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GUIA DO EXAME PSÍQUICO PARA PSICOPATOLOGIA

PASSOS PARA O EXAME PSÍQUICO

1 – Apresentação
2 – Atitude
3 – Consciência
4 – Atenção
5 – Orientação
6 – Sensopercepção
7 – Memória
8 – Inteligência
9 – Afetividade
10 – Vontade e pragmatismo
11 – Pensamento
12 – Juízo de realidade
13 – Psicomotricidade
14 – Linguagem
15 – Consciência do eu
16 – Consciência de morbidade
17 – Planos para o futuro

Radicais importantes:
Hiper: aumento - Eu/Normo: normal, sem alteração - Hipo: diminuição - A: ausência -
Para/Dis: deficiência
______________________________________________________________________
1 – APRESENTAÇÃO: Tipo constitucional, condições de higiene pessoal, adequação do
vestuário, cuidados pessoais. Não confundir com a classe social a que pertence o
indivíduo.
Ex: “Paciente é alto, atlético e apresenta-se para a entrevista em boas condições de
higiene pessoal, com vestes adequadas, porém sempre com a camisa bem aberta”.
2 - ATITUDE: Cooperativo, submisso, arrogante, desconfiado, apático, superior, irritado,
indiferente, hostil, bem-humorado, etc. Ex: “Mostra-se cooperativo, mas irrita-se ao
falar de sua medicação...”.

3 - CONSCIÊNCIA (1ª função psíquica):


Definição: estado de vigília e lucidez no qual o ser humano se encontra em contato com
a realidade.
• Foco: parte central, mais iluminada da consciência.
• Margem: periferia menos iluminada, parte mais nebulosa da consciência.

Opções de respostas na súmula: Preservada; Rebaixada; Rebaixada.

ALTERAÇOES QUANTITATIVAS
1.Obnubilaçao/turvação: rebaixamento da consciência em grau leve a moderado. O
paciente possui uma lentidão de compreensão e dificuldade de concentração.
2.Sopor: marcante turvação da consciência. O paciente só ficara acordado se utilizado
estimulo enérgico, principalmente a dor. Claramente sonolento com psicomotricidade
mais comprometida.
3.Coma: grau mais profundo de rebaixamento da consciência. Não é possível qualquer
ação voluntaria consciente.
Delirium: termo mais adequado para designar a maioria das síndromes confusionais
agudas. Aparece muito em pacientes idosos e com doenças somáticas. Diz respeito aos
quadros de rebaixamento da consciência leve a moderado (turvação ou obnubilaçao),
acompanhado de desorientação temporoespacial, dificuldade de concentração,
discurso ilógico e confuso, alucinações quase sempre visuais e ilusões.

4 - ATENÇÃO (2ª função psíquica):


Definição: direção da consciência, o estado de concentração da atividade mental sobre
determinado objeto

COMPONENTES DA ATENÇAO:
• Tenacidade: permanecer em foco em um objeto.
• Vigilância: capacidade de mudar o foco.

ALTERAÇOES:
1. Normoprosexia: sem alterações.
2. Hipoprosexia: diminuição global da atenção, ou seja, perda básica da capacidade de
se concentrar, diminuição dos estímulos do ambiente.
3. Hiperprosexia: estado de atenção exacerbado.
4. Aprosexia: atenção totalmente abolida.
5. Distração (hipertenaz e hipovigil): super concentração sobre um determinado objeto,
ignorando tudo a sua volta.
6. Distrabilidade (hipotenaz e hipervigil): instabilidade marcante e mobilidade
acentuada da atenção, incapacidade de focar em um único objeto. A atenção facilmente
é desviada de um objeto para outro.

5 – ORIENTAÇÃO (3ª função psíquica):


Definição: capacidade de situar-se quanto a si mesmo e quanto ao ambiente é elemento
básico da atividade mental.

TIPOS DE ORIENTAÇAO:
Autopsíquica: orientação do individuo em relação a si mesmo. Revela se o sujeito sabe
quem é: nome, idade, profissão, nascimento, etc.
Alopsíquica: diz respeito à capacidade de orientar-se em relação ao mundo, isto é,
quanto ao espaço e quanto ao tempo.
Orientação espacial: verificar se o paciente sabe o lugar onde está, o bairro, a cidade,
se ele sabe o caminho de casa, etc.
Orientação temporal: verificar se o paciente sabe o dia em que está, o mês, o ano, a
época, a noção da duração do tempo e etc.

Normalmente, o paciente o paciente primeiro perde a orientação temporal, depois a


espacial e por último a autopsíquica.
OPÇÕES DE RESPOSTAS NA SÚMULA:
- Globalmente orientado (preservou tanto a autopsíquica quanto a alopsíquica)
- No caso de desorientado em apenas uma é preciso especificar, por exemplo: orientado
autopsiquicamente, orientado espacialmente, desorientado temporalmente.
- Duplamente orientado (possui uma orientação de si mesmo normal e, ao mesmo
tempo, uma delirante – acredita ser outra pessoa).

6 – SENSOPERCEÇÃO (4ª função psíquica)


Definição: fenômeno passivo elementar gerado por estímulos físicos, químicos, ou
biológicos, originados fora ou dentro do organismo (sensação). Fenômeno ativo onde
há a tomada da consciência, pelo individuo do estimulo sensorial (percepção).
“estesia”: radical utilizado para indicar as alterações quantitativas da sensopercepçao.

ALTERAÇOES QUANTITATIVAS:
1. Hiperestesia: percepções encontram-se anormalmente aumentadas em sua
intensidade e duração.
2. Hipoestesia: o paciente percebe o mundo como se não tivesse cor e as coisas sem
prazeres, comum em casos depressivos.

ALTERAÇOES QUALITATIVAS:
1. Ilusão: tem a percepção deformada de um objeto real e presente. Ocorre em três
condições (rebaixamento de consciência, fadiga grave e estados afetivos). As ilusões
mais comuns são as visuais.
2. Alucinação: a percepção de um objeto, sem que este esteja presente, sem o estimulo
sensorial respectivo.

TIPOS DE ALUCINAÇAO:
• Auditiva (mais comum)
• Olfativas
• Táteis
• Visuais
• Sinestésica (troca de uma sensação pela outra, ou a combinação delas, ex: “escuto
cores”)
• Cenestésica (vivências internas do corpo, ex: “sinto meu estômago se esfarelando”)
• Cinestésica (movimentos externos em relação ao corpo, ex: “o ventilador estava vindo
em direção a minha cabeça”)

3. Alucinose: o paciente possui uma crítica, uma ideia de que está alucinando, de que
aquilo não é normal.
4. Pseudoalucinaçao: quase uma alucinação.

7 - MEMÓRIA (5ª função psíquica):


Definição: é a capacidade de registrar, manter e evocar as experiências e os fatos já
ocorridos. Ela se relaciona intimamente com a o nível de consciência, com a atenção e
com o interesse afetivo. Memória de Fixação (curto-médio prazo) X Memória de
evocação (longo prazo)
“mnésia”: radical utilizado para indicar as alterações quantitativas da memória.

ALTERAÇOES QUANTITATIVAS:
1. Hipermnésias: super memória na qual uma lembrança “atropela” a outra e, portanto,
essas lembranças possuem menos qualidades.
2. Amnésia/ hipomnésia: perda de memória. Essa perda pode ser: - anterógrada: não
consegue guardar as coisas a partir do evento que causou o trauma. - retrógrada: não
consegue lembrar-se de fatos ocorridos antes do trauma. - retroanterógrada: ambos os
casos.

ALTERAÇOES QUALITATIVAS (paramneses):


1. Ilusão mnêmica: acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro. Ex: fui à aula
(verdadeiro) e o professor me xingou (falso).
2. Alucinação mnêmica: totalmente delirante e falso.
3. Confabulações/fabulações: pessoa mente, sem querer e perceber. Ocorre
geralmente devido a falhas na memória.
8 – INTELIGÊNCIA (6ª função psíquica):
Definição: conjunto das habilidades cognitivas do indivíduo; o vetor final dos diferentes
processos intelectivos. É a capacidade de identificar e resolver problemas novos,
encontrar soluções, as mais satisfatórias possíveis para si e para o ambiente,
respondendo às exigências de adaptação biológica e sociocultural. Ela é um constructo,
um modo de ver e estudar uma dimensão do funcionamento mental.

Retardo mental: comprometimento das habilidades cognitivas que são adquiridas ao


longo do desenvolvimento, na infância e na adolescência.

Opções de respostas na súmula:


1. Inteligência preservada
2. Inteligência diminuída

9 – AFETIVIDADE (7ª função psíquica):


Definição: um termo genérico que compreende várias modalidades de vivências
afetivas, como o humor, as emoções e os sentimentos.

HUMOR (estado de espírito) X SENTIMENTOS E EMOÇOES (relacionado com o outro,


modulado pelo outro, afetado pelo outro)
Teoria das emoções de James-Lange: uma emoção é uma espécie de percepção
cognitiva sobre o que acontece no corpo durante um impacto.

Catatimia: É a importante influência que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções,


os sentimentos e as paixões exercem sobre as demais funções psíquicas. Ex: ilusão
catatímica = ilusão ilustrada pela afetividade.

ALTERACOES PATOLÓGICAS DA AFETIVIDADE:

A) ALTERAÇÕES DO HUMOR (DISTIMIA):


1. Hipotímico: diminuído. Depressão
2. Hipertímico: aumentado. Euforia, mania.
3. Disforia: distimia acompanhada de mal-humor, amargura, desgosto e agressividade.
Tonalidade desagradável do humor.
4. Irritabilidade patológica: agressividade, hostil, hiperatividade.

B) ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E SENTIMENTOS

1. Anedonia: não sente prazer.


2. Paratimia: descompasso entre o que vivencia e como se comporta. Ex: recebe uma
noticia boa e fica triste.
3. Ambitimia: experimentar sentimentos opostos ao mesmo tempo.
4. Neotimia: sentir algo que não poderia imaginar que viria a sentir, algo novo.
5. Labilidade afetiva: mudanças súbitas. Começar a chorar ou a rir do nada.
6. Incontinência afetiva: não conseguir para de rir ou de chorar.
7. Apatia: não consegue sentir nada.
8. Fobias: medos patológicos.

C) ANSIEDADE E ANGÚSTIA:
Na súmula: diferenciar alterações do humor de alterações de sentimentos e emoções e
escrever se há ansiedade ou angústia. Exs: 1. Humor hipertímico e labilidade afetiva e
incontinência afetiva.

10 - VONTADE E PRAGMATISMO (8ª função psíquica):


Definição: vontade é a capacidade de escolha, enquanto o pragmatismo é a vontade
colocada em prática. Um pode estar preservado e o outro não. “bulia”: radical utilizado
para indicar as alterações quantitativas da vontade.

ATO VOLITIVO OU PROCESSO VOLITIVO:


1. Intenção
2. Deliberação
3. Decisão
4. Execução – atos psicomotores são postos em funcionamento a fim de realizar o que
mentalmente foi decidido.
ALTERAÇOES QUANTITATIVAS:
1. Hipobulia: diminuição da atividade volitiva. Comum na depressão.
2. Hiperbulia: aumento dos atos volitivos. Comum na mania.
3. Abulia: abolição quase completa dos atos volitivos.

ALTERAÇOES QUALITATIVAS:
1. Impulso: pula da fase de intenção do ato volitivo para a execução em função da
intensidade que o individuo tem com seus desejos. É egossintônico, ou seja, o individuo
não percebe tal ato como inadequado. Ele não tenta evitá-lo ou adiá-lo.
2. Compulsão: o individuo fica transitando entre as três primeiras fases do ato volitivo.

TIPOS:
IMPUSLSO OU COMPULSAO AGRESSIVOS E DESTRUTIVOS: podem ser auto-dirigidos
ou dirigidos a alguém. Ex: automutilação, tricotilomania (arrancar o cabelo), frangofilia
(destruir objetos), piromania (colocar fogo), ato suicida...
IMPULSO OU COMPULSAO DE INGESTAO DE SUBSTÂNCIA: dipsomania (álcool),
bulimia, polidisia(sentir mutia sede), potomania (beber muita água sem sede)...
IMPULSO OU COMPULSAO SEXUAIS: fetichismo, exibicionismo, pedofilia, pederastia,
gerontofilia, zoofilia... –
OUTROS: negativismo, sitiofasia (recusa de alimentos), fenômenos do eco...

11 – PENSAMENTO (9ª função psíquica):


Dimensões do processo de pensar: curso (fluir do pensamento), forma (estrutura do
pensamento) e conteúdo.

ALTERACOES DO CURSO:
1. Aceleração
2. Lentificação
3. Bloqueio
4. Roubo
5. Inserção: pensamento que não me pertencem
ALTERACOES DA FORMA: desarrumações
1. Fuga de ideias: pensamento mais organizado. Fazer desvios.
2. Dissociação (afrouxamento dos nexos associativos, descarrilhamento,
desagregação): Os pensamentos passam progressivamente a não seguir uma sequencia
lógica e bem-organizada.

Os principais conteúdos que preenchem os sintomas psicopatológicos são:


- Persecutórios
- Depreciativos
- Religiosos
- Sexuais
- De poder, riqueza, prestigio ou grandeza
- De ruína ou culpa
- Conteúdos hipocondríacos

12 – JUIZO DE REALIDADE (10ª função psíquica):


A alteração do juízo de realidade é uma alteração do pensamento.

Percepção delirante: sintoma inaugural do delírio, muito característico na


esquizofrenia. Feito de duas partes:
1. Percebe-se algo
2. Pensa-se algo

Ideias prevalentes ou sobrevaloradas (ideias errôneas por superestimação afetiva):


mais ou menos uma fantasia, ela não resiste a um encontro com a realidade, pode ser
desfeita.
Delírio: Juízos patologicamente falsos. Sua base é mórbida, pois é motivado por fatores
patológicos. Uma ideia aceita como irrefutável, ela resiste a um confronto com a
realidade

Ideia delirante: delírio primário.


Ideia deliróide: delírio secundário, causado por outro sintoma.

TIPOS DE DELÍRIOS SEGUNDO SEUS CONTEÚDOS:


 De perseguição
 De Referência (tipo de perseguição): diz ser alvo frequente ou constante de
referencias depreciativas, caluniosas.
 Mecanismo de projeção: inconscientemente, o individuo “projeta” para fora de
seu mundo mental, no mundo externo, o conteúdo (deformado) que seria
insuportável se fosse percebido como pertencente a seu mundo interno.
 De relação: o individuo delirante constrói conexões significativas (delirantes)
entre os fatos normalmente percebidos.
 De influencia ou controle (também denominado vivencias de influencia): o
individuo vivencia intensamente o fato de estar sendo controlado, comandado
ou influenciado por forca, pessoa ou entidade externa.
 De grandeza: o individuo acredita ser extremamente especial, dotado de
capacidades e poderes. Acredita ter um destino espetacular,
 Místico ou religioso: o individuo afirma ser um novo messias um Deus, Jesus, um
santo poderoso ou, ate um demônio. Podem-se distinguir delírios místico-
religiosos de crenças ou ideias religiosas intensas, sustentadas, às vezes, com
considerável fanatismo, por meio dos seguintes elementos:
1. A experiência vinculada à ideação tem as características descritas de um
verdadeiro delírio.
2. Há outros sintomas de transtornos psicóticos.
3. O estilo de vida, o comportamento e as relações sociais são consistentes com
o transtorno psicótico e não com a experiência de alguém socialmente envolvido
com fé religiosa.

 De ciúmes e de infidelidade
 Erótico (erotomania)
 De conteúdo depressivo: congruente com o humor ou incongruente com o
humor.
 De ruína (niilista): o individuo vive em um mondo repleto de desgraças, está
condenado à miséria.
 De culpa e de autoacusação: o individuo se sente culpado por tudo de ruim que
acontece no mundo.
 Hipocondríaco: o individuo crê com convicção extrema que tem uma doença
grave, incurável.
 De reivindicação (querelância): afirma ser vitima de terríveis injustiças e
discriminações e, em consequência disso, envolvem-se em intermináveis
disputas legais, querelas familiares, processos trabalhistas, etc.
 De invenção ou descoberta: o individuo, mesmo completamente leigo na
ciência, revela ter descoberto a cura de uma doença grave.
 De reforma (salvacionismo): ocorre entre indivíduos que se sentem destinados
a salvar, reformar, revolucionar ou redimir o mundo ou a sua sociedade.
 Cenestopático: o individuo afirma que existem animais ou objetos dentro de seu
corpo.
 De infestação (síndrome de EKBOM): o indivíduo acredita que seu corpo está
infestado por pequenos organismos.
 Fantástico ou mitomaníaco: o individuo descreve historias fantásticas com
convicção plena, sem qualquer crítica.

13 – PSICOMOTRICIDADE (11ª função psíquica):


Definição: ato motor/psicomotricidade: componente final do ato volitivo.

ALTERAÇOES:
1. Agitação
2. Lentificacao
3. Inibição
4. Estupor: perda total da atividade espontânea.
5. Catalepsia: exagero do tônus muscular.
6. Flexibilidade cerácea: tipo de catalepsia, quando uma parte do corpo do paciente é
colocada numa posição, e fica assim, rigidamente, como um boneco de cera moldado
por alguém.
7. Cataplexia: perda do tônus.
8. Estereotipias motoras: repetição do ato motor, perda de controle do movimento.
9. Maneirismo: tipo de estereotipia motora, movimento exagerado e bizarro.
10. Tiques
11. Conversão

14 – LINGUAGUEM (12ª função psíquica):


Afasia: perda linguagem, falada e escrita, por incapacidade de compreender e utilizar os
símbolos. A afasia é sempre a perda de habilidade linguística que foi previamente
adquirida no desenvolvimento cognitivo do individuo; tal perda se deve, em regra, a
lesão neuronal do SNA.

ALTERAÇOES:
1. Logorréia: produção aumentada e acelerada.
2. Loquacidade: Aumento da fluência verbal sem qualquer prejuízo da lógica do
discurso.
3. Bradifasia: o paciente fala muito vagarosamente.
4. Mutismo: ausência de resposta verbal oral por parte do doente.
5. Palilalia: repetição automática e estereotipada pelo paciente da ultima ou das
ultimas palavras que ele próprio emitiu em seu discurso.
6. Logoclonia: Repetição automática e involuntária das últimas sílabas que o paciente
pronunciou.
7. Ecolalia: repetição das ultimas palavras do entrevistador.
8. Tiques verbais ou fonéticos: produções de fonemas ou palavras de forma recorrente,
imprópria e irresistível.
9. Coprolalia: emissão involuntária e repetitiva de palavras obscenas, vulgares ou
relativas a excrementos.
10. Verbigeracao: repetição, de forma monótona e sem sentido comunicativo aparente,
de palavras, sílabas ou trechos de frases.
11. Mussitacao: produção repetitiva de uma voz muito baixa, murmurada, sem
significado comunicativo.
12. Glossolalia: produção de uma fala gutural, pouco compreensível, um verdadeiro
conglomerado ininteligível de sons.
13. Neologismo: palavras novas ou que recebem um novo sentido, comum na
esquizofrenia. 14. Jargonofasia: salada de palavras comum na esquizofrenia.

15 – CONSCIÊNCIA DO EU (13ª função psíquica):


Dimensões:
1. Atividade: o próprio Eu realiza as atividades psíquicas.
2. Unidade: o Eu é só um.
3. Limite: divisão entre o Eu e o mundo.
4. Identidade: o Eu é o mesmo através do tempo.

Alterações quase específicas da psicose:


• Delírio de influencia implica uma alteração na atividade e limite do EU
• Publicação do pensamento implica uma alteração no limite do EU
• Dupla orientação implica uma alteração na identidade do EU

16 – CONSCIÊNCIA DE MORBIDADE (14ª função psíquica):


Definição: noção de seu transtorno. O paciente reconhecer que tem um problema e que
precisa ser tratado.

Na súmula: presente ou ausente.

17 – PLANOS PARA O FUTURO (15ª função psíquica):


Na súmula: pode estar ausente ou presente (caracterizar no caso de ser macabro
delirante).

Referência Bibliográfica:
Pontifícia Universidade Católica do Rio de janeiro – Cartilha Guia para Psicopatologia