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01.

Capa;
02.
Índice;
03-09.
SAVITRI DEVI – A prisão;
09-12.
ALFRED ROSENBERG – Raça, alma e religião indo-ariana;
12-14.
MIGUEL SERRANO – Führer e Jung;
14-22.
ARTHUR DE GOBINEAU – A história não existe senão entre nações brancas;
22-28.
THOLF – O sacrifício revisionista.

“Na Grécia, a grandeza histórica esteve nos homens; em Roma, nos feitos. Na Grécia, privou o gênio; em Roma, a força.
Foi necessário algo tão corrosivo como a moral, aparecida com Sócrates, para iniciar a decadência da Grécia e acabar
com a sua grandeza; e foi necessário um princípio de dissolução, tão ativo como o cristianismo, para acabar com a
grandeza e o esplendor dos romanos. A moral socrática não soube dar à história senão um povo de sofistas, pronto para a
escravidão; a barbárie cristã não soube dar ao mundo senão povos sem gênio e impérios sem grandeza – homens e povos,
todos foram feridos de decrepitude à sombra enfermiça da árvore da cruz.".

Vargas Vila, em "Do rosal pensante".

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A PRISÃO*
Savitri Devi

Uma semana depois, voltei a Köln.

Uma espécie de pressentimento vago alertava-me para a idéia de que


me seria melhor ir diretamente para Koblenz. Mas eu superei esse
sentimento. Ou melhor, o desejo de ver mais uma vez ao Sr. W. era mais
forte em mim do que a pretensão de evitar riscos desnecessários.

Lembrei-me de cada palavra que o jovem alemão havia proferido a mim,


nos minutos que havíamos conversado. A história sobre os três anos de
captura na África me deixou chocada. Eu o admirava pelo fato de estar ali,
em pé, tendo sobrevivido de forma brilhante ao teste de perseguição; e eu o
amei com a mesma força, com a mesma admirável afeição — o mesmo
sentimento do companheirismo sagrado na vida e morte — como costumo
fazer com todo verdadeiro adepto do Nacional Socialismo. Não parei em Köln
para saber se ele de fato havia ou não colado meus cartazes. Eu sabia que
ele o havia feito. Implicitamente acreditei nele. Parei pelo prazer de estar a
conversar com ele novamente. Estive planejando sair junto de sua
companhia, para uma longa caminhada, em algum lugar na borda do Reno,
fora de Köln. O clima estava agradável. No dia, no brilho do sol, não estava
tão frio para sentar-se, contanto que não houvesse ventos. Eu queria comprar
alguma comida, junto de alguns bolos, pelo dia todo — Pensei que
poderíamos ir e sentarmo-nos em algum lugar solitário e cativante. Pensei em
esticar meu capote cinza sobre o chão, para que ficássemos mais
confortáveis. E o oficial da S.S. conversaria comigo de forma amigável,
gloriosa e bem esclarecida — contaria a mim sobre os grandes dias que
vieram, foram e virão novamente; contaria sobre as recentes humilhações e
de sua vingança inevitável; contaria a respeito do Führer, a grande Alemanha,
a pedra fundada do futuro Arianismo (pelo qual eu estaria em pé, querendo e
amando) enquanto o inalterável Reno refletia em suas águas o brilho do sol
com seu próprio murmúrio eterno. Eu queria ouvi-lo contar para mim, como
centenas haviam feito antes dele, o quanto era lindo o semblante do inspirado
Führer quando se voltava às multidões. Eu gostaria de dizer a ele, como já o
fiz a dezenas de outros, o quanto estava feliz, à espera da volta do Líder e
Salvador, independente de onde ele surgisse.

Fui para a parte de baixo do trem e, após deixar minhas coisas em uma
espécie de armário, direcionei-me à Missão Católica onde eu deveria
perguntar a uma mulher algo que, a meu ver, algo bastante incomum: "Por
acaso, você poderia me dizer o endereço do Sr. W., que esteve aqui uma
semana trás, há procura de um quarto? Ele me disse que deixaria seu
endereço com você.”.

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Eu não sabia que o Sr. W. já se encontrava preso, tão pouco que, pelos
últimos quatro ou cinco dias, a polícia estava à minha procura na Alemanha
toda.

A mulher em sua missão — que talvez soubesse — olhava-me um tanto


quanto envergonhada. "Sr. W.?", disse ela. "Você tem certeza que é este o
nome?".

Ela estava virando as páginas de uma agenda, onde estavam escritos


nomes e endereços de muitas pessoas que obtiveram alojamentos na
Missão. Mas ela não parecia estar seriamente à procura do nome que eu
havia dado a ela. Eu ainda respondi à sua pergunta.

"Sim, Sr. W.", disse. "Conversei com ele aqui, neste lugar, exatamente
há uma semana atrás. Não sei dizer se a Missão Católica ajudou-o a
encontrar um quarto ou não. Mas ele havia me dito que ele deixaria seu
endereço aqui, onde quer que ele esteja. Surpreende-me que ele não tenha
feito isso. Você poderia olhar novamente, de forma minuciosa?"

Eu não tinha mais tempo de dizer nada, quando um policial aproximou-


se. Ele caminhou em direção e disse: "Posso ver seus documentos, por
gentileza?"

Não era a primeira vez que eu tive de mostrar meu passaporte a um


policial alemão. Em geral, costumavam olhar meus documentos, devolvendo-
os em seguida. Mas, com o policial que me abordara dessa vez, a situação foi
outra. Sem devolver meus documentos, me disse: "Você poderia nos
acompanhar até a Delegacia? Precisamos esclarecer algumas coisas. Deixe
seus pertences para trás; ninguém irá tocá-los".

Imediatamente eu senti que estava em perigo. Mas, estava me sentindo


extraordinariamente calma, — calma como somente um absoluto crente no
destino poderia se sentir. "Eu cogitei a idéia de que isso poderia acontecer
um dia", pensei. "De qualquer forma, eu deveria chamar tudo isso de, se
possível, um 'deslize'. Mas se eu fui pega, eu fui pega. E não deveria me
portar como uma covarde diante de nenhuma circunstância."

Entrei na delegacia — uma sala vazia, caiada, na qual havia dois


homens trajando o uniforme policial (um, obviamente de maior grau, sentado
à mesa, próximo do telefone) e um prisioneiro, encostado em um canto.
"Certamente não se trata de um prisioneiro político", pensei, como tão logo
iria vê-lo. Ele não pareceu estar tão contente quanto eu.

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O homem à mesa ofereceu-me uma cadeira. Sente. Então, o policial
que havia capturado meu passaporte, passou-o ao outro homem, e em
seguida ele examinou-o com muita atenção, demoradamente. "Um
passaporte britânico", disse ele. "Mas você não é inglesa, ou é?"

"Metade inglesa, metade grega", respondi. "Minha mãe é inglesa.


Adquiri a cidadania britânica através do meu casamento."
"Seu marido é inglês?"
"Não. Indiano."
"E onde ele está agora?"
"Em Calcutta, acredito".

O oficial da polícia aparentemente não estava interessado em saber a


respeito da distância em que meu marido se encontrava naquele momento.
Ele mudou o rumo da conversa.

"Você viajou um pouco demais, pelo que vejo nos vistos de seu
passaporte", disse ele. "O que a trouxe para a Alemanha?"
"Vim colher informações em primeira mão, com o intuito de escrever um
livro," respondi — e isso era verdade; Eu estava, na verdade, escrevendo
meu Gold in the Furnace, uma apaixonada ilustração da Alemanha Nacional
Socialista nas garras de suas perseguições, e, ao mesmo tempo, uma
demonstração pessoal da fé em Adolf Hitler. Complementei: "Isso começa em
uma carta que você irá encontrar em meu passaporte; uma carta do Bureau
des Affaires Allemandes francês, recomendando-me para que eu me ocupe
junto das autoridades aliadas." E isso também era verdade. Nesta carta, o
principal do Bureau implorava que "a França e as autoridades aliadas
dispunham toda e qualquer proteção possível ao Sr. Mukherji, autor de vários
livros de cunho historiográfico e filosófico, que agora está indo para a
Alemanha e Áustria com o intuito de colher material necessário para um livro
que irá escrever sobre tais países." (Torna-se desnecessário dizer que ele, o
policial, não conhecia nada sobre minhas convicções, e não poderia suspeitar
que tipo de livro eu pretendesse escrever, ou que tipo de atividade eu estava
me encarregando de executar na Alemanha).

"Você é escritora?" ele perguntou.


"Sim.”.
"Bem, nós queremos saber se você tem algo a ver com certos folhetos
e panfletos...”.

Percebi que me seria difícil 'escapar' desta vez. Mesmo assim, estava
me sentindo excessivamente calma — pensei como se estivesse atuando,
como se eu fosse uma pessoa que estivesse sentada em meu lugar,
respondendo perguntas que não eram propriamente reais. (E nem que eu era

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ela. Minha alma real, livre e indestrutível, vive em milhões de individuais, na
Alemanha e para fora dela; onde quer que existam Arianos que compartilham
de nossos ideais; onde quer que o espírito N.S. esteja envolto em todo seu
poder e orgulho. Preocupava-me menos, saber o que iria acontecer ao
material limitado, sobre o qual eu estava conversando na delegacia de polícia
da estação de Köln, na noite de Fevereiro de 1949).

Eu fingi não ter entendido a palavra alemã que remetia a um cartaz, a


palavra Flugblatt.
"Que tipo de coisa é um Flugblatt?", perguntei, sem ter cogitado rir.
"Um papel com um tipo de propaganda escrita, com o intuito de ser
distribuído", respondeu-me, desta vez, não o homem da mesa, mas o outro —
aquele que havia me capturado. E ele prosseguiu, desenhando uma suástica
sobre uma página em branco, mostrando-me em seguida: "Se você não sabe
o que é um Flugblatt, você certamente sabe o que é isso?”.
"Uma suástica", disse; "Creio que todos saibam o que é.”.
"O símbolo do Nacional Socialismo," ele enfatizou. "E o imemorial
Símbolo do Sol", complementei. "Na Índia, isso é visto como um símbolo
sagrado há milhares de anos".
"E você também a vê como um símbolo sagrado?". Perguntou-me o
policial, contemplando-me como se estivesse a me desafiar — com um leve
toque de ironia. Eu sabia que eu estava brincando com o fogo, mas me senti
à vontade. Naturalmente, desfrutei a situação, desafiando o perigo.
"Certamente que sim", disse. "Eu também sou uma adoradora do Sol".

A resposta foi rigorosamente preciosa. Em minha mente, recordei meus


anos de luta na distante Índia; minhas conferências contra a ideologia cristã
de igualdade, falsa mansidão e falsa humilhação, nas sombras das árvores
banyan, diante das multidões vestidas de branco. E antes disso, minha luta
na Grécia contra a mentalidade primitiva de uma inteligência levantina, em
nome dos eternos ideais Arianos desses dias — vinte e cinco anos atrás —
Quando eu ainda me chamava "Helênica". "Durante toda a minha vida, sem
dúvidas eu estive a lutar pela mesma verdade, sob o mesmo símbolo milenar
sagrado", pensei. E a possibilidade de ser presa — que nunca havia me
preocupado — de repente tornou-se a mais atrativa possível diante de meus
olhos. Na verdade, eu perderia a pouca utilidade que estava tendo. Mas, que
esplêndida culminação de toda a história de minha vida isso seria, sofrer —
por último — um pouquinho do que milhares de meus camaradas estiveram
sofrendo pelos últimos quatro anos, nas mãos de nossos inimigos! Eu agora
estava quase a pedir para que fosse presa. Estava ainda determinada a não
acelerar meu objetivo por admissões desnecessárias. Eu queria deixar isso
para os deuses invisíveis decidirem onde e como eu deveria continuar
agüentando, testemunhando pela glória do Nacional Socialismo. Se eu
"escapasse disso" desta vez, significaria que eu teria maior utilidade sendo

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livre. Se não, significaria que após uma longa corrida, eu seria mais útil na
prisão — ou morta, se o inimigo tivesse a honra de me matar.

O homem à mesa dirigiu-se a mim novamente.


"Você conhece certo Sr. W., que fora um oficial da S.S., não?"
E pela primeira vez percebi — Eu sabia claramente que se o homem
havia me dito isso — que o Sr. W. havia sido preso. Nunca senti meu sangue
ficar tão frio, porque eu sabia (de outros, os quais sabiam da experiência
direta) a que tipo de extrema brutalidade os presentes mestres da Alemanha
— ou os próprios alemães pagos por eles — poderiam submeter, quando
estão diante de um dos gloriosos de Hitler, pego em flagrante na ação de
desafiá-los. "Pobre querido camarada!", pensei; "Espero que eles não
estejam o torturando. De qualquer forma, eu carregarei toda a
responsabilidade, se algo de ruim vier a lhe ocorrer".

"Conversei com ele", respondi, um pouco pálida.


O oficial da polícia estava me observando de forma severa,
sincronizada — olhos de um poderoso observador.
"Vá e busque os pertences dela", ele ordenou ao outro policial, "e traga
tudo para cá".
O policial deixou a sala.
"Então você esteve com ele", disse o homem à mesa, virando para mim
e falando mais uma vez do Sr. W.
"Onde e quando você conversou com ele?"
"Aqui em Köln, há algum tempo atrás."

"Aqui, no metrô, há exatamente uma semana", respondeu o homem. "E


você tinha um compromisso com ele. Você disse que havia pedido a ele seu
endereço, durante a Missão Católica, há pouco. Você não imagina que você
está sendo observada? Que tipo de negócio você tinha com esse jovem?"
"Eu quis vê-lo novamente."

O homem aproveitou um telefone próximo da parede, e tão logo eu o


ouvi falando com certo Sr. "Oberinspector" — perguntando a ele sobre
instruções do que ele deveria fazer comigo. Lembro-me pedaços da
conversa.
"Ela esteve em contato com esse homem... Mas ela tem um passaporte
britânico, — em ordem, como posso vê-lo. E uma carta de recomendação
endereçada às autoridades da Ocupação Aliada por alguém importante no
Bureau francês em Paris... Sim, sim Sr. Oberinspektor... Não; nada tão velho
quanto isso. O passaporte dela diz quarenta e três, mas ela não aparenta
mais que trinta e cinco, se... Sim, certamente, Sr. Oberinspektor... Não; ainda
não... Vamos ver. O policial está pronto para buscar a sua bagagem... Sim,
certamente; Eu também acho. Vamos ver... Sim, Sr. Oberinspektor."

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O policial não tardou em retornar. Ele estava segurando minha mala de
viagens em uma mão, minha bolsa e minha pasta em outra. Ele colocou
aquela em um canto, no chão, enquanto estas sobre a mesa. Então, arrancou
de minha pasta um de meus cartazes, dobrados em quatro (havia poucos
deles ali, pois eu havia distribuído boa parte no trajeto até Köln). Ele
desdobrou-os, deitando-os em seguida antes do oficial à mesa. "São
exatamente os mesmos que encontrei com G.W.", disse ele. "Esses Nazis"
Mais ativos e arrogantes que nunca! O que você acha disso?"

O homem à mesa não o respondeu, mas leu o papel e me disse:


"O que você tem a me dizer, sobre a presença disso em sua mala?", ele
me perguntou. "Por acaso, o Sr. W. deu isso a você? Ou teria sido outra
pessoa?"
Eu sabia que agora, tornar-se-ia inútil tentar algo para esconder a
verdade do policial. Desta vez, eu não me iria "safar". E com a maior precisão
possível, eu iria contar a verdade, menos aparentar a responsabilidade do Sr.
W. nesses afazeres comigo, e o isqueiro seria a sentença dele — tão logo,
ele estaria livre. Ele merecia ser livre, após todos os anos de serviço durante
a guerra e seus três anos de captura nos campos de concentração, no meio
da África. Eu poderia me dispor a ir para a cadeia. Talvez eu tivesse merecido
ir, — por não ter voltado à Europa antes da guerra; por não ter sido prestativa
a ela. Além disso, mesmo se todas essas considerações não fossem levadas
em conta, se isso não tivesse acontecido, não com o Sr. W., mas com
qualquer outra pessoa que havia trabalhado comigo, eu deveria sentir nisso o
meu dever, de qualquer forma, de responsabilizar-me de cada ação pela
causa Nacional Socialista pela qual eu comandei uma parte, ainda que
pequena. Essa responsabilidade foi, sem dúvida, uma honra que eu não
reivindicaria.

Olhei em direção ao homem que estava à mesa e respondi de forma


clara e firme, quase que triunfantemente: "Estes cartazes não são obra do Sr.
W.; eles são meus. Eu os escrevi. Fui eu quem deu ao Sr. W. tudo o que ele
tinha — Eu, sozinha".

O homem mau me esperava acusar o Sr. W., evitando assim toda e


qualquer responsabilidade que me fosse atribuída. Ele se esqueceu,
aparentemente, que nós não somos Democratas. Ele me contemplou com
surpresa e interesse — como alguém que olha para dentro uma janela de
loja, focalizando em um objeto que não esteve em mercado por muitos anos e
que, por fim, ele nunca esperava ver isso novamente. Mas ele não teceu
comentários. Não havia nada o que ele pudesse fazer. Ele simplesmente me
disse:
"Desculpe-me — desculpe-me realmente —mas devo-lhe informar que
você está presa".

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Eu estava sorrindo. Lembrava-me da minha primeira jornada através da
Alemanha arruinada, há menos de um ano atrás. "Se eu não puder fazer mais
nada por eles, nesses dias de horror, devo, então, sofrer junto das pessoas
do Führer!", orei a todos os deuses do céu. Durante nove minutos, tive a
mínima experiência dos sofrimentos aos quais os alemães estiveram
submetidos nos últimos quatro anos. Agora, eu estaria em pé por eles, nas
mãos dos inimigos da Alemanha. Os deuses concederam-me o desejo de
meu coração.
"Estou feliz", disse eu, "pela oportunidade de ser testemunha aos ideais
de minha vida".
E então as três pessoas presentes puderam ver que eu não estava
mentindo, nem "fazendo um show". Eu me senti tão contente que precisava
ser notada.
Eram por volta de duas da manhã.

*Texto original em inglês, sob o título de “The arrest”, pgs. 10-20, do capítulo
1, “Part one – Triumph”.

DEVI, Savitri. Defiance. Calcutta, 1951.

Versão original online, disponível no site: www.savitridevi.org

Tradução por Tholf zine.

RAÇA, ALMA E RELIGIÃO INDO-ARIANA*


Alfred Rosenberg

Quando a grande onda nórdica chegou às elevadas montanhas da


Índia, tivera ela de passar por entre inúmeras raças hostis. Instintivamente,
como fora em outros tempos, os indo-arianos mantiveram-se separados dos
estrangeiros mais escuros que haviam sido encontrados. A instituição da
casta foi a consolidação desse distanciamento consciente. Varna significa
casta, mas também cor. Os bons arianos assim, estando lá, ligaram-se a
seus semelhantes – uma versão aceitável de tipo humano, passando a criar,
como conseqüência, um abismo entre eles próprios, reconhecendo-se como
conquistadores, e os nativos marrom-escuro da Índia pré-ariana. Como fruto
desta oposição de sangue e solo, estiveram os arianos envoltos a uma visão
de mundo que, por sua profundidade, não pôde ser ultrapassada por
nenhuma filosofia, mesmo nos dias de hoje, embora se reconheça que este

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feito se dera como conseqüência de longas batalhas contra os ideais dos
aborígines racialmente inferiores.

O período que, por exemplo, situa-se entre as canções heróicas dos


Vedas e dos Upanishads é regado ao expansionismo e a lutas simultâneas
contra a feitiçaria e todos os demais êxtases degenerados. O culto de
sacrifício de espíritos e deuses começara a infiltrar-se. O sacerdote, com seu
caço sagrado e seu tição, não estava imune a esses princípios de magia.
Cada toque de mão, cada gesto, adquiria um significado místico.

A ritualística desenvolvera-se entre períodos mitológicos e filosóficos. A


oração, que aos verdadeiros Brâmanes representava apenas uma poderosa
forma de elevar seus corações, tornara-se uma encarnação a compelir os
deuses através da magia. Em meio a este obscuro processo, a doutrina dos
Atman apareceu e assim acendendo a um raio de esperança. Não se
caracterizou isso “um ato de desenvolvimento psicológico”, que seria
desprovida de sentido – representou, no entanto, um novo despertar da alma
ariana frente às superstições e convicções mágicas dos não-arianos
subjugados.

Esta interpretação que fora confirmada quando se estabeleceu que a


grande doutrina do valor pessoal do espírito – destituída de magia e
demonização – originara-se nas cortes dos reis e conseqüentemente
difundida na casta guerreira. Embora os Brâmanes posteriormente tenham se
tornado tutores de uma nova concepção de unidade essencial de alma
individual e coletiva, nunca estiveram eles dispostos e mesmo aptos a ocultar
a origem destas mesmas concepções que outrora aprenderam. Assim a
instrução que diz respeito aos Atman é dada pelo Rei Ajatacatru ao brâmane
Gargya Balake; pelo Rei Pravahna ao brâmane Aruni. Gratos a estes modos
aristocráticos, o culto da magia não-ariana retirara-se adiante e proliferara-se
apenas tempos mais tarde, quando a decadência racial se alastrou mesmo
sobre a Índia dos Kshatriyas.

Como nobres de nascença, os indianos sentiram suas almas individuais


expandirem-se para dentro dos Atman, que penetraram ao universo por
inteiro e viveram com seu próprio ego. O conceito de uma natureza
impessoal, rica e virtualmente auto-suficiente não pôde fazê-los romper uma
união metafísica. Uma vida ativa, que sempre fora demandada como um
dever inelutável do pensamento de renúncia do mundo, deu lugar mais
adiante à ponta de uma jornada para dentro do universo da alma. Esta
transição à luz pura do conhecimento levou à nobre tentativa de superar a
natureza através da razão. Não há dúvidas de que muitos indianos, como
personalidades dotadas de aristocrática individualidade, introduziram-se com
sucesso nessa questão – posteriormente, introduzir-se-iam, por vontade

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própria, apenas os remanescentes do que outrora lhes fora ensinado,
destituídos de pré-requisitos raciais.

Tão logo o rico significado da Varna, calcado na questão do sangue,


perdera-se por inteiro. Hoje se trata ela de apenas uma divisão entre
técnicas, profissões e as mais diversas classes, estando a alimentar a
degeneração dentro da mais vil caricatura do que outrora fora o mais nobre
principio na história do mundo. Os indianos da posteridade não compreendem
o significado dos três preceitos: Sangue, o Eu e o Universo. Vêem eles
somente aos dois primeiros. Perecem eles na tentativa de realizar-se uma
contemplação isolada do Eu ao lado de toda a poluição racial que está a
produzir miseráveis desventurados à procura de cura para sua existência
incapacitada nas águas dos Ganges.

Após a “superação” de polarizadas idéias do próprio universo por uma


escolha racional em favor de uma parte específica, o indiano monista também
empreendido de eliminar a antítese entre eles e violentamente se ater da
liberdade através da natureza e de uma natureza-mestre através da
liberdade. Ele, portanto, inclinara-se à raça atribuída e sua respectiva
personalidade como sendo aspectos de um grandioso conceito e, ao mesmo
tempo, algo dotado de ilusões. O indiano monista da posteridade viera a
enxergar o que cerca à natureza como algo irreal – um sonho mal. A única
realidade para ele consistira na alma do mundo (Brâmane) e seu eterno
retorno à alma individual (Atman). Com o distanciamento da natureza em
geral, a idéia já limpa do conceito de raça tornara-se mais nebulosa como
nunca fora – instinto de dogma filosófico desarraigado de sua base terrestre.
Se a única realidade é o mundo-alma e se os Atman estão junto disso,
desaparece-se a individualidade e um universo de unidade indiferente é
alcançado.

O resultado foi que o pensamento indiano deixou de ser dotado de


criatividade. Crescera de rígida forma. O sangue estrangeiro dos morenos
Sudras, os quais foram agora vistos como de iguais valores aos Atman.
Assim destruiu-se o conceito original da identidade da casta e,
conseqüentemente, da raça. O aparecimento de bastardos tornou-se
inevitável. Serpentes e cultos fálicos dos aborígines começaram se espalhar
como adorno. Interpretações simbólicas de Siva, dotada de cem braços
armados tal como galhos rastejantes em uma floresta primitiva, começaram a
aparecer na assombrosa arte bastarda. Somente nas cortes dos reis
dispunha-se ainda a ouvir antigas canções heróicas, junto da atenção dada
ao lirismo como o de Kalidasa e de outros poetas honrados, em sua grande
maioria desconhecidos.

Shankhara tentara uma nova remobilização da filosofia indiana, mas


fora em vão. À entrada de ar através das profundezas, as artérias da raça
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foram rompidas. O sangue ariano fluiu-se, sendo jogado para fora. Somente
aqui e ali, onde o solo escuro de uma antiga Índia o suga, fazendo-o ainda
fertilizar. Mas isso deixa o cultivo de uma ortodoxia filosófica e técnica que
regada a uma distorção quase que insana, comanda a vida Hindu dos dias
atuais.

Não devemos afirmar imprevidentemente que os indianos primeiro


poluíram sua raça e então renderam sua personalidade. É preferível, no caso,
dizer que um processo metafísico tomou espaço e que isso se manifestou em
um anseio apaixonado pela abolição do dualismo, bem como as
reciprocamente-condicionantes baixas formas de polaridade.

Visto de fora, a aceitação filosófica de uma equação de Atman-Brâmane


engendrou a decadência racial. Em outras culturas, esta decadência não fora
conseqüente do estabelecimento de uma filosofia penetrante, mas
simplesmente o resultado da miscigenação ininterrupta entre duas ou mais
raças. Em casos como esse, as características essenciais das várias raças
nunca foram elevadas ou fortalecidas, mas terminadas em aniquilação mútua.

*Texto originalmente contido na obra “Der Mythus der 20. Jarhrhunderts”, de


1930. Tradução feita a partir da tradução em inglês por Vivian Bird, páginas 8-
10, sob o título de “The myth of the Twentieth Century”, de 1983.

Tradução por Tholf zine.

FÜHRER E JUNG*
Miguel Serrano

O livro “Jung speaking” (falas de Jung), do professor William Mcquire,


foi recentemente traduzido para o espanhol e publicado pela Editora Trotta,
com o título de “Encuentros com Jung” (encontros com Jung). Reproduzem-
se ali descrições de Jung quando viu a Hitler e Mussolini juntos, dirigindo-se à
uma grande concentração de massas. Coloca-se Mussolini como um homem
normal, “um ser humano” por assim dizer, até dotado de certa simpatia. Hitler,
por sua vez, não era considerado um simples humano, mas “carente de
individualidade, confundido com a alma coletiva de sua nação, possuído por
seu inconsciente coletivo”. Jung complementa: “Não somente pelo
inconsciente coletivo de um país, mas de toda uma raça – da raça ariana. E
por isso que seus ouvintes, mesmo que não estejam familiarizados com o

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alemão, se são arianos automaticamente sentem-se atraídos, hipnotizados
por suas palavras, porque ele representa a todos, fala por todos. E se surgem
gritos, é porque uma nação inteira, toda uma raça, está se expressando
através dele.”. Assim, Hitler é a encarnação do deus ariano Wotan. Está
possuído por ele, não sendo assim um simples humano. E Jung chega a
compará-lo a Maomé, com o seu fenômeno em si – o que ele foi e o que é
para o mundo islâmico.

Não creio que o professor Jung tenha tido o livro de Kubizek, “Adolf
Hitler, mein Jugendfreund” (Adolf Hitler, meu amigo de juventude), o mais
importante livro que tenha sido escrito sobre o Führer alemão e que nos
ilustra como ninguém, a confirmar suas apreciações, a narrar, por exemplo,
uma cena extraordinária em uma noite de sua juventude. Junto de dois
amigos, assistiu a representação de Rienzi, em Linz, de Richard Wagner.
Tamanha a profunda impressão que esta obra deixou em Hitler (obra que
talvez mostrasse a ele o espetáculo do seu próprio futuro), que, após o
espetáculo, caminhou com seu amigo pela calada noturna em direção ao
bosque próximo de uma montanha, estando em completo silêncio. E conta
Kubizek que, uma vez chegados ali, ele tomou sua mão, pondo-a entre as
suas, e começou a falar como se estivesse em transe, com uma voz que não
o pertencia, estando ele próprio admirado ao escutar-se. S referia à
Alemanha, aos alemães e ao que ele faria por esse povo: uma revolução
total. E o que fora declarado era fruto de um menino austríaco de não mais
que dezesseis anos – um desconhecido por completo. Revela Kubizek que
muitos anos depois, quando Adolf Hitler já ocupava o posto de Führer da
Alemanha, o fez relembrar a cena extraordinária de uma noite distante de sua
juventude. E Hitler lhe disse: “Sim, eu jamais poderia esquecer, porque foi ali
onde tudo começou.”.

Como em muitas outras coisas, também a psicanálise se apropriou de


conceitos e expressões de Nietzsche, sem declarar ou sequer reconhecer tal
feito. Assim se sucede também com relação à concepção de “Inconsciente”,
de Freud, que por sua vez foi adotado por Jung, sendo ampliada para a
concepção de “Inconsciente coletivo”. Foi Nietzsche quem afirmou que “havia
algo nele [Nietzsche] que sabia mais do que ele próprio, porque ele não era
consciente o suficiente para sabê-lo”.

E Jung ampliou esta experiência ao afirmar: “Eu sei de coisas ao seu


respeito que nem mesmo você faz idéia, e também que nem eu próprio sei o
que sei”.

Sem dúvida, Jung durante os anos trinta esteve intrigado pelo


fenômeno do Nacional Socialismo, com sua força envolvente, ameaçando
estender-se mundialmente. E aceitou a Presidência da Sociedade Médica

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Internacional de Psicoterapia, tendo substituído o irmão de Göring. Ademais,
houve a ruptura com Freud, culminando em sua teoria que diz respeito aos
“Dois inconscientes coletivos”, entregando com ela uma arma formidável ao
Nazismo, porém este jamais a usou, devido à essencial desconfiança que o
hitlerismo possuía de tudo o que tivesse origem na psicanálise e de sua
terminologia.

Não há dúvidas de que para Jung, o fim da guerra foi uma catástrofe,
pois estava a temer que toda a sua obra também pudesse ser destruída à
medida que vínculos fossem criados junto do hitlerismo, ainda que fosse
apenas de um modo filosófico, e também por sua concepção do Arquétipo,
referindo-se a Wotan ou a Vishnu, de modo que Adolf Hitler, ao ser possuído
por Wotan, passava a ser um Avatar, ocupando assim uma divindade
externa, extraterrestre como se diz atualmente. Ao fim de seus dias, Jung,
declarou no prefácio do meu livro “Las visitas de la reina de Saba” (As visitas
ao reino do Sabá), que o Arquétipo seria uma entidade superconsciente, um
deus, e não uma “representação dos instintos”, como até então seus alunos o
haviam definido.

Temendo pela destruição da obra de toda a sua vida, e ao vínculo feito


a Hitler e ao hitlerismo, ao término da guerra Jung sofreu três ataques do
coração. Antes já havia ele aconselhado os Serviços Secretos ingleses e
norte-americanos para largarem a guerra, porque Hitler estava possuído por
Wotan, deus do furacão e da tormenta (Blitzkrieg). “E uma tormenta não pode
durar muito tempo – ela vai se esgotando, se autodestruindo.”.

De todos os modos, a atitude de Jung, um suíço, foi diametralmente


oposta a de Heidegger, um alemão que se manteve firme, como partidário do
Nazismo até o fim, sem pensar no que sucessivamente poderia ocorrer às
suas obras.

E Heidegger recordaria a Ezra Pound: “Mantenha-se firme aos seus


velhos sonhos para que de alguma forma o nosso mundo não perca a
esperança”.

Tradução feita a partir do texto original em Espanhol, sob o título de Führer &
Jung.

Tradução por Tholf zine.

Fonte: http://www.letras.s5.com/archivoserrano.htm

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A HISTÓRIA NÃO EXISTE SENÃO ENTRE NAÇÕES BRANCAS
*Arthur de Gobineau

Abandonamos até agora o que foi visto anteriormente, com os


conquistadores espanhóis a pisar em solo americano, povos isolados que,
menos expostos se comparados a outros no que diz respeito às mesclas
étnicas, puderam conservar, durante vários séculos, uma organização contra
a qual nada influía. A Índia e a China, em seu isolamento do resto do mundo,
presentearam-nos com este raro espetáculo. E assim como sucessivamente
não veremos mais do que nações ordenando seus interesses, suas idéias,
suas doutrinas e destinos à marcha de outras nações de formação diferente,
e assim também não veremos perdurar as instituições sociais. Em nenhuma
parte experimentamos um só momento da ilusão de que, durante o Império
Celeste e na terra dos brâmanes, poderia nevar facilmente ao observador,
estando a se perguntar se o pensamento do homem não é imortal. Em vez
desta majestosa duração, em vez desta solidez quase imperecível, magnífica
prerrogativa que a homogeneidade relativa das raças garantiu às sociedades
que acabo de nomear, não contemplaremos já, a partir do século VII antes de
Cristo, no turbulento cenário de onde partem a maioria dos povos brancos,
nada mais que a inconstante instabilidade na idéia civilizadora. Em um
momento, para medir sobre a longitude do tempo a série de criações hindus
ou chinesas, era necessário contar com uma disponibilidade de dezenas de
séculos. Desacostumados a esse método, comprovaremos que uma
civilização de quinhentos ou seiscentos anos é comparativamente muito
venerável. As criações políticas mais esplêndidas teriam apenas duzentos ou
trezentos anos e, passado este prazo, deveriam se transformar ou sucumbir.
Cegos por um instante de brilho efêmero da Grécia e da Roma republicana,
nos servirá de grande consolo, quando cheguemos aos tempos modernos, à
idéia de que, se nossas estruturas sociais duram ou alcançam ao menos
tanta longevidade como tudo o que fora visto na Ásia e Europa, sendo
admirados, temidos e mortos, pisoteados a partir daquela era do século VII
antes de Cristo, esta época significou renovação e transformação quase
completa da influência branca nos problemas territoriais dos ocidentais.

O Oeste fora sempre o centro do mundo. Na verdade, todos os países


mais ou menos importantes abrigaram essa pretensão e puseram-na ao topo
de suas prioridades. Para os Hindus, o Ariavarta se encontra ao centro das
regiões sublunares; ao redor deste país santo estendem-se os Dwipas,
unidos ao centro sagrado como pétalas de lótus ao cálice da planta divina.
Segundo os Chineses, o Universo converge no Império Celeste a mesma
ilusão que sustentaram os gregos, para os quais o templo de Delfos era o
umbigo da Boa Deusa. Os Egípcios foram tão ingênuos quanto os demais.
Não é partindo de uma antiga presunção geográfica como a uma nação ou a
um conjunto delas que se permitirá atribuir-se um papel dominante no Globo.

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Nem sequer se deixá-la reivindicar a direção constante dos interesses
civilizadores e, a este aspecto, permito-me criticar de forma radical a célebre
obra de Giobierti – Primato civile e morale dell' Italiani. Somente através do
ponto de vista moral é que se resulta a lícita sustentação que, à margem de
todas as preocupações patrióticas, o centro de gravidade do mundo social
oscila sempre nos países ocidentais, sem deixar-se nunca de si mesmos e
tendo, com base nos tempos, dos limites extremos, ou seja, Babilônia e
Londres, do Leste a Oeste. Estocolmo e Tebas, no Egito, de Norte a Sul;
mais adiante desses limites, isolamento, personalidade restringida,
impotência para despertar a simpatia geral e, finalmente, a barbárie abaixo de
todas as suas formas.

O mundo ocidental, tal como acabo de descrever, é como um vasto


tabuleiro de onde partem golpes dos mais variados interesses. É um lago que
constantemente se derrama sobre o resto do Globo, algumas vezes
assolando-o, sempre a fertilizá-lo. É uma espécie de campo de cultivos
mosqueados em todas as plantas, saudáveis e venenosas, nutritivas e
mortais, que encontraram cultivadores. A maior soma de movimento, a mais
assombrosa diversidade de fatos, os mais ilustres conflitos e os mais
interessantes por suas vastas conseqüências, se encontram ali; Enquanto
que na China e na Índia produziram-se consideráveis revoluções das que o
mundo tem tido conhecimento, que a erudição, estimulada em certos indícios,
não deixou rastros delas senão com grandes esforços. Pelo contrário, entre
os povos civilizados do Ocidente, não há batalha, mas uma revolução, algo
sangrento, resultado de dinastia por pouco importante que seja, que, tendo
acontecido trinta anos atrás, não deixa legados ao nosso conhecimento,
frequentemente com pormenores que deixam o leitor tão assombrado como
pode estar o antiquário quando, nos monumentos de antigas idades, sua vista
descobre intacta a delicadeza das mais finas esculturas.

A que se deve esta diferença? Deve-se ao fato de que na parte oriental


do mundo, a luta permanente das causas étnicas não teve lugar senão entre
o elemento ariano, de uma parte, e os princípios negros e amarelos, de outro.
Não necessito fazer observar que, ali onde as raças negras não combateram
senão contra elas mesmas ou onde as raças amarelas giraram igualmente
em seu próprio círculo, ou bem ali onde as mesclas negras e amarelas lutam
hoje entre si, não há História possível. Como os resultados destes conflitos
são essencialmente infecundos ao mesmo que os agentes étnicos que os
determinam, nada esclareceu nem substituiu isso deles. É o caso da América,
da maior parte da África e de uma fração considerável da Ásia. A História não
brota senão somente do contato com as raças brancas.

Na Índia, a espécie nobre não colide senão com a dos antagonistas


inferiores. Compacta, a princípio, em sua essência ariana, toda sua tarefa

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consiste em defender-se contra a invasão, contra a imersão do fluxo de
princípios estranhos aos seus. Este trabalho preservador se prossegue com
energia, com consciência do perigo e com ajuda de meios que nos cabe
chamar desesperados, e que seriam verdadeiramente novelescos se não
tivessem dado resultados tão práticos. Esta luta tão real, tão verdadeira, não
é, sem dúvidas, com o intuito de produzir sua História propriamente dita.
Como a raiz branca posta em ação está, segundo acabo de dizer, compacta e
tem um objetivo único, uma só idéia civilizadora, basta-lhe apenas vencer e
viver. Pouca variedade na origem dos movimentos engloba escassos desejos
de conservar seus vestígios; e do mesmo modo que se tem feito notar que os
povos felizes carecem de história, cabe acrescentar que não as possuem,
não têm nada que contar que não seja do domínio de todos. Assim o
desenvolvimento de uma civilização unitária tal como a da Índia, que não
oferece à reflexão nacional senão poucas inovações surpreendentes, nem
muitas trocas inesperadas em suas idéias, nem em doutrinas, nem em
costumes, não têm nada grave que se referir, e de ali vem que as crônicas
hindus estiveram sempre revestindo a forma teológica, as sombras da poesia,
e apresentam uma carência tão completa de cronologia, deixando
consideráveis lacunas no registro dos acontecimentos.

Na China, um de seus costumes mais antigos consiste em relembrar


seus feitos. Nós o explicamos, observando que a China esteve desde o
começo longínquo em relação com povos geralmente pouco numerosos para
poder conquistá-la, ainda que dotados de poderio suficiente para inquietá-la e
comovê-la, e que, formados, em toda a parte, por elementos brancos, ao
atacá-la não iriam somente com espadas, mas também idéias. A China, ainda
que distante do contato europeu, influiu, não obstante, nos resultados das
diferentes migrações, e quanto mais se levam as grandes compilações de
seus escritores, mais dados encontraremos sobre nossas próprias origens,
dados que a história do Aryavarta não nos dá com tanta precisão. Já faz
muitos anos que graças aos livros dos escritores, retificaram-se felizmente
muitas idéias falsas sobre os Hunos e Alanos. Daqueles livros percebem-se,
todavia, detalhes preciosos relativos aos Eslavos, e pode que, por este meio,
o que hoje se sabe acerca do início dos povos sármatas se vê aumentando
com novos conhecimentos. Adiante, esta abundância de realidades antigas,
conservada pela literatura do Império Celeste, se aplica, e isso merece ser
sublinhado, melhor às comarcas do Noroeste da China que as do Sul do
continente asiático. A causa não há que buscá-la senão no atrito das
populações mestiças do Império Celeste com as tribos brancas ou
semibrancas das fronteiras; de modo que, seguindo uma manifestação
progressiva, a partir do silêncio inerte das raças negras ou amarelas, se
encontra primeiro na Índia, com seus civilizadores, e não oferecendo senão
pouca história, posto que mantém poucas relações com outros ramos da raça
idêntica. Depois vem o Egito, que tem apenas um pouco mais, pela mesma

17
razão. À continuação, encontra-se a China, onde resulta algo maior, devido
ao fato de que seus atritos com o Ariano estrangeiro foram reiterados, e se
chega assim ao território ocidental do mundo, à Ásia Anterior, aos países
europeus, de onde os anais se desenvolvem com um caráter permanente e
uma atividade infatigável. É porque ali não se enfrentam somente um dos três
ramos da espécie nobre ocupadas em defender-se tenazmente contra o
entrelaçar dos ramos inferiores da árvore humana. O cenário é
completamente diferente, e neste teatro turbulento, a partir do Século VII de
nossa era, numerosos grupos de mestiços brancos, dotados de diferentes
costumes, todos em luta entre si, combatendo com o punho e sobretudo com
as idéias que modificam incessantemente suas civilizações recíprocas em
meio a um campo de batalha onde os povos negros e amarelos não
aparecem já senão desfigurados por mesclas seculares e não influem sobre
seus vencedores senão mediante uma infusão latente e inadvertida cujo
único auxílio é o tempo. Em outras palavras, se a História se desenvolve
desde este momento nas regiões ocidentais, é porque no sucessivo que se
figurará à idéia de todas as partes estará mesclado de branco, porque
somente se tratará de Arianos, de Semitas (os Camitas estavam já
mesclados com estes), de Celtas, de Eslavos, povos, todos, originariamente
nobres e com idéias especiais, tendo se formado sobre a civilização um
sistema mais ou menos refinado, porém possuindo toda uma origem em
comum, e surpreendendo-se, estranhando-se uns aos outros por doutrinas
que eles emitem acerca de todas as coisas e cujo triunfo persegue sobre as
doutrinas rivais. Este imenso e incessante antagonismo intelectual parece
sempre, àqueles que os motivaram, muito digno de ser observado, recorrido,
registrado hora por hora, ao passo que outros povos menos atormentados
não julgavam útil conservar uma grande recordação de uma existência social
sempre uniforme, apesar das vitórias alcançadas sobre raças pouco menos
que mudas. Assim, o Oeste da Ásia e da Europa é o grande semeador de
uma luta civilizadora – tende inevitavelmente a concentrar-se em tudo o que,
no mundo, oferece um valor capaz de excitar a cobiça.

Se tudo não se criou ali, houve ao menos pretensão a tudo possuir, e


sempre se conseguiu, na medida em que a essência branca exercia seu
império porque, não há dúvidas, a raça nobre não existe pura em nenhum
estado, e descasa certamente sobre um fundo étnico heterogêneo que, na
maioria das circunstâncias, a paralisa de uma maneira que por não passar
inadvertida, é menos decisiva. Nos tempos em que a influência branca pode
exercer-se mais livremente, no ambiente ocidental, nesse oceano ao qual
afluem todas as correntes civilizadoras, pude ver como viriam
sucessivamente a enriquecer o tesouro comum da família as conquistas
intelectuais dos outros ramos brancos que operavam no centro das esferas
mais apartadas. Assim é como, nos grandiosos tempos da Grécia, Atenas se

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apoderou do quanto à ciência egípcia possuía de mais valioso, assim como a
Filosofia hindu demonstrava ser sutil.

Do mesmo modo, em Roma possui-se a arte de assimilarem-se os


descobrimentos que pertenciam aos pontos mais deficientes do Globo. Na
Idade Média, época em que a sociedade civil parece a muitos como inferior
ao que foi abaixo dos Césares e Augustos, se redobrou não o bastante no
zelo e se chegaram aos maiores êxitos para a concentração de
conhecimentos. Penetrou-se muito mais além nos santuários da sabedoria
oriental, recorrendo maior número de justas noções; e, ao mesmo tempo,
intrépidos viajantes, impelidos pelo gênio aventureiro de sua raça, realizavam
viagens longínquas, comparadas com os quais os périplos de Escilax e de
Aumon, os de Piteas e Nearco apenas se merecem ser citados. E, sem
dúvidas, um rei da França e até o Papa do Século XII, promovedores e
sustentadores desses objetivos poderosos, poderiam comparar-se aos
colossos da autoridade que governam o mundo romano? Não; porém na
Idade Média o elemento branco era mais nobre, mais puro e, por
conseguinte, mais ativo que se havia conhecido nos palácios da Roma antiga.

Mas estamos no Século VII antes da era cristã, naquela época


importante em que, na vasta amostra do inundo ocidental, a História positiva
começa para não cessar jamais; época em que a larga duração de um estado
é pouco provável, em que os choques dos povos e das civilizações se
sucederam a muitos intervalos curtos, em que a esterilidade e a fecundidade
social deveriam se remover e reintegrar-se nos mesmo países, segundo
maior ou menor densidade dos elementos brancos que recobriam os fundos
negros e amarelos. Aqui convém que voltemos sobre o que fora dito em
equilíbrio acerca da importância concedida por alguns sábios à situação
geográfica.

Não renovarei meus argumentos contra esta doutrina. Não repetirei que,
se as leis militares de Alexandria, de Constantinopla, estavam fatalmente
indicadas para converter-se em grandes centros de população, teriam
subsistido e seguido de forma igual em outros tempos, sob a alegação de
serem desmentidas pelos feitos. Nem sequer recordaria que, raciocinando
assim, nem Paris, nem Londres, nem Viena, nem Berlin, nem Madrid, teriam
título algum para ser as célebres capitais que são, e que em seu lugar
teríamos visto como, desde a aparição dos primeiros mercadores, Cádiz, ou
talvez melhor Gibraltar, Alexandria muito antes que Tiro ou Sidão,
Constantinopla, excluindo eterna de Odesa, Veneza, sem esperança alguma
para Trieste, acamparam uma supremacia natural, incomunicável, alienável,
indomável, se me é lícito utilizar esta palavra; e teríamos visto, portanto,
como a história humana girava eternamente ao redor destes pontos
predestinados. Em efeito, são certamente os lugares melhor situados para

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fomentar o tráfico. Porém, afortunadamente, o mundo tem interesses maiores
se comparados aos das mercadorias. Seus negócios não andam a mercê da
seta economista. Movem-se mais elevados que as considerações do dever e
ter presidem seus atos e, desde a aurora do mundo, a Providência
estabeleceu assim as regras da gravitação social: que o lugar mais
importante do Globo não é necessariamente o meio para comprar ou vender,
para fazer transitar os gêneros ou para fabricá-los, para recorrer às matérias
primas ou para cultivá-las. É, contudo, aquele em que, em um dado
momento, habita o grupo branco mais puro e mais inteligente e forte. Ainda
que o caso de que, por uma série de circunstâncias políticas invencíveis,
reside-se este grupo entre os elos polares ou abaixo dos raios do fogo do
equador, o mundo intelectual se inclinaria até este lado. Convergir-se-iam ali
todas as idéias, todas as tendências, todos os esforços, e não haveria
obstáculos naturais que pudessem impedir que os gêneros e os produtos
mais distantes chegassem ali através dos mares, dos rios e montanhas.

As perpétuas trocas ocorridas à importância social das grandes cidades


são uma demonstração plena desta verdade sobre a qual não se podem fazer
amostras às presunçosas difamações dos teóricos economistas. Nada mais
detestável que o crédito que desfruta de uma suposta ciência que, de
algumas observações gerais aplicadas pelo bom sentido de todas as épocas
positivas dos arianos, chegou-se a extrair, pretendendo dar-lhes uma coesão
dogmática, as maiores e mais perigosas inépcias práticas; que, abusando em
demasia da confiança de um público sensível à influência das sesquipedalia
verba, assume o papel funesto de uma verdadeira heresia presumindo
dominar, corrigir e acomodar a seus pontos de vista a religião, as leis, os
costumes. Estabelecendo toda a vida humana e ainda a vida dos povos
nestes vocábulos produzir e consumir, pouco menos cabalísticos em suas
escolas, qualifica de honroso aquilo que é apenas natural e justo: o trabalho
do trabalhador, e a palavra honra perde toda a sublimidade de significação
primitiva. Da economia privada faz-se a mais eminente das virtudes, e, a
força de exaltar as preeminências da prudência no individuo e os benefícios
da paz no Estado, a abnegação, a fidelidade pública, a bravura e a intrepidez
concertam-se quase que em vícios, ao seu teor máximo. Não é uma ciência,
ainda que sua base mesquinha constitua a negação mais miserável das
verdadeiras e mais santas necessidades do homem. Pega o milheiro e o
fiador de sua categoria modesta, para oferecer-lhes a admiração dos
Impérios. Porém, limitando-me a refutar o menor dos seus erros, direi mais
uma vez, que, junto das convenções comerciais que poderão recomendar tal
qual o ponto geográfico, as civilizações da Antigüidade não cessaram nunca
de avançar pelo Oeste, justamente porque as tribos brancas seguiram este
caminho e ao chegar a nosso continente, encontraram essas mesclas
amarelas que recuaram suas idéias utilitárias adotadas com maior reserva
pela raça ariana e muito desconhecidas do mundo semita. Assim, é de se

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prever que as nações se mostrem cada vez mais realistas, cada vez menos
artistas, na medida em que avancem até o Oeste. Mostrando-se assim, não
se deverá isso, seguramente, a motivos calcados na influência climática.
Deve-se unicamente ao fato que resultarão cada vez mais mescladas com
elementos amarelos e carregadas de traços negros. Tracemos aqui, a fim de
nos convencermos melhor, uma lista de gradação dos resultados que indico.
É necessário que o leitor coloque nisto muita atenção. Os iranianos, como
veremos em seguida, foram mais realistas, mais viris que os Semitas, os
quais, em maior número se comparados aos Camitas, permitem estabelecer
esta progressão: Negros, Camitas, Semitas, Iranianos.

Ver-se-á em seguida, a monarquia de Dário abnegar-se do fundo do


elemento semita e atribuir o triunfo ao sangue dos gregos, que, ainda que
cruzados, não obstante, estavam em tempos de Alexandre – livres de
mesclas negras.

Despertos os gregos, submergidos na essência asiática, serão


etnicamente inferiores aos romanos, que levarão o império do mundo muito
mais ao Oeste, e que, em sua fusão debilmente amarela, branca em um
grado muito mais elevado, e em fim semitizada, em progressão crescente,
tiveram conservado, não obstante, a dominação se, uma vez mais, não
tivessem aparecido competidores mais brancos. Eis porque os arianos
germanos fixaram decididamente a civilização no Noroeste.
Do mesmo modo que acabo de recordar este princípio do primeiro livro,
que a posição geográfica das nações não constitui em modo algum sua
glória, nem contribui senão em uma exígua medida a ativar sua existência
política, intelectual, comercial, assim também para os países soberanos as
questões de clima são nulas; e assim como vemos na China que a antiga
supremacia, outorgada em uma época a Yusman, passou em seguida a Pe-
tchi-li, e que na Índia as comarcas do Norte são hoje as mais ativas, quando,
durante vários séculos, esteve, pelo contrário, no Sul, assim também não há,
no Ocidente do mundo, climas que não tiveram suas épocas de esplendor e
de poder. A Babilônia, onde nunca chove, e a Inglaterra onde chove sempre;
o Cairo, onde o sol é tórrido e São Petesburgo, onde o frio é mortal. Em
pontos extremos, a dominação reina ou é reinada.

Depois destas questões, poderia abordar também a respeito da fertilidade:


nada mais inútil. Os Países Baixos nos demonstram de sobra que o gênio de
um povo é dotado de glórias: cria grandes cidades na água, constrói uma
pátria sobre guias, atrai o ouro do universo mesmo em pântanos
improdutivos. Veneza nos dá a prova de algo a mais: que sem território
algum, sem sequer marítimo, nem sequer não-cultivado, pode fundar-se um

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Estado que luta em esplendor e vive mais anos se comparados aos
outorgados mais sólidos.

Permanece-se, pois, estabelecido que a questão da raça seja maior para


apreciar o grau do princípio vital nas grandes fundações; que a História que
se criou, desenvolveu-se sustentada unicamente por onde estiveram em
contato com os povos brancos; que quanto mais se trata do assunto dos
povos brancos, se aceita a crítica positiva que afirma serem eles os únicos
povos históricos, e que lembrar de seus atos é algo de extrema importância à
humanidade, em diversas épocas; que uma nação é mais rica na medida em
que sua origem branca é mais pura.

Antes de abordar o estudo das modificações introduzidas, no século VII


antes de Cristo, nas sociedades ocidentais, deve-se verificar a aplicação de
certos princípios centrados anteriormente e fazer brotar novas observações
do terreno sobre o qual avanço.

*Texto original em espanhol, sob o título de “La historia no existe más que
entre las naciones blandas, porqué casi todas las civilizaciones se han
desarrollado en el occidente del globo”, pgs 1-8, do livro quatro,
“Civilizaciones semíticas del Sudoeste”.

DE GOBINEAU, Arthur. “Ensayo sobre la desigualdad de las razas


humanas”. Barcelona.

Tradução por Tholf zine.

O SACRIFÍCIO REVISIONISTA
Tholf

Chegara a minhas mãos o exemplar de uma obra revisionista. Obra rara


e de tiragem limitada, faz-me lembrar dos transtornos aos quais fui submetido
quando ainda estive à sua busca. Foi preciso ter estado em contato com uma
série de outras obras, também raras, que de alguma forma fariam menções a
esta que por agora possuo, despertando meu interesse histórico. O ato de
adquirir tal obra, por si só, caracteriza um sacrifício, ainda que leve, se
levarmos em conta a raridade deste gênero repleto de magia que vem a ser o
revisionismo histórico. Trata-se ele de uma categoria literária que contra sua
vontade, vem sido mantido às escondidas, no subsolo da obscuridade.

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Por vezes, fazem-nos lembrar os meios acadêmicos sobre listas de
livros que um dia foram proibidos sob o olhar de determinados regimes,
fazendo-nos sentir orgulho da tão repetida democracia que gozamos. Mas, o
regresso ao qual estamos submetidos neste sentido não chega a ser
diferente se comparado com outros tempos, com a pequena diferença de que
por agora, aqueles que exercem o poder possuem mecanismos infinitamente
mais eficientes na pretensão de justificar suas ações como um bem comum a
todos. Estando atrelados à academia, os meios de comunicação em geral
mostram-se profundamente eficientes em toda a propaganda negativa,
regada de uma triste ignorância, no que diz respeito ao revisionismo histórico,
transformando-o, pode-se assim dizer, em um gênero literário do ódio. Seus
leitores, por sua vez, seriam pessoas que encontram na leitura um espaço
para aguçar a chama de sua fúria e de alguma forma encontram neste gênero
um incentivo para contribuir com o caos mundial. É, pois, desta forma ignóbil
que vem sendo tratado um dos mais brilhantes e, por isso mesmo,
inquietantes meios de discussão a respeito de grandes e pequenos
acontecimentos na história da humanidade. Diferentemente de outros
tempos, em que a grande massa assistia com indiferença ou, em alguns
poucos casos com temor, à limpeza de gêneros literários indesejáveis, hoje
nosso povo está a aplaudir a proibição do revisionismo histórico. Aqueles cuja
absorção da mensagem sionista se dera com mais eficácia, exaltam-se a
pedir por maiores punições àqueles tidos como disseminadores do ódio.
Causa perigo, à sua ótica ofuscada pelos senhores do mundo, o
questionamento em relação aos acontecimentos referentes à Segunda
Guerra Mundial – não única e exclusivamente a respeito dela, mas que de
algum modo tenham algum tipo de relação – e um possível despertar
daqueles que por tanto tempo mantiveram-se, sem que notassem, como
marionetes de uma opinião inescrupulosa. Aplaude-se com entusiasmo a
toda a repressão sofrida por pessoas simples, cujo interesse pelo
questionamento referente aos acontecimentos históricos fez-se presente com
maior vivacidade, ao ponto de dedicarem parte de suas vidas a pesquisas
sérias. São as mesmas pessoas que aplaudem toda a repressão ao
revisionismo histórico – pessoas inquestionavelmente bem instruídas – que
ao retornarem aos seus lares, estarão a cantarolar sobre músicas que tendo
livre circulação, propagam o uso de drogas, a violência sobretudo contra as
autoridades, o homossexualismo ou a experiências bissexuais, o luxo
exacerbado e a veneração e posteriormente a adesão à arte escrava. Diante
de nós, cai o mundo. O incentivo dado a nossos jovens não mais se
caracteriza como a sede pela descoberta de lugares, idiomas e leituras como
outrora fora: incentivam-nos às mais bizarras e anti-naturais experiências
sexuais, o uso de drogas sem qualquer finalidade, o desinteresse pelas
raízes que conseqüentemente traz um distanciamento da família. Quantos
destes jovens estão cônscios que talvez suas próximas gerações assistam ao
estado mais catastrófico de nosso planeta? Há, entre o que eles tanto

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respiram através do que ouvem, sequer uma menção à sustentabilidade?
Não! E digo-o simplesmente porque não caracteriza isto uma preocupação
interessante às suas interpretações. Dá-se ao jovem uma infinidade de
drogas e que goze das mais bizarras experiências sexuais, criando-se a idéia
de que é, pois, assim que uma vida é aproveitada. Junto, alimenta-se sua
revolta contra aquilo que sem perceber o quão manipulados estão, é visto
como preconceito. Incita-se ao jovem que defenda o criminoso, justificando
suas ações como fruto de um meio, a descartar a autonomia da consciência;
que defenda a libertinagem sexual que sendo por si só antinatural, os faz crer
que quando todos forem apenas objeto de prazer sexual, tornar-se-á o mundo
um lugar melhor de se viver. Mas, diante de todo o caos do mundo, incita-se
que haja por parte de todas as camadas da população o desencadeamento
da aversão àquilo que vem sido tido como ameaça: o revisionismo histórico.

Este gênero é o caminho de impávidos seres que estando cônscios de


sua capacidade argumentativa para justificar ao que crêem e pelo destemor
que desperta inveja aos bem instruídos blasés do mundo, carregam os mais
grosseiros estigmas que lhes poderiam ser atribuídos. Comumente fazem-se,
através dos meios de comunicação, difamações que fazem do revisionismo
histórico algo indesejável. Muitos o evitam. A alguns, desperta a curiosidade e
se acaso levem-na com tamanha determinação, ao ponto de vasculhar à
procura de obras, é certo de que, no mínimo, percebem o quanto sua
mensagem está distante de toda a propaganda difamatória. A titulo de
curiosidade, lembro-me de um amigo que há anos é envolvido com o
revisionismo histórico. Em sua juventude, seu comportamento explosivo
fizera-o por vezes entrar em discussão com sua irmã que constantemente
estava a recusar-se à leitura de uma das obras recomendadas com tanta
insistência por parte de seu consangüíneo. Anos se passaram e ele,
naturalmente, amadureceu e consigo, aprendera que não mais deveria
intervir contra a vontade de sua irmã – psicologia do reverso. Certa tarde
estava ele a trabalhar e ao retornar, percebera que seu livro não estava no
mesmo lugar de outrora. Foi em direção à irmã, única pessoa na casa
daquele instante. Não estava interessado em saber o porquê teria ela
invadido seu quarto ou algo do gênero; ao invez disso, extasiado, perguntara
à irmã se ela finalmente havia passeado seus olhos sobre a obra que há anos
ele havia recomendado. Respondeu-lhe ela que sim e que se acaso aquilo
que lera era verdadeiro, dissera que a situação atual estava regada a
profundas complicações. Sem dar a entender de forma direta, é provável de
que a irmã que por anos desprezou o que lhe fora recomendado pelo irmão
mais novo, recolhera-se a pensar que ele crê em algo de valor e que não
para menos por vezes, quando mais novo, mostrava-se inquieto em relação
às perspectivas do revisionismo histórico. Não mais conversaram a respeito,
mas é certo de ela por agora carrega consigo a noção de que os tantos
problemas que seu irmão enfrentou por suas concepções, eram, por fim, com

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razão. Relembro ao caso deste meu amigo para pensar que assim como sua
irmã, há provavelmente uma infinidade de pessoas que estão a carregar uma
aversão à inquietude dos escritores e simpatizantes do revisionismo histórico
e, certo dia, terão a oportunidade, talvez levados por uma pulsante
curiosidade, de estar em contato com as obras e de alguma forma crer que
há uma infinidade de motivos para justificar esta inquietude nossa. Alguns
decerto fechar-se-ão ao silêncio, sem que se esqueçam das lições tiradas
quando um dia estiveram em contato com os frutos do questionamento
histórico. Não terão a vontade, ou talvez a coragem, de tratar sobre aquilo
que estiveram a conhecer, mas não mais se deixarão levar pela difamação
bem elaborada. Mas àqueles cuja personalidade, cujas raízes, cuja sede pela
mudança bater-lhe à porta ao contato com o revisionismo histórico, teremos,
enfim, ganhado novos adeptos que estarão compromissados em levar esta
fonte adiante, susceptíveis às mais distintas reações. Muitos cujo potencial,
intelectualmente falando, permite com que compreendam nossas causas
mantêm-se, infelizmente, em silêncio. Com seu silêncio, demonstram que
apesar da grandiosidade que cerca às questões revisionistas, não estão
dispostos a deixar de lado sua comodidade para carregar estigmas.

A grande diferença entre aquele que compreende as razões da


existência e suas respectivas justificativas do revisionismo histórico, e aquele
que se diz adepto deste gênero literário, é a questão do sacrifício pessoal.
Basta com que lembremos a inúmeros nomes daqueles que um dia deixaram
de lado o conforto pessoal, a sacrificar-se pela mensagem do revisionismo
histórico. Como dito anteriormente, não são os escritores revisionistas
pessoas cujas obras são editadas ao modo best seller. Muitos dispõem do
pouco tempo livre para levar adiante suas pesquisas e de alguma forma
colocá-las em meio aos questionamentos levantados. Não é preciso que o
adepto do revisionismo histórico procure chocar àqueles que o cercam,
ostentando símbolos de péssima reputação por parte da sociedade, ou que
se detenham de um aspecto visual propositadamente chocante, ou até
mesmo que demonstrem com revolta, dita a insuportáveis decibéis, sobre o
que pensam – isto, por fim, acabaria por contribuir com a difamação que vem
sido feita aos nossos adeptos. Procure, de certo modo, aprofundar-se em
seus estudos e provar para si mesmo, antes de qualquer coisa, sua
capacidade de justificar seus posicionamentos; não ostente símbolos
agressivos ou esteja a trajar roupas chamativas, porque, afinal, sua
mensagem não é fruto de grife ou de uma moda que oscila a cada nova
estação. Diante de outrem, demonstre sua educação e calma, afinal são os
calmos que por vezes em silêncio, demonstram maior segurança em relação
ao que pensam. Trata-se de puro egoísmo manter o revisionismo histórico
fechado ao seu mundo, quando se pensar nos sacrifícios de muitos tiveram
de enfrentar para levar adiante suas obras. É preciso que uma chama queime
dentro daquele que sente a valentia de comprometer-se com nossa causa

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nobre, e pensar que ao limitar seus argumentos e justificativas a si próprio,
estará, com a arma do silêncio, fazendo com que a mesma chama não seja
contemplada por outrem. Aquele que está disposto a sacrificar-se por nossos
ideais, deverá eliminar o egoísmo de seu vocabulário nesse sentido.
Caracteriza-se simplesmente como um descaso ao depararmo-nos com a
atual situação de grandiosos nomes como Ernst Zündel ou Siegfried
Ellwanger Castan que tendo por décadas enfrentado inúmeros problemas por
levar adiante a chama de nosso ideal, mantêm-se firmes aos seus princípios
– à fidelidade ao modo streicheriano. Diante disto, relembro ao nome de
Reinhold Elstner e sua mensagem deixada junto de seu corpo, quando ateara
fogo contra si próprio em frente ao histórico monumento de Feldherrenhalle
onde em 1923, dezesseis nacional-socialistas foram assassinados pela
polícia da República de Weimar. Deixara ele isto, antes de ensopar o corpo
com gasolina: “50 anos de infindáveis difamações, terríveis mentiras e a
demonização de todo um povo... é demais. 50 anos de inacreditáveis insultos
aos antigos soldados alemães, extorções que custam bilhões, e de ódio
‘democrático’ – é mais do que alguém pode suportar. 50 anos de vingança
judicial sionista é suficiente. 50 anos criando lacunas entre gerações de
alemães, com a criminalização de seus pais e avós, é demais. O que ainda
teremos de suportar neste ano de ‘comemorações’ será simplesmente
inimaginável. Uma avalanche de mentiras e difamações tem nos inundado.
Com 75 anos já não posso fazer muito mais, mesmo assim, neste último ato,
com a minha morte por auto-imolação, quero ser uma luz para a volta ao
sentido da realidade. E se minha morte servir para a conscientização de um
único alemão, e assim encontrar o caminho da verdade, então meu sacrifício
não terá sido em vão”. Elstner não fora um revisionista propriamente dito, no
sentido de atuar como escritor, mas parte da matéria do revisionismo: alguém
que vivenciara a realidade da Segunda Guerra Mundial e, justamente por isto,
encontrava-se inconformado diante de todo um universo irreal que fora
imposto às novas gerações, sob as ordens dos aliados. Temos diante de nós,
inúmeros casos para pensarmos que se hoje estamos a reclamar por toda a
procura que temos de fazer m busca de um raro livro revisionista, isto nos é
um grande conforto se compararmos com as situações a que muitos
revisionistas ou matérias do revisionismo estiveram submetidos. Que conforto
estamos a desfrutar quando vasculhamos a sebos por certas obras, sem nos
darmos conta que foram elas o fruto de um glorioso sacrifício. Quantas
apreensões, difamações, prisões e torturas estiveram enfrentando estes
escritores, enquanto você pensa no perigo em simplesmente provocar uma
discussão polêmica frente a outras pessoas? E pensar que enquanto muitos
revisionistas estão a padecer atrás das grades, não por causas marginais,
mas por um dia terem reunido argumentos convincentes para arrancar a
máscara do sionismo, você por vezes está a fechar-se em seu mundo e gozar
de uma vida sem estigmas e riscos. Tenha a consciência de que você é fruto
de seu tempo e seu sacrifício, independente dos resultados, há de garantir

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sua paz de espírito ao pensar que você se manteve fiel e corajoso frente ao
seu ideal – relembrando as palavras de Ghandi, pensar que você ao menos
tentou ser a diferença que pretendeu ver no mundo. E diante daqueles que
atribuem a você as piores definições possíveis por seus princípios, mantenha-
se firme, imponente, altivo e com seu comportamento nobre, faça ganhar
respeito. Absorvamos, pois, a mensagem que nos fora deixada através dos
tempos, por aqueles que estiveram a se sacrificar pelo despertar ariano,
trazida a nós pelo revisionismo histórico, e sendo nós adeptos desta ponte
dourada, também seremos nós um exemplo, com nossos sacrifícios, às
próximas gerações. Assim como as tradições pagãs que nos foram roubadas,
devemos pensar que somos nós raízes de uma árvore imortal e da mesma
forma com que nossa vida é fruto de sacrifícios por parte de nossos
antepassados, tenhamos, pois, a obrigação de sacrificarmo-nos por novas
vidas.

Por fim, estou certo de que toda a difamação por parte dos sionistas e
seus instruídos em relação ao revisionismo irá prosseguir. No entanto,
façamos nossa parte: mostremo-nos pessoas exemplares, com boa
capacidade argumentativa, bem-educadas, ganhando assim respeito aos
meios que freqüentamos. Não deixemos com que pessoas que talvez
dotadas de traumas da infância, desprovidos de boa capacidade cognitiva, se
apropriem do revisionismo histórico para servir-se de iscas à difamação
crescente por parte daqueles que detém o poder. Nossa causa não está
atrelada a arruaceiros, encrenqueiros, drogados ou pessoas presas às vestes
de um ou outro estilo musical. Mostremo-nos, pois, como pessoas que
ganham a admiração por parte de outrem, abrindo assim espaço para que
nossos ideais encontrem eco. Mostrando-nos como pessoas fiéis aos seus
princípios, de costumes aristocráticos, podemos em longo prazo mudar a
impressão que vem sido atrelada àqueles que estão de alguma forma ligadas
ao revisionismo. Podem nos colocar como disseminadores do ódio,
propagandistas do negacionismo, racistas, terroristas, mafiosos, desumanos,
dentre tantas outras denominações pejorativas, mas se de alguma forma
pretendemos mudar, em longo prazo, a situação pelo que cremos, teremos
inevitavelmente de realizarmos sacrifícios e neste sentido, que não vem a ser
propriamente um sacrifício, mostremo-nos exemplares e de alguma forma
deixemos com que aqueles que nos enxergam estando fora de nosso
movimento, percebam por seus próprios olhos que estamos distantes daquilo
que dizem ser parte de nosso comportamento.

Desta vertente literária que por sermos adeptos, à qual vem sido tratada
como um alvo em meio a uma guerra que insistentemente o sionismo procura
prevalecer, mantemos a certeza de que somos frutos de um gênero sincero.
Relembremos, pois, as palavras de Castan: “Não dispomos de ouro nem
jóias... apenas dispomos, nós da Editora Revisão, de bons livros”. Somos

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adeptos de um gênero que não tem à sua disposição o apoio por parte das
autoridades, do estado, dos meios de comunicação, universidades e bancos.
Estamos, ao fim, sozinhos e como um povo que está a enfrentar uma
enxurrada, sejamos solidários no sentido de fazer com que nossos ideais se
perpetuem, criando barreiras à torrente de mentiras que tem sido depositadas
desde o fim da Segunda Guerra mundial.

Lembremos, como oriundos de uma origem comum ao lobo nobre que


fora o maior exemplo do sacrifício pessoal, e pensemos que ao dispor de
exemplos tão significativos, nosso sacrifício nunca será em vão. Façamos, ao
modo germânico, com que a luta e a persistência garantam-nos a luz, a paz
de espírito, o Valhalla em vida.

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