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5/6/2014 Fósforo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Fósforo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O fósforo (grego φωσφόρος [phosphorus], portador de


luz) é um elemento químico de símbolo P, número atômico Fósforo
15 (15 prótons e 15 elétrons) e massa atómica igual a 31 u.
Silício ← Fósforo → Enxofre
N
Índice ↑ 15 P
P

1 Etimologia As
2 Características Tabela completa • Tabela estendida
3 Aplicações
4 Ação biológica Aparência
5 História (Descoberta) incolor, branco ceroso, amarelo, escarlate,
6 Abundância e obtenção vermelho, violeta, preto
7 Precauções
8 Outros dados
9 Referências

fósforo branco ceroso (corte amarelo), vermelho


Etimologia (grânulos centro esquerda, bloco centro direita), e violeta.

Informações gerais
Por sua etimologia, "fósforo" significa "luz brilhante" e
provém do latim "phosphorus", que por sua vez se originou Nome, símbolo, número Fósforo, P, 15
no grego "phosphoros", formada de "phos" (luz) e do sufixo Série química não-metais
"phoros" (portador). Grupo, período, bloco 15 (VA), 3, p
Densidade, dureza 1823 kg/m3,
Características Propriedade atómicas
Massa atômica 30,973762(2) u
É um nome genérico dado a inúmeras combinações
distintas de fosfatos, tendo sido descoberto em 1669 por Raio covalente 106 pm
Henning Brand. Raio de Van der Waals 180 pm
Configuração electrónica [Ne] 3s 2 3p3
Fósforo é um não-metal (apesar de existir a forma
alotrópica conhecida como fósforo preto que se comporta Elétrons (por nível de energia) 2, 8, 5 (ver imagem)
como um semi-metal, apresentando estrutura cristalina) +5, +4, +3, +2,
multivalente pertencente à série química do nitrogênio Estado(s) de oxidação
+1, -1, -2, -3
(grupo 15 ou 5 A) que se encontra na natureza combinado, (óxido ligeiramente
ácido)
formando fosfatos inorgânicos, inclusive nos seres vivos.
Não é encontrado no estado nativo porque é muito reativo, Alótropos com
Estrutura cristalina
várias estruturas
oxidando-se espontaneamente em contato com o oxigênio
do ar atmosférico, emitindo luz (fenômeno da Propriedades físicas
fosforescência). Estado da matéria sólido
Ponto de fusão 317,3 K

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O fosforo é o único macronutriente que não existe na Ponto de ebulição 553,6 K


atmosfera, se não unicamente quando encontrado em Entalpia de fusão 0,657 kJ/mol
forma sólida nas rochas.
Entalpia de vaporização 12,129 kJ/mol
Ao mineralizar-se, é absorvido pelas raízes das plantas e se branco: 1 Pa a 279
incorpora a cadeia trófica dos consumidores, sendo K
Pressão de vapor
vermelho: 1 Pa a
devolvido ao solo, nos excrementos ou através da morte. 455 K
Uma parte do fosforo é transportada por correntes de
água. Ali, se incorpora na cadeia trófica marinha ou se Diversos
acumula e se perde nos solos marinhos, aonde não pode Eletronegatividade (Pauling) 2,19
ser aproveitada pelos seres vivos, até que o afloramento de (branco, 25 ºC)
algas profundas possam reincorporá-lo na cadeia trófica. A Calor específico
12,4 J/(kg·K)
partir do "guano" ou excremento de aves pelicaniformes, o Condutividade térmica 0,236 W/(m·K)
fósforo pode ser reutilizado como "guano" reiniciando um
1º Potencial de ionização 1011,8 kJ/mol
novo ciclo.
2º Potencial de ionização 1907 kJ/mol

Aplicações 3º Potencial de ionização 2914,1 kJ/mol


Isótopos mais estáveis
O ácido fosfórico concentrado, que pode conter
Ed
entre 70 e 75% de pentóxido de fósforo (P2O5) é iso AN Meia-vida MD PD
MeV
importante para a agricultura, já que forma os 31P 100 % estável com 16 neutrões
fosfatos empregados para a produção de 32P sintético 14,28 d β− 1,709 32S
fertilizantes. 33P sintético 25,3 d β− 0,249 33S
Os fosfatos são usados para a fabricação de cristais
especiais para lâmpadas de sódio e no revestimento Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.
interno de lâmpadas fluorescentes.
O fosfato de cálcio é utilizado como pó de confeite
para bolos e outros produtos, em confeitarias.
É importante para a produção de aço e bronze.
O Fosfato trissódico é empregado como agente de limpeza para amolecer a água e prevenir a corrosão
da tubulação.
O Fósforo branco tem aplicações militares em bombas incendiárias e bombas de efeito moral.
Também é usado em fósforos de segurança, pirotecnia, pastas de dente, detergentes, pesticidas e outros
produtos.
Os ortopolifosfatos (HPO4 e H2PO4 - PO4 reativos, PO4 condensados, Óxido de fósforo P2O5) são
utilizados para prevenção e tratamento de doenças como osteoporose, artrite reumatoide, artrite, artrose,
cálculos renais. A combinação destes fosfatos também pode ser utilizada como antioxidante e
solubilizante. Estes fosfatos também são extremamente benéficos para as funções mentais (memória e
raciocínio).

Ação biológica
Os compostos de fósforo intervêm em funções vitais para os seres vivos, sendo considerado um elemento
químico essencial e um dos elementos CHONPS. O fósforo tem relevante papel na formação molecular do
ADN e do ARN, bem como do ATP, adenosina tri-fosfato. As células utilizam-no para armazenar e
transportar a energia na forma de fosfato de adenosina. Além disso, funciona como íons tampões, impedindo a
acidificação ou alcalinização do protoplasma.

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A falta de alguns fosfatos prejudica muito a qualidade de vida e em diversos casos acarreta doenças
associadas a senilidade e senescência:

Transformações ocorridas no século XX em certas regiões, com repercussões na urbanização, na fecundidade


e no meio ambiente, têm produzido impacto na estrutura etária da população e na mortalidade, exigindo
mudanças na resposta de cada sociedade aos problemas de saúde. A queda da mortalidade (principalmente a
infantil), a redução da fecundidade e o aumento da expectativa de vida resultam no envelhecimento da
população e aumento das taxas de doenças crônico-degenerativas 1 .

No Brasil, estima-se que a população de idosos seja 7%, mas a projeção para 2020 é que esta percentagem
deva triplicar, colocando o país em sexto lugar, em âmbito mundial, em relação ao número de idosos 2 .

A manutenção da capacidade funcional é um dos requisitos para um envelhecimento saudável (RAMOS,


1993). A função física é reconhecida como componente importante da qualidade de vida, além de ser um
indicador universalmente aceito do estado de saúde. Do ponto de vista individual, a função física é necessária
para manter o indivíduo independente e participante na comunidade. Nessa perspectiva, a incapacidade
funcional é um problema social, que traz maior risco de institucionalização e altos custos para a saúde pública 3
.

Após os sessenta anos, observa-se uma redução no peso corporal total 4 . A quantidade de massa muscular é
reduzida, enquanto a porcentagem de gordura aumenta. Com relação ao tecido ósseo, a perda dos homens é
de cerca de 10 % após os 65 anos, e cerca de 20% após os 80 anos. Nas mulheres, a perda média é de 20%
aos 65 anos, e de 30% por volta dos 80 anos de idade (BLAIR, 1994).

O estudo do envelhecimento mostra o declínio de várias funções fisiológicas, dentre as quais, do sistema
cardiovascular, pulmonar, neuromuscular e ósseo. A falta de cálcio nas costelas e vértebras pode acarretar no
aumento da rigidez do gradeado costal. Essa modificação pode ser percebida também pela calcificação das
cartilagens condroesternais e alterações nas articulações costovertebrais.

A diminuição da massa muscular, associada ao avanço da idade, inevitavelmente altera a força, a densidade
óssea, a sensibilidade à insulina e a capacidade aeróbica. Contudo a capacidade de oxidação do aparelho
musculoesquelético parece se manter até os 70 anos 5 . Já os ossos possuem uma estrutura rígida de tecido
conjuntivo, especialmente de colágeno, sais minerais, proteínas e glicosaminoglicanos, hidroxiapatia (fosfato de
cálcio). A função das fibras de colágeno é oferecer elasticidade, enquanto que a resistência é proveniente dos
minerais. Nos idosos, os minerais predominam no tecido ósseo acarretando na menor flexibilidade e aumento
da fragilidade (WARBURTON, 2006). Segundo GORZONII & RUSSO (2002) a remodelação óssea
depende dos processos de formação e reabsorção, que possuem três funções primordiais: reparar microlesões,
manter a resistência e retirar cálcio ósseo para manter a calcemia.

A diminuição da massa óssea demonstra associação com o aumento da fragilidade e do risco de fraturas. Nas
mulheres essas alterações podem ser mais acentuadas que em homens, principalmente após a menopausa. A
genética também pode influenciar a massa óssea e o tamanho do esqueleto. Esses fatores chegam a influenciar
85% da variância interpessoal da densidade mineral óssea 6 .

Diversas modificações funcionais no idoso podem ser atribuídas ao envelhecimento na composição óssea e
articular aliada as alterações musculares, esses dois fatores são componentes da massa magra corporal,
incorporando a massa residual e massa gorda, formando assim o peso corporal total.

As doenças relacionadas com a senilidade e senescência são a osteoporose, artrite reumatoide, artrose entre
outras.

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A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da sua
microarquitetura, com o aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. Afeta milhões de pessoas no
mundo inteiro, sendo considerada um dos maiores problemas de saúde pública, junto com as doenças
cardiovasculares e o câncer. Considerando o grande impacto socioeconômico da doença, a melhor estratégia
para o manejo da osteoporose é a sua prevenção.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva a
deformidade e destruição das articulações em virtude de erosões ósseas e da cartilagem. Afeta mulheres duas a
três vezes mais que os homens e sua prevalência aumenta com a idade. A artrite acomete grandes e pequenas
articulações em associação com manifestações sistêmicas como: rigidez matinal, fadiga e perda de peso.
Quando envolve outros órgãos, a morbilidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a
expectativa de vida em cinco a dez anos. Com a progressão da doença, os pacientes com artrite reumatoide
desenvolvem incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como profissional, com
impacto significativo para o paciente e para a sociedade.

A artrose é também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular
degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril,
mãos e dedos. Ocorre tanto em homens como em mulheres, sendo a mais comum das doenças reumáticas.

Na artrose ocorre o desgaste progressivo da cartilagem das "juntas" (articulações) e uma alteração óssea, os
chamados "bicos de papagaio". Fatores hereditários e fatores mecânicos podem estar envolvidos no seu
aparecimento. A artrose atualmente é considerada como tendo uma causa multifatorial, envolvendo fatores
genéticos, mecânicos e metabólicos.

A artrose pode ser divida em primária (sem causa conhecida) ou secundária (com causa conhecida). A primária
pode afetar as juntas dos dedos, mãos, bacia, joelhos e coluna, e ocorre mais frequentemente em idosos. A
artrose secundária pode afetar qualquer articulação como sequela de uma lesão articular de causas variadas,
como traumatismos, defeitos das articulações, hipotireoidismo, diabetes, etc, e pode ocorrer em qualquer
idade.

A participação da hereditariedade é importante, principalmente em certas apresentações clínicas, como os


nódulos dos dedos das mãos, chamados de nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard
(na junta do meio dos dedos). Além dos fatores genéticos, outros fatores são considerados de risco para a
artrose, como a obesidade e certos tipos de atividades repetitivas e com sobrecarga de articulações.

A artrose é a mais comum das doenças reumáticas, acomete tanto homens como mulheres e aumenta sua
incidência com a idade. Vários fatores estão envolvidos no seu aparecimento e seu principal sintoma é a dor nas
articulações. O tratamento da artrose inclui várias medidas que melhoram a qualidade de vida, como exercícios
físicos, repouso, controle do peso e medicamentos para controle da dor. No entanto, a prevenção, ainda é a
melhor maneira de garantir qualidade de vida e a longevidade. Sabe-se que manter a quantidade de alguns
fosfatos no organismo pode dificultar o surgimento de mais problemas e complicações ao avançar da idade.

LÍTIASE URINÁRIA (PEDRA NOS RINS) E O FÓSFORO

Desde a mais remota antiguidade, a litíase renal ou as pedras nos rins causam sofrimento ao ser humano. Há
quatro milênios antes de Cristo, passando pela Grécia e Roma antigas, os médicos já descreviam casos de
cálculos. Foram encontradas múmias egípcias, em El Amrah, datadas de 4800 a.C. com cálculo renal. A
incidência de litíase urinária tem aumentado nos países industrializados nas últimas décadas, estimando-se que
aos 70 anos entre 5-15% da população terá gerado pelo menos um cálculo. Atualmente somente as doenças
da próstata e infecções urinárias são mais frequentes que os cálculos (ROUSSAUD & PEDRAJAS, 1986;
SAUCIE et al.,1996). Deve-se salientar que 12 % dos homens e 5% das mulheres, algum dia irá apresentar um
episódio de cálculo, predominando na terceira e quarta décadas de vida. Fatores geográficos contribuem para

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o aparecimento de cálculos. Áreas de temperaturas elevadas e com grande umidade são predisponentes à
formação de pedras, sendo observados muitos casos durante os meses quentes de verão devido ao maior grau
de desidratação. O tipo mais comum de cálculo em países industrializados contém, principalmente, oxalato de
cálcio isolado ou em combinação com hidroxiapatita. Os cálculos, que tem cálcio em sua constituição,
respondem por 85% dos cálculos renais; os restantes dos 15% são cálculos de ácido úrico, cistina, estruvita ou
cálculos de infecção 7 .

O consumo excessivo de cálcio pode provocar hipercalciúria, porém dietas pobres em cálcio também podem
causar este mesmo problema, por que aumenta a absorção intestinal de oxalatos e a produção de calcitriol.
Redução no volume urinário também promove acréscimo na incidência, devido à supersaturação urinária
(TISELIUS, 2001). O cálcio absorvido em excesso pelo intestino é excretado pelos rins, causando nefrolitíase
e nefrocalcinose (NEGRI, 2007).

A hipercalciúria primária ocorre em 5 a 10% da população geral e é mais comumente diagnosticada em


portadores de litíase urinária, hematúria ou osteoporose. Alterações no transporte intestinal, renal ou ósseo são
causadas por várias combinações de mutações genéticas e de hábitos alimentares (PAK, 1979).

A dieta alimentar é muito importante na prevenção da litíase urinária, ações como a redução da ingestão de sal,
proteína animal e maior ingestão de líquidos diminui o aparecimento de cálculos renais. A restrição de sal
também reduz a excreção urinária de cálcio aumentando assim a atividade inibidora da cristalização de oxalato
cálcico. Em alguns estudos, o tratamento com ortofosfato reduz a taxa de formação de novos cálculos em 90%.
(BURGOS et al, 1998).

O fósforo possui algumas combinações que podem resultar no surgimento da litíase urinária (pedra nos rins) e
outras combinações que podem ser inclusive utilizadas no tratamento do problema. Os dois fosfatos que
causam litíase urinária são: fosfato amoníaco magnesiano e o fosfato cálcico. Os fosfatos que quando
combinados nas medidas corretas podem impedir a formação do problema (regular o metabolismo) e em
muitos casos até mesmo dissolver as pedras são: ortopolifosfatos (HPO4 e H2PO4 - PO4 reativos, PO4
condensados, Óxido de fósforo P2O5). (EHRLICH, 2009).

História (Descoberta)
O fósforo — do latim phosphŏrus, e este do grego φωσφόρος, portador de luz — antigo nome do planeta
Vênus, foi descoberto pelo alquimista alemão Henning Brand em 1669, na cidade de Hamburgo, ao destilar
uma mistura de urina e areia na procura da pedra filosofal. Ao vaporizar a ureia obteve um material branco que
brilhava no escuro e ardia com uma chama brilhante. Ao longo do tempo, as substâncias que brilham na
obscuridade passaram a ser chamadas de fosforescentes. Brand, a primeira pessoa conhecida a descobrir o
elemento químico, manteve esta descoberta por um tempo em segredo.

O nome ´fósforo´ adquiriu novo significado graças ao químico britânico John Walker, que descobriu um
composto que ardia ao ser friccionado contra certas superfícies. Havia nascido o ´fósforo´ comum, colocado à
venda por Walker em 7 de abril de 1827. Inicialmente foi um artifício perigoso, pois soltava chispas e
costumava queimar as pessoas ou chamuscar sua roupa, até que em 1832 o austríaco J. Siegal conseguiu
fabricar os primeiros fósforos de segurança.

Os fósforos atuais são fabricados com sulfato de antimônio, súlfuros e agentes oxidantes tais como clorato de
potássio.

A raiz grega ´phos, photos´ aparece também em palavras como ´fotografia´, ´fóton´ e muitas outras que de
alguma maneira se originaram na ideia de ´luz´.

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O fósforo encontra-se na natureza em combinações de fosfatos e outros sais. Como componente orgânico,
encontra-se nos organismos vivos sob a forma de fosfatos de cálcio, nos ossos e dentes (metabolismo
fosfocálcico), de ésteres ortofosfóricos (associado a ossos, ácidos aminados, a base), de ésteres disfóricos
(adenosina disfórica ou ADP, que desempenham um papel importante na reserva genética), de nucleotídeo no
ácido desoxirribonucleico (ADN), faz parte da urina, do sangue e de outros líquidos corporais. O fósforo não
se encontra livre em nenhuma de suas variedades, mas, em combinações como os fosfatos.

O fósforo e suas diversas aplicações

O fósforo é um mineral essencial para o metabolismo do organismo animal onde possui um papel muito
importante no desenvolvimento e manutenção das estruturas ósseas. É um componente indispensável para a
formação do ATP, dos ácidos nucleicos e faz parte dos fosfolipídios que integram e dão flexibilidade às
membranas celulares.

Desempenha papel de co-fator de múltiplos sistemas enzimáticos no metabolismo de gorduras, carboidratos,


lipídios e proteínas. Regula o equilíbrio ácido-básico do plasma, mantém a integridade do sistema nervoso
central e dos rins. Importante para a mineralização da estrutura óssea, síntese de colágeno e homeostase do
cálcio, regulador da excreção renal e auxilia o corpo na utilização de vitaminas. Tanto o excesso, quanto a
deficiência interferem na absorção de cálcio e no metabolismo (BORGES, 2004).

A presença desse elemento em níveis adequados é especialmente importante nos ossos, em que atua como
suporte dos compostos de cálcio.

O fósforo é um elemento essencial por participar das moléculas de DNA e RNA responsáveis pela transmissão
das características genéticas, sendo indispensável à multiplicação celular, além de serem os compostos de
fósforo os principais manipuladores de energia nas células vivas.

Para a bioquímica, o fósforo também constitui elemento básico, já que faz parte da composição do ATP,
trifosfato de adenosina, e do ADP, difosfato de adenosina, nucleotídeos presentes nos tecidos, que
desempenham função essencial tanto no metabolismo molecular como na regulação entre absorção e liberação
energéticas (MC DOWELL, 1992).

Os sais minerais são nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano. Eles não são
produzidos pelo nosso corpo e são obtidos através da alimentação. É necessário ingerir cálcio e fósforo em
quantidades suficientes para a constituição do esqueleto e dos dentes. O fósforo também desempenha papel
importante no metabolismo do cálcio e nas reações do equilíbrio ácido-básico. Nos ossos desempenha funções
cruciais no desempenho das atividades osteoblástica (construção óssea) e osteoclástica (destruição óssea).

O fósforo é um elemento que possui um amplo espectro de aplicações, depende apenas da sua apresentação.
Pode ser empregado em preparados da indústria farmacêutica, sendo utilizados como reconstituintes e
fixadores do cálcio. Já os compostos fosforados são empregados industrialmente como aditivos de gasolina e
do plástico e em metalurgia como protetores. Alguns fosfatos são extraídos de diferentes minerais e utilizados
como fertilizantes, na agricultura. O fósforo monocálcico é utilizado em confeitarias sob a forma de pó
confeiteiro para bolos e outras misturas.

Outras formas de fosfatos também são utilizado em pastas de dente, detergentes e até por empresas de
saneamento, sendo utilizado como agente limpante para a água e ajudando a prevenir a corrosão tubular. Os
polifosfatos também são utilizados para a remoção de metais pesados no tratamento de águas residuais de
processos industriais (RASHCHI & FINCK, 2000; HOURANT, 2004).

Na indústria alimentícia, os polifosfatos são utilizados em sucos para estabilizar a vitamina C, por apresentarem
capacidade antioxidante (HOURANT, 2004) e também são utilizados em carnes por promoverem o aumento
do pH, a retenção de água e a abertura das estruturas das proteínas (ÜNAL et al, 2006).
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Em alguns cosméticos, são usados como agente quelante e para ajuste tamponante de pH, mas são utilizados
principalmente por sua atividade antioxidante e bactericida (KIM et al., 2004; LANIGAN, 2001).

Em produtos de higiene bucal atuam na remoção de cálculo dentário (WHITE & GERLACH, 2000).

O vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) também sofre inibição pelo polifosfato (LORENZ et al.,
1997).

A atividade tamponante dos polifosfatos também tem grande importância biológica, principalmente na
neutralização de álcalis no interior da célula (KORNBERG et al., 1999).

O polifosfato é capaz de estabilizar o CA2+ de forma que não haja formação de precipitados e possui baixa
cristalinidade, quando sofre interação com o cálcio (PEREIRA, 2007).

São observadas deficiências graves de fósforo em pacientes que ingerem hidróxido de alumínio, como antiácido
por períodos prolongados. A deficiência de fósforo trás consequências graves devido as importantes funções
que este elemento desempenha (RODRIGUEZ & GALLEGO, 1999).

A deficiência de fósforo também pode ser observada em algumas patologias relacionadas ao envelhecimento
como a artrite reumatoide, a artrose e a osteoporose e também em casos de litíase renal, devido as desordens
orgânicas. Os polifosfatos possuem a habilidade de prevenir a precipitação ou dissolver precipitados de metais
alcalinos terrosos. O precipitado se desfaz rapidamente e ocorre a solubilização do mesmo (VAN WAZER &
CALLIS, 1958).

O estudo da hidrólise de fosfatos condensados apresenta grande interesse prático pelo fato que o produto final,
o ortofosfato, é um ótimo agente precipitante (GREENFIELD & CLIFT, 1974).

Em suas pesquisas, GAUER (1998), atribuiu aos fosfatos propriedades antioxidante e solubilizante, por
possuírem capacidade de dissolver precipitados de metais e solubilizá-los rapidamente. Segundo GAUER
(1998), a oxidação nos sistemas biológicos ocorre devido à ação dos radicais livres no organismo. Elas podem
ser geradas por fontes endógenas ou exógenas. Por fontes endógenas, originam-se de processos biológicos que
normalmente ocorrem no organismo, tais como: redução de flavinas e tióis; resultado da atividade de oxidases,
cicloxigenases, lipoxigenases, desidrogenases e peroxidases; presença de metais de transição no interior da
célula e de sistemas de transporte de elétrons.

As fontes exógenas geradoras de radicais livres incluem tabaco, poluição do ar, solventes orgânicos,
anestésicos, pesticidas e radiações. Nos processos biológicos há formação de uma variedade de radicais livres
(ERENEL et al.,1993; RICE-EVANS & BURDON, 1993).

Os processos oxidativos podem ser evitados através da modificação das condições ambientais ou pela
utilização de substâncias antioxidantes com a propriedade de impedir ou diminuir o desencadeamento das
reações oxidativas (ALLEN & HAMILTON, 1983). Os antioxidantes são eficazes na prevenção de doenças
crônicas associadas ao estresse oxidativo (CERQUEIRA et al., 2007), tais como doença de Alzheimer e de
Parkinson.

Abundância e obtenção
Devido a sua reatividade, o fósforo não é encontrado nativo na natureza, porém forma parte de numerosos
minerais. A apatita é uma importante fonte de fósforo, existindo jazidas relevantes deste mineral em Marrocos,
Rússia, Estados Unidos e em outros países.

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A forma alotrópica branca pode ser obtida de várias maneiras. Uma delas é a obtenção do fosfato tricálcico a
partir das rochas. Aquecido em um forno a 1450 °C em presença de sílica e carbono, o fosfato é reduzido a
fósforo, que se libera na forma de vapor.

2Ca3(PO4)2 + 6 SiO2 +10 C → 6CaSiO3 + 10 CO + P4 - 3084 kJ

O fósforo branco obtido na forma de vapor é então condensado em água, evitando-se a presença de ar para
que não inflame.

Precauções
O fósforo branco é extremamente venenoso - uma dose de 50 mg pode ser fatal - e muito inflamável, por isso,
deve ser armazenado submerso em água. Em contato com a pele provoca queimaduras. A exposição contínua
ao fósforo provoca a necrose da mandíbula.Se inflama espontaneamente em contato com o oxigênio

O fósforo vermelho não é tóxico, porém deve-se manuseá-lo com cuidado, já que pode transformar-se em
fósforo branco e produzir emissões de vapores tóxicos se aquecido.

IMPORTANTE: É um erro atribuir ao fósforo toxidade ou efeitos negativos sem conhecer os fosfatos que o
compõe. Ao tratar fósforo de forma genéria, é impossível saber se o produto faz bem ou mal ao ser humano.
Assim como algumas combinações de fosfatos podem trazer prejuízos ao organismo, outras combinações
podem ser muito benéficas.

Outros dados
Encontra-se na sua maior parte nas rochas e se dissolve com a água da chuva, sendo levado até os rios e
mares. Boa parte do fósforo de que precisamos são ingeridos quando nos alimentamos de peixe. Nossos ossos
armazenam cerca de 750 g de fósforo sob a forma de fosfato de cálcio. A falta de fó

Referências
Enciclopedia Libre (http://enciclopedia.us.es/index.php/F%F3sforo)
Los Alamos National Laboratory - fósforo (http://periodic.lanl.gov/elements/15.html)
WebElements.com - fósforo (http://www.webelements.com/webelements/elements/text/P/index.html)
EnvironmentalChemistry.com - fósforo (http://environmentalchemistry.com/yogi/periodic/P.html)
http://es.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3sforo_%28elemento%29

1. ↑ LAURENTI, 1990
2. ↑ PASSARELLI, 2000
3. ↑ MORROW JR, 2003; MATSUDO, 2005
4. ↑ Mc ARDLE et al., 1985
5. ↑ DECHENES, 2004
6. ↑ PEREIRA & MENDONÇA, 2002
7. ↑ GOMES, 2006

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