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Assim, com o estudo de caso realizado na província de Maputo, verificou-se que a maioria da

população inquirida está numa faixa etária de pessoas economicamente produtivas, e por sua vez,
o acesso da cesta básica medido através do consumo per capita mensal (medida também a preços
médios do mês de Setembro de 2009) por PVHS em TARV, ainda está aquém do desenhado pelo
Governo de Moçambique (Ministério da Saúde) num montante equivalente à 218.63Mt o que
leva a concluir que é necessário um apoio as PVHS em produtos equivalentes à 356.15Mt por
PVHS/mês, bem como a necessidade do apoio em actividades geradoras de rendimento,
principalmente para a mitigação do HIV/SIDA a longo prazo.

O interesse pelo tema surge pelo facto de a política de orçamentação tomando distrito como base
de planificação ter sido desenhada no reconhecimento de que este constitui um instrumento
eficaz para a concretização do processo de desenvolvimento local associado ao combate à
pobreza. Entretanto torna-se necessário compreender o processo da operacionalização do FDD
ao nível dos distritos tomando em conta o seu desenho, tendo por base a capacidade e os
procedimentos adoptados pelos distritos na prossecução dos seus objectivos.

Este estudo é relevante do ponto de vista social e científico. Na parte social procura perceber os
grandes problemas a nível da gestão do FDD, problemas que têm sido reportados ao nível da
comunicação social a partir da máquina administrativa do próprio distrito até ao nível central.

Do ponto de vista científico/ académico constitui um avanço ou contribuição para a compreensão


da questão da descentralização, principalmente na parte dos fundos que tem sido alocados ao
nível central até ao nível distrital para o seu desenvolvimento.

A demais, a escolha do Distrito de Marracuene deve-se a aproximação do local de estudo na qual


permitiu o uso racional dos recursos, deve-se também pelas potencialidades que o mesmo
apresenta, principalmente em termos económicos e geográficos.
A escolha deste tema prende-se ao facto de Moçambique ser um país cuja protecção social não e
ainda abrangente e satisfatória a toda população vulnerável, sendo que possui uma taxa de
desnutrição que se situa entre as mais elevadas do mundo, afectando cerca de 43% das crianças
menores de 5 anos (UNICEF, 2015), sendo que a integração das crianças no Programa Subsídio
Social Básico (PSSB), pode contribuir para a redução do índice de vulnerabilidade infantil e
consequentemente a redução da evasão escolar, podendo até reduzir o índice de desnutrição, por
exemplo.

Em termos pessoais, o que nos motivou estudar o enquadramento das crianças no PSSB, foi a
experiência que tivemos de estagiar numa comunidade em que grande parte das crianças se
encontram em situação de vulnerabilidade, onde participamos na criação de uma associação
denominada Munthi wa Swivanana1, a segunda razão tem a ver com o estágio que tive na
plataforma da sociedade civil Moçambicana para Protecção social.

Por fim, a razão teórica que nos leva a efectuar o estudo deve-se a escassez de trabalhos
científicos que abordem a problemática do enquadramento das crianças nos programas sociais
básicos.