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A ÁGUA, OS MINERAIS E A SAÚDE

Pretendo reunir material didático sobre a qualidade de nossa água (focando água mineral) e os seus
efeitos sobre nossa saúde.
A motivação desta pesquisa, é a manutenção de meu aquário marinho de 240Litros, que evapora
1,5L por dia, em dias normais. Sendo que eu considero um aquário uma “bomba biológica” dentro de casa.
Portanto requer cuidados tanto quanto nosso corpo humano sobre tudo que comemos e bebemos.
Este artigo não está completo, e segue abaixo material didático que reuni e estou moderando, haja
vista que não sou especialista nesta area.
Gisélio Carrijo

Solon Barrozo Barreto - Geólogo - http://www.mibasa.com.br

Arapiraca, 15 de junho de 2002

1 – História da água mineral natural do Campestre OU SP-1 (a água da vida)

O diretor do departamento técnico da Mineração Barreto S. A. – MIBASA – Geólogo Solon Barrozo Barreto,
conhecedor das reservas minerais da região onde está localizado o povoado Campestre, município de
Jaramataia – AL, observou que os solos da região, apesar de pouco espessos, mantinham uma
produtividade agrícola relativamente alta sem o uso de fertilizantes, por mais de 20 anos. Procurou saber
qual o motivo, e passou a fazer trincheiras nas plantações de milho, feijão, algodão.

Constatou que as raízes das culturas atravessavam a camada de solo e penetravam nas camadas da rocha
intemperizada mais próxima do solo. Nasceu a idéia de produzir um fertilizante à base de rochas, um
fertilizante natural. Procurou os solos que produzia as melhores lavouras e no subsolo foi encontrada as
rochas mães daquele solo.

Estava iniciada a seqüência de pesquisas e acontecimentos que deu origem ao produto “Melhorador de
Solos MB-4” e ao livro: “A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo”.

Os alimentos são os responsáveis pelo suprimento e abastecimento do corpo. Então, só existem duas
alternativas: ou os alimentos estão incompletos, faltando total ou parcialmente sais minerais, ou estão sendo
eliminados do organismo. Depois de vários estudos chegamos a seguinte conclusão: o solo vem sendo
agredido pelas adubações químicas, pela exportação e pela lixiviação, por isso estão empobrecidos, daí o
grande número de doenças e pragas, nas plantas e nos animais. No ser humano, há a possibilidade de
além do empobrecimento do solo, haver a eliminação dos minerais pelo organismo, com os maus hábitos de
comportamento, vícios, hábitos alimentares, como bebidas alcoólicas, açúcar, gorduras, amidos, grandes
eliminadores de minerais.

- 2 – Composição Até o momento foram encontrados 32 elementos químicos (minerais) na água. Nas
rochas por onde circula a água, primeiramente foram detectados 29 minerais; com o desenvolvimento das
técnicas analíticas encontraram-se 69 minerais. Suponho conter nas rochas e na água 84 minerais, tal qual
a água do mar, onde teve origem a vida.

ANÁLISE DA CPRM
Resultado da Análise Físico-Química
Nitritos 0,02 mg/l Brometos (Br) 0,53 mg/l
Nitratos 41,90 mg/l Fosfatos (PO4) 0,08 mg/l
Sílica (Si) 62,83 mg/l Bicarbonatos 553,69 mg/l
Ferro total (Fe) menor que 0,01 mg/l Cádmio (Cd) menor que 0,001 mg/l
Manganês (Mn) 0,002 mg/l Chumbo (Pb) menor que 0,02 mg/l
Alumínio (Al) menor que 0,02 mg/l Cobre (Cu) 0,007 mg/l
Estrôncio (Sr) 0,09 mg/l Zinco (Zn) 0,009 mg/l
Bário (Ba) 0,16 mg/l Boratos (B) 1,39 mg/l
Cálcio (Ca) 2,40 mg/l Cobalto (Co) menor que 0,002 mg/l
Magnésio (Mg) 121,77 mg/l Cromo (Cr) menor que 0,002 mg/l
Potássio (K) 7,12 mg/l Gálio (Ga) 0,07 mg/l
Sódio (Na) 102,24 mg/l Indio (In) menor que 0,02 mg/l
Lítio (Li) 0,01 mg/l Molibdênio (Mo) menor que 0,005 mg/l
Amônio (NH4) 0,05 mg/l Níquel (Ni) menor que 0,02 mg/l
Cloretos (Cl) 152,74 mg/l Vanádio (V) 0,027 mg/l
Fluoretos (F) menor que 0,001 mg/l Tungstênio (W) menor que 0,02 mg/l
Sulfato (S04) 32,34 mg/l Titânio (Ti) menor que 0,005 mg/l
ANÁLISE DO DNPM
Composição química provável (mg/l)
Fosfato de Bário 0,19 Nitrato de Potássio 18,41
Sulfato de Bário 0,08 Nitrato de Sódio 8,89
Sulfato de Estrôncio 0,18 Brometo de Sódio 0,68
Sulfato de Cálcio 8,15 Borato de Sódio 2,13
Sulfato de Magnésio 33,16 Cloreto de Sódio 251,54
Bicarbonato de Magnésio 664,04 Cloreto de Lítio 0,06
Nitrato de Magnésio 28,85 Cloreto de Amônio 0,15
Características Físico-Químicas
Condutividade elétrica a
pH a 25 graus Celsius 7,4 0,0015 mhos/cm
25 graus
Temperatura da água na Resíduos de Evaporação
30,6 graus Celsius 802,8 mg/l
fonte a 180 graus

CLASSIFICAÇÃO

Segundo o código de Águas Minerais, a água do "Poço da Mina Campestre" classifica-se como "Água
Mineral Alcalina Terrosa Magnesiana, Hipotermal na Fonte".

- 3 – Efeito de alguns minerais na saúde do ser humano

Magnésio - um nobre elemento, exerce mais de 300 funções no organismo humano; sua carência acarreta
distúrbios, causadores de grande parte das doenças circulatórias, ósseas, etc.

Os cientistas são unânimes em afirmar as inúmeras ações benéficas que o magnésio exerce sobre os seres
vivos. Segundo eles a deficiência de magnésio causa arteriosclerose, isquemia cardíaca, arritimias e
acidente cardiovascular.

Segundo os Drs. Harari M, Barzillai R, Shani J da Clínica de Reabilitação do Mar Morto em Israel (DMZ
Rehabilitation Clinic, Ein-Bokek (The Dead Sea, Israel), a recuperação de asmáticos crônicos se deve à
absorção de magnésio pela pele e pelos pulmões.

Vários estudos feitos em diversos países atribuem a deficiência de magnésio no organismo como causa
principal de várias doenças tais como: doenças circulatórias, doenças cardíacas, osteoporose, diabetes,
gastrite, prisão de ventre, cálculos renais, desempenho sexual, artrose, artrite, doenças renais, próstata,
alcoolismo, mal de Alzheimer, câncer, depressão, asma, etc.

A importância do magnésio para a saúde é tal, que países como a Suécia já faz estudos sobre águas ricas
nesse mineral, para toda a população. Esses estudos fazem comparativos da freqüência de doenças em
cidades inteiras que são abastecidas com águas magnesianas e outras que ao contrário, são pobres nesse
elemento químico.
Silício - conhecido atualmente como o “mineral da beleza” ou “o cosmético” é responsável pela maciez da
pele, cabelos, dentes fortes, unhas e ossos resistentes.

É atribuída ao silício a longevidade.

O silício desempenha papel importante no sistema ósseo, vascular, nervoso, respiratório. Está presente na
constituição dos tendões, da pele, da face é um agente mineralizador, é um precioso fortificador de todos os
tecidos elásticos do organismo.

Os estudiosos do silício, o consideram “O Nutriente Esquecido”, uma vez que é encontrado somente em
pequenas quantidades no organismo mas, atribuem a ele o papel de precursor de outros elementos, sendo
transmutado, justificando a sua presença mínima no organismo e explicando o efeito observado em pessoas
que sofrem de osteoporose e doenças ósseas que tomam águas ricas nesse nutriente.

Zinco – As principais características de deficiência de zinco no ser humano é o atraso no crescimento, no


amadurecimento sexual e esquelético.

Está presente em todos os tecidos e líquidos do organismo. É eliminado do organismo através da pele, dos
rins e do intestino. Os líquidos prostáticos têm uma alta concentração do mineral. A absorção depende da
concentração e é feita no intestino delgado. A desnutrição protéico-energética é freqüentemente
acompanhada por um fornecimento reduzido de zinco.

Cobre – A deficiência de cobre induz a hipopigmentação do cabelo e pele, mal formação óssea com
fragilidade esquelética e osteoporose, anormalidades vasculares, cabelos não flexíveis.

É amplamente encontrado nos tecidos, compondo proteínas, enzimas, as quais estão envolvidas em
diversos compostos essenciais tais como: as proteínas complexas de tecidos conjuntivos do esqueleto e
vasos sanguíneos, em uma variedade de compostos neuroativos envolvidos na função do sistema nervoso.

Várias substancias quando em excesso reduzem a biodisponibilidade de cobre: cálcio/fósforo;


drogas/medicações (Penicilamina e tiomolibdatos); ferro; chumbo; sacarose/frutose; zinco.

Cromo – O cromo é um nutriente essencial que potencializa a ação da insulina e assim influencia o
metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Os países nos quais os alimentos refinados predominam
na dieta são prováveis de ter uma elevada ocorrência de deficiência de cromo, devido a percas apreciáveis
do metal no processo de refinamento.

Manganês – O manganês é tanto um ativador como um constituinte de várias enzimas. A deficiência de


manganês tem sido constatadas em diversas espécies animais, mas não, até então em humanos. Os sinais
de deficiência de manganês incluem crescimento prejudicado, anormalidades esqueléticas, função
reprodutiva alterada ou diminuída.

Selênio – A doença de Keshan é uma cardiomiopatia está sendo associada a uma deficiência de selênio em
cereais básicos. A doença de Kashin-Beck é uma osteoartropatia endêmica que também foi ligada com o
baixo estado do selênio. A deficiência de selênio que ocasiona essas doenças, é atribuída ao solo que é
deficiente ou que o selênio ficou fixado.
Molibdênio – Faz parte de várias enzimas, tem efeito sobre a produção de ácido úrico. Uma deficiência de
molibdênio, leva o paciente a irritabilidade, coma, taquicardia, taquipnéia e cegueira noturna. É atribuído a
deficiência de molibdênio a certas formas de câncer de esôfago. É encontrado no esmalte dos dentes.

Lítio – A ação farmacológica do lítio é aproveitada no tratamento de psicose maníaco-depressiva. O sal de


lítio tem sido usado mundialmente como um tratamento efetivo para episódios maníacos depressivos.

- 4 – Trecho do livro da “OMS – Organização Mundial de Saúde”

Em 1998 a editora Roca lançou o livro: “Elementos traço na nutrição e saúde humanas” da OMS –
Organização Mundial de Saúde, Genebra. Preparado em colaboração com a Organização de Alimentação e
Agricultura das Nações Unidas e com a Agência Internacional de Energia Atômica.

Veja trecho do livro:

“Os últimos anos têm sido espetaculares, alcançando muitos avanços no conhecimento da significância de
elementos traço na saúde e doença humanas. Vários elementos traço “novos” têm sido descobertos e
técnicas analíticas têm crescido com sofisticação. Em resposta a estes desenvolvimentos num campo de
mudanças rápidas e a necessidade de revisar e modernizar recomendações para ingestões de dietas de
elementos traços, um número de seminários e conferências foram organizados pela Organização Mundial
de Saúde, Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas e Agência de Energia Atômica
Internacional. Este livro é o resultado destes encontros, inferindo no conhecimento e experiência de
numerosos especialistas internacionais a apresentar uma
NITROGÊNIO ( nitrogen ): símbolo N. Um elemento incolor e gasoso que pertence ao grupo 15
da tabela periódica. Ocorre no ar e é um constituinte essencial de proteínas e de ácidos nucléicos
nos seres vivos. O nitrogênio é obtido para fins industriais por destilação fracionada de ar líquido. O
elemento é usado para produzir amônia.

AMÔNIA (ammonia): o gás de odor pungente, amônia, tira seu nome dos amoníacos, adoradores
do deus egípcio Amom, os quais, como os covardes de anos mais recentes, usavam sal volátil
(cloreto de amônio) nos seus rituais.
A amônia é um dos produtos químicos mais importantes, pois dá início à cadeia de produção
industrial de alimentos.
A amônia é um gás incolor e inflamável, nas condições normais. Dissolve-se prontamente em água,
pois forma pontes de hidrogênio com as moléculas de água. Essa alta solubilidade contribui para a
nossa percepção do seu odor, já que a amônia é capaz de dissolver facilmente no meio aquoso que
reveste o epitélio olfativo do nariz.

NITRITOS: sal em que um dos íons é o íon nitrito, composto de um átomo de nitrogênio e de dois
átomos de oxigênio, com carga menos um. Também utilizado na salgação.

NITRATO DE AMONIO (NH4NO3): um sólido cristalino incolor. É muito solúvel em água e


solúvel em etanol. Os cristais são rômbicos quando obtidos a temperaturas inferiores a 32oC e
monoclínicos acima de 32oC. Vastas quantidades de nitrato de amônio são usados como
fertilizantes e este é também um componente explosivo.

BACTÉRIAS NITRIFICANTES: fixam o gás nitrogênio, transformando-o em amônia ou sais de


amônio; íon amônio é oxidado então, a nitrito e este para nitrato. Os nitratos solúveis do solo são
absorvidos pelas raízes dos vegetais e transformados em proteínas vegetais. Estas são usadas na
nutrição de animais superiores, transformando-se em proteína animal.

FIXAÇÃO DO NITROGENIO: Apenas alguns microorganismos podem “fixar” nitrogênio, destes


as mais proeminentes são bactérias (Azotobacter vinelendil e Clostridiun pasteurianum), as
cianobacterias (Nostoc muscorun e Anabaena azollae) e bactérias simbióticas (da espécie
Rhizobiun) que se localizam em raízes de algumas plantas (nos nódulos).

Amônia NH3: É a primeira substancia resultante do ciclo, resulta do acumulo de matéria orgânica
como alimentos, fezes, urina, bastante tóxica e volátil.

Nitrito NO2: Sendo formado pela presença de oxigênio e pela ação de bactérias (nitrossomas)
sobre a amônia, bactérias estas presentes em toda parte no aquário, desde o substrato até no filtro.
Composto menos tóxico, porem muito volátil.

Nitrato NO3: Resultado da oxidação do nitrito também na presença de oxigênio e de bactérias


(Nitrobacters), menos tóxico e volátil.

As bactérias Nitrossomas são as que melhor processam os compostos nitrogenados, são mais
eficientes na manutenção dos níveis de amônia e do equilíbrio biológico. Tanto as Nitrossomas
quanto as Nitrobacters iniciam sua ação em faixas especificas de pH, como abaixo:

Nitrossomas: de 7,0 a 8,8, em ótimo desempenho e tendo ainda ação em pH máximo próximo a
9,4.
Nitrobacters: de 6,6 a 8,6 em ótimo desempenho e ação até o limite Maximo de 10,0.

Vale ressaltar que quanto mais alto o pH, maior a toxidade dos compostos nitrogenados.
Porque controlar Nitrogenados? Por que quando elevados causam estresse, danos nos filamentos
branquiais e destruição das nadadeiras, diminui a resistência do sistema imunológico dos peixes
causando doenças e morte, podendo haver ainda problemas respiratórios.

Tanto o oxigênio (falta) quanto o CO2, alem da dureza da água potencializam a toxidade dos
nitrogenados, transformando amônia inorgânica em amônia orgânica.

Conforme se desenvolvem, passam os microorganismos a utilizar o nitrito com alimento, reduzem


nesse processo seu nível e as bactérias nitrificantes novamente oxidarão tal composto e irão
converte-lo em nitrato , menos tóxico que servirá de fonte de nutriente pra plantas e algas.

Quando do final da nitrificação, o nitrito é a forma mais tóxica na água, volátil, sendo de certa
maneira disperso na forma de gás e o nitrato por ser menos volátil é encontrado em maiores
concentrações, porem mais oxidável o que favorece sua assimilação.

Pelo fato do nitrato em grandes concentrações afetar os glóbulos vermelhos do sangue e


conseqüentemente a capacidade respiratória requer uma maior monitoria por parte dos aquarísta.

A concentração de amônia será sempre maior perto do fundo do aquário, logo medições nesse
sentido devem ser feitas em nível mais baixo do que a superfície por ali estar uma menor
concentração de oxigênio.

Observações:

• As bactérias Nitrossomas são as que iniciam a ciclagem processando amônia, alem de serem
mais efetivas que as nitrobacters, no inicio da ciclagem.
• Elas não tem ação efetiva em pH abaixo de neutro (7,0).
• pH alto potencializa o efeito dos nitrogenados.
• Quanto mais baixo o nível da água, mais concentrados estão os nitrogenados.
• Trocas Parciais de Água e limpeza efetiva de detritos são as maiores ferramentas no controle
de nitrogenados.

Fontes:

• Dicionário Rosseti de Química.


• Helcias B. de Padua (biólogo)
• Brosnan. J.T. GLUTAMATE, at the interface between amino acid and carbohydrate
metabolism.

Sais Minerais:

Bário: Pertence ao grupo dos alcalino-terrosos e parece quimicamente com o cálcio. É um metal
mole e, no estado puro, tem aspecto branco prateado. Reage com água e álcool e oxida-se
facilmente (deve ser conservado em óleo ou em outro meio sem oxigênio). Na forma elementar,
bário é altamente tóxico para homens e animais. Todos os compostos de bários que são solúveis em
água ou em ácido são perigosamente venenosos. Entretanto, compostos insolúveis não são tóxicos e
têm aplicações medicinais.
Elemento Propriedades Aplicações – Alguns Exemplos
Químico
Bário Pertence ao grupo dos alcalino-terrosos e parece • Barita (hidróxido de bário) é usada em fluidos
quimicamente com o cálcio. É um metal mole e, no para perfuração de poços de petróleo e na
estado puro, tem aspecto branco prateado. Reage com fabricação de borracha.
água e álcool e oxida-se facilmente (deve ser • Carbonato de bário é usado em venenos para
conservado em óleo ou em outro meio sem oxigênio). ratos. Também em vidros para aumentar índice
Na forma elementar, bário é altamente tóxico para de refração e brilho.
homens e animais. Todos os compostos de bários que • Clorato de bário e nitrato de bário são usados
são solúveis em água ou em ácido são perigosamente em artefatos pirotécnicos para produzir cor
venenosos. Entretanto, compostos insolúveis não são verde.
tóxicos e têm aplicações medicinais. Todos os • Liga de bário e níquel é usada em velas e
compostos de bário solúveis são venenosos quando ignição.
ingeridos. Apesar de insolúvel, o carbonato de bário é • Litopônio, pigmento branco bastante usado, é
extremamente tóxico, assim como o cloreto. uma mistura de sulfato de bário e sulfeto de
O íon bário é um estimulante muscular e é muito zinco.
tóxico para o coração, podendo causar fibrilação • Óxido de bário é usado em revestimentos de
ventricular. Os sintomas de envenenamento com bário eletrodos para lâmpadas fluorescentes devido à
são salivação excessiva, tremores e convulsões, ritmo facilidade de emissão de elétrons.
cardíaco acelerado, hipertensão, paralisia dos braços e • Peróxido é usado em munição para produzir
das pernas, hemorragias internas e eventualmente a traços verdes.
morte. Utiliza-se sulfato de sódio como antídoto para • Removedor de oxigênio para válvulas
o envenenamento com bário, devido à capacidade de termiônicas.
conversão do íon em sulfato de bário insolúvel e • Sulfato é usado em tintas, na fabricação de
inofensivo. O principal minério do bário é a barita vidros, como substância de contraste em
(BaSo4), ou seja, o sulfato de bário. Este metal tem a exames por raios X, etc.
propriedade de absorver gases. Suas formas
industriais e domésticas são carbonato, cloreto,
hidróxido, sulfato e nitrato. É forte antagonista do
cálcio no organismo.
Descoberto em 1808, seu nome significa "pesado". O
bário é um elemento tóxico que pode matar pela
ingestão de apenas meio grama mas, felizmente, sua
absorção é lenta. É usado em venenos para ratos,
depilatórios, pigmentos para pintura, vidros e
cerâmicas. Em medicina é usado em contrastes
radiológicos para estômago, vesícula e intestinos.
Os sintomas da intoxicação aguda pelo bário (veja
fontes de contaminação acima) são: excessiva
salivação, vômitos, cólicas, diarréia, tremores
convulsivos, pulso lento e pressão alta. Seguem-se
hemorragias no estômago, intestinos e rins, e
finalmente parada cardíaca. O exame de sangue
apresenta grande aumento de leucócitos, simulando
uma infecção aguda, e as radiografias mostram lesões
ósseas do fêmur e do maxilar. O bário é uma grande
causa de derrames e acidentes vasculares quando em
excesso no organismo. Deposita-se nos ossos, olhos e
pulmões, causando forte vasoconstrição.
A presença de bário no organismo das crianças
acarreta retardamento mental com tendência a se
isolar e a não se desenvolver fisicamente. Nos idosos
o bário provoca a demência senil e leva a um
comportamento infantil e inseguro, com aumento da
próstata nos homens e dificuldade de reter urina em
ambos os sexos. Acarreta aumento de gânglios,
facilidade para pegar resfriados e cheiro fétido nos
pés e virilhas.
A homeopatia elimina o bário do organismo mediante
várias formas de Baryta: carbônica, muriática,
sulphurica, por exemplo, que são antídotos desse
metal.

Definição: O Bário (Ba 2+) é um elemento químico


metálico pesado, que pode ser encontrado
naturalmente no meio ambiente. Não é encontrado na
sua forma pura devido à sua reactividade, aparecendo
combinado com outros elementos químicos, tais
como o enxofre, o carbono e o oxigénio.

Normalmente, os níveis de Bário no meio ambiente


são muito baixos, contudo, o uso extensivo do Bário
na indústria tem como consequência a libertação de
alguns compostos de Bário, que se dissolvem
facilmente na água e que podem percorrer grandes
distâncias graças à sua grande solubilidade.

Todos os compostos solúveis de Bário são venenosos


quando ingeridos. Os sintomas de envenenamento
provocados por este elemento são a salivação
excessiva, tremores e convulsões, ritmo cardíaco
acelerado, hipertensão, paralisia dos braços e das
pernas e hemorragias internas, podendo, em casos
extremos, provocar a morte
Cálcio É um metal alcalino terroso de cor prata e um tanto • A cal (óxido de cálcio, CaO) é preparada pela
duro. Em contato com o ar, forma rapidamente uma calcinação do carbonato de cálcio e é usada em
camada de nitreto. Reage prontamente com a água. argamassas, em cerâmicas, na indústria
Queima com uma chama amarelo avermelhada, farmacêutica, na desodorização de óleos.
formando principalmente o nitreto. Encontrado nos • Cálcio do calcário é um dos componentes do
ossos e nos dentes, o cálcio foi descoberto em 1808; cimento Portland.
promove a saúde cardiovascular, alivia a insônia e • Carbonato de cálcio (CaCO3) é solúvel em
favorece as características sexuais masculinas. Sua águas contendo dióxido de carbono e é
deficiência causa raquitismo, osteoporose, cáries responsável pela dureza da água. E também
dentárias, câncer de cólon e reto e perda de sono. Está forma os estalagmites e estalactites.
presente nas algas marinhas e na alfafa em grande • Componente de várias ligas de alumínio,
quantidade, nos queijos suíços, provolone e cobre, berílio, chumbo, magnésio.
parmesão, assim como na couve, nabo, melado, • Elemento de remoção de gases residuais em
lêvedo, salsa, leite de cabra, tofu, figos secos, creme válvulas eletrônicas.
de leite, iogurte, beterraba e etc. • Fosfato de tricálcio (Ca3(PO4)2) é um pó
branco insolúvel em água, usado como
Faz parte de diversos medicamentos destinados a antiácido, agente de polimento em cremes
estimular o apetite e o crescimento das crianças e a dentais, aditivo de suprimento de cálcio e
tratar sua deficiência nos idosos, muitas vezes fósforo para alimentos.
causada pela elevação do fósforo nessas pessoas. Sua • Gesso é a gipsita cozida em baixa temperatura.
proporção com o magnésio é aproximadamente 8:1; o • O metal é usado como agente redutor na
desvio dessa proporção representa tendência a produção de outros metais como tório, urânio,
osteoporose e doença periodontal. Mas os cabelos zircônio e também para remover óxidos,
brancos são uma característica genética e nessas enxofre ou carbono de várias ligas ferrosas e
pessoas o cálcio e o magnésio estão diminuídos nos não ferrosas.
cabelos cerca de 15 por cento. Essa redução também • O mineral dolomita (carbonato duplo de cálcio
ocorre nas crianças autistas. As mulheres também têm e magnésio, CaMg(CO3)2) é usado como fluxo
menos cálcio nos cabelos, porém mais magnésio. em siderurgia.
• O mineral wollastonita (metassilicato de
O consumo excessivo de remédios ou alimentos que cálcio, (CaSiO3) é um pó branco brilhante,
contêm cálcio causa suores ácidos na cabeça, usado em tintas, plásticos, revestimentos de
assaduras, brotoejas, obesidade concentrada no eletrodos de solda, isoladores elétricos.
abdome, nas costas e nos braços, bursite, tártaro • Outros compostos importantes são carboneto,
dentário e cálculos renais. O excesso de cálcio cloreto, cianeto, hipoclorito, nitrato e sulfeto.
também causa ansiedade e medo do futuro. • Sulfato de cálcio (CaSO3.2H2O) é usado como
desinfetante e para clarear papéis e têxteis.
O cálcio e o magnésio estão aumentados nos cabelos
nos portadores de certas doenças como câncer,
arteriosclerose, hipoglicemia, psoríase na pele,
insuficiência renal, mieloma múltiplo, sarcoidose,
hipervitaminose D, longos períodos de imobilização
etc. Esse deslocamento do cálcio dos ossos e dentes
geralmente é produzido pelo excesso de alumínio,
arsênico, cádmio, chumbo, ferro, fósforo, magnésio,
manganês ou zinco e provoca fraqueza muscular,
anorexia, dores ósseas e fraturas espontâneas
(osteoporose), característica das pessoas idosas. A
falta do boro também causa a perda de cálcio e
magnésio.

Recomendam-se até 1.200 mg diários de cálcio para


pessoas carentes. Na homeopatia utiliza-se o cálcio
sob várias formas, seja para colocá-lo no organismo,
como a Calcarea acética, usada para reduzir as dores
excruciantes do câncer, a Calcarea arsenicosa, usada
de pâncreas e na nefrite, a Calcarea picrica, para
furúnculos repetidos e a Calcarea fluorioca, nos
medos infundados de ruína financeira, calázios,
infecções purulentas do ouvido médio, no raquitismo
e na osteoporose. Definição: O cálcio (Ca2+) é o
elemento químico mais abundante na maioria das
águas e rochas do planeta. Os sais de cálcio possuem
solubilidade moderada a elevada, sendo muito
comum a sua precipitação sob a forma de carbonato
de cálcio, que é um dos principais constituintes da
água e o principal responsável pela durezade uma
água.

Nas águas subterrâneas os teores de cálcio variam,


geralmente, entre 10 e 250 mg/l.

No corpo humano, o cálcio tem um papel importante


no mecanismo de coagulação do sangue, controle dos
impulsos nervosos e contracções musculares, para
além de ter a função de manter os ossos saudáveis. A
sua carência provoca raquitismo e osteoporose e o seu
excesso provoca dores musculares, fraqueza, sede
desidratação, enjoos e pedras nos rins.
Magnésio É o oitavo elemento mais abundante na crosta • Agente de redução para produção de urânio e
terrestre (cerca de 2,5% em peso). Não é encontrado outros metais.
em forma pura. Os principais minerais são a • Carbonato de magnésio, MgCO3, é empregado
magnesita (carbonato de magnésio, MgCO3) e a em isolantes térmicos para tubulações e fornos.
dolomita (carbonato duplo de cálcio e magnésio, • Como elemento de liga para o alumínio,
MgCa(CO3)2). Água do mar contém cerca de 1300 melhora as propriedades mecânicas e
ppm de magnésio em peso, na forma de cloreto características de soldagem.
(MgCl2). É um metal leve, duro, cor branca prateada. • Compostos como o hidróxido (leite de
Sob ação do ar, aparecem leves manchas devido à magnésia, Mg(OH)2), cloretos, sulfatos, citratos
oxidação. Se pulverizado, entra facilmente em são usados em medicamentos.
ignição com o aquecimento, exibindo uma chama • É um elemento importante na vida vegetal e
ofuscante. Cuidados especiais devem ser tomados animal. A clorofila tem o magnésio como um
para evitar a ignição indesejada do magnésio em pó. dos componentes. É um nutriente necessário
Não usar água para apagar a chama nem extintor de para o organismo humano.
dióxido de carbono porque o magnésio reage • É um terço mais leve que o alumínio e suas
formando óxido de magnésio e carbono (usar extintor ligas são usadas na construção de aviões e
de pó seco ou areia). Compostos de magnésio em mísseis.
geral não são tóxicos. • Flashes fotográficos, artefatos pirotécnicos,
inclusive bombas incendiárias.
Definição: O magnésio (Mg2+) é um elemento • Fluoreto de magnésio, MgF, tem índice de
químico que apresenta propriedades muito refração bastante baixo e é usado em lentes de
semelhantes às do cálcio, sendo no entanto, mais instrumentos para eliminar reflexos.
solúvel e mais difícil de precipitar. • Metóxido, Mg(OCH3)2, é usado na remoção de
água do álcool.
No corpo humano, o magnésio tem a função de • Nitrato de magnésio, (Mg(NO3)2.6H2O, é
converter o açúcar em energia, para além de ser usado em artefatos pirotécnicos e na produção
necessário para o bom funcionamento dos nervos e magnésia (MgO).
músculos. A sua deficiência causa nervosismo e • O resíduo da combustão é empregado em
tremores e o seu excesso, para além de conferir um tijolos refratários.
sabor amargo, provoca distúrbios intestinais. • Produção grafite nodular em ferros fundidos e
Geralmente, as águas subterrâneas apresentam teores como aditivo para propelentes de foguetes.
• Sulfato de Mg, MgSO4.7H2O, serve para curtir
de magnésio que variam entre 1 e 100 mg/l.
couros, como mordente (fixador de cores) para
têxteis, como componente de cimentos
resistentes à água e ao fogo, como laxante.
Potássio É um dos metais mais reativos e eletropositivos. É o • Brometo de potássio (KBr) é usado em
metal mais leve depois do lítio. Tem aparência da fotografia.
prata, é macio e pode ser cortado com uma faca. • Carbonato de potássio (K2CO3) é usado em
Oxida-se rapidamente na presença do ar e deve ser medicamentos, sabões, vidros, etc.
mantido submerso em óleo ou querosene. Reage • Fertilizantes são importantes aplicações de
fortemente com a água. Potássio e seus sais dão cor sais de potássio. É elemento essencial para o
violeta a chamas. Pela violenta reação com água, crescimento das plantas e é encontrado em
conforme já mencionado, potássio metálico deve ser vários solos. O corpo humano contém cerca de
manuseado com cuidado. A conservação em óleo ou 140 mg de potássio, a maior parte nos tecidos
querosene é limitada a alguns meses em razão da musculares.
formação de peróxidos que podem provocar aspersão • Hidróxido de potássio é uma base forte de
brusca na abertura do recipiente. Estocagem variadas aplicações industriais.
prolongada deve ser feita sob vácuo ou atmosfera • Liga de sódio e potássio é usada como meio
inerte (argônio, por exemplo). de transferência de calor.
• Nitrato de potássio KNO3 (também chamado
Definição: O potássio (K+) é um metal alcalino que salitre ou nitro) é usado em pólvoras.
ocorre em pequenas quantidades ou está ausente nas • O superóxido KO2 é usado em equipamentos
águas subterrâneas, devido à sua participação intensa portáteis de respiração como fonte de oxigênio
em processos de troca iónica, além da facilidade de e absorvedor de dióxido de carbono.
ser adsorvido pelos minerais de argila e de os seus
sais serem bastante utilizados pelos vegetais.

Os teores de potássio nas águas subterrâneas variam


geralmente entre 0,1 e 10 mg/l, sendo frequentes
valores entre 1 e 5 mg/l.

No corpo humano, o potássio, além de regular os


batimentos cardíacos, controla os impulsos nervosos e
as contracções musculares. A sua carência pode
provocar fadiga, baixa de açúcar no sangue e
insónias. O seu excesso pode causar caimbras, fadiga,
paralisia muscular e diarreia.
Sódio É um elemento bastante reativo, nunca encontrado • Compostos de sódio são usados por indústrias
livre na natureza. É um metal macio, brilhante que, de papel, vidro, sabão, têxteis, petróleo, metais,
em contato com a água, a decompõe com a formação etc. Exemplo: sabão é normalmente um sal de
de hidróxido e liberação de hidrogênio em uma sódio de um ácido graxo.
violenta reação. Sódio metálico deve ser conservado • Liga de sódio com potássio é um eficiente
em atmosfera inerte ou imerso em um líquido protetor meio de transferência de calor.
como querosene. É considerado venenoso e reage • Sódio é um elemento essencial para diversas
violentamente com a água conforme já comentado. Se funções orgânicas da maioria dos seres vivos.
pulverizado, inflama-se espontaneamente em contato • Sódio metálico é usado na manufatura de
com o oxigênio do ar. ésteres e no preparo de compostos orgânicos.
Também é usado em certas ligas, para decapar
Definição: O sódio (Na+) é um dos metais alcalinos metais e para purificar metais fundidos.
mais importantes e abundantes nas águas
subterrâneas.

A concentração do sódio varia geralmente entre 0,1 e


100 mg/l nas águas subterrâneas e entre 1 e 150 mg/l
nas águas naturais doces, podendo atingir 11 100 mg/l
nas águas do mar e 100 000 mg/l nas salmouras
naturais.

As águas com concentrações elevadas de sódio são


prejudiciais às plantas por reduzirem a sua
produtividade devido à alcalinização do solo..

Estrôncio Existem três variedades alotrópicas com temperaturas • Cloreto de estrôncio é usado em alguns
de transição a 235 e 540°C. Estrôncio é mais cremes dentais.
macio que cálcio e reage com água de forma mais • O isótopo 90Sr tem meia vida de 29,1 anos e é
intensa. O metal recém cortado tem aparência uma das melhores fontes de partículas beta de
prateada que rapidamente se torna amarelada devido à alta energia. Por isso, é usado em geradores
formação de óxido. Deve ser conservado em para converter diretamente a radiação em
querosene para impedir a oxidação. Alguns sais de energia elétrica. Tais geradores já foram
estrôncio dão um aspecto vermelho vivo a chamas. instalados em sondas espaciais e podem ter
Pode ocorrer risco no manuseio porque, na forma outras aplicações técnicas. O isótopo é também
pulverizada, entra em ignição espontaneamente em usado em radioterapia.
contato com o ar. O estrôncio é absorvido pelo • Produção de ímãs de ferrita.
organismo humano como se fosse cálcio. Não há • Refino de zinco.
grandes riscos na forma estável, mas isótopos • Sais de estrôncio são usados em artefatos
radioativos são perigosos, podendo provocar câncer pirotécnicos para produzir cor vermelha.
em ossos. • Titanato de estrôncio tem propriedades óticas
caracterizadas pelo elevado índice de refração.
• Vidros para cinescópios de televisores (a
principal aplicação).
Fluoretos Definição: Anião de solubilidade limitada que ocorre • Ácido fluorídrico é usado para gravações e
frequentemente nas águas subterrâneas em pequenas outros efeitos em vidros.
concentrações, que variam geralmente entre 0,1 e 1,5 • Compostos hidrocarbonados com cloro e flúor
mg/l. As águas muito sódicas e com pouco cálcio formam gases usados em equipamentos de
podem, no entanto, apresentar teores que atingem 50 refrigeração (CFC, em desuso devido ao efeito
mg/l, uma vez que a presença do cálcio limita a nocivo para a camada de ozônio da atmosfera).
concentração do flúor. • Criolita é usada no processo de eletrólise para
produção de alumínio.
As águas que apresentam baixos teores de flúor, até • Flúor e compostos são usados na produção de
1,5 mg/l, são benéficas para a saúde humana, na urânio e dezenas de outros produtos como
prevenção das cáries dentárias. As águas que plásticos resistentes ao calor (teflon, por
apresentam teores acima deste valor são prejudiciais, exemplo).
causando manchas nos dentes e deformação dos • Elemento de proteção contra cáries em cremes
ossos. Teores muito elevados podem conduzir à dentais, na forma de fluoreto de sódio (NaF) ou
morte. de estanho (SnF2).
• Fluoreto de sódio é também usado em
inseticidas contra baratas.
• Hexafluoreto de enxofre (SF6) é um gás inerte,
não tóxico. Usado como dielétrico em
dispositivos de alta tensão e em várias outras
aplicações científicas, industriais e medicinais.
É considerado um dos mais fortes gases para o
efeito estufa, mas a contribuição prática é muito
pequena em comparação com o dióxido de
carbono.
Cloreto Definição: Ião de cloro que está presente em quase
todas as águas naturais, geralmente associado ao ião
de sódio. O anião Cl- é geralmente muito solúvel e
muito estável em solução, precipitando muito
dificilmente.

As águas subterrâneas apresentam geralmente teores


de cloretos inferiores a 100 mg/l, enquanto que as
águas dos mares apresentam valores entre 18000 e
21000 mg/l. Nas salmouras naturais podem registar-
se valores na ordem dos 220000 mg/l.

Teores acima dos 300 mg/l conferem à água um sabor


salgado. Em altas quantidades, o cloreto torna-se
tóxico para a maioria dos vegetais, inibindo o seu
crescimento. O cloreto é um bom indicador de
poluição no caso de aterros, lixeiras e intrusão
marinha.

Bicarbonato Definição: O anião de bicarbonato (HCO3-) não se


oxida nem se reduz em águas naturais podendo, no
entanto, precipitar, muito facilmente, sob a forma de
bicarbonato de cálcio (CaCO3).

Nas águas doces, o teor de bicarbonato varia


geralmente entre 50 e 350 mg/l. Em certos casos
registam-se valores na ordem dos 800 mg/l.

O bicarbonato não apresenta problemas de toxicidade,


mas as águas bicarbonatadas sódicas não são
indicadas para a rega, devido à fixação do sódio nos
terrenos e alcalinização dos solos.

Nitrato Definição: É um ião (NO3-) de grande mobilidade que


pode facilmente ser removido das camadas superiores
do solo para a água subterrânea. As águas
subterrâneas dissolvem geralmente, teores de nitrato
que variam entre 0,1 a 10 mg/l. Contudo, em águas
poluídas, os teores podem atingir valores na ordem
dos 200 mg/l e em casos mais extremos 1000 mg/l.

O nitrato provém da utilização de adubos na


agricultura, dos produtos de rejeição da criação de
animais e de sistemas sépticos deficientes, podendo
ser altamente prejudicial para a saúde humana. Teores
acima dos 5 mg/l podem ser indicativos de
contaminação da água subterrânea.

Altas concentrações de nitrato são extremamente


perigosas para as crianças, podendo produzir grandes
malefícios para a saúde e, em casos mais extremos,
provocar a morte por cianose. O nitrato também tem
acção na produção de nitrosaminas no estômago do
Homem, que são substâncias tidas como sendo
cancerígenas.

Sultato Definição: Sal moderadamente solúvel a muito


solúvel, proveniente da oxidação do enxofre existente
nas rochas e da lexiviação de compostos sulfatados.

As águas subterrâneas apresentam geralmente teores


de sulfatos inferiores a 100 mg/l, principalmente na
forma de SO42- e HSO4-.

As águas com elevados teores de sulfato não tiram a


sede e têm um sabor amargo e pouco agradável. A
águas com teores que ultrapassam os 400 mg/l podem
apresentar efeitos laxativos. O sulfato ferroso é
extremamente perigoso quando ingerido na forma
pura, podendo ser fatal, caso seja ingerido por
crianças, em quantidades superiores a 7,8 g.

Carbonato Definição: Composto que contém o radical (CO32-). A


quantidade de iões de carbonato existentes numa água
depende do pH e do conteúdo de gás carbónico. O seu
teor é muito mais baixo do que o de bicarbonato e se
o pH for inferior a 8.3 considera-se nulo. Em águas
alcalinas, com pH superior a 8.3, podem existir teores
na ordem dos 50 mg/l.

O carbonato não é recomendado em águas para


irrigação, pois a sua presença na forma de carbonato
de sódio é altamente tóxica para os vegetais.

Fosfato Definição: A concentração do ião fosfato (PO43-) em


águas naturais é geralmente muito baixa, entre 0,01 e
1,0 mg/l.

O fosfato pode ser acrescido às águas subterrâneas


por via antropogénica, mais precisamente devido à
influência de efluentes domésticos, insecticidas,
pesticidas e derivados de detergentes. Valores acima
de 1,0 mg/l são geralmente indicativos de poluição.
O QUE É UM MINERALOGRAMA?
Conhecida como mineralograma, a análise dos minerais permite determinar
com precisão o perfil bioquímico de seres humanos e animais através de seus
cabelos, pêlos ou penas.

Usada em grande escala no mundo inteiro, identifica os elementos químicos


que os seres vivos têm em excesso ou falta no organismo. Isto capacita o
médico ou o veterinário a avaliar o meio ambiente, os hábitos de vida, a
alimentação e mesmo a medicação a serem corrigidos.

Sim, porque o desequilíbrio de cada elemento químico para mais ou para


menos no organismo produz um efeito desastroso para a saúde, como a falha
de um músico em uma maravilhosa orquestra. É o que se denomina doença
em qualquer das esferas da personalidade: corporal, emocional ou mental.

A sobrecarga de enxofre, por exemplo, favorece a entrada de todos os vírus da


família do herpes; o excesso de ferro rompe a imunidade do organismo contra
o bacilo da tuberculose; a falta de lítio causa desequilíbrios emocionais que
levam à depressão, a violência e ao uso de drogas; os derivados do benzeno
permitem a proliferção de todos os tipos de fungos, e assim por diante.

A IMPORTÂNCIA DO MINERALOGRAMA

Qual a importância do mineralograma para a medicina humana e para a


medicina veterinária? É que a maioria das doenças começa quando ocorrem
desequilíbrios bioquímicos ao nível celular.

É o caso dos íons metálicos ou dos radicais livres, que causam graves efeitos
biológicos, entre os quais o envelhecimento, a baixa de resistência imunológica
e até mesmo a criminalidade.

A medicina moderna tem a capacidade de corrigir esses desequilíbrios não só


quando já estão produzindo sintomas físicos ou mentais, mas também antes
que isto ocorra, graças a medicamentos em harmonia com a natureza, como a
medicina homeopática e a medicina ortomolecular. Torna-se possível, também,
orientar adequadamente a alimentação dos seres humanos e dos animais a
partir de uma visão concreta e precisa de sua química interna.

Por isso o mineralograma, indolor e isento de qualquer tipo de contágio, é


indispensável para adultos e crianças como rotina anual ou semestral em casos
mais graves, pois se por um lado absorvemos produtos tóxicos diariametne,
por outro nem sempre estamos nos alimentando da maneira adequada para
suprir nossas necessidades, o que reduz em muito o nosso potencial.

Estes são os macronutrientes

CÁLCIO - Benéfico para os ossos e dentes, previene a osteoporose, evita o


câncer, reduz a hipertensão e as doenças cardiovasculares. Entretanto, quando
seu metabolismo está influenciado por seus antagonistas, como o ferro, o
fósforo, o chumbo, o zinco ou o alumínio, ele é expulso dos ossos e vai
produzir calcificações do tipo bursite, tártaro, esporão, bico-de-papagaio ou
cálculos renais, além de depósitos nas coronárias e carótidas. Melhores fontes
naturais: leite, queijo, sorvete,iogurte e outros laticínios; também alfafa,
brócólis e couve.

COBRE - Vários estudos demonstram que o cobre protege contra o câncer e a


destruição provocada pelos radicais livres através de enzimas das quais
participa. Sua deficiência acarreta doenças cariovasculares por redução do bom
colesterol (HDL). Funciona como antiinflamatório contra a artrite. Estimula o
sistema imunológico. Melhores fontes naturais: fígado, frutos do mar, nozes.
castanha-do Pará e legumes secos (feijões e cereais).

ENXOFRE - Muito importante para a saúde da pele, das unhas e dos cabelos.
Participa da cisteína, um aminoácido que inativa os radicais livres, assim como
da taurina e da metionina, reguladores do sistema nervoso e essenciais para o
crescimento. Vários compostos de enxofre contidos no alho e na cebola
parecem ser responsáveis pelo seu efeito favorável sobre a saúde
cardiovascular. Em excesso, o enxofre causa hiperensão, ataca a coluna,
precipita o herpes e prejudica a memória para nomes próprios. Melhores fontes
naturais: ovos, carne, laticínios, cereais, alho e cebola.

FERRO - Previne e cura a anemia por falta de ferro, mas não a anemia por
falta de cobalto (vitamina B12). Elimina a dificuldade de deglutição. Aumenta a
capacidade de aprendizado das crianças. Melhora o desempenho físico e reduz
as dores no corpo, aumentando a energia do organismo. Em excesso, porém,
torna-se um grande gerador de radicais livres e causador de osteoporose,
infartos e infecções. Melhores fontes naturais: carnes de todos os tipos,ovos,
soja, espinaafre e outros vegetais verdes, caldo-de-cana e melado.

FÓSFORO - Essencial para a mineralização óssea, assim como para os


processos de armanezamento de informações biológicas, comunicação celular
e produção de energia. Em excesso, por contaminação com inseticidas
organofosforados, porém, causa psicoses e perda de cálcio, levando à
osteoporose. Melhores fontes naturais: leite e derivados (de preferência
desnatados), peixes e soja.

MAGNÉSIO - Absolutamente essencial à vida, ativa todos os principais


processos biológicos, inclusive o metabolismo da glicose, a produção de
energia celular e a síntese de ácidos nucléicos e proteínas, assim como a
estabilidade elétricas das células, a contração muscular, a condução nervosa e
o controle do tônus vascular. Protege contra doenças cardiovasculares e
hipertensão. Reduz a tensão pré-menstrual. Evita os cálculos renais. Impede o
parto prematuro e a eclâmpsia. Em excesso, porém pode levar à insuficiência
cardíaca e respiratória e ao esgotamento mental. Melhores fontes naturais:
carnes, frutos do mar, vegetais verdes e laticínios

POTÁSSIO - Essencial para contração muscular, freqüência cardíaca e


produção de energia, o potássio protege as pessoas contra a hipertensão
arterial, pois reduz o níveis de sódio excessivos. Além disso, diminui o risco de
derrames e melhora o desempenho dos atletas, pois estes perdem muito
potássio pela transpiração, o que produz grande cansaço. Melhores fontes
naturais: as frutas e vegetais frescos (banana, laranja, abacate,espinafre,
aipo,melão e melado de cana.

SILÍCIO - Sem ele perde-se o tônus da pele e esta se torna flácida. O mesmo
ocorre com as artérias, nas quais o teor de silício se reduz muito com a idade.
Ele é indispensável para o tecido conjuntivo, para o desenvolvimento normal,
para regular o metabolismo celular e evitar o envelhecimento, opondo-se à
formação dos radicais livres. Melhores fontes naturais:os vegetais, cereais
integrais e frutos do mar.

SÓDIO - Essencial para a manutenção do equilíbrio osmótico dos fluidos


extracelulares. Junto com o potássio, está envolvido na transmissão dos
impulsos nervosos. Mobiliza outros nutrientes através da membrana celular.
Sua carência baixa a pressão, causa o cansaço e palpitações durante esforço e
desidratação. Melhor fonte natural: o sal marinho sem adição de iodo,
encontrado em casas de produtos naturais.

ZINCO - Um dos principais protetores do sistema imunológico, é indispensável


para a atividade de mais de duzentas enzimas (catalisadores biológicos). Sua
deficiência causa retardo de crescimento, falta de apetite, anormalidades do
paladar, olfato e visão, perda do interesse sexual infertilidade masculina. Mas
em excesso leva à perda da concentração e ao aparecimento de cacoetes.
Melhores fontes naturais:cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe
de trigo, frutos do mar e todos os tipos de carne. Melhores fontes
naturais:cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe de trigo, frutos do
mar e todos os tipos de carne.

Micronutrientes mais conhecidos

BORO - Aumenta os níveis hormonais pós-menopausa, prevenindo a


osteoporose e aumentando a musculatura. Melhores fontes naturais: frutas e
vegetais.

COBALTO -A falta de cobalto causa anemia, falta de apetite, parada do


crescimento, irritabilidade e falta de concentração. É o principal componente da
vitamina b12, essencial para evitar a anemia perniciosa. Melhores fontes
naturais: carne, fígado,leite, alface, beterraba, espinafre e batata-doce.

CROMO - Útil no tratamento e na prevenção do diabetes, protege contra


doenças cardiovasculares e hipotensão arterial, reduzindo o colesterol.
Melhores fontes naturais: cereais integrais, condimentos, carne, queijos e
lêvedo.

IODO - Essencial para a síntese dos hormônios da tireóide, mas em altas


doses causa o bloqueio desta glândula, assim como provoca acne, miomas e
cistos nos ovários. Melhores fontes naturais: frutos do mar (inclusive algas),
agrião, pera e manga.
LÍTIO - Usado há 140 anos na medicina como antidepressivo e anti-
reumático, é essencial para o equilíbrio do sistema nervoso. Entretanto, por
causa do uso excessivo de elementos como o flúor, cloro, bromo e iodo, é
expulso do organismo; poucas pessoas têm níveis adequados de lítio, o que
torna possível o aparecimento de depressão, violência, uso de drogas e
suicídio. Melhores fontes naturais: couve e mostarda.

MANGANÊS -Importante para o funcionamento normal do cérebro, evita


anormalidades ósseas e artrite, mas em excesso causa psicoses e depressão,
assim como sintomas similares ao mal de Parkinson. Melhores fontes naturais:
fígado, cereais, legumes, verdddurasss, leite e feijão.

SELÊNIO - Evita doenças crônicas como a aterosclerose (entupimento das


artérias), artrite, enfisema, cirrose e câncer, todas características do processo
de envelhecimento. Protege o coração e aumenta o desejo sexual. Melhores
fontes naturais: brócolis, cogumelos, aipo, pepino, alho, cebola, lêvedo, cereais
integrais.

VANÁDIO - Evita depressão e aumento de colesterol e triglicerídios. Melhores


fontes naturais: aveia, peixe e azeite de oliveira.

Todos os elementos exercem alguma função na grande orquestra que é o


organismo humano. Entretanto, até pouco tempo a medicina ainda não dava
grande importância à nutrição. Por isso - e graças ao mineralograma, que
demonstrou essas carências - só nos últimos anos o oligoelementos passaram
a ser valorizados e melhor estudados.

Além dos citados acima, já se conhecem alguns dos efeitos benéficos do ouro,
da prata, do níquel, da platina, do antimônio e do tungstênio, por exemplo,
comprovando os estudos dos alquimistas.

Como os solos agrícolas estão muito empobrecidos neste final de século, nem
sempre os alimentos contêm aquilo que se imagina. Por isso a
complementação mineral através de fórmulas se faz muitas vezes
indispensável.

É claro que o mineralograma não exclui outros exames, como o hemograma, o


lipidograma, a densitometria, etc, mas os complementa. E o tratamento pode
sofrer muitas variações de caso para caso.

OS PERIGOS DOS METAIS PESADOS


O preço que a civilização nos cobra é muito alto. Na busca desenfreada do
conforto e do progresso, nos esquecemos de respeitar a natureza e
produzimos um alto grau de contaminação ambiental.

Entre as substâncias tóxicas que contaminam nosso organismo estão os metais


pesados, os grandes geradores dos radicais livres que vão causar as doenças.
Mas até minerais necessários como o cálcio podem se tornar tóxicos em
excesso. A biorressonância nos permite descobri-los em seu organismo… e a
homeopatia nos permite eliminá-los. Aprenda a conhecê-los e saiba o mal que
eles podem causar!

Alumínio - Dormências quando se fica na mesma posição ou se cruza as


pernas; grande oleosidade no couro cabeludo e queda de cabelos;
descalcificação dos ossos e dentes causando osteoporose; depósitos no
cérebro, característicos do mal de Alzheimer - estes são sintomas da
contaminação pelo alumínio.

Contaminação: panelas e utensílios de cozinha (proibidos na Europa), latas


de refrigerantes e cervejas, comidas congeladas em quentinhas, antiácidos,
desodorantes antitranspirantes, leites e sucos de frutas em caixas forradas
com alumínio, assim como máquinas de hemodiálise.

Bário - provoca retardo mental nas crianças e perda de memória nos adultos,
degeneração das artérias com tendência a derrames e aneurismas,
enfraquecimento do fêmur e destruição óssea do maxilar.

Contaminação: venenos para ratos, pigmentos para pintura e cerâmica,


certas águas minerais, refrigerantes e cervejas em lata e alguns contrastes
radiológicos.

Boro - Salivação, náuseas, vômitos, insuficiência renal, ondas brilhantes


diante da vista, encurvamento dos cílios para dentro, produção de leite sem
estar amamentando, regras adiantada e corrimento em clara de ovo, psoríase
nas unhas e outros sintomas podem ser produzidos por excesso de boro.

Contaminação: ácido bórico usado em inseticidas e em produtos


farmacêuticos como a água boricada e polvilhos anti-sépticos.

Cádmio - Causa náuseas, vômitos e diarréia em pequenas proporções, mas a


intoxicação crônica pode atacar os rins, levando à perda de proteína, cálculos
renais e desmineralização óssea. A perda do olfato e o câncer de próstata são
outros aspectos negativos do cádmio, que também provoca hipertensão,
toxemia gravídica, redução das defesas imunológicas e dificuldade de
aprendizado.

Contaminação: Frutos do mar (especialmente mariscos), cigarros, tintas,


soldas, plásticos, etc.

Cálcio - Embora indispensável ao organismo, o consumo excessivo de


remédios contendo cálcio causa suores ácidos na cabeça, assaduras, brotoejas,
obesidade concentrada no abdome, costas e braços, tártaro e cálculos renais,
assim como ansiedade e medo do futuro.

Contaminação: medicamentos à base de cálcio para pediatria, geriatria e


osteoporose, como o cálcio de ostras.

Chumbo - Ataca o sistema nervoso, produzindo mania de perseguição e


crueldade, tumores cerebrais, câncer de mama, convulsões, alucinações,
paralisias e impotência, sem falar nas fortes dores de estômago e cólicas
menstruais e intestinais, tornando as fezes finas por contração do ânus.

Contaminação: Produtos para escurecer cabelos, gasolina com chumbo, casas


com canos antigos, latas de refrigerantes e cervejas e pigmentos para pintura.

Cobre - Causa asma, cãibras, epilepsia, espasmos, psoríase, hipertensão,


deficiência imunológica, esquizofrenia e a doença de Wilson, que se caracteriza
por degeneração do fígado e do cérebro.

Contaminação: Piscinas (filtros à base de cobre e colocação nas mesmas de


sulfato de cobre e algicidas), assim como canalizações para água quente.

Enxofre - Embora seja o elemento mais encontrado nos cabelos, unhas e pele,
a intoxicação pelo enxofre causa dores na coluna e crises de ciática, aliviadas
ao deitar-se de lado com as pernas encolhidas. Também causa grande calor
nos pés, levando as pessoas a dormir com os mesmos descobertos. Herpes de
repetição, perda da memória para nomes próprios, irritabilidade, desatenção
com a aparência, falta de asseio, enurese noturna, medo de se afogar e
aversão ao banho são outros sintomas da intoxicação pelo enxofre.

Contaminação: sulfas, conservantes de sucos de frutas, polvilhos anti-


sépticos, cremes e sabonetes antiacne, uvas e derivados (sucos e vinhos) etc.

Ferro - Outro elemento indispensável ao organismo que não pode ultrapassar


certos valores no sangue, como a ferritina (máximo 80). A administração de
sulfato ferroso, comum no Brasil, é condenada pela OMS. Além de causar
depósitos no fígado, o excesso de ferro facilita a entrada no organismo dos
bacilos da tuberculose e da lepra, assim como dos vírus da malária, do dengue
e da febre amarela. Grande ativador de radicais livres, o ferro descalcifica os
ossos, causando osteoporose, cálculos renais e infartos. Além disso, a maior
parte das anemias hoje encontradas não se deve à falta de ferro.

Contaminação: medicamentos contra anemia, encanamentos enferrujados,


panelas de ferro, etc.

Flúor - Causa indiferença com os entes queridos, depressão por eliminar o lítio
do organismo, incapacidade de assumir responsabilidades, queda de cabelo
crônica, fístulas, varizes, hemorróidas, flebites, estrias, flacidez, celulite,
dificuldade de cicatrização, catarata e outros problemas de saúde.

Contaminação: dentifrícios, bochechos e aplicações diretas pelos dentistas. A


fluoretação da água vem sendo abandonada por vários países devido aos
efeitos tóxicos deste elemento.

Fósforo - Osteoporose por perda de cálcio e magnésio, aterosclerose


(obstrução arterial), perda dos dentes e psicose maníaco-depressiva, catarata,
degeneração gordurosa do fígado, predisposição a hepatite e a hemorragias
são alguns dos muitos sintomas produzidos pela intoxicação por fósforo.

Contaminação: agrotóxicos e inseticidas organofosforados.


Iodo - Grande ansiedade, com súbitos impulsos a correr, à violência e até ao
suicídio, são alguns sintomas mentais do excesso de iodo no organismo. Acne,
cistos sebáceos, miomas e nódulos na tiróide (tiroidite de Hashimoto) são
sintomas físicos desse excesso, hoje muito comuns.

Contaminação: Sal de cozinha (ao qual é adicionado iodo, obrigatoriamente,


por lei de quase 50 anos atrás), xaropes de iodeto de potássio e produtos de
uso local.

Magnésio - Em excesso provoca distensão abdominal por gases, intensas


dores nevrálgicas, queda de pressão, espasmos musculares, fadiga, sonolência
e perda de reflexos.

Contaminação: Consumo excessivo de antiácidos, laxantes, talcos para pés,


etc.

Manganês - Psicose e sintomas neurológicos como perda da expressão facial,


ausência do ato de piscar, gagueira e insônia, assim como dificuldade para
caminhar e falta de comando motor nas pernas, tremores nas mãos, rigidez
dos membros e outros sintomas similares à doença de Parkinson: estes são
alguns dos sintomas da intoxicação por manganês.

Contaminação: permanganato de potássio, fogos de artifício, cervejas em


lata.

Mercúrio - A intoxicação gradativa pelo mercúrio afeta em primeiro lugar o


cérebro, causando perturbações emocionais e psicológicas, acompanhadas de
grande irritabilidade, falta de concentração, timidez, indecisão, cansaço e
sonolência. Também é a principal causa de colites, diverticulites e lesões
renais.

Contaminação: desodorantes contendo calomelano, peixes e crustáceos de


rios e do mar, tintas, poliuretanos, termômetros quebrados, garimpos de ouro,
etc.

Níquel - A alergia a brincos e pulseiras de bijuteria é um dos sintomas de


contaminação pelo níquel, mas seu maior perigo é o câncer do pulmão e dos
seios da face.

Contaminação: latas de conservas douradas, bijuterias, objetos de adorno e


até pelas cordas de instrumentos musicais como o violão.

Prata - O contato persistente com a prata causa manchas cinzentas na pele do


rosto, grande ansiedade, medo de altura, incapacidade de ficar parado,
tendência a fazer tudo depressa e a acelerar os outros, sensação de cabeça
ôca, sonhos com cobras, abismos e insetos voadores.

Contaminação: jóias de prata e produtos fotográficos.

Selênio - Tristeza e melancolia, dores de cabeça agravadas pelos perfumes,


cheiros fortes ou chá, impotência e ejaculação precoce, irritação dos olhos e
inflamação das pálpebras, persistente cheiro de alho na boca, irritabilidade e
fadiga excessivas são todos sintomas de intoxicação pelo selênio, que
atualmente é receitado abusivamente. Nas gestantes, o excesso desse metal
pode provocar aborto e deformações fetais.

Contaminação: xampus anticaspa e medicamentos antioxidantes.

Zinco - Perda da concentração e memória, repetitividade de gestos e


pensamentos (balançar o pé ou a perna, enrolar a ponta do cabelo, roer unha,
perguntar a mesma coisa, cantarolar o dia todo a mesma música) são
características de excesso de zinco, também causa inquietação nas pernas à
noite e má circulação, assim como sérias dificuldades de aprendizado escolar.

Contaminação: cremes, pomadas, talcos, xampus e até colírios contendo


zinco, assim como alguns medicamentos antiestresse, antioxidantes e cálcio de
ostras para osteoporose.

DR. SÉRGIO TEIXEIRA

Classificação Indicações
Ferrugionosas anemias, parasitose, alergias e acne juvenil; estimulam o apetite.
Fluoretadas para saúde de dentes e ossos
dissolvem cálculos renais e biliares; favorecem a digestão; são
Radioativas
calmantes e laxantes; filtram excesso de gordura do sangue
diuréticas e digestivas, são ideais para acompanhar refeições; repõe
Carbogasosas
energia e estimula o apetite; eficazes contra hipertensão arterial
Sulfurosas para reumatismo, doenças da pele, artrites e inflamações em geral
sedativas e tranqüilizantes, combatem a insônia, nervosismo,
Brometadas
desequilíbrios emocionais, epilepsia e histeria.
Sulfatadas sódicas para prisão de ventre, colites e problemas hepáticos
para casos de raquitismo e colite; consolidam fraturas e têm ação
Cálcicas diurética. Reduz a sensibilidade em casos de asma, bronquites,
eczemas e dermatoses
Iodetadas tratam adenóides, inflamações da faringe e insuficiência da tireóide
Bicarbonatadas doenças estomacais, como gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite e
sódicas diabetes
Alcalinas diminuem a acidez estomacal e são boas hidratantes para a pele
1
Ácidas regularizam o pH da pele
Carbônicas hidratam a pele e reduzem o apetite
Sulfatadas atuam como antiinflamatório e antitóxico
Oligominerais higienizam a pele, diurese, intoxicações hepáticas, ácido úrico,
radioativas inflamações das vias urinárias, alergias e estafa
Texto revisado pelo Dr. Benedictus Mário Mourão, médico diretor dos Serviços Termais
1
Observação do autor: A acidez é contra-indicada para quem sofre de hiperacidez gástrica.
(www.jt.estadao.com.br/editoriais/2002/09/28)
da Prefeitura de Poços de Caldas e titular da Comissão Permanente de Crenologia do
DNPM

Antimônio 0,005 mg/L (Sb)

Arsênio 0,05 mg/L, calculado como arsênio (As) total

Bário 1 mg/L (Ba)

Borato 5 mg/L ,calculado como boro (B)

Cádmio 0,003 mg/L (Cd)

Cromo 0,05 mg/L, calculado como cromo (Cr) total

Cobre 1mg/L (Cu)

Cianeto 0,07 mg/L (CN)

Chumbo 0,01 mg/L (Pb)

Manganês 2 mg/L (Mn)

Mercúrio 0,001 mg/L (Hg)

Níquel 0,02 mg/L (Ni)

Nitrato 50 mg/L, calculado como nitrato

Nitrito 0,02 mg/L, calculado como nitrito

Selênio 0,05 mg/L (Se)

Tabela 5 – LIMITES MÁXIMOS PERMITIDOS DE CONTAMINANTES

Fonte: Resolução-RDC nº 54/2000

Amostra Amostra representativa


Microrganismo indicativa
limites

n c m M

E. coli ou coliforme (fecais) Ausência 5 0 Ausência


termotolerantes, em 100 mL

Coliformes totais, em 100 mL 5 1 2,0 UFC ou 2,2 NMP

Enterococos, em 100 mL 5 1 2,0 UFC ou 2,2 NMP

Pseudomonas aeruginosa, em 100 5 1 2,0 UFC ou 2,2 NMP


mL

Clostrídios sulfito redutores ou 5 1 2,0 UFC ou 2,2 NMP


C. perfringens, em 100 mL

n: número de amostras coletadas


c: número de máximo de amostras que podem apresentar contaminação
m: limite mínimo aceitável

Tabela 6 – CRITÉRIOS MICROBIOLÓGICOS DAS ÁGUAS MINERAIS

Fonte: Resolução-RDC nº 54/2000


PADRÃO DE ACEITAÇÃO PARA CONSUMO HUMANO
Parâmetro Unidade VMP(1)
Portaria nº 1.469 CONAMA 20 –
Classe 3
PH 6,0-9,5 6,0-9,0
DBO5 mg/L - 10
Cloreto mg/L 250 250
Cor Aparente uH(2) 15 75
Dureza mg/L 500 -
Oxigênio dissolvido mg/L - >4
Ferro mg/L 0,3 5,0
Sódio mg/L 200 -
Manganês mg/L 0,1 0,5
Odor / gosto Não objetável(3) Não objetável(3)

Nitrato mg/L 10 10
Sólidos dissolvidos totais mg/L 1.000 500
Sulfato mg/L 250 250
Nitrito mg/L 1 1
Lítio mg/L - 2,5
Coliformes totais UFC/100ml Ausência 20.000
Coliformes fecais UFC/100ml Ausência 4.000
(4)
Turbidez UT 5 <100
NOTAS: (1) Valor máximo permitido; (2) Unidade Hazen (mg PtCo/L); (3)
critério de referência; (4) Unidade de turbidez; - sem valor especificado.

Tabela 7 – PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS COMPARATIVOS DA CLASSE 3 DO

CONAMA Nº 20 E PORTARIA Nº 1.469

Fonte: Portaria MS nº 1.469 e Resolução nº 20 do CONAMA


Organização Mundial
País ou Entidade Brasil
da Saúde
Decreto Federal Decreto Federal Decreto
n°79,637/77 n°79,637/77 Estadual S.P. Recomendado
Parâmetro Unidade Recomendado
Portaria Portaria n°12,486/78 para Europa
n°56/Bsb n°36/GM(01) NTA - 60 (02)
1. Físicos e Organizações
Cor Pt/L 20 5(05) 10 - 20 15 -
Odor - N.O N.O Isento / cheiro Inofensivo -
Cloro lev.
Percept
Sabor - N.O N.O - Inofensivo -
Turbidez UNT 5 1 2-5 5 -
Temperatura °C - - - - -
pH - - 6,5 - 8,5 5-9 6,5 - 8,5 -
Condutividade µ Scm à 25° - - - - -
Aspecto - - - Límpido - -
2. Químicos
2.1 Componentes
Inorgânicos
Antimônio mg/L Sb - - - - -
Arsênio mg/L AS 0,1 0,05 0,05 0,05 0,05
Bário mg/L Ba 1,0 1,0 1,0 - 1,0
Boro mg/L B - - - - -
Cádmio mg/L Cd 0,001 0,005 0,01 0,005 0,01
Chumbo mg/L Pb 0,1 0,05 0,05 0,05 0,1
Cianetos mg/L CN - 0,1 0,2 0,1 -
Cromo Hexavalente mg/L Cr - - 0,05 - -
Cromo Total mg/L Cr 0,05 0,05 - 0,05 0,05
Cloro Residual mg/L Cl2 - 0,2(07) 0,3 0,2 - 0,5 -
Fluoretos mg/L F 0,6 - 1,7(08) 0,6 - 1,7 (08) 1,0 1,5 1,5
Mercúrio mg/L Hg 0,002 0,001 - 0,001 PC
Nitratos mg/L N 10 10 10 10 -
Nitrito mg/L N - - - - -
Níquel mg/L Ni - - - - -
Oxigênio Consumido mg/L O2 - - - - -
Potássio mg/L K - - 2,5 - -
Prata mg/L Ag 0,05 0,05 - - -
Selênio mg/L Se 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01
2.2 Componentes
Orgânicos
Aldrin e Dieldrin µg/L 1,0 0,03 - 0,03 -
Benzeno µg/L - 10 - 10 -
Benzo-a-pireno µg/L - 0,01 - 0,01 -
Clordano (Total de
µg/L 3,0 0,3 - 0,3 -
Isômeros)
Clorobenzeno µg/L - 0,1 - ,03 - 0,1 - 0,3 -
Clorofenóis µg/L - 0,1 - 0,1 - 1,0 -
Clorofórmio µg/L - - - 30 -
DDT (p-p'DDT; 0-p'DDT; p-
µg/L 50 1,0 - 1,0 -
p'DDE; o-p'DDE)
Endrin µg/L 0,2 0,2 - - -
Fenol µg/L 1,0 0,1 - - -
Heptacloro + heptacloro
µg/L 0,1 0,1 - 0,1 -
Epóxido
Hexaclorobenzeno µg/L - 0,01 - 0,01 -
Lindano (Gama HCH) µg/L 4,0 3,0 - 3,0 -
Metoxicloro µg/L 100 30 - 30 -
Pentaclorofenol µg/L - 10 - 10 -
Tetracloreto de Carbono µg/L - 3,0 - 3,0(10) -
Tetracloreto µg/L - 10 - 10(10) -
Taxofeno µg/L 5,0 5,0 - - -
Tricloetenos µg/L - 30 - 30(10) -
I,I,I, Tricloretano µg/L - - - - -
Trihalometanos µg/L - 100(10) - - -
1,1 Dicloroetano µg/L - 0,3 - 0,3 -
1,2 Dicloroetano µg/L - 10 - 10 -
2,4 D µg/L 20 100 - 100 -
2,4,6 Triclorofenol µg/L - 10(11) - 10 -
Comp. Organofosforados e
µg/L 100 -(12) - - -
Carbamatos
Pesticidas - Indiviadual µg/L - - - - 0,1
Total µg/L - - - - -
2,4,5 TP µg/L 30 - - - -
2,4,6 T µg/L 2,0 - - - -
2.3 Afetam a Qualidade
Organoléptica
Alumínio mg/L Al 0,1 0,2(10) - 0,2 -
Surfactantes mg/L LAS 0,5 0,2 - - -
Cloretos mg/L Cl 600 250 250 250 -
Cobre mg/L Cu 1,0 1,0 1,0 1,0 0,005
Dureza Total mg/L CaCO3 - 500 - 500 -
Ferro Total mg/L Fe 1,0 0,3 0,3 0,3 0,1
Manganês mg/L Mn 0,5 0,1 0,05 0,1 0,05
Magnésio mg/L Mg - - - - -
Sódio mg/L Na - - - 200 -
Sólidos Totais Dissolvidos mg/L 1000 1000 - 1000 -
Sólidos Totais mg/L 1500 - 500 - -
Sulfatos mg/L SO4 - 400 250 400 -
Sulfeto de Hidrogênio mg/L S - 0,025 - 0,25 - N.D -
Zinco mg/L Zn 5,0 5,0 5,0 5,0 5,0
3. Radioativos
Radioatividade Alfa Total Bq/L - 0,1 - 0,1 -
Radioatividade Beta Total Bq/L - 1,0 - 1,0 -
Césio Bq/L - - - - -
Iodo Bq/L - - - - -
Rádio Bq/L - - - - -
Estrôncio Bq/L - - - - -
Tritium Bq/L - - - - -
4. Microbiológicos
Cloriformes Fecais n°/100 mL - 0 0 0 -
100 mL - 0(15) 0 0 -

A potabilidade de uma água pressupõe a ausência/inativação total de coliformes fecais.

Aquário Marinho.

TROPIC MARIN TESTE COMBINADO DE MAGNÉSIO E CÁLCIO

Qual o significado das concentrações de magnésio e de cálcio num aquário marinho?

O magnésio e o cálcio são juntamente com o sódio, o potássio, o cloreto e o sulfato, os componentes
principais da água do mar. Para os seres vivos com esqueleto calcáreo, como por exemplo os corais duros
e algas pink coralíneas, são o magnésio e sobretudo o cálcio, fatores importantes para o crescimento. O
cálcio junto com uma quantidade suficiente de dióxido de carbono forma o carbonato de hidrogenato de
cálcio que será biologicamente utilizado e armazenado pelos esqueletos calcáreos sobre forma de
carbonato. Dependendo do tipo de organismo, carbonato de magnésio, em quantidade variada, é também
usada nestes esqueletos calcáreos. Adicionalmente, o magnésio é muito importante na fotossíntese.

Devido ao metabolismo celular e ao uso destes componentes nos esqueletos calcáreos dos organismos, a
concentração de magnésio e de cálcio num aquário marinho diminuem a todo momento. Por esta razão,
testes regulares de magnésio e cálcio, e possíveis adição destes ions para um aquário marinho são
necessários, para promover um crescimento saudável nestes organismos.

Qual é a concentração de magnésio e cálcio recomendada?

A concentração do magnésio na água do mar é aproximadamente 1280-1320 mg/l (ppm) e de cálcio por
volta de 400-410 mg/litro (ppm) criando uma relação de Mg/Ca de 3.25/1. Altas concentrações de magnésio
e ou cálcio podem levar a uma preciptação causando caídas na alcalinidade e elementos traços na solução.
Por esta razão, é recomendado a manutenção das concentrações de magnésio e cálcio mais perto possível
da água salgada natural do mar.

Principais íons salinos da água do mar

• Cloreto (Cl-): 55,04 %m (%m significa porcentagem em massa)


• Sódio (Na+): 30,61 %m
• Sulfato (SO42-): 7,68 %m
• Magnésio (Mg2+): 3,69 %m
• Cálcio (Ca2+): 1,16 %m
• Potássio (K+): 1,10 %m
Cálcio e Reserva Alcalina
Alexandre Góes

O cálcio e a reserva alcalina são de extrema importância num Reef, pois deles depende a
taxa de crescimento dos corais e a estabilidade do pH do aquário.

A reserva alcalina é formada por um conjunto de íons, sendo que a grande maioria é composta de
carbonatos, bicarbonatos e ácido carbônico, que nada mais é do que gás carbônico dissolvido na água do
aquário. Existem também, em menor quantidade, compostos utilizando o boro ou o fósforo no sistema
tamponador, e é a quantidade de todos esses íons que a reserva alcalina representa.

Ela funciona da seguinte forma:

A acidez da água é representada pelo número de íons hidrogênio (H+) livres na solução. Quanto
mais íons, mais ácida a água. O sistema de tamponamento funciona capturando ou liberando esses íons.
Podemos manter a solução estável em qualquer pH que desejarmos, pois o pH de equilíbrio é dado pelas
proporções entre carbonatos, bicarbonatos e ácido carbônico.

Além dessa importante função (manter o pH estável), a reserva alcalina tem ainda uma outra função
nos Reefs, juntamente com o cálcio (Ca). Ela é utilizada pelos corais na formação de seus esqueletos, que
são compostos de carbonato de cálcio (CaCO3). Assim, há um constante consumo de Ca e RA (reserva
alcalina) no aquário e temos que, de alguma forma, adicioná-los com bastante freqüência.

No mar encontramos valores próximos de 400 mg/l (miligramas por litro) de Ca e 2,0 mEq/l
(miliequivalentes por litro) de RA. Em Reefs, o ideal é tê-los um pouco acima disso. A RA também é
comumente medida em dKH. Para converter de mEq/l para dkH basta multiplicar por 2,8.

No processo de calcificação dos corais eles consomem 1,0 mEq de Ra a cada 20mg de Ca. Assim
sendo, um aquário equilibrado em relação ao Ca e a RA precisa satisfazer a seguinte equação:

[Ca] = 20 x [RA] + 360

Por exemplo, se alguém tem 350 mg/l de Ca e 1,7 mEq/l, ele está com os dois valores abaixo do
ideal. Mas como resolver esse problema ? Primeiro devemos verificar se há ou não equilíbrio, para que
possamos saber que medidas devem ser tomadas. Nesse exemplo teríamos:

350 = 20 x 1,7 + 360

350 = 394

Claro que não estão em equilíbrio. O melhor a fazer nesse caso seria subir o nível do Ca para 394
mg/l e assim tornar a equação verdadeira.

Para subir o nível de Ca do aquário, sem alterar a RA, só precisamos adicionar Cloreto de Cálcio
(CaCl2). Ele é bastante concentrado e pode ser encontrado facilmente em distribuidoras de produtos
químicos e também em vários produtos próprios para aquários, que só adicionem cálcio.

Inversamente, se tivéssemos um aquário c/ 420 mg/l de Ca e 1,5 mEq/l de RA teríamos:

420 = 20 x 1,5 + 360

420 = 390

Agora temos uma Ra muito baixa e devemos aumentá-la utilizando-se, preferencialmente, de


tamponadores próprios para aquários marinhos, que contém carbonatos e bicarbonatos, assim como os
outros íons que existem em menor quantidade, na proporção correta.
Depois de equilibrados os níveis de cálcio e a reserva alcalina, através de adição de cloreto de
cálcio ou de tamponadores, conforme o caso, como mantê-los altos ? Existem diversos métodos, porém os
mais utilizados são a adição de Kalkwasser, de suplementos conjugados de Ca e RA ou o uso de reatores
de Ca. Todos estes métodos suprem Ca e RA para o aquário na proporção exata que são consumidos
pelos corais, não causando desequilíbrio entre eles.

Kalkwasser
O Kalkwasser (do alemão, "água calcária") é simplesmente uma solução saturada de Hidróxido de
Cálcio (Ca(OH)2).

Para fazer kalkwasser bastar misturar Ca(OH)2 na água de reposição, na proporção de,
aproximadamente, 2g por litro. Esta mistura deve ser feita de modo a haver a menor aeração possível pois,
havendo troca gasosa do kalkwasser com a atmosfera, o Ca(OH) 2 se combina com o gás carbônico (CO 2)
do ar formando carbonato de cálcio (CaCO3), que precipita, diminuindo a quantidade de cálcio no
kalkwasser. O carbonato de cálcio aparece na forma de pequenos flocos brancos, no fundo do recipiente, e
não deve ser adicionado ao aquário.

O kalkwasser, ao ser adicionado no aquário, precisa de gás carbônico para reagir. Por este motivo,
devemos adicioná-lo bem lentamente, para que haja tempo do gás carbônico, que estiver sendo consumido
nesse processo, ser reposto. As principais fontes de CO2 são a atmosfera e também a respiração dos
animais e plantas. A melhor forma de adicionar kalk (kalkwasser) é deixá-lo pingando, logo antes do ponto
de captação da água que vai para o skimmer. Assim ele logo entra numa área de alta troca gasosa, para
receber todo o CO2 que necessita da própria atmosfera. Além disso tudo, o kalkwasser, por ter um pH muito
alto, ainda aumenta a eficiência do skimmer, tornando a espuma produzida por ele mais densa e
consistente. O kalk, ainda, quando está sendo preparado, remove uma quantia substancial de fosfato da
água, que se precipita juntamente com o carbonato de cálcio. A remoção do fosfato é excelente, já que ele
promove o crescimento de algas indesejáveis no aquário. Outra dica é adicionar kalk preferencialmente à
noite, quando não há consumo de CO2 pelas algas do aquário, havendo, então, mais oferta desse gás. O
kalk dosado à noite serve também para equilibrar o pH, que sempre tende a cair nesse período, justamente
devido ao acúmulo de CO2 já mencionado.

O grande perigo do kalk é adicioná-lo muito rapidamente, sem que haja CO2 suficiente para a sua
reação completa. Não havendo CO2, o kalk reage com os bicarbonatos do aquário e, além de removê-los,
ainda forma carbonato de cálcio, o que deve ser evitado.

O kalkwasser pronto pode ser guardado por um tempo indefinido, desde que esteja num recipiente
lacrado. Num recipiente aberto, onde haja troca gasosa e, consequentemente, entrada de CO2, ele aos
poucos vai perdendo sua eficiência, e deve, nesse caso, ser utilizado no máximo em 2 ou 3 dias.

Aquários grandes, com pequenas taxas de evaporação e grandes taxas de calcificação podem ter
um certo problema com o uso do kalkwasser. Nesses casos, pode-se adicionar até o dobro da quantidade
de Ca(OH)2 à água de reposição e dosá-la, gota à gota, imediatamente, sempre numa área de alta
aeração. Esse kalk supersaturado perde sua eficiência em algumas horas, pois todo o hidróxido de cálcio
colocado a mais se precipita rapidamente, transformando-o em kalkwasser comum.

É comum, inclusive, a instalação de pequenos ventiladores direcionados para a água do aquário a


fim de aumentar a taxa de evaporação e, como conseqüência, a de kalkwasser que pode ser adicionada
diariamente. Esses ventiladores ainda apresentam a vantagem de baixar a temperatura do aquário, muitas
vezes substituindo até mesmo o uso de refrigerador.

Suplementos Conjugados de Ca e RA
Suplementos conjugados de Ca e RA nada mais são do que produtos que contém cloreto de cálcio
(para aumentar o cálcio) e tamponadores (para aumentar a reserva alcalina), na proporção correta para que
ambos subam equilibradamente. Eles devem também ser adicionados em locais do aquário com boa
circulação. Já que não precisam de uma fonte de CO2, como o kalkwasser, podem (e devem) ser dosados
diretamente, sem que sejam misturados na água de reposição. Em aquários que não conseguem manter-
se apenas com kalkwasser, esses suplementos são uma opção viável, apesar de aquários com essa
característica serem muito incomuns aqui no Brasil.
Estes suplementos, apesar de conseguirem adicionar muito mais cálcio e tamponadores que o
kalkwasser, possuem um grande inconveniente. Eles deixam resíduos, o que não ocorre com o uso do
kalk. O íon de cloro, que sobra do cloreto de cálcio, e o íon de sódio, que sobra dos tamponadores (pois
eles são, em sua maioria, bicarbonato de sódio), se combinam formando cloreto de sódio, que nada mais é
do que sal comum. Esse sal, que vai se acumulando, aumenta a densidade da água do aquário
consideravelmente. Para corrigir isso o aquarista normalmente retira um pouco da água do aquário e a
repõe com água doce, diminuindo a densidade. Infelizmente ele se esquece que essa água retirada contém
ainda vários outros íons indispensáveis para a vida marinha, que não estão sendo repostos. Com o passar
do tempo, cada vez mais a água do aquário se torna apenas água doce com cloreto de sódio. Resolver
esse problema é impossível. Para atenuá-lo, a única forma viável é através de trocas de água mais
freqüentes, removendo essa água pobre em elementos traços e adicionando água marinha completa, quer
seja sintética ou natural. Por este motivo, aquários mantidos com kalkwasser necessitam muito menos de
trocas parciais do que aquários mantidos com suplementos conjugados, já que não há, naqueles, nenhum
composto que se acumule com o passar do tempo.

Reatores de Cálcio
Os reatores de cálcio funcionam de modo bastante simples. Neles, há uma bomba que faz a água
do aquário circular por um substrato de carbonato de cálcio. Antes da água entrar nesse recipiente, ela tem
seu pH bastante diminuído, mediante um sistema de injeção de CO2. Sob pHs muito baixos (próximos à
6,5), o carbonato de cálcio se dissolve, adicionando, então, cálcio e tamponadores ao aquário. A vazão da
água que entra (ou sai) do reator de cálcio é pequena, na faixa de alguns litros por hora, mas a água que
circula internamente geralmente atinge centenas de litros por hora. Devido à essa pequena vazão e ao alto
valor de reserva alcalina na água que sai do reator, ela rapidamente volta ao pH normal do aquário, não
causando problemas.

Os reatores de cálcio são uma opção muito melhor do que o uso de suplementos conjugados em
casos onde não se consiga manter o cálcio e a reserva alcalina apenas com kalkwasser, pois, como esse
último, não deixam resíduo algum.

Sua grande vantagem é a baixa manutenção. Ao invés de ter que fazer kalkwasser várias vezes por
semana, o reator apenas necessita da recarga da garrafa de CO2 e a reposição do substrato de carbonato
de cálcio. Ambos duram normalmente vários meses.

Toda essa mordomia tem um preço. Os reatores de cálcio tem um custo inicial bem elevado e
podem causar sérios estragos em caso de acidente, como problemas na válvula de injeção do CO 2. A
qualidade do substrato é outra questão. Se ele contiver fosfato ou outros elementos indesejáveis, eles
serão adicionados, juntamente como cálcio e os tamponadores.

Resumindo, manter um nível excelente de cálcio e reserva alcalina é muito fácil:

Meça o Ca e a reserva alcalina

Substitua-os na equação: [Ca] = 20 x [RA] + 360

Se o Ca estiver baixo, use CaCl2 até a equação se tornar verdadeira

Se a RA estiver baixa, use tamponadores com o mesmo fim

Depois de equilibrados dose a solução de Ca(OH)2 (kalkwasser), lentamente.

Se mesmo assim, tanto o Ca quanto a RA continuarem descendo, use suplementos


conjugados (e prepare-se para trocas parciais mais freqüentes) ou adquira um reator de cálcio.