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INTRODUÇÃO À ENGENHARIA

CAPÍTULO 2 - COMO A ATIVIDADE DE


ENGENHARIA É REGULAMENTADA?
Rafaela Franqueto

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Introdução
Atualmente há uma grande variedade de cursos de engenharia, o que abre possibilidade para perfis diferentes de
engenheiros e constantes mudanças. Mas, por que estudar Engenharia? Você adora cálculos? Ótimo, o
engenheiro tem como principal característica, a afinidade com cálculos. Mas você já parou para pensar que o
profissional precisa ter aptidão com comunicação, didática?
E além de você executar um bom serviço, é necessário atentar às responsabilidades e aos princípios éticos
considerados na função de engenheiro. Como a ética está ligada à Engenharia?
O Código de Ética da Engenharia considera a profissão como título de honra, portanto o engenheiro espera que a
sociedade reconheça essa distinção. Nessa linha, o código de ética profissional deve ser proveniente de um
comprometimento pessoal do profissional, visando uma conduta cidadã do engenheiro com a sociedade.
Para isso, as universidades devem incentivar os estudos sobre ética, a fim de se desenvolver consciência para a
conduta de bons profissionais. A Engenharia parte desses princípios éticos para demarcar as responsabilidades
da profissão. Ser ético na Engenharia é ser um profissional que tem a capacidade de melhorar o mundo e a
sociedade em que convive.
Acompanhe o conteúdo com atenção e bons estudos!

2.1 Ética e responsabilidades


As empresas que querem ser bem-sucedidas e ter uma marca reconhecida como confiável e honesta, tendem a se
orientar para um modelo ético, que respeita os padrões morais da sociedade.
Os profissionais de engenharia devem seguir essa mesma lógica, mantendo sua conduta ética perante a
sociedade e agindo com suas atividades de forma socialmente responsável.

2.1.1 Ética na Engenharia


Você provavelmente já ouviu a palavra ética em alguma conversa, mesmo informal, não é? É um assunto que
sempre aparece, relacionado a comportamentos sociais, pois representam uma preocupação da sociedade.
Cortina (2003) reporta que, embora a ética esteja sempre em discussão, há quem acredite que não seja essencial,
ou mesmo importante, para se viver bem em sociedade.
A Ética, para Fourez (1995), é considerada a parte da Filosofia que reflete sobre as escolhas que têm importância
na vida humana. Em todas as sociedades existem códigos morais, ou noções semelhantes. Cortella (2009),
conceitua a ética como uma marca da fronteira da nossa convivência.
E o que entendemos por moral? Existe alguma diferença entre ética e moral? De acordo com Neme e Santos
(2018), as duas estão entrelaçadas e se completam, visto que a moral é entendida como um conjunto de normas
para o agir, perante os grupos sociais (o que é ou não aceito por este grupo). Já a ética é a reflexão sobre a moral.
Ética é um conjunto de princípios pelos quais se pauta a conduta humana (Figura a seguir). É considerada uma
ciência normativa, já que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais (como
Matemática e Lógica) e às ciências empíricas (Química e a Física) (CREA-TO, 2016a).

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Figura 1 - A Ética e os seus princípios na Engenharia: prestação de contas, princípios profissionais, integridade e
valores.
Fonte: 3D_creation, Shutterstock, 2018.

Contreras (2002) menciona que a ética profissional implica em assumir responsabilidades sociais perante
aqueles com quem trabalhamos e que dependem de nosso conhecimento e prática profissional. O professor do
futuro profissional é elemento-chave para que os princípios passem da reflexão à ação.
No ramo da engenharia, a ética inicia-se na universidade e assim é levada para a sociedade, quando o
profissional começa a prestar seus serviços. Para orientar o profissional, existe o Código de Ética. De acordo com
o Crea-TO (2016a), o Código de Ética é um guia que orienta os princípios da profissão, abordando os deveres e
condutas que são proibidas e qualificando possíveis infrações. Segundo Souza e colaboradores (2013), o Código
de Ética Profissional tem sido o principal instrumento para a realização dos princípios, visão e missão do sistema
que abrange empregador, empregado, cliente e produto no âmbito da engenharia.

VOCÊ QUER LER?


O Código de Ética dos profissionais do Sistema CONFEA/CREA foi elaborado em 1971 e
revisado em 2002, direcionando a correção das intenções e das ações que constituem o
Sistema CONFEA/CREA, estabelecendo um vínculo inalienável entre a sociedade e o exercício
profissional (CONFEA, 2014). Para saber mais sobre o Código de Ética, acesse o link <
http://www.confea.org.br/media/codigo_etica_sistemaconfea_8edicao_2015.pdf>.

Os profissionais da área de engenharia possuem um conselho nacional, o CONFEA (Conselho Federal de

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Os profissionais da área de engenharia possuem um conselho nacional, o CONFEA (Conselho Federal de
Engenharia e Agronomia) e conselhos estaduais, chamados de CREA (Conselho Regional de Engenharia e
Agronomia).
O exercício de qualquer profissão implica riscos, mas isso raramente é mencionado nos cursos de graduação.
Quanto ao exercício da profissão, o profissional engenheiro é responsável por todos os atos que pratique e pelos
resultados que decorram das ações. Caso o profissional cometa alguma falha, os conselhos podem cancelar seu
título. Conforme a Lei 5.194 (BRASIL, 1966), o registro do profissional poderá ser cancelado por má conduta ou
escândalos.
O Crea-SC (2015), reporta que a responsabilidade dos profissionais da engenharia impõe da comprovação de
culpa decorrente de uma má conduta ou negligência, aliada à ocorrência de um fato. Entretanto, é considerado
dever ético-profissional de todos os profissionais da área observarem as normas técnicas e legais vigentes.
Uma conduta ética do profissional com o serviço executado, por exemplo, é a emissão de Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART), que serve para resguardar o engenheiro de problemas. A ART é um documento
em que se define os responsáveis técnicos por alguma obra ou serviço de área da engenharia, apontando
características do empreendimento (CREA-TO, 2016b). Há três tipos de ART, apresentadas na Tabela a seguir.

Figura 2 - Divisão dos tipos de Anotação de Responsabilidade Técnica, segundo a Lei n. 6.496/77 para contratos
de execução de obras ou serviços.
Fonte: Adaptado de Crea-TO (2016b).

A emissão da ART é por meio eletrônico, otimizando o tempo do profissional e garante o cumprimento da ética
profissional. Isso porque se relaciona com a operacionalização da atividade a qual o profissional deverá seguir os
princípios éticos da profissão para execução de obras e serviços. Após o preenchimento, é gerado um boleto
bancário e a ART só será confirmada com a compensação do pagamento. Os valores das taxas cobradas para
registro são determinados anualmente por uma resolução do CONFEA, e tem por objetivo cobrir os custos de
registro além de viabilizar as ações de fiscalização do CONFEA e dos CREAS (CREA-TO, 2016b).

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VOCÊ SABIA?
Quando o engenheiro é contratado como autônomo, cabe ao profissional o pagamento do
boleto da ART. Agora, quando é com vínculo empregatício, de qualquer natureza jurídica, cabe
à empresa a responsabilidade pelo pagamento do boleto (CREA-TO, 2016b).

Por fim, quando um serviço executado pelo engenheiro é finalizado, é necessário dar baixa na ART. Mas, o que é
isso? Segundo o Crea-TO (2016b) baixa de ART é o procedimento que se faz para comunicar ao Conselho
Estadual do seu estado (CREA) a conclusão da obra ou serviço executado. É importante salientar que, mesmo
com a baixa do documento, o engenheiro continua responsável pela obra.

2.1.2 As atuações e responsabilidades do profissional de engenharia


A engenharia é uma profissão com caráter humano e social, com ações técnicas específicas, incorporação do
saber científico-tecnológico e resultados sociais, econômicos e ambientais, que decorrem das ações dos
profissionais (CREA-PR, 2010). Apesar da existência do Código de Ética e de seu conhecimento por parte dos
profissionais, em muitas vezes a aplicação dos princípios do código não é aplicada.
Quando as atividades profissionais são executadas sem a observância do Código de Ética profissional, podem
resultar em infrações, listadas na Lei n. 5.194 (BRASIL, 1966). Portanto, os engenheiros devem manter a
integridade, honrando e dignando a profissão, fazendo uso de seu conhecimento para o bem-estar das pessoas,
sendo sempre honesto e seguindo fielmente as normas e especificações técnicas.

CASO
A importância de realizar um bom projeto pode evitar tragédias, como ocorreu na Boate Kiss,
onde foram vitimadas 242 pessoas, em janeiro de 2013. Em síntese, quatro fatores foram
determinantes para a tragédia: material do revestimento, utilização de sinalizador em local
fechado, superlotação do local e uma única saída. O engenheiro responsável, negou que tivesse
sugerido a instalação de espuma no forro e nas paredes, que foram rapidamente consumidos
pelo fogo proveniente do sinalizador. Outro agravante foi o não atendimento ao projeto de
combate a incêndio, que obrigava mais saídas, iluminação e sinalização de emergência, além de
aberturas como janelas e extintores de incêndio em perfeito funcionamento (SOUZA et al.,
2013).

A profissão de engenharia foi concretizada no século XVIII com a criação das escolas de engenharia na Europa
(FREITAS et al., 2014), mas o marco da regulamentação da profissão de engenheiro no Brasil é o Decreto n.
23.569 (BRASIL, 1933), assinado por Getúlio Vargas. Este Decreto criou o Sistema CONFEA/CREA e definiu as
competências para as modalidades de engenharia conhecidas na época.
No Brasil, a atribuição de títulos, atividades, competências e campos de atuação profissionais da engenharia e
agronomia é regulamentada pela Resolução n. 1.073 (CONFEA, 2016). E para efeito de fiscalização do exercício
de cada profissional registrado em seu Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), foram designadas

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de cada profissional registrado em seu Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), foram designadas
atividades, que vemos na lista a seguir.
1. Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica.
2. Coleta de dados, estudo, planejamento, anteprojeto, projeto, detalhamento, dimensionamento e especificação.
3. Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental.
4. Assistência, assessoria, consultoria.
5. Direção de obra ou serviço técnico.
6. Vistoria, perícia, inspeção, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem.
7. Desempenho de cargo ou função técnica.
8. Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica,
extensão.
9. Elaboração de orçamento.
10. Padronização, mensuração, controle de qualidade.
11. Execução de obra ou serviço técnico.
12. Fiscalização de obra ou serviço técnico.
13. Produção técnica e especializada.
14. Condução de serviço técnico.
15. Condução de equipe de produção, fabricação, instalação, montagem, operação, reforma, restauração, reparo
ou manutenção.
16. Execução de produção, fabricação, instalação, montagem, operação, reforma, restauração, reparo ou
manutenção.
17. Operação, manutenção de equipamento ou instalação.
18. Execução de desenho técnico.
Com o conhecimento das atividades e atribuições pertinentes ao exercício da profissão de engenheiro, pode-se
dizer que um bom profissional é aquele que possui uma visão sistêmica, dominando as realidades econômica,
social e física. No mercado de trabalho, um profissional da engenharia desempenha diferentes funções, podendo
atuar de forma autônoma, como celetista, ou empresário (FREITAS et al., 2014):
• autônomo: independência de escolhas, estabelece seus horários e formas de trabalho;
• CLT: presta serviços de forma permanente a uma empresa, mantendo um contrato;
• empresário: profissional que abre uma empresa e contrata outros profissionais.
Além dessas, o engenheiro desempenha funções em locais diferentes, como empresas privadas, órgãos públicos,
empresas de caráter financeiro, instituições de pesquisas, dentre outras. Bazzo e Pereira (2006) destacam alguns
setores nos quais engenheiros podem atuar: indústrias de todo tipo, construções, estabelecimentos de ensino,
empresas de assoreamento, instituto de pesquisa científica, bancos de investimento, escritórios de profissionais
liberais e de consultoria.
Como o campo de atuação de engenheiros é diversificado, devido às diversas modalidades de engenharia
existentes, um engenheiro agrônomo, por exemplo, pode atuar com pesquisa científica de irrigação ou drenagem
de solos para fim agrícola. A Tabela a seguir apresenta a classificação dos engenheiros, dentre as especialidades,
de acordo com suas funções.

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Figura 3 - Classificação das especialidades de Engenharia e suas funções.
Fonte: Elaborado pelo autor, adaptado de Freitas (et al., 2014, p. 55).

Geralmente, profissionais de engenharia recém-formados atuam mais em áreas de operação, construção ou


manutenção e, com o passar dos anos de profissão, passam a atuar nas áreas de planejamento, projeto e gestão.
Bazzo e Pereira (2006), reportam algumas atribuições de um engenheiro, dentro das competências legais:
administrar, analisar, avaliar, construir, consultar, desenvolver, emitir parecer, estudar, experimentar, fiscalizar,
operar, pesquisar, produzir, projetar, supervisionar, testar, vistoriar. Na Resolução n. 1.073 (CONFEA, 2016), no
anexo I, são descritas as competências do profissional da engenharia.

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VOCÊ O CONHECE?
Francisco Saturnino Rodrigues de Brito, mais conhecido como Saturnino de Brito, foi um
engenheiro sanitarista brasileiro, responsável pelo início dos estudos sobre saneamento básico
e urbanismo em diferentes cidades do Brasil. Pela sua atuação no saneamento, Saturnino de
Brito foi considerado o pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil. Foi Saturnino
que orientou a assistência social e médica para os profissionais da engenharia, transformando-
se na Lei Mútua n. 6.496 (BRASIL, 1977) (CARRIÇO, 2015).

Para obter um bom desempenho profissional, o engenheiro precisa de uma boa formação e raciocínio analítico,
além de senso crítico, para poder trabalhar com questões complexas, pois são desenvolvidas em diferentes
campos disciplinares. Atualmente, e mais fortemente no futuro, as competências do profissional de engenharia
se expandem para outras áreas (economia, psicologia, ecologia, relacionamento pessoal, sociologia), e não ficam
restritas somente ao conhecimento técnico (BAZZO; PEREIRA, 2006).
Em nossa sociedade, um profissional precisa desenvolver muitas qualidades, como preparação acadêmica e
autonomia (FREITAS et al., 2014). A atuação do engenheiro é muito respeitada, pois esses profissionais
trabalham de forma a subsidiar o bem-estar das pessoas e para o avanço da humanidade, como reforça o
juramento:

Prometo que, no cumprimento do meu dever de Engenheiro, não me deixarei cegar pelo brilho
excessivo da tecnologia, de forma a não me esquecer de que trabalho para o bem do Homem e não da
máquina. Respeitarei a natureza, evitando projetar ou construir equipamentos que destruam o
equilíbrio ecológico ou poluam, além de colocar todo o meu conhecimento científico a serviço do
conforto e desenvolvimento da humanidade (CREA, 2010).

De acordo com Barros (et al., 2010), os cursos de Engenharia possuem grande importância no mercado de
trabalho, devido ao desenvolvimento técnico-científico dos egressos. Os profissionais formados podem
aperfeiçoar-se em cursos de especialização Latu Sensu (especialização ou MBA) ou Strictu Sensu (mestrado e
doutorado).
Além da responsabilidade do profissional da engenharia perante a sociedade, ele tem um dever diante de seu
Conselho de Classe. Meirelles (2005), reporta algumas responsabilidades de caráter administrativo que os
profissionais devem ao Sistema CONFEA/CREA, como por exemplo: pagamento das anuidades profissionais,
colocação de placas nas obras para identificação, informação do responsável pela atividade técnica exercida,
conduta técnica-ética-profissional nas atividades que desempenham, dentre outras.
Já a responsabilidade penal envolve algumas características próprias, visto que decorrem de um crime ou
contravenção, podendo ocasionar em prisões ou multas (AZEVEDO, 2015). Por exemplo, se ocorrer um
desabamento, vazamento ou explosão de uma máquina, e resultar em lesão leve das vítimas, o responsável será
punido com pena de reclusão (MEIRELLES, 2005). A responsabilidade civil do engenheiro refere-se, de acordo
com Pacheco (2010), à reparação civil (do latim reparare: restaurar, restabelecer) e decorre da obrigação de
indenizar ou reparar por eventuais danos causados pela atividade profissional do engenheiro.

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2.2 Regulamento da Profissão
A profissão de engenheiro é regulamentada por Lei federal, que também criou as entidades de representação da
profissão CONFEA e CREA. A primeira regulamentação no Brasil foi pelo Decreto n. 23.569, de 11 de dezembro
de 1933 (BRASIL, 1933) e, mais tarde, pela Lei n. 5.194 (BRASIL, 1966). O dia 11 de dezembro foi o dia escolhido
para celebrar o dia engenheiro, pois foi nessa data, no ano de 1933, que a profissão foi regulamentada no Brasil.

2.2.1 Legislação pertinente à Engenharia


A Lei n. 5.194 (BRASIL, 1966) regulamentou o exercício da profissão de Engenheiro, assim como as de Arquiteto
e Engenheiro Agrônomo, substituindo o Decreto n. 23.569 (BRASIL, 1933). Importante reportar aqui, que as leis
citadas anteriormente, são precursoras da profissão de Engenharia no Brasil e na Tabela a seguir, são
apresentadas as demais resoluções pertinentes às modalidades de Engenharia no país.

Figura 4 - Regulação quanto às atribuições profissionais das diferentes modalidades de engenharia.


Fonte: Elaborada pelo autor, 2018.

Na evolução das leis, a n. 5.194 (BRASIL, 1966) foi alterada pela Lei n. 8.195 (BRASIL, 1991), regulamentando o
exercício da profissão. Devido à necessidade, os profissionais da Arquitetura e Urbanismo decidiram criar
conselho próprio, deixando de fazer parte do CREA. Assim, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo foi criado
pela Lei 12.378 (BRASIL, 2010), de 31 de dezembro de 2010.
No ano de 1971, foi adotado o Código de Ética Profissional, pela Resolução n. 205 (CONFEA, 1971) e, no ano de
1973, a Resolução n. 218 (CONFEA, 1973), estabeleceu as diferentes modalidades de engenharia. Com a evolução
da tecnologia, e do mercado de trabalho, novas modalidades de engenharia surgiram, e foi necessária a
publicação de novos normativos para dar suporte ao exercício profissional.

Outra resolução que orienta a Engenharia é a n. 1.073 (CONFEA, 2016), regulamentando a atribuição de títulos,

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Outra resolução que orienta a Engenharia é a n. 1.073 (CONFEA, 2016), regulamentando a atribuição de títulos,
atividades, competências e campos de atuação profissionais aos profissionais registrados no Sistema CONFEA
/CREA, para efeito de fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia e da Agronomia.

VOCÊ QUER LER?


No ano de 2013, o Sistema CONFEA/CREA lançou um livro em comemoração aos 80 anos de
Engenharia. O livro é intitulado “Sistema CONFEA/CREA 80 anos – um registro do histórico da
legislação das profissões, no Brasil, desde o Império” (CONFEA, 2013). Para ler o livro, acesse o
link: <http://www.confea.org.br/media/LivroHistoriadaLegislacao-80%20anos.pdf>.

A Resolução n. 1.073 (CONFEA, 2016) aborda outra questão relevante para a atribuição de título, que são as
extensões de atribuições profissionais. A extensão é atribuída ao profissional após análise de projeto pedagógico
do curso concluído, comprovadamente regular. É importante ressaltar que a extensão de atribuição é permitida
entre modalidades do mesmo grupo profissional. Como, por exemplo, um engenheiro de controle e automação,
que possui suas atribuições regidas pela Resolução n. 1.073 (CONFEA, 2016), e pela Resolução 427 (CONFEA,
1999), pode cursar as outras disciplinas na graduação, ou fazer uma pós-graduação, relacionadas a sistemas de
potência e solicitar o acréscimo das competências profissionais regidas pelo Artigo 8º da Resolução 218
(CONFEA, 1973).

2.3 O Sistema CONFEA/CREA


Durante o período colonial não havia nenhuma regra para o exercício das profissões. Quem se apresentasse
como habilitado, estaria autorizado a exercer qualquer função. Foi na época do Império, que se iniciou as
exigências de uma formação acadêmica e delimitou-se as responsabilidades das profissões. Foi aí que
começaram a aparecer as entidades de valorização profissional, entre elas o Clube de Engenharia, no ano de
1880 (BAZZO; PEREIRA, 2006). Hoje, o Sistema CONFEA/CREA atua como uma entidade de fiscalização e
valorização do exercício profissional da engenharia e agronomia.
A criação do Sistema CONFEA/CREA surgiu da necessidade de regulamentação e fiscalização das atividades de
Engenharia, com o objetivo de aperfeiçoar os serviços prestados, buscando desenvolver a qualidade profissional.

2.3.1 História do Sistema CONFEA/CREA


O CONFEA (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) surgiu oficialmente no ano de 1933, com o Decreto n.
23.569 (BRASIL, 1933). A criação do CONFEA é considerada um marco na história da regulamentação
profissional e técnica no Brasil, pois representa a instância máxima aos profissionais da engenharia. O Conselho
é regido pela Lei 5.194 (BRASIL, 1966), representando também: geógrafos, geólogos, meteorologistas, e agrícolas
e suas especializações. O primeiro presidente do CONFEA foi Pedro Demóstenes Rache, que trabalhou no cargo
de 23 de abril de 1934 a 31 de março de 1935 (CONFEA, 2013).
Atualmente, o Sistema CONFEA/CREA tem cerca de um milhão de profissionais registrados. Eles movimentam o
mercado, cada vez mais exigente em termos de especializações e conhecimentos da tecnologia. Nesse sentido, o
CONFEA é considerado um instrumento e, em virtude disso, necessita de constante atualização (CONFEA, 2018a).

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VOCÊ QUER VER?
Quer saber mais sobre o sistema profissional da engenharia, as especialidades e outras
informações relevantes para o setor? Acesse os vídeos do site do Conselho Federal de
Engenharia e Agronomia (CONFEA, 2018b), no endereço: <http://www.confea.org.br/cgi
/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=1063>.

A estrutura do Sistema CONFEA/CREA é composta pela instância nacional (CONFEA) e por 26 conselhos
regionais (CREAs), distribuídos nos estados e regionais do território nacional. Ressalta-se que esses conselhos
são compostos por profissionais voluntários das modalidades pertinentes ao Sistema CONFEA/CREA, que são
denominados conselheiros. Os conselhos regionais, denominados de CREA, são autarquias de direito público,
com jurisdição nos estados e são administrados pelos próprios profissionais (CONFEA, 2018c).

VOCÊ SABIA?
Você sabe qual a diferença entre CONFEA e CREA? CONFEA é o órgão máximo (instância
máxima) dos profissionais de Engenharia, sendo considerado o Conselho Federal dos
profissionais da área, e o CREA são os Conselhos Regionais, os quais exercem a fiscalização do
exercício da profissão, garantindo que a sociedade tenha a disposição profissionais habilitados
e regidos pelo código de ética institucional (UNB, 2018).

O CONFEA (2018c) cuida dos interesses de caráter humano e social de uma sociedade, regulamentando e
fiscalizando o exercício profissional dos atuantes da área que representa.

2.3.2 Registro do Profissional de Engenharia


Quando o profissional se registra no Conselho de Classe, o Conselho atesta que aquele profissional é apto a
realizar obras aplicando a melhor técnica disponível, ajudando no bem-estar da população. De acordo com o
CONFEA (2018c), a carteira de registro profissional é uma certidão do conselho profissional para a sociedade. A
Figura a seguir reforça a ideia de que a qualidade de uma obra de engenharia é garantida com atestado de um
profissional registrado e qualificado, pois ao se registar, o engenheiro é submetido a regras específicas do
Sistema CONFEA/CREA, mais especificamente concordando com o Código de Ética Profissional (CONFEA, 2018d).

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Figura 5 - O Sistema CONFEA/CREA estimula que a população contrate profissionais habilitados para suas obras.
Fonte: Confea (2018c).

O modelo da carteira profissional do CREA traz ao profissional segurança, praticidade e agilidade. A aquisição da
carteira nova não é obrigatória e, o modelo antigo em papel não perde validade. O novo modelo de carteira tem
microchips implantados (CREA-PR, 2016). A figura a seguir, demonstra o modelo da carteira profissional emitida
pelo sistema CONFEA/CREA.

Figura 6 - Novo Modelo da Carteira Profissional dos profissionais vinculados ao CREA.


Fonte: CREA-RS (2016).

Todo profissional recebe atribuições pertinentes a sua formação e é expressamente proibido de atribuir
responsabilidade a um profissional que não tenha conhecimento necessário para desenvolver os trabalhos de
engenharia (MUNHOZ, 2014). A Tabela, a seguir, apresenta os documentos necessários para solicitar o registro
profissional.

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profissional.

Figura 7 - Documentação exigida para solicitação do registro profissional perante o Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia.
Fonte: Crea-SC (2018).

A profissão de engenheiro é assegurada, no Brasil, aos que tem diploma emitido por instituição de ensino
superior, com currículo devidamente registrado junto ao Sistema CONFEA/CREA de seu Estado.

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2.3.3 Conduta ética no exercício da profissão
A conduta ética profissional torna o ambiente de trabalho harmonioso, onde todos os profissionais se
desenvolvem e enriquecem a cooperação, proporcionando vantagem para todos. É muito importante que o
profissional atue em sua atividade de forma honesta e fiel, trabalhando sempre com a concorrência legal.
Quando o engenheiro realiza um serviço ou uma atividade pertinente a sua área de atuação, ele deve atentar
para que não ocorram favorecimentos e discriminações de qualquer natureza. É importante ressaltar que toda
atividade desenvolvida é regulamentada pelos compromissos ético-profissionais, em respeito aos contratos
firmados em relação a sua prestação de serviço.
Segundo Portnoi (1999), relacionando as regras fundamentais do Código de Ética, o profissional de engenharia
deverá: zelar pela segurança, saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais; fará
serviços apenas nas áreas de sua competência; fará declarações públicas somente de maneira objetiva e
confiável; agirá em assuntos profissionais, para cada cliente, como agentes fiéis e confiáveis, e evitará conflitos
de interesse; construirá sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirá de forma
injusta com outros; agirá de tal maneira a manter e desenvolver a honra, integridade e dignidade da profissão;
continuará seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizará oportunidades para o
desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão.
Por fim, a ética na engenharia é pautada no comportamento do profissional perante suas atividades, para que
possa produzir efeitos a sociedade. Nesse sentido, é de extrema importância que o profissional atente para
sempre seguir a sua conduta profissional baseada no Código de Ética da Engenharia.

2.3.4 Networking profissional


É na atuação leal que o profissional consegue se firmar no mercado de trabalho, aumentando sua rede de clientes
e, ao mesmo tempo, fortalecendo a rede com os diferentes profissionais. A formação da “teia” ou rede de
contatos é iniciada no tempo que o profissional está em formação, ou seja, na universidade, por meio de
palestras, encontros com os profissionais da área, dentre outros.
Para que o profissional crie a sua rede e desenvolva seu networking, é necessário que ele conheça pessoas e para
isso, deve desenvolver suas habilidades sociais. Por exemplo, é muito importante ouvir mais do que falar, visto
que, isso aumenta a empatia por parte dos demais profissionais, passando uma postura humanizada.
Tenha redes sociais e saiba usá-las ao seu favor. Criar contas em mídias sociais profissionais online e participar
de grupos e fóruns relacionados a engenharia são ferramentas importantes e fundamentais para expandir seu
networking profissional. Seja ativo nas redes sociais e poste conteúdos interessantes relacionados a sua
profissão.
Foque em qualidade e não em quantidade! O importante é você se conectar com profissionais que sejam
alinhados com o seu trabalho e que no futuro, possam lhe ajudar. Lembre-se que a premissa “quanto mais
contatos, melhor”, nem sempre é verdadeira.

2.4 Diretrizes Curriculares Nacionais


No Brasil, o ensino da engenharia atravessa alguns desafios e isso deve-se ao uso intensivo da ciência e
tecnologia, além da exigência de profissionais muito bem qualificados, que precisam estar preparados para
propor soluções para problemas que afetam o bem-estar a população. No Brasil, as políticas curriculares para o
ensino superior estão contidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a graduação, homologadas pelo
Conselho Nacional de Educação (CNE), e são base para elaboração dos projetos pedagógicos dos cursos.

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2.4.1 Resolução CNE/CES de 11/2002 e conhecimentos adquiridos pelo
profissional de Engenharia
A Resolução CNE/CES 11 (CNE, 2002) de 11 de março de 2002, institui as diretrizes curriculares nacionais do
curso de graduação em Engenharia, e define os princípios, fundamentos, condições e procedimentos na formação
de engenheiros. Embora, a Resolução trate das competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo futuro
profissional de Engenharia, tem sua base o foco em núcleos de conteúdo básico, profissional e específico. Assim,
a formação em engenharia deve promover as competências e habilidades solicitadas pelo mercado de trabalho
em constante evolução.
Os conteúdos são dados ao longo da formação, mas o foco principal é a abordagem das competências para o
exercício pleno da engenharia, pois o aprendizado da profissão é um processo, não um corpo de conhecimento.
Requer que o processo inicie nas pessoas, nas suas necessidades, suas expectativas e comportamentos. Para isso,
é importante desenvolver empatia, interesse pelo usuário ou cliente, e também, técnicas que permitam
transformar esta observação em formulação do problema a ser resolvido pela aplicação de tecnologia. A
engenharia como processo levará à solução de problemas que afetam as pessoas, produzindo uma efetiva
transformação na sociedade. Portanto é necessário prover o profissional com capacidade de agrupar problemas
e suas soluções, conectando as pessoas.
O curso de graduação em Engenharia tem como objetivo formar engenheiros, com formação generalista, crítica,
humana e reflexiva, desenvolvendo tecnologias para atender as demandas da sociedade (CNE, 2002, art. 3º).
Para atender a esse objetivo, a CNE (2002, art. 6º), menciona os conteúdos básicos que qualquer curso de
Engenharia deve abordar: Metodologia Científica e Tecnológica; Comunicação e Expressão; Informática;
Expressão Gráfica; Matemática; Física; Fenômenos de Transporte; Mecânica dos Sólidos; Eletricidade Aplicada;
Química; Ciência e Tecnologia dos Materiais; Administração; Economia; Ciências do Ambiente; Humanidades,
Ciências Sociais e Cidadania. Importante ressaltarmos que os conteúdos básicos possuem carga horária mínima
de aproximadamente 30%.
Já os conteúdos profissionalizantes e específicos são definidos pelas próprias instituições de ensino, a partir de
uma lista definida na Resolução CNE/CES 11 (CNE, 2002).
A Resolução CES/CNE n. 5, de 17 de novembro de 2016 (CNE, 2016), institui as DCN para os cursos de graduação
na área da computação, abrangendo os cursos de bacharelado em Ciência da Computação, em Sistemas de
Informação, em Engenharia de Computação, em Engenharia de Software e de licenciatura em Computação. Para
os cursos na área da computação é proposta a carga horária mínima de 3.200 horas, permitindo-se a utilização
da referida DCN, ou as DCN definidas na Resolução CNE/CES 11 (CNE, 2002) para os cursos de Engenharia,
conforme determina seu artigo 1º. Cabe às Instituições de Ensino Superior definirem qual DCN adotar para as
engenharias de Computação e de Software.
Os estágios curriculares nos cursos de Engenharia são atividades obrigatórias, e possuem carga horária mínima
de 160 horas, sendo que são supervisionados pela instituição de ensino, por meio de relatórios técnicos. Outro
requisito de caráter obrigatório é o trabalho final de curso (TCC), objetivando a síntese e integração de
conhecimento adquiridos ao longo da graduação (CNE, 2002) (BAZZO; PEREIRA, 2006).
Além dos conhecimentos técnicos que todo profissional da engenharia precisa conhecer, uma formação
complementar também é importante. Mas, o que seria essa formação complementar? Bom, durante a graduação,
o futuro engenheiro deve incrementar sua formação com cursos complementares, atividades de pesquisa ou de
extensão, por exemplo. A participação em grupos de pesquisa durante a graduação, faz com que o aprendizado
do aluno seja aprofundado. Outro meio de atualizar a formação complementar é o estudo de idiomas, muito
requisitado pelas grandes empresas de engenharia no Brasil e no mundo.

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Síntese
Concluímos os estudos sobre a atividade da Engenharia e como é regulamentada. Com o conhecimento
adquirido, esperamos que você esteja apto para conhecer as legislações que cercam a Engenharia, as diretrizes
curriculares, bem como seu Código de Ética, desenvolvido pelo Conselho de Classe.
Neste capítulo, você teve a oportunidade de:
• conhecer o Código de Ética do Profissional da Engenharia;
• aprender sobre as responsabilidades da profissão de engenheiro;
• identificar os tipos de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART);
• aprender sobre a classificação das especialidades de engenharia;
• conhecer as legislações pertinentes à Engenharia;
• aprender sobre o Sistema CONFEA/CREA;
• conhecer o histórico do Sistema CONFEA/CREA;
• aprender as Diretrizes Curriculares.

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