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NILSON MASCOLO
&
CINTHIA MASCOLO

Método de
iniciação
em
Flauta Transversal
Teoria e pratica passo a passo

Edição ampliada com mais estudos


Lições com instruções e comentários

MÉTODO COM VIDEOAULAS

Volume único
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Edição 2019

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 1


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Índice
Introdução..........................................................................................................................................3

Parte I: introdução Teórica


Breve História da Flauta.......................................................................................................4
A Flauta e suas partes...........................................................................................................5
Montagem do Instrumento..................................................................................................6
Procedimento de secagem e limpeza...................................................................................7
Pontos de sustentação (apoio) da Flauta.............................................................................7
Posições Corretas das mãos.................................................................................................8
Posições Corretas do Corpo................................................................................................11
Sobre afinação da Flauta....................................................................................................11
Sobre a respiração e maior capacidade de sopro..............................................................13
Embocadura.......................................................................................................................14
Primeiro som......................................................................................................................15
Três dicas para ser um grande flautista.............................................................................16
A música, a flauta e os Cristãos..........................................................................................17
Digitação da Flauta.............................................................................................................18

Parte II: Lições progressivas com instruções e comentários


Lições progressivas da Primeira à Segunda Oitava.............................................................13
Articulação: Golpe de linha simples....................................................................................18
Ligadura...............................................................................................................................19
Lições progressivas da Primeira, Segunda e Terceira Oitava...............................................20

Grandes fabricantes de flauta............................................................................................................52


Conserto/Ajuste de Flauta/ Luthier de flauta....................................................................................52

Parte III: Vibrato, dinâmicas, adornos


Vibrato.................................................................................................................................53
Dinâmica...............................................................................................................................54
Adorno (Apogiatura, Notita, Mordente, Grupeto)................................................................56

Parte IV: 23 músicas cristãs para estudo melódico e rítmico............................................................60

Parte V: 20 Estudos melódicos para flauta.........................................................................................67

Parte VI: Duos, trios, quarte e quinteto.............................................................................................76

Parte VII: Estudos diários de sonoridade e técnica


1 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior.......................................................................93
2 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior.......................................................................95
3 - Estudo de intervalos........................................................................................................98
4 - Estudo de Escalas Cromáticas........................................................................................102
5 - Estudo de Escalas maiores e menores...........................................................................103

Parte VIII: Estudos de escala em forma de duo


1 – Duo Estudo de escala....................................................................................................110
2 – Duo Estudo de intervalos...............................................................................................115

Parte IX: Golpe de língua duplo e triplo............................................................................................122

Tabela de Digitação da Flauta.............................................................................................................129


Lista de músicas para ouvir.................................................................................................................130
Nomes dos Grandes Flautistas............................................................................................................132
Apêndice de teoria musical para flautistas.........................................................................................132

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 2


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Glossário do mecanismo e partes da Flauta........................................................................................136


Breve Dicionário dos Termos Musicais e Grandes compositores por período...........................140 e 142
Tabela das digitações do Trino.............................................................................................................144

Introdução

Este método foi desenvolvido por Nilson Mascolo Filho e Cintia Mascolo. O objetivo deste nosso método
é ensinar desde o início como tocar Flauta Transversal, por isso o chamamos de Iniciação em Flauta
Transversal, ele o levará, passo a passo, nota por nota,
ao aprendizado deste maravilhoso Instrumento.
Desenvolvemos cada lição de forma progressiva
analisando as dificuldades intrínsecas do instrumento.
Siga passo a passo, todas as instruções teóricas e os
estudos diariamente, e assim terá um excelente
aprendizado.

A sequência deste método de iniciação em Flauta


Transversal, está dividida em oito partes, na primeira
parte temos uma introdução teórica sobre a flauta e a
correta forma de tocá-la, logo a seguir na segunda
parte, às lições de forma progressiva, levando ao
aprendizado da digitação da flauta, sonoridade e
leitura. Na terceira parte temos as lições para o
aprendizado de vibrato, adornos. Na quarta parte
temos as 23 músicas cristãs para estudo melódico e
rítmico. Na quinta temos as 20 peças fáceis de estudos
melódicos para Flauta. Na sexta parte temos os duos,
trios, quartetos e quinteto. Na sexta parte temos os Exercícios diários Sonoridade e Técnica. Na oitava
temos os estudos de escala em forma de dueto. Na nona parte temos estudos de articulação dupla e
tripla e por fim temos uma Tabela de Digitação da Flauta, Lista de músicas para ouvir, nomes dos
Grandes Flautistas, Apêndice de teoria musical para flautistas, glossário do mecanismo e partes da
Flauta e tabela das digitações do Trino.

A partir da lição 96 da Parte II, você poderá fazer simultaneamente a Parte IV: 23 músicas cristãs para
estudo melódico e rítmico e a Parte V: 20 Peças fáceis de estudos melódicos para Flauta. Após finalizar a
Parte II, você poderá fazer simultaneamente à Parte VII: Estudos diários de sonoridade e técnica e a
Parte VIII: Estudos de escala em forma de duo. A Parte VI: Duos, trios, quarteto e quinteto poderá ser
feito após a lição 100 com seu professor e amigos.

Esperamos que este método por nós produzido o envolva, seguindo todas suas instruções e executando
cuidadosamente suas lições e que, ao final deste percurso, você se sinta ainda mais motivado para
aprofundar os conhecimentos adquiridos, não há segredo e nem fórmula mágica, basta apenas que você
se coloque em atitude, disposição, curiosidade, determinação e interesse.

VÍDEOAULAS GRATUITAS DESTE MÉTODO


Em nosso Site Mascolo Flute Center & Estudantes de Flauta e em nosso Canal no Youtube,
disponibilizamos gratuitamente este método em videoaulas. Acesse e acompanhe cada lição deste
método explicada e tocada por Nilson Mascolo Filho.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 3


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Parte I
Na primeira parte temos uma introdução teórica sobre a flauta e a correta forma de toca-la, você deve
estudar a primeira parte atentamente antes de começar a segunda.

Breve História da Flauta


A Flauta é um dos instrumentos mais antigos, arqueólogos encontraram flautas de ossos de animal,
casca de arvore e outros materiais. Na Bíblia Sagrada encontramos referência a Jubal, "pai de todos os
que tocam harpa e flauta" (Gênesis 4:21 - NVI). Recentemente o arqueólogo Nicholas Conard
encontrou uma flauta de osso de pássaro, ela foi descoberta em uma caverna da Alemanha, segundo o
arqueólogo a flauta foi entalhada cerca de 35 mil anos e é o mais antigo instrumento musical artesanal
já descoberto.

Foto da flauta encontrada por Nicholas Conard (Foto agência AP.)

Com o desenvolvimento do homem e novas técnicas, a flauta foi evoluindo, algumas flautas eram
tocadas verticalmente como são as flautas doces modernas, outras eram tocadas transversalmente
como são hoje as flautas transversais, ambas eram construídas em um único tubo de madeira com
orifícios que eram tapados pelos dedos. Até Idade Média, a flauta vertical foi a mais utilizada do que a
flauta transversal.

Nos Séculos XVII e XVIII com a evolução do período Barroco, a música instrumental foi enfatizada
exigindo melhorias e avanços nos instrumentos de madeiras, e com isso a flauta transversal ganhou seu
espaço, sendo agora mais utilizada do que a flauta doce (recorder). Como escreve Sávio Araújo
"Claramente a flauta doce (recorder) não servia mais para essas funções e a flauta transversal tomou
seu lugar, face à sua sonoridade mais brilhante e às maiores possibilidades de sua tessitura." (ARAUJO,
Sávio; Evolução histórica da Flauta até Boehm, 1999)

Diversas modificações foram feitas na flauta sem acrescentar grandes melhorias até que Theobald
Boehm(1794-1881), virtuoso flautista alemão, compositor e físico, desenvolveu uma nova flauta que
depois de vários estudos e criações, construiu em 1847 a flauta transversal na qual usamos até hoje, por
isso nossas flautas transversais modernas são conhecidas como flautas de sistema Boehm.

Theobald Boehm(1794-1881)

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A flauta de Boehm de1847 foi construída em prata, tinha seu corpo cilíndrico, veja abaixo foto
retirada do excelente artigo A Evolução histórica da Flauta até Boehm de Sávio Araujo.

Foto: ARAUJO, Sávio; Evolução histórica da Flauta até Boeh, 1999

Em 1847, Teobald Boehm vendeu os direitos de fabricação de seu último modelo a Rudall & Rose
para Clair Godfroy e para seu enteado, Louis Lot. Os franceses, em 1848, produziram modelos com
perfurações nas chaves nos quais nossos dedos conseguem fechar, para proporcionar uma maior
ventilação aos orifícios e agradar aos que estavam acostumados a tocar com as flautas mais antigas com
furos diretos na madeira. Estes modelos com chaves vazadas se tornaram conhecidas como flauta com
“chaves abertas” ou “Estilo Francês”.

Foto: ARAUJO, Sávio; Evolução histórica da Flauta até Boehm, 1999

Questões:
1) Quem foi Theobald Boehm?
2) Por que a flauta necessitou evoluir?

A Flauta e suas partes


A flauta transversal é composta por três partes, o Bocal (headjoint) o Corpo (body) e Pé (footjoint).

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Bocal (headjoint):
O bocal, também conhecido como Cabeça, é a parte onde o som da
Flauta é produzido. No bocal temos o Porta-lábio onde apoiamos
nosso queixo e lábio inferior e Riser, que é o orifício onde assopramos
para produzir o som. Confira figura ao lado de um corte do bocal.

Corpo (body ou middle Joint):


O corpo é a parte central onde contém o maior número de chaves do mecanismo da Flauta.

Pé (footjoint):
O pé da Flauta é o componente de menor tamanho, e nele está o restante das chaves. Algumas flautas
possuem o pé que produz até a nota Dó, e por isso a chamamos de Flauta de Pé em Dó, outras Flautas
produzem uma nota mais grave do que o Dó, a nota Si, portanto achamamos de Flauta de Pé em Si. As
flautas com o pé em Si possuem uma Chave a mais. Veja a fotos abaixo.

Sapatilhas:
As Sapatilhas têm função de vedar a passagem de ar quando chaves estão
apertadas, elas são confeccionadas de pele de peixe ou feltro e fica na parte
internas das chaves.

Questões:
1) Como a flauta é dividida?
2) Como chama- se a flauta que possui uma chave a mais?

* Encontre no Apêndice deste método um Glossário do mecanismo e partes da Flauta.

Agora vamos apreender como montar seu belo instrumento e como deve desmontá-lo e limpa-lo antes
de guardar na caixa. Esse passo é importante para a vida útil da sua flauta seja mais prolongada.

Montagem do Instrumento
Para montagem do instrumento, coloque o estojo em local seguro onde não possa cair (mesa, balcão).
Evite colocar o estojo sobre o colo para montar a flauta.

Retire da caixa o corpo da flauta segurando com a mão


direita e o bocal com a mão esquerda e encaixe-os. Evite
segurar o corpo pelo mecanismo visto que é uma parte
frágil, segure o corpo pela parte superior onde está gravada
a marca da flauta. Próximo passo é retirar o pé da flauta e
encaixá-lo no corpo da flauta. Segure o Pé da flauta na sua
parte inferior onde não possui mecanismo.

Com a flauta montada, é necessário alinhar o furo do bocal em direção à primeira chave do corpo da
flauta e o eixo do pé ao meio da última chave do corpo da flauta. Confira a foto abaixo onde a linha
indica o correto alinhamento.

Questões:
1) Porque precisamos ter um cuidado especial na montagem da flauta?
2) Quais os procedimentos de montagem da flauta?

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Procedimento de Secagem e Limpeza


Após o estudo, é importante secar a parte interna da flauta e limpar a parte externa do suor e gordura
das nossas mãos.

Limpeza Interna: Para limpeza interna, é necessária uma pequena fralda de algodão.

Passe pela agulha da vareta da flauta, a ponta da fralda de algodão e


enrole sobre a vareta.

Desmonte a flauta e enxugue por partes separadamente,


começando com o pé da flauta. Insira a vareta com a fralda de
algodão de baixo para cima, depois faça o mesmo com o corpo e
bocal.

Tome sempre cuidado com mecanismo, não segure a flauta por ele.

Limpeza Externa
Para limpeza externa, é necessária uma flanela macia para não riscar a flauta.
Passe levemente a flanela sobre a flauta, tome cuidado de não encostar a
flanela na sapatilha.

Questões:
1) Porque temos que ter um cuidado com o mecanismo na hora da limpeza?
2) Como é feita a limpeza interna e externa da Flauta?

A flauta transversal é o único instrumento de sopro tocado lateralmente e em função disto temos alguns
desafios para sustentar e equilibrar a flauta. Segue abaixo instruções a seguir para adquirir o bom
equilíbrio da flauta e o conforto do corpo no desempenho da flauta transversal.

Pontos de sustentação (apoio) da Flauta:


Existem quatro pontos de apoio para segurarmos a flauta, o polegar da mão direita, o dedo mínimo da
mão direita, o dedo indicador da mão esquerda e a região do queixo.

1 – Polegar da mão direita: O primeiro apoio de sustentação é o polegar da mão direta. O polegar da
mão direta é o apoio mais firme para segurar a flauta, ele deve estar abaixo da chave do ‘Fá’.

2 – Dedo mínimo da mão direita: O segundo apoio de sustentação é o dedo mínimo da mão direita. O
dedo mínimo da mão direita na maioria das notas permanece apertando a chave do (Ré#/Mib):

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3 – Dedo indicador da mão esquerda: O terceiro apoio de sustentação é à base do osso falange proximal
do dedo indicador, podemos dizer também que é a base
inferior do dedo indicador.
Observe a figura ao lado, o tubo da flauta fica apoiado
sobre a base do osso falange proximal do dedo
indicador da mão esquerda. Neste lugar há um
pequeno degrau onde a flauta encontra apoio.
Podemos dizer também que o início da terceira parte
macia do dedo indicador da mão esquerda deve ser o
apoio do tubo da flauta.

É importante observar que diferente da mão direita, o polegar da mão esquerda não tem função de
apoio e sustentação da flauta.

4 – Região do queixo e lábio inferior: O quarto apoio de sustentação é a região do queixo e do lábio
inferior.

É importante não cometer o erro de pressionar excessivamente a flauta contra o


queixo, machucando a parte interna dos lábios pressionada contra os dentes
inferiores.

Questões:
1) Quais são os quatros pontos de apoio para segurarmos a flauta?
2) Porque não podemos pressionar excessivamente a flauta contra o nosso queixo?

Posições corretas das mãos


As mãos têm um papel fundamental na performance da Flauta Transversal, é por ela que seguramos a
flauta e obtemos a digitação das notas. Quanto mais perfeita for à posição das mãos do flautista, maior
e melhor resultado técnico e sonoro se obterá, além de aumentar a vida útil do flautista por se prevenir
lesões. Vamos analisar separadamente a mão direita e a esquerda.

Mão Direita
A mão direta tem funções primordiais, nela está o ponto de sustentação mais firme para segurar a flauta
e o apertar da chave de apoio. Ter uma postura correta desta mão direita é essencial para evolução dos
estudos. Uma postura incorreta da mão direita implicará em dificuldades em segurar a flauta, rigidez na
movimentação dos dedos e dores musculares.

1) A mão direita precisa ter a posição da Letra ‘C’.

Esta posição em ‘C’ da mão direita é uma posição confortável porque os tendões
da mão não ficam esticados e nem retraídos demasiadamente.

2) A mão direita precisa estar alinhada perpendicularmente a Flauta.


Manter a mão perpendicular à flauta permite que
fique alinhada com o punho e antebraço e os
dedos tenham livre ação e flexibilidade. A mão
direta nesta posição permite um conforto para os
tendões, músculos da mão e punho.

Inclinar a mão direita para o lado, debruçando sobre a flauta é incorreto


porque o pulso é forçado, os dedos ficam rígidos e o antebraço é tencionado.

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3) As chaves da flauta devem ser apertadas em sua parte central, pela polpa dos dedos.

4) O Polegar da mão direta é o apoio mais firme para segurar a flauta, ele deve estar abaixo da chave do
‘Fá’.

5) O dedo mínimo da mão direita não pode estar esticado e tensionado. Observe a posição correta do
dedo mínimo na foto abaixo.

O dedo mínimo permanece na maioria das notas apertando a chave de apoio (Ré#/Mib), mas quando
não estiver apertando, ele deve ficar próximo à chave. Não levante o dedo mínimo para cima como uma
antena de rádio.

6) Quando os dedos não estiverem apertando as chaves, deixe-os próximo a ela em torno de um
centímetro.

Não deixe os dedos elevados para cima.

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Mão Esquerda
A Mão esquerda precisa de uma atenção especial visto que geralmente entre os iniciantes duas
dificuldades sempre estão presentes: o apoio de sustentação e a posição do polegar.

1) A mão esquerda tem um formato diferente em relação à direita, posso ilustrar como um formato em
‘C‘ mais quadrado:

2) A base inferior do dedo indicador é o apoio de sustentação da flauta na mão esquerda.


O tubo da flauta deve ficar apoiado sobre a base do
osso falange proximal do dedo indicador da mão
esquerda. Neste lugar há um pequeno degrau onde a
flauta encontra apoio. Podemos dizer também que o
início da terceira parte macia do dedo indicador da mão
esquerda deve ser o apoio do tubo da flauta. É
importante observar que diferente da mão direita, na
mão esquerda o polegar não tem função de apoio e
sustentação da flauta.

3) O Polegar da mão esquerda fica um pouco inclinado para dentro.

É frequente entre iniciantes o erro de usar o polegar da mão esquerda


como um apoio para sustentação da flauta, apertando demais a chave do
Si. Portanto, tenha cuidado para não usar o polegar da mão esquerda como
um apoio, lembre-se, o polegar da mão esquerda não serve de apoio.

4) O dedo médio, anelar e mínimo deve estar curvado sobre a flauta e sua polpa apertando a parte
central das chaves.

Quando os dedos não estão apertando as chaves, eles devem ficar próximos, em
torno de um centímetro e tome cuidado especial com o dedo mínimo que tende
a ficar elevado para cima como uma antena de rádio.

Para finalizar minhas instruções aqui sobre a boa postura das mãos ao tocar
Flauta Transversal, nunca tencione os dedos e mãos, sempre os deixe relaxado e
com toques suaves sobre as chaves. Toque com Suavidade.

Questões:
1) Porque precisamos ter uma correta posição das mãos ao tocar a flauta?
2) Como é feita aposição corretada mão direita e da mão esquerda?
3) O polegar da mão esquerda é usado como apoio?

Para maior compreensão assista a videoaula sobre a Posição Correta das Mãos ao tocar Flauta
Transversal disponível em nosso Site Estudantes de Flauta & Mascolo Flute Center e em nosso Canal no
Youtube,

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Postura Correta do Corpo


A posição do corpo deve ser confortável, evitando posturas que cause dores musculares e de coluna.

Para que sua coluna permaneça reta, é necessário inclinar o corpo aproximadamente 15 graus à direita
em relação à partitura, virando-se somente o pescoço e com o instrumento um pouco para frente.

Postura de Pé:
Na posição de pé, a coluna deve permanecer reta, os pés devem estar um pouco afastados, e o peso do
corpo distribuído igualmente entre as duas pernas. Os braços devem estar afastados do tórax e a cabeça
elevada como se observasse a linha do horizonte. Embora o
bocal da flauta se apoie sobre o queixo, a cabeça deve estar
como se estivesse flutuando, sem tencionar os músculos do
pescoço para segurá-la. É comum tencionar os músculos do
pescoço e ombros, por isso, esteja sempre atento a estes
músculos.

Postura Sentada:
Na posição sentada, vale o que descrevemos sobre a postura
de pé e acrescentamos que, o abdômen e a parte lombar das costas devem estar eretos, evitando
posturas curvadas. Analise as figuras abaixo.

Ombros e Antebraços:
A flauta é um instrumento leve e em função disso não há necessidade de forçar os músculos dos ombros
e antebraços para segurá-la. Se você tencionar os músculos dos ombros e antebraços, isto afetará
diretamente seu som, sua digitação, além de causar dores musculares.

Cabeça e pescoço:
A cabeça deve estar como se estivesse flutuando, sem tencionar os músculos do pescoço para segurá-la.

Questões:
1) Como podemos obter uma posição correta do corpo e confortável, evitando posturas que
cause dores musculares?
2) Descreva a postura correta de pé e sentada ao tocar a flauta?

Sobre afinação da Flauta


A afinação é essencial para todo instrumento musical. Sem estar afinado não é possível tocar com mais
de um instrumento e soar agradável.

Para afinar seu instrumento você precisa ter uma referência, seja um piano/órgão ou um afinador
digital, a nota ‘Lá’ é a nota usada para afinar os instrumentos. Normalmente o Lá adotado é 442Hz, mas
existem instrumentos e orquestras que também usam o Lá 440Hz como referência de afinação. Você
precisa saber qual ‘Lá’ sua orquestra irá utilizar ou instrumento, e afinar igualmente.

Na flauta transversal temos dois pontos de afinação, uma afinação principal e outro móvel.

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A Afinação principal:
A afinação principal da flauta, também chamada de afinação fixa, é a posição da parede superior do
bocal à 17,3mm do centro do furo do porta-lábio, conforme a figura abaixo. Para isso, use a vareta ou
haste que vem com as flautas aonde existe uma marcação indicando os 17,3mm no qual deve usar para
afinar sua flauta. Para ajustar a altura desta parede você deve rosquear a Coroa(Crown) ou empurra-la
para dentro. Caso o marcador da haste esteja abaixo do centro do furo, rosqueia a Coroa(Crown) da
flauta para que a parede superior suba e vá o marcador da haste para o centro. Caso o marcador da
haste esteja acima do centro do furo, então desrosquei a Coroa e empurre para dentro da flauta e
ajuste até que o marcador fique ao centro do furo do porta-lábio.

Afinação móvel:
Além da afinação principal e fixa apresentada acima, um outro ajuste necessário para afinação da flauta
está no encaixe do bocal da flauta em seu corpo. Chamamos de afinação móvel porque é variável na
quantidade do encaixe e conforme cada embocadura e flauta particularmente.

Mesmo que você tenha ajustado a afinação principal corretamente, um outro ajuste é necessário
conforme seu tipo de embocadura e flauta. E essa afinação e feita encaixando menos ou mais o bocal no
corpo da flauta. Veja figura abaixo.

Encaixamos mais para dentro para corrigir afinação baixa.

Encaixamos mais para fora para corrigir afinação alta.

Quando nossa afinação estiver baixa, encaixamos o bocal da flauta mais para dentro, e quando a
afinação estiver mais alta, encaixamos mais para fora. Veja figura acima.

A pratica da Afinação pode ser feito de ouvido ou “visual” com um afinador digital. Peça para um Piano
afinado ou outro instrumento afinado tocar a nota Lá e você simultaneamente toque sua nota Lá. Pela
percepção auditiva você poderá sentir a necessidade de afinar sua flauta. Outra forma de afinar é
utilizar um afinador eletrônico que ao tocar a nota Lá indicará em seu visor digital se sua nota está com
a afinação baixa ou alta, e assim você poderá fazer os devidos ajustes de afinação em sua flauta. Existem
inúmeros aplicativos para celulares com afinadores digitais, aprenda a usá-los, eles são eficientes e
fáceis de usar.
Uma observação importante é que a nota Lá que você irá tocar para afinar sua flauta não deve ser feita
tocando forte e nem piano, mas sim numa altura média, confortável, natural, sem forçar a sonoridade.

Questões:
1) O que devo fazer se afinação da minha flauta existe alta?
2) O que devo fazer se afinação da minha flauta existe baixa?

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Sobre a respiração e maior capacidade de sopro


Como todos os instrumentos de sopro, para ter um lindo som com sua flauta, sua qualidade respiratória
é muito importante. A qualidade respiratória se refere a dois pontos, a capacidade pulmonar (maior
quantidade de ar) e o controle na emissão de ar. Na capacidade pulmonar devemos exercitá-lo de
modo a conseguir usar maior quantidade de ar nos pulmões e no controle da emissão de ar, saber
direcionar e dosar a quantidade, volume e velocidade do ar. No início do estudo de Flauta Transversal, é
comum o iniciante sentir tonturas, isso acontece por estar acostumado a fazer respirações curtas de
pouco ar. À medida que avança em seus estudos, sua capacidade pulmonar vai aumentando de modo a
não sentir mais tonturas. Para que sua capacidade pulmonar aumente são necessários alguns exercícios
simples que segue abaixo. Antes da explicação destes exercícios, vamos relembrar o que é Inspiração e
Expiração.

Inspiração: A inspiração é o processo de sugar o ar para dentro do organismo, é introduzir o ar


atmosférico nos pulmões (sugar o ar).

Expiração: Expiração é liberar o ar contido nos pulmões para fora do corpo, é expelir o ar dos pulmões
(assoprar).

Para tocar flauta, saber inspirar e expirar são igualmente importantes.

Exercício simples de respiração


1- Exercício 1 – Inspiração profunda
Passos:
1. Fique de pé
É necessária ficar em pé com uma postura ereta e relaxada.
2. Inspirar profundamente e lentamente
Sugue lentamente para dentro dos pulmões a maior quantidade possível de ar, expandindo a
caixa torácica.
3. Repouse a mão em suas costelas
Repouse a mão em suas costelas para sentir e observar seus movimentos.
4. Expirar todo o ar dos pulmões
Assopre lentamente para fora todo o ar dos pulmões, relaxando-se todos os músculos
utilizados para a inspiração.

2- Exercício 1 – Inspiração rápida e forçada


Passos:
5. Fique de pé
É necessária ficar em pé com uma postura ereta e relaxada.
6. Inspirar rápida e forçada
Sugue rapidamente para dentro dos pulmões a maior quantidade possível de ar, com força,
expandindo a caixa torácica.
7. Repouse a mão em suas costelas
Repouse a mão em suas costelas para sentir e observar seus movimentos.
8. Expirar todo o ar dos pulmões
Assopre rapidamente para fora todo o ar dos pulmões, relaxando-se todos os músculos
utilizados para a inspiração.

Faça estes exercícios respiratórios diariamente, de 5 a 10 vezes, seja antes de estudar ou mesmo
naqueles minutos de folga, no banho ou em outros momentos possíveis. Estes exercícios são
importantes quando estamos em nossos primeiros passos, são simples e contribuíram para desenvolver
maior qualidade e capacidade respiratória. Posteriormente, com avanços, realizará exercícios mais
complexos e avançando.

Para maior compreensão e mais exercícios, leia o artigo e assista a videoaula sobre Respiração, Controle
e Aumento da capacidade de ar para flautista disponível em nosso Site Estudantes de Flauta & Mascolo
Flute Center e também em nosso Canal no Youtube.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 13


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Embocadura
Embocadura é a correta posições dos lábios sobre o bocal da
flauta para se produzir som. Para o bom desenvolvimento da
embocadura, é importante compreender como o som da flauta é
produzido. O som da flauta é produzido quando o ar que
assopramos sobre o bocal da flauta se choca sobre o riser, e
vibrações acontecem no ar e no metal, causando ondas que
produzem o som da flauta (veja figura ao lado). A emissão do
som na flauta tem uma relação direta com a qualidade do nosso
ar, sua velocidade, volume, ângulo e outras relações. Com a
dedicação aos estudos, aos poucos vamos adquirimos o controle sobre a embocadura para produzir o
som na flauta e com qualidade.

Posição da embocadura:
Para formar a Embocadura da Flauta, repousamos nosso lábio
inferior sobre o porta-lábio da flauta cobrindo 1/4 do furo do
bocal e com o lábio superior mais a
frente, assopramos para dentro da
flauta, de modo que a maior parte
do ar se choque com a parede da
chaminé do furo do bocal (Riser) e
a menor parte do ar vá ao ar livre. Veja as figuras ao lado.

Os Lábios devem estar centralizados no furo do bocal e ter um formato natural, sem esticar os cantos
com excessiva tensão, ou comprimi-lo. Veja ilustração abaixo.

Errado Correto Errado

Embora cada pessoa tenha sua anatomia e por isso desenvolve formatos de embocadura diferentes,
segue fotos da embocadura de grandes Mestres da flauta para observação e aprendizado.

Foto da Embocadura de alguns grandes Mestres da Flauta

Jean-Pierre Rampal Marcel Moyse Claude-Paul Taffanel

James Galway Emmanuel Pahud Aurele Nicolet

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 14


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Julius Baker William Bennett Altamiro Carrilho

Para emitir notas graves e agudas, algumas modulações na embocadura são necessárias; nas notas
graves o sopro precisa de maior volume, menor velocidade, direcionando para baixo e com a
embocadura mais relaxada. Nas notas mais agudas o sopro precisa de menos volume, maior velocidade,
direcionando o sopro para frete. À medida que as notas vão ficando mais agudas, o lábio inferior vai
cobrindo mais o bocal e a embocadura vai ficando mais firme, no entanto, sem excesso de tensão nos
lábios sem exprimir os lábios e o som. É importante que a garganta esteja sempre aberta para o livre
fluxo de ar e a língua repousada sobre dente inferior. Veja figura em corte da correta embocadura.

Questões:
1) Explique como formamos a correta embocadura da flauta?
2) Como emitimos os sons graves e agudos?

Primeiro som
Para desenvolver a embocadura em seus primeiros passos, segue dois exercícios iniciais, o primeiro
utilizando uma garrafa e o segundo apenas o bocal da flauta.

1. Exercícios com uma garrafa


A forma de se produzir o som em uma garrafa de gargalo estreito é
muito semelhante a forma de se produzir o som na flauta, deste modo,
produzir o som em uma garrafa irá contribuir no aprendizado da
embocadura na flauta.

Passos do exercício:
1. Pegue uma garrafa de vidro com gargalo estreito e posicione
sua borda sobre o lábio inferior, conforme foto ao lado. Observe que a
borda do gargalo estreito da garrafa deve estar posicionada bem abaixo
onde termina o lábio inferior.

2. Sopre através do gargalo estreito de modo que parte do ar se choque na borda interna do
gargalo, produzindo o som. Não estique os lábios além do necessário para formação da
embocadura.

3. Faça este exercício com a garrafa vazia e com a garrafa cheia de água até a metade e observe a
diferença no som. Tente variar o volume e a velocidade do ar e observe as mudanças que isso
causa no som.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 15


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2. Exercícios apenas com o bocal


Agora com apenas com o bocal da flauta iremos produzir o seu
primeiro som na flauta. O primeiro som realizado na garrafa de gargalo
estreito é semelhante a emissão do som apenas com o bocal da flauta.

1. Pegue apenas o bocal da sua flauta


e posicione o maior lado do porta-lábio sob
o lábio inferior. O porta-lábio deve estar
centralizado aos lábios e cobrindo pelo lábio inferior 1/4 do furo do
bocal. Não cubra muito o bocal para que o som não soe espremido e estrangulado.

2. Com o lábio superior mais à frente, assopre para dentro da flauta com o
objetivo que o ar se choque na parede frontal do riser, conforme figura ao
lado. Não estique os lábios além do necessário para formação da
embocadura, conforme vimos acima.

4. Tire som apenas com o bocal e repita muitas vezes, até que se sinta seguro
e natura em emitir a sonoridade na flauta apenas com o bocal. Tente variar a velocidade do ar,
o volume e o ângulo e observe as mudanças que isso causa no som.

3. Somente com o bocal, a nota emitida é Sol sustenido. Faça apenas com o bocal os exercícios a
seguir e respeite os tempos.

Para maior compreensão, assista a videoaula sobre Embocadura da Flauta Transversal disponível em
nosso Site Estudantes de Flauta & Mascolo Flute Center e também em nosso Canal no Youtube.

Três dicas para ser um grande flautista


A primeira pergunta, mesmo antes de começar as aulas de flauta, sempre é: quando estarei tocando
bem? Em quanto tempo?

Esta resposta sempre está relacionada ao modo como você vai levar seus estudos com a flauta e seu
amor pelo instrumento. Deixo aqui algumas dicas não técnicas, mas de atitudes que você deve tomar
para que tenha um bom desenvolvimento no estudo da flauta transversal.

1) Continuidade: A flauta é um instrumento que exigem estudo continuo. Não adianta estudar cinco
horas em apenas um dia na semana, o importante é estudar todos os dias. Você terá maior
desenvolvimento estudando 40 minutos todos os dias da semana do que 5 horas em único dia da
semana. Estudar Flauta exige compromisso e responsabilidade. Uma boa dica é reservar um horário fixo
do seu dia para estudar, por exemplo: Todos os dias às 19h às 20h será o meu horário de estudo, tenha
eu vontade de estudar ou não, tenha que salvar o mundo ou ele está acabando, aquele horário é o meu
horário de estudo de flauta é não faço outra coisa.

2) Estudar o proposto: É essencial seguir os estudos propostos pelo professor. É comum alunos deixar
de lado os estudos necessários exigidos pelo professor para tocar músicas a gosto próprio. Agir assim
retarda o desenvolvimento. É bom e saudáveis tocas as músicas que gostamos, mas desde que não

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 16


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deixe de lado os estudos pedidos pelo professor. Depois de estudar os estudos necessários aí você pode
tocar à vontade às músicas que gosta.

3) Ouvir flauta: É importantíssimo ouvir grandes mestres da flauta diariamente. Você encontra em nosso
site uma grande quantidade de gravações dos grandes Mestres da flauta como Jean-Pierre Rampal,
Emmanuel Pahud e muitos outros. Ouça essas gravações diariamente e o faça com apreciação e como
aprendizado; preste minuciosa atenção no som deles, na forma de interpretar a música, na forma de
respirar, suas posturas e etc. No Site Estudantes de Flauta & Mascolo Flute Center você encontra muitas
gravações dos grandes Mestres. Alimentar a paixão pela flauta apreciando os grandes Mestres é
essencial.

A música, a flauta e os Cristãos


Muitos flautistas iniciam seus estudos de flauta com o objetivo de tocar em sua igreja, seja de forma
solo ou na orquestra e boa parcela dos meus métodos são utilizados por Cristãos. Tocar flauta como ato
de adoração a Deus é um dos desejos mais nobres. Na Bíblia Sagrada encontramos referência a Jubal,
"pai de todos os que tocam harpa e flauta" (Gênesis 4:21 - NVI).

A música sempre fez parte do culto a Deus. O livro de Salmos é na verdade a coletânea das músicas
cantadas pelo povo de Deus no Antigo Testamento. O livro dos Salmos é o hinário mais antigo que
existe.

O uso da música para o louvor a Deus também faz parte no novo testamento e Mateus registra o
próprio Jesus com seus discípulos cantando hino em sua última ceia: “E, tendo cantado um hino, saíram
para o monte das Oliveiras. ” Mateus 26.30

A música sempre presente no Antigo Testamento, continuou presente na igreja no Novo Testamento.
Em Atos encontramos uma passagem onde o Apostolo Paulo e Silas oravam e cantavam hinos de
louvores a Deus, e na ocasião Deus fez uma grande obra de salvação. (Leia Atos 16.26). Uma outra
passagem muito conhecida está na carta Paulo aos irmãos de Colossenses:

“A Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e


admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com
graça em vosso coração. ” Cl 3.16

Neste texto, Paulo instrui aos irmãos que cantem ao Senhor, e sejam cânticos espirituais, cantando com
o coração cheio de graça, convertidos, que adore a Ele de uma profunda sinceridade e amor.

A obra redentora de Cristo estimulou uma efusão de hinos de louvor por parte do povo de Deus. Muitos
dos textos no Novo Testamento parecem hinos da igreja primitiva. (Ef. 5.14; Fp.2.6-11; Cl.1.15-20;
1Tm.3.16). Como não cantar a obra maravilhosa de Cristo para nossa Salvação e as grandezas de Deus?
São muitos compositores na história que tem composto belos hinos e concertos para glorificar a
grandeza de Cristo Jesus. Encontramos inúmeros hinos com melodias e letras maravilhosas e muitos
concertos de Bach, Vivaldi, Mozart, Haydn e outros compositores clássicos para glória de Deus. J. S. Bach
era um cristão fervoroso e compôs 75% de suas músicas para ser tocadas na igreja e para Gloria de Deus
e suas obras. Como Bach e todos os grandes mestres da música que eram cristãos, estude seriamente,
seja um grande musico, e nunca esconda sua fé. A música para louvor da gloria de Deus fez parte da
vida da igreja cristã em todas eras, e fará parte do culto na eternidade com Deus.“Aleluia! Louvai a
Deus... louvai-o com flauta” (Salmo 150.1 e 4).

Tocar flauta para Glória de Deus não acontece somente quando toca hinos ou cânticos, seja qual música
e peça de Concerto estiver tocando, se o faz com maior esforço e dedicação, fará para Glória de Deus. O
Apostolo Paulo escreveu aos irmãos de Colossenses: “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração
como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da
herança. A Cristo, o Senhor, é quem estais servindo. ” Colossenses 3.23-25. E outra passagem: “Quer
comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para Glória de Deus” 1 Coríntios 10.31.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 17


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Digitação da Flauta
No decorrer das lições do método, as digitações de cada nota são apresentadas, no entanto, segue
tabela no qual poderá consultar todas as digitações da flauta.

Na tabela das posições regulares das notas da flauta transversal. Estão representadas apenas as chaves
nos quais apertamos com os dedos. As Chaves pintadas representam as que devemos fechar e as não
pitadas as que devemos deixar abertas.

Tabela 01 de 02

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 18


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Tabela 02 de 02

Videoaulas de inicialização em Flauta Transversal


Em nosso Site Mascolo Flute Center & Estudantes de Flauta e em nosso Canal no Youtube,
disponibilizamos gratuitamente este método em videoaulas. Acesse e acompanhe cada lição deste
método explicada e tocada por Nilson Mascolo Filho.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 19


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Parte II - Lições de forma progressiva


Na segunda parte estão as lições de forma progressiva, nota por nota, levando ao aprendizado da
digitação da flauta, sonoridade e leitura. É muito importante que tenha estudado atentamente toda a
introdução teórica da Parte I para fazer a Parte II.
Desde o início observe a si mesmo e procure uma perfeita postura das
mãos e do corpo, conforme expomos na Parte I. Você pode usar um
1. Nota Si
espelho para se observar e se corrigir. Leve seu professor muito a sério
quando ele corrigir sua postura. Uma perfeita técnica só pode ser
construída sobre uma correta postura.

Para uma boa sonoridade, o controle do nosso sopro é essencial.


2. Nota Lá Assopre de forma continua, volumosa e controlada. Pense em um
sopro que balança as chamas de uma vela, mas sem apaga-la, ao
invés de um sopro brusco e cuspido que apaga as chamas da vela.

3. Si e Lá = 4 tempos = 2 tempos = 1 tempo

A leitura ritma é importante, portanto, conte os tempos corretamente. A leitura das


notas deve ser feita dinamicamente, ou seja, não tente ler os nomes das notas
mentalmente, associe a nota no pentagrama direto a sua digitação no instrumento.
4.

É essência decorar os nomes das notas no pentagrama.

5.

6. = Pausa de 1 tempo. Pausa é nota que não tem som, mas tem duração.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 20


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Quanto mais grave a nota, maior volume de ar é necessário


7. Nota Sol
para soar a nota. É importar desenvolver uma maior
capacidade respiratório, portanto, faça os exercícios
propostos na página 13: Exercício simples de respiração.
.

Fique atento para a correta postura das mãos e do corpo!


8. Si, Lá, Sol

Ouvir é aprender, ouça os Concertos indicados abaixo. Encontre grátis no Site Estudantes de flauta.
9. (1) Mozart, Flute Concerto No. 1 in G major, K313. (2) Mozart, Flute Concerto No.2 in D major, K314.

Intervalo é a distância entre as notas. A medida que vamos aprendendo novas notas, intervalos
maiores vão surgindo. A formação da embocadura correta, sem tensões excessivas nos lábios e
músculos da face, é importar para desenvolver flexibilidades para tocar intervalos com
10. facilidade e boa sonoridade.

11.

12. Fique atento a correta leitura rítmica.

13. = Pausa de 2 tempo. Pausa é nota que não tem som, mas tem duração.

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Na nota dó da segunda oitava, não digitamos o polegar da


14. Dó mão esquerda. Não cometa o erro de pensar que o polegar
da mão esquerda é um apoio para sustentação da flauta,
apertando com força a chave. Quando não estiver digitando
com o polegar da mão esquerda, deixe-o próximo a chave.

No exercício 15 temos uma escala e é importante que ao descer a escala, não deixe a
15. sonoridade cair, ficar baixinha (piano). Faça toda escala com a mesma sonoridade e intensidade.

16.

Não se preocupe com velocidade, faça os exercícios de forma lenta. É na execução lenta que
17. aprendemos mais rápido. Preste atenção na perfeita digitação e sonoridade das notas.

18.

19.

20. Duo - O Aluno deve fazer a primeira flauta e o professor a segunda flauta.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 22


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Quanto mais grave as notas, mais ar se exige porque maior
distância o ar precisa percorrer dentro da flauta. Para uma boa
21. Fá
sonoridade nos graves, o sopro precisa de maior volume, portanto
abra mais o espaçamento entre os lábios e direcione o ar mais para
baixo e com a embocadura mais relaxada.

22.

23.

24. Duo - O Aluno deve fazer a primeira flauta e o professor a segunda flauta.

A partir da lição 25, vamos aprender paulatinamente a digitações de bemóis


e sustenidos. Em uma escala natural, a distância entre notas é de 1 tom
(exceto entre o fá-mi e si-dó), o bemol altera a altura da nota para ½ tom
mais grade e o sustenido para meio tom mais agudo. Bemóis e sustenidos são
25. Si bemol usados para execução de escalas maiores e menores. O bemol e o sustenido
alteram a nota por todo o compasso.
Sustenido = Bemol =

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 23


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Quando o bemol está entre a clave e a formula de compasso,


todas as notas nos quais o bemol repousa, será bemol por toda a
26. Escala de Fá maior partitura. Idem para o sustenido.

27. Música Tradicional de Natal (Faça de forma muito melódica e sentimental).

Ouvir é aprender, ouça os Concertos indicados abaixo. Encontre grátis


28. Fa# no Site Estudantes de flauta.
(1) Pergolesi, Concerto para Flauta em G maior.
(2) Mozart, FluteandHarp Concerto in C major, K.299.

Ao estudar escalas e arpejos da lição 29, busque uma sincronia perfeita


entre as notas, além de excelentes afinação e sonoridade e todas as notas.
29. Escala de Sol Maior

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 24


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A música da lição 30 tem uma simples e bela melodia. Não faça de forma mecânica,
se envolva a música e procure se expressar de forma sentimental.
30. Musica

31. Articulação: Golpe de linha simples


O “Golpe de Língua” é um modo de atacar o som na Flauta usando a língua como uma válvula que
interrompe a passagem de ar e logo em seguida libera este ar interrompido. No “Golpe de Língua” nossa
língua que antes em repouso, se move suavemente e sua ponta encosta contra a face interna do dente
superior e logo em seguida voltam a sua posição de repouso. Este movimento da língua é semelhante à
movimentação da língua quando pronunciamos a silaba “T”, por isso, usamos a silaba “T” para fazer o
Golpe de Língua. Veja abaixo as três fases do golpe de língua:

1º Fase: Na primeira fase, a Língua está em repouso e o ar fluindo em direção a Flauta.


2º Fase: Na segunda fase, a Língua se move suavemente e sua ponta encosta contra a face interna do
dente superior como se pronunciasse a sílaba “T”.
3º Fase: Na terceira fase a Língua retorna a sua posição de repouso e o ar acumulado, somado com ar
que continua vindo da garganta, flui em direção a Flauta, produzindo um ataque no som.

É importante lembrar que a função da língua no Golpe de Língua é interromper e liberar a passagem de
ar, por isso o movimento da língua não é de força, mas de suavidade, leveza e flexibilidade. A língua
precisa sempre fazer pequenos, rápidos e suaves movimentos. Além da sílaba "T", podemos usar a
sílaba "D" para fazer um ataque mais suave.

32.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 25


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Ouça o Concerto indicado abaixo para apreciar uma excelente articulação. Ouça grátis no Site
Estudantes de flauta. (1) Paganini, Moto Perpetuo (for flute) na performance do Flautista James Galway.
33. Colcheia – A partir de agora, sempre deve usar articulação do Golpe de língua (T).

34.

Embora possa seguir em frete nas lições, no período de um a dois meses, faça diariamente as lições 31 a
34 por 15min. Isso é importante para que se desenvolva uma clara e precisa articulação de golpe simples.

35. Ligadura
Na ligadura, atacasse com golpe de língua (T) apenas a primeira nota da sequência legada e as demais
notas dentro da ligadura são executadas sem ataque. O sopro deve ser continuo da primeira à última
nota. Para boa sonoridade nas ligaduras, a garganta deve estar bem aberta como um cantor tenor
cantando “Ô”, para o livre fluxo do ar e ressonância do som.

36. Estudo de Ligadura (Cuidado para não fechar a garganta, deixe-a aberta e relaxada para o livre fluxo do ar)

Fique atento para a correta posturas das mãos e do corpo!


37. Ligadura em colcheia

Para uma boa sonoridade nos graves, o sopro precisa de maior


38. Mi
volume, portanto abra mais o espaçamento entre os lábios e
direcione o ar mais para baixo e com a embocadura mais
relaxada.

39. Escala

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40. Faça com sonoridade homogenia, não deixe a sonoridade cair, ficar baixinha (piano) nas notas mais graves.

41. Duo Flute (melodia James D. Vaughan) - O Aluno de fazer a primeira flauta e o professor a segunda.

41. Ré
Na nota Ré da primeira oitava, o dedo mínimo da
mão esquerda não aperta a chave, no entanto,
evite levantá-lo para cima como uma antena de
rádio. Ele deve ficar próximo a chave (Ré#).

42. Exercício para Ré

43. Duo - Melodia de R. Schumann- O Aluno deve fazer a primeira flauta e o professor a segunda flauta.

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Está nota exigem um volume maior de ar que deve preencher todo
tubo da flauta, até chegar ao pé da flauta. Não sopre com força e
velocidade, mas com volume e um ângulo de sopro mais para baixo. É
44. Dó da primeira oitava importar desenvolver uma maior capacidade respiratória, portanto, não
deixe de praticar os exercícios propostos na página 13: Exercício simples
de respiração.

45. Exercício Dó

46. Duo Flute - O Aluno deve fazer a primeira flauta e o professor a segunda flauta.

Está nota não exige um sopro veloz e forte. Para que soe bem, não
sopre com força nesta nota. A dificuldade desta nota está em sua
47. Ré da segunda oitava
difícil digitação quando intercalada com outras notas. Estude
primeiramente lento e com perfeita digitação, e somente depois que
se sentir seguro, sem que as notas se atropelem, siga para as
próximas lições.

48. Exercícios do Ré

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49. Minueto de Bach – Preste atenção com digitação e sonoridade do Ré da segunda oitava, para que
seja perfeito em digitação e sonoridade.

50. Duo - Beethoven, Hino à Alegria.

51. Escala em Fá maior: No estudo de escala busque uma sincronia perfeita entre as notas, além de
excelentes afinação e sonoridade. Comece o estudo de escala lentamente e aumente a velocidade à
medida que se sentir seguro.

O ‘etc.’ inscrito no quarto compasso indica que devemos usar a mesma ligadura dos
compassos iniciais, por toda a escala. Esta pratica permite uma partitura limpa.
52. Escala em Sol maior

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53. Amazing Grace

Embora cada pessoa tenha sua anatomia e por isso desenvolve formatos de embocadura diferentes,
segue fotos da embocadura de grandes Mestres da flauta para observação e aprendizado.

Jean-Pierre Rampal Marcel Moyse Claude-Paul Taffanel

James Galway Emmanuel Pahud Aurele Nicolet

Julius Baker William Bennett Altamiro Carrilho

54. Controle de oitavas


Antes de continuar o estudo da segunda oitava, é importante desenvolver a sonoridade apenas com o
bocal. Tocando apenas com o bocal, sem tapar sua extremidade, a nota que soará será o Sol sustenido.
Toque apenas com o bocal a nota Sol sustenido em duas oitavas, conforme as lições 1 a 3 abaixo. Nestes
exercícios é necessário produzir as notas das duas oitavas sem assoprar mais forte, apenas controlando
a embocadura. Este exercício será difícil, mas é fundamental que o desenvolva bem antes de seguir em
frente.

Veja ao lado, figura que ilustrar o fechamento entre os


lábios de uma oitava mais grave em relação a uma oitava
mais aguda.

1) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade.

2) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade, respeitando a ligadura.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 30


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3) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade, respeitando a ligadura.

É importante executar intervalos apenas com o controle da embocadura, sem assoprar mais ar.
No entanto, para homogeneizar o som, é necessário em algumas notas assoprar mais ar e em
outras menos. Mas isso só poderá ser feito corretamente se antes for adquirido o domínio de
fazer intervalos sem assoprar mais forte, apenas com o controle da embocadura.

Embora possa seguir em frete nas lições, no período de um mês, faça diariamente a lição 54 por 15min.
Isso é importante para que se desenvolva uma flexibilidade na embocadura e tocar diferentes oitavas.

Jean-Pierre Louis Rampal era francês e foi um dos maiores


flautistas de todos os tempos, um dos artistas clássicos de maior
sucesso e popularidade e certamente com a maior discografia
(mais de 300 gravações!). Sua sonoridade cristalina, técnica
extraordinária e grande sensibilidade musical o fizeram um dos
maiores solistas de flauta de todos os tempos. Sua carreira
internacional o levou aos quatro cantos do mundo e a qualquer
cidade onde existisse uma orquestra que pudesse acompanhá-
lo, chegando a realizar mais de 200 apresentações por ano
(quase uma a cada dois dias), muitas vezes viajando longas
horas de avião e tendo apenas alguns minutos para os ensaios.
Foi Rampal quem fez da flauta um instrumento solo junto ao
Piano e ao Violino. Rampal tocava com duas grandes flautas,
uma flauta Louis Lot de ouro 18k e a partir de 1958 uma flauta
Haynes de ouro 14k. Leia Biografia mais completa de Jean-
Pierre Rampal no site Estudantes de flauta.

É importantíssimo ouvir e apreciar o grande mestre Jean-Pierre Rampal. Ouça e assista suas gravações
com apreciação e aprendizado; preste minuciosa atenção no som dele, na forma de interpretar a
música, na forma de respirar, sua postura e etc. No site Estudantes de flauta encontre grátis gravações.

55. Mi da Segunda oitava - A digitação do Mi da segunda oitava é igual ao da primeira oitava.

56. Exercício do Mi

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 31


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57. Tema de Mozart

58. Fá da segunda oitava - A digitação do Fá da segunda oitava é igual ao da primeira oitava.

Fique atento para a correta posturas das mãos e do corpo!


59. Exercício do Fá

Ouça o Concerto indicado abaixo para apreciar uma excelente articulação. Ouça grátis no Site
Estudantes de flauta. (1) Vivaldi, Flute Concerto No. 1 in F major, RV 433, Op.10 - "La tempestadi
mare". Na performance de Jean Pierre Rampal
(2) Vivaldi, Concerto for 2 Flutes and Orchestra in C Major, RV533. Na performance de Jean Pierre
Rampal e Shigenori Kudo
60. Procure uma articulação clara e bem destacada

61. Sol da segunda oitava - A digitação do Sol da segunda oitava é igual ao da primeira oitava.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 32


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Não se preocupe com a velocidade, faça os exercícios de forma lenta. É na
execução lenta que aprendemos mais rápido. Procure uma perfeita digitação e
uma sonoridade bela e homogenias entre as notas.
62. Exercício com Sol

63. Chopin, Fantaisie Impromptu – Essa música exige um bom controle de ar por ter notas longas e ser
lenta, portanto, fique atento a sua respiração. Não faça de forma mecânica, se envolva a música e
procure se expressar de forma sentimental. Fique atento a correta leitura rítmica.

Não seja displicente com sua postura, observe a si mesmo e


procure uma perfeita postura das mãos e do corpo,
conforme temos ensinado. Uma perfeita técnica só pode ser
construída sobre uma correta postura. A posição das mãos e
do corpo deve ser confortável. Ao lado observe a foto do
Mestre Rampal como exemplo de excelente postura.

64. Dó Sustenido/ Ré bemol (Faça Lentamente o exercício)


Primeira Oitava Segunda Oitava

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65. Mi bemol/Ré Sustenido (Faça Lentamente o exercício)


Primeira Oitava Segunda Oitava

66. Sol Sustenido/Lá bemol (Faça Lentamente o exercício)

*O sol sustenido/Lá bemol tem a mesma digitação para a primeira e segunda oitava.

Ouvir é aprender, ouça os Concertos indicados abaixo. Encontre


67. Lá da segunda oitava grátis no Site Estudantes de flauta.
(1) Mercadante, Flute Concerto in E Minor.
(2) Franz Benda, Flute Concerto in E minor.

68.

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Fique atento a correta leitura rítmica.


69. House of the Rising Sun (Música folclórica Americana)

70. Si da terceira oitava. A digitação do Si da segunda oitava é igual ao da primeira oitava.


A medida que avançamos, novas notas são acrescentadas e maior controle da embocadura é exigido.
Lembre-se que em relação as notas graves, as notas mais agudas devem ter um sopro com ângulo mais
para frente, um sopro mais veloz adquirido pelo leve fechamento entre os lábios, conforme vimos na
lição 54.

71. Exercícios do si. Faça lentamente, procurando uma rica e homogenia sonoridade em todas as notas.

72. Jean-Baptiste Lully, Au Clair De La Lume

73. Novo ritmo: Semínima pontuada

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Exercício melódico

74. Lowell Mason: Nearer, My God To Thee (Música do Filme Titanic)

75. Largo da Sinfonia Novo Mundo de Dvorak. Fique atento a correta leitura rítmica.

76. Novo ritmo: colcheia pontuada

Chopin, Prelúdio, Op. 28, Nº 7.- Não faça essa bela peça de forma mecânica, se envolva a música e
procure se expressar de forma sentimental. Fique atento a correta leitura rítmica.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 36


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É importante não confundir o ritmo de com . É muito comum o erro de


77. O Tannenbaum executar como ou vise versa. Portanto fique atendo na correta leitura rítmica!

78. Dó da terceira oitava Na nota dó da segunda e terceira oitava, não digitamos o polegar da mão
*Dó da terceira tem a mesma
esquerda. Não cometa o erro de pensar que o polegar da mão esquerda é
digitação da segunda.
um apoio para sustentação da flauta, apertando com força a chave.

79.Exercícios do Dó

80. Cluck, Dance of the Blessed Spirits (primeira parte)– Essa música exige um bom controle de ar por
ter notas longas e ser lenta, portanto, fique atento a sua respiração. Não faça de forma mecânica, se
envolva a música e procure se expressar de forma sentimental. Fique atento a correta leitura rítmica.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 37


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81. Exercícios de diferentes tipos de ligaduras. Apenas com o uso de diferentes tipos de ligadura, o
resultado musical é bem variado. Algumas ligaduras são mais fáceis e outras mais difíceis. Segue alguns
tipos de ligaduras das mais utilizadas e as execute como se fossem peças melódicas.

As Lições 82 a 88 são exercícios de técnica. Faça cada lição com muita atenção, busque uma sincronia
perfeita entre as notas e uma excelente afinação e sonoridade. No começo de cada ligadura, a
articulação na primeira nota deve ser muito definida, precisa e clara. Mesmo após passar estas lições,
você deverá refazê-las para aperfeiçoamento no período de um a dois meses.
82. Exercícios: As ligaduras aparecem apenas nos primeiros compassos e o etc indica que todos os
demais compassos devem continuar ligados igualmente.

*refaça este exercício com tipos de ligadura C, D e E apresentado na Lição 81.


83. Exercícios

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A essa altura dos estudos, esperamos que tenha desenvolvido uma correta postura do
corpo e mãos. Procure sempre a perfeita, natural e confortável postura para tocar.
84. Exercícios

*refaça este exercício com seguinte tipo de ligadura:


85. Exercício: Faça este exercício com os seguintes tipos de ligadura.

86.Exercício: Faça este exercício com os seguintes tipos de ligadura.

87.Exercício

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*refaça este exercício com tipos de ligadura C, D e E apresentado na Lição 81.


88.

Embora possa seguir em frete nas lições, no período de um a dois meses, faça diariamente as lições 82
e 88. Isso é importante para que seu desenvolvimento técnico motor.

A partir da lição 89 da Parte II, você poderá fazer simultaneamente o Estudo de Dinâmica na página 50.

89. Novo Ritmo: Sincopa

Musica: Harold Lowden, Moderato (Sincopa tipo A)

90. Exercício de Sincopa (Sincopa tipo B)

91. Edward Elgar, Pompand Circumstance

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 40


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As notas na terceira oitava possuem digitações diferentes, complexa e uma
embocadura mais fechada e firme. As notas na terceira oitava são as mais agudas
92. Ré da terceira oitava da flauta e o sopro precisa de maior velocidade e direcionado mais para frente.
Ao passo que as notas vão se tornando mais agudas, a embocadura vai ficando
mais firme, no entanto, sem excesso de tensão nos lábios de modo a espremer os
lábios e o som. Refazer a lição 54 contribuirá no aprendizado da terceira oitava.

93. Escala com Ré da terceira oitava. Faça bem lentamente para desenvolver a sonoridade e digitação.

94. When the Saints Go Marching In

95. Mozart, Menuet od Mr. Duport

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A partir da lição 96 da Parte II, você poderá fazer simultaneamente a Parte


IV: 23 músicas cristãs para estudo melódico e rítmico e a Parte V: 20 Peças
96. Beethoven, Minuet
fáceis de estudos melódicos para Flauta.

97. J. S. Bach, Gavotte

98. Novo Ritmo: Semicolcheias

99. Trecho do Concerto para Flauta em Sol maior de Pergolesi.

100. Trecho da Sonata para flauta em Fá maior de Telemann.

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O Mi da terceira oitava é uma nota difícil de emitir por ter maior resistência para
soar, para superar essa dificuldade, sopre com maior intensidade, mas sem gritar
101. Mi da terceira oitava a nota. Algumas flautas possuem um dispositivo chamado Mi mecânico ou G
Disc/NEL/ G Insert que facilitam a emissão desta nota. Confira este dispositivo no
Glossário do mecanismo e partes da Flauta no final deste método.

102. Escala com Mi da terceira oitava. Faça bem lentamente para desenvolver a sonoridade e digitação.

103. Exercício melódico

104.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 43


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Na terceira oitava as notas tendem a uma afinação mais alta, preste atenção
105. Fá da terceira oitava na afinação e a corrija sobrando mais pare dentro quando afinação ficar alta.
Como escreveu Taffanel: “Ao executar qualquer exercício, por mais difícil que
seja, recorde sempre que antes de se preocupar com os dedos, se preocupe
com a pureza do som e uma rigorosa afinação”.

106. Escala com Fá da terceira oitava. Faça bem lentamente para desenvolver a sonoridade e digitação.

107. Carnaval de Veneza

108. Compasso Composto: Offenbach, Barcarolle

* Confira na página 135 como funciona os ritornelos em forma de casas 1 e 2.

Método de Iniciação em Flauta Transversal - Nova Edição 44


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Fique atento a correta leitura rítmica.


109. Martini, Plaisir D’Amour

110. Reinecke, Flute Concerto. Trecho simplificado

* Mi Sustenido é igual Fá natural


111. Vivaldi, Cantabile

112. Mozart, Aria from ‘The Magic Flute’. O Staccatoé indicado por um ponto acima ou abaixo da nota ( ) e
sua execução encurta a duração da nota acrescida de silencio até somar o valor total. Staccato nos soa como saltos
ou pulsos curtos. No staccato articule com muita clareza, precisão e bela sonoridade logo no início da cada nota.

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A terceira oitava é naturalmente mais alta e vibrante, mas o grande


113. Sol da terceira oitava desafio é tocá-la sem gritar as notas. Controle sua emissão de ar sobre
a nota e tome cuidado com o excesso de tensão nos lábios de modo a
espremer a embocadura e o som. Procure uma sonoridade agradável.

114. Escala com Sol da terceira oitava. Faça bem lentamente para desenvolver a sonoridade e digitação.

115. Ovid Young, Minha fé vive

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116. Alguns acidentes da terceira oitava

Ré #/ Mi b da 3ª oitava Fá # / Sol b da 3ª oitava Sol #/ Lá b da 3ª oitava

Exercícios: 1-Refaça a lição 93 acrescentada o Do# e Re#. 2-Refaça a lição 102 com Sib e Mib. 3-
Refaça a lição 114 com Fá#. 4-Refaça a lição 114 com Solb. 5-Refaça a lição 114 com Sol#.
Musica: Trecho de Hummel, Trio for Flute, Celloand Piano, Op. 78.

117. Sibelius, Finlândia Op. 26

118. Lá da terceira oitava

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119. Escala com Lá da terceira oitava. Faça bem lentamente para desenvolver a sonoridade e digitação.

120. Beethoven, Ode ToJoy – Procure um som intenso, alegre e brilhante.

121. Trecho simplificado do solo de Ravel, Daphnis et Chloésuite no.2.

* Mi # é igual a Fá natural.

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122. Exercício Melódico

123. Si natural da terceira oitava


* A digitação ideal do Si da terceira oitava é com a chave do Re#/Mi b apertada, mas para
facilitar sua emissão, pode-se não apertá-la. Mas para tocar essa nota sem apertar a chave
do Re#/Mi b, é necessário corrigir com a embocadura a afinação desta nota.

124. Exercício Melódico

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125. Passagem difícil com # variado. Trecho melódico simplificado do Concerto para Flauta de Nielsen.

*Para novos sustenidos (#), pesquise a digitação na tabela de digitação no fim do método.

125. Si b da terceira oitava

126. Exercício Melódico para Si b.

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As Lições 127 a 130 são exercícios de técnica para notas da terceira oitava. Faça cada lição com muita
atenção e busque uma sincronia perfeita entre as notas, uma excelente afinação e sonoridade.

127.

128.

129.

130.

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Parabéns por ter chegado até aqui e concluído a segunda parte deste método. Esperamos que tenha
feito com empenho e conquistado os seguintes pontos:
- Excelente embocadura.
- Excelente, confortável e natural postura do corpo e das mãos.
- Um excelente controle da respiração.
- Uma clara e precisa articulação.
- Uma excelente digitação de todas as notas.
- Um domínio da sonoridade nas três oitavas.

A flauta transversal exige muitos anos de estudos e dedicação, não pare por aqui, continue a
desenvolver seus estudos nas partes seguintes e poderá fazer simultaneamente a Parte VII: Estudos
diários de sonoridade e técnica e a Parte VIII: Estudos de escala em forma de duo.

Luthieria Mascolo de reparos em Flauta Transversal


Mascolo Flute Center de São Paulo

Nilson Mascolo Filho & Cinthia Mascolo


Luthieria Mascolo de reparos de Flauta oferece serviços de sapatilhamento, limpeza, lubrificação,
ajustes, banhos de prata e ouro, desamassados e revisões gerais. Uma flauta bem ajustada e sapatilhas
com excelente vedação hermética é essencial para o Flautista, além de outros detalhes importantes.
Segue indicação do Luthier de flauta Nilson Mascolo Filho e Cinthia Mascolo.
Nilson Mascolo Filho - nilsonmascolo@gmail.com
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Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 52


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Parte III
Na terceira parte temos as lições para o aprendizado de vibrato, adornos.

131. Vibrato. Vibrato. O vibrato é importante para dar mais sentimento a nossa sonoridade. O vibrato
deve ser feito com controle; você precisa saber executá-lo com ondas mais longas e curtas, mais rápido
e lento. Todos os flautistas têm seu próprio vibrato, com suas próprias caraterísticas; é possível
reconhecer um flautista em função de seu vibrato. Você deve construir o seu próprio vibrato a seu gosto
pessoal. Uma observação importante é que o vibrato não deve ser a razão do som, devemos saber tocar
qualquer frase musical com ou sem o vibrato.

Como Fazer o Vibrato: O Vibrato é a variação da coluna de ar através da garganta. No vibrato o ar se


alterna entre uma maior e menor quantidade, como se fossem pulsos de ar, mas com a coluna de ar
sempre continua, sem interrupção de seu fluxo.

Para poder aprender o vibrato, podemos usar algumas semelhanças e ele é semelhante ao tossir
suavemente com a garganta aberta, sobrando a vogal “Ô”. Outra semelhança é o rourourou do Papai
Noel. No vibrato é muito importante manter a garganta sempre aberta para livre fluxo de ar. Para o
aprendizado do vibrato, faça o exercício com papel antes de fazê-lo em sua flauta. Segue três exercícios:

1) Exercício com papel


Utilizando um pequeno papel de tamanho aproximado de 8x8cm, segure pela sua parte inferior e
assopre na parte superior do papel como se estivesse executando o vibrato na flauta. Observe a
oscilação do papel que se curvará para frente com o fluxo de ar e voltará a sua posição original quando
diminuído o fluxo de ar. Faça este exercício de modo que a oscilação do papel seja uniforme e regular.
Comece com ritmo lento e aumente sua velocidade aos poucos.

2) Exercício com a flauta


Abaixo das notas, representamos as seis oscilações de ondas do vibrato que você deve executar. Faça o
exercício na primeira oitava, conforme escrito, e refaça oitavando na segunda oitava.

Um bom exercício no aprendizado do vibrato é ouvir atentamente os grandes mestres da flauta


prestando muita atenção em seus vibratos. No site Estudantes de Flauta procure gravações dos
Mestres: Jean-Pierre Rampal, Shigenori Kudo, Claudi Arimay, James Galway, Maxence Larrieu, Peter-
Lukas Graf, András Adorján, Julius Baker, Emmanuel Pahud, Aurelio Nicolet, Alan Marion, Patrick Gallois,
e muitos outros.

3) Refaça as seguintes lições, mas COM O USO DO VIBRATO.


53. Amazing Grace 80. Cluck, Dance oftheBlessedSpirits
63. Chopin, Fantaisie Impromptu 91. Edward Elgar, PompandCircumstance
74. Lowell Mason: Nearer, MyGodToThee 95. Mozart, Menuetod Mr. Duport
75. Largo da Sinfonia Novo Mundo de Dvorak 107. Carnaval de Veneza
76. Chopin, Prelúdio, Op. 28, Nº 7. - 111. Vivaldi, Cantabile
77. O Tannenbaum (GermanChirstmas) 117. Sibelius, Finlândia Op. 26

Faça também as músicas da Parte IV: 23 músicas cristãs para estudo melódico e rítmico e da Parte V: 20
Peças fáceis de estudos melódicos para Flauta

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132. Saint-Saëns, Le Cygne from Le Carnaval des Animaux

133. Estudo de dinâmica: Para boa interpretação e musicalidade, a variação do volume do som é
essencial, você precisa adquirir o domínio de tocar mais forte e mais baixo(piano) com sua flauta. Este
exercício lhe ajudará a adquirir a capacidade de variar o volume de sua sonoridade nas diversas formas
de dinâmica. Neste estudo de dinâmica, é importante procurar uma bela sonoridade, limpa, clara e
muito bem projetada no forte e piano. Faça o exercício de forma lenta e atente a afinação, quando mais
forte o som, mais tende a uma afinação alta e quando mais piano o som tende a uma afinação baixa e,
você deve corrigir isto com sua embocadura. Quando crescendo ao forte, você deve aumentar
espaçamento entre lábios por onde assopramos e cobrir um pouco mais o bocal, assoprando mais para
dentro da flauta, - mas com muito muito cuidado guiado por sua percepção da afinação; quando
decrescendo ao piano, o volume da coluna de ar deve ser menor, diminuindo o espaçamento entre
lábios, mantendo a mesma pressão e velocidade, assoprando mais para fora, - mas tudo com muito
muito cuidado guiado por sua percepção da afinação.

Faça lento e com seguintes articulações:

Exercício A

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Exercício B

Exercício C

Exercício D

Refaça as músicas que mais gostou na Parte II, variando em dinâmica, da forma que achar mais bonito.

134. R. Schumann, Traumerei from Kinderszenen, Op. 15, No. 7

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135. Apogiatura é uma nota acrescentada a uma nota principal, e seu valor é executado igual ou metade
da nota principal.O símbolo da Apogiatura é uma pequena nota antes da nota principal.Apogiatura vem
do Italiano, 'Apoggiare', e significa apoiar. A Apogiatura tem o objetivo de reforçar uma determinada
nota na frase musical. Para ficar mais clara e fácil a compreensão, observe as pautas abaixo onde
demonstra a forma de se escrever a Apogiatura e de ser executada.

Como Escrito

Como executar

Gluck, Dance of the Blessed Spirits

136. Notita, também chamado de Petite Note, Grace Note, é uma nota acrescentada a uma nota
Principal, e sua execução é muito rápida antes da nota principal. O símbolo da Notita é uma pequena
colcheia cruzada por um traço. Para ficar mais clara e fácil a compreensão, observe as pautas abaixo
onde demonstra a forma de se escrever a Notita e deser executado.

Como Escrito

Como executar

Gossec, Gavotte– Allegretto

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137. Trinado, também chamado de Trino, Trill, Trille, é um adorno, um “enfeite” executado com
freqüência na música. O Trinado são repetições regulares e rápidas a partir de uma nota principal e sua
próxima nota superior. O símbolo do trinado é o tr acima da nota principal do trinado e a duração do
trinado é igual ao tempo de duração da nota principal. Para ficar mais clara e fácil a compreensão,
observe as pautas abaixo onde demonstra a forma de se escrever o Trinado e a forma de ser executar.
Observe dois exemplos de trinados e faça os exercícios proposto. Para conferir as posições das
digitações nos trinados, veja a Tabela das digitações dos trinados no final deste método.

Exemplo 1
Como Escrito

Como executar

Exemplo 2

Como Escrito

Como executar

Exercício 1

Exercício 2

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*Existem centenas de trinados e no decorrer dos estudos você poderá conferir a digitação a ser usada na Tabela das
digitações dos trinados no final deste método.

138. Mordente, como o trinado, ele é um adorno, um enfeite executado com frequência na música.
Mordente é uma digitação rápida (batimento rápido) de uma nota principal a sua nota superior ou
inferior, e de volta a nota principal. O símbolo do mordente é acima da nota principal. Para ficar mais
clara e fácil a compreensão, observe as pautas abaixo onde demonstra a forma de se escrever o
Mordente e a forma de ser executar. As posições da digitação do mordente são as ‘mesmas’ do trino,
portanto, para conferir as posições da digitação no mordente, veja a Tabela das digitações dos trinados
na página 86.

Como Escrito

Como Executar

Marcello, Flute Sonata No. 1 in F major, 3º Mvto: Largo.

139. Grupeto ou como também é chamado, Gruppetto, Doublé e Boblado, é um pequeno grupo de
notas acrescentado a uma nota Principal, executado rapidamente antes de seguir a nota seguinte. O
símbolo do Grupeto é e fica na parte de cima e entre a nota principal e a seguinte. Para ficar mais
clara e fácil a compreensão, observe as pautas abaixo onde demonstra a forma de se escrever o Grupeto
e a forma de ser executar.

Como Escrito

Como Executar

Lento

Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 58


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Quando no Grupeto há um acidente acima do símbolo , isso indica que a primeira nota

superior do conjunto de notas será com aquele acidente indicado; quando abaixo , isso indica
que a nota mais inferior do conjunto de notas será com aquele acidente indicado. Veja exemplos abaixo.

Lento

140. Estudo Melódico de Louis Drouet com diversos adornos: Apogiatura, Notita, Trinado, Mordente,
Grupeto. Faça este estudo executando todos os adornos indicados. Adagio = 66bpm.

Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 59


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Parte IV
23 músicas cristãs para estudo melódico e rítmico
Nesta quarta parte temos uma seleção de 23 músicas cristãs para estudo melódico e rítmico. As músicas
cristãs são ricas em melodias e bem elaboradas ritmicamente. Independentemente de sua fé e religião,
estas músicas contribuirão em seu desenvolvimento na flauta. Faça cada música com uma perfeita
leitura rítmica, sonoridade e musicalidade.

1.Hino – Procure uma articulação clara e bem destacada. Nossa sugestão é exercitar as lições de 31 a 34
da Parte II do Método.

2.Hino: Harold Lowden, Moderato – Procure um som mais quente e profundo.

3.Hino Trust and obey – Procure uma sonoridade bela e homogênea nas frases com intervalos.

4. Hino- Neste hino, não deixe que a nota Dó da primeira oitava soe sem volume e fraco.

Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 60


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5.Hino – melodia Melodia C. H. Gabirel - Procure uma articulação clara e suave.

6. Hino Converse – A medida que desça ou suba nos intervalos nas frases musicais deste hino,
homogenize a sonoridade em intensidade e belo tom.

7. Hino Moment by Moment M. W. Moody (coro)–Procure uma bela sonoridade e fraseado musical.

8. Hino Shepherd by W.B. Bradbury– Procure uma articulação clara e um bom tom nos intervalos ligados.

Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 61


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9. Hino Darwall by John Darwall - Procure uma articulação clara, um bom tom e fraseado.

10. Hin Battle Hymn by J. W. Steffe - Procure uma articulação clara e bem destacada.

12. Hino Promisses by R. K. Carter - Procure uma articulação clara e bem destacada.

13. Hino I Need Thee by R. Lowry- Procure uma sonoridade emotiva e fique atento a correta leitura rítmica.

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14. Regent Square by H. Smart – Fique atento aos bemóis e procure uma bela sonoridade.

15. Hino Glory of God - Fique atento a perfeita leitura rítmica.


É importante não confundir o ritmo de com . É muito comum o erro de executar como
ou vise versa. Portanto fique atendo para não cometer esse erro.

16. Hino Gathered in Christ – Procure uma sonoridade limpa, homogênea e emotiva.

17. Cântico Ao Único (Coroamos) – Este cântico com notas longas, exige um bom controle de ar,
portanto, fique atento a sua respiração. Procure um belo tom e se expresse de forma sentimental.

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18. The Gospel by D. B. Towner–Procure uma sonoridade suave e não gritada, principalmente no Dó.

19. Hino Glory of Christ (Sincopa tipo B) – Fique muito atento a perfeita leitura rítmica.

20. Hino Ein’ Feste Burg by Lutero – Procure uma sonoridade firme e alegre.

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21. Hino Safeity by H. E. Smith – Fique atentos a leitura rítmica, um belo tom e uma articulação clara.

22. Hino Heavenly Sunlinght by G. H. Cook - Não deixe que a nota Dó da primeira oitava soe sem volume
e fraco. Procure uma articulação clara e bem definida.

23. Bach, Jesu, Joy of Man's Desiring (Jesus alegria dos homens)–Procure uma sonoridade bonita, alegre
e homogênea.

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Oitavar: Oitava é um conjunto de nota existente entre uma nota e sua primeira repetição acima ou
abaixo.

Oitava

Quando descrevemos para oitavar uma nota, queremos dizer que se deve tocar como se ela fosse sua
próxima repetição mais aguda. Os hinários e coletâneas cristãs com partitura, geralmente são escritos
de uma forma geral para todos os instrumentos e em função disso as escritas para voz da flauta ficam na
parte mais grave do pentagrama. Em muitos dos hinos são necessários que os flautistas oitavem a
escrita da flauta para que estejam na altura ideal de seu instrumento. Veja exemplo abaixo de como a
partitura está escrita e como o flautista deve tocar ao oitavar. É importante notar que o Oitavar em
hinários deve ser feita de memória, não são necessários reescrever a partitura, mas sim de memorial
tocar a sua respectiva nota mais aguda.

Como Escrito

Como deve tocar ao Oitavar

Exercício: Refaça os Hinos 1 ao 14 oitavando.

Continue a estudar os hinos no hinário com partitura utilizado pela sua igreja, ele é uma fonte rica de
lindas melodias e desafios técnicos.

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Parte V
20 Peças fáceis de estudos melódicos para Flauta
Nesta quinta parte temos uma seleção de 20 peças fáceis de estudos melódicos para flautados grandes
compositores. Peças de estudos melódicos para flauta são composições para flauta com melodias,
porém com objetivo de desenvolver a técnica, sonoridade e musicalidade. Os estudos aqui apresentados
são simplificados e parciais. No fim destes estudos segue uma lista de estudos que indicaremos para que
adquira e os estude por completo.

Estudos1 – Andantino (Th. Boehm, Op. 37, Suite I)

Estudo 2 – Allegretto – Nilson Mascolo Filho

Estudo 3 - Allegro (L. Drouet, 25 Studi, Estudo 1)

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Estudo 4 – Andante – Nilson Mascolo Filho

Estudo 5 – Allegro moderato (Koehler, op.33, book 1, Estudo 1)

Estudo 6 – Andante – Nilson Mascolo Filho

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Estudo 7 – Moderato e tranquilo (Gariboldi, Studies in C major)

Estudo 8 – Allegro (Berbiguier, 18 Etudes, Estudo 1)

Estudo 9 – Andante – Nilson Mascolo Filho

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Estudo 10 – Allegro (Berbiguier, 18 Etudes, Estudo 8)

Estudo 11 – Andante Cantabile – Nilson Mascolo Filho

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Estudo 12 – Allegro - Nilson Mascolo Filho

Estudo 13 – Allegro moderato - Nilson Mascolo Filho

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Estudo 14 – Allegro ma non tropo - Nilson Mascolo Filho

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Refaça este com os seguintes acidentes:

Estudo 15 - Allegro (L. Drouet, 25 Studi, Estudo 2)

Estudo 16 – Adagio - Nilson Mascolo Filho

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Estudo 17 - Allegro (L. Drouet, 25 Studi, Estudo 11)

Estudos 18–Moderato -Andersen – Estudos 1 do Op. 41.

Estudos 19- Animato - Andersen – Estudos 2 do Op. 41.

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Estudos 20 – Andantino - Andersen – Estudos 3 do Op. 41.

Indicações de grandes peças de estudos melódicos para Flauta


Segue indicações em grau de dificuldade de excelentes estudos:
1 - Gariboldi, 30 Estudos progressivos para Flauta
2 - Caratgé, 12 Études faciles
3 - Gariboldi, Studi op 132
4 - Andersen, op 41
5 - Koehler, op.33, book 1
6 - Berbiguier, 18 Etudes
7 - Drouet, 25 Studi
8 - Hugues, 40 Studies for flute, Opus 101
9 - Taffanel & Gaubert, 24 Études progressives - EP
10 - Drouet, 72 Estudos para flauta (Studies for the boehm flute)
Todos estes estudos estão disponíveis na Área Vip Estudantes de Flauta.

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Parte VI
Na sexta parte segue alguns duos, trios, quartetos e quinteto para tocar com seu professor e amigos. Ao
tocá-los procure uma excelente afinação, homogeneidade e sincronia sonora entre as flautas.

Dueto I: Danny Boy for two Flute

FL1

FL2

Dueto II: Devienne, Duo 1, Op. 82 - Allegro

FL1

FL2

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Dueto III: Devienne, Duo 2, Op. 82 -Moderato

FL1

FL2

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DuetoIV:Devienne, Duo 4, Op. 82 -Andante

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Dueto V: Allegreto - Kummer. Duo Flute N. 1, Allegreto, op. 20

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Trio I: Bach, Menuetin G major

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Trio II: Shepherd by W. B. Bradbury

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QuartetI: Tack o Gud

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Quintet I : Nicaea by J. B. Dykes

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Nosso Canal no Youtube

Nobres Flautistas se inscrevam em meu novo canal no Youtube Estudantes de Flauta por
Nilson Mascolo Filho. Neste canal postaremos conteúdo do universo flautistíco... vídeo
aulas, entrevistas, reviews, métodos e afins. Acesse, deixe seu like e se inscreva no canal.
www.youtube.com/user/nilsonmascolo

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Parte VII
Exercícios diários Sonoridade e Técnica
Nesta sétima parte do método, segue os exercícios diários para aprender e desenvolver sua sonoridade
e técnica. Os Estudos de sonoridade e técnica devem ser praticados simultaneamente.

Breve Estudo diário de Sonoridade


Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................87
Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................89
Estudo da primeira oitava.....................................................................................................................91

Estudo diário de Técnica


1 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior......................................................................................93
2 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior......................................................................................95
3 - Estudo de intervalos.......................................................................................................................98
4 - Estudo de Escalas Cromáticas........................................................................................................102
5 - Estudo de Escalas maiores e menores...........................................................................................103

Para os flautistas que já tocam, mas não tiveram uma formação mais técnica e apurada, instruímos que
além desta sétima parte, façam as primeiras partes deste método para eventuais correções de uma
incompleta ou errada formação, correção da incorreta posição, embocadura e digitação, além de
adquirir uma melhor leitura no desenvolver de cada lição.

Os estudos diários são divididos em duas partes, estudos de sonoridade e estudos de técnica. Ambos os
estudos devem ser feitos paralelamente, ambos os estudos devem ser feitos diariamente.

Quanto de tempo devo me dedicar diariamente ao estudo de sonoridade e ao estudo de técnica?


Os estudos de sonoridade e os estudos de técnica devem serem feitos juntos e diariamente, e o tempo
dedicado a cada um deles está sugerido no quadro abaixo segundo o tempo que você poderá reservar
diariamente.

20 minutos 40 minutos 60 minutos 90 minutos 120 minutos


diários diários diários diários diários
Estudo de 10 minutos 15 minutos 20 minutos 30 minutos 30 minutos
Sonoridade
Estudo de 10 minutos 25 minutos 40 minutos 60 minutos 90minutos
Técnica

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Exercícios diários de Sonoridade


O estudo de sonoridade tem como objetivo melhorar o nosso som, deixando-o mais bonito. Ele se
baseia em notas longas em forma de escala cromática e com intervalos gradualmente progressivos.
Estes exercícios devem ser executados de forma lenta e com muita atenção. No início do século 19, o
grande flautista e inventor Theobald Boehm apresentou em seu livro “The Flute and Flute-playing in
Acoustical, Technical, and Artistic Aspects” esta forma eficiente de estudar sonoridade e décadas depois,
o flautista francês Marcel Moyses escreveu sua obra prima " De La Sonorite - Art Et Technique" com
mesmo conceito que Boehm originalmente inventou. Mesmo hoje, séculos depois de Boehm nos
ensinar esta forma de estudar sonoridade, é ainda o modo mais eficiente e no qual uso neste método e
inúmeros autores que escreveram sobre sonoridade igualmente.

Embocadura
Para desenvolver uma bela sonoridade, evite dois tipos de embocadura; a Embocadura do sorriso e a
embocadura do beijo selinho.
Embocadura do sorriso: Um dos problemas comuns de embocadura é a “embocadura do sorriso”. Ela
consiste em esticar e tencionar de forma excessiva os cantos dos lábios. Veja a
figura da ‘embocadura do sorriso’ onde as setas vermelhas indicam as tensões
excessivas nos cantos dos lábios

Embocadura beijo selinho: Outro problema de embocadura menos comum é a “embocadura beijo
selinho”. Ela consiste em comprimir de forma excessiva o lábio superior. Veja
figura da embocadura do beijo selinho onde as setas vermelhas indicam a
excessiva tensão dos lábios superior.

A boa Embocadura: A correta e boa embocadura deve ter uma forma natural, sem tencionar os cantos
dos lábios excessivamente como se faz na embocadura do sorriso e nem
comprimir o lábio superior como a embocadura beijo selinho. Na embocadura
correta, os cantos dos lábios são levemente esticados, de forma natural, o
necessário para a abertura entre os lábios para o assopro.

É importante manter a garganta sempre aberta, para o livre fluxo do ar, como um Tenor cantando “Ô”.

Desafio do nosso instrumento


A Flauta Transversal apresenta algumas dificuldades próprias do instrumento. A notas graves tendem a
perder intensidade, corpo e cor. As notas mais agudas tendem a ter som forte e estridente. Outra
dificuldade de nosso instrumento é o fato de nem todas as notas possuírem a mesma qualidade e
afinação. Em função disto nosso desafio é homogeneizar a intensidade, cor, beleza do timbre e sua
afinação em todas as oitavas.

Objetivos
Propriedades como cor, brilho, projeção, volume, afinação e pureza do som são tratadas no estudo de
sonoridade; procure melhorar o som em cada uma destas propriedades.

O primeiro passo no estudo de Sonoridade é homogeneizar a intensidade de todas as notas, concentre-


se em seu som e não deixe que as notas mais graves fiquem piano (baixa) e as agudas estridentes.
Depois de obter progresso na homogeneização da intensidade das notas, concentre-se na cor de seu
som, tente executar com cores quentes ou frias; cores a seu gosto, igualmente em todas as oitavas.

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Outro aspecto importante da sonoridade é a projeção, você precisa projetar o som para longe, não deve
se fechar em si mesmo, mas projetar seu som para a plateia. Os demais aspectos do som como brilho,
volume e pureza também se deve procurar nestes estudos de sonoridade.

É difícil perceber estas propriedades do som no início, visto que é algo abstrato, mas todas essas
propriedades estão presentes. No estudo de Sonoridade, mais do que apenas praticar as lições, o ouvir
e discernir o próprio som é fundamental. Quanto mais aplicar seus ouvidos e se concentrar em sua
sonoridade, melhor e mais rápido se desenvolverá. No desenvolver de todas essas propriedades do som,
lembre-se que deve ser feita em cima da mais apurada afinação.

No começo o estudo de sonoridade pode ser difícil, cansativo e monótono, mas persista porque esse é o
caminho para obter um belo som. Ao estudar sonoridade não o faça de modo mecânico: envolva-se com
cada nota, pense nela como sendo a nota mais importante e bela de um concerto.

Primeira Oitava:
1) Faça lentamente

* Somente Flauta com Pé em Si

2) Faça lentamente

* Somente Flauta com Pé em Si

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3) Faça lentamente.

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Segunda Oitava:
Antes de continuar o estudo da segunda oitava, é importante desenvolver a sonoridade apenas com o
bocal. Tocando apenas com o bocal, sem tapar sua extremidade, a nota que soará será o Sol sustenido.
Toque apenas com o bocal a nota Sol sustenido em duas oitavas, conforme aslições 1 a 3 abaixo. Nestes
exercícios é necessário produzir as notas das duas oitavas sem assoprar mais forte, apenas controlando
a embocadura.

1) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade.

2) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade, respeitando a ligadura.

3) Faça lentamente usando apenas o bocal, sem tapar sua extremidade, respeitando a ligadura.

É importante executar intervalos apenas com o controle da embocadura, sem assoprar mais forte. No
entanto, para homogeneizar o som, é necessário em algumas notas assoprar mais ar e em outras
menos. Mas isso só poderá ser feito corretamente se antes for adquirido o domínio de fazer intervalos
sem assoprar mais forte, apenas com o controle da embocadura.

Agora com a flauta completa, faça as seguintes lições:

1) Faça lentamente

2) Faça Lentamente

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3) Lento e Ligado: Aplique aqui as mesmas orientações apresentada no exercício três da primeira oitava.

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Terceira Oitava:
Antes de continuar o estudo da terceira oitava, é importante desenvolver a sonoridade de intervalos
com notas harmônicas ( ). No exercício com notas harmônicas, com apenas uma única digitação
tocamos três notas diferentes, sem assoprar mais ar, apenas controlando a embocadura. Por exemplo, o
primeiro exercício com nota Sol, com apenas a digitação da nota Sol e com a mesma coluna de
ar, tocamos as três notas: Sol da primeira oitava, Sol da segunda oitava e Ré da terceira oitava.
Faça todos os exercícios primeiramente com as notas harmônicas e depois com seus dedilhados
correspondentes, conforme indicado na partitura.

1)Lento e Ligado

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2) Lento e Ligado

3) Lento e Ligado

Para continue desenvolvendo sua sonoridade, indico os seguintes métodos:


1 - Estudo de Sonoridade Vol. II de Mascolo;
2 - De la Sonorité - Art et Techiqique de Marcel Moyse;
3 - La Technique d'embouchure de Philippe Bernold;
4 - Le Souffle, Le Son (The Wind, The Sound) de Philippe Bernold
5 - The 28 Day Warm Up Book de Paul Edmund Davies

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Estudo Técnico baseado em escala e intervalos


Os estudos de Técnica abordam o elemento técnico fundamental na performance da flauta: o
desenvolvimento técnico-motor. Os exercícios são baseados em escalas e intervalos por ser o estudo de
escala e intervalos, a base fundamental no estudo da flauta.

Ao executar cada estudo em forma de escalas e intervalos, busque uma sincronia perfeita entre as
notas, além de uma excelente afinação e sonoridade. Comece seus estudos de escala e intervalo
lentamente e aumente a velocidade à medida que se sentir seguro.

Nosso corpo aprende por repetições, portanto, é necessário executar diariamente as lições deste livro
para obter progresso satisfatório. Faça as lições na ordem apresentada no livro e só siga para próxima
ao ter obtido excelente progresso. Tocar flauta é fazer música: esteja executando uma única nota ou
uma escala, coloque sua musicalidade nela.

A postura do corpo e das mãos é essencial para o bom desenvolvimento técnico, portanto, confira sua
postura e procure corrigir de imediato quaisquer erros. Para conferir a correta posições estude
atentamente a primeira parte deste método.

1 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior


Faça as escalas com as diferentes formas de ligadura indicadas abaixo:

Escala de Sol maior

Escala de Ré maior

Escala de Lá maior

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Escala de Mi maior

Escala de Si maior

Escala de Fá maior

Escala de Si b maior

Escala de Mi b maior

Escala de Lá b maior

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Escala de Ré b maior

Escala de Dó maior

2 - Estudo de Escala: Estudo de Escala Maior


Faça as escalas com as diferentes formas de ligadura indicadas abaixo:

Dó maior

Fá maior

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Sí b maior

Mi b maior

Lá b maior

Ré b maior

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Sol maior

Ré maior

Lá maior

Mi maior

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Si maior

Como um estudo mais avançado, refaça este estudo de escala uma oirava acima (oitavando).

3 - Estudo de intervalos
Estudo de intervalos em escalas maiores.
Faça o estudo de intervalos com as diferentes formas de articulação indicadas abaixo:

Escala de Fá maior

Escala de Si b maior

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Escala de Mi b maior

Escala de Lá b maior

Escala de Ré b maior

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Escala de Sol maior

Escala de Ré maior

Escala de Lá maior

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Escala de Mi maior

Escala de Si maior

Escala de Fá # maior

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Escala de Dó maior

* Executar Dó para flauta pé em Dó e Si para flauta Pé em Si

Como um estudo mais avançado, refaça este estudo de intervalos uma oirava acima (oitavando).

4- Estudo de Escalas Cromáticas:


1. Faça como está escrito
2. Refaça toda a escala cromática com as diferentes formas de ligadura:

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5- Estudo de Escalas maiores e menores


Concentre-se na sincronização perfeita entre os dedos, mas sem deixar de lado uma bela sonoridade e
musicalidade. Comece o estudo de forma lenta e aumente a velocidade à medida que se sentir seguro.

Faça com seguintes articulações:

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Indicações de grandes Métodos para estudos de Escala e Técnica.

Segue indicações em grau de dificuldade:


1 - Mascolo, Método de Técnica baseado em escalas e intervalos - Volume I
2 - Mascolo, Estudo de Técnica baseado em escalas e intervalos - Volume II
3 - Trevor Wye, Técnica para Flauta
4 - Trevor Wye, Estudos de Perfeccionamento
5 - Reichert, 7 Exercicios Diários para Flauta, Op. 5.
6 - Taffanel, GrandsExercicesJournaliers de Mécanisme (EJ)
7 – Robert, Cavally, VelocityStudies – Book 1, 2 e 3.
8 – Robert, Cavally, ScaleStudies – Book 1, 2 e 3.
9 - Moyse, Exercicios Diários (cromáticos e Escalas)
10 - Moyse, Exercícios Técnicos e Cromáticos
11 - Moyse, Exercícios de Escalas e Arpejos
Todos estes estudos estão disponíveis na Área Vip Estudantes de Flauta.

Onde devo trocar as Sapatilhas da minha Flauta

As Sapatilhas na Flauta Transversal têm um papel fundamental para o desempenho do


instrumento. Um flauta estudante com sapatilhas de qualidade e perfeitamente ajustadas,
tocará muito melhor do que uma super flauta profissional com ruim sapatilhamento e mal
ajustes. Para garantir o bom desempenho da sua flauta, leve a um bom profissional. Segue
indicação onde poderá revisar sua flauta com toda segurança e qualidade.
Luthieria Mascolo de reparos em Flauta Transversal
Rua Abadiânia, 673
Vila Guilhermina - São Paulo, SP
Nilson Mascolo Filho - nilsonmascolo@gmail.com
Fone e WhatsApp: (11) 99366-0470
www.mascoloflutecenter.com

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Parte VIII
Na oitava parte estão os estudos de escala em forma de dueto.

Para o bom desenvolvimento sugerimos que o aluno


inicialmente toque a flauta 1 e o professor a flauta 2; e
posteriormente refaça com o aluno tocando a flauta 2 e o
professor a flauta 1. Afine as flautas entre si e não faça dos duetos um duelo, uma disputa ou um
estudo individual. Ouça atentamente seu parceiro flautista e homogenize sua sonoridade com ele.

1–Duo Estudo de escala


1) Sol maior

2) Ré maior

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3) Lá maior

4) Mi maior

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5) Si maior

6) Fá maior

7) Si b maior

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8) Mi b maior

9) Lá b maior

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10) Ré b maior

11) Dó maior

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2–Duo Estudo de intervalos


1) Dó maior

2) Fá maior

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3) Si b maior

4) Mi b maior

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5) Lá b maior

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6) Ré b maior

7) Sol maior

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8) Ré maior

9) Lá maior

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10) Mi maior

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11) Si maior

Indicações de grandes Estudos em forma de Dueto


Continue seus estudos em forma de duetos nos três estudos indicados abaixo. Segue indicações em grau
de dificuldade:
1 - Mascolo, Método de Técnica em forma de Dueto para Flauta Transversal
2 - Altès, Méthode de flûte (em forma de Duetos)
3 - Koehlerr, 40 estudos progressivos (Forty Progressive Duets).

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Um verdadeiro universo do conhecimento da flauta

Área Vip do Site Estudantes de Flauta é a área para assinante do site Estudantes de Flauta. Temos aqui
Parte
um verdadeiro universo do conhecimento da flauta IXvocê se tornar um grande flautista, tudo o que
para
você precisa em um clique. Temos uma grande Biblioteca comdoEstudos
Na nona parte estão as lições para o aprendizado golpe depara
língua duploe ePartituras
flauta triplo. de
músicas e muito mais.

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Articulação Dupla: Até aqui utilizávamos da articulação simples com apenas um movimento da
língua (Te, De, Du...) no ataque das notas. Esse tipo de ataque simples é ineficiente em músicas rápida,
portanto é necessário usar outro tipo de articulação no qual chamamos de ‘articulação de golpe dublo’.
O Golpe Duplo funciona com a pronúncia das silabas “De – Gue”, “De – Gue” que permite que por um
pequeno, leve e curto movimento da língua, se ataque rapidamente duas notas, uma na ponta da língua
(De) e outra atrás (Gue). A dificuldade do Golpe Duplo está na sincronização com as notas a serem
articuladas e na igualdade na qualidade do ataque entre ambos os movimentos “De” e “Gue”. No inicio
a sonoridade da silaba “Gue” soa oca e sem qualidade, por isso devemos trabalhar bem os exercícios de
Golpe Duplo com intento de adquirir igualdade em qualidade sonora e clareza em ambas as silabas “De
– Gue”. Inicialmente faça os exercícios com movimento lentos para adquirir força, sincronia e boa
sonoridade do “Gue”. Além do uso do De – Gue, é comum o uso de silabas como: “Te – Ke”, “Tu – Ku”
e “Du – Gu”.

Exercícios A

Exercícios B: Um proveitoso fora de estudo de Golpe Duplo é estudar separados o “De” e o “Gue”.
Com apenas “De”

Com apenas “Gue”

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Exercite o até “Gue” com muita atenção, procurando uma bela sonoridade e clareza no ataque.

Exercícios C

Exercícios D

Exercícios E

Exercícios F

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Exercícios G

Exercícios G

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Exercícios H

Exercícios I

Exercícios J

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Exercício K

Exercício L

* Faça as escalas da Parte VII: Estudos diários de sonoridade e técnica com uso do golpe dublo.

Andersen, 26 pequenos caprichos, Opus 37, N. 4 (reduzido) – Use golpe dublo.

Paganini, Moto perpetuo, Op. 11 (Trecho) – Use neste musica golpe dublo.

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Segue indicações de excelentes métodos para continuar desenvolvendo o golpe dublo.


1 - Trevor Wye, Articulações (Golpe Simples, Dublo, Triplo e etc)
2 - Paul Edmund Davies , 28 Day Warm Up Book
3 - Taffanel, Parte 3 do Método para Flauta (Golpe Dublo e Triplo)

Articulação Tripla: O golpe triplo não é uma nova forma de golpe de língua, mas simplesmente a
mistura entre o golpe simples e o dublo em ritmos ternários de execução muito rápidos. Veja abaixo
exemplo e exercícios.

Exercício A

Exercício B

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Exercício C

Exercício D

Exercício E

Segue indicações de excelentes métodos para continuar desenvolvendo o golpe triplo. Estes métodos
estão disponíveis na Área Vip Estudantes de Flauta.
1 - Trevor Wye, Articulações (Golpe Simples, Dublo, Triplo e etc)
2 - Paul Edmund Davies , 28 Day Warm Up Book
3 - Taffanel, Parte 3 do Método para Flauta (Golpe Dublo e Triplo)

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Tabela de Digitação da Flauta


Na tabela das posições regulares das notas da flauta transversal. Estão representadas apenas as chaves
nos quais apertamos com os dedos. As Chaves pintadas representam as que devemos fechar e as não
pitadas as que devemos deixar abertas.

Tabela 01 de 02

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Tabela 02 de 02

Lista de músicas para ouvir: ouça todas!


Flute Concerto Devienne, Sinfonia Concertante in G major for 2 flutes and
Mozart, Flute Concerto No.1 em G maior, K313 orchestra, op. 76.
Mozart, Flute Concerto No.2 em D maior, K314. Bernhard Romberg, Flute Concerto op.17.
Mozart, Flute Concerto for Flute, Harp e Orchestra, K299 Carl Stamitz, Flute Concerto in G major.
Vivaldi, Flute Concerto No. 1 in F major, RV 433, Op.10 - "La Boccherini, Flute Concerto in D, Op. 27 (G.489).
tempesta di mare". Reinecke, Flute Concerto in D major, Op 283.
Vivaldi, Flute Concerto No. 2 in G minor, RV 439, Op. 10 - Cimarosa, Concerto para 2 flautas em G maior.
"La notte". Khachaturian, Concerto para Flauta e Orquestra.
Vivaldi, Flute Concerto No. 3 in D major, RV 428, Op. 10 - "Il J.S. Bach, Brandenburg Concerto no. 5.
gardellino". Carl Nielsen, Flute Concerto and Orchestra.
Vivaldi, Flute Concerto No. 4 in G major, RV 435, Op. 10. Giovanni BattistaPergolesi, Concerto para Flauta e G maior.
Vivaldi, Flute Concerto No. 5 in F major, RV 434, Op. 10. Joaquín Rodrigo, Concerto Pastoral para Flauta e Orquestra.
Vivaldi, Flute Concerto No. 6 in G major, RV 437, Op. 10. Franz Danzi, Flute Concerto No. 1 op. 30 in G major.
Vivaldi, Concerto for 2 Flutes in C Major, RV533. André Jolivet, Concerto per flauto e orchestra No.1 (1949).
Vivaldi, Conciertoen Re Mayor Rv 427.
Vivaldi,Conciertoen Sol Mayor Rv 414. Sonatas e Suites para Flauta
Mercadante, Flute Concerto in E Minor. J. S. Bach, Partita para Flauta Solo, BWV 1013.
Franz Benda, Flute Concerto in E minor. J. S. Bach, Sonata para Flauta em G menor, BWV 1020.
C.P.E. Bach, Flute Concerto in D Minor. J. S. Bach, Sonata para Flauta em B menor, BWV 1030.
Carl Philipp Emanuel Bach, Flute Concerto in G major. J. S. Bach, Sonata para Flauta em E bemol, BWV 1031.
Carl Philipp Emanuel Bach, Sonata for Flute solo in A minor. J. S. Bach, Sonata para Flauta em A maior, BWV 1032.
Ibert, Flute Concerto J. S. Bach, Sonata para Flauta em C maior, BWV 1033.
Devienne, Flute Concerto N.7. J.S. Bach, Sonata em E menor para Flauta, BWV 1034.
J. S. Bach, Sonata para Flauta em E maior, BWV 1035.

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J.S. Bach, Sonata in G Major BWV 1039. F Tchaikovsky, None but the Weary Heart, Op.6, Nº 6.
J. S. Bach, 2 Flutes Sonata BWV 1039. Tchaikovsky, SerenadeMelancolique, Op. 26.
C.P.E.Bach, Triosonata D-moll. Pietro Mascagni, Intermezzo sinfonico,
Mozart, Sonata em C maior, K. 14. "CavalleriaRusticana" (Ópera).
Mozart, Sonata for 2 Pianos (2 Flautas) in D major, K. 448, E. Krakamp, Fantasy ou Verdi`sTraviata.
Claude Debussy, Sonata for Flute, Viola & Harp. Briccialdi, Carnival de Venice for Flute and Orchestra.
Poulenc, Sonata For Flute and Piano. Chopin, Variations on a Theme by Rossini.
Sergei Prokofiev, Sonata para Flauta e Piano, N.2 op. 94. GrigorasDinicu, Hora Staccato.
Philippe Gaubert, Sonata No.3 para Flauta. Villa-Lobos, Assobio a Jato.
Telemann, Sonata para Flauta em G maior. Villa-Lobos, Bachianas Brasileiras No.6 Aria.
C. Franck, Sonata em A maior. Villa Lobos, Chôros No.2.
Donizetti, Sonata em C maior para Flauta e Piano. Villa-Lobos, Melodia Sentimental.
Carl Reinecke, Sonata Op. 167 "Undine", Rimsky Korsakov, The Flight of the Bumble Bee.
Pierre Sancan, Sonatine para Flauta e Piano. Bazzini, La ronde de lutins.
C. M. Widor, Suite for flute and piano. Theobald Boehm, Grand Polonaise, op. 16.
Boehm, Souvenir des Alpes.
Trios, Quartetos Dvorak, Humoresque, op.101,No.7.
Mozart, Quartet in D major K. 285 Dvorak, CzechSuite Op.39,
Mozart, Quartet in G major K. 285a Gluck, Dance of the Blessed Spirits.
Mozart, Quartet in C major K. 285b E.Satie, Gymnopedies No 1.
Mozart, Quartet in A major K. 298 Paganini, La Campanella
Friedrich Kuhlau, Trio in G major, Op. 119. Paganini Moto Perpetuo.
Kuhlau, Flute Trio in G minor, Op. 13, No. 2. Riccardo Drigo, LesMillions d'Arlequin.
Trois duos de Mendelssohn et Lachner. Gaubert, Nocturne&Allegretto Scherzando para flauta
Gaubert, Fantaisie para Flauta e Piano.
OutrasbelasComposições para Flauta Gaubert, Madrigal.
Mozart, Andante for Flute and Piano in C major, K. 315. Gaubert, Orientale.
Mozart, Andante for Flute & Orchestra in C major, K. 315 Gaubert, Nocturne et Allegoscherzando for Flute and Piano.
Mozart, Rondò K. Anh. 184 (D Major). Beethoven, Romance in F major, Op.50.
C.Chaminade, Concertino Op.107. Beethoven, Duo Flutes in G major (WoO 26).
Genin, Carnaval de Veneza. Rachmaninoff, Vocalise.
Genin, Fantasia su La Traviata op. 18 diG.Verdi. Jolivet, Chant de Linos.
Taffanel, Fantaisie for flute. Piazzolla, Café 1930 (Historia del Tango).
Taffanel, Fantasie "Francesca da Rimini". Astor Piazzolla, Oblivion.
Taffanel, Grande Fantasie on the Themes from 'Mignon. Mozart, 12 Variations on "Ah vousdirais-je, Maman", K.265.
Bizet, Entr'acte from Bizet's Carmen. Johann Pachelbel, Canon in D Major.
Bizet-Borne, Carmen Fantasy. Maurice Durufle, Prelude, Recitatif et variations, Op. 3.
Jules Mouquet, La Flute de Pan, Op.15. Greensleeves para Flauta e Harpa.
J.S. Bach, Arioso. Danny Boy.
J.S. Bach, Badinerie. As 12 Fantasias para flauta solo de Telemann
J. S. Bach, Aria na quarta Corda. Claude Bolling , Flute Suite Jazz nº 1
Doppler, DuettinoAmericain, Op. 37. Claude Bolling, Flute Suite Jazz nº 2
Doppler, Andante e Rondo.
Doppler, Fantasie PastoraleHongroise, Op 26. Sinfonias com solos de flauta
Doppler, Rigoletto Fantasie para duas Flautas e Piano, Op. Beethoven, Symphony No. 3 in E flat major, Op. 55 (Eroica).
38. Beethoven, Symphony No. 4 in B Major, Op. 60
Doppler, Paraphrase La Sonnambula op.42 for two flutes Beethoven, Symphony No. 5 in C minor, Op. 67.
Doppler , Airs Valaques Op.10. Beethoven, Symphony No. 6 in F major, Op. 68 (Pastoral).
Jules Massenet, Méditation from Thais. Beethoven, Symphony No. 7 in A major, Op. 92.
Debussy, Clair de Lune. J.S.Bach, Gloria.
Debussy, Syrinx. Bizet, Entr'acte from Bizet's Carmen.
Claude Debussy, Prélude à l'après-midi d'un faune Brahms, Symphony No. 4
Debussy, En Bateau. Bruckner, Symphony No.4 in E-flat major, WAB 104.
Enesco, Cantabile Presto. Bruckner Symphony No 7 E major (WAB 107).
Gabriel Fauré, Berceuse Op.16. Debussy, Prelude to "The Afternoon of a Faun".
G. Fauré, Pavane, Op.50. Debussy, Prélude à l'Après-midi d'UnFaune.
Gabriel Faure, Sicilienne Op.78. Dvorák, Symphony No. 8, Solo da Flauta.
Gabriel Faure, Fantaisie, Op 79. Antonín Dvořák , Cello Concerto in B minor, Op. 104, B. 191.
Gabriel Fauré, Morceau de Concours. Mendelssohn, Symphony No. 4 in A major, Op. 90.
KuhlauBrillant Duo No. 1 Op. 102 Sergei Prokofiew,Romeo and Julia.
Friedrich Kuhlau, Trio in G major, Op. 119 Ravel, Daphnis et Chloésuite no.2
Franz & Karl Doppler. Rigoletto Fantasie para duas Flauta Ravel, Bolero.
Trio in G minor, Op. 13, No. 2. Rossini, Guillaume Tell.
Robert Schumann, 3 Romance. Rossini, La Gazza Ladra, Overture.
Schubert, Introduction and Variations flauta e piano. Rossini, William Tell Overture
Jacques Ibert, Entr'acte for flute & harp. Shostakovich, Symphony No. 5 in D minor, Op. 47.
Godard, Suite de Trios Morceaux.
Godard, Waltz (Pieces n.3) Op 116 from Suite Of Three Ouça obrigatoriamente e grátis a cada uma
Pieces. destas músicas no site Estudantes de Flauta.
Tchaikovsky, Lesnsky Aria from Eugene Onegin

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Nomes dos Grandes Flautistas: Existem inúmeros grandes Mestres da Flauta e segue aqui uma
pequena lista com apenas alguns dos nomes, segundo gosto pessoal dos autores deste Método:

Shigenori Kudo
Jean-Pierre Rampal Claudi Arimay

Alan Marion Emmanuel Pahud Jacques Zoon Paul Edmund-Davie


Maxence Larrieu Formisano Davide Ransom Wilson Felix Renggli
Peter-Lukas Graf Philippe Bernold Emily Beynon Gary Schocker
András Adorján Philippe Boucly Jeanne Baxtresser Paula Robison
Aurelio Nicolet Denis Bouriakov Robert Aitken Jim Walker
Julius Baker Raffaele Trevisani Robert Langewin Carol Wincenc
James Galway Juergen Franz Mathieu Dufour Dieter Flury
Patrick Gallois Wolfgang Schulz Michael Hasel Walter Auer
Marcel Moyse Bruno Meier Michael Cox Rogério Wolf
William Bennett Amy Porter Michel Bellavance José Ananias
Andreas Blau Karl-Heinz Schütz Jean-Louis Beaumadier Jeffrey Khaner
Michel Debost Philipp Jundt Julien Beaudiment Jasmine Choi
Apêndice de teoria musical para flautistas:
Propriedades do Som:
A música é a arte do som. O Som possui quatro propriedades:
1) Duração: Tempo de produção do som que pode ser menor ou de maior duração.
2) Intensidade: propriedade de ser mais fraco ou mais forte, como faz o botão de volume do radio.
3) Altura: propriedade do som ser mais grave ou agudo. Por causa desta propriedade distinguimos voz fina e
voz grossa.
4) Timbre: a qualidade e característica do som, que nos permite identificar e distinguir sons diferentes uns
dos outros. Por causa do timbre podemos identificar a pessoa que fala ao telefone sem visualiza-la.

Notas e suas representações:


O Som musical é representado no papel por símbolos chamado Nota, conforme seu formato e sua posição no
pentagrama, ela representa a duração e a altura.

Representação da Duração:
Com diferentes notas, podemos representar o tempo de duração de um som.

Duração das notas com a Semínima como Unidade de Tempo


Veja abaixo valores de duração das notas, com a semínima como unidade de tempo.

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É essência
decorar os
nomes e
valores das
notas.

É mais comum o uso da Semínima como a unidade de tempo, mas também o uso da Mínima como unidade de
tempo também é usado. Veja abaixo tabela com a Mínima como unidade de tempo.

Duração das notas com a Mínima como Unidade de Tempo


Veja abaixo valores de duração das notas, com a Mínima como unidade de tempo.

Pausa
Pausa é nota que não tem som, mas tem duração. Cada Nota tem sua pausa correspondente:

Nota

Pausa

Representação da Altura

Para representação da altura, a nota precisa estar escrito no pentagrama e o pentagrama é um conjunto de cinco
linhas e cinco espaços.

Linhas Espaços

O som musical é representa por sete notas e na ordem crescente são: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si. Na
ordem decrescente é Si, Lá, Sol, Fá, Mi, Ré, Dó.

A Clave atribui nome as notas quando escritas no pentagrama. Flautistas utilizam a Clave de Sol.
Usando a Clave de Sol, as notas escritas no pentagrama recebem os seguintes nomes:

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Clave de Sol É essência decorar


os nomes das notas
no pentagrama

DO Mi

Algumas notas são escritas fora do Pentagrama, por isso usam-se as linhas suplementares superiores e
inferiores.
Linhas suplementares superiores

Linhas suplementares inferiores

Oitava: Oitava é um conjunto de nota existente entre uma nota e sua


primeira repetição acima ou abaixo.

Oitava

Oitavar: Quando descrevemos para oitavar uma nota, queremos dizer que se deve tocar como se ela
fosse sua próxima repetição mais aguda.

Ligadura: É uma linha curva que une as notas de mesma altura, somando sua duração:

Quando uma ligadura une notas de altura diferentes, somente a primeira se articula e as demais tem o
mesmo sopro continuo. Ver página 19, lição 35.

Ponto de aumento: Ponto de aumento aumenta metade do seu valor.

Fermata: Fermata é um símbolo acima da nota que aumenta aproximadamente o dobro do seu
tempo.

Compasso: é a divisão da musica em pequenas partes de duração. Podemos chama-lo de organizador do


ritmo musical.

Os compassos mais comuns são os compassos binários, ternários e quaternários. Para organização dos
compassos utilizamos barras verticais sobre o pentagrama.

A Barra ‘A’ é a barra de compasso e serve para dividir os compassos da música.


A Barra ‘B’ serve para separar seções da música.
A Barra ‘C’ é a barra de Finalização da música e serve para indicar o final da Música.
A Barra ‘D’ é a barra de repetição, serve para indicar que devemos refazer aquele trecho.

Existem dois tipos de compassos, os Simples e os Compostos.

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No Compasso simples a unidade de tempo é uma nota simples, subdivisível em duas; no compasso
composto a nota é composta, subdivisível em três.

Para identificação dos compassos, usamos a formula de compasso, que indica o tipo de compasso e qual
a unidade de tempo usada na música. As formulas são diferentes para Compasso Simples e Compasso
Composto.

Formula de compasso para compasso Simples: A formula é composta de dois números, o número de
cima indica se o compasso é binários (2), ternário (3), quaternário (4); o número de baixo indica qual
nota será a unidade, ou seja, qual nota valerá um tempo. No compasso simples, a unidade do tempo é
uma nota de valor simples.
Número de
Compasso Binário Simples baixo da formula
No Compasso Binário os tempos são divido em dois tempos. de compasso:
Indica compasso Binário 1 = Semibreve
2= Mínima
Indica que a unidade é a Semínima 4= Semínima
8= Colcheia
Compasso Ternário
No Compasso ternário os tempos são divido em três tempos.

Compasso Quaternário.
No Compasso quaternário os tempos são divido em quatro tempos.

Formula de compasso para compasso Composto: A formula é composta de dois números, o número de
cima indica se o compasso é binários (6), ternário (9), quaternário (12); o número de baixo indica a nota
da subdivisão da unidade de tempo do valor composto. No compasso composto, a unidade do tempo é
uma nota de valor composto.

Indica compasso Binário Composto (6)

Indica qual é a nota subdivisão da unidade de tempo


Casa 1 e casa 2: para economizar escrever trechos repetitivamente, se utiliza sinal de casa 1 e casa 2,
onde na primeira execução se faz até casa 1 e retorna ao início da frase; na segunda execução pula-se a
casa 1 para casa 2.

Na segunda execução pula-se a casa 1

Representação da Intensidade: A intensidade é representada por sinais de dinâmica que indicam execução de som
mais forte ou mais fraco.

- Forte - Tocar forte, com maior intensidade.

- Mezzo forte - Tocar com força moderada (intensidade normal)

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- Piano – Tocar mais baixo, com menor intensidade, mais suave.

- Fortíssimo- Tocar mais forte ainda do que o forte ( )

- Pianíssimo – Tocar mais baixo ainda que o piano ( )

Glossário do mecanismo e partes da Flauta


Partes da Flauta: A Flauta Transversal é composta em três parte:
1. Cabeça (Headjoints) - também chamada de bocal;
2. Corpo (Middlejoint);
3. Pé (Footjoint).

Lip Plate (Porta-Lábio): É a placa de apoia do queixo e lábio inferior para


formação a embocadura. No Lip Plate (Porta-Lábio) temos várias partes
importantes no qual destaco o Riser.

Riser (Chaminé da porta-lábio): Riser é a parede do furo do bocal, também conhecido como Chaminé.
O Riser conecta o Porta-lábio (Lip Plate) ao tubo do bocal e é a parte
aonde nosso sopro se choca para produzir o som da flauta. Por ser
uma parte importante na produção do som, mesmo que a flauta não
seja parcial ou inteira de metais nobres, muitos fabricantes oferecem
bocais com opcional Riser de prata, ouro ou platina.

Footjoint C (Pé em Dó): Se referente ao Pé da flauta que toca até a nota dó (dó
central). Flautas que têm o pé que produz até a nota Dó são chamadas de Flauta
de Pé em Dó (footjoint C). Veja abaixo Pentagrama com a nota mais grave que as
flauta com pé em Dó pode tocar.

Footjoint B (Pé em Sí): Se referente ao Pé da flauta que toca até a nota Si, uma
nota abaixo do Dó central. Flautas que têm o pé que produz até a nota Sí são
chamadas de Flauta de Pé em Sí (footjoint B). Veja abaixo Pentagrama com a nota
mais grave que as flauta com pé em Sí pode tocar.

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C# Trill Key: A C# Trill Key é uma chave que facilita o trinado de Sí para Dó #. Se trinado serve para
facilitar a execução do trinado do Dó sustenido. A flauta sem esse recurso consegue fazer o trinado
utilizando dois dedos (polegar e dedo indicador da mão esquerda), com esse mecanismo C# Trill
Key você executa o trinado do dó sustenido apenas com indicador da mão direita.

Crown (Coroa): É a parte em forma de cúpula no final da bocal da flauta. Ele está
ligado à cortiça do bocal e pode ajustar sua posição. Estes conjuntos são muito
importantes na projeção, entonação e qualidade do som.

French Model Flute (Chaves estilo francês ou chaves vazadas): Também conhecida como chaves
abertas ou chaves vazadas, são flauta com furos centrais nas chaves para a serem tapados com nossos
dedos.

Closed Hole (Chaves fechadas): São Flautas cuja as Chaves não possuem furos de modo a exigirem que
sejam tampadas pelos dedos.

G Offset (Sol desalinhado): Se refere a posição da chave do Sol mais à frente em relação as demais
chaves da flauta, permitindo uma posição mais confortável a mão esquerda.

Inline G Key (Sol alinhado): Se refere a posição da chave do Sol alinhado com as demais chaves da
flauta. Todas as chaves são conectadas ao mesmo mecanismo. Isso exige que o dedo anelar fique mais
a frente força mais a musculatura em relação as flautas com mecanismo Sol desalinhado (G Offset).

Half-offset (Meio Sol desalinhado): Se refere a posição da chave do sol não tão a frente como é no
mecanismo G Offset (Sol desalinhado) e não em linha como é no mecanismo Inline G Key (Sol alinhado).
Half-offset seria a posição mediana entre G Offset (Sol desalinhado) e o Inline G Key (Sol alinhado).

Y-arm - Keys (Chaves de braço Y): Se refere ao braço que se conecta a Chave
em forma de Y. Maior parte das flautas estudantes e intermediarias
são construídas com Chaves de braço Y (Y-arm - Keys).

Pointed Key Arms (Chaves com braço pontudo): É o braço em forma haste pontuda que se conecta no
centro da Chave. Também conhecido como "styledkeys" ou "French pointed arms". Todos os modelos

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profissionais das flautas modernas, têm chaves com braço pontudo (Pointed Key Arms). Atualmente
muitos modelos estudantes e intermediários tem usado Pointed Key Arms.

Split E Mechanism (Mí Mecânico): É um mecanismo que facilita a emissão do Mí natural da terceira
Oitava. Mais comum em flautas com Sol desalinhado (G offset).

NEL - High E Facilitator (Disco facilitador do Mi da terceira oitava ): É um disco posto na chave que
produz o Sol e semelhante ao Split E Mechanism, facilita a emissão do Mi natural da terceira Oitava. O
Disco facilitador (High E Facilitator) do Mi da terceira oitava é por vezes referido como um “donut” ou
“disc”.

G Insert: É um disco em forma de meia Lua, posto na chave que produz o Sol e semelhante ao Split E
Mechanism, facilita a emissão do Mi natural da terceira Oitava.

Gizmo Key (Chave Gizmo): É uma pequena chave localizada no Pé em Sí (footjoint B) que tem a função
de facilitar a emissão do Dó da quarta oitava. Também conhecida como “high C facilitator".

Adjustment Screws (Parafusos de ajuste): são pequenos parafusos usados para regular o nivelamento
das chaves da flauta. Em alguns flautas esses parafusos são visíveis na parte superior do mecanismo. Em
outras flautas eles estão escondidos debaixo do mecanismo chave. Flautas profissionais são feitas à mão
e normalmente são feitas sem parafusos de ajuste e são muito mais difíceis de regulares.

D# Roller (Chave rolante do Ré#): Esta chave rolante está localizada na chave do Ré # e sua função é
facilitar a movimentação do dedo entre o Ré# e as demais notas mais graves do Pé da flauta.

Silver plated (Banhado a prata): Se refere a flauta que são banhadas de prata. Normalmente flautas
estudantes são construídas com níquel e acima do níquel são banhadas com prata. Existem flautas com
diversos materiais diferentes e banhos, os mais comuns são (1) flautas de níquel com banho de prata,
(2) flautas de prata maciça, (3) flautas de prata maciça com banho de ouro, (4) flautas de ouro maciço,
(5) flautas de platina e (6) flautas com tubo de madeira.

Ligas para Flauta: para construção da flauta é comum utilizar níquel, prata, ouro e platina.

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A Família da Flauta: Do Piccolo a Contrabaixo: A flauta transversal tem sua família a partir da flauta de
Concerto, que é a flauta que você está estudando neste método. Das variações da flauta de concerto
tempos o Flautim(Piccolo), com a sonoridade mais aguda e as Flauta Contralto em Sol, a Flauta baixo em
Dó, a Flauta Contrabaixo em Dó com a sonoridade mais grave.

Embouchure Engraving Patterns (Gravura artística no porta-lábio): São gravuras ornamentais


realizadas no porta-lábios do bocal. Um opcional em quase todos os fabricantes de flauta. Veja um
exemplo abaixo:

Key Engraving (Gravura artística nas chaves): São gravuras ornamentais realizadas nas chaves da flauta.
Um opcional em quase todos os fabricantes de flauta. Veja um exemplo abaixo:

Springs (Molas): É a mola que adiciona as chaves e são fixadas abaixo das chaves. Diversos materiais são
usados para fabricação de molas para flauta, conheça os mais
usados:
1. Stainles ssteel Springs: Mola da flauta construída em Aço Inox.
2. Silver Springs: Mola da flauta construída em Prata
3. White gold springs: Mola da flauta construída em Ouro branco
4. SP-1 Springs: Mola da flauta construída com diversos materiais
nobres, molas usadas nas Flauta Altus.
5. Cooper Springs: Molas de cobre usadas nas flautas Gemeinhardt,
Armstrong, Artley nas quais não são boas.

Soldered Tone Holes (Chaminé das chaves soldado): Se refere que a


chaminé conectada aos furos dos tubos onde as sapatilhas repousam,
são fixadas através de Solda. As chaminés das chaves são soldadas no
tubo uma a uma. Este método permite uma chaminé das chaves com
espessura maior e um ponta mais aguda para vedação melhor das
sapatilhas, oferecendo maior sensibilidade e durabilidade. A opção
Soldered Tone Holes eleva significativamente o preço da flauta.

Drawn Tone Holes (Chaminé das chaves repuxada): Se refere que as


chaminés das chaves onde a sapatilhas repousa para vedação, são repuxadas
e desenhadas a partir do tubo. Esse é um processo mais barato na construção
da flauta, por isso é usado nas flautas para menor custo.

HandmadeFlutes (Flauta Artesanal ou feita a mão): Se refere as flautas feito de forma artesanal, feitas
à mão. Todas as flautas profissionais são Handmade e com isso se tem altíssima qualidade. É melhor
uma flauta feita à mão com apenas um bocal de prata maciça do que uma flauta inteira de prata mas
feito em máquina. Na flauta a construção sobre sai ao material.

PlateauModelFlute: Se refere as flautas tradicionais que usam pinos pontudos, inseridos nas hastes do
mecanismo interno para manter algumas chaves em uma posição fixa. A maioria das flautas hoje, são
Plateau Model.

Seamed Tubing (Tubos com costura): Se refere aos tubos da flauta feito a partir de pedaços de metal
onde são enrolados e costurados, permitindo que a estrutura molecular do metal permanecer intacta.
Flautas com tubo com costura (Seamed Tubing) são de alto nível, para flautas profissionais mais
avançadas.

Pads (Sapatilha): Sapatilhas são "almofadas" fixadas na parte interna das chaves
e sua função é vedar a passagem de ar quando pressionados sobre a Chaminé das
chaves. Existem diversos tipos de sapatilhas, para mais detalhes acesse artigo:

Método de iniciação em Flauta Transversal - Edição ampliada e comentada 139


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Straubinger Pads: Sapatilhas Straubinger ™ são projetados especificamente para flautas feitas à mão
(Handmade) e são compostos por diferentes materiais e componentes que uma sapatilha tradicional. A
sapatilha Straubinger ™ é 90% mais estável do que as sapatilhas tradicionais.

Tubing Thickness (Espessura do tubo): Se refere à espessura do tubo usado na construção de flauta.
Muitas flautas feitas à mão (Handmade) são feitas com tudo de espessura fina de 0,36mm (Thin-wall -
0,014 "), espessura média 0,41mm (medium-wall - 0,016") e espessura grossa 0,46mm (heavy-wall -
0,018 "). Geralmente, quanto mais espesso for o tubo, mais escuro será o som da flauta.

Marcas de Flauta: Existe muitos fabricantes de flautas e segue a lista dos melhores fabricantes de flauta:
Altus, Muramatsu, Sankyo, Miyazawa, Powell, Burkart, Wm. S. Haynes, Yamaha, Nagahara, Landell,
Brannen, Straubinger, Pearl e outras.

Referência: as descrições e fotos foram retiradas da Flute World e dos sites dos fabricantes de
flauta: Altus Flutes, Brannen Flutes, Burkart Flutes, Wm. S. Haynes, Miyazawa Flutes, Muramatsu Flute,
Nagahara Flutes, Sankyo Flutes, Straubinger Flutes e Yamaha Flutes.

Breve Dicionário dos Termos Musicais

Ária - Composição estruturada para uma só voz (ou instrumento), com acompanhamento instrumental.
Figura nas óperas e oratórias. É através das árias que, muitas vezes, a capacidade vocal do cantor é
demonstrada.

Barroco - Estilo muito ornamentado nascido em Itália com a monodia acompanhada e a invenção do
baixo contínuo. Neste período de um século e meio (1600-1750, sensivelmente), entre a Renascença e o
Classicismo, surgem a ópera, a cantata, o oratório e desenvolvem-se a sonata, o concerto e a música
para teclado, especialmente para órgão. A utilização do baixo contínuo e a teoria dos afectos
caracterizam este período da História da Música. Entre os grandes compositores deste período contam-
se Giovanni Gabrieli, Claudio Monteverdi, Antonio Vivaldi, Domenico Scarlatti, Johann Sebastian Bach,
George Frederick Haendel.

Bel Canto - Canto Bonito, canção bonita. Este termo italiano significa ainda as qualidades
extraordinárias dos grandes cantores italianos do Século XVIII e inícios do Século XIX

Cadência - (1) Combinação de acordes que dividem as frases da música entre si e produzem o efeito da
pontuação na escrita; (2) Passo de brilhante virtuosismo solista que aparece durante a interpretação de
uma obra, geralmente no fim, para mostrar a capacidade técnica do executante.

Cantata - Composição para uma ou mais vozes com acompanhamento instrumental. Compõe-se de
várias partes (recitativo, árias, coros) e pode ser dramática, religiosa, etc.

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Clássica, música - É a música que foi escrita no período clássico, um período em que predominava o
desejo da perfeição artístico. Aquela em que predomina a música absoluta ou pura. Decorre entre cerco
de 1750 e 1820. São compositores clássicos Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert. Formaram a primeira
escola de Viena.

Concerto - Termo com dois significados: um, o de execução pública de música; outro, o de uma forma
musical para um ou mais instrumentos solistas com orquestra.

Concerto Grosso - Termo italiano para designar uma composição destinada a uma pequena orquestra
de cordas em que esta é dividida em 2 grupos: concertino (entre 2 a 5 solistas) e ripieno ou grosso (resto
da orquestra).

Concerto Solo - Deriva do concerto grosso e significa a alternância de temas entre um único
instrumento solista e a orquestra.

Coro - (1 ) Conjunto de cantores, agrupados de modo a que cada parte da composição é cantada não
por uma voz solista, mas por um naipe ou conjunto de vozes semelhantes. A música coral é geralmente
escrita para quatro naipes: sopranos, contraltos, tenores e baixos; (2) composição destinada a este
conjunto.

Doxologia - Forma laudatória utilizada na liturgia no fim de um salmo, hino ou outra oração. O canto dos
salmos e cânticos da Liturgia das Horas é concluído com "Gloria Patri...", ou "Glória ao Pai, ao Filho e ao
Espírito Santo".

Dueto - Conjunto de duas vozes ou composição para duas vozes, estilo diálogo.

Fantasia - Composição musical totalmente livre que não apresenta características especiais no ritmo ou
forma.

Hino - Poema estrófico a Deus, Cristo, aos santos, que termina muitas com uma doxologia à Santíssima
Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). A palavra pode designar também a música identificativa de uma
congregação, associação, movimento religioso, região, país.

Improvisar - Execução instrumental ou vocal espontânea, ou seja, sem prévia preparação.

Música de câmara - Música destinada a uma pequena sala de concertos, geralmente composta para um
reduzido grupo de instrumentos ou vozes.

Ópera - Obra musical dramática em que alguns ou todos os papéis são cantados por actores. Uma
combinação de drama, espetáculo e música, tendo está a principal função.

Opus (lat.) - Termo latino que significa obra ou trabalho. A partir do século XVII, seguida de um número,
serve para estabelecer a ordem de classificação das obras de um compositor.
Orquestra - (1) Conjunto de instrumentos ou instrumentistas executando uma obra musical (no teatro
ou concerto); (2) na Grécia chamava-se orquestra à parte do teatro que ficava no que é hoje o espaço
entre o palco e a plateia.

Recital - Concerto dado por um só intérprete ou um grupo reduzido.

Sinfonia - Composição, para orquestra, de grandes dimensões e dividida em partes que se denominam
andamentos. Na Sinfonia não existe um instrumento solo, a melodia está com todos ou em alguns
pequenos trechos passa de instrumento a outro.

Solo - Peça ou trecho de uma composição em que um executante se evidencia no conjunto.

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Sonata, forma - Plano base, usados frequentemente para os primeiros andamentos das sonatas,
sinfonias, quartetos de corda e outras obras instrumentais. Baseia-se em dois temas ou grupos
temáticos e divide-se em três secções principais: exposição, desenvolvimento e reexposição.

Sonatina - Sonata de pequenas dimensões.

Suite - Conjunto de fragmentos instrumentais independentes entre si, que se executam um após outro,
formando um todo.

Uníssono - Execução simultânea da mesma nota por dois ou mais executantes. O exemplo mais
frequente é o canto em uníssono, em que todos os intérpretes cantam a mesma melodia, sem qualquer
harmonização.

Variação - Forma de música instrumental (mais raramente vocal) em que se procura tirar partido de um
determinado tema, usando vários recursos de transformação e alteração de que a arte dispõe e que
podem ir desde o emprego de ornamentações até à diminuição ou alargamento do próprio tema.

Virtuoso - Superior domínio de técnica vocal ou instrumental que permite ao executante não só uma
grande perfeição, como também tirar proveito de todos os recursos da voz ou do instrumento.

Grandes compositores por período


Segue nomes de alguns dos grandes compositores por período.

Barroco Giuseppe Tartini (1692 - Johann Christoph Friedrich


Claudio Monteverdi (1567 - 1770) Bach – J. C. F. Bach (1732 -
1643) Giuseppe Sammartini (1695 1795)
Jean-Baptiste Lully (1632 - - 1750) Franz Joseph Haydn (1732 -
1687) Jean-Marie Leclair (1697 - 1809)
Johann Christoph Bach – J.C. 1764) Christoph Friedrich Bach C.
Bach (1642 - 1703) Johann Joachim Quantz F. Bach (1732 - 1795)
Johann Pachelbel (1653 - (1697 - 1773) François-Joseph Gossec
1706) Michel Blavet (1700 - 1768) (1734 - 1829)
Arcangelo Corelli (1653 - Giovanni BattistaSammartini Johann Christian Bach - J. C.
1713) (1700 - 1775) Bach (1735 - 1782)
Henry Purcell (1659 - 1695) BaldassareGaluppi (1706 - Michael Haydn (1737 - 1806)
François Couperin (1668 - 1785) Jan KrtitelVanhal (1739 -
1733) Michel Corrette (1707 - 1813)
Alessandro Marcello (1669 - 1795) Luigi Boccherini (1743 -
1747) FrantisekBenda (1709 - 1805)
TomasoAlbinoni (1671 - 1786) Carl Stamitz (1745 - 1801)
1750) Giovanni BattistaPergolesi Domenico Cimarosa (1749 -
Antonio Vivaldi (1678 - (1710 - 1736) 1801)
1741) Wilhelm Friedemann Bach – Anton Rosetti (1750 - 1792)
Georg PhilippTelemann W. F. Bach (1710 - 1784) Giovanni BattistaViotti (1755
(1681 - 1767) Antoine Dauvergne (1713 - - 1824)
Jean-Philippe Rameau (1683 1799) Wolfgang Amadeus Mozart
- 1764) (1756 - 1791)
Johann Sebastian Bach – J. S. Classicismo ou Clássico IgnazPleyel (1757 - 1831)
Bach (1685 - 1750) Carl Philipp Emanuel Bach – François Devienne (1759 -
Georg Friedrich Haendel C. P. E. Bach (1714 - 1788) 1803)
(1685 - 1759) Carl Friedrich Abel (1723 - Ludwig Van Beethoven
William 1787) (1770 - 1827) (primeiro
HieronymousPachelbel Armand Louis Couperin período)
(1686 - 1786) (1727 - 1789) Johann NepomukHummel
Benedetto Marcello (1686 - (1778 - 1837)
1739) Mauro Giuliani (1781 - 1829)
Franz Schubert (1797 - 1828)

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Giuseppe Verdi (1813 - Jules Massenet (1842 - 1912)


Romantismo 1901) Gabriel Fauré (1845 - 1924)
Ludwig van Beethoven (1770 Charles Gounod (1818 - Giacomo Puccini (1858 -
- 1827) (últimas obras) 1893) 1924)
NiccolòPaganini (1782 - Jacques Offenbach (1819 - Gustav Mahler (1860 - 1911)
1840) 1880) Pietro Mascagni (1863 -
Saverio Mercadante (1785 - José Maria Xavier (1819 - 1945)
1870) 1887) Ferruccio Busoni (1866 -
Carl Maria von Weber (1786 Henri Vieuxtemps (1820 - 1924)
- 1826) 1881) Erik Satie (1866 - 1925)
Carl Czerny (1791 - 1857) Giovanni Bottesini (1821 - Charles Koechlin (1867 -
Gioacchino Rossini (1792 - 1889) 1950)
1868) César Franck (1822 - 1890) Sergei Rachmaninoff (1873 -
Franz Schubert (1797 - 1828) Anton Bruckner (1824 - 1943)
GaetanoDonizetti (1797 - 1896)
1848) Johann Strauss (1825 - 1899) Pós-Romantismo
Hector Berlioz (1803 - 1869) Johannes Brahms (1833 - Gustav Mahler (1860 - 1911)
Johann Strauss I (1804 - 1897) Richard Strauss (1864 -
1849) Camille Saint-Saëns (1835 - 1949)
Felix Mendelssohn (1809 - 1921)
1847) Léo Delibes (1836 - 1891) Impressionismo
Frédéric Chopin (1810 - Antônio Carlos Gomes (1836 Claude Debussy (1862 -
1849) - 1896) 1918)
Robert Schumann (1810 - Georges Bizet (1838 - 1875) Maurice Ravel (1875 - 1937)
1856) PiotrIlyitch Tchaikovsky
Franz Liszt (1811 - 1886) (1840 - 1893)
Richard Wagner (1813 - Antonín Dvořák (1841 -
1883) 1904)

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Nilson Mascolo Filho - nilsonmascolo@gmail.com - (11) 99366-0470

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Tabela das digitações do Trinado


Um trinado é uma rápida alternância entre uma nota base e sua nota superior(acima), conforme
aprendeu na Parte III deste método. A tabela abaixo mostra a nota base do trinado e a nota superior
que deve ser digitada com rápida alternância. As chaves a serem executados os trinados são indicadas
em vermelho. Quando há mais de uma chave em vermelho, isso indica que ambas deve ser executada
simultaneamente.
A = Lá
B = Si
C = Dó
D = Ré
Nota base
do Trinado E = Mi
F = Fá
G = Sol

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* Original: “Trill fingerings — Includes instructions on how to play trills”. Essa tabela foi copiada com
permissão do excelente site Flute Tunes. Flute Tunes é um dos melhores sites de partituras para flauta
transversal - www.flutetunes.com.

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