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I Fórum Estadual de Magistrados da Execução Penal

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Enunciado I

Não configura constrangimento ilegal a submissão do condenado ao


exame criminológico para análise de pedido de progressão de regime prisional,
desde que devidamente fundamentada a necessidade da perícia.

Enunciado II

É cabível a remição da pena pelo estudo (Súmula n. 341 do STJ), à


proporção de 18 horas-aula por 1 dia da pena remida.

Enunciado III

A transferência de sentenciado de outra unidade federativa para o


sistema prisional catarinense dependerá de anuência prévia do juízo com
competência em execução penal para o qual pretendida a transferência,
ouvidos o Ministério Público e a Diretoria de Administração Penal.

Enunciado IV

Inexistindo casa do albergado para cumprimento da pena em regime


aberto, poderá ser deferido albergue domiciliar.

Enunciado V

A decisão sobre cometimento de falta grave é da competência do juiz da


execução penal.

Enunciado VI

O benefício de saída temporária será deferido ao sentenciado que


cumpre pena no regime aberto, desde que satisfaça os requisitos necessários.

Enunciado VII
A proibição de trabalho externo em atividade privada alcança somente o
preso em regime fechado, ao qual só é admitida a prestação de serviços
públicos.

Enunciado VIII

A falta grave cometida no regime fechado interrompe o prazo para


progressão.

Enunciado IX

O prazo prescricional para a aplicação de sanção disciplinar, diante da


inexistência de legislação específica, deve ser bienal (art. 109, VI do CP), e
contado da data do fato, sendo que em caso de fuga (art. 50, II, da LEP) conta-
se da recaptura ou da apresentação espontânea.

Enunciado X

O PEC será cadastrado com as peças obrigatórias previstas no art. 316


do Código de Normas da Corregedoria-Geral da Justiça somente quando
cumprido o mandado de prisão pelo juízo da condenação e após atualização
do histórico da parte no SAJ. Inobservadas essas condições indispensáveis
para o início da execução penal os documentos serão devolvidos àquele juízo.

Enunciado XI

O cálculo do lapso temporal de cumprimento da pena, para a segunda


progressão de regime prisional, deverá incidir sobre a pena restante que estava
sendo cumprida no novo regime, e não sobre o total da pena cominada.

Enunciado XII

No caso de regressão de regime prisional em decorrência de nova


condenação, por crime praticado antes ou durante a execução, o prazo para
progressão de regime contar-se-á a partir daquela transferência, provisória ou
definitiva, tendo como base o que resta das penas a serem cumpridas.
(*) O I Fórum Estadual de Magistrados da Execução Penal do Estado de
Santa Catarina (FEMEPE) foi realizado nos dias 3 e 4 de setembro de 2009.

Disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico n. 785, de 06.10.09, pág.


01.

I Jornada Prevenção e Solução Extrajudicial de Litígios

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Enunciado 1

A sentença arbitral não está sujeita à ação rescisória.

Enunciado 2

Ainda que não haja cláusula compromissória, a Administração Pública


poderá celebrar compromisso arbitral.

Enunciado 3

A carta arbitral poderá ser processada diretamente pelo órgão do Poder


Judiciário do foro onde se dará a efetivação da medida ou decisão.

Enunciado 4

Na arbitragem, cabe à Administração Pública promover a publicidade


prevista no art. 2º, § 3º, da Lei n. 9.307/1996, observado o disposto na Lei n.
12.527/2011, podendo ser mitigada nos casos de sigilo previstos em lei, a juízo
do árbitro.

Enunciado 5

A arguição de convenção de arbitragem pode ser promovida por petição


simples, a qualquer momento antes do término do prazo da contestação, sem
caracterizar preclusão das matérias de defesa, permitido ao magistrado
suspender o processo até a resolução da questão.

Enunciado 6

O processamento da recuperação judicial ou a decretação da falência


não autoriza o administrador judicial a recusar a eficácia da convenção de
arbitragem, não impede a instauração do procedimento arbitral, nem o
suspende.

Enunciado 7

Os árbitros ou instituições arbitrais não possuem legitimidade para


figurar no polo passivo da ação prevista no art. 33, caput, e § 4º, da Lei
9.307/1996, no cumprimento de sentença arbitral e em tutelas de urgência.

Enunciado 8

São vedadas às instituições de arbitragem e mediação a utilização de


expressões, símbolos ou afins típicos ou privativos dos Poderes da República,
bem como a emissão de carteiras de identificação para árbitros e mediadores.

Enunciado 9

A sentença arbitral é hábil para inscrição, arquivamento, anotação,


averbação ou registro em órgãos de registros públicos, independentemente de
manifestação do Poder Judiciário.

Enunciado 10

O pedido de declaração de nulidade da sentença arbitral formulado em


impugnação ao cumprimento da sentença deve ser apresentado no prazo do
art. 33 da Lei 9.307/1996.

Enunciado 11

Nas arbitragens envolvendo a Administração Pública, é permitida a


adoção das regras internacionais de comércio e/ou usos e costumes aplicáveis
às respectivas áreas técnicas.

Enunciado 12

A existência de cláusula compromissória não obsta a execução de título


executivo extrajudicial, reservando-se à arbitragem o julgamento das matérias
previstas no art. 917, incs. I e VI, do CPC/2015.

Enunciado 13

Podem ser objeto de arbitragem relacionada à Administração Pública,


dentre outros, litígios relativos: I - ao inadimplemento de obrigações contratuais
por qualquer das partes; II - à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro
dos contratos, cláusulas financeiras e econômicas.

Enunciado 14

A mediação é método de tratamento adequado de controvérsias que


deve ser incentivado pelo Estado, com ativa participação da sociedade, como
forma de acesso à Justiça e à ordem jurídica justa.

Enunciado 15

Recomenda-se aos órgãos do sistema de Justiça firmar acordos de


cooperação técnica entre si e com Universidades, para incentivo às práticas
dos métodos consensuais de solução de conflitos, bem assim com empresas
geradoras de grande volume de demandas, para incentivo à prevenção e à
solução extrajudicial de litígios.

Enunciado 16

O magistrado pode, a qualquer momento do processo judicial, convidar


as partes para tentativa de composição da lide pela mediação extrajudicial,
quando entender que o conflito será adequadamente solucionado por essa
forma.

Enunciado 17

Nos processos administrativo e judicial, é dever do Estado e dos


operadores do Direito propagar e estimular a mediação como solução pacífica
dos conflitos.

Enunciado 18

Os conflitos entre a administração pública federal direta e indireta e/ou


entes da federação poderão ser solucionados pela Câmara de Conciliação e
Arbitragem da Administração Pública Federal - CCAF - órgão integrante da
Advocacia-Geral da União, via provocação do interessado ou comunicação do
Poder Judiciário.

Enunciado 19

O acordo realizado perante a Câmara de Conciliação e Arbitragem da


Administração Pública Federal - CCAF - órgão integrante da Advocacia-Geral
da União - constitui título executivo extrajudicial e, caso homologado
judicialmente, título executivo judicial.

Enunciado 20

Enquanto não for instalado o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e


Cidadania (Cejusc), as sessões de mediação e conciliação processuais e pré-
processuais poderão ser realizadas por meio audiovisual, em módulo itinerante
do Poder Judiciário ou em entidades credenciadas pelo Núcleo Permanente de
Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), no foro em que
tramitar o processo ou no foro competente para o conhecimento da causa, no
caso de mediação e conciliação pré-processuais.

Enunciado 21

É facultado ao magistrado, em colaboração com as partes, suspender o


processo judicial enquanto é realizada a mediação, conforme o art. 313, II, do
Código de Processo Civil, salvo se houver previsão contratual de cláusula de
mediação com termo ou condição, situação em que o processo deverá
permanecer suspenso pelo prazo previamente acordado ou até o implemento
da condição, nos termos do art. 23 da Lei n.13.140/2015.

Enunciado 22

A expressão "sucesso ou insucesso" do art.167, § 3º, do Código de


Processo Civil não deve ser interpretada como quantidade de acordos
realizados, mas a partir de uma avaliação qualitativa da satisfação das partes
com o resultado e com o procedimento, fomentando a escolha da câmara, do
conciliador ou do mediador com base nas suas qualificações e não nos
resultados meramente quantitativos.

Enunciado 23

Recomenda-se que as faculdades de direito mantenham estágios


supervisionados nos escritórios de prática jurídica para formação em mediação
e conciliação e promovam parcerias com entidades formadoras de
conciliadores e mediadores, inclusive tribunais, Ministério Público, OAB,
defensoria e advocacia pública.

Enunciado 24
Sugere-se que as faculdades de direito instituam disciplinas autônomas
e obrigatórias e projetos de extensão destinados à mediação, à conciliação e à
arbitragem, nos termos dos arts. 2º, § 1º, VIII, e 8º, ambos da Resolução
CNE/CES n. 9, de 29 de setembro de 2004.

Enunciado 25

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm o dever de


criar Câmaras de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos com
atribuição específica para autocomposição do litígio.

Enunciado 26

É admissível, no procedimento de mediação, em casos de


fundamentada necessidade, a participação de crianças, adolescentes e jovens
- respeitado seu estágio de desenvolvimento e grau de compreensão - quando
o conflito (ou parte dele) estiver relacionado aos seus interesses ou direitos.

Enunciado 27

Recomenda-se o desenvolvimento de programas de fomento de


habilidades para o diálogo e para a gestão de conflitos nas escolas, como
elemento formativo-educativo, objetivando estimular a formação de pessoas
com maior competência para o diálogo, a negociação de diferenças e a gestão
de controvérsias.

Enunciado 28

Propõe-se a implementação da cultura de resolução de conflitos por


meio da mediação, como política pública, nos diversos segmentos do sistema
educacional, visando auxiliar na resolução extrajudicial de conflitos de qualquer
natureza, utilizando mediadores externos ou capacitando alunos e professores
para atuarem como facilitadores de diálogo na resolução e prevenção dos
conflitos surgidos nesses ambientes.

Enunciado 29

Caso qualquer das partes comprove a realização de mediação ou


conciliação antecedente à propositura da demanda, o magistrado poderá
dispensar a audiência inicial de mediação ou conciliação, desde que tenha
tratado da questão objeto da ação e tenha sido conduzida por mediador ou
conciliador capacitado.

Enunciado 30

Nas mediações realizadas gratuitamente em programas, câmaras e


núcleos de prática jurídica de faculdades de direito, os professores,
orientadores e coordenadores que não estejam atuando ou participando no
caso concreto, não estão impedidos de assessorar ou representar as partes,
em suas especialidades.

Enunciado 31

É recomendável a existência de uma advocacia pública colaborativa


entre os entes da federação e seus respectivos órgãos públicos, nos casos em
que haja interesses públicos conflitantes/divergentes. Nessas hipóteses, União,
Estados, Distrito Federal e Municípios poderão celebrar pacto de não
propositura de demanda judicial e de solicitação de suspensão das que
estiverem propostas com estes, integrando o polo passivo da demanda, para
que sejam submetidos à oportunidade de diálogo produtivo e consenso sem
interferência jurisdicional.

Enunciado 32

A ausência da regulamentação prevista no art. 1º da Lei n. 9.469/1997


não obsta a autocomposição por parte de integrante da Advocacia-Geral da
União e dirigentes máximos das empresas públicas federais nem, por si só,
torna-a inadmissível para efeito do inc. II do § 4º do art. 334 do CPC/2015.

Enunciado 33

É recomendável a criação de câmara de mediação a fim de possibilitar a


abertura do diálogo, incentivando e promovendo, nos termos da lei, a
regularização das atividades sujeitas ao licenciamento ambiental que estão
funcionando de forma irregular, ou seja, incentivar e promover o chamado
"licenciamento de reg ularização" ou "licenciamento corretivo".

Enunciado 34

Se constatar a configuração de uma notória situação de desequilíbrio


entre as partes, o mediador deve alertar sobre a importância de que ambas
obtenham, organizem e analisem dados, estimulando-as a planejarem uma
eficiente atuação na negociação.

Enunciado 35

Os pedidos de homologação de acordos extrajudiciais deverão ser feitos


no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, onde houver.

Enunciado 36

Para estimular soluções administrativas em ações previdenciárias,


quando existir matéria de fato a ser comprovada, as partes poderão firmar
acordo para a reabertura do processo administrativo com o objetivo de realizar,
por servidor do INSS em conjunto com a Procuradoria, procedimento de
justificação administrativa, pesquisa externa e/ou vistoria técnica, com
possibilidade de revisão da decisão original.

Enunciado 37

Recomenda-se a criação de câmaras previdenciárias de mediação ou


implantação de procedimentos de mediação para solucionar conflitos advindos
de indeferimentos, suspensões e cancelamentos de benefícios previdenciários,
ampliando o acesso à justiça e permitindo à administração melhor
gerenciamento de seu processo de trabalho.

Enunciado 38

O Estado promoverá a cultura da mediação no sistema prisional, entre


internos, como forma de possibilitar a ressocialização, a paz social e a
dignidade da pessoa humana.

Enunciado 39

A previsão de suspensão do processo para que as partes se submetam


à mediação extrajudicial deverá atender ao disposto no § 2º do art. 334 da Lei
Processual, podendo o prazo ser prorrogado no caso de consenso das partes.

Enunciado 40

Nas mediações de conflitos coletivos envolvendo políticas públicas,


judicializados ou não, deverá ser permitida a participação de todos os
potencialmente interessados, dentre eles: (i) entes públicos (Poder Executivo
ou Legislativo) com competências relativas à matéria envolvida no conflito; (ii)
entes privados e grupos sociais diretamente afetados; (iii) Ministério Público;
(iv) Defensoria Pública, quando houver interesse de vulneráveis; e (v)
entidades do terceiro setor representativas que atuem na matéria afeta ao
conflito.

Enunciado 41

Além dos princípios já elencados no art. 2º da Lei 13.140/2015, a


mediação também deverá ser orientada pelo Princípio da Decisão Informada.

Enunciado 42

O membro do Ministério Público designado para exercer as funções


junto aos centros, câmaras públicas de mediação e qualquer outro espaço em
que se faça uso das técnicas de autocomposição, para o tratamento adequado
de conflitos, deverá ser capacitado em técnicas de mediação e negociação,
bem como de construção de consenso.

Enunciado 43

O membro do Ministério Público com atribuição para o procedimento


consensual, devidamente capacitado nos métodos negociais e
autocompositivos, quando atuar como mediador, ficará impedido de exercer
atribuições típicas de seu órgão de execução, cabendo tal intervenção, naquele
feito, a seu substituto legal.

Enunciado 44

Havendo processo judicial em curso, a escolha de mediador ou câmara


privada ou pública de conciliação e mediação deve observar o peticionamento
individual ou conjunto das partes, em qualquer tempo ou grau de jurisdição,
respeitado o contraditório.

Enunciado 45

A mediação e conciliação são compatíveis com a recuperação judicial, a


extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, bem como
em casos de superendividamento, observadas as restrições legais.

Enunciado 46
Os mediadores e conciliadores devem respeitar os padrões éticos de
confidencialidade na mediação e conciliação, não levando aos magistrados dos
seus respectivos feitos o conteúdo das sessões, com exceção dos termos de
acordo, adesão, desistência e solicitação de encaminhamentos, para fins de
ofícios.

Enunciado 47

A menção à capacitação do mediador extrajudicial, prevista no art. 9º da


Lei n.13.140/2015, indica que ele deve ter experiência, vocação, confiança dos
envolvidos e aptidão para mediar, bem como conhecimento dos fundamentos
da mediação, não bastando formação em outras áreas do saber que guardem
relação com o mérito do conflito.

Enunciado 48

É recomendável que, na judicialização da saúde, previamente à


propositura de ação versando sobre a concretização do direito à saúde -
fornecimento de medicamentos e/ou internações hospitalares -, promova-se
uma etapa de composição extrajudicial mediante interlocução com os órgãos
estatais de saúde.

Enunciado 49

Os Comitês de Resolução de Disputas (Dispute Boards) são método de


solução consensual de conflito, na forma prevista no § 3° do art. 3º do Código
de Processo Civil Brasileiro.

Enunciado 50

O Poder Público, os fornecedores e a sociedade deverão estimular a


utilização de mecanismos como a plataforma CONSUMIDOR.GOV.BR, política
pública criada pela Secretaria Nacional do Consumidor - Senacon e pelos
Procons, com vistas a possibilitar o acesso, bem como a solução dos conflitos
de consumo de forma extrajudicial, de maneira rápida e eficiente.

Enunciado 51

O Estado e a sociedade deverão estimular as soluções consensuais nos


casos de superendividamento ou insolvência do consumidor pessoa física, a
fim de assegurar a sua inclusão social, o mínimo existencial e a dignidade da
pessoa humana.

Enunciado 52

O Poder Público e a sociedade civil incentivarão a facilitação de diálogo


dentro do âmbito escolar, por meio de políticas públicas ou parcerias público-
privadas que fomentem o diálogo sobre questões recorrentes, tais como:
bullying, agressividade, mensalidade escolar e até atos infracionais. Tal
incentivo pode ser feito por oferecimento da prática de círculos restaurativos ou
outra prática restaurativa similar, como prevenção e solução dos conflitos
escolares.

Enunciado 53

Estimula-se a transação como alternativa válida do ponto de vista


jurídico para tornar efetiva a justiça tributária, no âmbito administrativo e
judicial, aprimorando a sistemática de prevenção e solução consensual dos
conflitos tributários entre Administração Pública e administrados, ampliando,
assim, a recuperação de receitas com maior brevidade e eficiência.

Enunciado 54

A Administração Pública deverá oportunizar a transação por adesão nas


hipóteses em que houver precedente judicial de observância obrigatória.

Enunciado 55

O Poder Judiciário e a sociedade civil deverão fomentar a adoção da


advocacia colaborativa como prática pública de resolução de conflitos na área
do direito de família, de modo a que os advogados das partes busquem sempre
a atuação conjunta voltada para encontrar um ajuste viável, criativo e que
beneficie a todos os envolvidos.

Enunciado 56

As ouvidorias servem como um importante instrumento de solução


extrajudicial de conflitos, devendo ser estimulada a sua implantação, tanto no
âmbito das empresas, como da Administração Pública.

Enunciado 57
As comunidades têm autonomia para escolher o modelo próprio de
mediação comunitária, não devendo se submeter a padronizações ou modelos
únicos.

Enunciado 58

A conciliação/mediação, em meio eletrônico, poderá ser utilizada no


procedimento comum e em outros ritos, em qualquer tempo e grau de
jurisdição.

Enunciado 59

A obrigação de estimular a adoção da conciliação, da mediação e de


outros métodos consensuais de solução de conflitos prevista no § 3º do art. 3º
do Código de Processo Civil aplica-se às entidades que promovem a
autorregulação, inclusive no âmbito dos processos administrativos que tenham
curso nas referidas entidades.

Enunciado 60

As vias adequadas de solução de conflitos previstas em lei, como a


conciliação, a arbitragem e a mediação, são plenamente aplicáveis à
Administração Pública e não se incompatibilizam com a indisponibilidade do
interesse público, diante do Novo Código de Processo Civil e das autorizações
legislativas pertinentes aos entes públicos.

Enunciado 61

Os gestores, defensores e advogados públicos que, nesta qualidade,


venham a celebrar transações judiciais ou extrajudiciais, no âmbito de
procedimento de conciliação, mediação ou arbitragem, não responderão civil,
administrativa ou criminalmente, exceto se agirem mediante dolo ou fraude.

Enunciado 62

Os representantes judiciais da União, autarquias, fundações e empresas


públicas federais têm autorização legal, decorrente da Lei n. 10.259, de 12 de
julho de 2001 para, diretamente, conciliar, transigir ou desistir de recursos em
quaisquer processos, judiciais ou extrajudiciais, cujo valor da causa esteja
dentro da alçada equivalente à dos juizados especiais federais.
Enunciado 63

A perspectiva da conciliação judicial, inclusive por adesão, em razão ou


no bojo de Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, é compatível
com o Código de Processo Civil (Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015) e com
a Lei da Mediação (Lei n. 13.140, de 26 de junho de 2015).

Enunciado 64

Os dirigentes máximos de entes estatais que exploram atividade


econômica podem delegar à sua área jurídica a capacidade de intervir na
resolução de litígios extrajudiciais provocados por clientes, em virtude de falhas
ocorridas na realização de negócios, emitindo manifestação de caráter
mandatório às demais áreas da instituição com a finalidade de indenizar
(patrimonial e/ou extrapatrimonialmente) ou solicitar providências que reparem
o dano causado aos clientes, de acordo com a legislação e jurisprudência
pertinentes.

Enunciado 65

O emprego dos meios consensuais de solução de conflito deve ser


estimulado nacionalmente como política pública, podendo ser utilizados nos
Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), cujos profissionais,
predominantemente psicólogos e assistentes sociais, lotados em áreas de
vulnerabilidade social, estão voltados à atenção básica e preventiva.

Enunciado 66

É fundamental a atualização das matrizes curriculares dos cursos de


direito, bem como a criação de programas de formação continuada aos
docentes do ensino superior jurídico, com ênfase na temática da prevenção e
solução extrajudicial de litígios e na busca pelo consenso.

Enunciado 67

Nos colégios recursais, o relator poderá, monocraticamente, encaminhar


os litígios aos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania.

Enunciado 68
O atendimento interdisciplinar realizado por psicólogos e assistentes
sociais, no âmbito da Defensoria Pública e do Ministério Público, promove a
solução extrajudicial dos litígios, constituindo-se forma de composição e
administração de conflitos complementar à mediação, conciliação e arbitragem.

Enunciado 69

A Administração Pública, sobretudo na área tributária e previdenciária,


deve adotar, ex officio, a interpretação pacificada de normas legais e
constitucionais, respectivamente, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo
Tribunal Federal, independentemente de julgamento em caso de recursos
repetitivos ou repercussão geral ou de edição de súmula vinculante.

Enunciado 70

Quando questionada a juridicidade das decisões tomadas por meio de


novas tecnologias de resolução de controvérsias, deve -se atuar com
parcimônia e postura receptiva, buscando valorizar e aceitar os acordos
oriundos dos meios digitais.

Enunciado 71

Tendo havido prévio e comprovado requerimento administrativo,


incumbe à Administração Pública o dever de comprovar em juízo que adotou as
providências legais e regulamentares para a aferição do direito da parte.

Enunciado 72

As instituições privadas que lidarem com mediação, conciliação e


arbitragem, bem como com demais métodos adequados de solução de
conflitos, não deverão conter, tanto no título de estabelecimento, marca ou
nome, dentre outros, nomenclaturas e figuras que se assimilem à ideia de
Poder Judiciário.

Enunciado 73

A educação para a cidadania constitui forma adequada de solução e


prevenção de conflitos, na via extrajudicial, e deve ser adotada e incentivada
como política pública privilegiada de tratamento adequado do conflito pelo
sistema de justiça.
Enunciado 74

Havendo autorização legal para a utilização de métodos adequados de


solução de controvérsias envolvendo órgãos, entidades ou pessoas jurídicas
da Administração Pública, o agente público deverá: (i) analisar a
admissibilidade de eventual pedido de resolução consensual do conflito; e (ii)
justificar por escrito, com base em critérios objetivos, a decisão de rejeitar a
proposta de acordo.

Enunciado 75

As empresas e organizações devem ser incentivadas a implementar, em


suas estruturas organizacionais, um plano estratégico consolidado para
prevenção, gerenciamento e resolução de disputas, com o uso de métodos
adequados de solução de controvérsias. Tal plano deverá prever métricas de
sucesso e diagnóstico periódico, com vistas ao constante aprimoramento. O
Poder Judiciário, as faculdades de direito e as instituições observadoras ou
reguladoras das atividades empresariais devem promover, medir e premiar
anualmente tais iniciativas.

Enunciado 76

As decisões proferidas por um Comitê de Resolução de Disputas


(Dispute Board), quando os contratantes tiverem acordado pela sua adoção
obrigatória, vinculam as partes ao seu cumprimento até que o Poder Judiciário
ou o juízo arbitral competente emitam nova decisão ou a confirmem, caso
venham a ser provocados pela parte inconformada.

Enunciado 77

Havendo registro ou expressa autorização do juízo sucessório


competente, nos autos do procedimento de abertura e cumprimento de
testamento, sendo todos os interessados capazes e concordes, o inventário e
partilha poderão ser feitos por escritura pública, mediante acordo dos
interessados, como forma de pôr fim ao procedimento judicial.

Enunciado 78

Recomenda-se aos juízes das varas de família dos tribunais onde já


tenham sido implantadas as oficinas de parentalidade que as partes sejam
convidadas a participar das referidas oficinas, antes da citação nos processos
de guarda, visitação e alienação parental, como forma de fomentar o diálogo e
prevenir litígios.

Enunciado 79

O Judiciário estimulará o planejamento sucessório, com ações na área


de comunicação que esclareçam os benefícios da autonomia privada, com o
fim de prevenir litígios e desestimular a via judiciária.

Enunciado 80

A utilização dos Comitês de Resolução de Disputas (Dispute Boards),


com a inserção da respectiva cláusula contratual, é recomendável para os
contratos de construção ou de obras de infraestrutura, como mecanismo
voltado para a prevenção de litígios e redução dos custos correlatos,
permitindo a imediata resolução de conflitos surgidos no curso da execução
dos contratos.

Enunciado 81

A conciliação, a arbitragem e a mediação, previstas em lei, não excluem


outras formas de resolução de conflitos que decorram da autonomia privada,
desde que o objeto seja lícito e as partes sejam capazes.

Enunciado 82

O Poder Público, o Poder Judiciário, as agências reguladoras e a


sociedade civil deverão estimular, mediante a adoção de medidas concretas, o
uso de plataformas tecnológicas para a solução de conflitos de massa.

Enunciado 83

O terceiro imparcial, escolhido pelas partes para funcionar na resolução


extrajudicial de conflitos, não precisa estar inscrito na Ordem dos Advogados
do Brasil e nem integrar qualquer tipo de conselho, entidade de classe ou
associação, ou nele inscrever-se.

Enunciado 84

O Poder Público - inclusive o Poder Judiciário - e a sociedade civil


deverão estimular a criação, no âmbito das procuradorias municipais e
estaduais, de centros de solução de conflitos, voltados à solução de litígios
entre a Administração Pública e os cidadãos, como, por exemplo, a Central de
Negociação da Procuradoria-Geral da União.

Enunciado 85

O Poder Público - inclusive o Poder Judiciário - e a sociedade civil


deverão estimular a criação, no âmbito das entidades de classe, de conselhos
de autorregulamentação, voltados para a solução de conflitos setoriais.

Enunciado 86

O Poder Público promoverá a capacitação massiva em técnicas de


gestão de conflitos comunitários para policiais militares e guardas municipais.

Enunciado 87

O Poder Público e a sociedade civil estimularão a expansão e


fortalecimento de ouvidorias dos órgãos do sistema de justiça, optando por um
modelo inovador e ativo, com a figura essencial de ouvidor/ouvidora
independente das corporações a que estão vinculados (as).

Grupo de Câmaras de Direito Civil

FECHAR TODOS OS ITENS

Enunciado I

"Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Civil, reunidos em


sessão ordinária ocorrida em 10-4-2013, aprovaram o seguinte Enunciado,
pertinente a matéria de seguro obrigatório DPVAT:

I - Nas ações de cobrança de indenização a título de seguro obrigatório


DPVAT, ou nos pleitos de complementação da quantia paga
administrativamente, a condenação da seguradora acionada ao pagamento de
valor a menor do que o postulado, na dicção do Enunciado n. 474 da Súmula
do Superior Tribunal de Justiça, não importa julgamento citra petita, mesmo nos
casos em que a parte autora fundamenta o pedido na inaplicabilidade das
tabelas utilizadas para o cálculo do quantum."
REDAÇÃO ORIGINAL, PUBLICADA NO DJE N. 1668,
DISPONIBILIZADO EM 9-7-2013

Enunciado II

"Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Civil, reunidos em


sessão ordinária ocorrida em 8-10-2014, aprovaram o seguinte Enunciado,
pertinente a matéria de cálculo de benefício de previdência privada:

II - Para o cálculo da renda mensal inicial de benefício de previdência


privada aplicam-se as regras regulamentares vigentes no momento do
preenchimento dos requisitos para a concessão do benefício pleiteado."

REDAÇÃO ORIGINAL, PUBLICADA NO DJE N. 2050,


DISPONIBILIZADO EM 10-2-2015

Grupo de Câmaras de Direito Comercial

FECHAR TODOS OS ITENS

Enunciado I

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 13 p.p., homologaram os seguintes enunciados
pertinentes a matérias de natureza comercial, especialmente bancária.

I - Nos contratos bancários, com exceção das cédulas e notas de crédito


rural, comercial e industrial, não é abusiva a taxa de juros remuneratórios
superior a 12 % (doze por cento) ao ano, desde que não ultrapassada a taxa
média de mercado à época do pacto, divulgada pelo Banco Central do Brasil.

Enunciado II
No período da inadimplência os juros remuneratórios são devidos na
forma da Súmula 296, do Superior Tribunal de Justiça.

Enunciado III

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


sessão ordinária ocorrida em 11/05/11, homologaram a alteração do enunciado
III do Grupo de Câmaras de Direito Comercial. A nova redação do enunciado
passa a ser a seguinte:

III - A comissão de permanência é admitida nos contratos bancários,


exceto nas cédulas e notas de crédito rural, comercial e industrial, desde que
contratada e limitada à soma dos encargos remuneratórios e moratórios: a)
juros remuneratórios à taxa média de mercado, não podendo ultrapassar o
percentual contratado para o período de normalidade da operação; b) juros
moratórios até o limite de 12% ao ano; e c) multa contratual limitada a 2%
sobre o valor da prestação.

NOVA REDAÇÃO, PUBLICADA NO DJE N. 1.174, DISPONIBILIZADO


EM 9-6-2011

Enunciado IV

Na aplicação da taxa média de mercado, apurada pelo Banco Central do


Brasil, serão observados os princípios da menor onerosidade ao consumidor,
da razoabilidade e da proporcionalidade.

Enunciado V

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


sessão ordinária ocorrida em 08/06/11, homologaram a alteração do enunciado
V do Grupo de Câmaras de Direito Comercial. A nova redação do enunciado
passa a ser a seguinte:
V - O limite de 2% para a multa moratória em relações de consumo não
se aplica a contratos celebrados antes da vigência da Lei n. 9.298/1996.

NOVA REDAÇÃO, PUBLICADA NO DJE N. 1.174, DISPONIBILIZADO


EM 9-6-2011

Enunciado VI

A Taxa Referencial (TR) e a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP)


podem ser utilizadas como fatores de correção monetária em contratos
bancários, desde que expressamente pactuadas.

Florianópolis, 19 de dezembro de 2006.

PUBLICADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO N. 119, DE 8 DE


JANEIRO DE 2007.

Enunciado VII

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 09 p.p., homologaram o seguinte enunciado:

VII - A cobrança antecipada do valor residual garantido (VRG) não


descaracteriza o contrato de arrendamento mercantil.

Florianópolis, 14 de maio de 2007.

PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO N. 205 PÁG 01


DATA:.16.05.2007.
Enunciado VIII

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 13 p.p., homologaram o seguinte enunciado:

VIII - É ilegal o emprego da Tabela Price nos contratos de mútuo


firmados sob o regime do Sistema Financeiro da Habitação, na medida em que
implica capitalização de juros.

Florianópolis, 15 de junho de 2007.

PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO N. 227 PÁG 01


DATA:.18.06.2007.

Enunciado IX

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 8 p.p., homologaram o seguinte enunciado:

IX - Não se justifica a conversão da busca e apreensão, intentada com


base no DL n. 911 de 1/09/1969, em ação de depósito, sendo facultado ao
credor, todavia, postular o prosseguimento do feito na forma de execução com
base no art. 5º do Diploma em questão, preservado o andamento das
demandas nas quais já houve a conversão e a citação do devedor.

Florianópolis, 09 de agosto de 2007.

PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO N. 268 PÁG 01


DATA:.14.08.2007.
Enunciado X

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 10 p.p., homologaram o seguinte enunciado:

X - É possível a utilização da Taxa Referencial (TR) no cálculo da


correção monetária do saldo devedor de contratos firmados no âmbito do
Sistema Financeiro da Habitação (SFH), desde que previsto o reajuste com
base nos mesmos índices aplicados aos saldos das cadernetas de poupança.

Florianópolis, 11 de outubro de 2007.

PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO N. 311 PÁG


01DATA:.16.10.2007.

Enunciado XI

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Comercial, reunidos em


Sessão ordinária ocorrida em 09 p.p., homologaram os seguintes enunciados:

XI - Em demanda cautelar de exibição de documentos, falta interesse de


agir àquele que não comprova ter realizado requerimento formal de
fornecimento de dados societários junto à companhia, exceto se a necessidade
do ingresso em juízo, em casos concretos excepcionais, for inequivocamente
comprovada por outro meio.

Enunciado XII

XII - No requerimento formal de fornecimento de dados societários


perante as companhias, somente é indispensável o pagamento do custo do
serviço nas hipóteses em que a empresa custodiadora dos documentos
solicitados o exige e confere oportunidade adrede para que o solicitante
recolha o valor por ela indicado.
Publicados no Diário da Justiça Eletrônico n. 947, pg. 1, disponibilizado
em 21-6-2010.

Enunciado XIII

Resta positivada a mora, em alienação fiduciária ou arrendamento


mercantil, ainda que a correspondência encaminhada para o endereço do
contrato tenha sido devolvida com a informação "mudou-se" ou "inexistente".

Publicado nos DJe n. 3004, 3005 e 3006, p. 01 de 19, 20 e 21 de


fevereiro de 2019

Enunciado XIV

O ato do fedatário certificando o recebimento de telegrama no endereço


do devedor, comprova a mora para o fim de ajuizamento de ação de busca e
apreensão ou de reintegração de posse com suporte em contrato de alienação
fiduciária ou arrendamento mercantil.

Publicado nos DJe n. 3004, 3005 e 3006, p. 01 de 19, 20 e 21 de


fevereiro de 2019¿

Grupo de Câmaras de Direito Público

FECHAR TODOS OS ITENS

Enunciado I

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 14/05/2014, homologaram o seguinte Enunciado:

Governador, Secretário de Estado ou qualquer outra autoridade


detentora de prerrogativa de foro, não é parte legítima para responder a
mandado de segurança quando não for responsável direto pela prática do ato
impugnado ou por sua correção.
Publicado na página n. 1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 1894,
disponibilizado em 17 de junho de 2014.

Enunciado II

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 09/07/2014, homologaram o seguinte Enunciado:

Deferida a antecipação da tutela para a assistência à saúde e


sobrevindo a morte do paciente no curso do processo, a sentença a ser
proferida é de extinção com base no art. 267, IX, e art. 462, ambos do CPC,
operando-se a sucumbência a partir do princípio da causalidade. A tutela
antecipada cessa nesse momento, preservados seus efeitos pretéritos.

Publicado na página n. 1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 1937,


disponibilizado em 18 de agosto de 2014.

Enunciado III

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 13/08/2014, homologaram o seguinte Enunciado:

Ainda que o segurado tenha exercido atividade laboral e percebido


salário, não cabe o desconto ou a compensação de valores pagos pelo INSS,
no mesmo período, a título de auxílio-doença acidentário concedido
judicialmente com efeito pretérito.

Publicado na página n. 1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 1958,


disponibilizado em 16 de setembro de 2014.

Enunciado IV

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 08/07/2015, homologaram o seguinte Enunciado:
A Súmula vinculante n. 13 refere-se a situações afrontosas à
Constituição da República, especialmente por inobservância aos princípios da
moralidade, da eficiência e da impessoalidade no âmbito da Administração
Pública, daí porque há necessidade, em cada caso concreto, de estar
configurada essa eiva para que se caracterize a prática de nepotismo, que
claramente não ocorre quando inexiste vínculo de subordinação hierárquica
entre a pessoa nomeada e aquela que causaria a incompatibilidade, tampouco
quando não se verifica influência direta ou indireta do parente na indicação
para o cargo.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2157,


disponibilizado em 21 de julho de 2015.

Enunciado V

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 12/08/2015, homologaram o seguinte Enunciado:

Julgado improcedente o pedido do autor em ações acidentárias movidas


em desfavor do INSS, não responde o Estado de Santa Catarina pelo
ressarcimento de honorários periciais adiantados pela autarquia, nos termos do
art. 8º, § 2º da Lei n. 8.620/93, ou de quaisquer outras verbas decorrentes do
processo, pois o autor (segurado) litiga sob a isenção de que trata o art. 129,
parágrafo único, da Lei n. 8.213/91, que não se confunde com as regras da
assistência judiciária gratuita ou da gratuidade da justiça.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2197,


disponibilizado em 15 de setembro de 2015.

Enunciado VI

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 09/09/2015, homologaram o seguinte Enunciado:
A implantação de sistema remuneratório, na forma de subsídio, por força
de diversas Leis Complementares para várias categorias funcionais da área da
segurança pública estadual, não traz consigo qualquer mácula, a menos que
ocorra redução do valor nominal global percebido pelo servidor, situação
verificada caso a caso, para resguardar a irredutibilidade de vencimentos.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2221,


disponibilizado em 20 de outubro de 2015.

Enunciado VII

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 14/10/2015, homologaram o seguinte Enunciado:

A fixação de subteto remuneratório escalonado para a carreira de auditor


fiscal do Estado de Santa Catarina, consoante estabelecido na Lei
Complementar Estadual n. 442/2009, não ofende ao art. 23, III, da Constituição
do Estado de Santa Catarina, na medida em que a Emenda Constitucional
Estadual 47/08, ao fixar o teto remuneratório, não determinou que todos
alcançariam, de imediato, a remuneração máxima por ela prevista,
condicionando-a a escalonamento hierárquico.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2231, de 05


de novembro 2015.

Enunciado VIII

Os integrantes do Grupo de Câmara de Direito Público, reunidos em


Sessão Ordinária ocorrida em 14/10/2015, homologaram o seguinte Enunciado:

Nas ações em que a Celesc for demandada por eventuais prejuízos


causados ao fumicultor em decorrência da interrupção do fornecimento de
energia elétrica, somente será admissível o julgamento antecipado quando a
concessionária não oferecer defesa, ou apresentar contestação genérica, sem
contestar, pontual e objetivamente, o laudo técnico extrajudicial elaborado pelo
autor da ação ou, ainda, quando não formular a produção de provas de forma
específica e com dedução expressa da finalidade. A dilação probatória, quando
pertinente, deverá ser realizada na fase de conhecimento, para prolação de
sentença líquida.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2231, de 05


de novembro 2015.

Enunciado IX

Os integrantes do Grupo de Câmaras de Direito Público, reunidos em


sessão ordinária ocorrida em 11/05/2016, aprovaram o seguinte Enunciado:

Ao conceder a tutela provisória, em ação voltada para concessão de


medicamentos, o magistrado fixará prazo razoável para o cumprimento da
medida, sob pena de sequestro da quantia necessária à efetivação do
comando judicial, afastada a imposição de multa concorrente.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2355,


disponibilizado em 23 de maio de 2016.

Enunciado X

Deve ser promovida a conciliação entre a oferta de educação infantil em


período integral e parcial a partir da demonstração da efetiva necessidade de
todos aqueles que compõe o núcleo familiar de que participa o (a) infante,
analisando-se o caso concreto.

Publicado na página n.1 do Diário da Justiça Eletrônico n. 2678, de 29


de setembro 2017.

Enunciado XI
Nos termos da 1ª Conclusão do Grupo de Câmaras de Direito Público
(DJE n. 2.023, p. 1-2, de 17-12-2014), ratifica-se que são da competência
recursal do Tribunal de Justiça as ações cujas petições iniciais tenham sido
protocoladas até 23 de junho de 2015, ressalvados os casos anteriores a essa
data em que houve inequívoca adoção do rito da Lei n. 12.153, de 22 de
dezembro de 2009.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XII

A competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública é absoluta e


deve ser aferida em face do valor da causa (até 60 salários mínimos, nos
termos do art. 2º, caput, da Lei n. 12.153, de 22 de dezembro de 2009, tendo
como base o valor vigente à época do ajuizamento da ação).

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XIII

Cabe ao juiz com competência fazendária cumulativa (comum e


especial), ao despachar a inicial, definir claramente se é aplicável o rito da Lei
n. 12.153, de 22 de dezembro de 2009, evitando controvérsias quanto à
competência. Se ignorada a medida, ainda assim a atribuição absoluta do
Sistema dos Juizados Especiais, se for o caso, preponderará, devendo o tema
ser abordado mesmo de ofício pelo Tribunal de Justiça na hipótese de os autos
equivocadamente lhe serem remetidos.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XIV
Nos termos da 3ª Conclusão do Grupo de Câmaras de Direito Público
(DJE n. 2.023, p. 1-2, de 17-12-2014), bem como do § 3º do art. 292 do Código
de Processo Civil, o magistrado poderá corrigir de ofício o valor atribuído à
causa com a finalidade de aferir a competência dos Juizados Especiais da
Fazenda Pública.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XV

As ações sem conteúdo econômico imediato, não havendo tampouco


critério objetivo para valoração da causa, devem ser apreciadas no juízo
comum.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XVI

É o valor da causa, não a extensão da procedência, que define a


competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública e das Turmas
Recursais.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XVII

Conforme 4ª Conclusão do Grupo de Câmaras de Direito Público (DJE


n. 2.023, p. 1-2, de 17-12-2014), é possível o processamento de causas que
versem sobre o fornecimento de medicamentos ou de tratamento médico
(inclusive cirúrgico), desde que se comprove seguramente a equivalência
econômica da pretensão com a alçada dos Juizados Especiais da Fazenda
Pública.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XVIII

Compete ao Tribunal de Justiça analisar e julgar os recursos derivados


de causas processadas nas Varas da Infância e Juventude (autônomas ou com
competência cumulativa) quando dirigidas contra a Fazenda Pública.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XIX

As ações de acidente do trabalho apresentadas em relação ao Instituto


Nacional do Seguro Social não comportam deslocamento aos Juizados
Especiais da Fazenda Pública e Turmas de Recurso, pois a Justiça Estadual
ordinária, no caso, atua em cumprimento de mandamento constitucional
(Súmulas n. 235 e 501 e Tema n. 414 do STF), além de a Fazenda Pública
Federal não estar entre os legitimados passivos perante a Lei n. 12.153, de 22
de dezembro de 2009 (art. 5º, inc. II).

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XX

Os pleitos atinentes a concurso público, por não ostentarem expressão


patrimonial mensurável e por terem o respectivo valor da causa aferido de
forma subjetiva por simples estimativa, não se enquadram na hipótese prevista
no art. 2º, caput, da Lei n. 12.153/2009¿ (Grupo de Câmaras de Direito Público,
CC n. 2011.064597-0, rel. Des. Luiz Cézar Medeiros, j. em 14-8-2013); assim,
devem tramitar perante o juízo comum. Mas podem ser da competência do
Juizado Especial as demandas que, mesmo tendo como causa de pedir
concurso público, apenas abordam aspectos patrimoniais (como indenização
por danos morais ou vencimentos).

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XXI

As causas descritas no art. 2º, § 1º, da Lei n. 12.153, de 22 de dezembro


de 2009 (ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e
demarcação, populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais,
demandas sobre direitos ou interesses difusos e coletivos; causas sobre bens
imóveis dos Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios, autarquias e
fundações públicas a eles vinculadas; que tenham como objeto a impugnação
da pena de demissão imposta a servidores públicos civis ou sanções
disciplinares aplicadas a militares) não são admitidas nos Juizados Especiais
da Fazenda Pública e Turmas Recursais; caso verificada a situação, devem ser
imediatamente deslocadas ao juízo comum ou ao Tribunal de Justiça.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XXII

Ratifica-se a 5ª Conclusão do Grupo de Câmaras de Direito Público


(DJE n. 2.023, p. 1-2, de 17-12-2014) quanto à aferição individualizada dos
pedidos na hipótese de litisconsórcio ativo facultativo, independentemente de o
valor da causa superar a alçada de 60 (sessenta) salários mínimos.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XXIII
A necessidade de realização de perícia não afasta a competência dos
Juizados Especiais da Fazenda Pública, consoante já firmado na 6ª Conclusão
do Grupo de Câmaras de Direito Público (DJE n. 2.023, p. 1-2, de 17-12-2014).

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XXIV

O cumprimento de sentença, no contexto do Juizado Especial da


Fazenda Pública, deve circunscrever-se aos seus próprios julgados, à exceção
da possibilidade da execução de sentença coletiva pelo substituído.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Enunciado XXV

É dado ao membro de Turma de Recursos, ao receber autos


redirecionados pelo Tribunal de Justiça, havendo dúvida fundada quanto à
efetiva atribuição do Sistema de Juizados Especiais da Fazenda Pública,
mediante fundamentação específica, restituir o feito ao então Desembargador
relator para que haja ou não ratificação da decisão quanto à competência.

Publicado no Diário da Justiça Eletrônico n. 3024, de 21 de março 2019.

Órgão Especial

FECHAR TODOS OS ITENS

Enunciado I

Os integrantes do Órgão Especial, reunidos em Sessão Ordinária em


2/3/2016, aprovaram o seguinte Enunciado:
Compete às Varas da Fazenda Pública processar e julgar a ação de
internação compulsória de toxicômanos dirigida contra o Estado de Santa
Catarina ou contra um de seus municípios, havendo ou não litisconsórcio
passivo com o dependente químico, desde que não cumuladas com pedido de
interdição, tutela ou curatela, porquanto, nestes casos, prevalece a discussão
sobre a capacidade civil e o estado das pessoas, matérias de índole
eminentemente civil, afetas, pois, ao Direito de Família.

Autos n. 9141148-75.2015.8.24.0000

Disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico n. 2312, de 17/03/2016,


considerado publicado no dia 18/03/2016.

Turma de Uniformização dos Juizados Especiais

FECHAR TODOS OS ITENS

Enunciado I

É legítima a exclusão de vantagens pecuniárias da base de cálculo de


horas extras e noturnas de servidores públicos, por expressa vedação das leis
que as instituíram. (Processo: 0000001-61.2012.8.24.9009 - Sessão da Turma
de Uniformização do dia 29/04/2013 - Disponibilizado no DJE n. 1689, de
07/08/2013, página 485).

Enunciado II (Revogado)

Os juros de mora, na indenização por dano moral, correm a partir da


data do arbitramento. (Processo: 0000002-46.2012.8.24.9009)

Enunciado III

O terço constitucional de férias anuais dos membros do magistério


público do Estado de Santa Catarina incide tão somente sobre 30 (trinta) dias e
não sobre os 60 (sessenta) dias mencionado no art. 93, caput, da Lei Estadual
n. 6.844/1986. (Processo: 0000034-17.2013.8.24.9009 - Sessão da Turma de
Uniformização do dia 28/04/2014 - Disponibilizado no DJE n. 1861, de
30/04/2014, página 428)

Enunciado IV

Por expressa previsão legal, não é devido o auxílio alimentação aos


policiais militares do Estado de Santa Catarina no período de gozo de licença
especial equiparada à licença-prêmio do servidor civil. (Processo: 0000024-
70.2013.8.24.9009 - Sessão da Turma de Uniformização do dia 28/04/2014 -
Disponibilizado no DJE n. 1861, de 30/04/2014, página 428)

Enunciado V

No caso de passagem do policial militar à inatividade, a indenização da


licença especial equiparada à licença-prêmio do servidor civil tem como base o
valor bruto da remuneração do último mês anterior à inativação e não o soldo.
(Processo: 0000033-32.2013.8.24.9009 - Sessão da Turma de Uniformização
do dia 28/04/2014 - Disponibilizado no DJE n. 1861, de 30/04/2014, página
428)

Enunciado VI

Horas extras no regime jurídico a que estão submetidos os Militares do


Estado de Santa Catarina são todas aquelas que excedem a carga horária de
40 horas semanais, conforme estabelece o §1º do art. 3º da Lei Complementar
Estadual n. 137/1995. (Processo: 0000020-62.2015.8.24.9009 - Sessão da
Turma de Uniformização do dia 28/09/2015 - Disponibilizado no DJE n. 2208,
de 30/09/2015, página 378)

Enunciado VII

Os reflexos da indenização de estímulo operacional por horas extras e


adicional noturno recebidos por militares do Estado de Santa Catarina no mês
de dezembro incidem no cálculo da gratificação natalina conforme art. 1º da Lei
Estadual 7.130/87. (Processo: 0000017-10.2015.8.24.9009 - Sessão da Turma
de Uniformização do dia 28/09/2015 - Disponibilizado no DJE n. 2208, de
30/09/2015, página 378)
Enunciado VIII

Na hipótese de descumprimento de contrato de transporte aéreo, os


juros de mora sobre a verba indenizatória de dano moral, em decorrência de
extravio de bagagem, incidem a partir da citação. (Processo: 0000039-
68.2015.8.24.9009 - Sessão da Turma de Uniformização do dia 28/09/2015 -
Disponibilizado no DJE n. 2208, de 30/09/2015, página 378)

Enunciado IX

Nos termos dos artigos 3º e 4º da Lei 12.153/09, cabe recurso contra


decisão interlocutória apenas e tão somente quando houver decisão
concessiva da medida pleiteada. (Processo n. 0000008-77.2017.8.24.9009 -
Sessão da Turma de Uniformização do dia 19/05/2017 - Disponibilizado no DJE
n. 2611, de 23/06/2017, página 2)

Enunciado X

Na ação de cobrança de cheque, os juros da mora são contados a partir


da primeira apresentação. (Processo n. 0000042-23.2015.8.24.9009 - Sessão
da Turma de Uniformização do dia 18/08/2017 - Disponibilizado no DJE n.
2656, de 25/08/2017, página 3)

Enunciado XI

No Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e da Fazenda Pública os


prazos serão contados em dias úteis. (Processo n. 0000018-24.2017.8.24.9009
- Sessão da Turma de Uniformização do dia 18/08/2017 - Disponibilizado no
DJE n. 2680, de 03/10/2017, página 1)

Enunciado XII

O mero descumprimento contratual de cobertura securitária decorrente


de morte não gera dano moral in re ipsa, ressalvada a demonstração da sua
configuração no caso concreto.

(Processo n. 0000021-76.2017.8.24.9009, Sessão da Turma de


Uniformização do dia 25/06/2018 - Disponibilizado no DJE n. 2886, de
17/08/2018, p. 1)
Enunciado XIII

O Juizado Especial é competente para a discussão dos contratos


bancários que tratam da reserva de margem consignável previstos na Lei n.
10.820/2003.

Enunciado XIV

Observados os termos da Lei n. 10.820/03 a da Instrução Normativa n.


28/2008-INSS, é válido o contrato de cartão de crédito consignado com
autorização para desconto em benefício previdenciário, não havendo dano
moral presumível no caso de sua contratação com inobservância daquelas
regras.¿¿¿

Enunciado XV

O marco inicial para o cômputo do período aquisitivo de férias dos


Policiais Militares é a data do seu ingresso no serviço público.¿