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Charlatanismo & Prestidigitação

1 – Charlatanismo:
• Exploração da boa-fé do público pela venda de falsa cura
• Charlatão: impostor, embusteiro, trapaceiro.
2 – Prestidigitação:
• Falsidade, falcatrua, enganação.
• Prestidigitador: artista que, pela ligeireza dos movimentos das mãos, faz deslocar ou desaparecer objetos,
iludindo a vigilância do espectador de maneira que parece inexplicável; ilusionista, mágico.
3 – Os médiuns interesseiros nem sempre visam o lucro material; muitas vezes buscam a satisfação de desejos
pessoais. A faculdade mediúnica é para a prática do bem, e os Espíritos Bons afastam-se de quem pretender
transformá-la em meio para qualquer coisa contrária aos desígnios da Providência. Quando isto acontece, o médium
liga-se a Espíritos inferiores, por associação de ideias, ou mistifica, traindo a boa-fé dos outros, ou engana, tornando-
se um charlatão e prestidigitador. [item 306]

Os médiuns não são seres privilegiados e, sim, criaturas que "fracassaram tremendamente" no passado e receberam, por
misericórdia divina, a mediunidade como instrumento de trabalho, em benefício dos outros e de si mesmos. [Livro
EMMANUEL, cap. XI]

4 – Quem pretende dispor de Espíritos às suas ordens, para exibi-los em público, é suspeito de charlatanismo ou de
prestidigitação. O desinteresse absoluto é a melhor garantia contra o charlatanismo. Se esse desprendimento não
assegura sempre a boa qualidade das comunicações inteligentes, priva pelo menos os maus Espíritos de um
poderoso meio de ação e fecha a boca de certos detratores. [item 308]
5 – Ainda assim, é possível que o médium interesseiro seja honesto e consciencioso! O grau de confiança e/ou
desconfiança que se possa ter nele depende da consideração que o seu caráter e sua moral inspirem. [item 311]
Quando um médium se resolve a transformar suas faculdades em fonte de renda material, será melhor esquecer suas
possibilidades psíquicas e não se aventurar pelo terreno delicado dos estudos espirituais. A remuneração financeira, no trato
das questões profundas da alma, estabelece um comércio criminoso, do qual o médium deverá esperar no futuro os resgates
mais dolorosos. A mediunidade não é ofício do mundo, e os espíritos esclarecidos, na verdade e no bem, conhecem, mais que
os seus irmãos da carne, as necessidades dos seus intermediários. [PÉROLAS DO ALÉM, pág. 151]
6 – Os sonâmbulos, que utilizam sua faculdade de maneira lucrativa, não se encontram no mesmo caso. Embora essa
exploração esteja também sujeita a abusos, e o desinteresse constitua a maior garantia da sinceridade, a posição é
diferente, porque é o seu Espírito que age, estando sempre à sua disposição. Na realidade, exploram a si mesmos,
mas têm a liberdade de dispor de si como quiserem, ao passo que os médiuns especuladores exploram as almas dos
mortos. [item 312]
O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que nos momentos de emancipação vê, ouve e
percebe, além dos limites dos sentidos. O médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o
que diz não vem de si.
Mas, o Espírito que se comunica com um médium comum também pode fazer o mesmo com um sonâmbulo; ocorre
mesmo que muitas vezes o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação. Muitos sonâmbulos veem
perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como os médiuns videntes. Podem conversar com eles e nos
transmitir seus pensamentos. O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, com frequência é sugerido por
outros Espíritos. [item 172]

7 – Os médiuns de efeitos físicos são mais passíveis de serem mistificadores do que os de efeitos inteligentes,
porque: [item 315]
 seus fenômenos se dirigem mais aos olhos do que à inteligência, e por isso a prestidigitação pode imitar mais
facilmente.
 despertam curiosidade, mais do que os outros, e são mais apropriados a atrair as multidões e, consequentemente, mais
produtivos.
8 – Muitos mágicos, ilusionistas, para darem certo ar de mistério aos seus truques, imitam os fenômenos espíritas e
alegam a presença de Espíritos, especialmente nos casos de pancadas, movimento de objetos sem contato,
suspensão de corpos no ar, aparições, escrita direta, transporte de objetos para o lugar onde se efetua a reunião.
[itens 318 a 323]