Você está na página 1de 9

Casamento homossexual

Plataforma Cidadania Casamento acusa Esquerda de temer


referendo

A Plataforma Cidadania Casamento que defende a realização de um referendo sobre o


casamento entre pessoas do mesmo sexo vai entregar esta terça-feira as assinaturas
necessárias no Parlamento.
São aliás mais do que as necessárias lembrou à TSF um dos dinamizadores desta
iniciativa, Pinheiro Torres que considerou que perante tal mobilização o Parlamento não
tem alternativa à convocação do referendo.
«Todas as sondagens que têm sido publicadas sobre este assunto perguntando se os
portugueses querem ou não este referendo, todos os resultados têm sido no sentido de os
portugueses desejam esse referendo», revelou Pinheiro Torres.
Os sinais políticos já conhecidos apontam para o chumbo da petição por parte da
esquerda parlamentar, o que Pinheiro Torres entende ser uma atitude de medo por parte
do PS, Bloco de Esquerda e PCP face ao resultado do possível referendo.
«Se estes partidos se opõem ao referendo sabendo que em todos os países onde esta
questão foi submetida a referendo foi recusado popularmente, claramente aqui é uma
falta de respeito pela vontade democrática dos portugueses», afirmou.
Contactado pela TSF, o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, recusou
esta acusação dizendo que o medo não é chamado para o caso.
«Não é uma questão de ter medo do resulatdo, é uma questão de termos uma
legitimidade e uma obrigação. Nós é que introduzimos esta questão na vida política,
portanto a questão não se coloca em termos de ter ou não medo», esclareceu o
socialista.
Na bancada do Bloco de Esquerda, a deputada Helena Pinto sublinhou que «este tema
tem vindo a ser debatido na sociedade», por isso referiu que «não se trata de ter medo,
mas de um assunto que já foi debatido e que está dentro das competências da
Assembleia da República legislar sobre ele».
Também António Filipe, deputado do PCP, reclamou a soberania do Parlamento para
decidir sobre a questão do casamento gay.
«A Assembleia da República tem plena competência para decidir sobre esta matéria é
uma questão que ainda por cima foi bastante debatida e, portanto há iniciativas
legislativas apresentadas e um processo legislativo em curso», declarou António Filipe.

Aprovada proposta do Governo com votos favoráveis de toda


a esquerda
2010-01-08 13:43

Hoje (08/01/10) às 13:43


O casamento homossexual foi esta sexta-feira aprovado na Assembleia da República. A
esquerda parlamentar aprovou a proposta de lei do Governo que legaliza o casamento
entre pessoas do mesmo sexo, mas exclui a adopção, diploma que mereceu o voto
contra das bancadas do PSD e CDS-PP. A iniciativa popular para a realização de
um referendo foi também chumbada.

/ /
Questão do aborto

Argumentos do "Sim"

-Em Portugal há 3 a 5 mulheres que recorrem, por dia, aos hospitais com complicações
pós-aborto

-o aborto existirá sempre e, portanto, na impossibilidade de o combater, a solução é


proporcionar melhores condições

-Com 10 semanas de vida não há SNC (Sistema Nervoso Central)


formado pelo que não há sensações e muito menos
consciência. Não há dor. Excepto para mãe. E essa
supera a física.

(Fui investigar como está o feto com 10 semanas de gestação: 10ª semana-
Os primórdios de todas as estruturas essenciais externas e internas já existem. O
embrião chega a 30mm de comprimento, ou seja 3 cm.)

-Até às nove semanas de gravidez, o aborto pode em geral ser efectuado, de forma
totalmente eficaz e segura, por meios químicos, através da ingestão de apenas dois
comprimidos, ou seja, os argumentos de que a legalização do aborto iria sobrecarregar o
Serviço Nacional de Saúde, tanto em termos financeiros, como em termos de aumento
das listas de espera para a realização de cirurgias é falso

-450 euros é o valor cobrado em algumas clínicas privadas ou parteiras que realizam
abortos à margem da legislação. O negócio pode render 11,2 milhões de euros. 36
milhões de euros foi o volume de negócios das clínicas espanholas que realizam abortos
declarados oficialmente.

-"Acima de tudo para que seja possível, à Mulher, ter direito de escolha"

Argumentos a favor do "Não"

-Não se pode concordar que exista o aborto livre, a simples pedido da mãe. Isto é, que,
até às dez semanas, um ser humano fique sem qualquer protecção legal;

-O aborto não se combate legalizando, mas sim criando verdadeiras alternativas


solidárias: uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma
aposta decidida na prevenção;
-«Pelo menos 14% das mulheres que abortam estão sujeitas a um distúrbio de stress
pós-traumático», garantiu Adriano Vaz Serra, citando um estudo efectuado nos Estados
Unidos em 2004.

Referendo à despenalização do aborto em Portugal (2007)


Realizou-se no dia 11 de Fevereiro de 2007, tendo sido o terceiro referendo realizado
em Portugal e o segundo sobre este tema.
O primeiro referendo sobre este tema foi realizado no dia 28 de Junho de 1998, sendo
nessa época a questão formulada da seguinte forma:
• "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se
realizada, por opção da mulher, nas 10 primeiras semanas, em estabelecimento
de saúde legalmente autorizado?"
Nessa campanha, ao contrário do que aconteceria em 2007, o então primeiro-ministro
António Guterres, apesar de provir de um partido de esquerda, o PS, militou ao lado do
Não pelos seus princípios morais e como Católico.
A esquerda portuguesa, no entanto, nunca desistiu desta questão e, aproveitando a
maioria absoluta do PS, agora com José Sócrates como primeiro-ministro e com o seu
patrocínio, conseguiu provocar novo referendo.
A lei existente definia que o aborto poderia ser feito legalmente até às 12 semanas em
caso de a vida da mãe correr risco ou a sua saúde física ou mental, até às 16 semanas em
casos de violação e até às 24 semanas se o feto tiver doenças incuráveis ou
malformações. O referendo de 2007 abriu caminho à alteração da lei, permitindo que
venha a ser feito a pedido da mulher até às 10 semanas.
A questão em 2007 foi:
• «Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se
realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em
estabelecimento de saúde legalmente autorizado?».
Formaram-se vários movimentos cívicos, quer pelo lado do Não (muito apoiado pela
Direita e pela Igreja Católica), quer pelo lado do Sim (muito apoiado pela Esquerda).

Posições políticas
• Direita
○ Partido Popular - NÃO
○ Partido Social Democrata - NEUTRO
• Esquerda
○ Partido Comunista Português - SIM
○ Bloco de Esquerda - SIM
○ Partido Ecologista "Os Verdes" - SIM
○ Partido Socialista Português - SIM

Questão Número de Votos % de Votos


Sim 2.231.529 59,25%

Não 1.534.669 40,75%

Boletins Brancos 48.094 1,25%

Boletins Nulos 25.884 0,67%

Afluência 3.840.176 (43,57%)

/ /
Tratado de Lisboa: Referendo em Portugal preocupa Europa

José Sócrates ainda não terá decidido se irá ou não referendar o


Tratado de Lisboa, mas a conclusão deverá surgir em breve.
Primeiro-ministro não deverá ser alheio à preocupação da União
Europeia quanto a um referendo português.

O primeiro-ministro prometeu anunciar a sua decisão sobre o


referendo ao novo Tratado Europeu logo que estivessem concluídos
os trabalhos da presidência portuguesa da União Europeia.

A decisão "será anunciada a muito breve prazo", revelou ontem o


ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, num seminário
diplomático em Lisboa.
Admite-se que o anúncio possa ser feito amanhã quando o primeiro-
ministro comparecer no Parlamento para o debate quinzenal com os
deputados.

Do gabinete de José Sócrates, só a ideia de que a decisão deverá ser


tomada “em breve”.
Caso opte pela realização do referendo, deverá causar preocupação na
presidência da União Europeia e meios próximos do gabinete do
Presidente da Comissão, adianta o Público.

"Penso que não seria sensato realizar um referendo" em Portugal,


aconselhou o presidente em exercício da União Europeia, Janez
Jansa, em declarações à agência Lusa, na capital da Eslovénia.
No entanto, Jansa admitiu "não ter qualquer dúvida" de que o
resultado de uma eventual consulta popular em Portugal seria
"positivo".
O primeiro-ministro da Eslovénia fez assim questão de aconselhar
publicamente Portugal a ratificar o Tratado de Lisboa por via
parlamentar e não em referendo, tal como foi negociado entre os
governos europeus durante a Presidência Portuguesa da União
Europeia.

O consenso em torno de uma ratificação parlamentar em Portugal -


que poderia abranger o PS, o PSD de Luís Filipe Menezes e o
Presidente da República e que tinha todo o apoio do presidente da
Comissão, José Manuel Durão Barroso pode estar em risco.

É que ontem voltou a admitir-se a hipótese de Sócrates vir a decidir


pela realização de um referendo, agora que está liberto das suas
funções de presidente do Conselho Europeu e que volta a dedicar-se
integralmente à agenda interna.
Tratado da União Europeia
Sócrates afirma que teria vantagens com referendo mas recusou-
o por “ética da responsabilidade”
O primeiro-ministro afirmou hoje que recusou o referendo e optou
pela ratificação parlamentar do Tratado da UE por “ética da
responsabilidade”, alegando que até seria vantajoso para o executivo
ir a votos numa consulta sobre a União Europeia.
José Sócrates disse também que o preço do referendo seria prolongar
a dúvida na União Europeia.

Falando na abertura do debate quinzenal da Assembleia da República,


dedicado ao tema do Tratado de Lisboa da União Europeia, o chefe
do Governo invocou três argumentos de ordem política para
considerar injustificável a realização de uma consulta nacional para
ratificar o tratado.

Os três argumentos base apontados por Sócrates foram: há uma ampla


maioria em Portugal a favor do projecto europeu; um referendo em
Portugal teria implicações negativas em outros Estados-membros,
colocando em causa processos de ratificação por via parlamentar; e
não há qualquer compromisso eleitoral de fazer uma consulta sobre o
Tratado de Lisboa, cujo conteúdo é diferente do conteúdo do defunto
Tratado Constitucional da UE.

Perante os deputados, o primeiro-ministro começou por salientar que


o seu executivo fez uma análise das opções em jogo em relação ao
processo de ratificação do Tratado de Lisboa da UE.

“O Governo ponderou, com inteiro sentido das responsabilidades, as


diferentes alternativas e todas as suas implicações, mas a verdade é
que um referendo sobre o Tratado de Lisboa não se justifica”,
sustentou.
Santana Lopes admite preferir consulta popular

PS e PSD voltam a rejeitar referendo ao Tratado de Lisboa


PS e PSD rejeitaram hoje um referendo ao Tratado de Lisboa, apesar
do líder parlamentar social-democrata, Pedro Santana Lopes, admitir
que a preferência do partido seria realizar a consulta popular. No
entanto, para a União Europeia funcionar a 27 defende que este não é
o momento ideal.
"A nossa preferência era o referendo", reconheceu o líder da bancada
do PSD, Pedro Santana Lopes, durante a discussão de quatro
projectos de resolução do PCP, BE, CDS-PP e PEV a propor a
realização de uma consulta popular ao Tratado de Lisboa, assinado a
13 de Dezembro.

Contudo, acrescentou, apesar do PSD ser a favor do referendo "por


princípio e convicção", o partido entende que "não é adequado aos
interesses do povo, face ao tempo que já se perdeu, perder mais
tempo para criar regras para que a União Europeia funcione a 27".

"Em 2008, o referendo não é justificável no plano da responsabilidade


política", sublinhou o líder da bancada do PSD, reconhecendo,
contudo, "que o Tratado de Lisboa é no essencial o mesmo" que o
anterior Tratado Constitucional.

Na única intervenção da bancada social-democrata no debate, Pedro


Santana Lopes respondeu ainda às críticas que têm sido feitas ao PSD
por ter mudado de posição, recusando receber "lições nesta matéria".

"Mudámos de liderança a meio da legislatura, como também há novas


circunstâncias na Europa", disse, recordando que a actual posição do
PSD de defender a ratificação parlamentar do Tratado de Lisboa foi
sufragada no último congresso do partido, realizado após a vitória de
Luís Filipe Menezes nas directas disputadas com Marques Mendes,
que defendia a consulta popular. "A nossa vontade e propósito é que a
Europa avance", sublinhou.

Vitalino Canas diz que PSP não age por medo

Pelo PS, o deputado Vitalino Canas assinalou igualmente a mudança


das "circunstâncias", rejeitando que o Governo e os socialistas
tenham optado pela ratificação parlamentar por "medo". "O primeiro-
ministro, o Governo, o PS não decidem por terem ou não medo (...),
decidem tendo em conta os interesses de Portugal e da Europa", disse
Vitalino Canas, saindo, assim, em defesa do executivo socialista que
esteve ausente do debate.

Contudo, e ao contrário de Santana Lopes, o deputado socialista


considerou o Tratado de Lisboa, "no espírito, na substância e na
forma", diferente do anterior Tratado Constitucional.
Vitalino Canas recusou igualmente que o PS esteja a quebrar uma
promessa eleitoral. Além disso, acrescentou, a realização de um
referendo nas actuais circunstâncias seria "um grave perigo para a
União Europeia".

Durante a apresentação dos diplomas em discussão, PCP, BE, CDS-


PP e PEV insistiram na necessidade de referendar o Tratado de
Lisboa, com o deputado comunista Agostinho Lopes a condenar a
"tentativa canhestra" do Governo de fazer passar por diferente um
documento inteiramente semelhante através de "artifícios formais e
mudanças semânticas".
"Conhecemos as razões de fundo não enunciadas nem explicitadas
pelo PS e outros para recusar o referendo. O medo do veredicto dos
povos, incluindo o do povo português, sobre os resultados de um
referendo sobre um Tratado tão profundamente ofensivo e violador
dos seus interesses e direitos soberanos", referiu.

BE diz que assim nunca se poderá referendar matéria europeia

Pelo BE, o deputado Francisco Louçã foi igualmente duro nas


críticas, considerando que, ao rejeitar o referendo, PS e PSD estão a
dizer que nunca pode haver nenhum referendo sobre matéria
europeia. "Em nome do combate ao défice democrático, em nome do
compromisso eleitoral aprovem o referendo", exortou Francisco
Louçã.

O líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feio, assinalou, por seu lado,


o facto dos democratas-cristãos terem "uma posição única" na
Assembleia da República, já que são o único partido que diz "sim ao
referendo e sim ao Tratado de Lisboa".
Rebatendo os argumentos do primeiro-ministro para optar pela
ratificação parlamentar do documento, Diogo Feio sublinhou ainda
que a realização de uma consulta popular iria "estimular o debate em
termos europeus".

Por outro lado, acrescentou, esta é a altura para fazer um referendo e


"de uma vez por todas, encerrar a questão da consulta aos portugueses
sobre os temas europeus". "Em questões de referendos não temos dois
pesos e duas medidas", salientou numa crítica implícita ao PS e PSD.

A deputada do PEV Heloísa Apolónia alinhou também nas críticas


aos dois maiores partidos, ironizando: "nem todos os partidos
entendem que os compromissos eleitorais têm valor".