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O Ritual do Pilar do Meio

No presente regime de disciplina espiritual, foi feita toda


tentativa de evitar referências a sistemas alheios ou o uso de
palavras estranhas ou nomes com os quais o estudante
médio pode não estar familiarizado. Neste exercício,
queremos usar algumas palavras ou nomes divinos em
hebraico. Não há virtude por si nestas palavras. Elas são
tradicionais e emitem um tipo de vibração sonora que é útil
para nós – e isso é tudo. Nenhuma outra palavra foi
encontrada em inglês que sirva mais ou menos à mesma
finalidade. Portanto, o estudante deve entender que não está
envolvido nenhum preconceito religioso na utilização destas
palavras.

O método a ser descrito é chamado de Ritual do Pilar do


Meio – embora não seja um ritual formalizado no sentido
empregado do termo. Ele é derivado de uma filosofia arcaica
e mística chamada Cabala. O esquema central desta filosofia
é conhecido como a Árvore da Vida, que consiste em dez
centros dispostos em um padrão de Três Pilares. Aqui
estamos preocupados apenas com o Pilar do Meio, o Pilar do
Equilíbrio situado entre as outras duas colunas da
Severidade e da Misericórdia.

Que o estudante esteja sentado em sua agora habitual


posição de meditação. Comece com a respiração rítmica que
deve ser mantida por alguns minutos até que a agitação no
plexo solar comece, momento no qual o ritmo deve ser
automático.

Algumas autoridades afirmaram que o Self espiritual mais


alto não está completamente encarnado no ser humano
comum, mas apenas o ensombra. Grande parte da intenção
deste exercício é de aumentar a consciência dessa sombra
divina e permitir uma permeação mais completa do sistema
corpo-mente pelo Self Superior, ou Sagrado Anjo Guardião,
como foi chamado arcaicamente.

Para facilitar o desenvolvimento do estado de ânimo


necessário, o estudante pode iniciar o Ritual inteiro com
uma oração, tal como:

Santo és tu Senhor do Universo, pois a Tua glória flui até os


confins do Universo, regozijando.
Esteja agora comigo nisto, a Grande Obra, que dedico
inteiramente a Ti.
Que a minha mente esteja aberta para o Superior.
Que o meu coração seja um centro da Luz.
Que o meu corpo seja um templo do Espírito Santo.

Mais tarde, quando devem ser gerados o máximo de força e


energia, recomenda-se que a oração ou invocação seja
seguido pela invocação do Espírito Não Nascido do capítulo
anterior para reforço e exaltação adicional.

Visualize uma luz brilhante logo acima da cabeça na forma


de uma esfera ou bola mais ou menos do diâmetro de um
pires ou prato de salada. Concentre-se em seu brilho
cintilante, imaginando-a girando e vibrando, e muito em
breve haverá alguma consciência, alguma sensação ou
sentimento de algo sendo ativado acima da cabeça. Quando
sentir isso, vibre a palavra EHEIEH – pronunciada Ê-hê-
iê. (Novamente, deixe-me insistir, o significado dessas
palavras é de pouca importância aqui, apenas o valor de seu
som nos é útil agora.) Essas sílabas são igualmente
enfatizadas e devem ser vibradas lentamente, obtendo o som
máximo de cada sílaba. Com um pouco de prática, a palavra
pode ser vibrada de tal forma a dar a impressão de estar
totalmente concentrada naquela esfera de luz acima da
cabeça. Se houver alguma tendência da mente divagar –
embora que uma vez as sensações sejam sentidas, a mente
se concentra quase que automaticamente, como se fascinada
– repita a vibração do nome. Vibre o nome várias vezes, não
há limite estabelecido. A vibração não precisa ser em voz
alta, um murmúrio vigoroso realmente é tudo que é
necessário. Conforme o tempo passar, todo o procedimento
poderá ser realizado mentalmente, com a vibração sendo
executada sub-vocalmente, ou seja, silenciosamente. Mas só
depois de a técnica ter sido dominado oralmente, não antes
disso.

Caso experimente alguma dificuldade em sentir onde está


este centro, um pouco de ajuda extra é útil. Obtenha da
farmácia local um medicamento chamado HEET. (Nota do
tradutor: medicamento para artrite, que alivia a dor). A
tampa vem equipada com um pequeno adesivo. Encontre o
ponto em cima da cabeça do qual o cabelo se irradia, e
aplique uma pequena quantidade de HEET. Esfregue-o
delicadamente com os dedos até que você possa sentir o
local onde o medicamento está, pois na verdade este
produto meramente é um irritador que estimula a circulação
sanguínea nessa área. Então pare por um momento e repita
as direções acima – que há uma bola de luz girando acima
da sua cabeça.

Depois de ter se concentrado nesta esfera de luz acima da


cabeça por aproximadamente cinco minutos, ou até que a
sinta suficientemente ativada, imagine um feixe de luz que é
emitido a partir dela, descendo através da cabeça para a
garganta e o pescoço. Aqui ela se expande para formar uma
outra esfera de luz que se estende da frente para a trás do
pescoço. Formule essa esfera tão vividamente quanto você
puder , usando o nome divino YHVH ELOHIM. Este é
pronunciado como Iê-Hô-vá Ê-lô-Im, nenhuma sílaba deve
ser pronunciada mais forte do que outra. Vibre o nome
várias vezes, concentrando-se dentro desta segunda esfera,
usando um procedimento similar como o de antes, até que
haja uma consciência clara e vívida desta segunda esfera
vibrando no pescoço.
Alguns minutos depois, visualize o eixo descendo do pescoço
até o peito; repousando no plexo solar – em outras palavras,
na área do coração. Aqui ele forma uma terceira esfera de
luz brilhante, que se estende da frente para trás do peito,
mais uma vez do tamanho de um prato de salada. Mantenha
a visualização aguçada – ou melhor ainda, sinta a esfera. O
resultado é inconfundível.

É aqui que podemos ver onde alguns dos exercícios


anteriores estão rendendo dividendos elevados, tornando
mais fácil desenvolver a consciência sensorial e sentir essas
esferas girando.

Em vez do nome hebraico habitual, que é muito longo e


complicado, um nome divino gnóstico será usado. Ele é mais
curto, vibra muito bem e é muito mais fácil de usar. Este
nome é: IAO – que é pronunciado: i-á-ô. Repita a vibração
do nome quantas vezes lhe for necessário para ajudar a
mente a ficar concentrada no centro. Se necessário, uma
pequena quantidade de HEET no meio do osso do peito vai
produzir a sensação na pele suficiente para ajudá-lo a
tornar-se consciente da área a ser ativada.

Em cerca de cinco minutos, visualize o raio de luz descendo


do peito até a região pélvica, onde uma quarta esfera de luz é
formada em sua imaginação. Vibre o nome SHADDAI EL
CHAI – xá-dái-êl-hái. (O “Ch” hebraico é gutural como na
palavra escocesa para lago “loch”.) Visualize e sinta uma
intensa atividade nesta área pélvica, até que sinta todo o
centro como se fosse vivo e pulsando de energia.

Finalmente, visualize o raio de luz que desce da pélvis para


os pés, formando uma quinta esfera de luz. O nome a ser
usado aqui é ADONAI ha-ARETZ, pronunciado: Á-dô-nái
ha-á-réts. Vibre o nome divino o suficiente para que o sinta
nas extremidades inferiores, atiçando a esfera de luz em
vigorosa atividade. Sinta-a girando e vibrando como uma
esfera brilhante de energia de luz. Mantenha a mente
concentrada nela por pelo menos cinco minutos também.

Uma vasta quantidade de energia espiritual foi assim


desperta e lançada no organismo. Agora lhe resta circular
esta energia em todo o sistema.

Volte na imaginação ao topo da cabeça e, com a exalação do


ar, a energia de luz começa a fluir por todo o lado esquerdo
do corpo até os pés. Conforme você inala, imagine essa
energia espiritual ascender do lado direito até o centro da
cabeça. Visualize esta atividade como uma faixa de energia
que se desloca rapidamente, estendendo-se a alguma
distância do corpo. Faça isso várias vezes até que alcance
alguma consciência clara do movimento.

Em seguida, um gesto imaginativo semelhante deve seguir


com a energia fluindo para baixo na frente do corpo até os
pés durante a expiração, e subindo dos pés à cabeça na parte
de trás com a inalação. Isso também deve ser imaginado e
sentido ocorrendo várias vezes até que a percepção do
movimento seja clara.

Isso estabelece faixas de energia que circulam dentro e ao


redor do corpo formando um amplo campo eletromagnético
ou aura de luz branca. No entanto, o campo ainda não está
completo, requerendo outro gesto para cercar.

Retorne na imaginação para o centro do pé, e imagine que o


Pilar do Meio atingindo até o centro da cabeça é como um
tubo oco. Na inalação da respiração, é realizada a sucção que
trás a energia do centro do pé através do oco do tubo, e na
exalação ela jorra de cima da cabeça, caindo por todos os
lados como uma fonte. Os jatos de energia em torno das
margens externas do campo, caindo como uma chuva
cintilante aos pés, onde mais uma vez se reunirão no centro
do pé. Na inalação, a energia novamente é trazida pelo Pilar
do Meio para jorrar sobre a cabeça durante a expiração. Este
processo deve ser repetido com frequência até que o
resultado seja uma compreensão clara de um campo
brilhante e que vibra, no qual o estudante está fechado e
pelo qual é totalmente permeado.

Neste ponto, ele deve embarcar em uma meditação na qual


está fechado na Luz do Espírito e, portanto, é uno com a
Vida Una que pulsa através do universo e que unifica todos
os seres e todas as coisas. Se isso ajudá-lo a alcançar o grau
de exaltação necessário, pode-se recitar algo inspirador,
como uma passagem de “A Tragédia do Mundo” de Crowley:

Ouvi então! Por Abrasax! A barreira da irremovível estrela


Está quebrada – IO! Asar!
Meu espírito está envolto no vento da luz;
Ele é arrebatado nas asas da noite,
De plumas negras são as maravilhosas asas,
Mas a prata do luar lança-se sutilmente
Para as penas que piscam com o ritmo
Do nosso voo para violar os limites do espaço.
O tempo cai como uma pedra das estrelas:
O espaço é um caos de barreiras quebradas:
O ser é fundido em uma inundação furiosa
Que se enfurece e sibila e espuma no sangue.
Veja! Estou morto! Estou falecido, estou falecido
Fora do mundo sensível, finalmente.
Eu não sou. Todavia, eu sou, como eu nunca fui,
Uma gota na esfera de vidro derretido
Cujo brilho altera e muda e drapeja
A alma infinita em formas finitas.
Há luz, há vida, há amor,
Há sentido
Além da fala, além da canção, além da evidência.
Há intensa maravilha, um sol miraculoso,
Como os muitos são fundidos e misturados em um
Com o calor de sua paixão; o uno invadiu
As alturas de sua alma, e seu riso é trançado
Com cometas cujas plumas são as galáxias
Como ventos sobre os mares inacessíveis da noite

Pode haver uma outra oração significativa ou alguma outra


forma de devoção que poderá se provar extremamente
valiosa para si. A exaltação de sua mente ao pico mais alto
da iluminação, torna-se possível neste momento particular,
dependendo de quão intensamente ele tem trabalhado na
formulação da luz branca e divina do espírito e como ele tem
sido movido pela contemplação do presente hino de louvor
divino.

Para fechar o exercício, ele deveria dar graças pela


experiência e gradualmente retirar a esfera branca para
dentro de si, para que o campo coincida com seu próprio
corpo. Ele deve respirar fundo e contrair todos os seus
músculos para encerrar o estado e depois esticar-se
vigorosamente antes de se levantar e ir cuidar de seus
afazeres.

Para o fechamento e agradecimento, o seguinte pode ser


usado:

A ti, único Sábio, único Eterno e Único Misericordioso seja o


louvor e a glória para sempre, que me tem permitido que
agora permaneça humildemente diante de Ti, para entrar,
assim, no santuário do teu mistério. Não a mim, mas a Teu
Nome seja a Glória. Que a influência dos teus entes divinos
desça sobre minha cabeça e me ensine o valor do auto-
sacrifício, de modo que eu não me encolha na hora do
julgamento. Mas que, assim, o meu nome seja escrito no
alto e meu Gênio fique na presença dos Santos na hora em
que o Filho do Homem for invocado diante do Senhor dos
Espíritos e seu nome na presença do Ancião dos
Dias. Amém.
Esta técnica do Pilar do Meio é outro daqueles exercícios
que podem demorar muito mais do que um único mês para
dominar. Em todo caso, o estudante pode descobrir que ele
deseja usá-lo mais ou menos de forma intermitente ou
contínua durante todo o curso de sua vida. Ele tem
possibilidades infinitas que somente a prática persistente
indicará.

O Pilar do Meio
Traduzido por Dyulax, Aluvaia, Nazeazeno e Li