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Universidade Nove de Julho

Licenciatura em Química

PLANO DE AULA
E
PROJETO ESCOLAR

Erich Gonçalves da Silva – RA: 915205884


PLANO DE AULA
Componente curricular: Química
Professor: Erich Gonçalves da Silva
Série: 1º ano
Duração: 2 h/aula (90 min)
Assunto: Estados físicos da matéria e ciclo da água
Objetivos: Identificar, por meio do ciclo da água, os estados físicos da matéria.
Compreender como ocorrem as mudanças de fase.
Diferenciar evaporação de ebulição.
Recursos: Quadro de giz, computador e data show.
Procedimentos:
5 min: Projetar o vídeo “Ciclo hidrológico” da ANA (Agência Nacional de Águas) para os
alunos. Vídeo disponível no endereço eletrônico:
<http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/Video.aspx?id_video=83>. Acesso em: 11 maio
2016.
15 min: Discussão acerca do vídeo e os estados físicos da água que nele aparecem. Tal
discussão pode ser apoiada com uma projeção dos três estados físicos da água: sólido
líquido e gasoso.
15 min: Representar graficamente as mudanças de estado da água por meio do diagrama de
fases, explicitando suas características macro e microscópicas. Frisar as temperaturas de
fusão e vaporização da água.
15 min: Questionar a classe como a água dos corpos d´água pode se vaporizar sendo que
em nenhuma região da superfície do planeta a temperatura ambiente atinge os 100 °C
necessários para a ebulição da água. Observar atentamente os argumentos dos estudantes.
15 min: Explicar que, no caso do ciclo da água, esta não se vaporiza por ebulição e sim por
evaporação, uma forma mais lenta de vaporização e que ocorre à temperatura ambiente e
na superfície da água. Reforçar a diferença das duas modalidades de vaporização.
20 min: Resolução de atividades propostas e discussões finais acerca do tema. Esse tempo
também deve ser utilizado para sanar eventuais dúvidas dos alunos.
Atividade: Discussão em sala e resolução de exercícios.
Avaliação: Texto discursivo sobre o ciclo da água explicando suas etapas e sua importância
para a manutenção da vida na Terra.
PROJETO ESCOLAR
Título do projeto: Água: importância para a vida e uso racional
Professor: Erich Gonçalves da Silva
Série: 1º ano
Duração: 1 bimestre
Justificativa: Apesar dos alertas de ambientalistas, boa parte da população mundial ainda
parece não ter compreendido a importância de se conservar os mananciais e se fazer o uso
consciente da água. Um texto do Instituto Socioambiental, uma ONG brasileira focada nas
relações entre sociedade em ambiente, serve como alerta para o tamanho do problema que
pode se tornar o uso irresponsável da água ao longo dos próximos anos.

Estudiosos preveem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há
sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os
brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, veem algumas de
suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas.
Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo.
[...]
Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a
poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.
[...]
Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento
da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de
mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular,
além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização
de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos
utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água.
[...]
O cenário de escassez se deve não apenas à irregularidade na distribuição da água e ao
aumento das demandas - o que muitas vezes pode gerar conflitos de uso – mas também ao
fato de que, nos últimos 50 anos, a degradação da qualidade da água aumentou em níveis
alarmantes. Atualmente, grandes centros urbanos, industriais e áreas de desenvolvimento
agrícola com grande uso de adubos químicos e agrotóxicos já enfrentam a falta de qualidade
da água, o que pode gerar graves problemas de saúde pública.1
Texto disponível em: <https://www.socioambiental.org/esp/agua/pgn/>. Acesso em: 12
maio 2016.

Além da água como bem essencial para a manutenção da vida no planeta, soma-se a isso
seu valor como gerador de energia elétrica – outro item de suma importância para a
sociedade humana atual. Mas é importante ressaltar: apesar de ser considerada uma fonte
limpa de energia, a instalação de usinas hidrelétricas gera impactos ambientais por causa de
suas áreas alagadas. Isso suscita importantes questionamentos: Seria a energia hidrelétrica
a melhor fonte de energia? Quais formas de geração de energia viáveis que poderiam ser
utilizadas em detrimento da hidroeletricidade?

Este projeto tem como pilar central um alerta: A água do planeta deve ser cuidada. E para
que isso aconteça, é primordial que se entenda suas características, sua dinâmica, suas
utilizações e sua conservação.

Objetivos:
De Ensino: salientar a importância da água para a manutenção da vida; explicar como atuam
no ambiente um dos ciclos biogeoquímicos; demonstrar como a água é uma importante
fonte de energia; alertar sobre a necessidade de se consumir água de maneira consciente.
De aprendizagem: relacionar a existência de vida na Terra com a existência de água no
estado líquido; visualizar como o ciclo da água influi na biosfera do planeta; entender como
se pode gerar energia a partir da água; compreender que o desperdício de água afeta todo o
ecossistema terrestre e pode comprometer a vida no planeta.
Áreas do conhecimento: Química, Física, Biologia e Geografia
Procedimentos: Para o desenvolvimento do projeto, os alunos deverão se dividir em grupos
para a elaboração de 10 painéis com os seguintes temas:
 A Química da água
 Água doce
 Água salgada
 Água subterrânea
 A água no corpo humano
 A água e a agricultura
 Poluição das águas
 Tratamento das águas
 Água como fonte de energia
 Alternativas à água como fonte de energia
Os painéis ficarão expostos na escola como forma de conscientização para a comunidade
escolar.
Além do painel, cada grupo deverá redigir um trabalho detalhado sobre o tema que, ao final
do projeto, podem se tornar uma apostila de conscientização para a comunidade da cidade
ou do bairro. Caso a junção dos trabalhos fique muito grande para a confecção da apostila,
uma comissão de alunos, com um ou mais representantes de cada grupo pode ser formada
para a realização um compilado com as informações mais significativas.
Avaliação:
De acordo com AZEVEDO (2011), há duas fases para se avaliar um projeto:
1. Fase ex-ante (avaliação diagnóstica)
Corresponde à fase inicial visando fornecer indicadores sobre o estado de aprendizagem na
fase prévia ao projeto.
2. Fase ex-post (avaliação de resultados)
 Avaliação formativa
Consiste no acompanhamento e monitoramento permanente das estratégias e
atividades realizadas. A avaliação formativa deve assumir um caráter descritivo,
qualitativo, sistemático e contínuo, podendo determinar a adoção de medidas de
ajustamento ou correção de estratégias.
 Avaliação somativa
Pretende avaliar o progresso final no ciclo do projeto no sentido de avaliar os
resultados colhidos nas avaliações formativas e sistematizar todo o aprendizado.

As avaliações devem levar em conta três principais aspectos:


 o conteúdo;
 o aprofundamento no tema;
 a aproximação com a prática social relacionada ao produto final.
O conteúdo e o grau de aprofundamento no tema dão pistas sobre o que foi compreendido,
dando ao professor a possibilidade de mensurar se deve avançar ou retroceder em certos
pontos. Já a aproximação com a prática social indica o quão engajado e cidadão o aluno
está se tornando. Esse último item, não deve, necessariamente, ser primordial no processo
de avaliação, mas levando em conta que a educação tem um caráter formador social, é
interessante se pensar na importância dessa visão por parte do estudante.
Bibliografia:

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2003.

AZEVEDO, R. et al. Projetos Educativos: Elaboração, Monitorização e Avaliação – Guião de


apoio. Lisboa: Recursos e Dinâmicas, 2011. Disponível em:
<https://iconline.ipleiria.pt/bitstream/10400.8/494/1/i010234.pdf >. Acesso em: 12 maio
2016.

<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacoes.pdf>. Acesso em: 12 maio 2016.

<http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/14-perguntas-respostas-
projetos-didaticos-626646.shtml >. Acesso em: 12 maio 2016.

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