Você está na página 1de 48

PROGRAMA DE APRENDIZES

Locomotivas e Vagões

Freios

Jul/2003
Locomotivas e Vagões
Freios

Sumário
1.0 INTRODUÇÃO.............................................................................................................................. 5
2.0 FREIO........................................................................................................................................... 5
2.1 PNEUMÁTICO .............................................................................................................................. 5
2.2 MECÂNICO .................................................................................................................................. 6
2.3 SAPATA RODA TRILHO .............................................................................................................. 6
3.0 TIPOS DE FREIOS....................................................................................................................... 6
3.1 MANUAL....................................................................................................................................... 6
3.2 A VÁCUO...................................................................................................................................... 6
3.3 A AR DIRETO ............................................................................................................................... 6
3.4 A AR AUTOMÁTICO..................................................................................................................... 6
4.0 FATORES QUE INFLUENCIAM NA MANIPULAÇÃO DOS FREIOS............................................ 7
4.1 VAZAMENTO................................................................................................................................ 7
4.2 GRADIENTE ................................................................................................................................. 7
4.3 CURSO DO CILINDRO DE FREIO............................................................................................... 7
5.0 SUBSISTEMA PNEUMÁTICO ...................................................................................................... 7
5.1 EQUIPAMENTO DE FREIO 26L PARA LOCOMOTIVAS ........................................................... 7
Manipulador automático 26 C ............................................................................................................. 8
Manipulador independente SA 26....................................................................................................... 8
Válvula de controle 26 F ..................................................................................................................... 8
Válvula de alívio rápido....................................................................................................................... 8
Válvula relé J-1................................................................................................................................... 8
Válvula relé J-1-6-16 ou J-1-4-14 ....................................................................................................... 8
Válvula de aplicação P-2 e P2 A......................................................................................................... 8
Válvula piloto de carregamento A-1 .................................................................................................... 8
Válvula MU-2A.................................................................................................................................... 8
Válvula seletora F-1............................................................................................................................ 9
Válvula de descarga no. 8 .................................................................................................................. 9
Válvula relé HB 5D ............................................................................................................................. 9
Válvula de pedal ................................................................................................................................. 9
Válvula de emergência (torneira)........................................................................................................ 9
Válvula de segurança ......................................................................................................................... 9
Cilindro de freio .................................................................................................................................. 9
Compressor ........................................................................................................................................ 9
Drenos ................................................................................................................................................ 9
Reservatórios ..................................................................................................................................... 9
Regulador do compressor .................................................................................................................. 9
Válvula de retenção do reservatório principal ..................................................................................... 9
DBI e BKIV ......................................................................................................................................... 9
Manômetro ....................................................................................................................................... 10
5.2 MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26-C: ....................................................................................... 11
VÁLVULA REGULADORA................................................................................................................ 11
VÁLVULA RELÉ ............................................................................................................................... 12
VÁLVULA INTERRUPTORA DO ENCANAMENTO GERAL ............................................................ 12
VÁLVULA DE DESCARGA............................................................................................................... 12
VÁLVULA INTERRUPTORA ............................................................................................................ 12
5.3 POSIÇÕES DO MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C................................................................ 12
MARCHA .......................................................................................................................................... 12
REDUÇÃO MÍNIMA.......................................................................................................................... 12
SETORDE SERVIÇO(zona de aplicação) ........................................................................................ 13
SUPRESSÃO ................................................................................................................................... 13
PUNHO FORA.................................................................................................................................. 13
EMERGÊNCIA ................................................................................................................................. 13
5.4 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO MARCHA....................... 13
5.5 Funcionamento da VÁLVULA REGULADORA – POSIÇÃO MARCHA ....................................... 13
5.6 Funcionamento da VÁLVULA RELÉ – POSIÇÃO MARCHA....................................................... 14
5.7 Funcionamento da VÁLVULA INTERRUPTORA DO ENCANAMENTO GERAL – POSIÇÃO
MARCHA ............................................................................................................................................. 14
Jul/2003 - Página 2 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.8 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE SERVIÇO ................ 14


5.9 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE SUPRESSÃO .......... 15
5.10 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE PUNHO FORA .... 16
5.11 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE EMERGÊNCIA .... 17
5.12 MANIPULADOR INDEPENDENTE SA-26:............................................................................. 18
MARCHA .......................................................................................................................................... 18
APLICAÇÃO ..................................................................................................................................... 18
ALÍVIO RÁPIDO ............................................................................................................................... 18
5.13 Operação do MANIPULADOR INDEPENDENTE SA-26: ....................................................... 19
5.14 VÁLVULA DE CONTROLE 26F:............................................................................................. 20
RESERVATÓRIO AUXILIAR ............................................................................................................ 20
RESERVATÓRIO DE CONTROLE................................................................................................... 20
RESERVATÓRIO SELETOR............................................................................................................ 20
5.15 Funcionamento da VÁLVULA DE CONTROLE 26F: .............................................................. 20
5.16 VÁLVULA DE ALÍVIO RÁPIDO: ............................................................................................. 26
5.17 VÁLVULA RELÉ J-1: .............................................................................................................. 28
5.18 Válvula Relé J-1-6-16 ou J-1-4-14: ........................................................................................ 28
5.18 Funcionamento da VÁLVULA RELÉ J-1:................................................................................ 28
5.19 VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A: ............................................................................... 29
VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A........................................................................................... 29
PISTÃO DE SUPRESSÃO: .............................................................................................................. 29
5.20 Funcionamento da VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A: ................................................. 29
5.21 VÁLVULA PILOTO DE CARREGAMENTO A1 :..................................................................... 32
5.22 Funcionamento da VÁLVULA PILOTO DE CARREGAMENTO A1: ....................................... 32
5.23 VÁLVULA MU- 2A : ................................................................................................................ 34
5.24 VÁLVULA SELETORA F1: ..................................................................................................... 34
5.25 Função da VÁLVULA SELETORA F1:.................................................................................... 34
5.26 ENCANAMENTO DE EQUALIZAÇÃO DOS CILINDROS DE FREIOS:.................................. 34
5.27 VÁLVULA DE DESCARGA Nº 8:............................................................................................ 34
5.28 VÁLVULA RELÉ HB-5-D: ....................................................................................................... 34
5.29 VÁLVULA DE PEDAL: ............................................................................................................ 34
5.30 VÁLVULA DE EMERGÊNCIA (TORNEIRA B3A): .................................................................. 35
5.31 VÁLVULA DE SEGURANÇA: ................................................................................................. 35
5.32 CILINDRO DE FREIO:............................................................................................................ 35
5.33 COMPRESSOR:..................................................................................................................... 35
5.34 DRENOS AUTOMÁTICOS: .................................................................................................... 35
5.35 RESERVATÓRIOS:................................................................................................................ 35
5.36 REGULADOR DO COMPRESSOR: ....................................................................................... 35
5.37 VÁLVULA DE RETENÇÃO DO RESERVATÓRIO PRINCIPAL :............................................ 35
5.38 VÁLVULA DB-I (GM) OU BK-I-V (U20/MX/U22) : ................................................................... 36
5.39 MANÔMETRO: ....................................................................................................................... 36
6.0 EQUIPAMENTOS DE FREIO AB:............................................................................................... 36
VÁLVULA AB.................................................................................................................................... 36
VÁLVULA ABD, ABDFABDW ........................................................................................................... 36
VÁLVULA DB -60 ............................................................................................................................. 37
6.1 AJUSTADOR AUTOMÁTICO DE FOLGA................................................................................... 37
ACIONAMENTO PNEUMÁTICO ...................................................................................................... 37
7.0 SUBSISTEMA PNEUMÁTICO .................................................................................................... 39
7.1 VÁLVULA DE CONTROLE: ........................................................................................................ 39
ASSEGURADORA DE ALÍVIO ......................................................................................................... 39
VÁLVULA DUPLA DE ALÍVIO(DUPLEX).......................................................................................... 39
SERVIÇO RÁPIDO........................................................................................................................... 39
VÁLVULA LIMITADORA................................................................................................................... 39
ESTABILIDADE DE SERVIÇO ......................................................................................................... 39
CARREGAMENTO RETARDADO.................................................................................................... 39
RECARREGAMENTO RÁPIDO ....................................................................................................... 39
ALÍVIO ACELERADO APÓS EMERGÊNCIA ................................................................................... 40
APLICAÇÃO ACELERADA............................................................................................................... 40
7.2 Função da VÁLVULA DE CONTROLE: ...................................................................................... 40

Jul/2003 - Página 3 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

APLICAÇÃO DE SERVIÇO .............................................................................................................. 40


APLICAÇÃO DE EMERGÊNCIA ...................................................................................................... 40
AJUSTADOR:................................................................................................................................... 41
7.3 CILINDRO DE FREIO: ................................................................................................................ 41
Tipos de CILINDRO DE FREIO: ....................................................................................................... 41
7.4 COLETOR DE PÓ COM TORNEIRA DE ISOLAMENTO:........................................................... 41
7.5 RESERVATÓRIOS AUXILIAR E DE EMERGÊNCIA:................................................................. 41
7.6 VÁLVULA DE MUDANÇA AB-5: ................................................................................................. 42
7.7 VÁLVULA DE MUDANÇA VTA: .................................................................................................. 42
7.8 RETENTOR DE CONTROLE DE ALÍVIO: .................................................................................. 42
7.9 COMUTADOR VAZIO/CARREGADO: ........................................................................................ 42
7.10 TORNEIRAS EXTREMAS: ..................................................................................................... 42
7.11 MANGUEIRAS:....................................................................................................................... 42
7.12 CONEXÕES: .......................................................................................................................... 43
Do tipo WABCOSEAL,..................................................................................................................... 43
Funcionamento da VÁLVULA AB ..................................................................................................... 43
8.0 SUBSISTEMA MECÂNICO......................................................................................................... 45
AJUSTADOR AUTOMÁTICO DE FOLGA ........................................................................................ 46
COMUTADOR VAZIO CARREGADO............................................................................................... 46
9.0 SUBSISTEMA SAPATA RODA TRILHO..................................................................................... 46
9.1 TESTE INDIVIDUAL DE VEÍCULOS .......................................................................................... 47
TESTE DE APLICAÇÃO:.................................................................................................................. 47
9.2 TESTE DE VAZAMENTO DO ENCANAMENTO GERAL: .......................................................... 47
9.3 TESTE DE ALÍVIO:..................................................................................................................... 48
9.4 TESTE DE ESTABILIDADE DE SERVIÇO: ................................................................................ 48
9.5 TESTE DE EMERGÊNCIA: ........................................................................................................ 48
9.6 TESTE DE ALÍVIO APÓS EMERGÊNCIA: ................................................................................. 48

Elaboração:
Cândido Arcanjo Pereira
Edmar Bastos
Ferrovia Centro Atlântica S A

Jul/2003 - Página 4 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

1.0 INTRODUÇÃO
No início da ferrovia, o grande problema era como fazer parar o trem.

Essa dificuldade foi observada por muita gente e em 1869, com o surgimento do compressor,
George Westinghouse inventou o freio a ar comprimido de ação direta.

Isso foi um avanço muito grande para a época, embora o sistema tenha apresentado uma série
de inconveniências.

Em 1872, três anos depois, o mesmo Westinghouse aperfeiçoou seu invento, criando o sistema
de freio denominado de “ação automática”. Este sistema tem como princípio básico a diferença
de pressão.

Até a data de hoje, muitos melhoramentos foram introduzidos no sistema de freio, mas o seu
princípio básico continua o mesmo.

Os melhoramentos introduzidos no sistema de freio permitiram que se aumentasse:


• A capacidade de carga;
• A velocidade do trem;
• O número de vagões.

A principal função do freio é controlar a parada ou a diminuição da velocidade do trem.

2.0 FREIO
É um dispositivo capaz de introduzir fricção a fim de parar ou retardar o movimento de um trem.

O sistema de freio divide-se em três subsistemas:


• Pneumático
• Mecânico
• Sapata roda trilho

2.1 PNEUMÁTICO
Compreende:·
• Válvulas;
• Reservatório;
• Tubulação;
• Ligações;
• T de ramal;
• Cilindro de freio;
• Coletor de pó;
• Torneiras;
• Mangueiras.

Jul/2003 - Página 5 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

2.2 MECÂNICO

• Compreende toda timoneria de freio:


• Alavancas,
• Tirante,
• Triângulo de freio,
• Sapatas,
• Ajustador,
• Comutador.

2.3 SAPATA RODA TRILHO

• Atua as forças de frenagem.

3.0 TIPOS DE FREIOS

• Manual;
• A vácuo;
• A ar direto (1869);
• A ar automático.

3.1 MANUAL
É usado como freio de estacionamento até a data de hoje.

3.2 A VÁCUO
Usava a pressão atmosférica como pressão de trabalho.

3.3 A AR DIRETO
Tem o ar comprimido como elemento de trabalho.
• Para aplicar – coloca-se ar no encanamento.
• Para aliviar – retira-se ar do encanamento.

3.4 A AR AUTOMÁTICO

Tem o ar comprimido como elemento de trabalho e a diferença de pressão como princípio de


funcionamento.·
• Para aplicar – retira-se ar do encanamento.
• Para aliviar – coloca-se ar no encanamento.

Jul/2003 - Página 6 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

4.0 FATORES QUE INFLUENCIAM NA MANIPULAÇÃO DOS FREIOS


• Vazamento
• Gradiente
• Curso do cilindro de freio

4.1 VAZAMENTO
Toda fuga de ar para atmosfera.

4.2 GRADIENTE
Diferença de pressão entre a locomotiva e a cauda do trem.

4.3 CURSO DO CILINDRO DE FREIO


Medida de deslocamento do êmbolo, toda vez que recebe pressão.

5.0 SUBSISTEMA PNEUMÁTICO

5.1 EQUIPAMENTO DE FREIO 26L PARA LOCOMOTIVAS


O equipamento de freio 26L compreende os seguintes componentes:

1. Manipulador Automático 26C


2. Manipulador Independente SA 26
3. Válvula de Controle 26 F
4. Válvula de Alívio Rápido
5. Válvula Relé J-1
6. Válvula Relé J-1-6-16 ou j-1-4-14
7. Válvula de Aplicação P-2 e P2 A
8. Válvula piloto de carregamento A-1
9. Válvula Relé HB-5
10. Válvula MU-2 A
11. Válvula Seletora F-1
12. Válvula de Descarga no. 8
13. Válvula Relé HB 5D
14. Válvula de Pedal
15. Válvula de Emergência (torneira)
16. Válvula de Segurança
17. Cilindro de Freio
18. Compressor
19. Drenos
20. Reservatórios
21. Regulador do Compressor
22. Válvula de Retenção do Reservatório Principal
23. DBI e DBIV
24. Manômetro.

Jul/2003 - Página 7 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Fig. 1 - Equipamento de freio 26L para locomotivas

Manipulador automático 26 C

• Regula a pressão do reservatório equilibrante;


• Controla aplicações e alívio dos freios da locomotiva e do trem

Manipulador independente SA 26

• Controla os freios da locomotiva.

Válvula de controle 26 F

• Controla o carregamento, aplicação e alívio dos freios da locomotiva.

Válvula de alívio rápido

• Alivia os freis da locomotiva, após aplicação automática.

Válvula relé J-1

• Transfere para o cilindro de freio da locomotiva comandada a mesma pressão


recebida da locomotiva comandante, durante a aplicação dos freios.

Válvula relé J-1-6-16 ou J-1-4-14

• Transfere a pressão de aplicação para os cilindros de freio.

Válvula de aplicação P-2 e P2 A

• Opera, causando uma aplicação total de serviço, sempre que os controles de


segurança são atuados.

Válvula piloto de carregamento A-1

• Protege o trem quando há uma ruptura no encanamento geral.

Válvula MU-2A

• Pilota a válvula seletora F1, condicionando o equipamento de freio a trabalhar em


múltipla unidade.

Jul/2003 - Página 8 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Válvula seletora F-1

• Pilotada pela válvula MU-2-A, condiciona a locomotiva a operar como comandada.

Válvula de descarga no. 8

• Assegura a ação rápida na emergência

Válvula relé HB 5D

• Impede, na locomotiva comandada, que uma aplicação de freio automática seja


multiplicada.

Válvula de pedal

• Opera as válvulas P2 ou P2-A sempre que o maquinista retira o pé do pedal,


ultrapassando o tempo predeterminado de 6 a 8 segundos.

Válvula de emergência (torneira)

• Ocasiona aplicação de emergência quando é aberta.

Válvula de segurança

• Protege o sistema de freio contra sobrecarga.

Cilindro de freio

• É um gerador de força.

Compressor

• Produz o ar comprimido.

Drenos

• Retiram água dos reservatórios para a atmosfera.

Reservatórios

• Armazenam ar comprimido, retêm impurezas e resfriam o ar.

Regulador do compressor

• Controla as pressões máximas e mínimas de trabalho do compressor.

Válvula de retenção do reservatório principal

• Evita que o ar do segundo reservatório vá para a atmosfera, numa eventual quebra


entre locomotivas.

DBI e BKIV

• Alivia os freios da locomotiva (aplicação automática) sempre que se fizer dinâmico.

Jul/2003 - Página 9 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Manômetro

• Mede pressão do ar comprimido.

Fig. 2 - Válvula de descarga Nº 8 e Válvula MU 2A

Jul/2003 - Página 10 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Ref. Peça nº Descrição QTD.


- 51497 Válvula de Emergência B – 3 – A completa
1 51539 Corpo de válvula 1
- 1735 Válvula de descarga completa (inclui ref. 2, 3 e 4) 1
2 1736 Corpo da válvula de descarga 1
3 1738 Porca especial 1
4 72433 Vedação 1
5 547806 Mola 1
6 544833 Porca tampa 1
7 13575 Alavanca de operação 1
8 13574 Alavanca da válvula 1
9 13576 Rebite 2
10 2958 Contrapino 2

5.2 MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26-C:

Regula a pressão do reservatório equilibrante que será repetida no encanamento geral.

Controla as aplicações e alívio dos freios da locomotiva e do trem.

Tipos de serviço a que está condicionado:


• Passageiro;
• Carga;
• desligado.

Válvulas principais:

VÁLVULA REGULADORA

• Regula o carregamento e a pressão do reservatório equilibrante.

Jul/2003 - Página 11 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

VÁLVULA RELÉ

• Controla o carregamento e a descarga da pressão do encanamento geral, pela


variação da pressão do reservatório equilibrante. A válvula relé mantém a pressão
no encanamento geral mesmo que haja vazamento. Dentro do seu limite, a válvula
relé atua como mantenedor de pressão.

VÁLVULA INTERRUPTORA DO ENCANAMENTO GERAL

• Interrompe o fluxo de ar da válvula relé para o encanamento geral:


o numa aplicação de emergência;
o estando o punho da válvula interruptora na posição de desligado.

VÁLVULA DE DESCARGA

• Proporciona uma descarga rápida na pressão do encanamento geral quando o


punho do manipulador automático é levado para a posição de emergência, mesmo
com a válvula interruptora na posição desligada.

VÁLVULA INTERRUPTORA

• Condiciona o manipulador automático para três tipos de trabalho:


o Carga,
o Desligado,
o Passageiro.
• Posição de Carga: Posição usada nos trens de carga onde as válvulas dos vagões
estão condicionadas a promoverem o alívio do sistema de freio com um pequeno
incremento de ar no encanamento geral.
• Posição Desligado: É utilizada para:
o verificar vazamento no encanamento geral;
o quando a locomotiva está sendo comandada.
Numa locomotiva comandada, o fechamento da válvula interruptora do
encanamento geral permite que o abastecimento e redução do encanamento
geral seja feita a partir da locomotiva comandante.
• Posição Passageiro: O posicionador sai isolado da oficina.

5.3 POSIÇÕES DO MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C

MARCHA

• Condiciona o manipulador para fazer o carregamento e o recarregamento do


encanamento geral e conseqüentemente o alivio.

REDUÇÃO MÍNIMA

• Proporciona uma redução no reservatório equilibrante de aproximadamente 6 a 8


PSI , causando uma aplicação de 6 a 12 PSI no cilindro de freio.

Jul/2003 - Página 12 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

SETORDE SERVIÇO(zona de aplicação)

• Tem como finalidade aumentar a intensidade de aplicação, podendo chegar a uma


redução de 23 a 25 PSI no geral.

SUPRESSÃO

• Serve para anular uma aplicação pelo controle de segurança (porém causando uma
aplicação total de serviço) e permitir o rearmamento do equipamento.

PUNHO FORA

• Permite uma sobre redução no encanamento geral e a retirada do punho. É usada


nesta condição quando fazemos uma tração ( loco comandada ).

EMERGÊNCIA

• Serve para iniciar pelo manipulador automático, uma aplicação de emergência,


descarregando o encanamento geral a zero.

5.4 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO


MARCHA
Qual a principal função do manipulador automático, quando o punho está na POSIÇÃO de
MARCHA?

Resposta: Condicionar o manipulador para carregar o encanamento geral.

Para quais partes do manipulador automático flui a pressão do reservatório principal,


PASSAGEM 30

Resposta:
• Válvula de abastecimento da válvula relé;
• Carretel da válvula de supressão;
• Válvula interruptora;
• Válvula interruptora do reservatório equilibrante;
• Válvula de emergência;
• Válvula de abastecimento da válvula reguladora.

5.5 Funcionamento da VÁLVULA REGULADORA – POSIÇÃO MARCHA


O Que acontece com a pressão do reservatório quando este supre a válvula de abastecimento
da válvula reguladora?

Resposta:
• O ar do reservatório principal (P.30) flui através da válvula de abastecimento da
válvula reguladora;
• Através da retenção da válvula interruptora do reservatório equilibrante, carrega o
reservatório equilibrante (passagem 15 e 5);
• Á medida em que a pressão do reservatório aumenta, o ar flui através do
encanamento de controle do reservatório equilibrante (P.5) para a face do diafragma
da válvula relé do manipulador automático que repete a pressão do reservatório
equilibrante para o encanamento geral.
Jul/2003 - Página 13 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.6 Funcionamento da VÁLVULA RELÉ – POSIÇÃO MARCHA


Que efeito tem a pressão do reservatório equilibrante sobre o diafragma da válvula relé do
manipulador durante a operação de carregamento?

Resposta:
• A pressão do reservatório equilibrante proporciona a abertura da válvula de
abastecimento da válvula relé através do movimento do conjunto do diafragma e
haste.
• O encanamento geral é carregado com ar do reservatório principal e, ao mesmo
tempo, a câmara da mola da válvula relé é abastecida.
• Quando a pressão em ambos os lados do diafragma se equilibra, a válvula de
abastecimento se fecha e a válvula relé assume sua posição de recobrimento.

Para onde flui o ar da câmara do encanamento geral da válvula relé?

Resposta :
• Para a válvula interruptora do encanamento geral;
• Para a válvula de descarga do manipulador automático;
• Para o encanamento geral da locomotiva e do trem;
• Para a válvula de retenção da válvula interruptora.

5.7 Funcionamento da VÁLVULA INTERRUPTORA DO ENCANAMENTO GERAL


– POSIÇÃO MARCHA
O que ocorre na válvula interruptora do encanamento geral quando a VÁLVULA
INTERRUPTORA está posicionada CARGA?

Resposta: A pressão do encanamento geral mantém a válvula aberta, permitindo o


carregamento geral, passagem 1.

O que ocorre com a válvula de descarga no caso de uma operação de emergência oriunda do
manipulador automático?

Resposta: Haverá uma queda de pressão do encanamento geral local na proporção de


emergência.

5.8 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE


SERVIÇO

Que operação é realizada quando o punho do manipulador é levado para a posição de zona de
APLICAÇÃO DE SERVIÇO?

Resposta : A pressão do encanamento geral é reduzida para uma pressão mais baixa do que a
obtida em posição de MARCHA. Isto provoca uma aplicação dos freios da
locomotiva e do trem.

Jul/2003 - Página 14 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que acontece quando o punho do manipulador automático é colocado na posição de


REDUÇÃO MÍNIMA?

Resposta: O movimento do punho do manipulador para a posição de REDUÇÃO MÍNIMA


proporciona uma redução de aproximadamente 5.1/2 a 7 lbs/pol2 na pressão do
reservatório equilibrante. Isto se repete no encanamento geral, provocando um
mínimo de aplicação, de aproximadamente 6 a 11 lbs/pol2 de pressão, no cilindro de
freio da locomotiva.

Como pode ser aumentada a aplicação de freio da locomotiva do trem?

Resposta : Pelo movimento do punho do manipulador automático em direção à posição de


zona de APLICAÇÃO DE SERVIÇO.

O que ocorre quando o punho do manipulador automático é movido na zona de APLICAÇÃO DE


SERVIÇO?

Resposta : A aplicação dos freios da locomotiva e do trem é aumentada de forma gradual,


proporcionalmente à queda de pressão no encanamento geral.

Que válvulas são afetadas quando o punho do manipulador automático é movido dentro da
ZONA DE APLICAÇÃO?

Resposta :
• Válvula de supressão;
• Válvula reguladora;
• Válvula interruptora do reservatório equilibrante;
• Válvula relé.

5.9 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE


SUPRESSÃO
Qual a finalidade da posição de supressão do manipulador automático?

Resposta : Serve para anular e/ou permitir o rearmamento dos equipamentos auxiliares,
quando a aplicação for penalidade, iniciada por um destes dispositivos;
• Controle de segurança;
• Controle de velocidade.

O que acontece quando o punho do manipulador automático é colocado na POSIÇÃO DE


SUPRESSÃO durante 4 a 6 segundos de retardamento, proporcionado antes da aplicação da
penalidade?

Resposta : Na posição de supressão, o ar do reservatório principal abastece o cano de


supressão (26) devido à posição do carretel da válvula de supressão.

Este ar flui para a válvula de aplicação que anula a aplicação por penalidade,
permitindo o rearmamento do pedal de controle de segurança ou da válvula
magnética do sobrevelocidade antes do início da aplicação por penalidade.

Movido o punho do manipulador, através da zona de serviço, até a posição de


supressão, será iniciada uma aplicação total de serviço.

Jul/2003 - Página 15 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Quando o pedal ou a válvula magnética do sobrevelocidade forem rearmados, o punho do


manipulador automático pode ser retornado à POSIÇÃO DE MARCHA, aliviando os freios.O que
acontecerá se o punho do manipulador automático não for movido para a POSIÇÃO DE
SUPRESSÃO até o final do aviso do período permitido, antes da aplicação?

Resposta : Haverá uma aplicação por penalidade, resultando em aplicação de serviço.

Uma vez iniciada a aplicação por penalidade, ela não poderá ser anulada.

Qual providência deve ser tomada pelo maquinista após aplicação dos freios por penalidade?

Resposta: Ele deverá colocar o punho do manipulador automático na POSIÇÃO DE


SUPRESSÃO.

Isto reposicionará a válvula de aplicação, permitindo o rearmamento da válvula de


pedal ou da válvula magnética do sobrevelocidade.

Após esta operação, o punho do manipulador poderá retornar à POSIÇÃO DE


MARCHA.

5.10 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE


PUNHO FORA
Qual a função da POSIÇÃO PUNHO FORA do manipulador automático?

Resposta : Permitir uma sobre-redução da pressão do encanamento geral, acima da obtida em


aplicação de serviço, para se ter uma aplicação mais pesada.

A POSIÇÃO DE PUNHO FORA do manipulador automático reduz a pressão no


encanamento geral para 10 lbs, aproximadamente.

Se a VÁLVULA INTERRUPTORA estiver em posição DESLIGADA, a posição de


punho fora do manipulador:
1. Reduz a pressão do encanamento geral, na parte interna do manipulador;
2. Posiciona todas as válvulas para que o manipulador fique inoperante.

Em que situações o punho do manipulador automático deve ser levado à POSIÇÃO DE PUNHO
FORA?

Resposta: Quando se deseja uma sobre redução na pressão do encanamento geral da


locomotiva comandante nas locomotivas
1. comandadas em tração múltipla; ou
2. ‘mortas’.

Quais as operações necessárias para que uma locomotiva seja tracionada ‘morta’?

Resposta:
1. A válvula interruptora deve ser colocada na posição DESLIGADA;
2. O reservatório principal DRENADO;
3. A torneira do dispositivo de locomotiva morta ABERTA;
4. NENHUMA VÁLVULA conectada à operação da unidade múltipla, posicionada para
‘operação de morta’;
5. Pressão da válvula limitadora de serviço da válvula de controle, REAJUSTADA.

Jul/2003 - Página 16 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.11 Funcionamento do MANIPULADOR AUTOMÁTICO 26C – POSIÇÃO DE


EMERGÊNCIA
Para que serve a posição de emergência do manipulador automático?

Resposta : Serve para iniciar uma aplicação de emergência descarregando a zero lbs/pol2 a
pressão do encanamento geral, numa velocidade de emergência.

Que válvulas são movimentadas quando o punho do manipulador automático é levado à


POSIÇÃO DE EMERGÊNCIA?

Resposta:
• Válvula de descarga;
• Válvula interruptora do encanamento geral;
• Válvula de emergência;
• Válvula relé;
• Válvula de supressão.

Que acontece com a válvula interruptora do encanamento geral?

Resposta: Devido à queda local na pressão de ar, a tensão de sua mola causa seu
fechamento durante uma aplicação de emergência.

A pressão do reservatório principal flui dos equipamentos auxiliares para o cano da


válvula de aplicação de emergência do trem:
1. Mantendo a válvula assentada em sua sede;
2. Eliminando a possibilidade de carregamento do encanamento geral, enquanto
efetuada a aplicação de emergência.

Como fica posicionada a válvula de emergência no início da aplicação de emergência?

Resposta: O cárter da válvula de emergência é acionado por um came, através do


manipulador, permitindo que o ar do reservatório equilibrante flua para a atmosfera.

O ar do reservatório principal é ligado ao cano das chaves (12) que operam os


aparelhos auxiliares durante a aplicação de emergência:
1. Corte de força;
2. Areeiros de emergência;
3. Corte do freio dinâmico.

Como funciona a válvula relé durante uma aplicação de emergência?

Resposta: Quando o reservatório equilibrante é ligado à atmosfera pelo carretel da válvula de


emergência, o conjunto do diafragma e haste da válvula relé se posicionam:
1. Abrindo a válvula de descarga da válvula relé;
2. Permitindo a descarga do encanamento geral para a atmosfera.

A descarga do reservatório equilibrante para a atmosfera elimina qualquer


possibilidade de reabastecimento do encanamento geral, durante a aplicação de
emergência.

Jul/2003 - Página 17 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Que acontece com a válvula de supressão durante uma aplicação de emergência?

Resposta: Liga o ar do reservatório principal ao cano de supressão (cano 26).

Liga o ar, que fluía sob a válvula interruptora no reservatório equilibrante, para a
atmosfera, quando o punho da válvula interruptora estiver na POSIÇÃO DE
CARGA.

Pode-se anular uma emergência, quando esta é feita pelo manipulador automático?

Resposta: Não. Quando o punho do manipulador automático é movido para a POSIÇÃO DE


EMERGÊNCIA, a válvula de descarga, aberta através de um came, produz uma
descarga rápida, no encanamento geral, em velocidade de emergência.

A abertura da válvula de descarga provoca a abertura da válvula de descarga de


emergência da locomotiva, desencadeando uma aplicação de emergência ao longo
do trem.

Esta ação não pode ser anulada por nenhuma movimentação do manipulador
automático.

Seguindo a este tipo de emergência, se equipado com proteção de quebra de trem


e, uma vez corrigido o problema, o punho do manipulador deve ser deslocado para
emergência, a fim de que os freios possam ser aliviados depois do rearme da
válvula de descarga de emergência.

5.12 MANIPULADOR INDEPENDENTE SA-26:


É um sistema de freio a ar direto, do tipo auto-recobridor. Controla somente os freios da
locomotiva.
• Para aplicar, coloca-se ar.
• Para aliviar, retira-se ar.

Sua função é controlar as aplicações e o alívio dos freios da locomotiva.

O Manipulador Independente Sa-26 possui três posições:

MARCHA

• Faz o alívio dos freios da locomotiva.

APLICAÇÃO

• Faz aplicação dos freios da locomotiva.

ALÍVIO RÁPIDO

• Após uma aplicação originada do manipulador automático 26 C, pressiona-se o


punho para baixo na posição de marcha e os freios serão aliviados completamente
(só na locomotiva).

Jul/2003 - Página 18 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.13 Operação do MANIPULADOR INDEPENDENTE SA-26:


Como se denomina o MANIPULADOR INDEPENDENTE?

Resposta: Denomina-se o MANIPULADOR INDEPENDENTE de SA26

Onde fica montado o manipulador independenteSA26?

Resposta: O manipulador independente SA-26 fica montado separadamente, na frente do


suporte dos encanamentos do manipulador automático 26C ou em seu próprio
suporte de encanamentos.

Qual a finalidade do manipulador independente?

Resposta: O manipulador independente SA-26 tem a função de controlar os freios da


locomotiva durante todo o período de operação.

Que tipo de controle o manipulador independente exerce sobre os freios da locomotiva?

Resposta: O manipulador independente pode aplicar e aliviar os freios da locomotiva


independentemente dos freios do trem.

O manipulador independente está apto a soltar e/ou reaplicar os freios da


locomotiva mesmo que o manipulador automático tenha aplicado os freios do trem.

O manipulador independente faz isso sem afetar a aplicação dos freios do trem.Que
melhoramento especial foi projetado para o manipulador independente?

Resposta: O manipulador independente é do tipo auto recobridor, o que lhe permite graduar
aplicações e alívios dos freios da locomotiva.

Como se efetua uma aplicação através do manipulador independente?

Resposta: Com o movimento do punho do manipulador independente na zona de aplicação, o


ar do principal é ligado ao encanamento de aplicação e alívio (cano 20) do
independente, o qual atua diretamente na válvula relé que controla a pressão no
cilindro de freio.

Quando o punho é movido para a POSIÇÃO MARCHA, o ar contido no


encanamento de aplicação e alívio do independente é descarregado
proporcionalmente, acionando a válvula relé e aliviando a pressão dos cilindros de
freio da locomotiva, de acordo com o movimento do punho.

Como aliviar uma aplicação dos freios, realizada através do manipulador automático, através do
manipulador independente?

Resposta: Pressionando-se o punho do manipulador independente na sua posição MARCHA,


os freios da locomotiva serão completamente aliviados.

Se o punho do manipulador estiver no setor de aplicação, os freios também


poderão ser aliviados.

Pressionando-se o punho do manipulador independente, a pressão será reduzida


para aquela relativa à posição do punho do setor.

Jul/2003 - Página 19 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que acontece quando o punho do manipulador independente é pressionado, depois de uma


aplicação efetuada pelo manipulador automático?

Resposta: O ar do reservatório principal flui para o cano atuante (cano 13), o qual é ligado à
parte de alívio rápido da válvula de controle.

A válvula de controle alivia a aplicação dos freios da locomotiva, quando feita pelo
manipulador automático.

5.14 VÁLVULA DE CONTROLE 26F:

Controla o carregamento, aplicação e alívio dos freios da locomotiva.

Partes da Válvula de Controle:


• Suporte
• Serviço
• Alívio rápido

RESERVATÓRIOS necessários para o funcionamento da VÁLVULA DE CONTROLE 26F:

RESERVATÓRIO AUXILIAR

• Suprir de ar a válvula relé que atua no cilindro de freio, proporcionalmente à


redução feita.

RESERVATÓRIO DE CONTROLE

• É um volume de referência que controla o abastecimento ou a descarga do ar do


reservatório auxiliar para a válvula relé.

RESERVATÓRIO SELETOR

• Controla o funcionamento do pistão seletor para:·


o proporcionar a função de serviço rápido;·
o facilitar a soltura graduada ou direta do pistão seletor, dependendo do tipo de
serviço.

5.15 Funcionamento da VÁLVULA DE CONTROLE 26F:


Para quais partes da válvula de controle 26F flui o ar do encanamento, quando esta é
carregada?

Resposta:
• Para a câmara da mola do pistão seletor;
• Para a câmara do diafragma do pistão de serviço;
• Para a válvula limitadora de emergência;
• Para a válvula de retenção de dissipação do reservatório de controle;
• Para a válvula de retenção de carregamento do reservatório auxiliar;
• Para o reservatório de controle, através do pistão de carregamento e carretel do
pistão seletor;
• Para o reservatório seletor, através do carretel do pistão seletor.

Jul/2003 - Página 20 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Qual é a posição do pistão de serviço da válvula 26F, quando todos os reservatórios estão
carregados?

Resposta: O pistão de serviço assume a sua posição inferior pela mola, uma vez que as
pressões estão equilibradas sobre o diafragma maior do pistão.

Esta é a POSIÇÃO DE ALÍVIO do pistão de serviço.

O que acontece com o pistão seletor durante a aplicação de serviço?

Resposta: O ar, reduzido na câmara ao lado da mola do pistão seletor, provoca um diferencial
de pressão que movimenta o diafragma e a haste permitindo que:
1. A passagem de carregamento do reservatório de controle seja interrompida no
carretel do pistão seletor;
2. O ar do encanamento geral na câmara da mola seja ligado, através do carretel
da válvula, bujão de orifício, válvula de retenção de refluxo para o volume de
serviço rápido e, daí, através de um orifício e carretel do pistão de
carregamento, para a atmosfera. Isto proporciona a AÇÃO DE SERVIÇO
RÁPIDO.
3. O ar do reservatório de volume seletor seja ligado, através do carretel do pistão
seletor e da válvula de retenção de sobrecarga, para a atmosfera.

O que acontece quando o volume seletor é conectado à atmosfera, após o início de uma
aplicação de freio?

Resposta: A pressão do encanamento geral sobre o diafragma é ligeiramente reduzida.

Com esta condição estabilizada, o pistão seletor move-se para a posição de


recobrimento.

O que ocorre com o pistão de serviço, durante a aplicação de serviço?

Resposta: O ar do encanamento geral é reduzido na câmara superior do diafragma maior de


serviço.

O diferencial de pressão agora existente nas duas faces do diafragma (uma vez que
o ar do reservatório de controle ficou interrompido no carretel do pistão seletor),
iniciará o movimento do conjunto do diafragma e haste, abrindo a válvula de
retenção de aplicação para que o ar do reservatório auxiliar flua para a válvula relé
que controlará a pressão no cilindro de freio.

Onde é ligado, o reservatório auxiliar, durante uma aplicação de serviço?

Resposta: Quando a válvula de retenção de aplicação é aberta pelo movimento do pistão de


serviço, o ar do reservatório auxiliar, através da válvula limitadora de pressão, flui
para:
1. A face do diafragma do pistão de carregamento;
2. A passagem de aplicação de serviço e daí para a válvula relé que controla a
pressão no cilindro de freio;
3. A câmara da mola no diafragma menor do pistão de serviço;
4. A parte superior da válvula limitadora de pressão de emergência;
5. A face do pistão da válvula limitadora de pressão de serviço.

Jul/2003 - Página 21 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que acontece quando o ar do reservatório auxiliar é ligado na face do pistão de carregamento?

Resposta: O ar do reservatório auxiliar movimenta o pistão e sua haste para a POSIÇÃO DE


APLICAÇÃO;

Corta o fluxo de ar do encanamento geral, através do volume de serviço rápido da


atmosfera;

Interrompe a passagem de carregamento do encanamento geral para o reservatório


de controle.

O que resulta do fluxo de ar do reservatório auxiliar para a câmara da mola do diafragma menor
do pistão de serviço?

Resposta: Quando o ar atua na câmara da mola do diafragma menor, mas a pressão do


encanamento geral e a tensão da mola são maiores que a força da pressão do
reservatório de controle, que atua de baixo para cima na face do diafragma maior do
pistão de serviço, o pistão de serviço move-se para baixo, assentando a válvula de
retenção de aplicação em sua sede.

O pistão de serviço assume a posição de recobrimento.

O que acontece com a válvula limitadora de pressão de serviço?

Resposta: O ar do reservatório auxiliar, fluindo para a válvula relé, alimenta a face do pistão da
válvula limitadora de pressão de serviço.

Quando a pressão de ar aumenta, a ponto de vencer a força da mola, o carretel


desta move-se para cima, interrompendo qualquer fluxo de ar do reservatório
auxiliar para o cano de aplicação de serviço.

O valor da força da mola limita o máximo de pressão liberada para a válvula relé,
durante a aplicação de serviço.

Como funciona a válvula de controle em emergência?

Resposta: A válvula de controle responde a uma aplicação de emergência na velocidade de


emergência, similar ao descrito em aplicação de serviço, porém com
melhoramentos adicionais.

Quais são estes melhoramentos?

Resposta: Aumento do diferencial de pressão nas faces do pistão seletor;

O ar do reservatório auxiliar flui diretamente, sem restrição, para a válvula relé,


através da válvula limitadora de pressão de emergência.

Que operação adicional toma lugar no pistão seletor durante a aplicação de emergência?

Resposta: Devido à queda rápida da pressão do encanamento geral, é criado um aumento no


diferencial de pressão nas duas faces do diafragma do pistão seletor;

O pistão seletor posiciona o pistão e carretel seletor para conter o volume seletor,
bem como o volume do reservatório de controle.

Todas as outras operações de serviço precederão esta ação.

Jul/2003 - Página 22 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Onde se localiza a válvula de retenção de sobrecarga do volume do seletor?

Resposta: Na parte de serviço da válvula de controle 26F.

Qual a finalidade da válvula de retenção de sobrecarga do volume do seletor?


2
Resposta: Reter, aproximadamente 45 lbs/pol de pressão no reservatório do volume do
seletor.

Por que isto é desejado?

Resposta: Para assegurar que este seja o máximo de pressão retido no reservatório de volume
seletor após uma aplicação de emergência.

Qual a necessidade de se reter 45 lbs/pol2 no reservatório do volume seletor após uma aplicação
de emergência?

Resposta: Durante o alívio dos freios, após uma aplicação de emergência, a pressão no
encanamento geral deve aumentar ligeiramente acima da pressão do reservatório
de volume seletor, antes que o pistão seletor assuma a sua posição de alívio.

Com 45 lbs/pol2, obtém-se um tempo de alívio mais rápido com o equipamento de


freio tipo 26 ;

Com esta quantidade de pressão, o tempo de alívio fica sincronizado com o tempo
do equipamento de freio D22.

Quantas posições possui o pistão seletor da válvula de controle?

Resposta: Quatro posições:


1. Alívio;
2. Serviço rápido;
3. Recobrimento;
4. Serviço;

O que acontece com a válvula limitadora de pressão da emergência durante as aplicações de


emergência?

Resposta: Durante as aplicações de serviço e alívio, esta válvula é mantida para baixo devido
à pressão do encanamento geral.

Na aplicação de emergência, a pressão do encanamento geral é reduzida


suficientemente abaixo da tensão da mola para permitir que a válvula suba:
1. Abrindo a válvula de retenção;
2. Permitindo que o ar do reservatório auxiliar flua para a válvula relé que controla
a pressão no cilindro de freio.

Nas aplicações de emergência, o que limita a pressão máxima do cilindro de freio?

Resposta: O que limita a pressão máxima do cilindro de freio é a tensão da mola da válvula
limitadora de pressão de emergência.

Jul/2003 - Página 23 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Como a tensão da mola limita a pressão máxima do cilindro de freio nas aplicações de
emergência?

Resposta: Quando a pressão do ar do reservatório auxiliar, que atua na válvula limitadora de


emergência, aumenta o suficiente para vencer a tensão da mola da válvula,
1. O carretel novamente se posiciona para baixo;
2. Permitindo o fechamento da válvula de retenção em sua sede;
3. Cortando a passagem irrestrita do ar do reservatório auxiliar do encanamento
da válvula relé, que controla a pressão no cilindro de freio.

Assim, a pressão de aplicação de emergência será limitada em, aproximadamente,


92 lbs/pol2, quando a pressão de equilíbrio do reservatório auxiliar e cilindro de freio
estiver acima de 92 lbs/pol2, como quando se opera com a pressão de 110 lbs/pol2,
no encanamento geral.

Com a pressão de equilíbrio abaixo de 92 lbs/pol2, a pressão do cilindro de freio


será a mesma pressão de equilíbrio existente entre o reservatório auxiliar e o
volume total do cilindro (volume falso).

Qual a finalidade do ajuste da válvula limitadora de aplicação de serviço?

Resposta: Este melhoramento dá às ferrovias a possibilidade de regular a válvula limitadora


para a pressão máxima de serviço, de acordo com as suas necessidades.

Permite uma gama de ajustes entre 35 a 62 lbs/pol2.


2
É normalmente ajustada para 60 lbs/pol .

Qual a função da tampa de alívio, quando colocada na posição de soltura direta?

Resposta: A tampa de alívio, quando na posição de alívio direto, proporciona a ligação


necessária para que o ar do reservatório de controle retorne para o encanamento
geral, quando o pistão se move para a posição de alívio.

Como esta posição da tampa de alívio é usada em conjunto com as operações de


trem de carga, a pressão no encanamento geral não será aumentada na válvula de
controle, até que o punho do manipulador seja movido para a POSIÇÃO DE
MARCHA.

O que ocorre na válvula de controle durante a soltura direta?

Resposta: Com a tampa de alívio posicionada em alívio direto, a pressão de ar, no


encanamento geral, move o pistão seletor para a posição de alívio;

O ar do reservatório de controle, interrompido no carretel do pistão seletor durante a


aplicação de serviço, passa através deste, da tampa de alívio e da válvula de
retenção de dissipação, para o encanamento geral.

Como a pressão no reservatório de controle é mais alta do que a pressão no


encanamento geral, o ar será dissipado no encanamento geral, até que o equilíbrio
seja atingido.

Jul/2003 - Página 24 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Qual o efeito disto para a parte de serviço da válvula?

Resposta: Dissipada a pressão do reservatório de controle no encanamento geral, a pressão


na parte inferior do diafragma maior de serviço é aliviada;

O pistão de serviço move-se para baixo, abrindo a passagem de descarga no


carretel do pistão de serviço;

O ar do reservatório auxiliar, que fluiu para a válvula relé, é descarregado, aliviando


os freios.

Que significa soltura graduada?

Resposta: É a soltura de ar que permite a redução da pressão no cilindro de freio,


proporcionalmente ao aumento de pressão do encanamento geral.

É controlada pelo movimento gradual do punho do manipulador automático da


POSIÇÃO DE APLICAÇÃO DE SERVIÇO para a POSIÇÃO DE MARCHA.

O que ocorre na válvula durante a soltura graduada?

Resposta: Com a tampa de alívio na posição de alívio graduado, o ar é ligado ao volume


seletor, através do carretel do pistão seletor, à medida em que se aumenta a
pressão no encanamento geral durante o alívio.

A diminuição da pressão no reservatório de controle e o aumento da pressão no


encanamento geral provocam:
1. movimento do pistão de serviço;
2. descarregamento da pressão de controle da válvula relé, proporcionalmente à
quantidade de pressão que, do reservatório de controle, flui para o volume
seletor.

Os freios são aliviados à medida em que o punho do manipulador se movimenta DA POSIÇÃO


DE SERVIÇO em direção À POSIÇÃO DE MARCHA. Como isto ocorre?

Resposta: Com o manipulador automático condicionado para atuar em PASSAGEIRO, a


válvula interruptora do reservatório equilibrante abre-se para todas as posições do
punho do manipulador automático.

Qualquer movimento do punho do manipulador automático em direção À POSIÇÃO


DE MARCHA aumenta a pressão do reservatório equilibrante e, em conseqüência,
do encanamento geral.

O aumento da pressão do encanamento geral na válvula de controle movimenta o


pistão seletor para a posição de alívio; e permite que o volume de controle flua,
através do carretel do pistão seletor, para o volume seletor

Que ocorre com o pistão seletor?

Resposta: Quando o ar do reservatório de controle é ligado para o volume seletor, causa um


diferencial de pressão nas câmaras do diafragma do pistão seletor.

Esta pressão é maior que a pressão no encanamento geral na câmara da mola.

Este diferencial de pressão provoca um pequeno movimento do pistão, fechando a


passagem do reservatório de controle.

O pistão seletor assume a posição de recobrimento de soltura graduada.

Jul/2003 - Página 25 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que acontece com o pistão de serviço?

Resposta: Com a ligação do ar do reservatório de controle para o volume seletor, cria-se uma
força combinada para baixo no diafragma maior do pistão de serviço.

Esta força é resultante da pressão do encanamento geral, reservatório auxiliar na


passagem de controle e da tensão da mola.

Esta força é maior que a do reservatório de controle na outra face do mesmo pistão.

Este desequilíbrio de forças no pistão faz com que ele se mova para baixo, abrindo
a descarga no carretel do pistão.

Uma pressão controlada da válvula relé é descarregada com a descarga da pressão


do encanamento de controle da válvula relé que está presente na câmara da mola
do diafragma menor do pistão de serviço.

As forças nas faces do diafragma maior são novamente desequilibradas,


1. provocando o movimento do pistão para cima,
2. fechando a passagem de descarga.

O pistão de serviço toma a posição de recobrimento.

A operação completa pode ser repetida, até que a pressão do reservatório de


controle se equilibre com a pressão do encanamento geral.

O que acontece com o pistão de carregamento da válvula de controle 26F, quando o punho do
manipulador automático é movido para a POSIÇÃO DE MARCHA?

Resposta: Com o punho do manipulador automático na posição de marcha, aumenta a


pressão do encanamento geral.

A pressão do auxiliar no encanamento de controle da válvula relé (sempre presente


na face do diafragma do pistão de carregamento durante as aplicações de serviço)
é descarregada para a atmosfera, através da válvula de descarga do carretel do
pistão de aplicação.

A tensão da mola recoloca o pistão de carregamento na posição de alívio.

O ar do encanamento geral flui através do pistão de carregamento para:


1. o recarregamento do reservatório de controle
2. o reservatório seletor , através do carretel do pistão seletor.

5.16 VÁLVULA DE ALÍVIO RÁPIDO:


Após uma aplicação automática, esta válvula alivia os freios da locomotiva, quando o punho do
manipulador independente é calcado pela válvula DBI ou BKIV.

Como acontece o funcionamento da válvula de alívio rápido?

Resposta: Com a aplicação dos freios, através do manipulador automático, e o punho do


manipulador independente pressionado para alívio na sua POSIÇÃO MARCHA,
1. O ar do manipulador independente abastece o encanamento atuante;
2. Flui para o encanamento da válvula de controle (cano 13) e para a parte inferior
do diafragma menor do pistão da parte de alívio rápido;
Jul/2003 - Página 26 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

3. Movimenta o pistão para sua posição de aplicação.

O pistão liga a pressão do encanamento de controle da válvula relé do


encanamento da aplicação de serviço para a atmosfera.

Os freios são aliviados.

Que outra operação é executada pela VÁLVULA DE ALÍVIO RÁPIDO, durante o alívio
independente de uma aplicação automática?

Resposta: O ar do reservatório de controle, presente na parte de alívio rápido (passagem 7) é,


também, ligado, através do carretel do pistão do diafragma menor, na sua posição
de aplicação.

O reservatório de controle é ligado na parte inferior do pistão do diafragma maior.

Como a pressão do encanamento geral, na parte superior do pistão, é menor do


que a pressão do reservatório de controle e devido a aplicação de freio efetuada, o
pistão se move para sua posição de aplicação, ligando o reservatório de controle,
através do carretel da válvula, para a atmosfera.

Com a pressão do reservatório de controle e a parte inferior do pistão maior, fluindo


para a atmosfera, o pistão se move para baixo, na sua posição normal, quando a
pressão do reservatório de controle for ligeiramente inferior à pressão do
encanamento geral.

Qual a necessidade disto?

Resposta: Garantir uma aplicação de emergência adequada a qualquer tempo e em qualquer


condição.

Sem a válvula de retenção de pressão do reservatório de controle, que situação específica


poderia ser levantada quando não se pode obter emergência através do manipulador
automático?

Resposta: Depois de realizada uma aplicação de emergência, desejando-se o alívio dos freios
da locomotiva, o punho do manipulador independente deve ser pressionado para
atuação do alívio rápido.

O freio da locomotiva é aliviado e o reservatório de controle vai a zero lbs/pol2


através da parte de alívio rápido.

A aplicação de emergência através do manipulador automático não pode ser obtida


porque o reservatório de controle está com zero lbs/pol2 de pressão.

Com a válvula de retenção de pressão do reservatório de controle aplicada à válvula de controle,


como se corrige esta condição?
2
Resposta: Durante a função de alívio rápido após uma aplicação de emergência, 20 lbs/pol
aproximadamente ficam retidas no reservatório de controle.

Este diferencial de pressão na válvula de controle, é suficiente para proporcionar


uma pressão apropriada no cilindro de freio, a qualquer momento que se deseje.

Qual a finalidade da redução de pressão no reservatório de controle?

Resposta: Com a redução da pressão do reservatório de controle, ligeiramente abaixo da


pressão do encanamento geral, o pistão de serviço move-se para a posição de
alívio, devido à combinação das forças do encanamento geral e tensão da mola.
Jul/2003 - Página 27 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Isto evita uma reaplicação dos freios da locomotiva, quando o punho do


manipulador independente retorna à posição de marcha, após estar pressionado em
alívio.

Se o ar do reservatório de controle não for reduzido, o pistão de serviço poderá se


mover para a posição de aplicação, reaplicando os freios.

5.17 VÁLVULA RELÉ J-1:

Transfere para o cilindro de freio da locomotiva comandada, através do ? equalização e da


seletora F-1, a mesma pressão recebida na locomotiva comandante, durante a aplicação dos
freios.

NÚMERO SIGNIFICADO
1 100%

5.18 Válvula Relé J-1-6-16 ou J-1-4-14:


Transfere a pressão de aplicação aos cilindros de freio da locomotiva.

VÁLVULA NÚMERO SIGNIFICADO


J-1 – 6 – 16 1616 100% 60% 160%
J-1 – 4 – 14 1414 100% 40% 140%
160% Só quando a aplicação é feita pelo independente.
140% Só quando a aplicação é feita pelo independente.

5.18 Funcionamento da VÁLVULA RELÉ J-1:


Qual a função e qual o melhoramento especial da válvula relé J1?

Resposta: A válvula J1, operada por diafragma, é auto-recobridora e do tipo mantenedora de


pressão.

É usada em conjunto com o desenvolvimento da pressão no cilindro de freio,


durante as aplicações de alívio dos freios da locomotiva.

Estas aplicações podem ser realizadas tanto pelo manipulador automático quanto
pelo manipulador independente.

Como a válvula J1 aplica os freios da locomotiva?

Resposta: A pressão do ar de controle, vinda da válvula de controle ou do manipulador


independente, flui na face do diafragma do pistão, iniciando um movimento do
conjunto do diafragma e haste.

A haste abre a válvula de retenção, permitindo que o ar do reservatório principal


seja ligado para:
1. os cilindros de freio,
2. o lado da câmara da mola do diafragma.

OBSERVAÇÃO: A válvula relé J1 só envia ar para os cilindros de freio da


locomotiva quando não há uma válvula relé J-I-6-16 ou J-1-4-14.

Jul/2003 - Página 28 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que determina a quantidade de ar que flui para os cilindros de freio?

Resposta: A pressão de ar liberada pela válvula de controle ou manipulador independente para


a face do diafragma do pistão.

Esta pressão é causa de uma aplicação proporcional dos cilindros de freio.

Como se cessa a alimentação dos cilindros de freio?

Resposta: A válvula relé J1 é do tipo auto-recobridora.

Cessa o abastecimento de ar dos cilindros de freio, quando a pressão na câmara da


mola, combinada com a tensão da mola, for suficientemente maior para mover o
pistão e diafragma para baixo:
1. assentando a válvula de retenção de aplicação em sua sede,
2. assumindo a posição de recobrimento.

Como se dá o alívio dos freios?

Resposta: Quando a pressão de ar é reduzida na face do pistão do diafragma da válvula relé,


devido à operação do manipulador independente ou da válvula de controle, um
movimento para baixo se inicia, devido à diferença de pressão nas faces do
diafragma da válvula relé.

O movimento do conjunto do pistão, diafragma e haste abre a passagem de carga,


permitindo que a pressão dos cilindros de freio seja descarregada na atmosfera,
pela válvula relé.

5.19 VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A:


Opera sempre que os controles de segurança são atuados, causando uma aplicação total de
serviço.

VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A

• Supressão da aplicação pelo controle de segurança;·


• Um intertravamento de segurança que evita o carregamento do reservatório
equilibrante, durante as aplicações;·
• Uma válvula de retenção que proporciona uma sobre redução.

PISTÃO DE SUPRESSÃO:
Desliga o pedal sempre que a pressão do cilindro de freio atingir 25 PSI, aproximadamente.

5.20 Funcionamento da VÁLVULA DE APLICAÇÃO P2 OU P2A:


Qual a posição da válvula de aplicação P2 ou P2A quando totalmente carregada?

Resposta: Com o punho do manipulador automático na posição de marcha, o ar do


reservatório principal posiciona para baixo, na sua posição de alívio:
1. pistão de aplicação;

Jul/2003 - Página 29 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

2. conjunto do diafragma;
3. carretel do pistão.

O ar flui, através do pistão de supressão na sua posição normal, para a passagem


no suporte da válvula, dando condições ao controle de segurança sobrevelocidade
e controle do trem.

A válvula de controle de alívio, posicionada na sua posição normal inferior de alívio,


liga as passagens (15 e 5) adequadas para carregamento do reservatório auxiliar.

Como isto acontece?

Resposta: Com o punho do manipulador automático em POSIÇÃO DE MARCHA, o ar do


reservatório principal supre todas as passagens:
1. no corpo da válvula de aplicação P2A;
2. face do diafragma;
3. orifício do lado da câmara da mola no pistão de aplicação.

Como não há pressão no topo do pistão de supressão, a tensão da mola o manterá


na sua posição normal de alívio.

O ar do principal flui para a válvula de pedal.

Na câmara da mola do pistão de aplicação, a pressão continuará a subir, através


de uma passagem ampla no corpo.

O ar do reservatório principal flui para a válvula magnética do sobrevelocidade e


para a válvula de tempo.

Nestas condições, sem um diferencial de pressão sobre o diafragma do pistão de


aplicação, a mola o força o pistão para sua posição de alívio.

O ar do reservatório principal ainda é ligado (através da passagem das chaves 33


na válvula de aplicação do manipulador automático) ao topo da válvula de controle
de alívio, posicionando-a para baixo, conectando entre si:
1. O cano de carregamento;
2. Reservatório equilibrante;
3. Passagens15 e 5.

Que passagens são ligadas, quando a válvula de aplicação P2A está na posição de alívio?

Resposta: O reservatório principal supre diretamente a parte superior do diafragma do pistão


de aplicação.

Através de orifício restrito no suporte do encanamento, ligado através das


passagens de conexão, o reservatório principal supre:
1. A válvula pedal, pelo pistão de supressão;
2. A câmara da mola do diafragma do pistão de aplicação, por um orifício restrito;
3. O reservatório de tempo (Proporciona volume de ar para um tempo de 4 a 6
segundos de demora, antes do início de uma aplicação por penalidade),
através do encanamento do controle de segurança (passagem 10);
4. A válvula magnética de sobrevelocidade e/ou válvula de tempo.

Jul/2003 - Página 30 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O encanamento de carregamento do reservatório equilibrante (passagem 15) é


ligado ao carregamento do reservatório equilibrante (passagem 5), através da
válvula de controle de alívio do carretel do pistão de aplicação.

O ar do reservatório principal supre, através do manipulador automático em sua


posição de marcha, o encanamento das chaves (passagem 33), o topo da válvula
de controle de alívio, posicionando-a em sua posição normal de alívio.

Os encanamentos de corte de força e limitador de redução (passagens 25 e24)


estão ligados para a atmosfera no pistão de aplicação.

O encanamento de intertravamento (passagem 8), ligado através do carretel do


pistão de aplicação à câmara inferior da válvula de controle de alívio, é ligado à
atmosfera pelo manipulador automático na sua posição de marcha.

Que operação é realizada, quando se inicia uma aplicação por penalidade?

Resposta: A pressão de ar nos encanamentos do pedal ou controle de segurança é ligada à


atmosfera devido à operação do pedal e da válvula magnética do sobrevelocidade
ou válvula de tempo.

Esta, por sua vez, descarrega a pressão de ar na câmara da mola do pistão de


aplicação e no reservatório de tempo, criando um diferencial de pressão nas faces
do diafragma do pistão de aplicação.

Este diferencial de pressão movimenta o pistão para a posição de aplicação,


fazendo as ligações das passagens no carretel do pistão de aplicação.

Que acontece com a válvula de aplicação P2A, quando o manipulador automático é movido para
a posição de supressão?

Resposta: O encanamento de intertravamento é fechado no manipulador automático.

O ar do reservatório principal flui do manipulador automático para o pistão de


supressão, através do encanamento de supressão (passagem 26).

Posiciona o pistão de supressão para cortar a descarga do ar da câmara da mola


do pistão de aplicação para a atmosfera, através do encanamento do pedal.

Permite o rearmamento da válvula de aplicação.

O encanamento das chaves (passagem 33) é ligado à atmosfera através do


manipulador automático, aliviando a pressão no topo da válvula de controle de
alívio.

O ar do reservatório principal, que flui através do carretel do pistão de aplicação,


vai até à válvula do controle de soltura pelo encanamento de intertravamento
(passagem 8).

Recoloca esta passagem na posição de interrompido e corta o encanamento de


carregamento do reservatório equilibrante (passagem 15) do encanamento do
reservatório equilibrante (passagem 5).

Jul/2003 - Página 31 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

O que acontece com a válvula de aplicação P2A, quando o punho do manipulador automático é
movido para a posição de marcha, depois de estar em supressão?

Resposta: Quando o punho retorna à posição de marcha, o encanamento de intertravamento


(passagem 8) é ligado à atmosfera pelo manipulador automático.

Através deste, a pressão do reservatório principal supre, novamente, o


encanamento das chaves (passagem 33) para o topo da válvula de controle de
alívio, rearmando-a.

O encanamento de carregamento do reservatório equilibrante é religado ao


encanamento do reservatório equilibrante, através da válvula de controle de alívio.

A pressão dos reservatórios equilibrante e geral aumenta, aliviando os freios.

5.21 VÁLVULA PILOTO DE CARREGAMENTO A1 :


Protege o trem quando há uma quebra.

Função da válvula piloto de carregamento A1:


• Interrompe o abastecimento do encanamento geral;
• Corta o freio dinâmico, se este estiver atuando;
• Corta a tração;
• Coloca areia automaticamente.

5.22 Funcionamento da VÁLVULA PILOTO DE CARREGAMENTO A1:


Como a válvula piloto de carregamento A1 é carregada durante a operação normal do trem?

Resposta: A válvula piloto interruptora de carregamento A1 é carregada com ar do


encanamento geral.

O ar flui, através da passagem 1, para :


1. O lado superior e câmara da mola do pistão atuante;
2. A parte inferior do pistão atuante, através de um bujão localizado no mesmo;
3. O reservatório de volume, através da passagem 11.

Como as pressões são iguais em ambos os lados do pistão atuante, a tensão da


mola posiciona o pistão atuante para baixo.

A pressão do reservatório principal abastece a válvula piloto interruptora de


carregamento A1, através da passagem 30.

O ar flui para a válvula de carretel do pistão atuante e fica interrompido:


1. Na válvula de carretel do pistão; e
2. Na parte inferior e câmara do carretel do pistão interruptor.

Jul/2003 - Página 32 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Durante a quebra de trem, que operações são proporcionadas pela válvula piloto interruptora de
carregamento A1?

Resposta:
• Interrompe o abastecimento do encanamento geral;
• Corta o freio dinâmico;
• Corta o motor de tração;
• Coloca areia automaticamente.

Que ocorre com a válvula piloto interruptora de carregamento A1, durante a quebra do trem?

Resposta: Durante a quebra de trem há uma queda rápida da pressão de ar do encanamento


geral na câmara da mola da válvula de areeiro de emergência.

Devido à pressão existente no encanamento 10, a mola da válvula de emergência


de areeiro movimenta-se para baixo.

O ar de suprimento do cano 12 flui para o:


1. cano 11,;
2. equipamento de areeiro; e
3. parte superior da válvula de proteção de quebra de trem.

• Move a válvula de proteção para baixo.


• Liga o ar do reservatório principal do cano 12 para o cano 53.

Para onde flui o ar da passagem 53?

Resposta: O ar da passagem 53 flui para a válvula interruptora do encanamento geral no


manipulador automático e corta o abastecimento do encanamento geral.

Como são aliviados os freios, após a correção da dificuldade responsável pela quebra do trem?

Resposta: Para aliviar a aplicação dos freios por quebra de trem, o punho do manipulador
automático é levado à posição de emergência.

O ar do reservatório principal flui para a passagem 12 e para a câmara da mola da


válvula de proteção de quebra de trem.

A válvula de proteção de quebra de trem:


1. move-se para cima;
2. liga o cano 53 para a atmosfera;
3. alivia os freios.

A válvula de proteção de quebra de trem funciona através do manipulador automático, na


aplicação manual de emergência ?

Resposta: Não.

Durante as aplicações pelo manipulador automático, a pressão flui através do


encanamento das chaves, passagem 12.

Isto evita o funcionamento da válvula piloto mas não, o da válvula de areia.

Jul/2003 - Página 33 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.23 VÁLVULA MU- 2A :


Pilota a seletora F1, condicionando o equipamento de freio a trabalhar em unidade múltipla.

Posições (referência Placa):


• Comandante ou morta;
• Comandada por 6 e 26;
• Comandada por 24.

5.24 VÁLVULA SELETORA F1:

Pilotada pela válvula MU-2 A, condiciona a locomotiva a operar como comandada.

5.25 Função da VÁLVULA SELETORA F1:


Pilotada pela válvula MU-2A condiciona as locomotivas, equipadas com equipamentos de freio
26L, a comandar ou serem comandadas por locomotivas com outros tipos de equipamento.

Protege o equipamento de freio das locomotivas comandadas, reposicionando-as


automaticamente na condição de comandante, numa eventual separação.

5.26 ENCANAMENTO DE EQUALIZAÇÃO DOS CILINDROS DE FREIOS:


Serve para controlar a pressão dos cilindros de freios das locomotivas comandadas,
assegurando a mesma pressão do cilindro de freio da comandante.

5.27 VÁLVULA DE DESCARGA Nº 8:


Assegura a ação rápida na emergência.

5.28 VÁLVULA RELÉ HB-5-D:


Impede, na locomotiva comandada, que uma aplicação de freio automática seja multiplicada.

Na locomotiva comandada, a válvula de controle funciona, fazendo o bloqueio.

5.29 VÁLVULA DE PEDAL:

Opera as válvulas P2 ou P2-A, sempre que o maquinista retira o pé do pedal, ultrapassando o


tempo predeterminado de 6 a 8 segundos.

Provoca uma aplicação total de serviço (aplicação de penalidade).

Na FCA existe o dispositivo de homem-morto de uma e de duas etapas.

O maquinista deverá obedecer aos ciclos do dispositivo de segurança, comprimindo e aliviando o


pedal de comando de acordo com os tempos preestabelecidos.

Jul/2003 - Página 34 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.30 VÁLVULA DE EMERGÊNCIA (TORNEIRA B3A):


Ocasiona uma aplicação de emergência quando é aberta.

5.31 VÁLVULA DE SEGURANÇA:


Protege o sistema de freio contra sobrecarga.

CONDIÇÃO FUNCIONAMENTO SIGNIFICADO


VAZAMENTO INTERMITENTE A válvula está funcionando normalmente.
VAZAMENTO CONTÍNUO A válvula está com defeito

5.32 CILINDRO DE FREIO:


É um gerador de força.

F=PxA

Onde:
P = PRESSÃO
A = ÁREA

5.33 COMPRESSOR:
Produz o ar comprimido.

5.34 DRENOS AUTOMÁTICOS:


Retiram a água dos reservatórios para atmosfera.

5.35 RESERVATÓRIOS:

• Armazenam o ar comprimido vindo do compressor;


• Retêm impurezas;
• Resfriam o ar.

5.36 REGULADOR DO COMPRESSOR:


Controla as pressões máximas e mínimas de trabalho do compressor.

5.37 VÁLVULA DE RETENÇÃO DO RESERVATÓRIO PRINCIPAL :


Evita que o ar do segundo reservatório vá para atmosfera, numa eventual quebra entre
locomotivas.

Jul/2003 - Página 35 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

5.38 VÁLVULA DB-I (GM) OU BK-I-V (U20/MX/U22) :


Alivia os freios da locomotiva (aplicação automática) sempre que se fizer dinâmico .

5.39 MANÔMETRO:
Instrumento para medir pressão.

6.0 EQUIPAMENTOS DE FREIO AB:


Componentes:
• Válvula de controle – AB, ABD, ABDW e BD 60
• Ajustador mecânico de folga SUECOBRAS e FSB
• Cilindro de freio – 8” x 8” , 10” x 12”, 7 5/8” x 12” x 9”;
• Coletor de pó
• Reservatórios
• Válvula VTA e mudança AB-5
• Retentor de controle de alívio.
• Comutador vazio carregado - sucessoras e FSB;
• Torneiras
• Mangueiras

VÁLVULA AB
Partes principais:
• Suporte dos encanamentos;·
• Porção de serviço;·
• Porção de emergência.

Funções básicas:·
• Carregamento;·
• Aplicação;
• Alívio;
• Emergência

VÁLVULA ABD, ABDFABDW


Foram desenvolvidas em 1963/64, dadas às crescentes necessidades das ferrovias.

Funções:·
• Alívio acelerado nas aplicações de serviço;·
• Atuação sensível a pequenos diferenciais de pressão;·
• Aceleração das aplicações de serviço (introdução da parte W).

Jul/2003 - Página 36 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Comentários:
• Válvulas ABDW sem a parte W, são denominadas ABDF. Receberam uma tampa
no lugar da parte W.

VÁLVULA DB -60
Funciona através de pistão com diafragma e anéis de borracha tipo K. É mais moderna e já
possui a função W no seu corpo.

Funções:
• Possui as mesmas funções das válvulas da família AB.

Comentários:
• Utiliza o mesmo suporte de encanamento, podendo trafegar em vagões com
válvulas da família AB.

6.1 AJUSTADOR AUTOMÁTICO DE FOLGA

Fig. 3 - Ajustador automático de folga

ACIONAMENTO PNEUMÁTICO
MANUAL,

Através da válvula de mudança AB-5 e punho de acionamento localizado nas laterais do vagão.

Funcionamento:
• Quando o punho é posicionado para a posição de carga, a válvula AB-5 libera o ar
do encanamento geral para acionar o pistão de liberação do ferrolho, com isso
libera o dispositivo fazendo com que a força seja transmitida através do tirante/barra
de carga.

AUTOMÁTICO
Através da válvula de mudança automática VTA, instalada na travessa e batente do sensor
fixado na lateral do truque do vagão.

Funcionamento:
• Quando o vagão é carregado, as malas do truque se comprimem e o sensor da
VTA, toca no batente, acionando a válvula para a posição de carga. Com isso libera
o ar do encanamento geral para acionar o pistão de liberação do ferrolho, com isso
libera o dispositivo fazendo com que a força seja transmitida através do tirante/barra
de carga.

Observação: O ar usado para abastecer a VTA, AB-5 e comutador é do encanamento geral.

Jul/2003 - Página 37 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Fig. 4 - Dispositivo Vazio Carregado manual Fresinbra, Válvula AB-5 e Punho Válvula AB-5

Fig. 5 - Dispositivo Vazio Carregado automático SUECOBRAS e Válvula VTA

Fig. 6 - Diagrama dos encanamentos

Jul/2003 - Página 38 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

7.0 SUBSISTEMA PNEUMÁTICO

7.1 VÁLVULA DE CONTROLE:

É a parte central do sistema de freio de um vagão.

Componentes:

ASSEGURADORA DE ALÍVIO

• Assegurar o alívio caso a válvula de controle não o faça normalmente.

VÁLVULA DUPLA DE ALÍVIO(DUPLEX)


Descarregar, manualmente:·
• reservatório auxiliar;
• reservatório de emergência;
• cilindro de freio.

Alívio Manual:
• As válvulas possuem uma porção de alívio que permite a drenagem do ar:
• no reservatório auxiliar ou, em ambos os reservatórios, auxiliar e
• de emergência, aliviando os freios do vagão.
• da pressão do cilindro de freio, mantendo o ar do reservatório auxiliar e do
reservatório de emergência.

SERVIÇO RÁPIDO

• Pequena redução local do encanamento geral. Esta redução é suficiente para


colocar a válvula de controle na posição de aplicação.

VÁLVULA LIMITADORA

• Garante 10 PSI de pressão no cilindro de freio, aproveitando o início da aplicação


de ar do encanamento geral.

ESTABILIDADE DE SERVIÇO

• Impede aplicações de emergência durante uma aplicação de serviço

CARREGAMENTO RETARDADO

• As válvulas mais próximas da locomotiva entram em carregamento restrito para


uniformizar o carregamento de toda a composição. Como o alívio e o
recarregamento são simultâneos, obtém-se um alívio uniforme em toda a
composição.

RECARREGAMENTO RÁPIDO

• É o aproveitamento do ar do reservatório de emergência para suprir o reservatório


auxiliar porque durante as aplicações normais de serviço, o reservatório de
emergência permanece inalterado

Jul/2003 - Página 39 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

ALÍVIO ACELERADO APÓS EMERGÊNCIA

• Após a aplicação de emergência, a pressão dos reservatórios de emergência e


auxiliar e do cilindro de freio estão equalizadas em um valor 20% maior que a
pressão máxima obtida durante as aplicações normais de serviço. Entretanto, a
pressão do encanamento geral caiu a uma pressão manométrica zero. Ao iniciar o
alívio dos freios e, consequentemente o carregamento do encanamento geral, a
válvula de controle faz com que o fluxo de ar do cilindro de freio vá para o
encanamento geral, elevando sua pressão.

APLICAÇÃO ACELERADA

• Descarrega o ar do encanamento geral para a atmosfera, acelerando a aplicação


dos freios e reduzindo a distância de parada do trem.

7.2 Função da VÁLVULA DE CONTROLE:

FUNÇÃO DESCRIÇÃO
CARREGAMENTO É o abastecimento de todos os reservatórios do equipamento de freio .
É o restabelecimento da pressão nos reservatórios após aplicação de
RECARREGAMENTO
freio.
APLICAÇÃO É a atuação no sistema de freio.
É a retirada da pressão de ar do cilindro de freio, fazendo com que o
ALÍVIO
vagão fique livre para trafegar.

Tipos de aplicação:

APLICAÇÃO DE SERVIÇO
As aplicações de serviço usadas para redução de velocidade ou paradas normais. Nas
aplicações de serviços, a velocidade de propagação do ar é de 150 m / segundo.

APLICAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Aplicações de emergência são usadas em caso:
• de perigo eminente;
• de danos materiais;
• de ameaça à vida humana.

Nas aplicações de emergência a velocidade de propagação do ar é de 300 m / segundos. Há


20% de esforço de frenagem, a mais. A emergência acontece de forma controlada, em dois
estágios, a fim de evitar choques na composição.
1. Primeiro estágio: A pressão do cilindro de freio sobe 15 PSI em 1 segundo. Esta
pressão é suficiente para vencer a resistência da timoneria de freios e para encostar
as sapatas nas rodas.
2. Segundo estágio: A pressão do cilindro de freio sobe de 15 PSI até à pressão
máxima em 9 segundos. O tempo de emergência é de 10 segundos.

As diferenças entre aplicações de serviço e aplicações de emergência são devidas a dois


fatores:
• Velocidade de propagação do ar.
• Intensidade de força.

Jul/2003 - Página 40 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

A aplicação de emergência é 20% maior que a aplicação de serviço.

Formas de alívio de freios:

• Realizada pelo maquinista, através do manipulador automático 26 C;


• Realizada através do sistema de alívio a vácuo;
• Realizada por operação manual, através da válvula dupla de alívio (Duplex).

O alívio realizado pelo maquinista é simultâneo à ação de recarregamento.

AJUSTADOR:
Absorve as folgas da timoneria, causadas pelo desgaste das sapatas, mantendo, constante, o
curso do cilindro de freio.

7.3 CILINDRO DE FREIO:


Gerador de força:

F=PxA

Onde:
F = Força
P = Pressão
A = Área

Tipos de CILINDRO DE FREIO:


CILINDROS DE FREIO SIGNIFICADO
10 x 12” O cilindro tem 10” de diâmetro e 12” de deslocamento
8 x 8” O cilindro tem 8” de diâmetro e 8” de deslocamento.
7 5/8 x 12 x 9” O cilindro tem 7 5/8” e 12’ de diâmetro e 9” de deslocamento.

Os cursos dos cilindros de freio são calculados.


Deve-se usar, no máximo, ¾ do seu valor total de deslocamento.

7.4 COLETOR DE PÓ COM TORNEIRA DE ISOLAMENTO:

• Protege a válvula de controle contra a entrada de pó e/ou contra resíduo de


ferrugem proveniente da tubulação.
• Isola o vagão quando necessário.

7.5 RESERVATÓRIOS AUXILIAR E DE EMERGÊNCIA:

Armazenam o ar que vem através da válvula de controle.


• O Reservatório Auxiliar tem um volume de 2500 polegadas cúbicas de ar.
• O Reservatório de Emergência tem um volume de 3500 polegadas cúbicas de ar.

Jul/2003 - Página 41 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

7.6 VÁLVULA DE MUDANÇA AB-5:

• Aciona o comutador vazio/carregado para mudar o regime de frenagem.


• Atua no cilindro de freio de 7 5/8” x 12 x 9” para fazer o regime de frenagem vazio.
• Obedece a placa indicadora vazio/carregado.

7.7 VÁLVULA DE MUDANÇA VTA:


Instalada na lateral do truque, aciona o vazio/carregado para mudar, de forma automática, o
regime de frenagem.

Na FCA, a mudança do regime de frenagem é feito de forma mecânica, assim como o uso da
válvula EL 60.

A função da válvula EL 60 é reduzir a pressão do cilindro de freio, quando o vagão se encontrar


na condição de vazio, reduzindo a força de frenagem.

7.8 RETENTOR DE CONTROLE DE ALÍVIO:


Sua função é proporcionar dois tipos de alívio:
• Direto
• Restrito.

7.9 COMUTADOR VAZIO/CARREGADO:


Muda o regime de frenagem quando acionado:
• Manualmente;
• Automaticamente através VTA ou AB-5.

7.10 TORNEIRAS EXTREMAS:


Abrem e fecham o encanamento geral.

TIPOS DE TORNEIRAS DESCRIÇÃO


RETA Para vagões cuja mangueira trabalha em linha.
ANGULAR Para vagões cuja mangueira trabalha cruzada

7.11 MANGUEIRAS:
Têm a função de dar continuidade ao encanamento geral.

Existem vários tipos de mangueira:

TIPO DE
DESCRIÇÃO
MANGUEIRA
1 3/8 x 22” Usado em vagões.
1 3/8 x 30” Usado no encanamento geral da locomotiva
1 1/8 x 30 Com terminal de 1” , é usada no equalização da locomotiva principal.
1 1/8 x 30 Com terminal de ¾”, é usada no equalização do cilindro de freio da locomotiva.

Jul/2003 - Página 42 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

7.12 CONEXÕES:

Do tipo WABCOSEAL,
Facilitam a união ou substituição da tubulação .

Funcionamento da VÁLVULA AB
POSIÇÃO DE CARREGAMENTO:

O ar passa pelo coletor de pó e pela torneira de isolamento. Atua na válvula de descarga. Passa
por um ramal e atua em cima da válvula de retenção do alívio acelerado.

Seguindo, passa pelo filtro no suporte e atua nas faces dos pistões de serviço e de emergência.

Na face do pistão de emergência, o ar passa pelo orifício de carregamento e atua nos seguintes
lugares:·
• Lado oposto do pistão;
• Em cima da válvula de gaveta;
• Na câmara de ação rápida;
• Lado inferior da retenção de excesso.

Na face do pistão de serviço, o ar passa pelos orifícios de carregamento e atua nos seguintes
lugares:
• Lado oposto do pistão;
• Em cima da válvula de gaveta;
• Na válvula asseguradora de alívio;·
• Em cima da retenção do auxiliar na válvula dupla de alívio (DUPLEX);·
• No reservatório auxiliar.

Passando através da válvula de gaveta, o reservatório auxiliar carrega o reservatório de


emergência que atua nos seguintes lugares:
• Em cima da válvula de retenção de emergência da válvula dupla de alívio;·
• Em cima da válvula de retenção de excesso e haste da gaveta na válvula de
emergência.
• Na posição de carregamento, o cilindro de freio fica ligado, através da gaveta, ao
retentor de controle de alívio.

POSIÇÃO DE SERVIÇO:

Quando inicia uma redução no encanamento geral, o pistão de serviço se desloca e ·


• Comprime a mola;
• Desliga o reservatório auxiliar do emergência através da válvula reguladora;·
• Fecha os orifícios de carregamento;
• Liga, através da graduadora e gaveta, o encanamento geral ao volume do serviço
rápido e, deste, para a atmosfera.

Jul/2003 - Página 43 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Continuando a redução no encanamento geral, aumenta a diferença, o pistão se movimenta e


arrasta a válvula de gaveta e:·
• Desliga o cilindro de freio do retentor;
• O RE fica desligado do RA, através da válvula de gaveta;
• Liga, através da gaveta, o encanamento geral à válvula limitadora e desta, para o
cilindro de freio até 9PSI, quando a válvula limitadora se fecha;·
• Liga o reservatório auxiliar através de gaveta, passando pela válvula injetora, indo
atuar no cilindro de freio e, através da válvula de gaveta de emergência o ar do
cilindro de freio atua no volume injetor e face do pistão injetor.
• Na válvula de emergência, o encanamento geral também reduz na face do pistão.
Este produz um pequeno movimento, ligando a câmara de ação rápida, através da
válvula graduadora e gaveta, para a atmosfera, na mesma proporção que o geral.

POSIÇÃO DE RECOBRIMENTO:

Conseguida a redução da pressão no encanamento geral, estando a mesma estabilizada, o


reservatório auxiliar, alimentando o cilindro de freio, fica ligeiramente inferior ao encanamento
geral;

O pistão de serviço movimenta-se até encontrar a resistência da válvula de gaveta;

Leva consigo a válvula graduadora que corta o fluxo de ar do reservatório auxiliar para o cilindro
de freio.

POSIÇÃO DE EMERGÊNCIA:

Primeira fase de emergência:

Quando, por qualquer motivo, houver uma queda de pressão no encanamento geral na
velocidade de emergência desenvolve-se uma diferença de pressão na face do pistão de
emergência que se desloca, comprimindo a mola, arrastando a válvula graduadora e a válvula de
gaveta, permitindo que o ar da câmara de ação rápida passe para a face do pistão de descarga,
provocando:
• Movimento do pistão de descarga;
• Abertura da válvula de descarga;
• Descarga rápida do encanamento geral;
• Ligação, através da válvula de gaveta, do reservatório de emergência ao RA;
• Fechamento, através da gaveta, do volume do pistão injetor e face do pistão injetor
de forma que a mola mantenha a válvula injetora aberta;
• Fluxo combinado livremente para o cilindro de freio, através da válvula injetora, até
a pressão de 15 PSI, quando se fecha a válvula injetora.

Segunda fase de emergência:

Com a válvula injetora fechada, o desenvolvimento da pressão do cilindro de freio ocorre de


forma retardada através do orifício restrito 127.

Terceira fase de emergência:

A pressão da câmara de ação rápida, atuando na face esquerda da válvula de controle de tempo
e na face direita, atua a pressão do cilindro de freio.

Jul/2003 - Página 44 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

A pressão do cilindro de freio, aumentando e a pressão da câmara de ação rápida reduzindo,


através do orifício do pistão de descarga para a atmosfera, havendo uma diferença de pressão
entre a câmara de ação rápida e a pressão do cilindro de freio, a válvula de controle de tempo
será levantada de sua sede mais orifício 153, permite o fluxo de ar para o cilindro de freio de
forma mais rápida.

ALÍVIO ACELERADO APÓS EMERGÊNCIA:

Quando a pressão do EG, na face do pistão de emergência aumenta o suficiente, o pistão se


desloca, comprimindo a mola de retorno 137, a válvula de gaveta de emergência, desliga o RE
do CF e RA.

A pressão do CF e RA, atuando no lado inferior da válvula de retenção do alívio acelerado e na


parte superior, atua o EG, que no momento do recarregamento é inferior, a retenção do alívio
acelerado se abre e a pressão combinada do CF e RA flui para o EG até se equalizarem ,
permitindo um rápido acréscimo inicial de pressão no EG.

Na parte de serviço, o crescimento da pressão na face do pistão, faz com que ele se desloque,
tomando a posição de alívio, desligando o RA do CF, ligando o RE no RA e, ligando o CF para a
atmosfera, através da válvula de gaveta.

LEGENDA:

EG = Encanamento Geral.
CF = Cilindro de Freio.
RA = Reservatório Auxiliar.
RE = Reservatório de Emergência.

8.0 SUBSISTEMA MECÂNICO


Compreende toda timoneria de freio:
• Alavancas;
• Tirante;
• Triângulo de freio;
• Sapatas;
• Ajustador;
• Comutador.

Cálculo de Alavanca:

Jul/2003 - Página 45 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

Fa = Fb

F = Força
P = Peso
A = Distância Força até o ponto fixo.
B = Distância do Peso até o ponto fixo.

Dentro da timoneria de freio, destacam-se:


• Ajustador Automático de folga;
• Comutador Vazio Carregado.

AJUSTADOR AUTOMÁTICO DE FOLGA


Pode ser montado entre alavancas ou como tirante de freio. Absorve toda folga da timoneria,
causada pelo desgaste das sapatas. Mantém constante, o curso do cilindro de freio.

COMUTADOR VAZIO CARREGADO


Quando a relação do peso total do vagão, divido pela tara, ultrapassar 4,16 (segundo a AAR) ou
4,4 (segundo ABNT), o vagão deverá ser equipado com o comutador vazio carregado, a fim de
ter dois regimes de frenagem.

Exemplo:

Tara + Carga
Peso Total =
Tara

Tara + Carga = 4.16 ou 4,4


Tara = Vagão vazio.

Acima destes valores, o vagão precisa de :·


• Um regime de frenagem vazio.·
• Um regime de frenagem carregado. Com o advento da sapata dinamométrica, os
valores 4,16 e 4,4 passaram para 4,6.

9.0 SUBSISTEMA SAPATA RODA TRILHO


O subsistema Sapata Roda Trilho atua as forças de frenagem.
• Coeficiente de atrito entre roda trilho é diferente do coeficiente de sapata roda.
• A força de atrito é também conhecida como força de aderência.
• A força tangencial não pode ser maior que a força de atrito, para não causar travar
a roda.
• Para se calcular o esforço de frenagem, são necessários alguns elementos como:
o Capacidade de carga do vagão.
o Tara do vagão.

Jul/2003 - Página 46 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

A norma determina:
• de 6,5 a 10% - vagão carregado;
• 30% - vagão vazio.

LEGENDA:

P = Peso
Ft = Força tangencial
Fr = Força radial
Fa = Força de atrito
µ = Coeficiente de Atrito
Fa =Pxµ
Ft = Fr x µ

9.1 TESTE INDIVIDUAL DE VEÍCULOS


Estes testes deverão ser efetuados com a válvula de alimentação regulada para 90 PSI.

TESTE DE APLICAÇÃO:

1. Desloque o punho do aparelho para a posição no. 4 até que o freio comece a ser
aplicado
2. Leve o punho à posição no. 3 imediatamente.
Esta aplicação deve ser obtida com uma redução de pressão do encanamento geral
não superior a 3 PSI.
A pressão do encanamento geral deve continuar diminuindo, até o fechamento da
válvula limitadora de serviço rápido, desde que a queda total de pressão no
encanamento geral não seja inferior a 4 PSI e nem superior a 10 PSI.
Se a queda de pressão for mais além, poderá indicar
• Vazamento no encanamento geral ou no cilindro de freio ;
• Deficiência no vazamento da válvula limitadora de serviço rápido.

9.2 TESTE DE VAZAMENTO DO ENCANAMENTO GERAL:

1. Efetue uma redução adicional da pressão do encanamento geral até obter uma
queda total de 15 PSI
2. Volte o punho à posição de nº.3 (RECOBRIMENTO), lentamente
3. Observe o manômetro do encanamento geral. O vazamento será indicado por uma
queda de pressão que não deverá exceder a 2 PSI em um minuto.

Jul/2003 - Página 47 de 48
Locomotivas e Vagões
Freios

9.3 TESTE DE ALÍVIO:

1. Leve o punho do aparelho à posição nº. 1 para carregar o equipamento até à


pressão de 90 PSI
2. Desloque o punho para a posição nº. 3 - recobrimento, verificando se o
equipamento está totalmente carregado.
3. Leve o punho para a posição nº. 4 até que se inicie a aplicação.
4. Volte o punho á posição nº. 3 rapidamente, deixando que a pressão do
encanamento geral baixe até o fechamento da válvula limitadora de serviço rápido.
Espere 10 segundos para que a pressão se estabilize.
5. Leve o punho para a posição nº. 2. O freio deverá aliviar dentro de 45 segundos.

9.4 TESTE DE ESTABILIDADE DE SERVIÇO:

1. Desloque o punho para a posição no.1 para carregar o equipamento até à pressão
de 90 PSI.
2. Leve o punho à posição no. 5 reduzindo 20 PSI na pressão do encanamento geral.
3. Volte o punho à posição no. 3. Em seguida. Desta manipulação não deverá resultar
aplicação de emergência.

9.5 TESTE DE EMERGÊNCIA:

1. Abra a torneira 3/8” do aparelho, mantendo o punho colocado na posição no.3.


Haverá uma aplicação de emergência, indicada pela descarga total da pressão do
encanamento geral.

9.6 TESTE DE ALÍVIO APÓS EMERGÊNCIA:


Feito o teste de emergência, espere cerca de um minuto antes de iniciar o alívio, a fim de
permitir a descarga total, para a atmosfera, da pressão na câmara de ação rápida.
1. Leve o punho à posição no.1, recarregando o encanamento geral até 28 PSI.
2. Volte o punho para a posição no. 3, imediatamente.
3. Verifique se a pressão do encanamento geral continua subindo devido ao fluxo de
ar do cilindro de freio e do reservatório auxiliar para o encanamento geral
Isto indica a movimentação do êmbolo de emergência para a posição de alívio
acelerado.
A pressão do encanamento geral deverá subir até que haja o equilíbrio do
encanamento geral com o cilindro de freio e o reservatório auxiliar.
4. Leve o punho para a posição no.1 a fim de aliviar o freio.

REFERÊNCIAS:

FCA – FERROVIA CENTRO ATLÂNTICA – II Módulo Reciclagem de Maquinista: Mecânica,


Elétrica e Freio. Novembro de 2000.

Jul/2003 - Página 48 de 48

Você também pode gostar