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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÂO

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE


CÂMPUS MOSSORÓ/RN
Curso: Edificações EJA. Disciplina: Geografia Professor: Renat Brasil

GEOGRAFIA-URBANIZAÇÃO
A urbanização corresponde ao processo de transformação dos espaços rurais em espaços
urbanos, com o crescimento das cidades e das práticas inerentes a elas, como as atividades
industriais e comerciais. O urbano não se restringe à cidade, mas é principalmente nela que ele se
materializa, fato que associa o processo de urbanização ao crescimento das cidades em relação
ao campo.
As primeiras cidades surgiram milhares de anos antes da Era Cristã, com destaque
para Jericó, Ur, Damasco e, na América do Sul, Tiahuanaco (atualmente território da Bolívia). No
entanto, podemos dizer que o processo de urbanização das sociedades propriamente dito ocorreu
a partir do início do Capitalismo Comercial, intensificando-se com o passar dos tempos, sobretudo
após as revoluções industriais.
Por esse motivo, é possível dizer que a urbanização é a representação da modernidade, pois ela
proporciona uma transição social fundamentada no setor primário para os setores industrial,
comercial e de serviços. A divisão social e territorial do trabalho tende a intensificar-se à medida
que as relações econômicas tornam-se mais complexas. O espaço urbano é, pois, a expressão
mais dinâmica do espaço geográfico, pois representa uma aglomerado de práticas culturais,
sociais, econômicas e outras em espaços justapostos entre si.
Existem dois principais tipos de fatores que se associam ao processo de urbanização: os fatores
atrativos e os fatores repulsivos.
Fatores atrativos: ocorrem pela urbanização causada pela atração da população do campo
para as cidades em busca da maior oferta de emprego gerada pela industrialização, além da
existência de melhores condições de renda e de vida. O rápido e fácil acesso a produtos, bens de
consumo e serviços, como escolas e hospitais, além de uma maior interação cultural, também pode
ser listado como um fator atrativo da urbanização.
Fatores repulsivos: ocorrem quando a urbanização acontece pela “expulsão” ou
afastamento da população do campo para as cidades, com uma migração em massa que
chamamos de êxodo rural ou “migração campo-cidade”. Dentre os fatores repulsivos da
urbanização, podemos citar a concentração fundiária (muita terra nas mãos de poucos), os baixos
salários do campo, a mecanização das atividades agrícolas com a substituição da mão de obra,
entre outros.
Os países desenvolvidos foram os primeiros a urbanizar-se, com a maior presença de fatores
atrativos. Com a Revolução Industrial, ao longo do século XVIII, cidades como Londres e Paris
transformaram-se em grandes centros urbanos, porém com uma grande carga de problemas
sociais e miséria acentuada, questão que só veio a ser atenuada pelas reformas urbanas no século
seguinte.
Já os países subdesenvolvidos e emergentes só conheceram uma urbanização mais
intensificada a partir de meados do século XX, e muitos territórios ainda estão em fase inicial desse
processo. Os principais fatores são os repulsivos, como a mecanização do campo e concentração
de terras, além de alguns fatores atrativos, como a industrialização realizada, predominantemente,
pela instalação de empresas multinacionais estrangeiras.
Em muitos casos, conheceu-se a formação de grandes centros urbanos chamados
de metrópoles, com uma área urbana que abrange o espaço de várias cidades. As principais
cidades do mundo, atualmente, são as chamadas cidades globais, com destaque para Nova
Iorque, Tóquio, Londres, Berlim e, nos países emergentes, Cidade do México, São Paulo, Rio de
Janeiro, Bombaim e Buenos Aires, além de muitos outros exemplos
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REDE URBANA

A rede urbana pode ser definida como a interligação entre as cidades que se estabelece a
partir dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações. Assim, todas as cidades da rede
urbana de um país ou do mundo estabelecem entre si algum tipo de relação, que depende
da função que cada cidade possui.
Em virtude da variação da oferta de serviços, negócios, mercadorias, infraestruturas e
potencial econômico, as cidades de uma rede urbana constituem-se em uma espécie
de hierarquia, na qual uma cidade é mais ou menos atrativa dependendo do papel que ela exerce.
Assim, uma grande cidade, por exemplo, que possui os setores de serviços (saúde, transporte,
educação etc.) mais bem desenvolvidos, uma grande oferta de trabalho, opções de lazer e mercado
consumidor, apresenta uma capacidade de atração maior do que uma cidade pequena que ainda
é bastante dependente do meio rural.
Essa capacidade de atração de uma cidade, também conhecida como polarização, é o
principal elemento utilizado para classificar as cidades de uma determinada rede urbana, que se
divide em:
Metrópoles Globais: Cidades com a melhor infraestrutura urbana do mundo e que, em virtude do
seu papel econômico e político e da quantidade de serviços oferecidos, exercem grande influência
a nível mundial, atraindo pessoas, mercadorias, informações e capitais do mundo todo. São
exemplos de cidades globais: Nova Iorque (Estados Unidos), Paris (França), São Paulo (Brasil) e
Pequim (China).
Metrópoles Nacionais: São cidades que possuem uma grande influência dentro de um país,
polarizando praticamente todo o território. As principais metrópoles nacionais brasileiras são: Porto
Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília.
Metrópoles Regionais: Têm capacidade de atração restrita à região em que estão localizadas,
atraindo pessoas de cidades menores em busca de trabalho, moradia, educação ou tratamento
médico que não encontram em suas cidades de origem. São exemplos de metrópoles regionais
brasileiras: Goiânia, Belém e Campinas.
Centros regionais ou cidades médias: São cidades que dependem de outra cidade (metrópole
regional ou nacional), mas que possuem uma oferta de bens e serviços capaz de polarizar uma ou
várias cidades no seu entorno. Um exemplo disso é Santos, que exerce uma influência local no
estado de São Paulo.
Outras cidades: Cidades de pequeno e médio porte que atendem as necessidades mais básicas
da população de pequenas cidades e vilas
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SEGREGAÇÃO URBANA

A segregação urbana – também chamada de segregação socioespacial – refere-se à


periferização ou marginalização de determinadas pessoas ou grupos sociais por fatores
econômicos, culturais, históricos e até raciais no espaço das cidades. No Brasil, alguns exemplos
de segregação urbana mais comuns são a formação de favelas, habitações em áreas irregulares,
cortiços e áreas de invasão.
Pode-se dizer que a segregação urbana é a representação ou reprodução espacial e
geográfica da segregação social, estando quase sempre relacionada com o processo de divisão e
luta de classes, em que a população mais pobre tende a residir em áreas mais afastadas e menos
acessíveis aos grandes centros econômicos. Esses espaços segregados, além do mais, costumam
apresentar uma baixa disponibilidade de infraestruturas, como pavimentação, saneamento básico,
espaços de lazer, entre outros
Podemos definir segregação de duas maneiras: segregação involuntária, aquela que não
ocorre de forma planejada por parte de seus atores, mas é forjada pelas condições sociais e
econômicas. Esse tipo de segregação não pode ser confundido com a segregação
voluntária, também chamada de autossegregação, que é aquela praticada por grupos
economicamente mais ricos que buscam afastar-se do inchamento das cidades, passando a residir
em locais mais ou menos isolados, geralmente em grandes condomínios residenciais luxuosos.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
1-Segundo dados da ONU (2014), em 2012, 55% da população mundial (3.6 bilhões) passou a
viver em áreas urbanas, em contraste com pouco mais de um terço registrado em 1972. Essa
mudança tem implicado grandes metamorfoses do espaço habitado, levando à formação de
megacidades (aglomerados urbanos com mais de 10 milhões de habitantes) em todos os
continentes.
a) Indique os fatores que impulsionam a urbanização mundial levando à formação de megacidades.

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b) Aponte três problemas urbanos ocasionados pelo rápido crescimento urbano.


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2-(UERJ) Observe a imagem a seguir e responda o que se pede:

Assentamento precário é a denominação da


ONU para as comunidades popularmente
conhecidas no Brasil como favelas. São
espaços simultaneamente marcados por
carências urbanas e pelo vigor de sua vida
social.

a) A partir da análise do mapa, identifique a


região com maior população absoluta em
assentamentos precários e a região com maior
população relativa nesses assentamentos.

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b) Apresente também duas justificativas para a grande presença de espaços de urbanização
deficiente em ambas as regiões.

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3-Comente quais as principais diferenças entre o processo de urbanização dos países
desenvolvidos em comparação com os países em desenvolvimentos.

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4-Explique o que é Rede Urbana.

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