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DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO I

CASOS CONCRETOS

SEMANA 1

Determinado governador do Estado do Acre está em forte debate com a Assembléia


Legislativa. Apesar de ter sido eleito em primeiro turno com uma expressiva maioria de
votos, sua Assembleia é hoje composta em maioria considerável pela oposição
ressentida por não ter reeleito o antigo governador, candidato da situação. Diante deste
conflito político, o governador não consegue aprovar a lei orçamentária que se
manifesta compatível com suas propostas. Sendo assim, decide baixar o orçamento por
medida provisória. Deputado da oposição se recusa a votar a medida provisória e
levanta argumentos tecnicamente adequados. Pergunta-se:

a) Quais seriam estes argumentos?


b) Pode o governador editar medida provisória?
c) Cabe medida provisória em Direito Financeiro?.

Resposta:
O Deputado no caso em tela está coberto de razão em questionar a
possibilidade de Medida Provisória (MP) em matéria orçamentária. O primeiro
fundamento reside de um Princípio de Direito Financeiro chamado de Anualidade, este
irá indicar que o orçamento do período de 1 ano será elaborado com antecedência.
Isto por si só veda a possibilidade de uma Medida Provisória que segunda a CRFB/88
irá se basear na urgência e relevância da matéria. Outro argumento é o Artigo 62 da
Constituição Federal que veda a utilização de Medida Provisória em matéria
orçamentária.

A Medida Provisória por si só é uma exceção, muitos autores indicam que pelo
Princípio da Simetria o Governador do Estado estaria facultado a editar tais medidas.
Por outro lado há outros que sustentam a necessidade de previsão na Constituição
Estadual desta exceção para utilização pelo Chefe do Poder Executivo Estadual.

Questão Objetiva:

Identifique qual das opções abaixo traz situação que será objeto de aplicação das regras
do Direito Financeiro:
a) realização de despesa pela Ordem dos Advogados do Brasil
b) processo de seleção de juízes para a carreira da magistratura estadual
c) projeção de receitas da Companhia Estadual de Água e Esgoto do Estado do Rio de
Janeiro
d) previsão de gastos com pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte
SEMANA 2

Em meio a uma crise política e econômica em 2015, o Governo Federal apresentou ao


Congresso Nacional um projeto de lei orçamentária com um déficit de 30,5 bilhões de
reais. À época, questionamentos políticos e econômicos foram levantados e o cerne da
questão gira em torno de um dos princípios orçamentários mais relevantes, que
congrega todos os elementos da atividade financeira do estado. Indaga-se:

1) A questão que se levantou é se estaria o poder executivo autorizado a propor um


projeto de lei com este desequilíbrio? Identifique o princípio orçamentário referente e
como os elementos do Direito Financeiro se relacionam no caso.
2) Como ficaria com base na legislação atual?

Resposta:
O Princípio em questão envolve o equilíbrio econômico e financeiro que se
justifica como equilíbrio entre receita e despesa.
É necessário ressaltar que em 2016 foi editada a famosa PEC dos gastos
públicos ou PEC do teto, está congelou por 20 anos alguns gastos públicos. Justamente
para impedir o desequilíbrio nas contas públicas.
Com relação a possibilidade de existência de um orçamento que apresente uma
discrepância deficitária entre despesas e receitas, é necessário observar o Art. 167, inc.
III da CRFB/88 que veda a realização de operações de créditos que excedam o
montante das despesas de capital.

Questão objetiva:
Julgue os seguintes itens relativos à receita pública e marque a opção correta.
a) Todo tributo advém da Receita Originária.
b) Ingresso e receita constituem sinônimos.
c) Os tributos constituem receita derivada cobrada mediante atividade administrativa
vinculada ou discricionária.
d) Receita originária é aquela em que o Estado atua como particular e receita
derivada é aquela em que o Estado atua através do seu poder de império.
e) Receita derivada é aquela em que o Estado atua como particular e receita originária é
aquela em que o Estado atua através do seu poder de império.
SEMANA 3

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, no ano de 2014, aplicou multas no


valor total de R$278.000,00 a 69 prefeituras por descumprimento da Lei de
Responsabilidade Fiscal. Estas prefeituras deixaram de encaminhar no prazo legal
àquele Tribunal o Relatório de Gestão Fiscal, o Relatório Resumido de Gestão
Orçamentária e o Comparativo das Metas Bimestrais de arrecadação. Neste sentido,
considerando a natureza do Tribunal de Contas e as regras da Lei de Responsabilidade
fiscal, responda:
1) A aplicação de multas do Tribunal de Contas é ato regular?

Resposta:
Sim, a aplicação de multas pelo Tribunal de Contas é ato regular. O Tribunal
de Contas servirá para auxiliar o Poder legislativo na tomada de contas dos entes
públicos, será este Tribunal o responsável por fazer as avaliações técnicas das contas
públicas. Por este motivo é chamado de órgão de controle externo. Sendo assim, os
entes deverão cumprir as exigências impostas pelo Tribunal de Contas caso contrario
sofrerão sanções/multas, Artigo 71 da CRFB/88.

2) Estas multas podem ser questionadas perante o Poder Judiciário, ou já se encontram


alcançadas pela coisa julgada?

Resposta:
As multas aplicadas pelo Tribunal de Contas poderão ser questionadas perante
o Poder Judiciário, tendo em vista o mandamento constitucional da inafastabilidade do
Poder Judiciário consagrado no Artigo 5º da CRFB/88.

3) Independente da solução aplicada pelo Tribunal de Contas, qual é o princípio contido


na Lei de Responsabilidade Fiscal relacionado com os relatórios exigidos?

Resposta:
O princípio contido na Lei de Responsabilidade Fiscal relacionado com os
relatórios exigidos é o Princípio da Transparência estabelecido no Artigo 48 e
seguintes da LRF.

Questão objetiva:

( ) a. auxilia o Legislativo na fiscalização da aplicação de subvenções e na apreciação de


renúncia de receitas.
( ) b. é subordinado ao Poder Legislativo, ao qual auxilia no exercício do Controle
Externo.
( ) c. integra o Poder Legislativo, por força de disposição constitucional.
(X) d. não integra nenhum dos Poderes, condição assegurada por cláusula pétrea
constitucional.
( ) e. tem a titularidade do exercício do controle externo e suas decisões de que resultem
multa ou imputação de débito tem a natureza de título executivo.
SEMANA 4

Ao dispor sobre o plano de custeio da Seguridade Social, a União cuidou de regular a


cobrança de várias contribuições cujos fatos geradores dizem respeito à atividades do
contribuinte como a remuneração paga ou creditada aos segurados que prestem serviço
às empresas, dos empregadores domésticos, dos trabalhadores (incidentes sobre o seu
salário-de-contribuição), incidentes sobre o faturamento e lucro das empresas e sobre a
receita de concursos de prognósticos. Estas contribuições são, por lei, designadas de
contribuições sociais. A mesma lei que as institui estabelecia um prazo de dez anos para
a apuração e constituição dos créditos da seguridade social. Sabendo que normas gerais
do Direito Tributário são reservadas pela Constituição para lei complementar,
identifique e analise o dispositivo, tendo para tanto a compreensão da natureza da
cobrança realizada e, portanto, o ordenamento jurídico específico ao qual está
submetida.

Resposta:
O conceito de tributo foi trazido pela CRFB/88 e segundo o STF atualmente
temos 5 espécies de tributos. Nesse caso a contribuição social é considerada como uma
dessas espécies de tributos. Sendo assim, as normas gerais que tratam dessa espécie
tributária deverão ser instituídas por Lei Complementar. Ademais, é necessário
ressaltar que o STF editou a Súmula Vinculante nº 8 para que a Administração Pública
desconsiderasse o prazo de 10 anos fixados na Lei Ordinária.

Questão objetiva:

(CETREDE – 2016) Como se chama o tributo que tem por características ser não
vinculado a uma atividade estatal, admite, por expressa e excepcional previsão
constitucional, destinação específica do produto da arrecadação e não admite previsão
de restituição ao final de determinado período?
A ( ) Contribuição de intervenção no domínio econômico.
B ( ) Contribuição social.
C ( ) Empréstimo compulsório.
D (X) Imposto.
E ( ) Taxa.
SEMANA 5

A União através de lei ordinária isenta tributo do Estado sob o fundamento de que deve
fomentar o desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte. Comente
a legalidade e a Constitucionalidade da referida lei.

Resposta:
Em se tratando de isenções devemos levar em consideração que a regra é que
cada ente dentro da sua autonomia federativa conceda suas próprias isenções. O caso
em tela diz respeito a Lei 123/2006 e a proibição constitucional das isenções
heterônomas, isto é as isenções sob tributos de determinado ente federativo concedido
por outro ente federativo. Entretanto esta regra possui exceções que estão nos artigos
155, § 2º e 156, § 3º; além disso, os tratados internacionais podem autorizar isenções
heterônomas.

Questão objetiva:

Relativamente à competência tributária, assinale a alternativa incorreta.


a) A União Federal tem competência para instituir impostos extraordinários em caso de
guerra.
b) Os Municípios têm competência para instituir impostos sobre a propriedade predial e
territorial urbana.
c) Os Municípios não têm competência para instituir contribuições
previdenciárias, pois esta competência é exclusiva da União Federal.
d) As taxas e as contribuições de melhoria são consideradas, pela doutrina, tributos de
competência comum.
SEMANA 6
(Não vai cair na Av1, nem na Av2, só cairá no próximo período)

Servidor estadual ingressa com ação de repetição de indébito contra o Estado respectivo
em função de uma retenção na fonte de imposto de renda retido na fonte pelo órgão ao
qual pertencia a servidora. O Estado alega ilegitimidade passiva tendo em vista que a
competência tributária para legislar sobre o imposto de renda é da União. Comente se
procede a alegação do Estado.

Resposta:
O presente caso trata da possibilidade de restituição de tributo pago de forma
indevida. A peculiaridade do caso concreto está no fato do Estado ser o responsável
tributário na arrecadação e, além disso, o Art. 157, inc. I da CRFB/88 deixa claro que
ficará com o Estado o produto da arrecadação da União sobre a renda. Por este
motivo a legitimidade para figurar no pólo passivo da demanda será o Estado, este
também é o entendimento do STJ em sua Súmula 447.

Questão objetiva:

Na relação abaixo, de transferências intergovernamentais de receitas tributárias,


MARQUE as da União para os Estados/DF (1), as da União para os Municípios (2) e as
dos Estados/DF para os Municípios (3):
(3) 50% do IPVA;
(1) 20% dos impostos de competência residual;
(2) 50% do ITR;
(1) 21,5% do IPI e do IR para Fundo de Participação;
(3) 25% do ICMS;
(2) 22,5% do IPI e do IR para Fundo de Participação;
(2) 70%do IOF sobre o ouro ativo financeiro ou instrumento cambial.
SEMANA 7

Governador de um Estado da Federação propõe Ação Direta de Inconstitucionalidade


contra emenda constitucional que cria um imposto sobre toda e qualquer movimentação
financeira, inclusive as realizadas por pessoas jurídicas de direito público e que entraria
em vigor imediatamente. Incialmente, os argumentos da afronta a duas limitações
constitucionais ao poder de tributar, a saber a imunidade recíproca (vedação à
imposição de impostos entre os entes federativos) e anterioridade (obrigatoriedade de
aguardar até o exercício financeiro para que se possa cobrar o tributo) parecem corretas.
Mas há uma preliminar questionada: a possibilidade de se questionar a
constitucionalidade de dispositivo constitucional. Analise a questão e indique o
posicionamento do Supremo Tribunal Federal.

Resposta:
A questão trata sobre uma PEC que viola diversos princípios constitucionais e
tributários, estes princípios são tratados como verdadeiros direitos fundamentais e por
esse motivo estão amparados como clausulas pétreas, art. 60, §4º da CRFB. Sendo
assim, é possível que os mesmos sejam utilizados como parâmetros normativos para o
Controle de Constitucionalidade de uma Emenda. Então é correto afirmar que devido à
pertinência temática o governador terá legitimidade para propor Ação Direta perante
o STF.

Questão objetiva:

(FGV-2015) O Presidente, representando a República Federativa do Brasil, celebra


tratado internacional com outros dois Estados soberanos, com o objetivo de incrementar
a prestação de serviços de tecnologia para grandes projetos de infraestrutura. O acordo
internacional, após todos os trâmites legislativos impostos pela ordem jurídica interna e
internacional, passa a produzir seus efeitos, dentre os quais a isenção de todos os
impostos incidentes nessa operação. Considerando que esses serviços estão incluídos na
lista anexa da Lei Complementar nº 116/2003 e a jurisprudência do STF, é correto
afirmar que o tratado é:
A ( ) inconstitucional ao estabelecer isenção heterônoma, vedada pelo artigo 151, III, da
Constituição Federal em vigor, o qual veda à União instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios;
B (X) constitucional, pois a vedação constitucional se volta à União, nada
impedindo que a República Federativa do Brasil, na qualidade de pessoa jurídica
de direito público externo, celebre tratados e acordos internacionais de Direito
Tributário;
C ( ) constitucional, pois, nos termos da Constituição Federal, os tratados e convenções
internacionais sobre tributação, desde que aprovados, em cada Casa do Congresso
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais;
D ( ) inconstitucional, pois somente lei complementar federal poderia estabelecer
isenção de tributos estaduais e municipais;
E ( )inconstitucional, pois a União somente pode conceder isenção de tributos de
competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, quando
simultaneamente conceder aos tributos de competência federal.
SEMANA 8

O Município de Angra dos Reis promulga lei em 30.05.2006, estabelecendo a


incidência do ITBI sobre as embarcações alienadas no território municipal, já que esses
bens são garantidos por hipoteca, o que demonstraria a natureza imobiliária das
embarcações. Ester efetua alienação de uma embarcação para Moisés (ambos
domiciliados naquele Município, mediante contrato lavrado em cartório no dia
30.05.2007. Firme na legislação municipal, a Fazenda Pública de Angra dos Reis efetua
o lançamento de ofício do ITBI. Ester apresenta impugnação na via administrativa,
pleiteando o seu direito de não pagar o tributo em tela. Examine o caso, em suas várias
nuances, sob a ótica das normas do CTN sobre interpretação.

Resposta:
O conceito de hermenêutica no Direito Tributário possui muita semelhança com
o Direito Penal onde as interpretações não podem ser ampliativas sob pena de deferir
Direitos Individuais; sendo assim, o caso concreto deve ter uma interpretação
sistemática e não apenas literal, ou seja, o interprete deve levar em consideração
normas do Direito Tributário e normas do Direito Civil contextualizadas. Além disso, é
comum que se faca a interpretação histórica que levara o interprete a descobrir que
nunca embarcações e aeronaves foram consideradas bens imóveis.

Questão objetiva:

(FAURGS-2015) No que se refere à legislação tributária, assinale a alternativa que


contém afirmativa correta.

A (X) Leis expressamente interpretativas não podem ser aplicadas a atos ou fatos
pretéritos se contrariarem orientação favorável aos contribuintes já firmada pelos
Tribunais Superiores.
B ( ) Os conceitos utilizados pela Constituição da República para outorgar competência
impositiva podem ser alterados pelo legislador do ente político que a titularizar, dada a
sua autonomia tributária e financeira.
C ( ) O Código Tributário Nacional admite a utilização da analogia para a aplicação das
hipóteses de incidência tributária a fatos juridicamente semelhantes àqueles por elas
previstos, com vistas à promoção da igualdade.
D ( ) O legislador ordinário pode estabelecer que multa tributária menos gravosa
somente se aplique a fatos futuros. multa ou imputação de débito tem a natureza de
título executivo.
SEMANA 9

Lei federal, publicada no ano passado, majora alíquotas do Imposto de Renda incidente
em determinadas importações e determina a incidência sobre o exercício passado cuja
declaração será feita neste exercício. Neste caso, inicia-se forte discussão sobre o tema
da segurança jurídica e dos princípios tributários atinentes. Para verificação da
constitucionalidade do tema, apresente o entendimento do STF e sua evolução até os
dias atuais.

Resposta:
Conforme sumula do STF de n° 584, entende-se que a legislação aplicada deve
ser aquela vigente no exercício da declaração, ainda que alcance fato gerador
ocorrido no exercício anterior. Como exemplo, temos a lei 7.988/89 em seu artigo 1°,
está lei reduz alíquota e deixa claro que a sua utilização embora correspondente ao
período base de 1989 será cobrado no exercício financeiro de 1990.

Questão objetiva

(FUNDATEC-2015) Quanto aos princípios da legalidade e da anterioridade tributária,


analise as assertivas abaixo:

I. O princípio da legalidade tributária aplica-se a todos os tributos, mas se admite a


alteração da alíquota de certos impostos federais, de caráter extrafiscal, desde que sejam
atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei.
II. Reserva absoluta de lei tributária designa a exigência de que a Administração
Tributária se paute rigorosamente pelos ditames legais, não adotando condutas
contrárias à legislação tributária.
III. A anterioridade de exercício e a nonagesimal são aplicáveis a todos os tributos, de
forma cumulativa, excetuadas hipóteses previstas taxativamente no texto constitucional.
IV. Majoração de alíquota do ICMS, determinada por lei publicada em 1º de novembro
de um ano, pode ser aplicada em 1º de janeiro do ano subsequente. Após a análise,
pode-se dizer que:

A ( ) Está correta apenas a assertiva I.


B ( ) Estão corretas apenas as assertivas I e II.
C (X) Estão corretas apenas as assertivas I e III.
D ( ) Estão corretas apenas as assertivas II e III.
E ( ) Todas as assertivas estão corretas.
SEMANA 10

O Estado do Rio de Janeiro decide alterar a sua legislação tributária relativa ao ITCMD
para aumentar as alíquotas do imposto e, portanto, aumentar sua arrecadação. Em
função isso, aumenta a alíquota do imposto para 4,5% (quando se tratar de
transferências realizadas em montante de até 400.000 unidades fiscais de referência) e
de 5% (quando e tratar de transferências em montante superior a 400.000 unidades
ficais de referência). Contribuinte questiona a alíquota progressiva do tributo diante de
falta de autorização expressa da Constituição neste sentido. Assim tratando, analise
como se posiciona o Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.

Resposta:
O STF já possui Súmula (656) ao respeito. Entretanto, a evolução
jurisprudencial possibilita que o STF atualmente entenda que todos os impostos na
medida do possível deve ser submeter ao princípio da capacidade contributiva. Então,
numa interpretação mais atual seria possível a distinção entre as alíquotas.

Questão objetiva

O Decreto nº 3.000/99, conhecido na prática por RIR/99, estabelece, em seu art. 1º, que:
“O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza será cobrado e fiscalizado
de conformidade com o disposto neste Decreto.”
Ao contemplar a cobrança do Imposto Renda sobre toda e qualquer forma de renda e
provento, nos limites da Lei, o artigo está contemplando o critério da

A ( ) anterioridade.
B ( ) capacidade contributiva.
C (X) generalidade.
D ( ) legalidade.
E ( ) universalidade.
SEMANA 11

O Supermercado Vende Bem propõe uma ação para anular uma cobrança de ICMS que
desconsiderava créditos de ICMS decorrentes do consumo de energia elétrica que,
segundo o contribuinte, a energia elétrica utilizada para a comercialização de seus
produtos não podia ser confundida com aquela utilizada para o uso ou consumo, pois a
energia elétrica utilizada nas áreas comerciais (dentro dos supermercados) seria
indispensável ao desempenho das atividades do estabelecimento, tais como na
conservação de produtos congelados e refrigerados, na fabricação de pães e biscoitos,
sendo posta em uso para proveito dos consumidores finais que não podem comprar às
escuras. Neste sentido, como deve se manifestar o tribunal?

Resposta:
O Ministro Luís Fux adotou o entendimento de que não é assegurado ao
contribuinte do ICMS o desconto em razão das operações de consumo de energia.
Nesse sentido, devemos observar que a não cumulatividade não se aplica ao caso.

Questão objetiva

O princípio da não cumulatividade é

A ( ) um atributo exclusivo do ICMS e do IPI.


B (X) princípio de tributação por meio do qual se pretende evitar a assim chamada
“tributação em cascata” que onera as sucessivas operações e prestações com bens e
serviços sujeitos a determinado tributo.
C ( ) técnica de tributação aplicável também aos impostos reais, tais como o ITR e o
IPTU.
D ( ) suscetível apenas de interpretação restritiva e literal, à medida que institui um
benefício fiscal ao contribuinte.
E ( ) um instrumento de transferência de riqueza indireta entre as Unidades da
Federação inserido no pacto federativo, à medida que o crédito de ICMS a ser suportado
pela Unidade da Federação de destino dos bens e serviços está limitado ao valor do
imposto efetivamente recolhido em favor do Estado de origem.
SEMANA 12

O Estado de Pernambuco, de forma a incrementar sua arrecadação tributária e ampliar a


sua receita, decide criar alíquota diferenciada para veículos de fabricação estrangeira
importados ao Brasil. Esta alíquota é maior do que as dos veículos nacionais. Desta
forma, encaminha a proposta à sua assessoria jurídica que após pesquisa à
jurisprudência das Côrtes Superiores lhe dá parecer. O parecer mais adequado deve ser
em que sentido?

Resposta:
O princípio da vedação da diferença da origem do produto ou de seu destino
aplica-se a este caso. O STF já entendeu que a lei estadual que fixava alíquota
diferenciada em razão da origem do produto (carro nacional e importado) seria
inconstitucional. Além disso, o STJ já se manisfestou sobre o assunto e se posicionou
no mesmo sentido.

Questão objetiva

Sobre as limitações ao poder de tributar, assinale a alternativa correta:

A ( ) O Município pode tributar imóveis de instituições de ensino, sem fins lucrativos,


que estiverem locados a terceiros não alcançados pela imunidade tributária.
B ( ) É vedada a utilização de tributo com efeito de confisco, vedação que não alcança
as multas tributárias.
C ( ) O Município pode instituir taxa para a entrada e circulação de pessoas e bens no
seu território, de modo a preservar as vias e o patrimônio público.
D (X) É vedado ao Município de Vila Velha instituir tributo diferenciado sobre
serviços prestados por estabelecimentos domiciliados no Município de Vitória.
E ( ) As imunidades criadas pela Constituição têm natureza subjetiva, ou seja, visam
beneficiar pessoas e não coisas.
SEMANA 13

A prefeitura do município de Rio Branco enviou carnê de IPTU para a Locadora de


Veículos Localizada em terreno da Infraero ao lado do Aeroporto Internacional Plácido
de Castro. A Locadora promoveu ação anulatória e o processo se encontra hoje no STF
aguardando julgamento de recurso extraordinário. Neste sentido, apresente os
argumentos favoráveis ao fisco e ao contribuinte.

Resposta:
O presente caso trata-se de uma situação de um imóvel público cedido a uma
empresa privada poderia ou não ser alvo de incidência pelo IPTU. O contrato em
questão exonera o particular do pagamento do tributo e, além disso, a imunidade só
permite exceção se estiver estipulada no próprio texto constitucional. Ou seja, se uma
lei municipal prevê a incidência de um tributo sobre a propriedade ou posse de bem
público, está lei será considerada inconstitucional. É nesse sentido que o Ministro
Edson Fachin afastou a incidência da norma municipal.

Questão objetiva

Na hipótese da União, mediante tratado internacional, abrir mão de tributos de


competência de Estados e Municípios, nos termos do decidido pelo Supremo Tribunal
Federal (RE 229096), é correto afirmar que

A ( ) se caracteriza a denominada isenção heterônoma, vedada nos termos do art. 151,


III, da Constituição Federal.
B ( ) se caracteriza violação ao princípio federativo, objeto de cláusula pétrea, nos
termos do art. 60, § 4º , I, da Constituição Federal.
C ( ) o tratado é válido desde que acompanhado de medidas de “compensação
tributária” em favor dos Estados e Municípios prejudicados.
D (X) se insere a medida na competência privativa do Presidente da República,
sujeita a referendo do Congresso Nacional, com prevalência dos tratados em
relação à legislação tributária interna.
SEMANA 14

A legislação do Imposto de Renda da Pessoa Física atribui ao contribuinte uma série de


obrigações e deveres. Analise os dispositivos abaixo elencados e indique sua natureza
específica. Em seguida, identifique o ato normativo que pode tratar de cada uma das
matérias e o regime jurídico ao qual devem se submeter.

A) Lei 7.713/1988
Art. 3º O imposto incidirá sobre o rendimento bruto, sem qualquer dedução, ressalvado
o disposto nos arts. 9º a 14 desta Lei.
B) Lei 7.713/1988
Art. 53. Os juros e as multas serão calculados sobre o imposto ou quota, observado o
seguinte:
a) quando expresso em BTN serão convertidos em cruzados novos pelo valor do BTN
no mês do pagamento;
b) quando expresso em BTN Fiscal, serão convertidos em cruzados novos pelo valor do
BTN Fiscal no dia do pagamento.
C) Instrução Normativa 1613/2016 Art. 2º Está obrigada a apresentar a Declaração de
Ajuste Anual referente ao exercício de 2016, a pessoa física residente no Brasil que, no
ano-calendário de 2015:
I - recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi
superior a R$ 28.123,91 (vinte e oito mil, cento e vinte e três reais e noventa e um
centavos);

Resposta:
A questão pede que o aluno identifique a obrigação principal e a obrigação
acessória. Além disso, o aluno deverá saber que tanto a obrigação principal como o
descumprimento da obrigação acessória resultam em créditos tributários. O presente
caso trata de alternativas que são:
A) Obrigação tributária principal
B) Obrigação tributária principal
C) Obrigação tributária acessória

Questão objetiva

(FUNDATEC-2014) É correto afirmar que:

A ( ) Dado que a obrigação tributária seja acessória, não é possível a sua ocorrência sem
a existência de obrigação tributária principal a ela relacionada.
B (X) O objeto da obrigação tributária é a prestação, variando essa apenas em
relação ao seu objeto
C ( ) No caso de haver uma obrigação tributária principal, somente poderá haver uma
prestação como seu objeto.
D ( ) Na hipótese de ter sido pago o tributo previsto em lei, não é necessário o
atendimento a exigência de obrigação tributária acessória.
E ( ) As penalidades pecuniárias tributárias são oriundas apenas dos casos de pagamento
em atraso.
SEMANA 15

Em processo administrativo discute-se a base de cálculo do ISSQN incidente sobre a


prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros. O ponto central do problema
é se a base de cálculo para efeito do recolhimento do ISSQN seria o preço efetivamente
pago pelo usuário no ato da compra e venda dos bilhetes (seja vale-transporte ou
passagem escolar), posição adotada pelo contribuinte ou se o vigente no momento
posterior em que se dá a efetiva prestação, posição adotada pelo Fisco. Considerando
que no momento em que se deu a efetiva prestação o preço já estaria majorado, qual o
seu parecer jurídico sobre o tema? qual dos elementos referente ao fato gerador integral
está em discussão?

Resposta:
Toda relação jurídica tributária deve necessariamente ser resguardada pelo
manto da segurança jurídica. Sendo assim o momento de transição, isto é, da venda da
passagem aérea deverá ser utilizado para cálculo do imposto. Assim podemos dizer que
o momento da ocorrência do fato gerador deve ser considerado pelo fisco para
realização do lançamento.

Questão objetiva

Tendo como referência o disposto no CTN, assinale a opção correta.

A (X) A capacidade tributária passiva é plena e independe da capacidade civil.


B ( ) Não haverá incidência tributária sobre atividades ilícitas.
C ( ) A obrigação tributária principal nasce com o lançamento do fato gerador.
D ( ) Fato gerador corresponde ao momento abstrato previsto em lei que habilita o início
da relação jurídico-tributária.
E ( ) A denominação do tributo e a destinação legal do produto de sua arrecadação são
essenciais para qualificá-lo.
SEMANA 16

Filipe sócio da sociedade FILIPE & FERNANDA LTDA com intuito de prestigiar seus
funcionários resolveram pagar o 15º salário (criado por eles). Diante disso a sociedade
por falta de planejamento ficou em dificuldades financeiras motivo que levou ao
inadimplemento do IRPJ. O patrimônio da sociedade não era suficiente para arcar com a
dívida tributária e a Receita Federal do Brasil resolveu redirecionar a execução fiscal
contra o sócio Filipe. Responda se Filipe é parte legitima para figurar no polo passivo
da execução invocando os fundamentos que sustentam a relação jurídica de direito
material.

Resposta:
Súmula STJ 430 “O inadimplente da obrigação tributária pela sociedade não
gera por si só a responsabilidade solidária do sócio gerente”.
A personalidade jurídica é uma ficção jurídica criada para proteger o
patrimônio dos sócios. Existem dias correntes usadas no Direito para lidar com a
personalidade jurídica e sua conseqüente desconsideração, são estas a Teoria Maior e
a Teoria Menor.
Pelo disposto na Súmula 430 do STJ este Tribunal adotou a Teoria Maior, ou
seja, o inadimplemento por si só não irá gerar a responsabilidade solidária do sócio
gerente será necessário, por exemplo, a caracterização da má-fé.

Questão objetiva

A responsabilidade tributária por sucessão

A ( ) é pessoal do espólio pelos tributos devidos pelo de cujus, desde a data da abertura
da sucessão até a data da partilha ou adjudicação; também é pessoal a responsabilidade
do cônjuge meeiro e sucessores a qualquer título, nos limites da meação, do quinhão ou
legado, pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação.
B ( ) abrange o tributo e as penalidades por infração à legislação tributária porventura
cometidas pelo contribuinte e que não foram pagas, desde que tenha havido transmissão
de bens imóveis por ato oneroso sem prova da quitação.
C ( ) é absoluta no caso de aquisição de imóvel em hasta pública para o adquirente, ora
arrematante, desde que não se trate de processo de falência, pois, neste caso, a
responsabilidade é afastada se o adquirente for parente do falido na linha reta ou
colateral até terceiro grau.
D (X) é solidária com o contribuinte nas hipóteses de fusão, cisão e incorporação de
empresa, salvo se havia prova de quitação dos tributos no ato e não entraram como
passivo no negócio jurídico.
E ( ) pode ser atribuída por ato normativo e decorrer de analogia, pois existe supremacia
do interesse público sobre o particular na arrecadação tributária.