule o comprimento das diago-
com uma única tacada após a tacada inicial? nais.
VETORES 53

35P*. Uma pessoa viaja de Washington até ManHa. (a) Descreva o ve- 41E. Mostre que para qualquer velor a, a-a ;:o aI e a x a ;:o O.
lor deslocamenlo. (b) Calcule o módulo do velor deslocamento. saben-
do que a latilude e longitude das duas cidades são 39" N. 77" O e 15" N 42E. Calcule os prodUlos (a) "norte vetorial oeste", (b) "para baixo es-
e 121" L. respectivamente. calar sul", (c) "leste vetorial para cima", (d) "oeste escalar oeste" e
(e) "sul vetorial sul". Suponha que lodos os vetores têm módulo unitá-
Seção 3·6 Os Vetores e as Leis da Fisica rio.

~ ~'um vetora,cujomóduloéde 17,Om, faz um ângulo de 56,0" com 43E. Um vetor a de módulo 10 unidades e outro vetor b de módulo 6
t) sentido ]Xlsitivo dos x (Fig. 3-28). (a) Quais são as com]Xlnentes a, e unidades fazem entre si um ângulo de 60". Calcule (a) o produto escalar
a,do vetor? (b) Um segundo sistema de coordenadas faz um ângulo de dos dois vetores e (b) o módulo do produto vetorial a x b.
18" com o primeiro. Quais são as componentes a', e a', do velor a no
segundo sistema? '44E. Dois vetores, r e s, estão contidos no plano xy. Seus módulos são
'4,50 e 7,30 unidades, respectivamente, e eles fazem ângulos de + 320"

, e +85,0", respectivameme, com o sentido ]Xlsitivo dos x. Quais são os


valores de (a) r - se (b) r x s?

45E, Para os vetores da Fig. 3-29, calcule (a) a· b, (b) a . c e (c) b' c.

46E. Para os vetores da Fig. 3-29, calcule (a) a x b, (b) a x c e (c)


b x c.

,,;;'" ..
L~
A+
3
a
Flg. 3·29 Exercícios 45 e 46.
Flg. 3·28 Exercício 36.

47P. Produto Escalarem Funçãe das Coordenadas. Suponha que dois


Seção 3·7 Multiplicação de Vetores vetores sejam representados em termos das coordenadas como

,"", 37E. Um vetor d tem um módulo de 2,5 m e aponta para o norte. a;:o a,i + a,.j + a,k
Calcule o módulo e a orienlação dos seguintes vetores: (a) 4,Od: (b)
3.Od. e

38& Considere um velOr a no sentido positivo do eixo dos x, um vetor b=b)+b,j+b,k


b no sentido positivo do eixo dos y e um escalar d. Qual é a orientação
do vetor b/d se d for (a) ]Xlsitivo e (b) negativo? Qual é o módulo de (c) Mostre que
a'be (d) a'bld? Qual é a orientação de (e) a x be (f) b x a? (g) Quais
são os módulos dos produtos vetoriais em (e) e ([)? (h) Qual é o módulo a'b = a,b,. + a,h,. + a,h,.
e a orientação de a x b/d?
48P. Use a definição de produto escalar, a'b = ah cos 8. e o fato de
39E. Mostre que, num sistema de coordenadas de deslrógiro que a'b = ajJ, + a,b,. + a,h, (veja o Problema 47) para calcular o ân-
gulo entre os dois vetores dados]Xlr a = 3,0 I + 3,0 j + 3,0 k e b = 2,0
j·i=j·j=k·k= I i + 1,0j + 3,Ok

, 49P. (a) Determine as componentes e o módulo de r = li - b + c se li


= 5,01 + 4,Oj - 6,Ok,b= -2,0 i + 2,Oj + 3,Okec = 4,0 i + 3;Oj
i'j =j'k = k·i = O. + 2,0 k. (b) Calcule o ângulo entre r e o sentido positivo dos z.

Os resultados serão diferentes se o sistema de coordenadas for retangu-


50p. Produto Vetoriol em Funçãe das Coordenadas. Mostre que para
os vetores a e b do Problema 47, a x b = i (a,h_ - a_h.) + j (a.h,. -
lar mas não deslrógiro?
a,h) + k (ap,. - a,.h,). . - -
40E. Mostre que, em um sistema de coordenadas destrógiro
51P. Dois vetores são dados por a = 3,0 i + 5,0 j e b = 2.0 j + 4,0 j.
Calcule (a) a x b, (b) a . b e (c) (a + b) .. b.
Ixi=jXj=kXk=O

, 52P. Dois vetores a e b têm componentes, em unidades arbitrárias. a.


= 3,2.a, = 1,6, h, = 0,50, h, = 4,5. (a) Calcule o ânguloenlreae b. (b)
Calcule as com]Xlnentes de um vetor c que é perpendicular a a, está no
IXj=k; kXi=j; jxk=i plano xy e cujo módulo vale 5,0 unidades.

Os resultados serão diferentes se o sistema de coordenadas for retangu· 53P. O vetor a está no plano yz, faz um ângulo de 63" com o eixo +y,
lar mas não deslrógiro? tem uma componente z positiva e seu módulo vale 3,20 unidades. O velor
S4 MECÂNICA

b está no planoxz, faz um ângulo de 48" com oeixo +x, tem uma com- ,
ponente z posiliva e seu módulo vale 1,40 unidades. Calcule (a) a . b
(b) a x b e (c) o ângulo entre a e b.

54P. Três vetores são dados por a = 3,0 I + 3,0 j - 2,0 k. b = - J.O i
- 4,Oj + 2,Okec == 2.0i + 2,Oj + 1,0k.Calcule(ala· (b x c).(b)
a· (b +c)e(c)a:X (b + c).

55P. Cakuleos ângulos enfre as diagonais de um cubo de aresta a. Veja


o Problema 34.

56P. Moslre que J área do triângulo contido entre os vetores a e b


da Fig. 3-30 é dada por la :x bl/2, onde as barras verticais significam b
módulo.


b Fig. 3·31 Problema 58.

59P, Mostre que o produto mi~'to a . (b x c) tem mt'ldulo igual ao vo-


lume do paralelepípedo formado pelos vetores a, b e c, como moslra a
Fig.3-32.

Fig. 3-30 Problema 56.

57P. (a) Mostre que a . (b :x a) é igual a zero quaisquer que sejam os


vetores a e b. (b) Qual é o valor de a x (b x a) se o ângulo enlre os
vetores a e b é 4J?

58P. Os módulos dos três vetores que aparecem na Fig. 3.31 são
a = 3,00. b = 4.00 e c = 10,0. (a) Calcule as componentes x e y des-
ses vetores. (b) Determine os dois números p e q tais que c = pa + qb. Fig. 3·32 Problema 59.

PROBLEMAS ADICIONAIS

60. O oásis B fica 25 km a reste do oásis A. Partindo do oásis A. um 62. Se o vetor B é somado ao vetor A, o resultado é 6.01 + I.Oj. Se
camelo viaja 24 km numa direção 15" ao sul do leste e depois viaja 8,0 B é subtraído de A. o resultado é -4.Oi + 7,Oj. Qual é o módulo
km para o norte. A que distância o camelo se encontra do oásis B nesse deA?
momento?
63. Quando um vetor B é somado ao vetor C = 3.m + 4,Oj. o vetor
61. Um velor B, cujo módulo vale 8,0, é somado a um vetor A locali- resullante está no sentido positivo dos vetem o mesmo módulo que C.
zado sobre o eixo dos x. A soma desses vetores é um terceiro vetor situ- Qual é o módulo de B?
ado sobre o eixo dos y e cujo módulo é o dobro do módulo de A. Qual
é o módulo de A?
MOVIMENTO EM DUAS E
EM TRÊS DIMENSÕES
4
Quamlo uma "bafa humana" é lançada ile
UIII cal/hão, li fumaça e o ru(do são apellUS
para illlpre.uionar. porque a propulsão é
realizada por mola ou por ar comprimido,
e nào por uma explosão. Apesar dis,'W,
esse número é perigoso para o artisla por
iluas ra:.ões. A primeira é que a rápida
propulsão lia boca do canhão. em geral.
causa 11m desmaio momellliíneo, do qual
ele deve despertar, anles de cair lia rede.
pilra não quebrar o pescoço. A O/lfra é que
a rede pode não estar 110 ll/gi/r certll. com
refação ao ángulo e à I'elocidade d()
/(mçalllellto.

4-1 Movimento em Duas ou Três Dimensões veL quando Emanuel Zacehini voou sobre três rodas-gigan-
tes, atravessando uma distância horizontal de 68 metros.
Neste capítulo, estendemos a~ considerações apresentadas nos Como Zacchini poderia saber onde colocar a rede? E
dois anteriores, para os casos bi e tridimensionais. Muitos dos como poderia ter certeza de que conseguiria transpor as
conceitos utilizados no Capo 2, como posição, velocidade e rodas-gigantes? Esteja certo de que ele não gostaria de res-
aceleração, também aparecem neste capítulo de uma foona ponder a essas perguntas, através de tentati vas e erros.
mais complexa. Vamos usar a álgebra vetorial apresentada no
Capo 3. que nos pennitirá trabalhar com uma notação fOlmal- 4-2 Posição e Deslocamento
mente idêntica à do caso unidimensional. Dessa fonna, se ne-
cessário, poderemos recorrer àqueles capítulos anteriores. De maneira geral, a localização de uma partícula é dada
Um exemplo de movimento em duas dimensões é o vôo através do vetor posição r, um vetor que vai de um ponto
de um homem-bala. A versão moderna deste perigoso even- de referência (geralmente a origem de um sistema de coor-
to remonta ao ano de 1922, quando os Zacchinis. uma famo- denadas), até a partícula. Usando a notação de vetores uni-
sa família circense, pela primeira vez atiraram um de seus tários da Seção 3-4, podemos escrever r como
membros de um canhão para uma rede montada numa arena.
A famOia foi, gradualmente, aumentando a altura e a duração
do vôo, para tomar o espetáculo mais emocionante. Por volta (4-1)
de 1939 ou 1940. foi alcançado o limite de segurança razoá-
56 MECÂNICA

onde xi, yj e.:k sào as componentes vetoriaís de r, e os coefi- y


dentes x, y e z são suas componentes escalares. (Esta notação
é ligeiramente diferente daquela usada no Capo 3. Perca um
minuto e convença-se de que as duas são comparáveis.)
Os coefidentes x, y ez dão a localização da partícula rela-
tiva aos eixos e referente li origem. Por exemplo, a Fig. 4-1
mostra um objeto P, cujo vetor posição, naquele instante, é

r"" -3i+2j+5k. (4-2)

Ao longo do eixo x, P está a 3 unidades da origem, no sen-


tido - i. Ao longo do eixo y, está a 2 unidades da origem,
no sentido + j. E, ao longo do eixo z, está a 5 unidades da
origem, no sentido + k. Fig. 4·2 O deslocamento ~r: r l - r, vai da extremidade final de r, para
ade r l .
Quando um objeto está em movimento, seu vetor posi-
ção varia, ligando sempre a origem ao objeto. Se o vetor
posição do objeto no instante fi é ri e o vetor posição no
instante f 1+ Ó,f seguinte é r 2 , então seu deslocamento .ó.r 4-3 Velocidade e Velocidade Média
durante o intervalo 6.f é
Se uma partícula sofre um deslocamento ar, durante um
intervalo de tempo af, então, sua velocidade média é

EXEMPLO 4·1 Inicialmente, o vetor posição de uma partícula é

rl""-3i+2j+5k que pode ser escrita por extenso como

e logo depois é _ âxi + âyj + 4zk


v~
,1,
r2""9i+2j+8k

(veja a Fig. 4-2). Qual é o deslocamento de r, para r2?


âx 4y 01.:
-T,;+ ,1,j+ ,1,k. (4-5)
Solução Relembrando do Capo 3 que a subtração de dois vetores, ulili- A velocidade (instantânea) v é o limite de v, quando .ó.f
zando notação de vetores unitários, é feita sublraindo cada componen-
te, eixo a eixo, lemos, usando a Eq. 4-3, tende para zero. No cálculo diferencial, lembramos que este
limite é a derivada de r em relação a f, ou seja,
til' "" (9i + 2j + 8k) - (-3i + 2j + 5.k)
., 12j + 3k. (RespoSla)

Este vetor deslocamento é paralelo ao plano.q, porqJ1e sua componenle


y é nula: um fato mais facilmente visto pelo resultado numérico que pela Substituindo r pela sua expressão dada pela Eq. 4-1, vem
Fig.4-2.
d, dxdyd:
v = - (XI + yj + :k) "" - i + - j + - k
dr dt dt dt

, que pode ser reescrita como


i!i,":'?L~<;l'
"F'f;"' ?*6~7?y~%\.'wt";\i~"'i~~'\'7/")o%~~
;U~7W0 " ' , > ' ~ ~ ~~J,.:'V
l:tlt'tFlil1.: : o·•••' o ~1:.O:t:t::t. -;t.ti:.H....:
5k 2j Os coeficientes são as componentes escalares de v:
o
/
,
P, ,
, ~

Trajelória de P I~ - , A Fig. 4-3 mostra a trajetória da partícula P no planoxy.


A medida que a partícula se desloca para a direira sobre a
curva, seu vetor posição também se desloca para a direita.
No instante f1> o vetor posição é r t , e num instante posteri·
F'lg, 4-1 O vetor posição r do objelo P é a soma das componenles Velo- or qualquer fi + af, o vetor posição é r,. O deslocamento
riais paralelas aos eixos coordenados. da partícula, no intervalo at,
é 6.r. Da Eq. 4-4, a velocida-
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRê.S DIMENSÕES 57

, ,
Tangente , [ Tangenle
.~-+--:,-" p
p

O•
" ~
~_-,T~"~,~,,~ó~n',-,,d,~P,---_
x 0""'----=--+--<
Fig. 4·3 A posição da partfcula P, na sua trajetória, é mostrada no ins-
tante I, e no ínslanle t, + aI seguinte. O vetor'ó'r é o deslocamento da par-
tícula, no intervalo ÀI. É mostrada a langente à trajetória no instante t"

de média v da partícula, no intervalo At, tem o mesmo Flg. 4.5 A partícula P está se movendo numa trajelória circular em lor-
sentido de Ar. no do ponto O. Quando at ar
tende a zero, a direção do velar coincide
com a da tangente no ponto. Logo, v é tangente illrajetória.
Três coisas acontecem, quando fazemos o intervalo dI
tendera zero: (I) o vetor r 2, na Fig. 4-3, se move em dire-
ção ar l • fazendo 6.r tender a zero; (2) a direção de Ar (logo,
a direção de v) se aproxima da direção da tangente, na Fig. 4-4 Aceleração e Aceleração Média
4·3 e (3) a velocidade média v tende à velocidade instan-
tânea v. Quando a velocidade de uma partícula varia de v) para V2'
No limite, quando AI tende a O, v tende a v e, o que é no intervalo de tempo dt, sua aceleração média ã, durante
mais importante, v tem a direção da tangente. Logo, v tam- este intervalo de tempo, é
bém tem a mesma direção. Isto é, a velocidade instantânea
v é sempre tangente à trajetória da partícula. Isto é mostrado
na Fig. 4-4, onde v e suas componentes escalares estão re-
presentadas. Para o caso tridimensional, o resultado é idên-
tico: v é sempre tangente à trajetória da partícula. A aceleração (instantânea) a é o limite de ã, quando faze-
A Fig. 4·5 representa um disco de borracha, usado nas mos M tender a zero, ou seja,
partidas de hóquei sobre o gelo, preso a uma extremidade
de uma corda, cuja outra extremidade está fixa ao ponto O,
obrigando assim o disco a descrever uma trajetória circu-
lar com centro em O. O vetor posição r do disco varia ape-
naS sua direção; seu módulo (igual ao comprimento da
Se a velocidade varia em módulo ou direção (ou ambos),
corda) pennanece constante. Novamente, o vetor veloci-
então existe uma aceleração.
dade é tangente à trajetória, em qualquer instante. Se a corda
Substituindo v, da Eq. 4-7 na Eq. 4-10, temos
se rompesse, o disco continuaria se movendo, em linha reta,
na mesma direção que v possuía no instante em que ela se
rompeu. (O disco nunca poderia descrever uma trajetória a = ~ (v.• i + v,j + vzk)
em espiral, como se tivesse memorizado asua trajetória cir-
dv . =dv. dV
cular anterior.) - - tx + J + -zk
dt dt di

, ,
Tangente

v) ç---v---- I
p
.'

Trajetória de P
., L . "

,
0"--------- < Trajetória de P
OL-------<
Fig. 4·4 O vetor velocidade v da partícula P juntamente com suas com-
ponentes escalares. Observe que v é tangenle à trajelória no ponto con- Fig. 4·6 A aceleração a da partícula P jUnlamente com suas componen·
siderado. IeS escalares.
58 MECÂNICA

00 •

.l':= 0.22t 2 - 9,11 + 30.

As unidades do, coefiçientes numéricos nes.,as equaçôb silo tais que.


onde as três componentes escalares do vetor aceleração são se substituirmos I em ,egundos. obteremos x e y em metros_

a. Calcule o vetor posição r da lebre (módulo e direção) em I = 15 s.


.e
dv"
0=-- (4'11)
" dI'
Solução Em t:= 15 s, as componentes de r são

A Fig. 4-6 mostra o vetor aceleração a e suas componentes x:= (- 0.31 )(15)2 + (7,2)(15) + 28 := 66 lT
escalares, para o movimento bidirnensional da partícula P.

.~:= (0.22)(15)2 - (9.1)(15) + 30:= -57 m.
EXEMPLO 4-2 UmJ lebre atravessa correndo um estaçionllmento de
veículos onde, por estranho que possa parecer. um par de eixos carte- o vetor r e suas componentes silo mostrados na Fig, 4-7(/.
sianos foi desenhado. A trajetória percorrida pela lebre é tal que as com- O módulo de r é dado por
]Xmente, do seu vetor posiçilo com relação à origem das coordenadas
são funçiJes do tempo dadas ]X)r
",.. -vx2 + y2 = "1/(66 m)2 + ( 57 m)~
x:= -0,31/ 2 + 7,,2t + 28 = 87 m. (Resposta)

y(m) y(m)

40

20

(o) (h)
y(m) y(m)

40 -

20 20
,- j

-o;:l--+-=-.",."r",-~±-Ix(m)

-20 - --I -20


,
-40- I~-· r -40 ~--=f'Clll
--+-----'---- , ,• •

. .EEE~·B+--' "
; ,..L.;.
--,-,1 I

i '
-6()-- -L_,__+
_130"
v (d)
(.)

I<'ig. 4·7 Exemplos -I_:!. 4-3 e 4-4, to) O vetor r e suas componentes, em I = 15 s. O módulo de r é R7 m. (b} A trajetória de uma lebre através de
um estacionamento. mostrando a sua posiçilo em cada instante. (c) A velocidude v da lebre em I = 15" Observe que v é tangente à trajetüria, no
instante comiderado_ (d) A aceleraç50 a da lebre em I = 15" Quando isso acontece, ela tem a mesma aceleraç50 em todos os pontos da twjetóriJ.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÕES 59

o ângulo 6que r faz com o semi-eixo positivo xé 4-7,. é tangente 11 trujetória da lebre c aponta na dire<;ào em que ela e~tá
correndo. em I == 15 s.
Y
O=tan-I_=tan- -57
1 - --
( ,"m
m) =-4]°. (Resposta) EXEMPLO 4-4 Determine. no Exemplo 4-2- o módulo e a direção do
x vetor a(elera~-iio a da lebre elll f 0= 15 s.
(Embora a tangente de 8 == 139" seja igual 11 de 8 == -41". ex.cluímos o
Solução As (omponentes da <I~'elem<;"io (veJ<.l Eq. 4-12) sfio dilda.s por
ângulo de J 39". por ser incompatível com os sinais d<ls componentes de
'J dv d
~_x=-(-062t+72) = -0,62 m/,'
"X
b. Calcule também a posição da lebre em 10= O. 5, 10.20 e 25 s. e esbo(e dtdt' ,
a ,ua tr~etória.
,
Solução Como em (a). obtemos os seguintes valores para re 8.
a, =:.;;: = =0,44m/s
dv d
dt (O,44t - 9,1) 2•

I (s) oi" (m) ,\' (m) r(m) e


Observamos que a ,K'elera~'uo nuo val'iu com o tempo; é const<lllte, Quan-
o 28 30 41 +.po do (a!culamos a deri\'<.lda segund'l. a variável I desaparece! A deeom-
-I(r' posi<;ào de a cm suas o.:omponentes.r e .1' está mostrada n<l Fig. 4-7d.
5
10
56
69
-10
-39 "
79
S7
-29"
-41 0
O Imidu/o e a direção (lç a s<1o dados por
15 66 -57
20 48 -64
-60
80
62
_ .'\30
-7T
a= "a; + a; = ~( 0,62 m/s2) 2 + {0.44 m/s Z)2
25 14
= O.76mfs2 (Resposta)

A Fig. 4·7b mostra o grúfico d<.l trajetória d<.l lebre.


,
(j=tan~J~=tan-1 0.44 m/<' )
(
". 0.62 m/s 2
EXEMPLO 4·3 Calcule, no Exemplo 4-2. o módulo e <ldireção do vetor = 145'. (Resposta)
velocidade da lebre em I == 15 s.
O vetor aL'eleraçiio tem módulu e direçiio const;lIltes em toda <.l trajetó-
Solução A componente da velodd<.lde na direl,'ào x é (veja a Eq. 4-8) ria da lebre. Talvel um forte vento 'lldeste estivesse soprando no locaL

dx d
u,,= _=_ (-0.31t2 + 7,2t + 28):= ~0,62l + 7.2 EXEMPLO 4-S Uma partícula com velodd<lde v,,= -2.Oi + 4.0j (em
dt di m/s). em f = O eslá sob uma 'lo.:elera<;iio conslullle a. de módulo iguJl a
3,0 m/s'. fazendo um ãngulo fJ = I 30"eOIll n semi-eixo positivo .t. Qual
Em 1== 15 s. obtemos
u velocidade v da partícula em f 0= 2.lJ s. na not;l<;iio de vetores unitários.
ussim como seu múdulo e direção (em re1<.l~·fio ao semi,eixo positivo x}'?
v.. = (- 0,62)(15) + 7,2 = -2,1 m/s
Solução Como a é çonstante. <I Eq. 2-9 é uplicável; entretanto. deverá
Do mesmo modo. ser usada ,epawd<.lmentc para cukulal' v, e 1J, ('IS compolJentesx e ,I' do
vetor velocidJde v). pois as eomponentes vari<.llll de maneira indepen-
d, d dente UIll<l d<.l outra, EIlL,\,ntramos então
U
v= -=- := - (0,22t2 - 9,lt + 30) = 0,44t - 9,1.
dt dt
Em I = 15 s. obtemos

u, = (~44)(15) - 9.1 = -2.5m/s

o vetor v e ~uas çomponentes são mostrados 11<1 Fig, 4-7c.


O módulo e a direçào dc v são dados por Onde t~" (=-2.0 m/s) e lJ", (:: 4.0 m/s} S<lO as (lllnponentes x e r de v". e
<I, e a, ,ih);h (omponentes x e .1' de a, ParJ determinar <I, e li,. decompo-
v = ~v; + v; = ~( 2,1 m/s)2 +( 2.5 m/s)2 mos a (om o ;IUX ílio da Eq, .~-5:

= 3.3 m/s (Resposta)


a x = a eos (j = (3.0 m/s2 )(cos 130°) = -1.93 m/s 2,
, a,= a~enO= (3.0m/s 2)(scn130") = +2.30m/s2.

Substituindo esses valores enltJ, e V,. lemos


(j = tan- 13 = tan- 1(-2,5 m/s)
v~ 2.1 m/s Vx = - 2.0 m/s + (- 1.93 m/s 2) (2,0 s) = - 5.9 m/s,
= tan- 1 1,19 = -13~ (ResposluJ v, = 4. O m/s + (2.30 m / s') (2 ,O s) = 86
, m/s.

(Embora () ângulo de 5(f tenha a meSl1lll tangente. os sin<lis das (om- Então. em 1= 2.0 s. telllos
ponente, da velocidaJe indicam \jU(' o ângulo pl"(l(urado está no lercei-
roquadrallte,ou seja. 5(t - ISO':= - Urr,) O vetor velocidade na Fig. v = (- .'),9 m/s)i + (8.6 m/s)j. (Resposlll)
60 MECÂNICA

o módulo de v é
v = "( 5,9 m/s)2 + (8,6 m/s)2
= 10 m/s. (Resposta)

o ângulo de v é

8=tan- 1 8,6m/s = 1240 ... 1200. (Resposta)


- 5,9 mls
Verifique a última resposta com sua calculadora. O resultado mostrado é
124"ou -55,5"1 Agora, desenhe o velOr Ve suas componentes. para ver
qual dos ângulos é mais compatível com as condições do problema. Para
entender por que a calculadora apresenta uma resposta matematicamente
correta, porém fisicamente inadequada no caso. releia a Tática 3. noCap. 3.

TÁTICAS PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TÁTICA I: TRAÇAR UM GRÁFICO


A Fig. 4-7 ilustra vários elementos que devem ser considerados no tra-
çado de um gráfico. No Exemplo 4-2b, as grandezas a serem colocadas
no gráfico são as variáveis x e y, que expressam a posição em metros.
Nesse problema. a escolha da mesma escala para os dois eixos é razoá- Fig. 4·8 Uma foto estroboscópica de uma bola de golfe. quicando numa
vel. Experimente qual a escala mais adequada e de fácil leitura para o superfície rígida. Entre os impactos, a trajetória da bola é idêntica à do
espaço disponível. O problema pede para calcular seis pontos. Se achar movimento de um projétiL
necessário mais pontos para o traçado da curva. calcule-os a partir das
fórmulas dadas na proposição do problema. Se um dos pontos calcula-
dos não se ajustar à curva. é provável que haja erro no cálculo ou no aceleração g de queda livre para baixo. O projétil pode ser
traçado do gráfico.
Os pontos ussinalados na Fig 4-7b mostram os instantes t em que a
uma bola de golfe (como na Fig. 4-8), de beisebol ou qual-
lebre ocupou cada posição. Podemos assim mostrar uma terceira variá- quer outro objeto. Na análise que se segue do movimento de
vel no nosso gráfico, projéteis. vamos desprezar os efeitos da resistência do ar.
A Fig. 4-9, analisada na próxima seção, mostra a traje-
TÁTICA 2: FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS E ÂNGULOS [ória de um projétil em condições ideais.
No Exemplo 4-3, foi dado que 6= tan- I 1.19 e foi pedido para determi- O projétil é lançado com uma certa velocidade inicial
nar 6. Utilizando a calculadora, obtivemos 8 = 50°. Entretanto. a Fig.
Vo, que pode ser escrita como
3-12c mostra que para 9= 230 (= 50 + 1800) a tangente é a mesma.
0 0

Observando os sinais das componentes v, e v, da velocidade na Fig. 4-


7c, vemos que esse último ângulo é o correto.
(4-13)
Há ainda outra decisão a tomar. Podemos trabalhar com o ângulo de
0
230 ou com o de - 130°, São exatamente o mesmo, como mostrado
na Tática I doCap. 3. Escolhemos 6= - 130' simplesmente por ques-
tão de preferência. ]

TÁTICA 3: TRAÇANDO VETORES - DIREÇÃO


OS vetores na Fig. 4-7 foram orientados da seguinte maneira: (I) Esco-
lhemos um ponto como origem do vetor. (2) Deste ponto. traçamos uma
linha no sentido positivo do eixo x. (3) Usando um tmnsferidor. cons-
truímos. a partir do eixo x. o ângulo 9 apropriado. no sentido anti-horá-
rio (se 8 for positivo) ou no sentido horário (se 9 for negativo).

TÁTICA 4: TRAÇANDO VETORES - DIMENSÃO


O vetor r na Fig. 4-7a deve ser desenhado usando-se a mesma escala
nos dois eixos. porque ele tem dimensão de comprimento. O velOr ve-
locidade v. na Fig. 4-7('. e o vetor aceleração a. na Fig, 4-7d, no entan-
to, não estâo em escala naquele problema. e podemos fazê-los tão gran-
des ou pequenos o quanto quisermos.
Não faz sentido perguntar se. por exemplo. um vetor velocidade
deverá ser maior ou menor do que um velOr deslocamento. Represen-
tam grandezas físicas diferentes expressas em unidades desiguais e.
portanto, não podem ser comparados.
Fig. 4-9 A trajetória de um projétil lançado em Xo"" Oe y.. = Ocom velo-
cidade inicial v". São mostradas 11 velocidade inicial e as velocidades.
4~5 Movimento de Projéteis juntamente com suas componentes escalares. em vários pontos da tra-
jetória. Observe que a componente horizontal da velocidade permanece
constante. enquanto a componente vertical varia continuamente. O al-
Agora vamos considerar uma partícula- ou seja. um pro- callce R é a distância horizontal do ponto de lançamento, até o ponto
jétil- que executa um movimento bidimensional com em que o projétil volta à mesma ahura do lançamento.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRês DIMENSÕES 61

Podemos calcular as componentes ~I' e ~h se conhecennos Uma Experiência Interessante


o ângulo 8 oentre V o e o semi-eixo positivo x:
Na Fig. 4-11, vemos uma demonstração que tem animado
Vo x = Vo cos 80 e V Oy = "o sen (1). (4-14)
muitos em aulas de física. Trata-se de um tubo G que dis-
para uma bola, através do sopro, como se fosse um projé-
Durante seu movimento bidimensional, o projétil acele- til. O alvo é uma pequena lata C. suspensa por um ímã M,
ra para baixo e seu vetor posição r, bem como o vetor ve- e o tubo está apontado na direção da lata. A experiência é
locidade v. variam continuamente. Por outro lado. tanto preparada de fonua que o ímã solte a lata, ex.atamente quan-
o movimento horizontal quanto o vertical são indepen- do a bola é disparada do tubo.
dentes um do outro, fato que nos permite separar um pro- Se g (a aceleração em queda livre) fosse zero. a bola
blema bidimensional em dois unidimensionais mais fáceis. seguiria a linha rela mostrada na Fig. 4-11 e a lata ficaria
um para o movimento horizontal e outro para o vertical. suspensa no ar, mesmo depois de liberada pelo ímã. Com
A seguir, veremos duas experiências que demostram es- certeza, a bola atingiria a lata.
ta independência entre o movimento vertical e o horizon- No entanto. g não é zero. Ainda assim. a bola atinge a
tal. lata! A Fig. 4-11 mostra que, durante o tempo de percurso
da bola. tanto ela quanto a lata se deslocam, em queda, da
As Duas Bolas de Golfe mesma distância h, com relação àquele ponto que estariam se
g fosse zero. Quanto mais forte for o sopro, maior a velo-
AFig. 4-10 é uma fotografia estroboscópica de duas bolas cidade inicial da bola. menor o tempo de deslocamento e
de golfe, uma largada do repouso e a outra atirada por um menor o valor de h.
disparador acionado por mola. Elas têm o mesmo movimen-
to vertical, cada bola percorrendo. na queda, a mesma dis- 4-6 Análise do Movimento de Projéteis
tância, no mesmo intervalo de tempo. O imo de lima bola
se mover na horizontal enquanto está caindo não tem efei- Agora estamos prontos para analisar detalhadamente o
to sobre o seu movimento vertical. Considerando um caso movimento de um projétil.
extremo, podemos afirmar que. se atirássemos com um ri-
fle horizontalmente e. ao mesmo tempo. deixássemos cair o Movimento Horizontal
uma bala, desprezando a resistência do ar. as duas alcan-
çariam o solo ao mesmo tempo. Como não existe aceleração na direção horizontal. a com-
ponente horizontal da velocidade permanece constante
durante o movimento, como demonstrado na Fig. 4-12. O
deslocamento horizontal x - Xo a partir de uma posição ini-
cial Xi) é dado pela Eq. 2-13, fazendo a =O e substituindo
t\lx (= tio cos ~) por t\1. Então,

x - Xo = (vo cos ( 0 )1. (4-15)

::ai ".

Fig. 4·(0 Uma bola em repouso é largada no mesmo instante em que Fig. 4·11 A bola sempre atinge a laia que está caindo. Ambas caem de
OlJlra é lançada horizontalmente para a direifa. Seus movimentos verti· lima distância li em relaçiío ao pOnlo em que estariam. se não houvesse
cais sào idênticos. aceleraçiío da gravidade.
62 MECÂNICA

Resolvendo a Eg. 4-15 para 1e substituindo na Eg. 4-16, te-


mos. depois de um pequeno arranjo.

y = (tan 8n)x - (9(


~
g 8.
VnCOS n
)2) x2 (trajetória).
(4-19)

Essa é a equação da trajetória mostrada na Fig. 4-9. Para


simplificar, fazemos X o =O e Yi) =O nas Eqs. 4-15 e 4-16,
respectivamente. Como g, ~) e Vo são constantes, a Eg. 4-
19 tem a forma y =ax + hx!, onde a e b são constantes, que
é a equação de uma parábola.
A Fig. 4-13 mostra uma versão moderna de uma experiên-
cia realizada por Galileu em 1608. onde foi mostrado, pela
primeira vez, que um projétil descreve uma trajetória parabó-
lica. Ele fez uma bola rolar para baixo. em uma calha inclina-
da. repetindo a experiência para diferentes alturas e medindo
as posições correspondentes em que a bola atingia o solo.

o Alcance Horizontal
o alcal/ce horizontal R do projétil, como mostra a Fig. 4-
Fig. 4·12 A componente vertical da velocidade deste ,I'katl'-iJourderestti 9, é a distância horizomal percorrida pelo projétil, desde o
variando. mas a componente horizontal não, e coincide com li vel()(:ida- ponto inicial (lançamento) até retornar a esta mesma altu-
de do .I'kate. Como resultado. este permanece sob o jovem. permitindo ra. Este ponto é determinado, fazendo x - xo=R na Eq. 4-
que ele (aia exat;unente sobre () .l'kllle_ 15 e Y - Yn = Ona Eg. 4-16, obtendo

o Movimento Vertical
e
A análise do movimento vertical é a mesma feita na Seção
2-8. para uma partícula em queda livre. Logo, as Eqs. 2-19
a 2-23 são aplicáveis. A Eg. 2-20. por exemplo, torna-se
Eliminando 1 nessas duas equações, temos
(4-16)
2v'
R ~ _o sell8{}cos 80 ,
onde t{) foi substituído pela componente vertical da velocida~ g
de ti, sen ~I' De acordo com a Fig. 4-9, a componente veltica!
da velocidade se comporta exatamente como se fosse a de uma
bola atirada para cima. rnicialmente. está dirigida para cima
e seu módulo diminui constantemente até zero, no ponto
correspondente à altura máxima alcançada por ela. A par-
tir deste ponto, o sentido da componente vertical se inver-
te e seu módulo volta a crescer no del.:orrer do tempo.
As Eqs. 2-19 e 2-21 também são úteis na análise do
movimento de projéteis. Após adaptá-las para o caso em
estudo, temos

(4-17)

e
(4-18)

A Equação da Trajetória
Fig. 4·13 Uma foto esrrollOscópka de uma bola descendo, sobre um
Podemos determinar a equação do caminho percorrido (a plano inclinadu. e caindo segundo uma trajetória parabólica. após ser
tr~etória) pelo projétil, eliminando f nas Eqs. 4-15 e 4-16. projetada horizont'llnK'"llle do plano.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÕES 63

Usando a identidade sen 290 == 2 sen 9ncos (1) (veja o Apên- Y


dice G), obtemos

(4-20) ". 11

Observe que R atinge seu valor máximo, quando sen 290 ==


L que correspande a 280 == 90" ou 80 =45".

Os Efeitos do Ar Fig. 4·14 (I) A trajetória do lançamelllo de uma bola, levando em conta
a resistência do ar (calculada por computadOr). {1Il A trajetória que a
Supomos que a efeito do ar é desprezível no movimento bola teria no vácuo. calculada pelos métoJos deste capítulo. Veja tam-
de projéteis, o que é razoável para pequenas velocidades. bém a Tabela 4-1.
Entretanto, para grandes velocidades, a discrepância entre
os cálculos e a realidade, no movimento de projéteis, pode
ser bem grande, devido à resistência (ou oposição! do ar Tabela 4·1
ao movimento. A Fig. 4-14, por exemplo, mostra duas tra- A Trajefória das Duas Bolas'
jetórias para uma bola lançada pela batida de um taco num Tn(ietôria I (Ar) Trujerôrial1 (Vácuo)
jogo de beisebol, com um ângulo de 60" com a horizontal,
Alcance 97 m 175 III
e velocidade inicial de 160 km/h. (Veja "The Trajectory af Altura máxima 52 m 75 m
a Fly Ball", de Peter J. Brancazio, The Physics Teacher, Tempo de percurso 6,6 s 7.9 s
January 1985.) A trajetória I (do lançamento no jogo de 'Veja a Fif'. 4- 14. O ângulo de lançamento é de 60" c a velocidade dc lançamen-
beisebol) é a calculada para as condições normais do jogo, to é de 160 kmth.
onde a influência do ar é importante. A trajetória II (a bola
do problema de física) é aquela que a bola seguiria no vá-
Fazendo y -- YG ~ - 1.200 m (o sinll) menos significa que a pesso;J eS/j
cuo. A Tabela 4-1 apresenta alguns dados para os dois ca- abaixo Jll origem) e ~, o:: O, obtemos
sos. Quando admitimos que a resistência do ar pode ser des-
prezada, isra não se aplica, logicamente, a experiências -1.2oom = O - t(9,8 m/s~)I~.
realizadas ao ar livre, como no Shea Stadium e no Cand-
lestick Park. No Capo 6, vamos discutir os efeitos da resis- Resolvendo para /. achllmos*
tência do ar sobre o movimento.
Na verdade, nenhum problema de física tem uma respos- 1=~(2)(1.200m) = 1565.
ta exata, não importa quantos algarismos significativos 9,8 m/52 . 5
sejam obtidos no cálculo: será sempre necessário fazer
aproximações. O físico P. A. M. Dirac* disse que o truque
édividiro problema em duas partes, uma simples e a outra
que consideramos como uma pequena perturbação insig-
nificante. Então, resolvemos com exatidão a parte simples,
e fazemos o melhor possível com a insignificante. Às ve- Vo
""',~F'
,.."
,
31_:
zes, a parte "insignificante" é tão pequena que podemos o ,
desprezá-Ia completamente, como no caso da resistência do
ar para pequenas velocidades.

h

EXEMPLO 4·6 Um aviiio de salvamento está voando a uma altitude


constante de 1.200 m, à velocidade de 430 km/h. numa trajetória direta_
mente sobre (l ponto em que uma pessoa está se debatendo na água (veja
Fig. 4·IS). Em que ângulo tP de mira o piloto deve lançar a cápsula de
salvamento. para que esta caia bem próximo à pessoa?

Solução A velocidade inicial da cápsula é a mesma do avião. Isto é. a Fig. 4·15 Exemplo 4-6. Um avião lan~'a lima cápsula de salvamento e
velocidade inicial v"é horiwntal e vale 430 km/h. Da Eq. 4-16. pode- continua a -,ua trajetória. EmIU,WIO a dpsula está caindo. ;J componeme
mos calcular o tempo de vôo da cápsula, horizol1tlll dn sua velocidade é igu<ll à veloci•./llde do aviiio. A cápsulti
cai nti água com velocidade \I. fazendo um ângulo 8com a vcrtictil.
y - 10 = (lIosen8o)t - 'tgt 2•

"Na Tátil'a 5. ewlk<lmo, por que. no caso de alguma, grandc/.a,. trabalhamo,


(lemporari.lInelllel com rn"i~ algari,mo, ,igniricativ(l~ que 0, ju,tifkallo' pel",
*Prêmio Nobel de Fí>ica e um dos criadores da Mecãoic~ Quântica. (N. do R.l dados do pl'Ohlema.
64 MECÂNICA

Da Eq. 4-15 oblemos a distância horizonlal percoJTi<la pela cápsula (e ,


pelo aviào) durante esse lempo:

x - Xo" (vocos 80 )1
"" (430 kn1/h)(cos 0·)(15,65 s)(l b./3.600s)
= 1,869 km = 1.869 m.

Se xo::: O, entãox'" 1.869 m. o ângulo de miraentào é (veja a Fig. 4-15)

x = tan-1---
1.869m _ 57°
r ~....J::--'--- __
.4. _
'P
tan-I-
h 1.200m ' (Resposta) é'l_"'_;__
Como o avião e a cápsula têm a mesma velocidade horizontal, o avião
permaneçe venicalmente sempre sobre a cápsula, enquanto ela estiver Fig, 4-17 Exemplo 4-8. Nesta distância, o canhâo de defesa do porto
voando. pode atingir o navio pirala estando em dois ângulos de elevaçâo dife-
remes.
EXEMPL04-7 Num mme
pOOJidtário, 1)01 ator ~Oll'e pelo teJhado de
um prédio e salta, na horizontal, para o telhado de OUlro prédio mais
abaixo, confonne mostrado na Fig. 4-16. Anles de tenlar o salto, sabia- Solução Resolvendo a Eq. 4-20 para 280. obtemos
mente quer avaliar se isto é possfvel. Ele pode reali~r o sallo se sua
velocidade máxima sobre o telhado for de 4,5 m/s? 2
280 ""sen-I l!!. ""sen-l (9,8 m/s ) (560 m)
~ (82 m/s)2
Solução Ele levará um tempo 1 para cair 4,8 m, o que pode ser delermi-
nado pela Eq. 4-]6. Fazendo y- Yo =-4,8 m (observe o sinal)e 80 :::0, ""sen- 1 0,816.
e utilizando a Eq. 4-16, oblemos Há dois ângulos cujo seno é 0,816, ou seja, 54.7" e 125.3". Logo, acha·

t= ~_ 2(1 -
g
)lo) = -v- (2)( 4.81li)
9,8 m/s2
mo,

81) = H54,r) "" 27° (Resposta)

,. 0,990 s.
,
Agora, pergunlamos: "Que distância ele alcançaria horiwntalmente (ResJXlsta)
nesse tempo?" Da Eq. 4-15, temos

x - X(, = (VI) cos 80)t O comandanle do forte pode ordenar qualquer uma dessas duas eleva-
ções para o canhão alingir o navio pirata (se não houver influência do
= (4,5 m/s) (cos 0°)(0,990 s) = 4,5m. ar!).
Para alcançar o outro prédio, o homem teria de se deslocar 6,2 m na
b. Qual o tempo de percurso do projétil, até alcançar o navio, para cada
horizontal. Logo, o conselho que damos ao alor é: "Não salle."
um dos ângulos de elevação calculados anleriormente?

EXEMPLO 4-8 A Fig. 4-17 mostra um navio pirata ancorado a 560 m Solução Calculando 1 na Eq. 4-15 para 00 "" 27", temos
de um fOrle, que defende a entrada de um porto. em uma ilha. O canhão
de defesa eSlá localizado ao nível do mar e tem uma velocidade de tiro I= x - x(l "" =~c5060""m",--,o",
de 82 m/s. lI1J eos 80 (82 m/s)(cos 27")

= 7,7s. (Resposta)
a. Qual o ângulo de elevação do canhão, para atingir o navio pirata?
Repetindo o cálculo para 80::: 63". oblemos I ::: 15 s. O que é razoável.
pois o lempo de percurso para maiores ângulos de elevação deve ser,
lambém, maior.

c. A que distância do fone deve ficar o navio pirata, para se manter fora
do alcance do canhão?

1 Solução Vimos que o alcance máximo cOJTesponde a um ângulo de ele-


vação 80 de 4SO. Então, fazendo 80::: 45° na Eq. 4-20, temos

I----=iI • 2m
R= -

=
V~
g
sen280 =

690 m .
(82 m/s)2
9,8 m/s 2
"
sen(2 X 45 )

(Resposta)

À medida que o navio pirata se afasta. os dois ângulos de elevaçào com


que {) navjo pode ser atjngido se apro)dmam. tendendo para ~ ".4.'i'
quando o navio está a 690 m de distância. Além desse ponto. o navio
Fig, 4-16 Exemplo 4-7. O homem deve saltar'! está a salvo.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÓES 65

EXI':MPLO 4-9 A Fig. 4-18 ilustra o vôo de Emanuel Zacchini sobre d. A que distância do canhão deve estar posicionado o centro da rede?
três rodas-gigantes. cada uma com 18 m de altura e disposlas conforme
mostrado na figura. Ele é lançado de uma allura de 3,0 m acima do solo, Solução Uma forma de responder é usar a Eq. 4~ 15, fazendo x" = O:
com velocidade ~ = 26,5 m/s, fazendo um ângulo ~ = 53" com a hori-
zontal. A rede onde deverá cair eslá à mesma altura do lançamento. x = (vo cos 80 ) t

a. Conseguirá o artista trnnspor a primeira roda-gigante? Em caso afir- = (26,5 m/s) (cos 53°)(4,3 s)
mativo, a que distância horizontal do seu topo? (Resposta)
= 69m,
Solução Admitamos que a boca do canhão é a origem, enlão Xo O e Yo = que é o alcance R do vôo. NalUralmente, Zacchini usaria uma rede
= D. Para determinar a altura y em que ele estaria em x = 23 m, vamos relangular de grandes dimensões e iria posicioná-Ia çom o lado maior
usar a Eq. 4-19: apomando para o canhão, pois a resislência do ar diminuiria sua veloci-
dade e ele não alcarJçaria a distância desejada, como calculamos.
y= (tan 8o)x - 2(vo cos 8 F
0 RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
(9.8 mN~)(23 m)2
= (tan 53") (23 m) - 2(26,5 m/s)2(cos 53")2 TÁTICA 5: ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS
Em alguns problemas, calculamos o valor numérico em uma etapa e,
= 20,3 m. (Resposta) depois, usamos este resultado na etapa seguinte. Nesles casos, é conve-
niente, apenas para efeito de cálculo, manter mais algarismos significa-
Como ele é lançado de 3,0 m acima do solo, passará a 5,3 m acima do tivos que o necessário no resullado finaL
topo da primeira roda-gigante. No Exemplo 4-6, calculamos o tempo de vôo da cápsula e enconlra-
mos r = 15,65 s. Se fosse pergulltado qual o tempo de vôo, poderíamos
b. Se a altura máxima do vôo é alcançada sobre a roda-gigante do meio, arredondar a resposta para 16 s. Todavia, é mais conveniente usar t =
a que altura ele passa sobre ela? 15,65 s nos demais cálculos, fazendo o arredondamento no resultado
final. Se a cada etapa arredondarmos o resultado. a precisão de nossa
Solução Na allura máxima, V,= O e a Eq. 4-18 pode ser escrita como resposla será reduzida.

v~::: (vo sen80 )2 - 2gy = O. TÁTICA 6: NÚMEROS VERSUS ÁLGEBRA


Uma maneira de evitar erros pelo arredondamento numérico. é resolver
Resolvendo para y, temos os problemas pela álgebra, substituindo os valores numéricos apenas na
etapa final. É fácil fazer isso nos exemplos apresentados nesta seção, e
é Ufia forma utilizada por pessoas experientes. Nos capítulos anterio-
res, entretanto, preferimos resolver alguns problemas em etapas. para
que você tivesse uma percepção quanlitativa do que estava fazendo. No
o que significa que ele passará a 7,9 m acima daquela roda-gigante. entanto, à medida que avançarmos no texto, vamos nos fixar cada vez
mais na álgebra, apontando as vantagens desse procedimento.
c. Qual o seu tempo de vôo r?

Solução Como podemos determinar t de várias maneiras, vamos usar


a Eq. 4-16 e o fato de que y = O quando ele cai na rede, Então, te-
mo; 4-7 Movimento Circular Uniforme

Uma partícula está em movimento circular uniforme se


percorre um círculo ou um arco circular com velocidade
constante. Embora o módulo da velocidade não varie. a
partícula está acelerada. Este fato pode causar surpresa,
t = 2vo sen80 = (2) (26,5 m/s) (sen53") porque normalmente associamos a aceleração a um aumen-
g 9.8 m/s2
to no módulo da velocidade. Mas. na verdade, v é um ve-
= 4,3 s. (Resposla) tor, não um escalar, Se v varia, mesmo que seja somente
em direção, há uma aceleração. e este é o caso do movi-
mento circular uniforme.
Vamos usar a Fig, 4-19 para determinar o módulo e a
direção da aceleração. Esta figura representa o movimento

:T .:
18m 30m' Rede
circular uniforme de uma partícula com velocidade v, num
círculo de raio r. Os vetores velocidade estão representa-
dos para os pontos p e q. que são simétricos em relação ao
'1:" u 1 ""
L-" eixo y. Esses vetores. vpe v q • têm o mesmo módulo v, mas
- como apontam em diferentes direções - são diferen-
t r"m-+-2~m ·_T_~.1 tes. Suas componentes x e y são

V px :: +v cos 6, Vh:: +v senO


Fig,4-18 Exemplo 4-9. O vÔQ de um homem-bala, sobre Irês rodas-gi-
gantes. e a rede colocada no local esperado da queda. e
66 MECÂNICA

v
-+---~----+--.
O
Fig. 4-20 Os vetores velocidade e aceleração para uma partícula em mo-
Fig. 4-19 Uma partícula se desloca em movimento circular uniforme. vimento circular uniforme. Os módulos são constantes, mas as direções
com velocidade constante v, num círculo de raio r. Suas velocidades variam continuamente.
nos pontos p e q, equidistantes do eixo y. sào v" e V q' dadas por suas com-
IXmentes horizontal e vertical. naqueles pontos, conforme mostra a fi-
gura. A aceleraçào instantânea da partícula. em qualquer ponto, tem
módulo li/r e aponta para o centro do círculo. a razão (sen B) /B tende para a unidade, Na relação dada
anteriormente para ã" temos

V q" = +v cos 9, V
qy = - v sen8.

o tempo necessário para a partícula se mover de p até q,


com velocidade constante v é
Concluímos que, quando uma partícula se move em um
arc(pq) r(29) círculo de raio r (ou em um arco circular) com velocidade
I:J.t= =--, (4-21)
v v constante v, podemos afirmar que tem uma aceleração de
onde arc(pq) é o comprimento do arco de p até q. módulo d/r dirigida para o centro do CÍrculo.
Agora, temos infonnações suficientes para calcular as com- A Fig, 4-20 mostra a relação entre os vetores velocida-
ponentes da aceleração média ã, da panícula, enquanto se de e aceleração, nos vários estágios de um movimento cir-
move de p até q na Fig. 4-19, Para a componente x, temos cular uniforme. Ambos os vetores têm módulo constante
durante o movimento, mas suas direções variam continua-
mente. A velocidade é sempre tangente ao círculo, na dire-
ã = v q" - vp" = v (OS 8 - v (OS 8 = O.
ção do movimento; a aceleração está sempre dirigida radi-
"l:J.i l:J.i
almente para o centro do CÍrculo. Por isso, a aceleração
Esse resultado não causa surpresa, porque fica claro, pela associada ao movimento circular unifonne é chamada de
simetria da Fig. 4-19, que a componente x da velocidade aceleração centrípeta (que significa "à procura do cen-
tem o mesmo valor em p e em q. tro"), designação criada por Isaac Newton,
Usando a Eq. 4-21, temos, para a componente y da ace- A aceleração resultante da variação da direção da velo-
leração média, cidade é tão real quanto aquela que resulta da variação do
- ver = -v sen8- v sen8 módulo da velocidade. Na Fig. 2·8, por exemplo, mostra-
,
a = n
V

li' li' mos o Coronel lohn P. Stapp, enquanto seu veículo, provi-
do de foguete, era freado até parar. Sua velocidade tinha
=
2v sen 8
2r6/v
= _(:') ("~'8) direção constante, mas com o módulo variando rapidamen-
te. Por outro lado, um astronauta girando numa centrífuga
o sinal negativo significa que essa componente da acele- no Centro de Veículos Tripulados, da NASA. em Houston,
ração aponta verticalmente para baixo, na Fig. 4-19. se movimenta com uma velocidade de módulo constante,
Agora, vamos admitir que o ângulo B, na Fig. 4-19, di- mas com a direção variando rapidamente. As acelerações
minua, tendendo a zero. Para isso, é necessário que os pon- sentidas por essas duas pessoas são indistinguíveis.
tos p e q tendam para o ponto médio P, no alto do CÍrculo. Não há uma relação fixa entre a direção do vetor veloci-
a.
A aceleração média cujas componentes já detenninamos, dade e a direção do vetor aceleração de uma partícu-
tende, então, para a aceleração instantânea a, no ponto P. la em movimento. A Fig. 4-21 mostra exemplos em que
A direção desse vetor aceleração instantâneo, no ponto o ângulo entre esses dois vetores varia de O" a 180". Em ape-
P da Fig. 4-19, aponta para baixo, em direção ao centro O nas um caso os dois vetores apontam na mesma direção.
do círculo, pois a direção da aceleração média não varia
enquanto Bdiminui. Para determinar o módulo a do vetor
aceleração instantâneo, necessitamos somente da regra EXEMPLO 4·10 Um satélite está em órbita circular em torno da Ter·
matemática que diz: quanto mais o ângulo Bdiminui, mais ra. a uma altilUde h = 200 km, acima da superfície. Nessa altitude. a
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DJMENSÕES 67

8= 180~ 180o>8>90~ 8= 90~ 90'>8>0· 8 .. O'

~~. Í;.
il,
'\ / .1('\ í~,.,
..... •
•f·
..
• •
Projélil atirad Lançamento de um Projélil na posição Queda de um Projétil atirado
para cima projétil de altura máxima projéfi! para baixo

Fig. 4·21 Os vetores velocidade e aceleração de um projétil. para diferenles movimentos, Observe que os vetores aceleração e velocidade não têm
relação direcional fixa entre si.

aceleração de queda livre g é 9,20 m/s 1 Qual é a velocidade orbital vdo Quando um guarda rodoviário nos diz que estamos dirigin-
satélite? do a J 10 km/h. embora não seja dito, sempre relacionamos
Solução Temos um movimento circular uniforme em tomo da Terra. isso "a um sistema de coordenadas em relação ao solo".
Podemos encontrar v usando a Eq. 4-22, fazendo a == g e r '" RT + h. Quando estamos viajando num avião ou num veículo es·
onde Rr é o raio da Terra (veja o Apêndice C): pacial. nem sempre a Terra é o melhor sistema de referên·
cia. Podemos escolher qualquer outro que desejarmos.
v' Entretanto, uma vez feito isso, devemos cuidar para que
g=RT+h' todas as medidas sejam feitas em relação ao referencial
Resol~'endo para v. temos escolhido.
Suponha que Alex (referencial A) está parado no acos-
v = ...Jg(RT + h) tamento de uma rodovia, observando o carro P (a "pal1í-
=: ...J(9.2O m/s2 ) (6.37 X 106 m + 200 X H)9 m) cuia") que se movimenta em relação a ele. Bárbara (refe-
rencial B). que está dirigindo na rodovia com velocidade
=: 7.770m/s = 7,77 km/s.
constante, também observa o carro P. Suponhamos que,
Podemos mostrar que isso é equivalente a 17.400 mi/h e que o salélite conforme a Fig. 4·22, ambos determinem a posição do carro
levará 1,47 h para completar uma revolução orbital. em um certo instante. De acordo com a figura, observamos
Você pode frear intrigado com o fato de que, caso o satélite fosse
que
tripulado, embora g '" 9,20 m/S1 na posição orbital do satélite, um astro-
nauta experimentaria o que chamamos de "ausência de peso", como se
o peso não existisse. A explicação é que tanto o astronauta quanlO o (4-23)
satélite têm a aceleração de 9,20 m/s~ dirigida para o centro da Terra.
Ambos estão em queda livre. da mesma forma que um passageiro den- Os tennos na Eg. 4-23 são escalares e podem ter qualquer
tro de um elevador, L'aindo livremente. Então, o astronauta (como o pas- sinaL A equação é lida como: "A posição de P medida com
sageiro do elevador) parece f1111uar. como se não tivesse peso. Veja a
Leitura Complementar 3, no final do Cap_ 15 (Vol. 2).
relação a A é igual à posição de P medida em relação a B
mais a posição de B medida com relação a A." Observe que
esta interpretação está de acordo com a seqüência de subs-
critos da Eq. 4-23.
4-8 Movimento Relativo em uma Dimensão
Suponha que um pato voe para o nol1e a, digamos, 32 km/
, y
h. Para um outro pato voando ao lado do primeiro, ele está Referencial A Referencial
parado. Em outras palavras. a velocidade de uma partícula ~ B
depende do referencial que o observador usa para realizar 'M

""1p
._··~·~_b

a medida. No nosso estudo. um referencial é um sistema


físico de referência. um objeto a que relacionamos o nosso *X~8_".
sistema de coordenadas. _* X!,A-'~P8+.X8.'.. f~
O sistema de referência que nos parece mais familiar. 'M
_ ••• _ .• >$ X :lO
em nossos vaivéns diários. é o chão sob os nossos pés.*
Fig. 4-22 Alex (referencial A) e Bárbara (referencial 8) ob,ervam o carro
P. O movimento é realilado no eiwx, comum aos dois referenciais. O
*Alé Shnke>peare parecia pensar as'im. Ele fez Hamlet dizer: "Esse agradável vetor V8~ mostra a velocidade de afastamento relativa dos referenciais A
referl'nciaJ. a Terra..." e 8. As Irês posiçõe, mosfradas são referentes ao mesmo instanTe.
68 MECÂNICA

Derivando a Eg. 4-23 em relação ao"iempo, obtemos Se Ocarro P estivesse amarrado ao de Bárbara, por uma corda enrolada
num cilindro, ela se desenrolaria a essa velocidade, enquanto os dois
d d d carros se separariam.
dt (XPA) = dt (xPB) + dt (XBA),
b. Se Ale,,; vê o carro P frear, parando em 10 s. que aceleração (conside-
rando-a constante) mediria?
ou (como V = dxldt)

~
"',
ih
.,.
'." .,
"~,,~"
','"
~~,,'o/"~' .. '.' ,'.
"jb. u;'
,~~ "
. '
.
Solução Da Eq. 2-9 (v= tio + aI), temos

v - Vo O - (- 78 km/h)
a~---~

Esta equação escalar é a relação entre as velocidades do t 10 s


mesmo móvel (carro P), medido em relação aos dois refe-
renciais;* essas medidas de velocidade fornecem resulta- : (78 km!h) ( 1 m;' )
10 s 3,6 km/h
dos diferentes. Isto é, a Eq. 4-24 diz: "A velocidade de P
= 2,2 m/s 2• (Resposta)
medida em relação a A é igual à velocidade de P medida
em relação a B mais a velocidade de B medida em relação c. Que aceleração Bárbara mediria para o carro freando?
a A." O tenno UBA é a velocidade de afastamento do refe-
Solução Para Bárbara, a velocidade inicial do carro é - f 30 kmlh. con-
rencial B em relação aoA; veja Fig. 4-22.
fonne calculado no item (a), amerionnente, Embora o carro tenha sido
Consideramos apenas referenciais que se movem, um em freado até parar, está parado somente em relação ao referencial de Alex.
relação ao outro, com velocidade constante; chamados de Para Bárbara, o carro P não está de modo algum parado e, sim. parece
referenciais inerciais. No exemplo apresentado, significa se afastar a 52 kmlh. pois a sua velocidade final, em relação ao seu re-
que Bárbara (referencial B) dirigirá sempre com velocida- ferencial, é-52 kmJh. Logo, da relação v = tio + ar, temos
de constante em relação a Alex (referencial A). O carro P
(a partícula móvel), no entanto, pode aumentar ou diminuir F---~
v- Vo (- 52 km/h) - (- 130 km/h)
a velocidade, pode parar ou até mudar o sentido do movi- I lOs
mento. = 2.2 m/52. (Resposta)
Derivando a Eq. 4-24, em relação ao tempo, obtemos a
Esta é exatamente a mesma aceleração medida por Ale,,;, o que sem
relação entre as acelerações, dúvida não poderia ser diferente.

Observe que, como USA é constante, sua derivada em rela~


4-9 Movimento Relativo em Duas Dimensões
ção ao tempo é zero. A Eq. 4-25 mostra que observadores
em referenciais inerciais diferentes (sua velocidade de se-
Agora vamos passar do mundo escalar do movimento re~
paração constante é constante) medem a mesma acelera-
lativo em uma dimensão para o mundo vetorial do movi-
ção para o movimento da partícula.
mento relativo em duas dimensões (e, por extensão, em
três). A Fig. 4·23 mostra os referenciais A e D, agora bidi-
mensionais. Nossos dois observadores estão novamente
EXEMPLO 4·11 Alex. estacionado ao lado de uma rodovia na direção
leste-oeste, observa um carro P que se mOve para oeste. Bárbara, diri- analisando o movimento de uma partícula P. Vamos ad-
gindo no sentido leste a uma velocidade vBA = 52 kmlh. observa o mes- mitir mais uma vez que os dois referenciais se afastam a
mo carro. Considere o sentido leste como positivo.

a. Se Alex mede uma velocidade de 78 kmlh para o carro P, que veloci- ,


dade Bárbara medirá?

Solução Rearrumando a Eq. 4-24, temos


,

Sabemos que UfA = - 78 kmlh, o sinal menos indica que o carro P está I
se movendo para oeste, isto é, no sentido negativo. Sabemos, também,
que vBA = 52 km/h, logo,
I
.-o!'''''''------.
(-78 km/h) - (52 km/h) Referencial B
~~:::=~------~----x
Vpp '"'

:; -130 krn/h. (Resposta) Referencial A

Fig. 4·23 Referenciais em duas dimensões. Os vetores rp"e r pB mostram


a posição da partícula P nos referenciais A e B. respectivamente. O ve-
~É impottame ob:5en'lIf queos doi., sumcriloS iM"!i{lfe-." I/() ~fmoaadireilll des'SJj tor r8A mostra a posição do referencial B. emlelação ao referencillJA O
equação (B, B). ,ão os mesmos; os outros dois (p, A) .,ào os mesmos que apare- vetor V BA mostra a velocidade de afastamento (constame) dos dois refe-
cem no termo da esquerda. na mesma seqüência. renciais.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRês DIMENSÕES 69

uma velocidade constante vDA (os referenciais são inerciais) Solução Da Fig. 4-24a, as velocidades do inseto e do morcego. em re-
e aJém disso, simplificando, admitamos que seus eixos x e lação ao solo, são dadas por
y se mantêm paralelos entre si. VIS'" (5,0 m/s)(cos SO")i + (5.0 m/s){sen50")j
Os observadores nos referenciais A e B medem, cada um,
a posição da partícula P em um detenninado instante. Do ,
triângulo de vetores na Fig. 4-23, obtemos a equação veto-
rial "Ms = (4,0 m/s) (cos 150")i + (4,0 m/s) (sen lSO")j,

(4-26) onde o ângulo, em cada {ermo, é em relação ao sentido positivo do eixo


x. A velocidade VIM do inseto em relação ao morcego é dada pela soma
vetorial da velocidade vTS do inseto em re/ação ao solo e a velocidade
Esta relação é o equivalente vetorial da Eq. escalar 4-23. V~M do solo em relação ao morcego; isto é.
Se derivarmos a Eq. 4-26 com referência ao tempo, acha-
remos a relação entre as velocidades (vetoriais) da partí-
.cula, conforme medida pelos dois observadores; isto é,
conforme mostrado na Fig. 4-24b. O vetor VSM tem sentido oposto ao
-, vetor vMs.lúgo, VSM = -VMS. então,

VIM= VIS + (-vMS )·


Esta relação é o equivalente vetorial da Eq. escalar 4-24. Substituindo a~ expressões vetores unitários para VIS e VMS nessaexpres-
Observe que a ordem dos subscritos é a mesma daque- são. encontramos
la equação. e V 8A é novamente a velocidade relativa cons- VIM = (5.0 m/s) (cos SO")i + (5,0 m/s) (sen 50")j
tante do referencial B, medida pelo observador no referen-
cial A. - (4,0 m/s)(cos 150')1 - (4.0 m/s)( sen 150')j
Derivando a Eq. 4-27 com referência ao tempo, teremos =< + 3,83j + 3.46i - 2,Oj
3,2li
a relação entre as duas acelerações medidas, ou seja,
... (6,7 m/s)i + (1.8 m/s)). (Resposta)

."'~""'"
, , .. , , ., ,
.
.'
..
,.,'. EXEMPLO 4·13 A bússola de um avião indica que ele está alinhado
na direção leste; o medidor de velocidade do ar indica 215 kmlh. (A
Que permanece válida no movimento tridimensional, pois velocidade do ar é a do avião com relação ao ar.) Um vento constante
todos os observadores, em cada referencial inercial, medi- de 65,0 kmlh está soprando na direção norte.
rão a mesma aceleração para o movimento da partícula. a. Qua/a. velocidade do avião com relação ao solo?

Solução A "partícula" em movimento, neste problema, é o avião P. Há


EXEMPLO 4-12 Um morcego detecta um inseto (seu alimento) enquan- dois referenciais. o solo (S) e a massa de ar (M). Podemos reescrever a
to os dois estão voando, respectivamente, com velocidades V MS e VI~' em Eq. 4-27, fazendo uma simples modificação na notação.
relação ao solo. Veja a Fig. 4-24a. Qual a velocidade VTM do inseto com
relação ao morcego, em notação de vetores unitários? (4-29)

A Fig. 4-250 mostra que esses vetores formam um triângulo retãngulo.


Os termos na Eq. 4-29 são, na ordem, a velocidade do avião em relação

'I ~ .5,OmA
ao solo. a velocidade do avião em relação ao ar e a velocidade do ar em
relação ao solo (isto é, a velocidade do vento). Observe a orientação do
ho·"
_Alt---1.- x
avião que, de acordo com a leitura da sua bússola. está direcionado para
leste. Na verdade, embora o avião esteja apontado para leste, pode não
I estar se movendo naquela direção.
O módulo da !elocidade do avião com relação ao solo é obtido de

Vps = .JV~M + ttifs


= "(215 km/h)2 + (65,0 km/h)!
(.)
= 225 km/h. (Resposta)

O ângulo a na Fig. 4~25a é determinado através de

;!;;S
'"
("
""
"'M'-'M' a = tan-1

= 16,8".
vMS
VpM
= Ian- I 65,Okm/h
215 1m/h
(Resposta)

Logo. o avião está voando a 225 kmlh com relação ao solo, na direção
Flg, 4·24 Exemplo 4-12. (o) Um morcego percebe um inseto. (b) Os ve- 16.8" nordeste. Observe que sua velocidade com relação ao solo (a "ve·
\Ores velocidade do inseto e do morcego. locidade do solo") é maior do que aquela com relação ao ar.
70 MECÂNICA

tos de grandes dimensões - não importa quão grandes suas


velocidades possam ser com relação a um padrão ordiná-
rio - são sempre muito mais lentos. A velocidade do sa-
télite em órbita, por exemplo, é apenas 0,0025% da ve-
(o)
locidade da luz. Entretanto, partículas subatâmicas, como
os elétrons ou os prótons, podem alcançar velocidades bem
N próximas à da luz (mas nunca igualou maior). Nas experi-

::'.'>"'*'1r~",~
ências, por exemplo, observamos que um elétron, acelera-
l,c,,",lO'-
~_ --....J!.. ','
-",:ri>
E
do através de 10 milhões de volts, alcança uma velocidade
de 0,9988c; se dobrannos o valor da diferença de potenci-
':;;'t'-""., ~'''t
j' "Ms aL sua velocidade aumentará para, apenas, 0,9997c. A ve-
locidade da luz é um limite do qual os objetos podem se
(b) aproximar, mas nunca alcançar. (Infelizmente, a velocida-
de supraluminal, utilizada na ticçãocientífica, como a "do-
Fig. 4-25 Exemplo 4-13. (a) Um avião apontando para leste é desviado bra espacia!", em Jornada nas Estrelas, quando a veloci-
para o norte. (b) Para viajar na direção leste, o avião deve dirigir-se para
dade é c2n , onde n é o número de dobra, é apenas uma fic-
o sentido oposto ao do vento.
ção.)
Agora, perguntamos: "Como podemos afirmar que a
cinemática, que examinamos há muito tempo, estudando
b. Se o piloto desejar voar para leste, qual deverá ser a sua orientação?
Isto é, qual deve ser a leitura da bússola? objetos muito lentos, também é válida para objetos muito
rápidos, como os elétrons ou os prótons, altamente
Solução Neste caso, o piloto deve direcionar a aeronave contra o vento. energéticos?" A resposta, conseguida apenas de modo ex-
para que a velocidade do avião, em relação ao solo, aponte para leste. A perimental. é que a cinemática para pequenas velocidades
velocidade do vento é constante e o diagrama vetorial que representa a não pennanece válida para as que se aproximam da velo-
nova situação está mostrado na Fig. 4-25b. Observe que os três vetores
ainda formam um triângulo retângulo. como na Fig_ 4-25a. e a Eq. 4-29
cidade da luz. A teoria especial da relatividade, de
ainda continua válida. Einstein, no entanto, tem concordado com as experiências
A velocidade do piloto, em relaçâo ao solo, agora é em todas as velocidades. Daremos, aqui, uma visão resu·
mida dessa teoria, que será apresentada com mais detalhes
VPS = "V~M vLs no Capo 42 (Vol. 4).
= -"/(215 km/h)2 (65.0 km/h)2 = 205 km/h. Em "baixas" velocidades - as velocidades que podem
ser alcançadas por objetos comuns mensuráveis-o as equa-
Conforme a orientação na Fig. 4-25b, o piloto deve alinhar o avião con- ções da cinemática da teoria de Einstein se reduzem àque-
tra o vento, segundo um ângulo () dado por las que estudamos. A falha da "cinemática mais lenta" é
gradativa, suas previsões, quando a velocidade aumenta,
8=sen-l VMS =sen-I 65,Okm/h = 17,6". (Resposta) vão ficando cada vez menos de acordo com os fatos expe-
VpM 215 km/h rimentais. Vamos dar um exemplo: A Eq. 4-24,
Observe que, para essa orientação, li velocidade em relação ao solo é
menor do que a em relação ao ar,
(baixas velocidades). (4,31)

dá a relação da velocidade da partícula P, vista por um ob-


4·10 Movimento Relativo para Altas servador no referencial B. em relação a um outro no referen-
Velocidades (Opcional) cial A. Na teoria de Einstein, a equação correspondente é
VpB + V BA
Um satélite está em órbita a uma velocidade de 27.200 krnl VPA = I _? (qualquer velocidade). (4-32)
+ vPBv/JAh-
h. Antes que você chame isto de uma alta velocidade. deve
responder aesta pergunta: "Alta, comparada aquêT A na- Se u pB ~ c e UM ~ C (que é sempre o caso para objetos que
tureza nos deu um padrão: a velocidade c da luz, que é (no encontramos em nosso cotidiano), então o denominador na
vácuo) Eq. 4-32 tende para a unidade e a Eg. 4-32 se reduz à Eq.
4-31, como era de se esperar.
:,":~,~~...7t1éQ;'~,;(i:++~~~F"~t~ A velocidade c da luz é a constante central da teoria de
~~_+'f~~ft'0-~+~ ._;,~+~4·~"2·){"f'r---':yq;+~
Einstein, e aparece em todas as equações relativísticas.
Uma forma de testar essas equações é tomar c infinitamen-
Como veremos mais adiante, nenhuma entidade - seja te grande. Nesta condição, todas as velocidades seriam "pe·
uma partícula ou uma onda~ pode mover-se com veloci- quenas", e a "cinemática lenta" nunca falharia. Fazendo
dade superior à da luz, não importa que referencial seja c ~ 00 na Eq. 4-32, esta equação. realmente, se reduz à
usado para a observação, Com esse padrão, quaisquer obje- Eq. 4-3 L
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊ1S DIMENSÕES 71

EXEMPLO 4·15 (Grandes velocidades) Para o caso de uPB = UM '"


EXEMPLO 4·14 (Pequenas velocidades) Para o caso de V PB == V 8 , '" 0,65c, que valor fornecem as Eqs. 4-31 e 4-32 para upj ?
O.ooolc(,= 107.200 kmlh!),que valor fornecem as Eqs. 4-31 e4-32 para
upj ? Solução Da Eq. 4-31,

Solução Da Eq. 4-31.


= 0.65, + 0.65, = 1,30c. (Resposta)

= 0,0001 c + O.OOOJ c Da Eq. 4-32.

== 0.0002c. (Resposla)

Da Eq. 4-32.
0.65, + O,65(
1 + (0.65()(0.65()/c2
1,30e
. OJlOOlc + O.OOOlc
1 + (0,OOOlc)2/ c2
, 0,OOO2c
1.00000001
._ - = 09lr
1,423 . .
(Respostll)

Condusiio; Para grandes velocidades (próximas a cl. a "cinemálicalenta"


- 0.0002c. (Resposta) e a relatividade especial levam aresultados bem diferentes. A "cinemática len-
ta" não determina limite superior para a velocidade, o que facilmente leva
Conclusão: Para qualquer velocidade alcançada por objetos comuns, (como neste caso) a velocidades maiores do que a da luz. A relatividade es-
as Eqs. 4~31 e 4-32 fornecem, essencialmenle, a mesma resposta. pecial, por outro lado. nunca admite uma velocidade maior do que c. não
Podemos usar a Eq. 4-31 ("cinemática lenta"). sem pensar duas importando quão altas sejam as velocidades que se combinam. As experi-
vezes. ências. até hoje. têm concordado sempre com a relatividade especillL

RESUMO

Vetor Posição v = ti) + tI,1 + v,k, (4-7)


A localização de uma partícula. em relação à origem de um sistema de
coordelladas. é dada pelo vetor posiçào r que, na notação de velores uni- onde v, =dxIdr, u, == dyldl e v, == dzldr. Uma demonstração bidimensio-
tários. se escreve nal de v é mostrada no Exemplo 4-3.
Quando a posição de uma partícula em movimento é representada
num sistema de coordenadas, li é sempre tangente à curV:l que represen-
r = xi + yj + zk, (4-1) ta a trajetória da partícula.
onde xi yj e zk são as componenles retoriais e x.)' e;: são as componen- A.celeração Mêdia
les escalares do velOr posição r. Um vetor posição também pode ser de- Se a velocidade de uma partícula varia de VI para v" no interv:llo de
terminado pelo seu módulo e um ou mais ângulos para orientação. tempo tJ..t, sua aceleração média. neste intervalo de tempo, é

Deswcamento
Se o movimento de uma partícula é representado pela variação do seu (4-9)
vetor posição de f, para f~. então. seu deslocamenlO dr é
Aceleração
(4-3) Na Eq. 4-9, quando di tende para O, o limite de O ã é chamado de ace-
lerarão instantânea.
o Exemplo 4 1 é um problema sobre deslocamenlO.

Velocidade Média
Se uma partícula se desloca du'<l.nte um intervalo de tempo di, sua \'f'.
a=-. ""
dt
(4-10)

Im'idade média V é Na notação de vetores unitários.

-V=-.
a, (4-4) (4-11)
at
YeÚJCidade onde a,'" dv/dr, a, = dv/dr e 11.= duJílr. O Exemplo 4-4 mostra como
aEq.4-10podeserusada. ' .
Quando dt. na Eq. 4-4. tende para O, o limite de li é chamado de \'e!o- Quando a é constante, as componentes de a. li e r. IH! direçu() de
cidade insrantânea: qualquer eixo, podem ser tratadas como no movimento unidimensional.
apresentado no Capo 2. Veja Exemplo 4-5.
d, (4-6)
v"'-
dt' Movimento de Projêteis
O mol'imento de projéteis é o movimento de uma partícula lançada com
que pode ser representada na notação de vetores unilários como velocidade inicial v"' sob a influência apenas da aceleração dll gravida-
72 MECÀNICA

de g. Se v"é definido por um módulo (a velocidade tio) e uma orienta- v' (4-22)
çJo (ângulo 0.:.), as equaçôes do movimento nos eixos x e y, horizontal e
a=-,
,
vertical. são, respectivamente,
A direção de a aponta para o centro do círculo ou do arco circular. A
x - Xo = (vo cos 80)/, (4-15) aceleração a é chamada de centrípeta. O Exemplo 4-10 ilustra o uso da
Eq.4-22.
y - Y<i = (vo sen8o)t - tgt Z, (4-16)
Movimento Relativo
(4-17) Quando dois sistemas de referência, A e B, estão se movendo um em
relação ao outro com velocidade constante, são chamados de sistemas
de referincia inerciais. A velocidade de uma partícula em movimen-
to, medida por um observador no referencial A, em geral difere daquela
vf = (vo sen 8oP~ - 2g(y - Yo), (4-18) medida por um observador no referencial B. Estas velocidades estão
relacionadas por
No movimento de projéteis. a trajetória da partícula é parabólica e dada (4-27)
pM
onde vIM é a velocidade de B em relação a A. Ambos os observadores
x'
y:= (tao 8o)x - 2( g 9 )2' (4-19) medem a mesma aceleração para a partícula, ou seja,
V" (OS 4)

(4-28)
onde a origem é escolhida de maneira que xQe Yo sejam zero. O alcance
R, é a distância horizontal do ponto de lançamento, até o ponto em que O Exemp104-11 ilustra o uso dessas equações para o movimento unidimen-
a partícula retoma à mesma altura da qual foi lançada, ou seja, sional; os Exemplos 4-12 e 4-13 tratam do movimento bidimensionaL
Se as velocidades consideradas estão próximas à velocidade da luz. a
Eq. 4-24 deve ser substituída pela equação usada na teoria da relativida·
(4-20)
de especial. Para o movimento unidimensional, o resultado correto é

Os Exemplos 4-6 a 4-9 tratam do movimento de projéteis, (4-32)

Morimento Circular Uniforme


Se uma partícula se desloca sobre um círculo ou um arco circular, com que se torna idênlÍca à Eq. 4-24, se todas as velocidades envolvidas fo-
raio r e velocidade constante v. está em movimento circular uniforme rem desprezíveis em relação à velocidade c da luz. Os Exemplos 4-14 e
com uma aceleração a de módulo 4-15 ilustram o uso dessa equação.

QUESTIONÁRIO
1. A aceleração de um corpo pode mudar de direção (a) sem que o deslo- 5. Um lançamento (arremesso) é feito por cima do ombro de umjoga-
camento mude repentinamente dedireção, e (b) sem que a velocidade tam- dor. O ângulo de lançamento, que permite o maior alcance. é menor do
bém mude, de imediato, sua direção? Se afirmativo. dê um exemplo. que 45°; ou seja. uma trajetória mais alongada tem um maior alcance.
Explique por quê.
2. Num salto à distância, algumas vezes chamado de salto em compri-
mento. que fatores determinam o alcance do salto? 6. Você está dirigindo um carro logo atrás de um caminhão, com a mes-
ma velocidade dele. Um engradado cai da carroceria na estrada, Se você
3. Em que ponlo da Irajetória de um projétil a velocidade é mínima? E
não se desviar, nent frear, poderá seu carro colidir com o engradado. antes
máxima?
que este toque no chão? Explique sua resposta.
4. A Fig. 4-26 mostra a trajetória de um Learjet da NASA num percur-
so destinado a simular as condições de pouca gravidade, por um curto 7. Na Fig. 4-27. são mostradas trajetórias para três quiques de uma bola
período. Demonstre que os passageiros experimentarão uma ausência de futebol. Desprezando o efeito do ar sobre a bola, ordene as trajetóri-
de peso, se o avião seguir uma determinada trajetória parabólica, as de acordo com (a) o tempo de permanência no ar, (b) a componente
vertical da velocidade inicial, (c) a componente horizontal da velocida-
de inicial e (d) a velocidade inicial. Ordene. do maior para o menor,
9 Baixa gravidade: indicando qualquer resultado igual.
tempo total 22-25 s7
§ 6 r-:::1
] 3
o
< 5"
Mergulho
oE"#'~---T~=-'
InÍCio da mano- Início da mano-
brade "freada" bra de "saída" ,
com 2g com 28
Fig. 4·26 Questão 4. Fig. 4·27 Questão 7.
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÕES 73

8. Um atirador mantém o centro de um alvo exatamente na sua linha de 13. Um aviador, saindo de um mergulho, descreve um arco de circun·
mira. Nestas condições, será necessário dar uma certa inclinação ao ri- ferência e diz que "experimentou uma aceleração de 3g", durante o mer-
fle usado pelo alÍrador, para que a bala descreva a trajetória parabólica gulho. Explique o significado desta afumação.
correta e acerte o centro do alvo, (Se o rine for mantido na horizontal, a
bala acertará o alvo abaixo do centro. Por quê?) Agora, se em vez de o 14, Um rapaz, sentado em um trem que se move com velocidade cons-
atirador e o alvo estarem no mesmo nível horizontal, o alvo estiver aci- tante, atira uma bola verticalmente para cima. A bola cairá atrás dele?
ma ou abaixo do nível do atirador, a uma distância deste igual à do caso Na frente? Em suas mãos? O que aconlece se o trem acelerar ou fizer
anterior, prove que, se o atirador inclinar a arma em relação à linha de uma curva, enquanto a bola estiver no ar?
mira. com o mesmo ãngulo, ela acertará o alvo acima do centro, nos dois
casos. (Veja o artigo "Puzzle in Elementary Ballistics", de Ole Anton 15. Uma mulher, no vagão de um trem que se move com velocidade
Haugland, The Physics Teacher, April 1983, pág. 246.) constante, deixa cair uma moeda, ao inclinar-se num gradiL Descreva a
trajetória da moeda vista (a) pela mulher no trem, (b) por uma pessoa
9. Quandoos alemães bombardearam Paris. a 112 km de distância, com parada junto aos trilhos e (c) JX'r uma pessoa num outro trem. se mo-
uma peça de artilharia de longo alcance apelidada de "Grande Bertha", vendo em sentido contrário. num trilho paralelo.
os bombardeios foram feitos num ângulo maior do que 45'; os alemães
descobriram que, para ângulos maiores, o alcance era maior, talvez até 16, Se a aceleração de um corpo é constante, em relação a um determi-
o dobro do de um ângulo de 45°. Considerando que a densidade do ar nado referencial, será também constante, quando medida de qualquer
diminui com a altura, explique tal descoberta. outro referencial?

10. No movimento de projéteis, quando a resistência do ar é despreza- 17, A Eq. 4-31 é tão familiar em nosso cotidiano, que muitas vezes é
da, é necessário considerar o movimento como tridimensional, em vez considerada "obviameme correta, não necessitando ser comprovada".
de bidimensional? Muitas das chamadas contestações da teoria da relatividade se baseari-
am nessa afirmação. Como você contestaria alguém que fizesse tal con-
11. É possível estar acelerado. se você se move com velocidade constan· sideração?
te em módulo? É possível fazer uma curva com aceleraçâo zero? E com
aceleração constante? 18, Um elevador esfá descendo com velocidade constante. Um passa-
geiro deixa cair uma moeda no chão. Que aceleração seria observada na
12: Mostre que, levando em conta a rolação e a translação da Terra, um queda da moeda (a) pelo passageiro e (b) JX'r uma pessoa parada, em
livro parado sobre sua mesa se move mais rápido à noite do que durante relação à cabine do elevador?
o dia, Em qual sistema de referência esta declaração é verdadeira?

EXERC[CIOS E PROBLEMAS
Seção 4-2 Posição e Deslocamento módulo da sua leI"cidalk média e (b) o ângulo que a sua velocidade
média faz com 'I h",-j/onwl.
IE. Certa melancia tem as seguintes coordenadas; x = -5,0 m, y = 8,0
me;: = Om. Ache seu vetor posição (a) em notação de vetores unitários k;" Inkialmelllc'. (\ vetor posição de um íon é r = 5,Oi - 6,Oj + 2.0k e,
e (b) em função do seu módulo e da sua direção. (c) Represente o vetor lO's depois, é r = -2,Oi + 8,Oj - 2,0k. (A unidade não mencionada é o
num sistema de coordenadas dextrogiro. metro.) Qual foi a sua velocidade média durante os 10 s?

2E. O vetor posição para um elétron é r = 5,Oi - 3,Oj + 2,Ok, onde a 9E. A JX'sição de um elétron é dada por r = 3,Ori - 4.0t1j + 2.Ok (onde
unidade não mencionada é o metro. (a) Detetmine o módulo de r. (b) t está em segundos e as unidades dos coeficientes são tais que r está em
Desenhe o vetor num sistema de coordenadas dextrogiro. melros). (a) Qual é vir) para o elétron? (b) Na notação de vetores lmitá-
rios, qual é vem t= 2.0s? (c) Quais são o módulo e a direção de v, logo
,3Ji. Inicialmente, o vetor posiÇão para um próton é r = 5,Oi - 6,Oj + depois?
'1;Oke, logo deJX'is, é r= -2,Oi +6.0j + 2,Ok, onde a unidade não men-
cionada é o metro. (a) Qual é o vetor deslocamento do próton e (b) a Seção 4·4 Aceleração e Aceleração Média
que plano ele está paralelo?
IOE. Um próton tem inicialmente v = 4,Oi - 2,Oj + 3,Ok e, 4,0 s depois,
4E. Um pósitron sofre um deslocamento 6.r = 2.Oi - 3,Oj + 6,Ok, o ve-
tem v = -2,01- 2,Oj + 5,Ok (a unidade omitida é o m/s). (a) Qual a ace-
tor posição Iinal é r = 3,Oj - 4,Ok. (A unidade não mencionada é o me-
tro.) Qual era o vetor posição inicial do pósitTün? leração média ã em 4,0 s? (b) Quais são o módulo e a direção de ã?

IIE, Uma partícula se move de forma que sua posição, em função do


Seção 4·3 Vel&cidade e Velocidade Média
tempo. é r = i + 4t l j + rk, em unidades SI. Deduza expressões para (a)
sua velocidade e (b) sua aceleração, em função do tempo.
5E. Um avião voa 480 km da cidade A para a cidade B na direção leste
em 45,0 min e, depois, voa 960 km da B para a C na direção sul em 1.50 h.
(a) Qual o vetor deslocamento que representa a viagem total? Quais são o 12E. A posição r de uma partícula em movimento, num planoxy é dada
velor velocidade média e (c) a velocidade escalar média nesta viagem? por r= (2,oot) - 5,OOt)i + (6.00 -7,OOf)j. Com rem metros e tem se-
gundos. Calcule (a) r, (b) v e (c) a quando t = 2,00 s. (d) Qual a direção
6E, Um trem se move para leste com uma velocidade constante de 60,0 da tangente à trajetória da partícula em t = 2,00 s?
0
kmlh. durante 40.0 min, depois, na direção 50,0 nordeste, durante 20,0
min e. finalmente, na direção oeste, durante 50.0 mino Qual a velocida- . 13E. Um barco à vela desliza na superfície congelada de um lago, com
de média do trem durante esse percurso? aceleração constante produzida pelo vento. Em um determinado instan-
te, sua velocidade é 6,3Oi - 8,42j, em metros por segundo. Três segun-
,7[, Um balão, em 3,50 h, se desvia 21,5 km ao norte. 9.70 km a leste e dos dCJX'is, devido à mudança do vento, o barco pára de imediato. Qual
2,88 km acima do seu ponto de decolagem no solo. Determine (a) o a sua aceleração média. durante este intervalo de 3 s?
74 MECÂNICA

14P. Uma partícula A se move ao longo da reta.\' =: 3D m com velocida- / 19K Elétrofl~, como qualquer oll1ro objeto material, podem cair em
de constante v (ti '" 3,0 m/s), paralela ao semi-eixo positivo oi" (Fig. 4- queda livre. (a) Se um elétron é projetlldo. horizonlalmeOle, com uma
28). Uma segunda partícula B parte da origem com velocidade zero e velocidade de 3.0 x 10" mls, quanto ele cairj, em relaç~o à horizontal.
aceleração conslante a (a =: O,4() mJs~), no mesmo instante em que a <lpÓS percorrer 1.0 m? (b) Se <l velocidade inicia! for aumentada, a re~­
partícula A cruza o eixo.\'. Que iingulo 8. entre a e o semi-eixo positivo posta do item (a) aumenta ou diminui?
v, resultaria em uma colisão entre essas duas parTícuJas" (Se seus cálcu-
r
'los resultarem numll equação de quarto grau, substitua o termo por 2OE. Um feixe de elétrons é projetado, na horizontal, com uma velocida-
11 '" /"' e resoh'lI a equação quadrática em 4.) de de [.0 x 1000cmls, na regiãoenlre duas placas horizontais de 2,Ocm'. no
interior de uma válvula. Um campoelélricoenlre as placas causa umadesa-
, l;e!eraçào constante dos elétrons, de módulo igual a 1,0 x 10" cm/s'. De-
termine (a) o tempo necessário para os elétrons passarem entre as placas.
I A , .• - - - 7 " ' - -
(b) () deslocameOlo vertical do feixe entre as placas (ele não penetm nas
placas) e (c) a velocidade do feixe, assim que sai da região entre as placas.
./ 21E. Uma bola se movimenta horilOfltalmenle para fora da superfície

• de uma mesa a 12.0 m de altura. Atinge o solo a 15,0 m da borda da


mesa, na horizontal. (a) Quanto tempo a bola ficou no ar? Qual era sun
velocidade fiO instante em que deiwu a mesa?

BI11·r---------, 22E. Um projétil é atirado horizontalmente de uma arma que está 45,0
m acima de um solo plano. A velocidade na saída do cano é 250 mls. (a)
Fig, 4-28 Problema 14.
Por quanto tempo o projétil permanece no ar? (b) A que distância da
arma, na horizoOlaL ele cai ao solo? (c) Qual o módulo do componente
vertical da velocidade. no insfame em que atinge o solo?
15" Uma partícula parte da origem com uma veJocidade inicial v '"
3,OOi. em metros por segundo, sob a ação de uma aceleração consUmle /JE. Uma bola de beisebol é lançada a uma velocidade de 160 km/h,
a=:- J,DOi - O.sOOj, em metros por segundo ao quadrado. (a) Qual é a
horizontalmenle. O rebatedor está a uma distância de 18 m. Ia) Quanto
velocidade da partícula, quando alcança sua coordenada x máxima? (b) tempo a bola leva para percorrer os primeiros 9 m. na horizontal? E os
Onde a partícula eSlií, nesse inst<lnre? 9 m restantes? (b) De quanto a bola cai, sob a ação da gravidade, duran-
te os primeiros 9 m, em relação à trajetória horizontal? (c) E durante os
16P. A velocidade v de uma partículn se movendo no plano xv é dada 9 m restantes? (d) Por que os resullados de (b) e (c) são diferenles·)
por v =: (6.01- 4.DI')i + 8.Dj. Com vem metros por segundo e I (>que O) (Despreze a re~istência do aL)
em segundos. (a) Qual é a al;eleraçãoem 1 =: 3,0 s·} (b) Quando (se for o
caso) sua aceleração é zero',) (c) Quando (se fór o caso) sua velocidade
24E., Um projétil é lançado com uma velocidade inicial de 30 m/s, num
é zero? Quando (se for o caso) sua velocidade escalar é igual a 10 In/s? ângo'lo de 60" acima da horizontal. Calcu[e o módulo e a direção da
velocidade (a) 2.0 s e (b) 5,0 s, depois do lançamento,
Seção 4-6 Análise do Movimento de Projéteis
25E. Uma pedra é catapulcada para a direita com oma velocidade inici-
al de 20,0 m/s, num ângulo de 40,00 acima do solo. Calcule seus deslo-
Em alguns desles problemas, /lão é desejáre1 desprezar o.~ camenlos horizontal e vertical (a) I, \0 s. (b) 1,80 s e (c) 5,00 s depois
efeitos do ar, mas ajuda li simplfficar os cáfi'ufos. do lançamento.

26E. Você Mira uma bola do alto de um penha",-'O com uma velocidade ini-
17E. Um dardo é atirado horizontalmente em direção à mosca, ponto Cilll de 15,0 m/s, fazendo um ângulo de 20.0·, abaixo da horizontal. Cal-
P no centro do alvo da Fig. 4~29, com uma velocidade inicial de lO mI cule (a) o deslocamento horizontal da bola e (b) o venical2,J0 s depois.
s. Ele atinge o ponto Q, embaixo de P. na borda do alvo, após O. I 9 s. (a) _,
Qual a distância PQ? (b) A que distância do alvo está o arremessador . ,27E. Você atira uma bola com orna velocidade de 25,0 m/s. num ângu-
dos dardos? /' 10 de 40.0" acima da horizontal, diretamente contra uma parede, con-
forme mostrado na Fig. 4-30. A parede está a 22,0 m do ponto de lança·
menlo, (a) Quanto tempo a bola fica no ar antes de bater na parede? (b)
A que distância acima do ponto de lançamento a bola bate na parede?
(c) Quais são as componentes horiwntal e vertical da velocidade quan-
do ela bate na parede? (d) Ela ultrapa%a o pomo mais alto de sua Iraje-
tória antes de bater na parede?

22m
Fig. 4-29 Exercício 17.

Fig. 4-30 Exerckio 27.


1811.:. Um rifle está aponlado hori1.Ont...lmente para um alvo a 300 m de
distância. A bala atinge () alvo 2,25 m abaixo do ponto visado. (;)) Qua[
o tempo de percur:so da bala? (b) Qual a velocid<lde da bala ao sair do 28E. (a) Prove que a razão d;) altura máxima H pe-Io akance R, para
rille"? um projétil atirado do nível do solo com um ângulo 8;, acima da hori-
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÕES 75

zOnla!. é dada por H/R = (tan B"l/4. Veja Fig. 4-31. (b) PUni que ângulo
6" temos H = R'.'

Fig. 4-31 Exercícios 28 e 29.

29E. Um projétil é atirado do nível do solo com um ângulo 8;,. acima


/ daborizontal. (a) Mostre que o ângulo de elevaçâo f/J do ponto mais alto.
visto do local de l"nçamenlO, está relacionado com 8;,. o àngulo de ele-
v"çào do I"nçamento. por tan 4>= (tan 0,,)/2. Veja Fig. 4·31 e Exercício
28, fb) Calcule f/Jpara 8" = 45".

3OE. Uma pedra é lançada para o alto de um penhasco, de altura h. com


uma velocidade inicial de 42.0 mls com um àngulo de 60.0". acima da
horizonwl. conforme mostrado na Fig. 4-32. A pedra cai em A 5,50 s
após o lançamento. Calcule (a) a altura fi do penhasco: (b) a velocidade
da pedra imediatamente antes do impacto em A, e (c) a altura máxima
H. acima do nível do solo.
Fig. 4-33 Problema 32. O salto de Bob Beamon.

r ,
H

60,0·

Fig. 4-32 Exercício 3D.

3.r. No Exemplo 4-6. calcule (a) a velocidade da cápsula. quando el"


caí' na água e (b) o ângulo de impacto e mostrado nl1 Fig. 4-15. Fig. 4-34 Problema 36.

,32P. Nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, Bob Beumon


quebrou o recorde com um salto à distânci" de !t9ü m, (Vej9" Fig, 4- dislâno.:ia horizontal alcançada pelll bola'! (c) Qual a velocidade da bola
33.) Suponha que a sua velocidade na impulsão foi de 9,5 m!s, parecida (módulo e direção), no instante em que bute no solo'!
com a de um velocista. O quanto esse atlet.t chegou perto do "lcance
máximo possível na ausência da resistência do ar'! O valor de g, na Ci- 38P. O alcance de um projétil não depende apenas de v" e 8", ma~ tl1m-
dade do México, é 9,78 m!s'. bém do valor da acelerução R, que varia de unl lugar para o olllro, Em
1936. Jesse Owens estabeleceu () recorde mundial de saltu à distância
33P. Um rifle com uma velocidade de tiro de 500 m!s atira num alvo. a com a marca de 8,09 m. nos Jogos Olímpicos de Berlim (R = 9);]28 ml
50 m de distância. A que altura. acima do alvo, deve ser apontado o cano s!), Supondo os mesmos vll)ores para ti, e 6l,. de quanto seu recorde te-
do rifle. para que a bala a1inja o alvo'" ria diferido se ele tivesse competido em Melbourne t~ = 9,7999 m/s')
em 1956"
34P. Mostre que a altura máxima aJc"nçada por um projétil é v,,,,;, = (v"
sen 8,,)~l2g. 39P. Num jogo de beisebol. o jogador da lerceiru bllse quer t'<.Jzer um
lançamento rum a primeira, II 38.! m de di~tânciil. Sua melhor ve!o~'i­
35P. Numa histôria policial. um corpo é enwntradoa4,5 m da base de dade de l1Hl~'amento é 136 Km/h. (a) Se ele lan~'a a bola horiwnt<llmen-
um prédio e sob uma janela aberta a 24 m llcima. Você conseguiria di- te. 1,0 m acima do ~olo. a que distância da primeiril base ela alc<lnçará o
zer se a morte foi ou não addental? Explique sua resposta, solo'! Ib) Com que ângulo de elevilçiio o jog<ldor da ten:eim base devení
lançllr n bola. pura o da primeira agarrá-Ia a 1.0 m, acima do solo'! (c)
36P. Em Duas No\'{/s Ciência,~, de Galileu. ele afirma que "para elevl1- QUlll o tempo de percurso da bola nesse caso?
çôes [ângulos de projeção Ique e~tejl1m deslocudos. acima ou abaixo de
4Y, pelo mesmo intervalo, os alcances são iguais... " Prove tal afirma- _ 401'. Dumnte uma erupção vulcânica. lascus de rocha sólida podem ser
ção. (Veja a Fig. 4-34,) limçadas de um vulcão: tais projéteis são chmnados de homha,l' \'Ilicâni·
('(1.1'. A Fig. 4-35 mostra a seção Imnsverslll do Monte Fuji. no Japão, (a)

Sm Uma bolu é jogadil do solo para o ar. A umu altura de 9,1 m, a Com que velocidade inicial uma dessas bombas deve ser Innçadll do pon-
\erocidade é v = 7,6i + 6.lj em metros por segundo (i horizontal. j ver-
0
toA. boca da cratem. fa7.end(lum ângulo de 35 com a horizontal, de for-
tical). (a) Qual a altura m~íxima alcançada pela bola'> (b) Qual será a ma a akançar o ponto 6. n<l hase do vulcão'.' Despreze os efeitos do ar.
76 MECÂNICA

Trajetória alta

Fig. 4-38 Problema 44.

Fig. 4-35 Problema 40.


m de distância, na linha do gol. começa a correr para interceptá-Ia. Qual
deve ser a sua velocidade média, para agarrar a bola no exato instante
durante o trajeto da bomba. (b) Qual será o tempo de percurso da bomba? em que ela bate no solo? Despreze a resistência do ar.
(c) O efeito do ar irá aumentar ou diminuir o valor calculado em (a)1
47P, Uma bola rola, horizontalmeme, do alto de uma escadaria com
41P. Com que velocidade inicial um jogador de basquete deve lançar a velocidade inicial de 1.5 m/s. Os degraus têm 2032 em de altura por
bola. num ângulo de 55' adma da horizontal, para fazer a cesta, confor- 2032 cm de largura. Em qual degrau a bola bate primeiro?
me mostra a Fig. 4·361
48P. Um detenninado avião está voando a 333,35 kmlh e mergulha num
ângulo de 30,0' abaixo da horizontal, no instante em que lança um fo-
guete anti-radar. (Ve.ia a Fig. 4-39.) A distância horizontal, entre o pon-
to de lançamento e o ponto em que o foguete atinge o solo, é 690 m. (a)

T
1 0ft
A que altura estava o avião, quando lançou o foguete? (b) Quanto tem-
po o foguete voou. antes de cair?

30,0'

14 fI '1
Fig. 4·36 Problema 41.

42P. Um goleiro levanta a bola com as mãos, para chutá-Ia a uma dis- 1-_ _ 690 m _ _-",-I
tância de 45,5 m, alcançada em 45 s. Se a bola deixa os pés do jogador
a 1.5 m acima do solo, qual deve ser a velocidade inicial dela (módulo
e direção)?
Flg. 4·39 Problema 48.
43P. O 8-52 mostrado na Fig. 4-37 tem 49 m de comprimento e. no
instante do bombardeio, está voando a uma velocidade de 820 kmlh. Qual
a distância entre as crateras das bombas? Faça as medidas que sejam , 49P. Um avião mergulhando num ângulo de 53,0' com a vertical a uma
necessárias, diretamente da figura. Suponha que não há vento e despre- altitude de 730 m lança um projétil, que bate no solo 5.00 s depois de
ze a resistência do ar. Como a resistência do ar afetaria a sua resposta? ser lançado. (a) Qual a velocidade do avião? (b) Que distância o projétil
percorreu, horizontalmente, durante seu vôo? (c) Quais eram as com-
ponentes horizontal e vertical de sua velocidade no instante em que caiu
no solo?

50P. Uma bola é atirada na horizomal de uma altura de 20 m. batendo


no chão com o triplo de sua velocidade inicial. Qual a sua velocidade
inicial?

51P, A velocidade de lançamento de um determinado projétil é o quín-


tuplo de sua velocidade na altura máxima. Calcule o ângulo de eleva-
ção no lançamento.
Fig. 4-37 Problema 43.
52P. (a) Durante uma partida de tênis, um jogador saca com uma ve-
locidade de 23,6 m/s (conforme registrado JlQr um radar): a bola deixa a
44P. Um projétil é atirado com uma velocidade inicial ti.> '" 30,0 m/s, raquete. horizontalmente. 2,37 m acima da quadra. A que altura a bola
do nível do solo, para um alvo a uma distância R '" 20,0 m, no mesmo passa sobre a rede. que está a 12 m de distância e tem 0,90 m de altura?
nível (Fig. 4-38). Determine os dois ângulos de projeçâo. (b) Suponha que o jogador saque a bola como antes. exceto que ela dei·
xa a raquete sob um ângulo de 5,00' abaixo da horizontal. Agora, a bola
45P. Qual a altura máxima, na vertical, que um jogador de beisebol pode consegue ultrapassar a rede?
lançar uma bola, se seu alcana máximo de lançamenw é 60 m?
53P. No Exempl04-8, suponha que um segundo canhão de defesa, idên-
'46t. Uma bolade futebol é chutada com uma velocidade inicial de 19,2
0
tico ao primeiro, é posicionado 30 m acima do nível do mar, de forma
0
'1n/s, num ângulo de 45 em direção ao gol. Um goleiro, que está a 54,6
• diferente do primeiro. Se o ângulo de elevação de tiro é 45 de quanto

MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÓES n

difere o alcance horizontal do segundo canhão. em relação ao primeiro, 61E. Um velocisla corre em volta de uma pisla circular com a veloci-
~~~m? ~ dade de 9,2 rrJs e com aceleração centrípeta de 3.& m/s~. (a) Qual o raio
da pista? (b) Quanto lempo ele leva para dar uma volta completa na pis-
54P. Um rebatedor bate uma bola arremessada, cujo centro está 1,2 m ta a essa velocidade?
acima do solo, de fonna que o ângulo de projeção seja 45' e o alcance
seja 105 m. A bola alcançará a base do corredor, se ultrapassar um obs- 62E. Um satélite se move em volta da Terra, numa órbita circular. a
táculo de 7,2 m de a/lUra, que está a 96 m da base principal. Ela ultrapas- 640 km de altura. O tempo de uma revolução é 98,0 mino (a) Qua[ a ve-
sará o obstáculo" Em caso afirmativo. passará a que altura do obstáculo? locidade do satélite? (b) Qual a aceleração em queda livre na órbita?
55P*, Um jogador de futebol pode chutar a bola com uma velocidade 63E, Se uma sonda espacial operada por controle remoto pode resistir
inicial de 25 rrJs. Em que ângulos de elevação deve chutá-la, para fazer ao esforço causado por uma aceleração de 20 g, (a) qual o raio mínimo
o gol, se está a 50 mem frente à baliza, que tem 3,44 m de altura? (Você da trajetória desse veículo espacial, quando está se movendo com um
pode usar a relação sen' 8+ cos~ 8= I para obter uma relação enlre lan 2 décimo da velocidade da luz? (b) Quanto tempo levaria para descrever
ge IJcos2 ~ e então resolver a equação do segundo grau resultante.) um arco de 90", a essa velocidade?
/<' 56P*. Um canhão anti tanque está localizado na borda de um platô, 60 64E, Um venlilador completa 1.200 rotações a cada minuto. Conside-
m acima de um solo plano (Fig. 4-40). Seu artilheiro avista um tanque
re um ponto na borda da hélice, que tem um raio de 0, 15 m. (a) Qual a
inimigo parado no solo plano, a 2,2 km de distância. Ao mesmo tempo, a
distância percorrida pelo ponto em uma rotação? (b) Qual a velocidade
equipe do Ianque vê o canhão e começa a afaslar-se çom uma aceleração
do ponto? (c) Qual a aceleração?
. de 0,90 rrJs'. Se o canhão anlilanque dispara com uma velocidade de 240
mfs e com lO· de elevação, em relação à horizonlal, quanlo tempo o arti- 65E, Um Irem de grande velocidade, conhecido como TGV (do francês fraill
lheiro deve esperar. antes de atirar, para que o projétil alcance o tanque? à grande viresse), que trafega de Paris para0 sul da França tem uma velocida-
de média programada de 216 kmlh. (a) Se o trem fizer uma curva a tal
240 m/s velocidade. qual o menor raio possível para a ferrovia, de fonna que os

.ar 7=""'1
passageiros não experi mentem uma aceleração superior a 0,050g? (b) Para
fazer uma curva com 1,00 km de raio. para que valor o trem deve ler sua
velocidade reduzida, de forma a manter a aceleração abaixo deste limite?

1'i6E. Quando uma grande estrela se transforma numa supemova, seu


I, 2~km---I núcleo é tão fortemente comprimido que ela se torna uma estrela de
nêutrons. com um raio de cerca de 20 km (aproximadamente o tama-
Fig, 4-40 Problema 56.
nho da cidade de San Francisco!). Se uma eSlrela de nêutrons efetua uma
rülação por segundo, (a) qual a velocidade de uma partícula no equador
57P*. Um foguete é lançado num ângulo de 70,0' com a horizonlal a da estrela e (b) qual a aceleração centrípeta da partícula em m/s'e em
partir do repouso e se move em linha reta com uma aceleração de 46,0 unidades g (onde g é igual a 9,8 m/s')? (cl Se a eSlrela de nêutrons girar
m/s 2. Após 30.0 s de vôo retilíneo propulsado, o motor pára e o foguete ainda mais rápido. o que acontecerá com as respostas de (a) e (b)?
volta à Terra fazendo uma trajetória parabólica (veja a Fig. 4-41). Su~
ponha que a aceleração em queda livre é 9,8 rrJs 2, durante todo o tem- , 67E. Um astronauta está girando numa centrífuga de 5,0 m de raio. (a)
po, e despreze a resistência do ar. (a) Calcule o tempo de vôo, desde o Qual a velocidade do astronauta, se a sua aceleração é 7.0g? (b) Quan-
lançamento até o impacto no solo. (b) Qual a altura máxima alcançada? las rotações por minuto são necessárias para produzir essa aceleração?
(c) A que distãncia o ponto de impacto está da rampa de lançamenlo?
6SP, Uma roda-gigante tem 15 m de raio e completa cinco voltas em
tomo de seu eixo horizontal a cada minuto. (a) Qual a aceleração de um
passageiro no ponto mais alto? (b) E no mais baixo?

69P. (a) Qual é a aceleração centrípeta de um objeto no equador terres-


tre, devido à rotação da Terra? (b) Qual deveria ser o período de rotação
da Terra, de maneira que a aceleração centrípeta de um objeto no equa-
dor terrestre fosse igual a 9.& m/S2','
Trajetória
retilínea
70,0" 70P. Calcule a aceleração de uma pessoa na lalitude 400. em função da
rOlação da Terra. (Veja a Fig. 4-42.)

...
Fig.4.41 Problema 57.
Pólo Norte
Seção 4-7 Movimento Circular Unironne (rotacional) Lalitude 40"
58E, No modelo de Bohr do átomo de hidrogênio, um elétron orbita em
torno de um próton, num círculo de raio 5,28 x 10- '1 m com uma velo-
cidade de 2,18 x 10" m/s. Qual a aceleração do elélron nesse modelo?

59E, (a) Qual é a aceleração de um velocista, ao fazer uma curva de 25


m de raio com a velocidade de 10 rrJs? (b) Para onde aponla o vetor

aceleração a'?

6OE. Uma panícula carregada se move numa trajetória circular, sob o


efeito de um campo magnético. Suponha que um elétron, sob a ação de
um detenninado campo magnético, experimente uma aceleração radial
de 3,0 x lO" m/s! Qual a velocidade do elétron, se o raio de sua trajetó-
ria circular for 15 em? Fig. 4·42 Problema 70.
78 MECÂNICA

71P. UmJ partícula P se desloca l"om velocidade conslante, num cír- Seção 4·9 Movimento Relativo em Duas Dimensões
culo de 3.00 m de raio (Fig. 4-43) e l:ompletilUn1a revolução em 20.0 s.
A paníl:ula passa pelo ponCO O. no instante I = O. Calcule o módulo e a 78E. Num jogo de nI?h.\' !Fig, 4·44). um jogndor pode passar a bola
direçâ\l de <;ada um dos seguintes vetores: (aI Em relação ao ponto O. legalmente para o seu companheiro de equipe. comall\oque o passe nân
determine (I vetor po.siçilo du partícula nos instuntes I = 5,00 s: 7jO s e seja "para a frente"lnão pode existtr çomponente do vetor velocidade
IOJ) s. Para o intervalo de 5.00 segundos. entre o finul do quinto e o da bola. paralelo à lateral do cumpo. 110 ~entido do gol adversário). Su-
final do dél:imo segundo. cakule (b) o desl(x'amento e {c) a velocidade ponha que um joglldor corra paralelo à lateral do campo com umu velo-
média da partículll. Calcule suas (d) velocidllde e (e) m:eleraçilo. no iní· cidade de 4.0 m/s. quando passa a hola com uma velocidade de 6.0 m/~.
cio e no fim desse intervalo de 5.00 s. em relaçâo a si próprio. Qual ü menor ângulo possível com a direção do
gol adversário. para que o lançamento seja considerado legar!
y

-----'--'-;o;;j-----'----->
Fig. 4-43 Problema 71.

72P. Uma pedra. presa a um cordilo de 1.5 m de comprimento. é girada


por um menino. fazendo um círculo horizontal a 2.0 m acima do solo.
Quando o cordão arrebenla. a pedra é lançuda horiwnwlmente, caindo
ao solo 10 m adiante. QUJl ern u aceleração centrípeta da pedra. enquanto
estaVil em movimento circulur',! Fig. 4·44 Problema n.

Seção 4-8 Movimento Relath'o em Uma Dimensão 79E. Duas rodovias se crUl:um. como Illostrado na Fig. 4-45. No ins-
tante mostrado JKI figura. um carro de policia P está a 800 m do cruza-
73E. Um onrco est[) naveg:ltldo rio acimu. a 14 km/h em reJução à águu mento e movendo-se a 80 km/h. O carro M está a 600 m do cruzamento
do rio. A veloódade da ;\gua. em relaçilo ll(l solo. é 9 km/h. (a) Qual a Ct'm a velocidade de 60 km/h. (a) Qual a velocidade do carro M em re-
velocidade do barco em relll(,ão ao solo'! (b) Uma uiança no barco ca- laçilo ao CJITO de polícia. em notação de vetores unitários? (b) Para o
minha da proa para a popa a 6 kmlh, em relaçào ao barco. Qual a velo- instante considerado na figura. qual a direção da velocidade calculada
cidade dil criançJ com relação ao solo'! em (a). em relação à linha de mira entre os dois carros? (c) Se as velo-
cidndes dos carros se mantiverem constantes, as respostas dos itens ía)
74E. Uma pes~()n caminllll até uma escadn rolante de 15 n1 de compri- e (b) mudam, enquanto os carros se aproximnm mais do crUZamento'!
mento. que estlÍ parada, em 90 s, Ao fiçar em pé na escada. esta começn
a ,e mover, transportando a pessoa para cima em 60 s, Quanto tempo a y
pessoa levaria, sc continuasse u subir Ml escnda em movimento'! A res-
posta depende do comprimento da escada'!

75E. Um vôo transcontinenwl de 5,000 km é programado para durar


mui, 50 min na direçào oe,te do que na leste. A velol:idade do aviào é
I. I00 km/h e lls corrente, de nr se movem tanto para leste qUllnto paril 60il.m/h
oeste. Que consideraçôes acerca da velocidade dessJs COHentes devem
ser levadas em COntll na preparaçiio do plano de vôo'!
600m
7fiE. Um cinegrafista. viajando na direção oeste numa camioneta a 60
km/h. filma um guepardo quc se deslocn na mesma direção. 50 km/h P
mais rápido que o veículo. De repente, o guepardo plÍra e volta. corren- 8Okmlhq.....- "l""
do a 90 km/h na direçào le,te. conforme registrado por um dos mem-
bros da equipe. de pé. nervo,o. ao Indo da trajetõrill do guepardo. A
vuriaçiio da veloci<.1ade do animal levou 2,0 s, Qual sua aceleração. do 1---800 m--""1
ponto de vista do cincgrJtísta') E do ponto de vista do membro da equi-
pe. que registroullldo Ilervosllmente'! Fig. 4-45 Exercicio 79.

77P. O terminal dOlleroporto de Genebra. na Suíça. tem uma "pllssare-


la rolnl1(e" para agilizar {) deslocamento dos passngeiros através de um 80):. A neve l:ai. vcl1icalmenre. com 11 velocidade constante de 8.0 m/s.
longo corredor. Peter, que caminhava pelo corredor. porém sem usar a O motorista de um carro. viajando em linha reta numa estrada com a
pass1treJa. levou 150 S pllra cruzar lOda a sua cxtensilo. Paul. de pé sobre velocidade de 50 km/h. vé os nocos de neve cJírem formando um ân-
a pa",areJa rolante, cobriu a mesma distância em 70 ". Mary, apesar de gulo com <l verlical. QU<l1 é este ângulo?
usar a pJssarela. caminhou sobre ela. Em quanto tempo Mary cruzou o
corredor'! Suponha que Peter e Mary cilminhassem com a mesmll velo· 81E. Numa grande loja de departamentos. um comprador eslá subindo
cidade. numu esnlda wlJnte que faz um iingulo de 40· com a horizontal e se
MOVIMENTO EM DUAS E EM TRÊS DIMENSÕES 79

move com uma velocidade de 0.75 m/s. Ele passa por sua filha, descen- 87P, Um vagão fechado, de madeira. se move ao longo de uma ferro-
do numa outra escada rolante idêntica. ao lado da sua (veja Fig. 4-46). via retilínea com a velocidade V" Um atirador, escondido, dispara um
Calcule a velocidade do comprador. em relação à sua tllha. em nOlação projétil (com velocidade inicial ~) de um ritle de alta potência. O pro-
de vetores unitários. jétil passa por ambas as paredes do vagão e seus orifícios de entrada e
saída são exatamente opostos. quando vistos do interior do vagão. De
qual direção. em relação aos trilhos, o tiro partiu'.' Suponha que o projé-
til não foi desviado, ao atingir o vagão. mas sua velocidade diminuiu
cerca de 20%. Considere V, = 85 km/h e v,= 650 m/s. (Porque a largura
do vagâo não precisa ser conhecida?)

88P. Uma certa mulher pode remar um bote a 7,5 km/h, em água pa-
rada. (a) Se ela atravessar um rio com uma correnteza de 3,7 km/h, em
que direção deve aprumaro bote, para alcançar o local diretamente opos-
to ao seu ponto de partida? (b) Se o rio tiver 7,5 km de largura. quanto
tempo levará parJ atravessá-lo? (c) Suponha que. em vez de atravessar
o rio. ela reme 3,7 km rio abaixo e, depois. volte ao ponto de partida.
Qual o tempo gasto neste percurso'? (d) Quanto tempo levaria, se ti·
vesse remado 3.7 km rio acima e, depois, voltasse ao ponto de par-
tida'l (e) Em que direção deveria aprumar o bote. se quisesse atraves-
sar o rio no mais curto espaço de tempo possível, e qual seria este tem-
po?

89P*, Um navio de guerra se dirige para leste a 24 kmih. Um submari-


no, a 4.0 km de distância. dispara om torpedo que tem uma velocidade
de 50 km/h: veja Fig. 4-47. Se o navio, visto do submarino, está ruman-
0

Fig. 4-46 Exercício 81. do a 20 nordeste. (a) em que direçào o torpedo deve ser disparado. para
atingir o navio e (b)em quanto tempo o torpedo alcançará o navio?

82P. Um helicóptero está voando sobre um campo. em trajetória retilí-


nea, com velocidade constante de 6.2 m/s. a uma altitude de 9.5 m. Um
pacote é Imiçado, horizontalmente. do helicóptero com velocidade inicial
de 12 m/s. em relação ao aparelho e no sentido oposto ao movimento des-
te. (a) Calcule a velocidade inicial do pacote. em relação ao solo. (b)
Qual a distância horizontal, entre o helicóptero e o pacote. no instante
em que este bate no solo? (c) Qual o ângulo, visto do solo, que o vetor
velocidade do pacote faz com o chão, no instante anterior ao impacto?

83P. Um trem viaja em direção ao sul a 30 m/s (em relação ao solo).


sob uma chuva que está caindo. também em direção ao sul. sob a ação
do vento, A trajetória das gota'i de chuva formam um ângulo de 22' com
a vertical, conforme registrado por um observador parado no solo. En-
tretanto. um observador no trem vê as gotas caírem exatamente na ver-
tical. Delermine a velocidade da chuva em relação ao solo. Fig, 4-47 Problema R9.

84P. Dois navios. A e B, deixam o porto ao mesmo tempo. O navio A


viaja para noroeste com a velocidade de 24 nós, e o B com a de 28 nós 901'"'. Um homem quer atravessar um rio de 500 m de largura. Sua ve-
a4O" sudoeste. (I nó = I milha mímica por hora; veja Apêndice F.) (a) locidade de remada (em relação à água) é 3.000 m/h. A velocidade da
Qual o módulo e a direção do vetor velocidade do navio A em relação correnteza do rio é de 2.000 m/h. A velocidade do homem, caminhando
ao 8 1 (b) Depois de quanto tempo estarão a 160 milhas náuticas um do em terra, é de 5.000 m/h. (:l) Determine a sua trajetória (combinando os
outro? (c) Qual será o rumo de B em relação aA. nesse instante? movimentos na água e na terra). para que alcance o ponto diretamente
oposto ao local de partida. no mais curto espaço de tempo. (b) Quanto
8SP, Um avião leve alcança uma velocidade de 500 km/h. O piloto se tempo levaria para fazê-lo?
dirige a um destino 800 km para o norte. mas descobre que o avião deve
ser alinhado 20' para nordeste, para que o destino seja alcançado. O avião
Seção 4-10 Movimento Relativo para Altas Velocidades
chega em 2,00 h. Qual o vetor velocidade do vento')

86P. A polícia americana usa um aeroplano para fazer respeitar o limi- 91E. Um elétron se move com a velocidade de 0,42{', em relação a um
te de \'elocidade numa rodovia eSladuaL Suponha que um de seus aero- observador B. que se 1110ve a uma velocidade de 0.63(, em relação ao
planos tenha uma velocidade de vôo de 250 kmih. Ele está voando em observador A, no mesmo selllido do elétron. Qual a velocidade do elé-
direção ao norte. de forma que fique todo o tempo sobre a rodovia nor- tron, medida pelo observador A?
te-sul. Um observador, no solo. informa ao pilOlo que o vento eslá so-
prando a 130,0 kmlh, mas se esquece de infollllar a direção. O piloto ob- 92P, Segundo observações, a guláxia Alfa está se afastando da nossa
serva que, apesar do vento. o avião pode voar 250 km ao longo da rodo- com a velocidade de (U5e. A galáxia Beta, localizada IllI direção exata-
via, durante 1.00 h. Em outras palavras, a velocidade em relação ao solo é mente oposta, também está ,'ie afastando de nós (;010 a mesma velocida-
constante, havendo ou não venlo. (a) Qual a direção do vento? (b) Qual a de. Para um observador na galáxia Alfa. determine a velocidade de afas-
direção do avião, isto é, o ângulo entre seu eiw longitudinal e a rodovia'! tamento (a) da nossa galáxia e (b) da Beta?
80 MECÂNICA

PROBLEMAS ADICIONAIS
93. Uma bola de beisebol é atirada a partir do solo. A altura máxima é locidade inicial do projétil? (b) No instante em que o projétil alcança a
alcançada 3,0 s após o lançamento. Então, 2,5 s após alcançar a altura sua altura máxima. a que distância horizontal está do seu ponto de lan-
máxima, a bola mal consegue ultrapassar uma cerca que está a 97,5 m çamento?
do ponto de lançamento, ao nível do solo. (a) Qual a altura máxima al-
cançada pela bola? (b) Qual a altura da cerca? (c) A que distância da m. Uma partícula salta de sua origem em t = O com a velocidade de
cerca a bola caiu? 8,Oj m1s e se move no plano.\)' com aceleração constante de (4.Oi + 2.0j)
m/s l . (a) Em determinado instante. a coordenada x da partícula é 29 m;
94. A posição .. de uma partícula se movendo no plano xy é dada por r qual é a coordenaday? (b) Qual é a velocidade da partícula nesse ins-
= 2ri + [2 sen( 1T!4)(radls)t)j, onde r está em metros e t está em segun- tante?
dos. (a) Calcule as componentes x e y da posição da partícula em t = O;
1.0; 2,0; 3,0 e 4.0 s e desenhe a trajetória da partícula no plano xy, para 98. Um carro se move. num círculo, com a velocidade constante de 12
o intervalo O:s; I:S; 4,0 s. (b) Calcule as componentes da velocidade da m/s. Em determinado instante, o carro tem uma aceleração de 3 m/s 2 na
partícula em t = 1,0; 2,0 e 3.0 s. Desenhando o vetor velocidade, no direção leste. Qual a sua distância do centro do círculo e a sua posiçâo
gráfico da trajetória da partícula calculado em (a), mostre que a velod- angular naquele instante se ele está se deslocando (a) no senlido horário
dade é tangente à trajetória e tem a mesma direção do movimento, a cada e (b) no sentido anti-horário?
instante considerado. (c) Calcule as componentes da aceleração da par-
tícula em r = J.0; 2,0 e 3,0 s. 99. Um jogador de golfe dá uma tacada numa bola, no alto de uma ele-
vação, imprimindo a ela uma velocidade inicial de 43 m/s. com um ân-
95. Um rio, de 200 m de largura. corre para leste com a velocidade uni- gulo de 30', adma da horizontal. A bola cai sobre a grama a 180 m.
[onne de 2.0 m/s. Um bote com a velocidade de 8,0 m/s. em relação à horizontalmente, do ponto de lançamento. Suponha que o gramado é
água, deixa a margem sul, rumando na direção 30' noroeste. (a) Qual a horizontal. (a) Qual a altura da elevação'! (b) Qual a velocidade da bola.
velocidade do bote com relação à margem? (b) Em quanto tempo o bote ao atingir o gramado?
atravessa o rio?
100. O piloto de um avião. depois de voar 15 min sob um vento de 42
%. Dois segundos depois de ter sido lançado do solo. um projétil kmfh. num ângulo de 20· sudeste. se encontra sobre uma cidade. a SS
está a 40 m na horizontal e 53 m na vertical do seu ponto de lança- km ao norte do seu ponto de partida. Qual a velocidade do avião cont
mento. (a) Quais são as componentes horizontal e vertical da ve- relação ao ar?
FORÇA E MOVIMENTO - I 5

Em 4 de abril de /974, lohn Massü, da Bélgica, con.~eguiu


nlol'imentar doi,l' )'agáes de pa.I'.l't/gdro,l' pertencente,I' à
júrvvia Long l~lilFld, de NOI'a Iorque. Ele prendeu com seus
dentes um aro que e,l'tava aU/do a 11m dos mgrJes por uma
corda, e depois inc!inou·,w' para trás, enquanro pressionava
seus pés cOll/ra os dormentes dos trilhos, Os Fagões pesavam
cerca de 80 ton, Massi.l' tere de usar/orça sobre·hunuma
para conseguir puxá.los? Re.lp(JIu/erel/ws e5-/a pergullta
brel'emente.

5·1 Por Que a Velocidade de uma Partícula de interesse nas proximidades. Isto é, sabemos tudo acerca
Varia? do meio onde se situa o corpo. (3) Queremos saber como o
corpo se moverá.
Algumas vezes, o objeto que estamos observando - por Isaac Newton (1642-1727), ao propor suas leis do mo-
exemplo, um automóvel, uma bola, um gato - pode vari- vimento e sua teoria gravitacional, foi o primeiro a soluci-
ar sua velocidade. Pode acelerar. A observação nos tem onar o problema que acabamos de colocar. Nosso plano
mostrado que. quando isso acontece, podemos encontrar um para dar prosseguimento ao assunto é: (1) Introduzir o con-
ou mais objetos nas proximidades que parecem estar asso- ceito de força (empurrar ou puxar). em termos da acelera·
ciados com essa variação. Relacionamos a aceleração de ção fomecida a um corpo-padrão selecionado. (2) Definir
uma partícula pela interação entre ela e sua vizinhança. massa e mostrar como atribuir uma determinada massa a
Estamos tão acostumados a isso que, quando percebemos um corpo. para que possamos entender como diferentes
um objeto variar sua velocidade, sem causa aparente. sus- corpos têm acelerações diferentes na mesma vizinhança. (3)
peitamos de um truque. Se uma bola, ao rolar, muda sua Encontrar uma maneira de calcular a força que atua em um
direção de repente, suspeitamos que há um ímã ou urnjato corpo a partir das propriedades desse corpo e da vizinhan-
de ar escondido. ça em que se situa. Isto é. descobrir as leis de força. (4)
Nosso problema principal neste capítulo é: (1) Estamos Mostrar como várias forças atuantes em um corpo podem
lidando com uma partícula (daqui em diante referida como ser combinadas numa força resultante.
corpo) cujas características conhecemos (por exemplo, A Fig. 5-1 mostra as relações entre essas grandezas. cujo
massa, fonna, volume, carga elétrica). (2) Também conhe- estudo constitui a mecânica. A força aparece tanto nas leis
cemos a localização e as propriedades de todos os objetos de força (que nos informam como calcular a força que atua
82 MECÂNICA

As leIS de força Acabamos por concluir que não precisamos de uma força
para manter um corpo em movimento com velocidade cons-
V;I';nJ1ança Corpo (ma."aJ
tante. Isso concorda plenamente com o que discutimos na
As leis do rno\'imenlo Seção 4-8 em relação aos referenciais: um corpo em repou-
Fig. 5-1 As relações da mecânica. Os três blocos da esquerda propõem so num referencial pode estar se movendo com velocidade
que a for~'a é uma interaçào entre um corpo e SU;I vizinhança. Os três constante em relação a outro referencia!. Então. repouso e
blocos da direita propõem que a for~'a llplicada a um Cül"p\) causará uma movimento com velocidade constante não são. de forma
aceleração nes~e corpo. alguma, diferentes. Isto nos leva à primeira das três leis de
Newton sobre o movimento:

em um corpo, numa detenninada vizinhança), COmo nas leis


do movimento (que nos informam qual a aceleração a que PRIMEIRA LEI DE NEWTON: Considere um cor-
um corpo está submetido. quando uma força atua sobre ele). po sobre o qual não atue força resultante alguma. Se o
Esta é a maior glória da mecânica newtoniana, que conse- corpo está em repouso. ele permanece em repouso. Se o
gue predizer resultados concordantes com os experimen- corpo está em movimento com velocidade constante, ele
tos num grande número de tenómenos. permanecerá assim indefinidamente.
Há alguns problemas importantes para os quais a mecâ-
nica newtoniana não fornece resultados corretos. Como A primeira lei de Newton é de fato uma afirmação sobre
discutido no Capo 4, se as velocidades das partículas en- referenciais, pois ela define os tipos de referenciais nos
volvidas forem próximas da velocidade da luz, devemos quais as leis da mecânica newtoniana são válidas. Desse
abandonar a mecânica newtoniana e aplicar a teoria da re- ponto de vista, a primeira lei pode ser expressa como:
latividade especial de Einstein. Para problemas na escala
atômica (por exemplo, o movimento dos elétrons dentro do
átomo), devemos abandonar a mecânica newtoniana e apli- PRIMEIRA LEI DE NEWTON: Se a força resultante
car a mecânica quântica. Atualmente, os físicos conside- sobre um corpo é nula. é possível encontrar referenciais
ram a mecânica newtoniana como um caso especial dessas nos quais aquele corpo não tenha aceleração
duas teorias mais amplas. Entretanto. é um caso especial
muito importante, porque compreende o movimento de A primeira lei de Newton também é conhecida como lei
objetos que vão desde moléculas até galáxias. E é altamente da inércia e os referenciais que ela deflUe são chamados
precisa nessa ampla faixa de fenômenos. como nos mos- referenciais inerciais.
tram as manobras bem-sucedidas das sondas espaciais. A Fig. 5-2 mostra como podemos avaliar um determi-
nado referencial para ver se ele é ou não inercial. Com o
5-2 Primeira Lei de Newton vagão em repouso, marque a posição do pêndulo parado so-
bre a mesa. Com o vagão em movimento, o pêndulo somen-
Antes de Newton fonnular suas leis da mecânica, pensa- te permanece sobre a marca. se o vagão estiver se moven-
va-se que era necessária alguma influência ou "força" para do em linha reta com velocidade constante. Se o vagão es-
manter um corpo em movimento com velocidade constan- tiver aumentando ou diminuindo a velocidade ou estiver
te. Julgava~se que um corpo em repouso estivesse em seu fazendo uma curva. o pêndulo se desloca da marca e o va-
"estado natura1". De forma análoga, para que o corpo se gão é um referencial não-inercial.
movesse com velocidade constante, seria necessário que, Se colocarmos uma bola de boliche parada sobre um
de alguma forma. fosse impulsionado, caso colltrário. ele carrossel infantil em movimento, nenhuma força parecerá
pararia "naturalmente". atuar na bola. mas ela não permanecerá em repouso. Se
Isso não deixa de ser razoável. Se fizennos um livro des- rolannos a bola radialmente para fora, ela se desviará des-
lizar sobre um carpete. ele com certeza irá parar. Para fazê- sa direção. Referenciais girantes não são referenciais iner-
lo se mover sobre o carpete com velocidade constante, po- ciais. Rigorosamente falando. a Terra não é um referencial
demos, por exemplo. amarrá~lo a um cordão e puxá-lo. inercial, por causa da sua rotação. Todavia. exceto para os
Entretanto, se fizennos o livro deslizar sobre a superfí-
cie de gelo de um rinque de patinação. ele alcançará uma
distância bem maior. Podemos imaginar outras superfíci-
es, maiores e mais lisas, sobre as quais o livro poderia des-
lizar cada vez mais. Num caso extremo. poderíamospen-
sar numa superfície muito grande e extremamente lisa (ou
seja, uma superfície sem atrito) na qual o livro não dimi-
nuísse sua velocidade. Num laboratório, podemos chegar
bem próximo dessa condição. fazendo o livro deslizar em
uma mesa de ar horizontal, sobre a qual ele se move numa Fig. 5·2 Teste par!! verificar ~e um vagàode trem é ou não um referen-
fina camada de ar. cial inercial.
FORÇA E MOVIMENTO - I 83

movimentos em grande escala como as correntes de vento ,


e as correntes oceânicas, podemos admitir que a Terra seja,
Aceleração de.3 m/s:
aproximadamente, um referencial inercial. Daqui em dian-
te. exceto quando especificado o contrário, faremos essa
aproximação. * Aceleração de 5 m/s'

5·3 Força """+------f-Força resllltante de 5 N

Agora, vamos definir força com mais precisão, em termos


da aceleração fornecida a um corpo-padrão de referência. massa = Aceleração de
Vamos usar, ou melhor, vamos imaginar o quilograma- lkg 4 m!>'
padrão da Fig. 1-7 como o corpo-padrão. A este corpo foi Fig. 5-4 Uma força de 3 N e outra de 4 N aplicadas, simullaneamente.
atribuído, exatamente e por definição, a massa de 1 kg. ao corpo padrão. que tem massa exatamente igual a I kg. A aceleração
Mostraremos depois como atribuir massas a outros corpos. do corpo é a mesma que ele teria, se uma única força, igual à soma
Vamos colocar esse corpo sobre uma mesa horizontal, vetorial das forças. fosse aplicada sobre ele. As forças se somam como
vetores.
sem atrito, e puxá-lo para a direita (Fig. 5-3) de maneira
que. por tentativa, ele adquira uma aceleração de 1 m/s 2 •
Por definição, dizemos, então, que estamos exercendo so-
bre o corpo uma força de 1 newton (abreviado por N). E se as forças atuarem simultaneamente. como na Fig.
5-4? Poderíamos determinar experimentalmente (e só ex-
perimentalmente) que a aceleração sobre o corpo seria de
5 m/S2, na direção mostrada na Fig. 5-4. Essa é exatamente
a aceleração que encontraríamos, se o corpo estivesse sob
a ação de uma única força igual à soma vetorial (ou resul-
tante) das duas forças que atuam nele. Esse vetor soma, de
módulo igual a 5 N. direção e sentido indicados na Fig. 5-
'--:--.
• 4, é a força resultante. Experiências desse tipo mostram .
com certeza, que as forças são vetores. Elas possuem mó-
Fig. 5-3 A força F sobre um corpo padrão causa uma aceleração a nesse
corpo.
dulo, direção e sentido, e obedecem às regras da adição
vetorial. Daqui em diante, vamos simboJizaruma força por
uma letra em negrito, na maioria das vezes, a letra F.
Podemos exercer, sobre esse corpo, uma força de 2 N,
puxando-o de forma a submetê-lo a uma aceleração de 2 5-4 Massa
m/ S2, e assim por diante. Em geral, observamos que se um
corpo está submetido a uma aceleração a. existe uma força A experiência diária nos mostra que uma mesma força pro-
F (em newtons) atuante nele com módulo igual ao da ace- duz diferentes acelerações em diferentes corpos. Imagine
leração (em m/s 2). uma bola de beisebol e uma bola de boliche sobre um pla-
A aceleração é um vetor. E a força é um vetor? Pode- no, e que cada uma receba a mesma pancada inicial; a ace-
mos, facilmente. atribuir à força a mesma direção e o mes- leração da bola de beisebol será muito maior que a de bo-
mo sentido da aceleração produzidos por essa força sobre liche. A diferença entre as duas acelerações é causada pela
o corpo~padrão. Isso. entretanto. não é suficiente para pro- diferença de massa entre as duas bolas. Mas o que vem a
var que a força é um vetor. Temos que mostrar que a força ser massa, exatamente?
também obedece às leis da adição vetorial. e só experimen- Para uma definição quantitativa, vamos fixar uma mola
talmente podemos saber se, de fato. ela obedece a essas leis. ao corpo-padrão, conforme ilustra a Fig. 5-5, e vamos
Vamos fazer com que o corpo-padrão seja submetido a submetê-lo a uma aceleração ao = 1 m/s 2• A força que exer-
uma força de 4 N ao longo do eixo x e a uma força de 3 N cemos na mola e que esta transmite ao corpo é igual a I N.
ao longo do eixo y; suponhamos que esses eixos estejam Registramos. cuidadosamente, o alongamento tiL da mola.
no plano horizontal da superfície de uma mesa sem atrito. devido a essa força de I N. Então. por definição. a massa
A primeira dessas forças, se atuar sozinha sobre o corpo. mo do corpo-padrão é exatamente I kg.
produzirá uma aceleração de 4 m/s 2 ao longo do eixo x. A Agora. vamos substituir o corpo-padrão por um corpo
segunda, de forma idêntica, produzirá uma aceleração de X qualquer e vamos aplicar a este corpo a mesma força de
3 m/s 2 ao longo do eixo y. I N. De forma análoga ao que foi feito para o corpo-pa-
drão, vamos puxar esse corpo X utilizando mola distendi-
• AcaraÇ[eríSlica não-inercial da Terraé revelada quandose observa que umcorpo da do mesmo comprimento aL. Suponha que a aceleração
em queda livre não cai em linha reta. mas sofre um pequeno desvio para leste. a x do corpo X venha a ser 0,25 m/s 2• Considerando este
Na latitude 45". por exemplo. um corpo que cair da altura de 50 m (desprezando a
resistência do ar) alcançará o solo 5 mm a leste da venical que ele seguiria, se não resultado experimental, podemos atribuir ao corpo X a
houve:;>t' a rotação da Terra. massa m x• e já que uma mesma força produz acelerações
84 MECÂNICA

S·~Yn\mU;;;
comparar o corpo X e o corpo Y diretamente. Isto é, aplica-
mos uma força F (de qualquer intensidade conveniente) a

~ 'Lei ~;w jj
cada um deles e, depois. medimos as acelerações resultan-
tes a'~ e a"y. Digamos que as acelerações encontradas te-
(.)
nham sido a':" =2,4 m/s 2 e a"f' = 1,6 m/s 2•
• Vamos, agora. determinar a massa do corpo Y compa-
rando-o diretamente com o corpo X. cuja massa já conhe-

JI cemos, ao invés de compará-lo com o corpo-padrão. En-


contramos

ax 2.4 m/s2
mr = m>;: f f = (4 kg) J 6 /2 = 6 kg,
Fig. 5-5 (aI Molade comprimento Lé fixada a um corpo padrão de massa fi}" , m s
igual a 1 kg. (b) Uma aceleração a é aplicada ao corpo padrão, quando
puxamos aquela mola com uma força F que causa uma variação fjJ... no que é o mesmo resultado da comparação com o corpo-pa-
seu comprimenlO. O atrilO l1a superfície é l1ulo. drão.

o Que é Massa?
diferentes em corpos diferentes. podemos definir a razão
entre as massas como sendo inversamente proporcional à Vimos que nosso método de atribuir massa a um corpo
razão entre as suas acelerações. Logo, arbitrariamente apresenta resultados consistentes. indepen-
mx ao dente da força aplicada e do corpo utilizado para compara-
-~- ção com o corpo-padrão. Na verdade. a massa parece ser
uma característica intrínseca de um corpo.
ou Como a palavra massa é usada diariamente. deveríamos
ter um conhecimento intuitivo dela. talvez algo que pudés-
1 m/s 2 semos sentir fisicamente. Será que ela se refere ao tama-
mx = mo -aao = (l kg)
0,25 m/s 2
= 4 kg.
nho do corpo. ao seu peso ou à sua densidade? A resposta
x
é não. embora essas características sejam, algumas vezes,
Assim, o corpo X que está submetido a somente um quarto confundidas com a massa. A massa de um corpo é a ca-
da aceleração do corpo-padrão. quando a mesma força é racterística que relaciona a força a ele aplicada com a
aplicada sobre ele, tem, por esta definição. o quádruplo da aceleração resultante. Não existe uma definição mais fa-
massa daquele corpo. miliar do que esta para massa; e a única ocasião em que
Dessa maneira. podemos atribuir massas a quaisquer percebemos fisicamente a massa é quando tentamos acele-
corpos diferentes do corpo-padrão. Entretanto. antes de rar um corpo. Se, por exemplo. empurrannos primeiro a
aceitarmos essa metodologia. vamos verificá-Ia de duas bola de beisebol e em seguida a bola de boliche, vamos
diferentes maneiras. notar que elas têm massas diferentes.

o Primeiro Teste 5-5 Segunda Lei de Newton


Vamos repetir a comparação com o corpo-padrão, mas aplican- Todas as definições. experiências e observações até aqui
do agora uma outra força a ambos os corpos. Suponha, por descritas podem ser resumidas. graças a Newton, numa
exemplo. que estiquemos mais ainda a mola, de forma que a simples equação vetorial. que é conhecida como a segun-
acelemçãoa 'o do corpo-padrão seja 5 m/s2 • Isto é, usamos uma da lei de Newton para o movimento:
força de 5 N, em vez de uma de I N. para comparar as massas.
Vamos observar que. se aplicarmos ao corpo X essa
mesma força de 5 N. a aceleração a 'x é 1.25 m/s 2• Então.
determinamos a massa do corpo X como
2 Ao usarmos a Eg. 5-1, devemos estar bem certos sobre o
aó 5 m/s k
mx = mo Ux = (l kg) 1,25 m/s 2 = 4 g, corpo no qual as forças estão sendo aplicadas."Assim. LF
na Eq. 5-1 é a soma vetorial. ou a força resultante. de to-
exatamente como antes. das as forças que atuam naquele corpo. Se esquecermos al-
guma força (ou computarmos duas vezes alguma delas),
o Segundo Teste chegaremos a um resultado falso. Somente as forças que
atuam no corpo são consideradas. Num determinado pro-
Considere que - usando ainda o método da mola - na blema, várias forças podem estar envolvidas. mas devemos
comparação de um segundo corpo, o corpo Y, com o cor- computar somente aquelas que alUam no corpo em ques-
po-padrão. tenhamos encontrado my =6 kg. Agora, vamos tão. Finalmente. LF inclui somente forças externas. isto é,
FORÇA E MOVIMENTO· I 85

Tabela 5·1
Unidades na Segunda Lei de Newton
(&ls. 5·1 e 5·21
Sistema Força Massa Aceleração
S[ newton (N) quilograma (kg) m/s 2
CGS dina grama (g) cm/s l
Britânicod libra (lb) slug ft/si-
'11b = I slu g ftfs'.
(o)
forças exercidas sobre o corpo por outros corpos. Não in-

T",,\=:Yj:::::F;:::.~':;-.- - ,
cluímos as forças internas, resultantes da interação mútua
entre partes do próprio corpo.
Na resolução de problemas pela Eq. 5-1, freqüentemen-
te desenhamos um diagrama de corpo isolado. Neste di- (h)
agrama, o corpo é representado por um ponto e cada força
externa (ou a força resultante IF) que atua no corpo é re-
presentada por um vetor com origem nesse ponto.
_~Flm _ _ .~
'" j a f=Trenü
Como qualquer equação velorial, a Eq. 5-1 é equivalen-
te a três equações escalares:
, ~
_. .. . .y
,,~.y~,
','~ '~~"
:., .. " 4
'"
Fig. 5·6 Exemplo 5-1. (a) Um homem empurra um trenó carregado so-
ir. 4 ".l." • . . . • . . . . ";..... : ..... , . . i·· l bre uma superfície sem atrito. (b) Um "diagrama de corpo isolado" mos-
trando a força resultante aplicada sobre o trenó e a aceleração que ela
Essas equações relacionam as três componentes da força produz. (e) Um diagrama de corpo isolado para o Exemplo 5-2. O ho-
resultante sobre um corpo com as três componentes da ace- mem agora empurra no sentido oposto, revertendo a aceleração.
leração desse corpo.
Finalmente, observamos que a primeira lei de Newton é
um caso especial da segunda lei. Isto é, se nenhuma força Como a aceleração é COnSlanle, podemos usar a Eq. 2- I4. tJ "" Vu' + 2a
(x - .lu) para calcular a velocidade final. Fazendo Vo = O e.l - .lo"" d, e
atua no corpo, a sua aceleração é nula, conforme mostra a
identificando a, com a. calculamos v:
Eq. 5-1. Isso, no entanto, não torna menos importante a
primeira lei de Newton; seu papel na definição dos refe- v = .J2ãd
renciais inerciais, na qual a mecânica se apóia, justifica seu = ..,1(2)(0.542 m/s2) (2.3 m) = 1.6 m/s. (Resposta)
enunciado como uma lei independente.
Da Eq. 5~2, encontramos, em unidades SI, A força. a aceleração, o deslocamento e <l velocidade final do trenó car-
regado são todos positivos. o que significa que eles apontam para a di-
reita, na Fig. 5-6b.
] N = (J kg) (l m/s2 ) = I kg' m/s 2, (5-3)
EXEMPLO 5-2 O homem do EXemplo 5-1 quer reverter o sentido da
que concorda com a discussão da Seção 5-3. Embora da- velocidade do trenó carregado em 4.5 s. Com que força conslanle ele
qui em diante passemos a usar, quase que exclusivamente, deve empurrá-lo para conseguir isso?
o sistema de unidades SI, outros sistemas ainda estão em Solução Usando a Eq. 2-9, v"" uo+ ato vamos achar primeiro a acelera-
uso. Entre estes, os principais são o Sistema Britânico e o ção constante necessária para reverter a velocidade do veículo em 4,5 s.
Sistema CGS (centímetro-grama-segundo). A Tabela 5-1 Explicitando para a, temos
mostra as unidades nas quais as Eqs. 5-1 e 5-2 podem ser v - v{I (- 1.6 m/s) - (1,6 m/s)
o~---~
expressas. (Veja também o Apêndice F.) t 4,5 s

= - 0,711 m/s 2 .
EXEMPLO 5·1 Um homem empurra um trenó. carregado com massa Em módulo. essa aceleração é maior do que a do Exemplo 5-1 (0,542 mfs').
rn "" 240 kg. por uma distância d"" 2,3 m. sobre a superfície sem atrito logo, o homem dessa vez deve U/ilizar uma força bem maior para empur-
de um lago gelado. Ele exerce sobre o trenó uma força horizontal cons- rar o trenó. Da Eg. 5-2. fazendo a, "" a. podemos calcular essa força:
tante F, com módulo F "" 130 N (veja Fig. 5-00). Se o veículo parte do
repouso, qual a sua velocidade final?
F~ "" ma" "" (240 kg)(- 0.711 m/s2 )
Solução A Fig. 5-61> mostra um diagrama de corpo isolado para essa
situação. Traçamos um eixo horizontal .l. arbitrando o sentido positivo par..
= -171 N. (Resposta)
a direita e tratamos o trenó como uma partícula representada por um pon- O sinal menos significa que o homem está empurrando o trenó no sen-
lO. Supomos que a componente F, da torça F exercida pelo homem seja a tido negativo de x, isto é, para a esquerda, no di<lgrama de corpo isolado
única força horizontal atuante no veículo. Então. pela segunda lei de da Fig. 5-6c.
Newton. podemos achar o módulo da aceleração a, do trenó:
EXEMPLO 5·3 Um caixote de massa rn "" 360 kg está parado sobre a
carroceria de um caminhão que se move com uma velocidade Uu" 120
F 130N km/h. conforme mostrado na Fig. 5-7/1. O motorisl:l freia e diminui a ve-
a = = 0542 m/s 2,
---'! = - - -
-' m 240kg . locidade para u "" 62 km/h em 17 s. Qual a força (suposta constante) so-
86 MECÂNiCA

Os sinais dos lermos das Eqs. 5-4 e 5-5 indicam os sentidos das compo-
nentes das respectivas forças. na Fig. 5-8b. Substituindo os valores co-
nhecidos. temos, pela Eq. 5-4,

(170 N)(cos cP) (220 N) (cos 47.0·)

0"
'oi ..I.. =: cos- t (220 N) (0,682) = 2800
V' 170N ,.

--:;::=~:='=r~m_C_","_"- - Subslituindo na Eq. 5-5, lemos

FB =: cP + F ti sen 47,0°
F c sen

'bi = (l7QN)(sen28,QO) + (220N)(sen47,QO)


Fig. 5-7 Exemplo 5-3. (a) Um caixote sobre um caminhào que está di- = 241 N. (Resposta)
minuindo a velocidade. (b) O diagrama de corpo isolado do caixote. A
força F produz uma aceleração (ou desaceleração) a no caixote. Certifique-se de que os Irês vetores da Fig. 5-Sb, se convenientemente
deslocados, fonnam um triângulo. Ou seja, sua soma é nula.

REsOLUÇÃO DE PROBLEMAS
bre o caixOfe. durante esse intervalo de tempo? Suponha que o caixOfe
não deslize sobre a carroceria do caminhão.
TÁTICA 1: LEIA O PROBLEMA COM ATENÇÃO
Solução Vamos detenninar primeiro a aceleração do caixote, que é Leia o enunciado do problema várias vezes até ler um quadro bem defi-
constante. usando a Eq. v = t>o + ai: nido da situação, observe quais os dados fornecidos e quais os pedidos.
Nos Exemplos 5-1 e 5-2, você deve refletir assim: "Alguém está em-
purrando um trenó. Se a velocidade deste varia, então há uma acelera-
a"= v-vo= (62 km/h) - (120 km/h)
, 17, ção envolvida, O movimento é retilíneo. No exemplo, é dada uma força
e pedida a outra. Lúgo, a silUação requer que apliquemos a segunda lei
de Newton ao movimento unidimensional."
= (-341 =~)(~~,)e:':'mm) TÁTfCA 2: RELEIA O TEXTO
"= - 0,947 m/s2 • Se você sabe a que o problema se refere, mas não sabe o que fazer a
seguir, ponha-o de lado e releia o texto. Se tem dúvidas acerca da se-
Como mostra a Fig. 5-? o vetor velocidade do caixote aponta para a
gunda lei de Newton, releia aquela seção. Estude os exemplos, Parte dos
direita e ~eu vetor a.:eleração aponta para a esquerda.
Exemplos 5-1 e 5-2 refere-se a movimento unidimensional e leva você
A força sobre o caixote é oblida usando a segunda lei de Newton:
ao Capo 2, mais especificamente à Tabela 2-2, que mostra todas as equa-
ções que você provavelmente irá precisar.
F= ma
(360 kg) (- 0,947 m/s2 ) TÁTICA 3; EsQUEMATIZE UMA FIGURA
(Resposta) Você pode precisar de duas figuras. Uma é a representação aproximada
= -340N.
da situação real. Quando você esquematizar as forças, desenhe o vetor
Essa força, que poderia ser exercida por tirantes para manter preso o cai:»ote, sobre o limite ou no inlerior do corpo que está sendo submetido àquela
atua no mesmo sentido da aceleração, 00 seja, para a esquerda, na Fig. 5-7b. força. A outra é o diagrama de corpo isolado, no qual as forças são

EXEMPLO 5·4 Numa brincadeira de cabo-de-guerra, Alex, Bete e


Charles puxam um pneu de automóvel, nas direções mostradas na Fig.
5-8a, visla do alto. Alex puxa com uma força FA (220 N) e Charles
com uma força F c (170 N). Qual a força Foaplicada por Bete? O
pneu permanece parado e o sentido da força de Charles não está indi-
cado.

Solução A Fig. 5-8b mostra o diagrama de corpo isolado do pneu. A


aceleração do pneu é zero, porque, da Eq. 5-1, a força resultante sobre o
pneu lambém deve ser zero. Isto é,
137'
L F= F.-t + FB + Fc=O. Ikuy

Essa equação vetorial é equivalente às duas equações escalares

L F,,::::: Fc cos cP - F.-t cos 47,0· = O (5-4)

, <oi (6,

(5-5) Fig. 5-8 Exemplo 5-4. (a) Vista do alto de três pessoas puxando um pneu.
(h)Diagrama de corpo isolado do pneu.
FORÇA E MOVIMENTO - I 87

mostradas. com o corpo representado por um ponto. Atribua a origem


de cada vetor nesse ponto.

TÁTICA 4: QUAL É O SEU SISTEMA?


Corpo a ser Conjunto de
Se estiver utilizando a segunda lei de Newton. é necessário saber a que pesado
corpo ou sistema ela está sendo aplicada. Nos Exemplos 5-1 e 5-2. o massas de
referência
corpo é o trenó (não o homem, ou o gelo). No Exemplo 5-3, é o caiwte
(nãoo caminhão), No Exemplo 5-4, é o pneu (não os cabos. ou as pes-
soas).

TÁTICA 5: QUAL É O REFERENCIAL?


Seja claro sobre que referencial eslá U1ilizando. Vamos utilizar um re-
ferencial relativo à Terra para lodos os exemplos seguintes. No Exem-
Fig. 5-9 Uma balança de braços simétrica. Quando a massa no prato da
plo 5-3, você, com ceneza, não deve utilizar o caminhão. Nesse exem-
esquerda (Ej é igual à massa do prato da direita (D), a balança está em
plo, o caminhão está acelerado. Um referencial relativo a ele não seria
equilíbrio.
do tipo inercial.

TÁTICA 6: ESCOLHA OS EIXOS ADEQUADAMENTE


No Exemplo 5-4, reduzimos bastante o trabalho fazendo um dos eixos quisennos perder peso, devemos subir montanhas. Não
coincidir com uma das forças (o eixo y com F8)' Teme fazer esse exem- apenas pelo exercício, que reduzirá nossa massa, mas pelo
plo utilizando um sistema de coordenadas em que nenhuma força coin-
cida com qualquer eixo. aumento da altitude, que tornará menor o valor de g, à
medida que nos afastarmos do centro da Terra. Assim,
nosso peso diminuirá.)
Normalmente, estabelecemos que o peso é medido em
5·6 Algumas Forças Específicas relação a um referencial inercial. Se, ao invés disso, for
medido em relação a um referencial não-inercial (como
o Peso veremos no Exemplo 5-12), obteremos um peso aparente
e não Opeso real.
o peso P de um corpo é a força que o atrai para o objeto Podemos pesar um corpo colocando-o em um dos pra~
astronômico mais próximo, que no nosso caso é a Terra. A tos de uma balança (Fig. 5-9) e, no oUfro, vários corpos (de
força é devida, primariamente, a uma atração --a atração massas conhecidas) como referência, até equilibrarmos os
gravitacional - entre as massas dos dois corpos, cuja pratos, Então, quando as massas, em ambos os pratos, esti-
descrição mais ponnenorizada será apresentada mais tar- verem igualadas (supondo o mesmo valor para g em am-
de, no Cap. 15. Por ora, vamos considerar apenas as situa- bos os pratos), faremos a pesagem. Ficaremos sabendo,
ções em que um corpo de massa m está localizado em um então, a massa m do corpo. Se soubennos o valor de g no
ponto onde o módulo da aceleração em queda livre é g. local da balança, poderemos determinar o peso do corpo
Nessa situação, o módulo do vetor peso (uma força) é pela Eq. 5-6.
Também podemos pesar um corpo com o auxílio de mola
P,= mg. (5-6) e de escala previamente graduada em unidades de massa
ou de peso (Fig, 5-10). O corpo distende aquela mola, des-
Esse vetor pode ser apresentado como locando o ponteiro através da escala. (A maioria das ba-

p"" -mgj= -Pj (5-7)

(onde + j aponta para cima, afastando-se da Terra), ou como Escala grnduada


em unidade de
peso ou de rnas>a
p"" mg, (5-8)

onde g representa o vetor aceleração em queda livre. Em


muitos casos, compete a nós a escolha da notação, mas é
necessário sermos claros para não nos confundinnos, por
exemplo, ao escrevermos a Eq. 5-6, quando na verdade
queríamos a Eq. 5-8.
Já que o peso é uma força, sua unidade SI é o newton. p= -mgj .. mg
Peso nãu é massa, e seu módulo, em qualquer lugar, de-
pende do valor de g neste local. Uma bola de boliche pode Fig, 5-10 Uma balança de mola. A leitura é proporcional <10 peso do
objeto colocado no prato. e a escala, graduada em unidades de peso,
pesar 71 N na Terra, mas apenas 12 N na Lua, porque lá g fornece o peso. Se, ao contrário, estiver graduada em unidades de mas-
é menor. A massa da bola, 7,2 kg, é a mesma em ambos os sa, a leitura será precisa somente se a aceleração da gravidade g for a
lugares, porque é uma propriedade intrínseca da bola. (Se mesma do local onde ela foi calibrada.
88 MECÂNICA

peso do corpo P =mg está direcionado para baixo. Da Eq.


5-2. obtemos o módulo de N:

L F, = N - mg = ma" (5-9)

logo. com a,. =0,

N = mg. (5-10)

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TÁTICA 7: FORÇA NORMAL


A Eq. S-IO é válida para a força normal somente quando N está dirigido
para cima e a aceleraçâo verlical é nula. Assim. nâo devemos aplicá-la
para outras orientações de N ou quando a aceleraçiio vertical for dife·
rente de zero. Por isso, vamos aprender um pf(}Çedimemo p<.ITa determi-
nar N, utilizando a segunda lei de Newton em termos de suas L'ompo-
nemes.
Podemos mover N livremente numa figura. desde que sua orienta-
çâo seja mantida. Por exemplo, na Fig. S- r2a podemos deslocar o vetor
para baixo até que a ponta da seta coincida com a interface corpo-mesa.
Todavia, N pode ser, provavelmente. menos mal-interpretada se a sua
origem estiver sobre o corpo ou no interior deste (conforme mostmdo I.
A melhor técnica é mesmo desenhar o diagrama de corpo isolado. como
na Fig. j-12b, com a origem de N no ponto que representa o corpo.

o Atrito
Fig. 5-11 Cada elefante é suportado por uma força nonnal direcionada
para cima.
Se deslizarmos ou tentarmos deslizar um corpo sobre uma
superfície. o movimento será dificultado pelo contato en-
lanças domésticas de banheiro utiliza este sistema.) Se a tre o corpo e a superfície. (Vamos discutir mais isso no
escala estiver graduada em unidades de massa, ela será próximo capítulo.) Vamos supor que a resistência ao mo-
exata somente se o valor de g for o mesmo do local onde vimento é devida a uma única força r. denominada força
foi calibrada. de atrito. ou simplesmente atrito. A força tem sentido con-
trário ao movimento e é paralela à superfície (Fig. 5-13).
A Força Normal Algumas vezes. por simplicidade, admitimos que essa for-
ça é desprezível. ou seja, falamos em superfície sem atrito.
Quando um corpo pressiona uma superfície. experimenta
uma força perpendicular a esta. chamada de força normal A Tração
N; o nome vem do termo matemático normal, que signifi-
ca "perpendicular". Quando uma corda (um tirante. um cabo ou assemelhado)
Se um corpo repousa sobre uma superfície horizontal. é presa a um corpo e esticada. dizemos que ela está sob
como nas Figs. 5-11 e 5-12a, N está dirigido para cima e o tração (ou tensão). Ela puxa o corpo com uma força T, apli-
cada ao ponto de conexão da corda com o corpo. na dire-
ção da corda e no sentido para fora do corpo (Fig.5-14a).
y Em geral, a corda é considerada sem massa (significan-
do que sua massa em relação à do corpo é desprezível) e
não-extensível. A corda existe somenle como conexão en-
Força normal N tre dois corpos. Ela puxa um corpo em cada extremidade
N
com a mesma magnitude T, mesmo que os corpos e a cor-
Corpo Corpo da estejam acelerados e mesmo que a corda se movimente
----1f---,
Peso P p
Sentido da
tentativa de
lo) Ibl desliz~mem()

Fig. 5-12 (a) O Cürpo parado sobre o lampo de uma mesa é submetido
a lima força nonnal N, perpendicular à mesa. (b) O diagrama de corpo Fig. 5-13 Força de atrito r que se opõe à tentativa de deslizamento do
isolado correspondente. corpo sobre uma superfície.
FORÇA E MOVIMENTO· I 89

,
J:ikil:,::Mo:L5 (.)

Vagão
p

T
T ,, T
Fig. 5·15 Exemplo 5-5. Diagrama de corpo isolado para os vagões pu-
xados por Massis. Os vetores estão fora de escala; a tensão na corda é

"l muito menor do que o peso e a força normaL

(h) Vamos utilizar a Eq. 2-14 para delerminar a velocidade do vagão, quando
acabou de ser puxado, com o subscrito relativo ao eixo x e fazendo Vo'"
Fig. 5-14 (a) A corda esticada está sob tensao. Ela puxa os corpos em Oex-xo",I,Om:
cada extremidade com força T. (b) A mesma situação é válida para uma
corda que passa por lima polia de massa e atrito desprezíveis. ~ = vK" + 2aAx - Xo),

0"

sobre uma polia de massa e atrito desprezíveis (Fig. S-14b). = ..JO + (2)(2.376 x 10
Vx 2 m/ s2)(LOm)
Ou seja, a polia tem massa desprezível. comparada às mas-
sas dos corpos, e atrito desprezível no seu eixo de rotação. = 0.22 m/s. (Resposta)

Se a corda fosse presa a um ponto mais alto do vagão, de maneira que


ficasse na horizontal, o resullado de Massis teria sido bem melhor. Você
EXEMPLO 5·5 Vamos voltar aJohn Massi, e o vagão de trem, e supor consegue ver por quê?
que de puxou-o (com seus dentes) peJa extremidade da corda com uma
força constante igual a 2.5 veleS o peso do seu corpo. fazendo um ângulo
9de 30 com a horizontaL Sua massam era 80 kg. O peso Pdo vagão era
7.0 X t(}1 N (cerca de 80 (on) e ele deslocou-o por cerca de LO m sobre os
trilhos. Suponha que as rodas não sofreram resistência dos trilhos ao rola- 5-7 Terceira Lei de Newton
mento. Qual era a velocidade do vagão quando acabou de ser puxado?
As forças existem em pares. Se um martelo exerce uma for-
Solução A Fig. 5-15 mostra o diagrama de corpo isolado, no qual o va- ça sobre um prego, o prego exerce uma força igual e de sen-
gão é representado por um ponto. O eixo x representa a direção dos tri- tido contrário sobre o martelo. Se nos apoiannos numa pa-
lhos. Da Eq. 5-2, temos rede de tijolos. a parede nos empurra de volta (Fig. 5-16),

L F, = Teos fi = Ma, (5-11 )


onde M é a ma.~sa do vagão.
De acordo com as suposições acinta. a forçu que Massis usou para
puxar o vagão foi

T = 2.5mg = (2.5)(80 kg)(9,8 m/s 2 ) - 1.960 N


que é o peso médio que pode ser levantado por um bom halterofilista.
O peso P do vagão é

l' = Mg,
e sua massa M é

M=.!.. = 7.0 X 105N = 7.143 X 104k.


g 9.8 m/52 g
Da Eq. 5-11, determinamos sua aceleração. como sendo

T cos 8 (1960 N) (em 30")


a ~---~
Fig. 5·16 O homem aplica uma força para a direita sobre a parede. A
• M 7.143 X 104 kg
parede exerce uma força para a esquerda sobre [) homem. As forças lêm
= 2.376 X 10- 2 m/s 2. o mesmo módulo.
90 MECÂNICA

m, Satélite
ltB <

F,\8,,-F/I,\

Fig. 5-17 A terceira lei de Newton. O corpo A exerce uma força F 8 •1 sobre
,
o corpo B. ao mesmo tempo que o corpo B exerce uma força F. R sobre
ocorpoA.ondeF4~ = -F 8 ,.

Esta sítuação pode ser resumida nestas simples palavras:


,
"Não podemos tocar sem ser tocados."
Na Fig. 5-17, considere que o corpo A exerça uma força
F 8,1 sobre o corpo B; a experiência revela que o corpo B.
Fig. 5-18 Um satélite orbitando a Terra. As forças mostradas são um
então. exerce uma força FAS sobre o corpo A. Estas duas par ação-reação. Observe que elas atuam sobre corpos distintos.
forças têm o mesmo módulo e sentidos contrários. Isto é.

Newton. Ou seja, considerando apenas os módulos, F n =


F ST ' A força F TS provoca uma aceleração na Terra, mas,
devido à grande massa desta. sua aceleração é muito pe-
Observe a ordem dos subscritos. F AS' por exemplo. é a força quena para ser detectada.
exercida pelo corpo B sobre o corpo A. A Eg. 5-12 perma-
nece válida. não importa se os corpos estão parados ou em Um Melão sobre uma Mesa*
movimento.
A Eq. 5-12 resume a terceira lei de Newton para o mo- A Fig. 5-19a mostra um melão em repouso sobre uma mesa.
vimento. Em geral, uma dessas forças (não importa qual) é A Terra puxa o melão para baixo com uma força F MT' peso
chamada de força de ação. A outra é chamada de força de do melão. O melão não é acelerado porque essa força é
reação. Toda vez que determinarmos uma força. uma boa cancelada por uma força igual e de sentido contrário. a força
pergunta será: "Onde está a força de reação?" nonnal F Mm exercida pela mesa m sobre o melão M. (Veja
"A toda ação corresponde sempre uma reação de igual Fig. 5-19b.) Todavia. F MT e F Mm 'não formam um par ação-
magnitude e de sentido contrário". são palavras consagra- reação. porque elas atuam no mesmo corpo, o melão.
das na linguagem popular, que significam coisas diferen- A força de reação para F MT é F TM' a força (gravitacio-
tes para várias pessoas. Na física, entretanto. essas palavras nal) com a qual o melão atrai a Terra. Esse par ação-reação
significam apenas a Eq. 5-12 e nada mais. Não estão en- está mostrado na Fig. 5-19c.
volvidos causa e efeito, de forma particular; a força de ação A força de reação para F Mm é F mM' a força do melão sobre
pode ser qualquer uma delas. a mesa. Este par está mostrado na Fig. 5-19d. Então, os
Você pode indagar: "Se a cada força corresponde uma pares ação-reação, nesse problema, e os corpos onde eles
força igual e de sentido contrário. associada a ela, porque atuam. são
não se cancelam mutuamente? Como alguma coisa conse-
gue se moverT A resposta é simples. Conforme vemos na Primeiro par: F MT = - F TM (melão e Terra)
Fig. 5-17, os dois membros do par ação-reação sempre se
referem a corpos diferentes, de maneira que não há possi- e
bilidade de se cancelarem mutuamente. Se duas forças atu-
am no mesmo corpo. elas não são um par ação-reação. Segundo par: F Mm = - F mM (melão e mesa).
mesmo que tenham módulos iguais e sentidos opostos.
Vamos identificar, em dois exemplos, o par ação-rea- Podemos usar uma cabine de elevador em movimento
ção. para classificar. apropriadamente. as quatro forças mostra-
das na Fig. 5-19 num par ação-reação. Suponhamos um
Um Satélite em Órbita elevador acelerando para cima. O melão e a mesa dentro
do elevador se pressionariam mutuamente com uma força
A Fig. 5-18 mostra um satélite orbitando a Terra. A única maior. As forças de contato F mM e F Mm (veja Fig. 5-l9d)
força que atua sobre ele é F ST' a força exercida sobre o aumentariam em módulo. mas permaneceriam iguais e com
satélite pela atração gravitacional da Terra. Onde está a sentidos opostos. No entanto, as forças gravitacionais F MT
força de reação correspondente? É a força F TS , que atua na e F TM (veja Fig. 5~19c) permaneceriam invariáveis. Am-
Terra. devido à atração gravitacional do satélite; seu pon- bos os pares de forças continuariam a obedecer à terceira
to de aplicação efetivo é considerado no centro da Terra. lei de Newton. O melão se movimentaria, porque F MT e F Mm
Podemos achar que o pequeno satélite não pode exercer
uma força gravitacional muito grande sobre a Terra, mas
ele o faz, exatamente como estabelece a terceira lei de * Vamos ignorar pequenas cumplicações causada, pela TUlação da Terra.
FORÇA E MOVIMENTO· I 91

Melão Melão

:fw,
,tF".,(nOrmal da mesa)
'" ,.
lFIo/T(peso do melão)

'.~
1
'r~
0W

+ . . Fm,."

(o) (b) (c) (ri)

Fig. S·19 (a) Um melão repousa sobre a mesa, que repousa sobre a Terra. (b) As força>; sobre o melão F 101", e F MT • O melão está em repouso porque
estas forças se anulam. (c) O par ação-reação parll as forças melão-Terra. (di O par ação-reação para as forças melão-mesa.

(que não é um par ação~reação) não mais se cancelariam 4. A TelTa puxa o bloco suspenso para baixo com uma força mg, que é
mutuamente. o peso do bloco suspenso.
Você poderia acreditar ser mais simples analisar um S. A mesa empurra o bloco deslizante para cima com a força normal N.
Há outra coisa que devemos notar. Vamos estabelecer que a corda
satélite em órbita - dentro do contexto da terceira lei de tem comprimento constante, ou seja. se o bloco suspenso cair I mm. num
Newton -do que um melão em repouso sobre uma mesa? ceno intervalo de tempo, o bloco deslízante também se deslocará I mm
para a direita. no mesmo intervalo de tempo. Os blocos se deslocam so-
lidariamente e suas acelerações têm módulos iguais.
5-8 Aplicação das Leis de Newton
P Como classificar este exemplo? Ele nos Sugere alguma lei da física
o restante deste capítulo consiste nos Exemplos 5-6 até 5- em parriClllar?
12. Devemos analisar profundamente esses exemplos, Sim, sugere. Forças. massas e acelerações estão envolvidas, e isto pro-
põe a aplicação da segunda lei de Newton par... o movimento. IF = ma.
aprendendo não apenas as,respostas específicas de cada um.
mas. principalmente, como proceder na abordagem de um P Se ustissemos essa lei neste exemplo. a que corpo (I aplicaríamos?
problema. É muito importante saber como transformar a Neste exemplo, dois corpos são enfocados: o bloco deslizante e o
representação de uma experiência física num diagrama de bloco suspenso. Embora sejam objetos mensuráveis. podemos tratá-los
como panículas. porque todas as panes minúsculas (como os átomos)
corpo isolado, com eixos adequados, para que as leis de
se movem eXatamente da mesma fonna. Vamos aplicar a segunda lei
Newton possam ser aplicadas. Vamos iniciar com o Exem- de Newton a cada bloco. separ(l.damente.
plo 5-6. que estâdesenvolvido com bastantes detalhes, uti-
lizando o esquema pergunta-resposta. P E em relaçào à polia?
Não podemos representar a polia como uma partícula porque suas
várias panes se movem de diferentes maneiras. Quando estudannos
rotação, vamos tratar de polias com mais detalhes. Enquanto isso. con-
EXEMPLO 5-6 A Fig. 5-20 mostra um bloco (o bloco des/izante) de
tornamos esse problema de uma fonna prática, isto é. vamos admitir que
massa M.", 3,3 kg. Ele se move livremente. sem atrito, sobre uma fina
camada de ar na superfície horizonlal de uma mesa, O bloco deslizante
está preso a uma corda que passa em volta de uma polia de massa e atri-
to desprezíveis e tem, na outra extremidade, um segundo bloco (o bloco Bloco
suspenso) de massa m = 2.1 kg. O bloco suspenso, ao cair. acelera o deslizame
;~~

bloco deslizante para a direita.


Detennine (a) a aceleração do bloco deslizante, (b) a aceleração do M
bloco suspenso e (c) a tensão na corda.

P O que é abordado neste exemplo? Superfície


Fomm dadas duas massas. um bloco deslizante e um bloco suspen- ~m atnto
so. Pode não nos OCOlTer, mas a TelTa também é um dado. porque puxa Bloço
(atrai) as massas; sem a TelTa. nada poderia acontecer. Nesses blocos m
suspenso
há cinco forças envolvidas. como mostra a Fig. 5-21:

I. A corda puxa o bloco deslizante para a direila com uma força de in·
tensidade T.
I
Fig. 5-20 Exemplo 5-6. Um bloco de massa M sobre uma superfície
2. A corda puxa () bloco suspenso para cima com uma força de igual horizontal, sem atrito. está ligado a outro bloco de massam por uma corda
intensidade T. Ela impede que o bloco suspenso caia livremente. Supo- que passa em volta de uma polia. As massas da corda e da polia são nulas;
mos que a tensão seja uniforme em toda a corda: a polia apenas muda a ou seja. são desprezíveis se comparadas às massas dos blocos. A polia
direção da força. sem variar sua magnitude. nâotem atrito. ou seja. a força de atrito que se opte ao movimento rma-
3. A Terra puxa o bloco deslizante para baixo com uma força Mg. que cional do seu eixo é desprezível. As setas indicam o movimento quan-
é o peso deste bloco. do o sistema pane do repouso.
92 MECÂNICA

N y
iT

M. T
T
" ,
l' ".
Btoco
,. suspenso

Fig. 5-21 As forças que atuam nos dois blocos da Fig. 5-20. Fig. 5-23 O diagrama de corpo isolado para o bloco suspenso da Fig. 5-
20.

a massa da polia é desprezível em relação às massas dos blocos. A úni- onde o sinal menos, no segundo membro da equação, significa que o
ca função da polia (que supostamente é isenta de atrito em seu eixo) é bloco acelera para baixo, no sentido negativo do eixo y. A Eq. 5-15 fica
mudar a direção da corda que une os dois blocos.
mg-T=ma. (5. [6)
P Muito bem.' Agora, como aplicar I F = ma ao bloco deslizante?
Vamos representar o bloco deslizante como uma partícula de massa M e que contém as me3mas grandezas desconhecidas da Eq. 5-14. Ao so-
desenhar todas as forças que atuam sobre ele, como na Fig. 5-22. Esle é o marmos essas duas equações, T se cancelará. Resolvendo para a temos
diagrama de corpo isolado do bloco. Há três forças envolvidas. A seguir,
vamos estabelecer um eixo horizontal (eixo x). É interessantedesenharesse m
eixo paralelo à supetfecie da mesa, na direção da movimentação do bloco. a=M+m g· (Resposta) (5-17)

P Grato, flUIS ainda não foi dito como aplicar IF = maao biocodesiiWllfe. Substituindo este resultado em 5-14. fica
Tw:lo o que foi dito é como desenhar o diagrama de corpo isolado.
Certo. IF '" ma é uma equação vetorial, mas podemos apresentá-Ia Mm
como três equações escalares. Assim. T~--g.
M+m (Resposta) (5-18)

(5-13) Substituindo as incógnitas pelos valores numéricos fornecidoS. temos

onde "i.F" IF, e IF são os componentes da força resultanle. Sabemos, _ m _ 2.1kg '2
da Eq. 5-10. que não há força resultanle na direção de y: o peso P do a - M + m g - 3,3 kg + 2.1 kg (9.8 m/s )
bloco está equilibrado pela força normal N, que atua no bloco para cima.
Nenhuma força atua na direção z, que é perpendicular à página. Logo, = 3.8 m/s'2 (Resposta)
só a primeira das Egs. 5·13 tem utilidade.
Como na direção x há somente um componente. enlao í:.F, '" Mll, e
vem a ser
T _ Mm _ (3.3 kg)(2.1 kg) '2
T= Ma. (5.14) - M + m g - 3.3 kg + 2.1 kg (9,8 m/s )

Esta equação tem duas grandezas desconhecidas, T e a, então, não po- = 13 N. (Resposta)
demos resolvê-Ia por enquanto. Entretanto, é bom lembrar que ainda não
falamos nada acerca do bloco suspenso. P O exemplo agora eS/iÍ resolrido, certo?
Esta é uma boa pergunta, mas não estamos aqui apenas para resol-
P De acordo. Como aplicar "i.F '" ma ao bloco sl/spenso? ver problemas e sim para aprender nsica. principalmente. Esle exemplo
Vamos desenhar um diagrama de corpo isolado para este bloco, confor- não estará realmente resolvido até que tenhamos examinado os resulla-
me a Fig. 5-23. Desta vez, vamos usar a segunda das Eqs. 5-13, enconlran- dos para ver se sào consistentes. Esta, freqUentemente, é uma experiên·
do cia muito mais construtiva do que simplesmente obter a resposta certa.
2: F, = T - mg = - ma, (5.15) Vamos olhar primeiro para a Eg. 5-17. Observamos que ela está di·
mensionalmenle correta, e também que a aceleração a sempre será me-
nor do que g. Como. aliás. deve ser, porque o bloco suspenso não cai. A
y corda o puxa para cima.
Agora, vamos examinar a Eq. 5- r8. que será reescrita na forma

M
T~---mg. (5-19}
N •
--<. M+m

T Assim, é mais fácil ver que esta equação também está dimensionalmen-
M x te correta, porque tanto T como mg são forças. Pela Eq. 5, 19 também
vemos que a tensão na corda é sempre menor doque mg. o peso do blo~
Bloco co suspenso. O que é razoável. porque se T fosse maior do que mg, o
Mg deslizante
bloco suspenso estaria se movendo para cima!
Também podemos conferir os resultados através de casos especiais,
onde podemos adivinhar qual seria a resposla. Um exemplo simples é
Fig. 5·22 O diagrama de corpo isolado para o bloco deslizanteda Fig. 5-20. fazer g '" O. como se a experiência fosse levada para o espaço intereste-
fORÇA E MOVIMENTO· I 93

M
r-- ,~
li
,,
M Superfkie
I sem atrito
1
i"'
L
~ 'g

i"' u

-7·-...
~

Primeiro par
~m.gb.·~_u
/~~
(6) Corpo Fig. S-25 Exemplo 5-7. (a) Um bloco de massa M é empurrado por meio
de maS,ll
de uma haste de massa m sobre uma superfície sem atrito. (b) Vista
M+m
expandida mostrando os pares ação-reação, entre a mão e a haste (pri-
Ie) meiro par) e entre a haste e o bloco (segundo par).

Fig. 5·24 (a) Um "eixo" u passando pelo sistema da Fig. 5-20. (b) Os
blocos são representados retilineamente em u e são tratados, agora,
como um único corpo de massa M + m. (e) O diagrama de COr]J() livre que está de acordo com a Eq. 5-17.
associado, considerando apenas as forças /lO eixo u. ~xjste só uma força. Para detenninarmos T, aplicamos a segunda lei de Newton a cada cor-
po, separadamente, obtendo cada uma das Eq. 5-14 ou Eq. 5-16. Enlão
substituímos o valor de a da Eq. 5-20 e calculamos T. obtendo a Eq. 5-18.
lar. Sabemos que, neste caso. os blocos permaneceriam em repouso e
não haveria nenhuma lensão na corda. As fónnulas eslão de acordo com EXEMPLOS·' Um bloco de massa M == 33 kg é empurrado sobre uma
isso? Sim, claro. Se fizemlOs g = O nas Eqs. 5-17 e 5, 18, encontramos a superfície sem atrito por meio de uma haste de massa m == 3.2 kg, con-
= O e T = O. Dois OlltroS casos especiais são M = O em ...... ""'. fonne a Fig. 5-25a. O bloco se desloca (a partir do repouso) por uma
distância d == 77 cm. em 1.7 s, com aceleração constante.
EXEMPLO 5-6 - UMA OUTRA MANEIRA * 1\ aceleração a dos
blocos da Fig. 5-20 pode ser determinada em apenas duas linhas de ál- a. Identifique todos os pares ação-reação neste exemplo.
gebra se (a) utilizarmos um eixo não-convencional chamado de u, que
passa por ambos os blocos na extensão da corda, conforme mostrado na Solução ComO mostra o esquema detalhado da Fig. 5-25b. há dois pa-
Fig, 5-24a, depois, (b) mentalmente tomamos esse eixo retilíneo, como res ação-reação:
na Fig. 5-24b, e tratamos os dois blocos como senlJo um único corpo
Primeiro par: (mão e haste)
formado pelas masSas M + m. A Fig. 5-24c mostra um diagrama de corpo
livre para o sistema de dois blocos.
Segundo par: FHB == -F BH (haste e bloco).
Solução Observe que há somente uma força atuando no sistema. no
A. força da haste sobre a mão F MH é a força que sentiríamos se a mão da
sentido positivo do eixo u, que é a força mg. A tens~o T da Fig. 5-21 é
Fig. 5-25 fosse a nossa.
agora uma força interna do sistema de corpos e, portanto, não é consi-
derada pela segunda lei de Newton. A forçaexercid" pela polia na cor-
da é perpendicular ao eixo u, e também não é consiqerada no cálculo. b. Que força a mão deve exercer sobre a haste?
Usando a Eq. 5-2 como referência, escrevemos 11 equação do com-
ponente da aceleração no eixo u: Solução Esta é a força que move o bloco e a haste. Para encontrá-Ia, deve-
mos primeiro detenninar a aceleração constante a, através da Eq. 2-13:
~ F.. = (M + m)a.. ,

onde a massa do corpo é M +m. A aceleração do sist~ma noeixou(ede


cada bloco individualmente, já que eles estão conectados) tem módulo
a. A única torça, no eixo u, que alua no sistema tem ltzódulo mg. Assim, Fazendo ti) == O e x - x" == d. calculamos a
nossa equação vem a ser
mg= (M + m)a, a = 2d2 = (2) (0.77 m) = 0.533 m/52.
1 (L7 s)2
Para calcular a força exercida pela mão. aplicamos a segunda lei de
m (5-20) Newton ao sistema fonnado pela haste e o bloco juntos. Enlâo,
a= M + m g,

Fm4 = (M + m)a = (33 kg + 3,2 kg)(0,533 rn/52)


= 19,3" N" _ 19 N. (Resposta}
°
'No BrJsil. M comrol'én;ias a respeito dessa outra maneira de resolver Exem-
plo. Optamo> por mantê-Ia por ser parte integrame da obra. (N. do S.l c. Com que força a haste empurra o bloco')
94 MECÂNICA

Solução Para determinar esta força, vamos aplicar a segunda lei de


NewlOn para o bloco individualmente: 28" 47"

FeH '= Ma = (33 kg)(O,533 m/s2)


B
=: 17.6N -18N. (Resposta)

d. Qual a força resultante na haste?
c
Solução Podemos determinar o módulo F dessa força de duas manei-
ras. Primeiro, usando os resultados de (b) e (c) anteriormente calcula-
dos; lemos

F=: FHI>f - FHB = 19,3 N - 17.6 N


(o)
=1,7 N. (Resposta)

,
Observe que aqui foi usada a terceira lei de Newton, ao estabelecermos
que FHH' a força do bloco sobre a haste, tem o mesmo módulo de F BH
(17.6 N, sem arredondamento).
Te
A segunda maneira de obter a resposta é aplicar a segunda lei de
Newton diretamente à haste. Enlâo, temos __"'-'-"*-.1.:"--__ "
Bloco
F::: ma =: (3.2 kg) (0,533 m/s2 ) = 1.7 N, (Resposta) Nó
·i
que concorda com o nosso primeiro resullado. Como deve ser, porque
os dois métodos são algebricamente idênticos; verifique.

EXEMPLO 5-8 A Fig. 5-26a mostra um bloco de massa m '" 15 kg (h) (o)
suspenso por três cordas. Quais as lensões nas cordas?
Fig. 5·26 Exemplo 5-8. (a) Um bloco de massa m está suspenso por três
Solução A Fig. 5-26b mostra o diagrama de corpo isolado para o blo- cordas. (b) O diagrama de corpo isolado do bloco. (c) O diagrama de
co: a tensão T, na corda C puxa pará cima, enquantooJ!t'so_~9 bloco corpo isolado do ponto de inlerseção das tres cordas.
mg está direcionado para baixo. Como o sistema está em repousO~apli­
cando a segunda lei de Newton ao bloco, temos
Da Eq. 5-24, lemos

Te = mg = (15 kg)(9,g m/s2)


Substituindo esla grandeza em 5-23 e resolvendo para T~, vamos obler
=: 147N -150N. (Resposta)

A dica para o próximo passo é compreender que o nó, na junção das T _ 147 N
três cordas, é apenas o ponto de atuação das três forças, e é neste ponto A. - 0,469 + (1,29)(0.731)
que aplicaremos a segunda lei de Newton. A Fig. 5-26c mostra o dia-
grama de corpo isolado para o nó. Como o nó não está acelerado, a for- = 104N-lOON. (Resposta)
ça resultante neste ponto é nula. Logo,
Finalmente, TB é calculado de

T B = I.29T,j = (1,29) (104 N)


Esta equação vetorial é equivalente a duas equações escalares = 134N - 130N. (Resposta)

(5-21) EXEMPLO 5·9 A Fig. 5-27a mostra um bloco de massa m = 15 kg


seguro por uma corda, sobre um plano inclinado sem a1rilo. Se 6= 27",
, qual a tensão na corda? Que força é exercida pelo plano sobre o bloco?

Solução A Fig. 5-27b é o diagrama de corpo isolado para o bloco. So-


bre ele atuam as seguintes forças: (I) a força normal N, direcionada para
Observe com atenção que, quando escrevemos a componente x de T~ fora do plano em que ele repousa: (2) a tensão T na corda: e (3) o peso
como TA cos 28", devemos incluiro sinal menos para indicar que ela está P ('" mg). Como a aceleração do bloco é zero, a força resultante sobre
no sentido negativo do eixo x. ele é, então, pela segunda lei de Newton, nula
Substituindo os valores numéricos em 5-21 e 5-22 fjcamos com (5-25)
LF=T + N + mg =0,
(5-23) Vamos escolher um sistema de coordenadas com o eixox paralelo
, ao plano. Com esta escolha, não apenas uma, mas duas forças (N e T)
ficam alinhadas com os eixos (uma vanlagem). Observe que o ângulo
entre o vetor peso e o sentido negativo do eixo y é igual ao ângulo de
(5-24) inclinação do plano. As cOlllponentes x e y desse vetor sâo detennina-
das pelo Iriângulo da Fig. 5-27c
FORÇA E MOVIMENTO - I 95

'a) I
. , la'
N
,
, T

.. ' ..
T T
Btoco
9 mgcos9

mgsen9
,,)
r· .. m

(b) Mg

Fig, 5·27 Exemplos 5-9 e 5-10. (o) Um bloco de massa m em repouso


sobre um plano liso, preso por uma corda. (b) O diagrama de corpo iso- (b)
lado do bloco. Observe como são localizados os eixos coordenados. (c)
Detenninação das componentes x e y de mg.
'"
Fig. 5·28 Exemplo 5-11. (a) Um bloco de massa M e olltro de massa m
estão ligados por uma corda que passa por uma polia. Quando o sistema
sai do repouso, o sentido do movimento é mostrado pelos vetores a. (b)
O diagrama de corpo isolado do bloco In. (c) O diagrama de corpo iso-
As componentes da Eq. 5-25 são
lado do bloco M.
LF K
=T-mgsen8=O

Da Eq. 5-26. temos

L F, =: N - mg cos 9 = O. a=:- (9,8 m/s2 ) (sen 27°) = - 4.4 m/52 . (Resposta)

Então, o sinal menos indica que a aceleração está no sentido decrescente do


eixo x. isto é. descendo o plano.
T=mgsen9 A Eq. 5-26 mostra que a aceleração do bloco independe da massa,
= (15 kg)(9,8 m/s 2)(sen27°) assim como a aceleração de um corpo em queda livre também é inde-
pendente da massa. Realmente, a Eq, 5-26 mostr:l que um plano incli-
= 67N (Resposta) nado pode ser usado para "diluir" a aceleração da gravidade - "moderá-
la" - de maneira que os efeitos da "queda" possam ser estudados mais
facilmente. Para 8: 90°, a Eq. 5-26 estabelece a '" - g; para 8: Ü". es-
tabelece a '" O. Ambos são resultados esperados.
N = mgcos 9
(15 kg)(9,8 m/s2 )(cos 27°)
EXEMPLOS-li A Fig. 5-284 mostra dois blocos ligados por uma cor-
=: 131 N '"" 130 N .. (Resposta) da, passando por uma polia de massa e atrito desprezíveis. Fazendo In '"
1,3 kg eM '" 2,8 kg, determine a tensão na corda e o módulo da acele-
EXEMPLO 5·10 Suponha que a corda que segura o bloco da Fig. 5- ração (simultânea) dos dois blocos.
27a seja cortada. Qual a aceleração do bloco?
Solução As Figs. 5-2gb e 5-28c são diagmmas de corpo isolado para os
Solução Ao cortarmos a corda. a tensão T na Fig. 5-27b deixa de
dois blocos. Como foi dado que M > m, é esperado que M desça e III
existir. As duas forças restantes não se cancelam e. realmente, não
suba. Esta informação nos permite estabelecer os sinais algébricos con-
poderiam. porque não são colineares. Aplicando a segunda lei de
Newton às componentes x das forças N e mg, na Fig. 5-27b, temos venientes para a aceleração dos blocos.
Antes de iniciarmos os cálculos. observemos que a tensão na corda
agora
deve ser menor que o peso do bloco M (caso contrário, este bloco não
LF K
= O- mg sen (J =: ma, cairia) e maior do que o peso do bloco m (se não. este bloco nào subi-
ria). Na Fig. 5-28 estão mostmdos os vetores nos dois diagramas de corpo
assim, isolado que representam essa situação.
Aplicando a segunda lei de Newton ao blOl.:o de massa m, que tem
a= -gsen8. (5-26) aceleração a no sentido positivo do eixo y, encontramos

Observe que a força normal N não contribui para a aceleração, porque


sua componente x é zero. T-mg=ma, (5-27)
96 MECÂNICA

EXEMPLO 5·lJ - UMA OUTRA MANEIRA* Da mesmJ form;]


que fizemos no Exemplo 5-6, vamos refazer o Exemplo 5-11 ll1ilizando
um eixo não-convencional 1/.

Solução Consideremos o eixo através do sistema, conforme mostrado


na Fig. 5-29a. Tornemos este eixo retilíneo. como n1l Fig. 5·29h. e con-
Ih) sideremos os blocos como um único corpo de mJssa M + m. Depoi\.
desenhemos o diagrama de corpo livre, como na Fig. 5-2':!;' Observe
que há duas forças atuando sobre o sistem<l de dois blocos ao longo do

'7o"~"
eixo 1/: mg. no sentido negativo. e Mg. no sentido positivo. (A forçu
exercida pela polia na corda é perpendicular ao eixo /I.) As duas for-
ça~ no eixo /I dão a aceleração a do sistema {e de cada bloco}. A se-
gunda lei de Newton para a componente do movimento em /I é
Corpo de
ma,sa M + m
r,,) Ie)
L F~ "" Mg - mg = (M + m)a, (5':\3)

que dá
Fig.5·29 (a) Um "eixo" /I passando pelo sislemada Fig. S-28. (b) Os blo-
cos são reorganiZados de tôrma retilinea em Il e. l1éjX>ís, tratados como M-m
um único corpo de massa M +m. (c) O diagrama de Cl)rpo isolado asso- a::: M + m g,
ciado. considerando somente as forças em Il. Existem ap\:nas duas força~.

conforme anteriormente. Para obter T. aplicamos a segunda lei de


Newton a cada bloco individualmente. utilizando um eixo r convencio-
Para o bloco de massa M. que tem aceleração -a, ternos
naI. como na solução original. Para o bloco de maSSJ m, vamos obter a
T-Mg"" -Ma, (S-28) Eq. 5-27. Substituindo o resultado de a, calculado anteriormente na Eq.
5-27. vamos obter a Eq. 5-31.
0" ,
-T+ Mg"" Ma. (S-29) EXEMPLO S-I2)Um passageiro de massa m '" 72.2 kg está de pé so-
bre uma balança: dentro de um elevador (Fig. S-30). Quais as leituras
na balança para as aceleraçôes dadas na tlgura'l
Somando as Eqs. S-27 e 5-29 (00 eliminando Tpor substitl.lição), obtemos
M-m Solução Vamos considerar este exemplo do ponto de vista de Ulll ob-
a= M + 111 g. (5-30) servador em um referenci<ll (inercial) fixo em relação à Terra. Façamo>
esse observador aplicar a segunda lei de Newton à aceleração do pass;l-
Substituindo este resultado em S-27 ou S-29 e calculando T, vem geiro. A Fig. S-30{J-e mostra o diagrama de corpo isolado para o passa·
geiro. considerado como uma partícula (algumJ partícula'). para as di-
2mM versas acelerações do elevador.
T=--g. (S-31) Apesar da aceleração do elevador. a TelTJ puxa o passageiro para bai-
M+m
xo com uma força de intensidade mg, onde g '" 9,80 m/s' é a aceleração
A Eq. 5-31 pode ser reescrita nas formas equivalel)tes em queda livre no referencial inercial da Terra. A balança empurrll ü pllS-
sageiro para cima com uma força nonnal. cuja intensidade N é lidil na escala
M+M m+m da balança. O peso que o passageiro. sob aceleração. julga ter é () que ele
T= mg e T=--Mg. (5-32) lê na balança. Este valor, frequentemente. é chamado de peso i1f1wenrc. (\
M+m M+m
termo peso (ou pe.\'O real) sendo reservado para a grandeza mg.
A primeira equação moslra que T> mg e a segunda mC\stra que T < Mg. Pela segunda lei de Newton. temos
Isto é, a lensão T tem um valor inlermediário entre os JJl'!sos dos dois cor-
JXls. conforme acabamos de ver. E mais, se M '" m. as Eqs. 5-30 e S-31 N-mg=ma,
eslabelecem a = O e T = mg = Mg. como era de se espetar. Ou seja. se os
blocos têm a mesma massa. a aceleraçâo deles é zero (os blocos permane- 0"
cem parados) e a tensão e Igual ao peso de cada bloco. (Note que ela fldo
é o dobro do peso de cada bloco.) N = m(g + a). (5-34)
Substituindo os dados fornecidos. temos

a. Se o elevador permanecer em repouso ou se movimentar com veloci-


M-m 2.8kg-L3kg 98 2
dade constante, qual a leitura na balança? (Veja Fig. 5-3011.)
m g=28kg+13k
a=-M+ . • g (. m/s)
= 3,6 m/s2 (Resposta) Solução Nesse caso, (/ = O, entâo.
, N = m{g + a) = (72,2kg)(9.80m/s 2 + G}
2Mm (2)(2.8 kg) (1.3 kg) (9.8 m/~~ = 708 N. (Resposta)
T=--g=
M+ m 2.8 kg + 1.3 kg )
b. Qual a leitura na balança. ~e o elevador tiver uma aceleração de 3.20
= 17N. <Resposta) mls' para cima" (Veja Fig. 5-3Gb.)

Podemos mostrar _que o peso de :ada bloco é IJ N ("', mg) e 27 N ('"


Mg). Logo, a tensao ('" 17 N) esla realmente entre eSle s dois valores. *Idem pág. 93.
FORÇA E MOVIMENTO· I 97

y y y , y

m
a~O
m
r m m
,i
i
N=O

Jm

•(a =-g)
Leitura do peso ou
mg mg mg mg mg •
peso aparente
,.) (h) ,C) (d) 'e)
Fig. 5·30 Exemplo 5-12. Um passageiro de massa In está dentro de um elevador, sobre uma balança que indica seu peso aparente. (a) O diagrama
de corpo isolado, quando a aceleração do e1evadoré nula. (b) Para a '" +3,20 m/s', (e) Para a = - 3.20 m/si. (d) Para a '" - g '" - 9,80 m/s'. (e) Para
a = -12,0 m/s 2 ,

Solução Uma aceleração para cima significa que o elevador está aumen- Solução Nesse caso, o passageiro e a balança estão em queda livre,
tando a velocidade para cima ou diminuindo-a para baixo. Em qualquer com a == -g. Da Eq. 5-34, temos
caso, a Eq. 5~34 fornece
N = m(g + a) = m(g - g) = O. (Resposta)
N = m(g + a) = (72,2 kg)(9,80 m/s~ + 3,20 m/s~)
Logo, em queda livre, a leitura da balança indica zero. e o passageiro.
= 939 N. (Resposta) em seu referencial acelerado. conclui que não tem peso. Esta é a mesma
sensação de perda de peso que os astronautas experimentam na órbita
da Terra. Em ambos os casos (passageiro do elevador ou astronallla). o
o passageiro pressiona a balança para baixo com uma força maior do sentimento de perda de peso resulta mIv porque a força gravitacional
que a n:ercida no repouso. Ele pode concluir - pela Ieitllra da balança tenha deixado de alUar - pois ela não deixa - mas porque o veículo
-que ganhou 231 N! (elevador ou cápsula espacial) e seus ocupantes estão, ambos, em que-
da livre com a mesma aceleração.
c. Qual a leilUra na balança. se o elevador tiver uma aceleração de 3,20
m1s~ para baixo? (Veja Fig. 5-JOc.) e, O que aconteceria se o elevador fosse pu;.;ado (para baixo) com
uma aceleração de -12,0 m/s'? (Veja Fig. 5-30e.)
Solução Uma aceleração para baixo significa que o elevador está au-
mentando a velocidade para baixo ou diminuindo-a para cima. A Eq. 5- Solução Essa é uma aceleração maior do que a aceleração da gravida-
34 fornece de. Da Eq. 5-34, vem

N = m(g + a) = (72,2 kg)(9,80 m/s2 - 3,W m/5 2 ) N = m(g + a) = (72.2 kg)(9.BO m/5 2 - 12.0 m/52)
= 477 N. (Resposta) = - 159 N. (Resposta)
Se a balança estivesse fixada no chão do elevador e os pés do passagei-
o passageiro pressiona a balança para baixo com menos força do ro presos a ela, a leitura apresentada seria negativa, ou seja, - 159 N. Se
que a e;.;ercida com o elevador em repouso. Ele parece ter perdido o passageiro soltasse seus pés. ele subiria dentro do elevador até sua
231 N. cabeça locar o teto e empurrá-lo com uma força de 159 N. Observando
a partir de um referencial inercial, o passageiro poderia cair em queda
d. Qual a leitura da balança, se o cabo romper e o elevador cair em que- livre até sua cabeça tocar o telo.
da livre? (Veja Fig. 5-3Od.)

RESUMO

Mectinica raçâo com outros objetos. A mecânica é o estudo das relações enlre
A velocidade de uma partícula ou de um corpo representado por uma aceleraçôes e forças. Nesse estudo procuramos descobrir as leis de ror·
p<lrtícula varia - isto é, a partícula acelera - porque há uma ou mais ça, com as quais podemos calcular as forças que atuam sobre um corpo,
forças aluando sobre ela - empurrando ou puxando - devido à inte- a partir das propriedades deste corpo e do meio no qual se situa.
98 MECÂNICA

Força o diagrama de corpo isolado é útil na resolução de problemas uti·


As intensidudes dus forç'üs são definidus em termos (Ju uceleruçüo for- lizando a segunda lei de Newton: ê um diagrama detalhado no qual so-
necidu uo quilogruma-padrão. Uma fúrça que imprirrlJ urna aceleração mente um corpo é considerado. Este corpo é representado por um pon-
de I m/s: u um corpo-pudrão é definidu como umu força de módulo iguul to, As forças externas sobre o corpo são representadas como vetores e
J I N. A forçu te"m o mesmo sen!ido da acelernção. A~ forças são, expe- um sistema de coordenadas é estabelecido, orient<ldo de forma a sim-
rimentalmente, considerJdus como gmndews vetorWis. de forma que plificar a solução.
sobre elas operamos de aL'ordo com JS regras d1r úlgebra vetorial, A for-
ça resultante em um çorpo é a som,l vetori,ll de tód"s "s forç"s que atu- Algumas Forças Espec(ficas
am naquele corpo. O peso P de um corpo é" força que atua sobre o corpo devido à intera-
ção destel:orpo com o corpo astronômico mais próximo:
Massa
A massa 111 de um corpo é a çJracteríslica que relJcilllla J SUJ acelera- P= mg, (5-8)
çüo com a força (ou força result,mte) que causa essa ,,(:eleração. A mas-
sa é uma grandeza escJlar. onde g é o vetor aceleração da gravidade. Geralmente. esse corpo astro-
nômico é a Teml.
Primeira Lei de Newton A força normal N é a força exercida sobre um corpo pela superfície
Se a força resultante sohre um corpo é nula, ele dev': permanecer em contra a quul ele é pressionado. A força normal é sempre perpendicular
repouso ou em movimento retilíneo com velocidad~ constante, con- a esta superfície.
forme estejJ em repouso ou em movimento. resl?ectivllmente. Para este A força de atrito r é a força exercida sobre um corpo. quando este
corpo, há um sistema de referênda chamado de referencial inercial, aeshza ou tenra aeslrzar sôbre uma supedkie. A torça e panih~la à w-
no qual sua acelerução a vem a ser 7,erO. Medidas d~ a, em relação a perfície e se opõe ao movimento do corpo. Uma superfície sem atrito
outros referenciais não-inen:iais, indicarão uma for.;a inexistente so- é aquela na qual <l forçu de atrito é desprezível.
bre o corpo. A tensão (ou tração) T é a força exercida por uma corda esticada
sobre um corpo, no ponto de conexão, A força é direcionada para fora
Segunda ui de Newton do corpo, ao longo da corda. Para cordas sem massa (sua massa é des~
A forçn resuhante IF sobre um corpo de massa In est9 relacionada com prezfvel) a tensão. em ambas as extremidades da corda, tem <l mesma
a sua aceleração a por magnitude T, mesmo que a corda passe ao redor de uma polia sem
massa e sem atrito (sua massa é desprezível e o atrito em seu eixo é
IF=ma, (5-1) desconsiderado).

que pode ser escrita em suus componentes escalares: Terceira ui de Newton


Se o corpo A exerce uma forç<l F",. sobre o corpo R então B deve exer-
cer uma força F", sobre o corpo A, As forças têm o mesmo módulo e
L F, = mil" L F. = ma,. l' I F, = ma, (5-2)
sentidos contrários:
Em unid1rdes SI, u segundu lei indicu que F AB = -FBA • (5-12)
1 N = Il:.g·m/s2. (5-3)
Essas forças atuam em corpos diferente,I'.

QUESTIONÁRIO

l. Se você estiver em pé, voltudo para a frente, dentro de um ônibus ou


metrô em movimento. por que uma rápida desaceleraçãO faz você tombur
panl a frente e uma nipida aceleração joga você par<l trás'? Porque, se fic"r
voltado paru u luterJI do únibus ou metrô, você tem um nlelhorequilíbrio?

2, Usando a primeira lei de Newton. explique o que ac(llltece a uma cri-


ança, sentada no bunco dianteiro de um carro, sem usar o cinto de segu-
rança, quando o motorista pisa no freio, de repente. A~l invés disso, su-
ponha que a criança est<Í no colo de um adulto que não faz uso do cinto
de segurança; se o cano parar de repente. a criança ficl! segura nos bra-
ços do adulto ou. na realidade, corre mais perigo? O qlre acontece com
umu pessoa que viaja na carroceria de um caminhão, se o veículo parar
repentinamente?

3, Um bloco de massu m está preso ao teto por um cordão C, e um outro


cordão Destá preso ao fundodo bloco (Fig, 5-31). Explique: se for dado
um rápido puxão em D ele arrebentará; mus se uume(ltarmos a tração
em O progressivamente, C "rrebentará.

4, Se duas forçus atuam num corpo em movimento, há alguma maneira


do corpo se mover com (a) velocidade escalar constante ou (b) com ve-
locidade constante" De alguma forma a velocidade poJeriu ser zero (c)
por um instante ou (d) continu<lmente?

5, O munuai uo propr'wtár'lo (te um ileterm'rnado carro -,ugere que o ón-


10 de segurunç,l devc ,er ajuswdo "para prender conforwvefmente" e que Fig. 5-31 Questão 3,
FORÇA E MOVIMENTO - I 99

o apoio de cabeça do banco dianteiro não deve apoiar confortavelmen- caso Umadela~. entretanto. tem um núcleode chumbo. Descreva as várias
te a parte de trás do pescoço, ele deve ser ajustado de fonna que "o alto maneiras de distingui-las.
do encosto fique na altura de suas orelhas". Explique o bom senso des-
sas instruções em função das leis de Newton. 17. Você é um astronauta na sala de estar de uma estação espacial em
órbita e remove a tampa de uma jarra fina e comprida que contém uma
6. Um francês, ao preencher um fonnulário, escreve '78 kg" na lacuna mar- única azeitona. Descreva diversas maneiras de remover a azeitona da
cada Poids (peso), Entretanto, peso é uma forçae quilograma é uma unida- jarra - sempre tirando proveito da massa da jarra ou da azeitona.
de de massa. O que o francês (entre outros) tem em mente, quaIXio usa uma
unidade de massa para infonnar o seu peso? Por que ele não informa o seu 18. Uma força horizontal é aplicada a um corpo que pode se mover livre-
peso em newtons? Quantos newtorls o francês pesa?Quancas libras? mente. Tal força consegue acelerar o cOfllO. se for menor do que o seu peso?

7. Qual a sua massa em slugs? Qual o seu peso em newtons? 19. Porque a aceleração de um objeto em queda livre não depende do seu
peso?
8. Usando a força, o comprimento e o tempo como grandezas funda-
mentais, determine as dimensões da massa. 20. Qual a relação - se houver - entre a força aplicada a um objeto e
o sentido no qual ele se move?
,. Um cavalo é obrigado a puxar uma carroça. Ele refuga e invoca, em
sua defesa, a terceira lei de Newton: a força do cavalo sobre a carroça é 21. Um pássaro pousa num fio telegráfico esticado. Isto muda o teosio-
igual e de senlido contrário à força da carroça sobre o cavalo. "Se eu namento no fio? Se mudar. esta variação é menor, igualou maior do
não posso exercer sobre a carroça uma força maior do que a que ela que o peso do pássaro?
exerce sobre mim, como posso colocar a carroça em movimento?"-
pergunta o cavalo. Como você responderia? 22. Em novembro de 1984. os astronautas Joe Allen e DaJe Gardner
resgataram. no espaço. o satélite de comunicação Westar-6 e o coloca-
10. Comentar se os seguintes pares de força são exemplos de ação e rea- ram no compartimento de carga do ônibus espacial Disem'ery; veja Fig.
ção: (a) A Terra atrai um tijolo: o tijolo atrai a Terra. (b) A turbina de um 5-33. Ao descrever a experiência sobre o satélite, Joe AlIen falou: "Ele
avião empurra o ar em direção à cauda; o arempurra o avião para a frente. não é pesado: é massivo:' O que ele quis dizer?
(c) Um cavalo puxa uma carroça para frente. movimentando-a; a carroça
puxa o cavalo para trás. (d) Um cavalo puxa uma carroça para frente, sem
movimentá-la; a carroça puxa o cavalo para trás. (e) Um cavalo puxa uma
carroça para a frente. sem movimentá-Ia: a Terra exerce uma força igual e
de sentido oposto sobre a carroça, (f) A Terra puxa acarroça para baixo; o
chão empurra a carroça para cima com a mesma força e sentido oposto.

11. Comente. de acordo com as afinnalivas abaixo sobre peso e massa.


extraídas de provas. (a) Massa e peso são as mesmas quantidades físi-
cas expressas em diferentes unidades. (b) Massa é uma propriedade de
um único objeto. enquanto o peso resulta de uma interação de dois ob-
jetos. (c) o peso de um objeto é proporcional à sua massa. (d) A massa
de um corpo varia de acordo com mudanças em seu peso local.

12. Descreva várias maneiras pelas quais você poderia experimentar.


mesmo que rapidamente. a ausência de peso.

13. O braço mecânico de um ônibus espacial pode ser esticado até 12 m e


manipular um satélite de 2.200 kg. Contudo. no solo. este sistema mani-
pulador remoto (RMS) não suporta seu próprio peso. Porque o RMS seria
capaz de exercer qualquer força nas condições de ausência de peso em órbita?

14. Na Fig. 5-32 há quatro forças de intensidade igual. Você pode fazer
com que três delas. atuando sobre um corpo. o mantenham em veloci-
dade constante? Fig. 5-33 Questão 22. Os astronautas Joe Allen e Dale Gardner.

'f---
C
23. Num cabo-de-guerra. três homens puxam uma corda no ponto A para
a esquerda. e três homens puxam no ponto B para a direita. com a mes-
ma força. Nessa situação, um peso de 2 kg é pendurado no centro da
corda. (a) Os homens conseguem manter a cordaAB na horizontal'! (b)
Se negativo. explique. Se positivo, determine as intensidades das for-
Fig. 5-32 Questão 14.
ças em A e B necessárias pam isso.

15. Um elevador é suportado por um único cabo. Não existe contrape- 24. A seguinte afirmação é verdadeira; explique-a. Duas equipes dispu-
so. O elevador transporta passageiros do térreo ao nível superior. onde tam um cabo-de-guerra; a equipe que empurra com mais força (horizon-
esses passageiros desembarcam, dando lugar a novos passageiros. que talmente) contra o solo é a vencedora,
são levados ao lérreo. Em que momento. dessa viagem de ida e volla, a
tensão no cabo é igual ao peso do elevador mais o dos passageiros? 25. Uma corda sem massa está suspensa por uma polia sem atrito. Um
Quando ela é maior? Quando é menor? macaco está pendurado numa das extremidades da corda e, na outra, um
espelho, com o mesmo peso. na mesma altura do macaco. Este se afasta
16. Você está na plataforma do ônibus espacial Discol'ery, num vôo or- da sua imagem no espelho (a) subindo pela corda. (b) descendo pela
bital. e alguém lhe passa duas bolas de madeira aparentemente idênti- corda ou (c) se soltando da corda?
100 MECÂNICA

26. Você está de pé em cima da plataforma de uma balança de mola e


observa o seu peso. Quando dá um passo sobre esta balança, obser-
va que seu peso é menor no início do passo e maior no final. Expli-
que.

27. Poderíamos nos pesar numa balança cuja leitura máxima fosse me-
nor que o nosso peso? Em caso afirmativo, como"

28. Um peso está suspenso por um cordão no alto do teto de um eleva-


dor. Ordene as seguintes situações, de 11cordo com as tensões produzi-
das no cordão, listando primeiro a maior: (a) elevador em repouso; (b)
elevador subindo com velocidade conslante; (c) elevador descendo com
desaceleração; (d) elevador descendo acelerado.

29. Uma mulher eSlá em pé sobre uma balança de mola, dentro de um


elevador. Ordene as situações de acordo com a leilUra da escala da ba-
lança,listando primeiro a de maior leitura: (a) elevador parado; (b) rom- Fig. 5·34 Questão 31.
pimento do cabo do elevador (queda livre); (c) elevador acelerando para
cima; (d) elevador acelerando para baiw; (e) elevador se movendo em
velocidade constante. com vinho, conforme mostrado na Fig. 5-34. Um homem desfere, so-
bre o cabo de vassoura. um rápido e violento golpe com um sólido bas-
30. Sob que condiçôes diferenles massas podem ficar suspensas numa tão. O cabo de vassoura quebra e cai ao chão. mas as taças de vinho
polia, sem fazê-la se mover. permanecem no mesmo lugar e nenhum vinho é derramado. Esta im-
pressionante demonstração pública tomou-se popular no final do últi-
31. Em cada extremidade do cabo de uma vassoura foi colocada uma mo século. Qual a física que está por trás disso? (Se quiser tentar. prati-
agulha e a ponta de cada uma foi apoiada na borda de duas finas taças que primeiro com latas de refrigerante vazias.)

EXERCíCIOS E PROBLEMAS

Seção 5·3 Força Determine a segunda força para os seguintes valores da componente G,
da aceleração da caixa: (a) IOm/s~, (b) 20mls~, (ç) O,(d) -lOm/s'
1ft. Se o corpo padrão de I kg tem uma aceleração de 2,00 mls~. fazen- ele) -20 mls'.
do um ângulo de 2Ü" com o semi-eixo positivo x, então, (a) quais são as
componentes ~t e y da força resultante sobre o corpo e (b) qual a força 7Í: Na caixa de 2,0 kg, da Fig. 5-36, são aplicadas duas forças, mas
resultalJle, em notação de vetores unitários" somente uma é mostrada. A aceleração da caixa também é mostrada na
figura. Determine a segunda força (a) em notação de vetores unitários e
2E. Se o corpo padrão de I kg é acelerado por FI = (3,0 N) i + (4,0 N) j (b) em módulo e sentido.
e F, = (- 2,0 N) i + (-6,0 N) J, então, (a) qual a força resultante, em
notãção de vetores unilários, e qual o módulo e o sentido (b) da força
resultante e (c) da aceleração? ,
3P, Suponha que o corpo padrão de I kg é acelerado a 4.00 mls'. fazen-
do um ângulo de 16Ü" com o semi-eiw positivo x. devido a duas forças.
sendo uma delas FI = (2,50 N) i + (4.60 N) j. Qual é a outra força em (a)
notação de vetores unitários e (b) módulo e semido?
,'+ F, = lO.O N

Seção 5·5 Segunda Lei de Newton

4E. Duas forças são aplicadas sobre uma partícula que se move conti-
a=12m/s~
nuamente com velocidade v = (3 m/s) i - (4 mls) j. Uma das forças é F,
= (2 N) i + (-6 N) j. Qual é a oulra força?

8EI Três forças são aplicadas sobre uma partícula que se move com Fig. 5·36 Exercício 7.
velocidade constanle v = (2 mls) i - (7 mls)j. Duas das forças são F, =
(2 N)i + (3 N)j + (-2 N) k e F, = (-5 N)i +(8 N )j + (-2 N) k. Qual
é a terceira força? SE. Cinco forças são aplicadas sobre uma caixa de 4.0 kg, conforme a
Fig. 5-37. Determine a aceleração da caixa (a) em notação de vetores
6E. Na caixa de 2.0 kg. da Fig. 5-35. são aplicadas duas forças. mas unitários e (b) em módulo e sentido.
somente uma é mostrada. A caixa se move exatamente sobre o eixo x.
"
9j'~ Três astronautas,
movidos por mochilas jato-propulsadas. guiam um
asteróide de 120 kg empurrando-o pura uma doca de proçe.'samento.
aplicando as forças mostradas na Fig. 5-38. Qual é a aceleração do aste·
róide (a) em notação de vetores unitários e (b) em módulo e sentido?

10P. A Fig. 5-39 é uma vista de cima de um pneu de 12 kg puxado por


Fig. 5·35 Exercício 6. três cordas. Uma força está indicada (F" com módulo de 50 N). Oriente
FORÇA E MOVIMENTO -I 101

, @. Um pingüim com 15,0 kg de massa está sobre uma balança de


banheiro (Fig. 5-40). Qual (a) o peso P do pingüim e (b) a força nannal
I4N N sobre o pingüim? (c) Qual a leilllra da balança, supondo que ela está
5,ON
calibrada em unidades de peso?

I7N
Fig. 5-40 Exercício 15.
Fig. 5·37 Exercício 8.

, 16E. Um m6bile grosseiro pende de um teto com duas peças metálicas


presas por uma corda de massa desprezível, conforme a Fig. 5-41. São
dadas as massas das peças. Qual a tensâo (a) na corda inferior e (b) na
corda superior?

3,.... kg
Fig. 5-38 Problema 9.

as outras duas forças, F, e F,. de fanna que o módulo da aceleração re-


sultante seja o menor, e delcrmine o módulo se (a) F, '" 30 N, F, = 20 N;
(b) F, '" 30 N, F, '" 10 N: e (el F, = F, = 30 N.
4,!>kg

Fig. 5-41 Exercício J 6.

Im. A Flg. 5-42 mostra um móbile de tr~s peças. preso por uma corda
de massa desprezíveL São dadas as massas das peças superior e inferi-
or. A tensão no topo da corda é 199 N. Qual a tensão (a) no pedaço In-
ferior da corda e (b) no trecho médio da corda?
Fig. 5-39 Problema J O.

Seção 5-6 Algumas Forças Específicas

(tE. Quais são a massa e o peso de (a) um trenó de 630 kg e (b) de uma
bomba lérrníca de 42 [ kg?

IU:.Quais sãoo peso em newtons ea massaero quilogramas de (a) um


saco de açúcar de 2,25 kg, (b) um jogador de 108 kg e (e) um automó-
vel de r,8 toa?

6it. Um astronauta com 75 kg de massa deixa a Terra. Calcule seu


pe~o (a) na Terra. (b) em Marte, onde g '" 3,8 m/s 2, e (c) no espaço in-
terplanetário. onde g = O. (d) Qual a sua massa em cada um desses
locais?

14E. Uma determinada partícula tem um peso de 22 N num ponto onde


g == 9.8 m/s'. (a) Quais são o peso e a massa da partícula. se ela for para
um ponto do espaço onde g == 4,9 m/s'? (b) Quais são o peso e a massa
da partícula, se ela for deslocada para um ponto do espaço onde a ace-
leraçào de queda livre seja nula? Fig. 5·42 Exercício 17.
102 MECÂNICA

18E. (a) Um salame de 11.0 kgestá preso por uma corda a uma balança sobre o míssil for 2,3 s, de quanto o míssil será deslocado de sua traje-
de mola. que está presa ao teto por outra corda (Fig. 5-43a). Qual a lei- tória se tiver (a) uma ogiva de 280 kg e (b) um chamariz de 2,1 kg? (Esses
tura na balança? (b) Na Fig. 5-43b, o salame está suspenso por uma corda deslocamentos podem ser medidos pela observação do feixe refletido.)
que passa por uma roldana e se prende a uma balança de mola que, por
sua vez, está presa à parede por outra corda. Qual a leitura na balança?
(c) Na Fig. 5-43c. a parede foi substituída por um outro salame de 11,0
kg, à esquerda, e o conjunto ficou equilibrado. Qual a leitura na balança
agora?

Balança de
mola

Fig. 5-44 Exercício 24.

'" @Numjogodecabo-de-guerramodificado,duaspessoaspuxamem
sentidos opostos. não uma corda, mas um trenó de 25 kg parado numa
estrada congelada. Se as pessoas exercerem forças de 90 N e 92 N, qual
será o módulo da aceleração do trenó?

26E. Uma motocicleta de 202 kg alcança 90 km/h em 6,0 s, a partir do


repouso. (a) Qual o módulo da sua aceleração? (b) Qual o módulo da
força resultante sobre ela (suposta constante)?
,.,
11 kg
m. Com base na Fig. 5·20, suponha que as duas massas sãomo: 2.0 kg
e M o: 4,0 kg. (a) Descubra, sem qualquer cálculo. qual delas deve estar
'eI suspensa para o módulo da aceleração ser máximo. Quais são (b) o mó-
dulo e (c) a tensão na corda?
Fig. 5-43 Exercício 18.
28E. Veja a Fig. 5-27. Vamos considerar a massa do bloco igual a 85
kg e o ãngulo (}o: 30". Detennine (a) a tensão na corda e (b) a força nonnal
~ão 5-8 Aplicação das Leis de Newton aplicada sobre o bloco. (c) Determine o módulo da aceleração do bloco,
se a corda for cortada.
~~. Quando um avião está em vôo nivelado, seu peso é equilibrado
~. Um avião ajalO. parado numa pista. inicia a decolagem acelerando
por··uma "sustentação" vertical, que é uma força exercida pelo ar. Com
a 2.3 m/s 1. Ele tem duas turbinas, que exercem uma força (de empuxo)
que intensidade esta força atua sobre oavião nessa condição. se sua massa
de 1,4 x I(}' N. cada uma, sobre o avião. Qual o peso do avião?
é 1.20 x 10" kg?
3OE. O "iate solar" Sunjamming é um veículo espacial com uma grande
20E. Qual a intensidade da força resultante aplicada a um automóvel de
vela, que é impulsionado pela luz do Sol. Embora esta propulsão seja
1.7 ton, com aceleração de 3,6 m/s'?
muito pequena nas atuais circunstâncias, é suficientemente grande para
afastar o veículo espacial do Sol a custo zero. Suponha que essa
~. Um foguete experimental pode partir do repouso e alcançar a espaçonave tenha 9úO kg de massa e receba uma força de 20 N. (a) Qual
velocidade de 1.600 km/h em 1.8 s, com aceleração constante. Qual o módulo da aceleração resultante? Se o veículo parte do repouso, (b)
a intensidade da força média necessária, se a massa do veículo é 500 qual a distância que ele viaja em I dia e (c) qual será a sua velocidade?
kg?
lHE. A tensão na qual uma linha de pesca arrebenta é, geralmente, cha-
221':. Um carro se movendo a 53 km/h bate num pilarde uma ponte. Um mada de "resistência" da linha. Qual a resistência mínima necessária para
passageiro é lançado a uma distãncia de 65 cm para a frente (em relação uma linha que pára, num espaço de 11,0 cm, um salmão de 8,5 kg, se o
à estrada), enquanto sua vida é salva por uma bolsa inflável de ar. Qual peixe está nadando com uma velocidade de 2,8 m/s? Admita uma desa-
a intensidade da força (suposta constante) aplicada à parte superior do celeração constante.
tronco do passageiro. que tem 41 kg de massa?
321':. Um elétron percorre uma trajetória retilínea de exatamente 1,5 cm,
(DE. Se um nêutron livre é capturado por um núcleo. ele pode ser para- entre o "catodo" e o "anO<lo" de uma "válvula eletrônica". Ele parte com
do no inlerior do núcleo por uma força forte. Esta força, que mantém o velocidade igual a zero e alcança o anodo com velocidade de 6,0 X 106
núcleo coeso, é nula fora do núcleo. Suponha que um nêutron livre com m/s. (a) Admita que a aceleração é constante e calcule o módulo da for-
velocidade inicial de 1,4 x 10' m/s acaba de ser capturado por um nú- ça sobre o elétron. (A força é elétrica. mas este dado não é necessário.)
cleo com diâmetro do: 1.0 x lO-I' m. Admitindo que a força sobre o A massa do elétron é 9,11 x 10-·" kg. (b) Calcule o peso do elétron.
nêutron é constante, determine a sua intensidade. A massa do nêutron é
1,67 x 10- 2 ' kg. 33E. Um elétron é lançado horizontalmente com velocidade de 1,2 x
10' mls no interior de um campo elétrico. que e"erce sobre ele uma for-
24E. O feixe de luz do canhão laser de um satélite atinge um míssil ça vertical constante de 4,5 x 10- L6 N. A massa do elétron é 9, I I x 10-·"
balístico. acidentalmente lançado (Fig. 5-44). O feixe exerce uma força kg. Determine a distância vertical de deflexão do elétron, no intervalo
de 2,5 x lO-l N sobre o míssiL Se o "tempo de incidência" do feixe de tempo em que ele percorre 30 mm. horizontalmente.
FORÇA E MOVIMENTO - I 103

34E. Um carro que pesa 1.30 x 10' N está se movendo, inicialmente, força horizontal de 125 N que se opõe ao movimento. Calcule a acelera-
com uma velocidade de 40 km/h, quando os freios são aplicados e ele ção do caixote (a) ~e ~ua massa for 310 kg e (b) se seu peso for 310 N.
pára após 15 m. Supondo que o carro é parado por uma força constante.
determine (a) a magnitude desta força e (b) o tempo necessário para 42P. Você puxa um pequeno refrigerador com lima força constante F
mudar a velocidade. Se, por outro lado, a velocidade inicial dobrar e o através de um chão lubrificado (sem atrito). com F horizontal (caso I)
carro for submetido à mesma força durante a parada, qual (c) a distân- ou com F inclinada para cimu com um ângulo 9(caso 2). (a) Qual a razão
cia de frenagem e (d) a variação do tempo de parada? (Isto poderá ser- entre a velocidade do refrigerador. no caso 2. e suu velocidade no caso
vir como lição acerca do perigo de se dirigir em alias velocidades.) I. se ele for puxudo por um certo fempo T.' (v) Qual é esla razão, se for
puxado por uma certa distância d?
Q. Calcule a aceleração inicial de subida de um foguete com I J x 10'
kg de massa, se a força inicial de subida, produzida pelos :;cus motores (o 43P. U'l] latu lI<; 12 Io.g <':lIfTt'.pllr uivt'nimentll, plIr cima de um grande
empuxo), é 2,6 X 10-' N. O peso do foguete não deve serdesprerudo. l<.lgo gelado de superffcie plana. sem atrito, com velocidade inicial de
5,0 m/s. no sentido positivo do eixo.r. Con~idere ~ua posição inicial sobre
36E. Um foguete e suaearga têm uma massa total de 5,0 x 10' kg. Qual o gelo como sendo a origem. Ele escofTega sobre o gelo. enquanto é
a magnitude da força produzida pelo motor (o empuxo) quando (a) o empurrado por um vento de forçu iguul a 17 N, no sentido positivo do
foguete está "planando" sobre a plataforma de lançamento, logo após a eixo y. Usando a notação de vetores unitários, quais silo (a) seu vetor
ignição, e (b) o foguete está acelerando para cima a 20 m/s") velocidade e Ib) seu vetor posição, depois de ter deslizudo por 3,0 s7
37P. Um bombeiro de 72 kg desliza num poste vertical. diretamente para 44P. Um elevudor e sua carga, juntos, têm massa de 1.600 kg. Determine
baixo. com uma aceleração de 3 m/s'. Quais são os módulos e sentidos a tensão no cabo de sustentação. quando o elevudor, inicialmente descen-
das forças verticais (a) exercidas pelo poste sobre o bombeiro e (b) exer- do a 12 n1/s, é parado numa distância de 42 m com acelemçiio constante.
cidas pelo bombeiro sobre o poste?
~,'um objeto está pendurado numa balança de mola presa ao teto de
38P. Uma esfera de massa 3,0 x 10-' kg está suspensa por uma corda. um elevador. A balança marca 65 N, quando o elevador ainda está para-
Uma brisa horizontal constante empurra a esfera de maneira que ela faça do. (a) Qual a indicação na balança, quando o elev<.ldor está subindo com
11m ângulo de 37"eom a vertical de repouso da mesma. Determine (u) u uma velocidade constante de 7.6 m/s'! (b) Qual u indicação na balança.
intensidade da força aplicada e (b) a tensão na corda. quando o elevador, subindo com uma velocidade de 7,6 m/s. é desace-
lerado à razão de 2,4 m/s'"
\J"iIP. Uma moça de 40 kg e um trenó de 8,4 kg estão sobre a superfície
d"e um lago gelado. separados por 15 m. A moça aplica sobre o trenó
46P. Um motor a jato de r.400 kg é fixado à fuselugem de um uvião de
uma força horizontal de 5,2 N, puxando-o por uma corda. em sua dire-
passageiros por apenas três parafuso~ (e~ta é a prática usual). Suponha que
ção. (a) Qual a aceleração do trenó? (b) Qual a acelerução da moça? (e)
cada parafuso suporte um terço da carga. (a) Calcule a força em cada pa-
A que distância. em relação à posição inicial da moça, eles se juntam.
rafuso, enquanto o avião espera na pistll pura decolar. (b) Durante o vôo,
supondo nulas as forças de atrito?
oavião enfrenta turbulência que, de repente, implica numa acelemçiio ver-
tical para cima de 2,6 m/Si. Calcule u fon;u em cadu parafuso. lJesla con-
4OP. Dois blocos estãoem contato sobre uma mesa sem atrito. Uma força
dição.
horizontal é aplicada a um dos blocos, como mostrado na Fig. 5-45. (a)
Se m l = 2,3 kg, m, = 1,2 kg e F = 3.2 N, detemline a força de cOnlato
47P. Na Fig. 5-47, um helicóptero de 15.000 kg está levantando um cu-
entre os dois blocos. (b) Mostre que. se a mesma força F for uplicada a
minhãode 4.500 kg. com uma aceleração para cima de 1,4 m/se. Catcu·
1/11 ' ao invés de ml' a força de contato entre os dois blocos é 2, I N, que
le (a) a força que o ar exerce nas pás das hélices e (b) a tensâo na parte
não é o mesmo valor obtido em (a). Explique a diferença.
superior do cabo.

Fig. 5-45 Problema 40.

41P. Um trabalhador arrasta um caixote pelo châo de uma fáblÍca, puxan-


do-o por uma corda (Fig. 5-46). Ele exerce sobre a corda. que faz um ân-
gulo de 38" com a horizontal, uma força de 450 N, e o chão exerce uma

Fig. 5-47 Problema 47.

48P~ Um homem de 80 kg pula paru um pátio, da beiruda de uma janelu


, que está a apenas 0,50 mucima do solo. Ele esqueceu de dobrar seus joe-
lhos, quando aterrissou. e o seu movimento cessou numa distância de 2.0
Fig. 5·46 Problema 41. cm. (a) Qual a acelera~'iio média do homem, entre o primeiro ilNante cm
104 MECÂNICA

que seus pés tocaram o chão, ao instante em que ficou completamente liar o lançamento do jato? Admita que a catapuha e a turbina do avião
parado? (b) Qual a força que o pulo transmitiu à sua estrutura óssea? ex:erçam, individualmente, uma força constante nos 90 m de pista.

49P. Três blocos são conectados, como na Fig. 5-48, sobre uma mesa 55P. Imagine um módulo de aterrissagem se apro)(imando da superfí-
horiwntal, sem atrito. e pux:ados para a direita com uma força T, '" 65,0 cie de Callisto. uma das luas de Júpiter. Se o motor fumece uma força
N. Se In, '" l2,Okg. m~ '" 24,0 kge In, '" 31,0 kg, calcule (a) a aceleração para cima (empuxo) de 3.260 N, o módulo desce com velocidade cons-
do sistema e (b) as tensôes T, e TJ . tante; se o motor fornece apenas 2.200 N. o módulo desce com uma
aceleração de 0.39 m/s'. (a) Qual o peso do módulo de aterrissagem nas
prox:imidades da superfície de Callisto? (b) Qual a massa do módulo?
(c) Qual a aceleração em queda livre. próx:ima à superfície de Callisto?

56P. Um artista de circo de 52 kg escorrega por uma corda, que arre-


bentará se a tensão ex:ceder425 N. (a) O que acontece se o artista ficar
Fig. 5-48 Problema 49. pendurado na corda? (b) Qual a intensidade da aceleração mínima per-
mitida ao artista para evitar o rompimento da corda?
50r. A Fig. 5-49 mostra quatro pingüins que estão sendo pux:ados pelo 57~. Uma corrente fonnada por cinco elos, com massa de 0,100 kg cada
tratador, de brincadeira. sobre uma superfície de gelo escorregadia (sem um, é levantada verticalmente com uma aceleração conslante de 2,50 m/Si,
atrito). São dadas as massas de três pingüins e a tensão em dois trechos
como mostrado na Fig. 5-51. Detennine (a) as forças que atuam entre elos
da corda. Detennine a massa que não foi dada. adjacentes. (b) a força F ex:ercida sobre o elo superior pela pessoa que
levanta a corrente e (c) a força resultante que acelera cada elo.
Tensão = TensãO = 222 N

Fig. 5-49 Problema 50.

51P. Um elevador pesando 2.800 kg é pux:ado para cima, por um cabo,


com uma aceleração de 1.2 m/s~ (a) Calcule a tensão no cabo. (b) Qual a
tensão no cabo, quando o elevador. ainda subindo. desacelera a 1,2 m/s'?
Fig. 5-51 Problema 57.
52P. Uma pessoa de 80 kg salta de pára-quedas e ex:perímenta uma ace-
leração, para baiw, de 2,5 m/s'. O pára-quedas tem 5.0 kg de massa. (a)
Qual a força ex:ercida, para cima, pelo ar sobre o pára-quedas? (b) Qual 58P. Um bloco de massam, '" 3,70 kgeslá sobre um plano com 30.0"de
a força exercida, para baixo, pela pessoa sobre o pára-quedas? inclinação. sem atrito, preso por uma corda que passa por uma polia. de
massa e atrito desprezíveis, e tem na outra extremidade um segundo bloco
53P. Um homem de 85 kg desce de uma altura de 10.0 m preso a uma de massa m, '" 2.30 kg, pendurado verticalmente (Fig. 5-52). Quais são
corda que passa por uma polia, sem atrito. e tem na outra extremidade (a) os módulos das acelerações de cada bloco e (b) o sentido da acelera-
um saco de areia de 65 kg. (a) Partindo do repouso, com que velocidade ção de m,'! (c) Qual a tensão na corda?
o homem chega ao solo? (b) Ele poderia fazer alguma coisa para redu-
zir a velocidade com que chega ao solo?

54P. Um novo jato naval americano de 26 ton (Fig. 5-50) necessita de


uma velocidade de vôo de 84 mls para decolar. Sua turbina desenvolve
uma força máx:ima de 10.800 kgf, que é insuficiente pam fazê-lo deco-
lar nos 90 m de pista disponíveis em um porta-aviões. Qual a força mí-
nima necessária (suposta constante) na catapulta que é usada para aux:i-

Fig. 5-52 Problema 58.

59P. Você precisa levar para o chão uma sucata de material de construção
de telhado que pesa 45 kg. utilizando uma corda que arrebentará se a ten-
são ex:ceder 39 kg. (a) Como você pode evitar o rompimento da corda
durante a descida? (b) Se a altura é 6 m e você não consegue evitar o rom-
pimento da corda. com que velocidade a sucata de material baterá no chão?

6OP. Um bloco é lançado para cima sobre um plano inclinado. sem atrito,
com velocidade inicial v". O ângulo de inclinação é 8. (a) Que distância
ao longo do plano ele alcança? (b) Quanto tempo leva para chegar até lá?
(c) Qual a sua velocidade. quando retoma e chega embaix:o? Calcule nu-
= =
mericamente as respostas para () 32,{l" e lk> 3,50 m/s.

61P. Uma lâmpada pende verticalmente de uma corda num elevador que
desce com uma desaceleração de 2,4 m/s J . (a) Se a tensão na corda é 89
N, qual a massa da lâmpada? (b) Qual a tensão na corda. quando o ele-
Fig. 5-50 Problema 54. vador sobe com lima aceleração para cima de 2,4 mls!')
FORÇA E MOVIMENTO' I 105

, 6l~. Um caixote de [00 kg é empurrado para cima com velocidade cons- sobre um cabo de sustentação. sào puxados por um segundo cabo. preso a
"triílte, sobre uma rampa com inclinação de 30,0" e de atrito desprezível. um suporte metálico. Qual a diferença na tensão enlre seções adjacentes
conforme mostrado na Fig. 5~53. (a) Qual a força horizontal F necessária? do cabo de tração. se os carros estão com a maior massa permitida e sendo
(b) Qual a força exercida pela rampa sobre o caixote? puxados para cima. a 35" de inclinação, com uma aceleração de 0,81 mls~?

65P. Uma sonda in/ereste/ar tem uma ma;;sa de 1,20 x 10" kg. e está
inicialmente em repouso em relação a um sistema estelar. (a) Qual a ace-
leraçào constante necessária para levar a sonda 11 velocidade de O.[OC
(onde c é a velocidade da luz). em relação àquele sistema estetar. em
3.0 dias? (Não é necessário considerar a teoria da relatividade de Eins-
tein.) (b) Qual é essa aceleração em unidades g? (c) Que força é neces-
sária para acelerar a sonda'! (d) Se os motores forem desligados, quan-
do O. [o.:. é alcançada. quanto tempo a sonda leva (do início ao fim) numa
jornada de 5.0 meses-luz (a distância que a luz viaja em 5,0 meses)?
Fig. 5·53 Problema 62.
66P. Um elevador. como o da Fig. 5-56, é formado por uma cabine (A)
de [.150 kg, um contrapeso (8) de 1.400 kg. um mecanismo de tração
63P. Um macaco de 10 kg sobe por uma corda de massa desprezível. que (e). um cabo e duas roldanas. Quando em operação, o mecanismo C
passa sobre o galho de uma árvore, sem atrito, e tem presa na outra extre- segura o cabo. tracionando-o ou parando seu movimento. Este processo
midade uma caixa de 15 kg, que está no solo (Fig, 5-54). (a) Qua[ o módu- implica que a tensão T, no cabo. de um lado de C. difere da tensão T~
lo da aceleração mínima que o macaco deve ter para levantar a caixa do no oll1ro lado. Suponha que as acelerações de subida de A e descida de
solo? Se, após levantar a caixa, o macaco parar de subir e ficar agarrado à 8 tenham módulo a '" 2.0 m/sê. Desprezando as roldanas e a massa do
corda, quais são (b) sua aceleração e (c) a tensão na corda? cabo, determine (a) T" (b) T, e (c) a força produzida no cabo por C.

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Fig. 5·56 Problema 66,

67P. Um bloco de 5.0 kg é puxado sobre uma superfície horizontal, sem


atrito. por uma corda que exerce uma força F= 12,0 N, fazendo um ân-
gulo &= 25JI" com a horiwntal, conforme a Fig. 5-57. (a) Qual a acele-
ração do bloco? (b) A força Fé lentamente aumenlada. Qual é esla for-
Fig. 5·54 Problema 63. ça no instante anlerior ao levantamento do bloco da superfície? (c) Qua[
a aceleração nesse mesmo instante?
64P. A Fig. 5-55 mostra uma seção de um teleférico. A maior massa per-
missível a cada carro com passageiros é 2.800 kg. Os carros, que correm

Cabo de sustentaçào
Cabo de tração

Fig. 5·57 Problema 67.

7.900 N

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~'--

Fig. 5·55 Problema 64. Fig. 5·58 Problema 68.


106 MECÂNICA

68P. No passado. cavalos puxavam barcas através de canais. confor- 72P. Um bloco de massaM é puxado por uma corda de massa m, sobre
me mostrado na Fig. 5-58. Suponha que o cavalo tracíone a corda com uma superfície horizontal, sem atrito, conforme mostrado na Fig. 5-60.
uma força de 7.900 N, fazendo um ângulo de 18" com a direção do mo- A força horizontal F é aplicada a uma das extremidades da corda. (a)
vimento da embarcação, que é paralela ao canal. A massa da mesma é Mostre que a corda deve fletir, mesmo que por uma fração impen:eptí-
9.500 kg e sua aceleração é O, J 2 m/s 1. Calcule a força da água sobre a vejo Então, supondo desprez:ível a flexão, determine (b) a aceleração da
barca. corda e do bloco. (c) a força que a corda aplica sobre o bloco e (d) a
tensão no ponto médio da corda.
69P, Uma determinada força causa uma aceleração de 12,0 m/s~ na massa
ml'e uma aceleração de 3,30 m/s 1 na massa m~. Que aceleração essa força
causaria num objeto com massa (a) m) - miou (b) m, + m l '!

70P)Um balão de massa M, com ar quente. está descendo verticalmente com


uma aceleração a para baixo (Fig. 5-59). Que quantidade de massa deve ser
atirada para fora do balão, para que ele suba com uma aceleração a (mesmo Fig. 5-60 Problema 72.
módulo e sentido oposto)? Suponha que a força de subida, devido ao ar, não
varie em função da massa (carga de eSlabilização) que ele perdeu.
·~13P, A Fig. 5-61 mostra um homem sentado numa plalaforma de traba-
lho. pendendo de uma corda de massa desprezível que passa por uma po~
lia, de massa e atrito nulos, e volta até às mãos do homem. A massa con-
jUnla do homem e da plataforma é 95,0 kg. (a) Com que força o homem
deve puxar a corda para que ele consiga subir com velocidade constante?
(b) Qual a força necessária para subir com a aceleração de 1.30 m/s'? (c)
Suponha. ao invés disso, que a corda à direita é segurada por uma pessoa
no chão. Repita os itens (a) e (h) para esta nova situação. (d) Qual a força
aplicada ao teto pela polia, em cada um dos quatro casos?

Fig, 5-59 Problema 70.

71P, Um foguete com massa de 3.000 kg é lançado do solo com um


ângulo de elevação de 60". O motor aplica ao foguete uma força de 6,0
X lO' N (empuxo) com um ângulo constante de 60" com a horizontal,
por 50 s, e depois desliga. Fazendo uma aproximação grosseira, ignore
a massa do combustível consumido e da força de resistência do ar. Cal-
cule (a) a altitude do foguete quando o motor pára e (b) a distância ho-
rizontal do ponto de lançamento ao eventual pOnlO de impacto com o
solo (supondo que estão no mesmo nível),
Fig. 5-61 Problema 73.

PROBLEMAS ADICIONAIS

74. Uma motocicleta e um mOlociclista de 60,0 kg estão subindo uma


rampa que faz 10" com a horizontal, com uma aceleração de 3.0 m/s'.
(a) Qual é o módulo da força resultante sobre o motociclista? (b) Qual o
módulo da força exercida pela motocicleta sobre o motociclista?

75, Um bloco pesando 3.0 N repousa numa supetfície hOriwnlal. Uma força
de 1,0 N, para cima, é aplicada ao bloco por mola fixaQa venicalmente.
Qual o módulo e senlido da força do bloco sobre a superfície horizontal?

76. Detenninada massa de \,0 kg está sobre uma superfície inclinada,


sem atrito, e ligada a uma outra massa de 2,0 kg. conforme mostrado na
Fig. 5-62. Desconsidere a massa e o atrito da polia. Uma força F = 6,0
N, para cima, é aplicada sobre a massa de 2,0 kg, que tem uma acelera- F
ção de 5.5 m/s 1 para baixo. (a) Qual a tensão na corda de conexão? (b)
Qual o ãngulo j3?
Fig, 5-62 Problema 76.
77, Sobre um objeto de 3,0 kg, que se move com aceleração de 3,0 m/SI
Msemido positiwNweiXD y. sãD aplicadas apenas .mas fDrças. Se uma
das forças tem módulo de 8,0 N e atua no sentido positivo de x, qual a 78, Um módulo espacial decola venicalmente da Lua. onde a acelera-
magnitude da outra? ção em queda livre é 1,6 mls'. Se o módulo tem uma aceleração para
FORÇA E MOVIMENTO -I 107

cima de 1,0 m/~l, enquanto decola, qual a força do módulo sobre um 81. Sobre lima certa massa de 3,0 kg, são aplicadas apenas duas forças.
astronauta que pesa 735 N na Terra? Uma de 9,0 N, aplicada no sentido leste, e a olllra de 8,0 N, aplicada a
62" noroeste. Qual o módulo da aceleração da massa?
71}, Um disco de hóquei de 0,20 kg tem uma velocidade de 2,0 m/s para
leste, deslizando sobre a superfície, sem atrito, de um lago gelado. Qual 82. Quando o sistema da Fig. 5·64 é liberado do repouso, a massa de
o módulo e o sentido da torça média que devem ser aplicados ao disco, 3,0 kg tem uma aceleração de 1.0 m/SI para a direita. As superfícies e a
durante um intervalo de 0,50 s, para mudar sua velocidade para (a) 5,0 polia não têm atrito. (a) Qual a tensão na corda de conexão? (b) Qual o
mls para oeste e (b) 5,0 m/s para sul? valor de M?

8#), Certa massa de /,0 "g, sobre um plano inclinado de 37", está conec-
tada a uma outra de 3,0 kg, sobre uma superfície horizontal (Fig. 5-63).
As superfícies e a polia não têm atrito. Se F = 12 N, qual a tensão na
corda de ligação?

Fig. 5·63 Problema 80. Fig. 5·64 Problema 82.


FORÇA E MOVIMENTO 11 6

Em geral, os gatos criados em


aparTamentos gostam de dormir nos
parapeitos das janelas. Quando um deles
cai, acidenralmell/e. de uma janela sobre <1
calçada, a extensão das lesiies (como o
número defratllras ou de mortes) diminui
com a altura, se a queda oawre do sétimo
ou oitm'o andares para cima. (Há até
mesmo um recorde de um galo que caiu do
32" andar de um edifício e mfreu apenas
leves contusõe;, /10 sell tórax e em um
dente.) Breh'mente reremos por quê.

6·1 Atrito baixas, umas sobre as outras. Consideremos duas ~xperi­


êtlcias simples:
As forças d~ atrito inevitavelmente fazem parte do nos-
so cotidiano. Se deixássemos que agissem sozinhas. to- 1, Primeira experiência. Façamos um livro deslizar sobre
das as rodat\) em movimento parariam, bem como tudo C~rta mesa. A força de atrito, exercida pela mesa Siobre o
que estivesse em movimento rotacíona!. Num automó- livro que desliza, retarda o seu movimento e acaba P<)r fazê-
vel, cerca dQ 20% da gasolina é consumida para superar 1<. parar. Se quisennos que o livro se movimente Siobre a
o atrito nas partes do motor, eixos e rodas. Por outro la- Il)esa com velocidade constante, devemos empurr&_lo ou
do. se o atrito fosse totalmente eliminado. não podería- PUxá-lo com uma força constante, de módulo igual ao da
mos caminhar nem andar de bicicleta. Não poderíamos f<)rça de atrito que se opõe ao movimento.
segurar um lápis e. se pudéssemos, não conseguiría- 2, Segunda experiência, Um caixote pesado está barado
mos escrever. Não poderíamos utilizar pregos ou parafu- S<)bre o chão em um depósito de mercadorias. POdemos
sos. os tecidos das roupas se desfariam e os nós seriam etnpurrá~lo horizontalmente, aplicando sobre ele ul"ha for-
desfeitos. ç<i constante, mas ele não se move. Isso porque a força que
Neste capitulo. vamos trabalhar amplamente com as for- a\)licamos é equilibrada pela força de atrito exercida na ho-
ças de atrito que existem entre as superfícies sólidas não- rizontal pelo chão sobre o fundo do caixote, no Sentido
lubrificadas, que se movem a velocidades relativamente O))osto ao do empurrão. É interessante notar como est<.t força
110 MECÂNICA

de atrito se ajusta automaticamente, em módulo e sentido,


cancelando a que aplicamos. É claro que, se pudermos
empurrar com força suficiente, conseguiremos mover o cai-
xote (veja a primeira experiência).
A Fig. 6-1 mostra uma situação parecida em detalhes.
Na Fig. 6-la, um bloco está parado sobre a mesa, seu peso
P está equilibrado por uma força normal N de mesmo
módulo e de sentido oposto. Na Fig. 6·lb, aplicamos uma
força F ao bloco, tentando puxá-lo para a esquerda. Como
conseqüência, surge uma força de atrito f~ aPontando para
a direita, que equilibra a que foi aplicada. A força f. é cha-
mada de força de atrito estático.

à
As Figs. 6-1c e 6·ld mostram que, se aUmentarmos a
força aplicada, a de atrito estático f~ também aumentará e F f'e
o bloco permanecerá estacionário. Entretanto, para um de-
termfnacfo vafor áa torça apffcacfa, o bfoco '.'rompe" o con- •••,.....'.,... _......,.
••mti.
tato solidário com a mesa e se movimenta para a esquerda, (b)
p
Em
como na Fig. 6-le. Então, a força de atrito que se opõe ao repouso
movimento é chamada de Corça de atrito cinético Cc"
Em geral, a força de atrito cinético, que ama quando há
movimento, é menor do que a força máxima de atrito está-
tico que atua quando não há movimento. Logo, se quiser-
mos que o bloco se mova na superfície da m'tsa com uma
(,)
velocidade constante, geralmente teremos de diminuir a

~
força aplicada sobre o bloco. assim que começar a se mo-
ver. conforme ilustrado na Fig. 6-lf
A Fig. 6-lg mostra os resultados de uma experiência. em •• p f,e

que a força sobre um bloco de 400 g foi lentamente aumen-


tada até romper a ligação entre as superfícies. Observe a 'p
redução no módulo da força necessária para manter o blo- (d)

co em movimento com velocidade constante, após o rom-


pimento da ligação entre as superfícies. *
Embora a transição da força de atrito estático para ade atrito
cinético pareça abrupta, não é instantânea. De fato, o atri-
to cinético entre superfícies não-Iubrificadas a baixas ve-
locidades é produzido por um processo de "prende-e-des-
liza", o desjjzamentoestando mais relacionado com o rom-
pimento inicial da condição estática. É esse ptende-e·des-
(,)
••
$:" p

<~ Acelerado

liza repetitivo que provoca um rangido no movimento re-


lativo entre duas superfícies não-Iubrificadas. Por isso. um
N
pneu "canta" durante uma derrapagem em pistêt seca, as do-
bradiças enferrujadas produzem um chiado e I) rangido de
um giz num quadro de escrita provoca um som desconfor- .....rl-J.-+... " Velocidade
constante

* Veja "Undergraduate Computer-Interfaeing Projeets", de Joseph Priest e John


Snider. The Physics Teacha, Maio de 1987.
____Valor máximo de/,
! é aproximadamente
constante
Fig. 6-1 (il) As forças sobre o bloco em repouso. (b-d) Uma forçaexter-
na F, aplicada sobre o bloco. é equilibrada por uma forçlt de atrito está-
tico r" de igual intensidade e de sentido contrário. Conf()rme F aumen-
ta. f, também aumenta, até alcançar um valor máximo. (e) Quando o
bloco "rompe" a inércia, é acelerado repentinamente Pltra a esquerda.
(f) Se agora o bloco está se movendo com velocidade COl)slanle, a força Início do movimento
F lll\Uc.aW DrY,t' 5.t'.T .r,t'J:luz.i.J:W 00 v.alnr .ü:ticial ,qur "n.<"<;j}fa »0 jJ)Sla»te o!!--~~------_-J
imediatamente antes dele iniciar o movimento. (g) Alguns resultados
(g) Tempo
experimenlais para a seqüência de (a) até (j).
fORÇA E MOVIMENTO -11 111

tável. Algumas vezes, o atrito seco provoca sons agradá-


veis como, por exemplo, o do prende-e-desliza do arco
sobre as cordas de um violino.
Basicamente, a força de atrito é uma força que atua en-
(.)
tre os átomos superficiais de dois corpos em contato. Se
duas superfícies metálicas, altamente polidas e cuidadosa-
mente limpas, forem colocadas em contato numa região de
alto vácuo, não conseguirão deslizar uma sobre a outra. Ao
contrário, as duas peças se soldarão a frio no mesmo ins-
tante, formando um pedaço único de metal. Se blocos po-
lidos de calibragem forem mantidos juntos em presença do (b)
ar, aderem um ao outro quase tão intensamente como no
Fig. 6·3 O mecanismo do atrito de deslizamento. (a) Numa visão ma-
caso anterior e só conseguem ser separados por meio de croscópica. a superfície superior está deslizando para a direita sobre a
um puxão. Em circunstâncias comuns, todavia, esses con· inferior. (bJ O detalhe mostra os dois pontos onde a fusão ocorre. É Ile-
tatos interatômicos não são possíveis. Mesmo uma super- cessária uma força para romper estas soldas e manter o movimento.
fície metálica altamente polida, como a mostrada na Fig.
6-2, está longe de ser plana, em escala atômica. Além dis-
so, as superfícies dos objetos comuns sofrem oxidação, fi- 6·2 Propriedades do Atrito
cando recobertas por uma camada de óxido e outros con-
taminantes, o que reduz a possibilidade de fusão sob pres- É demonstrado experimentalmente que, quando um corpo
são. é pressionado contra uma superfície (estando ambos secos
Quando duas superfícies são colocadas em contato, so- e não-lubrificados) e uma força F é aplicada na tentativa
mente os pontos salientes se tocam. (É como se duas ca- de fazer o corpo deslizar sobre a superfície, a força de atri-
deias de montanhas fossem colocadas uma sobre a outra.) to resultante tem três propriedades:
A área microscópica real de contato é muito menor do que
a macroscópica aparente, por um fator quase igual a 10 •
4 Propriedade 1. Se o corpo não se move, então a força de
Em muitos pontos de contato ocorre fusão. Quando as su- atrito estático f e e a componente de F paralela à superfície
são iguais em módulo e têm sentidos opostos.
perfícies são deslocadas umas sobre as outras, há uma rup-
tura e uma regeneração contínua das fusões, à medida que
novos contatos são estabelecidos (Fig. 6-3). Propriedade 2. O módulo de f e tem o valor máximo fe.máx
dado por
Experiências com traçadores radioativos mostram que,
quando uma superfície de metal não-Iubrificada é arrasta-
da sobre outra, na realidade minúsculos fragmentos de
metal são arrancados de cada uma. Os anéis que revestem
um pistão têm sido testados com a utilização de anéis irra-
diados em reatores nucleares. O material arrancado desses onde J1e é o coeficiente de atrito estático e N é o módulo
anéis é transportado para fora pelo óleo lubrificante, sendo da reação nonnal. Se o módulo da componente de F para-
detectado pela sua radioatividade. lela à superfície for maior do queJ".máX' então o corpo co-
meçará a deslizar sobre a superfície.

Propriedade 3. Se o corpo começar a deslizar sobre a su-


perfície, o módulo da força de atrito decrescerá rapidamente
para o valor je> dado por

onde Jlc é o coeficiente de atrito cinético. Enquanto o corpo


deslizar, o módulo da força de atrito cinético f, será dado
pela Eq. 6-2.

As Propriedades 1 e 2 foram formuladas em temos de uma


única força F, mas também são válidas para a força resul-
tante das várias que atuam num corpo. As Eqs. 6- J e 6-2
Fig. 6·2 Uma seção ampliada de uma superfície de metal inlensamel1le
não são equações vetoriais; a direção de f" ou f c é sempre
polida. A altura das irregularidades da superfície é igual a vários milha- paralela à superfície e o sentido oposto à intenção de mo-
res de diâmetros atômicos. vimento; a força N é perpendicular à superfície.
112 MECÂNICA

Os coeficientes J.1, e J.1c são adimensionais e devem Para as componentes.\', temos


ser determinados experimentalmente. Já que seus va-
lores dependem do corpo e da superfície, são geralmen- 2: Fy = N - P cos (J = O. ou N = P cos O. (6-5)
te referidos com o uso da preposição "entre", como em Quando a moeda está na iminência de deslizar, o módulo má:\Ímo dn
"o valor de J.1~ entre um veículo e o asfalto é OS'. Va- força de atrito estático atuando sobre ela é j.J,N. Substituindo na Eq. 6-4
mos supor, neste livro, que o valor de J.1,. é índependente e dividindo pela Eq. 6-5. obtemos
da velocidade com que o corpo desliza sobre a superfí-
cie.

EXEMPLO 6·1 AFig. 6-40 mostra uma moeda imóvel sobre um livro
que foi inclinadti- de um ângulo ()com a horizontal. Por um processo de 1-', = tan 0= tan 13° = 0.23. (Re~posta) (6-6)
lentativa e erro determinamos que a moeda começa a deslizar sobre o
livro quando () é igual a 13". Qual o coeficiente de atrito estático J.( en- Por que não tentar medir j.J, utilizando este livro e a moeda? Podemos
tre a moed" e o livro? dispensar um transferidor. A razão illd das duas dimensões mostradas
na Fig. 6-40 é a tan 8. e essas dimensões podem ser medidas com uma
Solução A Frg. 6-4h é um diagrama de corpo isolado da moeda quando régua.
ela está prestes a deslizar. As forças que alUam sobre a moeda são a
noonal N, que aponta para fora do plano do livro. o peso P da moeda e EXEMPLO 6-ilQuando as rodas de um carro sào "travadas" (impe-
a força de atrito f,., que aponta no sentido de subida do plano, de forma didas de rolar) durante uma freada, o carro desliza sobre a pista. Re-
a impedir o movimento de descida da moeda. Como esta está em equi- síduos de pneus e pequenas partes derrelÍdas de a~falto formam as "mar-
líbrio, a força resultante sobre ela deve ser nula. Da segunda lei de cas da derrapagem", que evidenciam a fusào dos doi~ materiais duran-
Newton, temos te o deslizamento. A maior marca de derrapagem em uma rodovia Pll-
blica foi produzida em 1960 por um Jaguar, na Inglaterra - as marcas
(6-3) tinham 290 m de comprimento! Supondo que J.( = 0,60. qual a veloci-
LF=f<+P +N=O.
dade escalar do veículo no momento em que as rodas foram bloquea"
Para as componentes x. esta equação vetorial fornece das?

Solução A Fig. 6-5(1 reproduz a trajetória do carro; a Fig. 6-5b é o dia-


2:F~=I.- /'sen(J=O, l)U j,= psen(J. (6-4)
grama de corpo isolado dele durante a desaceleração, onde estão repre-
sentados o peso P do carro, a forçll normal N e a força de atrito cinético
f" que atuam sobre o carro. Podemos usar a Eq. 2-14,
Moeda
v2 '" v~ + 2a,,(x - xo ) .


d
(.,
J

Movimento
iminente-- Moeda
P sen e

.
f,

\
P7,
,, Pcos O

(b'

Fig. 6-4 Exemplo 6-1. (a) Uma deteoninada moeda está na iminência Fig. 6·5 Exemplo 6·2. (a) Um carro deslizando para a direita e final-
de deslizar sobre a capa de um livro. (b) Um diagrama de corpo isolado mellle parando, após um deslocamento d. (b) Um diagrama de corpo
para a moeda, mostnrndo as três forças (em escala) que atuam sobre ela. isolado para 11 desaceleração do carro, os vetores representando as trê5
O peso P está decomposto em suas componenles nos eixoS x e y, orien- forças estào em escala. O vetor aceleração aponta pal'J a esquerda, no
tados de forma a simp1'lflcar o problema. sentido da força de lltrito (.
FORÇA E MOVIMENTO -11 113

com ti = O ex - Xo = d, para delenninar a velocidade escalar inicial1.\.> a. Qllal a tensão T na corda?


do carro. Subslituindo esses valores e rearrumando, obtemos
Solução A Fig. 6-6b é o diagrama de corpo isolado para o trenó. Apli-
Vo = ~- 2a~d. (6-7) cando a segunda lei de Newton na direção do eixo horizontal, temos

Para detenninar 8" aplicamos a segunda lei de Newton em relação ao


T eos cP - lç :;: ma~ = 0, (6-10)
eixo x. Se desprezarmos os efeitos da resistência do ar sobre o carro, a
onde 8, é zero porque a velocidade é constante. Na direção vertical, temos
única força na direção do eixo x será f,. Então, para o módulo de j;, te-
mo>
TsencP+N-mg=moy=O, (6-11)

le::: - ma~, ou a:;: _k.. _P-e N (6-8) em que mg é o peso do trenó. Da Eq. 6-2,
• m m
(6-12)
onde m é a massa do carro, e da Eq. 6-2,f = 11ft.
= =
A força noonal N tem móduloN P mg. Substituindo este resul- Essas três equações contêm as incógnitas T, N e j,.. Eliminando N e f..,
tado na Eq. 6-8, obtemos poderemos calcular T.
Começamos adicionando as Eqs. 6-10 e 6-12, o que fornece
(6-9)
Teos cP = p-"N,

Substituindo a Eq. 6-9 na Eq. 6-7, encontramos 0'

= ~2P-egd = ~(2) (0,60) (9,8 m/s 2 ) (290m)


N= Tcns f/J.
Vo (6-13)
~,

= 58 ro/s = 210 km/h (Resposta)


Substituindo esse valor de N na Eq. 6- I I, obtemos para T
Para resolver este problema, supomos implicitamente que ti = Ono fi-
nal das marcas de derrapagem. Na verdade, as marcas tenninaram ape-
nas porque o Jaguar saiu da estrada depois de 290 m. Logo, ~ era no (6-14)
mínimo de 210 kmlh, possivelmente muito mais.
_ =(:"O."IO:i)ê-(7,,5'ikg~)(29.,,8",m'S/c;;"!;-)
EXEMPLO 6·3 Uma mulher puxa um trenó carregado de massa m = cos 42" + (0,lO)(sen42~)
75 kg sobre uma superfície horizontal, com velocidade constante. O co-
eficiente Ilc do atrito cinético entre o trenó e a neve é 0,10 e o ângulo rp,
na Fig. 6-6, é 42°. = 91 N, (Resposta)

que é consideravelmente menor do que o peso do trenó.

) b. Qual a força normal que a neve exerce verticalmente para cima sobre
o trenó?

Solução Substituindo Tda Eq. 6-14 na Eq. 6--13, temos

em</>
N= mg (6-15)
(,) cos cP + P- sen4>

, cos 42"
cos 42"
+ (O,10)(sen42~) mg
= 0,917mg = 670 N. (Resposta)

N Então, a componente da tração para cima reduz a reação normal para


92% do peso do trenó.

EXEMPLO 6-4 Na Fig. 6-7a, umacaixade massaml = 14 kg se move


Trenó sobre um plano com uma inclinação (} = 30" com a horizontal. A caixa
p está ligada a uma outra de massa m, = 14 kg, por uma corda tensionada,
de massa desprezível, que desliza sem atrito sobre uma polia de massa
tambémdesprezivel. A caixa pendurada desce com velocidade constante.

a. Qual o módulo e o sentido da força de atrito entre o plano e m,?


(h) Solução O fato de m z descer indica que m, se move para cima ao longo
do plano, logo, a força de atrito cinético f,. deve apontar para baixo, tam-
FIg. 6-6 Exemplo 6-3. (a) A mulher aplica uma força T ao trenó, pu- bém ao longo do plano.
xando-o a uma velocidade constante. (b) Um diagrama de corpo isola- Não podemos usar a Eq. 6-2 para calcular o módulo de (, porque
do para o trenó e sua carga, fora de escala. não conheçemos o coeficiente de atrito cinético Il. entre m, e o plano.
114 MECÂNICA

Da Eq. 6-2 temos

= 68,6 N = 0,58. (Resposla)


(o) (14 kg) (9,8 m/sZ)(cos 30°)
,
, T
x 6-3 Força de Viscosidade e Velocidade Limite
T

., Um fluido é qualquer substância que pode escoar - em


geral, um líquido ou um gás. Quando há uma velocidade
f, to:\,r- P, cos 8 relativa entre um corpo e um fluido (ou porque o corpo se
move auavés do fJujdo ou port}ue este se move em voJy
\1/\
p~,
1P, do corpo), este experimenta uma força de viscosidade F,.
, que se opõe ao movimento relativo e aponta no sentido da
(h, (')
corrente do fluido em relação ao corpo.
Flg. 6-7 Exemplo 6-4. (a) A massam, se move para ciil:)a no plano, en- Vamos estudar apenas os casos em que o fluido é o ar,
quanto a massa n/, desce com uma velocidade conSraflte. (b) Vm dia- o corpo é arredondado e volumoso (como uma bola ou
grama de corpo isolado para a massa m" (c) Um diagrama de corpo iso- um gato caindo), em vez de fino e pontiagudo (como
lado para a massa m,. um dardo), e o movimento relativo é rápido o suficiente pa-
ra causar uma turbulência no ar (em forma de redemoi-
nho) atrás do---->corpo. Nesses casos, o módulo da força de
Contudo, podemos utililar as técnicas do Capo 5. Para <:omeçar, vamos viscosidade F, está relacionado à velocidade escalar re-
desenhar o diagrama de corpo isolado para ml e m! nas Figs. 6-7b e 6- lativa v pelo coeficiente de viscosidade C, de acordo
7c, onde T é a tensào na corda que puxa a caixa, e os Vetores peso sào
com
P , = m,ge P, = m,g.
Decompondo P , em suas componentes x e y temos, pela aplicação
da segunda lei de Newton em relação ao eixo x, na Fig. 6-7b,

L:F~= T- fc - mlgsen8= mla~


(6,16)
= (m.HO) = 0, onde pé a densidade do ar (massa por volume) eA é a área
da seção reta efetiva do corpo (considerada perpendicu-
onde a, = O, pois m, se. move com velocidade constante. Em seguida, larmente à velocidade v). O coeficiente de viscosidade C
aplicamos a segunda lei de Newton para m em relaç~o ao eixo y na
Fig. 6-7c, considerando quem!se move com"velocidad~ constante. En-
(tipicamente varia de 0,4 a 1,0) na verdade não é constante
contramos para um determinado corpo porque, se v varia significati-
vamente, o valor de C também varia. Não vamos conside-
rar, aqui, este complicador.
00 Uma esquiadora, descendo velozmente determinada
T= m~. (6-17)
montanha, sabe bem que a força de viscosidade depende
de A e v. Para atingir grandes velocidades, deve reduzir
Subslituindo Tda Eq, 6-17 na Eq. 6-16 e resolvendo Nraf, obtemos F" tanto quanto possível e, por exemplo, esquiar "agacha-
da" (Fig. 6-8) para reduzir A.
A Eg. 6-18 indica que, quando um objeto inicialmen~
= (14 kg)(9,8 m/s2 ) - (14 kg) (9,8 m/s~) (sen30") te em repouso cai através do ar, F" cresce gradativamen-
=68,6N-69N.
te com o aumento da velocidade do corpo. a partir de ze-
(Resposta) ro. Como indica a Fig. 6-9, se o corpo cair de uma altu-
b. Qual o valor de li,?
ra muito grande. F" acabará por se tornar igual ao peso
do corpo P (= mg) e a força vertical resultante sobre
Solução Podemos usar a Eq. 6-2 para calcu