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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE

DISCIPLINA – LABORATÓRIO DE QUÍMICA TECNOLÓGICA


TURMA: IENC172NA-N

PROFESSOR: LAZARO JOSE DE OLIVEIRA

RELATÓRIO 01
Corrosão de materiais

VÁRZEA GRANDE

2017
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE
DISCIPLINA – LABORATÓRIO DE QUÍMICA TECNOLÓGICA
TURMA: IENC172NA-N

PROFESSOR: LAZARO JOSE DE OLIVEIRA

RELATÓRIO 01
Corrosão de materiais

Processo de corrosão e tipos de mecanismo afetados

DISCENTES: YGOR DE SOUZA TOLEDO


CRYSTIAN ZIMERMAM SARETTO
GUILHERME GOMES MEDEIROS
GIUZIMAR DE LARA SANTOS

VÁRZEA GRANDE

2017
RESUMO

É a realização de procedimentos experimental, com base dos princípios da


Química Tecnológica na aula presencial em sala de aula, como objetivo de
identificar os tipos de corrosão em materiais diferente e forma que eles são
afetados de acordo com o ambiente aonde ele esta. Corrosão é um processo
de degradação de um material pela ação do meio. Neste processo, ocorre uma
troca de elétrons entre um elemento químico do material e um do meio.
SUMÁRIO

RESUMO..........................................................................................................................3
OBJETIVO.........................................................................................................................5
CORROSÃO......................................................................................................................5
ADITIVOS QUÍMICOS......................................................................................................14
DESENVOLVIMENTO DO EXPERIMENTO NO LABORATÓRIO .......................................18
CONCLUSÃO ...................................................................................................................20
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................20
OBJETIVO
O trabalho tem como objetivo adquirir conhecimento, com pesquisas teórica e
experimentos em prática na aula de laboratório de química tecnológica, para
identificação dos tipos e meios corrosivos

1.0 Corrosão
1.1 O que é corrosão
A corrosão em metais é a destruição ou deterioração de um material por
causa de reações químicas e / ou eletroquímicas, levando os metais a
retornarem ao seu estado natural, abandonando seu atual. Uma reação
química ou reação ao ambiente seco pode ocorrer pelo contato com vapores
ou gases, sem a presença de líquidos. Com frequência, a reação ao ambiente
seco está intimamente associada às altas temperaturas. Já uma reação
eletroquímica, ou reação ao ambiente úmido, está presente em ambientes
onde existem líquidos, por meio pulverizados ou imersos.
Os processos de corrosão de materiais tendem a tornar o estado dos
metais mais estável termodinamicamente por sua combinação com substâncias
no ambiente, particularmente com o oxigênio. Trata-se de um estado em que
as matérias foram transformadas através do processo metalúrgico de extração
e refino, por meio do fornecimento de produtos químicos, elétricos ou de
trabalho de calor.
Os metais mais usados em muitas aplicações tecnológicas apresentam
uma grande afinidade com o oxigênio e seu processo de corrosão ou oxidação
depende exclusivamente do fenômeno denominado "oxidação". Por isso,
alguns metais são mais propensos à oxidação do que outros.
Por exemplo, os metais como o ouro ou a platina praticamente oxidam-se por
causa de sua pouca afinidade com o oxigênio. Esses metais são conhecidos
como metais nobres. Outros elementos, como o ferro, oxidam-se facilmente
devido à sua alta afinidade com o oxigênio.
1.2 Mecanismos de corrosão
Dentre todos os mecanismos de corrosão existentes, predominará um
deles, de acordo com o material e o meio corrosivo envolvido. Podem ser de
dois tipos: Eletroquímico ou Químico.
A Corrosão Eletroquímica ocorre devido ao fluxo de elétrons entre dois
materiais, o ânodo (que sofre oxidação) e perde elétrons, cedendo-os ao
cátodo (que, por sua vez, sofre redução), e também pela diferença de
potenciais de oxidação e redução, respectivamente, entre eles. Envolve a
participação de uma solução eletrolítica, que permite a movimentação de
cargas elétricas. As soluções eletrolíticas mais comuns são soluções aquosas,
gases atmosféricos, solo (pois pode conter significativas quantias de umidade e
sais dissolvidos) e sais fundidos.
1.3 Tipos de corrosão
 Química (ou seca): ocorre com contato direto entre o material e o
agente corrosivo, sem presença de eletrólito (solução aquosa) e sem
formação de corrente elétrica. Exemplo: formação da ferrugem pela
reação entre ferro metálico e oxigênio do ar, com produção de óxido de
ferro.
 Eletroquímica (ou úmida ou galvânica): ocorre na presença de eletrólito
(solução aquosa) e envolve a formação de corrente elétrica. É o tipo
mais comum de corrosão que ocorre na boca.

 O ambiente oral, por ser úmido, sujeito a variações de temperatura e


pH, é altamente propício para a corrosão eletroquímica, e representa
um desafio para a longa duração de restaurações metálicas

 Outras classes de materiais também estão sujeitas à degradação no


ambiente oral. As cerâmicas, por serem constituídas por óxidos, são
altamente resistentes à degradação. Os polímeros sofrem um processo
de degradação pela ação de solventes ou radiações, mais do que
corrosão propriamente dita: a quebra de macromoléculas promove
perda de propriedades mecânicas e alteração de cor, por exemplo.

A maioria dos metais (e ligas metálicas) corrói por estarem em um estado


relativamente mais reativo do que aquele no qual são encontrados na natureza.
Normalmente, elementos metálicos são encontrados na natureza na sua forma
oxidada (exemplo: o minério de ferro hematita é composto por óxidos de ferro).
As formas oxidadas dos elementos metálicos possuem baixo nível de energia
interna, o que lhes confere baixa reatividade e alta resistência à corrosão. Os
metais puros são extraídos dos compostos minerais por processos
metalúrgicos que fornecem energia para o sistema. Comparado ao óxido de
ferro, o ferro metálico (Fe0 ) possui um maior nível de energia interna e, por
isto, é altamente reativo e tende a reagir com o oxigênio do ar para formar
ferrugem. Portanto, os metais na sua forma metálica são pouco estáveis e
tendem a oxidar para retornarem à sua forma de menor nível de energia, como
são encontrados na natureza.
1.4 Formas de corrosão e classificação em relação a aparência e
morfologia.

Corrosão uniforme: Forma de corrosão eletroquímica que processa em


toda a extensão da superfície, ocorrendo perda uniforme de espessura. A
corrosão uniforme é uma das mais fáceis de controlar, de ver, de proteger e
também é a mais comum.
Corrosão uniforme
Corrosão por placas: Esse tipo de corrosão é localizada, com formação
de placas com escavações, devido aos descolamentos das mesmas, que se
desprendem progressivamente. Geralmente em metais passivados, onde a
película protetora, formada inicialmente, se desprende por já estar muito
espessa pela ação da gravidade.

Corrosão por placas


Corrosão alveolar: Também é uma forma de corrosão localizada. Ela
não é muito profunda e o diâmetro do alvéolo é maior do que a sua
profundidade. O alvéolo é uma cavidade na superfície metálica e fundo
arredondado.

Pode ser observada a corrosão alveolar nessa figura


Corrosão puntiforme ou por pites: Essa provavelmente é a forma mais
destrutiva de corrosão, pois é muito difícil identifica-la, já que geralmente se
forma embaixo da corrosão generalizada e também a perda percentual de peso
da estrutura é muito pequena. Essa forma se diferencia da alveolar, porque
diferente dos alvéolos, a profundidade da corrosão é maior do que o diâmetro
da cratera formada. A presença de cloretos no ambiente a favorece e para
evitar, pode-se polir a superfície e acrescentar 2% de molibdênio.
Corrosão intergranular: Ocorre entre os grãos da rede cristalina, pois sob
certas condições os contornos se tornam muito reativos. Por exemplo, pode
ocorrer por causa da variação da concentração dos elementos de liga nessa
região. Aços com elementos de liga precipitados e menor concentração de
elementos de liga nos contornos são chamados de sensitizados. Uma forma de
evitar é adicionar titânio na liga para preferencialmente formar carbonetos de
titânio e não com os elementos de liga que evitam a corrosão.

Corrosão transgranular: Ocorre nos grãos dentro da rede cristalina, também


perde as propriedades mecânicas e gera trincas, pode fraturar à menor
solicitação mecânica, podendo ocorrer também corrosão sob tensão fraturante
(CTF).
Corrosão filiforme: Na forma de finos filamentos, mas não profundos, que se
propagam em diferentes direções e que não se ultrapassam, pois admite-se
que o produto de corrosão, em estado coloidal, apresenta carga positiva, daí a
repulsão. Geralmente ocorre em superfícies metálicas revestidas com tintas ou
com metais.

Corrosão filiforme

Corrosão por esfoliação: Se processa de forma paralela à superfície


metálica. Frequentes em chapas ou componentes extrudados que tiveram seus
grãos alongados e achatados, criando condições para que inclusões ou
segregações, presentes no material, sejam transformadas devido ao trabalho
mecânico, em plaquetas alongadas.
Corrosão por esfoliação
Corrosão grafítica ou grafitização: Essa forma de corrosão é do tipo
seletiva. Ocorre em ferro fundido cinzento em temperatura ambiente, usados
para água, esgoto e drenagem. O ferro metálico (ânodo) é transformado em
produtos de corrosão resultando o grafite (cátodo) intacto. A área corroída fica
com um aspecto escuro, típico do grafite, que pode ser facilmente retirada com
uma espátula.

Corrosão em frestas: Ocorre em função da diferença da concentração de íons


ou gases dissolvidos na concentração eletrolítica entre duas regiões na mesma
peça. A corrosão vai ocorrer na região que possui a menor concentração.

Denzificação: Do tipo seletiva, típica de latões (Cu-Zn). Há a corrosão


preferencial do Zn (anodo), restando o cobre (cátodo), com sua cor
avermelhada, que contrasta com a cor amarelada do latão.

Empolamento pelo H: O hidrogênio atômico, H, no estado nascente,


tem grande capacidade de difusão no material metálico e por ter pequeno
volume atômico difunde-se rapidamente. No resfriamento a peça forma H2 pois
é pressionada devido a contração que sofre, fazendo o H difundir e se juntar a
outro H, concentrando bolhas.

Empolamento pelo hidrogênio


Corrosão em torno do cordão de solda: Ocorre em aços inoxidáveis
não estabilizados ou com teores maiores que 0.03% de carbono, processando-
se intergranulamente.
Formas de corrosão:

1.5 Meios corrosivos


Os meios corrosivos mais frequentemente encontrados são os seguintes:
atmosfera, águas naturais, água do mar, solo, produtos químicos, alimentos,
substâncias fundidas.
Atmosfera: a ação corrosiva da atmosfera é principalmente influenciada pela
poeira, gases e umidade. A poeira existente na atmosfera torna esta mais
corrosiva porque verifica-se:

 Deposição de material não metálico, criando condições de aeração


diferencial: nas peças estocadas, por exemplo, as partes sujeitas à
poeira são as mais atacadas.

 Deposição de substâncias que retêm umidade ou que sejam


higroscópicas: em atmosferas marítimas o teor de sais, principalmente
NaCl, é mais elevado do que em atmosferas rurais.

 Deposição de material metálico, criando pilhas de eletrodos diferentes:


por exemplo, as atmosferas industriais apresentam partículas de
carbono e compostos de carbono, óxidos metálicos, óxidos de enxofre e
outros sais em suspensão. Essas substâncias combinadas com a
umidade, iniciam o processo corrosivo formando pilhas galvânicas ou de
aeração diferencial, ou formam um eletrólito na superfície metálica,
devido a sua natureza higroscópica.

Superfície sob ação de corrosão atmosférica.

Águas Naturais: os materiais metálicos em contato com água tendem a sofrer


corrosão, a qual vai depender de várias substâncias que podem estar
contaminando a água que são os gases dissolvidos, os sais dissolvidos, a
matéria orgânica de origem animal ou vegetal, as bactérias e algas.
Também devem ser considerados o pH da água, a velocidade de escoamento
e temperatura.
Água do mar: dentre os agentes corrosivos naturais, a água do mar é um dos
mais energéticos, pois, contendo concentrações relativamente elevadas de
sais, funciona como um eletrólito forte, permitindo, assim, um processo
eletroquímico de corrosão rápido.

Ação corrosiva da água do mar em boia marítima.

Solo: o comportamento do solo como meio corrosivo deve ser considerado de


grande importância, levando-se em consideração as enormes extensões de
oleodutos, gasodutos, cabos telefônico e tubulações de água que exigem um
controle rigoroso de manutenção para evitar corrosão acelerada. A velocidade
de corrosão no solo não é muito influenciada por pequenas variações na
composição ou estrutura do aço. O que vai influenciar mais é a natureza do
solo.
Assim, destacam-se os seguintes fatores: porosidade (aeração), condutividade
elétrica, sais dissolvidos, umidade, corrente de fuga, pH e bactérias.
Produtos químicos: em equipamentos usados em processos químicos, deve-
se levar em consideração duas possibilidades: deterioração do material
metálico do equipamento e contaminação do produto químico. Os fatores que
influenciam são vários e complexos em alguns casos. Entre eles: pureza do
metal, contato de metais dissimilares, natureza da superfície metálica, pureza
do produto químico, concentração, temperatura e aeração.

Alimentos: a importância do efeito corrosivo dos alimentos está ligada à


formação de possíveis sais metálicos tóxicos, geralmente emprega-se ácidos
orgânicos como agentes conservadores dos alimentos, no entanto, esses
ácidos podem atacar os recipientes metálicos.

Substâncias fundidas: a corrosão ocasionada por esses meios corrosivos


está ligada ao fato do material metálico ser solúvel no composto ou no metal
fundido. No caso de metais fundidos tem-se a formação de ligas ou de
compostos intermetálicos. No caso de compostos fundidos pode-se ter também
o ataque do material metálico por ação de oxidação.

1.6 Métodos de controle e prevenção:

Os métodos gerais para controle e prevenção de corrosão mais amplamente


aceitos na indústria são: o uso de materiais de construção especiais resistentes
à corrosão, a aplicação de barreiras inertes como a pintura, a utilização de
métodos de proteção catódica ou anódica, bem como os ajustes no meio
eletrólito ou corrosivos da química, a aplicação de inibidores específicos para
controle de corrosão, além da aplicação de sistemas anti-corrosivos.

Um sistema anti-corrosivo é composto por dois componentes que formam um


conjunto. Este conjunto funciona como uma barreira que controla a oxidação e
evita o ataque de fatores externos.

Os componentes de um sistema anti-corrosivo têm, em primeiro lugar, a função


de fornecer ao sistema a aderência suficiente para o substrato, além de agir
como um inibidor de corrosão catódica (devido à sua elevada proporção de
zinco). O acabamento, que consiste em uma película ou camada, complementa
o sistema e fornece uma alta resistência ao ataque do meio ambiente.
1.7 Corrosão em ligas metálicas

Na experiência foi utilizada uma liga de cobre e ouro (Cu3AU), porque os


dois metais apresentam comportamentos completamente diferentes em relação
à corrosão. Quando confrontado mesmo com pequenos potenciais de corrosão,
o cobre se transforma, dissolvendo-se numa solução rica em ácido sulfúrico, o
que cria uma diferença de potencial entre a amostra e um eletrodo de
referência, posto através do eletrólito. Já o ouro é muito mais resistente à
corrosão.
Se somente uma pequena porção de cobre for dissolvida da interface, ela
gera uma camada cristalina de proteção com 3 átomos de espessura, rica em
ouro. Essa camada protege a superfície do material, evitando que o processo
de corrosão se amplie.
Curiosamente, a camada de proteção não duplica a estrutura cristalina do
metal. Ao invés disso, a borda do material, em contato com o eletrólito,
funciona como um espelho, fazendo com que a película se desenvolva com
uma estrutura que é um reflexo do substrato.
Se o potencial de corrosão é aumentando, elevando-se a voltagem entre
a amostra e o eletrodo de referência, o restante do cobre é dissolvido e os
átomos de ouro se aglomeram em "ilhas" com dois nanômetros de altura, o
mesmo processo que faz com que as gotas de chuva se aglomeram sobre a
folha de uma planta. O resultado é que a amostra assume o formato de uma
estrutura porosa, parecida com uma espuma.
1.8 A importância do estudo da corrosão na Engenharia
Os produtos da corrosão são requisitos importantes na escolha dos
materiais ideais para determinada aplicação, através do estudo conseguimos
determinar a média básica de duração do material e qual é o seu custo
beneficio em sua aplicação e quando terá que ser feito a sua manutenção para
evitar problemas futuros.
Por que se preocupar com a corrosão?
•Custo
•Segurança
•Conservação de recursos .
Esses são os três itens básicos para inicio da escolha do material em sua
aplicação e durabilidade, custo inicial e mão de obra ´para manutenção futuras
e se oferece segurança para quem esta no local e quanto tempo dá para
manter a conservação do recurso “material utilizado”
Perdas: diretas e indiretas

2.0 Aditivos químicos

2.1 Definição

É considerado um Aditivo Químico todo e qualquer ingrediente adicionado


intencionalmente aos alimentos sem propósito de nutrir, com o objetivo de
modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante
a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem,
acondicionamento.
2.2 Aplicação do aditivo em uma construção

A construção civil utiliza aditivos químicos com diversas finalidades, que


podem ser para: Aumentar a resistência, evitar infiltrações e garantir a vida
útil. Os aditivos não estavam presentes neste segmento desde o
desenvolvimento ou o começo da aplicação do concreto, já hoje são de
fundamental importância na sua composição. São empregados de forma a
obter características especiais de acordo com a necessidade.
Algumas aplicações exigem um concreto com a cura "secagem" em
tempo acelerado, já outras exigem que este não congele antes deste processo,
como acontece em países com temperaturas negativas, como existe água no
concreto em sua formulação, esta por sua vez pode congelar durante a
aplicação comprometendo todo o processo e inviabilizando-o por
conseqüência.
Por isso os aditivos têm a propriedade de alterar o concreto, seja em
estado fresco ou endurecido e apesar de estarem divididos em vários tipos de
aplicações os aditivos possuem principalmente dois objetivos principais, o
de ampliar as qualidades de um concreto, ou de minimizar seus pontos fracos.
2.3 Classificação.

De acordo com a NBR 11768:1992, os aditivos recebem a seguinte


classificação:

1. Tipo P – Plastificante (mínimo de 6% de redução);

2. Tipo R – Retardador;

3. Tipo A – Acelerador;

4. Tipo PR – Plastificante Retardador;

5. Tipo PA – Plastificante Acelerador;

6. Tipo IAR – Incorporador de Ar;

7. Tipo SP – Superplastificante (mínimo 12% de redução);

8. Tipo SPR – Superplastificante Retardador;

9. Tipo SPA – Superplastificante Acelerador;

2.4 O que são tensoativos ?

Os tensoativos são substâncias capazes de diminuir a tensão superficial,


ou seja, alteram as propriedades interfaciais e superficiais de um líquido. Essas
substâncias possuem essa característica devido a sua estrutura, a qual é
composta por uma parte polar (hidrofílica) e uma parte apolar(hidrofóbica). Os
tensoativos também são comumente chamados de surfactantes.

Exemplo de tensoativo – Observe a região apolar (hidrofóbica) e a região polar


(hidrofílica)

Um exemplo de tensoativo bastante utilizado no dia a dia, são os


detergentes, usados para lavar louças. Como todos sabemos, somente a água
não é capaz de remover as gorduras presentes nas louças sujas. É aí que os
detergentes entram em ação, a região apolar apresenta repulsão pela água e
atração pelo óleo, em contra partida a região polar apresenta atração pela água
e repulsão pelo óleo, deste modo as duas regiões são unidas de forma estável,
facilitando a remoção das partículas de gorduras.
Os tensoativos também são muito importantes para indústrias
de cosméticos, fármacos, alimentos, dentre outras. Outra grande aplicação dos
tensoativos está na indústria do petróleo, pois na sua extração é preciso formar
emulsões, que consiste em um sistema coloidal envolvendo a dispersão de um
líquido no outro. E os tensoativos são usados para estabilizar as emulsões,
pois diminuem a tensão interfacial através da formação de um filme,
favorecendo a dispersão das gotas e estabilização da emulsão.
Essas substâncias também apresentam a propriedade de formar micelas,
que são agragados moleculares formados espontaneamente pela associação
das regiões hidrofílica e hidrofóbica. Temos uma concentração mínima na qual
inicia-se o processo de formação das, a qual chamamos de concentração
micelar crítica (CMC), que varia de acordo com a estrutura dos tensoativos.
2.5 Classificação dos Tensoativos
Catiônicos
Possuem grupamentos carregados positivamente na parte hidrofílica. São
os tensoativos que ao se se ionizarem em solução aquosa, ocorre a formação
de íons orgânicos carregados positivamente. Os exemplos mais comuns são
os sais de quaternário de amônio.

Cloreto de Hexadeciltrimetilamônio – Exemplo de Tensoativo Catiônico

Aniônicos
Ao contrário da classe anterior, os tensoativos aniônicos apresentam
grupamentos carregados negativamente na parte hidrofílica. Ocorre a formação
de íons orgânicos carregados negativamente, quando inizados em solução
aquosa. O exemplo mais comum é o dodecil sulfato de sódio (lauril sulfato de
sódio).

Dodecil sulfato de sódio – Exemplo de Tensoativo Aniônico

Anfóteros
São os tensioativos que possuem em sua estrutura os grupamento ácido
(positivo) e básico (negativo). Quando em soluções, podem apresentar
comportamento catiônico ou aniônico, dependendo das condições de pH. Um
exemplo comum é o álcool amino fosfatidil.
2.6 Qual é a importância do Aditivo na Engenharia Civil?
Dentro da engenharia civil ele pode trazer grandes benefícios
proporcionados pelos aditivos plastificantes podemos destacar:

- Poder atingir valores de abatimento elevados para os traços usuais, com isso
auxiliar a concretagem de peças com grande concentração de ferros ou outras
situações em que seja necessário um concreto mais fluido sem que seja
prejudicada a sua resistência.

- Obter um concreto de melhor qualidade se comparado a um concreto de


mesma plasticidade sem aditivo. A redução da quantidade de água (redução do
fator água/cimento) acarreta várias vantagens como maior resistência
mecânica, menor permeabilidade, menor retração e maior expectativa de
durabilidade.

- Reduzir o consumo de cimento e consequentemente o custo do concreto.


Poder utilizar um traço de concreto mais fraco para uma mesma resistência
mecânica.

- Permitir uma estrutura mais leve, com peças mais esbeltas, pela elevação da
resistência do concreto, e também com isso uma diminuição das fundações.

- Obtenção de estruturas de concreto com pouca ou nenhuma falha de


concretagem, as chamadas “bicheiras”, devido à plasticidade obtida, sendo
muito utilizado nas estruturas em concreto aparente.

3.0 Desenvolvimento do experimento no Laboratório


Material utilizado :

 Becker
 Pera de sucção
 Pipeta graduada
 Prego
 Detergente
 Agua destilada
 Agua da torneira
 tubos de ensaio
 Para o primeiro experimento foi utilizado 4 tubos de ensaio cada um
contendo 1 prego os elementos adicionado nos tubos segue a tabela a
baixo;

Becker Oxidação ? Tipo Por que ?

1 H2S04 SIM QUIMICA PH BAIXO

2 NaOH NÃO PH ALTO

3 H2O SIM ELETROQUIMICA PH BAIXO

4 SILICA NÃO PH ALTO

5 OLEO NÃO PH ALTO

Os prego foram deixado no tudo de ensaio durante o período de 14 dias, com


objetivo principal de verificar a oxidação ocorrida nos pregos durante esse
período de acordo com o ambiente em que cada um se encontrava
 No experimento 2 foi utilizado 3 becker contendo o material logo a
baixo

Quantia de gotas
Becker Quantidade Adicional para o Anel de
cobre descer
1 Agua gelada 50ml detergente liquido 4

2 Agua Natural 50ml detergente liquido 3

3 Agua quente 50ml detergente liquido 1

 Neste experimento podemos notar que a quantidade de detergente


adicionado a cada elemento ele vai formando a micelas e as ligações
vão se desmanchando fazendo com que o anel descesse ao fundo do
Becker
Conclusão
Neste trabalho podemos identificar os tipos de corrosão existentes em
cada elemento e a importância do mesmo no setor a engenharia o seu tempo
de durabilidade e a manutenção necessária para o mesmo e que os aditivos
plastificantes são compostos orgânicos que, quando aplicados ao concreto ou
argamassas, revestem os grãos de cimento e provocam, por meio de cargas
elétricas, repulsão entre esses grãos. Essa repulsão promove um melhor
“escorregamento” entre os grãos, ou seja, permite obter uma mesma fluidez
com menor quantidade de água.

Referencias bibliográficas
Mecanismos de Corrosão, disponível em http://www.metalica .com.br/pg_dinamica
/bin/pg_dinamica.php?id_pag=1368
DEPARTAMENTO DE BIOMATERIAIS E BIOLOGIA ORAL, disponível em
https://edisciplinas .usp .br/pluginfile.php /3045735/mod_resource/co nt
ent/1/10_Corros%C3%A3o%20%282017%29.pdf
ENGENHEIRO DE MATERIAIS, Disponível em http://engenheirodemateriais.
com.br/2017/04 /26/as-formas-de-corrosao/

FORMAS DE CORROSÃO E MEIOS CORROSIVOS, disponvel em


http://www.enessul.com.br/2017/05/10/formas-de-corrosao-e-meios-
corrosivos/

CORROSÃO EM METAIS – PRINCÍPIOS E PREVENÇÃO, disponível em


http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=1368
CORROSÃO EM LIGAS METÁLICAS PODERÁ SER CONTROLADA, disponível em
http://www.inovacaotecnologica.com.br/no ticias/noticia. php?artigo=010170060302#.
WiAii7anHIU

CORROSÃO: A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO, disponível em


http://joinvilleifsc.edu.br/~lukese. menegussi/QG/Corros%C3%A3o/Aula%201-
%20Introdu%C3%A7% C3%A3o%20e%20Potenci al%20Oxi-redu%C3%A
7%C3%A3o.pdf

ADITIVOS: PLASTIFICANTES E RETARDANTES DE PEGA, disponível em


http://www.ebah.com.br/content/ABAAAf55sAF/aditivos-plastificantes-retardantes-pega

O QUE SÃO TENSOATIVOS?, disponível em http://www.quimicalegal. com/tensoat


ivos-o-que-sao/