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1 SINAIS E SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO

Processos de um Sistema de Comunicação

Um sistema de comunicação simples é formado pelos seguintes blocos: Fonte;


Transmissor; Canal; Receptor e Destino.

Os processos de um sistema de comunicação se dão através da descrição da


mensagem através de símbolos elétricos, da codificação dos símbolos de acordo
com o meio físico de transmissão, da transmissão dos símbolos até o destino,
da decodificação e reprodução dos símbolos originais e da recriação do sinal de
mensagem original (FERNÁNDEZ, 2014).

Sinal: Função do tempo que contém informação sobre o comportamento de


algum fenômeno (FERNÁNDEZ, 2014). Os sistemas de comunicação podem ser
classificados como analógicos ou digitais, relativo à natureza da mensagem
transmitida. Os sistemas digitais possuem inúmeras vantagens, como a
utilização de repetidores regenerativos, a possibilidade de usar criptografia e
códigos para a correção de erros, e o hardware digital consideravelmente mais
barato no mercado.

Os Sinais são classificados em:

 Sinais Determinísticos;
 Sinais Aleatórios;
 Sinais Periódicos;
 Sinais não Periódicos;
 Sinais Analógicos;
 Sinais Discretos:
 Sinais de Energia;
 Sinais de Potência.

Portanto, os sinais podem ser representados da seguinte forma: Sinais de tempo


contínuo e tempo discreto; Sinais pares e ímpares; Sinais periódicos e Sinais
não-periódicos; Sinais determinísticos e Sinais aleatórios; Sinais de energia e
Sinais de potência.

Figura 1. Classificação dos sinais.


1.1 Classificação dos Sinais

Segundo Higuti e Kitano (2003),

SINAIS DETERMINÍSTICOS: são aqueles que podem ser descritos sem


nenhuma incerteza. Este tipo de sinal pode ser reproduzido de maneira exata e
repetida. Um sinal senoidal puro é um exemplo de um sinal determinístico.

SINAIS ALEATÓRIOS: um sinal é aleatório se não pode ser descrito com


certeza antes de ocorrer. Por exemplo, o conjunto dos resultados obtidos quando
se joga um dado não-viciado é um sinal aleatório. Um sinal de um exame de
ECG ou EEG também é um sinal aleatório, pois não pode ser previsto com
certeza. Portanto sinais aleatórios não podem ser reproduzidos de maneira exata
e repetida.
SINAIS DE TEMPO CONTÍNUO: sinais definidos para todo instante de tempo
são chamados de sinais de tempo contínuo.

SINAIS DE TEMPO DISCRETO: sinais definidos apenas em determinados


instantes de tempo são chamados de sinais de tempo discreto.

SINAIS LIMITADOS AO TEMPO: são sinais não periódicos e concentrados em


intervalos de tempo com duração bem definida. Basicamente, estes sinais
podem ser subdivididos em sinais estritamente e assintoticamente limitados no
tempo.

SINAIS LIMITADOS EM AMPLITUDE: Um sinal é limitado em amplitude se


existe um valor M tal que | x(t) |< M para todo t.

SINAIS PARES: um sinal x(t) será dito par se x(-t)=x(t) (simétrico em relação ao
eixo das ordenadas).

SINAIS ÍMPARES: um sinal x(t) será dito ímpar se x(-t)=-x(t) (antissimétrico em


relação ao eixo das ordenadas).

SINAIS PERIÓDICOS: a periodicidade de sinais também é um fator importante


no estudo de sinais e sistemas. Um sinal periódico com período T deve obedecer
a condição X(T)=X(T+KT) , k inteiro.

SINAIS NÃO-PERIÓDICOS: um sinal que não apresenta periodicidade é


chamado de aperiódico.

Perturbações em comunicação: Os tipos de perturbações frequentes nos enlaces


de comunicação podem ser classificados como mostra o esquema a seguir:

Figura 2. Representação esquemática das perturbações em comunicação.


2 SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO

Os sistemas podem ser encontrados em inúmeras situações do cotidiano. Por


exemplo, um rádio é um sistema que converte as ondas eletromagnéticas
captadas por sua antena em sinais sonoros audíveis, sendo que no interior deste
sistema o rádio, há subsistemas responsáveis por determinadas tarefas
específicas (os alto-falantes que convertem sinais elétricos em variações de
pressão, que é o som). Este sistema também pode ser chamado de "transdutor"
(HIGUTI; KITANO, 2003).

Portanto, um sistema pode ser visto como um processo, ou uma caixa-preta, que
tem à sua entrada um ou mais sinais, e que produz um outro(s) sinal(is) na sua
saída, ou, em outras palavras, produz uma transformação nos sinais de entrada.
Matematicamente, é dito também que um sistema mapeia uma dada função
(sinal de entrada) em outra (sinal de saída). Em outras ocasiões, um sistema é
tratado como um operador matemático S{ . }, que atua sobre o sinal de entrada
para constituir a saída (HIGUTI; KITANO, 2003, p. 99).

Neste contexto, os sistemas são descritos por diagramas de blocos, que são
interconexões idealizadas de sistemas elementares, sendo que o objetivo da
análise de sistemas é obter e interpretar as relações entre sinais de entrada e
saída no sistema (HIGUTI; KITANO, 2003).

Figura 2. Representação de um sistema genérico.

SITUAÇÃO-PROBLEMA

Interoperabilidade

Há sempre a ameaça de que as tecnologias e serviços não serão plenamente


interoperáveis. Basta lembrar os padrões concorrentes e sem interoperabilidade
das tecnologias de TV e vídeo, ou dos sistemas operacionais Windows, Mac OS,
Linux e assim por diante. Atualmente os dispositivos e sistemas são muitas
vezes personalizados através do uso de protocolos proprietários, e, como
conseqüência, eles são muitas vezes incompatíveis entre si. A interoperabilidade
é uma demanda óbvia dos usuários:

 Nas pesquisas de consumidores, a maioria dos respondentes considera muito


importante a interoperabilidade entre dispositivos e aplicações.
 A falta de interoperabilidade entre os provedores de serviços leva a um nível
equivalente de frustração. Por exemplo, quando o MMS (Multimedia Messaging
Service) foi lançado na Europa, a falta de interoperabilidade entre as operadoras
de rede não permitiu realizar a entrega confiável de mensagens. Isso deu má
reputação ao serviço.
 O sucesso da telefonia móvel foi o resultado da interoperabilidade através da rede
telefônica pública comutada com as operadoras de rede fixa. Os primeiros usuários de
serviços móveis tinham pessoas para realizar chamadas telefônicas. E, da mesma maneira
no futuro, a prestação de serviços de comunicação fixa e móvel sobre IP vai exigir o uso
de padrões abertos e interoperabilidade.

Fazer da interoperabilidade uma realidade é um desafio político, em termos de


regulamentação e de uso justo, e um desafio para os negócios, que necessitam
de acordos comerciais para dar suporte às receitas e de compartilhamento de
informações entre prestadores de serviços.

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