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13/06/2019 Disciplina Portal

Contabilidade Básica

Aula 1 - Introdução à Contabilidade


INTRODUÇÃO

A Contabilidade exerce grande in uência em nossa vida nanceira.

Seu objetivo é apoiar a tomada de decisão a partir da contabilização de todos os números que podem afetar a situação
econômica das Pessoas Físicas e Jurídicas.

Essa ciência é capaz de reunir dados e auxiliar a formulação de planejamentos mensais de gastos, balanços, entre
outros programas que fazemos em nossa rotina.

Vamos nos aprofundar no assunto?

Bons estudos!

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OBJETIVOS

Determinar a nalidade da Contabilidade Básica.

Interpretar a disciplina em um contexto ético, em constante mudança.

Identi car as implicações organizacionais e as adaptações legais da Contabilidade com o advento da Tecnologia da
Informação.

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TERMINOLOGIA DA ÁREA
A Contabilidade enquanto ciência tem como função administrativa, segundo Marion (2015):

O que se pode perceber é que a Contabilidade se con gura como uma importante ferramenta de apoio para que o
gestor analise os riscos e auxilie no suporte técnico e lógico para as entidades.

Quando iniciamos os estudos sobre a ciência contábil, nós nos deparamos com o desa o da terminologia, que pode
di cultar o entendimento da matéria.

Na língua portuguesa, encontramos palavras que, dependendo do ponto de vista em que são consideradas, assumem
signi cados diferentes.

Vejamos alguns exemplos:

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TÉCNICAS CONTÁBEIS

Para Ferreira (2015), a Contabilidade compreende o registro das operações da empresa em livros mantidos para essa
nalidade.

O motivo do registro está no fato de que a Contabilidade tem como função controlar o patrimônio de uma Pessoa
Física ou Jurídica, além de gerar as informações para o público com interesse.

O objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades econômico-administrativas. Dessa forma, tem como objetivo
permitir:

Para atingir esse m, a Contabilidade utiliza várias técnicas, tais como:

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INFORMAÇÕES CONTÁBIL-FINANCEIRAS
A Contabilidade se con gura como uma importante ferramenta de apoio para que o gestor analise os riscos e dê
suporte técnico e lógico para as entidades.

Para o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) (glossário), que trata do tema, o propósito do relatório contábil é
fornecer informações contábil- nanceiras acerca da entidade que as reporta – aquelas consideradas, de alguma
forma, úteis aos stakeholders (partes interessadas).

As pessoas interessadas nas informações contábil- nanceiras podem ser:

De acordo com o CPC – Estrutura Conceitual (glossário), as demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas
para usuários externos em geral, tendo em vista as nalidades especí cas de cada usuário.

Sabemos, então, que um papel muito importante da Contabilidade é fornecer informação útil para a tomada de
decisões econômicas.

De forma especí ca, a Contabilidade apresenta as seguintes funções:

Função econômica

Apurar o resultado econômico do período, o qual pode se apresentar na forma de lucro ou


prejuízo.

Função administrativa

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Controlar o patrimônio da entidade sobre os seguintes aspectos:

Estático – posição em determinado momento, como aquela apresentada no Balanço


Patrimonial (BP);

Dinâmico – movimento ou mudanças qualitativas e quantitativas dos elementos.

ÁREAS ESPECÍFICAS
Para Iudícibus et al (2013), existem duas abordagens na Contabilidade que ganham status de teoria: a teoria normativa
e a teoria positiva.

Como ciência social, a Contabilidade deve ser estudada em áreas especí cas, com o intuito de aprimorar as técnicas
no aspecto de determinadas atividades a partir de suas nalidades.

Todas essas áreas especí cas se relacionam entre si, tais como:

É relevante entender a palavra entidade, que, para a Contabilidade, tem sentido amplo, pois muitos entendem apenas
as organizações lantrópicas.

A CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA


A abordagem da Contabilidade como ferramenta estratégica é fundamental, seja para os usuários:

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VOCÊ SABIA?
Os estudos de Santos (2011)  revelam que a Contabilidade já era reconhecida durante a Pré-história. A nal, no Período
Mesolítico, já se utilizavam, por meios de sinais pictográ cos, sistemas contábeis registrados em chas de barro, que
continham, por exemplo:

Símbolos de animais;
Materiais têxteis;
Recipientes;
Metais etc.

Com base nessas constatações, podemos perceber que a Contabilidade vem evoluindo muito rápido a partir dos
estudos da escola italiana e americana.

Nesse caso, os usuários podem identi car a fraqueza e o vigor nanceiro da entidade que reporta a informação,
inclusive para auxiliar a avaliação de sua liquidez e solvência, suas necessidades em termos de nanciamento
adicional e o quão provavelmente bem-sucedido será seu intento em angariar esse nanciamento.

De acordo como o CPC 00 R1 a informação contábil precisa ter:

Relevância

Diz respeito à in uência de uma informação contábil na tomada de decisões.

As informações são relevantes quando fazem a diferença nas decisões econômicas dos
usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados ou corrigindo suas
avaliações anteriores (valor con rmatório), ou ajudando-os nos processos para predizer
resultados futuros (valor preditivo).

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A relevância depende da natureza e também da materialidade (tamanho) do item em


discussão.

Representação dedigna

Diz respeito a três atributos: a informação precisa ser completa, neutra e livre de erro.

• Para ser completa, ela tem de conter o necessário para que o usuário compreenda o
fenômeno retratado.

• Para ser neutra, ela necessita estar desprovida de viés na seleção ou na apresentação, não
podendo ser distorcida para mais ou para menos.

• Para ser livre de erro, o processo para obtenção da informação deve ser selecionado e
aplicado sem equívocos.

A estimativa terá representação dedigna se o montante for claramente descrito como tal, e
se a natureza e as limitações do processo forem devidamente reveladas.

Existem outras características qualitativas de melhoria das demonstrações contábeis – menos críticas, mas, ainda
assim, altamente desejáveis.

De acordo com o CPC 00, são elas:

As características qualitativas tornam as informações mais úteis e con áveis, pois buscam comunicar aos acionistas
não controladores sobre a posição econômica e nanceira das entidades das quais fazem parte.

ATIVIDADES
1 - A ciência contábil tem função importante na análise de relatórios que auxiliam os gestores na tomada de decisão.
Por isso, o pro ssional de Contabilidade é considerado essencial no controle empresarial.

Analise as seguintes sentenças:

I. A função administrativa do pro ssional contábil é controlar o patrimônio da entidade apenas sobre o aspecto
estático – posição em determinado momento, como aquela apresentada no balanço.

II. A função econômica do pro ssional contábil é apurar o resultado econômico do período, o qual pode se apresentar

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na forma de lucro ou prejuízo.

III. A Contabilidade compreende o registro das operações da empresa em livros mantidos para essa nalidade.

Entre os itens anteriores, está(ão) CORRETO(S):

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) I e III.
d) II e III.
e) I, II e III.

Justi cativa

2 - Entre as características qualitativas expressas pelo CPC nº 00, assinale a opção CORRETA:

a) A comparabilidade não permite a identi cação e compreensão de similaridades e diferenças entre os itens.
b) A veri cabilidade implica que diferentes observadores podem chegar a um consenso sobre o retrato de uma realidade
econômica e, em certas circunstâncias, representar uma faixa de possíveis montantes com suas respectivas probabilidades.
c) Tempestividade signi ca que o pro ssional contábil está disponível a qualquer tempo para in uenciar o usuário em sua
decisão.
d) Compreensibilidade signi ca que a classi cação, a caracterização e a apresentação da informação são feitas com clareza e
concisão, tornando-a incompreensível.
e) A relevância diz respeito à in uência de uma informação contábil na tomada de decisões.

Justi cativa

3 - A informação é vital para um mercado mais e ciente e para a redução do custo do capital para a economia como
um todo, mas o custo está sempre presente na geração da informação.

De acordo com o CPC 00 R1, discorra sobre os seguintes pontos: relevância e representação dedigna.

Resposta Correta

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Glossário

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Contabilidade Básica

Aula 2 - Patrimônio – conceito e representação


grá ca
INTRODUÇÃO

Nesta aula, identi caremos o patrimônio como objeto da Contabilidade.

Para isso, estudaremos suas classi cações e apresentaremos sua representação grá ca (em forma de T), introduzindo
as primeiras noções de ativo e passivo.

Bons estudos!

OBJETIVOS

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Reconhecer a importância do patrimônio.

Classi car o patrimônio e seus aspectos qualitativos e quantitativos.

Reproduzir a representação grá ca do patrimônio e a equação patrimonial.

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PATRIMÔNIO

O objeto da Contabilidade é o PATRIMÔNIO: um conjunto de bens, direitos e obrigações avaliado em moeda e


pertencente a uma pessoa (Física ou Jurídica).

A nalidade da Contabilidade é controlar o patrimônio das entidades e identi car as alterações ocorridas em sua
composição.

Quando desejamos saber a real situação da entidade devemos:

Assim saberemos a situação líquida.

Vamos entender melhor esses componentes?

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BENS
Os bens são capazes de satisfazer as necessidades humanas e são suscetíveis de avaliação econômica.

De acordo com Ferreira (2015), eles podem ser classi cados como:

Bens corpóreos

Bens materiais, ou seja, aqueles que têm existência física, que podem ser tocados.

Exemplos:
• Dinheiro;
• Edi cações;
• Terrenos;
• Veículos;
• Móveis;
• Utensílios;
• Equipamentos de informática;
• Máquinas e equipamentos industriais;
• Instalações elétricas e hidráulicas;
• Ferramentas;
• Estoque (material de escritório, mercadorias, matéria-prima, produtos em fabricação e
produtos acabados).

Bens incorpóreos

Bens imateriais, ou seja, aqueles que não existem sicamente.

Exemplos:
• Programas de computador;
• Marcas de propaganda;
• Patente de fabricação;
• Propriedade literária;
• Propriedade cientí ca.

Bens numerários

Bens que representam os recursos nanceiros em dinheiro (reconhecidos como CAIXA).

Bens de consumo

Bens não duráveis, ou seja, aqueles que são consumidos em determinado espaço de tempo.

É necessário analisar com cuidado os gastos com esses bens.

Se comprados em grandes quantidades, eles podem ser lançados em estoque de


almoxarifado, mas, se consumidos imediatamente em pequenas quantidades, podem ser

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lançados direto para a apuração do resultado.

Exemplo: Gastos com material de limpeza e de expediente.

Bens de transformação

Bens utilizados na fabricação de outros bens, ou seja, seus produtos. Eles são registrados
em contas chamadas de Matéria-prima dentro do grupo Estoque.

Exemplo:
Madeira usada para construir mesa e cadeira.

Bens de venda

Bens produzidos e acabados ou adquiridos prontos de terceiros para revenda. Eles são
lançados em Mercadoria, e os produtos acabados, dentro do grupo Estoque.

Bens de renda

Investimentos feitos pela entidade em ativos não destinados à atividade operacional.


Apesar de não serem comprados com o intuito de vender, esses bens são fontes de
recursos assim como outras receitas. Eles são registrados no grupo Investimentos.
Exemplo:
Aluguel de um terreno comprado para investimento.

Bens de uso

Bens destinados à atividade operacional da entidade.


Exemplos:
• Veículos – usados na entrega de mercadoria;
• Móveis e utensílios – usados nas tarefas do cotidiano da empresa;
• Máquinas – usadas na produção.

DIREITOS
Ferreira (2015) a rma que, em sentido contábil, os direitos representam créditos, ou seja, valores a receber ou a
recuperar nas transações com terceiros, como duplicatas e aluguéis.

Em sua maioria, eles decorrem da atividade operacional como uma venda a prazo.

Podemos citar como exemplos:

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Em regra, os direitos são representados por títulos e documentos.

OBRIGAÇÕES
As obrigações são os valores que a entidade deve como resultado de eventos passados. Elas se dividem em:

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Assinale a opção que contém apenas obrigações:

a) Clientes, capital e duplicatas a pagar.


b) Veículos, móveis e caixa.
c) Fornecedores, duplicatas a pagar e clientes.
d) Fornecedores, duplicadas a pagar e aluguéis a receber.
e) Fornecedores, duplicatas e salários a pagar.

Justi cativa
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO PATRIMÔNIO
De acordo com Ferreira (2015), a identi cação dos elementos que compõem o patrimônio diz respeito a seu aspecto
qualitativo. Já a mensuração desses elementos corresponde ao aspecto quantitativo.

A representação grá ca do patrimônio é feita da seguinte forma:

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SITUAÇÕES LÍQUIDAS PATRIMONIAIS


O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deu uma de nição bem simples para o Patrimônio Líquido (PL):

Para o BP estar em equilíbrio, o total dos valores do ATIVO deve ser igual ao total do PASSIVO. Mas, na prática, isso
acontece raramente.

A diferença desses valores é chamada de Situação Líquida (SL). Assim, a equação fundamental do patrimônio é a
seguinte:

A SL – que é sempre disposta no lado do PASSIVO – indica:

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As possíveis SLs são:

Ativo e passivo podem ser iguais ou maiores do que zero, mas a SL pode ser maior, igual e menor do que zero.

TIPOS DE CAPITAL
Para Iudícibus et al (2013), existem quatro conceitos de capital. São eles:

Capital Nominal

Investimento inicial realizado pelos sócios de uma entidade e registrado em uma conta
chamada de Capital ou Capital Social.

O Capital Nominal corresponde ao PL inicial e só sofre alterações quando:

• Os sócios/proprietários realizam novos investimentos (aumento de capital) ou


desinvestimentos (redução de capital);
• Há geração de lucros (aumento do PL) ou prejuízos (diminuição do PL).

Capital Próprio

Recurso evidenciado no patrimônio como PL, pois o ativo é o patrimônio bruto. Esse recurso
abrange o Capital Inicial dos sócios da empresa e suas variações.

Capital de Terceiros

Passivo que será exigido da entidade (passivo exigível), utilizado para nanciar as atividades
empresariais.

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Capital Total

Valores disponíveis para a empresa, iguais à seguinte soma:

Capital Próprio + Capital de Terceiros

VOCÊ SABIA?
Uma questão recorrente em concurso público é aquela que aborda o tema da estática e da dinâmica patrimonial.

A situação estática (em repouso) do patrimônio é evidenciada no BP, e a dinâmica, na Demonstração de Resultado do
Exercício (DRE).

Na DRE, são declaradas as contas que alteram a SL do patrimônio (seu resultado) e modi cam o Capital Próprio da
entidade.

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Descreva qual é a principal característica dos capitais próprios e de terceiros.

Resposta Correta
ORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS
Para Ferreira (2015), em um grá co patrimonial, é possível observar o total de recursos que a empresa obteve e que
estão a sua disposição.

A Contabilidade identi ca todos os fatos administrativos que resultam em origens e aplicações de recursos.

Os registros são feitos com destaque para onde o recurso foi aplicado e de onde foi originado. Sendo assim:

Como já vimos, o passivo representa obrigações com terceiros no período atual, decorrentes de eventos passados e
que demandam o consumo de ativos para sua liquidação.

O passivo con gura-se, então, como a origem dos recursos. Trata-se do Capital Total à disposição da entidade (Capital
de Terceiros + Capital Próprio).

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A empresa administra seu ativo para que este gere benefícios futuros, independente de ter forma física (tangíveis) ou
não (intangíveis) – como é o caso das marcas e patentes. No ativo, estão, portanto, as aplicações de recursos.

Podemos citar como exemplos:

MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS


Para registrar suas operações, a Contabilidade adota o método das partidas dobradas – exposto, o cialmente, pelo
matemático italiano Luca Pacioli (glossário) (1445-1517), em 1494.

De acordo com esse raciocínio, o registro contábil implica que um débito em uma ou mais contas deve corresponder a
um crédito equivalente em uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma
dos valores creditados.

Sendo assim:

Não existe DÉBITO sem CRÉDITO, ou seja, não existe


APLICAÇÃO sem ORIGEM DE RECURSOS.

O débito e o crédito fazem parte de uma convenção bastante utilizada pela Contabilidade e estão presentes no
razonete (livro-razão).

Assim:

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Clique aqui (glossário) para conhecer outras Terminologias contábeis.

ATIVIDADE
1 - No último dia do exercício social, a empresa Green demonstrou o seguinte patrimônio devidamente registrado na
Junta Comercial:

• Bens = R$ 13.000,00;
• Direitos = R$ 7.000,00;
• Dívidas = R$ 9.000,00;
• Capital social = R$ 10.000,00.

Com base nessas informações, podemos a rmar que, do ponto de vista contábil, o referido patrimônio apresenta:

a) Situação Líquida nula ou compensada.


b) Passivo a descoberto no valor de R$ 1.000,00.
c) Prejuízos acumulados no valor de R$ 1.000,00.
d) Patrimônio Líquido no valor de R$ 1.000,00.
e) Patrimônio Líquido no valor de R$ 11.000,00.

Justi cativa

2 - A demonstração contábil que tem por nalidade evidenciar, de forma qualitativa e quantitativa, a situação
patrimonial e nanceira da empresa, bem como dos atos registrados na escrituração contábil chama-se:

a) Balancete de Veri cação.


b) Balanço Patrimonial.
c) Demonstração de Fluxo de Caixa.
d) Demonstração do Valor Adicionado.
e) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.

Justi cativa

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Aula 3: Contas patrimoniais e de resultado


INTRODUÇÃO

Nesta aula, aprenderemos a reconhecer, a classi car e a compreender o patrimônio.

Já vimos que o patrimônio é o objeto da Contabilidade e que é classi cado como bens, direitos e obrigações.

Agora, vamos estudar as teorias das contas – personalista, materialista e patrimonialista (adotada no Brasil) –, cujo
propósito é classi car e interpretar essas operações contábeis.

Aqui, trabalharemos as contas patrimoniais e de resultado, classi cando os ativos, os passivos, as despesas e as
receitas.

Bons estudos!

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OBJETIVOS

Listar as contas e os grupos de classes de categorias econômicas semelhantes.

Classi car as contas patrimoniais e de resultado.

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De nição de contas
As contas (glossário) exercem um importante papel no processo contábil: suprir os usuários acerca do patrimônio e de
suas variações.

Isso é feito mediante o registro dos atos e fatos da administração econômica dos componentes do patrimônio e a
formação dos resultados realizados em cada período.

Para cada bem ou agrupamentos de bens, de direitos, de obrigações ou de Situação Líquida (SL), há, portanto, uma
conta especí ca.

Da mesma forma, as modi cações do patrimônio (positivas ou negativas), oriundas das atividades da empresa, são
demonstradas em operações contábeis.

Vamos entender melhor o assunto?

Registro contábil e passos do ciclo contábil


Para começar, é importante identi car os elementos indispensáveis para registrar os fatos nas contas. São eles:

Os passos do ciclo contábil, por sua vez, são:

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Natureza das contas


As contas funcionam por movimentos de débito e crédito. Para entendermos esse mecanismo, precisamos, primeiro,
conhecer a natureza de cada conta.

Teorias das contas


Vamos conhecer, agora, as teorias das contas. São elas:

Teoria personalista

Aquela que engloba as seguintes contas:

• Contas do proprietário – SL, receitas e despesas;


• Contas dos agentes consignatários – bens (no ativo);
• Contas dos correspondentes – direito (no ativo) ou obrigações (no passivo exigível).

Teoria materialista

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Aquela que engloba as seguintes contas:

• Contas integrais – ativo e passivo exigível;


• Contas diferenciais – SL, receitas e despesas.

Teoria patrimonialista

• Contas patrimoniais – ativo, passivo e SL;


• Contas de resultado – receitas e despesas.

A tabela a seguir apresenta o resumo dessas teorias:

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Marque a opção correta:

De acordo com a teoria personalista, as contas são classi cadas como:

Integrais e diferenciais.
De proprietário e de agentes consignatários.
Do proprietário, dos agentes consignatários e correspondentes.
Patrimoniais e de resultado.
Patrimoniais, dos agentes consignatários e dos correspondentes.

Justi cativa
Aqui, vamos nos ater àquela adotada no Brasil: a teoria patrimonialista.

Contas patrimoniais
Como vimos, os bens, os direitos e as obrigações – ativo, passivo e PL, respectivamente – representam as contas
patrimoniais.

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As contas patrimoniais são utilizadas para


apuração e controle do patrimônio.
Seus componentes podem ser considerados sob dois aspectos:

(glossário)

Fonte da Imagem:

Contas redutoras
Além do ativo, do passivo e do PL, também são consideradas patrimoniais as contas reti cadoras ou redutoras, ou
seja, negativas – aquelas que reduzem o saldo do grupo ao qual pertencem e acabam por reti cá-lo.

Essas contas não existem sozinhas, pois são utilizadas para subtrair os saldos de outras operações contábeis.

As mais conhecidas do ativo são: 

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Se estiverem no ativo, as contas redutoras terão saldo credor, mas, se estiverem no passivo ou no PL, terão natureza
devedora.

, A conta Cliente apresenta os seguintes dados:, , • Natureza – devedora;


• Saldo – R$ 200.000,00;
• Valor aproximado de perda em liquidação duvidosa – 5%. , , Nesse caso, deve ser aberta uma conta no valor de R$ 10.000,00
para reti car aquele de que o administrador pode dispor para pagar suas obrigações., , Logo, essa conta Cliente se evidencia da
seguinte forma:, , Clientes --------------------------------------------------------------------------- R$ 200.000,00
Perda estimada (líquida duvidosa) ------------------------------------------ (R$ 10.000,00)
Existem poucas contas do passivo reti cadoras. Entre estas, podemos citar: juros a apropriar ou a transcorrer.

No caso do PL, há:

Contas de resultado
As contas de receitas, de custos e de despesas são consideradas temporárias, pois seus saldos são apurados a cada
exercício. Chamamos isso de encerrar ou zerar a conta.

Seu saldo deve ser lançado em uma conta de resultado ou Apuração do Resultado do Exercício (ARE). Depois disso, ele
é transferido para o PL.

As contas de resultado dividem-se em:

Despesas

Aquelas que se caracterizam pelo consumo de bens e pela utilização de serviços, com o
objetivo de obter receitas.Exemplos

• Energia elétrica;

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• Material de expediente;
• Salários etc.

Existem contas que são representadas pelos seguintes gastos:

• Comerciais – comissão, brindes e feiras;


• Administrativos – 13º salário, férias, água, telefone e aluguel;
• Financeiro – juros e despesas bancárias.

Receitas

Aquelas decorrentes das vendas ou das prestações de serviços, mas existem outras
receitas operacionais, tais como venda de sucata, ganho na alienação de imobilizado etc.

Comparadas às despesas, há poucas receitas. As mais comuns são:

• Descontos;
• Juros ativos;
• Vendas de mercadorias.

As contas de resultado provocam variações


patrimoniais, porque as receitas geram
lucros que aumentam o PL, e as despesas
geram prejuízos que o diminuem.

Outras classi cações de contas


Conforme relata Ferreira (2015), as contas também são classi cadas de acordo com outros critérios, como mostra a
tabela a seguir:

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ATIVIDADE
1 - Ao longo da existência de uma entidade, podem acontecer vários fatos que re etem no patrimônio de forma
positiva ou negativa.

Em relação aos fatos contábeis e a suas respectivas variações no patrimônio, assinale a opção INCORRETA:

A insubsistência passiva ocorre quando algo que deixou de existir provocou efeito negativo no patrimônio da entidade. 
Quando ocorre uma superveniência passiva, a situação líquida diminui. 
As superveniências provocam sempre um aumento do passivo ou do ativo. 
O desaparecimento de um bem é um exemplo de insubsistência do passivo. 
Toda insubsistência do passivo é ativa.

Justi cativa

2 - Assinale a opção que contém APENAS contas do proprietário:

Juros ativos, caixa e despesas nanceiras. 


Capital social, comissões ativas e lucros acumulados. 
Comissões passivas, mercadorias e receitas nanceiras. 
Descontos ativos, juros passivos e salários a pagar. 
Juros passivos, capital social e veículos.

Justi cativa

3 - Assinale a opção que contém APENAS contas integrais:

Empréstimos bancários, caixa e despesas nanceiras. 


Capital social, bancos, conta movimento e lucros acumulados. 
Comissão passivas, mercadorias e receita de aluguel. 
Descontos ativos, juros passivos e salários a pagar. 
Fornecedores, salários a pagar e veículos.

Justi cativa

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Glossário
CONTAS

Nome técnico utilizado para identi car componentes patrimoniais ou de resultado. Nas contas, lançamos as aplicações e origens
de recursos, bem como os valores a débito e a crédito.

MONTANTE

Quantidade monetária de cada um dos elementos patrimoniais.

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Contabilidade Básica

Aula 4 - Plano de contas


INTRODUÇÃO

Nesta aula, estudaremos o plano de contas: um conjunto de normas que descreve o funcionamento de cada operação
contábil.

Os elementos que compõem o patrimônio e as operações desenvolvidas variam signi cativamente de uma empresa
para outra, já que elas podem realizar atividades industriais, comerciais, agrícolas, de serviços etc.

Em razão dessa diversidade, cada empresa pode ter um elenco próprio de contas. Trata-se de uma relação padronizada
de contas a serem utilizadas no registro das operações pelos pro ssionais da área de Contabilidade.

Esse plano deve ser elaborado considerando as especi cidades e a natureza das operações realizadas, bem como
contemplar as necessidades de controle de informações quanto aos aspectos scais e gerenciais.

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Bons estudos!

OBJETIVOS

Explicar o funcionamento das contas.

Identi car as contas do Patrimônio Líquido (PL).

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CONTAS PATRIMONIAIS
Vamos conhecer, com mais detalhes, as contas patrimoniais. São elas:

Ativo

Todas as contas que representam os bens e os direitos. Pode ser classi cado em:

Passivo

Contas que representam as obrigações e o Patrimônio Líquido (PL). Pode ser classi cado em:

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Conta patrimonial é aquela que indica:

O custo dos produtos vendidos por indústria.


Os impostos já pagos incidentes sobre a venda.
As vendas realizadas em um período.
O ICMS a recolher ao Estado.
O encargo de depreciação de bens do ativo não circulante.

Justi cativa
CONTAS DE RESULTADO

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Vamos entender melhor, agora, as contas de resultado, que aparecem durante o exercício e se encerram no nal deste.
São elas:

APRESENTAÇÃO DAS CONTAS


As contas são apresentadas nos seguintes níveis:

Exemplo
, Veja um exemplo de plano de contas:

Nível 1 Ativo
Nível 2 Ativo Circulante
Nível 3 Caixa e Equivalentes de Caixa
Nível 4 Bancos Conta Movimento

INDICAÇÃO DE LINK
Clique aqui (glossário) para conhecer um modelo reduzido de plano de contas.

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Uma empresa adquiriu para uso geral de seu estabelecimento um microcomputador, uma impressora e acessórios
correspondentes, que foram registrados na conta:

Móveis e utensílios.
Máquinas e equipamentos da fábrica.

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Material de escritório.
Material de consumo.
Investimentos permanentes.

Justi cativa
ATIVIDADE
Um plano de contas possui variações técnicas que indicam o tipo de código a ser utilizado. Existem quatro grandes
grupos de contas que recebem, normalmente, os códigos 1, 2, 3 e 4, conforme mostra a tabela a seguir:

Assinale a opção que informa a representação do código 1.1.11.10 – rubrica Contas a receber:

Conta analítica
Elemento descritivo
Elemento informativo
Conta sintética
Subconta

Justi cativa

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Glossário

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Contabilidade Básica

Aula 5 - Registros contábeis – atos/fatos


INTRODUÇÃO

Na aula anterior, trabalhamos o plano de contas, evidenciando os níveis e as classi cações das contas patrimoniais e
de resultado.

Até aqui, descobrimos que as contas são muito importantes para os registros contábeis, pois permitem a escrituração
dos acontecimentos responsáveis pela gestão patrimonial da empresa.

Nesta aula, estudaremos esses registros, classi cando os atos e fatos administrativos.

A nalidade da técnica de registro contábil é controlar o patrimônio e suas variações. O método é processado
mediante lançamentos em livros destinados ao registro das operações que afetam o patrimônio – o que chamamos de
escrituração.

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Trata-se da representação grá ca dos fatos contábeis por meio da exposição dos efeitos que estes produziram sobre o
patrimônio. Como regra, a escrituração envolve o reconhecimento e o registro de eventos passados.

Bons estudos!

OBJETIVOS

De nir os registros contábeis.

Classi car os atos e fatos contábeis.

Explicar a modi cação do Patrimônio Líquido (PL) e da Situação Líquida (SL) pelos fatos administrativos.

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CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS


O patrimônio das empresas está em constante movimento, devido aos acontecimentos que ocorrem diariamente.
Disso resulta a importância do registro contábil (glossário).

Para que possamos compreender a essência dessa mutação patrimonial, precisamos classi car as contas. Vejamos
algumas delas:

Caixa

• Código: 1.1.1.001;

• Ativo;

• Circulante;

• Disponibilidades;

• Função: abrigar os numerários em tesouraria (dinheiro no caixa da empresa);

• Natureza: devedora;

• Debitada: recebimento de duplicatas, vendas à vista (em dinheiro), saques bancários etc.;

• Creditada: em todos os desembolsos (em dinheiro) – pagamentos de títulos, de despesas


etc.

Bancos

• Código: 1.1.1.002;

• Ativo;

• Circulante;

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• Disponibilidades;

• Função: abrigar toda a movimentação bancária da empresa (banco conta movimento);

• Natureza: devedora;

• Debitada: pelos valores depositados em banco e pela aquisição de empréstimos;

• Creditada: pelos pagamentos em cheques ou pelas diminuições na conta corrente.

Clientes nacionais

• Código: 1.1.2.002;

• Ativo;

• Circulante;

• Direitos;

• Função: abrigar os valores a receber provenientes de vendas a prazo;

• Natureza: devedora;

• Debitada: no ato da venda a prazo para recebimento até exercício social seguinte;

• Creditada: pelo recebimento da duplicata (quando o cliente a resgata).

Estoque mercadoria revenda

• Código: 1.1.3.001;

• Ativo;

• Circulante;

• Estoques;

• Função: abrigar os valores das mercadorias destinadas à venda;

• Natureza: devedora;

• Debitada: nas compras de mercadorias;

• Creditada: nas vendas de mercadorias, nas perdas por avarias ou sinistros.

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Seguros a apropriar

• Código: 1.1.4.001;

• Ativo;

• Circulante;

• Despesas do exercício seguinte;

• Função: abrigar os valores relativos a seguros pagos com competência futura;

• Natureza: devedora;

• Debitada: no ato da contratação e do pagamento do seguro;

• Creditada: pela apropriação mensal de parcela proporcional ao número de meses.

Veículos

• Código: 1.3.2.005;

• Ativo;

• Permanente;

• Imobilizado;

• Função: abrigar os valores de aquisição dos veículos de uso na empresa;

• Natureza: devedora;

• Debitada: na compra do veículo ou em reavaliações deste;

• Creditada: na venda de veículos ou baixa por desuso, avaria ou sinistro.

Depreciação acumulada veículos

• Código: 1.3.2.006;

• Ativo;

• Imobilizado;

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• Função: reti car o valor dos veículos pelas perdas de valor devido ao uso ou à
obsolescência;

• Natureza: credora;

• Debitada: na baixa do bem por venda, desuso, avaria, sinistro etc.

ATOS ADMINISTRATIVOS
Os atos administrativos são acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam alterações no patrimônio.
Exemplos:

Alguns são considerados relevantes, quando seus efeitos se materializam no futuro, traduzindo-se em modi cações no
patrimônio. Esses atos devem ser registrados pela Contabilidade por meio das contas de compensações (glossário).

FATOS ADMINISTRATIVOS
Fatos administrativos ou contábeis são os acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais, podendo
ou não alterar o Patrimônio Líquido (PL).

Devido a essa modi cação, esses fatos devem ser contabilizados por meio das contas patrimoniais e de resultados.

Os fatos administrativos podem ser classi cados em três grupos:

Vamos entendê-los!

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FATOS PERMUTATIVOS
Aqueles que permutam os elementos componentes do ativo ou do passivo sem modi car o valor do PL. Nesse caso,
pode ocorrer troca entre os elementos do ativo, do passivo e entre ambos simultaneamente.

A permutação pode ser:

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


Analise o caso a seguir:

A empresa Aquisições comprou 100 ônibus à vista para substituir sua frota. Esse evento contábil representa um fato:

a) Permutativo ente elementos do passivo.


b) Modi cativo entre elementos do ativo e do passivo.
c) Permutativo entre elementos do ativo.
d) Modi cativo no passivo não circulante.
e) Misto diminutivo no ativo e no passivo.

Justi cativa
FATOS MODIFICATIVOS
Aqueles que modi cam o PL e que envolvem contas de resultado (receitas e despesas).

FATOS MISTOS

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Aqueles que envolvem, ao mesmo tempo, um fato permutativo e um modi cativo, e que podem, portanto, acarretar
alterações no ativo e no PL, no passivo e no PL, ou no ativo, no passivo e no PL simultaneamente.

Os fatos mistos são capazes de provocar aumento ou diminuição no patrimônio.

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


O fato contábil da quitação ou liquidação de um crédito de curto prazo causa no patrimônio o seguinte efeito:

a) Diminuição do ativo disponível e do passivo circulante.


b) Aumento do ativo disponível e do passivo circulante.
c) Diminuição e aumento simultâneos do passivo circulante.
d) Diminuição e aumento simultâneos do ativo circulante.
e) Nenhum, pois o fato é permutativo.

Justi cativa
Para facilitar a compreensão dos tipos de fatos administrativos, analise a tabela a seguir:

ATIVIDADE
1 - Analise o lançamento a seguir:

D - Fornecedores ----------------------- R$ 250,00


D - Despesas nanceiras --------------- R$ 50,00
C - Banco conta movimento ---------- R$ 150,00

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C - Títulos a pagar --------------------- R$ 150,00

Esse lançamento caracteriza um fato contábil:

a) Misto aumentativo.
b) Misto diminutivo.
c) Modi cativo diminutivo.
d) Modi cativo aumentativo.
e) Permutativo.

Justi cativa

2 - Analise as a rmativas abaixo:

I - Atos administrativos são os acontecimentos que modi cam o PL.

II - Fatos mistos são aqueles que envolvem, ao mesmo tempo, um fato modi cativo e um permutativo.

III - Os fatos permutativos envolvem somente contas patrimoniais.

IV - Os fatos modi cativos envolvem apenas uma conta patrimonial, e uma ou mais contas de resultado ou do PL.

Estão corretas:

a) II – III - IV.
b) I – II - III.
c) I – III - IV.
d) I – II – IV.
e) Nenhuma das alternativas.

Justi cativa

3 - Se os saldos das contas de PL, ativo e passivo aumentam, os lançamentos nelas efetuados representam,
respectivamente:

a) Crédito, débito e crédito.


b) Crédito, crédito e débito.
c) Débito, débito e crédito.
d) Débito, crédito e débito.
e) Crédito, crédito e crédito.

Justi cativa

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Glossário
REGISTRO CONTÁBIL

Registro que origina um lançamento contábil, o qual deve ser suportado em documentação hábil e idônea.

CONTAS DE COMPENSAÇÕES

Também denominadas contas extrapatrimoniais, estas constituem um sistema próprio de contas destinadas ao registro dos atos
administrativos relevantes.

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Contabilidade Básica

Aula 6 - Razonete e balancete de veri cação


INTRODUÇÃO

Na aula anterior, analisamos o registro contábil, classi cando os atos e fatos administrativos.

Conforme observamos, os atos administrativos são acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam
alterações imediatas no patrimônio.

Já os fatos contábeis geram variações nos valores patrimoniais, podendo ou não modi car o Patrimônio Líquido (PL).

Nesta aula, estudaremos o razonete e o balancete de veri cação contábil.

O razonete – também denominado grá co T ou conta em T – é importante porque é capaz de realizar o controle
individualizado das contas para conhecer seus saldos. Isso possibilita a apuração de resultados e a elaboração de
demonstrações contábeis, como o balancete de veri cação, o Balanço Patrimonial (BP) etc.

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Os balancetes são relações de contas extraídas do livro-razão (ou de razonete) com seus saldos devedores e credores.
Eles podem diferir uns dos outros quanto ao número de colunas destinadas ao lançamento dos valores.

Sua elaboração é muito fácil: cada conta é transferida do razonete para o balancete com seu respectivo saldo.

Bons estudos!

OBJETIVOS

Praticar a escrituração do razonete.

Registrar lançamentos contábeis.

Elaborar o balancete de veri cação.

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RAZONETE
Para compreendermos os lançamentos a débito e a crédito nas contas patrimoniais e de resultado, vamos elaborar os
razonetes.

Para facilitar a conciliação e veri cação de lançamentos, utilizamos o razonete em T, no qual consta apenas o título da
conta, as colunas do débito (à esquerda) e do crédito (à direita) para registro dos respectivos valores.

Veja um exemplo:

, Independente da natureza das contas, o lado direito do razonete sempre será utilizado para lançar o débito, e o lado esquerdo,
para lançar o crédito.
Conforme estudamos nas aulas anteriores a respeito da escrituração contábil, cada operação é objeto de um
lançamento, ou seja, do registro de fatos contábeis, que são processados com base no método das partidas dobradas.

Inicialmente, esse método envolvia apenas uma conta a débito e uma a crédito. Atualmente, um lançamento pode
abranger um ou mais débitos e um ou mais créditos.

De acordo com o número de contas debitadas e creditadas, podemos identi car quatro fórmulas de lançamento. São
elas:

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Vejamos alguns exemplos de lançamento:

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


A versão simpli cada do livro-razão denomina-se:

a) Balancete
b) Razonete
c) Balanço
d) Diário
e) Demonstração do Resultado do Exercício

Justi cativa
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
O balancete de veri cação é uma demonstração que relaciona cada conta com seu respectivo saldo devedor ou credor.

Nesse caso, os lançamentos serão corretamente efetuados se o total da coluna dos saldos devedores for igual ao total
da coluna dos saldos credores.

Para muitas entidades, sua estrutura tem três colunas, organizadas da seguinte forma:

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Existem, também, outros modelos de balancete, nos quais as informações aparecem assim lançadas:

Veja um exemplo de balancete:

Algumas observações sobre o balancete de veri cação:

, Balancete de veri cação inicial = Contas patrimoniais + Contas de resultado

Balancete de veri cação nal = Contas patrimoniais

VAMOS FAZER UM EXERCÍCIO!


A relação de contas extraída do livro-razão, com seus saldos devedores e credores, denomina-se:

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a) Razonete
b) Balanço
c) Balancete
d) Razão
e) inventário

Justi cativa
ATIVIDADE
1 - A empresa Beta comprou vários objetos por R$ 7.000,00, mas só pagou metade na hora, deixando o restante para
pagar um mês depois, com desconto de 20%.

Os empregados recebem apenas R$ 230,00 de comissão, mas pagam R$ 80,00 de refeições feitas na própria empresa,
cujo custo para esta é de R$ 50,00.

Como essa rma começou a operar com capital de apenas R$ 2.000,00, podemos dizer que, agora, ela possui Capital
Próprio de:

a) R$ 7.550,00
b) R$ 7.000,00
c) R$ 6.300,00
d) R$ 2.550,00
e) R$ 2.500,00

Justi cativa

2 - Assinale a opção que contém somente contas de saldo devedor:

a) Capital, contas a pagar, empréstimos bancários e caixa.


b) Impostos, salários, caixa, juros ativos e fornecedores.
c) Clientes, fornecedores, caixa, mercadorias e imóveis.
d) Impostos, clientes, juros passivos, caixa e salários.
e) Veículos, estoque, impostos a recolher e provisão para férias.

Justi cativa

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Glossário

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Contabilidade Básica

Aula 7 - Apuração de Resultado do Exercício


INTRODUÇÃO

Nas aulas anteriores, aprendemos a registrar os fatos administrativos (ou contábeis), evidenciando o razonete e
elaborando o balancete de veri cação.

Nesta aula, conheceremos os procedimentos necessários para apurar o resultado do exercício, mas de forma
simpli cada, com poucos dados, de modo que possamos dominar bem esta parte da matéria.

A Apuração do Resultado do Exercício (ARE) das empresas envolve uma série de processos. Entre estes, destacamos:

• A elaboração do balancete de veri cação, do livro-razão, de inventários físicos de bens de uso e de outros materiais
(mercadorias, produtos, materiais de expediente etc.), bem como de conciliações e de ajustes de saldos de contas;

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• A apuração do resultado bruto, do resultado líquido, de cálculos e de contabilizações de tributos incidentes sobre o
lucro líquido (Imposto de Renda e Contribuição Social), bem como de participações, de reservas e de dividendos;

• A elaboração das diversas demonstrações contábeis.

Apurar o resultado do exercício consiste, portanto, em veri car, por meio das contas de resultado (despesas e receitas),
se a movimentação do patrimônio da empresa apresentou lucro ou prejuízo durante o exercício social.

Vamos entender melhor o assunto?

OBJETIVOS

Classi car as contas de resultado operacionais.

Categorizar as contas como outras receitas e despesas operacionais.

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O resultado do exercício é utilizado para avaliar o desempenho econômico da entidade.

Por isso, conhecer o resultado obtido com a venda de mercadorias, de produtos ou serviços é de suma importância
para o empresário em sua tomada de decisão. A nal, essa é a atividade operacional das empresas.

Podemos obter o resultado com mercadorias vendidas por meio da seguinte operação:

Após esse momento, serão adicionados e subtraídos os demais valores para a apuração nal do resultado do
exercício. Veja:

Agora, vamos identi car a sequência ideal dos procedimentos que devem ser tomados para tal apuração:

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Podemos elaborar uma Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) de forma dedutiva. Vejamos um exemplo:

Suponha que, m do ano 2009, a companhia A apresentou os seguintes valores:

A demonstração do resultado do exercício caria da seguinte forma:

E quanto ao Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)? O que sabemos sobre ele?

De que forma o CMV é apurado?

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De que maneira é possível calcular o valor do CMV?

Isso pode ser feito de duas formas, pelos seguintes inventários:

1. Inventário periódico

Quando necessitamos apurar o Resultado Com a venda das Mercadorias (RCM), realizamos
um levantamento físico para a avaliação do estoque de mercadorias existente naquela data.

A partir da diferença entre o total das mercadorias disponíveis para venda durante o período
e esse estoque nal (apurado de forma extracontábil), obtemos o CMV nesse período.
Nesse caso, utilizamos, portanto, a contagem física.

2. Inventário permanente

Este controle permanente é efetuado sobre todas as mercadorias que estiverem à


disposição para venda, isto é, sobre o CMV e sobre as mercadorias que não foram vendidas
(estoque nal).

A partir da soma dos custos de todas as vendas, obtemos o CMV total do período. Nesse
caso, utilizamos as chas de controle de estoque.

Principalmente nas médias e grandes empresas, há a necessidade de controle contínuo do valor do estoque de
mercadorias. Conseguimos isso por meio da baixa, em cada venda, do CMV.

O processo de baixa de cada venda no CMV acontece da seguinte forma:

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Após cada operação de venda e sua contabilização, teremos a conta de vendas atualizada: CMV com o total do custo
acumulado e Mercadorias re etindo o valor exato em estoque.

Vamos analisar uma situação:

Uma empresa possui estoque de mercadorias no valor de R$ 15.000 e vende a metade dele por R$ 10.000 a prazo.

Como contabilizar a operação de compra e venda?

Resposta Correta

Se, após essas transações, a empresa adquirisse mais mercadorias por R$ 6.000 a prazo e apurasse o resultado, como
caria o seu estoque?

Resposta Correta
No sistema do inventário permanente, o controle do estoque de mercadorias pode ser simpli cado com o uso de uma
cha de controle.

Vejamos sua aplicação:

Data: 01/06/X1 – Estoque inicial e mercadoria (ventiladores) de R$ 10.000 (10 unidades compradas a R$ 1.000 cada
uma)
Data: 02/06/x1 – Venda de 6 unidades por R$ 8.000
Data: 10/06/x1 – Compra de 4 unidades a R$ 1.000 cada uma
Data: 23/06/x1 – Venda de 6 unidades por R$ 8.500

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1. Em 02/06: D - CAIXA
C - RECEITA DE VENDAS ............... 8.000
D - CMV
C - MERCADORIAS ......................... 6.000

Em 10/06: D - MERCADORIAS
C - CAIXA ....................................... 4.000

Em 23/06: D - CAIXA
C - RECEITA DE VENDAS ............... 8.500
D - CMV
C - MERCADORIAS ......................... 6.000

Em 30/06: D - CMV
C - MERCADORIAS ......................... 12.000 (CONF FICHA ESTOQUE)

Devemos analisar todas as possibilidades de atribuições de valor, sempre com base no custo (valor de aquisição). Os
principais critérios são:

Preço especí co

PEPS ou FIFO (glossário)

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UEPS ou LIFO*
*Que não é mais aceito pelas normas internacionais.

Média ponderada móvel (glossário)

INVENTÁRIO PERIÓDICO
Já sabemos que, para apuração do RCM, no caso do inventário periódico, precisamos do levantamento físico do
estoque. Isso nos oferece uma informação extracontábil.

Logo:

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De acordo com a Receita Federal do Brasil:

Para o cálculo da depreciação do período, a taxa de depreciação deve ser sempre aplicada sobre o valor de aquisição
do bem – se NÃO apresentar valor residual (glossário)!

Por isso, primeiro, RETIRAMOS esse valor.

Exemplo
, Carro = 100.000
Valor residual = 10.000 (10%) → 100.000 - 10.000 = 90.000
É sobre esse valor (90.000) que vamos aplicar a taxa de depreciação.

Mas, além da depreciação, é preciso veri car, pelo menos anualmente, a eventual necessidade de reconhecimento de
perda por redução do valor recuperável do ativo, conforme o Pronunciamento Técnico CPC 01 - Redução ao Valor
Recuperável de Ativos.

A despesa de depreciação de cada período deve ser reconhecida no resultado, a menos que seja incluída no valor
contábil de outro ativo.

No entanto, por vezes, os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são absorvidos para a produção de
outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do custo de outro ativo e deve ser incluída em seu valor contábil.

Por exemplo, a depreciação de máquinas e de equipamentos de produção é incluída nos custos de produção de
estoque. Por isso, de acordo com Ferrari (2014), utilizamos os métodos linear (ou de quotas constantes) e da soma

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dos dígitos.

Saiba mais
, Para entender melhor a questão, acesse o Pronunciamento Técnico CPC 16 - Estoques (http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-
Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47).

MÉTODO LINEAR
Método que contabiliza, como despesa ou custo, uma parcela constante do valor do bem em cada período.

Vejamos uma aplicação desse método:

No início de janeiro, a empresa comprou um veículo com vida útil estimada de 5 anos pelo valor de R$ 30.000,00, sem
valor residual estimado. Qual será o valor da depreciação?

Solução:

No nal do primeiro ano, devemos reconhecer a despesa de depreciação de:

R$ 30.000,00 : 5 = R$ 6.000,00 por ano

Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados mensais, basta dividirmos o
valor da depreciação anual por 12:

R$ 6.000,00 : 12 = R$ 500,00 por mês

Se considerarmos um valor residual de R$ 3.000,00, o valor anual da depreciação será:

(R$ 30.000,00 - R$ 3.000,00) : 5 = R$ 5.400,00 por ano

Para calcularmos o valor da depreciação mensal, para efeito de apuração de resultados mensais, basta dividirmos o
valor da depreciação anual por 12:

R$ 5.400,00 : 12 = R$ 450,00 por mês

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A contabilização do valor da depreciação mensal será efetuada da seguinte forma: débito de despesa de depreciação e
crédito da conta Depreciação Acumulada.

Portanto, o lançamento será:

Débito: Despesa de Depreciação = R$ 450,00;

Crédito: Depreciação Acumulada = R$ 450,00.

No nal do primeiro ano, o Ativo Imobilizado da empresa deverá ser apresentado no BP da seguinte maneira:

Veículos = R$ 30.000,00

(-) Depreciação Acumulada (R$ 6.000,00) = R$ 24.000,00

Dessa forma, o leitor do BP saberá a idade aproximada do Ativo Imobilizado da empresa.

DEPRECIAÇÃO
Já entendemos que a depreciação é a diminuição parcelada de valor que os bens de uso da empresa sofrem.

Trata-se de considerar como despesa ou custo do período uma parte do valor gasto na compra desses bens de uso.

Nesse contexto, alguns conceitos são importantes. Vejamos:

Desgaste pelo uso

Enfraquecimento da capacidade de produção.

Ação do tempo

Exposição aos rigores das variações atmosféricas, como o frio, o calor, a chuva, o sol, a
umidade, a maresia etc.

Obsolescência

Em decorrência da evolução tecnológica, os bens se tornam ultrapassados, antiquados,


arcaicos e caem em desuso.

A taxa de depreciação é aquela a partir da qual podemos esperar a utilização econômica do bem.

Devemos elaborar cálculos de depreciação com base nos prazos e nas taxas que, até então, eram xados pela
legislação tributária.

Entretanto, periodicamente, as empresas utilizam o critério da recuperabilidade, que consiste na revisão e no ajuste dos
critérios usados para a determinação da vida útil econômica.

A legislação tributária, no RIR/99 (artigos 305 a 323), disciplina esse assunto determinando as contas sujeitas à
depreciação, bem como xando prazos, taxas e critérios.

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Com o advento da Lei nº 11.638/2007 (glossário), cujos efeitos passaram a vigorar a partir de 01 de janeiro de 2008, as
regras para a xação do prazo e da taxa de depreciação – que, até então, era de nida pelo sco –, mudaram: agora,
prevalece o prazo de vida útil econômica do bem.

No parágrafo 3º do artigo 183 dessa lei, consta que as empresas deverão efetuar, periodicamente, análise sobre a
recuperação dos valores registrados no imobilizado e intangível, a m de que sejam registradas as perdas de valor do
capital aplicado, e para revisar e ajustar os critérios utilizados para a determinação da vida útil – causas que justi cam
a depreciação.

Atenção
, A depreciação somente se inicia quando o bem está em condições de uso e de operação. Do contrário, não haverá mais cálculo
nem contabilização, permanecendo o valor do bem e a depreciação acumulada com idêntico valor, até que haja reavaliação.

A amortização – que tem o mesmo sentido da depreciação – é o valor correspondente à recuperação dos


investimentos feitos em bens intangíveis ou de valores aplicados em despesas que contribuam para a formação de
resultados de mais de um exercício contábil, os quais serão lançados como custo ou encargo em cada exercício.

Trata-se, portanto, do desgaste do valor econômico do capital aplicado em


bens intangíveis do ativo, necessários à manutenção da empresa, ou seja, o
desgaste de bens imateriais.
Há uma conta de resultado (Amortização) e uma conta patrimonial (Amortização Acumulada).

Os bens do ativo intangível com vida útil inde nida não devem ser amortizados, pois, nesses casos, serão feitos testes
de recuperabilidade.

EXAUSTÃO
A exaustão é a redução do valor, decorrente da exploração, dos recursos minerais, orestais e de outros recursos
naturais esgotáveis.

Nesse caso, existe uma perda de valor, porque as imobilizações suscetíveis de exploração – como, por exemplo, as
reservas minerais e vegetais (bosques, orestas, jazidas etc.) – se esgotam no decorrer do tempo.

Aqui, devemos aplicar os mesmos métodos utilizados para a depreciação. Logo, seu lançamento é:

D - Exaustão

C - Exaustão Acumulada

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ATIVIDADES
1 - Em 2 de janeiro de 2012, uma empresa comercial adquiriu mercadorias no valor de R$ 7.000,00, pagando 30% à
vista, e o restante, em fevereiro do mesmo ano. No dia 10 de janeiro, a empresa vendeu todas essas mercadorias por
R$ 15.000,00, recebendo 50% à vista, e o restante, em fevereiro do mesmo ano.

Sabendo que utiliza o regime de competência, o resultado apurado pela empresa comercial com a venda dessas
mercadorias foi:

a) R$ 5.400,00 em janeiro de 2012.


b) R$ 8.000,00 em janeiro de 2012.
c) R$ 12.900,00 em janeiro de 2012.
d) R$ 5.400,00 em janeiro de 2012 e R$ 2.600,00 em fevereiro de 2012.
e) R$ 500,00 em janeiro de 2012 e R$ 7.500,00 em fevereiro de 2012.

Justi cativa

2 - Assinale a opção que apresenta apenas contas cujos saldos devem ser encerrados no m do exercício:

a) Salários, aluguéis a pagar e receitas nanceiras.


b) Juros passivos, seguros a vencer e juros ativos.
c) Salários antecipados, receitas de vendas e encargos de depreciação.
d) Aluguéis passivos, receitas de vendas e despesas de seguros.
e) Aluguéis a vencer, receitas de aluguéis e salários a pagar.

Justi cativa

3 - Quando da apuração de resultado positivo, o lucro é transferido para o PL por meio do seguinte lançamento:

a) Débito – Resultado/Crédito – Lucros ou Prejuízos Acumulados


b) Débito – Lucros ou Prejuízos Acumulados/Crédito – Resultado
c) Débito – Receita/Crédito – Lucros ou Prejuízos Acumulados
d) Débito – Lucros ou Prejuízos Acumulados/Crédito – Receita
e) Débito – Receita/Crédito – Resultado

Justi cativa

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Glossário
PEPS OU FIFO

Damos baixa no custo da seguinte maneira: o primeiro que entra é o primeiro que sai (PEPS) – também conhecido como FIFO (da
expressão em inglês First-In-First-Out).

Assim, à medida que ocorrem as vendas, vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de
que vendemos primeiro as primeiras unidades compradas.

MÉDIA PONDERADA MÓVEL

O valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, esse valor
será calculado com base na divisão do custo do estoque pelas unidades existentes.

VALOR RESIDUAL

Valor estimado que uma entidade obteria pela venda do ativo após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já
tivesse a idade e a condição esperadas para o m de sua vida útil.

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Contabilidade Básica

Aula 8 - Demonstração do Resultado do


Exercício
INTRODUÇÃO

Nesta aula, abordaremos a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), enfatizando as operações com
mercadorias.

A DRE retrata a acumulação dos gastos e das perdas de uma entidade em determinado período, revelando a dinâmica
do negócio – sob a ótica das origens (receitas) e das aplicações de recursos (custos, despesas, impostos,
contribuições e participações) – bem como o resultado obtido (lucro ou prejuízo).

Assim, a DRE tem como objetivo principal apresentar, de forma resumida e vertical, o resultado das operações
realizadas pela entidade durante o exercício social.

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O conhecimento desse resultado é fundamental para as empresas, pois sua atividade é comprar e vender mercadorias,
produtos e serviços.

Bons estudos!

OBJETIVOS

Descrever a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE).

Identi car o resultado com mercadorias.

Reconhecer a importância da análise desse resultado.

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Estrutura da DRE
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresenta todos os itens de receita (glossário) e despesa (glossário)
reconhecidos no período, excluindo aqueles relativos a outros resultados abrangentes.

As estruturas da DRE e da Demonstração do Resultado do Exercício Abrangente (DRA) incluem:

Fonte da Imagem:

Em termos legais, o artigo 187 da Lei nº 6.404/1976 trata sobre a DRE.

Para conhecê-lo, clique aqui (glossário).

Além disso, devemos obedecer, ainda, ao regime de competência dos exercícios para as receitas e despesas que serão
reconhecidas quando auferidas ou incorridas, independente do efetivo recebimento ou pagamento.

Vamos conhecer a estrutura da DRE. Iremos dividir a estrutura para que possamos apresentar a descrição de cada
item.

Estrutura da DRE
Receita bruta de vendas ou receita operacional bruta (glossário) 

(-) Deduções da receita bruta

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(-) Devoluções de vendas (glossário)

(-) Abatimentos sobre vendas (glossário)

(-) Descontos incondicionais concedidos (glossário)

(-) ISS / ICMS / PIS e COFINS sobre vendas (glossário) 

(=) Receita líquida de vendas ou receita operacional líquida (glossário)

(-) Custo das Mercadorias/Produtos Vendidos/Serviços Prestados (glossário)

(=) Resultado operacional bruto (glossário)

(-) Despesas com vendas (glossário)

(-) Despesas gerais e administrativas (glossário)

(-) Outras despesas operacionais (glossário)

(+) Outras receitas operacionais (glossário)

(-) Despesas nanceiras (glossário)

(+) Receitas nanceiras (glossário)

(+) Outras receitas (glossário)

(-) Outras despesas (glossário)

(=) Resultado operacional líquido

(-) CSLL ou despesa com provisão para CSLL

(=) Resultado do exercício antes do Imposto de Renda

(-) Despesa com provisão do Imposto de Renda

(=) Resultado do exercício após o Imposto de Renda

(-) Despesa com participações societárias sobre o lucro

Participações de debêntures

Participações de empregados

Participações de administradores

Participações de partes bene ciárias – Fundos de assistência e previdência de empregados

(=) Resultado líquido do exercício – Lucro/Prejuízo Líquido por Ação

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Eliminação de receitas e despesas não


operacionais
A Medida Provisória n° 449/2008 (que foi convertida na Lei nº 11.941/2009 (glossário)) acatou mais esta regra
existente nas normas internacionais:

A não segregação dos resultados em operacionais e não operacionais.


Assim, no âmbito do processo de convergência com as normas internacionais (leitura sistemática das normas e
orientações), as entidades deverão apresentar “outras receitas/despesas” no grupo operacional, e não após a linha do
“resultado operacional”.

De acordo com o Decreto nº 3.000/1999 (glossário) – Regulamento do Imposto de Renda (RIR/1999):

Atenção
, Nesse modelo, o resultado signi ca lucro ou prejuízo!

Em outras palavras:

• Resultado operacional bruto = Lucro ou prejuízo operacional bruto, ou lucro ou prejuízo bruto; 
• Resultado operacional líquido = Lucro ou prejuízo operacional líquido; 
• Resultado do exercício antes do Imposto de Renda = Lucro ou prejuízo do exercício antes do Imposto de Renda; 
• Resultado do exercício após o Imposto de Renda = Lucro ou prejuízo do exercício após o Imposto de Renda.

Se existir prejuízo, não haverá Imposto de Renda a pagar, e os resultados antes e após o Imposto de Renda serão iguais, ou seja:

• Resultado líquido do exercício = Lucro ou prejuízo líquido do exercício

Lucros ou prejuízos acumulados


Com a publicação da Lei nº 11.638/2007 (glossário), a conta “Lucros ou prejuízos acumulados” foi extinta como
componente do Patrimônio Líquido e passou a ser chamada de “Prejuízos acumulados”.

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Atenção
, A não manutenção de saldo positivo nessa conta só pode ser exigida das Sociedades por Ações, e não das demais sociedades e
entidades.

Além disso, de acordo com a Lei nº 10.303/2001 (glossário), o lucro do período que não for distribuído para reservas
ou dividendos também deverá ser partilhado como dividendos adicionais.

Conforme destacam os itens 42 e 43 da Deliberação CVM nº 565/2008, a conta “Lucros acumulados” permanecerá nos
planos de contas.

Essa conta continuará sendo usada para receber o resultado do exercício, as reversões de determinadas reservas e os
ajustes de exercícios anteriores, a m de distribuir os resultados em suas várias formas e de destinar valores para
reservas de lucros.

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido


(CSLL)
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um tributo incidente sobre o lucro da empresa após ajustes,
conforme destacado a seguir:

(-) Participações Estatutárias sobre o Lucro

Como já vimos, o artigo 187 da Lei nº 6.404/1976 – Lei das S/A – de ne que as
Participações Estatutárias sobre o Lucro (PEL) são:

“VI - as participações de debêntures, empregados, administradores e partes bene ciárias,


mesmo na forma de instrumentos nanceiros, e de instituições ou fundos de assistência ou
previdência aos empregados, que não se caracterizem como despesa;”.

A base de cálculo da PEL é a seguinte:

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(=) Resultado do exercício após o Imposto de Renda


(-) Saldo da conta Prejuízos acumulados

O artigo 190 da mesma lei a rma que:

“As participações de empregados, administradores e partes bene ciárias serão


determinadas, sucessivamente e nessa ordem, com base nos lucros que remanescerem
depois de deduzida a participação anteriormente calculada”.

De acordo com o RIR/1999:

“Art. 462. Podem ser deduzidas do lucro líquido do período de apuração as participações
nos lucros da pessoa jurídica:

I - asseguradas as debêntures de sua emissão;


II - atribuídas a seus empregados segundo normas gerais aplicáveis, sem discriminações, a
todos que se encontrem na mesma situação, por dispositivo do estatuto ou contrato social,
ou por deliberação da assembleia de acionistas ou sócios quotistas;
III - atribuídas aos trabalhadores da empresa, nos termos da Medida Provisória nº 1.769-55,
de 1999 (art. 359)”.

Esse regulamento também estabelece que as participações de partes bene ciárias de sua
emissão e de administradores não são dedutíveis na apuração do lucro real.

No caso especí co da apuração da base de cálculo da CSLL, todas as PEL são dedutíveis,
visto que não há restrição legal a respeito.

(-) Exclusões

As exclusões representam valores a serem subtraídos da base de cálculo da CSLL.

(-) Compensações – base de cálculo da CSLL

As compensações referem-se ao saldo da base de cálculo negativa da CSLL de períodos


anteriores, que diminuirá a base em períodos futuros até zerar esse saldo.

É passível de compensação o saldo correspondente à base de cálculo negativa, apurada a


partir do ano-calendário de 1992.

Assim como a legislação do Imposto de Renda, há a limitação de compensação da base de


cálculo negativa da CSLL em 30% (trinta por cento) do lucro líquido após adições e
exclusões.

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Atenção
, Se depois dos ajustes (adições, exclusões e compensações), a base de cálculo da CSLL for negativa (menor do que zero), não
haverá CSLL no período.

Vejamos alguns exemplos:

Despesas indedutíveis

• Despesas com provisões – EXCETO para férias e para 13º salário;


• Perda com Equivalência Patrimonial;
• Despesas relativas à depreciação, à amortização, à manutenção, aos seguros,
aos tributos etc. com bens não relacionados à produção ou à comercialização
de bens e serviços;
• Despesas com brindes;
• Despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores;
• Excesso de juros sobre o Capital Próprio;
• Outras adições.

Receitas não tributáveis

• Ganho de Equivalência Patrimonial;


• Receita de dividendos;
• Reversão de provisões indedutíveis;
• Juros sobre o Capital Próprio.

Resultado do exercício antes do Imposto de


Renda
O resultado do exercício antes do Imposto de Renda é calculado subtraindo-se o resultado operacional líquido da CSLL
do período.

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Caso não haja CSLL no período, esse resultado será igual ao resultado operacional líquido. Logo:

(=) Resultado operacional líquido


(-) CSLL ou despesa com provisão para CSLL
(=) Resultado do exercício antes do Imposto de Renda

Fonte da Imagem:

Alíquota e adicional do IRPJ


A alíquota do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas é de 15%.

Além do imposto cobrado a essa alíquota, será cobrado um adicional de 10% sobre a parcela do lucro real (presumido
ou arbitrado) que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número de meses do respectivo
período de apuração.

Vejamos:

Lucro Líquido por Ação

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Esta é a última informação da DRE e corresponde ao lucro líquido do exercício (caso haja lucro no período) dividido
pelo número total de ações da empresa. Logo:

Lucro Líquido por Ação (LLA) = LLEx/Total de ações

ATIVIDADE
1 - Uma sociedade empresária realizou as seguintes aquisições de produtos no primeiro bimestre de 2011:

• 03/01/2011 – 40 unidades a R$ 30,00;


• 24/01/2011 – 50 unidades a R$ 24,00;
• 01/02/2011 – 50 unidades a R$ 20,00;
• 15/02/2011 – 60 unidades a R$ 20,00.

A empresa não apresentava estoque inicial. No dia 10/02/2011, foram vendidas 120 unidades de produtos a R$ 40,00
cada uma.

Aqui, não consideraremos a incidência de ICMS nas operações de compra e venda. O critério de avaliação adotado
para as mercadorias vendidas é o PEPS.

No dia 28/02/2011, o lucro bruto com mercadorias, a quantidade nal de unidades em estoque e o valor unitário de
custo em estoques de produtos são de:

R$ 1.800,00 e 80 unidades a R$ 20,00 cada.


R$ 1.885,71 e 80 unidades a R$ 24,29 cada.
R$ 1.980,00 e 80 unidades a R$ 23,50 cada.
R$ 2.040,00 e 80 unidades a R$ 23,00 cada.
R$ 1.500,00 e 70 unidades a R$ 22,00 cada.

Justi cativa

2 - Uma sociedade empresária apresentou o balancete de veri cação (glossário) levantado em 31/07/2013.

Com base nos dados desse balancete e desconsiderando a incidência tributária, o valor do lucro líquido é:

R$ 5.950,00
R$ 6.200,00
R$ 6.600,00
R$ 6.850,00
R$ 6.000,00

Justi cativa

3 - Em relação à DRE, analise as a rmativas a seguir:

I. Nesta, as receitas e despesas são apropriadas ao período em função de sua inocorrência, da vinculação da receita a
despesas e de seu impacto no caixa da entidade. 
II. Sua nalidade é evidenciar o ganho, tendo em vista as necessidades de informações do usuário externo, bem como
fornecer os dados essenciais à análise da formação do resultado dos exercícios. 

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III. Seu caráter é econômico (relacionado à riqueza da entidade) e não nanceiro (relacionado a dinheiro). 
IV. Com esta, o gestor da entidade tem uma visão estratégica, determinando o melhor caminho a ser seguido pela
organização para o aumento de sua lucratividade, o que o permite de nir a redução de custos e de despesas sem
comprometer a qualidade dos produtos e serviços.

Considerando V para as a rmativas verdadeiras e F para as falsas, assinale a opção que apresenta a sequência
CORRETA:

V, V, V, V
V, V, F, F
F, V, V, V
F, F, V, V
F, V, V, F

Justi cativa

Glossário
RECEITA

Elevação de benefícios econômicos durante o período contábil na forma de entradas ou de aumentos de ativos, ou, ainda, de
reduções de passivos que resultam em aumento do Patrimônio Líquido, com exceção daqueles relativos a contribuições de
capital feitas por proprietários.

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DESPESA

Em sentido restrito, utilização ou consumo de bens e serviços no processo de produção de receitas. O que caracteriza a despesa
é o fato de tratar de expirações de termos de serviços relacionados, direta ou indiretamente, com a produção ou com a venda do
produto (serviço) da entidade.

RECEITA BRUTA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL BRUTA

Receita total de vendas ou prestação de serviços no período de apuração, que pode ser identi cada com base na soma do
faturamento bruto da entidade.

(-) DEVOLUÇÕES DE VENDAS

As mercadorias compradas retornam do cliente ao fornecedor por estar em desacordo com o pedido.

(-) ABATIMENTOS SOBRE VENDAS

Caso esteja insatisfeito com a mercadoria adquirida por culpa do fornecedor e não julgar necessário devolvê-la, o cliente pode
entrar em acordo com o fornecedor e exigir um abatimento, a m de evitar a devolução.

(-) DESCONTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS

Descontos dados incondicionalmente pelo fornecedor ao cliente, visto que independem das condições de pagamento.

(-) ISS / ICMS / PIS E COFINS SOBRE VENDAS

Tributos que incidem sobre as vendas.

(=) RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS OU RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

Resultado da subtração da receita bruta de vendas pelas deduções de vendas.

(-) CUSTO DAS MERCADORIAS/PRODUTOS VENDIDOS/SERVIÇOS


PRESTADOS

Custo efetivo das mercadorias pelo método de apuração e absorção, mediante o qual os custos xos e variáveis dos produtos
vendidos são deduzidos da receita líquida.

(=) RESULTADO OPERACIONAL BRUTO

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Lucro ou prejuízo operacional bruto após a dedução de Custo das Mercadorias Vendidas ou dos Serviços Prestados da receita
operacional líquida.

(-) DESPESAS COM VENDAS

Gastos com a comercialização e distribuição das mercadorias ou dos produtos.

Exemplos:

• Comissões de vendedores;
• Propaganda e publicidade;
• Brindes;
• Embalagens;
• Despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa;
• Frete sobre vendas a cargo do fornecedor etc.

(-) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS

Despesas que ocorrem no processo de administração e de funcionamento da empresa.

Exemplos:

• Salários;
• 13º salário;
• Férias;
• Encargos sociais;
• Assistência médica e social;
• Transporte;
• Honorários da diretoria;
• Aluguéis;
• Seguros;
• IPTU;
• Energia elétrica;
• Telefone;
• Água e esgoto;
• Material de expediente;
• Depreciação;
• Amortização.

(-) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS

Apesar de não serem comerciais, nanceiras ou administrativas, estas também são consideradas despesas operacionais.

Exemplo: Perda com Equivalência Patrimonial.

(+) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS

Exemplos:

• Aluguéis ativos ou receita de aluguéis;


• Reversão de provisões;
• Receita de dividendos;
• Receita de Equivalência Patrimonial.

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(-) DESPESAS FINANCEIRAS

Remunerações aos capitais de terceiros que nanciam as atividades da empresa.

Exemplos:

• Juros passivos ou despesas de juros;


• Descontos concedidos ou condicionais concedidos.

(+) RECEITAS FINANCEIRAS

Exemplos:

• Juros ativos – juros ganhos em aplicações nanceiras, em concessão de empréstimos a terceiros, cobrados por atraso no
pagamento de duplicatas por clientes;
• Descontos condicionais obtidos;
• Variações monetárias ativas – correção pós- xada ativa e ganhos cambiais.

(+) OUTRAS RECEITAS

Receitas do período que não estão diretamente ligadas à atividade- m da empresa.

Exemplos:

• Ganho obtido com a venda de bens do ativo não circulante;


• Reversão da provisão para perdas prováveis da realização de investimentos;
• Receitas decorrentes de eventos que resultem no aumento da porcentagem no capital social de coligada ou controlada.

(-) OUTRAS DESPESAS

Despesas do período que não estão diretamente ligadas à atividade- m da empresa.

Exemplos:

• Valor contábil do bem do ativo não circulante (custo do bem) por ocasião de sua alienação;
• Despesas decorrentes da constituição de provisão para perdas prováveis da realização de investimentos;
• Despesas decorrentes de eventos que resultem na redução de porcentagem no capital social de coligada ou controlada.

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Contabilidade Básica

Aula 9 - Balanço Patrimonial

INTRODUÇÃO

Nesta aula, trataremos do Balanço Patrimonial (BP).

Conforme CPC 26 (R1) e respeitada a legislação, o BP deve apresentar as contas dos elementos patrimoniais que
registram (bens, obrigações e situação líquida), agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
nanceira da companhia.

Por ser uma representação grá ca do patrimônio, o BP é considerado uma das principais demonstrações contábeis,

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pois re ete a posição nanceira em determinado momento – normalmente no m do ano de um período pre xado.

Vamos entender melhor o assunto?

OBJETIVOS

Explicar a estrutura do BP.

Identi car as disposições das contas no BP.

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DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
De acordo com o CPC 26 (glossário), as demonstrações contábeis proporcionam informação acerca da posição
patrimonial e nanceira, do desempenho e dos Fluxos de Caixa da entidade.

Além disso, tais demonstrações apresentam os resultados da atuação da administração face a seus deveres e a suas
responsabilidades na gestão dos recursos.

Um elemento da demonstração contábil deve ser reconhecido se:

Saiba mais
, A mensuração é um processo que consiste em determinar os montantes monetários, por meio dos quais os elementos das
demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no Balanço Patrimonial (BP) e na Demonstração do Resultado
do Exercício (DRE).

No momento da publicação das demonstrações contábeis, algumas informações devem ser divulgadas em destaque.
São elas:

O nome da entidade às quais as demonstrações contábeis dizem respeito, ou outro meio que permita sua
identi cação;

Se as demonstrações contábeis se referem a uma entidade individual ou a um grupo de entidades;

A data de encerramento do período de reporte, ou o período coberto pelo conjunto de demonstrações contábeis ou
Notas Explicativas;

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A moeda de apresentação, tal como de nido no Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas
de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis (glossário);

O nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações contábeis.

Saiba mais
, Para ver um conjunto completo das demonstrações contábeis, clique aqui (galeria/aula9/docs/aula9_01.pdf).

ESTRUTURA BÁSICA DO BALANÇO PATRIMONIAL


Vamos estudar, aqui, a demonstração mais importante para a Contabilidade: o Balanço Patrimonial (BP).

De acordo com as Leis nº 11.638/2007 (glossário) e nº 11.941/2009 (glossário), o BP é destinado a evidenciar em


determinada data a real situação nanceira de uma entidade.

O Novo Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002 (glossário)) destaca:

Portanto, o BP deve apresentar a saúde nanceira de uma entidade. Sua elaboração precisa atender as normas
contábeis e estar de acordo com os princípios da Contabilidade.

Sobre o BP, as demonstrações contábeis informam as variações dos:

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Vamos entender melhor esses itens?

CLASSIFICAÇÕES DAS CONTAS


De acordo com o artigo 178 da Lei nº 6.404/1976 (glossário), as contas são classi cadas do seguinte modo:

Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem uir para a entidade de diversas maneiras. Por
exemplo, o ativo pode ser:

Primeiro
Usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela
entidade;

Segundo
Trocado por outros ativos;

Terceiro
Utilizado para liquidar um passivo;

Quarto
Distribuído aos proprietários da entidade.

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O ativo pode ser dividido em:

ATIVO CIRCULANTE
Trata-se das disponibilidades, dos valores a receber, dos estoques e de outros valores a receber até o nal do exercício
subsequente.

O ativo será circulante quando satis zer quaisquer dos seguintes critérios:

• Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido no decurso normal do ciclo operacional
da entidade;

• Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;

• Espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço;

• É caixa ou equivalente de caixa (conforme de nido no Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos
de Caixa (glossário)), a menos que sua troca ou seu uso para liquidação de passivo se encontre vedada(o) durante,
pelo menos, 12 meses após a data do balanço.

Atenção
, Todos os demais ativos devem ser classi cados como não circulantes.

ATIVO NÃO CIRCULANTE


O ativo não circulante é divido em:

Realizável a longo prazo

Normalmente, trata-se de direitos que a entidade tem a seu favor e que são realizados após
o nal do exercício subsequente.

Exemplo: Duplicatas a receber a longo prazo.

Investimentos

Participações permanentes em outras sociedades e direitos de qualquer natureza, não


classi cáveis no ativo circulante e que não se destinam à manutenção da atividade da
companhia ou da empresa.

Exemplos:

• Obras de arte;

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• Participações em outras empresas etc.

Imobilizado

Direitos que têm por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da
companhia ou da empresa, ou exercidos com essa nalidade – inclusive os decorrentes de
operações que transferem à companhia os benefícios, os riscos e o controle desses bens.

Intangível

Direitos que têm por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou
exercidos com essa nalidade – inclusive o fundo de comércio adquirido.

A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:

Primeiro
Pagamento em caixa;

Segundo
Transferência de outros ativos;

Terceiro
Prestação de serviços;

Quarto
Substituição da obrigação por outra;

Quinto
Conversão da obrigação em item do Patrimônio Líquido.

Fonte:

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A obrigação também pode ser extinta por outros meios, tais como pela renúncia do credor ou pela perda de seus
direitos.

O passivo pode ser dividido em:

PASSIVO CIRCULANTE
Trata-se das obrigações da entidade exigíveis até o m do exercício subsequente.

Exemplo
,
Duplicatas a pagar;
Impostos a recolher;
Empréstimos e nanciamentos etc.

O passivo será circulante quando satis zer os seguintes critérios:

• Espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade;


• Está mantido essencialmente para a nalidade de ser negociado;
• Deve ser liquidado no período de até 12 meses após a data do balanço;
• A entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante, pelo menos, 12 meses após a data
do balanço.

Fonte:

Os demais passivos devem ser classi cados como não circulantes.

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Trata-se de empréstimos, nanciamentos e outras obrigações com expectativa de vencimento previsto após o término
do exercício subsequente.

Valor das entradas de capital a título de investimento dos sócios mais as reservas originárias de lucros retidos, além de
estatutárias e outras que se zerem relevantes.

Atenção
, No BP, a entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos circulantes e não circulantes como grupos de
contas separados.

A informação acerca das datas previstas para a realização de ativos e para a liquidação de passivos é útil na avaliação da liquidez
e solvência da entidade.

Para acessar um modelo simples de BP, clique aqui (glossário).

ATIVIDADE
1 - Com base no CPC 26 (R1), um item NÃO é classi cado no ativo circulante quando:

a) Espera-se que seja realizado ou se pretende que seja vendido no decurso normal do ciclo operacional da entidade.
b) Está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado.
c) Espera-se que seja realizado até 12 meses após a data do balanço.
d) É equivalente de caixa, cuja troca ou cujo uso para a liquidação de passivo se encontre vedada(o) durante, pelo menos, 12
meses após a data do balanço.
e) Espera-se que seja consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade.

Justi cativa

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2 - Em outubro de 2011, um consultório dentário fez um contrato de assinatura de um jornal, por um período de um ano,
no valor total de R$ 564,00, a serem pagos em seis parcelas iguais que venciam no último dia de cada mês.

Por ocasião do encerramento dos exercícios pelo regime de competência em 31/12/2011, a consequência dessa
operação foi uma:

a) Obrigação de R$ 564,00.
b) Despesa de R$ 141,00.
c) Despesa de R$ 564,00.
d) Despesa antecipada de R$ 564,00.
e) Receita antecipada de R$ 282,00.

Justi cativa

3 - Em dezembro de 2010, uma companhia efetuou a venda de mercadorias para recebimento com prazo de 13 meses,
considerando uma taxa de juros de 10% no período. O valor da nota scal foi de R$ 110.000,00.

No ato da transação, o registro contábil CORRETO foi o seguinte:

a) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00


Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 110.000,00
b) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00
Crédito: Receita nanceira = R$ 10.000,00
c) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 100.000,00
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00
d) Débito: Contas a receber (ativo não circulante) = R$ 110.000,00
Crédito: Receita bruta de vendas = R$ 100.000,00
Crédito: Receita nanceira a apropriar (ativo não circulante) = R$ 10.000,00
e) N.R.A.

Justi cativa

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Glossário

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Contabilidade Básica

Aula 10 - Livros contábeis


INTRODUÇÃO

Nesta aula, trataremos da escrituração dos livros contábeis – aqueles obrigatórios para evidenciar as transações e os
efeitos econômicos e nanceiros.

Esta é uma das técnicas utilizadas pela Contabilidade que consiste em registrar os acontecimentos que provocam ou
que podem provocar modi cações futuras no patrimônio.

A escrituração começa pelo livro-diário, no qual todos os registros são efetuados mediante documentos que
comprovam as ocorrências dos fatos, e continua no livro-razão.

Os documentos mais comuns são: Notas Fiscais, recibos, contratos, faturas, duplicatas, cheques etc.

Vamos entender melhor o assunto?

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OBJETIVOS

Identi car os livros contábeis obrigatórios.

Reconhecer a escrituração dos livros diário e razão.

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FATOS CONTÁBEIS
Antes de estudarmos os livros contábeis, vamos nos lembrar dos fatos contábeis – aqueles
decorrentes de decisões administrativas que podem vir a alterar (ou não), de forma qualitativa ou
quantitativa, o Patrimônio Líquido (PL).

Os fatos contábeis podem ser classi cados em:

Fatos permutativos

Também chamados de qualitativos ou compensativos, estes fatos contábeis não alteram a Situação
Líquida (SL). A nal, existe apenas a permuta entre os elementos, ou seja, uma troca entre contas
patrimoniais.

Vejamos alguns exemplos:

Compra de mercadorias
Pagamento de fornecedores
Recebimento de clientes
Venda de imobilizado (sem ganho ou perda)

Em todos os casos, não ocorre alteração no PL.

Para entender melhor a questão, analise um caso de fato permutativo na tabela a seguir:

Houve alguma mudança na SL?

Houve um aumento de imobilizado com diminuição do saldo de bancos, o que sugere uma
compra à vista no valor de R$ 20.000,00. No entanto, não houve mudança na SL.

Fatos modi cativos

Aqueles que alteram a SL – seja aumentando-a, seja diminuindo-a.

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Vejamos alguns exemplos:

Para entender melhor a questão, analise um caso de fato modi cativo na tabela a seguir:

Houve alguma mudança na SL?

Houve uma movimentação em receitas e despesas, cujo resultado foi credor, o que gerou
um lucro e modi cou a SL em R$ 30.000,00 positivamente.

Fatos mistos

Aqueles permutativos e modi cativos concomitantemente. A nal, além de permutar os saldos entre
contas patrimoniais, estes fatos contábeis alteram a SL.

Vejamos alguns exemplos:

Recebimento de clientes com juros


Pagamentos de fornecedores com desconto
Venda de imobilizado com ganho

Para entender melhor a questão, analise um caso de fato misto na tabela a seguir:

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Houve alguma mudança na SL?

Houve um gasto antecipado de R$ 20.000,00 que gerou uma saída do caixa. Mas, ao mesmo
tempo, houve um aumento da SL decorrente do lucro apurado de R$ 30.000,00.

LIVROS EMPRESARIAIS OU COMERCIAIS


Estes livros podem ser classi cados em:

Livros obrigatórios

Aqueles exigidos por lei, como o livro-diário – obrigatório de acordo com o Código Civil.

Livros facultativos

Aqueles que, por não serem exigidos por lei, podem ser adotados ou não, a critério da
empresa.

Livros comuns

Aqueles exigidos das empresas em geral, independente de seu tipo societário ou de sua
atividade.

Livros especiais

Aqueles exigidos exclusivamente de determinadas sociedades em razão de sua forma


jurídica ou de suas atividades. É o caso dos livros exigidos pela Lei nº 6.404/1976
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6404consol.htm) (exclusivos das S.A.).

Exemplos:
• Registro de ações nominativas;
• Atas de assembleias gerais etc.

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Livros principais

Aqueles que registram todos os fatos, como é o caso dos livros diário e razão.

Livros auxiliares

Aqueles que se destinam ao controle de determinado componente patrimonial, como o livro-


caixa e o livro Contas Correntes.

Livros cronológicos

Aqueles que obedecem à rigorosa ordem de dia, mês e ano em sua escrituração, sem que
haja a preocupação de se organizar as informações registradas, como é o caso do livro-
diário.

Livros sistemáticos

Aqueles que levam em consideração, essencialmente, a organização das informações


registradas de modo mais útil ao contabilista, como o livro-razão

Vamos conhecer, a seguir, os livros contábeis obrigatórios.

Este livro é obrigatório para os contribuintes tributados pelo lucro real, conforme a legislação do IR,
mas facultativo sob a ótica da legislação empresarial.

Trata-se de um livro principal e sistemático que, em virtude de sua e ciência, é indispensável em


qualquer tipo de empresa.

O livro-razão agrupa valores em contas de mesma natureza de forma racional, ou seja, em contas
individualizadas.

Exemplo
,

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,,

Neste livro, são registradas todas as operações contabilizáveis de uma entidade, em ordem
cronológica e com a observância de certas regras.

Por exigência do Código Civil, o livro-diário é obrigatório para os empresários e para as sociedades
empresárias. A legislação do IR também exige que o contribuinte sujeito ao lucro real escriture esse
livro.

O livro-diário é obrigatório, comum, principal e cronológico. Nele, o registro de uma operação é


chamado de partida de diário.

Entre seus requisitos, estão:

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Vejamos exemplos de partidas de diário:

1ª Fórmula

Partidas dobradas que contêm uma única conta a débito e uma única conta a crédito.

Exemplo:

São Paulo, 5 de julho 20x9.

Estoques de mercadorias.

À caixa
Compra à vista de Comercial Xerém Ltda. Conf. s/ Nota Fiscal 777888 ... R$ 10.400.

2ª Fórmula

Partidas dobradas compostas de uma conta a débito e duas ou mais contas a crédito.

Exemplo:

Rio de Janeiro, 7 de julho 20x9.

Estoques de mercadorias

A diversos

À caixa
Compra à vista de F. Macedo Ltda. Conf. s/ Nota Fiscal 3456 ... R$ 3.400.

A fornecedor
Idem, a prazo de J. Cavalcanti S.A. Conf. s/ Nota Fiscal 73 ... R$ 2.500 ... R$ 5.900.
No lançamento do dia 7, a conta Estoques de mercadorias foi debitada pelo total de R$
5.900, e as contas Caixa e Fornecedores foram creditadas, respectivamente, por R$ 3.400 e
R$ 2.500.

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3ª Fórmula

Partidas dobradas compostas de duas ou mais contas a débito e uma só conta a crédito.

Exemplo:

São Paulo, 20 de julho 20x9.

Diversos

À caixa
Móveis e Utensílios
Pagos a Móveis Indústrias S.A. Ref. a NF 3478 ... R$ 8.000.

Veículos
Idem, à Soc. Comercial de automóveis Ltda. NF 4565 ... R$ 12.000.

Terrenos
Idem, a Joaquim. Conf. escritura lavrada no 3º tabelião ... R$ 62.000 ... R$ 82.000.

A conta Caixa é creditada pelo total de R$ 82.000, e as contas Móveis e Utensílios, Veículos
e Terrenos são debitadas, respectivamente, por R$ 8.000, R$ 12.000 e R$ 62.000.

4ª Fórmula

Partidas dobradas compostas de duas ou mais contas a débito e de duas ou mais contas a
crédito.

Exemplo:

Aquisição, na mesma Nota Fiscal, de produtos a serem comercializados e material de


consumo – parte paga no ato, e o saldo a ser pago em 30 dias.

Data do lançamento: 20.10.2015

D - Estoque de mercadorias..........................R$ 20.000,00


D - Despesa com material de consumo..........R$ 2.000,00
C - Bancos conta movimento..........................R$ 4.000,00
C - Fornecedores............................................R$ 18.000,00

ESCRITURAÇÃO DO LIVRO-DIÁRIO
Até hoje, o livro-diário passou, pelo menos, por três estágios de escrituração. São eles:
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Processo manual
Toda escrituração era processada de forma manuscrita. Atualmente, esse processo está em desuso.
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Processo mecânico
A escrituração do livro-diário passou a ser feita em chas ou folhas soltas, as quais, posteriormente,
eram copiadas por decalque em livros apropriados.
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Processamento eletrônico de dados
Hoje, as empresas processam a escrituração do livro-diário por meio do computador, e as folhas
impressas são posteriormente encadernadas.

A legislação tributária disciplina o uso da escrituração dessa forma, cuidando, inclusive, dos critérios
a serem observados quanto ao armazenamento de dados em arquivos magnéticos.
Antes de nalizarmos, vejamos algumas curiosidades:

A entidade que está ou esteve inativa deve elaborar o livro-diário?

Aprovada pela Resolução CFC nº 1.121/2008, a NBC TG Estrutura Conceitual estabelece em


seu item 23:

“As demonstrações contábeis são normalmente preparadas no pressuposto de que a


entidade continuará em operação no futuro previsível. Dessa forma, presume-se que a
entidade não tem a intenção nem a necessidade de entrar em liquidação, nem reduzir
materialmente a escala das suas operações; se tal intenção ou necessidade existir, as
demonstrações contábeis têm que ser preparadas numa base diferente e, nesse caso, tal
base deverá ser divulgada”.

Por sua vez, o artigo 4º, parágrafo 2º, da IN 107/2008 do DNRC , a rma:

“O livro não poderá ser dividido em volumes, podendo, em relação a um mesmo exercício,
ser escriturado mais de um livro, observados períodos parciais e sequenciais, constantes
dos respectivos Termos de Encerramento, de acordo com as necessidades do empresário
ou da sociedade empresária”.

Portanto, as demonstrações contábeis devem ser elaboradas independentemente de haver


movimentação ou não, devendo, ainda, o livro-diário ser registrado no órgão competente.

O livro-diário pode ser refeito?

O pro ssional de Contabilidade não pode refazer o livro-diário. De acordo com o artigo 5º da
Resolução DNRC nº 107/2008 , o lançamento de reti cação deve ser efetuado no exercício
em que o erro for detectado.

ATIVIDADE
1 - Toda entidade é obrigada a registrar o livro-diário?

Resposta Correta

2 - Por quanto tempo devem ser guardados os livros diário e razão?

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Resposta Correta

3 - Analise as seguintes a rmativas:

I. A escrituração será em idioma e moeda corrente nacionais.


II. O livro-diário deverá conter termos de abertura e de encerramento.
III. O livro-diário deve ser encadernado com folhas numeradas sequencialmente.
IV.A escrituração não poderá conter escritos nas entrelinhas.

Entre os itens anteriores, está(ão) CORRETO(S):

a) Apenas I
b) Apenas II
c) I, II e III
d) II, III e IV
e) I, II, III e IV

Justi cativa

Glossário
LIVRO-CAIXA

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Livro no qual são registrados todos os fatos administrativos que envolvem entradas e saídas de
dinheiro.

LIVRO CONTAS CORRENTES

Livro auxiliar do livro-razão, usado para controlar a movimentação das contas que representam
direitos e obrigações

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