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UNIFIMES – CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS

FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

RELATÓRIO

ALUNO (a): Jéssyka Geany de Oliveira Bueno


Orientador: Prof. Vitor Machado

Trabalho apresentado à Faculdade de


Engenharia Civil da UNIFIMES - Centro
Universitário de Mineiros, como parte das
exigências da disciplina de Pontes como
requisito parcial de avaliação.

MINEIROS - GOIÁS
2019
PONTES ESTAIADAS

As pontes estaiadas são um tipo de ponte suspensa – uma solução de engenhara


intermediária entre o modelo fixo e o modelo pênsil. É a opção mais moderna e
economicamente viável indicada para se vencer grandes distâncias ou intervalos longos,
preferencialmente acima de 150 ou 200 metros. Atualmente, seu emprego mais comum é
sobre rios ou canais que necessitam de espaço para a passagem de embarcações. No Brasil,
um exemplo conhecido de ponte estaiada é a da Margem Pinheiros, em São Paulo.

O aumento impressionante no número de construções desse tipo pelo mundo se deve a


vários fatores. Primeiro, aos avanços tecnológicos quanto à fabricação de aço e concreto com
mais resistência. Segundo, ao desenvolvimento de softwares capazes de calcular rapidamente,
e com maior precisão, todos os elementos de sustentação. Isso deu aos projetistas
possibilidades criativas ilimitadas. Além disso, de um modo geral, os novos sistemas agregam
maior valor estético a essas belas estruturas, fazendo-as ser uma arquitetura requintada e
atrativa ao gosto popular.

As pontes estaiadas são constituídas, basicamente, de um ou mais mastros, hastes de


sustentação, tabuleiros e fundações. Explicando melhor, é um tipo de ponte sustentada por
cabos, geralmente de aço, que partem de grandes pilares e vão até a uma base suspensa. Há
dois tipos de direção para o qual os estais seguem: de “harpa”, onde saem paralelos a partir do
mastro, de modo que a altura do ponto de fixação do cabo no mastro é proporcional à
distância do ponto de fixação do mesmo no tabuleiro, na base; e de “leque”, onde partem
todos, juntos, do topo do mastro.

A primeira ponte estaiada do país, construída na capital paulista, próxima à estação


Santo Amaro do Metrô, teve suas obras concluídas em 1999. “Essa obra contou com o apoio
de uma empresa francesa, que nos transferiu tecnologia. Entretanto, depois disso, não
precisamos mais de apoio externo, pois dominamos a técnica e agora temos nossa própria
concepção de obra”, conta Ribeiro.
Desde então, a evolução do mercado brasileiro foi rápida e, nos próximos anos, o país
se tornará referência com a inauguração da maior estrutura do tipo em todo o planeta: com 1
km de trecho estaiado, vão de 550 m e pilares com 125 m de altura, a ponte ligará os
municípios de Salvador e Itaparica, na Bahia. “Um dos fatores que explica o seu tamanho é o
fato de plataformas de petróleo passarem debaixo dela. A altura das pistas em relação ao nível
do mar atinge 125 m – normalmente, o tabuleiro fica a cerca de 70 m de altura”, detalha o
engenheiro.

PONTES EM ARCO

O arco é um tipo estrutural que tem um comportamento estrutural interessante, pois


apresenta a possibilidade de ter os ESFORÇOS DE FLEXÃO REDUZIDOS em função da
sua forma. No caso de arcos de CONCRETO, essa possibilidade de redução da flexão
resultando na predominância da compressão, é adequada ao material, permitindo seu uso em
pontes com GRANDES VÃOS com PEQUENO CONSUMO do material (CUSTO).
Podem ser projetadas com TABULEIRO SUPERIOR (sustentado por montantes), com
TABULEIRO INFERIOR (sustentado por tirantes ou pendurais), ou ainda o sistema misto
com ARCO INTERMEDIÁRIO, sustentado lateralmente por montantes e, no centro, por
pendurais.
Nas estruturas com ARCOS INFERIOR E INTERMEDIÁRIO, ocorrem grandes
esforços horizontais na base do arco, tornando necessária a existência de um EXCELENTE
TERRENO DE FUNDAÇÃO. Quando a obra for de concreto armado, deve-se prever um
plano de concretagem bem definido para que se possa reduzir os efeitos de retração e
deformação lenta do material.

Pontes em arco superior


Possuem CARGAS DE SERVIÇO MENORES (o arco – comprimido – é
interiormente auto equilibrado pelo tabuleiro – tracionado). Por esse motivo sua concepção é
muito mais influenciada por RAZÕES ESTÉTICAS e arquitetônicas, do que por critérios
técnicos ou econômicos VANTAGENS: planícies que exigem um gabarito reduzido abaixo
do tabuleiro impossibilitando a colocação de um arco inferior, ou quando existe a necessidade
um gabarito mínimo sobre um rio ou canal navegável estreito.
O arco continua sendo o elemento principal, sujeito a elevados esforços, que são
transmitidos ao arco por PENDURAIS verticais ou inclinados (elementos de aço sujeitos a
esforços de tração). Dependendo do grau de inclinação, do número e da geometria dos
pendurais, os esforços no arco tendem a diminuir.
PONTES EM CONCRETO ARMADO

A maioria das pontes da malha de rodovias federais brasileiras é de concreto armado e


tem idade superior a 30 anos, sendo escassas as informações sobre seus materiais constituintes
e suas características mecânicas. Ao longo da vida útil dessas pontes ocorreram alterações de
capacidade de carga e geometria dos veículos da frota circulante e alterações dos trens-tipo
para o dimensionamento dessas estruturas. Muitas delas apresentam sinais perceptíveis de
deterioração, tanto do concreto quanto da armadura, e não se conhece o grau de
comprometimento dessas estruturas. Este trabalho pretende contribuir para a avaliação
estrutural das pontes de concreto armado através da análise da variação da distribuição de
tensões no concreto e na armadura, decorrentes da variação do módulo de elasticidade do
concreto e da redução da taxa geométrica de armadura longitudinal por corrosão, em uma
ponte representativa do estoque de pontes existentes.
A análise foi feita com a utilização de dois modelos em elementos finitos, um com
elementos de barras e cascas e outro com elementos sólidos, nos quais foram simuladas
variações no módulo de elasticidade do concreto e diferentes condições de corrosão da
armadura longitudinal das longarinas. Os resultados obtidos indicam que os efeitos da
variação do módulo de elasticidade do concreto e da taxa geométrica de armadura são mais
significativos nas tensões na armadura que no concreto.