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O MONUMENTO CORPORAL: IMAGEM COMO PERFORMANCE

Biagio Pecorelli & Camilla Rios

APRESENTAÇÃO

A partir do conceito original de monumento, desenvolvido em sua pesquisa de Doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade de
São Paulo, o ator e escritor Biagio Pecorelli oferece, em parceria com a fotógrafa Camilla Rios, a oficina O MONUMENTO CORPORAL: IMAGEM COMO
PERFORMANCE. A oficina é destinada a artistas, estudantes, pesquisadores de arte e ao público em geral interessado na performance como procedimento de
criação, produção e exposição da imagem do corpo. Nesse sentido, o curso compreende, de um lado, uma abordagem teórica da relação entre performance e
documento fotográfico, apresentando dezenas de fotografias e vídeos pertencentes à história da performance art e da body art, e de outro, o exercício prático
de todas as etapas que envolvem a elaboração de um monumento corporal.

A OFICINA

Baseado na tese “Poéticas do Sacrifício (1960-1978)”, apresentada em 2019 ao Programa de Pós-graduação da ECA/USP, este curso problematiza a noção de
“real” que ocupa as discussões que envolvem, ainda hoje, a arte da performance. Ao rever a massa documental que origina a body art entre as décadas de 1960
e 1970, o curso relativiza o mito moderno de fusão entre arte e vida, estética e política, mostrando como, mesmo em seus primórdios, a arte corporal nunca pôde
se separar do processo de produção de uma imagem do corpo. Nesse sentido, a oficina apresenta o conceito de monumento corporal: a imagem de um corpo
entendida como performance. Assim, o objetivo do curso não é a criação de live actions, de ações, mas a experimentação das diferentes etapas que compreendem
a produção de um monumento corporal – pesquisa histórica, concepção, autorrepresentação, pesquisa de materiais e performance para fotografia. Ao final, o
curso prevê ainda uma “MOSTRA CORPO-IMAGEM”, que levará a público, nas dependências da SP Escola de Teatro, as imagens produzidas pelos participantes.
METODOLOGIA

Cada encontro compreenderá um momento de discussão a respeito da relação entre performance e documentação, quando serão levadas à sala referências
históricas da performance ontem e hoje – algumas inéditas no Brasil – e exercitado, coletivamente, a leitura dessas imagens enquanto monumentos, isto é, em
sua espessura visual própria. Textos teóricos curtos deverão ser trazidos com o intuito de mobilizar as reflexões. O trabalho prático, em cada um dos encontros,
envolverá o garimpo de temas subjetivos, textos e imagens, relacionados à “autorrepresentação”, e a temas que, possivelmente, já atravessam as pesquisas
individuais de cada participante. Em seguida, será implementado uma pesquisa de materiais que conduza à criação dos monumentos corporais produzidos
individualmente ou na colaboração entre os diversos participantes – sendo possível que um corpo empreste a outro corpo sua imagem. A passagem pelas
diferentes etapas que envolvem a produção deste monumento culminará com um encontro destinado exclusivamente à produção fotográfica dos CORPOS-
IMAGENS, dirigido pela fotógrafa Camila Rios, que serão levados à MOSTRA.

PROPOSTA DE DURAÇÃO, TURNO, CRONOGRAMA

6 encontros. Cada encontro terá duração de 4 horas, totalizando a carga horária de 24h.

De segunda a sábado, das 14h às 18h.

ORÇAMENTO

Biagio Pecorelli (caché) ............................................................................................................................................................. R$ 3.000,00

Camila Rios (caché) ................................................................................................................................................................... R$ 2.000,00

Recursos materiais (materiais pedagógicos, revelação de fotos, suportes, etc.) ...................................................................... R$ 1.000,00

TOTAL ........................................................................................................................................................................................ R$ 6.000,00


CURRÍCULOS

BIAGIO PECORELLI – Ministrante da oficina

Poeta, ator, dramaturgo e Doutor em Artes pela Universidade de São Paulo. Defendeu no do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da
ECA/USP, em 2019, sob orientação do Prof. Dr. Marcos Bulhões, a Tese de Doutorado “Poéticas do Sacrifício (1960-1978)”, desenvolvida ao longo de dez anos
de pesquisa dedicada à “arte da performance”. Em 2014, defendeu no mesmo Programa a Dissertação de Mestrado “A Pulsão Performativa de Jaceguai:
aproximações e distanciamentos entre o campo artístico da performance e a prática cênica do Teat(r)o Oficina...”. Foi palestrante convidado do Simpósio
“Teat(r)o Oficina: seis décadas de cena radical brasileira”, em parceria USP/Oficina, e do I Seminário de Práticas Performativas da USP. Teve, em 2014, poemas
traduzidos para o francês e foi escritor convidado da programação da “27ª Semaine de la poésie”, na cidade de Clemont-Ferrand, na França. Lançou, no Brasil,
o livro de poesias “Vários Ovários” (editora Edith). Em Recife, entre os anos de 2007 e 2011, realizou inúmeras performances e intervenções urbanas; escreveu
e dirigiu peças performáticas; trabalhou como dramaturgista do diretor Antônio Cadengue, adaptando para o teatro textos de Caio Fernando Abreu, Osman Lins
e João Silvério Trevisan. Como ator, trabalhou em São Paulo no Teat(r)o Oficina nas montagens de “Macumba Antropófaga” e “Acordes”, ambas sob direção de
José Celso Martinez Corrêa. Integrou por três anos o grupo Desvio Coletivo, com quem realizou o espetáculo performático “Pulsão” e a intervenção urbana
“CEGOS”, no Festival Palco Giratório do SESC/2014. Integrou o elenco da peça “Roda Morta”, com direção de Clayton Mariano, em 2018/2019. Com A
MOTOSSERRA PERFUMADA, escreveu em 2013, dirigiu e montou em 2015 a peça “Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou”. Em 2016,
escreveu “Res Publica 2023”, eleito por dois anos consecutivos o 4º melhor texto do Edital de Dramaturgia em Pequenos Formatos do CCSP.

CAMILA RIOS – Fotógrafa

Fotógrafa e atriz. Graduou-se em fotografia no ano de 2017, pela Universidade Paulista. Concluiu em 2010, o curso profissionalizante de atrizes do SESC-PE,
com a montagem da peça “A Morte Do Artista Popular”, dirigida por Antônio Cadengue. Viajou com o espetáculo pelo interior do estado e ao Festival
Internacional de Teatro Universitário de Blumenau (FITUB) em 2011. Integrou o elenco de “A Paixão de Cristo”, de Nova Jerusalém, nos anos de 2011 e 2012,
espetáculo produzido pela Rede Globo. Realizou, ainda em 2011, com Biagio Pecorelli, a peça-performance “Radiações Invisíveis da Vontade”, em Recife, com
duração de 8 horas ininterruptas. Realizou a performance autoral “Carmim”, nas ruas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, entre os anos de 2011 e
2013, tendo como ponto de apoio e pesquisa a “estética relacional” de Nicolas Bouriaud. Em São Paulo, atuou em 2012 e 2013 no espetáculo “O Assassinato do
Anão do Caralho Grande”, sob a direção de Marcelo Drummond (Teat(r)o Oficina), com temporadas em São Paulo e Brasília. Foi atriz da montagem “Pequenos
Holocaustos”, conclusão da V Paralela Noir, oficina de Interpretação ministrada por Juliana Galdino e dirigida por Roberto Alvim. Ainda em 2013, atuou no
espetáculo “São Paulo Surrealista”, dirigido por Marcelo Marcus Fonseca do Teatro do Incêndio. É atriz-fundadora d´A MOTOSSERRA PERFUMADA, atuando
no espetáculo “Aquilo que me arrancaram foi a única coisa que me restou”. Em 2018, integrou o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI, sob orientação
Miriam Rinaldi e circulou com a exposição fotográfica “ONÍRICAS” (Recife/São Paulo), onde trabalhou o corpo-imagem de mulheres a partir de discursos
políticos “enviesados” e noturnos.

CONTATO
Biagio Pecoelli
11986262714 / 11958942447 (whats)
biagiopecorelli@hotmail.com