Você está na página 1de 54

REIS DOS CONCURSOS 1

Liana Antonucci Reis


REIS DOS CONCURSOS 2
Liana Antonucci Reis

Sumário

1. Esqueleto axial e Esqueleto apendicular


2. Planos e eixos do Corpo humano
3. Classificação morfológica dos ossos
4. Suturas e pontos antropométricos do cérebro
5. Caixa torácica (costelas falsas, verdadeiras e flutuantes)
6. Coluna vertebral (vértebras típicas e atípicas)
7. Tecido ósseo
8. Ossos do carpo
9. Arcos do pé
10. Tabaqueira anatômica
11. Tipos de articulações
12. Classificação das articulações
13. Entorse do tornozelo
14. Grupos musculares
15. Origem e inserção muscular
16. Inervação do Membro inferior
17. Função muscular
18. Ângulo Q
19. Marcha humana
20. Contração muscular
21. Fibras musculares
22. Alavancas do corpo humano
23. Tríade infeliz
24. Grau de força muscular
REIS DOS CONCURSOS 3
Liana Antonucci Reis

25. Lesão medular


26. Nervos cranianos
27. Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
28. Facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP)
29. Osteoporose
30. Tetralogia de Fallot
31. Métodos de Transferência de calor
32. Doença de Parkinson
33. Eletroterapia
34. Lesão de nervos periféricos
35. Volumes e capacidades pulmonares
36. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
37. Doenças I
38. Doenças II
39. Doenças II
40. Vascularização do Encéfalo
41. Paralisia facial (central e periférica)
42. Fraturas do corpo humano
43. Testes ortopédicos
44. Amputação do membro inferior
45. Ventilação mecânica invasiva (VMI)
46. Cadeia cinética aberta e cadeia cinética fechada
47. Escala ASIA
48. Inervação do Membro superior
49. Continuação Inervação do Membro superior
50. Ventilação não invasiva (VNI)
REIS DOS CONCURSOS 4
Liana Antonucci Reis

Você sabia que o corpo humano é dividido em Esqueleto axial


e Esqueleto apendicular?

 O Esqueleto axial é formado pelos ossos da cabeça, pescoço e


tronco.

 O Esqueleto apendicular é formado pelos ossos dos membros


superiores e inferiores.

A maioria dos autores considera ainda que as cinturas: escapular


e pélvica fazem parte do esqueleto apendicular.

Para resolver provas desse assunto você precisa conhecer os ossos do corpo humano. As
questões comumente trazem o nome do osso e relacionam com o tipo de esqueleto. Por
exemplo: o osso navicular faz parte do esqueleto apendicular, já o osso esterno faz parte do
esqueleto axial.
REIS DOS CONCURSOS 5
Liana Antonucci Reis

Lembra da aula sobre planos e eixos do corpo humano?

 Existem planos de delimitação e planos de secção do corpo


humano.

 Os planos de delimitação são tangentes a superfície corporal,


eles formam uma espécie de sólido geométrico (paralelepípedo)
ao redor do corpo. São eles:

- Anterior (ventral) e posterior (dorsal),


- Lateral direito e esquerdo,
- Superior (cranial) e inferior (caudal).

 Os eixos são sempre perpendiculares aos planos de secção.

 Os planos de secção dividem o corpo humano em duas metades.

- O plano sagital ou mediano divide o corpo em metade direita e


esquerda. Seu eixo é o laterolateral (frontal). Realiza movimentos
de flexão e extensão.

- O plano frontal ou coronal divide o corpo em metade anterior e


posterior. Eixo: anteroposterior ou sagital. Movimento: abdução e
adução.

- O plano transverso ou horizontal divide o corpo humano em


metade superior e inferior. Eixo: longitudinal ou vertical.
Movimento: rotação .

Este é um assunto considerado difícil por muitos alunos. Você precisa conhecer o plano, o eixo
referente aquele plano e os movimentos que nele ocorrem. Primeiramente você deve visualizar
o plano cortando o corpo humano, posteriormente identificar as duas metades corporais, em
seguida imaginar um cilindro/tubo (eixo) unindo as duas partes. É nesse cilindro que ocorrerá o
movimento. Por exemplo: plano sagital, divide o corpo em metade direita e esquerda, o cilindro
(eixo) é o laterolateral que une essas duas metades, e os movimentos que ocorrem nesse plano
são: flexão e extensão.
REIS DOS CONCURSOS 6
Liana Antonucci Reis

Vamos relembrar a Classificação dos ossos do corpo humano?

Os ossos podem ser classificados de acordo com a sua forma em:

 Longos: possuem o comprimento maior que a largura e a


espessura. Exemplo: fêmur, tíbia, fíbula, ulna, rádio, falanges,
metatarsos.

 Curtos: possuem dimensões equivalentes (comprimento = largura


= espessura). São cuboides. Exemplo: ossos do carpo e do tarso.

 Planos: possuem o comprimento e a largura maiores que a


espessura. São ossos chatos, laminares que desempenham função
de proteção. Exemplo: ilíaco, escápula, parietal, temporal.

 Pneumáticos: ossos ocos com cavidades cheias de ar.


Exemplo: esfenoide, etmoide, maxilar, frontal.

 Irregulares: não possuem formas geométricas definidas, nem


equivalência de dimensões. Exemplo: vértebras, sacro.

 Sesamóides: se originam entre tendões e ligamentos.


Exemplo: patela.

 Existem também os ossos alongados, que possuem características


dos ossos longos, mas sem canal medular. Exemplo: costelas e
clavícula.

Este é um assunto bastante cobrado em provas de concursos públicos de Fisioterapia. Para


resolver as questões basta conhecer cada osso e sua classificação morfológica. Fique atento
pois alguns ossos podem receber mais de uma classificação: como é o caso dos ossos:
esfenoide e etmoide (pneumáticos e irregulares), osso frontal (plano e pneumático), patela
(curto e sesamóide).
REIS DOS CONCURSOS 7
Liana Antonucci Reis

Quais são as suturas e os pontos antropométricos do


crânio?

 As suturas são articulações fibrosas que unem os ossos do crânio.

- Sutura coronal ou frontal: une os ossos frontal e parietal.

- Sutura sagital: une os dois ossos parietais.

- Sutura lambdoide: une os ossos parietal e occipital.

- Sutura escamosa: une os ossos parietal e temporal.

 Pontos antropométricos do crânio:

Bregma: ponto de encontro das suturas sagital e coronal.


Lambda: ponto de encontro das suturas sagital e lambdoide.
Vértex: parte mais alta do crânio.
Ptério: ponto de união dos ossos parietal, frontal, temporal e esfenoide.
Astério: ponto de união dos ossos parietal, temporal e occipital.

É importante que o aluno saiba quais são os ossos do crânio. Posteriormente deve observar as
imagens com a localização de cada sutura e ponto antropométrico. Essa é a forma mais fácil de
memorizar. Na hora da prova basta simular a imagem do crânio e identificar as estruturas.
REIS DOS CONCURSOS 8
Liana Antonucci Reis

O que você sabe sobre o assunto caixa torácica?

A caixa torácica é formada por: osso esterno, 12 pares de costelas,


cartilagens costais e vértebras torácicas.

 As costelas são divididas em três tipos:

- Costelas verdadeiras (1 a 7): as sete primeiras são consideradas


costelas verdadeiras pois articulam-se diretamente ao osso esterno.

- Costelas falsas (8,9,10): a oitava, nona e décima costelas


articulam-se indiretamente ao osso esterno, por meio de uma
cartilagem costal comum.

- Costelas flutuantes (11 e 12): a décima primeira e a décima


segunda costelas não articulam-se ao osso esterno, terminam em
meio a musculatura abdominal.

Esse tema é bem tranquilo. Basta saber quais são as costelas verdadeiras, as falsas e as
flutuantes. E as características de cada uma delas. Por exemplo: as costelas flutuantes são
representadas pela decima primeira e decima segunda costelas, elas recebem esse nome pois
não articulam-se ao osso esterno. É como se estivessem flutuando em meio a musculatura
abdominal.
REIS DOS CONCURSOS 9
Liana Antonucci Reis

Vamos estudar as características gerais, regionais e


individuais das vértebras?

 Características gerais das vértebras:

Existem algumas características que são comuns a maioria das vértebras.


Ou seja, toda vértebra considerada típica possui: corpo, processo
espinhoso, processo transverso, processo articular, forame vertebral,
lâmina e pedículo.

Entre duas lâminas temos um processo espinhoso.


Entre uma lâmina e um pedículo temos um processo transverso.

 Características regionais das vértebras:


Algumas vértebras possuem características próprias que as diferenciam
das demais.

- Vértebras cervicais: possuem corpo pequeno, processo espinhoso bífido


(bifurcado), processo espinhoso horizontalizado, presença de forame
transverso (para passagem da artéria vertebral e veia vertebral).

- Vértebras torácicas: Possuem processo espinhoso não bífido, forame


vertebral circular, fóveas e hemifóveas costais para articulação com as
costelas.

- Vertebras lombares: Possuem corpo vertebral grande, processo


espinhoso horizontalizado e não bífido. Processos mamilares. Forame
vertebral de forma triangular.

 Atlas (primeira vértebra cervical): não possui corpo vertebral.


 Áxis (segunda vértebra): possui processo odontóide (dente do áxis).

 Sétima vértebra cervical: processo espinhoso não bífido.


 Décima segunda torácica: processos articulares inferiores laterais.
REIS DOS CONCURSOS 10
Liana Antonucci Reis

O próximo assunto é Tecido ósseo. Vamos começar?

 Existem dois tipos de tecido ósseo:

- Tecido ósseo compacto: parte externa de um osso. É a parte mais


rígida do osso, encontrado comumente na diáfise dos ossos longos.

- Tecido ósseo esponjoso (trabecular): É altamente poroso e vascular


(aloja a medula óssea). Encontrado comumente no interior dos ossos
chatos, irregulares e nas extremidades dos ossos longos (epífises).

 Tipos de células ósseas:

- Osteoblastos: células ósseas jovens. Responsáveis pela deposição de


matriz óssea.

- Osteoclastos: células responsáveis pela reabsorção, regeneração e


remodelação da matriz óssea.

- Osteócitos: células adultas situadas no interior da matriz óssea.


Originam-se dos osteoblastos. Representam o osteoblasto maduro.

Quanto a irrigação dos ossos, temos os canais de Volkman e os canais


de Havers.

- Canais de Harvers: Canais longitudinais. Encontrados nos ossos compactos.


Formado por lamelas concêntricas.

- Canais de Volkman: Canais transversais. Encontrados nos ossos compactos.


Não possuem lamelas concêntricas. Unem os canais de Harvers.
REIS DOS CONCURSOS 11
Liana Antonucci Reis

Quais são os ossos do carpo?

A mão é formada por carpo, metacarpo e falanges.

Carpo é o conjunto de ossos da região proximal da mão.


Essa região é formada por 8 ossos, dispostos em duas fileiras.

 De lateral para medial:

Fileira proximal: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme


Fileira distal: trapézio, trapezoide, capitato e hamato.

O hamato também pode ser chamado de uncinato ou unciforme.

Esse é um assunto que cai com frequência em provas de concursos públicos para Fisioterapia.
Você precisa saber o nome dos ossos do carpo da fileira proximal e distal, e a
disposição/localização de lateral para medial e de medial para lateral.

Dica: guardem a frase – Escafoide seu pirado, trapezista capitão hamato.


REIS DOS CONCURSOS 12
Liana Antonucci Reis

Você sabia que os ossos do pé formam arcos de sustentação


e distribuição do peso corporal?

O pé é formado por tarso, metatarso e falanges.


O Tarso é composto por 7 ossos divididos em duas fileiras:

- Fileira proximal (retropé): calcâneo e talus.

- Fileira distal (mediopé): navicular, cuboide e cuneiformes (medial,


intermédio e lateral)

Arcos plantares:

 Arco longitudinal medial: formado pelo calcâneo, talus, navicular, I e II


metatarsos.

 Arco longitudinal lateral: formado pelo calcâneo, cuboide, III, IV e V


metatarsos.

 Arco transverso: formado pelos ossos cuneiformes, cuboide e base dos


cinco metatarsos.
REIS DOS CONCURSOS 13
Liana Antonucci Reis

Já ouviu falar em tabaqueira anatômica?

 A Tabaqueira anatômica é também chamada fossa radial.

 É um aprofundamento triangular na região radial dorsal da mão.

 No assoalho da tabaqueira anatômica podemos palpar os ossos


escafoide e trapézio.

Delimitada medialmente pelo tendão do extensor longo do


polegar (ELP) e lateralmente pelos tendões do extensor curto
do polegar (ECP) e abdutor longo do polegar (ALP).

Costuma cair em prova o assoalho (conteúdo) da tabaqueira anatômica e suas delimitações.


No assoalho da tabaqueira anatômica temos dois ossos (escafoide e trapézio) e uma artéria
(radial). A tabaqueira é delimitada lateralmente pelo tendão do músculo abdutor longo do
polegar e tendão do músculo extensor curto do polegar, e medialmente pelo tendão do
músculo extensor longo do polegar.
REIS DOS CONCURSOS 14
Liana Antonucci Reis

Sinartrose, anfiartrose e diartrose, você sabe o significado


desses termos?

Existem 3 tipos de articulações no corpo humano.

 Sinartroses: são articulações formadas por tecido conjuntivo fibroso.


Consideradas imóveis.

- Suturas do crânio (sagital, coronal, lambdoide, escamosa)


- Gonfose (articulação entre a raiz do dente e seu alvéolo)
- Sindesmose (articulação radioulnar e tibiofibular distal)

 Anfiartroses: são articulações formadas por tecido cartilaginoso.


Permitem pequenos movimentos, são consideradas semimóveis.

- Sínfise (púbica, e intervertebral)


- Sincondrose (manubrioesternal, esternocostal e xifoesternal)

 Diartroses: são articulações ricas em líquido sinovial, também


conhecidas como articulações sinoviais. Realizam movimentos livres
e amplos, são consideradas móveis.

- A maioria das articulações do corpo humano


(ombro, cotovelo, joelho, punho, etc..)

Esse é um assunto típico de concursos públicos. Fique tranquilo (a), não tem segredo! Guarde o
tipo de articulação (sinartrose, anfiartrose, diartrose), sua junção (fibrosa, cartilaginosa, sinovial),
suas características motoras (imóvel, semimóvel e móvel), a exemplos (suturas, gonfoses,
sindesmoses, sínfises, sincondroses).

- Tipo Sinartrose: junção fibrosa, articulação imóvel. Exemplos suturas do crânio e sindesmose
tibiofibular distal.
REIS DOS CONCURSOS 15
Liana Antonucci Reis

Vamos estudar a classificação morfológica das articulações?

CLASSIFICAÇÃO EIXO MOVIMENTO EXEMPLOS

GÍNGLIMO Articulação úmeroulnar (cotovelo)


(Dobradiça) Monoaxial Flexão e extensão Articulação tibiofemoral (joelho)
Articulação interfalangiana
Articulação tibiotalar ou talocrural

CONDILAR Biaxial Flexão e extensão Articulação radiocárpica (punho)


(Elipsoide) Abdução e adução Articulação metacarpofalangiana
Circundução

SELAR Biaxial Flexão e extensão Articulação esternoclavicular


Abdução e adução Articulação carpometacárpica do
polegar

TROCOIDE Monoaxial Rotação Articulação radioulnar proximal


Articulação atlantoaxial

PLANA Não axial Deslizamento Articulação acromioclavicular,


sacroilíaca, patelofemoral,
umeroradial

ESFEROIDE Triaxial Flexão, extensão, Articulação do ombro


(Enartrose) abdução, adução, (glenoumeral)
rotação,
Articulação do quadril
circundução
(coxofemoral)

Alguns autores classificam a articulação do joelho (tibiofemoral) como


condilar, pois além dos movimentos de flexão e extensão, ela realiza uma
rotação de pequena amplitude.
REIS DOS CONCURSOS 16
Liana Antonucci Reis

No entorse em inversão quais ligamentos podem sofrer


ruptura?

Os ligamentos da articulação do tornozelo são:

 Ligamento deltoide ou medial:


Formado pelos ligamentos: tibiotalar anterior, tibiotalar posterior,
tibiocalcaneo e tibionavicular.

 Ligamento colateral lateral:


Formado pelos ligamentos:
talofibular anterior, talofibular posterior, e ligamento calcaneofibular.

 Ligamento tibiofibular anterior e tibiofibular posterior


 Ligamento calcaneonavicular plantar

Os entorses em inversão do tornozelo são os mais comuns. Acometem os


ligamentos laterais do tornozelo, que em conjunto recebem o nome de
ligamento colateral lateral. Os ligamentos que costumam sofrer ruptura são:
talofibular anterior e calcaneofibular.

Já os entorses em eversão acometem os ligamentos mediais do tornozelo


(Ligamento deltoide: tibiotalar anterior, tibiotalar posterior, tibiocalcaneo e
tibionavicular).
REIS DOS CONCURSOS 17
Liana Antonucci Reis

Vamos relembrar os principais grupos musculares?

 Músculos do manguito rotador:


- M. subescapular
- M. supraespinhal
- M. infraespinhal
- M. redondo menor

 Músculos do tendão anserino (“pata de ganso”):


- M. grácil
- M. sartório
- M. semitendinoso

 Músculos isquiotibiais (do “jarrete”):


- M. bíceps femoral
- M. semitendinoso
- M. semimembranoso

 Músculos do tríceps sural:


- M. gastrocnêmio medial
- M. gastrocnêmio lateral
- M. sóleo

 Músculos do quadríceps:
- M. reto femoral
- M. vasto lateral
- M. vasto medial
- M. vasto intermédio

 Músculos da mastigação:
- M. temporal
- M. masseter
- M. pterigoide medial
- M. pterigoide lateral
REIS DOS CONCURSOS 18
Liana Antonucci Reis

Resuminho básico sobre origem e inserção muscular.


Vamos estudar?

1. Com exceção do subescapular, que se insere no tubérculo menor do


úmero, todos os músculos do manguito rotador se inserem no tubérculo
maior do úmero.

2. Os músculos redondo maior e grande dorsal se inserem no sulco


intertubercular do úmero.

3. O grupo flexor do carpo e dos dedos tem origem no epicôndilo


medial do úmero.

4. O grupo extensor do carpo e dos dedos tem origem no epicôndilo


lateral do úmero.

5. Os músculos escalenos anterior e médio se inserem na 1° costela, e


o escaleno posterior na 2° costela.

6. Os músculos que formam o quadríceps femoral possuem inserção


no tendão patelar.

7. Os músculos adutor longo, curto e magno se inserem na linha áspera


do fêmur.

8. Os músculos glúteo médio, glúteo mínimo, piriforme e obturador


interno possuem inserção no trocânter maior do fêmur.

9. Os músculos grácil, sartório e semitendinoso possuem


inserção comum na superfície medial da tuberosidade da tíbia.

Origem e inserção muscular são temas muito extensos. É importante conhecer os acidentes
ósseos e suas localizações. Na dúvida, procure imaginar o trajeto realizado pelo músculo,
identificando o osso no qual ele se insere. O resumo acima irá auxiliá-lo. Bons estudos!
REIS DOS CONCURSOS 19
Liana Antonucci Reis

Quais são os nervos do membro inferior?

Fique atento! Guarde as raízes nervosas que formam os nervos: Nervo isquiático (L4 a
S3). Nervo femoral (L2, L3 e L4)
REIS DOS CONCURSOS 20
Liana Antonucci Reis

O próximo assunto é função muscular. Pega a caneta e o


papel para anotar...

Flexores do braço: M. coracobraquial, M. bíceps braquial, M. deltóide


anterior.

Flexores do antebraço: M. braquial, M. bíceps braquial, M. braquiorradial,


Pronador redondo.

Extensores do braço: M. grande dorsal, M. deltóide posterior, M. redondo


maior.

Extensores do antebraço: M. ancôneo, M.tríceps braquial.

Rotadores laterais do ombro: M. supraespinhal, M. infraespinhal, M.


redondo menor.

Rotadores mediais do ombro: M. subescapular, M. redondo maior, M.


grande dorsal, M. peitoral maior.

Flexores de coxa: M. iliopsoas, M. sartório, M. reto femoral (Quadríceps).

Extensores da coxa e flexores da perna: M. bíceps femoral, M.


semitendinoso, M. semimembranoso.

Rotadores laterais do quadril: M. piriforme, M. obturador interno, M.


obturador externo, M. gêmeo superior, M. gêmeo inferior, M. quadrado
femoral, M. glúteo máximo.

Rotadores mediais do quadril: M. glúteo médio, M. glúteo mínimo, M.


tensor da fascia lata.

Dorsiflexores do pé: M. tibial anterior, M. fibular terceiro, M. extensor


longo dos dedos.

Flexores plantares: MM. gastrocnêmios, M. sóleo, M. tibial posterior, M.


fibular longo, M. fibular curto.

Inversores do pé: M. tibial anterior, M. tibial posterior.

Eversores do pé: M. fibular terceiro, M. fibular longo, M. fibular curto.


REIS DOS CONCURSOS 21
Liana Antonucci Reis

Já ouviu falar em ângulo Q?

O ângulo Q (quadríceps) é uma medida de alinhamento patelar


global, trata-se do ângulo entre uma linha que se estende da espinha
ilíaca anterossuperior até o centro da patela e uma que se estende do
centro da patela até o centro da tuberosidade tibial.

É maior na mulheres, pois estas apresentam maior distância


horizontal entre as cristas ilíacas anterossuperiores.

Diversos valores normais para o ângulo Q foram citados na literatura, as


amplitudes mais citadas foram:

- 8 a 14º: homens - 15 a 17º: mulheres

É importante que você saiba: a definição de ângulo Q (suas linhas e delimitações), os


valores normais para homens e mulheres, as causas do aumento do ângulo Q (geno
valgum, anteversão femoral excessiva, patela alta, músculo vasto medial enfraquecido,
torsão tibial medial, etc).
REIS DOS CONCURSOS 22
Liana Antonucci Reis

Quais são as fases da marcha?

A marcha humana é dividida em duas fases:

Fase de apoio: representa 60% da marcha

- Contato inicial (apoio do calcanhar)


- Resposta a carga
- Apoio médio (acomodação intermediária)
- Apoio terminal
- Pré balanço (impulso)

Fase de balanço: representa 40% da marcha

- Balanço inicial
- Balanço médio
- Balanço terminal
REIS DOS CONCURSOS 23
Liana Antonucci Reis

Vamos estudar os tipos de contração muscular?

 Contração isométrica: O músculo contrai-se e produz força sem alteração


macroscópica no ângulo da articulação. Chamadas de contrações
estáticas ou de sustentação, normalmente é usada para manutenção da
postura. Funcionalmente estas contrações estabilizam articulações.

 Contração isotônica: É também chamada de contração dinâmica.


Existem dois tipos.

- Concêntrica: ocorre um encurtamento muscular. Durante a contração,


a origem e a inserção muscular se aproximam, produzindo a aceleração
de segmentos do corpo. Exemplos: músculos quadríceps quando um
indivíduo está se levantando de uma cadeira, ou os flexores do cotovelo
quando um indivíduo está levando um copo até a boca.

- Excêntrica: ocorre alongamento muscular. Nas contrações excêntricas


a origem e inserção se afastam produzindo a desaceleração dos
segmentos do corpo e fornecem absorção de choque (amortecimento)
quando aterrissando de um salto, ou ao andar, ou seja, freia o
movimento. Exemplos: quadríceps quando o corpo está sendo abaixado
para sentar-se e os flexores do cotovelo quando o copo é abaixado até a
mesa.

 Contração isocinética: Contração com velocidade constante em toda a


amplitude de movimento. Necessita de equipamentos especiais, e
independe da carga.

F = FORÇA R = RESISTENCIA
REIS DOS CONCURSOS 24
Liana Antonucci Reis

Tipos de fibra muscular.....

As fibras do tipo II são subdivididas em:

- IIA: fibras intermediarias, possuem metabolismo glicolitico e oxidativo.

- IIB: são apenas glicolíticas.


REIS DOS CONCURSOS 25
Liana Antonucci Reis

Você sabe o que são bioalavancas?

Alavanca é uma barra rígida que pode girar em torno de um ponto de


apoio. As bioalavancas são representadas pelas alavancas do corpo
humano.

Componentes de uma alavanca:

E = eixo
F = força (potncia)
R = resistência (peso)
BF = distância entre a força e o eixo
BR = distância entre o eixo e a resistência

TORQUE: é a medida de uma força exercida sobre um corpo que gira


em torno de um ponto central.
Fórmula: TORQUE (T) = Força (f) x braço de alavanca (d)

Também chamada de alavanca interfixa. O eixo


está localizado entre a força e a resistência. É
uma alavanca de estabilidade, utilizada na
manutenção da postura e equilíbrio. EX: M.
tríceps braquial na articulação do cotovelo,
articulação atlantooccipital.

Também chamada de alavanca inter-resistente.


A resistência está localizada entre o eixo e a
força. É uma alavanca de força. EX: músculos da
panturrilha na articulação do tornozelo.

Também chamada alavanca interpotente. A


força está localizada entre o eixo e a resistência.
É uma alavanca de velocidade. É o tipo mais
comum do corpo humano. Ex: M. bíceps
braquial na articulação do cotovelo.

OBS: quanto maior o braço de força, menor o esforço.


REIS DOS CONCURSOS 26
Liana Antonucci Reis

Já ouviu falar em tríade infeliz?

A "tríade infeliz" refere-se a uma lesão que afeta simultaneamente:

- ligamento colateral medial

- ligamento cruzado anterior

- menisco medial

 Foi descrita por O`DONOGHUE


 Comum em atletas
 Ocorre durante simulações de impacto lateral.
 Envolve tipicamente o mecanismo de valgo-rotação externa.

Guarde somente o nome da tríade, as estruturas lesadas e o mecanismo de lesão.


REIS DOS CONCURSOS 27
Liana Antonucci Reis

O próximo assunto é: Grau de força muscular

A força do paciente é classificada numa escala de 0 a 5 graus.

0: Ausência, 1: Traço, 2: Fraca, 3 Regular, 4: Boa, 5: Normal


REIS DOS CONCURSOS 28
Liana Antonucci Reis

Lesões da medula espinhal

1. Lesão medular completa: as funções sensitivas e motoras estão ausentes


abaixo do nível da lesão.

2. Lesão medular incompleta: existe alguma função sensitiva e/ou motora


abaixo do nível da lesão. São também conhecidas como síndromes
medulares.

 Síndrome medular anterior: é uma lesão incompleta caracterizada por


perda dos movimentos voluntários e da sensibilidade térmica e dolorosa.
A sensibilidade tátil, vibratória e a propriocepção estão preservadas.

 Síndrome medular posterior: é o contrário da síndrome medular


anterior. Ocorre perda da sensibilidade tátil e vibratória. E preservação
dos movimentos voluntários e sensibilidade térmica e dolorosa.

 Síndrome medular central: comprometimento motor, fraqueza e


atrofia em membros superiores com menor envolvimento dos membros
inferiores. Pode apresentar graus variáveis de perda sensorial.

 Síndrome de Brown – Séquard: Hemissecção da medula espinhal,


caracterizada por comprometimento motor e da sensibilidade profunda
do lado da lesão e comprometimento da sensação dolorosa e da
temperatura contralateral. São raramente associadas a lesões
traumáticas.

 Síndrome do Cone medular: caracterizada por ausência da


sensibilidade perineal, perda do controle dos esfíncteres e alteração
motora distal dos membros inferiores.

 Choque medular: é a perda de todas as funções neurológicas abaixo do


nível da lesão medular. Caracteriza-se por paralisia flácida e ausência de
atividade reflexa (arreflexia). Tem duração aproximada de 48 horas.
REIS DOS CONCURSOS 29
Liana Antonucci Reis

Quais são os nervos cranianos?

I. Olfatório: olfato

II. Óptico: visão

III. Oculomotor: motricidade dos olhos

IV. Troclear: músculo oblíquo superior dos olhos

V. Trigêmeo: estruturas da cabeça e mastigação

VI. abducente: músculo reto lateral do olho

VII. Facial: língua, glândulas e músculos da face

VIII. Vestibulococlear: equilíbrio e audição

IX. Glossofaríngeo: palato, língua, pressão arterial

X. Vago: vísceras torácicas e abdominais

XI. Acessório: músculos trapézio e esternocleidomastóideo

XII. Hipoglosso: músculos da língua

Os nervos cranianos são divididos em sensitivos, motores e


mistos. Seguem agrupados abaixo:

 Sensitivos: N. olfatório, N. óptico e N. vestibulococlear.


 Motores: N. oculomotor, N. troclear, N. abducente, N. acessório e N.
hipoglosso.
 Mistos (sensitivos e motores): N. trigêmeo, N. facial, N. glossofaríngeo
e N. vago.

O nervo trigêmeo é formado por 3 ramos. São eles: oftálmico, maxilar


e mandibular.

A língua é inervada pelo nervo facial, trigêmeo, glossofaríngeo e


hipoglosso. Os 3 primeiros são responsáveis pela sensibilidade geral e
gustativa e o hipoglosso pela motricidade da língua.
REIS DOS CONCURSOS 30
Liana Antonucci Reis

Vamos estudar: Esclerose lateral amiotrófica (ELA)?

 Acomete os neurônios motores superiores e inferiores.


 O principal sintoma é fraqueza muscular progressiva, de origem distal
para proximal. Geralmente inicia-se pelos membros superiores, pode
ser uma paresia espástica ou flácida, que normalmente é focal e
assimétrica.

Os pacientes podem apresentar ainda fasciculação, clônus, câimbras,


alteração de humor, sudorese intensa, comprometimento da
expansibilidade torácica, fraqueza dos músculos do tronco, dificuldade de
deglutição. A faculdade intelectual é preservada.

Nervos cranianos que podem estar acometidos:


facial, glossofaríngeo, vago, hipoglosso

Lesões do Neurônio motor superior:

Fraqueza, espasticidade, hiper-reflexia, clônus e Babinski.

Lesões do Neurônio motor inferior:

Fraqueza, hipotonia, hiporreflexia/arreflexia, paralisia e fasciculações.


REIS DOS CONCURSOS 31
Liana Antonucci Reis

Você sabe o significado de FNP?

FNP = Facilitação neuromuscular proprioceptiva (Método KABAT).

1. Iniciação rítmica: é uma técnica específica que utiliza movimentos


rítmicos iniciando por um movimento passivo e progredindo até um
movimento ativo resistido. (Relaxamento em pacientes com Doença de
Parkinson).

2. Inversão dinâmica: é caracterizada pela alternância do movimento ativo


de uma direção para a oposta sem interrupção ou relaxamento.

3. Combinação de isotônicas: caracterizada por contrações concêntricas e


excêntricas permanentes de um grupo muscular, objetivando aumentar
o controle ativo do movimento, melhorar a coordenação, aumentar
amplitude de movimento, força Muscular e treinar o controle excêntrico
funcional do movimento.

4. Reversão de estabilizações: se caracteriza por contrações isotônicas


alternadas, com objetivo de aumentar a estabilidade, equilíbrio e força
muscular. (reversões lentas – indução sucessiva)

5. Estabilização rítmica: o terapeuta aplica resistência para causar uma


contração isométrica do grupo muscular agonista. Esta contração é
seguida imediatamente por uma contração isométrica do grupo muscular
antagonista.

6. Contrações repetidas: caracterizadas por um reflexo de estiramento de


alguns músculos sob tensão. (contração isométrica – alongamento)

7. Contrair-relaxar: o terapeuta move passivamente o membro do paciente


até o final da sua amplitude passiva. E então, solicita que o paciente
realize uma forte contração da musculatura antagonista.

8. Manter-relaxar: é muito similar à técnica contrair-relaxar, exceto pelo


fato de que o grupamento muscular antagonista é resistido
suficientemente para causar uma contração isométrica ao invés de
isotônica.
REIS DOS CONCURSOS 32
Liana Antonucci Reis

Vamos relembrar os tipos de Osteoporose?

PRIMÁRIA

 TIPO I: é também chamada de osteoporose pós-menopausa (associada


à redução hormonal). Acomete principalmente mulheres, a perda de
massa óssea é muita rápida.

 TIPO II: é também chamada de osteoporose senil (associada ao


envelhecimento). Acomete principalmente idosos acima dos 70 anos
de idade, a perda de massa óssea é lenta, e está relacionada a
deficiência de cálcio.

SECUNDÁRIA

Ocorre em casos de distúrbios metabólicos (hiperparatireoidismo),


processos inflamatórios, uso de medicamentos (corticóides), tumores da
medula óssea, etc. Ela pode ocorrer em qualquer sexo e idade.

FRATURAS:

Os locais mais comuns de fraturas associadas à osteoporose são: Coluna


vertebral, punho, colo do fêmur, quadril e membros inferiores.

É importante que você saiba diferenciar os tipos de osteoporose. Estude as


características de cada tipo e os principais locais de fratura. Depois dê uma olhada em
densitometria óssea: No osso normal a densidade mineral é > -1, na osteopenia está
entre -1 e - 2,5, e na osteoporose < - 2,5
REIS DOS CONCURSOS 33
Liana Antonucci Reis

Tetralogia de Fallot

Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita complexa, do tipo


cianótica (lábios e unhas roxeadas), é a forma mais comum entre as
cardiopatias congênitas complexas.

É composta por quatro anormalidades no coração:

1. Obstrução da via de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar)

2. Defeito do septo interventricular (comunicação interventricular ampla)

3. Dextroposição da aorta (aorta voltada pro lado direito)

4. Hipertrofia do ventrículo direito.

As informações mais importantes para a prova são: A tetralogia de Fallot é uma


cardiopatia congênita cianótica. E apresenta as seguintes características: estenose
pulmonar, comunicação interventricular, posição invertida da aorta (dextroposição),
hipertrofia do ventrículo direito,
REIS DOS CONCURSOS 34
Liana Antonucci Reis

Condução, convecção e radiação, vamos anotar...

A transferência de calor de um corpo para outro pode ocorrer


por meio de três formas:

- Condução: É a transferência de energia térmica dentro de uma


substância ou entre substâncias que estão em contato físico direto. A
energia propaga-se em virtude da agitação molecular. Acontece
principalmente em meios sólidos. Ex: parafinoterapia e compressas
quentes.

- Convecção: Consiste na transferência de calor dentro de um fluído.


Ocorre em líquidos e gases. Ex: forno de Bier, hidroterapia e turbilhão.

- Radiação: É a transferência de energia térmica por meio de ondas


eletromagnéticas. Pode ocorrer no espaço vazio, não necessita de um
meio material de propagação. Esse processo é também chamado de
Irradiação, Conversão. Ex: Infravermelho, ultrasom, ondas curtas e
micro-ondas.
REIS DOS CONCURSOS 35
Liana Antonucci Reis

Contraindicações em Eletroterapia

 Contraindicações TENS
(Estimulação elétrica nervosa transcutânea)

- Epilepsia
- Marca-passo cardíaco
- Pele anestesiada
- Sobre o seio carotídeo
- Útero gravídico (primeiro trimestre de gravidez)
- Dores não diagnosticadas

 Contraindicações Ultrassom terapêutico

- Ouvido, olhos, ovários e testículos


- Zonas de crescimento ósseo
- Útero gravídico
- Neoplasias
- Processos infecciosos
- Área cardíaca
- Tromboses, flebites.

 Contraindicações Ondas curtas

- Processos hemorrágicos
- Processos infecciosos
- Trombose, flebite
- Gestação
- Marca-passo
- Epilepsia
- Feridas abertas
- Tecido isquêmico
- Osteomielite
- Alteração de sensibilidade
- Tuberculose pulmonar e óssea
REIS DOS CONCURSOS 36
Liana Antonucci Reis

Você sabe quais são os principais sintomas da


Doença de Parkinson?

 O mal de Parkinson é uma doença crônica e progressiva.


 Acomete os núcleos da base (neurônios secretores de dopamina).

Os principais sintomas são:

 Rigidez
 Bradicinesia (movimentos lentos)
 Tremor de repouso

O paciente pode apresentar ainda:

- Instabilidade postural
- Micrografia (caligrafia pequena)
- Face em máscara
- Fala baixa e monótona
- Marcha festinante ou marcha de pequenos passos (petit pass)
- Freezing (congelamento ou parada súbita da marcha)
REIS DOS CONCURSOS 37
Liana Antonucci Reis

O próximo assunto é lesão de nervos periféricos.

Existem 3 tipos de lesão nervosa:

Neuropraxia:
- Contusão nervosa com o bloqueio fisiológico transitório
- A recuperação costuma ser espontânea e ocorre em poucas semanas
- A continuidade anatômica é mantida
- Não há degeneração walleriana
- Comprometimento motor

Axonotmese:

- Mais grave que a neuropraxia


- Ocorre a ruptura dos axônios
- Há manutenção da integridade da bainha de mielina
- Comprometimento motor, sensorial e de reações autônomas

Neurotmese:

- É o tipo mais grave


- Há ruptura dos axônios e da bainha
- É necessário reparo cirúrgico
- Há degeneração distalmente à lesão (degeneração walleriana)
- Comprometimento motor, sensorial e do sistema nervoso autônomo
REIS DOS CONCURSOS 38
Liana Antonucci Reis

Vamos estudar volumes e capacidades pulmonares?

DICA: Guarde as palavras em vermelho.


Volume corrente (VC): é o volume de ar inspirado e expirado em cada
respiração normal. Já a Capacidade vital (VC): é o volume de ar
mobilizado entre uma inspiração e expiração máxima.

Volume de reserva inspiratório (VRI): é o volume máximo de ar que


pode ser inspirado após uma inspiração basal, espontânea. Já a
Capacidade inspiratória (CI): é o volume máximo de ar que pode ser
inspirado após uma expiração espontânea.
Volume de reserva expiratório (VRE): é o volume máximo de ar que
pode ser expirado após uma expiração basal, espontânea.

Volume residual (VR): é o volume de ar que ainda permanece no


pulmão após um expiração forçada. (Residual é aquilo que sempre
permanece nos pulmões). Na Capacidade residual funcional (CRF), o
volume de ar permanece nos pulmões após uma expiração basal.

Capacidade pulmonar total (CPT): é o volume de ar contido nos


pulmões após uma inspiração máxima, profunda.

VC Inspiração e expiração Normal 500 ml


CV Inspiração e expiração Máxima 4600ml
VRI Inspiração Inspiração espontânea 3000ml
CI Inspiração Expiração espontânea 3500ml
VRE Expiração Expiração espontânea 1100ml
VR Permanece no pulmão Expiração máxima 1200ml
CRF Permanece no pulmão Expiração basal 2300ml
CPT Contido no pulmão Inspiração máxima 5800ml

Fórmulas:

CI = VC + VRI
CRF = VR + VRE
CV = VC + VRI + VRE
CPT = VC + VRI + VRE + VR (soma de todos os volumes pulmonares)

Se você souber os valores dos volumes pulmonares (VC = 500, VRI = 3000, VRE = 1100 e
VR = 1200), você conseguirá chegar através das fórmulas nos valores das capacidades
pulmonares. Exemplo: CRF = VR 1200 + VRE 1100, total = 2300ml
REIS DOS CONCURSOS 39
Liana Antonucci Reis

Assunto muito importante: DPOC

 Doenças pulmonares obstrutivas crônicas: bronquite crônica,


bronquiolite obstrutiva, enfisema pulmonar.

 Bronquite crônica: A expectoração deve estar presente pelo menos


por três meses por ano, em dois anos sucessivos.

 No diagnóstico e avaliação da DPOC é utilizada a espirometria. A


obstrução é confirmada pela diminuição na relação VEF1/CVF (volume
expiratório forçado no primeiro segundo e capacidade vital forçada).

 Enfisema: ocorre a dilatação dos alvéolos, destruição dos tecidos, e


perda da elasticidade pulmonar. Há retenção de gás carbônico e
hiperinsuflação dos pulmões.

 Pode existir deficiência de alfa 1 – antitripsina.

 Quadro clínico: aumento do volume residual (VR) e da capacidade


residual funcional (CRF), hipoxemia (baixa concentração de oxigênio
no sangue arterial), hipercapnia (aumento da PaCO2 no sangue).

 É comum encontrar no paciente com enfisema pulmonar o aumento do


diâmetro anteroposterior do tórax, chamado tórax em tonel, tórax em
barril.

DPOC é um assunto muito cobrado em provas de concursos de Fisioterapia. É


importante que você saiba que existem doenças obstrutivas e doenças res tritivas.

Doenças obstrutivas: enfisema pulmonar, bronquite crônica, bronquiectasia, asma.

Doenças restritivas: fibrose pulmonar, derrame pleural, pneumotórax, cifose e


escoliose grave.
REIS DOS CONCURSOS 40
Liana Antonucci Reis

Resumo Doenças I:

 Contratura de Dupuytren: fibrose da fascia palmar, presença de


nódulos, contratura em flexão de dedos. Acomete principalmente os
dedos anular e mínimo.

 Tenossinovite estenosante: “dedo em gatilho”. Espessamento da


bainha sinovial dos tendões dos músculos flexores dos dedos.

 Síndrome do tunel cubital: compressão do nervo ulnar na regiao do


cotovelo.

 Síndrome do canal de Guyon: compressão do nervo ulnar na região


de punho.

 Doença de DeQuervain: tenossinovite com inflamação da bainha do


músculo abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. (Teste
de Filkenstein)

 Síndrome do desfiladeiro torácico: compressão do plexo braquial,


da artéria e/ou veia subclávia na abertura torácica superior. (Teste de
Adson, Teste de Wright)

 Epicondilite lateral: cotovelo de tenista. Comprometimento dos


músculos extensores de punho e dedos e/ou supinadores de antebraço.
(Teste de Cozen, Teste de Tenis Elbow, Teste de Mill).

 Epicondilite medial: cotovelo de golfista. Comprometimento dos


músculos flexores de punho e dedos e/ou pronadores de antebraço.
(Teste do cotovelo de golfista).
REIS DOS CONCURSOS 41
Liana Antonucci Reis

Resumo Doenças II:

 Síndrome do Piriforme: compressão do nervo ciático pelo músculo


piriforme na região glútea.

 Fascite plantar: é a inflamação da fáscia plantar. Pode estar associada


ao esporão de calcâneo. A dor é maior pela manha, ou após um periodo
de repouso. Geralmente melhora com a movimentação.

 Hálux valgo: Conhecido como “joanete”. É o desvio lateral acentuado do


primeiro pododáctilo (dedo do pé). Ocorre também o desvio medial do
primeiro metatarso.

 Neuroma de Morton: fibrose do nervo digital plantar. A frequencia é


maior entre o terceiro e quarto ossos metatarsais e entre o segundo e o
terceiro metatarsos.

 Plica sinovial patológica: é uma prega da membrana fibrosa do joelho


que se projeta para a cavidade articular. É uma remanescencia
embrionária da membrana sinovial.

 Cisto de Baker: conhecido como cisto poplíteo. É o acumulo de liquido


sinovial nas bainhas dos tendões e das bursas localizadas atrás dos
joelhos.

 Condromalácia patelar: recebe o nome de síndrome da dor


patelofemoral, “joelho de corredor”. Ocorre amolecimento e desgaste da
cartilagem da patela.
REIS DOS CONCURSOS 42
Liana Antonucci Reis

Resumo Doenças III

 Espondilolistese: deslizamento do corpo vertebral no sentido anterior,


posterior ou lateral em relação a vértebra abaixo.

 Espondilólise: perda da continuidade óssea, ocorre desarticulação entre


o processo articular inferior e superior de uma vértebra. Mais comum nas
vértebras L4 – L5, L5 – S1. Pode dar origem a uma espondilolistese.

 Espondilose: doença degenerativa da coluna vertebral. É um tipo de


artrose.

 Doença de Raynaud: doença caracterizada pela presença de palidez,


cianose e/ou hiperemia em extremidades. Ocorre constrição de pequenas
arteríolas. A crioterapia é contraindicada.

 Síndrome compartimental: doença caracterizada pelo aumento da


pressão intracompartimental, provocando compressão nervosa, vascular
e de tecidos. Ocorre nos casos de esmagamento, casos em que o gesso
está muito apertado, entre outros. Pode levar a uma contratura
isquêmica de Volkman.

 Espondilite anquilosante: doença reumática caracterizada pela


presença de inflamação em coluna vertebral e quadril (sacroileíte). Há
também rigidez vertebral e quadro álgico.

 Doença de Paget: conhecida como osteíte deformante. Os ossos


apresentam crescimento anormal e se tornam mais frágeis.

 Osteogênese imperfeita: Doença de Lobstein, doença dos ossos de


vidro. É uma doença genética, cuja principal característica é a fragilidade
óssea, os ossos se quebram com facilidade. Há deficiência na produção
de colágeno tipo 1.

 Distrofia simpático-reflexa: conhecida como Atrofia de Sudeck,


Síndrome ombro-mão. Distúrbio neuropático, vasomotor, que acomete o
braço.
REIS DOS CONCURSOS 43
Liana Antonucci Reis

Vascularização arterial do Encéfalo

Resuminho básico: O encéfalo é vascularizado por dois sistemas: Sistema vertebro-


basilar e Sistema carotídeo. Na base do crânio essas artérias formam o Polígono de
Willis. A artéria carótida interna dá origem as artérias cerebrais média e anterior. As
artérias vertebrais se fundem para formar a artéria basilar, que dará origem as artérias
cerebrais posteriores, artéria cerebelar superior, artéria cerebelar ínfero-anterior e
artéria do labirinto.
REIS DOS CONCURSOS 44
Liana Antonucci Reis

Você sabia que a Paralisia facial periférica é também


conhecida como Paralisia de Bell?

 Na Paralisia facial há o comprometimento do nervo facial (sétimo par


craniano).

 Ocorre paralisia dos músculos de um lado da face. Pode ocorrer aumento


da secreção salivar e lacrimal.

 O desvio da comissura labial ocorre para o lado bom da face, lado não
comprometido. O lado paralisado apresenta-se flácido.

 Causas: desconhecida (idiopática). Pode estar associada a infecções,


traumas, estresse, mudanças bruscas de temperatura.

 Sinal de Bell: Lagoftalmo: o paciente não consegue fechar o olho do lado


afetado. Ao tentar piscar o globo ocular desloca-se para cima e para fora.

Esse é um assunto cobrado com frequência em provas. É necessário que você saiba
diferenciar a paralisia facial periférica da paralisia facial central. Na periférica há o
comprometimento de toda a hemiface. Já na paralisia de origem central, somente a
metade inferior da hemiface é afetada. A paralisia facial central é comumente
provocada por AVC.
REIS DOS CONCURSOS 45
Liana Antonucci Reis

Chegou a hora de estudar: Fraturas

 A Fratura de Colles e a Fratura de Smith acometem a extremidade distal do


rádio, a diferença é que na de Colles a pessoa cai sobre a palma da mão
(punho em extensão) e o fragmento desloca-se posteriormente, já na de
Smith a queda ocorre sobre o dorso da mão (punho em flexão), e o
fragmento desloca-se anteriormente. A fratura de Colles pode gerar
deformidade em “dorso de garfo”). A fratura de Smith é conhecida como
fratura de Colles invertida.

 A Fratura de Barton também acomete a extremidade distal do rádio com


deslocamento dorsal do fragmento, acompanhada de luxação do carpo.

 A Fratura de Galeazzi acomete a diáfise do rádio e causa luxação da


articulação radioulnar distal. O mecanismo de lesão (ML) é a hiperextensão
de punho com pronação.

 Fratura de Monteggia: fratura do terço proximal da ulna acompanhada de


luxação da articulação radioulnar proximal. Decorrente de trauma e queda
sobre a mão com braço estendido e pronação forçada. A fratura isolada da
ulna recebe o nome de fratura do “cassetete”.

 Fratura de Bennet: fratura-luxação da primeira articulação


carpometacarpiana. ML: abdução e/ou flexão brusca do polegar.

 Fratura do boxeador: fratura do colo do quinto metacarpo. Mecanismo de


lesão: trauma direto com a mão fechada.

 Fratura de Jefferson: fratura dos arcos anterior e posterior do atlas


(primeira vértebra cervical). Resultante de compressão axial ou
hiperextensão do pescoço.

 Fratura do enforcado: fratura deslocamento da vértebra C2 sobre a C3.


Decorrente de trauma, hiperextensão.

 Fratura de Jones: fratura da base do quinto metatarso. ML: entorse em


inversão do tornozelo.
REIS DOS CONCURSOS 46
Liana Antonucci Reis

Vamos relembrar os principais Testes Ortopédicos?

 Teste de Adson: síndrome do desfiladeiro torácico.


 Teste de Gerber: lesão do músculo subescapular.
 Teste de Yergason, Lippman, Speed: tendinite do M. bíceps braquial.
 Teste de Jobe: lesão do manguito rotador – músculo supraespinhal.
 Teste de Neer: síndrome do impacto do ombro.
 Teste de Cozen, Cotovelo de tenista: epicondilite lateral do úmero.
 Teste do Cotovelo de golfista: epicondilite medial do úmero.
 Teste de Phalen: síndrome do túnel do carpo, compressão do nervo
mediano no punho.
 Teste de Filkenstein: tenossinovite de DeQuervain.
 Teste de Allen: oclusão das artérias radial e/ou ulnar.
 Teste de Bunnel Littler: rigidez dos músculos intrínsecos da mão.
 Teste de Lasegue: compressão do nervo ciático.
 Teste de Gaenslen, Patrick-Fabere: lesão da articulação sacro-ilíaca.
 Teste de Barlow, Ortolani e Galeazzi: luxação congênita do quadril.
 Teste de Thomas, Teste de Ely: contratura/encurtamento do músculo
reto femoral – quadríceps.
 Teste de Trendelenburg: fraqueza do glúteo médio, abdutor do quadril.
 Teste de Ober: contratura da banda iliotibial – M. tensor da fascia lata
 Teste da Gaveta anterior, Lachman: lesão do ligamento cruzado anterior
do joelho.
 Teste da Gaveta posterior, Godfrey: lesão do ligamento cruzado posterior
do joelho.
 Teste de McMurray, Compressão de Apley: lesão meniscal – joelho.
 Teste de Waldron, Clarke, Perkin: condromalácia patelar.
 Teste de Kleiger: lesão do ligamento deltoide (medial) do tornozelo.
 Teste de Thompson: ruptura do tendão do calcâneo.
 Teste de Buerger: Doença vascular periférica
 Sinal de Homan: trombose venosa profunda – panturrilha.

Esse assunto é muito importante. Costuma cair em todas as provas. É necessário que você
saiba o nome do teste e a estrutura comprometida. Vale a pena dar uma olhada também na
descrição de cada teste e o modo de realizar. Sugiro consultar figuras para facilitar a fixação
do conteúdo.
REIS DOS CONCURSOS 47
Liana Antonucci Reis

O próximo assunto é: Amputações do Membro inferior

Para estudar as amputações é necessário conhecer os ossos e


articulações do corpo humano.

 Amputação de LISFRANC – tarsometatársica: é uma desarticulação


entre os ossos metatarsos e os ossos do tarso (cuneiformes e
cuboide).

 Logo em seguida temos a amputação de CHOPART – mesotársica.


A desarticulação ocorre entre os ossos do tarso (talús – navicular,
calcâneo – cuboide).

 As amputações de SYME e PIROGOFF acontecem a nível de


tornozelo (desarticulação entre tíbia e talus). Na de SYME há a
preservação da articulação tibiofibular distal, e na de PIROGOFF há
uma artrodese da tíbia com o calcâneo.

 Amputação transtibial: entre o joelho e o tornozelo. Pode ser


proximal, média ou distal). Pode ocorrer deformidade em flexão de
joelho.

 Amputação transfemoral: entre o joelho e quadril. Pode ser


proximal, média ou distal). Pode correr deformidade em flexão,
abdução e rotação lateral da coxa.
REIS DOS CONCURSOS 48
Liana Antonucci Reis

Ventilação mecânica invasiva

As principais indicações para iniciar o suporte ventilatório são:

 Reanimação devido à parada cardiorrespiratória

 Hipoventilação e apneia

 Insuficiência respiratória devido a doença pulmonar intrínseca e


hipoxemia

 Falência mecânica do aparelho respiratório:- Fraqueza muscular,


Doenças neuromusculares, Paralisia; - Comando respiratório instável
(TCE, AVC, intoxicação exógena e abuso de drogas).

 Prevenção de complicações respiratórias: – Restabelecimento no


pós-operatório de cirurgia de abdome superior, torácica de grande
porte, deformidade torácica, obesidade mórbida; – Parede torácica
instável.

 Redução do trabalho muscular respiratório e fadiga muscular.


REIS DOS CONCURSOS 49
Liana Antonucci Reis

Vamos relembrar: Cadeia cinética aberta e fechada

As cadeias cinéticas podem ser classificadas em duas categorias distintas:

 Cadeia cinética fechada (CCF): Um movimento em CCF é definido


como aquele nas quais as articulações terminais encontram
resistência externa que impede ou restringe a sua movimentação
livre. O pé ou a mão encontram resistência ou estão fixados.

Exemplos: exercício de flexão de braço, a utilização dos braços para


se levantar de uma cadeira, o apoio dos membros superiores durante
a marcha com muletas, descer escadas, leg press e agachamentos.

 Cadeia cinética aberta (CCA): Um movimento em CCA é definido


como aquele que ocorre quando o segmento distal de uma
extremidade move-se livremente no espaço, resultando no
movimento isolado de uma articulação.

Exemplos: movimento da perna na fase de balanço da marcha, o ato


de chutar uma bola, o aceno de mão ou o ato de levar um copo a boca
para beber água.

A partir de uma perspectiva biomecânica, acredita-se que exercícios em


CCF sejam mais seguros e que produzam forças potencialmente menos
danosas a estruturas em processo de reparo pós lesão do que os
exercícios em CCA. Além disso, exercícios em CCF demonstraram
melhorar a congruência articular, diminuir as forças de cisalhamento e
estimular os mecanoceptores articulares utilizando carga axial e aumento
de forças compressivas sobre a articulação.

São importantes as seguintes informações: 1. Nos exercícios de cadeia cinética fechada o


segmento distal (pé ou mão) está fixo, apoiado. 2.Nos exercícios de cadeia cinética aberta o
segmento distal está livre, pendente. Os autores comumente defendem que o movimento
em CCF é mais seguro, estável, no processo de reabilitação.
REIS DOS CONCURSOS 50
Liana Antonucci Reis

Você já ouviu falar em Escala ASIA?

American Spinal Injury Association – ASIA:

É uma escala utilizada na avaliação e classificação neurológica do


traumatismo raquimedular. Baseia-se na avaliação da sensibilidade e da
função motora, sendo possível classificar o paciente quanto ao tipo de
lesão (completa ou incompleta) e determinar o nível neurológico

ASIA “A” = Lesão Completa: Sem preservação das funções motora e


sensitiva no segmento sacral S4 - S5.

ASIA “B” = Lesão Incompleta: Perda da função motora, porém função


sensitiva preservada abaixo do nível neurológico e inclui sensibilidade do
segmento sacral S4-S5.

ASIA “C” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível


neurológico, e mais da metade dos músculos-chave abaixo do nível
neurológico possuem grau de força inferior a 3 (apesar de haver
contração muscular, não são capazes de vencer a gravidade).

ASIA “D” = Lesão Incompleta: Função motora preservada abaixo do nível


neurológico, e mais da metade dos músculos-chave abaixo do nível
neurológico possuem grau de força igual ou superior a 3 (vencem a
gravidade).

ASIA “E” = Lesão Incompleta: Funções Motora e sensitiva são normais.


REIS DOS CONCURSOS 51
Liana Antonucci Reis

Inervação Membro superior - MS

Plexo braquial: nervo radial, ulnar, axilar, mediano e musculocutaneo.


DICA: guarde a palavra RUAMM, que contém as iniciais de cada nervo.

NERVO RADIAL: Inerva os músculos da região posterior do braço,


antebraço e mão. Músculos que realizam a extensão do cotovelo, dos
dedos da mão e punho.

 M. Tríceps braquial
 M. Braquiorradial
 M. Supinador
 M. Extensor radial longo do carpo
 M. Extensor radial curto do carpo
 MM. da região posterior de antebraço

NERVO ULNAR: Inerva o músculo flexor ulnar do carpo, músculo flexor


profundo do IV e V dedos e a maioria dos pequenos músculos da mão
(musculatura intrínseca). Músculos que realizam a flexão do 4° e 5°
dedos (anular e mínimo) e região hipotênar da mão.

 M. Flexor ulnar do carpo


 M. Flexor profundo do IV e V dedos
 III e IV músculos lumbricais
 MM. Interósseos
 M. adutor do polegar
 M. abdutor do quinto dedo (mínimo)
 M. Oponente do quinto dedo
 M. adutor do quinto dedo
 M. Palmar Curto
REIS DOS CONCURSOS 52
Liana Antonucci Reis

Continuação - Inervação do Membro Superior

NERVO AXILAR: Inerva o músculo deltóide e o músculo redondo menor.


É importante conhecer as funções dos músculos envolvidos: M. Deltóide:
flexão, abdução e extensão do braço. M. redondo menor: rotação lateral
do úmero.

NERVO MEDIANO: inerva os músculos da região anterior de antebraço e


região tênar da mão (dedo polegar, indicador e médio), músculos que
têm a função de pronação de antebraço, flexão de punho e dedos. Inerva
a maioria dos músculos da região anterior do antebraço e mão.

 M. Pronador redondo
 M. Pronador quadrado
 M. Flexor radial do carpo
 M. Flexor superficial dos dedos
 M. Flexor profundo do II e III dedos
 M. Flexor longo do polegar
 M. Flexor curto do polegar
 M. Oponente do polegar
 I e II músculos lumbricais

NERVO MUSCULOCUTÂNEO: Inerva os músculos: braquial, bíceps


braquial, e coracobraquial.

 M. Braquial: principal músculo flexor de antebraço.


 M. Bíceps braquial: flexão de braço, flexão e supinação de antebraço.
 M. Coracobraquial: flexão e adução do braço.
REIS DOS CONCURSOS 53
Liana Antonucci Reis

Ventilação não invasiva – VNI

CPAP - Pressão positiva contínua nas vias aéreas: oferece um fluxo de ar


contínuo nas vias aéreas.

BIPAP – Pressão positiva de 2 níveis nas vias aéreas: Oferece dois níveis
pressóricos, um na inspiração (IPAP) e outro na expiração (EPAP).

Indicações da VNI:

 Exacerbação da DPOC
 Exacerbação da Asma
 Edema pulmonar cardiogênico
 Insuficiência respiratória hipoxêmica
 Pacientes terminais
 Pós operatório imediato
 Insuficiência respiratória pós extubação
 Estratégia de desmame
REIS DOS CONCURSOS 54
Liana Antonucci Reis

Referências Bibliográficas:

1. CAMBIER, J. Manual de Neurologia. 9. ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 1999. 590 p.

2. CARVALHO, JA. Amputações de membros inferiores: em busca da plena reabilitação. 2 ed. Barueri:
Manole, 2003.
3. CARVALHO, CRR. Ventilação Mecânica: V. I – Básico. Serie Clínicas Brasileiras de Medicina Intensiva. Ano 5. Vol.
8. São Paulo: Atheneu, 2000.
4. DREEBEN, O. MdS – Manual de Sobrevivência para Fisioterapia. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Koogan, 2009.

5. EMMERICH, JC. Monitorização Respiratória - Fundamentos. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

6. GOULD, JA. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. 2 ed. São Paulo: Manole, 1993.

7. GRAY’S. Anatomia – a base anatômica da prática clínica. 40.ed. Editora chefe: Susan Standring. Elsevier. 2010.

8. GUYTON, AC; HALL, JE. Tratado de Fisiologia Médica. 11 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

9. HALL, SJ. Biomecânica básica. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2000.

10. HEBERT, S; Xavier, R; PARDINI JR., AG; BARROS FILHO, TEP. Ortopedia e Traumatologia: princípios e
prática. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

11. HOPPENFELD, S; HUTTON, R. Propedêutica ortopédica: coluna e extremidades. São Paulo: Atheneu, 2002.

12. KITCHEN, S. Eletroterapia: prática baseada em evidências. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003. 348 p.

13. THOMSON, A; SKINNER, A; PIERCY, J. Fisioterapia de Tidy. 12. ed. São Paulo: Santos, 1994. 500 p.

14. UMPHERED, DA. Fisioterapia neurológica. 2 ed. São Paulo: Manole. 1994.
15. WEST, JB. Fisiologia respiratória Moderna. 5 ed. Ed. Manole. São Paulo, 1996.

Você também pode gostar