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CURSO:: Engenharia Civil

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DISCIPLINA:: Urbanismo
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História e conceito
O termo “urbanismo” é um neologismo inventado há mais de um
século. Este significado designa uma realidade específica:
o surgimento no final do séc. XIX de uma nova disciplina que se
apresenta como uma ciência e uma teoria da cidade
“distinguindo-se das artes urbanas anteriores pelo seu caráter
reflexivo e crítico e pela sua pretensão científica”.
O termo “urbanismo“ passou a englobar uma grande parte
do que diz respeito a cidade, obras públicas, morfologia urbana,
planos urbanos, práticas sociais e pensamento urbano,
legislação e direito relativo a cidade.
O pensamento urbanístico moderno, é uma criação
específica do espírito ocidental.
É portanto essencial reconstituir a evolução do urbanismo
ocidental, no final do qual nascerá o urbanismo moderno.
URBANISMO

O estudo da evolução humana de 2,5 milhões de anos atrás até atingir a


fase atual mostra que o desenvolvimento da cultura e da tecnologia foi o
principal fato ocorrido que garantiu o sucesso humano. Pode-se dizer
que o desenvolvimento intelectual, sobretudo a invenção da fala e da
linguagem, possibilitaram ao homem assumir um lugar de destaque na
história da evolução.
URBANISMO

No período Paleolítico Superior, ocorre uma diminuição das habituais


fontes de carne, provavelmente em virtude das extremas variações de
calor e frio, chuva e secas ocorridas nesse período. O homem para
subsistir, volta-se, em grupos, à atividade da colheita.
URBANISMO

A necessidade de segurança, convivência, permuta e, principalmente, da


impossibilidade da comunidade subsistir sem alimento, leva essas
comunidades a passarem do estágio de nomadismo para a fixação em
locais específicos.
URBANISMO

Quando o homem sai do estágio da colheita, e começa a desenvolver


técnicas de pastoreio e agricultura, tem-se o início do período Neolítico
ou a nova Idade da Pedra.
Neste estágio civilizatório, acontece a Revolução Agrícola ( segundo
Gordon Childe, historiador, arqueólogo e etnógrafo),o homem passa
também a organizar o espaço em que habita, a irrigar o solo, a
selecionar sementes e cultivar algumas plantas comestíveis, a domesticar
um pequeno número de animais, a fabricar objetos de cerâmica, surge a
troca do excedente produzido e de outros bens econômicos. Ele começa
a conhecer as estações do ano e, consequentemente, começa a modificar
seu meio ambiente.
URBANISMO

Segundo MCEVEDY (1990), a “transição do modo de vida do


Mesolítico para o Neolítico é um momento de mudança, no
desenvolvimento social e econômico do homem, comparável, em
importância, às revoluções industrial e científica dos séculos XIX e XX.
O contraste entre um acampamento mesolítico e uma aldeia de
camponeses do Neolítico é tão importante que justifica perfeitamente o
termo “ Revolução Neolítica”.
URBANISMO

O conhecimento da técnica de fundição dos metais inaugurou


a Idade dos Metais (5000 - 4000 a.C.), fazendo com que o homem
abandone progressivamente os instrumentos de pedra;
inicialmente, predominavam a produção de cobre, do estanho e do
bronze (3000 a.C. no Egito e Mesopotâmia).
O ferro ( 1500 a.C.) apareceu mais tarde.
URBANISMO

Com o passar do tempo, as atividades agrícolas passaram a ser


incompatíveis com a criação de gado na mesma área, fazendo com que
haja a necessidade da separação entre a agricultura e o pastoreio,
fato este que pode ser apontado como a primeira divisão social do
trabalho: agricultor e o pastor.
Começaram então a aparecer locais para troca, onde pastores e
agricultores permutavam os seus produtos.
URBANISMO

Em fins do período neolítico e princípios do período histórico, isto é,


aproximadamente no ano 4000 a.C., começam a se formar os
primeiros agrupamentos humanos, com características de cidade.
Acredita-se que a necessidade de se registrarem as trocas combinadas e
as entregas de produtos, forçou o aparecimento da escrita.
Nessa direção, pode-se afirmar também que a moeda foi criada
como meio para facilitar as trocas de produtos.
URBANISMO

O aumento da densidade populacional vai, aos poucos,


transformando as antigas aldeias em cidades e consequentemente
provocando alterações na esfera da organização social.
Para BENEVOLO (1993), a cidade -- local de estabelecimento
aparelhado, diferenciado e ao mesmo tempo privilegiado, sede da
autoridade -- nasce da aldeia, mas não é apenas uma aldeia que
cresceu.
Ela se forma quando os serviços já não são executados pelas pessoas
que cultivam a terra, mas por outras que não têm esta obrigação, e que
são mantidas pelas primeiras com o excedente do produto total.
URBANISMO

A sociedade se torna capaz de evoluir e de projetar a sua evolução.


A cidade, centro maior desta evolução, não só é maior do que a aldeia,
mas se transforma com uma velocidade muito maior.
De acordo com GOITIA apud SPENGLER (1992), “o que distingue
a cidade da aldeia não é a extensão, nem o tamanho, mas a
presença de uma alma da cidade”, (...) a coleção de casas aldeã, cada
uma com a sua própria história, converte-se num todo conjugado. E este
conjunto vive, respira, cresce, adquire um rosto peculiar, uma forma e
uma história interna”.
URBANISMO

Assim, com o contínuo aumento populacional, somado com a


consolidação da prática da agricultura intensiva surgiu um novo estilo de
vida, o qual induziu a mudanças fundamentais, na economia e nas
ordens social, tecnológica e ideológica.
A cidade, núcleo dessa evolução, não é apenas maior que a aldeia,
ela possui uma velocidade de transformação muito maior, o que
determina um salto civilizador e a abertura de novos caminhos
para a sociedade, com mudanças profundas da composição e das
atividades da classe dominante, que influem sobre toda a
sociedade.
URBANISMO

De acordo com pesquisas arqueológicas, o sítio de Jericó,


localizado no vale do Jordão, região do mar Morto, entre
Jerusalém e Amã, é considerado o mais antigo do mundo
descoberto até aos nossos dias.
A determinação da data por meio do carbono-14 indicou que
Jericó
havia sido construída em 7000 a.C..
Sabe-se que o sítio de Jericó possuía uma área de 1,6 hectares, protegido
por uma vala cortada na rocha e um muro de pedra com sólida torre
circular. Existiam edifícios públicos e santuários em seu interior, alguns
inclusive já com estátuas de gesso.
URBANISMO

“A CIDADE PELA SUA HETEROGENEIDADE ÉTNICA,


PROFISSIONAL, DE CRENÇAS E COSTUMES,
ENFRAQUECE A ORDEM MORAL E FORTALECE A
ORDEM TECNICA.”
URBANISMO

Cidade Grega
Atenas no Século V tinha 300.000 habitantes,
sendo: 115.000 escravos.
Considerada orgânica, pois cada Órgão se formava aonde devia cumprir sua
função específica, por isso se diz que as cidades Contemporâneas tem suas
raízes na Grécia.
A Sociedade era divida pelos ricos e pobres, livres e escravos.
Considerando livres a classe nobre, donos da terra e a classe mercantil ativa e
rica.
Refletindo a dicotomia do poder político e do poder econômico.
A Ágora torna-se a assembleia do povo, o espaço cívico da “POLIS”.
A classe pobre vivia na periferia em casas precárias que eram facilmente
destruídas.
Surgindo dai as Cidades Estado, isoladas com barreiras naturais.
“Pérgamo” foi construída em uma elevada montanha,
com um dos mais engenhoso plano urbanístico da antiguidade.
URBANISMO

Cidade de Roma
Fundada por volta do ano de 754 A.C. por descendentes dos antigos Troianos, que apos a
destruição de Troia, comandados por Enéias dirigiram-se para a Península Itálica.
No século IV, roma tinha 1 milhão de habitantes, possuía 19 aquedutos que forneciam
1.000.000m3/dia de água á cidade. Tinha esgotos dinâmicos, ruas pavimentadas, 46,602
prédios de apartamentos (alguns até 8 pavimentos), 80 palácios termas e toda protegida
por muralhas.
No ano de 476 , ODOACRO, rei dos Èrulos conquista Roma e dá-se a queda do Império
Romano do Ocidente. Iniciando a Idade Média.
Em 1453 cai o Império Romano do Oriente OS Turcos tomam Constantinopla.
A Europa é envolvida em um estado de guerra permanente.
Do século V ao IX, aconteceu a grande desurbanização.
Muitas cidades desapareceram, surgindo nessa época o Feudalismo.
Surgindo pequenos Burgos de traçados irregular, com ruas estreitas, ruas pavimentadas o
esgoto era estático, tendo as casas paredões sem janelas para a rua evitando assim o mau
cheiro.
A Igreja passa a ser o centro da vida comunitária.
Adotando um regime Teocrático
URBANISMO

Primeiro Urbanista conhecido:


“HIPODAMOS DE MILETO”,
(século V- A.C.)
Conhecido por muito tempo como o Pai do sistema viário em forma de um
tabuleiro de xadrez.
A cidade não devia ter mais que 10.000 cidadãos.
Era dividida em espaço dos Deuses, do Estado e dos Indivíduos.
Projetava as ÁGORAS (praça central, espaço cívico), sempre centralizada,
próxima aos edifícios públicos.
Mileto tinha uma área projetada total de 90 hectares, sendo que desses criou 52
hectares de Parques e Jardins.
URBANISMO

A Gênese do Urbanismo Moderno


A Revolução Industrial, que nasce na Inglaterra,
lança toda uma população operária nas cidades, que não estão
preparadas para acolhê-las. Resulta uma proliferação de cortiços.
As famílias operárias amontoam-se em locais estreitos e sem conforto
em Lille, Liverpool e Manchester.
Aos olhos dos contemporâneos, é toda a cidade que está doente.
Balsac classifica Paris de “cancro“. Médicos, filantropos, sociólogos,
economistas, romancistas, diante das epidemias e da delinquência, veem
aí os frutos envenenados dos cortiços, as infeções de uma cidade má,
acusada de corromper a raça humana, de destilar o vício e o crime.
Uma série de pensadores repudia a noção tradicional de cidade e elabora
modelos que permitem reencontrar uma ordem perturbada pelo
maquinismo. É desta pesquisa que nasce a principal corrente do
urbanismo moderno, a corrente progressista.
URBANISMO

“NASCE O PLANEJAMENTO URBANO.”


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DISCIPLINA:: Urbanismo
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Aula--2
Aula

PLANEJAMENTO URBANO
Planejamento:
“´´E um método de aplicação , continuo e permanente,
destinado a resolver racionalmente os problemas que afetam
uma sociedade situada em um determinado espaço e época,
através de uma previsão capaz de antecipar as futuras
consequências das ações tomadas.”
URBANISMO

Planejamento

“Todo planejamento pressupõem que pesquisa,


analise e síntese de todos os dados identificados em um
aglomerado humano é indispensável para
tomada de decisão e resolução dos problemas”.
“O planejamento é um meio para se atingir um fim, é
um processo de pensamento”.
URBANISMO

Em planejamento nunca se determina


que uma ideia é definitiva, planejamento tem uma
metodologia essencialmente dinâmica.
Pode-se dizer que:
“O planejamento é um método de pesquisar, analisar,
prever e ordenar as mudanças”.
URBANISMO

Em planejamento a racionalidade do métodos garantem que


as decisões explorem lógicas palpáveis,
dizendo-se que uma solução é Racional, quando:
1- São Exequíveis –
isto é tem condições de ser implantada, tanto economicamente quanto sob o
aspecto técnico.
2- Adequadas ao seu próprio fim –
isto é tem condições de cumprir a função ao que é destinada.
3- Eficaz -
isto é quando permite maximizar os resultados
minimizando os custos.
4- Coerente –
Isto é quando não colide com nenhum dos outros objetivos do plano ou dos
planos dos escalões superiores, não destruindo a unidade do plano.
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5- Politicamente aceitável –
Isto é quando atende aos justos anseios do povo.
6- Previsão ordenada –
isto é uma das fases do planejamento, não é todo o processo, nele se prevê, se
ordena etapas, faz as intervenções, orienta, acompanha a execução, corrige os
desvios e reanalisa as ações.
O planejamento é um processo de previsão , seguido de uma ação humana
baseada nessa previsão.
O conceito de Aristóteles diz,
a Ordem é a adequação certa das coisas ao seu próprio fim.
O planejamento quando procura organizar o espaço presente e futuro, ao
antecipar o futuro e permitir assim a programação do mundo de amanhã,
torna-o construtível e humanamente habitável.
URBANISMO

Antecipação de suas ulteriores consequências –


No planejamento a previsão de uma obra pode em alguns
casos ser entrópica, ou seja, totalmente imprevisível em dados técnicos.
Entretanto a antecipação deve ter um limite de
tempo de ação e consequência,
por isso planejamento trabalha com prazos e esses variam de 15 á 20 anos.
Mais que isso é impossível probabilidade aceitável de êxito pleno.
Requisitos para obtenção de racionalidade almejada no plano:
1- existência e informações e dados exatos imprescindíveis à analise das
decisões.
2- estabelecimento de padrões realistas e comprovados de magnitudes de
qualidades.
3- formulação correta de objetivos.
URBANISMO

Processo decisório –

Emprego de técnicas e orientações objetivas e aperfeiçoadas.


Ex:
técnica de analise custo/benefício
matriz quadrada de compatibilidades e conflitos de diretrizes/ analise
comparativa-qualitativa de prioridades.
Resumindo um modelo de decisão racional compreende :
1- identificação de todas as prováveis soluções alternativas;
2- avaliação de todas as consequências da adoção
de cada possível solução alternativa.
3- seleção das alternativas mais benéficas ou de fins mais valiosos.
URBANISMO

O planejador no processo decisório –

O planejador precisa no processo decisório manter-se NEUTRO


em relação aos líderes da comunidade que desempenharão o
papel político da “decisão-ação”.
Esse tem o dever de definir a estrutura de valor mais conveniente á
comunidade, dentre todas as alternativas apresentadas.
Cabe ao planejador explicitar da forma mais clara possível todas
as suas hipóteses de trabalho e procurar identificar o
maior número de soluções alternativas.
.
URBANISMO

Palavras chaves no processo de planejamento:

• Decisão - Uma decisão pode ser simples ou agregada.


1. É simples quando não é susceptível de se desdobrar em outras.
2. É agregada quando pode se decompor em outras simples ou agregadas
inferior.
• Diretriz – é a decisão a respeito dos meios a serem utilizados para se
atingir uma meta, ideal ou objetivo.
• Estratégia ou Política – é um conjunto de diretrizes.
• Objetivo, ideal ou meta – significa um padrão de sucesso de um sistema.
• Propósito ou finalidade - significa o resultado funcional desse sistema.
• Sistema - pode se definido como o conjunto de partes interligadas,
possuindo objetivos para sua formação, nem sempre fácil de ser identificável.
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DISCIPLINA:: Urbanismo
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Aula--3
Aula

PLANEJAMENTO INTEGRADO

Planejamento integrado:

“´´Visa em qualquer escalão de Governo ( Municipal,


Estadual ou Federal), resolver os problemas de uma
Sociedade (SER), localizada em uma área ou espaço
(FORMA), em uma determinada época (TEMPO).”

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URBANISMO

“SER E FORMA”
(conteúdo e continente)

Esses se transformam continuamente no tempo e sem se observarem


necessariamente entre sí um sincronismo rígido.
“ Observamos que o ser se transforma mais rapidamente que a forma.”
O gênero da vida urbana muda mais depressa que as estruturas urbanas.
Por exemplo a motorização e a organização do sistema viário.

URBANISMO

Surge assim a necessidade do


“planejamento físico territorial”.
Ordenação dos espaços em que o homem exerce suas
atividades, visando eliminar ou atenuar as distorções entre o
SER e a FORMA, decorrentes do assincronismo evolutivo
de ambos.

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URBANISMO

ASSINCRONISMO

Falta de analise conjunta das situações e possibilidades


evolutivas do SER no seu tempo, e da constante sintonia analítica
das situações físicas da FORMA.
Gerando problema psíquicos,(congestionamentos constantes/neuroses e
crescimento demográfico/falta habitação/aparecimento de favelas)

A cidade (em nível local) deve ser considerada como um lugar econômico
privilegiado. Como um agente econômico, com seu patrimônio, suas funções e
finalidades econômicas, poder de decisão e uma lógica própria de ação.
É um mercado de bens, de serviços ou de produtos que interagem
com outros agentes econômicos.

URBANISMO

PLANEJAMENTO ECONOMICO
A simplicidade da lei da oferta e da procura não mantem o equilíbrio
econômico da cidade, fatores mais complexos interferem e determinam outras
intervenções.
A teoria do automatismo pressupõem algumas condições ideais:
 Atomização dos consumidores e produtores a fim de evitar a influencia
individual ou de grupos sobre os preços de mercado.
 Informação perfeita sobre as condições de mercado onde os
consumidores e produtores a qualquer instante conhecem a quantidade
dos produtos á disposição do mercado e as necessidades de consumo dos
mesmos
 Perfeita mobilidade e divisibilidade dos fatores de produção, (capital, mão
de obra, recursos naturais)
 Inexistência de economias de aglomeração ou externas.

3
URBANISMO

Economias de aglomeração
São as economias ou “forças aglomerativas” resultantes da
concentração dos fatores de produção , principalmente em uma área qualquer.
Sendo divididas em:
economias de escala, economias de localização e economias de urbanização.
Os objetivos da economia urbana, seria estudar e prever o
crescimento eficaz das cidades, estudando os custos econômicos,
financeiros e sociais deste crescimento.
Em uma democracia, a comunidade pode participar
espontaneamente do processo de planejamento.

“O planejamento deve ser integral, abrangente, desenvolvendo


os aspectos econômicos, sociais, físicos–territoriais a ser
planejados em sintonia direta com as metas e diretrizes
dos escalões superiores, ( Município, Estado e União).”

URBANISMO

Caráter pluriprofissional

Planejamento exige trabalho divididos por setores e as


equipes são compostas por:

 Setor físico territorial – arquiteto/engenheiro


civil/agrônomo/geógrafo/foto-interpretador/hidrólogo e etc
 Setor social – sociólogo/assistente
social/educador/psicólogo/médico/sanitarista
 Setor econômico – economista de diferentes
especialidades/demógrafo/estatístico
 Setor administrativo – administrador público/especialista em finanças
públicas/contadores/ advogados
 Todos os setores – especialistas em relação pública/em comunicação e
especialistas dependendo dos problemas específicos identificados.

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URBANISMO

Filosofia do Planejamento

Toda a metodologia do planejamento deve ser democrática e humanista


 Democrática – no sentido de levar em conta as aspirações do povo e o seu
pleno consentimento.
 Humanista – no sentido de fazer observar a escala humana na elaboração e
implantação do plano.
Dada as vastas consequências que o planejamento trás á uma sociedade sua
prática requer uma firme filosofia que nos mostre:
a- COMO intervir – (Metodologia do planejamento)
b- QUANDO intervir – ( conhecimento exato dos tempos de atuação)
c- ONDE intervir – ( teorias de localização)

URBANISMO

Planejamento e desenvolvimento.

A ONU em seu relatório 1954 estabeleceu 12 critérios para conceituar o nível


de vida de um povo e esses critérios são preponderantemente sociais:

Saúde/educação/condições de trabalho/transportes/ vestimentas/ recreação/


segurança social / liberdades humanas.
A índia estabeleceu 33 critérios
E o Brasil?

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DISCIPLINA:: Urbanismo
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Aula--4
Aula

PLANEJAMENTO INTEGRADO - 2

Os Indicadores Sociais
Os indicadores sociais podem ser utilizados para determinar se um país é
rico, está em desenvolvimento ou é subdesenvolvido.
Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como
sendo:
• Ricos (desenvolvidos),
• Desenvolvimento (economia emergente)
• Pobres (subdesenvolvidos).

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URBANISMO

Com isso, organismos internacionais analisam


os países segundo a:
• Expectativa de vida (É a média de anos de vida de uma pessoa em determinado país).
• Taxa de mortalidade (Corresponde ao número de pessoas que morreram durante o ano).
• Taxa de mortalidade infantil (Corresponde ao número de crianças que morrem antes
de completar 1 ano).
• Taxa de analfabetismo (Corresponde ao percentual de pessoas que não sabem ler e nem
escrever).
.
• Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos
habitantes.
• Saúde (Refere-se à qualidade da saúde da população).
• Alimentação (Refere-se à alimentação mínima que uma pessoa necessita, cerca de 2.500
calorias, e se essa alimentação é balanceada).
• Condições médico-sanitárias (Acesso a esgoto, água tratada, pavimentação etc.)
• Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros, de
computadores, televisores, celulares, acesso à internet entre outros).

URBANISMO

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)


Foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir
o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão vivendo nos países de
todo o mundo.

O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. O índice 1 não foi


alcançado por nenhum país do mundo, pois tal índice iria significar que determinado
país apresenta uma realidade quase que perfeita, por exemplo, uma elevada renda per
capita, expectativa de vida de 90 anos e assim por diante.

Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com
índice 0, pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar, por exemplo, taxas de
analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos.

2
URBANISMO

Como calcular o IDH de um local?

O critério para analisar a qualidade de vida de um determinado local é o Índice de


Desenvolvimento Humano (IDH), que consiste na média obtida através de três aspectos:
Renda Nacional Bruta (RNB) per capita; o grau de escolaridade da população (média de
anos de estudo da população adulta e expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança
ficará matriculada), o nível de saúde (expectativa de vida média da população).

Conforme dados divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil
apresenta IDH de 0,699, ocupando a 73° posição no ranking mundial, valor considerado
alto. A cada ano o país tem conseguido elevar o seu IDH, fatores como o aumento da
expectativa de vida da população brasileira e da taxa de alfabetização são os principais
responsáveis por esse progresso.

Per capita é uma expressão latina que significa "por cabeça".


Ela é frequentemente empregada no campo da estatística para indicar uma média por pessoa
de um dado valor: por exemplo, a renda.

URBANISMO

O planejamento urbano

Avalia a situação atual e propõe ações adequadas para


construir cidades mais sustentáveis, com justiça e qualidade de
vida para todos. O plano deve partir de uma visão do futuro que a
comunidade quer, mas eventualmente pede um olhar para o
passado, que permita confirmar a durabilidade de estruturas e
equipamentos urbanos, quando adequados ao território e ao uso.

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URBANISMO

Livre arbítrio x determinismo


Pode o homem prever o futuro? Ou, Esse futuro já está escrito?

O Planejamento envolvendo um problema filosófico controvertido.

Teoria do Livre Arbítrio : diz que não há nada capaz de prever os efeitos de uma ação humana.

Teoria do Determinismo: supõem que tudo já esta previsto desde o começo do mundo.

Concluiu-se após diversas analises que:

O planejamento das ações do individuo isolado (UM) é impossível porque seu comportamento é
regido pelo livre arbítrio da pessoa, o mesmo não se dá no planejamento das ações do grupo, da
comunidade, da multidão (MULTIPLO), seguidas que são por um determinismo probalístico
inquestionável, previsível.

“Sem se negar o livre arbítrio da pessoa humana pode-se planejar o futuro das sociedade.
A liberdade do individuo é relativa, ela é submissa ao bem comum.”

URBANISMO

Para um efetivo planejamento urbano bem sucedido,


deve-se investir e entender que a mudança de um povo só acontece com
o aumento da compreensão do valor da educação e do conhecimento,
essa premissa garante o crescimento econômico que alavanca o
desenvolvimento tecnológico e o consumo consciente.

O professor Delfim Neto apresentou um modelo esquemático que


delineia e norteia os fatores a considerar no planejamento.

Q- recursos naturais C- consumo


N- mão de obra P- produção
K- capital I- investimentos

4
URBANISMO

Níveis de Planejamento

1. Nacional – Macro regional : tem sua tônica nos problemas econômicos e sociais genéricos,
com acentuado predomínio sobre os demais.

1. Estadual - Micro regional e Municipal: Ocorre a prevalência dos problemas físico-


territoriais.

Aspectos fundamentais –
• uso do solo urbano (zoneamento)
• Circulação (sistema viário)
• Serviços públicos (utilidade pública)

“Entre os Planos Nacionais e Municipais, há um quase equilíbrio entre os setores


econômico-sociais e os físicos-territoriais, objetivando sobretudo a equalização no
desenvolvimento dos espaços desigualmente desenvolvidos.”
.

URBANISMO

Urbano e Rural?

Como distinguir? Quais critérios, variáveis e natureza podemos usar para


definir essa diferença.

O universo humano em sua evolução, busca o espaço ideal,


o conforto e a sobrevivência.
O crescimento populacional dificulta o equilíbrio entre os
anseios individuais e os anseios comunitários.
O planejamento surge como norteador concretizando a harmonia entre todos
os problemas e dificuldades sentidos pelo homem.

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DISCIPLINA:: Urbanismo
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Aula--5
Aula

PROJETO DE URBANISMO

Manual Técnico de Projetos:


de Urbanização:
 Terraplenagem,
 Paisagismo,
 Drenagem,
 Abastecimento de Água
 Esgotamento Sanitário
 Eletricidade
 Lógica e Telefonia;

1
URBANISMO

Etapas do projeto

1- Serviços Preliminares – (SP)


• Atividades destinadas a subsidiar a elaboração das demais etapas de
trabalho, compreendendo: vistoria, pesquisas, estudos etc.

2- Estudo Preliminar – (EP)


• Estudo e caracterização da viabilidade do programa e do partido
.
arquitetônico e urbanístico a ser adotado. É a primeira aproximação da
configuração espacial e do dimensionamento do projeto.

3 - Projeto Básico – (PB)


• Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão
adequado, para caracterizar a obra ou serviço ou complexo de obras ou
serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos
estudos técnicos preliminares,

URBANISMO

que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto


ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da
obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.
4- Projeto Executivo – (PE)
• O conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa
da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira
de Normas Técnicas – ABNT.
5- Documentos para Aprovação Legal – (DAL)
• Trata-se da elaboração dos desenhos e documentos necessários à
aprovação do projeto junto aos órgãos competentes.

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URBANISMO

PROGRAMA DE PROJETO DE URBANISMO

1. CONCEITO

O programa de projeto consiste na sistematização do conjunto de


necessidades funcionais e sociais que caracterizam um tema de projeto. A
elaboração de programa para projeto de urbanismo consiste na simulação
matemática da distribuição das áreas, para os usos do solo necessários.
Tem-se como objetivo a adequação entre a distribuição de
usos, custos e o perfil social e econômico da demanda.

URBANISMO

DADOS DE REFERÊNCIA
• Diretrizes e procedimentos relativos ao Programa Habitacional ao qual o
empreendimento se integra.
• Regras e parâmetros definidos pela CDHU para o projeto de urbanismo,
além das legislações incidentes.
• Dados locais :
1. Levantamento planialtimétrico atualizado;
2. Documentos referentes ao terreno (matrícula);
3. Informações relativas ao: Estudo do Município /Inserção urbana
do terreno / Terreno. /Legislações Estaduais e Federais, inclusive a
NBR 9050/2004 / “Acessibilidade a edificações, mobiliário,
espaços e equipamentos urbanos” /Caracterização da população
alvo /Custos /Produtos.

3
URBANISMO

 1- Estudo do município

• história
• ocupação do sítio
• caracterização geográfica e climática
• atividades econômicas
• relações econômicas com outros municípios da região
• caracterização do uso do solo
• caracterização do sistema viário
• tipologia habitacional predominante
• conjuntos habitacionais existentes
• diretrizes de ocupação urbana do município
• Legislação Municipal

URBANISMO
 Inserção urbana do terreno

• caracterização geográfica
• caracterização do grau de urbanização
• equipamentos urbanos
• equipamentos públicos (educacionais, de saúde, segurança etc...) e
comunitários versus capacidade de atendimento instalada
• caracterização dos estabelecimentos comerciais
• transporte urbano
• caracterização do sistema viário do entorno
• infraestrutura básica
• caracterização da densidade de ocupação segundo tipologias
habitacionais e lotes médios predominantes
• localização do terreno na malha urbana considerando: zoneamento,
sistema viário, serviços urbanos e equipamentos comunitários
existentes no entorno.

4
URBANISMO

 Terreno

• características geomorfológicas
• vegetação (incluindo indicação daquelas a serem preservadas)
• acidentes geográficos
• ocupações (construções existentes e usos, inclusive número de
famílias quando for o caso, linhas de transmissão e/ou de alta tensão
e respectivas voltagens, oleodutos etc.)
• indicação de áreas de risco de inundações e escorregamentos e áreas
com limitação à ocupação.

URBANISMO

 Caracterização da população alvo:

• Perfil sócio-econômico
• Tamanho médio de família
• Tamanho de família X Renda familiar
• Composição familiar X Faixa etária

5
URBANISMO

 Custos
• Custos das unidades habitacionais padrão da CDHU ou propostas
específicas;
• Custos unitários de Terraplenagem (limpeza, corte, aterro, bota-fora, troca de
solo, plantio de grama);
• Custos médios de infra-estrutura (abastecimento, esgotamento sanitário), por
tipologia urbana de implantação;
• Custos de drenagem:
• unitário de guias e sarjetas
• médios por tipologia urbana de implantação
• médios por área condominial;
• Custos de pavimentação;
• Custo estimado da gleba por metro quadrado, quando disponível;
• Custos complementares.

URBANISMO

 Produtos
Relatório contendo:
• Análise do conjunto de informações e justificativa do programa proposto;
• Quantificação e destinação das áreas para os diversos usos;
• Definição da(s) tipologia(s) habitacional(is) de acordo com a caracterização
do local e da demanda, além das condicionantes do Programa Habitacional
específico e dos custos;
• Indicação do potencial da gleba, baseado em parâmetros de densidade
habitacional relativos à(s) tipologia(s) indicada(s);
• .Definição dos equipamentos públicos e comunitários necessários ao
atendimento da demanda;
• 3.1.6. Estimativas de custos de implantação das edificações, de
terraplenagem, de ângulo de infraestrutura e drenagem, chegando ao custo
global do empreendimento e por unidade habitacional implantada.

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URBANISMO

CURSO:: Engenharia Civil


CURSO

DISCIPLINA:: Urbanismo
DISCIPLINA

.
Aula--6
Aula

PROJETO DE URBANISMO E TERRAPLANAGEM

URBANISMO

CONCEITO

• A urbanização de uma gleba é um processo de intervenção no espaço, que


cria áreas de múltiplos usos, tanto públicas como privadas, tais como áreas
de sistema viário, de lazer, de uso institucional, de comércio e de habitação.
• O projeto de urbanismo deve prever uma distribuição equilibrada desses
espaços, um adequado relacionamento . com a realidade do entorno da
gleba e com as características socioeconômicas e culturais dos moradores
da região.
• O sistema viário projetado deverá estar relacionado hierarquicamente ao
existente.
• O projeto deve atender adequadamente às legislações e ao programa do
projeto.

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URBANISMO

• O partido urbanístico deve considerar os aspectos de


infraestrutura (terraplenagem, drenagem, água e esgoto) de
tal maneira que contemple o mínimo de movimento de terra,
de forma compensada, aproximando-se ao máximo do perfil
natural do terreno.
• Esse procedimento de projeto deverá resultar numa
configuração espacial que respeite a direção natural das águas,
garantindo um sistema de redes de. infraestrutura que seja o
mais adequado à situação criada.
• Buscando assegurar uma visão integrada do empreendimento,
o Estudo Preliminar de Urbanismo deverá contemplar o
Estudo Preliminar de Terraplenagem e as diretrizes de
paisagismo concebidas a partir do Laudo de Caracterização
da Vegetação.

URBANISMO

DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
• Planta de localização do empreendimento no município (Conforme legenda
anexo URB 02) EP PB PE.
• Relatório Técnico do Terreno (proveniente da etapa de seleção do terreno)
EP PB PE.
• Relatório de Vistoria do Terreno (elaborada com base no Relatório Técnico
do terreno) EP PB PE.
• Levantamento planialtimétrico cadastral do terreno, escala 1:1000 ou 1:500,
conforme norma NBR 13133, cadernetas de campo, memorial descritivo da
área (incluindo descritivo de divisas) EP PB PE.
• Relatório de investigação geotécnica de superfície, relatórios de sondagens e,
quando for o caso, parecer geotécnico EP PB PE.
• Ficha de orientação técnica de diretrizes do terreno fornecida pelas
Prefeituras EP PB PE.
• Programa com parâmetros para projeto de urbanismo EP PB PE.
• Plantas das unidades habitacionais e equipamentos comunitários (quando for
o caso) definidos no programa de projeto EP PB PE.

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URBANI -SMO

Documentos - Etapas
• Laudo de Caracterização da Vegetação (conforme Manual GRAPROHAB). EP
PB PE
• Planta das edificações complementares e de serviços (CAC, reservatório, abrigo
de gás, lixeira, hidrômetro, etc.) EP PB PE
• Produtos do Estudo Preliminar de Urbanismo PB PE
• Registro de diretrizes para a área e da anuência da Prefeitura municipal na planta
do Estudo Preliminar PB PE
• Certidão de Diretrizes emitida pela Prefeitura com base no Estudo Preliminar
PB PE
• Parecer da CDHU sobre o estudo preliminar de urbanismo/terraplanagem e
drenagem. Incluindo avaliação das soluções emitidas pelos órgãos competentes e
concessionárias, para o abastecimento de água, esgotamento sanitário,
eletricidade e gás. PB
• Produtos dos Projetos Básicos de Urbanismo e Terraplenagem PE

URBANISMO

PARÂMETROS E DIRETRIZES TÉCNICAS


Parcelamento

• O projeto de Urbanismo deverá sempre obedecer ao conjunto de legislações e


normas urbanísticas que incidirem sobre a área, em especial a Lei 6.766 e suas
atualizações, que determinam que a apropriação de glebas deve sempre ser feita
sob a forma de parcelamento de solo.
• O parcelamento do solo adotado deverá indicar com clareza os lotes
residenciais, comerciais quando houver, o sistema viário, as áreas verdes,
sistemas de lazer e áreas institucionais.
• A implantação de condomínios deverá ocorrer nos lotes condominiais
resultantes do parcelamento do solo. Em glebas com áreas inferiores a 15.000
m² nas quais a distância maior entre seus limites e o acesso a via pública seja
inferior a 500m poderá ocorrer apropriação exclusivamente condominial, desde
que o condomínio resultante tenha no máximo 160 unidades habitacionais e
atenda aos critérios definidos pelo programa do projeto.

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URBANISMO
• O parcelamento do solo adotado no projeto deve estar adequadamente inserido no
tecido urbano, considerando o relevo da gleba e do seu entorno, a hidrografia (deve-
se fazer avaliação das bacias e subbacias e da drenagem existente e/ou previstas), o
tipo de solo, a vegetação existente e os fatores poluentes regionais que poderão ser
atenuados pelo projeto.
• As áreas com declividades acima de 25% não são recomendadas para a implantação
de edificações.
Parâmetros genéricos

O projeto de terraplenagem deverá ser elaborado considerando as condicionantes do


meio físico, de forma a minimizar os riscos de problemas geotécnicos. Os dados de
topografia, sondagens, observações de campo e, eventualmente, do parecer geotécnico
da área, devem ser considerados para o desenvolvimento do projeto.
Especial atenção deverá ser dedicada aos riscos de enchente, erosão, escorregamento e
deformação excessiva, associada à execução de aterros sobre solos moles. O
detalhamento geométrico do projeto deve possibilitar condições adequadas para
drenagem das águas pluviais e esgotamento sanitário, tanto das vias públicas como dos
lotes.

URBANISMO

Todos os elementos do projeto geométrico serão determinados a partir de marcos do


levantamento topográfico, de tal forma que o sistema geométrico possa ser
reconstituído a qualquer momento.
As divisas e áreas do terreno, quadras, lotes, áreas institucionais, áreas verdes,
sistemas de lazer, lotes remanescentes e fases de projeto deverão ser obtidos por
cálculo analítico.
Deverão também ser calculados analiticamente todas as distâncias, direções, áreas e
pontos notáveis (vértices e pontos de começo e término de curvas) das divisas.
• As dimensões deverão ser expressas em metros, com duas casas decimais.
• As direções deverão ser expressas em azimute, com grau, minuto e segundo.
• As áreas deverão ser expressas em metros quadrados, com duas casas decimais.
• As coordenadas deverão ser expressas em unidade métrica com quatro casas
decimais.
• O raio mínimo das curvas de concordância horizontal entre alinhamentos
contíguos de uma mesma quadra será de 9,00m quando o ângulo de deflexão for
< 105°, ou 6,00m quando o ângulo de deflexão for > 105°, sempre respeitando a
legislação municipal.

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URBANISMO
• As quadras, sistema de lazer, áreas institucionais e áreas remanescentes, deverão ser
identificadas por número, em ordem sequencial, devendo cada tipo ter a sequência
própria dentro do empreendimento.
• Os lotes deverão ser numerados em sequência própria para cada quadra.
• Os pontos notáveis dos perímetros de todas as áreas de lazer, institucionais, lotes
residenciais (unifamiliares e multifamiliares), comerciais, remanescentes e fases de projeto,
quando houver, deverão ser numerados numa ordem sequencial única, de modo a não
haver qualquer repetição de número dentro do empreendimento.
• Deverá ser evitada a execução de taludes de aterro em áreas de encostas com
declividade superior a 30%. Quando este procedimento se mostrar indispensável,
deve-se prever o tratamento prévio da superfície da fundação composto por remoção
da camada vegetal e terraceamento da superfície subjacente.
• Nos casos de taludes de aterro com altura máxima inferior a 4,5 metros apoiados
sobre fundação resistente (resistência do material de fundação superior a do aterro),
pode-se prescindir de análises de estabilidade de taludes desde que se adote uma
inclinação máxima de 1,0:1,5 (vertical:horizontal).
• Nos casos de taludes de corte executados em fundações resistentes, com altura
máxima inferior a 4,5 metros, pode-se prescindir de análises de estabilidade de
taludes, desde que se adote uma inclinação máxima de 1,0:1,0(vertical:horizontal).

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URBANISMO

CURSO:: Engenharia Civil


CURSO

DISCIPLINA:: Urbanismo
DISCIPLINA

.
Aula--7
Aula

Planejamento

URBANISMO

Limites

• Toda divisão regional é orgânica, mesmo que duas regiões sejam


homogêneas, polarizadas dificilmente existirá uma linha divisória.
• Naturalmente entre elas se cria uma zona transacional
ou intermediária.
.
• Nunca se esqueçam que em uma região nada é estático.
• Suas fronteiras e limites variam com o tempo conforme mudem os
fatores determinantes.

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URBANISMO

Escalonamento Urbano

Os sociólogos apostam que o crescimento da cidade deve


ser ordenado e planejado respeitando as necessidades
mínimas de vizinhança, formando . assim que chamam de
planejamento unificado pluripolarizado.
Residência, serviço, bairro, distrito, cidade, estado, pais.

URBANISMO

Unidade residencial
• População mínima média – 1.000 á 3.0000 pessoas
• Conjunto de 200 á 600 habitações
• Área mínima 12,56 hectares – raio de 200metros

Equipamentos mínimos

 Escola maternal (creche)


 Escola jardim de infância, 1 grau
 Comercio de base, diário ( padaria, açougue, farmácia, pequeno mercado)
 Área de lazer
 Praça,
 Play ground
 Vias arborizadas
 Infra estrutura completa ( água, esgoto, telefone, gas, coleta de lixo.

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URBANISMO

Unidade de Vizinhança.

• População 3.000 á 15.000 pessoas


• Habitaçaõ de 600 á 3.000 unidades
• Numero médio populacional por unidade de 5 pessoas ( p/ calculo)
• Densidade bruta 81 habitante por hectare

Equipamentos mínimos
• Escola de 1 grau e 2 grau
• Igrejas
• Bibliotecas Supermercado
• Centro Social
• Jardins públicos
• Cinema
• Parques urbanos
• Centro médico
• Posto policial
• Correio
• Industrias leves
• Pequeno comercio de serviço

URBANISMO
Setor
• População 15.000 á 60.000 pessoas
• Habitaçaõ 5 unidades de vizinhança aproximadamente
• Numero médio populacional por unidade de 5 pessoas ( p/ calculo)
• Densidade bruta 73,5 habitante por hectare

Equipamentos mínimos
• Escola de 2 grau , cursos especializantes
• Hotéis
• Centro Cultural
• Mercado público
• Estacionamentos públicos
• Estádio esportivo
• Grandes parques urbanos
• Cemitério
• Sub delegacia de policia
• Pronto socorro
• Sub prefeituras
• Hospital
• Industrias de médio porte

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URBANISMO
Centro Metropolitano

• População acima de 60.000pessoas


• Numero médio populacional por unidade de 5 pessoas ( p/ calculo)
• Densidade imobiliária de 30 residências /hectare e 150 habitante por hectare
• Densidade bruta 66hab/he=a

Equipamentos mínimos
• Todos os citados nos escalões anteriores
• Ensino Superior
• Catedral
• Teatros e conchas acústicas
• Museus
• Centro cívico
• Armazens gerais, atacadistas
• Hospitais gerais e especializados
• Jardim botanico
• Estadio de esportes
• Estação rodoviária e ferroviária
• Aeroporto
• Industrias pesadas

URBANISMO

Usos do Solo Urbano

Ecologia Urbana

 É o estudo das relações humanas, espaciais e temporais, enquanto sejam


afetadas por forças seletivas, distributivas e de adaptação ao meio.
 Na analise ecológica a distribuição humana e as instituições
no espaço não é tudo.
 Na verdade é o ponto de partida para o estudo mais profundo e proveitoso das
relações interativas entre pessoas e grupos e a maneira como essas relações
geram formas e processos especiais determinados.
 Sempre se interessa pela coletividade

 População/ ambiente/tecnologia e organização social

 Processos ecológicos sociais urbanos ou forma de interação urbana são:

Concentração/dispersão/segregação/invasão/ sucessão e dominância.

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URBANISMO

Modelos ecológicos de crescimento

Teoria de Burgess – zonas concêntricas


Zona central /zona de transição /zona res. Operária/zona da classe
média/zona periférica/

Teoria de Hoyt ou de setores

Teoria de Harris e Ullman – núcleos múltiplos

Observou-se que é primordial a analise social e nenhuma teoria é ideal.

Observou-se que os fatores topográficos e geográficos são relevantes.


Induzindo á ;
Terrenos planos – bons negócios - comercio
Terras altas – habitações
Terras baixas próximas á água - industrias

URBANISMO

Exemplo de uso do Solo Urbano

Clasificação :

Usos residenciais ---------------------------------59%


Comercial--------------------------------------------5%
Industrial--------------------------------------------14%
Instituições e serviços públicos------------------2,5%
Áreas verdes de uso publico-----------------------8,0%
Circulação---------------------------------------------11,5%

Total ---------------------------------------------------100%

“Zoneamento é o instrumento legal que regula o uso do solo no


interesse do bem estar coletivo, protegendo o investimento de cada
individuo no desenvolvimento da comunidade urbana.”