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Universidade Federal Fluminense

Escola de Engenharia

Disciplina: HIDRÁULICA BÁSICA

Aula 7 - Escoamento não permanente

Prof.: Gabriel Nascimento (Depto. de Eng. Agrícola e Meio Ambiente)


Elson Nascimento (Depto. de Eng. Civil)
 Válvulas
 Escoamento quase-permanente
 Transiente hidráulico
 Celeridade
 Fechamento de válvula
 Fundamentos teóricos para outros casos
Válvulas
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAA4VEA
G/trabalho-sobre-atuadores-valvulas

http://www.redebras.com.br/valvulas-e-registros-
metalicos/registro-de-gaveta-predial-em-bronze.php
http://en.wikipedia.org/wiki/Ball_valve
http://www.flotechinc.com/new-
valve-sales/keystone/

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Butter
fly-valve--The-Alloy-Valve-Stockist.JPG
São instaladas no início das adutoras por
recalque e quase sempre no trecho da saída de
cada bomba. Destinam-se, neste último caso, a
impedir o retorno brusco da água contra as
bombas na sua paralisação por falta de energia
elétrica ou por outro motivo qualquer;

Tipo portinhola

Tipo clasar
http://www.fundibide.com/inde
x.php/productos/valvuleria/95-
ventosas-trifuncionales-cuerpo-
compacto.html

http://www.dec.ufcg.edu.br/saneamento/Ventosas.htm
As válvulas aliviadoras de pressão
ou válvulas de anti-golpe são
dispositivos que permitem
reduzir a pressão interna das
instalações quando estas sofrem
a ação de golpes de aríete. São
instaladas geralmente no início
das adutoras por recalque, de
grande diâmetro, nas quais as
válvulas de retenção sofrem
solicitações maiores e poderão
suportar os esforços resultantes
da sobre-elevação de pressão;
Disponível em: http://www.dharmiengineers.com/safety_relief_valve.htm
 Amenizam a elevação de pressão pelo acúmulo de um volume de
fluido em seu compartimento interno.

Disponível em: <http://safesurge.com.au/clear-water-bladder-surge- Disponível em: <https://www.harpervalves.com>. Acesso em 10 out. 2017.


vessels/>. Acesso em 10 out. 2017.
http://www.saint-gobain-
canalizacao.com.br/ln_valvulas/vse2001-
port01.asp

http://www.saint-gobain-
http://www.kidde.com.br/ProductsSystemsA canalizacao.com.br/ln_valvulas/vse2001-port01.asp
ndServices/Pages/HydraulicValves.aspx
http://www.emmeti.com.br/r
http://www.emmeti.com.br/ edutoras-de-pressao-p25-
redutoras-de-pressao- p10.asp
eco.asp

http://www.mopartners.com.br
/valvula-redutora-de-pressao
Escoamento quase-
permanente
 Considerações:
 Variação lenta da velocidade
 Aceleração desprezada
 Utilização das equações de escoamento permanente
com variação da carga ao longo do tempo

 Exemplos de aplicação:
 enchimento de reservatórios; e
 variação dos níveis d’água de dois reservatórios ligados
𝐻1 = 𝐻2 + ∆𝐻12
𝑉2 1
0+0+𝑧 =0+ + 0 + ∆𝐻12
2𝑔

𝑉2 𝑓𝐿 𝑉 2
𝑧= + Σ𝐾 +
2𝑔 𝐷 2𝑔

𝑉2 𝑓𝐿 2
𝑧= 1 + Σ𝐾 +
2𝑔 𝐷

• considerando-se f constante (ex.: média entre o valor correspondente a z=a e z=y)


𝑑𝑉 = −𝐴𝑟 𝑧 𝑑𝑧
2𝑔 𝑑𝑉 𝑑𝑧
𝑉= 𝑧 =𝛽 𝑧 𝑄 = 𝑉 ∙ 𝐴𝑡 → = 𝛽 𝑧 ∙ 𝐴𝑡 → 𝐴𝑟 𝑧 = −𝛽 𝑧 ∙ 𝐴𝑡
𝑓𝐿
1 + Σ𝐾 + 𝐷 𝑑𝑡 𝑑𝑡

𝑧 2𝐴𝑟
1 𝐴𝑟 𝑧
→𝑡=− 𝑑𝑧 • se Ar =cte: → 𝑡= 𝑎− 𝑧
𝛽𝐴𝑡 𝑎 𝑧 𝛽𝐴𝑡
Exemplo: Um tanque cilíndrico aberto de 1,0 m de diâmetro está
sendo esvaziado por um tubo de 50 mm de diâmetro e 4,0 m de
comprimento, com entrada em aresta viva (K=0,5), para o qual f
= 0,025, e descarregando na atmosfera. Determine o tempo
necessário para que a diferença entre o nível d’água no tanque e
o nível da saída do tubo caia de 2,0 m para 1,0 m.
𝐻1 = 𝐻2 + ∆𝐻12

0 + 0 + 𝑧1 = 0 + 0 + 𝑧2 + ∆𝐻12
1
𝑓𝐿 𝑉 2
𝑧1 − 𝑧2 = Σ𝐾 +
𝐷 2𝑔
𝐻 2

• considerando-se f constante (ex.: média entre o valor correspondente a z=a e z=y)


𝑑𝑉 = −𝐴1 𝑑𝑧1 = +𝐴2 𝑑𝑧2 𝑑𝑧1 𝐴𝑡
2𝑔 = −𝛼 𝐻 ∙
𝑉= 𝐻=𝛼 𝐻 𝑑𝑉 𝑑𝑡 𝐴1
𝑓𝐿 𝑄 = 𝑉 ∙ 𝐴𝑡 → = 𝛼 𝐻 ∙ 𝐴 𝑡 →
Σ𝐾 + 𝐷 𝑑𝑡 𝑑𝑧2 𝐴𝑡
= +𝛼 𝐻 ∙
𝑑𝑡 𝐴2
𝑑𝐻 𝑑𝑧1 𝑑𝑧2 1 1
𝐻 = 𝑧1 − 𝑧2 → = − = −𝛼 𝐻𝐴𝑡 +
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝐴2 𝐴1
1 −1 2𝐴1
→ 𝑑𝑡 = − 𝐻 2 𝑑𝐻 → 𝑡= 𝐻0 − 𝐻
1 1 𝐴
𝛼𝐴𝑡 𝛼𝐴𝑡 1+ 1
𝐴2 + 𝐴1 𝐴2
Exemplo: Dois reservatórios prismáticos, um de área igual a 7,4 m² e outro de
área igual a 3,7 m², estão ligados por uma tubulação de 125 m de
comprimento e 50 mm de diâmetro, com fator de atrito f = 0,030. Determine
o tempo necessário para que um volume de 2,3 m³ de água seja transferido
do tanque maior para o menor, se a diferença de nível inicial entre eles é de
1,5 m.
Coeficientes de perda de carga:
 entrada K = 0,5; e
 saída K = 1,0.
Transiente hidráulico
(golpe de aríete)
Danos em tubulações causados por transiente hidráulicos
Danos em tubulações causados por transiente hidráulicos
Fonte: http://www.thermgard.com.au/index.php?pageid=2420

Exemplos de Acidentes Causados por Transiente Hidráulico


Sayano-Shushenskaya
17 de Agosto de 2009

Fontes: http://www.engenheiromaestri.com/2011/01/mais-de-um-ano-apos-o-acidente-com.html
http://www.hss.doe.gov/sesa/analysis/oec/docs/LL_from_Accident_at_Russia's_Hydroelectric_Plant.pdf

Exemplos de Acidentes Causados por Transiente Hidráulico


Fontes: http://www.engenheiromaestri.com/2011/01/mais-de-um-ano-apos-o-acidente-com.html
http://www.hss.doe.gov/sesa/analysis/oec/docs/LL_from_Accident_at_Russia's_Hydroelectric_Plant.pdf

Exemplos de Acidentes Causados por Transiente Hidráulico


Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/07/bombeiros-confirmam-morte-de-crianca-apos-rompimento-de-
adutora.html

Exemplos de Acidentes Causados por Transiente Hidráulico


Fonte: Interação Fluido-Estrutura Sob Ação de Transiente Hidráulico / Asthar Luana Barcelos Carvalho.
Niterói: [s.n.], 2011.

Exemplos de Acidentes Causados por Transiente Hidráulico


Transiente hidráulico, ou golpe de aríete, é a variação brusca
de pressão no interior causada por uma alteração no
escoamento, como o fechamento rápido de uma válvula ou
desligamento de bomba.

𝑉𝑎𝑟𝑖𝑎çã𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑜𝑚𝑒𝑛𝑡𝑢𝑚 = 𝐼𝑚𝑝𝑢𝑙𝑠𝑜

𝑚𝑣 = 𝐹𝑡
 Período da canalização:
2𝐿
𝜏=
𝐶
 Período da canalização:
2𝐿
𝜏=
𝐶
É a velocidade de propagação da onda de pressão no interior da tubulação.
Considera a compressibilidade do fluido e a elasticidade da tubulação.
9900
𝐶=
𝐷
48,3 + 𝑘 𝑒
 C: celeridade (m/s)
 D: diâmetro do tubo (m)
 e: espessura do tubo (m)
 k: coeficiente em função do módulo de elasticidade do tubo
 Aço: k = 0,5
 Ferro fundido: k = 1
1011
 Concreto: k = 3 𝑘=
 Cimento-amianto: k = 4,4 𝐸
 Plástico: k = 18
Celeridade, C (m/s)
k
D/e Aço FoFo Concreto
0,5 1 3
500 573 423 252
400 628 468 280
300 703 530 321
250 752 573 350
9900 200 813 628 389
𝐶=
𝐷 180 842 655 408
48,3 + 𝑘 𝑒 160 874 686 431
140 910 721 457
120 951 763 490
100 999 813 530
80 1054 874 583
60 1119 951 655
50 1156 999 703
40 1198 1054 763
30 1244 1119 842
20 1297 1198 951
10 1356 1297 1119
 Período da canalização
2𝐿
𝜏=
𝐶
 Fechamento rápido: t < 

 Joukowsky

𝐶𝑣
ℎ𝑎 =
𝑔
 Fechamento lento: t > 

 Fórmula de Michaud

𝐶𝑣 𝜏
ℎ𝑎 = ∙
𝑔 𝑡
Exemplo: Um conduto de aço com 500 m de comprimento, 0,80m
de diâmetro e 12 mm de espessura está sujeito a uma carga de
250 m. O registro localizado no ponto mais baixo é manobrado em
8 s. Quantificar o tipo de manobra e determinar a sobrepressão
máxima. A velocidade média na canalização é de 3 m/s.
Princípios da Mecânica dos Fluidos
1) Conservação de Massa (Equação de Continuidade)
2) Quantidade de Movimento (2ª Lei de Newton)

Navier-Stokes
regime regime
permanente transiente
Simplificações de Equações
Euler diferenciais

Perda de
Equação da Energia Q carga Q
Saint-Venant Equação da
(Bernoulli c/ perda) h (fórmulas h Onda
empíricas)

Solução de EDPs
Métodos Numéricos
Fórmula de Darcy Equações
Hanzen-Williams Algébricas

Hidráulica
SOLUÇÃO Computadores
Tradicional (softwares)

Fundamentos Teóricos
 Equação da Continuidade

 Equação da Quantidade de Movimento (2ª Lei de


Newton)

 Navier-Stokes

 Equação de Bernoulli com Perda de Carga


 Fórmula de Darcy

 Hazen-Williams

 Equação de Saint Venant


 .L.V
Equação de Jouget P
40 g.T
35
 .L.V
30
Equação de Michaud P  2.
Sobre-Pressão (bar)

25
g.T
20
a.v0
15 Equação de Joukowsky H 
10
g
5

0 Equação de Allievi
Equação de Modelo Equação de Equação de Equação de
Joukowsky Computacional Michaud Allievi Jouget H
(Flowmaster) ha  .(C 2  C. 4  C 2 )
Métodos de análise do Transiente Hidráulico 2

Eq. Kortweg
1
a
1 D
 .(  )
k E.e K infinito velocidade do som na água
 Válvulas
 Escoamento quase-permanente
 Transiente hidráulico
 Celeridade
 Fechamento de válvula
 Fundamentos teóricos para outros casos
 BIBLIOGRAFIA:

 Porto, Rodrigo de Melo. Hidráulica Básica. EESC-


USP, 2004.

 Azevedo Netto, J. M. Fernandez y Fernandez, M.


Araújo, R. de Ito, Acácio Eiji. Manual de Hidráulica.
SP: Ed. Edgard Blucher Ltda. 1998.

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